Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Casos que geram 
Responsabilidade
Conceito de 
Responsabilidade
 A responsabilidade civil deriva da agressão a um interesse jurídico 
em virtude do descumprimento de uma norma jurídica pré-existente, 
contratual ou não.
 Deriva-se do latim RESPONDERE, que seria a obrigação que 
alguém possui de assumir as consequências jurídicas de seus atos, 
seria um dever jurídico sucessivo e de SPONDEO, onde o devedor se 
vinculava ao credor nos contratos verbais, por intermédio de 
pergunta e resposta.
SPONDESNE MIHI 
DARE CENTUM? 
SPONDEO. OU SEJA
PROMETES ME 
DAR UM CENTO? 
PROMETO.
Maria Helena Diniz
“A aplicação de medidas que obriguem alguém a 
reparar dano moral ou patrimonial causado a 
terceiros, em razão de ato do próprio imputado, de 
pessoa por quem ele responde, ou de fato de coisa 
ou animal sob sua guarda (responsabilidade 
subjetiva), ou ainda, de simples imposição legal 
(responsabilidade objetiva)”.
Definição
CASOS QUE GERAM RESPONSABILIDADE
 Todo dever 
estabelecido através 
de uma relação 
jurídica deve ser 
cumprido de forma 
que não prejudique 
outrem por 
inadimplemento da 
parte passiva da 
relação jurídica.
O Direito civil brasileiro 
deve garantir que os 
deveres acordados sejam 
cumpridos de ambas as 
partes (credor e devedor).
Trazendo normas que 
assegurem ao credor, o 
direito de receber que foi 
encomendado com o 
devedor.
O grande objetivo da 
responsabilidade civil é ressarcir 
dano causado a outrem.
➔ Há diversas formas de contrair obrigações, sendo a partir do vínculo 
obrigacional que se estabelece entre pólo passivo e polo ativo, sob uma 
prestação, estes passam a constituírem deveres uns com os outros, e o não 
cumprimento deste dever originário, gera as responsabilidades.
➔ Em muitos casos, essa responsabilidade, não decorrente de um contrato 
bilateral, haja vista que há existência de responsabilidades decorrente da 
própria lei, como na responsabilidade extracontratual.
➔ A responsabilidade não se limita, também, só a esses casos como será 
analisado.
Responsabilidade Contratual
A responsabilidade contratual origina-se do não 
cumprimento contratual, originando um ilícito contratual, 
ou seja, de falta de adimplemento ou da mora no 
cumprimento de qualquer obrigação, assim, é o resultado da 
violação de uma obrigação anterior, gerando uma 
responsabilidade de caráter contratual. Seria esta então, 
referente à inexecução obrigacional.
Art. 1056, CC
Segundo o artigo 1056 do Código Civil, 
competirá ao devedor, comprovar a 
inexistência de sua culpa ou presença de 
qualquer excludente do dever de 
indenizar
➔ Decorrente de um contrato, onde duas pessoas concebem um vínculo de 
atributividade, criando consequentemente, obrigações.
➔ As partes envolvidas firmam um compromisso e ambas devem cumpri-las 
(PACTA SUNT SERVANDA).
➔ Quando uma parte não cumpre com o que foi pactuado haverá de reparar 
por esse inadimplemento.
➔ A prestação deve ser cumprida em conformidade com o acordado entre 
pólo ativo e passivo.
Art. 313, CC
“O credor não é obrigado a 
receber prestação diversa da 
que lhe é devida, ainda que mais 
valiosa”.
Art. 389, CC
“Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas 
e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices 
oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de 
advogado.
Se o devedor não cumprir da forma pactuada entre as partes, 
poderá resultar no inadimplemento da obrigação,
OBRIGATORIEDADE 
Princípio regente da 
responsabilidade contratual.
Por este princípio da e o artigo 389 
do Código Civil, a doutrina entende 
que existe intangibilidade dos 
contratos, e em regra, uma vez 
firmado e tendo validade, este não 
poderá ser modificado, nem mesmo 
revogado, a não ser que haja 
consentimento das partes.
O contrato faz-se lei entre as partes 
(inter parts), e uma vez violada essa 
“lei particular”, nasce o direito da 
parte lesada em ser indenizada pela 
verificação da chamada culpa 
contratual.
