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DJi - Reabilitação - Reabilitação Penal

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- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Reabilitação Penal - Reabilitação - Art. 93 a Art. 95, Reabilitação - Penas - Código Penal - CP - DL-
002.848-1940 - Art. 651 a Art. 658, Reabilitação - Indulto, Comutação da Pena, Anistia e Reabilitação -
Execução - Código de Processo Penal Militar - CPPM - DL-001.002-1969 - Art. 743 a Art. 750,
Reabilitação - Graça, Indulto, Anistia e Reabilitação - Execução - Código de Processo Penal - CPP - L-
003.689-1941 - Anistia, Graça, Indulto e Reabilitação
Penal
- condições de admissibilidade: Art. 94, I a III, CP
- efeito da condenação: Art. 93, parágrafo único, CP
- penas alcançadas: Art. 93, caput, CP
- requerimento: Art. 94, caput, CP
- requerimento; reiteração: Art. 94, parágrafo único, CP
- revogação; reincidência: Art. 95, CP
- sigilo dos registros sobre processo e condenação: Art. 93, caput, CP
Reabilitação
"Benefício que tem por finalidade restituir o condenado à situação anterior
à condenação, retirando as anotações de seu boletim de antecedentes;
ou, como conceitua Mirabete: "é a declaração judicial de que estão
cumpridas ou extintas as penas impostas ao sentenciado, que assegura o
sigilo dos registros sobre o processo e atinge outros efeitos da
condenação. É um direito do condenado, decorrente da presunção de
aptidão social, erigida em seu favor, no momento em que o Estado,
através do juiz, admite o seu contato com a sociedade" (Manual, cit., v.
1, p 351.).
Natureza jurídica: trata-se de causa suspensiva de alguns efeitos
secundários da condenação (CP, art. 92) e dos registros criminais, ao
contrário do que dispunha a lei anterior, que a considerava causa extintiva
da punibilidade. Assim, justamente por não se tratar de causa extintiva da
punibilidade é que é possível a revogação da reabilitação com o
restabelecimento dos efeitos penais da condenação que foram suspensos.
Cabimento: a reabilitação, como já visto, suspende alguns efeitos da
condenação; portanto, só cabe a reabilitação em existindo sentença
condenatória com trânsito em julgado, cuja pena tenha sido executada ou
esteja extinta. Disso resulta que não é possível falar em reabilitação em
processo do qual decorra sentença absolutória; nas hipóteses de
prescrição da pretensão punitiva, uma vez que extinta a própria ação, não
há que falar em pena, quanto mais em efeitos penais da condenação. A
reabilitação também não se presta ao cancelamento de anotações
referentes a inquérito arquivado, pois para tanto é cabível medida de
natureza administrativa. Contudo, cabe a reabilitação na hipótese de se
ter operado a prescrição da pretensão executória.
Conseqüências: são elas:
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Ação Penal
Agravo Criminal
Analogia
Anistia
Anistia, Graça,
Indulto e Reabilitação
Antijuridicidade
Antijurídico
Aplicação da Pena
Arrependimento
Posterior
Causas de Extinção
da Punibilidade
Circunstâncias
Classificação dos
Crimes
Cominação das
Penas
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Concepção do
Direito Penal
Concurso de Crimes
Concurso de Pessoas
Conduta
Contagem do Prazo
Conversões de Penas
Crime Consumado
Crime Continuado
Crime Impossível
a) sigilo sobre o processo e a condenação: é assegurado o sigilo dos
registros criminais do reabilitado, que não serão mais objeto de folhas de
antecedentes ou certidões dos cartórios. Tal providência é inútil, já que o
art. 202 da LEP assegura esse sigilo a partir da extinção da pena.
Ressaltese que o sigilo não é absoluto, pois as condenações anteriores
deverão ser mencionadas quando requisitadas as informações pelo juiz
criminal (CPP, art. 748). Inclusive há decisão do Superior Tribunal de
Justiça no seguinte sentido: "o livre acesso aos terminais do Instituto de
Identificação fere direito daqueles protegidos pelo manto da reabilitação.
