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Coluna vertebral

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Coluna vertebral
	TABELA 7.4 Comparação das principais características estruturais das vértebras cervicais, torácicas e lombares.
	CARACTERÍSTICA
	CERVICAL
	TORÁCICA
	LOMBAR
	Estrutura geral
	
	
	
	Tamanho
	Pequeno
	Grande
	Maior de todos
	Forames
	1 vertebral e 2 transversários
	1 vertebral
	1 vertebral
	Processos espinhosos
	Mais finos, muitas vezes bífidos (C II a C VI)
	Longos, razoavelmente espessos (a maioria se projeta inferiormente)
	Curtos e rombos (se projetam posterior e não inferiormente)
	Processos transversos
	Pequenos
	Razoavelmente grandes
	Grandes e rombos
	Fóveas articulares paras as costelas
	Ausentes
	Presentes
	Ausentes
	Direção das faces articulares
Superior
Inferior
	 
Posterosuperior
Anteroinferior
	 
Posterolateral
Anteromedial
	 
Medial
Lateral
	Tamanho dos discos intervertebrais
	Espessos, comparados ao tamanho dos corpos vertebrais
	Finos, comparados ao tamanho dos corpos vertebrais
	Mais espessos
SOI V | APG 18 e 19 | Ana Beatriz Rodrigues
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INTRODUÇÃO 
A coluna vertebral, também chamada de espinha ou coluna espinal, é composta por uma série de ossos chamados vértebras. A coluna vertebral, o esterno e as costelas formam o esqueleto do tronco do corpo. A coluna vertebral é composta de osso e tecido conjuntivo; a medula espinal que ela encerra e protege consiste em tecido nervoso e conjuntivo. 
A coluna vertebral atua como uma forte haste flexível com elementos que podem promover movimentos em direção anterior, posterior, lateral e ainda de rotação. Além de encerrar e proteger a medula espinal, a coluna vertebral sustenta a cabeça e serve de ponto de fixação para as costelas, o cíngulo dos membros inferiores e músculos do dorso e membros superiores.
O número total de vértebras durante o desenvolvimento inicial é de 33. Conforme a criança vai crescendo, várias vértebras nas regiões sacral e coccígea se fundem. Em consequência disso, a coluna vertebral adulta normalmente possui 26 vértebras, distribuídas da seguinte maneira:
· 7 vértebras cervicais na região do pescoço
· 12 vértebras torácicas posteriores à cavidade torácica
· 5 vértebras lombares que sustentam a parte inferior da coluna
· 1 sacro que consiste em 5 vértebras sacrais fundidas
· 1 cóccix que, em geral, é composto por 4 vértebras coccígeas fundidas.
As vértebras cervicais, torácicas e lombares são móveis, mas as sacrais e o coccígeas, não.
DISCOS INTERVERTEBRAIS
Os discos intervertebrais são encontrados entre os corpos de vértebras adjacentes, desde a segunda vértebra cervical até o sacro. Cada disco apresenta um anel fibroso externo composto de fibrocartilagem chamado de anel fibroso e uma substância interna macia e altamente elástica chamada de núcleo pulposo. As faces superior e inferior do disco são cobertas por uma fina lâmina de cartilagem hialina. Os discos formam articulações fortes, possibilitam vários movimentos da coluna vertebral e absorvem impactos verticais. Sob compressão, se achatam e se alargam.
Uma vez que os discos intervertebrais são avasculares, o anel fibroso e o núcleo pulposo dependem dos vasos sanguíneos dos corpos vertebrais para obter oxigênio e nutrientes e remover resíduos. Certos exercícios de alongamento como ioga descomprimem os discos e intensificam a circulação sanguínea geral, o que acelera a captação de oxigênio e nutrientes pelos discos e a remoção de resíduos.
REGIÕES DA COLUNA VERTEBRAL
As cinco regiões da coluna vertebral são: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. As vértebras em cada região são numeradas em sequência, de cima para baixo. 
Ao analisar os ossos da coluna vertebral, é possível perceber que a transmissão de uma região para a seguinte não é abrupta, mas sim gradativa, uma característica que ajuda as vértebras a se encaixarem.
TÓRAX 
A parte esquelética do tórax, a caixa torácica, é o envoltório ósseo formado pelo esterno, pelas costelas, pelas cartilagens costais e pelos corpos das vértebras torácicas. As cartilagens costais fixam as costelas ao esterno. 