A culpa não é o essencial em 
determinados tipos de obrigações
PORTANTO
A responsabilidade é a consequência 
de um inadimplemento por parte do 
devedor.
Art. 1058, CC
Segundo este artigo, o ônus da prova cabe ao devedor, cujo 
mesmo deve provar ante o inadimplemento a inexistência de 
sua culpa ou algo que retire sua obrigação de indenizar o 
credor, como caso fortuito ou de força maior.
➔ Há responsabilidade contratual toda vez que uma 
obrigação originária não foi devidamente cumprida 
pelas partes envolvidas.
➔ Venosa ainda se aprofunda nos requisitos da 
responsabilidade contratual.
➔ O descumprimento do contrato, pode ser por culpa do 
devedor ou sem culpa, quando sem culpa, a obrigação 
extingue-se, segundo o art. 338, CC; com culpa, o 
inadimplente responde pelas perdas e danos, segundo 
o art 239.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL N° 
1.678.818 - SP (2017/0074702-5) 
Superior Tribunal de Justiça
RELATOR: HERMAN 
BENJAMIN
RECORRENTE: FUNDAÇÃO 
PARA O DESENVOLVIMENTO 
DA EDUCAÇÃO
RECORRIDO: BANCO 
POTTENCIAL S/A
RECORRIDO: CONSTRUTORA 
OLECRAM RODRIGUES LTDA
EMENDA
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO ADMINISTRATIVO. OBRA EM ESCOLA PÚBLICA. NÃO CUMPRIMENTO 
DO PRAZO CONTRATUAL. RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. EXCLUSÃO DO FIADOR DA CONDENAÇÃO. REVOLVIMENTO 
DOS FATOS E PROVAS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7/STJ.
Trata-se de Recurso Especial destinado a reformar o Acórdão do Tribunal de origem que, não obstante tenha mantido a 
condenação da Construtora pelo inadimplemento do contrato administrativo (atraso na construção de obra em escola pública), 
excluiu da condenação instituição financeira que emitiu carta de fiança como garantia do contrato Avaliar o acerto ou 
desacerto do Acórdão do Tribunal de origem quanto à responsabilidade da instituição financeira em relação à carta de fiança 
oferecida por empresa contratada pela Administração Pública, após prévio procedimento licitatório, bem como a existência ou 
não de solidariedade em relação ao cumprimento da obrigação contratual, demanda reanálise do quadro probatório constante 
nos autos.
É inviável, portanto, analisar a tese defendida no Recurso Especial, pois inarredável a revisão do conjunto probatório dos autos 
para afastar as premissas fáticas estabelecidas pelo acórdão recorrido. Aplica-se o óbice da Súmula 7/STJ (A pretensão de 
simples reexame de prova não enseja recurso especial). Ademais, o acolhimento da tese apresentada no Recurso Especial 
exigirá a apreciação do contrato administrativo celebrado entre a recorrente e a recorrida, incindindo o óbice da Súmula 5/STJ 
(A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial). Precedentes: AgRg nos EDcl no REsp 1.074.256/SP, 
Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 26/10/2010, DJe 4/11/2010; AgInt no AREsp 945.968/PR, Rel. 
Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 1/3/2018, DJe 6/3/2018; AgInt no AREsp 1.128.574/RS, Rel. Ministra 
Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 27/2/2018, DJe 9/3/2018. Recurso Especial não conhecido.
Coube ao Tribunal, analisar a responsabilidade da instituição 
financeira no tocante a carta de fiança oferecida a empresa 
contratada pela Administração Pública, através de 
procedimento licitatório, bem como avaliar a existência ou 
não de uma obrigação solidária no cumprimento contratual.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade 
extracontratual
➔ A responsabilidade extracontratual ou aquiliana é aquela cujo 
descumprimento decorre diretamente da lei, ou seja, não há 
um vínculo obrigacional através de um contrato entre as 
partes, mas sim, um vínculo legal.
