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DIREITO PENAL (PARTE GERAL)

Trecho do Código Penal (Decreto‑Lei 2.848/1940), Parte Geral: aplicação da lei penal. Apresenta artigos e comentários sobre anterioridade, definição de infração penal (crime/delito e contravenção), lex mitior, lei excepcional/temporária e princípios de conflito normativo, com notas de concursos (CESPE/FCC).

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DECRETO-LEI N o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. 
CÓDIGO PENAL 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Cons�tuição, decreta a seguinte Lei: 
 
 
PARTE GERAL 
TÍTULO I 
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL 
 
 Anterioridade da Lei 
Art. 1 º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. 
INFRAÇÃO PENAL é um gênero de duas espécies: CRIME ou DELITO (reclusão ou detenção) e  
CONTRAVENÇÃO PENAL (prisão simples ou multa).   
Desta forma, o critério distintivo entre crime e contravenção é dado pela natureza da pena privativa de  
liberdade cominada .  
 É importante você saber em que alguns países (Alemanha, França) a INFRAÇÃO PENAL é divida em 
3 ESPÉCIES (sistema tricotômico): CRIMES (mais graves); DELITOS (gravidade intermediária) e 
CONTRAVENÇÕES PENAIS (menos graves). No Brasil (sistema dicotômico ou bipartido) , DELITO é a 
mesma coisa que CRIME. 
Art 1º da Lei de Introdução ao CP: Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de 
detenção , quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção , a infração 
penal a que a lei comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou 
cumulativamente. (CRIME= DELITO) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Legisla�vo (CAM DEP)/Área VI/Consultor Legisla�vo/2014 - Na legislação pátria, adotou-se o 
critério bipar�do na definição das infrações penais, ou seja, estas se subdividem em contravenções penais e crimes ou delitos , 
inexis�ndo diferença conceitual entre as duas úl�mas espécies (crimes = delitos). CERTA 
FCC - Técnico Judiciário (TJ PE)/"Sem Especialidade"/2007 Em tema de crimes e contravenções, é correto afirmar que 
a) às contravenções (AOS CRIMES) é cominada, pela lei, a pena de reclusão ou de detenção e multa, esta úl�ma sempre 
alterna�va ou cumula�va com aquela. ERRADO CONTRAVENÇÃO ⇒ PRISÃO SIMPLES 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE MA)/Administra�va/2005 ⇒ c) No ordenamento jurídico brasileiro, a diferença entre crime e 
delito ( CONTRAVENÇÃO PENAL ) está na gravidade do fato e na pena cominada à infração penal. ERRADO 
(CESPE) - Perito Oficial (PC PB)/Criminal/2009 A respeito da infração penal no ordenamento jurídico brasileiro, assinale a 
opção correta. 
a) Crimes, delitos e contravenções são termos sinônimos . 
b) Adotou-se o critério tripar�do , exis�ndo diferença entre crime, delito e contravenção. 
c) Adotou-se o critério bipar�do, segundo o qual as condutas puníveis dividem-se em crimes ou contravenções (como 
sinônimos ) e delitos. 
d) O critério dis�n�vo entre crime e contravenção é dado pela natureza da pena priva�va de liberdade cominada. CERTO 
e) A expressão infração penal abrange apenas crimes e delitos. 
 CEBRASPE (CESPE) - Inves�gador de Polícia (PC MA)/2018 Para solucionar o conflito aparente de normas , são empregados os 
princípios da A) especialidade e da subsidiariedade. 
S. E. C. A.  
Subsidiariedade: se o fato não constitui crime mais grave;  
Especialidade: Lei especial prevalece sobre a geral;  
Consunção (absorção): princípio da absorção (crime mais grave absorve o crime menos grave)  
Alternatividade: a norma prevê diversas condutas alternativas , mas o apenado será punido somente uma vez ainda que realize diversos  
comportamentos.  
 
Lei penal no tempo 
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da 
sentença condenatória. 
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente , aplica-se aos fatos anteriore s, ainda que decididos por sentença 
condenatória transitada em julgado. (lex mitior ou novatio legis in mellius) (MELLIUS ≠ PEJUS)  
 
Lei excepcional ou temporária ( OBS¹ AS DUAS SÃO AUTO REVOGÁVEIS E ULTRATIVAS)  
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram , aplica-se 
ao fato pra�cado durante sua vigência . 
 
CESPE - Analista Legisla�vo (CAM DEP)/Área V/Consultor Legisla�vo/2014- O princípio da reserva legal aplica-se, de forma 
absoluta, às normas penais incriminadoras, excluindo-se de sua incidência as normas penais não incriminadoras. CERTO 
ABOLITIO CRIMINIS ⇒ Supressão Da figura Criminosa ( Formal e Material ).   
≠  
CONTINUIDADE NORMATIVO- TÍPICA ⇒ Supressão Formal do Tipo . ⇒ o agente responde pelo crime   
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TC-DF/2021 A nova�o legis in mellius se aplica aos 
fatos anteriores já decididos por sentença condenatória transitada em julgado, sem violar a proteção cons�tucional à coisa 
julgada. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Externo (TC-DF)/2021 Ponto de Exclamação Atenção: Esta é uma questão 
com gabarito preliminar. Para a aboli�o criminis , não basta a revogação formal da lei penal anterior, impondo-se, para a sua 
caracterização, o fato de que o mesmo conteúdo norma�vo não tenha sido preservado nem deslocado para outro disposi�vo 
legal. CERTO 
(CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2018 Manoel pra�cou conduta �pificada como crime. Com a entrada em vigor 
de nova lei, esse �po penal foi formalmente revogado, mas a conduta de Manoel foi inserida em outro �po penal. Nessa 
situação, Manoe l responderá pelo crime pra�cado, pois não ocorreu a aboli�o criminis com a edição da nova le i .Certo 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Ministerial (MPE CE)/Direito/2020 A revogação do crime de atentado violento ao pudor 
não configurou aboli�o criminis, pois houve con�nuidade �pico -norma�va do fato criminoso. CERTO 
(CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2015 O ins�tuto da aboli�o criminis 
refere-se à supressão da conduta criminosa nos aspectos formal e material, enquanto o princípio da con�nuidade 
norma�vo-�pica refere-se apenas à supressão formal. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STM)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2011 Além de conduzir à ex�nção da 
punibilidade, a aboli�o criminis faz cessartodos os efeitos penais e cíveis da sentença condenatória. ERRADO 
 CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC BA)/2013 Suponha que Leôncio tenha pra�cado crime de estelionato na 
vigência de lei penal na qual fosse prevista, para esse crime, pena mínima de dois anos. Suponha, ainda, que, no transcorrer do 
processo, no momento da prolação da sentença, tenha entrado em vigor nova lei penal, mais gravosa, na qual fosse estabelecida 
a duplicação da pena mínima prevista para o referido crime. Nesse caso, é correto afirmar que ocorrerá a ultra�vidade da lei 
penal. 
PASSADO FUTURO  
LEI BENÉFICA ---------------- > julgamento réu = ULTRATIVIDADE  
réu praticou o crime <---------------- LEI BENÉFICA + julgamento réu = RETROATIVIDADE  
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ PR)/2019 Nas disposições penais da Lei Geral da Copa, foi estabelecido que os �pos penais 
previstos nessa legislação �vessem vigência até o dia 31 de dezembro de 2014. Considerando-se essas informações, é correto 
afirmar que a referida legislação é um exemplo de lei penal 
a) excepcional . "DURE EM QUANTO DURAR" Ex.: Guerra, Calamidade 
b) temporária. CERTO Ex.: Lei da Copa, Piracema 
Tempo do crime - TEORIA DA ATIVIDADE ( LU. TA )  
Art. 4º - Considera-se pra�cado o crime no momento da ação ou omissão , ainda que outro seja o momento do resultado . 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ PA)/Direito/2020 Com relação ao tempo e ao lugar do crime, o Código Penal brasileiro adotou, 
respec�vamente, as teorias do(a) c) a�vidade e da ubiquidade. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art4
 
Territorialidade 
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime come�do no território nacional. 
 
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como EXTENSÃO DO TERRITÓRIO NACIONAL as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza 
pública ou a serviço do governo brasileiro (obs ⇒ pode ser particular a serviço) onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as               
embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada , que se achem, respec�vamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar . 
 
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes pra�cados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada , 
achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente , e estas em porto ou mar territorial do Brasil . 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STF)/Judiciária/2013 Considere que Manoel, penalmente imputável, tenha sequestrado uma criança com o 
intuito de receber certa quan�a como resgate. Um mês depois, estando a ví�ma ainda em ca�veiro, nova lei entrou em vigor, prevendo pena mais 
severa para o delito. Nessa situação, a lei mais gravosa não incidirá sobre a conduta de Manoel. Súmula 711/STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime                    
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”.  
FCC - Técnico do Ministério Público de Sergipe/Administra�va/"Sem Especialidade"/2013 A lei penal brasileira tem 
vigência espacial precipuamente regida pelo postulado denominado e) territorialidade. 
(CESPE) - Analista Legisla�vo (CAM DEP)/Área V/Consultor Legisla�vo/2014 Em matéria penal, os tratados e as convenções 
internacionais, após serem referendados pelo Congresso Nacional, cons�tuem fontes imediatas do direito penal e têm eficácia 
erga omnes. CERTO 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE MT)/Judiciária/2015 b) A lei penal brasileira aplica-se ao crime perpetrado no interior de 
navio de guerra de pavilhão pátrio, ainda que em mar territorial estrangeiro, dado o princípio da territorialidade. CERTO 
(CESPE) - Papiloscopista (PO AL)/2013 Segundo o princípio da territorialidade, se uma pessoa comete latrocínio em 
embarcação brasileira mercante em alto-mar, aplica-se a lei brasileira. Certo ⇒ NA HORA DE RESOLVER DÁ MEDO DE 
SER EXTRA TERRITORIALIDADE. 
Alto mar (embarcação de bandeira BR -> aplica-se o ar�go 5º, logo, u�liza-se o princípio da territorialidade). 
O princípio adotado no Brasil é da territorialidade temperada . A lei brasileira é aplicada, em regra,  
ao crime cometido no território nacional. No entanto, excepcionalmente, a lei estrangeira poderá ser  
aplicada a delitos cometidos no território nacional, total ou parcialmente, quando houver determinação  
em tratado ou convenção internacional. Está-se diante do conceito de intraterritorialidade, vez que a lei  
estrangeira estaria sendo aplicada dentro do território nacional.  
CEBRASPE (CESPE) - Auxiliar Judiciário (TJ AL)/2012 A tripulação de determinado navio africano de propriedade 
privada, quando a embarcação já se encontrava em águas territoriais brasileiras, percebeu a presença de um passageiro 
clandes�no que, jogado ao mar antes de a embarcação atracar no porto de Maceió, morreu afogado. A par�r dessa situação 
hipoté�ca, assinale a opção correta a respeito da aplicação da lei penal. 
b) Nesse caso, aplica-se a lei penal brasileira para a punição dos responsáveis pelo delito, ainda que todos sejam de 
nacionalidade estrangeira. 
Lugar do crime - TEORIA DA UBIQUIDADE ( LU. TA )  
Art. 6º - Considera-se pra�cado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão , no todo ou em parte ( CONSUMAÇÃO ), bem como onde se   
produziu ou deveria produzir-se o resultado (TENTATIVA) . 
CONTINUA CAINDO⇒ CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Distrito Federal/2019 Em razão da teoria da ubiquidade, considera-se pra�cado 
o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria ter sido produzido o resultado. 
CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Papiloscopista Policial Federal/2018 Na tenta�va de entrar em território brasileiro com drogas ilícitas a bordo de um 
veículo, um traficante disparou um �ro contra agente policial federal que estava em missão em unidade fronteiriça. Após troca de �ros, outros 
agentes prenderam o traficante emflagrante, conduziram-no à autoridade policial local e levaram o colega ferido ao hospital da região. Nessa 
situação hipoté�ca, para definir o lugar do crime pra�cado pelo traficante, o Código Penal brasileiro adota o princípio da ubiquidade. CERTO 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art5
 
Extraterritorialidade 
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora come�dos no estrangeiro: 
 
65% DE ERRO⇒ CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC MA)/2018- Com relação a lugar do crime e territorialidade e extraterritorialidade 
da lei penal, conforme previstos no CP, assinale a opção correta. 
b) Nos crimes conexos, não se aplica a teoria da ubiquidade , devendo cada crime ser julgado pela legislação penal do país em que for 
come�do. CERTA  
C) No concurso de pessoas, o lugar do crime será somente aquele em que ocorrerem os atos de par�cipação ou coautoria, independentemente 
do local do resultado. ERRADA 
D) No crime con�nuado, somente será aplicada a lei nacional quando todos os fatos cons�tu�vos �verem sido pra�cados em território 
brasileiro, por se tratar de delito unitário. ERRADA ⇒ É aplicável a lei nacional quando algum dos fatos constitutivos tenha sido praticado em nosso  
território, porque, na doutrina jurídica, em qualquer dessas formas criminosas, trata-se de delito unitário. (JESUS, Damásio de. Código Penal Anotado. p.  
35) 
e) Nos crimes complexos, não se aplica a teoria da ubiquidade, mesmo que o delito-meio tenha sido come�do em território brasileiro . ERRADA 
A BANCA QUERIA QUE VC LESSE RÁPIDO E CONFUNDISSE COM CONEXO ! O crime complexo é aquele que une, num mesmo tipo, dois ou mais crimes  
(ex: roubo = constrangimento/ameaça + furto). A esses tipos de crimes, aplica-se a teoria da ubiquidade (conduta ou resultado) normalmente. 
Segundo Masson, NÃO SE APLICA a teoria da ubiquidade: (MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado. volume 1, p. 145-146)  
a) Crimes conexos: Delito relacionado a outro porque praticado para a realização ou ocultação do segundo,  
porque estão em relação de causa e efeito, ou porque um é cometido durante a execução do outro. Modalidade  
unida a outra por um ponto comum. Exemplo: furto cometido na Argentina e receptação praticada no Brasil. Aqui  
somente será julgada a receptação.  
b) Crimes plurilocais: envolve duas ou mais comarcas, ao passo que o crime à distância é o delito iniciado no  
Brasil e se consuma fora dele ou vice-versa.  
c) Infrações penais de menor potencial ofensivo: "Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo,  
para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2  
(dois) anos', cumulada ou não com multa".  
d) Crimes falimentares  
e) Atos infracionais  
I - os crimes: (EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA ) ⇒ são punidos pela lei brasileira, ainda que absolvidos no estrangeiro  
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República ; (p. da proteção ou da defesa)  
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal , de Estado , de Território , de Município , de empresa pública, sociedade de 
economia mista, autarquia ou fundação ins�tuída pelo Poder Público; ( aqui pode ser qualquer pessoa ) (p. da proteção ou da defesa)  
c) contra a administração pública , por quem está a seu serviço ; ( ñ é por qualquer pessoa ) (p. da proteção ou da defesa)   
d) de genocídio , quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil ; (p. da justiça universal ou cosmopolita)  
  
⇒ ATENÇÃO ⇒ pegadinha mais cobrada → § 1º -No caso desse inciso I, o agente é punido segundo a lei                                        
brasileira , ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.   
 CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 Acerca das regras de territorialidade e de extraterritorialidade da 
lei penal, assinale a opção correta. a) Crime de genocídio pra�cado fora do território brasileiro poderá ser julgado no Brasil quando come�do 
contra povo alienígena por estrangeiro domiciliado no Brasil. CERTO ALIENÍGENA⇒ que ou quem é natural de outro país; estrangeiro, forasteiro. 
 CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TCE-PB/2014 a) Os crimes pra�cados no exterior ficarão sujeitos à lei 
brasileira quando forem come�dos contra a fé pública municipal. 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor Federal de Controle Externo (TCU)/Controle Externo/Auditoria Governamental/2013 Segundo a atual 
redação do Código Penal Brasileiro, os crimes come�dos no estrangeiro são puníveis segundo a lei brasileira se pra�cados contra a administração 
pública quando o agente delituoso es�ver a serviço do governo brasileiro, salvo se já absolvido pela jus�ça no exterior com relação àqueles 
mesmos atos delituosos. AINDA QUE 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE RJ)/Administra�va/"Sem Especialidade"/2012 Considere que Paul, cidadão britânico domiciliado 
no Brasil , em visita à Argen�na, tenha pra�cado o delito de genocídio contra ví�mas de nacionalidade daquele país e fugido, logo em seguida, para 
o Brasil. Nesse caso, será possível a aplicação da lei penal brasileira. CERTO 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art7
 
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro . 
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: (no quadro acima)  
a) entrar o agente no território nacional; 
b) ser o fato punível também no país em que foi pra�cado; 
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro mo�vo, não estar ex�nta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. 
 
 
Pena cumprida no estrangeiro 
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime , quando diversas, ou nela é computada , quando 
idên�cas . 
II - os crimes: (EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA)  
a)que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (p. da justiça universal ou cosmopolita)  
b) pra�cados por brasileiro ; (p. da nacionalidade ativa)  
c) pra�cados em aeronaves ou embarcações brasileiras , mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam 
julgados . (p. da representação /da bandeira/Pavilhão)  
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes 
CONDIÇÕES : 
a) entrar o agente no território nacional; 
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; 
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição ; 
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a 
lei mais favorável. 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte/2015 Situação hipoté�ca : João, brasileiro, 
residente em Portugal, cometeu crime de corrupção e de lavagem de dinheiro no território português, condutas essas �pificadas tanto no Brasil 
quanto em Portugal. Antes do fim das inves�gações, João fugiu e retornou ao território brasileiro. Asser�va: Nessa situação, a lei brasileira pode ser 
aplicada ao crime pra�cado por João em Portugal. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Auxiliar de Legista (PCie PE)/2016 No que se refere à aplicação da lei penal no espaço, assinale a opção correta. c) 
De acordo com o princípio da representação , a lei penal brasileira poderá ser aplicada a delitos come�dos em aeronaves ou embarcações 
brasileiras privadas, quando estes delitos ocorrerem no estrangeiro e aí não forem julgados. 
( EXTRATERRITORIALIDADE HIPERCONDICIONADA )  
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime come�do por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no 
parágrafo anterior: 
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; 
b) houve requisição do Ministro da Jus�ça . 
É inaplicável o princípio da extraterritorialidade nas contravenções penais . Isso porque, nos termos do  
art. 2º da LCP, “a lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no território nacional”.  
Mesmo crime – estrangeiro – Brasil  
·   PENAS DIVERSAS – ATENUA (diminuída) imposta no Brasil  
  
·   PENAS IDÊNTICAS – COMPUTADA (subtraída) na pena imposta.  
CIDA  
  
CI : c omputa i dêntica   
  
DA : d iversa a tenua  
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ AC)/Judiciária/2012 Considere que Maria seja condenada ao pagamento de multa 
por crime pra�cado no estrangeiro, e, pelo mesmo delito, seja igualmente condenada no Brasil a pena priva�va de liberdade. 
 Nessa situação, a pena de multa executada no estrangeiro tem o condão de atenuar a pena imposta pela jus�ça 
brasileira. Certo QUESTÃO: A PENA DE MULTA (ESTRANGEIRO) e a PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (BRASIL) TÊM 
NATUREZAS DIVERSAS, assim serão ATENUADAS. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art8
 
Eficácia de sentença estrangeira 
Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil 
para: 
I - obrigar o condenado à reparação do dano , a res�tuições e a outros efeitos civis ; 
II - sujeitá-lo à medida de segurança . 
Parágrafo único - A HOMOLOGAÇÃO DEPENDE : 
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; 
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou , na falta de tratado , 
de requisição do Ministro da Jus�ça. 
 
 
 
 
Frações não computáveis da pena 
Art. 11 - Desprezam-se, nas penas priva�vas de liberdade e nas restri�vas de direitos, as frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro. 
Legislação especial 
Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso. 
 
Depende de homologação:  
● MEDIDA DE SEGURANÇA  
● REPARAÇÃO DO DANO, RESTITUIÇÕES E OUTROS  
EFEITOS CIVIS  
Não depende de homologação:  
● REINCIDÊNCIA,   
● SURSIS   
● LIVRAMENTO CONDICIONAL  
(CESPE) - Analista do Ministério Público da União/Apoio Jurídico/Direito/2013 A homologação de sentença 
estrangeira para obrigar condenado à reparação de dano requer a existência de tratado de extradição com o país de cuja 
autoridade judiciária emanou a sentença. Errado ⇒ VEJA QUE NO CASO DO INCISO I ⇒ NÃO PRECISA DE TRATADO, 
APENAS DE PEDIDO DA PARTE INTERESSADA 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ BA)/2012 e) De acordo com o princípio da universalidade, a sentença penal estrangeira 
homologada no Brasil obriga o condenado a reparar o dano, sendo faculta�vo o pedido da parte interessada. ERRADO 
 FCC - Defensor Público do Estado da Paraíba/2014 - A sentença criminal condenatória estrangeira é eficaz no direito 
brasileiro: a) inclusive para fins de reincidência. 
Além dos previstos no disposi�vo, a sentença penal estrangeira produz outros efeitos, com referência a reincidência, 
sursis e livramento condicional. Nesses casos, seu reconhecimento não depende de homologação 
(CESPE) - Auditor de Controle Externo (TCE-ES)/Direito/2012 A eficácia da sentença penal condenatória proferida no 
estrangeiro depende de homologação tanto para obrigar o condenado à reparação do dano, a res�tuições e a outros efeitos 
civis quanto para o reconhecimento da reincidência. ERRADO - NÃO PRECISA HOMOLOGAR P/ RECONHECER REINCIDÊNCIA 
⇒ Basta que haja prova do trânsito em julgado desta sentença. 
Contagem de prazo 
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias , os meses e os anos pelo calendário comum . 
Prazos penais são aqueles da lei material , tais como: prescrição; decadência; prazo para cumprimento de 
penais; sursis, livramento condicional. Veja que há sempre uma relação com a punição . 
84 % de erro⇒ CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ AL)/Judiciária/2012 d) O prazo prescricional,embora sujeito a causas 
interrup�vas, impedi�vas ou suspensivas, é improrrogável, devendo ser contado do mesmo modo como se conta o prazo de cumprimento da pena 
priva�va de liberdade. CERTO ⇒ Para o cômputo do prazo prescricional observa-se o art. 10 do Código Penal, ou seja, inclui-se o dia do 
começo e exclui-se o dia do final, contando-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum ou gregoriano. Os 
prazos prescricionais são improrrogáveis, não se suspendendo em finais de semana, feriados ou férias. 
CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC DF)/2013 Na contagem dos prazos de prescrição e decadência, e assim também na contagem do 
prazo de cumprimento da pena priva�va de liberdade, deve-se incluir o dia do começo . CERTO 
PRAZOS PENAIS = INCLUI-SE o dia do começo;  
PRAZOS PROCESSUAIS = EXCLUI-SE o dia do começo.  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art9
 
TÍTULO II 
DO CRIME 
 
Relação de causalidade 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a 
qual o resultado não teria ocorrido . 
● (ART. 13 ⇒ CÓDIGO PENAL ADOTOU ⇒ Teoria Equivalência dos Antecedentes/ Conditio Sine Qua Non (condição sem a qual não) ⇒                                        
tudo que contribui para o resultado é causa, não se distinguindo entre causa e condição ou concausa.)  
  
  
Quanto aos casos de diminuição de pena na Teoria do Crime (arts. 13 a 31), temos o seguinte quadro:  
  
a) será reduzida de 1/3 a 2/3 :    
tentativa;  
arrependimento posterior;  
sacrifício bem jurídico no EN;  
semi-inimputável;  
embriaguez acidental incompleta;  
  
b) será diminuída de 1/6 a 1/3:  
erro sobre a ilicitude fato EVITÁVEL;  
participação de menor importância;  
  
⇒ Portanto, temos cinco casos que diminuem de 1/3 a 2/3 e apenas dois casos que diminuem de 1/6 a 1/3. Assim, vamos  
decorar os dois casos de diminuição de 1/6 a 1/3 e, por eliminação, o restante será redução de 1/3 a 2/3.  
Indo um pouco mais além, há também os casos de isenção e aumento de pena:  
  
c) isentam de pena:  
descriminante putativa;  
erro sobre ilicitude fato inevitável (escusável);  
coação moral irresistível;  
embriaguez acidental completa;  
  
d) a pena será aumentada até metade :  
 se resultado mais grave era previsível;  
 
Superveniência de causa independente (TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA⇒EXCEÇÃO AO CAPUT -CONDITIO SINE QUA NON-)  
TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE PE)/Judiciária/2017 De acordo com os principais teóricos do direito penal, 
a teoria da imputação obje�va se refere especificamente à d) relação de causalidade.  
68% DE ERRO⇒ CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2019 De acordo com a teoria 
da imputação obje�va, a) a culpabilidade penal tradicional é reformulada por uma categoria mais ampla, denominada 
responsabilidade. 
⇒ A teoria da imputação objetiva foi criada com a finalidade de limitar a responsabilidade penal do agente  
sem a necessidade de analisarmos o elemento subjetivo do autor (causalidade psíquica). Essa finalidade é atingida  
com o acréscimo de um nexo normativo ao nexo físico já existente na causalidade simples. Logo, para que se possa  
considerar um comportamento como causa objetiva de um resultado, não basta um mero nexo físico entre eles. O  
sujeito só responde nos limites do risco criado; Não há imputação objetiva quando o risco é tolerado (ou aceito  
amplamente pela comunidade); Não há imputação objetiva quando o risco proibido criado é insignificante (a conduta  
em si é insignificante).  
É necessário que haja:  
. Criação ou aumento de um risco proibido;  
. Realização do risco no resultado;  
. Nexo normativo (mera relação de causa e efeito).   
Outras Questões:  
MPE-SC/2019- A chamada teoria da imputação obje�va reúne um conjunto de critérios pelos quais se restringe o âmbito 
da relevância penal dos fatos abrangidos pela relação de causalidade, e que seriam imputáveis ao sujeito caso não fossem 
empregados esses critérios. CERTO 
CESPE/2019- A teoria da imputação obje�va prevê que não haverá nexo de causalidade se o agente atuar dentro do risco 
permi�do, mesmo que a sua conduta gere resultado previsto em lei como crime. CERTO 
MPE-RS/2017- Para a teoria da imputação obje�va, o ato de imputar significa atribuir a alguém a realização de uma 
conduta criadora de um risco relevante e juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. Pressupõe um perigo 
criado pelo agente e não coberto por um risco permi�do dentro do alcance do �po. O risco permi�do conduz à a�picidade, e o 
risco proibido, quando relevante, à �picidade. A imputação obje�va cons�tui elemento norma�vo implícito do �po penal. CERTO 
FCC - Auditor (TCE-CE)/2015 O Código Penal adota no seu art. 13 a teoria condi�o sine qua non (condição sem a qual 
não). Por ela, d) tudo que contribui para o resultado é causa, não se dis�nguindo entre causa e condição ou concausa. 
CEBRASPE (CESPE) - Advogado da União/2015 - Como a relação de causalidade cons�tui elemento do �po penal no direito 
brasileiro, foi adotada como regra, no CP, a teoria da causalidade adequada , também conhecida como teoria da equivalência dos 
antecedentes causais . ERRADO (A teoria da causalidade adequada não foi adotado pelo CP, e não é conhecida como teoria da 
equivalência dos antecedentes causais. 
Teoria da equivalência dos antecedentes causais (conditio sine qua non / Teoria da causalidade 
simples): - é a regra adotada no CP - art. 13, caput, CP. 
Teoria da causalidade adequada (concausa): - é exceção utilizada no CP - art. 13, 1º, CP 
(superveniência de causa relativamente independente). 
FCC - Oficial de Jus�ça (TJ PE)/Direito/2007 
a) concausa superveniente absolutamente independente é aquela que nenhuma ligação tem com o procedimento inicial do 
agente. CERTO 
c) concausa superveniente rela�vamente independente que, por si só, produziu o resultado, é a que forma novo processo 
casual, que se subs�tui ao primeiro, não estando em posição de homogeneidadecom o comportamento do agente. CERTO 
d) caso fortuito equivale a uma “não causa”, pois impede a �pificação de qualquer fato humano a que o resultado lesivo 
poderia prender-se, por ser causa independente. CERTO 
e) o Código Penal adotou a teoria da equivalência dos antecedentes causais, pelo qual tudo quanto concorre para o 
evento é causa. CERTO 
FCC - Auditor Subs�tuto de Conselheiro do TCM-RJ/2015 b) não há fato �pico decorrente de caso fortuito. CERTO ⇒ 
visto que não há conduta. 
FCC - Analista Ministerial (MPE PE)/Processual/2006 A respeito da relação de causalidade, é certo que 
a) nem todos os fatos que concorrem para a eclosão do evento devem ser considerados como causa deste. ERRADO - VEJA 
ACIMA Q TUDO Q CONCORRE É CAUSA. 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJ SE)/Remoção/2014 Com relação à classificação e às teorias do crime, 
assinale a opção correta. B) Segundo a teoria do funcionalismo racional teleológico, a função do direito penal é promover a 
proteção subsidiária de bens jurídicos, de modo que o que é tratado como delito deve corresponder aos anseios sociais. CERTO ⇒ 
Para o Funcionalismo Teleológico, dualista, moderado ou da Polí�ca criminal (ROXIN): a função do direito penal é a proteção 
dos bens jurídicos. Conduta seria comportamento humano causador de perigo ou lesão ao bem jurídico. 
§ 1º - A superveniência de causa RELATIVAMENTE independente EXCLUI A IMPUTAÇÃO quando, por si só , produziu o resultado ; os fatos anteriores, 
entretanto, imputam-se a quem os pra�cou. 
TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA:  
I) Causas dependentes: mantém-se o nexo-causal;  
  
II) Causas RELATIVAMENTE independentes:  
a) Preexistentes : há nexo-causal e, consequentemente, o agente responde pelo resultado.  
b) Concomitante : há nexo-causal e, consequentemente, o agente responde pelo resultado.  
c) Superveniente: depende ⇩   
⇒ Se essa causa superveniente, por si só, produziu o resultado , o agente não responde pelo crime  
consumado, apenas pelos atos praticados.  
⇒ Do contrário, ou seja , se não foi a causa superveniente que, por si só, produziu o resultado , vale  
dizer, se a causa é desdobramento natural da conduta do agente , ele responde pelo crime consumado , não  
apenas pelo ato praticado.  
  
III) Causas ABSOLUTAMENTE independentes: Nunca se mantém nexo-causal, o agente não responderá  
pelo resultados das concausas, apenas pelos atos praticados. Perceba isto: dizer que a causa é absolutamente  
independente é dizer que ela causou o resultado; logo, o agente só responde pelo que praticou.  
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TC-DF/2021 A superveniência de causa rela�vamente 
independente que, por si só, produziu o resultado danoso não exclui a imputação. ERRADO 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Distrito Federal/2019 A superveniência de causa rela�vamente independente 
da conduta do agente excluirá a imputação do resultado nos casos em que, por si só, ela �ver produzido o resultado. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 Considerando a relação causal entre conduta e 
resultado �pico, assinale a opção correta. 
a) A concausa preexistente absolutamente independente reforça (NÃO MANTÉM) o nexo entre a ação do agente e o 
resultado, não re�rando a consumação do crime pra�cado pelo ofensor. 
b) A causa superveniente rela�vamente independente não exclui a imputação do fato ao agente, ainda que tenha 
produzido o resultado por si só. 
c) A teoria da imputação obje�va prevê que não haverá nexo de causalidade se o agente atuar dentro do risco 
permi�do, mesmo que a sua conduta gere resultado previsto em lei como crime. CERTO 
67% DE ERRO ⇒ CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC PE)/2016 A relação de causalidade, estudada no 
conceito estra�ficado de crime, consiste no elo entre a conduta e o resultado �pico. Acerca dessa relação, assinale a opção 
correta. 
a) Para os crimes omissivos impróprios, o estudo do nexo causal é relevante, porquanto o CP adotou a teoria 
naturalís�ca da omissão , ao equiparar a inação do agente garan�dor a uma ação. ERRADO ⇒ Para os crimes omissivos 
impróprios, o CP adotou a teoria NORMATIVA da omissão. 
b) A existência de concausa superveniente rela�vamente independente, quando necessária à produção do resultado 
naturalís�co, não tem o condão de re�rar a responsabilização penal da conduta do agente, uma vez que não exclui a imputação 
pela produção do resultado posterior. ERRADO ⇒ EXCLUI A IMPUTAÇÃO quando, por si só, produziu o resultado 
Se a concausa superveniente rela�vamente independente, por si só , produzir o resultado, o agente NÃO responde 
pelo resultado ⇒ Aplica-se a Teoria da Causalidade adequada (Art. 13, parag. 1º, CP). Esse caso é uma exceção à Teoria da 
Equivalência dos antecedentes 
Se a concausa superveniente rela�vamente independente, ajuda a produzir o resultado, o agente responde pelo 
resultado ⇒ Aplica-se a Teoria da Equivalência do antecedentes (Regra) 
 
c) O CP adota, como regra, a teoria da causalidade adequada , dada a afirmação nele constante de que “o resultado, de 
que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa; causa é a ação ou omissão sem a qual o 
resultado não teria ocorrido”. ERRADO ⇒ Código Penal adotou a teoria da equivalência dos antecedentes ou da condi�o sine 
qua non . Teoria da Causalidade Adequada⇒ CAUSA seria a conduta ADEQUADA para gerar o resultado. Essa teoria é usada 
de modo muito excepcional pelo Código Penal na solução de alguns casos envolvendo CONCAUSAS. 
d) Segundo a teoria da imputação obje�va , cuja finalidade é limitar a responsabilidade penal, o resultado não pode 
ser atribuído à conduta do agente quando o seu agir decorre da prá�ca de um risco permi�do ou de uma conduta que 
diminua o risco proibido. CERTO 
e) O estudo do nexo causal nos crimes de mera conduta é relevante , uma vez que se observa o elo entre a conduta 
humana propulsora do crime e o resultado naturalís�co. ERRADO ⇒IRRELEVANTE 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista de Controle(TCE-PR)/Jurídica/2016 Considerando a relação de causalidade prevista no 
Código Penal, assinale a opção correta. e) As causas concomitantes absolutamente independentes não possuem relação de 
causalidade com a conduta do sujeito e excluem o nexo causal. 
 
