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ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 1 SISTEMA TEGUMENTAR O tegumento é o maior órgão do corpo humano. Ele consiste em dois componentes: - Pele - Anexos A pele tem importante significado no exame físico clínico. Por exemplo, a cor da pele a existência de uma condição patológica: uma coloração amarela indica icterícia; uma coloração cinza-azulada pode indicar cianose, refletindo uma condição patológica na função respiratória e cardiovascular, uma coloração pálida é indicativa de anemia, a ausência de pigmentação da pele indica albinismo, entre outras. A pele possui varias funções, entre elas: - Proteção - Barreira hídrica - Regulação da temperatura corporal - Excreção de sais - Síntese de vitamina D - Órgão sensorial ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 2 A pele consiste em três camadas firmemente aderidas umas as outras. A epiderme � a mais externa A derme � mais profunda A hipoderme � correspondendo à fáscia superficial da anatomia A pele pode ser classificada em dois tipos: - espessa: mais de 5mm de espessura, recobre a palma das mãos e a sola dos pés, também conhecida como pele glabra. - fina: 1 a 2mm de espessura, recobre o restante do corpo. A pele é ainda o componente periférico do sistema imune, sendo capaz de iniciar uma resposta imune primária frente a um patógeno. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 3 • EPIDERME � Epitélio Estratificado Pavimentoso e Queratinizado TECIDO EPITELIAL • Formado: - células intimamente unidas - quantidade mínima de material intercelular • Composição: - unicamente por células - união por junções celulares - espessura variável • Funções: - revestimento das superfícies - absorção - secreção - sensorial ANATOMIA, HISTOLOGIA Professora: Dra. Deborah Ariza • Nutrição e Inervação - Vasos: Não penetram Feita por difusão através da membrana basal � São Inervados – • Renovação - Vida limitada - Contínua renovação A primeira camada da pele Aproximadamente 80% da epiderme é constituída de queratinócitos que são as células responsáveis pela formação do epitélio estratificado pavimentoso. Estas células possuem este nome devido a sua função essencial, qu , HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR . Deborah Ariza Nutrição e Inervação: Vasos: Não penetram nos epitélios Feita por difusão através da membrana basal – terminações nervosas livres Contínua renovação – atividade mitótica A primeira camada da pele � Epiderme Aproximadamente 80% da epiderme é constituída de queratinócitos que são as células responsáveis pela formação do epitélio estratificado pavimentoso. Estas células possuem este nome devido a sua função essencial, que é a E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Página 4 Aproximadamente 80% da epiderme é constituída de queratinócitos que são as células responsáveis pela formação do epitélio estratificado pavimentoso. Estas e é a fabricação de ANATOMIA, HISTOLOGIA Professora: Dra. Deborah Ariza queratina, uma proteína que preenche as células mais superficiais da epiderme para formar a camada córnea • Várias camada- , HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR . Deborah Ariza queratina, uma proteína que preenche as células mais superficiais da epiderme para formar a camada córnea. células em diferentes estágios de diferenciação E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Página 5 queratina, uma proteína que preenche as células mais superficiais da epiderme células em diferentes estágios de diferenciação ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 6 Camada Basal ou Germinativa - Células: Queratinócitos Melanócitos Langerhans Merkel ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 7 • Queratinócitos • Melanócitos ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 8 • Langerhans Derivadas da medula óssea Função: proteção Após sofrerem estimulo � migração para linfonodos Vitiligo: Patologia associada Vitiligo ≠ Albinismo • Merkel ANATOMIA, HISTOLOGIA Professora: Dra. Deborah Ariza Camada Espinhosa • Queratinócitos – • Grânulos lamelares • Importância: coesão das células da epiderme Camada granulosa , HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR . Deborah Ariza Camada Espinhosa – formato poligonal, achatado e com núcleo ovóide. Grânulos lamelares Importância: coesão das células da epiderme granulosa E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Página 9 formato poligonal, achatado e com núcleo ovóide. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 10 Camada lúcida • Camada glicolipídica � barreira hídrica • Proeminente em área de pele espessa • Camada Lúcida + Camada Córnea � consistem de varias camadas de queratinócitos SEM núcleo Camada córnea � Vascularização A epiderme não possui vasos sanguíneos, esta se encontra intimamente apoiada à derme através de uma lâmina basal sendo, portanto a derme responsável pelo suporte sanguíneo da epiderme. