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Infecção Genito-Urinária - Resumo Microbiologia Clínica

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➔ Uso de antibióticos de amplo espectro
ou corticóides
➔ Gestação
➔ Uso de roupas íntimas apertadas
➔ Imunocomprometimento
➔ Uso de DIU
. A vaginite por cândida não é comum em
mulheres na pós-menopausa, com exceção
das que fazem hormonioterapia sistêmica
. Os principais sinais e sintomas da vaginite
por cândida são:
➔ Prurido
➔ Queimação, irritação vaginal ou vulvar
(que podem piorar durante as
relações sexuais)
➔ Corrimento vaginal espesso,
esbranquiçado e parecido com queijo
cottage (se adere nas paredes
vaginais)
➔ Eritemas, edemas e escoriações são
comuns
. Os sinais e sintomas, geralmente, aumentam
na semana anterior a menstruação
. Mulheres com candidíase vulvovaginal
podem não ter corrimento, podem ter um
corrimento branco escasso ou então o
corrimento típico do tipo queijo cottage
. Infecção em parceiros do sexo masculino é
rara
. O diagnóstico da vaginite por cândida é
dado a partir da análise do pH vaginal e do
exame direto a fresco
. Existem critérios para o diagnóstico de
vaginite por cândida, sendo eles:
➔ Corrimento típico (corrimento vaginal
espesso, branco e semelhante a
queijo cottage)
➔ pH vaginal é <4,5
➔ Leveduras, pseudo-hifas ou micélios
visíveis em amostras a fresco,
especialmente com hidróxido de
potássio (KOH)
. O tratamento para este tipo de vaginite é
feito através da administração de fármacos
antifúngicos, como por exemplo o Fluconazol
oral (de dose única de preferência), evitar o
acúmulo de excesso de umidade também é
recomendado
Candidíase:
. A candidíase é a infecção causada por
Candida spp, mais frequentemente C.
albicans
. A candidíase é considerada o mesmo que
vaginite por cândida
. Ela manifesta-se por lesões mucocutâneas,
fungemia e, algumas vezes, infecção focal de
múltiplos locais
. Os sintomas dependem do local de infecção
e incluem:
➔ Disfagia
➔ Lesões cutâneas e de mucosa
➔ Cegueira
➔ Prurido
➔ Queimação e corrimentos vaginais
➔ Febre
➔ Choque
➔ Oligúria
➔ Insuficiência renal
➔ Coagulação intravascular disseminada
. O diagnóstico é confirmado por
histopatologia e culturas de locais
habitualmente estéreis. Alguns dos principais
exames utilizados para o diagnóstico são:
➔ Hemoculturas
➔ Testes séricos de betaglicana
➔ Painel T2 candida
. O tratamento, quando necessário, é feito
com o uso de fármacos como Anfotericina B,
Fluconazol, Equinocandinas, Voriconazol ou
Posaconazol
. Espécies de candida são organismos
comensais que habitam o trato
gastrintestinal e algumas vezes a pele
. Ao contrário de outras micoses sistêmicas, a
candidíase resulta de organismos
endógenos
. A maioria das infecções é provocada por:
➔ C. albicans (principal)
➔ C. glabrata (conhecida como
Torulopsis glabrata)
➔ C. krusei
➔ C. auris (difícil de identificar e de
tratar)
. Candida spp são responsáveis por cerca de
80% das principais infecções fúngicas
sistêmicas e são a causa mais comum de
infecções fúngicas em pacientes
imunocomprometidos
. A candidíase envolvendo a boca e o
esôfago é uma infecção oportunista definidora
de AIDS
. Como a resistência e transmissão de C. auris
em estabelecimentos de saúde tornaram-se
uma preocupação, foram instituídas
precauções especiais de controle de infecções
para pacientes colonizados ou infectados por
C. auris
→ Candidíase do Esofago: é uma infecção
oportunista definidora na aids. Embora a
candidíase mucocutânea esteja presente com
frequência em pacientes infectados pelo HIV a
disseminação hematogênica não é comum, a
menos que outros fatores de risco específicos
estejam presentes
→ Candidíase Oral: a candidíase oral assume
muitas formas, como a queilite angular e as
placas pseudomembranosas na mucosa oral,
que podem estar associadas a próteses ou
acometeram a língua e/ou a faringe
Candidíase Vaginal:
. A vagina é infectada por um fungo chamado
Candida, geralmente sendo a Candida
albicans, isso causa uma infecção fúngica
chamada de candidíase
. Estar grávida ou ter diabetes ou um sistema