FCC - Técnico Judiciário (TJ PE)/"Sem Especialidade"/2007 
 b) fato �pico é o comportamento humano posi�vo ou nega�vo que provoca, em regra, um resultado, e é previsto 
como infração penal. CERTO 
 e) para haver crime é necessário que exista relação de causalidade entre a conduta e o seu autor (RESULTADO ). 
 FCC - Auditor de Controle Externo (TCM-GO)/Jurídica/2015 Fernando deu início à execução de um delito material, 
pra�cando atos capazes de produzir o resultado lesivo. Todavia, aliou-se à sua ação uma concausa 
I. preexistente, absolutamente independente em relação à conduta do agente que, por si só, produziu o resultado. 
II. concomitante, absolutamente independente em relação à conduta do agente que, por si só, produziu o resultado. 
III. superveniente, rela�vamente independente em relação à conduta do agente, situada na mesma linha de 
desdobramento �sico da conduta do agente, concorrendo para a produção do resultado. ⇒ o resultado lesivo será imputado a 
Fernando. 
IV. superveniente, rela�vamente independente em relação à conduta do agente, sem guardar posição de 
homogeneidade em relação à conduta do agente e que, por si só, produziu o resultado. 
O resultado lesivo NÃO será imputado a Fernando , que responderá apenas pelos atos pra�cados, nas situações 
indicadas em d) I, II e IV. 
 (CESPE) - Analista do Ministério Público da União/Apoio Jurídico/Direito/2013 Júlio, com intenção de matar Maria, 
disparou �ros de revólver em sua direção. Socorrida, Maria foi conduzida, com vida, de ambulância, ao hospital; entretanto, no 
trajeto, o veículo foi abalroado pelo caminhão de José, que ultrapassara um sinal vermelho, tendo Maria falecido em razão do 
acidente. Nessa situação, Júlio deverá responder por tenta�va de homicídio e José, por homicídio culposo. Certo 
TENTATIVA DE HOMICÍDIO ⇒ Vamos ver: o acidente da ambulância era PREVISÍVEL ? NÃO (ora, 
não é normal que ambulância se acidentam) , então o acidente produziu por si só o resultado, logo, JÚLIO 
responderá apenas por HOMICÍDIO TENTADO. 
HOMICÍDIO CULPOSO ⇒ O STJ já se posicionou sobre a questão do dolo eventual em crimes de trânsito , 
quando o ministro Og Fernandes afirmou que a Sexta Turma , ao julgar um caso de embriaguez ao volante, já 
havia decidido que, em delitos de trânsito, não é possível a conclusão automática de ocorrência de 
dolo eventual: “Sendo os crimes de trânsito em regra culposos, impõe-se a indicação de elementos 
concretos dos autos que indiquem o oposto, demonstrando que o agente tenha assumido o risco do 
advento do dano, em flagrante indiferença ao bem tutelado. 
ABSOLUTAMENTE  
INDEPENDENTES  
PRÉ EXISTENTE   Não responde pelo resultado   João atira em José que já estava morto  
Não responde pelo  
resultado , mas pelos  
atos anteriores  
CONCOMITANTE   Não responde pelo resultado   João atira em José quando o prédio  
desaba e mata José por esmagamento  
Excluem o nexo causal   SUPERVENIENTE   Não responde pelo resultado   João envenena José quando Pedro  
aparece e atira na cabeça de José  
RELATIVAMENTE  
INDEPENDENTES  
  
PRÉ EXISTENTE  
  
Responde pelo resultado  
João atira em José que tem hemofilia e,  
devido a isso, sangra até a morte  
Regra: Responde pelo  
resultado . A exceção é as  
Supervenientes que por  
si só produz o resultado  
  
CONCOMITANTE  
  
Responde pelo resultado  
João envenena José que, devido a isso  
tem um ataque cardíaco  
    
  
SUPERVENIENTE  
  
POR SI SÓ NÃO PRODUZIU O  
RESULTADO  
Responde pelo resultado  
João atira em José que socorrido ao  
hospital morre por complicações do tir o  
      
POR SI SÓ PRODUZIU O  
RESULTADO  
NÃO responde pelo resultado  
João atira em José que socorrido ao  
hospital morre por incêndio no hospital  
 
Relevância da omissão (Teoria Normativa)  
§ 2 º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente DEVIA E PODIA AGIR para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado , proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. ( ATENÇÃO⇒ A FALTA DO PODER DE AGIR GERA ATIPICIDADE )  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art13
  
O artigo 13, §2ºé considerado uma norma de extensão , pois nos crimes omissivos impróprios                            
ocorre uma ampliação da conduta criminosa, que passa a englobar também a omissão daquele                            
que indevidamente não cumpriu o seu dever jurídico de agir.  
60% DE ERRO CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TC-DF/2021 No crimen silen� , ou 
concurso absolutamente nega�vo , o agente não tem o dever legal de evitar o resultado, tampouco adere à vontade criminosa 
do autor, razão pela qual não é punido. Conivência: Trata-se da participação por omissão , quando o agente não tem o dever de  
evitar o resultado , tampouco aderiu à vontade criminosa do autor . Não é punível pela lei brasileira , pois inexiste um dever legal  
de agir, mas somente um dever moral. Se alguém, visualizando a ocorrência de um delito, podendo intervir para impedir o resultado, não o faz,  
torna-se conivente (falha moral). É o chamado concurso absolutamente negativo." (Curso de Direito Penal: parte geral: arts. 1º a 120 do Código Penal /  
Guilherme de Souza Nucci. – 3. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2019). 
CEBRASPE (CESPE) - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/Administra�va/"Sem Especialidade"/2017. Antônio, renomado 
cien�sta, ao desenvolver uma a�vidade habitual, em razão da pressa para entregar determinado produto, foi omisso ao não 
tomar todas as precauções no preparo de uma fase do procedimento laboratorial, o que acabou ocasionando dano à 
integridade �sica de uma pessoa. Acerca dessa situação hipoté�ca, julgue o item a seguir. A omissão de Antônio é p enalmente 
relevante porque foiesse comportamento que criou o risco de ocorrência do resultado danoso à integridade �sica. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015 - Ainda com relação aos 
elementos do crime, assinale a opção correta. 
a) A impropriedade rela�va do meio leva ao que se denomina crime puta�vo . ERRADO (O agente IMAGINA (PUTATIVA) 
que é crime, mas não é). 
d) No crime omissiv o próprio (IMPRÓPRIO) , verifica-se uma relação norma�va entre o resultado e a omissão, enquanto 
que, no omissiv o impróprio (PRÓPRIO) , deve-se observar a relação �sica de causalidade . O CONTRÁRIO 
e) No crime comissivo por omissão, admite-se a forma tentada . CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC DF)/2013. É possível, do ponto de vista jurídico-penal, par�cipação por 
omissão em crime comissivo. CERTO 
FCC - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de SP/2011. Os crimes que resultam do não 
fazer o que a lei manda, sem dependência de qualquer resultado naturalís�co, são chamados de: c) omissivos próprios. 
 FCC - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2010 O crime é omissivo próprio quando resulta do não fazer e 
depende de resultado naturalís�co para a consumação. ERRADO O crime omissivo próprio é a simples              
 
 
Art. 14 - Diz-se o crime: 
Crime consumado 
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; 
CONSUMAÇÃO DE:  
 
omissão, ou seja, o ato de se omitir por si só gera a tipificação penal sem que disso                                    
dependa qualquer resultado posterior. 
 FCC - Defensor Público (DPE AP)/2018 Nos crimes comissivos por omissão, 
a) pelo critério nomológico, violam-se normas mandamentais. ERRADO ⇓ 
Normas mandamentais contém um ordem: Preste socorro.  
Normas proibitivas contém outro tipo de ordem: Não mate.   
Logo, os crimes comissivos por omissão violam-se normas PROIBITIVAS, e não mandamentais.  
b) a �picidade é a do �po comissivo, mas pode também, excepcionalmente, ser a do �po omissivo . ERRADO ⇒ A 
�picidade é a do �po comissivo, mas não a do �po omissivo . 
c) a falta do poder de agir gera a�picidade da conduta .CERTO 
d) são delitos de mera a�vidade, que se consumam com a simples ina�vidade. ERRADO ⇒ exigem o resultado 
naturalís�co 
e) no caso de ingerência, a conduta anterior deve ser a produtora do dano ou lesão. ERRADO ⇒ não precisa ser a 
produtora do dano ou lesão, pode ser a produtora do perigo 
 CEBRASPE (CESPE) - Papiloscopista (PC PB)/2009 Com referência aos crimes omissivos impróprios, assinale a opção 
incorreta . 
A) Existe uma norma penal que descreve a omissão ou o não faze r . 
Omissivo próprio : o tipo penal descreve uma conduta OMISSIVA  
Omissivo impróprio : o tipo penal descreve uma AÇÃO  
B) O agente tem o dever jurídico de agir para evitar o resultado. CERTO 
C) Para que o agente seja punido, é preciso que exista possibilidade real de evitar o resultado.CERTO 
D) O dever de agir pode incumbir a quem criou o risco da ocorrência do resultado com seu comportamento anterior. 
CERTO 
E) A lei pode impor ao agente a obrigação de cuidado, proteção e vigilância.CERTO 
a) PERMANENTES: consumação    
se prolonga no tempo  
b) OMISSIVOS PRÓPRIOS : com a        
simples omissão.  
c) CULPOSOS:   
com o resultado não        
pretendido  
d) MERA CONDUTA: com        
a mera conduta .  
e) OMISSIVOS IMPRÓPRIOS:    
com o resultado ao qual o            
agente se omitiu.  
A lei penal limitou a punição dos atos praticados pelo agente a partir de sua execução, deixando de lado a 
cogitação e os atos preparatórios. Em hipótese alguma a cogitação poderá ser objeto de repreensão pelo 
Direito Penal. Regra geral é que os atos preparatórios não sejam puníveis. Contudo, em determinadas 
situações , o legislador entendeu por bem punir de forma autônoma algumas condutas que poderiam ser 
consideradas preparatórias, como nos casos dos crimes de quadrilha ou bando (art. 288, CP) e a posse de 
instrumentos destinados usualmente à prática de furtos (art. 25, LCP). Essa punição somente acontece 
quando o legislador eleva à categoria de infração autônoma um ato que, por sua natureza, seria considerado 
preparatório ao cometimento de uma outra infração penal, como acontece com o referido crime de quadrilha”. 
HÁ CRIME SEM RESULTADO? DEPENDE  
Não há crime sem RESULTADO JURÍDICO . O direito penal protege os direitos e bens                            
jurídicos, se não há resultado jurídico, não há o que se punir.  
Mas há crimes sem RESULTADO NATURALÍSTICO . P.ex. crimes formais e de mera conduta.  
 
Tenta�va 
II - TENTADO , quando, iniciada a execução , não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 
Pena de tenta�va 
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário , pune-se a tenta�va com a pena correspondente ao crime consumado, DIMINUÍDA de UM A DOIS 
TERÇOS . 
 FCC - Auditor Subs�tuto de Conselheiro do TCM-RJ/2015 A respeito da relação de causalidade, é INCORRETO 
afirmar que c) não há crime sem resultado . ⇒ No caso da questão, a banca considerou o resultado                      
NATURALÍSTICO, para considerar incorreto que "não há crime sem resultado".  
CESPE- 2009- DPE-AL Todo crime tem resultado jurídico, porque sempre agride um bem tutelado pela norma. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 - Assinale a opção correta, rela�va à teoria do 
delito e ao erro no direito penal. c) A consumação do delito, em crimes formais, ocorre com o mero resultado jurídico, de 
forma que dispensa a mudança do mundo exterior para a obtenção do resultado �pico. 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor (TCE-PR)/2016 - A respeito das fases do iter criminis, assinale a opção correta. 
c) Dado o princípio da alteridade, a a�tude meramente interna do agente não pode ser incriminada, razão pela qual 
não se pune a cogitação. 
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC PE)/2016 - Na análise das classificações e dos momentos de 
consumação, busca-se, por meio da doutrina e da jurisprudência pátria, enquadrar consumação e tenta�va nos diversos �pos 
penais. Aesse respeito, assinale a opção correta. 
e) Segundo o STJ, configura crime consumado de tráfico de drogas a conduta consistente em negociar, por telefone, a 
aquisição de entorpecente e disponibilizar veículo para o seu transporte, ainda que o agente não receba a mercadoria, em 
decorrência de apreensão do material pela polícia, com o auxílio de interceptação telefônica . 
 FCC - Analista Judiciário (TRE RS)/Administra�va/2010 Se a lei não exige nenhum resultado material ou 
naturalís�co, contentando-se com a ação ou omissão do agente, a infração penal é classificada, quanto ao resultado, como: 
a) de mera conduta. = CORRETA - Os crimes de mera conduta, por sua vez, são aqueles em que o �po pena 
descreve apenas a conduta delituosa, sem sequer mencionar resultado naturalís�co. Pune-se aqui pela simples a�vidade, 
como, por exemplo, na violação de domicílio (art. 150, CP). 
b) formal. ERRADA = Nos crimes formais (ou de consumação antecipada), apesar de o �po penal também 
descrever conduta e resultado naturalís�co, este é dispensável para a consumação. Com a prá�ca da conduta o crime está 
perfeito. A modificação no mundo exterior, no caso, serve como exaurimento da infração, podendo interferir na quan�dade 
da pena. Como exemplos, podemos citar os crimes de ameaça (art. 147 do CP) e de extorsão (art. 158, CP). 
FCC - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2010 O crime é d) formal quando de consumação 
antecipada , independendo de ocorrer ou não o resultado desejado pelo agente. CERTO 
FCC - Procurador do Banco Central do Brasil/2006 O resultado é prescindível para a consumação nos crimes e) de 
mera conduta e formais. CERTO ⇒ O crime material só se consuma com a produção do resultado naturalís�co, como a morte 
no homicídio. O crime formal, por sua vez, não exige a produção do resultado para a consumação do crime , ainda que 
possível que ele ocorra. Exemplo de crime formal é a ameaça: 
Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe 
mal injusto e grave:Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Veja-se que o crime de ameaça apenas prevê a conduta de quem ameaça, não importando se o resultado da 
ameaça aconteceu, tão pouco se a pessoa se sentiu constrangida ou ameaçada. A intimidação é irrelevante para a 
consumação do delito. 
No crime de mera conduta o resultado naturalís�co não só não precisa ocorrer para a consumação do delito, como 
ele é mesmo impossível. Veja-se o que o STF entende sobre o crime de porte ilegal de arma de fogo, sobre ser um crime de 
mera conduta: 
O crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permi�do é de mera conduta e de perigo abstrato, ou seja, 
consuma-se independentemente da ocorrência de efe�vo prejuízo para a sociedade, e a probabilidade de vir a ocorrer algum 
dano é presumida pelo �po penal. Além disso, o objeto jurídico tutelado não é a incolumidade �sica, mas a segurança 
pública e a paz social, sendo irrelevante o fato de estar a arma de fogo municiada ou não. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art14
 
TENTATIVA BRANCA  
OU INCRUENTA:   
Ocorre quando o      
agente sequer    
atinge o objeto que        
pretendia lesar.   
Ex.: José atira em        
Maria, com dolo de        
matar, mas erra o        
alvo.  
  
  
  
TENTATIVA VERMELHA OU  
CRUENTA:   
Ocorre quando o agente        
atinge o objeto , mas não          
obtém o resultado      
naturalístico esperado , em      
razão de circunstâncias      
alheias à sua vontade.   
Ex.: José atira em Maria,          
com dolo de matar, e          
acerta o alvo. Maria,        
todavia, sofre apenas      
lesões leves no braço, não          
vindo a falecer.  
TENTATIVA PERFEITA:   
Ocorre quando o agente        
esgota completamente os      
meios de que dispunha        
para lesar o objeto        
material.   
Ex.: José atira em Maria,          
com dolo de matar,        
descarregando todos os      
projéteis da pistola.      
Acreditando ter provocado      
a morte, vai embora        
satisfeito. Todavia, Maria é        
socorrida e não morre.  
TENTATIVA IMPERFEITA:  
 Ocorre quando o agente, antes  
de esgota r toda a sua  
potencialidade lesiva , é  
impedido por circunstâncias  
alheias , sendo forçado a  
interromper a execução.   
Ex.: José possui um revólver com  
06 projéteis. Dispara os 03  
primeiros contra Maria, mas  
antes de disparar o quarto é  
surpreendido pela chegada da  
Polícia Militar, de forma que foge  
sem completar a execução, e  
Maria não morre .  
NÃO ADMITEM TENTATIVA:  
Preterdolosos  
Unissubsistentes  
Contravenções  
Continuados  
Atentado  
Culposos  
Habituais - necessita de atos reiterados  
Omissivos Próprios  
(CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 Os crimes unissubsistentes não admitem tenta�va, haja vista 
não ser possível o fracionamento da conduta em atos. CERTO 
FCC - Procurador de Contas (TCE-CE)/2006 Admitem tenta�va, dentre outras infrações penais, 
 a) as contravenções penais. ⇒ ATÉ ADMITE, MAS NÃO É PUNÍVEL 
 b) os delitos culposos. 
c) os crimes formais. CERTO 
 d) os crimes preterdolosos. 
e) os delitos habituais próprios. 
(CESPE) - Escrivão de Polícia (PC PE)/2016 D) Situação hipoté�ca: José deu seis �ros em seu desafeto, que foi 
socorrido e sobreviveu, por circunstâncias alheias à vontade de José. Asser�va: Nesse caso, está configurada a tenta�va 
imperfeita . ERRADO ⇒ A QUESTÃO SÓ FALOU QUE O CARA DEU SEIS TIROS, MAS DEVERIA TER FALADO QUE ELE CONCLUIU A 
EXECUÇÃO. DE TODO MODO, O CESPE ENTENDEU QUE É TENTATIVA PERFEITA, OU SEJA, CONCLUIU A EXECUÇÃO. 
 FCC - Procurador Legisla�vo (Cam Mun SP)/2014 Na tenta�va punível, o correspondente aba�mento na pena 
intensifica-se segundo b) o i�nerário já percorrido. ⇒ Segundo Informativo 542 do STF: a doutrina é assente no 
sentido de que a definição do percentual da redução da pena observará apenas o iter criminis percorrido, 
ou seja, tanto maior será a diminuição quanto mais distante ficar o agente da consumação, bem como 
tanto menor será a diminuição quanto mais se aproximar o agente da consumação do delito. 
 
FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro/2015II. A redução de um a dois terços da pena em razão do reconhecimento do crime tentado deve ser estabelecida de 
acordo com as circunstâncias agravantes ou atenuantes porventura existentes . ERRADO 
A redução de um a dois terços da pena em razão do reconhecimento do crime tentado deve ser estabelecida de 
acordo com a proximidade da consumação (e não das circunstâncias agravantes ou atenuantes porventura existentes). 
FCC - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de SP/2011 Nos crimes plurissubsistentes, 
havendo iter criminis com sucessivas condutas durante a sua execução, é 
d) admissível tanto a tenta�va perfeita, como a imperfeita. CERTO 
Crime unissubsistente é o conjunto de um só ato (ato único). Exemplo: injúria verbal.  
A realização da conduta esgota a concretização do delito. Impossível, por isso mesmo, a tentativa.   
Crime plurissubsistente é o constituído de vários atos, que fazem parte de uma única conduta.                              
Exemplo: roubo (violência + subtração).  
 
Desistência voluntária e arrependimento eficaz 
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza , só responde pelos atos já 
pra�cados . 
 
(CESPE 2015) Um agente alvejou ví�ma com disparo e, embora tenha iniciado a execução do ilícito, não exauriu toda a 
sua potencialidade lesiva ante a falha da arma de fogo empregada, fugindo do local do crime em seguida. Nessa situação 
hipoté�ca, a a�tude do agente configura : d) tenta�va imperfeita, pois ele não conseguiu pra�car todos os atos executórios 
necessários à consumação, por interferência externa. 
CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia Federal/2013 - Considere que Aldo, penalmente capaz, após ser fisicamente 
agredido por Jeremias, tenha comprado um revólver e, após municiá-lo, tenha ido ao local de trabalho de seu desafeto, sem, no 
entanto, o encontrar. Considere, ainda, que, sem desis�r de seu intento, Aldo tenha se posicionado no caminho habitualmente 
u�lizado por Jeremias, que, sem nada saber, tomou direção diversa. Flagrado pela polícia no momento em que esperava por 
Jeremias, Aldo entregou a arma que portava e narrou que pretendia a�rar em seu desafeto. Nessa situação, Aldo responderá por 
tenta�va imperfeita de homicídio , com pena reduzida de um a dois terços. ERRADO ⇒ Para a caracterização da tenta�va, de 
acordo com o critério lógico-formal adotado pelo ordenamento jurídico brasileiro, a a�vidade execu�va é �pica e, portanto, o 
princípio da execução tem de ser compreendido como início de uma a�vidade �pica. Para que haja a tenta�va é necessário que 
haja correspondência formal dos atos executados com a realização parcial do correspondente �po penal, o que, no caso 
vertente, não ocorreu . 
FCC - Assessor Jurídico (TCE-PI)/2009 - Tenta�va perfeita é aquela em que: a) o agente realiza toda a fase de execução e 
o resultado não ocorre por circunstâncias alheias à sua vontade. 
FCC - Defensor Público do Estado de Mato Grosso/2009/IV - O art. 14, § único, do Código Penal dispõe que “salvo 
disposição em contrário, pune-se a tenta�va com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços”. O 
percentual de diminuição de pena a ser considerado levará em conta: a) o inter criminis percorrido pelo agente. (a doutrina é 
assente no sen�do de que a definição do percentual da redução da pena observará apenas o iter criminis percorrido, ou seja, 
tanto maior será a diminuição quanto mais distante ficar o agente da consumação, bem como tanto menor será a diminuição 
quanto mais se aproximar o agente da consumação do delito) . 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 b) A tenta�va incruenta ou branca ocorre 
quando, iniciados os atos executórios, o agente não consegue a consumação do delito, por força alheia à sua vontade, e nem 
a�nge o objeto material do crime. 
 FCC - Auditor Subs�tuto de Conselheiro (TCE-RO)/2010 A tenta�va é 
a) imperfeita (PERFEITA) quando o agente realiza toda a fase de execução e o resultado não ocorre por circunstâncias 
alheias à sua vontade. ERRADO A tenta�va é imperfeita quando o agente é impedido de pra�car todos os atos executórios. 
b) punível nas contravenções penais. ERRADO A tenta�va não é punível nas contravenções penais (art. 4º da LCP). 
c) circunstância atenuante, incidindo na segunda etapa do cálculo da pena. ERRADO A tenta�va é causa de diminuição 
da pena cuja redução será aplicada na terceira fase de cálculo da pena. 
d) impunível nos casos de ineficácia rela�va do meio e de absoluta impropriedade do objeto. ERRADO A tenta�va só é 
impunível nos casos de ineficácia absoluta do meio e absoluta impropriedade do objeto. 
e) inadmissível nos crimes culposos. CERTO 
FCC - Procurador Legisla�vo (Cam Mun SP)/2014 Na tenta�va punível, o correspondente aba�mento na pena 
intensifica-se segundo b) o i�nerário já percorrido. 
(CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 
I Os crimes de empreendimento exigem a par�cipação de mais de três pessoas, com liame subje�vo, associadas para o 
come�mento do ilícito. ERRADO Crimes de atentado ou de empreendimento : é aquele em que o legislador equipara                          
a forma tentada à forma consumada do delito. É exemplo o artigo 309 do Código Eleitoral:  
Art. 309. Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outrem 
III O ordenamento brasileiro não prevê punição para delitos mul�vi�mários em razão dos princípios da lesividade e da 
alteridade, já que esses crimes ocorrem contra ví�mas difusas, des�tuídas de personalidade jurídica. ERRADO 
Em seu Código Penal Comentado (RT, 2016, p. 311), Nucci esclarece, com muita didática, que crimes                                
vagos, multivitimários ou de vítimas difusas:   
São aqueles que não possuem sujeito passivo determinado, sendo este a coletividade, sem personalidade                            
jurídica. São os casos da perturbação de cerimônia funerária (art. 209) e da violação de sepultura (art. 210),                                    
entre outros. 
DEVE SER VOLUNTÁRIA, MAS Ñ PRECISA SER ESPONTÂNEA   A QUESTÃO VAI FALAR QUE TEMDIMINUIÇÃO .   
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art15
 
Arrependimento posterior 
Art. 16 - Nos crimes come�dos sem violência ou grave ameaça à pessoa, REPARADO O DANO ou RESTITUÍDA A COISA , ATÉ O RECEBIMENTO da 
denúncia ou da queixa , por ato voluntário do agente, a pena será REDUZIDA de 1/3 a 2/3 (um a dois terços) . 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2017 - De modo geral, a 
doutrina indica a aplicação da fórmula de Frank quando o obje�vo for estabelecer a dis�nção entre desistência voluntária e 
tenta�va. CERTO ⇒ Na análise do fato, e de maneira hipoté�ca, se o agente disser a si mesmo “ posso prosseguir, mas não 
quero”, será o caso de DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA , porque a interrupção da execução ficará a seu critério, pois que ainda 
con�nuará sendo o senhor de suas decisões. Se, ao contrário, o agente disser “ quero prosseguir, mas não posso” , estaremos 
diante de um CRIME TENTADO , uma vez que a consumação só não ocorrerá em virtude de circunstâncias alheias à vontade do 
agente. 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público Federal/2015 - Configura-se a desistência voluntária ainda que não tenha par�do 
espontaneamente do agente a ideia de abandonar o propósito criminoso, com o resultado de deixar de prosseguir na execução 
do crime. CERTO (Voluntariedade não é o mesmo que espontaneidade) 
FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro/2015 - A respeito do crime consumado e do 
crime tentado, da desistência voluntária, do arrependimento eficaz e do arrependimento posterior, considere: 
I. Há desistência voluntária quando o agente, embora tenha iniciado a execução de um delito, desiste de prosseguir na 
realização �pica, atendendo sugestão de terceiro . CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 - A respeito de ins�tutos penais previstos no 
ordenamento brasileiro, julgue os itens seguintes. 
I A reparação do dano ou a res�tuição da coisa, por ato voluntário, até o recebimento da denúncia ou da queixa 
configura o arrependimento eficaz e permite a redução da pena de um a dois terços. ERRADO 
II Não se admite o arrependimento eficaz após a consumação do delito, de modo que o agente não será beneficiado 
com a causa de exclusão de �picidade. CERTO 
III Há desistência voluntária quando o agente promove uma nova a�tude, diversa da que originou o ato criminoso 
iniciado, para obstar a produção do resultado, de forma que só responderá penalmente se o resultado se confirmar . ERRADO 
CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018 - João integra conhecida organização criminosa de 
âmbito nacional especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Com o obje�vo de tornar legal o dinheiro ob�do 
ilicitamente, ele convenceu Pedro e Jorge, conselheiros fiscais de uma coopera�va de mineradores que atuam na região Norte do 
país, a modificar valores ob�dos em uma mina de ouro. Pedro, sem conhecer a fundo a origem dos valores, concordou em fazer a 
transação. Antes de concluí-la, entretanto, ele desis�u da ação, e tentou convencer Jorge a fazer o mesmo. Tendo Jorge decidido 
prosseguir no esquema, Pedro, então, fez uma denúncia sigilosa à polícia, que passou a inves�gar o fato e reuniu elementos 
necessários ao indiciamento dos envolvidos. Antes que concre�zasse a ação final de registro de valores, Jorge foi impedido pela 
polícia, que o prendeu em flagrante. Acerca dessa situação hipoté�ca, julgue o item subsequente: Pedro será punido com pena 
atenuada em virtude de arrependimento efica z (DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA ) , e Jorge será punido por crime tentado. ERRADO 
FCC- 2012 - e) há desistência voluntária quando o agente suspende a execução do delito atendendo súplicas da ví�ma. 
CERTO . ARREPENDIMENTO EFICAZ ⇒ o agente responde pelos atos já praticados. Impede a consumação do                            
delito. 
CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Direito/2010 - A desistência voluntária e o arrependimento eficaz, 
espécies de tenta�va abandonada ou qualificada, provocam a exclusão da adequação �pica indireta, respondendo o autor pelos 
atos até então pra�cados, e não, pela tenta�va do delito que inicialmente se propôs a cometer. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ CE)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 A respeito da inimputabilidade 
penal, do erro, da desistência voluntária, do arrependimento eficaz, do crime impossível e da relevância da omissão, assinale a 
opção correta. 
a) Crime impossível e delito puta�vo são considerados pela doutrina como expressões sinônimas . 
b) Aquele que causa um acidente e, sem justo mo�vo, deixa de socorrer a ví�ma, que falece no local, comete crime de 
omissão de socorro . (comete, em tese, o crime de HOMICÍDIO CULPOSO. Não houve crime omissão de socorro pois o agente foi 
o próprio causador do acidente. 
c) De acordo com o entendimento do STJ, aquele que pra�ca um crime no mesmo dia em que tenha completado dezoito 
anos é considerado inimputável . IMPUTÁVEL 
d) Aquele que porta carteira nacional de habilitação falsa, acreditando ser ela um documento legí�mo, não pra�ca o 
delito de uso de documento falso, uma vez que incide em erro de �po acidental . ( ESSENCIAL, pois o erro recai sobre um dos 
elementos essenciais do �po penal -ser o documento falso-) 
e) O agente que tenha desis�do voluntariamente de prosseguir na execução ou, mesmo depois de tê-la esgotado, 
atue no sen�do de evitar a produção do resultado, não poderá ser beneficiado com os ins�tutos da desistência voluntária e do 
arrependimento eficaz caso o resultado venha a ocorrer . CERTO 
 
 
 
⇒ PELO AMOR DE DEUS , SE UMA QUESTÃO FALAR QUE O CARA RESTITUIU ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, NÃO SE TRATA DE EXTINÇÃO DE                                                
PUNIBILIDADE E SIM ARREPENDIMENTO POSTERIOR , podendo, apenas, minorar a pena aplicada ao agente do delito.  
 (CESPE) - Promotor de Jus�ça (MPE RO)/2013 b) A compra de um bem com o cartão de crédito pertencente a outrem, 
sem autorização, ainda que o comprador ressarça, antes do recebimento da denúncia, oproprietário do cartão pelos danos 
provocados, não cons�tui causa de ex�nção da punibilidade. CERTO  
 A redução prevista tem natureza de CAUSA GERAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA , o que permite sua                                  
aplicação ainda que a pena final fique abaixo do mínimo lega l, pois sua aplicação é obrigatória.  
Mas como atenuante não pode reduzir abaixo do mínimo legal  
ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, HÁ O ARREPENDIMENTO POSTERIOR ⇩    DEPOIS DO RECEBIMENTO NÃO HÁ MAIS ARREPENDIMENTO POSTERIOR ⇩   
CAUSA GERAL DE DIMINUIÇÃO DE PENAL = a lei diz o quantum da redução,                            
quanto mais célere a reparação, mais diminuição (1/3 a 2/3)  
ATENUANTE = o juiz que decide o valor da diminuição  
CEBRASPE (CESPE) - Auditor (TCE-PR)/2016 -Assinale a opção correta a respeito dos ins�tutos da desistência voluntária, do 
arrependimento eficaz e do arrependimento posterior. c) Caso a res�tuição da coisa ou a reparação do dano se dê até o 
recebimento da denúncia, configurar-se-á o arrependimento posterior. Caso se dê após o recebimento da denúncia e até a 
sentença, a res�tuição ou reparação será considerada circunstância atenuante. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista de Controle Externo (TCE-RJ)/Controle Externo/Direito/2021 Caracteriza o arrependimento 
eficaz aquele no qual o agente, voluntariamente, repara o dano ou res�tui a coisa até o recebimento da denúncia. POSTERIOR 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Legisla�vo (ALECE)/Direito/2011 Caso um indivíduo pra�que furto sem violência à pessoa 
e res�tua, voluntariamente, o objeto furtado antes do recebimento da denúncia, sua pena, em caso de condenação, será reduzida de 
um a dois terços. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 B) O arrependimento posterior, por ser uma 
circunstância subje�va , não se estende aos demais corréus, uma vez reparado o dano integralmente por um dos autores do delito 
até o recebimento da denúncia. CIRCUNSTÂNCIA OBJETIVA 
 STJ: Pela aplicação do art. 30 do Código Penal, uma vez reparado o dano integralmente por um dos autores do delito, a causa de diminuição                                                    
prevista no art. 16 do mesmo Estatuto estende-se aos demais coautores , por constituir circunstância de natureza objetiva , cabendo ao julgador                                        
avaliar a fração de redução que deve ser aplicada, dentro dos parâmetros mínimo e máximo previstos no dispositivo, conforme a atuação de cada                                              
agente em relação à reparação efetivada.   
FCC - Auditor Fiscal Tributário Municipal (SJRP)/2019/"Sem Edição"- Nos crimes come�dos sem violência ou grave 
ameaça à pessoa , reparado o dano ou res�tuída a coisa , ATÉ O RECEBIMENTO da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do 
agente, a pena será reduzida de um a dois terços . As disposições acima se referem à hipótese de c) arrependimento posterior . 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STJ)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2018 - O arrependimento 
posterior incide apenas nos crimes patrimoniais e sua caracterização depende da existência de voluntariedade e espontaneidade do 
agente. ERRADO ⇒ Para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do CP é indispensável 
que o crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais . O arrependimento posterior exige a 
reparação do dano e isso é impossível no caso do homicídio. STJ(Info 590/STJ) 
 
OLHA UM EXEMPLO DE CRIME QUE NÃO É CONTRA O PATRIMÔNIO⇒ - CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ                       
CE)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 - Acerca do arrependimento posterior, da culpa, dos crimes qualificados pelo resultado, 
das excludentes de ilicitude e das excludentes de culpabilidade, assinale a opção correta. d) O ins�tuto do arrependimento 
posterior pode ser aplicado ao crime de lesão corporal culposa. 
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2018 - Cris�ano, maior e capaz, roubou, mediante emprego de arma de 
fogo, a bicicleta de um adolescente, tendo-o ameaçado gravemente. Perseguido, Cris�ano foi preso, confessou o crime e 
voluntariamente res�tuiu a coisa roubada. Nessa situação, a res�tuição do bem não assegura a Cris�ano a redução de um a dois 
terços da pena, pois o crime foi come�do com grave ameaça à pessoa. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2017 - Com referência ao arrependimento posterior, assinale a 
opção correta. b) O autor da infração, ao arrepender-se, deverá, para que sua pena seja reduzida, reparar voluntariamente 
danos ou res�tuir a coisa subtraída, até o recebimento da queixa ou da denúncia. 
No arrependimento posterior, a recusa do ofendido em receber a coisa de volta não inviabilizará a referida 
causa de diminuição da pena. 
 
