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Página 1 de 15 RESUMÃO DE DIREITO CONSTITUCIONAL - TCU 1 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 1.1 Princípios fundamentais. Página 2 de 15 2 Aplicabilidade das normas constitucionais. 2.1 Normas de eficácia plena, contida e limitada. 2.2 Normas programáticas. Todas as normas constitucionais surtem efeitos jurídicos: o que varia entre elas é o grau de eficácia. A doutrina americana (clássica) distingue duas espécies de normas constitucionais quanto à aplicabilidade: as normas autoexecutáveis (“self executing”) e as normas não-autoexecutáveis (“not self executing”). As normas autoexecutáveis que produzem seus plenos efeitos com a simples entrada em vigor da Constituição. Já as normas não-autoexecutáveis necessitam de atuação legislativa posterior, que lhes dê plena aplicação. O grau de eficácia de uma norma constitucional é aferido no momento da entrada em vigor da Constituição. Assim, quando o documento constitucional é publicado, verificamos se a norma é capaz de produzir, sozinha e independentemente de qualquer normatização posterior, todos os seus efeitos essenciais. A partir das repostas que encontrarmos, classificaremos a norma constitucional quanto ao seu grau de eficácia e sua aplicabilidade. Plena - não há dúvida, já é aplicada direto; Contida - pode vir a ser contida pelo poder público; Limitada - precisa de norma regulamentando - aqui que entra o mandado de injunção. A classificação das normas quanto à sua aplicabilidade mais aceita no Brasil foi a proposta pelo Prof. José Afonso da Silva. O autor classifica as normas constitucionais em três grupos: • Normas de Eficácia Plena; • Normas de Eficácia Contida; • Normas de Eficácia Limitada. ▪ Princípio Institutivo ou Organizativo o impositivas o facultativas ▪ Princípio Programático Norma de Eficácia Plena: • Desde a entrada em vigor da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos essenciais, relativamente aos interesses, comportamentos e situações que o legislador constituinte, direta e normativamente, quis regular. • No momento de sua entrada em vigor estão aptas a produzir todos o os seus efeitos, não precisando de norma integrativa infraconstitucional. • Normas de aplicabilidade direta, imediata e integral. Página 3 de 15 Norma de Eficácia Contida: • São aquelas em que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos à determinada matéria, mas deixou margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do Poder Público, nos termos que a lei estabelecer ou nos termos de conceitos gerais nelas enunciados. • Estão aptas para a produção de seus efeitos com a simples promulgação da Constituição, mas podem ser restringidas ou contidas por outras normas. • Promulgada a Constituição, aquele direito (nela previsto) é imediatamente exercitável, mas esse exercício poderá ser restringido no futuro. • Normas de aplicabilidade imediata, direta e não-integral. Aplicabilidade Imediata: Porque estão aptas para produzir efeitos imediatamente, com a simples promulgação da Constituição. Direta: não dependem de nenhuma norma regulamentadora intermediária para a produção de efeitos. Mas, não integral: porque sujeitas à imposição de restrições. Norma de Eficácia Limitada: • Limitada ou restringíveis dependentes de regulamentação legislativa (Maria Helena Diniz). • Só produzem seus plenos efeitos depois da exigida regulamentação. • Asseguram determinado direito, mas esse direito não poderá ser exercido enquanto não for regulamentado pelo legislador ordinário. • Possuem aplicabilidade mediata, indireta e reduzida. Enquanto não expedida a regulamentação, o exercício do direito permanece impedido. Aplicabilidade mediata: só produzirão seus efeitos essenciais posteriormente, depois da regulamentação por lei; Indireta: não asseguram, diretamente, o exercício do direito, dependendo de norma regulamentadora intermediária para tal; e reduzida. Podem ser divididas em dois grupos: • Princípio institutivo ou organizativo: São aquelas em que a Constituição estabelece regras para a criação, estruturação e organização de órgãos, entidades ou institutos, mediante lei (a lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos territórios): Podem ser: Impositivas ou facultativas: Impositivas: aquelas que determinam ao legislador, em termos peremptórios, e emissão de uma legislação integrativa. o Ex: CF/88 - Art. 20º; § 2º A faixa de até 150 km cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. o Ex: CF/88 - Art. 32º; § 