A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
51 pág.
Tecnologia dos Materiais - Ciência dos Materiais

Pré-visualização | Página 10 de 11

desaparecidos. 
 Normalmente, não se exige para a macrografia polimento muito elevado o que 
facilita sobre maneira a execução deste ensaio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41
 
ATAQUE DA SUPERFÍCIE POR UM REAGENTE QUÍMICO ADEQUADO 
 
 O contato do CDP com o reativo pode ser obtido: 
 
 Imersão: Mergulhando a superfície no reativo colocado num recipiente. Deve-se 
agitar o reagente para homogeneizar o reativo e, principalmente, para destruir as bolhas 
arrastadas mecanicamente ou formada pelas reações químicas, por estas impedirem o 
ataque. 
 
 Aplicação: Aplicando-se uma camada de reativo sobre a superfície com um 
chumaço de algodão fixado num bastão de vidro. 
 
 Conforme sua duração e profundidade, os ataques são classificados em lentos ou 
profundos e rápidos ou superfícies. Estes últimos são os mais empregados. 
 
 Os ataques lentos visam obter uma corrosão profunda do metal, com relevo 
acentuado. Empregam-se em alguns casos em que o reativo rápido não dá contraste 
suficiente como em certas estruturas fibrosas. 
 
 O ataque, de acordo com o tempo de duração, é dito rápido, conforme sua 
duração seja de segundos ou poucos minutos e lento, quando durar minutos, horas ou 
dias. 
 
 Normalmente, durante o ataque à superfície é observada constantemente até 
obter-se uma textura nítida e com detalhes para o exato resultado do ensaio. 
 
 O tempo de ataque, estando subordinado a temperatura e a composição do 
material e do reativo, deve ser encarado com muito cuidado, pois tempo insuficiente 
proporcionará textura fraca, pouco visível e sem detalhes e em excesso, dará textura 
ofuscada e até deturpada. 
 
 Deve-se utilizar a capela quando os vapores emanados dos reativos forem 
corrosivos ou tóxicos. 
 
 
 
 
 
 42
Lavagem: 
 Interrompe-se o ataque por meio de um jato de água sobre a superfície, tendo-se 
o cuidado de remover qualquer depósito formado durante o ataque. 
Secagem: 
 Consiste em aplicar álcool ou algodão embebido em álcool sobre a superfície e 
em seguida jato de ar, de preferência quente. 
 
 
REATIVOS OU SOLUÇÕES DE ATAQUE 
 São geralmente, soluções ácidas, alcalinas, ou substâncias complexas dissolvidas 
num solvente adequado, principalmente álcool e água. 
 O reativo para revelar uma nítida textura deve ser escolhido de acordo com a 
natureza do material e dos detalhes que se quer verificar. Deve possuir determinadas 
características como simplicidade de composição, estabilidade, não ser tóxico e nem 
venenoso. 
 Numerosos são os reativos aplicados nos ensaios macrográficos, sendo que os 
mais aplicados a aços carbono e aços de baixa liga. 
 
 Os reativos mais concorrentes são: 
 
REATIVO DE ÁCIDO CLORÍDRICO 
 
Aplicação: O CDP deve ser imerso na solução por um período de tempo suficiente para 
revelar a macroestrutura. 
 
¾ Composição: 
Ácido clorídrico (conc.) – 50ml 
 Água - 50ml 
 
¾ Revelação: 
Identificar trincas, porosidades, depósito de soldas, segregação, profundidade de 
têmpera etc. 
REATIVO DE IODO 
 
Aplicação: 
A solução deve ser utilizada à temperatura ambiental imergindo ou aplicando com 
uma mecha de algodão a solução na superfície a ser atacada, até que se tenha uma 
 
 
 43
clara definição dos contornos da macro-estrutura. O corpo de prova deve ser imerso na 
solução por um período de tempo suficiente para revelar a macroestrutura. 
 
¾ Composição química: 
Iodo sublimado 10g 
Iodeto de potássio 20g 
Água 100g 
 
¾ Revelação: 
a) Imagens que só aparecem com um simples ataque da superfície, e que 
desaparecem quase por complemento com um leve repolimento 
subseqüente: alterações locais ou parciais de origem térmica como 
têmperas, zonas alteradas pelo calor da solda, partes cementadas etc. 
b) Imagens que só revelam ou só aparecem após um leve repolimento da 
superfície atacada com as imagens adquirindo maior contraste se o 
repolimento for seguido de um ataque de muita curta duração: 
segregação, bolhas, textura fibrosa etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NORMALIZAÇÃO DO MÉTODO 
 
 Os métodos para a determinação da macroestrutura de aços e de materiais 
diferentes estão normalizados pelo método ASTM que também fornece os reativos mais 
adequados para os vários tipos de metais. 
 