Crime impossível 
Art. 17 - Não se pune a tenta�va quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto , é impossível consumar-se o 
crime. 
Seja qual for o motivo que leve a vítima a agir dessa forma, o agente não pode ser privado da diminuição da pena 
se preencher os requisitos legalmente previstos para a concessão do benefício. Pertinente, assim, a entrega da coisa à 
autoridade policial, que deverá lavrar auto de apreensão, para a remessa ao juízo competente e posterior entrega ao 
ofendido, ou ainda, em casos extremos, o depósito em juízo, determinado em ação de consignação em pagamento. MASSON, 
Cleber. Direito Penal Esquematizado. 
Para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do CP é indispensável que o 
crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais . O arrependimento posterior exige a reparação 
do dano e isso é impossível no caso do homicídio. STJ(Info 590/STJ) 
por ineficácia absoluta do meio – matar alguém com um escova de dentes; ou  
por absoluta impropriedade do objeto – tentar matar alguém que já está morto.  
CRIME IMPOSSÍVEL ⇒ ADOTOU A TEORIA OBJETIVA TEMPERADA OU INTERMEDIÁRIA ( Ñ É A OBJETIVA PURA, NEM A SUBJETIVA, NEM                                      
SINTOMÁTICA)  
1. SUBJETIVA: A tentativa é punível, independentemente se o meio é ineficaz ou o objeto é impróprio,relativa ou                                      
absolutamente.  
2. OBJETIVA PURA: A tentativa não é punível, independentemente se o meio é ineficaz ou o objeto é impróprio,                                      
relativa ou absolutamente.  
3. OBJETIVA MODERADA, TEMPERADA OU MATIZADA: A tentativa é punível se o meio é ineficaz ou o objeto é                                      
impróprio, RELATIVAMENTE . Se o meio é ABSOLUTAMENTE ineficaz ou o objeto é ABSOLUTAMENTE impróprio, não há                                
punição (essa é a adotada pelo Direito Penal brasileiro )  
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE MT)/Judiciária/2015 e) Com relação ao crime impossível, o legislador penal 
brasileiro adotou a teoria subje�va . ( OBJETIVA TEMPERADA) 
FCC - Analista Jurídico de Defensoria (DPE AM)/Ciências Jurídicas/2019 - O crime impossível ocorre quando e) o 
crime não se consuma por ineficácia absoluta do meio empregado pelo agente. 
 CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 - a) O Código Penal brasileiro adotou a teoria 
obje�va pura para a caracterização do crime impossível, em razão da inidoneidade do objeto ou do meio para a prá�ca do crime. 
 O Brasil não adotou a teoria objetiva pura . Na verdade, adotamos a chamada Teoria                              
objetiva temperada ou intermediária , de cujos preceitos se extrai que a ineficácia do meio e a                                
impropriedade do objeto devem ser absolutas para que não haja punição. Se tal ineficácia ou                              
impropriedade forem relativas, a tentativa será punida.   
Em resumo:  
Se os meios ou objetos forem relativamente inidôneos, haverá crime tentado .  
Se os meios ou objetos forem absolutamente inidôneos, haverá crime impossível .  
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 C) A existência de sistema de 
segurança ou de vigilância eletrônica torna impossível, por si só, o crime de furto come�do no interior de estabelecimento 
comercial. 
Súmula 567 - Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de                                    
estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto. (Súmula 567, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 24/02/2016, DJe                                            
29/02/2016)  
(CESPE) - Notário e Registrador (TJ ES)/Provimento/2013 a) O indivíduo penalmente imputável que, com a intenção 
de subtrair valores e mediante destreza, coloca as mãos nos bolsos do casaco de um transeunte pra�cará furto tentado 
qualificado se ele não encontrar nenhum objeto nos referidos bolsos. ERRADO ⇒ Por não haver nada nos bolsos, se trataria de 
crime impossível 
 FCC - Analista Ministerial (MPE PE)/Processual/2006 João é funcionário público e subtrai um saco plás�co do 
interior da repar�ção onde trabalha como faxineiro, supondo conter dinheiro arrecadado pela Prefeitura. No entanto, o saco 
con�nha apenas lixo. Nesse caso, João e) não responderá por peculato, porque, por absoluta impropriedade do objeto , era 
impossível consumar se o crime. CERTO 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ BA)/2012 E) Não será punida a conduta de indivíduo maior de idade que, com a intenção 
de subtrair dinheiro de terceiro desconhecido, lhe tome a bolsa e, ao percebê-la vazia, jogue-a na rua. CERTO ⇒ POLÊMICA 
 JUSTIFICATIVA CESPE ⇒ Pois ante o disposto no art. 17 do CP cuida-se de crime impossível ante a absoluta 
impropriedade do objeto, uma vez que a conduta pra�cada e imprópria para efeitos de reconhecimento da figura �pica já que 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art17
 
Art. 18 - Diz-se o crime: 
 Crime DOLOSO 
 I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; 
 
 
Crime CULPOSO 
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia . 
Parágrafo único - Salvo os casos expressos em le i , ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pra�ca dolosamente .  
  
a intenção do indivíduo mencionado na referida opção era a de subtrair DINHEIRO de terceiro desconhecido e ao perceber que 
a bolsa da suposta ví�ma estava vazia o indivíduo a jogou na rua. Destarte, observa-se que a res fur�va era o dinheiro, e na 
situação hipoté�ca não houve risco de dano ao valor tutelado pela norma penal, segundo Rogerio Greco, Código Penal 
Comentado. 6 Ed. Rio de Janeiro: Impetus. 2012, p. 59. 
Quando o agente quis o resultado    DOLO DIRETO   TEORIA DA VONTADE  
Quando o agente assumiu o risco de produzir o resultado    DOLO EVENTUAL   TEORIA DO ASSENTIMENTO  
FCC - Procurador de Contas (TCE-CE)/2015 São elementos do crime doloso: c) desejo do resultado e assunção do risco 
de produzi-lo. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STJ)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2018 - Em relação ao crime 
doloso, o Código Penal adota a teoria da vontade para o dolo direto e a teoria do assen�mento para o dolo eventual. CERTO 
1. TEORIA DA VONTADE : dolo direto, o agente age com vontade de praticar a ação penal e de produzir o 
resultado. é o dolo direto, vontade consciente. 
2. TEORIA DO ASSENTIMENTO: É O DOLO EVENTUAL: o agente prevê o resultado como possível e 
decide continuar a conduta, aceitando o risco de produzir o resultado. Difere da culpa consciente porque nesta o agente 
se acha capaz de impedir o resultado, acreditando sinceramente que este não venha a ocorrer. 
   COAUTORIA   PARTICIPAÇÃO  
CRIMES DE MÃO PRÓPRIA   NÃO ADMITE   ADMITE  
CRIMES CULPOSOS   ADMITE   NÃO ADMITE  
⇒ Pode haver coautoria em crime culposo , só não pode haver participação.  
 (CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 d) É admissível , segundo o entendimento 
doutrinário e jurisprudencial, a possibilidade de concurso de agentes em crime culposo , que ocorre quando há um vínculo 
psicológico na cooperação consciente de alguém na conduta culposa de outrem. O que não se admite nos �pos culposos é a 
par�cipação. CERTO  
Requisitos do crime culposo: ( ELEMENTOS)  
1)Conduta voluntária  
2)Resultado involuntário  
3)Nexo de causalidade  
4) Tipicidade  
5) Ausência de um dever de cuidado (negligência, impericia ou imprudencia)6) Previsibilidade Objetiva (de acordo com o padrão de homem médio) ⇒ Se o resultado for                              
IMPREVISÍVEL, não haverá culpa.  
FCC - Analista Ministerial (MPE PE)/Processual/2006 NÃO é elemento do crime culposo 
a) a conduta com inobservância do dever de cuidado obje�vo. ⇒ É 
b) a assunção do risco de produzir o resultado previsto . ⇒ NÃO É 
c) o resultado lesivo involuntário. ⇒ É 
d) a previsibilidade. ⇒ É 
e) a �picidade. ⇒ É 
FCC - Procurador do Banco Central do Brasil/2006 Os crimes culposos 
 a) admitem tenta�va. 
b) não dispensam a previsibilidade do resultado pelo agente. CERTO 
 c) não admitem co-autoria. 
 d) independem de expressa previsão legal. 
 e) não admitem a subs�tuição da pena priva�va de liberdade por restri�va de direitos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art18
 
Princípio da convergência de vontades ⇒ nos crimes dolosos, os participantes devem atuar com 
vontade homogênea, no sentido de todos visarem a realização do mesmo tipo penal. 
Em razão desse princípio somente se admite a concorrência dolosa em crime doloso ou coautoria 
culposa em crime culposo . 
GUARDE UMA COISA P/ PEGADINHAS E ELIMINAR DE CARA A QUESTÃO ⇒ NÃO É POSSÍVEL 
PARTICIPAÇÃO DOLOSA EM CRIME CULPOSO, NEM PARTICIPAÇÃO CULPOSA EM CRIME 
DOLOSO. VEJA ABAIXO ⇩   
FCC - Analista de Controle Externo (TCE-AP)/Controle Externo/Jurídica/2012 e) Pode ocorrer par�cipação culposa em 
crime doloso ou par�cipação dolosa em crime culposo . ERRADO 
(CESPE) - Escrivão de Polícia (PC PE)/2016 e) Haverá par�cipação culposa em crime doloso na situação em que um 
médico, agindo com negligência, fornece ao enfermeiro substância letal para ser ministrada a um paciente, e o enfermeiro, 
embora percebendo o equívoco, decide ministrá-la com a intenção de matar o paciente. ERRADO 
NÃO HÁ PARTICIPAÇÃO EM CRIME CULPOSO, APENAS COAUTORIA ⇒ STJ + CESPE  
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015 Em relação aos elementos do crime, 
assinale a opção correta. 
c) O crime culposo, considerando-se o seu elemento subje�vo, não admite a par�cipação, seja dolosa, seja culposa. = O   
STJ, no Habeas Corpus n 40.474, julgou: HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO CULPOSO. DELITO DE 
TRÂNSITO. COAUTORIA. POSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE NEXO CAUSAL ENTRE O COMPORTAMENTO 
DO PACIENTE E O EVENTO DANOSO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. VIA INADEQUADA . 1. É perfeitamente 
admissível, segundo o entendimento doutrinário e jurisprudencial , a possibilidade de concurso de pessoas em 
crime culposo, que ocorre quando há um vínculo psicológico na cooperação consciente de alguém na 
conduta culposa de outrem. O que não se admite nos tipos culposos, ressalve-se, é a participação. 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ AM)/2016 Assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência do STJ. 
 c) É impossível o concurso de pessoas nos crimes culposos, ante a ausência de vínculo subje�vo entre os agentes na 
produção do resultado danoso . ERRADO = É POSSÍVEL HAVER COAUTORIA 
Um exemplo de coautoria em crime culposo dado pela doutrina: Dois pedreiros, no alto de um prédio                                  
em obras, começam a jogar sacos de cimento de um para o outro. Certa hora, um dos sacos de cimento                                        
despenca e mata um pedestre que passava na rua. Homicídio culposo em coautoria. 
AGORA, DIFERENTE DO QUE ESTÁ ACIMA ⇒ O crime omissivo admite a participação por meio de comissão.  
1) PARTICIPAÇÃO POR AÇÃO, EM CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO: Ex: Ocorre quando o agente induz (participação moral por                                  
induzimento) a mãe a matar o próprio filho por inanição (art. 13, parág. 2º, alínea 'a', CP).   
2) PARTICIPAÇÃO POR AÇÃO, EM CRIME OMISSIVO PRÓPRIO: Ex: Ocorre quando o agente induz (participação moral por                                  
induzimento) o autor a deixar de prestar socorro à vítima.   
VEJA ABAIXO ⇩   
(CESPE) - Escrivão de Polícia (PC PE)/2016 d) Situação hipoté�ca: O motorista João e sua mulher, Maria, trafegavam por 
uma rodovia, quando ambos, deliberadamente, deixaram de prestar socorro a uma pessoa gravemente ferida, sem que houvesse 
risco pessoal para qualquer um deles. João foi ins�gado por Maria, que estava no banco do carona, a não parar o veículo, e, por 
fim, em acordo de vontades com Maria, assim efe�vamente procedeu. Asser�va : Nessa situação, João responderá como autor 
pelo crime de omissão de socorro e Maria será �da como inimputável. ERRADO - MAS VEJA QUE OCORREU A PARTICIPAÇÃO POR 
AÇÃO, EM CRIME OMISSIVO PRÓPRIO. SÓ TA ERRADA PQ FALOU QUE MARIA É INIMPUTÁVEL. 
FCC - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de SP/2011 No tocante ao crime culposo, é 
possível assegurar que e) é dispensável a previsibilidade do resultado. ERRADO ⇩ 
CULPA INCONSCIENTE ⇒ o agente tem previsibili dade do resultado, MAS NÃO PREVÊ   
CULPA CONSCIENTE ⇒ o agente tem a previsão do resultado  
 
Agravação pelo resultado 
Art. 19 - Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente . 
 
Erro sobre elementos do �po (ERRO DE TIPO)  
Art. 20 - O erro sobre elemento cons�tu�vo do �po legal de crime EXCLUI O DOLO, MAS PERMITE A PUNIÇÃO POR CRIME CULPOSO , se previsto em 
lei. 
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015 Em relação aos elementos do crime, 
assinale a opção correta. 
a) Na sistemá�ca brasileira penal, o erro de proibição inevitável afasta a ilicitude da conduta. CULPABILIDADE 
b) De acordo com a teoria adotada pelo CP, em regra, a consciência da ilicitude é requisito essencial do dolo . 
CULPABILIDADE  
d) A embriaguez culposa é causa excludente de culpabilidade. NÃO É 
e) A aferição de um resultado classificado a �tulo subje�vo de preterdolo exige a constatação efe�va da previsibilidade 
subje�va . OBJETIVA ⇒ Damásio de Jesus in Direito Penal, p. 248: “Há dois critérios de aferição da previsibilidade: o objetivo e 
o subjetivo. De acordo com o critério objetivo, a previsibilidadedeve ser apreciada não do ponto de vista do sujeito que 
realiza a conduta, mas em face do homem prudente e de discernimento colocado nas condições concretas. Nos termos 
do critério subjetivo, deve ser aferida tendo em vista as condições pessoais do sujeito, i. e., a questão de o resultado ser 
ou não previsível é resolvida com base nas circunstâncias antecedentes à sua produção. Não se pergunta o que o homem 
prudente deveria fazer naquele momento, mas sim o que era exigível do sujeito nas circunstâncias em que se viu 
envolvido. Como vimos, a previsibilidade objetiva se projeta no campo do tipo penal; a subjetiva, na culpabilidade. 
São elementos do fato típico culposo: 
previsibilidade objetiva; ⇒ Exige-se a previsibilidade objetiva, que significa a possibilidade de antevisão do 
resultado”. 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (CNJ)/Judiciária/2013 Nos crimes culposos, é dispensável a produção do resultado 
naturalís�co involuntário. ⇒ Os crimes culposos são crimes materiais , por isso dependem da produção de resultado 
naturalís�co, uma vez que, caso alguém aja com imprudência, negligência ou imperícia e isso não cause resultado algum, não 
haverá crime. 
(FCC) No tocante ao crime culposo, é possível assegurar que: a) a inobservância de disposição regulamentar não faz presumir 
a culpa. 
(FCC) Na culpa consciente , o agente: c) prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não ocorrerá. 
 FCC - Assessor Jurídico (TCE-PI)/2009 - Em relação aos crimes culposos, é correto afirmar que: d) na culpa inconsciente o 
agente não prevê o resultado, embora este seja previsível. 
FCC - Auditor (TCE-CE)/2006 A respeito do dolo e da culpa, é correto afirmar que b) o crime culposo não admite tenta�va. 
 FCC - Auditor Subs�tuto de Conselheiro (TCE-RO)/2010 A tenta�va é e) inadmissível nos crimes culposos. 
 FCC - Procurador do Ministério Público Junto ao TCE-MG/2007 NÃO admitem a tenta�va 
a) as contravenções penais e os crimes materiais. 
b) os crimes culposos e as contravenções penais. CERTO - Até existe tenta�va de CONTRAVENÇÕES PENAIS, porém, por 
determinação legal expressa, ela não é punível. 
c) os crimes materiais e os crimes comissivos. 
d) os crimes materiais e os crimes culposos. 
e) as contravenções penais e os crimes comissivos. 
O erro de tipo SEMPRE exclui o dolo . 
Se invencível ou escusável ou desculpável, exclui o DOLO e também a CULPA . 
Se vencível, inescusável ou indesculpável, exclui somente o dolo . 
“O erro é uma falsa representação da realidade e a ele se equipara a ignorância, que é o total 
desconhecimento a respeito dessa realidade. No caso de erro de tipo, desaparece a finalidade típica, ou seja, não há 
no agente a vontade de realizar o tipo objetivo. Como o dolo é querer a realização do tipo objetivo, quando o agente 
não sabe que está realizando um tipo objetivo, porque se enganou a respeito de um de seus elementos, não agente 
dolosamente: há erro de tipo.” 
FCC - Analista Jurídico de Defensoria (DPE AM)/Ciências Jurídicas/2018 O erro de �po, no Direito Penal, 
a) exclui a culpabilidade subje�va, impedindo a punição do agente. PODE EXCLUIR A CULPA OU NÃO 
b) quando escusável , permite a punição por crime culposo. ⇒ INESCUSÁVEL/INDESCULPÁVEL/EVITÁVEL 
INVENCÍVEL/ ESCUSÁVEL --- > Exclui dolo e culpa  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art19
 
Descriminantes puta�vas    
 § 1º - É ISENTO DE PENA quem , por erro plenamente jus�ficado pelas circunstâncias , supõe situação de fato que, se exis�sse, tornaria a ação 
legí�ma . Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo . 
 
VENCÍVEL/ INESCUSÁVEL ----> Exclui dolo e responde por CULPA se previsto.  
c) é incabível em crimes hediondos e equiparados. 
d) é inescusável nos crimes da Lei de Drogas, no desconhecimento da lei penal . 
e) incide sobre o elemento cons�tu�vo do �po e exclui o dolo. 
(CESPE) - Escrivão de Polícia Civil (RN)/2009 Acerca da �picidade, da culpabilidade e da imputabilidade, julgue os itens 
a seguir. 
I A �picidade exige a adequação perfeita da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal, razão pela 
qual é a�pica a conduta do agente que subtrai coisa alheia móvel não com o fim de possuí-la, mas com a intenção de usá-la, 
uma vez que, no �po penal, não existe previsão de furto de uso. CERTO ⇒ FURTO DE USO⇒ ATÍPICO 
III O erro a respeito do elemento cons�tu�vo do �po legal exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, 
como no caso do caçador que a�ra em seu companheiro, supondo tratar-se de um animal, e pode ser responsabilizado por 
homicídio culposo. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Interno (COGE CE)/Correição/2019 Zilda, funcionária pública responsável 
por certame licitatório, admi�u à licitação empresa declarada inidônea, vindo a pra�car conduta prevista como crime na Lei 
de Licitações e Contratos. Ao tempo do fato, Zilda não �nha conhecimento da declaração de inidoneidade da empresa por 
condições alheias à sua vontade. 
Nessa situação hipoté�ca, Zilda e) não deverá responder por crime previsto na Lei de Licitações e Contratos, uma 
vez que agiu em erro de �po, por desconhecimento de elemento cons�tu�vo do �po penal. 
Obs ¹ Descriminantes putativas são as excludentes imaginárias. O agente pensa estar sob o manto de excludente de ilicitude, quando em  
verdade não está  
Obs ² EXCLUEM A CULPABILIDADE  
FCC - Oficial de Jus�ça (TJ MA)/2019 d) somente é reconhecida, no direito penal brasileiro, a legí�ma defesa puta�va, não 
sendo admissível a invocação de estado de necessidade puta�vo. ERRADA . Ambos são acobertados pelo erro de fato 
FCC - Procurador Municipal (Pref Caruaru)/2018 O agente que, por erro plenamente jus�ficado pelas 
circunstâncias, supõe situação de fato que, se exis�sse, tornaria a ação legí�ma, a) é isento de pena. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ PA)/Direito/2020 Na confraternização de final de ano de um tribunal 
de jus�ça, Ulisses, servidor do órgão, e o desembargador ganharam um relógio da mesmamarca — em embalagens idên�cas 
—, mas de valores diferentes, sendo consideravelmente mais caro o do desembargador. Ao ir embora, Ulisses levou consigo, 
por engano, o presente do desembargador, o qual, ao notar o sumiço do relógio e acreditando ter sido ví�ma de crime, acionou 
a polícia civil. Testemunhas afirmaram ter visto Ulisses com a referida caixa. No dia seguinte, o servidor tomou conhecimento 
dos fatos e dirigiu-se espontaneamente à autoridade policial, afirmando que o relógio estava na casa de sua namorada, onde 
fora apreendido. Nessa situação hipoté�ca, a conduta de Ulisses na festa caracterizou: a) erro de �po. 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Distrito Federal/2019 Para a teoria limitada da culpabilidade, o erro de 
agente que recaia sobre pressupostos fá�cos de uma causa de jus�ficação configura erro de �po permissivo. CERTO 
⇒ Segundo o entendimento majoritário da doutrina , nosso Código Penal adotou a teoria limitada da culpabilidade . 
Deste modo, o erro sobre os pressupostos fá�cos de uma causa de jus�ficação (excludente de ilicitude) implica em um erro 
de �po. Como o erro diz respeito aos pressupostos de uma norma penal permissiva ( que traz uma excludente de ilicitude ), o 
erro de �po é denominado de permissivo . 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art20
 
 
Erro determinado POR TERCEIRO 
§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. 
Erro sobre a PESSOA 
§ 3 º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é pra�cado NÃO ISENTA DE PENA . Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da 
ví�ma, senão as da pessoa contra quem o agente queria pra�car o crime . 
 
Teoria Extremada, na qual todo o erro que recai sobre uma causa de justificação é erro de proibição . ( não é                                        
adotada em nosso CP )  
≠    
A Teoria limitada da Culpabilidade se divide em duas teorias, segundo a doutrina:  
Teoria Limitada da Culpabilidade (adotada pelo Código Penal), : divide-se em Erro de Tipo e 
Erro de Proibição. 
Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato) Neste caso, aplicam-se 
as mesmas regras previstas para o erro de tipo (tem-se aqui o que se chama de ERRO DE TIPO 
PERMISSIVO ) . Exclui o dolo, mantém a culpa. O erro de tipo permissivo exclui a ILICITUDE , na 
qual essa causa de justificação seria uma das excludentes de ilicitude previstas no CP como legítima 
defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento de dever legal e exercício regular de direito. 
O ERRO DE TIPO PERMISSIVO SE DIFERE DO ERRO DE TIPO ESSENCIAL, neste o erro recai 
sobre elementares do tipo (elementos essenciais do crime, ex: matou uma pessoa achando que era um 
animal quando estava caçando) . Esse tipo de erro exclui a Tipicidade da conduta. Exclui o dolo , 
mantém a culpa . 
⇒ Se o erro recair sobre as circunstâncias FÁTICAS da norma permissiva, será ERRO DE TIPO 
PERMISSIVO. Erro de tipo permissivo ⇒ o agente atua acreditando que, no caso concreto, estão presentes os 
REQUISITOS FÁTICOS que caracterizam a causa da justificação e, portanto, sua conduta seria justa. (campo 
fático - descriminante putativa por erro de fato) 
⇒ Por outro lado, será ERRO DE PROIBIÇÃO se o erro incidir sobre os LIMITES da causa de 
justificação. Erro de Proibição direto/indireto ⇒ o agente erra sobre a ilicitude do fato, age acreditando que 
a conduta não é ilícita OU acredita que existe, EM ABSTRATO, alguma descriminante que autorize sua conduta 
(campo abstrato) 
TEORIA LIMITADA (adotada pelo Código Penal) = ERRO DE TIPO E ERRO DE PROIBIÇÃO 
TEORIA EXTREMADA = TUDO É ERRO DE PROIBIÇÃO. 
(CESPE) - Procurador do Estado da Bahia/2014 Em direito penal, conforme a teoria limitada da culpabilidade, as 
discriminantes puta�vas consistem em erro de �po, ao passo que, de acordo com a teoria extremada da culpabilidade , elas 
consistem em erro de proibição. Errado 
FGV - Analista de Apoio à Assistência Judiciária (DP DF)/Judiciária/2014 Jorge pretendia matar sua irmã, Ana, para 
passar a ser o único beneficiário de herança que ambos receberiam. No dia do crime, Jorge fica à espreita enquanto Ana sai da 
garagem em seu carro. Ocorre que, naquele dia não era Ana que estava ao volante, como ocorria diariamente, mas sim seu 
namorado. Ana se encontrava no banco do carona. Jorge sabia que sua irmã sempre dirigia seu próprio carro e, assim, �nha 
certeza de que estaria mirando a arma na direção de Ana, ainda que não conseguisse enxergar o interior do veículo devido aos 
vidros escuros. Jorge a�ra no veículo, mas o projé�l a�nge o namorado de Ana, que vem a falecer. 
É correto afirmar que Jorge pra�cou: d) apenas um crime de homicídio doloso qualificado, e a pena a ser aplicada 
ainda será agravada pelo fato de Ana ser sua irmã. 
FCC - Analista Judiciário (TRF 4ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 - Com uma velha espingarda, o exímio 
a�rador Caio matou seu próprio e amado pai Mélvio. Confundiu-o de longe ao vê-lo sair sozinho da casa de seu odiado desafeto 
Tício, a quem Caio realmente queria matar. Ao morrer, Mélvio ves�a o peculiar blusão escarlate que, de inopino, tomara 
emprestado de Tício, naquela tão gélida quanto límpida manhã de inverno. O ins�tuto norma�vo mais precisamente aplicável 
ao caso é, doutrinariamente, conhecido como: 
a) aberra�o ictus de unidade simples (Código Penal, art. 73, 1ª parte). 
b) aberra�o ictus de unidade complexa (Código Penal, art. 73, 2ª parte). 
c) aberra�o delic� (Código Penal, art. 74). 
d) error in personan (Código Penal, art. 20, par. 3º). CERTA 
e) parricidium enquanto circunstância genérica de pena (Código Penal, art. 61, II, “e”, 1ª hipótese). 
 
 
 
Sempre que falar Erro de Tipo, lembre-se da expressão " Falsa percepção da Realidade ", isto é, se  
enganou quanto aos fatos reais.  
“O erro é uma falsa representação da realidade e a ele se equipara a ignorância, que é o total  
desconhecimento a respeito dessa realidade. No caso de erro de tipo, desaparece a finalidade  
típica, ou seja, não há noagente a vontade de realizar o tipo objetivo. Como o dolo é querer a  
realização do tipo objetivo, quando o agente não sabe que está realizando um tipo objetivo,  
porque se enganou a respeito de um de seus elementos, não agente dolosamente : há erro de tipo.”  
i) Erro de TIPO ESSENCIAL: SEMPRE exclui o dolo , podendo ou NÃO excluir a culpa... 
- Escusável (desculpável): exclui o dolo e a culpa 
- Inescusável (erro "imperdoável", poderia ter evitado...): responde pela forma culposa, se esta for prevista na lei. 
ii) Erro de TIPO ACIDENTAL: NÃO exclui nada ... pois o agente estava ciente de que praticava algo errado! 
- Erro sobre o objeto : pessoa furta um colar achando que era de ouro, porém era bijuteria - responde dolosamente. 
- Erro sobre a pessoa : agente queria matar o pai, mas se confunde e mata o vizinho - responderá como se tivesse 
matado o pai. 
- Erro sobre a execução (ABERRATIO ICTUS): agente atira contra o pai, porém, por ser ruim de mira, erra o 
alvo e mata o vizinho - responde como se tivesse matado o pai. 
- Erro sobre o crime (ABERRATIO CRIMINIS): agente atira pedra na vitrine e, por erro, acaba acertando uma 
pessoa. Poderá, nesse caso, responder por CULPA - quando admitida. 
- Erro sobre o nexo de causalidade (ABERRATIO CAUSAE) : mãe que estrangula seu filho, e, achando que já 
havia falecido, o jogo em um rio; mas a criança vem a falecer por afogamento e não estrangulamento - mãe responde 
por homicídio doloso CONSUMADO. 
Erro sobre a ilicitude do fato 
 Art. 21 - O DESCONHECIMENTO DA LEI É INESCUSÁVEL. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável , 
poderá diminuí-la de UM SEXTO A UM TERÇO . (1/6 - 1/3)  
  
 ( CUIDADO COM O VERBO “PODERÁ”: Não obstante a lei utilizar o termo "poderá", o juiz está vinculado a atenuação na                                          
hipótese de reconhecer o erro de proibição evitável, pois é um direito público subjetivo do réu)  
 
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato , quando lhe era possível, nas 
circunstâncias, ter ou a�ngir essa consciência. 
INEVITÁVEL (escusável)   ISENTA a pena. (⇒ exclui culpabilidade  
EVITÁVEL (inescusável)    DIMINUI a pena de 1/6 a 1/3.  
ERRO DE PROIBIÇÃO :  
- o agente desconhece a ilicitude do ato praticado, ou                    
seja... pratica ato pensando que sua conduta é lícita   
- NÃO EXCLUI O DOLO , o agente pratica fato típico  
- Pode afastar a culpabilidade , isentando de pena, se                  
o erro for inevitável (escusável) .   
-Irá reduzir a pena se for evitável (redução de 1/6 a 1/3)  
ERRO DE TIPO :  
- agente desconhece o fato  
- falsa percepção da realidade  
- EXCLUI O DOLO e pode excluir a culpa , desde que seja previsto                          
em lei.   
Se o erro de tipo era inevitável, exclui-se a culpa ; se era evitável,                          
pune-se (desde que seja punível modalidade culposa)  
- tem relação com o fato típico  
 
 
 
PARA FIXAR: OLHA ESSA QUESTÃO  
(CESPE) - Delegado de Polícia (PC BA)/2013 
1- Tanto a conduta do agente que age imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum elemento do �po 
2- quanto a conduta do agente que age acreditando estar autorizado a fazê-lo ensejam como consequência a exclusão do dolo e, 
por conseguinte, a do próprio crime . Errado 
O 1 EXCLUI O CRIME PQ FALOU Q ERA INVENCÍVEL, 
O 2 É ERRO DE PROIBIÇÃO QUE Ñ EXCLUI DOLO- 
1 - Conduta do agente que age imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum elemento do �po. (ERRO DE TIPO) A 
conduta do agente que age imprudentemente (CULPA), por desconhecimento invencível (INEVITÁVEL) de algum elemento do 
�po configura ERRO DE TIPO INEVITÁVEL, exclui o dolo e a culpa, ou seja, não há conduta, não há crime. 
2 - Conduta do agente que age acreditando estar autorizado a fazê-lo. (ERRO DE PROIBIÇÃO) poderá ISENTA ou DIMINUIR a 
pena, ou seja, NÃO tem como consequência a exclusão do dolo, NEM O CRIME 
CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Externo (TC-DF)/2021 Ponto de Exclamação Atenção: Esta é uma questão com 
gabarito preliminar. Incidindo o agente em erro sobre a proibição de sua conduta pelo ordenamento jurídico, sem consciência da 
ilicitude, seu comportamento estará isento de pena, em razão de uma excludente de punibilidade . EXCLUDENTE DE 
CULPABILIDADE. NÃO É SEMPRE QUE ISENTA DE PENA. 
 CULPABILIDADE ⇒ POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE ⇒ ERRO DE PROIBIÇÃO.  
CEBRASPE (CESPE) - Médico Legista (PCie PE)/2016 - Em relação ao fato �pico e aos elementos do crime, assinale a opção 
correta. e) É considerado erro evitável, capaz de reduzir a pena, aquele em que o agente atue ou se omita sem a consciência da 
ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou a�ngir essa consciência. 
CESPE - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARÁ - ANALISTA JUDICIÁRIO - ESPECIALIDADE DIREITO (TJ PA) 2019 - Na 
confraternização de final de ano de um tribunal de jus�ça, Ulisses, servidor do órgão, e o desembargador ganharam um relógio da 
mesma marca — em embalagens idên�cas —, mas de valores diferentes, sendo consideravelmente mais caro o do 
desembargador. Ao ir embora, Ulisses levou consigo, por engano, o presente do desembargador, o qual, ao notar o sumiço do 
relógio e acreditando ter sido ví�ma de crime, acionou a polícia civil. Testemunhas afirmaram ter visto Ulisses com a referida 
caixa. No dia seguinte, o servidor tomou conhecimento dos fatos e dirigiu-se espontaneamente à autoridade policial, afirmando 
que o relógio estava na casa de sua namorada, onde fora apreendido. Nessa situação hipoté�ca, a conduta de Ulisses na festa 
caracterizou ERRO DE TIPO . 
 CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Externo (TC-DF)/2012 No quadro geral das teorias do delito, a consciência da 
ilicitude ora pertence à estrutura do dolo, ora, à estrutura da culpabilidade; no entanto, sua eventual ausência, desde que 
inevitável, conduz à isenção de pena. CERTO 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/Oficial de Jus�çaAvaliador Federal/2015 - O erro de 
proibição pode ser direto (INDIRETO) — o autor erra sobre a existência ou os limites da proposição permissiva —, indireto 
(DIRETO) — o erro do agente recai sobre o conteúdo proibi�vo de uma norma penal — e mandamental — quando incide sobre o 
mandamento referente aos crimes omissivos, próprios ou impróprios . ERRADO A questão está errada pois inverteu os 
conceitos. 
O erro de mandamento ocorre nos crimes omissivos, próprios ou impróprios. O erro recai sobre uma norma 
mandamental , sobre uma norma impera�va , sobre uma norma que manda fazer , que está implícita, evidentemente, nos �pos 
omissivos. Pode haver erro de mandamento em qualquer crime omissivo, próprio ou impróprio. 
ERRO DE PROIBIÇÃO DIRETO :    
(ele acha que tal conduta não é crime )  
O agente pratica a conduta desconhecendo (ignorância) ou  
interpretando de forma errônea a norma de proibição  
(crimes comissivos) ou a norma mandamental (crimes  
omissivos). Exemplo: registro de menor abandonado como filho  
próprio praticado por motivo de nobreza e não ocultado pelo  
agente que tinha plena convicção de estar atuando licitamente.  
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO :   
Também conhecido como erro de permissão (descriminantes  
putativas por erro de proibição). Trata-se de erro sobre as  
causas de exclusão da ilicitude (descriminantes) e não  
das normas proibitivas ou mandamentais. Exemplo: o sujeito,  
ao ser preso em virtude de ordem legal, vem a agredir o  
policial supondo que está sofrendo uma agressão injusta.  
Imagina, assim, que está agindo em legítima defesa.  
ERRO DE TIPO   DELITO PUTATIVO POR ERRO DE TIPO  
Imagina-se agir licitamente   Imagina-se agir i licitamente  
Ignora-se a presença de uma elementar   Ignora-se ausência de uma elementar  
Pratica-se fato típico sem querer   Pratica-se fato a típico sem querer  
Coação irresis�vel e obediência hierárquica (COAÇÃO MORAL) ( ≠ FÍSICA)   
Art. 22 - Se o fato é come�do sob coação irresis�vel ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal , de superior hierárquico , só é 
punível o autor da coação ou da ordem. (EXCLUI A CULPABILIDADE) pois não é possível exigir uma conduta diversa . 
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA ⇒ SÓ RELAÇÃO DE DIR. PÚBLICO ( patrão e empregado ñ )  
Ressalta-se que a coação física irresistível exclui a própria conduta , pois não há DOLO, não há                                
CULPA , o agente foi FISICAMENTE compelido a fazer algo. Deste modo, não havendo dolo ou                              
culpa, não há conduta penalmente relevante, não há crime.  
CESPE reiteradamente considera COAÇÃO IRRESISTÍVEL como coação MORAL irresistível, em                    
CONSONÂNCIA com o texto legal. (ELE NEM CITA QUE É MORAL)  
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TC-DF/2021 A obediência hierárquica afasta a potencial 
consciência da ilicitude . AFASTA A CULPABILIDADE 
CESPE - 2013 - TJ-PB - Juiz Leigo: Para o reconhecimento da excludente de culpabilidade caracterizada pela obediência 
hierárquica, é necessária a existência de relação de hierarquia, no âmbito do serviço público, entre o executor e o autor da 
ordem da prá�ca do ato delituoso. CERTO 
CESPE - 2009 - DPE-PI - Defensor Público : Só é possível a ocorrência da excludente de culpabilidade denominada obediência 
hierárquica nas estruturas de direito público, pois o �po não se refere à subordinação existente nas relações privadas entre 
patrão e empregado. CERTO 
(CESPE) - Auditor de Controle Externo (TCE-ES)/Direito/2012 São expressamente previstas no CP duas situações que excluem 
a culpabilidade, dada a inexigibilidade decomportamento diverso: a coação irresis�vel e a obediência hierárquica. Um 
empregado de banco privado, por exemplo, que �ver pra�cado condutas delituosas em estrita e integral obediência às ordens 
não manifestamente ilegais emanadas de superior hierárquico poderá beneficiar-se da excludente de culpabilidade por 
obediência hierárquica. Errado OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA ⇒ SÓ RELAÇÃO DE DIR. PÚBLICO   
FCC - Técnico Judiciário (TJ PE)/Judiciária e Administra�va/2012 Tendo agido na estrita obediência a ordem não 
manifestamente ilegal, pode, dentre outros, invocar em sua defesa a causa excludente da culpabilidade da obediência 
hierárquica o a) funcionário público em relação ao chefe ao qual é subordinado. 
FCC - Analista Judiciário (TJ PE)/"Sem Especialidade"/2007 
IV. Para que se configure a coação moral irresis�vel, indispensável se torna a presença de três elementos: o coator, o coagido 
e a ví�ma. CERTO 
V. É irresis�vel a coação quando não pode ser superada senão com uma energia extraordinária e, portanto, juridicamente 
inexigível. CERTO 
e) Verifica-se a situação de obediência hierárquica tanto nas relações de direito público quanto nas de direito privado, uma 
vez que, nas duas hipóteses, é possível se iden�ficar o nexo entre o subordinado e o seu superior. ERRADA. O ins�tuto só tem 
aplicação na subordinação relacionada à função pública. Deste modo, empregado em relação ao seu empregador; fiel 
pra�cante de culto religioso em relação ao sacerdote; filho em relação ao pai; tutelado em relação ao tutor não podem 
invocar o ins�tuto da obediência hierárquica. 
Assim, a situação de obediência hierárquica restringe-se as relações de direito público . 
(CESPE) - Promotor de Jus�ça (MPE RN)/2009 d) A coação �sica, quando elimina totalmente a vontade do agente, exclui a 
conduta; na hipótese de coação moral irresis�vel, há fato �pico e ilícito, mas a culpabilidade do agente é excluída; a coação 
moral resis�vel atua como circunstância atenuante genérica. CERTA 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJ RR)/2013- Com relação às causas de exclusão da ilicitude e da culpabilidade, 
assinale a opção correta. c) O fato pra�cado mediante coação moral irresis�vel é �pico e an�jurídico, excluindo-se, 
entretanto, a culpabilidade do coagido, em virtude da ausência de conduta diversa , um dos elementos da culpabilidade. 
CRIME = FATO TÍPICO + ANTIJURÍDICO + CULPÁVEL (imputabilidade + potencial consciência + exigência de conduta diversa). 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STM)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2011 As causaslegais de exclusão da 
culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa incluem a estrita obediência a ordem não manifestamente ilegal de 
superior hierárquico. Caso o agente cumpra ordem ilegal ou extrapole os limites que lhe foram determinados, a conduta é 
culpável. CERTO 
(CESPE) - Agente de Polícia (PC GO)/2016 c) Se ordem não manifestamente ilegal for cumprida por subordinado e resultar 
em crime, apenas o superior responderá como autor mediato, ficando o subordinado isento por inexigibilidade de conduta 
diversa. CERTA 
COAÇÃO MORAL = ISENTA DE PENA - exclui a culpabilidade  
COAÇÃO FÍSICA = EXCLUI A CONDUTA - exclui a tipicidade   
 