Impõe-se, assim, a exclusão das anotações do Instituto, mantendo-se
tão-somente nos arquivos do Poder Judiciário" (RT, 728/509.).
b) suspensão dos efeitos extrapenais específicos: é suspensa a perda do
cargo ou função pública, a incapacidade para o exercício do pátrio
poder, tutela ou curatela e a inabilitação para dirigir veículo. A lei,
contudo, veda a recondução ao cargo e a recuperação do pátrio poder,
ficando a conseqüência da reabilitação limitada à volta da habilitação para
dirigir veículo.
Pressupostos: são os seguintes:
a) decurso de 2 anos da extinção da pena, ou da audiência admonitória,
no caso de sursis ou livramento condicional. Observe-se que, no caso de
extinção da pena pela ocorrência de sua prescrição, o prazo para
requerimento de reabilitação há que ser contado do dia em que,
efetivamente, ocorreu a prescrição da pena, e não do ato de sua formal
declaração. No caso de condenação à pena de multa, conta-se o prazo a
partir do pagamento desta. Na hipótese de pluralidade de condenações,
o pedido de reabilitação não pode ser feito com relação a uma só delas
se ainda não foram cumpridas todas as penas. É da índole e da finalidade
do instituto ser de efeitos totais, gerais, para total reintegração social do
condenado;
b) bom comportamento público e privado durante esses 2 anos;
c) domicílio no país durante esses 2 anos;
d) reparação do dano, salvo absoluta impossibilidade de fazê-Io ou
renúncia comprovada da vítima. Para o STJ, a insolvência deve ficar
completamente provada para que o condenado se livre da exigência de
reparação do dano, não bastando meras presunções de insolvência (5º
T., REsp 58.916-9-SP, Rel. Min. José Dantas, unânime, DJU, 10-4-
1995.). Se já se operou a prescrição da dívida no âmbito cível, dispensa-
se o requisito da reparação do dano (Cf. TACrimSP, RT, 640/324,
665/302.). Os pressupostos elencados acima são cumulativos, e nada
autoriza que o preenchimento das letras b e c tome prescindível o
cumprimento da letra d. A lei exige que o dano seja ressarcido, que o
condenado demonstre a impossibilidade de fazê-lo ou que exiba
documento comprobatório de renúncia da vítima ou novação da dívida
(Nesse sentido: STF, RTJ, 117/868.). Na hipótese de ser o agente
condenado em ação penal e absolvido no cível pelo mesmo fato, de
forma a excluí-lo da obrigação de reparar o dano, tal decisão não influi
no juízo penal, de modo que a reabilitação só poderá ser concedida se o
dano for reparado, pouco importando a existência de sentença civil que
decida de forma contrária (Nesse sentido: RT, 627/326.). Independência
Crime Preterdoloso
Culpabilidade
Desistência
Voluntária e
Arrependimento
Eficaz
Direito Penal no
Estado Democrático
de Direito
Efeitos da
Condenação
Eficácia de Sentença
Estrangeira
Elementares
Erro de Tipo
Espécies de Pena
Estado de
Necessidade
Estrito Cumprimento
de Dever Legal
Execução Penal
Exercício Regular do
Direito
Exigibilidade de
Conduta Diversa
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Fato Típico
Fontes do Direito
Penal
Função Ético-Social
do Direito Penal
Graça
Graça, Indulto,
Anistia e Reabilitação
Habilitação
Ilicitude
Imputabilidade
Incidentes de
Execução Penal
Indulto
Interdição
Temporária de
Direitos
Interpretação da Lei
Penal
Irretroatividade da
Lei Penal
das instâncias civil e penal, com prevalência desta quando se decide
sobre a prova do fato e da autoria (Nesse sentido: STJ, RJDTACrimSP,
5/280.). É óbvio que se dispensa o req.uisito da reparação do dano se
não ocorreu dano algum, como, por exemplo, no delito de furto tentado,
nos crimes de perigo, no crime de lesão corporal de natureza leve.
Finalmente, cumpre mencionar que não é dado ao requerente da
reabilitação invocar a inércia da família da vítima como causa da
impossibilidade da reparação do dano, pois pode valer-se de
procedimento legal para liberar-se da obrigação.
Revogação: pode ser decretada de ofício ou a requerimento do
Ministério Público. Ocorre se sobrevier condenação que tome o
reabilitado reincidente, a não ser que essa condenação imponha apenas
pena de multa. Segundo Julio