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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS – UFAM
CURSO DE HISTÓRIA
HISTÓRIA DA AMAZONIA I
FICHAMENTO
ARQUEOLOGIA DA AMAZÔNIA
Eduardo Góes Neves
Discente: Cleocimara Barroso da Costa
Matricula: 21853780
Turma: 02
Turno: Noturno
Manaus-Am
22/04/2021
Fichamento do livro Arqueologia da Amazônia
Introdução
(pág.7) Já na introdução o autor expõe o pensamento de muitos a respeito da Amazônia, que seria um território inexplorado. Porem a arqueologia apresenta fatos que mostram como isso é uma mentira. Ao examinarem mapas e os compararem com atuais, perceberam que a maior parte das terras indígenas está localizada em áreas mais afastadas do rio Amazonas e Solimões, estando junto a esses rios apenas duas grandes extensões de terras indígenas, a Tikuna e Saterê-Maué. (pág.8) Porem a presença de sítios arqueológicos as margens desses rios são evidentes, mostrando que em algum momento foram ocupadas por povos indígenas.
Quando os primeiros europeus decidiram vir para a região amazônica entre o séc. XVI e o séc. XVII as referências a grandes aldeias eram bastante comuns, porém com a chegada do séc. XVIII tais referências foram desaparecendo dos registros históricos. Tais referencias desaparecidas estão ligadas ao fato de que a guerra, a escravidão e a transmissão de doenças contribuíram ativamente para que ocorresse a diminuição populacional da época, fatos que se deram pela colonização europeia na Amazonia. 
Falando a respeito do contexto político e ecológico da Amazônia atual, percebemos o crescente aumento do desmatamento e a exploração desenfreada de recursos naturais nas cidades de Manaus e Belém, como consequência, temos o crescimento urbano de forma descontrolada. (pág.9) Cientistas realizaram projeções para estudarem as consequências desse crescimento urbano, e os resultados apresentam uma redução considerável da cobertura florestal ate o ano de 2030. A conclusão apresentada nos mostra como o Brasil não sabe de fato o que fazer com a Amazônia, mesmo que ações sejam apresentadas.
O autor procurará nos mostrar que o problema relacionado ao desenvolvimento sustentável da Amazônia está ligado ao desinteresse. Ele nos propõe que tenhamos um olhar mais voltado para o passado, onde teríamos parâmetros para nos orientar de maneira amplas em ações mais presentes. Primeiramente devemos reconhecer que no final do séc. XV a bacia amazônica era ocupada por diferentes povos indígenas, mesma época que se inicia a colonização nas Américas. Por serem diferentes povos, o modo de vida também era variado, alguns viviam de maneira hierárquica em assentamentos (cidades), enquanto outros poderiam viver como nômades. 
(pág.10) Em seguida temos que observar que os povos que viviam na Amazônia antes da colonização eram ancestrais de povos indígenas, tendo ciência disso, podemos dizer que a arqueologia da Amazônia é, uma espécie de História antiga dos povos indígenas que aqui já viviam. Continuando, precisamos reconhecer que a ocupação humana pré-colonial, guia alguns processos de ocupação do nosso presente. Muitas cidades como Santarém, Manaus, Manacapuru e Tefé entao localizadas em cima de muitos sítios arqueológicos.
Por fim, podemos perceber que a história arqueológica da Amazônia é muito extensa, pois ela já havia sido ocupada mais de 10.000 anos, entao além de possuir história natural possui também uma história cultural, sendo assim impossível que possamos entender sua história natural sem considerar a influência que teve a população humana.
 
O meio físico
(pág.12) Nesse tópico, teremos informações sobre o território Amazônico e ira se destacar informações sobre os aspectos geográficos. O autor também dará ênfase nos rios que acompanham a Amazônia e em suas características, as diferenciações de água, (pág.14) as informações sobre o tempo de chuva, a subida e descida do rio e explicando respeito do período de reprodução dos peixes e o período de pesca. Ainda na mesma página destaca e desmitifica a ideia de uma Amazônia com o terreno fértil, muito pelo contrário, o autor cama de solo “pobre”, com a exceção de algumas áreas.