imunológico enfraquecido aumenta o risco de
ter candidíase
. É possível haver coceira na vagina e na
vulva e, muitas vezes, a pessoa tem um
corrimento espesso, branco, semelhante ao
queijo cottage
. Se os sintomas sugerirem uma infecção
vaginal, o médico examina uma amostra do
corrimento ou do líquido do colo do útero e
talvez as envie para análise quanto à
presença de micro-organismos que causam
infecção
. As principais características clínicas da
candidíase vaginal são:
➔ Prurido
➔ Ardor
➔ Dispareunia (dor ao coito)
➔ Eliminação de um corrimento vaginal
em grumos, semelhante à nata do
leite
➔ A vulva e a vagina encontram-se
edemaciadas (inchadas) e
hiperemiadas (avermelhadas)
. Medicamentos antifúngicos, como cremes,
supositórios vaginais, comprimidos ou
cápsulas são eficazes
. A candidíase não é transmitida por
contato sexual
. A candidíase vaginal está mais propensa a
ocorrer em pessoas que:
➔ Estão grávidas
➔ Que possuem diabetes
➔ Que possuem um sistema
imunológico enfraquecido, suprimido
por medicamentos
➔ Que usam um dispositivo intrauterino
➔ Que usam roupas íntimas justas que
não deixam o ar circular
➔ Ques estão fazendo uso de
antibióticos
. As chances de ocorrer candidíase aumenta
um pouco antes da menstruação
. A candidíase é rara após a menopausa,
exceto em mulheres que tomam terapia
hormonal
. Os parceiros sexuais masculinos de
mulheres que estão com candidíase vaginal
raramente são infectados
Candidíase Uretral:
. A candidíase masculina corresponde ao
crescimento excessivo de fungos do
gênero Candida sp. no pênis, levando ao
aparecimento de sinais e sintomas indicativos
da infecção, como dor e vermelhidão local,
ligeiro inchaço e coceira
. A Candida sp. é um fungo naturalmente
presente na região genital e na pele de
homens e mulheres, no entanto como
consequência de alguma alteração no
sistema imune, principalmente, pode ter seu
crescimento favorecido, resultando na
candidíase
. Além de poder aparecer no pênis, a
candidíase no homem também pode aparecer
em outros locais do corpo, como entre os
dedos do pé, virilha e interior da boca
. Os principais sintomas da candidíase uretral
são:
➔ Hiperemia da glande e prepúcio
➔ Leves edemas (não muito comum)
➔ Dor e vermelhidão no local (lesões
puntiformes avermelhadas)
➔ Aparecimento de placas
avermelhadas e/ou esbranquiçadas
no pênis
➔ Ressecamento da pele
➔ Presença de secreção esbranquiçada
➔ Sensação de queimação ao urinar
➔ Coceira no local
. O diagnóstico da candidíase genital
masculina é confirmada pelo urologista a partir
da observação dos sinais e sintomas
apresentados pelo homem
Cervicite:
. Cervicite é uma inflamação infecciosa ou não
infecciosa da cérvice
→ Cérvice: é a parte interior estreitada do útero,
possui a forma de um cone e liga o útero a
vagina
. Cervicite aguda é geralmente causada por
uma infecção, já a cervicite crônica
normalmente não é causada por uma infecção
. A cervicite pode subir e causar endometrite e
doença inflamatória pélvica (DIP)
. As causas infecciosas da cervicite são:
➔ Chlamydia Trachomatis (sendo essa
a mais comum)
➔ Neisseria Gonorrhoeae
(ambas são sexualmente transmissíveis)
➔ Vírus do Herpes Simples (HSV)
➔ Trichomonas Vaginalis
➔ Mycoplasma Genitalium
. A cérvice também pode estar inflamada,
como parte da vaginite (como por exemplo a
vaginose bacteriana ou a tricomoníase)
. As causas não infecciosas da cervicite
incluem:
➔ Procedimentos ginecológicos
➔ Corpos estranhos (como dispositivos
contraceptivos de barreira)
➔ Produtos químicos (como em duchas
ou cremes contraceptivos)
➔ Alérgenos (como o látex)
. A cervicite pode não causar sintomas,
porém, os mais comuns são:
➔ Corrimento vaginal
➔ Sangramento Vaginal (entre os
períodos menstruais ou após o coito)
➔ Dispareunia, irritação vulvar e/ou
vaginal e/ou disúria (apenas em
algumas pessoas)
. Deve-se ficar atento pois alguns resultados
de exames podem incluir secreção purulenta
ou mucopurulenta, friabilidade cervical (como
por exemplo sangramentos depois de tocar a
cérvice com um cotonete), eritema e edema
cervicais
. O diagnóstico da cervicite é feito com a
análise dos