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Roteiro do mapa mental 01: Dopamina Dopamin� Introdução A dopamina é neurotransmissor do grupo das aminas biogênicas. ● A DA consiste em uma molécula de catecol ligada a uma etilamina→ classificada como catecolamina. ● Está intimamente ligada com a com a melanina - pigmento que é formado por oxidação da tirosina → este pigmento confere à substância negra - da qual partem neurônios dopaminérgicos - sua cor escura. Síntese, neurotransmissão e captação da DA Síntese A síntese de DA é semelhante à via biossintética da síntese da 5-HT (serotonina). ● Os aminoácidos fenilalanina e tirosina são os precursores da DA → a fenilalanina da dieta é convertida em tirosina pela fenilalanina hidroxilase (FH) . (1) A tirosina atravessa para o cérebro por meio de captação; (2) Ocorre a conversão de tirosina em L-DOPA pela enzima tirosina hidroxilase (TH)→ este é o passo limitante na síntese de DA. (3) A L-DOPA é convertida em DA pela enzima AADC (aminoácido aromático descarboxilase). Neurotransmissão, captação e metabolização (1) No terminal do nervo dopaminérgico, ocorre a síntese da DA a partir da tirosina pela ação sequencial da TH e da AADC. (2) A DA é sequestrada pelo transportador de vesículas de monoaminas (TVMA2) nos grânulos de armazenamento e liberada por exocitose; (3) A DA presente na sinapse ativa autorreceptores pré-sinápticos e receptores D1 e D2 pós-sinápticos. (4) A DA sináptica pode ser captada para o interior dos neurônios por transportadores de DA (TDA) e NE (TNE) ou removida por captação pós-sináptica, via transportadores OCT3 → permite o reempacotamento vesicular do transportador ou seu metabolismo. (5) A DA citosólica está sujeita a degradação pela enzima monoaminoxidase (MAO) e aldeído desidrogenase (ALDH) no neurônio e pela catecol-O-metiltransferase (COMT) e MAO/ALDH nas células não-neuronais → produto final é o ácido homovanílico (HVA). Receptores múltiplos da DA [Citar apenas] Foram clonados cinco receptores acoplados à proteína G (RPGs), os quais intermediam as ações da DA. Eles foram organizados em duas famílias com base em seu perfil efetuador-acoplamento: (1) receptores tipo D1 e (2) receptores tipo D2. (1) Receptores D1: É o receptor melhor conservado e mais expresso dentre os receptores de DA→ os níveis mais altos da proteína-receptor da D1 são encontrados no SNC - particularmente no putâmen núcleo caudato, substância negra na parte reticulata, núcleo acumbente, hipotálamo, córtex frontal e bulbo olfatório. (2) Receptores D2: Expressa-se no cérebro, incluindo o estriado, núcleo acumbente, tubérculo olfatório, córtex pré frontal, amígdala, área tegmental ventral, hipocampo, hipotálamo e substância negra parte compacta. (3) Receptores D3: São menos abundantes que D2 e se expressam apenas nas regiões límbicas do cérebro. (4) Receptores D4: Expressam-se em abundância na retina e também se encontram no hipotálamo, córtex pré-frontal, amígdala, hipocampo e hipófise. (5) Receptores D5: Estão expressos, principalmente, na substância negra, hipotálamo, estriado, córtex cerebral, núcleo acumbente e tubérculo olfatório. Ações da DA em sistemas fisiológicos SNC A DA no cérebro se projeta por quatro vias principais: (1) mesolímbica, (2) mesocortical, (3) nigroestriatal e (4) tuberoinfundibular→ regulam uma variedade de funções. ● Os processos fisiológicos sob controle dopaminérgico incluem recompensa, emoções, cognição, memória e atividade motora. ● A desregulação do sistema dopaminérgico é crítica em inúmeras doenças - incluindo a doença de Parkinson, síndrome de Tourette, depressão bipolar, esquizofrenia, TDAH e dependência e uso abusivo de drogas. (1) Via mesolímbica: associada a recompensa e menos a comportamentos aprendidos. Disfunções nessa via estão associadas a dependência (adicção), esquizofrenia e psicoses (incluindo depressão bipolar) e déficit de aprendizado. (2) Via mesocortical: é importante para funções cognitivas elevadas, incluindo motivação, recompensa, emoção e controle de impulsos. Também está implicada em psicoses, incluindo esquizofrenia e no TDAH. (3) Via nigroestriatal: regulador-chave do movimento. Comprometimentos dessa via são evidentes na doença de Parkinson. (4) Via tuberoinfundibular: DA secretada nessa via é transportada pelo suprimento sanguíneo até a hipófise, onde regula a secreção de prolactina. ● Eletrofisiologia: os receptores da DA regulam múltiplos e distintos canais iônicos voltagem-dependentes → impactam disparos de potenciais de ação e transmissão neural. ● Os neurônios dopaminérgicos são fortemente influenciados por estímulos excitatórios glutamato e inibitórios GABA. ○ Os estímulos glutamato, em geral, permitem os disparos em salva dos neurônios dopaminérgicos, resultando em altas concentrações de DA na sinapse. ○ A inibição GABA causa uma liberação tônica basal de DA nas sinapses. ○ A liberação de DA também modula neurônios GABA e glutamato → nível adicional de interações e complexidade entre DA e outros neurotransmissores. Ação da DA em outros sistemas Sistema / área Ação Coração e vasos Em ↓ concentrações, DA circundante estimula os receptores D1 → causa vasodilatação e reduz a pós carga cardíaca → redução da pressão arterial e aumento da contratilidade cardíaca. Em ↑ concentrações, ativa receptores α-adrenérgicos nos vasos → causa vasoconstrição → eleva a pressão arterial Rins DA é um transmissor autócrino/parácrino no rim e se liga aos receptores do tipo D1 e D2 → serve primariamente para aumentar a natriurese - secreção de sódio na urina -, mas também pode aumentar o fluxo sanguíneo renal e a filtração glomerular. Também pode influenciar o sistema renina-angiotensina. Hipófise DA é um regulador primário da secreção de prolactina pela hipófise. Liberação de catecolaminas Ambos os receptores modulam a liberação de epinefrina e norepinefrina.