(pág.16) o autor aponta e explica o motivo pelo qual o solo se torna incapaz de ser tão fértil, assim como também nos da a ideia do por que se ter tanta vegetação. (pág.17) o autor explica a maneira que os habitantes nesses territórios vivem, comem etc... (pág.18) podemos perceber que existe uma forma de se reconhecer os grupos de caçadores que estão por ali, assim como os possíveis tipos de caça, sendo os animais aquáticos os mais prováveis. Sendo levado esse ultimo dado em consideração, as áreas ribeirinhas são as mais visadas, por serem mais ricas e previsíveis em recursos. Em fim o autor nos mostra os elementos que influenciam os motivos que levaram as populações a ocuparem tais áreas: 1º longa faixa paralela a Cordilheira dos Andes, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia; 2º este é formado por áreas ribeirinhas e alagadas; 3° áreas elevadas e de terra firme. 
Vale ressaltar que ainda nesse tópico vemos como as sociedades amazônicas foram influenciadas pela biodiversidade, diversidade alimentar, linguística e econômica. O autor termina o tópico afirmando que a Amazônia não pode ser considerada como homogenia, tendo tido tanta diversidade. 
O início da ocupação humana
(pág.22) está bem clara a ideia que o autor quis nos transmitir a respeito da ocupação na Amazônia, sendo possível que seja mais velha que possamos imaginar. (pág.23) Temos como base para essa informação achados arqueológicos de 9200 a.C encontrados no município de Monte Alegre. (pág.24) ainda seguindo os dados que mostram que diferentes partes da Amazônia já haviam sido habitados, também podemos perceber que tais povos possuíam uma estratégia de exploração de recursos. O autor também nos conta a respeito da ocupação humana nas Américas ser um tema bastante discutido na arqueologia e que a maioria dos arqueólogos concorda com o fato de que as Américas foram ocupadas há mais de 12.000 anos. A forma de se manter vivo durantes esses tempos era através da pesca caça e agricultura. Um tópico a ser destacado seria a redução populacional em decorrência das variações climáticas e ecológicas na Amazônia. 
A transição para a agricultura e o início da produção cerâmica
Este tópico retrata de forma clara a forma como o cuidado e conhecimento sobre as plantas, o manuseio da agricultura e a forma de utilização das cerâmicas pelos indígenas contribuíram para a população vinda depois deles. Quando nos referimos a uso domestico das plantas, a Mesoamérica e Andes estavam ali como um lugar de inovação, porém o autor também fala a respeito de como a Amazônia se tornou o centro de uso domestico da mandioca e outras iguarias.
Quando falamos a respeito do processo agrícola, existem os materiais usados para tal tarefa e também havia a agricultura utilizada para que houvesse a fertilização do solo. O autor fala sobre as técnicas existentes para a manutenção da população e argumenta a respeito das observações feitas nas sociedades contemporâneas e na utilização das ferramentas mais atuais.
O autor ainda defende que a produção de cerâmica seja uma pratica mais antiga que a própria agricultura, mesmo que alguns estudiosos não compartilhem da mesma ideia. 
Ascensão e queda das sociedades complexas da Amazônia
Neste tópico retornamos a discussão inicia do texto que é o processo de ocupação da Amazônia, juntamente com as informações arqueológicas que mostram o processo de mudanças dos padrões da sociedade, bem como sua economia e política. Como vimos, as transformações que ocorreram há dois mil anos atras se relacionam com o tempo de ocupação, a densidade, assim como a diversidade de cerâmicas que foram encontradas em sítios arqueológicos. A preservação da tradição oral foi de grande ajuda para que arqueólogos e antropólogos durante as atividades de campo.
Com esse último tópico o autor pondera o impacto que a colonização desencadeou para os povos indígenas e pede para que os estudiosos não utilizem de interpretações incoerentes sobre a história da Amazônia,