A avaliação do resultado do ensaio depende da finalidade a que o mesmo destina, 
ou seja, se o ensaio foi aplicado com a intenção de pesquisa ou de avaliar o aspecto da 
macro-estrutura segundo uma norma ou especificação. 
 
O registro dos resultados dos ensaios macrográficos pode ser feito: 
 
 
 44
¾ Proteção da face ensaiada do corpo de prova com uma camada de verniz 
transparente. 
¾ Fotografia em tamanho natural dos resultados do ensaio, seguido de laudo ou 
relatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45
TÉCNICA MICROGRÁFICA 
 
¾ Escolha de localização da secção a ser estudada 
¾ Realização de uma superfície plana e polida 
¾ Ataque 
¾ Observação através do microscópio 
 
Escolha e localização da secção a ser estudada: 
 
A localização do corpo ou dos corpos de prova para a micrografia em peças 
grandes é, freqüentemente, feita após o exame macrográfico, porque se o aspecto for 
homogêneo, a localização do corpo de prova e em geral indiferente; se, porém, não for e 
revelar anomalias ou heterogeneidades, o observador poderá localizar corpos de prova 
em vários pontos, caso julgue de interesse em exame mais detalhado dessas regiões. 
 
Quando se trata de uma peça pequena é ela diretamente secionada. 
 
O corte da amostra deve ser efetuado de tal maneira que não complique as precauções. 
Os discos de corte são os mais utilizados na micrografia. Durante a operação de corte, 
deve-se tomar o máximo de cuidado para não danificar a estrutura do material. 
 
 
CORTADEIRA DE AMOSTRAS METALOGRÁFICAS MESOTOM: Cortadeira de amostras para 
laboratórios metalográficos e petrográficos. De construção sólida, isenta de vibrações mecânicas, 
permite o corte a úmido por imersão completa com discos abrasivos. Durante o corte a amostra e 
o disco abrasivo são devidamente refrigerados para evitar qualquer deformação da estrutura 
interna do material através de dois bicos atomizadores ajustáveis os quais são alimentados por um 
sistema de circulação de água, circuito fechado. 
 
 
 
 46
 
PRENSA HIDRÁULICA SEMI-AUTOMÁTICA PARA EMBUTIMENTO DE AMOSTRAS 
METALOGRÁFICAS 
 
 
 
Processo moderno de fixação de pequenas peças 
 
EMBUTIMENTO: 
 
 A montagem da amostra para o ensaio metalográfico é de grande importância, 
pois facilita o manuseio de peças pequenas. A montagem é feita com resinas 
termoplásticas, através de prensa hidráulica. 
 
 
 
 
 47
REALIZAÇÃO DE UMA SUPERFÍCIE PLANA E POLIDA NO LUGAR ESCOLHIDO 
 
 Tudo que foi dito na técnica e preparação do CDP para a macrografia aplica-se 
também a da micrografia, acrescido evidentemente de alguns cuidados especiais, pois 
neste caso a superfície se destina a ser examinada ao microscópio. 
 
 A técnica de lixamento consiste em se lixar a amostra sucessivamente com lixas 
granulometria cada vez menor, mudando a direção (90º) em cada lixa subseqüente até 
desaparecerem os traços da lixa anterior. 
 
 A prática indica que a seqüência mais adequada para o trabalho metalográfico é 
220, 320, 400 e 600, sendo o tempo de lixamento o dobro para cada estágio até que 
todos os riscos desapareçam. Podendo usar lixadeiras manuais e elétricas. 
MANUAL 
 
Lixadeira manual por via úmida de amostras metalográficas cerâmicas ou petrográficos. 
Fornecida com área de lixamento em forma de 4 pistas de 245x45 mm, permitindo a 
rápida intercambialidade das lixas nas granas 220, 320, 400 e 600. Sistema de aspersão 
de água corrente, dreno e molas de fixação das lixas. 
 
MOTORIZADO 
 
Lixadeira-politriz motorizada: pode ser transformada