➔ Direito romano, seria a base jurídica dessa espécie de 
responsabilidade civil, criando uma forma pecuniária de 
indenização do dano, assentada no estabelecimento de seu 
valor
A responsabilidade extracontratual se resulta do 
inadimplemento normativo, ou seja, da prática de um ato 
ilícito por pessoa capaz ou incapaz (art. 156 CC),da 
violação de um dever fundado em algum princípio geral 
de direito (art. 159 CC), visto que não há vínculo anterior 
entre as partes, por não estarem ligadas por uma relação 
obrigacional.
Caberá à vítima provar a 
culpa do agente.
RESPONSABILIDADE 
EXTRACONTRATUAL
 OBJETIVA OU 
DECORRENTE DO ERRO
SUBJETIVA OU 
DELITUAL
Dano ou prejuízo 
ocorreu com culpa 
pelo agente
Dano ou prejuízo 
ocorre sem culpa do 
agente
Art. 927, CC
“ Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano 
a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, 
independentemente de culpa, nos casos especificados 
em lei, ou quando a atividade normalmente 
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua 
natureza, risco para os direitos de outrem.”
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm#art186
CÓDIGO CIVIL
Assenta a culpa, em sentido amplo, abrangendo 
assim, a culpa em sentido estrito. E, para a 
vítima ser indenizada basta provar que o agente 
foi imprudente, imperito ou negligente, ou que 
este, agiu sem culpa, mas assumiu o risco- 
responsabilidade objetiva.
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
RECURSO ESPECIAL N°
1.728.079- RS (2018/0052028-7) 
Superior Tribunal de Justiça
RELATOR: MINISTRO 
HERMAN BENJAMIN
RECORRENTE: MARINA 
ANASTACIO GONÇALVES
RECORRIDO: MUNICIPIO DO 
RIO GRANDE
EMENDA
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL. INDENIZAÇÃO POR 
DANOS MORAIS. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. DATA DO EVENTO DANOSO. SÚMULA 54/STJ.
1. Cinge-se a controvérsia a definir o termo inicial dos juros moratórios relativos ao dano moral em caso de 
responsabilidade civil extracontratual, em Ação Indenizatória por danos materiais e morais, decorrente de queda 
sofrida pela autora na calçada da rodoviária municipal, na qual o Município de Rio Grande foi vencido quanto aos 
danos morais.
2. Assiste razão à recorrente no que se refere ao termo inicial dos juros de mora. Isso porque, nos termos da Súmula 
54/STJ, os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual.
3. "Mesmo naquelas obrigações não quantificadas em dinheiro inicialmente ou ilíquidas, os juros moratórios fluem 
normalmente da data em que o devedor é constituído em mora, a qual, em se tratando de ato ilícito extracontratual, 
ocorre com o evento danoso, mercê do que dispõe o art. 398 do Código Civil de 2002. Assim, nas indenizações por 
danos morais decorrentes de responsabilidade extracontratual, os juros moratórios incidem desde o evento danoso" 
(AgRg no REsp 949.540/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 27/3/2012, DJe 10/4/2012).
4. Recurso Especial provido.
Logo, por se tratar de uma responsabilidade extracontratual, 
os juros em mora incidem desde o evento danoso e sustenta 
ainda a violação do artigo 398 do Código Civil, que dispõem 
que nas “obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se 
o devedor em mora, desde que o praticou”.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade 
Pós Contratual
Denominada responsabilidade 
pós-contratual (culpa post 
pactum finitum), esta 
vincula-se a violação dos 
deveres acessórios 
decorrentes do contrato que 
anteriormente foi firmado 
entre as partes.
Art. 422, CC
“Os contratantes são obrigados a 
guardar, assim na conclusão do 
contrato, como em sua execução, os 
princípios de probidade e boa-fé”
DEVER DE 
INDENIZAR
Quando na extinção 
do contrato a conduta 
de umas das partes 
não manteve-se da 
forma correta
Encontra-se previsto nos artigos 186, 
187 e 927 do Código Civil de 2002.
EXEMPLO DE 
RESPONSABILIDADE 
PÓS CONTRATUAL
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
O Tribunal de 
origem decidiu em 
conforme à 
jurisprudência 
consolidada na 
Súmula nº 8 do 
TST.
EMENDA
EMENTA : AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. 
