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DESAFIO FÍCISO-QUÍMICA Módulo 4 Em físico-química o conceito mistura se refere diretamente à variação da função de Gibbs e, consequentemente, do potencial químico dos diferentes elementos que compõem essa mistura. Entretanto, é importante especificar a qual componente estamos nos referindo no contexto de cada situação em particular. Se ficarmos tempo demais em contato com a água do mar nos desidratamos, pois água flui do nosso corpo para o mar. Contudo, o mesmo não ocorre com o cloreto de sódio, que não flui em nenhum dos dois sentidos. Logo, quem tem maior potencial químico, a água do mar ou a água do corpo? Por que o teor corporal de cloreto de sódio não é afetado? Desafio – Padrão de resposta Para o primeiro exemplo. A equação i i i RT ln x 0 µ = µ + nos indica que a fração molar da água na mistura (água de mar) deve, por definição, ser inferior à unidade. Logo, i ln x deve ser um número negativo. Uma vez que R e T são positivos, infere-se que a diferença 0 µi − µi deverá assumir valores negativos, o que é coerente com a espontaneidade do processo. Isso só é possível se 0 µ i < µ i . Quer dizer, o potencial químico da água pura, a pressão padrão ( 0 µi ), é maior que o potencial químico da água em mistura e o processo ocorre –espontaneamente- seguindo um gradiente do maior para o menor potencial químico, ou seja, o sentido do fluxo de água é determinado pela maior atividade termodinâmica (ln a). Já para o cloreto de sódio, a concentração desse a ambos os lados da pele não sofre modificação pelo fato de a pele ser uma barreira intransponível à difusão do sal. Logo, teremos dois sistemas separados: o organismo e a água do mar. Nessas condições, a teoria do potencial químico de misturas não se aplica.