Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)
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Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)


DisciplinaDireito de Família e Procedimentos Correlatos41 materiais566 seguidores
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legais quanto aos prazos, poderão ser realizados por escritura pública, da qual constarão as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento. (Incluído pela Lei nº 11.441, de 2007).
§ 1o  A escritura não depende de homologação judicial e constitui título hábil para o registro civil e o registro de imóveis. (Incluído pela Lei nº 11.441, de 2007).
§ 2º  O tabelião somente lavrará a escritura se os contratantes estiverem assistidos por advogado comum ou advogados de cada um deles ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial. (Redação dada pela Lei nº 11.965, de 2009)
§ 3o  A escritura e demais atos notariais serão gratuitos àqueles que se declararem pobres sob as penas da lei. (Incluído pela Lei nº 11.441, de 2007).
	Pessoa que adotou o nome do outro cônjuge pode voltar para o nome de solteiro ou manter o nome de casado (isso vale para outros tipos de separação, menos na culposa \u2013 cônjuge considerado culpado pode perder o sobrenome do inocente se este assim o requerer deste que não recaia em nenhuma das hipóteses previstas nos incisos do art. que trata desse assunto).
Cônjuges têm que ter um ano de casamento.
Não depende de homologação judicial. 
A separação extrajudicial não dispensa a presença de advogado. 
Pode ser pedida também aqui a gratuidade, como se poderia requerer em juízo.
Essa lei 11.441 disciplinou não apenas a separação extrajudicial, mas também o divórcio extrajudicial e o inventário extrajudicial. Resolução 35/2007 do CNJ regulamentou isso (olhar a resolução).
	Nada impede que os cônjuges façam a separação consensual em juízo, mesmo que não tenham filhos. 
	Doutrinadores e pessoas que trabalham com direito de família criticam muito todas essas exigências temporais feitas \u2013 às vezes as pessoas não se encaixam em nenhum tipo de separação.
Art. 1.575. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens.
Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida.
Esse artigo foi super criticado \u2013 na maioria das vezes, as pessoas já estão separadas de corpos há muito mais tempo.
Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens.
Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges, e, no caso de incapacidade, serão representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmão.
Maioria da doutrina entende que esse dever se rompe com a separação de fato. 
Art. 1.577. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça, é lícito aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, a sociedade conjugal, por ato regular em juízo.
Parágrafo único. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros, adquirido antes e durante o estado de separado, seja qual for o regime de bens
	O que rompe o casamento é o divórcio, a separação dissolve a sociedade conjugal. E a ideia é que a separação seja temporária \u2013 converte depois em divórcio. Como a separação não rompe o vínculo matrimonial, se os cônjuges separados resolverem refazer a vida conjugal não precisam casar de novo, basta que seja feita uma petição \u2013 pede o desarquivamento (não tem problema que já tenha transitado em julgado), peticiona falando que querem restabelecer a sociedade conjugal. Podem, ainda, alterar o regime de bens. O juiz homologando, está restabelecida a sociedade conjugal. 
	Se eles estiverem divorciados e quiserem ficar juntos de novo, tem que se casar novamente (podem ficar em união estável, mas não tem como restabelecer a sociedade conjugal, precisam casar de novo).
	Às vezes falamos em separação de corpos como sinônimo de separação de fato, mas na realidade existe uma ação de separação de corpos \u2013 ação cautelar (processo cautelar previsto no 796 e ss do CPC). Os procedimentos cautelares são uma tutela de urgência, se fundam no fumus boni juris e no periculum in mora \u2013 parte precisa provar a verossimilhança do seu direito e provar também que não há tempo hábil para se esperar a decisão final na ação principal (se for para esperar até lá, o efeito da decisão pode não ser nenhum porque o direito pode já ter perecido). Parte entra com uma ação cautelar, pedindo que lhe seja conferida uma liminar antecipando o provimento que ela deseja obter ao final do processo. Como muitas vezes o administrador dos bens é um, às vezes você pode, por exemplo, ter uma urgência para que o cônjuge que administra não dissipe o patrimônio \u2013 entra com uma ação de arrolamento de bens e você bloqueia os patrimônios para que o cônjuge não possa se desfazer deles (preserva o patrimônio que será partilhado lá na frente).
	Com a ação da separação de corpos, você pode fazer 2 pedidos completamente distintos: liminar requerendo o auto afastamento do autor (CPC, art. 888 \u2013 cautelar de afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal). O outro pedido é o afastamento do réu, do outro cônjuge, do lar conjugal. O importante é definir bem o pedido. No primeiro caso é simples (agora, se for o provedor que quer sair de casa, entra com essa ação e também com a de oferecimento de alimentos, para mostrar que ele está garantindo o sustento dos filhos, do outro cônjuge se for o caso..).
	Essa é uma ação cautelar, visa antecipar um pedido ou de autoafastamento ou de que o réu seja afastado do lar conjugal. Art. 806 \u2013 parte que consegue a liminar tem que propor a ação principal no prazo de 30 dias para que a liminar não perca seus efeitos. 
	O outro pedido \u2013 retirada do outro cônjuge do lar conjugal \u2013 é o pedido mais difícil do direito de família. Juiz vai marcar uma audiência de justificação e vai tentar fazer um acordo, ver se consegue obter a decisão de um dos dois, em especial desse réu, de sair de casa. Para conseguir esse mandado de retirada (oficial vai lá tirar o cara de casa) tem que ser algo muito grave, é muito difícil.
. Capítulo da proteção da pessoa dos filhos .
	Independentemente de alimentos e de se estenderem até 24 anos se o filho estiver na Universidade, guarda e visita termina quando o filho completar 18 anos (pode ate continuar recebendo visita, mas a guarda e visita acabou).
	Não existia na lei a previsão da guarda compartilhada, foi trazida por uma lei de 2008.
Art. 1.583.  A guarda será unilateral ou compartilhada. (Redação dada pela Lei nº 11.698, de 2008).
§ 1o  Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua (art. 1.584, § 5o) e, por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
§ 2o  A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele melhores condições para exercê-la e, objetivamente, mais aptidão para propiciar aos filhos os seguintes fatores: (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
I \u2013 afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar; (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
II \u2013 saúde e segurança; (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
III \u2013 educação. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
§ 3o  A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).
Na verdade a guarda unilateral é um excesso de responsabilidade, você está trazendo para um dos cônjuges o grosso das responsabilidades comuns, fica sendo o principal responsável pela criação dos filhos, quando, na realidade, deveria ser uma responsabilidade conjunta. Professora acha que a guarda unilateral é muito cômoda para aquele que não a detém. 
Hoje a orientação é no sentido de fixar a guarda compartilhada dos filhos menores (a não ser que um deles não tenha condições nenhuma de ter a guarda \u2013 viciado, por exemplo).
Guarda compartilhada \u2013 ambos têm a responsabilidade
Celyane
Celyane fez um comentário
me ajudou bastante , obrigada :D
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Marcus
Marcus fez um comentário
sinceramente eu não gostei. isso não é um resumo!
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maria
maria fez um comentário
adorei, muito bem esclarecido. obrigada
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maria
maria fez um comentário
está excelente, tenho certeza que faremos uma prova sensacional, iremos bater um récord!!!!!
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