FATO DE CONSCIÊNCIA E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA  
(CESPE) - Analista Legisla�vo (CAM DEP)/Área XXII/Consultor Legisla�vo/2014 - Se um menor de idade morrer devido ao fato 
de seus pais, por mo�vo de consciência religiosa, terem impedido a realização de transfusão de sangue, tal conduta dos pais 
estará acobertada por causa supralegal de exclusão da culpabilidade, consistente no fato de consciência . ERRADA 
Há OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA, por exemplo, em religiões que não permitem transfusão de sangue, serviço militar, etc. ⇩ ⇩ 
Veja o que diz Rogério Greco in Direito Penal, p. 410: 
“O problema reside no fato de que para a objeção de consciência, em muitas situações, não haverá serviço 
alternativo. Nesses casos, o que fazer? O agente deverá, mesmo aviltando gravemente sua consciência, cumprir a lei a 
todo custo? Em muitas situações, atendendo a um critério de razoabilidade, poderá ser arguida a inexigibilidade de 
conduta diversa, com a finalidade de afastar a infração penal que seria atribuída ao agente”. 
Assim, pela doutrina, considerar a OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA como excludente de culpabilidade 
dependerá do caso concreto, aplicando-se o critério da RAZOABILIDADE. 
Nesse sentido, a doutrina entende que se houver violação a bem jurídico fundamental, não há o que se falar 
em excludente. 
É o que ocorre no caso da questão, NÃO É RAZOÁVEL invocar a OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA 
(consciência religiosa) para impedir a realização de uma transfusão de sangue para salvar a vida do filho. Em outras 
palavras, ERA EXIGÍVEL UMA CONDUTA DIVERSA. A conduta era REPROVÁVEL, É CULPÁVEL, haverá CRIME. 
CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018 Maria, esposa de Carlos, que cumpre pena de reclusão, era 
obrigada por ele, de forma reiterada, a levar drogas para dentro do sistema penitenciário, para distribuição. Carlos a ameaçava 
dizendo que, se ela não realizasse a missão, seu filho, enteado de Carlos, seria assassinado pelos comparsas soltos. Durante a 
revista de ro�na em uma das visitas a Carlos, Maria foi flagrada carregando a encomenda. Por considerar que estava sob 
proteção policial, ela revelou o que a mo�vava a pra�car tal conduta, tendo provado as ameaças sofridas a par�r de gravações 
por ela realizadas. Em sua defesa, Carlos alegou que o crime não fora consumado. 
No que se refere a essa situação hipoté�ca, julgue o próximo item. 
Maria será punida, mas terá direito ao bene�cio de atenuante por ter colaborado com a polícia no desbaratamento do tráfico 
dentro do sistema prisional. ERRADO Maria estava sob a COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL (se não cumprisse o que lhe foi 
imposto, o enteado seria morto). Nesse caso, ela é isenta de CULPA . 
Exclusão de ILICITUDE (ou antijuridicidade)   
Art. 23 - NÃO HÁ CRIME quando o agente pra�ca o fato: 
I - em estado de necessidade ; 
II - em legí�ma defesa ; ( a putativa exclui a culpabilidade, ñ a ilicitude )  
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. ( decorre de lei em sentido amplo “regulamento,decreto, etc.” )  
+ Consentimento do Ofendido (porém não consta na parte geral do CP) (é excludente supralegal , mas apresenta requisitos (capacidade de                                      
consentir e bem disponível)    
Commodus discessus - saída mais cômoda: aplicada somente ao ESTADO DE NECESSIDADE .( ñ na legítima defesa)  
No estado de necessidade, se o agente puder fugir ele deve optar por essa alternativa.  
CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Externo (TC-DF)/2021 Ponto de Exclamação Atenção: Esta é uma questão com gabarito preliminar. 
Segundo a classificação doutrinária dominante, os ofendículos, desde que instalados com moderação, caracterizam situação de exclusão de 
an�juridicidade. CERTO Ofendículos são instrumentos utilizados para proteção de um bem jurídico. Exemplo básico são as cercas elétricas. 
 A doutrina que prevalece classifica esse tipo de situação como uma LEGÍTIMA DEFESA PREORDENADA , uma vez que o dono da propriedade usa os                                                
ofendículos para preordenadamente DEFENDER DE UMA INJUSTA AGRESSÃO.  
 (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC DF)/2013 Na teoria penal, o estado de necessidade se diferencia do estado de necessidade supralega l, haja 
vista, no primeiro, o bem sacrificado ser de menor valor que o do bem salvaguardado e, no segundo, o bem sacrificado ser de valor igual ou superior 
ao do bem salvaguardado. Na segunda hipótese, não estaria excluída a ilicitude da conduta, mas a culpabilidade. Certo ⇒ COM BASE NA TEORIA 
DIFERENCIADORA ⇒ NÃO ADOTADA PELO CP  
Teoria unitária (adotado pelo código)  
● Direito IGUAL ou Inferior  
● Exclui a ilicitude  
Teoria diferenciadora (Supralegal)Direito superior:  
● exclui a culpabilidade  
● Não adotado pelo CP 
FCC - Analista do Ministério Público da União/Processual/2007 
Considere: 
I. Estado de necessidade. ⇒ exclui ilicitude 
II. Estrito cumprimento de dever legal. ⇒ exclui ilicitude 
III. Obediência hierárquica. 
IV. Exercício regular de um direito. ⇒ exclui ilicitude 
V. Legí�ma defesa puta�va. não exclui ilicitude, exclui culpabilidade 
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em C) III e V. 
 (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Direito/2010 Considere que, para salvar sua plantação de batatas, um agricultor desvie o curso de 
água de determinada barragem para a chácara vizinha, causando vários danos em razão da ação da água. Considere, ainda, que tanto a plantaçãodesse agricultor quanto os danos na chácara vizinha sejam avaliados em R$ 50.000,00. Nessa situação, não se configura o estado de necessidade, 
uma vez que, segundo a sistemá�ca adotada no Código Penal, a exclusão de ilicitude só deve ser aplicada quando o bem sacrificado for de menor 
valor (OU IGUAL) que o bem salvo . ERRADO  
SOBRE AS CAUSAS SUPRALEGAIS ⇩   
(CESPE) - Agente de Proteção (TJ RR)/2006 Acerca dos elementos do crime, assinale a opção incorreta. 
a) Conforme a melhor doutrina, �picidade é o enquadramento ou a integral correspondência de uma conduta pra�cada no mundo real ao 
modelo descri�vo constante da lei. CERTO 
b) Ilicitude é a contradição entre a conduta e o ordenamento jurídico, pela qual a ação ou omissão �picas tornam-se ilícitas, não comportando 
escalonamentos, de modo que a lesão corporal leve é tão ilícita quanto o latrocínio. CERTO 
c) As causas que excluem a ilicitude podem ser legais ou supralegais . Assim, constatando-se a presença de alguma dessas causas excludentes, 
a conduta deixa de cons�tuir crime. CERTO 
d) O exercício regular de direito e o estrito cumprimento de dever legal são causas supralegais (LEGAIS) de ilicitude.  
DIFERENÇA DE ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL E EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO  
 (CESPE) - Policial Rodoviário Federal/2019 Em decorrência de um homicídio doloso pra�cado com o uso de arma de fogo, policiais 
rodoviários federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira por rodovia federal em um veículo cuja placa e caracterís�cas foram 
informadas. O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um ponto de bloqueio montado cerca de 200 km do local do delito e que os 
policiais acreditavam estar na rota de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida arma de fogo que estava em sua 
posse e que, supostamente, �nha sido u�lizada no crime. 
Quanto ao sujeito a�vo da prisão, o flagrante narrado é classificado como obrigatório, hipótese em que a ação de prender e as eventuais 
consequências �sicas dela advindas em razão do uso da força se encontram abrigadas pela excludente de ilicitude denominada exercício regular de 
direito (ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL ) . Errado 
Estrito cumprimento do dever legal: Policial agindo para cumprir seu dever legal de coibir  
ilícito;  
Exercício regular de direito: Médico realizando uma cirurgia... Ele causa lesão no paciente,  
mas a ação dele está amparada em lei.  
CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Direito/2010 O estrito cumprimento do dever legal, causa de exclusão da ilicitude, 
consiste na realização de um fato �pico por força do desempenho de uma obrigação imposta diretamente pela lei, não compreendendo a expressão 
dever legal a obrigação prevista em decreto ou regulamento. ⇒ A Doutrina entende que a expressão "lei" deve ser compreendida em sen�do 
amplo, abrangendo qualquer diploma norma�vo, e não somente as leis em sen�do estrito.  
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STJ)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2018 - Conforme a doutrina pátria, uma causa 
excludente de an�juridicidade, também denominada de causa de jus�ficação , exclui o próprio crime . CERTO (Pela teoria tripar�da, a caracterização 
de um CRIME depende a ocorrência de FATO TÍPICO, ANTIJURÍDICO e CULPÁVEL) 
Teoria tripar�da: 
(1) Fato Típico; (2)An�jurídico; (3) Culpabilidade. 
A falta de um dos elementos do 1 e 2 excluem o crime; 3 isenta de pena. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2017 - O oficial de jus�ça encontra-se em 
exercício regular de direito ( estrito cumprimento de dever legal) ao cumprir mandado de reintegração de posse de bem imóvel de propriedade de 
banco público, com ordem de arrombamento, desocupação e imissão de posse. ERRADO 
(CESPE) - Juiz de Direito Subs�tuto/2013 a) Age no exercício regular de direito ( estrito cumprimento de dever legal) o oficial de jus�ça 
que, em cumprimento a decisão proferida nos autos do procedimento de medidas prote�vas de urgência, adentra no imóvel da ofendida para 
afastar do lar, coerci�vamente, o ofensor. ERRADO 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2017 O consen�mento do ofendido é 
uma excludente de an�juridicidade e poderá ser manifestado antes, durante ou depois da conduta do agente. ERRADO ⇒ PODE SER ANTES OU 
DURANTE ⇒ Consen�mento do ofendido é a aceitação (concordância) da ví�ma com a conduta do agente. Pode ser anterior ou concomitante ao 
crime. É aceita como causa excludente da ilicitude supralegal;. 
OBS: Quando a descrição legal do �po penal contém o dissenso, expresso ou implícito, como elemento específico, o consen�mento do 
ofendido funciona como causa de exclusão da TIPICIDADE. 
Resumo: 
consentimento do ofendido pode ser: 
- causa excludente da ilicitude (em regra) 
- causa de exclusão da tipicidade (quando for elemento específico do tipo o dissenso da vítima) 
CESPE 2018 - Situação hipoté�ca: Um policial, ao cumprir um mandado de condução coerci�va expedido pela autoridade judiciária 
competente, submeteu, embora temporariamente, um cidadão a situação de privação de liberdade. Asser�va: Nessa circunstância, a conduta do 
policial está abarcada por uma excludente de ilicitude representada pelo exercício regular de direito . ERRADO , o oficial encontra-se em estrito 
cumprimento de dever legal . 
CESPE 2009 -a) Considerando que A, para defender-se de injusta agressão armada de B, desfira �ros em relação ao agressor, mas, por erro, 
a�nja letalmente C, terceiro inocente, nessa situação, a legí�ma defesa desnaturar-se-á, devendo A responder pelo delito de homicídio culposo pela 
morte de C . ERRADA - No erro na execução não se considera as condições ou qualidades da ví�ma, mas as condições ou qualidades da pessoa contra 
quem o agente queria pra�car o crime.Nessa situação, A está amparado por legí�ma defesa real, pois encontram-se presentes todos os elementos 
de sua definição legal. 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ PI)/2012 b) Se a excludente do estrito cumprimentodo dever legal for reconhecida em relação a um agente, 
necessariamente será reconhecida em relação aos demais coautores, ou par�cipes do fato, que tenham conhecimento da situação jus�ficadora. 
CERTO 
FCC - Técnico Legisla�vo (CL DF)/Agente de Polícia Legisla�va/2018 De acordo com o que estabelece o Código Penal, 
a) não há crime quando o agente pra�ca o fato no exercício regular de direito. 
 b) entende-se em legí�ma defesa quem pra�ca o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro 
modo evitar. ESTADO DE NECESSIDADE 
 c) é possíve l a invocação do estado de necessidade mesmo para aquele que �nha o dever legal de enfrentar o perigo. 
 d) é plenamente possível a compensação de culpas quando ambos os agentes agiram com imprudência, negligência ou imperícia na prá�ca 
do ilícito. NÃO SE ADMITE COMPENSAÇÃO DE CULPAS 
 e) considera-se pra�cado o crime no momento do resultado , ainda que outro seja o momento da ação ou omissão. TEORIA DA ATIVIDADE 
CESPE 2017 l - As causas de exclusão de an�juridicidade previstas no CP são taxa�vas. ERRADA Além dessas hipóteses, há previsão de 
excludentes de ilicitude na parte especial do próprio Código Penal (Exemplo: aborto necessário, previsto no ar�go 128, do CP), em leis penais 
especiais (Exemplo: abate de animal em estado de necessidade em crimes, previsto no ar�go 37, I, da Lei nº 9.605/98), em legislação extrapenal 
(Ex: a legí�ma defesa prevista no ar�go 1.210 1º do Código Civil) e, por fim, o consen�mento do ofendido (causa supralegal de excludente da 
ilicitude) 
II - As fontes das causas de jus�ficação são a lei, a necessidade e a falta de interesse. CERTA As fontes das causas de jus�ficação são a lei 
(representada pelo estrito cumprimento de dever legal e exercício regular de direito), a necessidade (consubstanciada no estado de necessidade e 
na legí�ma defesa) e a falta de interesse (consistente no consen�mento do ofendido). 
III - Os efeitos das causas excludentes de an�juridicidade se estendem à esfera extrapenal. CERTA . Extra penais = Efeitos civis CPP, art. 65.           
Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato pra�cado em estado de necessidade, em legí�ma defesa, em estrito 
cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito . 
ATENÇÃO ⇒ NÃO CONFUNDA ISSO AÍ COM A RESP. CIVIL DO ESTADO ⇒ O ESTADO RESPONDE MESMO QUE HAJA EXCLUDENTES DE ILICITUDE.                                            
OLHA ESSA QUESTÃO DE ADM ⇒ (CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 ⇒ O Estado não é civilmente responsável por danos causados           
por seus agentes se existente causa excludente de ilicitude penal. ERRADO ⇒ É SIM 
DECORE ENTÃO ⇒ EXCLUDENTES DE ILICITUDE FAZEM COISA JULGADA NO CÍVEL ⇒ PORÉM NÃO SE CONFUNDE COM A RESP CIVIL DO ESTADO,                                            
QUE CONTINUA ⇒ EX: Policial reage em um assalto a banco e acaba alvejando e matando um refém que tentava fugir no meio de uma troca de �ros       
com assaltantes. O policial estaria agindo dentro de hipótese de excludente de ilicitude (estrito cumprimento do dever legal), contudo, o Estado 
responderia civilmente pela morte do civil inocente (teoria do risco administra�vo). 
IV O consen�mento do ofendido é causa de exclusão de ilicitude expressa no CP . ERRADA O consen�mento do ofendido é causa supralegal 
de exclusão de ilicitude, ou seja, não está prevista no Código Penal . Vale ainda lembrar que referida causa de jus�ficação somente é cabível em 
relação a bens jurídicos disponíveis. De tal forma, se o bem jurídico lesado for indisponível sempre haverá interesse do Estado em reprimir tal 
conduta. 
OUTRA QUESTÃO: CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte/2015 A revogação de um �po penal pela   
superveniência de lei descriminalizadora alcança também os efeitos extrapenais de sentença condenatória penal . ERRADA 
 
(CESPE) - Auditor de Controle Externo (TCE-RO)/Direito/2019 a) O advento de lei penal que torne a�pica determinada conduta retroage para 
alcançar fatos anteriores já transitados em julgado, sendo man�dos alguns efeitos penais da condenação. ERRADO ⇒ PENAIS NÃO, SE MANTÊM OS 
EFEITOS EXTRAPENAIS  
Abolitio Criminis:  
ANTES do trânsito em julgado:  
CESSA os efeitos penais; CESSA os efeitos civis  
DEPOIS do trânsito em julgado:  
CESSA os efeitos penais; Ñ CESSA os efeitos civis  
 
 
Excesso punível 
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste ar�go , responderá pelo excesso DOLOSO ou CULPOSO . 
 
Estado de necessidade 
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pra�ca o fato para salvar de perigo atual , que não provocou por sua vontade, nem podia de 
outro modo evitar , direito próprio ou alheio, cujo sacri�cio, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. 
§ 1 º - Não pode alegar estado de necessidade quem �nha o dever legal de enfrentar o perigo. 
§ 2 º - Embora seja razoável exigir-se o sacri�cio do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de UM A DOIS TERÇOS . 
 
Legí�ma defesa 
Art. 25 - Entende-se em legí�ma defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente ( finda 
não ), a direito seu ou de outrem . 
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste ar�go, considera-se também em legí�ma defesa o agente de segurança pública 
que repele agressão ou risco de agressão a ví�ma man�da refém durante a prá�ca de crimes. ( de 2019) 
 (CESPE) - Juiz Estadual (TJ BA)/2012 D) Considere que Jonas, policial militar, no exercício de sua função, tenha determinado que um indivíduo em 
fuga parasse e que este tenha sacado uma arma e disparado �ros contra Jonas, que, revidando os disparos, tenha alvejado o indivíduo e o tenha 
matado. Nessa situação, Jonas agiu no estrito cumprimento de dever legal . ERRADO ⇒ 
POLICIAL QUE REAGE A TIROS DO BANDIDO E O MATA É LEGÍTIMA DEFESA ⇒ NÃO ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL  
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 1ª Região)/Judiciária/Oficialde Jus�ça Avaliador Federal/2017 Segundo o 
Código Penal, o agente que tenha come�do excesso quando da análise das excludentes de ilicitudes será punido apenas se o 
�ver come�do dolosamente. ERRADO ⇒ DOLOSO OU CULPOSO 
FCC - Analista do Ministério Público de Sergipe/Direito/2009 No estado de necessidade, a) o agente pode responder 
pelo excesso doloso, mas não pelo culposo. ERRADO 
FCC - Oficial de Jus�ça (TJ MA)/2019 b) ao agir em legí�ma defesa, o agente só responderá pelo excesso doloso, e não 
pelo culposo. 
FCC - Oficial de Jus�ça (TJ MA)/2019 Acerca do que dispõe o Código Penal sobre as excludentes de ilicitude, 
c) é possível a alegação de estado de necessidade ainda que o agente tenha o dever legal de enfrentar o perigo. 
e) no estado de necessidade, embora seja razoável exigir-se o sacri�cio do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida 
de um a dois terços. CERTO 
FCC - Analista do Ministério Público de Sergipe/Direito/2009 No estado de necessidade, c) a reação contra agressão 
humana deve ser atual. ERRADO - O PERIGO ( Ñ A AGRESSÃO ) É ATUAL, E Ñ PRECISA SER DE PESSOA 
Em relação ao perigo iminente , aquele prestes a se iniciar, há controvérsia. Prevalece o 
entendimento de que equivale ao perigo atual, excluindo o crime . 
FCC - TRF 5 - OJAF - São requisitos do estado de necessidade o que se afirma APENAS em 
I. Não provocação voluntária do perigo. CERTO 
II. Exigibilidade de sacri�cio do bem salvo. ERRADO 
III. Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo. CERTO 
IV. Conhecimento da situação jus�ficante. CERTO 
V. Agressão atual ou pretérita. ERRADO 
(CESPE) - Analista Legisla�vo (CAM DEP)/Área XXII/Consultor Legisla�vo/2014 - Agirá em estado de necessidade o 
motorista imprudente que, após abalroar um veículo de passageiros, causando-lhes ferimentos, fugir do local sem prestar 
socorro, para evitar perigo real de agressões que possam ser perpetradas pelas ví�mas. Certo . Há divergências na doutrina, 
porém a CESPE considera que o Estado de Necessidade pode ser alegado pelo agente que, CULPOSAMENTE (imprudência, 
neste caso), deu causa ao resultado 
Legítima defesa recíproca: é a legítima defesa contra legítima defesa (inadmissível, salvo se uma ou todas forem                                  
putativas).  
Legítima defesa sucessiva: cuida-se da reação contra o excesso.  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
 
 
TÍTULO III 
DA IMPUTABILIDADE PENAL 
(pressuposto (requisito) da culpabilidade)  
 
Legítima defesa real: exclui a ilicitude.  
Legítima defesa putativa: trata-se da imaginária, que constitui modalidade de erro (CP, arts. 20, 1º, ou 21) e, nos                                      
termos da lei, isenta de pena o agente.  
Legítima defesa própria: quando o agente salva direito próprio.  
Legítima defesa de terceiro: quando o sujeito defende direito alheio.  
Legítima defesa subjetiva: dá-se quando há excesso exculpante (decorrente de erro inevitável).  
Legítima defesa com aberratio ictus: o sujeito, ao repelir a agressão injusta, por erro na execução, atinge bem                                    
de pessoa diversa da que o agredia. Agiu sob o abrigo da excludente e deverá ser absolvido criminalmente; na                                      
esfera cível, contudo, responderá pelos danos decorrentes de sua conduta, tendo direito de regresso contra seu                                
agressor. 
FCC - Técnico Judiciário (TRT 2ª Região)/Administra�va/Segurança/2018 e) a omissão injusta não pode configurar agressão 
passível de repulsa através da legí�ma defesa. ERRADA - O ar�go 25 do CP fala em agressão, não dis�nguindo entre ação ou 
omissão. 
FCC - Oficial de Jus�ça (TJ MA)/2019 a) não haverá legí�ma defesa se o direito em perigo for de outra pessoa. ERRADO 
CESPE/13: Em relação às excludentes de ilicitude, na hipótese de legí�ma defesa, o agente deve agir nos limites do que é 
estritamente necessário para evitar injusta agressão a direito próprio ou de terceiro. 
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA ( ≠ subje�va ) ⇒ Uma legí�ma defesa sucede a outra. É o que ocorre na hipótese de excesso, 
que permite a defesa legí�ma do agressor inicial. 
 
A LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA NÃO ACONTECE SE UM ESTÁ EM LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA ⇩ 
 (CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2013 Ocorre legí�ma defesa sucessiva, na hipótese de legí�ma defesa real contra 
legí�ma defesa puta�va. Errado 
 A legí�ma defesa puta�va é imaginária, só existe na cabeça do agente; logo, obje�vamente configura um ataque como 
outro qualquer 
(CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2013 Considere que João, maior e capaz, após ser agredido fisicamente por um 
desconhecido, também maior e capaz, comece a bater, moderadamente, na cabeça do agressor com um guarda-chuva e 
con�nue desferindo nele vários golpes, mesmo estando o desconhecido desacordado. Nessa situação hipoté�ca, João incorre 
em excesso intensivo ( EXTENSIVO) . Errado 
Existem duas espécies de excesso: 
Excesso Intensivo : No qual o meio u�lizado não é proporcional; 
Excesso Extensivo : Não há mais a circunstância que permi�a o seu exercício. 
Bizu pra não esquecer a diferença:  
Excesso intensivo : o excesso foi INTENSO ; ou seja, foi de intensidade superior à necessária.  
Excesso extensivo : o excesso se ESTENDEU para além do que seria necessário.  
O Código Penal, em regra, adota a teoria biopsicológica , que é a junção dos fatores 
biológicos e psicológicos . Deste modo, deve haver algum problema que afete a saúde mental e, além 
disso, uma alteração no comportamento do agente delituoso no momento da conduta. O critério 
exclusivamente biológico só foi utilizado no caso da inimputabilidade dos menores de 18 anos de idade. 
(CESPE) - Perito (PC AC)/Médico Legista/2006 No curso de uma instrução criminal, foi requerida pela defesa do 
réu a instauração do incidente de insanidade mental do acusado, nos termos da lei processual penal. Ouvido o Ministério 
Público, foi deferido o pedido, oportunidade em que foram formulados os quesitos per�nentes pelas partes. O laudo foi 
elaborado conforme requerido. 
Sabendo que, em tais situações, é necessárioum exame conclusivo acerca da capacidade do periciado de entender 
o caráter ilícito do fato, assinale a opção correta. 
a) A semi-imputabilidade não é fator indica�vo para o juiz aplicar o sistema vicariante. ERRADA ⇒ É sim, pq 
an�gamente o sistema era o duplo binário , aí o cara cumpria a pena e depois a medida de segurança, o que era um absurdo. 
POR isso, a banca entendeu que a semi-imputabilidade é um fator indica�vo p/ o juiz aplicar o sistema vicariante (sistema 
atual) , eliminando defini�vamente a aplicação dupla de pena e medida de segurança, para os imputáveis e semi-imputáveis 
 
Inimputáveis 
Art. 26 - É ISENTO de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado , era, ao tempo da ação ou da 
omissão , INTEIRAMENTE incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. ( ATENÇÃO⇒ fator      
cronológico" - os requisitos anteriores devem ser verificados da ação ou da omissão)  
b) Na hipótese de inimputabilidade, cabe aplicação de pena reduzida . ⇒ ERRADA , aplica-se medida de 
segurança, ñ redução de pena. 
c) A imputabilidade é elemento da culpabilidade e tem reflexo direto sobre o pressuposto para a aplicação da 
pena. CERTO. 
d) A culpabilidade é pressuposto para aplicação da medida de segurança . ERRADA 
A culpabilidade é pressuposto para aplicação da PENA (e não da medida de segurança). 
É um pouco óbvio, pq o cara ñ sendo imputável, faz excluir a imputabilidade, q é pressuposto da culpabilidade. 
Assim, ñ tem como a culpabilidade ser pressuposto da aplicação da medida de segurança, pq nunca teria medida de 
segurança, já que quem cumpre ela,é quem não é imputável. 
DIFERENÇA DAS EXCLUDENTES DA CULPABILIDADE E DAS EXCLUDENTES DA ILICITUDE  
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE PA)/Judiciária/2005 III Segundo o entendimento doutrinário dominante, uma das principais 
diferenças entre as excludentes da ilicitude e da culpabilidade é q ue as primeiras referem-se ao fato enquanto as outras 
referem-se ao autor da conduta delituosa. CERTO 
 
FCC - Analista do Ministério Público da União/Processual/2007 Considere: 
I. Estado de necessidade. ⇒ exclui ilicitude  
II. Estrito cumprimento de dever legal. ⇒ exclui ilicitude 
III. Obediência hierárquica. 
IV. Exercício regular de um direito . ⇒ exclui ilicitude  
V. Legí�ma defesa puta�va. não exclui ilicitude , exclui culpabilidade 
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em C) III e V. 
CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC MA)/2018 A imputabilidade é definida como 
a) a capacidade mental, inerente ao ser humano, de, ao tempo da ação ou da omissão, entender o caráter ilícito do 
fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
b) a contrariedade entre o fato �pico pra�cado por alguém e o ordenamento jurídico, capaz de lesionar ou expor a perigo 
de lesão bens jurídicos penalmente protegidos. ILICITUDE 
c) a reprovabilidade ou o juízo de censura que incide sobre a formação e a exteriorização da vontade do responsável pela 
conduta criminosa. CULPABILIDADE 
d) a obediência às formas e aos procedimentos exigidos na criação da lei penal e, principalmente, na elaboração de seu 
conteúdo norma�vo. LEGALIDADE 
e) a necessidade de que a conduta reprovável se encaixe no modelo descrito na lei penal vigente no momento da ação ou 
da omissão. TIPICIDADE 
A doutrina elenca 3 PRESSUPOSTOS (requisitos) para que uma conduta seja CULPÁVEL:  
IMPUTABILIDADE - que o agente seja imputável;  
POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE - que o agente tenha consciência da ilicitude de  
sua conduta;  
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA - que seja exigível do agente uma conduta diversa  
da praticada.  
CEBRASPE (CESPE) - Juiz Federal (TRF 2ª Região)/2013/XIV - a) Aquele que, ao tempo da ação, era inteiramente 
incapaz de compreender o caráter ilícito do fato, mas que recobrar sua sanidade no curso da ação penal, conforme perícia 
atestada nos autos, não poderá ser condenado pelo crime come�do, pois o juiz proferirá sentença absolutória imprópria, 
não incidindo a aplicação de medida de segurança. CERTO 
SENTENÇA ABSOLUTÓRIA IMPRÓPRIA ⇒ é aquela que reconhece a autoria e a materialidade dos 
fatos praticados pelo indivíduo (réu), não afasta as excludentes de antijuridicidade, mas o absolve em virtude de 
sua inimputabilidade. Atrelada à decisão (sentença absolutória) ter-se-á uma medida de segurança caso o 
agente represente perigo à sociedade. 
No caso apresentado ACIMA não podemos falar em medida de segurança, pois ficou comprovado que a 
sanidade foi recuperada no curso da ação penal ainda que ao tempo do crime o indivíduo não pudesse ser 
responsabilizado por seus atos. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Apoio Especializado/Medicina - Psiquiatria/2015 Como requisitos 
para a avaliação da imputabilidade, o critério biopsicológico exige o elemento biológico (doença mental), o elemento 
psicológico (cogni�vo e voli�vo) e o elemento cronológico. ERRADO 
 
Redução de pena 
Parágrafo único - A pena pode ser REDUZIDA DE UM A DOIS TERÇOS , se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado NÃO ERA INTEIRAMENTE CAPAZ de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de 
acordo com esse entendimento. 
   
 
 
 Menores de dezoito anos 
 Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. 
 
Requisitos para a avaliação da imputabilidade: 
Elemento Biopsicológico (biológico + psicológico) + Elemento Cronológico (ao tempo da ação ou omissão), note 
que o critério cronológico é requisito da imputabilidade que é somado ao Biopsicológico MAS NÃO É elemento daquele . 
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ DFT)/Apoio Especializado/Medicina (Psiquiatria)/2013 O termo doença mental 
empregado no CP equivale a alienação mental, presente em outros textos legais. Certo 
INTEIRAMENTE INCAPAZ   ISENTO de pena.  
PARCIALMENTE INCAPAZ   redução 1/3 a 2/3  
 
ISENÇÃO DE PENA 
 
 
doençamental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado; 
 + 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de 
acordo com esse entendimento 
 
REDUÇÃO DE PENA 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado; 
 + 
não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se 
de acordo com esse entendimento. 
CEBRASPE (CESPE) - Oficial de Inteligência/Área 1/2018 Comprovado que o acusado possui desenvolvimento mental 
incompleto e que não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta, é cabível a condenação com 
redução de pena. CERTO 
 (CESPE) - Juiz Estadual (TJ BA)/2012 C) Constatando-se que João, de vinte e dois anos de idade, ao matar seus genitores e 
cinco irmãos a facadas, não possuía plena capacidade de determinar-se de acordo com esse entendimento, em razão de 
perturbação em sua personalidade, deve ser-lhe aplicada medida de segurança. ERRADO João, por ser semi-imputável, já 
que em razão de perturbação em sua personalidade não era inteiramente capaz determinar-se de acordo com esse 
entendimento, terá a pena reduzida de um a dois terços e não a aplicação de Medida de Segurança 
74 STJ. Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil. 
CESPE - 2020- AJ- Os maiores de dezesseis anos de idade que ainda não �verem alcançado a maioridade são considerados 
rela�vamente incapazes no que tange à responsabilidade criminal. ERRADA 
(CESPE) - Papiloscopista (PO AL)/2013 Se uma lei ordinária alterar o Código Penal para estabelecer a maioridade penal aos 
dezesseis anos, será julgada incons�tucional, pois a Cons�tuição Federal de 1988 dispõe expressamente que são 
penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos de idade. Certo 
ALTERAR A MAIORIDADE PENAL SÓ POR EMENDA CONSTITUCIONAL 
CF - Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial. 
Emoção e paixão 
 Art. 28 - NÃO EXCLUEM a imputabilidade penal: 
 I - a emoção ou a paixão; (Se o agente comete o delito motivado por violenta emoção, reconhece-se a atenuante trazida ao teor do art. 65, III, c)  
 Embriaguez - VOLUNTÁRIA OU CULPOSA 
 II - a embriaguez , voluntária ou culposa , pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 
CUIDADO: Embriaguez PREORDENADA P/ COMETER CRIME - é circunstância agravante prevista no art. 61.  
 
 
Embriaguez COMPLETA- CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR - “ACIDENTAL” 
§ 1 º - É ISENTO de pena o a gente que, por embriaguez completa , proveniente de CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR , era, ao tempo da ação ou da 
omissão , inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 Embriaguez PARCIAL- CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR - “ACIDENTAL” 
§ 2 º - A pena pode ser REDUZIDA de UM A DOIS TERÇOS (1/3 A 2/3) , se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não 
possuía , ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
Acidental + completa : isenção de pena.  
Acidental + incompleta : redução de pena.  
Culposa: pena normal .  
Voluntária: pena normal .  
Pré-ordenada: agravante .  
CEBRASPE (CESPE) - Auxiliar Judiciário (TJ PA)/"Sem Área"/2020 A respeito da imputabilidade penal, julgue os itens a 
seguir. 
I Os maiores de dezesseis anos de idade que ainda não �verem alcançado a maioridade são considerados rela�vamente 
incapazes no que tange à responsabilidade criminal . 
II Emoção ou paixão não são causas de exclusão a imputabilidade penal. CERTO 
III A embriaguez culposa anterior à prá�ca de crime é causa de diminuição de pena , mas não torna o agente 
inimputável. A PENA PODERÁ SER REDUZIDA SOMENTE EM CASO DE EMBRIAGUEZ ACIDENTAL PARCIAL 
IV O deficiente mental inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato é inimputável. CERTO 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 Pedro, com vinte e dois anos de idade, e Paulo, com 
vinte anos de idade, foram denunciados pela prá�ca de furto contra Ana. A defesa de Pedro alegou inimputabilidade. Paulo 
confessou o crime, tendo afirmado que escolhera a ví�ma porque, além de idosa, ela era sua �a. 
Pedro será condenado se comprovado que, no momento do furto, por caso fortuito, estava completamente embriagado. 
ERRADO ⇒ É ISENTO DE PENA 
Se, em virtude de perturbação de saúde mental, Pedro não for inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do seu 
ato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, a pena imposta a ele poderá ser reduzida. CERTO 
FCC - Analista Judiciário (TRE AP)/Administra�va/2015 Maria é aprovada no ves�bular para uma determinada 
Universidade Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida pelos alunos veteranos da universidade e subme�da a um 
trote acadêmico violento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma cadeira de bar e obrigada 
a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente embriagada e sem qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um 
fato ou de determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é liberada do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo 
que estava estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os. Neste caso, no que 
concerne ao crime de desacato, b) estará isenta de pena. 
FCC - Procurador Legisla�vo (Cam Mun SP)/2014 Há uma crí�ca doutrinária bastante conhecida e frequente ao 
fundamento teórico da punição, no direito brasileiro, dos crimes come�dos em estado de embriaguez. Pode-se sinte�zá-l a 
afirmando que essa punição, ao fundar-se na teoria d) da ac�o libera in causa, não é facilmente extensível aos casos de 
embriaguez não preordenada ou mesmo meramente culposa, propiciando-se, eventualmente, situações de responsabilização 
penal estritamente obje�va. ⇒ Ela sofre crí�cas porque finda sendoresquício de responsabilidade obje�va em nosso Direito 
Penal, já que possibilita punição de agente que atua fora do seu estado normal de consciência (leva em conta o estado 
mental do sujeito a�vo antes de se embriagar, para possibilitar a punição). 
(CESPE) - Papiloscopista (PC PB)/2009 - Leonardo, sob o efeito de bebida alcoólica, discu�u com a própria esposa, contra 
quem desferiu três �ros, acarretando-lhe a morte. Acerca dessa situação hipoté�ca, assinale a opção incorreta . 
a) Leonardo não será punido pelo homicídio se a embriaguez for completa, proveniente de caso fortuito ou força maior. 
b) De acordo com o Código Penal, caso a embriaguez seja voluntária, mesmo que completa, não haverá a exclusão da 
imputabilidade penal. 
c) Se a embriaguez for proveniente de caso fortuito e força maior, mas incompleta, o juiz poderá deixar de aplicar a 
pena a Leonardo . INCORRETA 
d) Se a embriaguez for patológica , poderá ser reconhecida a inimputabilidade. 
e) Será reconhecida a embriaguez preordenada caso Leonardo tenha se embriagado com a intenção de agredir sua 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art28
 