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 11 DERME TECIDO CONJUNTIVO • Características - Diversos tipos de células - Abundante material intercelular - Líquido intersticial - Proteínas plasmáticas: 1/3 dessas estão nos espaços intercelulares do tec. conjuntivo. - Homeostasia: quantidade e qualidade de colágeno são reguladas em nível local - Influência de hormônios - Capacidade de regeneração • Funções: - Sustentação - Preenchimento - Defesa - Nutrição - Transporte - Reparação • Classificação - Tec. Conjuntivo Frouxo Consistência delicada, flexível e pouco resistente a trações → Ex: Tec. Subcutâneo Apoio e nutrição Armazena água e eletrólitos (glicosaminoglicanas) - Tec. Conjuntivo Denso Fibras colágenas Cels mais numerosas: Fibroblastos Tec. Conjuntivo Denso Irregular Certa resistência a trações em qualquer direção → Ex: derme Tec. Conjuntivo Denso regular Resistência a trações exercidas num determinado sentido → Tendões musculares Matriz extracelular: ANATOMIA, HISTOLOGIA Professora: Dra. Deborah Ariza - Glicosaminoglicanas (GAGs) + proteínas (proteoglicanas) - Proteínas estruturais - Proteínas adesivas � � A segunda camada da pele A derme é um tecido conjuntivo constituído por uma grande variedade de tipos celulares e por uma abundante matriz extracelular. Esta matriz é células residentes da derme diferentes macromoléculas que , HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR . Deborah Ariza Glicosaminoglicanas (GAGs) + proteínas (proteoglicanas) Proteínas estruturais � colágeno � elastina Proteínas adesivas � Integrinas � Lamininas � Fibronectinas segunda camada da pele � Derme A derme é um tecido conjuntivo constituído por uma grande variedade de tipos celulares e por uma abundante matriz extracelular. Esta matriz é células residentes da derme conhecidas como fibroblasto, as quais sintetizam diferentesmacromoléculas que entram na constituição da matriz extracelular E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Página 12 A derme é um tecido conjuntivo constituído por uma grande variedade de tipos celulares e por uma abundante matriz extracelular. Esta matriz é formada por conhecidas como fibroblasto, as quais sintetizam entram na constituição da matriz extracelular. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 13 Camada Papilar: - Contato direto com a Epiderme - Fibras colágenas - Fibroblastos - Fibras elasticas delgadas Camada Reticular: - feixes espessos – fibras colágenas e elásticas. Na derme, estão as artérias, veias sanguíneas e vasos linfáticos. As artérias e seus ramos menores, as arteríolas, provenientes do ventrículo esquerdo pela aorta, veiculam o sangue rico em oxigênio e nutrientes. Vênulas e veias asseguram o retorno dos resíduos provenientes do metabolismo celular e em partículas do dióxido de carbono. Através destes vasos a derme recebe outros tipos celulares conhecidos como células migratórias: macrófagos, linfócitos, eosinófilos, neutrófilos entre outras. Estas células desempenham um importante papel em eventos como infecção de microorganismos, inflamação e na cicatrização. A derme também conta com um sistema de inervação sensitiva e vegetativa. Nervos vegetativos inervam glândulas sudoríparas, músculo piloeretor e vasos sanguíneos e auxiliam no controle da temperatura corporal. As inervações sensitivas da derme composta por receptores periféricos conduzem estímulos mecânicos, térmicos, químicos e dolorosos para o sistema nervoso central (GAULE e FRY, 2003; GOODWIN e WHEAT, 2004). RECEPTORES ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 14 Terminações Nervosas Livres : encontradas com densidade variável em todas as áreas da pele, inclusive na córnea do olho. Podem detectar tato e pressão. Discos de Merkel : conhecidos como receptores de extremidades dilatadas. Diferem dos corpúsculos de Meissner, pois, primeiramente transmitem um sinal forte parcialmente adaptável e, em seguida, um sinal contínuo mais fraco, que se adapta lentamente. Acredita – se que sinalizem o toque contínuo de objetos contra a pele. Encontramos nas áreas não pilosas da pele (glabra) e também, em menor número nas partes pilosas do corpo. Bulbos Terminais de Krause: receptores térmicos de frio. São formados por uma fibra nervosa cuja terminação possui forma de clava. Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas. Corpúsculo de Meissner : é um receptor táctil, o qual possui uma terminação nervosa encapsulada, que excita uma grande fibra nervosa sensitiva mielinizada. No interior da cápsula existem muitas circunvalações de filamentos nervosos terminais. Esses receptores são responsáveis pela capacidade de reconhecer exatamente qual o ponto do corpo que foi tocado e a textura dos objetos que tocaram. Esses corpúsculos possuem adaptação rápida, são encontrados nas pontas dos dedos, lábios, áreas que são bem sensíveis mesmo à mais leve estimulação táctil. Corpúsculos de Paccini : localizam – se na pele e nos tecidos mais profundos. Como seus receptores adaptam – se em frações de segundo, esses corpúsculos são estimulados apenas por movimentos muito rápidos dos tecidos. São importantes para detectar a vibração ou outras alterações rápidas do estado mecânico dos tecidos. Órgãos Terminais de Ruffini : são terminações nervosas, multi ramificadas, encapsuladas que se localizam na pele e nos tecidos mais profundos, bem como nas cápsulas articulares. Adaptam – se muito pouco, sinalizando a pressão e tato contínuo aplicados à pele, ou o movimento em torno da articulação onde estão localizados. ANATOMIA, HISTOLOGIA Professora: Dra. Deborah Ariza LINHAS DE LANGER OU LINHAS DE FENDA A pele também tem Langer ou linhas de fenda), que são estudadas e obedecidas pelos cirurgiões com a intenção de se evitar que co São o resultado da direção em que as fibras colágenas e elásticas da derme se dispõem. Com o envelhecimento, as rugas tendem a obedecer a mesma direção dessas linhas Onde maior número de fibras estão incisões paralelas a elas sofrerão tração mais forte sobre suas extremidades do que sobre suas bordas, tendendo a ser mais longas e mais finas. Ao contrário, incisões perpendiculares aos vetores de tensão terão maior núme suas bordas do que sobre suas extremidades, tendendo a ser mais curtas e mais largas. , HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR . Deborah Ariza LINHAS DE LANGER OU LINHAS DE FENDA A pele também tem linhas de tensão (também conhecidas como linhas de Langer ou linhas de fenda), que são estudadas e obedecidas pelos cirurgiões com a intenção de se evitar que cortes cirúrgicos causem cicatrizes muito marcantes. São o resultado da direção em que as fibras colágenas e elásticas da derme se dispõem. Com o envelhecimento, as rugas tendem a obedecer a mesma direção maior número de fibras estão dispostas em determinada direção, incisões paralelas a elas sofrerão tração mais forte sobre suas extremidades do que sobre suas bordas, tendendo a ser mais longas e mais finas. Ao contrário, incisões perpendiculares aos vetores de tensão terão maior número de fibras atuando sobre suas bordas do que sobre suas extremidades, tendendo a ser mais curtas e mais E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Página 15 (também conhecidas como linhas de Langer ou linhas de fenda), que são estudadas e obedecidas pelos cirurgiões com rtes cirúrgicos causem cicatrizes muito marcantes. São o resultado da direção em que as fibras colágenas e elásticas da derme se dispõem. Com o envelhecimento, as rugas tendem a obedecer a mesma direção dispostas em determinada direção, incisões paralelas a elas sofrerão tração mais forte sobre suas extremidades do que sobre suas bordas, tendendo a ser mais longas e mais finas. Ao contrário, incisões ro de fibras atuando sobre suas bordas do que sobre suas extremidades, tendendo a ser mais curtas e mais ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 16 • ANEXOS Glândulas Glândulas sebáceas: • Encontradas praticamente no corpo todo, desembocam na porção terminal dos folículos pilosos, exceto em lábios e genitais (glande e pequenos lábios) onde abrem-se diretamente na superfície. Sua secreção é uma mistura complexa de lipídeos, que deixam a pele oleosa. Glândulas sudoríparas: • Encontradas em todo o corpo, com exceção da glande e lábios, são estruturas tubulosas simples, formando um enovelado com diâmetro de 0,4 mm, imerso na derme. Sua secreção é o suor, um fluido que contém água, sódio, potássio, cloretos, uréia, amônia e ácido úrico. Pêlos - anatomia e fisiologia do pêlo Possuem a estrutura igual à dos cabelos, sendo que estes são constituídos de pêlos bastante desenvolvidos porque recebem maior irrigação sanguínea das papilas que os demais pêlos propriamente ditos. Quando a irrigação é muito ativa, o crescimento do pêlo é mais rápido e se apresenta mais espesso. Os pêlos nascem de uma estrutura de pele chamada folículo piloso.O folículo piloso encontra-se na derme e a profundidade varia com a localização no corpo. A cor do pêlo é decorrente da quantidade de melanina formada durante seu crescimento e depositada no córtex. Estruturas do folículo: • Bulbo: localizado na base do folículo, os capilares sangüíneos que alimentam o folículo.Importantes alterações de pigmentação durante os ciclos do pêlo. • Istimo ou talo segmento intermediário: se estende da inserção do músculo eretor do pêlo até a glândula sebácea. • Infundíbulo: vai da glândula sebácea até a epiderme ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTARProfessora: Dra. Deborah Ariza Página 17 FASES DO CRESCIMENTO DO PÊLO • Anágena, fase de crescimento propriamente dito, os pêlos possuem uma distribuição ativa da melanina e total contato com as estruturas da pele. : • É a fase em que o pêlo está fixo dentro do folículo, alimenta-se de sangue e cresce. Possui grande quantidade de melanina no bulbo piloso.Importante para a absorção do laser. • Catágena - fase intermediária, após o crescimento a matriz para de proliferar e se desprende da papila dérmica. • Telógena – repouso, após 2 a 4 meses é que o pêlo se desprende e é eliminado. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 18 Unhas As unhas humanas são placas córneas, localizadas na falange distal dos dedos. Cada unha recobre um leito ungueal, que tem estrutura comum de pele e não participa de sua formação. A unha cresce a partir da raiz, ou matriz, e é basicamente composta por placas de queratina fortemente aderidas, a partir da diferenciação de células epiteliais da raiz, de forma similar a que acontece com a epiderme, fazendo com que a unha deslize gradualmente sobre o leito ungueal. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 19 • HIPODERME TECIDO CONJUNTIVO - Tecido conjuntivo frouxo - Tecido conjuntivo com propriedades especiais: Tecido adiposo Principais funções: Sustentar e proteger órgãos; Promover isolamento térmico; Depositar material lipídio energético nos adipócitos; Distribuir substâncias e nutrientes no organismo. Pode ser dividido em unilocular ou multilocular. • Unilocular ou Amarelo: Contém apenas uma gota lipídica em seu interior. Está presente no homem adulto. Hipertrofia • Multilocular ou Pardo: Possui grande vascularização e numerosas mitocôndrias e gotículas lipídicas. Presente na fase de crescimento. Hiperplasia ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 20 Fisiologia do tecido adiposo Lipogênese O sistema nervoso autônomo tem controle direto sobre o tecido adiposo através de seus componentes simpático e parassimpático. A inervação simpática relaciona-se principalmente com as ações catabólicas, tais como a lipólise mediada pelos receptores b-adrenérgicos e dependente da atividade da enzima lipase hormônio-sensível (LHS) . O sistema nervoso parassimpático está envolvido na execução de efeitos anabólicos sobre os depósitos adiposos, como a captação de glicose e de ácidos graxos estimulada pela insulina. Para que ocorra a lipogênese é necessário que se tenha um balanço energético positivo. Desta forma os ácidos graxos e glicerol se unem formando o triglicerídeo. Os ácidos graxos são sintetizados a partir dos ácidos graxos alimentares, das lipoproteínas, a partir da glicose e piruvato. São liberados próximos aos adipócitos pela atividade da LPL (Lipo-Proteína-Lipase enzima sintetizada pelos adipócitos e armazenada ali nas células e capilares adjacente ). O glicerol tem como fonte de energia a glicose formada a partir da enzima (glicerol-trifosfato- oxidase) o glicerol-3-fosfato é que irá se ligar ao ácido graxo. ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 21 Lipólise Quando ocorre um balanço energético negativo, gasto energético ou estímulos neuro-humorais os triglicerídeos são hidrolizados através da triglicerídeo- lipase em ácidos graxos e glicerol. As cotecolaminas (Adrenalina e Noradrenalina) são os estímulos mais importantes para a lipólise, o efeito das cotecolaminas se dá principalmente nos receptores Beta-1-adrenérgico, onde um efeito inibitório produz-se no estímulo dos recptores Alfa. Estes receptores estão associados a adenilciclase, responsável pela produção do AMPc que ativa a “cascata lipolítica” incidindo na lípase intra- adipocitária, responsável pela hidrolise do triglicerídeo ANATOMIA, HISTOLOGIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR Professora: Dra. Deborah Ariza Página 22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBERTS et al. Biologia molecular da célula. Artes Médicas, Porto Alegre, 1997. BORGES, Fabio dos Santos. Modalidades Terapêuticas nas Disfunções estéticas. Editora Phorte, São Paulo, 2006. CINGOLANI, Horácio. HOUSSAY, Alberto e cols. Fisiologia Humana. Artmed, 7ªed., 2004. DELAI, C. Combretum leprosum Mart. (Combretaceae) – Avaliação da atividade antiinflamatória tópica em modelos de inflamação de pele agudo e crônico em camundongos. Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Farmacologia do Departamento de Farmacologia. Universidade Federal do Paraná, 2009. DELAMARCHE, Paul et al. Anatomia, fisiologia e biomecânica. Guanabara Koogan, 2006. FALLER, A. SCHUENKE, M. The human body. Thieme, 2004. FANDOS, Luis S. Alta cosmética I – fundamentos de cosmética. Buenos Aires, 2004. FANDOS, Luis. S. Alta cosmética II – objetivos e protocolos. Buenos Aires, 2004. FISCHER, T. W; WIGGER-AALBERTI, W; ELSNER, P. 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Deborah Ariza Página 23