SEGURO DE VIDA EM GRUPO. CONTRATO DE TRABALHO EXTINTO. 
CLÁUSULA GERAL DA BOA-FÉ OBJETIVA. DEVER ANEXO DE 
LEALDADE. VIOLAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA 
HUMANA. RESPONSABILIDADE PÓS-CONTRATUAL. CULPA POST 
PACTUM FINITUM. Agravo de instrumento a que se dá provimento 
para determinar o processamento do recurso de revista, em face de 
haver sido demonstrada possível afronta ao artigo 422 do Código 
Civil, nos moldes do artigo 896, c, da CLT
O exame dos autos revela que a Corte a quo proferiu decisão 
completa, válida e devidamente fundamentada, razão pela 
qual não prospera a alegada negativa de prestação 
jurisdicional. Recurso de revista de que não se conhece.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade dos Pais, 
Tutores e Curadores
Estes são responsáveis por 
toda atuação danosa 
atribuída a seus filhos 
menores, esta é de caráter 
objetivo, ou seja, seriam os 
pais obrigados a 
responder pelo 
independente da culpa, no 
caso do menor a 
responsabilidade é 
subsidiária e mitigada.
DOS PAIS
Art, 932, CC
 “ São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas 
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no 
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por 
dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a 
concorrente quantia.”
Cessa a responsabilidade dos 
pais se os filhos forem 
emancipados.
➔ Os tutores são designados 
quando os pais do menor 
falecem ou até mesmo quando 
são destituídos de suas famílias.
➔ Passando então os tutores a 
possuir a responsabilidade 
sobre o menor e a responder 
pelos atos praticados pelos 
mesmos.
DOS TUTORES
DOS CURADORES
Os curadores são 
responsáveis pelos 
bens e o patrimônio, 
ou até mesmo se for o 
curador de um 
patrimônio público, 
responderá por este, e 
com o que ocorrer com 
o mesmo.
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
APELAÇÃO CÍVEL Nº 
0000152-49.2012.8.24.0013, 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE 
SANTA CATARINA
RELATOR: DESEMBARGADOR 
HELIO DAVID FIGUEIRA DOS 
SANTOS
APELANTE: ADILSON 
FRITZEN E MARINÊS ALVES 
DO AMARAL
APELADO: GUAREZI FRUTAS 
Ltda. ME E JANDIR PEROSS
EMENDA
APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO CONDENATÓRIA. RESPONSABILIDADE CIVIL POR FATO 
DE OUTREM. ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. CONDUTOR ADOLESCENTE. 
SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. RECONHECIDA CULPA CONCORRENTE. 
PROPRIETÁRIA REGISTRAL DO AUTOMÓVEL EXCLUÍDA DA LIDE. CONDENAÇÃO 
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INSURGÊNCIA DE AMBAS AS PARTES. APELO DO 
REQUERIDO. ALEGAÇÃO DE CULPA EXCLUSIVA DOS AUTORES E DE LICITUDE DA 
CONDUTA DAQUELE. INSUBSISTÊNCIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 
INCONTESTE O NEXO CAUSAL ENTRE AS AÇÕES DO RÉU E O DANO. PLEITO 
SUBSIDIÁRIO DE AFASTAMENTO DA PENSÃO MENSAL. VERBA DEVIDA. 
PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. A responsabilidade civil dos 
pais por ato ilícito dos filhos é objetiva, mas exige a comprovação de culpa ou dolo na 
ação destes (STJ, REsp 1436401/MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, j. 
02/02/2017)
O adolescente que mesmo após de seus genitores, os quais já haviam proibido que 
dirigisse caminhões e jamais o ensinaram a conduzir o veículo, pega o automóvel 
saia em disparada, vitimando o filho dos autores o levando a morte da criança de 1 
ano e 4 meses, em virtude de traumatismo craniano e de tórax. O acidente ocorreu 
no pátio da propriedade rural do requerido, quando o menino ali transitava, foi 
atingido pelo caminhão, com um ou ambos rodados traseiros direitos.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade sobre os 
Animais
A responsabilidade por fatos causados por animais tem sua 
origem no Direito Romano, segundo o qual o dominus era o 
responsável, mas exonerava-se abandonando o animal.