TÍTULO IV 
DO CONCURSO DE PESSOAS 
 
 
esposa. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE RS)/Administra�va/2015 Em relação à imputabilidade penal, assinale a opção 
correta. 
a) Será isento de pena o agente que, por embriaguez habitual, não for capaz de entender o caráter ilícito do fato. 
ERRADO 
 O Código Penal não previu caso de isenção para a embriaguez habitual, senão, vide art. 28, II, §§1° e 2°; 
EMBRIAGUEZ PATOLÓGICA⇒ IN IMPUTÁVEL  
EMBRIAGUEZ HABITUAL ⇒ IMPUTÁVEL 
b) Para definir a maioridade penal, a legislação brasileira seguiu o sistema biopsicológico, ignorando o desenvolvimento 
mental do menor de dezoito anos de idade. ERRADO - DEFINIÇÃO DA MAIORIDADE ⇒ CRITÉRIO BIOLÓGICO ( ñ biopsicológico ) 
e) Se a embriaguez acidental for completa, acarretará a irresponsabilidade penal.CERTO ⇒ ACIDENTAL (CASO 
FORTUITO OU FORÇA MAIOR) 
TEORIA ACTIO LIBERA IN CAUSA 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ DFT)/Apoio Especializado/Medicina (Psiquiatria)/2013 ⇒ Segundo a teoria 
da ac�o libera in causa, considera-se imputável o indivíduo que, tendo tomado conscientemente a decisão de embriagar-se, 
cometa crime em estado de intoxicação aguda. Certo 
A teoria da ac�o libera in causa é aquela em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de inimputabilidade, 
sendo desejável previsível o come�mento de uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não se podendo 
alegar inconsciência do ilícito no momento fa�dico, visto que a consciência do agente exis�a antes de se colocar em estado de 
inimputabilidade. Essa teoria esboçada por Bartolo veio solucionar os casos em que há a culpabilidade de agentes dos 
inimputáveis, especialmente nos casos de embriaguez. 
Teoria do domínio do fato: criada em 1939, por Hans Welzel, com o propósito de ocupar posição                                  
intermediária entre as teorias objetiva e subjetiva . Para essa concepção, autor é quem possui controle sobre o                                  
domínio final do fato, domina finalisticamente o trâmite do crime e decide acerca da sua prática, suspensão,                                  
interrupção e condições. De fato, autor é aquele que tem a capacidade de fazer continuar e de impedir a conduta                                        
penalmente ilícita.   
A teoria do domínio do fato amplia o conceito de autor, definindo-o como aquele que tem o controle final do                                        
fato, apesar de não realizar o núcleo do tipo penal. Por corolário, o conceito de autor compreende: a) o autor                                        
propriamente dito: é aquele que pratica o núcleo do tipo penal; b) o autor intelectual: é aquele que planeja                                      
mentalmente a empreitada criminosa. É autor, e não partícipe, pois tem poderes para controlar a prática do fato                                    
punível. Exemplo: o líder de uma organização criminosa pode, do interior de um presídio, determinar a prática de                                    
um crime por seus seguidores. Se, e quando quiser, pode interromper a execução do delito, e retomá-la quando                                    
melhor lhe aprouver; c) o autor mediato: é aquele que se vale de um inculpável ou de pessoa que atua sem dolo ou                                              
culpa para cometer a conduta criminosa; e d) os coautores: a coautoria ocorre nas hipóteses em que o núcleo do                                        
tipo penal é realizado por dois ou mais agentes. Coautor, portanto, é aquele que age em colaboração recíproca e                                      
voluntária com o outro (ou os outros) para a realização da conduta principal (o verbo do tipo penal). Essa teoria                                        
também admite a figura do partícipe. Partícipe, no campo da teoria do domínio do fato, é quem de qualquer modo                                        
concorre para o crime, desde que não realize o núcleo do tipo penal nem possua o controle final do fato. Dentro de                                            
uma repartição estratificada de tarefas, o partícipe seria um simples concorrente acessório. Em suma, o partícipe                                
só possui o domínio da vontade da própria conduta, tratando-se de um “colaborador”, uma figura lateral, não                                  
tendo o domínio finalista do crime. O delito não lhe pertence: ele colabora no crime alheio.   
Em face de sua finalidade, a teoria do domínio do fato somente tem aplicação nos crimes dolosos. Essa                                    
teoria não se encaixa no perfil dos crimes culposos, pois não se pode conceber o controle final de um fato não                                          
desejado pelo autor da conduta. ■ Teoria adotada pelo Código Penal: O art. 29, caput, do CP, acolheu a teoria                                        
restritiva, no prisma objetivo-formal. Em verdade, diferencia autor e partícipe. Aquele é quem realiza o núcleo do                                  
tipo penal; este é quem de qualquer modo concorre para o crime, sem executar a conduta criminosa. Deve, todavia,                                      
ser complementada pela teoria da autoria mediata. ( MASSON, Cleber. Código Penal Comentado. São Paulo: Método, 2013. P. 228/9.)  
Subjetiva: vontade do agente para definir autor e partícipe  
Objetiva formal: autor pratica núcleo, partícipeauxilia  
Objetivo-subjetiva: autor tem domínio do fato típico  
Teoria do domínio do fato - Deve ser aplicada para as hipóteses de autoria mediata. Para esta  
teoria, o autor seria aquele que tem poder de decisão sobre a empreitada criminosa. Pode se dar por:  
Domínio da ação - O agente realiza diretamente a conduta prevista no tipo penal  
Domínio da vontade - O agente não realiza a conduta diretamente, mas é o "senhor do crime",  
controlando a vontade do executor, que é um mero instrumento do delito (hipótese de autoria  
mediata).  
Domínio funcional do fato - O agente desempenha uma função essencial e indispensável ao  
sucesso da empreitada criminosa, que é dividida entre os comparsas, cabendo a cada um uma  
parcela significativa, essencial e imprescindível.  
 CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia Civil (PC SE)/2018 6)De acordo com a teoria obje�vo-subje�va , o autor do delito é 
aquele que tem o domínio final sobre o fato criminoso doloso. CERTO ⇒ A teoria do domínio do fato é considerada  
objetivo-subjetiva. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2015 Idealizada por 
Welzel e Roxin e considerada obje�vo-subje�va, a teoria do domínio do fato diferencia autoria de par�cipação em função da prá�ca 
dos atos executórios do delito. ERRADO 
A teoria do domínio do fato diferencia autor e par�cipe não com base na prá�ca dos atos executórios (isso quem faz é 
a teoria obje�vo-formal). 
A teoria do domínio do fato diferencia autor e par�cipe tendo como fundamento o domínio sobre o curso da 
empreitada criminosa. Todo aquele que possui o domínio do curso da conduta criminosa (seja pelo domínio da ação, da vontade 
ou pelo domínio funcional do fato) é considerado autor do delito. 
 STJ: Aplicável a teoria do domínio do fato para a delimitação entre coautoria e participação, sendo  
coautor aquele que presta contribuição independente, essencial à prática do delito , não obrigatoriamente  
em sua execução .  
Há duas perguntas sobre essa teoria que sempre caem em prova: 
1. A teoria do domínio do fato é aplicável para todos os crimes? NÃO . Ela só é aplicável aos crimes dolosos. Essa teoria 
é incompa�vel com os crimes culposos, pois não há como ter o controle final de algo que não se quer, já que no crime culposo o 
fato é involuntário. 
2. Essa teoria elimina a figura do par�cipe? NÃO . Ela admite a figura do par�cipe. Se de um lado ela ampliou o conceito 
de autor, de outro diminuiu a figura do par�cipe, mas não acabou com ele. O par�cipe é quem concorre de qualquer modo para o 
crime, sem executá-lo e sem ter o controle final do fato .  
 CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público junto ao TC-DF/2021 Quanto à punição do par�cipe, a teoria 
majoritariamente adotada pela doutrina é a da acessoriedade mínima ,exigindo-se, para tal punição, que o autor tenha pra�cado um 
fato �pico. ACESSORIEDADE LIMITADA 
A teoria do favorecimento é a dominante na Alemanha e na Espanha e acolhe integralmente a fórmula da “ acessoriedade limitada” da  
participação, que, em realidade, também é a teoria predominante no Brasil." (Parte geral / Cezar Roberto Bitencourt. – Coleção Tratado de direito penal volume 1 - 26.  
ed. – São Paulo: Saraiva Educação, 2020).  
"[...] O reiterado emprego da expressão crime na disciplina do concurso de pessoas (arts. 29, seu § 2.º, 30, 31, 62 e seus incisos) não permite a  
menor dúvida: prevalece, no direito brasileiro, uma acessoriedade limitada ." (Curso de Direito Penal: parte geral: arts. 1º a 120 do Código Penal / Guilherme de Souza  
Nucci. – 3. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2019). 
(CESPE) - Auditor de Controle Externo (TCE-ES)/Direito/2012 No que diz respeito ao concurso de pessoas para a realização de 
crimes dolosos, a teoria do domínio do fato considera autor o coautor que realiza uma parte necessária do plano global — o que se 
denomina domínio funcional do fato — que , mesmo não sendo um ato �pico, integra a resolução deli�va comum. Certo 
(CESPE) A teoria do domínio do fato é aplicável para a delimitação de coautoria e par�cipação, sendo coautor aquele que 
presta contribuição independente e essencial à prá�ca do delito, mas não obrigatoriamente à sua execução. 
FCC - Pessoa empresta seu nome e sua qualificação para sonegador cons�tuir uma empresa e efe�var negócios fraudulentos 
que resultam em lesão ao erário. Nesse caso, poderá responder criminalmente, segundo a teoria do domínio do fato, b) como 
coautor, pois integra o fato criminoso com conduta imprescindível para sua realização, ou seja, a cons�tuição da empresa, que 
viabilizou o desenvolvimento da a�vidade criminosa. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/Oficial de Jus�ça Avaliador Federal/2015 Idealizada por Welzel e Roxin e 
considerada obje�vo-subje�va, a teoria do domínio do fato diferencia autoria de par�cipação em função da prá�ca dos atos 
executórios do delito. ERRADA - a teoria do domínio do fato não diferencia autoria de par�cipação em função da prá�ca dos atos 
executórios do delito. Como visto, pela citada teoria, serão co-autores todos os que �verem uma par�cipação importante e 
necessária ao come�mento da infração, não se exigindo que todos sejam executores. 
 CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia Civil (PC SE)/2018 João e Pedro, maiores e capazes, livres e conscientemente, 
aceitaram convite de Ana, também maior e capaz, para juntos assaltarem loja do comércio local. Em data e hora combinadas, no 
período noturno e após o fechamento, João e Pedro arrombaram a porta dos fundos de uma loja de decoração, na qual entraram e 
ficaram vigiando enquanto Ana subtraía objetos valiosos, que seriam divididos igualmente entre os três. Alertada pela vizinhança, a 
polícia chegou ao local durante o assalto, prendeu os três e os encaminhou para a delegacia de polícia local. 
 Considerando essa situação hipoté�ca, julgue o item subsequente. 
 1)João e Pedro �veram par�cipação de menor importância no crime de furto; assim, eventual indiciamento dos dois será na 
condiçãode par�cipes , razão por que eles poderão ser beneficiados pela diminuição de um a dois terços da pena. ERRADO 
COAUTORES 
2) Mesmo se �vesse assumido a condição de autora mediata por colocar em seu lugar na prá�ca do delito pessoa inimputável, 
Ana seria responsabilizada pelo resultado do crime. CERTO Autoria mediata = Quem "manda" fazer 
Teoria mediata: não basta o agente ser inimputável, é preciso que ele seja um verdadeiro instrumento para o delito. 
3)Aquele que planeja toda a ação criminosa é considerado autor intelectual do delito, ainda que não detenha o controle sobre 
a consumação do crime. ERRADO. Autor intelectual é aquele que planeja o crime e também tem poderes para controlar a prá�ca 
do fato punível. 
4)Como as ações paralelas de João, Pedro e Ana — agentes diversos — lesionaram o mesmo bem jurídico, constata-se a 
ocorrência da autoria colateral , haja vista que o resultado foi previamente planejado em conjunto. ⇒ HOUVE CONCURSO DE 
PESSOAS, NÃO AUTORIA COLATERAL OU IMPRÓPRIA 
5) Na situação considerada, configurou-se a autoria imprópria decorrente do concurso de pessoas. HOUVE CONCURSO DE 
PESSOAS, NÃO AUTORIA COLATERAL OU IMPRÓPRIA 
AUTORIA COLATERAL OU AUTORIA IMPRÓPRIA  
> Dois ou mais agentes (sem liame subjetivo);  
> Dá para confirmar quem causou o resultado. Um irá responder pela consumação do crime, o(s)  
outro(s) apenas por tentativa.  
AUTORIA INCERTA  
> Dois ou mais agentes ( sem liame subjetivo );  
> Não há como confirmar qual deles causou o resultado. Todos responderão apenas por  
tentativa.  
OBS: Devemos observar que a principal característica para que pudesse ser admitida a teoria da  
autoria incerta é que não seja o ato praticado em co-autoria.  
AUTORIA DESCONHECIDA  
> Autor (es) não se sabe .  
> Não se conhece quem cometeu o delito.  
OBS: Se há o cometimento de um crime em concurso de agentes (existência de liame subjetivo) e  
não se consiga definir quem, de fato, causou o resultado, não será o caso da autoria incerta , pois os  
agentes responderão pelo crime em sua forma consumada (e não tentada, como determina a teoria  
da autoria incerta). (Li isso em um livro de revisão para concursos).  
 
6)De acordo com a teoria obje�vo-subje�va , o autor do delito é aquele que tem o domínio final sobre o fato criminoso 
doloso. CERTO ⇒ A teoria do domínio do fato é considerada objetivo-subjetiva.  
Subjetiva: vontade do agente para definir autor e partícipe  
Objetiva formal: autor pratica núcleo, partícipe auxilia  
Objetivo-subjetiva: autor tem domínio do fato típico  
7) Na situação descrita, está presente a hipótese de par�cipação necessária imprópria . ⇒A par�cipação necessária imprópria 
se dá nos crimes plurissubje�vos ou de concurso necessário (como associação criminosa ar�go 288 do Código Penal). O item está 
errado porque furto é crime de concurso eventual ou unissubje�vo. 
8) Para que fique caracterizado o concurso de pessoas, é necessário que exista o prévio ajuste entre os agentes deli�vos para a 
prá�ca do delito. ⇒ O prévio ajuste é um plus em relação ao requisito do liame subjetivo: se houver prévio ajuste, estará 
caracterizado liame subjetivo; todavia, poderá estar caracterizado liame subjetivo mesmo sem prévio ajuste (quando um 
dos concorrentes adere à conduta do(s) outro(s). 
CEBRASPE (CESPE) - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/Administra�va/"Sem Especialidade"/2017 José, com vinte anos de 
idade, e seu primo, Pedro, de quinze anos de idade, saíram para conversar em um bar. José, que estava ingerindo bebida alcoólica, 
ficou muito bêbado rapidamente em razão do efeito colateral provocado por medicamento de que fazia uso. Pedro, percebendo o 
estado de embriaguez do primo, fez que este pra�casse um ato que sabia ser �pificado como delituoso. 
José e Pedro cometeram crime em concurso de pessoas, e, haja vista que Pedro foi o mentor, a ele deverá ser imputada 
punição mais grave que a de José. Pedro não comete crime, por ser menor de 18 anos. Art. 103 da Lei  
8069/90.Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.   
A pessoa que atua sem discernimento – seja por ausência de culpabilidade, seja pela falta de  
dolo ou culpa –, funciona como mero instrumento do crime. Inexiste vínculo subjetivo, requisito  
indispensável para a configuração do concurso de agentes . NÃO há, portanto, concurso de pessoas .  
Somente ao autor mediato pode ser atribuída a propriedade do crime. Em suma, o autor imediato  
não é punível. A infração penal deve ser imputada apenas ao autor mediato  
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2018 Clara, tendo descoberto uma traição amorosa de seu namorado, 
comentou com sua amiga Aline que �nha a intenção de matá-lo. Aline, então, começou a ins�gar Clara a consumar o pretendido. 
Nessa situação, se Clara cometer o crime, Aline poderá responder como par�cipe do crime. CERTO 
A participação pode ser:  
MORAL - quando INSTIGA (reforça a ideia) ou INDUZ (faz surgir a ideia)  
MATERIAL - com AUXÍLIO (cúmplice do crime, prestando assistência) ou em relação ao OBJETO  
(quando empresta a arma, por exemplo. Sabendo da intenção criminosa, claro!)  
DECORE ⇒ NÃO É NECESSÁRIO O PRÉVIO AJUSTE PARA O CONCURSO DE PESSOAS (BASTA UM ADERIR À CONDUTA DO OUTRO)  
(CESPE) - Notário e Registrador (TJ RR)/2013 e) Para a configuração do concurso de pessoas, devem estar presentes os 
seguintes requisitos: pluralidade de condutas, relevância causal e jurídica de cada uma das ações, prévia combinação entre os 
agentes e iden�dade de fato. ERRADA 
JUSTIFICATIVA: Segundo NUCCI (2011, p. 380): Requisitos do concurso de agentes São os seguintes:  
a) existência de dois ou mais agentes;  
b) relação de causalidade material entre as condutas desenvolvidas e o resultado;  
c) vínculo de natureza psicológica ligando as condutas entre si. ⇒ Não há necessidade de ajuste prévio  
entre os coautores.  
d) reconhecimento da prática da mesma infração para todos;  
e) existência de fato punível.  
(CESPE) - Delegado de Polícia Civil (PC SE)/2018 Para que fique caracterizado o concurso depessoas, ( NÃO ) é 
necessário que exista o prévio ajuste entre os agentes deli�vos para a prá�ca do delito. Errado 
(CESPE) - Analista Processual (TJ RR)/2006 c) A simples conivência não significa par�cipação, pois, para que alguém 
possa responder pelo crime, deve ter, no mínimo, a vontade de com ele colaborar, não podendo ser responsabilizado por não ter 
impedido a execução do delito, salvo se presente o dever jurídico de impedir o resultado. CERTO 
A conivência consiste em omi�r voluntariamente o fato impedi�vo da prá�ca do crime, ou a informação à autoridade 
pública, ou re�rar-se do local onde o delito está sendo come�do, ausente o dever jurídico de agir; pode-se falar em conivência 
posterior à prá�ca do crime, caso em que o sujeito, tomando conhecimento de um delito, não dá a no��a criminis à autoridade 
pública. Assim, o mero conhecimento de que alguém está prestes a cometer um crime, ou a não-denúncia, às autoridade, de um 
delito que vai ser pra�cado, não configura co-par�cipação, salvo de o agente �ver o dever de evitar o resultad o. 
FCC - Analista Judiciário (TJ MA)/Direito/2019/"Sem Edição" e) para caracterizar o concurso, basta que duas ou 
mais pessoas concorram para a prá�ca delituosa , não sendo necessária a iden�ficação dos corréus. CERTA 
 
(CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2017 A codelinquência será configurada quando houver: a) 
reconhecimento da prá�ca da mesma infração por todos os agentes. 
Codelinquência = concurso de pessoas = pluralidade de agentes [pelo menos 2] e unidade de infração penal [adoção da 
teoria monista]. 
Jurisprudência do STJ: A caracterização do concurso de agentes não exige a identificação  
do corréu. É suficiente a indicação da participação de uma ou mais pessoas na execução  
do crime.   
 CEBRASPE (CESPE) - Técnico Judiciário (STJ)/Administra�va/2018- Par�cipe é o agente que concorre para cometer o ato 
criminoso sem, contudo, pra�car o núcleo do �po penal, ou seja, a sua par�cipação é de menor importância e, por essa razão, sua 
pena pode ser diminuída . CERTO ( QUESTÃO POLÊMICA: Em que pese o gabarito, é de se ressaltar que essa questão está mal 
redigida. De fato, par�cipe concorre ao crime, sem pra�car o núcleo do �po penal. Mas, quando a questão explica que essa 
par�cipação é de menor importância, dá entender que toda par�cipação é de menor importância. Há a figura da par�cipação e 
há figura da par�cipação de menor importância (essa sim, será causa de diminuição de pena). 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista do Ministério Público da União/Apoio Jurídico/Direito/2018 João e Manoel, penalmente 
imputáveis, decidiram matar Francisco. Sem que um soubesse da intenção do outro, João e Manoel se posicionaram de tocaia e, 
concomitantemente, a�raram na direção da ví�ma, que veio a falecer em decorrência de um dos disparos. Não foi possível 
determinar de qual arma foi deflagrado o projé�l que a�ngiu fatalmente Francisco. Nessa situação, João e Manoel responderão pelo 
crime de homicídio na forma tentada. CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015 José, empregado de empresa 
responsável pela segurança de determinado estacionamento, percebeu que Lucas pra�ca furtos nas proximidades do 
estacionamento. Desse modo, resolveu, em razão de discórdia com seu patrão, deixar a porta da sala de chaves aberta com o 
obje�vo de facilitar o acesso de Lucas, sem que este �vesse conhecimento de seu auxílio. Em razão disso, diversos pertences de 
veículos estacionados foram subtraídos por Lucas. Com referência a essa situação hipoté�ca, assinale a opção correta. 
 a) Segundo entendimento majoritário da doutrina e jurisprudência, a desistência voluntária de Lucas não alcançaria a 
conduta de José. ERRADO ⇒ ⇒ Segundo entendimento majoritário, inclusive do stj, em caso de desistência 
voluntária o benefício se estende aos partícipes, logo, a desistência voluntária de lucas alcançaria a conduta de 
josé. 
b) A ausência de conhecimento por parte de Lucas impede a existência de concurso de pessoas, já que um dos requisitos 
para a configuração da par�cipação é a prévia combinação. ERRADO ⇒ Não É Requisito A combinação prévia, não é 
necessário o "pactum sceleris", ou seja, o acordo prévio entre os agentes, bastando que um adira a vontade do outro. 
são requisitos para configuração do concurso de pessoas: pluralidade de agentes e condutas; relevância jurídica e causal 
de cada uma das condutas; liame subjetivo entre os agentes e unidade de fato; 
c) Conforme a teoria da acessoriedade limitada, as condições de ilicitude da conduta de Lucas se estendem a 
José.CERTO ⇒ A teoria da acessoriedade média ou limitada, adotada no brasil, diz que a participação será  
punível se a conduta principal for típica e ilícita.  
 d) A conduta de José tem adequação direta com o �po penal descrito, o furto. ERRADO ⇒ Ele está na condição de  
partícipe, seria uma adequação indireta. 
 e) Eventual inimputabilidade de Lucas tornaria José a utor imediato do crime. ERRADO ⇒ José é partícipe. uma 
eventual inimputabilidade de lucas não tornaria o mesmo autor imediato. 
 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 Em 18/2/2011, às 21 horas, na 
cidade X, João, que planejara detalhadamente toda a empreitada criminosa, Pedro, Jerônimo e Paulo, de forma livre e consciente, 
em unidade de desígnios com o adolescente José, que já havia sido processado por atos infracionais, decidiram subtrair para o grupo 
uma geladeira, um fogão, um bo�jão de gás e um micro-ondas, pertencentes a Lúcia, que não estava em casa naquele momento. 
Enquanto João e Pedro permaneceram na rua, dando cobertura à ação criminosa, Paulo, Jerônimo e José entraram na residência, 
tendo pulado um pequeno muro e u�lizado grampos para abrir a porta da casa. Antes da subtração dos bens, Jerônimo, 
arrependido, evadiu-se do local e chamou a polícia. Ainda assim, Paulo e José se apossaram de todos os bens referidos e fugiram 
antes da chegada da polícia. Dias depois, o grupo foi preso, mas osbens não foram encontrados. Na delegacia, verificou-se que João, 
Pedro e Paulo já haviam sido condenados anteriormente pelo crime de estelionato, mas a sentença não havia transitado em julgado 
e que Jerônimo �nha sido condenado, em sentença transitada em julgado, por contravenção penal.Com base na situação hipoté�ca 
apresentada, julgue o item. 
1) Como o crime foi executado por Paulo e por José, menor de idade, e, por isso, inimputável, INCIDIRÁ não incidirá a 
qualificadora do concurso de pessoas. ERRADO 
Presentes os outros Requisitos para o concurso de pessoas Não importa se entre elas há inimputável ou não. 
Segundo STF, Dias Toffoli : O fato de o crime ter sido cometido por duas pessoas, uma delas menor inimputável, não 
tem o condão de descaracterizar que ele foi cometido em coautoria” 
2) Tendo sido a subtração dos objetos pra�cada na companhia de menor de dezoito anos de idade, João, Pedro e Paulo 
pra�caram o crime de furto qualificado em concurso formal com o delito de corrupção de menores, ainda que José já houvesse 
pra�cado outros delitos à data do crime. CERTO 
ECA:Art. 244-B: Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos, com ele praticando 
infração penal ou induzindo-o a praticá-la. 
STJ e STF: O entendimento do atual artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é formal , ou seja, 
a sua caracterização independe de prova de que o menor tenha sido efetivamente corrompido para livrar o 
réu da responsabilidade. 
3) De acordo com a teoria obje�vo-material, considera-se Paulo autor do crime de furto e João e Pedro, 
par�cipes.CERTO 
Teoria unitária: Todo aquele que colaborou é autor ( não diferencia partícipe ).  
Teoria Restritiva: Aqui se diferencia o autor do partícipe:  
Objetivo-Forma l: Autor é somente aquele que pratica diretamente o verbo .  
Objetivo-Material: Autor é aquele que contribui de forma mais importante ao delito, partícipe  
é aquele que colabora indiretamente, de forma menos importante , sem praticar o verbo  
materialmente. Portanto, correto. Para essa teoria, autor é aquele que realiza a conduta e partícipe o  
que deu colaboração de menor importância sem praticar a conduta descrita como crime.  
Teoria sobre o domínio final do fato: é autor todo aquele que possui domínio sobre a conduta  
criminosa, seja ele o executor ou não. O Autor é aquele que decide o trâmite do crime. Partícipe é  
aquele que não tem poder de direção sobre a conduta delituosa.  
Concurso em crimes culposos – admite-se somente a co-autoria , mas nunca a participação .  
 FCC - Técnico do Ministério Público de Sergipe/Administra�va/2009 A respeito do concurso de pessoas, é correto 
afirmar que 
a) os crimes de mera conduta não admitem par�cipação. 
b) não há possibilidade de coautoria em crime culposo. 
“P R I V E”  
1. P LURALIDADE DE PARTICIPANTES  
2. R ELEVÂNCIA CAUSAL DE CADA CONDUTA  
3. I DENTIDADE DE INFRAÇÃO PENAL ou UNIDADE  
4. V ÍNCULO SUBJETIVO ENTRE OS PARTICIPANTES ⇒ DECORE ⇒ NÃO É NECESSÁRIO O PRÉVIO AJUSTE PARA O CONCURSO                                    
DE PESSOAS (BASTA UM ADERIR À CONDUTA DO OUTRO)  
5. E XISTÊNCIA DE FATO PUNÍVEL  
65% DE ERRO⇒ CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2017 A codelinquência será configurada 
quando houver a) reconhecimento da prá�ca da mesma infração por todos os agentes. 
FCC - Analista do Ministério Público da União/Administra�vo/2007 - José ins�gou Pedro, agindo sobre a vontade deste, 
de forma a fazer nascer neste a idéia da prá�ca do crime. João prestou auxílio a Pedro, emprestando-lhe uma arma para que 
pudesse executar o delito. José e João são considerados, tecnicamente, 
a) co-autores. 
b) autores. 
c) par�cipes. CERTA - PARTICIPAÇÃO - o agente colabora, mas ñ pra�ca a conduta do núcleo do �po penal. 
A PARTICIPAÇÃO PODE SER MORAL (ins�ga ou induz) ou MATERIAL (fornecendo objeto ou fuga por exemplo) 
 
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade . (TEORIA MONISTA)  
 
§ 1 º - Se a par�cipação for de menor importância , a pena pode ser diminuída de UM SEXTO A UM TERÇO . 
( CAUSA GERAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA ⇒ NÃO ATENUANTE )  
( ATENÇÃO⇒ PREVISÍVEL RESULTADO MAIS GRAVE⇒ AUMENTA ATÉ METADE )  
d) par�cipe e co-autor, respec�vamente. 
e) co-autor e par�cipe, respec�vamente. 
Autor mediato ≠ Partícipe ⇒ “O conceito de autor mediato se aproxima do conceito de partícipe ,  
mas com ele não se confunde . A conduta do autor mediato não é acessória, mas principal; o autor  
mediato detém o domínio do fato , reservando ao executor apenas os atos materiais relativos à  
prática do crime".  
O Código Penal possui cinco situações em que pode ocorrer a autoria mediata :  
a) inimputabilidade penal do executor por menoridade penal, embriaguez ou doença mental (CP,  
art. 62, III);  
b) coação moral irresistível (CP, art. 22);  
c) obediência hierárquica a ordem, não manifestamente ilegal (CP, art. 22);  
d) erro de tipo escusável, provocado por terceiro (CP, art. 20, § 2.º) ; e  
e) erro de proibição escusável, provocado por terceiro (CP, art. 21, caput).  
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado - Parte Geral - Vol. 1 (2016).  
 FCC - Analista Judiciário (TRE RS)/Judiciária/2010. “A”, médico, determina à enfermeira que seja ministrado veneno 
ao paciente, e ela o faz, acreditando tratar-se de medicamento, verificando-se a morte da ví�ma. Nesse caso há: e) autoria 
mediata, em relação ao médico. ⇒ Ocorre autoria mediata quando o autor domina a vontade alheia e, desse modo, se serve 
de outra pessoa que atua como instrumento. As caracterís�cas fundamentais da autoria mediata, portanto, são as 
seguintes: a) nela há uma pluralidade de pessoas, mas não co-autoria nem par�cipação (ou seja, não há concurso de 
pessoas); b) o executor (agente instrumento) é instrumentalizado, ou seja, é u�lizado como instrumento pelo autor mediato; 
c) o autor mediato tem o domínio do fato; d) o autor mediato domina a vontade do executor material do fato; e) o autor 
mediato,chamado "homem de trás" (pessoa de trás ou que está atrás), não realiza o fato pessoalmente (nem direta nem 
indiretamente). 
Hipóteses de autoria mediata : 
1ª) quando o agente instrumento (agente imediato ou executor material) atua sem dolo 
2ª) quando o agente imediato, que serviu de instrumento, agir com culpa, há autoria mediata; 
3ª) quando o agente instrumento não tem capacidade de discernimento (isto é, para se mo�var de acordo com a norma); 
4ª) quando o agente instrumento atua sob coação moral; 
5ª) quando o agente instrumento não atua �picamente; 
6ª) quando o agente instrumento age de acordo com o Direito (jus�ficadamente) ; 
7ª) quando o agente imediato, que serve de instrumento, atua dentro de uma estrutura de poder (caso de obediência 
hierárquica);  
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE MT)/Judiciária/2015 c) No que se refere ao concurso de pessoas, configuram 
exceções à teoria dualista (MONISTA) a previsão expressa de conduta de cada concorrente em �po penal autônomo e a 
cooperação dolosamente dis�nta. ERRADA - existem exceções à Teoria Monista como o caso em que o provocador do aborto 
consen�do pra�ca crime mais grave que a gestante. 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ AM)/2016 Assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência do STJ. 
b) Tendo o CP adotado a teoria monista, não há como punir diferentemente todos quantos par�cipem direta ou indiretamente 
para a produção do resultado danoso. ERRADA. O CP adotou a teoria monista temperada, ou seja, estabeleceu certos graus de 
par�cipação e o princípio da individualização da pena (na medida de sua culpabilidade). 
STJ : "A participação de menor importância (CP, art. 29, § 1º) é aquela que se configura por meio de uma 
cumplicidade simples ou secundária, perfeitamente dispensável . Tanto que, se não prestada, não impediria a 
realização do delito". 
FCC - Analista Legisla�vo (ALESE)/Apoio Técnico ao Processo Legisla�vo/Processo Legisla�vo/2018 É certo que um 
crime pode ser pra�cado por uma ou mais pessoas. Quando isso acontece, está-se diante da hipótese de concurso de pessoas, 
também conhecido como concurso de agentes. Nesse caso, 
 a) ainda que algum dos concorrentes tenha querido par�cipar de crime menos grave, ser-lhe-á, obrigatoriamente , 
aplicada a pena idên�ca do crime pra�cado pelo seu comparsa, ante a adoção pelo Código Penal da teoria monista. 
 b) em hipótese alguma se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal na coautoria. 
c) o ajuste, a determinação ou ins�gação e o auxílio são sempre puníveis, ainda que o crime não venha a ser tentado . 
d) os crimes plurissubje�vos não admitem a coautoria e a par�cipação. 
 
 
ATENÇÃO P/ A DIFERENÇA:  
 
Circunstâncias incomunicáveis 
 
 
 Casos de impunibilidade 
e) se a par�cipação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. 
Cespe 2012 e ) Não há obrigatoriedade de redução de pena para o par�cipe, em relação à pena do autor, considerada a 
par�cipação em si mesma, como forma de concorrência diferente da autoria. CERTA 
§ 2 º - Se algum dos concorrentes quis par�cipar de crime menos grave , 
ser-lhe-á aplicada a pena deste ; 
essa pena será AUMENTADA ATÉ METADE , na hipótese de ter sido 
previsível o resultado mais grave . 
§1º Menor importância    §2º PREVISÍVEL MAIS GRAVE  
⇒ pode ser DIMINUÍDA de 1/6 a 1/3   ⇒ pode ser AUMENTADA até METADE   
FCC - Analista (CNMP)/Apoio Jurídico/Direito/2015 No concurso de pessoas, 
a) se algum dos concorrentes quis par�cipar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste, essa pena 
será aumentada de 1/3 a 2/3 , na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. SERÁ AUMENTADA ATÉ A METADE 
b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
periculosidade . CULPABILIDADE 
c) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. 
d) o ajuste, a determinação ou ins�gação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, 
se o crime não chega a ser consumado . TENTADO 
e) se a par�cipação for de menor importância, a pena pode ser diminuída até metade . 1/6 a 1/3 
 FCC - Técnico Judiciário (TRT 15ª Região)/Administra�va/Segurança/2013 . Glauco andava de bicicleta numa 
estrada rural. Caiu do veículo e teve fratura exposta do osso de uma das pernas. João e José passaram pelo local, viram 
Glauco caído e pedindo auxílio, mas deixaram de socorrê-lo, apesar de poderem fazê-lo sem risco pessoal. Responderão pelo 
crime de omissão de socorro : e) João e José como autores isolados, não se caracterizando o concurso de agentes. 
(não há elementos de ação conjunta, ambos, isoladamente, omi�ram o socorro) 
 Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal , salvo quando ELEMENTARES do crime . ( COMUNICAM )  
Elementar de um crime são todos os itens essenciais (ELEMENTARES) para configuração do crime . Traduzindo: 
são circunstâncias e condições que se não es�verem presentes, não estará configurado o crime. 
(CESPE) - Analista Judiciário (STM)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2018 - Inexiste , no ordenamento jurídico, a 
possibilidade de as condições e circunstâncias de caráter pessoal de um agente se comunicarem com as de outro agente que 
seja coautor de um crime. ERRADA . 
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC MA)/2018 - Com relação aos crimes contra a administração pública, 
assinale a opção correta. d) A circunstância elementar do crime de peculato se comunica ao coautor ou par�cipe, mesmo 
que estes não integrem o serviço público. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (STM)/Judiciária/Execução de Mandados/2011 - Admite-se a par�cipação 
de par�cular no crime de corrupção passiva, em face da comunicabilidade das condições de caráter pessoal elementares do 
crime. CERTO → COMUNICA, PQ A CONDIÇÃO DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO É ELEMENTAR DO CRIME. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE PI)/Judiciária/2016 a) As circunstâncias obje�vas se comunicam , mesmo que 
o par�cipe delas não tenha conhecimento.ERRADA = No concurso de pessoas, as elementares do �po, sejam elas obje�vas 
ou subje�vas, só se comunicam se entrarem na esfera de conhecimento dos par�cipantes do crime. 
circunstâncias OBJETIVAS: Refere-se ao fato criminoso;  
circunstâncias SUBJETIVAS: São de caráter pessoal. Relativas à pessoa do agente.  
 Art. 31 - O ajuste, a determinação ou ins�gação e o auxílio , salvo disposição expressa em contrário , NÃO SÃO PUNÍVEIS , se o crime não chega , pelo 
menos, a ser tentado. ( ATENÇÃO ⇒ NÃO É CONSUMADO, MAS TENTADO )  
 
TÍTULO V 
DAS PENAS 
ATENÇÃO PARA AS QUESTÕES QUE FALAREM QUE O CARA INSTIGOU O OUTRO POR EXEMPLO E                              
PERGUNTAR SE É PARTICIPAÇÃO OU COAUTORIA ⇒ É PARTICIPAÇÃO   
A instigação é uma forma de participação: auxílio, instigação ou induzimento. Já a coautoria, a seu turno,                                  
está ligada à prática do núcleo do tipo penal ou ao controle quanto à ultimação do crime.  
 FCC - Advogado Júnior (METRO SP)/2016 Paulo ins�gou José a agredir João, por ter deixado de pagar uma dívida; 
Pedro ajudou Antonio a subtrair roupas de uma loja, colocando-as em uma sacola; e Tício, chefe de uma quadrilha, dividiu as 
tarefas dos comparsas que contratou para cometerem um roubo por ele idealizado. 
Nesse caso, Paulo , Pedro e Tício são, respec�vamente, d) par�cipe , coautor e coautor. 
  
