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JUSTIFICATIVA O alfabeto manual é utilizado somente como um recurso a fim de possibilitar o acesso a nomes, especificações ou palavras que não tenham um sinal convencionado na Língua de Sinais. É preciso, então, compreender o uso deste como instrumento, pois é impossível pensar que a comunicação se dê exclusivamente por meio do processo de soletração manual para mensagens que ultrapassem informações pontuais como nomes próprios, especificações ou termos técnicos que não possuam sinal. JUSTIFICATIVA Entre os mitos que vigoram em relação às Línguas de Sinais, Quadros e Karnopp (2004, p. 31-37) apontam: A língua de sinais seria uma mistura de pantomima e gesticulação concreta, incapaz de expressar conceito abstratos. Haveria uma única e universal língua de sinais usadas por todas as pessoas surdas. A língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo esteticamente expressa e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral. As línguas de sinais derivariam da comunicação gestual espontânea dos ouvintes. As línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estariam representadas no hemisfério direito do cérebro, uma vez que esse hemisfério é responsável pelo processamento da informação espacial, enquanto o esquerdo pela linguagem. JUSTIFICATIVA Configuração das mãos (CM) - utilizadas na produção de sinais, sendo importante ressaltar que é indiferente se o sinal é realizado com a mão direita ou esquerda. Isso permite que destros e canhotos utilizem, para produzir os sinais, a mão de sua preferência. Localização (ou locação) da mão (L) – É o espaço de enunciação que, segundo Brito (1995), pode ocupar quatro regiões principais: cabeça, mão, tronco e espaço neutro. Movimento (M) - refere-se às características do movimento na realização de um sinal: tipo de direcionalidade, maneira e frequência. Contudo, ressalta-se que alguns sinais não as apresentam, são sinalizados de forma estática, sem movimento. Orientação da mão (OR) - refere-se à direção para a qual a palma da mão é apontada na realização de um sinal Expressões não-manuais (ENM) - fundamentais na Libras, podendo englobar movimentos da face, olhos, cabeça e tronco. Por meio delas demarca-se, por exemplo, a expressão de grau dos adjetivos ou a interrogação de uma sentença. JUSTIFICATIVA Existem três abordagens comunicativas para a escolarização da pessoa com surdez: Oralismo – que visa a ensinar a pessoa surda a falar Comunicação Total – que se utiliza de todos os modos de comunicação possíveis (leitura orofacial, alfabeto manual, língua de sinais) Bilinguismo – língua de sinais como primeira língua e o português escrito e falado como segunda língua. A escolha da abordagem depende da família e dos diagnósticos em relação a saúde do estudante. A melhor metodologia é aquela que vai proporcionar o melhor desenvolvimento para a pessoa com surdez. Toda a equipe escolar deve se reorganizar para que a inclusão de fato aconteça, para isso é preciso cuidar dos aspectos linguísticos, comunicativos e acessibilidade. É preciso sinalizar os diversos ambientes. Direção, coordenação, professores e estudantes ouvintes devem se mobilizar para que o estudante surdo aprenda por meio de ambas as línguas (Libras e Língua portuguesa), envolvendo também os estudantes ouvintes para que aprendam a Libras.