A caixa torácica é mais estreita na extremidade superior, mais larga na extremidade inferior e achatada anteroposteriormente. Ela encerra e protege os órgãos das cavidades torácica e abdominal superior, fornece suporte para os ossos dos membros superiores.
REGIÕES DA COLUNA VERTEBRAL | VÉRTEBRAS CERVICAIS
Os corpos das vértebras cervicais (C I a C VII) são menores que os das outras vértebras, exceto aquelas que formam o cóccix. Seus arcos vertebrais, no entanto, são maiores. 
Todas as vértebras cervicais apresentam três forames: um forame vertebral e dois forames transversos. Os forames vertebrais são os mais largos da coluna espinal porque alojam a intumescência cervical da medula espinal. Cada processo transverso cervical contém um forame transversário, através do qual passam a artéria vertebral e sua veia acompanhante, além de fibras nervosas.
As duas primeiras vértebras cervicais são consideravelmente diferentes das outras. O atlas (C I) é a primeira vértebra cervical abaixo do crânio. O atlas é um anel ósseo com arco anterior e arco posterior e grandes massas laterais. Não apresenta corpo nem processo espinhoso. As superfícies superiores das massas laterais, chamadas faces articulares superiores, são côncavas e se articulam com os côndilos occipitais do occipital para formar o par de articulações atlantoccipitais. Essas articulações possibilitam o movimento de anuência.
A segunda vértebra cervical (C II), o áxis, apresenta corpo vertebral. Um processo chamado dente ou processo odontoide se projeta superiormente pela porção anterior do forame vertebral do atlas. O dente serve de eixo em torno do qual a cabeça faz rotação. Esse arranjo possibilita o movimento lateral da cabeça, como quando se quer fazer o sinal de “não”. A articulação formada entre o arco anterior do atlas e o dente do áxis, e entre suas faces articulares, é chamada de articulação atlantoaxial. Em algumas situações de trauma, o dente do áxis pode ser projetado contra o bulbo, sendo esse tipo de lesão a causa usual de morte das lesões por mecanismo de chicote (lesão por flexão-extensão súbitas).
A terceira, a quarta, a quinta e a sexta vértebras cervicais (C III a C VI) correspondem ao padrão estrutural de uma vértebra cervical. A sétima vértebra cervical (C VII), chamada de vértebra proeminente, é um tanto diferente, revelando um processo espinhoso grande e não bífido que pode ser percebido e palpado na base do pescoço, mas, sob outros aspectos, é típica.
REGIÕES DA COLUNA VERTEBRAL | VÉRTEBRAS TORÁCICAS
As vértebras torácicas (T I a T XII) são consideravelmente maiores e mais fortes que as vértebras cervicais. Além disso, os processos espinhosos de T I a T X são longos, achatados lateralmente e direcionados para baixo. Em contraste, os processos espinhosos de T XI e T XII são mais curtos, mais largos e direcionados mais posteriormente. Comparadas às vértebras cervicais, as vértebras torácicas também apresentam processos transversos mais longos e maiores. As vértebras torácicas são identificadas com facilidade por suas fóveas costais, que são superfícies que se articulam com as costelas.
A característica das vértebras torácicas que as distingue das outras vértebras é o fato de se articularem com as costelas. Com exceção de T XI e T XII, os processos transversos das vértebras torácicas possuem fóveas costais que se articulam com os tubérculos das costelas. Além disso, os corpos vertebrais das vértebras torácicas apresentam superfícies articulares que formam articulações com as cabeças das costelas. 
As superfícies articulares nos corpos vertebrais são chamadas de fóveas costais. Uma fóvea é formada quando a cabeça de uma costela se articula com o corpo de uma vértebra. Uma hemifóvea é formada quando a cabeça de uma costela se articula com dois corpos vertebrais adjacentes. 
Em cada lado do corpo vertebral de T I há uma fóvea superior para a primeira costela e uma hemifóvea inferior para a segunda costela. Em cada lado do corpo vertebral de T II a T VIII, há uma hemifóvea superior e uma inferior, já que a
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