≠ AGORA, QUEM MANDA COMETER, É DIFERENTE, Tício é autor mediato (COAUTOR), segundo a                            
teoria do domínio do fato, pois diz ele se e quando haverá a execução do delito.   
CESPE) - Inspetor de Controle Externo (TCE-RN)/Administração, Contabilidade, Direito ou Economia/2015 -No concurso 
de pessoas, o auxílio prestado ao agente, quando não iniciada a execução do crime , ( NÃO ) é passível de punição. Errado 
(CESPE) O direito penal, no concurso de pessoas, pune, em qualquer caso, o ajuste, a determinação ou ins�gação e o 
auxílio, ainda que o crime não chegue a ser tentado. ERRADO 
(CESPE) O concurso de pessoas, no sistema penal brasileiro, adotou a teoria monís�ca , com temperamentos, uma vez que 
estabelece certos graus de par�cipação, em obediência ao princípio da individualização da pena . 
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC ES)/2011 Quanto ao concurso de pessoas, o direito penal brasileiro acolhe a 
teoria monista, segundo a qual todos os indivíduos que colaboraram para a prá�ca deli�va devem, como regra geral, 
responder pelo mesmo crime. Tal situação pode ser, todavia, afastada, por aplicação do princípio da intranscendência 
(INDIVIDUALIZAÇÃO) das penas, para a hipótese legal em que um dos colaboradores tenha desejado par�cipar de delito 
menos grave, caso em que deverá ser aplicada a pena deste. ERRADO ⇒ A primeira parte da asser�va está correta. Para a 
teoria monista, ainda que o fato criminoso tenha sido pra�cado por vários agentes, conserva-se único e indivisível, sem 
qualquer dis�nção entre os sujeitos. Todos e cada um, sem dis�nção, são responsáveis pela produção do resultado, em 
concepção derivada da equivalência das condições (todos os que concorrem para o crime respondem pelo seu resultado) e 
também fundamentada em questões de polí�ca criminal, em que se prefere punir igualmente os vários agentes que, de 
alguma forma, contribuíram para a prá�ca de determinada infração penal. Esta teoria é objeto de crí�cas em razão da 
dificuldade de estabelecer materialmente a equivalência das condições, ignorando, também, as próprias exceções previstas na 
lei, que estabelecem penas maiores ou menores de acordo com a função efe�vamente desempenhada por cada um dos 
agentes. (SANCHES, Rogério. Manual de direito penal. 3ª ed, 2015. Juspodivm, p. 359). 
⇒ Princípio da intranscendência da pena⇒ Art. 5º, XLV, da CF/88. Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, 
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos 
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. 
TEORIAS: 
  
Corrente ABSOLUTISTA: a pena objetiva retribuir o mal causado; 
Corrente UTILITARISTA: a pena atua como instrumento de prevenção; 
C orrente ECLÉTICA OU TEORIA MISTA : a pena objetiva a retribuição e a prevenção (adotada pelo 
CP) . 
 
PREVENÇÃO: 
PREVENÇÃO GERAL (positiva e negativa): 
Antes do crime; 
Incidência sobre a sociedade; 
Positiva : demonstra a vigência da lei; 
Negativa : intimida a sociedade para que não pratique crime. 
  
PREVENÇÃO ESPECIAL (positiva e negativa): 
Atua após o crime; 
Incidência sobre o criminoso; 
Positiva : ressocializa o criminoso; 
Negativa : visa a inibir a reincidência. 
 
CAPÍTULO I 
DAS ESPÉCIES DE PENA 
 Art. 32 - As penas são: 
 I - priva�vas de liberdade; 
 II - restri�vas de direitos; 
 III - de multa. 
SEÇÃO I 
DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE 
 
 
Prevenção Especial Positiva 
A prevenção positiva persegue a ressocialização do delinqüente por meio da sua correção. Ela advoga por uma pena 
dirigida ao tratamento do próprio delinqüente, com o propósito de incidir em sua personalidade para que o sujeito 
não volte a cometer delitos. Em outras palavras, essa vertente da teoria aduz “que a finalidade última das sanções 
penais, bem em sua forma de penas propriamente ditas, bem nas medidas de segurança e reabilitação, deve ser a 
reinserção social ou a ressocialização do delinqüente, evitando desta forma que, uma vez cumprida sua pena, volte a 
delinqüir.” Essa teoria está baseada, portanto, nas ideologias Re: ressocialização, reeducação, reinserção, 
repersonalização, reindividualização e reincorporação. 
 
Na jurisprudência, destaca-se o seguinte: 
STF : a pena é POLIFUNCIONAL, significando dizer que tem uma finalidade na previsão, outra na aplicação e, 
finalmente, uma última na execução. Veja: 
Momento da COMINAÇÃO (pena em abstrato): possui prevenção geral (visa a sociedade), positiva (demonstra a 
vigência da lei) e negativa (evita que a sociedade pratique crime); 
Momento da APLICAÇÃO (pena em concreto): possui prevenção especial (visa o delinquente) e retribuição ; 
Momento da EXECUÇÃO: busca efetivar as disposições da sentençae tem prevenção especial positiva 
(ressocialização). 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Provimento/2019 - As teorias da pena buscam explicar a 
finalidade a ser alcançada por meio das sanções penais. Acerca dessas teorias, assinale a opção correta. e) De acordo com a 
TEORIA DA PREVENÇÃO GERAL POSITIVA , a finalidade da pena é levar à comunidade os valores das normas e dos bens 
jurídicos tutelados pela lei penal. 
CEBRASPE (CESPE) - Notário e Registrador (TJDFT)/Remoção/2019 - Segundo a TEORIA RELATIVA ESPECIAL 
NEGATIVA , e) a pena tem finalidade social, com aplicação de medidas restri�vas de direitos do apenado, de forma a 
neutralizá-lo. 
 Livramento condicional = pode progredir por salto  
Progressão de regime = NÃO pode progredir por salto  
EX: ñ pode pular do fechado pro aberto, tem q passar pelo semiaberto.   
 
Reclusão e detenção 
 
§ 1 º - Considera-se: 
 
 
 
§ 2 º - As penas priva�vas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva , segundo o mérito do condenado, observados os SEGUINTES 
CRITÉRIOS e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso : 
FCC - Defensor Público do Estado da Bahia/2016 Sobre a determinação do regime inicial de cumprimento de pena, é 
correto afirmar que 
a) a pena de detenção deve ser cumprida em regime aberto ou semiaberto , salvo caso de reincidência . ERRADO 
⇒ ATENÇÃO P/ ESSA: ERREI 4 VEZES ⇒ CONFUNDI COM A HIPÓTESES DE REGIME NO CASO DE REINCIDÊNCIA ⇒ a 
reincidência não conduz ao regime fechado nos casos de crime apenados com a detenção. 
b) segundo a jurisprudência dominante do STJ, a reincidência impede o cumprimento de pena em regime semiaberto, 
independentemente da quan�dade de pena e das circunstâncias judiciais. ERRADO ⇒ SÚMULA N. 269 É admissível a  
adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro  
anos se favoráveis as circunstâncias judiciais."  
c) em caso de condenação por crime de extorsão mediante sequestro consumado, é possível a aplicação do regime 
semiaberto. CERTO ⇒ O crime de extorsão mediante sequestro (Art. 159 do CP) tem pena de 8 a 15 anos. Assim sendo, caso 
o agente seja condenado a pena mínima, poderá iniciar o cumprimento da pena em regime semi-aberto, na inteligência da 
letra "b" do §2º do Art. 33 do CP: "b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 
8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; 
d) por ser come�do com violência ou grave ameaça contra a pessoa, a condenação por roubo consumado impede a 
aplicação do regime aberto. ERRADO ⇒ O crime de roubo "simples" tem pena de 4 a 10 anos. Assim sendo, caso o agente seja 
condenado a pena mínima, poderá iniciar o cumprimento da pena em regime aberto, na inteligência da letra "c" do §2º do 
Art. 33 do CP: "c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, 
cumpri-la em regime aberto." 
e) em virtude do princípio da individualização da pena, a primeira fase de aplicação da pena não pode influenciar na 
determinação do regime. ERRADO ⇒ § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com 
observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código." 
Art. 33 - A pena de RECLUSÃO deve ser cumprida em 
regime fechado , semi - aberto ou aberto . 
 A de DETENÇÃO , em regime semi-aberto , ou aberto , salvo necessidade de transferência a 
regime fechado. 
( ATENÇÃO⇒ PODE TRANSFERÊNCIA P/ O FECHADO⇒ A QUESTÃO VAI FALAR Q É VEDADA)  
a) regime FECHADO a execução da pena em 
estabelecimento de segurança máxima ou 
média ; 
b) regime SEMI - ABERTO a execução da pena 
em colônia agrícola , industrial ou 
estabelecimento similar; 
c) regime ABERTO a execução da pena em casa 
de albergado ou estabelecimento adequado. 
SEMI-ABERTO ⇒ COLÔNIA AGRÍCOLA, INDUSTRIAL OU SIMILAR  
ABERTO ⇒ ALBERGADO  
 FCC - Oficial de Jus�ça (TJ MA)/2019 De acordo com o que estabelece o Código Penal, no que tange às penas, 
A) a prestação de serviços à comunidade ou a en�dades públicas é aplicável às condenações inferiores a seis meses de 
privação da liberdade. superiores 
B) o condenado ao regime semiaberto de cumprimento de pena fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento 
durante o repouso noturno. 
C) considera-se regime semiaberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
D) a de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto, enquanto a de detenção, em regime 
semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. 
FCC - Auditor Fiscal da Receita Municipal (Teresina)/2016 Fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, 
em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar o condenado à pena c) de reclusão ou detenção, que 
cumpre pena em regime semi-aberto. 
FECHADO   SEMI-ABERTO   ABERTO  
+ de 8   + DE 4 até 8   = OU - DE 4  
 
 
§ 3 º - A determinação do REGIME INICIAL de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste 
Código. (PRIMEIRA FASE)  
l-------------l----------------- l- ---------------   l------------l ------------------ l ----------------   l --------------- l ------------------l--------------  
a) o condenado à pena superior a 8 (oito) anos 
deverá começar a cumpri-la em regime 
FECHADO ; 
b) o condenado não reincidente , cuja pena 
seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 
8 (oito ), poderá , desde o princípio, cumpri-la 
em regime SEMI-ABERTO ; 
c) o condenado não reincidente , cuja pena seja 
igual ou inferior a 4 (quatro) anos , poderá , 
desde o início, cumpri-la em regime ABERTO . 
⇒ IGUAL A 4 ENTRA AQUI NO ABERTO  
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 Condenado a pena de quatro anos de reclusão que não seja 
reincidente deverá (PODERÁ) cumpri-la, desde o início, no regime semi aberto. Errado ⇒ VEJA QUE IGUAL A 4 Ñ REINCIDENTE 
PODE SER NO ABERTO 
FCC - Analista Legisla�vo (ALESE)/TécnicoJurídica/Apoio Jurídico/2018 Acerca das penas, suas espécies e sua cominação, 
o Código Penal dispõe que 
a) o condenado à pena priva�va de liberdade superior a 7 anos deverá, obrigatoriamente , começar a cumpri-la em regime 
fechado. ⇒ ERRADO - VEJA Q poderá SER SEMI- ABERTO 
b) o condenado não reincidente, cuja pena priva�va de liberdade seja superior a 6 anos e não exceda a 7, deverá , desde o 
princípio, cumpri-la em regime semiaberto. ⇒ ERRADO ⇒ poderá 
c) o condenado não reincidente, cuja pena priva�va de liberdade seja superior a 5 anos e não exceda a 7, deverá , desde o 
início, cumpri-la em regime aberto.⇒ ERRADO ⇒ poderá 
d) as penas priva�vas de liberdade deverão ser executadas em forma regressiva ( PROGRESSIVA ) , segundo o mérito do 
condenado. ⇒ ERRADO 
e) o condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena 
condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito pra�cado, com os acréscimos legais. CERTO 
FCC - Analista Jurídico de Defensoria (DPE AM)/Ciências Jurídicas/2018 Sobre os regimes de cumprimento de pena: 
A) A pena de detenção deve ser cumprida em regime inicial aberto, enquanto a de reclusão permite os regimes aberto, 
semiaberto e fechado. semiaberto ou aberto 
B) O crime de roubo não permite o início de cumprimento de pena em regime aberto em razão da gravidade do delito. 
C) A reincidência possui relevância na progressão de regime, mas não influencia a determinação do regime inicial de 
cumprimento de pena. 
D) O Código Penal impede a avaliação nega�va das circunstâncias judiciais para aplicação da pena-base e para agravar o 
regime inicial de cumprimento de pena no mesmo caso, pois configuraria bis in idem. ⇒ As circunstâncias judiciais são  
sopesadas tanto na primeira fase do cálculo trifásico da pena, bem como no momento da fixação do regime carcerário. Não há  
que se falar em bis in idem , pois não há dupla valoração no momento da quantificação da pena privativa de liberdade.  
E) O condenado não reincidente, cuja pena seja superior a quatro anos e não exceda a oito, poderá, desde o princípio, 
cumpri-la em regime semiaberto. 
Súmula 269 STJ: é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes                          
condenados a pena igual ou inferior a 4 anos , se favoráveis as circunstâncias judiciais .  
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2015 Segundo o entendimento 
jurisprudencial dominante, ainda que fixada a pena base no mínimo legal, a gravidade abstrata do delito pode jus�ficar o 
estabelecimento de regime prisional mais gravoso que o previsto em lei em razão da sanção imposta. ERRADO 
Súmula 440/STJ - Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime                              
prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na                                
gravidade abstrata do delito .  
SÚMULA 718 do STF : A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não                                
constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a                                
pena aplicada.  
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE GO)/Judiciária/2015 É possível que réu primário portador de circunstâncias 
judiciais desfavoráveis condenado à pena de quatro anos de reclusão inicie o cumprimento da reprimenda em regime 
semiaberto. CERTO 
SÚMULA 719/STF: A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada  
permitir exige motivação idônea .  
(CESPE) - Analista Judiciário (STJ)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2018 O réu sentenciado provisoriamente que se 
encontre em prisão especial deverá aguardar o trânsito em julgado da sentença com a definição da pena para que seja aplicada a 
progressão de regime de execução da pena. 
 
§ 4 o O condenado por crime contra a administração pública terá a PROGRESSÃO DE REGIME do cumprimento da pena condicionada à reparação 
do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito pra�cado, com os acréscimos legais. 
 
 
Regime especial 
Art. 37 - As mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio, observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal, bem como, 
no que couber, o disposto neste Capítulo. 
Direitos do preso 
SÚMULA 716 STF. Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação  
imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença  
condenatória .  
SÚMULA 717 STF. Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em  
sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial.  
FCC - Defensor Público do Estado de São Paulo/2009/III Em razão da prá�ca de roubo duplamente qualificado, o juiz fixou 
a pena-base no mínimo legal e, após, aumentou- a em razão da gravidade do crime. O aumento é C) inadmissível porque a 
gravidade abstrata do delito já foi considerada pelo legislador para cominação das penas mínima e máxima. 
Regras do regime FECHADO 
Art. 34 - O condenado será subme�do, no início do cumprimento da pena, a exame criminológico de classificação para individualização da execução. 
§ 1 º - O condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno . 
§ 2 º - O trabalho será em comum dentro do estabelecimento, na conformidade des�na à ví�ma, a seus dependentes ou a en�dade pública ou privada 
com des�nação social.e das ap�dões ou ocupações anteriores do condenado, desde que compa�veis com a execução da pena. 
§ 3º - O trabalho externo é admissível , no regime fechado , em SERVIÇOS OU OBRAS PÚBLICAS . ( ATENÇÃO⇒ DEVE SER PÚBLICA)  
Regras do regime semi-aberto 
Art. 35 - Aplica-se a norma do art. 34 deste Código, caput, ao condenado que inicie o cumprimento da pena em regime semi-aberto. 
§ 1 º - O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola , industrial ou estabelecimento similar. 
§ 2 º - O trabalhoexterno é admissível , bem como a freqüência a cursos suple�vos profissionalizantes , de instrução de segundo grau ou superior. 
Súmula 269 do STJ: É admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou  
inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.  
Regras do regime aberto 
Art. 36 - O regime aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. 
§ 1º - O condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância , trabalhar , freqüentar curso ou exercer outra a�vidade autorizada , 
permanecendo RECOLHIDO durante o período noturno e nos dias de folga. 
§ 2º - O condenado será transferido do regime aberto, se pra�car fato definido como crime doloso, se frustrar os fins da execução ou se, podendo, 
não pagar a multa cumula�vamente aplicada. 
76 % de erro FCC - Analista Judiciário (TRF 3ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 Quanto ao regime prisional fechado, é 
INCORRETO dizê-lo passível de: 
a) ser cumprido por quem, primário, foi condenado somente por um crime de peculato culposo. CERTO O peculato culposo é punido com pena 
de detenção. ⇒ Veja o que diz o CP: Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em 
regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. 
Assim, inicialmente, o condenado com pena de detenção não cumprirá pena no regime fechado. No entanto, durante a execução, é possível 
a transferência para o regime fechado. 
b) ser inicialmente aplicado a quem, primário, foi condenado somente por um crime de peculato mediante erro de outrem. CERtO 
Em regra, o primário, com pena de 4 anos, iniciará no REGIME ABERTO. No entanto, se a circunstâncias judiciais forem DESFAVORÁVEIS, o 
regime inicial poderá ser mais grave, poderá ser SEMI-ABERTO ou FECHADO. Essa possibilidade de fixação de regime mais severo pode ser extraída 
da seguinte súmula do STJ: 
SÚMULA 719: A IMPOSIÇÃO DO REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS SEVERO DO QUE A PENA APLICADA PERMITIR EXIGE MOTIVAÇÃO IDÔNEA.  
c) progressão na reincidência específica de crimes hediondos ou assemelhados . CERTO 
d) comportar exame criminológico somente quando concretamente necessário, à vista de fundada decisão judicial. ERRADO - 
NO INÍCIO DO CUMPRIMENTO DA PENA = OBRIGATÓRIO  
P/ PROGREDIR DE REGIME= Ñ é mais exigido   
e) passível de trabalho externo, salvo no início de cumprimento da pena . CERTO A LEP fala que tem q cumprir 1/6 
Art. 38 - O preso conserva todos os direitos não a�ngidos pela perda da liberdade, impondo-se a todas as autoridades o respeito à sua integridade 
�sica e moral. 
 Trabalho do preso 
 Art. 39 - O trabalho do preso será sempre remunerado, sendo-lhe garan�dos os bene�cios da Previdência Social. 
 Legislação especial 
 Art. 40 - A legislação especial regulará a matéria prevista nos arts. 38 e 39 deste Código, bem como especificará os deveres e direitos do preso, os 
critérios para revogação e transferência dos regimes e estabelecerá as infrações disciplinares e correspondentes sanções. 
Superveniência de doença mental 
Art. 41 - O condenado a quem sobrevém doença mental deve ser recolhido a hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, a outro 
estabelecimento adequado . ESSES ESTABELECIMENTOS CONTAM PARA A DETRAÇÃO DO ART. ABAIXO ↴  
 
SEÇÃO II 
DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS 
 
Detração 
Art. 42 - Computam-se , na pena priva�va de liberdade e na medida de segurança , o tempo de prisão provisória , no Brasil ou no estrangeiro , o de 
prisão administra�va e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no ar�go anterior. 
A jurisprudência VEDA peremptoriamente o crédito de pena . O STJ tem encampado a teoria da vedação                                
ao crédito de pena. Como assim? O Tribunal entende que é vedado àquele que cumpre pena provisória e vem a                                        
ser absolvido levar à detração esse lapso, caso venha a ser condenado por crime praticado posteriormente. Para                                  
o STJ, portanto, se alguém é preso preventivamente e vem a ser absolvido, não poderá levar esse crédito para o                                        
cumprimento de pena aplicada pela prática de eventual crime que venha a cometer no futuro.  
O mesmo STJ, porém, entende que pode haver detração de pena provisória cumprida em processo distinto , caso                                  
o crime que tenha dado azo ao cumprimento de pena provisória tenha sido praticado posteriormente àquele                                
pelo qual o acusado está sendo condenado.  
STF: A detração é considerada para efeito da prescrição punitiva executória , não se estendendo aos cálculos relativos à prescrição da                                        
pretensão punitiva. 
CESPE/13) A detração é considerada para efeito da prescrição da pretensão puni�va , não se estendendo aos cálculos rela�vos à 
prescrição da pretensão executória . ERRADA 
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ MA)/2013 b) O tempo de internação do condenado a quem sobrevém doença mental é 
computado para efeito da prescrição da pretensão executória . ( DE CUMPRIMENTO DE PENA) 
QUESTÃO BOA DMS E EU ERREI , MAS Ñ VAMOS ERRAR NA PROVA 
 (CESPE) - Analista Judiciário (TRE RS)/Administra�va/2015 Detração é o cômputo ou desconto que deve ser feito na pena, a par�r do 
período em que houve privação da liberdade provisoriamente. Com relação à detração penal, assinale a opção correta. 
a) A prisão civil em sen�do estrito (NÃO) foi contemplada com a possibilidade da detração. ⇒ ERRADO 
b) A internação em hospital de custódia não pode ser objeto de detração, tendo em vista o silêncio da lei. ⇒ ERRADO 
c) A prisão administra�va não pode ser objeto de detração, pois não tem natureza pena l ⇒ ERRADO 
d) A prisão provisória no estrangeiro não pode ser objeto de detração, pois o processo não está no Brasil. ⇒ ERRADO 
e) A internação em casa de saúde, com finalidade terapêu�ca, deve ser contemplada com a detração. ⇒ CERTO 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ PA)/Direito/2020 No queconcerne às penas previstas no Código Penal 
brasileiro, assinale a opção correta. 
a) O trabalho externo não é admissível para os condenados em regime fechado. É ADMISSÍVEL 
b) A pena de multa deve ser paga no prazo máximo de um mês após o trânsito em julgado da sentença. 10 DIAS 
c) São espécies de penas restri�vas de direitos: interdição temporária de direitos, prestação de serviço à comunidade e 
pagamento de multa . MULTA NÃO É RESTRITIVA DE DIREITO 
d) As penas restri�vas de direitos apenas serão aplicáveis em subs�tuição à pena priva�va de liberdade fixada em 
quan�dade inferior a dois anos . 1 ANO 
e) A limitação de final de semana é uma das penas restri�vas de direitos, devendo o condenado permanecer em 
casa de albergado por cinco horas diárias aos finais de semana CERTO 
CEBRASPE (CESPE) - Procurador do Tribunal de Contas de Rondônia/2019 Antônio, ex-secretário de Estado da 
Educação, foi processado criminalmente por dispensa indevida de licitação, o que havia gerado prejuízo financeiro ao erário, e 
condenado a pena de 3 anos e 6 meses de detenção em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 25 dias-multa, no valor 
unitário de dois salários-mínimos. A pena priva�va de liberdade foi subs�tuída por uma pena de prestação de serviço gratuito à 
comunidade e uma pena de multa de 30 salários-mínimos; a sentença foi publicada em 17/8/2014. Antônio apelou e o recurso foi 
improvido, sendo oacórdão publicado em 20/9/2018, data em que Antônio �nha 66 anos de idade. 
Considerando-se essa situação e a legislação penal vigente, assinale a opção correta. 
a) A sentença deve ser modificada , pois, no caso em apreço, a pena priva�va de liberdade somente poderia ter sido 
subs�tuída por duas penas restri�vas de direitos. Se superior a um ano, a pena priva�va de liberdade pode ser subs�tuída por 
uma pena restri�va de direitos e multa ou por duas restri�vas de direitos . 
b) Em razão da pena aplicada e da idade do réu no momento da publicação do acórdão, houve prescrição da 
punibilidade após a condenação. SERÁ REDUZIDO DE METADE O PRAZO PARA MAIORES DE 70 ANOS NA DATA DA SENTENÇA 
c) É facultado a Antônio cumprir integralmente as horas de prestação de serviço à comunidade no prazo de 1 ano e 6 
meses . Se a pena subs�tuída for superior a um ano, é facultado ao condenado cumprir a pena subs�tu�va em menor tempo 
(art. 55), NUNCA INFERIOR À METADE DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE fixada. 
d) A pena de multa deve ser paga obrigatoriamente em parcela única , no prazo de 10 dias após transitar em julgado a 
sentença condenatória. PODE PAGAR POR PARCELAS MENSAIS 
e) Em caso de descumprimento injus�ficado da pena de prestação de serviço, o restante da pena converter-se-á em 
priva�va de liberdade, respeitado o saldo mínimo de 30 dias de detenção. CERTO 
FCC - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul/2018 Em 2014, por conduta perpetrada em 2011, Ataulfo foi 
denunciado pela prá�ca de lesão corporal simples (art. 129, caput, do CP). Em 2016, por conduta perpetrada em 2015, Ataulfo 
viu-se novamente denunciado, dessa vez pela prá�ca de ameaça. Já em 2017, em razão de conduta pra�cada em 2016, Ataulfo foi 
condenado pela prá�ca de furto qualificado pelo emprego de chave falsa, sendo-lhe aplicada uma pena priva�va de liberdade de 
04 anos de reclusão. Nesse caso, 
a) é possível subs�tuir a pena priva�va de liberdade aplicada por uma pena restri�va de direitos. DUAS RESTRITIVAS 
DE DIREITO OU 1 RESTRITIVA + MULTA 
b) não é possível subs�tuir a pena priva�va de liberdade por restri�vas de direitos, tendo em vista a reincidência . NÃO 
É REINCIDENTE UMA VEZ QUE OS CRIMES FORAM COMETIDOS ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO 
c) não é possível subs�tuir a pena priva�va de liberdade por restri�va de direitos, tendo em vista a natureza do crime 
que ensejou a condenação (furto qualificado pelo emprego de chave falsa). NÃO HÁ ÓBICE, PQ O NÃO HOUVE VIOLÊNCIA NEM 
GRAVE AMEAÇA E NÃO HÁ REINCIDÊNCIA 
d) não é possível subs�tuir a pena priva�va de liberdade por restri�vas de direitos, tendo em vista a extensão da pena 
aplicada. É POSSÍVEL, PQ A PENA APLICADA É DE ATÉ 4 ANOS 
e) é possível subs�tuir a pena priva�va de liberdade aplicada por uma pena restri�va de direitos e multa.CERTO 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE RS)/Judiciária/2015 a) Poderá ser subs�tuída por pena restri�va de 
direitos a pena priva�va de liberdade aplicada a réu reincidente, anteriormente condenado pela prá�ca do crime de lesões 
corporais culposas e sentenciado a pena de cinco anos de reclusão pela prá�ca de homicídio culposo.CERTO ⇒ PRESTA 
ATENÇÃO Q O MELIANTE FOI REINCIDENTE EM CRIME CULPOSO ⇒ TEM QUE SER REINCIDENTE EM CRIME DOLOSO PARA 
PROIBIR A SUBSTITUIÇÃO 
 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE TO)/Judiciária/2017 A respeito das penas e das medidas de segurança, 
assinale a opção correta. 
a) A atenuante da confissão espontânea é preponderante em relação à reincidência, impossibilitando a compensação 
plena entre uma e outra na segunda fase da dosimetria. ERRADO ⇒ É possível compensar a atenuante da confissão espontânea 
de acordo com o STJ, salvo o mul�rreincidente. De modo diverso, entende o STF, que não é possível tal compensação, sendo 
prevalente a reincidência. 
b) São espécies de penas priva�vas de liberdade a reclusão, a detenção, a prisão simples e a prisão especial . ERRADO 
⇒A prisão especial é uma medida cautelar de natureza processual. 
c) São espécies de penas restri�vas de direitos a prestação de serviços à comunidade, a interdição temporária de 
direitos e a obrigação de reparar o dano causado pelo crime. ERRADO ⇒A obrigação de reparar o dano causado pelo crime é um 
efeito secundário de natureza extrapenal, previsto no art. 91, I do Código Penal. 
d) São princípios cons�tucionais aplicáveis à pena a personalidade ou responsabilidade pessoal, a legalidade, a 
inderrogabilidade, a proporcionalidade, a individualização e a humanização.CERTO ⇒ Correta. O Princípio da inderrogabilidade 
ouinevitabilidade: esse princípio é consectário lógico da reserva legal, e sustenta que a pena, se presentes os requisitos 
necessários para a condenação, não pode deixar de ser aplicada e integralmente cumprida. É, contudo, mi�gado por alguns 
ins�tutos penais, dos quais são exemplos a prescrição, o perdão judicial, o sursis, o livramento condicional etc. 
e) A duração da medida de segurança é por tempo indeterminado , e o condenado só será liberado depois que perícia 
médica atestar a cessação de sua periculosidade. ERRADO ⇒Para o STJ o limite da medida de segurança é o máximo da pena em 
abstrato. 
Súmula 527-STJ: O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena  
abstratamente cominada ao delito praticado.   
De modo diverso o STF possui julgados afirmando que a medida de segurança deverá obedecer a um prazo máximo 
de 30 anos, fazendo uma analogia ao art. 75 do CP, e considerando que a CF/88 veda as penas de caráter perpétuo. Art. 75. O 
tempo de cumprimento das penas priva�vas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. (...) Esta Corte já firmou 
entendimento no sen�do de que o prazo máximo de duração da medida de segurança é o previsto no art. 75 do CP, ou seja, 
trinta anos. (...) (STF) 
Penas restri�vas de direitos 
Art. 43. As penas restri�vas de direitos são: 
I - prestação pecuniária ; ( espécie de restritivas de direitos )   
II - perda de bens e valores ( espécie ) 
III - limitação de fim de semana. ( espécie )  
IV - prestação de serviço à comunidade ou a en�dades públicas; ( espécie )  
V - interdição temporária de direitos ; ( espécie ) ( ATENÇÃO⇒ É A QUE MAIS CONFUNDE)  
VI - limitação de fim de semana. ( espécie ) essa parece ser subespécie da interdição temporária, mas não é. 
 ( ATENÇÃO⇒ Sempre as bancas confundem as subespécies dela com as espécies desse art.)  
FCC - Analista Judiciário (TRE MG)/Judiciária/2005 - O Código Penal vigente NÃO considera pena restri�va de direitos a: 
a) prestação pecuniária. 
b) multa. 
c) perda de bens e valores. 
d) prestação de serviços à comunidade. 
e) limitação de fim de semana. 
FCC - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)/Judiciária/2007 Sobre as penas restri�vas de direitos, é absolutamente correto afirmar que são 
dessa espécie: 
 a) perda de bens e valores; multa e prestação de serviços à comunidade. 
 b) internação em Casa de Custódia; recolhimento domiciliar e prestação pecuniária. 
c) prestação pecuniária; perda de bens e valores e limitação de fim de semana. CETO 
 d) limitação de fim de semana; permissão para saída temporária e internação em escola agrícola . 
 e) cesta básica ; prestação pecuniária e multa . 
FCC - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2012 O fornecimento de cestas básicas a ins�tuições de caridade 
inclui-se dentre as penas 
 a) de multa. 
 b) priva�vas de liberdade. 
c) restri�vas de direitos. CERTO 
 d) de prisão simples. 
 e) acessórias. PINIQUEI PRA MARCAR LETRA E 
Art. 44. As penas restri�vas de direitos são AUTÔNOMAS e SUBSTITUEM AS PRIVATIVAS DE LIBERDADE , QUANDO : 
 
 
 
 
1º requisito (objetivo):  
Natureza do crime e  
quantum da pena  
2º requisito (subjetivo):  
Não ser reincidente  
em crime doloso  
3º requisito (subjetivo):  
A substituição seja  
indicada e suficiente  
● I – aplicada pena priva�va de liberdade não 
superio r a 4 (QUATRO) ANOS e o crime 
(doloso) não for come�do com violência 
ou grave ameaça à pessoa ou , 
● qualquer que seja a pena aplicada, se o 
crime for CULPOSO ; 
● II – o réu não for reincidente em crime 
DOLOSO ; 
● (CULPOSO NÃO TEM PROBLEMA )   
● III – a culpabilidade , os antecedentes , a 
conduta social e a personalidade do 
condenado, bem como os mo�vos e as 
circunstâncias indicarem que essa 
subs�tuição seja suficiente. 
   ⇒ PRIMÁRIO   ⇒ BONS ANTECEDENTES  
493 STJ. É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. 
Súmula 171, STJ: Cominadas cumulativamente , em lei especial, penas privativa de liberdade e 
pecuniária , é defeso a substituição da prisão por multa . 
Se o agente foi condenado à pena de detenção E multa , nesse caso não caberá a substituição da 
privativa de liberdade por multa , apenas por restritiva de direitos. 
§ 2 o Na condenação IGUAL OU INFERIOR A 1 (UM) ANO , a subs�tuição 
pode ser feita por MULTA ou por UMA pena restri�va de direitos ; 
 SE SUPERIOR A 1 (UM) ANO , a pena priva�va de liberdade pode ser 
subs�tuída por UMA pena restri�va de direitos e MULTA ou por DUAS 
restri�vas de direitos . 
→ A MULTA NÃO É PENA RESTRITIVA DE DIREITO.   
ATENÇÃO ! NA HORA DA PROVA VOCÊ FICA SE PERGUNTANDO SE É MENOS DE UM ANO OU IGUAL A UM ANO ⇩   
AQUI NA SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR RESTRITIVAS DE DIREITO , SE A CONDENAÇÃO FOR                          
IGUAL A UM ANO , VAI ENTRAR NA SUBSTITUIÇÃO POR APENAS MULTA OU RESTRITIVA DE DIREITO. ( OU                                
SEJA, VAI BENEFICIAR AQUELE QUE TIVER SIDO CONDENADO A 1 ANO)  
AGORA NA PRESCRIÇÃO , AQUELE QUE TIVER SIDO CONDENADO EM PENA IGUAL A UM ANO ,                            
VAI SE APLICAR A PRESCRIÇÃO DE 2 A 4 ANOS. ( OU SEJA, VAI PREJUDICAR AQUELE QUE TIVER SIDO CONDENADO A 1                                          
ANO. PQ SÓ SERÁ DE 3 ANOS A PRESCRIÇÃO SE TIVER SIDO CONDENADO A “MENOS” DE 1 ANO E NÃO “IGUAL”)  
Impugnação ao cálculo da pena sob o argumento de sobreposição das penas de multa e                              
pecuniária. Improcedência: a pena de multa, cominada abstratamente no tipo penal, tem natureza                          
distinta da pena de multa substitutiva da pena privativa de liberdade prevista no artigo 44, § 2º do                                    
Código Penal (STF: RHC 90.114/PR, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, j. 05.06.2007).  
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE BA)/Judiciária/2017 - Depois de finalizado o devido processo legal, um 
indivíduo foi condenado à pena concreta mínima de um ano de reclusão e de dez dias-multa por ter pra�cado crime de estelionato.De acordo com o Código Penal e com o entendimento dos tribunais superiores, nesse caso é permi�do ao juiz, na sentença 
condenatória, e) converter a pena de reclusão aplicada em uma pena de multa.  
 FCC - Analista Judiciário (TRE SE)/Administra�va/2015 Tício, primário e de bons antecedentes, é denunciado e 
regularmente processado por crime de falsificação de documento público (ar�go 297, do Código Penal). Após o encerramento da 
regular instrução do feito, Tício é condenado a cumprir pena de 3 anos e 6 meses de reclusão. Neste caso o Magistrado, presentes 
os demais requisitos legais, c) poderá subs�tuir a pena priva�va de liberdade por uma pena restri�va de direitos e multa ou 
duas penas restri�vas de direitos.  
FCC - Analista do Ministério Público de Sergipe/Direito/2009 - A pena de multa pode ser imposta em subs�tuição 
exclusiva da pena priva�va de liberdade se esta for de até d) UM ANO , não decorrendo eventual reincidência da prá�ca do 
mesmo crime e a medida for socialmente recomendável. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art44.
 