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. Página 4 de 15 o Ex: CF/88 - Art. 33º - A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. o Ex: CF/88 - Art. 88º - A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. o Ex: CF/88 - Art. 91º; § 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional. Facultativas: ou permissivas quando não impõem uma obrigação, mas se limitam a dar ao legislador ordinário a possibilidade de instituir ou regular a situação nelas delineada. o Ex: CF/88 - Art. 22º - Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. o Ex: CF/88 - Art. 125º; §3º A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a 20.000,00 vinte mil integrantes. o Ex: CF/88 - Art. 195º; §4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154º, I. o Ex: CF/88 - Art. 25º; §3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. o Ex: CF/88 - Art. 154º; I mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição; • Princípio programático: Ou simplesmente normas programáticas são aquelas que requerem dos órgãos estatais uma determinada atuação, na consecução de um objetivo traçado pelo legislador constituinte. Estabelecem um programa, um rumo inicialmente traçado pela Constituição – e que deve ser perseguido pelos órgãos estatais. Não são normas voltadas para o indivíduo, e sim para os órgãos estatais, exigindo destes a consecução de determinados programas nelas traçados. Embora não produzam seus plenos efeitos entes da exigida regulamentação ordinária, já são dotadas, desde a promulgação da Constituição; eficácia negativa: a) Eficácia paralisante: revogam as disposições contrarias ou incompatíveis com os seus comandos (o direito infraconstitucional anterior à norma constitucional programática não é recepcionado); b) Eficácia impeditiva: impedem que sejam produzidas normas ulteriores que contrariem os programas por elas estabelecidas (a norma programática é paradigma para Página 5 de 15 declaração de inconstitucionalidade do direito ordinário superveniente que lhe seja contrário). As normas programáticas têm eficácia jurídica imediata, direta e vinculante quanto: a) Estabelecem umdever para o legislador ordinário; b) Condicionem a legislação futura, com a consequência de serem inconstitucionais as leis ou atos que as ferirem; c) Informam a concepção do Estado e da sociedade e inspiram sua ordenação jurídica, mediante a atribuição de fins sociais, proteção dos valores da justiça social e revelação dos componentes do bem comum. d) Constituem sentido teológico para a interpretação, integração e aplicação das normas jurídicas. e) Condicionam a atividade discricionária da Administração e do Judiciário; f) Criam situações jurídicas subjetivas, de vantagem ou de desvantagem. Classificação de Maria Helena Diniz a) Normas com eficácia absoluta: ou supereficazes: normas intangíveis, que não poderão ser contrariadas nem mesmo por meio de emenda constitucional. Ex: Cláusulas Pétreas; art. 60, §4º, da CF/1988. b) Normas com eficácia plena: correspondem as normas de eficácia plena, do Prof. Jose Afonso da Silva. Diferem das normas de eficácia absoluta porque, poderão ser atingidas por emenda constitucional. c) Normas com eficácia relativa restringível: correspondem as normas de eficácia contida, do Prof. Jose Afonso da Silva, e do Prof. Michel Temer, normas de eficácia redutível ou restringível. d) Normas com eficácia relativa dependente de complementação legislativa: correspondem as normas de eficácia limitada, do Prof. José Afonso da Silva. Página 6 de 15 3 Direitos e garantias fundamentais. 3.1 Direitos e deveres individuais e coletivos Página 7 de 15 3.2 direitos sociais, direitos de nacionalidade, direitos políticos, partidos políticos. Página 8 de 15 4 Organização político-administrativa do Estado. 4.1 Estado federal brasileiro, União, estados, Distrito Federal, municípios e territórios. Página 9 de 15 5 Administração Pública. 5.1 Disposições gerais, servidores públicos. Página 10 de 15 6 Poder executivo. 6.1 Atribuições e responsabilidades do Presidente da República. Página 11 de 15 7 Poder legislativo. 7.1 Estrutura. 7.2 Funcionamento e atribuições. Página 12 de 15 7.3 Processo legislativo. Página 13 de 15 7.4 Fiscalização contábil, financeira e orçamentária. 7.5 Comissões parlamentares de inquérito. Página 14 de 15 8 Poder judiciário. 8.1 Disposições gerais. 8.2 Órgãos do poder judiciário. 8.2.1 Organização e competências, Conselho Nacional de Justiça. 8.2.1.1 Composição e competências. Página 15 de 15 9 Funções essenciais à justiça. 9.1 Ministério Público e Advocacia Pública.