Art. 1384, § 1
“Cada um é responsável não só pelo prejuízo que causa pelo 
seu próprio ato, mas também pelo que é causadopelas 
pessoas por quem deve responder ou das coisas de quem 
tem a guarda”
Do Código de Napoleão
➔ O dono ou o que tem sua 
guarda é responsável pelo 
fato danoso, isto é, há 
presunção de culpa em 
face do proprietário da 
mesma.
➔ Para indenizar, deve se 
apurar quem estava com a 
coisa no momento em que 
o dano foi provocado.
Art. 936, CC
O dano, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este 
causado, se não provar culpa da vítima ou força maior. Deste 
modo, existindo o dano causado pelo animal, identificado o 
seu dono, este será considerado culpado, e logo, responsável 
pela reparação
➔ Nos últimos anos deparamo-nos com um crescente número de incidentes 
envolvendo animais ferozes, por conta da falta de cautela e civilidade dos seus 
donos ou possuidores. 
➔ A imprensa vem noticiando casos de ataques de cães ferozes, de raças agressivas 
como o pitbull e o rottweiller, que ocasionam danos graves e até a morte das 
vítimas. 
➔ Com a mesma frequência, cabeças de gado invadem as rodovias de nosso país, 
ocasionando acidentes com veículos, danos de alta monta, inclusive a perda de 
vidas.
➔ A falta de zelo e cuidado crescentes e o processo de banalização no 
tratamento dos animais e por causa disso o crescente número de acidentes 
conduziu o legislador a asseverar o tratamento com relação a acidentes que 
envolvem animais.
➔ Caso o animal tenha sido furtado e sob a posse do ladrão atacar um terceiro: 
1. Se o proprietário tiver faltado ao dever de guardar seu animal e o furto 
ocorreu, a responsabilidade recai sob o proprietário.
2. Se este dever foi cumprido, entretanto não sendo ainda assim suficiente se 
exonera o proprietário da culpa, e equipara-se o furto à força maior,
➔ Nos casos de invasão de rodovias por animais, quando não for possível 
identificar o dono ou detentor do animal, a jurisprudência admite que o 
administrador ou concessionário da rodovia também responda pelos 
referidos danos, mas cabe ação regressiva contra o dono do ser irracional, 
após identificá-lo. 
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
APELAÇÃO CIVEL N º 
994.110189-8 TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA DE SÃO PAULO
RELATOR: TEIXEIRA LEITE
APELANTE: JAIR MARIANO 
DA SILVA E ANABELA 
MANTOVANI ROMAO E 
SILVA
APELADO: CONDOMINIO 
EDIFICIO JARAGUA
EMENDA
INDENIZAÇÃO. Responsabilidade pelo fato da coisa -Ferimento no 
abdômen e região genital de funcionário de condomínio causados por 
ataque de cão da ração pitbulL Responsabilidade objetiva dos donos do 
animal Proprietários que descumpriram o dever de guarda e vigilância de 
seu animal feroz. Evento danoso causado por culpa exclusiva dos donos 
do animal Sentença que condenou no pagamento das despesas médicas e 
ressarcimento dos custos causados ao condomínio pela falta do 
funcionário. Recurso desprovido.
(TJ-SP - APL: 994051101898 SP, Relator: Teixeira Leite, Data de 
Julgamento: 11/03/2010, 4ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 
25/03/2010)
Diante disso, não cabe dúvidas de que os apelantes devem 
arcar com as despesas decorrentes do episódio, sobre o 
entendimento de que o feroz animal não poderia estar em 
condições previsíveis de causar riscos a terceiros.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade Médica
Há a responsabilidade civil dos médicos 
quando agirem com negligência, 
imperícia ou imprudência, cabendo isto 
não somente aos médicos, mas também 
a profissões relacionadas, como 
Cirurgiões, Farmacêuticos e Dentistas, 
se o ato praticado provocar a morte, 
algum mal, lesão de qualquer grau ou o 
deixar inapto para o trabalho, estes, 
serão responsáveis e haverá, portanto, o 
dever de indenizar.