§ 4 o A pena restri�va de direitos CONVERTE-SE EM PRIVATIVA DE LIBERDADE quando ocorrer o descumprimento injus�ficado da restrição imposta . 
No cálculo da pena priva�va de liberdade a executar SERÁ DEDUZIDO O TEMPO CUMPRIDO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS , respeitado o saldo 
mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. (Se a pena original for detenção vai converter em detenção, se for reclusão vai converter..)  
§ 5 o Sobrevindo condenação a pena priva�va de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão , podendo d eixar de 
aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena subs�tu�va anterior. 
( ATENÇÃO⇒ A CONVERSÃO NÃO É AUTOMÁTICA. O JUIZ ANALISA)  
 
Conversão das penas restri�vas de direitos 
Art. 45. Na aplicação da subs�tuição prevista no ar�go anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 46, 47 e 48. 
§ 1 o A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à ví�ma, a seus dependentes ou a en�dade pública ou privada com des�nação social, 
de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago será 
deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. 
§ 2 o No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode consis�r em prestação de outra natureza. 
§ 3 o Se o condenado for REINCIDENTE , o juiz PODERÁ APLICAR A SUBSTITUIÇÃO , desde que, em face de condenação anterior, a medida seja 
SOCIALMENTE RECOMENDÁVEL e a reincidência NÃO SE TENHA OPERADO EM VIRTUDE DA PRÁTICA DO MESMO CRIME. 
 ( ñ pode ser REINCIDENTE ESPECÍFICO ⇒ mesmo crime)    
1. É REINCIDENTE? SIM  
2. PODE APLICAR A SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITO? SIM , EXCEPCIONALMENTE SE                      
CUMPRIR DOIS REQUISITOS:  
3. MEDIDA SOCIALMENTE RECOMENDÁVEL  
4. NÃO SER REINCIDENTE ESPECÍFICO  
 FCC - Analista Judiciário (TRF 4ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2010 IV. Se o condenado for reincidente específico em razão a 
prá�ca do mesmo crime , o juiz poderá aplicar a subs�tuição, desde que, em face da condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável. 
FCC - Analista Jurídico de Defensoria (DPE AM)/Ciências Jurídicas/2019 - Sobre o ins�tuto da reincidência, é correto afirmar que: e) impede 
a aplicação de pena restri�va de direitos, se �ver operado em virtude da prá�ca do mesmo crime. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário de Procuradoria (PGE PE)/2019 - A reincidência em qualquer crime na modalidade dolosa impede a 
subs�tuição da pena priva�va de liberdade por restri�va de direitos. ERRADO 
FGV - Técnico Superior Jurídico (DPE RJ)/2019 Lúcio, reincidente em razão de condenação defini�va anterior pela prá�ca de crime de uso de 
documento falso, foi denunciado pela suposta prá�ca de dois crimes de furto simples tentados, em concurso formal. Encerrada a instrução, após 
confissão do réu em interrogatório, e estando o processo com o juiz para a sentença, Lúcio procura o Defensor Público para esclarecimentos acerca 
do processo dosimétrico e da forma como será executada a pena no caso de procedência da pretensão puni�va, esclarecendo que os fatos 
ocorreram dois anos antes e que, atualmente, encontra-se casado, com filho bebê e trabalhando com carteira assinada. Considerando apenas as 
informações expostas, na oportunidade, deverá ser esclarecido por sua defesa técnica que: c) a sua condição de tecnicamente reincidente, 
por si só, não impede de forma absoluta a subs�tuição da pena priva�va de liberdade por pena restri�va de direitos; 
FCC - Analista Judiciário (TRE CE)/Administra�va/"Sem Especialidade"/2012 - Mauricio, primário e de bons 
antecedentes, é condenado a cumprir pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semi aberto, por 
crime de corrupção a�va (ar�go 333, do Código Penal). Neste caso, o Magistrado e) poderá subs�tuir a pena priva�va 
de liberdade aplicada por uma pena restri�va de direitos e multa ou por duas penas restri�vas de direito . 
75% DE ERRO: FCC - Analista Judiciário (TRE SP)/Judiciária/2012 Considere as seguintes situações hipoté�cas de 
cidadãos processados pela Jus�ça Pública: 
I . José, não reincidente, é condenado a cumprir pena de 04 anos de reclusão por crime de denunciação caluniosa e 
poderá iniciar o cumprimento da pena em regime aberto. CERTO ⇒ igual ou inferior a 4 (quatro) anos 
II. Paulo é condenado a cumprir pena de 02 anos de reclusão por crime de coação no curso do processo, e t em sua 
pena priva�va de liberdade subs�tuída por uma pena restri�va de direitos e por multa. ERRADA pois coação no curso do 
processo é com violência ou grave ameaça e assim não poderá ter sua pena subs�tuída. 
III. Murilo registra condenação anterior por crime de falso testemunho e está sendo processado por crime de 
peculato. Nesse caso, não poderá ter a sua pena priva�va de liberdade subs�tuída pela restri�va de direitos, por expressavedação legal. ERRADA . Pois ele não é reincidente específico, assim o juiz poderá conceder a subs�tuição se a medida for 
socialmente recomendável. 
PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA   Vai p/ a vítima, seus dependentes ou entidade pública ou privada com destinação social. 1 a 360 s.m  
 
§ 3 o A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em favor do Fundo Penitenciário Nacional 
(FUPEN) , e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo causado ou do provento ob�do pelo agente ou por terceiro, em 
conseqüência da prá�ca do crime. 
 
 
 
Limitação de fim de semana ( espécie de restritivas de direitos )  
Art. 48 - A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas diárias , em casa de 
albergado ou outro estabelecimento adequado. 
Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuídas a�vidades educa�vas. 
MULTA    vai p/ FUPEN . 10 a 360 dias-multa.  
Prestação de serviços à comunidade ou a en�dades públicas ( espécie de restritivas de direitos )  
Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a en�dades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da 
liberdade. 
§ 1 o A prestação de serviços à comunidade ou a en�dades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado. 
§ 2 o A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em en�dades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros estabelecimentos congêneres, em 
programas comunitários ou estatais. 
§ 3 o As tarefas a que se refere o § 1 o serão atribuídas conforme as ap�dões do condenado, devendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por 
dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho. 
§ 4 o Se a pena subs�tuída for superior a um ano , é facultado ao condenado cumprir a pena subs�tu�va em menor tempo (art. 55), nunca inferior 
à metade da pena priva�va de liberdade fixada. 
50% de ERRO⇒ VUNESP - Analista de Promotoria (MPE SP)/Assistente Jurídico/2015 As penas priva�vas de liberdade serão subs�tuídas por 
penas restri�vas de direito, observando que A) a conversão da pena corporal em prestação de serviços à comunidade ou à en�dades públicas 
somente poderá ocorrer nas condenações superiores a seis meses de privação de liberdade. 
INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA de direitos ( espécie de restritivas de direitos ) ( ATENÇÃO⇒ NÃO É EFEITO DA CONDENAÇÃO)  
Art. 47 - As penas de interdição temporária de direitos são: 
I - proibição do exercício de cargo, função ou a�vidade pública, bem como de mandato ele�vo; ( subespécie ) 
II - proibição do exercício de profissão , a�vidade ou o�cio que dependam de habilitação especial, de licença ou autorização do poder público; 
( subespécie )  
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. ( subespécie ) 
IV – proibição de freqüentar determinados lugares . ( subespécie ) 
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos . ( subespécie )  
FCC - 2010 - A pena de interdição temporária de direitos NÃO inclui : 
a) proibição do exercício de mandato ele�vo. ( subespécie de interdição temporária ) 
b) suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. ( subespécie ) 
c) proibição do exercício de profissão, a�vidade ou o�cio que dependam de habilitação especial, de licença ou autorização do poder público 
. ( subespécie ) 
d) proibição de frequentar determinados lugares. ( subespécie ) 
e ) proibição de se ausentar da casa de albergado aos sábados e domingos. ( espécie de restri�vas de direitos ) 
FCC - Técnico Ministerial (MPE CE)/2013 - A proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos, de acordo com o Código Penal 
Brasileiro representa: b) uma interdição temporária de direitos. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ PA)/Direito/2020 No que concerne às penas previstas no Código Penal 
brasileiro, assinale a opção correta. 
 a) O trabalho externo não é admissível para os condenados em regime fechado. 
 b) A pena de multa deve ser paga no prazo máximo de um mês após o trânsito em julgado da sentença. 10 dias 
 c) São espécies de penas restri�vas de direitos: interdição temporária de direitos, prestação de serviço à comunidade 
e pagamento de multa. 
 d) As penas restri�vas de direitos apenas serão aplicáveis em subs�tuição à pena priva�va de liberdade fixada em 
quan�dade inferior a dois anos. 1 ano 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art47
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art47
 
SEÇÃO III 
DA PENA DE MULTA 
( Ñ pode ser executada contra o espólio, pq a morte extingue a punibilidade)  
 
 
Multa 
Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário (FUPEN) da quan�a fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no 
mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa . 
§ 1º - O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo (1/30) do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do 
fato, nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. 
§ 2º - O valor da multa será atualizado, quando da execução, pelos índices de correção monetária. 
 
Pagamento da multa 
Art. 50 - A multa deve ser paga dentro de 10 (DEZ) DIAS depois de transitada em julgado a sentença. A requerimento do condenado e conforme as 
circunstâncias, o juiz pode permi�r que o pagamento se realize em parcelas mensais . (2020) 
§ 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se mediante desconto no vencimento ou salário do condenado quando: 
a) aplicada isoladamente ; 
b) aplicada cumula�vamente com pena restri�va de direitos ; 
c) concedida a suspensão condicional da pena. 
§ 2º - O desconto não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família. 
 
Conversão da Multa e revogação 
 e) A limitação de final de semana éuma das penas restri�vas de direitos, devendo o condenado permanecer em 
casa de albergado por cinco horas diárias aos finais de semana. 
PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA : 
⇒ Em que pese o comum perfil pecuniário, essas 
espécies de pena não se confundem (STF) 
● Na prestação pecuniária o dinheiro ou prestação 
de outra natureza é destinado à vítima do crime, 
aos seus dependentes ou à entidade pública ou 
privada com destinação social, e seu montante não 
pode ser inferior a 1 (um) salário-mínimo 
nem superior a 360 (trezentos e sessenta) 
salários-mínimos. 
● Na prestação pecuniária o valor pago será 
deduzido do montante de eventual condenação em 
ação de reparação civil, se coincidentes os 
beneficiários, o que não ocorre na pena de multa. 
PENA DE MULTA : 
● Na pena de multa, por sua vez, o valor 
arrecadado é encaminhado ao Fundo 
Penitenciário Nacional e calcula-se entre 10 
(dez) e 360 (trezentos e sessenta) 
dias-multa , fixando-se cada um deles entre 
1/30 (um trigésimo do salário-mínimo até 5 
(cinco) salários-mínimos. 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE MS)/Judiciária/2013 e) A condenação anterior à pena de multa obsta a 
concessão de sursis e repercute no regime inicial de cumprimento da reprimenda e na subs�tuição da pena priva�va de 
liberdade por restri�va de direitos. 
Súmula do STF - 499 – Não obsta a concessão do sursis condenação anterior à pena de multa.  
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJDFT)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 - O pagamento da pena de multa 
deverá ser rever�do à ins�tuição financeira lesada pelo delito . ERRADO (FUNDO PENITENCIÁRIO) 
FCC - Analista Judiciário (TRE RS)/Judiciária/2010 Sobre a pena de MULTA prevista no Código Penal, é INCORRETO afirmar 
que 
 a) deve ser paga dentro de 10 (dez) dias depois do trânsito em julgado da sentença. 
b) se converte em pena de detenção, quando o condenado solvente deixa de pagá-la ou frustra a sua execução. INCORRETO 
 c) sua cobrança pode ser efetuada mediante desconto no salário do condenado, quando aplicada isoladamente. 
 d) sua execução será suspensa se sobrevém ao condenado doença mental. 
 e) se cobrada mediante desconto no salário, não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado e 
de sua família. 
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada perante o JUIZ DA EXECUÇÃO PENAL e será considerada dívida de 
valor , aplicáveis as normas rela�vas à dívida a�va da Fazenda Pública , INCLUSIVE no que concerne às causas interrup�vas e suspensivas da 
prescrição . (de 2019) 
 
Suspensão da execução da multa 
Art. 52 - É SUSPENSA a execução da pena de multa , se sobrevém ao condenado doença mental. 
 
CAPÍTULO II 
DA COMINAÇÃO DAS PENAS 
 
Penas priva�vas de liberdade 
 Art. 53 - As penas priva�vas de liberdade têm seus limites estabelecidos na sanção correspondente a cada �po legal de crime. 
Penas restri�vas de direitos 
 Art. 54 - As penas restri�vas de direitos são aplicáveis, independentemente de cominação na parte especial, em SUBSTITUIÇÃO À PENA PRIVATIVA 
DE LIBERDADE , fixada em quan�dade inferior a 1 (um) ano , ou nos crimes culposos . 
 
Art. 55. As penas restri�vas de direitos referidas nos incisos III, IV, V e VI do art. 43 terão a mesma duração da pena priva�va de liberdade 
subs�tuída, ressalvado o disposto no § 4 o do art. 46. 
 Art. 56 - As penas de interdição, previstas nos incisos I e II do art. 47 deste Código, aplicam-se para todo o crime come�do no exercício de profissão, 
a�vidade, o�cio, cargo ou função, sempre que houver violação dos deveres que lhes são inerentes. 
Art. 57 - A pena de interdição, prevista no inciso III do art. 47 deste Código, aplica-se aos crimes culposos de trânsito. 
Pena de multa 
Art. 58 - A multa, prevista em cada �po legal de crime, tem os limites fixados no art. 49 e seus parágrafos deste Código. 
Parágrafo único - A multa prevista no parágrafo único do art. 44 e no § 2º do art. 60 deste Código aplica-se independentemente de cominação na 
parte especial. 
CAPÍTULO III 
DA APLICAÇÃO DA PENA 
 
FCC - Defensor Público do Estado de São Paulo/2015/VII - Sobre a pena de multa é correto afirmar: b) É 
possível a ex�nção da punibilidade independentemente do pagamento da multa aplicada cumula�vamente à pena priva�va 
de liberdade. 
 STJ: Extinta pelo seu cumprimento a pena privativa de liberdade ou a restritiva de direitos que a 
substituir, o inadimplemento da pena de multa não obsta a extinção da punibilidade do apenado, 
porquanto, após a nova redação dada ao art. 51 do Código Penal pela Lei n. 9.268/1996, a pena pecuniária passou a 
ser considerada dívida de valor e, portanto, possui caráter extrapenal, de modo que sua execução é de competência 
exclusiva da Procuradoria da Fazenda Pública. 
Diante das colocações concluímos que quando da elaborou da Lei 9.714/98, o Legislador esqueceu de alterar os 
dispositivos comentados, inclusive podemos notar que a mencionada Lei não revoga disposições em contrário. Assim sendo entendo 
que os arts. 54 e 58, Parágrafo Único, S.M.J., estão derrogados e passam a ser entendidos das formas abaixo : 
Art. 54 
" As penas restritivas de direitos são aplicáveis, independentemente de cominação na parte especial, em substituição à pena 
privativa de liberdade, fixada em quantidade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave 
ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo . " 
Art. 58, Parágrafo Único 
" A s multa s prevista s no § 2º do art. 44 deste Código aplicam-se independentemente de cominação na parte especial" 
 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário de Procuradoria (PGE PE)/2019- Inquéritos policiais e ações penais em curso 
podem servir para agravar a pena-base do condenado a �tulo de maus antecedentes e de personalidade desajustada ou 
voltada para a criminalidade. ERRADO 
⇒ SÚMULA 444/STJ: É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso paraagravar a pena-base.  
⇒ Só existe uma exceção, prevista na Lei de Drogas , em que é possível a utilização de  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art58
 
Fixação da pena ⇒ 1ª fase  
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade , aos antecedentes , à conduta social , à personalidade do agente, aos mo�vos , às circunstâncias e 
conseqüências do crime, bem como ao comportamento da ví�ma , estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção 
do crime: 
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; 
II - a quan�dade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; 
III - o regime inicial de cumprimento da pena priva�va de liberdade; 
IV - a subs�tuição da pena priva�va da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. 
 
Critérios especiais da pena de multa 
Art. 60 - Na fixação da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à situação econômica do réu. 
 § 1 º - A multa pode ser aumentada até o triplo, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do réu, é ineficaz, embora aplicada no 
máximo. 
Multa subs�tu�va 
 § 2º - A pena priva�va de liberdade aplicada, não superior a 6 (seis) meses, pode ser subs�tuída pela de multa, observados os critérios dos incisos II e 
III do art. 44 deste Código. 
inquéritos policiais e/ou ações penais ainda em curso para formação da convicção de que o réu  
se dedica a atividades criminosas, de modo a impedir a aplicação do tráfico privilegiado.  
FCC - Analista (DPE RS)/Processual/2013 Tício, não reincidente, munido de um revólver que trazia junto ao bolso da 
jaqueta e que nessa condição fora exibido, durante a mesma noite ingressou em uma farmácia e, quando iniciava a subtração 
do numerário existente na caixa registradora, assustado com a aproximação de clientes, deixou o local às pressas sem levar 
qualquer importância. Logo em seguida, repe�u o gesto e quando estava com dinheiro do caixa, ainda dentro da segunda 
farmácia, foi surpreendido por policiais que o prendeu em flagrante. Considerando que o juiz aplicou a Tício a pena base 
equivalente ao mínimo legal cominado; aplicou a(s) causa(s) de aumento de pena também no mínimo e a(s) de diminuição de 
pena no máximo, é correto afirmar quanto à pena imposta que o réu teria direito 
a) à subs�tuição por pena restri�va de direitos. 
b) a cumpri-la, no mínimo, em regime semiaberto em sua fase inicial. 
c) a cumpri-la, obrigatoriamente, em regime inicial fechado. 
d) à suspensão condicional da pena. 
e) ao cumprimento inicialmente em regime aberto. CERTO ⇒ O sujeito entrou na farmácia munido de uma arma e a 
EXIBIU, ou seja, ele não furtou, mas ROUBOU. Com isso, temos: 
- Pena-base: 4 anos (48 meses) 
- Emprego de arma: + 1/3 (16 meses) 
- Con�nuidade: + 1/6 (8 meses) 
- Tenta�va: - 2/3 (32 meses) 
TOTAL: 48 meses + 16 meses + 8 meses - 32 meses: 40 meses:3 anos e 4 meses de reclusão = REGIME ABERTO, nos 
termos do art.33, 2, "c", CP. 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento ; 
e) cruéis; 
 (CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2012 De acordo com os preceitos do CP rela�vos à aplicação de pena, 
a circunstância judicial referente ao conjunto de ações que compõe o comportamento do agente em diversos âmbitos, tais como 
na família, na sociedade e no trabalho, corresponde e) à conduta social do agente. 
(CESPE) - Procurador do Estado de Pernambuco/2018 É considerada circunstância atenuante da pena o fato de o 
agente e) possuir bons antecedentes. ERRADO ⇒ ANTECEDENTES ⇒ 1ª FASE 
ATENUANTES ⇒ ANALISADAS NA 2ª FASE 
 STJ: Não podem as instâncias ordinárias valorar negativamente a culpabilidade, a personalidade e a 
conduta social tendo como fundamento condenações por fatos posteriores ao crime em julgamento e, com isso, 
agravar a pena-base do paciente. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art60
 
 
Circunstâncias AGRAVANTES 
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não cons�tuem ou qualificam o crime: 
I - a reincidência ; 
II - ter o agente come�do o crime: 
a) por mo�vo fú�l ou torpe; 
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; 
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido; 
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum; 
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; 
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domés�cas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na 
forma da lei específica; 
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, o�cio, ministério ou profissão; 
h) contra criança , maior de 60 (sessenta) anos , enfermo ou mulher grávida ; 
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade ; 
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça par�cular do ofendido; 
l) em estado de embriaguez preordenada. 
Agravantes no caso de concurso de pessoas 
Art. 62 - A pena será ainda agravada em relação ao agente que: 
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a a�vidade dos demais agentes; 
II - coage ou induz outrem à execução material do crime; 
III - ins�ga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal; 
IV - executa o crime, ou nele par�cipa, mediante paga ou promessa de recompensa. 
REINCIDÊNCIA:  
Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime ( ñ contravenção ) , depois de transitar em julgadoa sentença que, no País ou   
no estrangeiro , o tenha condenado por crime anterior. 
( ATENÇÃO⇒ CONDENAÇÃO NO ESTRANGEIRO NÃO EXIGE HOMOLOGAÇÃO PARA IMPEDIR CONCESSÃO DE SURSIS)  
  
Art. 64 - Para efeito de reincidência: 
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou ex�nção da pena e a infração posterior �ver decorrido período de 
tempo superior a 5 (CINCO) ANOS , computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação; 
II - não se consideram os crimes militares próprios e polí�cos . 
STJ: A condenação anterior em contravenção penal não gera r eincidência , com a prática posterior de crime. A  
lei fala em crime anterior, e não em infração anterior.  
NÃO OCORRE A REINCIDÊNCIA ⇓  
Ultrapassar 5 anos  
Crime político anterior.  
Crime militar anterior.  
Contravenção anterior.  
FCC - Auditor Fiscal Tributário Estadual (SER PB)/2006 A chamada prescrição retroa�va concerne à prescrição 
 e) da pretensão puni�va, não gerando futura reincidência . ⇒ A sentença que declara a prescrição da pretensão puni�va não gera 
reincidência , nos termos do art. 63 do CP. 
(CESPE) - Auditor de Controle Externo (TCE-ES)/Direito/2012 A eficácia da sentença penal condenatória proferida no estrangeiro 
depende de homologação tanto para obrigar o condenado à reparação do dano, a res�tuições e a outros efeitos civis quanto para o reconhecimento 
da reincidência. ERRADO - NÃO PRECISA HOMOLOGAR P/ RECONHECER REINCIDÊNCIA 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE MS)/Judiciária/2013 a) A condenação anterior, no estrangeiro, por crime doloso, por 
sentença penal condenatória transitada, depende de homologação no Brasil para obstar a concessão de sursis. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art61
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art62
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art64
 
Art. 66 - A pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não prevista expressamente 
em lei. 
Concurso de circunstâncias AGRAVANTES E ATENUANTES 
Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes , entendendo-se 
como tais as que resultam dos mo�vos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência . 
 
Cálculo da pena 
Circunstâncias ATENUANTES 
 Art. 65 - São circunstâncias que sempre ATENUAM a pena: 
 I - ser o agente menor de 21 (VINTE E UM) , na data do fato , ou maior de 70 (SETENTA) ANOS , na data da sentença ; 
 
II - o desconhecimento da lei ; 
III - TER O AGENTE : 
a) come�do o crime por mo�vo de relevante valor social ou moral ; 
b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as conseqüências , ou ter, antes 
do julgamento, reparado o dano; 
c) come�do o crime sob coação a que podia resis�r (COAÇÃO RESISTÍVEL ) , ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob   
a influência de violenta emoção , provocada por ato injusto da ví�ma; 
d) confessado espontaneamente , perante a autoridade, a autoria do crime; 
e) come�do o crime sob a influência de mul�dão em tumulto, se não o provocou. 
Súmula 231 do STJ. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.   
Súmula 545 STJ . Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65,                                                  
III, d, do Código Penal.  
(CESPE) - Delegado de Polícia Federal/2018 Ronaldo, maior e capaz, e outras três pessoas, também maiores e capazes, furtaram um veículo 
que estava parado em um estacionamento público. Depois de terem re�rado pertences do veículo, o abandonaram perto do local do assalto. O 
grupo foi preso. Constatou-se que Ronaldo era réu primário, �nha bons antecedentes e que agira por coação dos outros elementos do grupo . Nessa 
situação, se a coação foi resis�vel, se houver confissão do crime e se as circunstâncias atenuantes preponderarem sobre as agravantes, a pena de 
Ronaldo poderá ser reduzida para abaixo do mínimo legal. Errado 
ATENUANTE 1 ⇒ COAÇÃO RESISTÍVEL 
ATENUANTE 2 ⇒ CONFISSÃO 
PORÉM A QUESTÃO ESTÁ ERRADA , PQ A ATENUANTE NÃO PODE CONDUZIR À REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 Pedro, com vinte e dois anos de idade, e Paulo, com vinte anos de idade, foram 
denunciados pela prá�ca de furto contra Ana. A defesa de Pedro alegou inimputabilidade. Paulo confessou o crime, tendo afirmado que escolhera a 
ví�ma porque, além de idosa, ela era sua �a. Na dosimetria da pena, Pedro e Paulo farão jus a circunstância atenuante. Errado APENAS 
PAULO POR TER 20 ANOS E TER CONFESSADO 
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE MT)/Judiciária/2015 d) Conforme o STJ , aquele que, ao juiz, admite a autoria de um crime, ainda que 
alegue, em seu favor, a existência de causa excludente de ilicitude, pode se beneficiar da atenuante genérica rela�va à confissão espontânea. CERTA 
CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Distrito Federal/2019 - A confissão espontânea na delegacia de polícia retratada em juízo deverá ser 
considerada atenuante da confissão espontânea , ainda que o magistrado não a u�lize para fundamentar a condenação do réu. ERRADO ⇒ A 
referida atenuante poderá ser considerada desde que u�lizada para fundamentar a condenação do réu 
 Informativo 501 STF: A atenuante não é aplicável quando o acusado retrata-se em juízo da confissão na fase inquisitiva. Contudo, será ela                                              
aplicável quando for utilizada para a formação do convencimento do julgador.  
21 ANOS= DATA DO FATO  
70 ANOS= DATA DA SENTENÇA  
STJ: É possível compensar a atenuante da confissão espontânea (art. 65, III, “d”, do CP) com a                                  
agravante da promessa de recompensa (art. 62, IV).   
CEBRASPE (CESPE) - Procurador Municipal de Belo Horizonte/2017 Acerca da aplicação e da execução da pena,assinale a opção correta, conforme o entendimento do STJ. b) No momento da aplicação da pena, o juiz pode compensar a 
atenuante da confissão espontânea com a agravante da promessa de recompensa. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65
Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e 
agravantes ; por úl�mo , as causas de diminuição e de aumento. 
Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de diminuição PREVISTAS NA PARTE ESPECIAL , pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a 
uma só diminuição, prevalecendo , todavia, a causa que mais aumente ou diminua. ( ATENÇÃO⇒ SE REFERE APENAS À PARTE ESPECIAL)  
  
 
 
1ª etapa – o juiz fixa a pena-base (definida dentro dos limites entre a pena mínima e máxima do tipo penal)  
com base nas circunstâncias judiciais.  
2ª etapa – sobre a “pena-base” o juiz aplicará as circunstâncias atenuantes e agravantes  
3ª etapa – serão aplicadas as causas de aumento e diminuição de pena. Aqui sim a pena poderá  
ficar fora dos limites previstos no tipo penal.  
 SÚMULA 444 do STJ- É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais EM CURSO para agravar a pena-base.  
 CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 A respeito de arrependimento posterior, crime 
impossível, circunstâncias judiciais, agravantes e atenuantes, assinale a opção correta à luz da legislação e da jurisprudência do STJ. 
A) Exis�ndo duas qualificadoras ou causas de aumento de pena, uma delas implica o �po qualificado ou a majorante na 
terceira fase da dosimetria, enquanto a outra pode ensejar, validamente, a valoração nega�va de circunstância judicial e a 
exasperação da pena-base. CERTO ⇒ STJ : Reconhecidas duas qualificadoras, uma delas (motivo torpe) implica o tipo qualificado, enquanto                            
a outra (emprego de meio cruel) pode ensejar, validamente, a exasperação da pena-base.   
STJ: existindo duas causas de aumento, previstas no § 2º do art. 157 do Código Penal, é possível que uma delas seja considerada                                              
circunstância judicial desfavorável, servindo para aumentar a pena-base, e a outra leve à majoração da pena na terceira fase   
FGV - Analista de Apoio à Assistência Judiciária (DP DF)/Judiciária/2014 Osvaldo foi condenado pela prá�ca do crime 
de estelionato. Ao aplicar a pena, o magistrado majorou a pena base indicando, entre as circunstâncias judiciais previstas no 
Ar�go 59 do Código Penal brasileiro, os antecedentes de Osvaldo. Para tanto, o magistrado observou que a Folha de 
Antecedentes Criminais de Osvaldo trazia 5 anotações, entre elas uma condenação não transitada em julgado pela prá�ca do 
crime de falsidade ideológica. As demais anotações referiam-se a inquéritos policiais em andamento para a apuração de suposta 
prá�ca do crime de estelionato. Quanto à decisão do magistrado, é correto afirmar que: a) a pena base não poderia ter sido 
majorada com fundamento nos antecedentes de Osvaldo, uma vez que não há condenação transitada em julgado na Folha de 
Antecedentes Criminais do acusado. 
⇒ STF: Inquéritos ou processos em andamento, que ainda não tenham transitado em julgado, não                              
devem ser levados em consideração como maus antecedentes na dosimetria da pena.  
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ DFT)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2015 - Em razão do princípio cons�tucional da 
presunção de inocência, apenas condenações criminais transitadas em julgado podem jus�ficar o agravamento da pena base. 
Certo 
FCC - Advogado Júnior (METRO SP)/2016 - O sistema trifásico de aplicação da pena adotado pelo Código Penal brasileiro 
obedece a seguinte ordem: b) fixação da pena base, análise das circunstâncias atenuantes e agravantes, análise das causas de 
diminuição e aumento de pena. 
FCC - Defensor Público do Estado do Ceará/2014 - No cálculo da pena, o Juiz deve considerar, sucessivamente, se 
presentes no caso concreto, 
a) a reparação do dano antes do julgamento, a tenta�va e os mo�vos do crime. A ordem certa é: 1ª ETAPA: mo�vos do 
crime; 2ª ETAPA: reparação do dano antes do julgamento; 3ª ETAPA: tenta�va. 
b) as consequências do crime, a confissão espontânea e o arrependimento posterior. CERTO 
e) a circunstância de ter o agente come�do o crime por mo�vo de relevante valor social, o arrependimento posterior e o 
comportamento da ví�ma. A ordem certa é: 1ª ETAPA: comportamento da ví�ma. 2ª ETAPA: por mo�vo de relevante valor 
social. 3ª ETAPA: arrependimento posterior. 
59% DE ERRO⇒ FCC - Analista Judiciário (TRF 5ª Região)/Judiciária/Execução de Mandados/2013 No concurso       
entre causas de aumento e de diminuição de pena, previstas na parte geral do Código Penal, o juiz, ao aplicar a pena, 
b) poderá limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou a 
que mais diminua a pena. ERRADO ⇒ o ART.68,§ÚNICO fala da parte especial e não da parte geral conforme o comando da 
questão. 
c)deverá obrigatoriamente considerar ambas as causas. CERTO 
Resumo:   
⇒ se forem da parte geral, aplicam-se todas;   
⇒ se forem da parte especial, o juiz pode limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição,                                      
prevalecendo a causa que mais aumente ou diminua.  
 
 Concurso material 
Art. 69 - Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão , pra�ca dois ou mais crimes, idên�cos ou não, aplicam-se cumula�vamente 
as penas priva�vas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumula�va de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro 
aquela . SOMA-SE AS PENAS ⇒ CUMULAÇÃO DE PENAS. (CÚMULO MATERIAL)  
 § 1º - Na hipótese deste ar�go, quando ao agente �ver sido aplicada pena priva�va de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais 
será incabível a subs�tuição de que trata o art. 44 deste Código. 
§ 2 º - Quando forem aplicadas penas restri�vas de direitos, o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compa�veis entre si esucessivamente as demais. 
(CESPE) - Escrivão de Polícia (PC BA)/2013 - No que diz respeito ao concurso de crimes, o direito brasileiro adota o sistema do cúmulo 
material e o da exasperação na aplicação da pena. CERTA 
(CESPE) - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ ES)/2013 Considere que, logo após subtrair, dentro de um ônibus, a carteira de 
Manoel, sem que este perceba o fato, Jonas se dirija para o fundo do veículo, onde, mediante ameaça com uma faca, subtraia ocelular de Paula e a 
carteira de seu namorado, Pedro. Nessa situação hipoté�ca, Jonas pra�ca d) furto em concurso material com roubos em concurso formal. 
(CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 
A) No interior de um ônibus cole�vo, Sérgio subtraiu, com o emprego de grave ameaça, os aparelhos celulares de cinco passageiros, além 
do dinheiro que o cobrador portava. Nessa situação, como houve a violação de patrimônios dis�ntos, Sérgio pra�cou o crime de roubo simples em 
concurso material. ERRADO 
 4. O Superior Tribunal de Jus�ça entende que, em crime de roubo contra ví�mas dis�ntas, mediante uma só ação, aplica-se a regra do 
concurso formal, ante a pluralidade de bens juridicamente tutelados ofendidos, mo�vo pelo qual se afasta a hipótese de crime único (...)” (REsp nº 
1409943/TO, Relator Min. Rogerio Schie� Cruz, Sexta Turma, 15 de outubro de 2013). 
C) Túlio, em um mesmo contexto fá�co, pra�cou, com uma menor impúbere de treze anos de idade, sexo oral (felação), além de cópula 
anal e conjunção carnal. Nessa situação, Túlio perpetrou o crime de estupro de vulnerável em concurso material. ERRADO ⇒ cons�tui crime único, 
desde que pra�cados no mesmo contexto. 
D) Zélio foi condenado pela prá�ca de crimes de roubo e corrupção de menores em concurso formal, come�dos em con�nuidade deli�va. 
Nessa situação, na dosimetria da pena aplicar-se-ão cumula�vamente as regras do concurso formal (art. 70 do CP) e da con�nuidade deli�va (art. 
71 do CP). ERRADO ⇒ NÃO SE PODE APLICAR AUMENTO DO CONCURSO FORMAL + O DA CONTINUIDADE DELITIVA 
I. Esta Corte já se posicionou no sen�do de que, nas situações em que configuradas as duas hipóteses de aumento da pena concernentes 
ao concurso formal e à con�nuidade deli�va , admite-se apenas uma exacerbação, qual seja, aquela rela�va ao crime con�nuado, sob pena de bis 
in idem”. (HC nº 70110/RS, Relator Min. Gilson Dipp, Quinta Turma, 24 de abril de 2007). 
E) Múcio, mediante grave ameaça exercida com o emprego de arma de fogo, subtraiu bens pertencentes a Bruna e, ainda, exigiu dela a 
entrega de cartão bancário e senha para a realização de saques. Nessa situação, Múcio pra�cou, em concurso formal ( MATERIAL ), os crimes de 
roubo circunstanciado e extorsão majorada. ERRADO 
Concurso formal 
Art. 70 - Quando o agente, mediante UMA só ação ou omissão , pra�ca dois ou mais crimes, idên�cos ou não , aplica-se-lhe a MAIS GRAVE das 
penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas AUMENTADA , em qualquer caso, de (1/6 a 1/2) um sexto até METADE . As penas aplicam-se, 
entretanto, cumula�vamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos , consoante o disposto no 
ar�go anterior. 
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. (somatória aritmética das penas isoladamente          
aplicáveis aos crimes)  
O CONCURSO FORMAL apresenta DOIS REQUISITOS:   
 • UMA só AÇÃO ou OMISSÃO;  
 • DOIS ou MAIS CRIMES.   
O concurso formal pode ser de dois tipos:  
 • PERFEITO/NORMAL/PRÓPRIO – casos em que não há desígnios autônomos , ou seja, casos onde o autor quer                                    
ou aceita apenas um resultado. Nesses casos, EM REGRA, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se                                    
iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Em outras palavras, usa                                    
o CRITÉRIO DA EXASPERAÇÃO .   
 • IMPERFEITO/ANORMAL/IMPRÓPRIO – casos em que há desígnios autônomos , ou seja, casos em que o autor                                  
quer ou aceita os dois resultados. Nesses casos, soma-se as penas, ou seja, usa-se o critério da CUMULAÇÃO                                    
MATERIAL .  
⇒ O concurso formal impróprio ou imperfeito se revela quando a conduta única (ação ou omissão) é dolosa                                    
e os delitos concorrentes resultam de desígnios autônomos. Os desígnios autônomos que caracterizam o                            
concurso formal impróprio ou imperfeito referem-se a qualquer forma de dolo, direto ou eventual . (HC 191.490/RJ, Rel.                                  
Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 27/09/2012, DJe 09/10/2012)  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art70
 
(CESPE) - Defensor Público do Estado do Rio Grande do Norte/2015 
B) Plínio pra�cou um crime de latrocínio (previsto no art. 157, § 3.º, parte final, do CP) no qual houve uma única subtração patrimonial, 
com desígnios autônomos e com dois resultados mortes (ví�mas). Nessa situação, Plínio pra�cou o crime de latrocínio em concurso formal 
impróprio , disposto no art. 70, caput, parte final, do CP, no qual se aplica a regra do concurso material , de forma que as penas devem ser aplicadas 
cumula�vamente . CERTO 
2. Tipifica-se a conduta do agente que, mediante uma só ação, dolosamente e com desígnios autônomos, pra�ca dois ou mais crimes, 
obtendo dois ou mais resultados, no art. 70, 2ª parte, do Código Penal - concurso formal impróprio, aplicando-se as penas cumula�vamente. Na 
compreensão do Superior Tribunal de Jus�ça, no caso de latrocínio (ar�go 157, parágrafo 3º, parte final, do Código Penal), uma única subtração 
patrimonial, com quatro resultados morte, caracteriza concurso formal impróprio. Precedentes. 
3. Writ não conhecido” (HC nº 165582/SP, Relator Min. Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, 28 de maio de 2013). 
(CESPE) O concurso formal próprio dis�ngue-se do concurso formal impróprio pelo elemento subje�vo do agente, ou seja, pela existência 
ou não de desígnios autônomos. CERTO 
FCC - Analista Jurídico de Defensoria (DPE AM)/Ciências Jurídicas/2019O concurso formal de crimes ocorre quando a) o agente pra�ca 
dois ou mais crimes mediante uma só ação ou omissão. 
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 No concurso formal, caso o agente tenha pra�cado dois crimes mediante uma ação 
dolosa, devem-se aplicar cumula�vamente as penas se os crimes concorrentes resultarem de desígnios autônomos . Certo 
CEBRASPE (CESPE) - Escrivão de Polícia (PC BA)/2013 Juca, maior, capaz, na saída de um estádio de futebol, tendo encontrado diversos 
desafetos embarcados em um veículo de transporte regular, aproveitou-se da oportunidade e lançou uma única bomba incendiária contra o 
automóvel, causando graves lesões em diversas ví�mas e a morte de uma delas. Nesse caso, Juca será apenado com base no concurso formal 
imperfeito ou impróprio. CERTO 
 FCC - Técnico do Ministério Público de Sergipe/Administra�va/"Sem Especialidade"/2013 Uma vez reconhecido o concurso formal de 
crimes, será afinal aplicada pena priva�va de liberdade d) além daquela mais grave e até a somatória aritmé�ca das penas isoladamente 
aplicáveis aos crimes. CERTO ⇒ Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 
⇒ além daquela mais grave (se perfeito, sendo adotado critério da exasperação) 
⇒ até a somatória aritmética das penas (se imperfeito, adotado critério da cumulação material) 
Crime con�nuado 
Crime continuado genérico ou simples ⇒ Art. 71 - Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão , pra�ca dois ou mais crimes da             
mesma espécie ( ex: roubo e latrocínio não há como reconhecer a continuidade delitiva ) e, pelas condições de TEMPO , LUGAR , MANEIRA DE EXECUÇÃO e outras                         
semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como con�nuação do primeiro, 
1 ⇒ aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idên�cas , 
2 ⇒ ou a mais grave , se diversas , aumentada , em qualquer caso, de um sexto a dois terços (1/6 a 2/3) . (CRITÉRIO DA EXASPERAÇÃO)  
 
Crime continuado específico ou qualificado ⇒ Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra ví�mas diferentes , come�dos com violência ou grave             
ameaça à pessoa , poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os 
mo�vos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idên�cas , ou a mais grave , se diversas, até o triplo , observadas as regras do 
parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código. 
Requisitos para a configuração do crime continuado qualificado ou específico:  
1-Crimes dolosos;  
2-Praticados contra vítimas diferentes;  
3-Emprego de violência ou grave ameaça.  
"O crime continuado , ou delictum continuatum , dá-se quando o agente pratica dois ou mais crimes da                                
mesma espécie, mediante duas ou mais condutas, os quais, pelas condições de tempo, lugar, modo de execução e                                    
outras, podem ser tidos uns como continuação dos outros.  
 Exemplo : uma empregada doméstica, visando subtrair o faqueiro de sua patroa, decide furtar uma peça por dia, até ter em                                          
sua casa o jogo completo; 120 dias depois, terá completado o faqueiro e cometido 120 furtos! Não fosse a regra do art. 71 do CP,                                                  
benéfica ao agente, a pena mínima no exemplo proposto corresponderia a 120 anos de reclusão!  
Aplica-se ao crime continuado a lei penal mais grave caso a sua vigência seja anterior à cessação da continuidade  
Súmula 711 do STJ. A lei mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente , se a sua vigência                                        
é anterior à cessação da continuidade delitiva.   
STJ: A continuidade delitiva pode ser reconhecida quando se tratar de delitos de mesma espécie ocorridos                                
em comarcas limítrofes ou próximas .  
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art71
 
 
Erro na execução (ABERRATIO ICTUS)  
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de a�ngir a pessoa que pretendia ofender, a�nge pessoa 
diversa, responde como se �vesse pra�cado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também 
a�ngida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código ( CONCURSO FORMAL ) .   
Não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em conjunto. Isso                                  
porque, os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de espécies diversas . STJ. 5ª Turma. HC 435.792/SP, Rel. Min.                                          
Ribeiro Dantas, julgado em 24/05/2018. STF. 1ª Turma. HC 114667/SP, rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/4/2018 (Info 899).   
Não há como reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de roubo e o de latrocínio porquanto são                                    
delitos de espécies diversas , já que tutelam bens jurídicos diferentes. STJ. 5ª Turma. AgInt no AREsp 908.786/PB, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em                                              
06/12/2016.  
(CESPE) - Analista Judiciário (TRE RJ)/Judiciária/2012 Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Jus�ça, é in idônea a u�lização do 
critério do número de infrações penais pra�cadas para calcular o percentual de aumento da pena fundado no crime con�nuado. Errado ⇒PODE SIM 
FCC - Defensor Público do Estado do Espírito Santo/2016 - Quanto às causas de aumento da pena, é correto afirmar que: b) deve prevalecer o 
acréscimo pela con�nuidade, ainda que se verifique concurso formal entre dois dos crimes integrantes da série con�nuada, segundo 
entendimento doutrinário e jurisprudencial. 
FCC - Analista Judiciário (TRE PI)/Judiciária/2009 - João, funcionário público, resolveu desviar R$ 10.000,00 dos cofres da repar�ção pública 
em que trabalhava. Para tentar ocultar o seu procedimento delituoso, desviou a quan�a de R$ 500,00 por dia, até a�ngir o montante desejado. 
Nesse caso, em relação ao crime de peculato, é de ser reconhecida a ocorrência de d) crime con�nuado. 
CEBRASPE (CESPE) - Delegado de Polícia (PC AL)/2012 Para a aplicaçãodos bene�cios da lei dos juizados especiais no caso de crime 
con�nuado ou concurso formal de crimes, deve-se analisar a pena máxima com o aumento máximo previsto para cada uma dessas formas de 
concurso. Certo 
Súmula nº 723 do STF: Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima 
da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. 
Súmula n° 243 do STJ: O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em 
concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela 
incidência da majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano. 
"Cuidando-se de concurso formal ou crime continuado (no tocante à análise do cabimento ou não da aplicação 
da lei 9099/95, deve se analisar a pena máxima com o aumento máximo previsto para cada uma dessas formas de 
aumento (metade, para o concurso formal, dois terços para o crime continuado simples, o triplo para o crime 
continuado qualificado) 
Multas no concurso de crimes 
 Art. 72 - No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas dis�nta e integralmente . 
 
CESPE 2017 - DEFENSOR - No caso de pluralidade deli�va, deve-se adotar, na determinação da pena, e) o sistema do cúmulo materia l, 
quando se tratar de pena pecuniária, independentemente das demais sanções aplicadas, ressalvado o crime con�nuado . 
Concurso MATERIAL E FORMAL   sistema do cúmulo material ;  
Crime CONTINUADO   sistema da exasperação ;  
(CESPE) - Escrivão de Polícia (PC DF)/2013 Vicente, que não tem prá�ca no uso de arma de fogo, disparou vários �ros 
contra Rodrigo, que estava próximo de Manoel, sabendo que poderia a�ngir os dois. Vicente, que não tem prá�ca no uso de 
arma de fogo, disparou vários �ros (UMA SÓ CONDUTA ) contra Rodrigo (DOLO DIRETO) , que estava próximo de Manoel, 
sabendo que poderia a�ngir os dois (DOLO EVENTUAL) .Nessa situação, não há elementos legais suficientes para se falar em 
concurso formal de crimes. Errado ⇒ SERÁ CONCURSO FORMAL SIM ⇒ IMPRÓPRIO ⇒ DOLO + DOLO 
Concurso Formal  
PRÓPRIO - DOLO+CULPA ⇒ NÃO HÁ DESÍGNIOS AUTÔNOMOS ⇒ EXASPERAÇÃO  
IMPRÓPRIO - DOLO + DOLO ⇒ HÁ DESÍGNIOS AUTÔNOMOS ⇒ CÚMULO MATERIAL   
(CESPE) - Juiz Estadual (TJ AM)/2016 Júlio foi denunciado em razão de haver disparado �ros de revólver, dentro da 
própria casa, contra Laura, sua companheira, porque ela escondera a arma, adquirida dois meses atrás. Ele não �nha licença 
expedida por autoridade competente para possuir tal arma, e a mulher tratou de escondê-la porque viu Júlio discu�ndo 
asperamente com um vizinho e temia que ele pudesse usá-la contra esse desafeto. Raivoso, Júlio adentrou a casa, procurou em 
vão o revólver e, não o achando, ameaçou Laura, constrangendo-a a devolver-lhe a arma. Uma vez na sua posse, ele disparou 
vários �ros contra Laura, ferindo-a gravemente e também a�ngindo o filho comum, com nove anos de idade, por erro de 
pontaria, matando-o instantaneamente. Laura só sobreviveu em razão de pronto e eficaz atendimento médico de urgência. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art73
 
Resultado diverso do pretendido (ABERRATIO DELICTI/CRIMINIS)  
Art. 74 - Fora dos casos do ar�go anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente 
responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código. 
 
Limite das penas 
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas priva�vas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos . (de 2019) 
§ 1º Quando o agente for condenado a penas priva�vas de liberdade cuja soma seja superior a 40 (quarenta) anos , devem elas ser unificadas para 
atender ao limite máximo deste ar�go. (de 2019) 
§ 2º - Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se , para esse fim, o período 
de pena já cumprido. 
Concurso de infrações 
Art. 76 - No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais grave. 
 
CAPÍTULO IV 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 
Com referência à situação hipoté�ca descrita no texto anterior, assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência 
do STJ. 
c) A hipótese configura aberrac�o ictus, devendo Júlio responder por duplo homicídio doloso, um consumado e outro 
tentado, com as penas aplicadas em concurso formal de crimes, sem se levar em conta as condições pessoais da ví�ma 
a�ngida acidentalmente. CERTO ⇒ VEJA QUE SE APLICA O CONCURSO FORMAL, POIS É O QUE DETERMINA O ART. 73. 
E FOI DUPLO HOMICÍDIO DOLOSO PQ HOUVE DOLO EVENTUAL DE MATAR O FILHO, ALÉM DE ERRO NA EXECUÇÃO 
FCC - Consultor Técnico Legisla�vo (CL DF)/Inspetor de Polícia Legisla�va/2018 
 
Considerando o que estabelece o Código Penal, associe as duas colunas relacionando os conceitos com a sua definição. 
 
a. O agente percebe a realidade, equivocando-se sobre regra de conduta. III. Erro de proibição. 
 
b. Acidente ou erro no emprego executório culminando por a�ngir bem jurídico diferente do pretendido. II. Aberra�o ictus. 
 
c. O comportamento do agente, subje�vamente, é criminoso, mas obje�vamente o ato não se enquadra no �po penal .I. Delito 
puta�vo por erro de �po. 
 
d. Desvio no golpe ou erro na execução culminando por a�ngir pessoa diversa da pretendida. IV. Aberra�o criminis. 
Aberratio ictus - é o erro no alvo, no golpe; quero acertar uma pessoa e resulta em acertar outra  
pessoa. pessoa x pessoa.  
Aberratio criminis - é o erro no crime; quero praticar lesão corporal e pratica dano: atiro na  
direção de uma pessoa e acerto na vidraça. pessoa x coisa. 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ CE)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 A respeito da aplicação das 
penas, das medidas de segurança e dos bene�cios penais do condenado, assinale a opção correta. a) De acordo com o Código 
Penal, réu primário condenado à penade dois anos de reclusão pelo crime de furto qualificado consumado não pode se 
beneficiar da suspensão condicional da pena. 
FCC - Secretário de Diligências (MPE RS)/2010 No sursis, suspensão condicional da pena, dentre outras hipóteses, 
a) a suspensão se estende às penas priva�vas de liberdade, restri�vas de direitos e à multa . SUSPENSÃO 
CONDICIONAL DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. 
 b) se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção, no prazo da suspensão, revoga-se, 
obrigatoriamente , o bene�cio. FACULTATIVAMENTE 
 c) a pena não superior a 3 (três) anos poderá ser suspensa, por 1 (um) a 2 (dois) anos, ainda que o condenado seja 
maior de sessenta anos de idade. Trata-se do sursis etário, aplicável aos MAIORES DE 70 anos de idade, a 
regra é a seguinte: 
● só é aplicável se a pena imposta for não superior a 4 (dois) anos; 
● é submetido a um período de prova (período de teste) de 4 a 6 anos; 
d) no primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade ou submeter-se à limitação de fim 
de semana. 
 e) a condenação anterior à pena de multa impede , em qualquer caso, a concessão do bene�cio. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art75
 
 
Requisitos da SUSPENSÃO da PENA 
Art. 77 - A execução da pena priva�va de liberdade, não superior a 2 (dois) anos , poderá ser suspensa , por 2 (DOIS) A 4 (QUATRO) ANOS , desde que: 
CONDIÇÕES : ( ATENÇÃO ⇒ QUANDO FOR MAIOR DE 70 ANOS NÃO É 2 ANOS , MAS SIM 4 ANOS ) 
 
§ 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do bene�cio. 
§ 2 o A execução da pena priva�va de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa , por quatro a seis anos , desde que o condenado seja 
maior de SETENTA ANOS de idade, ou razões de saúde jus�fiquem a suspensão. ( ATENÇÃO ⇒ NÃO É DOIS ANOS , MAS SIM 4 ANOS )  
Art. 78 - Durante o prazo da suspensão, o condenado ficará sujeito à observação e ao cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz. 
§ 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48 ). 
§ 2° Se o condenado houver reparado o dano , salvo impossibilidade de fazê-lo , e se as circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem inteiramente 
favoráveis, o juiz poderá subs�tuir a exigência do parágrafo anterior pelas seguintes condições, aplicadas cumula�vamente: 
a) proibição de freqüentar determinados lugares; 
b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; 
c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e jus�ficar suas a�vidades. 
Art. 79 - A sentença poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do 
condenado. 
Art. 80 - A suspensão não se estende às penas restri�vas de direitos nem à multa . (O sursis nada mais é que a chamada SUSPENSÃO 
CONDICIONAL DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE) 
 CEBRASPE (CESPE) - Juiz Leigo (TJ BA)/2019 c) A execução da pena priva�va de liberdade não superior a dois anos 
poderá ser suspensa por dois a quatro ano s . 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE MT)/Judiciária/2010 Com relação à parte geral do Código Penal, 
assinale a opção correta. 
d) A reincidência em crime culposo não impede a aplicação da suspensão da pena, desde que presentes os demais 
requisitos legais. 
 e) Não se admite o livramento condicional quando o condenado for reincidente em crime doloso. 
(CESPE) - Promotor de Jus�ça (MPE CE)/2020/"Sem Edição" 
Aos crimes pra�cados com violência domés�ca e familiar contra a mulher , admite-se 
A) transação penal. 
B) pena de prestação pecuniária. 
C) suspensão condicional da pena. CERTO 
D) suspensão condicional do processo. 
E) pagamento isolado de pena de multa 
SUSPENSÃO CONDICIONAL  
DO PROCESSO  
 PENA MÍNIMA⇒ IGUAL OU INFERIOR A 1  
ANO  
 SUSPENSÃO ⇒ 2 A 4 ANOS  
SUSPENSÃO CONDICIONAL  
DA PENA  
PENA NÃO SUPERIOR A 2 ANOS   SUSPENSÃO⇒ 2 A 4 ANOS  
TRANSAÇÃO PENAL   PENA MÁXIMA IGUAL OU INFERIOR A 2  
ANOS  
  
I - o condenado não seja 
reincidente em crime doloso ; 
II - a culpabilidade, os antecedentes, a 
conduta social e personalidade do agente, 
bem como os mo�vos e as circunstâncias 
autorizem a concessão do bene�cio ; 
III - Não seja indicada ou cabível a subs�tuição prevista no art. 
44 deste Código . (Art. 44. As penas restritivas de direitos são 
autônomas e substituem as privativas de liberdade , 
quando: I – aplicada pena privativa de liberdade não 
superior a quatro anos e o crime não for cometido com 
violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a 
pena aplicada, se o crime for culposo; II – o réu não for 
reincidente em crime doloso; III – a culpabilidade, os 
antecedentes, a conduta social e a personalidade do 
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias 
indicarem que essa substituição seja suficiente). 
Revogação obrigatória 
Art. 81 - A suspensão será REVOGADA se, no curso do prazo, o beneficiário: 
Revogação faculta�va 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art78
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art78
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art79
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art81
 
Prorrogação do período de prova 
§ 2º - Se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção, considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento 
defini�vo. 
§ 3º - Quando faculta�va a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o período de prova até o máximo, se este não foi o fixado. 
Cumprimento das condições 
Art. 82 - Expirado o prazo sem que tenha havido revogação,considera-se ex�nta a pena priva�va de liberdade. 
CAPÍTULO V 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
 
I - é condenado , em sentença irrecorrível, por crime doloso ; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, 
sem mo�vo jus�ficado, a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código. (§ 1º - No 
primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar 
serviços à comunidade (art. 46) ou submeter-se à 
limitação de fim de semana (art. 48). 
§ 1º - A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre 
qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado , 
por crime culposo ou por contravenção , a pena priva�va de liberdade 
ou restri�va de direitos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art81
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art81
LIVRAMENTO CONDICIONAL: 
Conceito - Benefício concedido aos condenados a penas privativas de liberdade superiores a dois anos, que permite a 
antecipação de sua liberdade. 
 
Requisitos objetivos 
 
Quantidade da pena - A pena aplicada deve ter sido igual ou superior a dois anos. 
 
Parcela da pena já cumprida - A pena já deve ter sido razoavelmente cumprida. O montante da pena já cumprida irá variar 
conforme as condições do crime e do condenado: 
 
● § Condenado não reincidente em crime doloso e que possua bons antecedentes – Cumprimento de 1/3 da pena 
(Livramento Condicional simples). 
 
● § Condenado reincidente em crime doloso – Cumprimento de mais da metade da pena (Livramento Condicional 
Qualificado). 
 
● § Condenado por crime hediondo, equiparado a hediondo (prática de tortura e tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins), tráfico de pessoas ou terrorismo, desde que não seja reincidente em crime desta natureza – 
Cumprimento de 2/3 da pena (Livramento condicional 
específico). 
 
OBS.1: Condenado não reincidente em crime doloso, mas também não possui bons antecedentes – STJ: deve ser adotada a 
posição mais favorável ao réu, permitindo-se a concessão do Livramento Condicional Simples. 
 
OBS.2: Reincidente em crime hediondo, equiparado a hediondo (prática de tortura e tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins), tráfico de pessoas ou terrorismo não pode ser beneficiado com o Livramento 
Condicional. 
 
OBS.:3: Em alteração promovida pela Lei 13.964/19 (pacote anticrime), passou a ser vedada a concessão de livramento 
condicional para condenados pela prática de crime hediondo ou equiparado com resultado morte, sejam primários ou 
reincidentes (ex.: estupro com resultado morte, roubo com resultado morte, etc.). Resumidamente, então, no que tange aos 
condenados por crime hediondo ou equiparado: 
⇒ Condenado por crime hediondo ou equiparado com resultado morte – NUNCA cabe o livramento condicional; 
⇒ Condenando por crime hediondo ou equiparado ( sem resultado morte ) – Cabe o benefício do livramento condicional se 
for primário ou reincidente não específico. 
 
Reparação do dano – Requisito dispensado no caso de impossibilidade de reparação e no caso de a vítima não ser 
encontrada para ser indenizada, ou ainda, demonstrar desinteresse na reparação. 
 
Requisitos subjetivos 
⇒ Bom comportamento durante a execução da pena 
⇒ Não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses (INCLUÍDO PELA LEI 13.964/19 – 
PACOTE ANTICRIME) 
⇒ Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído 
⇒ Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto 
OBS .: No caso de crime doloso cometido com violência ou grave ameaça à pessoa é necessária, ainda, uma análise acerca da 
possibilidade de o condenado voltar a delinquir. 
 
Revogação Obrigatória – Ocorre no caso de: 
Condenação irrecorrível, a pena privativa de liberdade: 
● § Por crime cometido durante o benefício 
● § Por crime anterior – Neste caso, só será revogado se a soma das penas formar um montante que impedisse a 
concessão do benefício 
● 
Revogação facultativa – Ocorre nos casos de: 
● § Descumprimento de condição imposta 
● § Condenação irrecorrível por crime ou contravenção, sendo aplicada pena não privativa de liberdade 
 
OBS .: A revogação impede nova concessão do benefício? Sim. 
OBS .: O tempo em que o condenado esteve solto (em livramento condicional) é abatido na pena privativa de liberdade que 
voltará a cumprir? Em regra, não. EXCEÇÃO: no caso de revogação pela condenação por crime anterior. 
 
Extinção da punibilidade – Se, esgotado o prazo, o Livramento Condicional não tiver sido revogado, considera-se extinta a 
pena privativa de liberdade e, por conseguinte, extinta a punibilidade 
 
Requisitos do livramento condicional 
Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena priva�va de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos , desde que: 
 
 
Soma de penas 
Art. 84 - As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento. 
Especificações das condições 
Art. 85 - A sentença especificará as condições a que fica subordinado o livramento. 
Revogação do livramento 
Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena priva�va de liberdade, em sentença irrecorrível: 
I - por crime come�do durante a vigência do bene�cio; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Revogação faculta�va 
Art. 87 - O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for 
irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja priva�va de liberdade. 
Efeitos da revogação 
Art. 88 - Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime 
anterior àquele bene�cio, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o condenado. 
 ( OU SEJA, EM REGRA NÃO SE DESCONTA O TEMPO SE REVOGAR O LIVRAMENTO CONDICIONAL ⇒ MAS                                  
DESCONTARÁ SE A REVOGAÇÃO RESULTAR DE OUTRO CRIME ANTERIOR)  
 
Ex�nção 
I - cumprida mais de 1/3 um terço da pena se o condenado não for reincidente em crimedoloso e �ver bons antecedentes ; 
II - cumprida mais da METADE se o condenado for reincidente em crime doloso ; 
III - comprovado : (2019) 
a) bom comportamento durante a execução da pena; (2019) 
b) não come�mento de falta grave nos úl�mos 12 (doze) meses ; (2019) 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e (2019) 
d) ap�dão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto ; (2019) 
IV - tenha REPARADO , salvo efe�va impossibilidade de fazê-lo , o dano causado pela infração; 
V - cumpridos mais de 2/3 dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo , prá�ca de tortura , tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo , se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza . 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso , come�do com violência ou grave ameaça à pessoa , a concessão do livramento ficará 
também subordinada à constatação de condições pessoai s que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir . 
 (CESPE) - Analista Judiciário (STJ)/Judiciária/2008 O condenado pela prá�ca de crime de tortura, por expressa previsão 
legal, não poderá ser beneficiado por livramento condicional, se for reincidente específico em crimes dessa natureza. Certo 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ ES)/Apoio Especializado/Execução Penal/2011/02 O condenado por crime 
hediondo, prá�ca de tortura, terrorismo ou tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins poderá obter livramento condicional, 
desde que cumpridos mais de dois terços da pena e desde que não seja reincidente específico em crimes dessa natureza. 
⇒HEDIONDO ⇒ 2/3 PARA LIVRAMENTO CONDICIONAL 
(CESPE) - Promotor de Jus�ça (MPE TO)/2012 e) Revogado o livramento condicional por crime anterior, não poderá o 
livramento ser novamente concedido e não se descontará na pena o tempo em que o condenado esteve solto. ERRADA - SE É 
CRIME ANTERIOR DESCONTA O TEMPO 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art87
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art83
Art. 89 - O juiz não poderá declarar ex�nta a pena, enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde o liberado, por crime 
come�do na vigência do livramento. 
Art. 90 - Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se ex�nta a pena priva�va de liberdade. 
 
CAPÍTULO VI 
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
 
Efeitos genéricos e específicos 
Art. 91 - São EFEITOS DA CONDENAÇÃO : 
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; 
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: 
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção cons�tua fato ilícito; 
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que cons�tua proveito auferido pelo agente com a prá�ca do fato criminoso. 
§ 1 o Poderá ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime quando estes não forem encontrados ou quando 
se localizarem no exterior . 
§ 2 o Na hipótese do § 1 o , as medidas assecuratórias previstas na legislação processual poderão abranger bens ou valores equivalentes do inves�gado 
ou acusado para posterior decretação de perda. 
Art. 91-A. Na hipótese de condenação por infrações às quais a lei comine pena máxima superior a 6 (seis) anos de reclusão , poderá ser decretada a 
perda , como produto ou proveito do crime, dos bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja 
compa�vel com o seu rendimento lícito . (de 2019) 
 
§ 1º Para efeito da perda prevista no caput deste ar�go, entende-se por patrimônio do condenado todos os bens: (de 2019) 
I - de sua �tularidade, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o bene�cio direto ou indireto, na data da infração penal ou recebidos 
posteriormente ; e (de 2019) 
II - transferidos a terceiros a �tulo gratuito ou mediante contraprestação irrisória, a par�r do início da a�vidade criminal . (de 2019) 
§ 2º O condenado poderá demonstrar a inexistência da incompa�bilidade ou a procedência lícita do patrimônio. (de 2019) 
§ 3º A perda prevista neste ar�go deverá ser requerida expressamente pelo Ministério Público, por ocasião do oferecimento da denúncia , com 
indicação da diferença apurada. (de 2019) 
§ 4º Na sentença condenatória, o juiz deve declarar o valor da diferença apurada e especificar os bens cuja perda for decretada. (de 2019) 
§ 5º Os instrumentos u�lizados para a prá�ca de crimes por organizações criminosas e milícias deverão ser declarados perdidos em favor da União 
ou do Estado, dependendo da Jus�ça onde tramita a ação penal, ainda que NÃO ponham em perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem 
pública, nem ofereçam sério risco de ser u�lizados para o come�mento de novos crimes . (de 2019) 
 
Art. 92 - São também EFEITOS DA CONDENAÇÃO : (Ñ SÃO AUTOMÁTICOS, tem que estar na sentença )  
PENA MÁXIMA : MAIOR QUE 6 ANOS  
⇩  
PARÂMETRO  
 ⇩    
VALOR DO PATRIMÔNIO l --------l PERDA DOS BENS CORRESPONDENTES À DIFERENÇA l-------l VALOR COMPATÍVEL DO RENDIMENTO LÍCITO  
(CESPE) - Assessor Jurídico (CODEVASF)/ 2021 ⇒ OLHA O PACOTE ANTI CRIME CAINDO 
Um dos efeitos da condenação é a possibilidade de decretação de perda, como produto ou proveito do crime, dos bens 
correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compa�vel com o seu rendimento 
lícito, devendo o juiz declarar, na sentença condenatória, o valor da diferença apurada. Certo 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art89http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art92
 
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este ar�go NÃO SÃO AUTOMÁTICOS , devendo ser mo�vadamente declarados na sentença . 
 
 
CAPÍTULO VII 
DA REABILITAÇÃO 
 
I - a PERDA de cargo, função pública ou mandato ele�vo: 
a) quando aplicada pena priva�va de liberdade por tempo 
IGUAL OU SUPERIOR A UM ANO , nos crimes pra�cados 
com abuso de poder ou violação de dever para com a 
Administração Pública;  
OBS ⇒ (Sendo a pena privativa de liberdade inferior a                    
quatro anos, a decretação de perda do cargo público só                    
pode ocorrer na hipótese em que o crime tenha sido                    
cometido com abuso de poder ou com a violação de                    
dever para com a Administração Pública )  
 
b) quando for aplicada pena priva�va de liberdade por 
tempo SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS nos demais casos . 
II – a INCAPACIDADE para o exercício do 
poder familiar, da tutela ou da curatela nos 
crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão 
come�dos contra outrem igualmente �tular 
do mesmo poder familiar, contra filho, filha 
ou outro descendente ou contra tutelado ou 
curatelado ; 
III - a INABILITAÇÃO PARA DIRIGIR 
VEÍCULO , quando u�lizado como meio 
para a prá�ca de crime doloso . 
Resumo:  
Condenado Crimes Funcionais  
Perda Cargo/Emprego/Função Pública  
Regra: Devidamente Declarados Motivadamente Sentença  
1 - Pena Privativa Liberdade 1 Ano + Cometidos Abuso Poder ou Violação Dever Com Adm.                                
Pública  
2 - Pena Privativa Liberdade > 4 Anos Demais Casos  
Exceção: Efeito Automático Sem Necessidade Justificação Sentença  
3 - Crime Tortura (Lei 9.455/97)  
( CESPE ) - Auditor de Controle Interno (COGE CE)/Correição/2019 IV A condenação superior a quatro anos de 
detenção por crime funcional tem como efeito automá�co a perda do cargo público. ERRADA 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário de Procuradoria (PGE PE)/2019 João, valendo-se da sua condição de servidor 
público de determinado estado, livre e conscientemente, apropriou-se de bens que �nham sido apreendidos pela en�dade 
pública onde ele trabalha e que estavam sob sua posse em razão de seu cargo. João chegou a presentear diversos parentes com 
alguns dos referidos produtos. Após a apuração dos fatos, João devolveu os referidos bens, mas, ainda assim, foi denunciado 
pela prá�ca de peculato- apropriação, crime para o qual é prevista pena priva�va de liberdade, de dois anos a doze anos de 
reclusão, e multa. A par�r dessa situação hipoté�ca, julgue o item subsecu�vo, considerando a disciplina acerca dos crimes 
contra a administração pública. 
Caso João seja condenado criminalmente, a decretação da perda do seu cargo público, por ser efeito específico da 
condenação, deve ser mo�vadamente declarada em sentença . CERTO ⇒ OU SEJA, NÃO É AUTOMÁTICO 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (CNJ)/Judiciária/2013 A perda do cargo, no caso de funcionário público 
condenado a pena priva�va de liberdade de cinco anos de reclusão, é efeito automá�co da condenação. 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRT 8ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016 - Considerando a 
jurisprudência do Superior Tribunal de Jus�ça rela�vamente a crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, 
assinale a opção correta. d) A perda do cargo público, quando a pena priva�va de liberdade for estabelecida em tempo 
inferior a quatro anos , apenas pode ser decretada como efeito da condenação quando o crime for come�do com abuso de 
poder ou com violação de dever para com a administração pública. 
 CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRE RS)/Judiciária/2015 c) A perda do cargo público imposta na 
sentença penal condenatória, como efeito extrapenal, possui efeitos permanentes , contudo não implica impossibilidade de 
inves�dura em outro cargo público.CERTO 
65% DE ERRO⇒ FCC - Analista Judiciário (TRE AM)/Judiciária/2010 No que diz respeito à reabilitação, é correto       
afirmar que: 
a) se o condenado for reincidente, somente poderá ser requerida decorridos 5 (cinco) anos do dia em que for ex�nta 
a pena ou encerrar a sua execução . QUANDO FOR NEGADA, PODE SER REQUERIDA, A QUALQUER TEMPO 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art92
 
Reabilitação 
Art. 93 - A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença defini�va, assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu 
processo e condenação. 
Parágrafo único - A reabilitação poderá, também, a�ngir os efeitos da condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada reintegração na situação 
anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo ar�go. 
Art. 94 - A reabilitação PODERÁ SER REQUERIDA , decorridos 2 (DOIS) ANOS do dia em que for ex�nta , de qualquer modo, a pena ou terminar sua 
execução, computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento condicional, se não sobrevier revogação , desde que o condenado: 
I - tenha �do domicílio no País no prazo acima referido; 
II - tenha dado, durante esse tempo, demonstração efe�va e constante de bom comportamento público e privado; 
III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que 
comprove a renúncia da ví�ma ou novação da dívida. 
Parágrafo único - Negada a reabilitação, PODERÁ SER REQUERIDA , a qualquer tempo , desde que o pedido seja instruído com novos elementos 
comprobatórios dos requisitos necessários. 
Art. 95 - A reabilitação será REVOGADA , de o�cio ou a requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por 
decisão defini�va ,A PENA QUE NÃO SEJA DE MULTA . 
TÍTULO VI 
DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA 
 
b) é admissível no caso de ter sido decretada a ex�nção da punibilidade pela prescrição da pretensão puni�va. SE 
HOUVE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, NÃO HÁ COMO SE FALAR EM REABILITAÇÃO 
c) será revogada caso o reabilitado seja condenado, por sentença defini�va, a pena que não seja r estri�va de 
direitos . A PENA QUE NÃO SEJA DE MULTA 
d) faz com que fiquem suspensos condicionalmente alguns efeitos penais da condenação e, se revogada, ficam 
eles restabelecidos. CERTO ⇒ A reabilitação a�nge os efeitos específicos da condenação (aqueles não automá�cos, 
previstos no art. 92). Se revogada, tais efeitos serão restaurados conforme ensina a doutrina, visto que a sentença que 
concede a reabilitação faz coisa julgada material com a cláusula "rebus sic stan�bus". 
e) um dos requisitos para a sua concessão é não ter o condenado, nos úl�mos dois anos, mudado de domicílio sem 
comunicar o Juízo . DESDE QUE O CONDENADO TENHA TIDO DOMICÍLIO NO PAÍS NO PRAZO DE 2 ANO, CONFORME ART.94,I 
Súmula 527 do STJ: O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite 
máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
STJ: A contagem do prazo para a prescrição da medida de segurança aplicada ao inimputável regula-se pelo 
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, nos lapsos previstos no artigo 109 do Código Penal. 
Precedentes. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TJ DFT)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2015 Segundo o entendimento 
pacificado do STJ, a execução de medida de segurança perdurará enquanto não cessar a periculosidade do inimputável , 
sujeitando-se, independentemente do delito, ao tempo máximo de duração de trinta anos. ERRADO ⇒ O examinador quer 
saber o entendimento do STJ: Segundo a Súmula 527/STJ, o tempo de duração da medida de segurança                          
não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado.  
CP⇒ Indeterminado  
STJ ⇒ máximo o abstrato da pena  
STF ⇒ máximo 30 anos  
CEBRASPE (CESPE) - Procurador Municipal de Belo Horizonte/2017 Acerca da aplicação e da execução da pena, 
assinale a opção correta, conforme o entendimento do STJ. a) De acordo com o entendimento jurisprudencial, o tempo da 
internação para o cumprimento de medida de segurança é indeterminado , perdurando enquanto não for averiguada a 
cessação da periculosidade. VEJA⇒ PEDIU CONFORME O ENTENDIMENTO DO STJ, QUE É MÁXIMO ABSTRATO DA PENA 
FCC - Analista Judiciário (TRF 4ª Região)/Judiciária/Execução de Mandados/2007 Em matéria de prescrição das 
medidas de segurança, considere as seguintes asser�vas: 
I. Ex�nta a punibilidade, não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta. CERTO 
II. Sendo aplicada pena, subs�tuída por medida de segurança, o prazo de prescrição regula-se pelo prazo daquela. 
CERTO 
III. As medidas de segurança são imprescri�veis . ⇒  
IV. No caso de semi-imputável, se a sentença não fixar a pena em concreto, o prazo de prescrição da medida de segurança 
subs�tu�va será o dobro da pena mínima prevista para o fato criminoso. ⇒ É com base no montante da pena inicialmente 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art93
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art95
 
Espécies de medidas de segurança 
Art. 96. As medidas de segurança são: 
I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado; 
II - sujeição a tratamento ambulatorial . 
Parágrafo único - Ex�nta a punibilidade, não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta. 
 
Imposição da medida de segurança para INIMPUTÁVEL 
 
 
Prazo 
 
Perícia médica 
§ 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repe�da de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o 
juiz da execução. 
Desinternação ou liberação condicional 
  
( ATENÇÃO⇒ NÃO É ANTES DO DECURSO DA EXTINÇÃO DA MEDIDA , MAS SIM ANTES DE 1 ANO )  
aplicada na sentença que é feito o cálculo (embora a medida de segurança seja aplicada sempre por tempo indeterminado, 
com prazo mínimo de 1 a 3 anos). 
V. A medida de segurança prescreve juntamente com a pena restri�va de liberdade imposta cumula�vamente na 
sentença. ⇒ Nos ensinamentos de André Estefam e Victor Gonçalve s: No âmbito penal, são possíveis dois sistemas para                                  
aplicação das medidas de segurança. O sistema vicariante só permite a aplicação de uma espécie de sanção penal ao                                      
acusado, enquanto o sistema do duplo binário permite a aplicação cumulativa de pena e medida de segurança . Até a                                      
reforma da Parte Geral de 1984, o sistema adotado era o duplo binário . Atualmente, o sistema adotado é o vicariante,                                        
devendo o juiz aplicar pena ou medida de segurança (e nunca as duas cumulativamente). Aos inimputáveis, será                                  
sempre aplicada medida de segurança.  
Art. 97 - Se o agente for inimputável , o juiz determinará sua 
internação (art. 26). 
 Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção , poderá o 
juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial . 
INIMPUTÁVEL ⇒ INTERNAÇÃO  
E SE FOR CRIME PUNIDO COM DETENÇÃO ⇒ TRATAMENTO AMBULATORIAL  
(CESPE) - Analista Judiciário (TJ AM)/Direito/2019 É possível submeter o agente inimputável a tratamento 
ambulatoria l se o ato criminoso por ele pra�cado for punível com pena de detenção . Certo 
CEBRASPE (CESPE) - Técnico Judiciário (TJ SE)/Administra�va/Judiciária/2014 O tempo de internação do preso, assim 
como o de tratamento ambulatorial , durará, no mínimo, um ano e, no máximo , três anos. O PRAZO MÍNIMO SERÁ DE 1 A 3 
ANOS 
PRAZO DO CP 
§ 1 º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será 
por tempo INDETERMINADO