Art 951, CC
O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda 
no caso de indenização devida por aquele que, no 
exercício de atividade profissional, por 
negligência, imprudência ou imperícia, causar a 
morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe 
lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.
➔ Esta responsabilidade civil médica 
decorre de uma responsabilidade 
contratual, visto que, a relação jurídica 
formada entre o médico e seu paciente 
é uma espécie de locação de serviços sui 
generis, conjunta com a prestação dos 
serviços médicos, estes que podem ser 
pagos.
➔ Este contrato é firmado quando o 
paciente submete-se ao tratamento ou 
procedimento, de maneira expressa ou 
tácita, sendo muitas das vezes firmado 
de maneira verbal.
Assim, caso ocorra um ato que gere a 
responsabilidade civil do médico, ou os 
outros relacionados, será analisado, culpa 
do profissional, de acordo com o artigo 
951 do código Civil, essa culpa pode ser de 
caráter subjetivo, mas é necessária a 
comprovação para que seja reconhecido. 
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
Apelação Cível nº 
0002908-43.2010.8.26.0531
Comarca: Santa Adélia
Apelante(s) Hideo Muramatsu
Apelado(a)(s): Jaine Kemily 
Romanelli, menor impúbere 
representada por sua
genitora
Interessado: Município de 
Palmares Paulista
Juiz Sentenciante: Dr.(a) Rodrigo 
Rissi Fernandes
RELATOR: DJALMA LOFRANO 
FILHO
EMENDA
RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. INDENIZAÇÃO POR DANO 
MORAL. DIAGNÓSTICO FALHO. NATUREZA DA LESÃO QUE, POR CAUTELA, 
EXIGIA O EXAME DE IMAGEM (RAIO-X). Paciente que sofreu fratura em seu 
antebraço esquerdo e, embora precisasse realizar exame por imagem, foi 
apenas medicada e liberada. Negativa do médico, ora apelante, de 
encaminhá-la a um hospital com mais recursos, para que pudessem ser 
realizados exames complementares. Procedimento incorreto, na 
consideração de não ter sido dispensado o cuidado necessário no 
atendimento, fazendo com que a autora, desprovida de recursos financeiros, 
buscasse ajuda de terceiros para ser atendida em hospital situado em outro 
Município. Reparação por dano moral devida pela conduta imperita e 
negligente do profissional. Dano moral fixado em R$ 10.000,00 (dez mil 
reais).
Para saber a situação do paciente e proporcionar o devido tratamento, o 
que não foi realizado, o paciente apenas foi mandado para casa com uma 
medicação leve, que não é a adequada para sua situação, assim, de acordo 
com o disposto no código civil, este teria uma responsabilidade civil e o 
dever de indenizar, como o hospital era público foi condenado 
solidariamente ao médico.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade dos 
Hoteleiros
Os donos de hotéis, 
hospedarias e outros 
estabelecimentos onde se 
albergue por dinheiro, 
são solidariamente 
responsáveis pelos danos 
causados a terceiros por 
seus hóspedes ou 
moradores.
Art. 932, CC
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício 
do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por 
dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente 
quantia.
➔ Se o empregado do hotel quebre ou furte algo 
de uma hóspede, o hospedeiro irá responder 
por aquele objeto em questão.
➔ há o dever de indenizar, para restaurar a 
lesão patrimonial e moral, tendo assim, força 
de lei, de acordo com o código civil e também 
com o Código de Defesa do Consumidor.
➔ há duas formas de responsabilidade:
1. A primeira seria aquela tratada no artigo 932, 
onde o hospedeiro é responsável.
2. A segunda é aquela onde um hóspede causa 
dano para outro hóspede; caberia ao 
hospedeiro, impor uma série de regras a 
serem seguidas pelos hóspedes, regras e 
condutas ou até mesmo fazer uma seleção dos 
hóspedes, para evitar que isso possa ocorrer.
Carlos Roberto Gonçalves
As hipóteses cogitadas neste inciso são difíceis de 
ocorrer. Raramente se vê um dono de hotel ser 
responsabilizado por dano a terceiro causado por 
seu hóspede. Mas pode, eventualmente,ocorrer 
em atropelamentos verificados no pátio do hotel 
ou em brigas no interior da hospedaria, por 
exemplo.
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
Recurso Inominado - Segunda 
Turma Recursal Cível
Nº 71003864550. Comarca de Rio 
Grande. HOTELARIA ACCOR 
BRASIL S.A.
 RECORRENTE: DILNEA MATTOS 
MACHADO
RECORRIDO: ROGERIO ROSSI 
MACHADO
 RECORRIDO: GUILHERME 
THEO BERND
RECORRIDO: MARION PEREIRA 
BERND
RECORRIDO
EMENDA
RESPONSABILIDADE CIVIL. FURTO DE OBJETOS DO 
INTERIOR DE estabelecimento hoteleiro. CIRCUNSTÂNCIAS 
QUE CONDUZEM CONCLUSÃO DE VERACIDADE DA 
VERSÃO DOs AUTORes. sopesamento da prova em prol do 
consumidor. imediatidade e boa-fé. Neste caso, houve o furto 
dos documentos dos autores, e também houve a 
comprovação por parte dos autores, tendo o fato ocorrido no 
interior do estabelecimento hoteleiro em que estavam 
hospedados
Neste caso, houve o furto dos documentos dos autores, e também houve a 
comprovação por parte dos autores, tendo o fato ocorrido no interior do 
estabelecimento hoteleiro em que estavam hospedados, na cidade de 
Paris, o que causou danos morais e materiais, neste caso foi condenado o 
hoteleiro no valor de R$ 7.369,70, de danos materiais e R$ 1.500,00, de 
danos morais.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade do 
Empregador
O empregador possui a responsabilidade civil de garantir e 
proporcionar ao empregador boas condições de trabalho, de 
acordo com os requisitos previstos na CLT, e também aquilo 
que está previsto para a categoria da profissão.
O fornecimento de 
equipamentos de 
segurança, caso seja 
necessário para o 
desempenho adequado da 
função. Caso esses quesitos 
não sejam cumpridos, 
haverá a responsabilidade 
civil do empregador se 
houver acidentes.
RESPONSABILIDADE DO 
EMPREGADOR
 OBJETIVASUBJETIVA
Necessita da 
comprovação do 
Dano.
Não necessita da 
comprovação do 
Dano.
Está isento da responsabilidade civil o empregador, se o 
culpado do ocorrido, ou do acidente, for o próprio 
empregado, ou que o acidente tenha sido ocasionado por 
força maior, sem que tenha sido acarada pelo empregado ou 
pelo empregador, que não seja motivado por culpa de 
nenhum, assim, ficará a cargo do INSS, conceder beneficio 
ao empregado.
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
PROC. Nº. TRT.- 00267.2006. 312. 
06.00.2 (RO) , Órgão Julgador: 
TERCEIRA TURMA, Juiz Redator: JOSÉ 
LUCIANO ALEXO DA SILVA, Recorrente 
: WELLINGTON JOSÉ DA COSTA, 
Recorrido: ETIPLAST INDÚSTRIA E 
COMÉRCIO DE ETIQUETAS GIULI 
LTDA. Advogados: AMARO WANDERLEY 
DE SOUZA E ADEILDO FERREIRA 
PONTES, Procedência: 2ª VARA DO 
TRABALHO DE CARUARU - PE .
EMENDA
EMENTA: RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR, DECORRENTE DE 
ACIDENTE DE TRABALHO. CARACTERIZAÇÃO. O art. 186 do novo Código Civil 
determina que para que haja a reparação do dano é necessária a presença de três 
requisitos específicos, a lesividade do ato apontado, a verificação do dano e o nexo 
de causalidade entre o dano e o ato lesivo. Configurado nos autos que a recorrida 
contribuiu culposamente para a configuração do acidente de trabalho que vitimou 
o reclamante, causando lesão, dano estético na mão esquerda deste último, deve 
reparar o dano causado ao obreiro, pagando indenização respectiva Recurso do 
reclamante a que se dá parcial provimento.
Neste caso, houve a responsabilidade civil do empregador, pois a o 
nexo causal, pois houver culpabilidade no ato lesivo, o que deixou o 
empregado com a mão lesionada definitivamente, assim, teria o 
empregador a responsabilidade de indenizar pelo dano causado.
ANÁLISE DO CASO
Responsabilidade do 
Transportador
No que diz respeito a essa 
responsabilidade, a 
previsão legal encontra-se 
no Decreto-lei nº2.681/12- 
editado antes do Código 
Civil de 1916, cujo mesmo 
concede ao transportador 
responsabilidade objetiva, 
baseando-se na teoria do 
risco.
➔ Considerando que o transporte por si só é uma 
profissão de risco, a doutrina e a jurisprudência 
acharam fundamental instituir um regime ao 
transportador, atribuindo responsabilidade civil, 
vez que, o simples fato do exercício da atividade 
desguarnece o ofendido a sofrer um dano.
Fábio Henrique Podestá
Note-se que não se trata a rigor de uma investigação da culpa no sentido de 
que o pretendente à indenização deva provar que o agente não agiu com 
culpa. A alegação e, consequentemente, a prova de inexistência de culpa ou 
presença de alguma excludente ficam a cargo do transportador. Este, por 
exercer uma obrigação de resultado, deve cercar-se de segurança, seja 
quanto à atividade, seja quantos aos meios, a fim de que se possam evitar 
acidentes. Entretanto, sobrevindo o evento danoso, e, consequência da 
exploração da atividade, há que arcar com os ônus decorrentes, afastando 
nesse aspecto qualquer caráter subjetivo quanto a culpa.
JURISPRUDÊNCIA
CASO:
RECURSO DE REVISTA - 
ACIDENTE DE TRABALHO 
- RESPONSABILIDADE DO 
TRANSPORTADOR - 
RESPONSABILIDADE 
OBJETIVA - DANOS 
MORAIS.
EMENDA
RECURSO DE REVISTA - ACIDENTE DE TRABALHO - 
RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR - RESPONSABILIDADE 
OBJETIVA - DANOS MORAIS.
Resulta incontroverso dos autos que o Reclamante não conduzia o 
veículo, tendo sido, inclusive, socorrido por colega que o transportava até 
a zona urbana. Esta Corte possui firme jurisprudência no sentido de que, 
ao fornecer transporte para seu empregado no interesse do serviço, o 
empregador reputa-se responsável pelos danos porventura sofridos pelo 
trabalhador transportado. Precedentes.
Desse modo, ainda que porventura reconhecida culpa de
terceiro no ocorrido, não há como afastar a responsabilidade objetiva da Reclamada 
pelos danos causados ao Reclamante. Verificados o dano, o nexo de causalidade entre as 
atividades laborais e o acidente ocorrido, e desnecessária a culpa do empregador, 
reputam-se preenchidos os requisitos à reparação civil por responsabilidade objetiva, sendo 
devida a indenização pelos danos morais advindos do ocorrido.
ANÁLISE DO CASO
Conclusão
➔ Diante de tudo que foi abordado pelo grupo, passamos a entender que a 
responsabilidade civil não decorre somente de uma quebra contratual por 
exemplo, mas sim de todos os atos danosos que são capazes, que geram 
prejuízo ao próximo. Logo, é um importante instituto do ordenamento 
jurídico, vez que, em meio a conflitos no cumprimento de obrigação, tanto 
pactuado inter parts, como um descumprimento diretamente da lei, à parte 
lesada não pode ser injustiçada e ficar sem uma reparação, a modo que, o 
próprio Código Civil, assim não permite, determinando que, para cada ato 
danoso, lesivo, a parte ofendida terá direito a indenização, se estiver de acordo 
com os pressupostos exigidos para a responsabilidade civil de obrigar o 
agente a reparar outrem.
➔ Os casos expostos no presente trabalho são alguns dos vários que geram 
responsabilidade civil, tendo que, sempre que uma pessoa gerar dano a 
outrem terá que repará-lo, assim, diversos são os casos cujo Código Civil 
atribui responsabilidade civil.
Agradecemos 
a atenção!
INTEGRANTES:
ALINE
ALEXANDRE
ANDERSON
BARBARA MARIA
BRUNA
CAMILA A.
CAROL P.
CAROLINA S.
DANILLO
EDUARDO
HUGO 
JEOVANNA
JOSIELY

Mais conteúdos dessa disciplina