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C A P Í T U L O U M
Do que o munDo precisa agora
E m 1977, Maria Rubio, de Lake Arthur, Novo México, estava pre-parando uma tortilha quando notou que as marcas da frigideira 
numa das suas tortilhas se pareciam com a face de Jesus. Agitada, ela a 
mostrou ao marido e vizinhos, e todos concordaram que havia uma face 
gravada na tortilha e que realmente havia uma semelhança com as icôni-
cas imagens católicas romanas de Jesus.
Então ela foi ao sacerdote para que a tortilha fosse abençoada. Ela tes-
temunhou que a tortilha havia mudado sua vida, e o sr. Rubio concordou 
que ela se tornara uma esposa mais pacificadora, feliz e submissa desde 
que a tortilha aparecera. O padre, nem um pouco acostumado a abençoar 
tortilhas, mostrou-se um tanto relutante, mas por fim concordou em dar 
a bênção.
A sra. Rubio levou a tortilha para casa, colocou-a numa caixa emoldu-
rada e a envolveu em flocos de algodão para que parecesse estar flutuando 
em nuvens. O sr. Rubio construiu um altar especial para instalá-la. Eles 
organizaram tudo num barraco de madeira no quintal e abriram o pe-
queno santuário aos visitantes. Em poucos meses, mais de 8 mil pessoas 
tinham ido ao Santuário do Jesus da Tortilha, e todos concordaram que a 
face nas marcas queimadas na tortilha era o rosto de Jesus – com exceção 
de um repórter que disse achar que parecia Leon Spinks, o campeão mun-
dial de boxe na categoria peso-pesado da época. (Spinks era notoriamen-
te pouco atraente por estar perdendo a maioria dos dentes da frente.)
Em dois anos, mais de 35 mil pessoas haviam visitado o santuá-
rio. Durante trinta e oito anos, peregrinos continuaram buscando a 
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Tortilha Santa. Com o tempo, as marcas queimadas desbotaram, e a 
imagem se tornou indistinguível, mas as pessoas ainda queriam ado-
rar no santuário.
Então, em 2005, a neta da sra. Rubio levou a tortilha à escola para 
mostrar aos colegas. Alguém acidentalmente a deixou cair no chão, e 
o objeto se espatifou. A sra. Rubio recuperou os fragmentos da tortilha 
despedaçada flutuando sobre as nuvens de algodão, porém ninguém 
parecia mais interessado, e a família Rubio finalmente fechou o santuá-
rio em decadência.
Lembro-me de quando li pela primeira vez sobre o aparecimento da 
tortilha. Pareceu-me um tipo de retorno à superstição medieval. Nos anos 
seguintes, eu me acostumei a ouvir histórias semelhantes. As pessoas 
têm alegado ver imagens de Jesus na cobertura de uma pizza, nas marcas 
queimadas de um pedaço de torrada, em manchas de óleo no chão de uma 
garagem, na nódoa marrom de uma banana, nas formações dos anéis no 
interior da madeira, num biscoito disforme, no acúmulo enferrujado 
próximo a uma banheira com goteiras, nas marcas de queimadura em 
um queijo grelhado, em manchas de água em uma parede, em inúmeras 
outras tortilhas e em muitos outros lugares inusitados e estranhos para 
enumerar. Histórias assim surgem na internet pelo menos uma vez por 
mês. Invariavelmente, as pessoas afluem para ver e adorar as aparições.
Parece incrível que tantas pessoas tratem tortilhas queimadas, biscoi-
tos disformes e manchas de ferrugem como objetos de veneração. Mas a 
triste verdade é que um conceito tão distorcido de adoração é realmente 
mais fácil de encontrar hoje em dia que a adoração autêntica baseada em 
princípios bíblicos sadios. Tragicamente, embora a Bíblia seja clara a res-
peito de como, a quem e quando devemos adorar, pouca adoração genuí-
na acontece na maior parte do mundo hoje.
Tenho pensado com frequência que a adoração deve ser uma das dou-
trinas mais incompreendidas de toda a Escritura. Isso é espiritualmen-
te debilitante, porque a adoração está no centro de tudo o que a Bíblia 
nos ordena. Em outras palavras, se você não é um verdadeiro adorador, 
tudo mais em sua vida estará espiritualmente fora de sincronia. De modo 
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DO QUE O MUNDO PRECISA AGORA 15
oposto, nada acelerará mais seu crescimento espiritual e sua santificação 
do que obter uma compreensão correta da verdadeira adoração.
A ADORAÇÃO NA BÍBLIA
O tema da adoração domina a Bíblia. Em Gênesis, descobrimos que a Que-
da ocorreu quando Adão falhou em adorar pela obediência à única ordem 
dada por Deus. Em Apocalipse, aprendemos que toda a história culmina 
numa comunidade eterna adorando na presença de um Deus amoroso. 
Desde o início em Gênesis até a consumação em Apocalipse, a doutrina da 
adoração está entrelaçada na urdidura e na trama do texto bíblico.
Jesus citou Deuteronômio 6.4,5 e o chamou de o maior mandamento: 
Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, 
de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças. 
(Mc 12.29,30)
Esse é um chamado à adoração e, por sua identificação como o princi-
pal de todos os mandamentos de Deus, Jesus estava confirmando enfati-
camente a adoração como a suprema prioridade universal.
Êxodo 20 registra a consagração dos Dez Mandamentos. O primeiro 
dos mandamentos exige e regula a adoração:
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão. 
Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem 
figura alguma do que há em cima no céu, embaixo na terra, ou nas águas debaixo 
da terra. Não te curvarás diante deles, nem as cultuarás, pois eu, o Senhor teu 
Deus, sou Deus zeloso. (v. 2-5)
No Antigo Testamento, a adoração abrangia a vida inteira; devia ser 
uma preocupação contínua para o povo de Deus. Por exemplo, o taber-
náculo foi projetado para enfatizar a prioridade da adoração. A descrição 
de seus detalhes exige 7 capítulos – 243 versículos – do livro de Levítico. 
Em comparação, apenas 31 versículos são dedicados à criação do mundo.
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O tabernáculo foi projetado exclusivamente para a adoração. Era o lugar 
onde Deus se encontrava com seu povo. Usá-lo para qualquer outra coisa 
que não fosse adoração era considerado a mais rude blasfêmia. No taber-
náculo não havia assentos. Os israelitas não iam até lá para se sentarem 
e receberem ministração e, certamente, não iam até lá com o objetivo de 
se entreterem. Eles iam ao tabernáculo para adorar a Deus e servir-lhe. 
Se precisassem se reunir para qualquer outro propósito, eles o faziam em 
outra parte.
A organização do acampamento sugere que a adoração era central a 
toda outra atividade. O tabernáculo se situava no centro do acampamen-
to. Imediatamente a ele ficavam os sacerdotes que lideravam a adoração. 
Um pouco mais distante do tabernáculo se posicionavam os levitas, que 
estavam envolvidos no culto. Mais longe ficavam dispostas as várias tri-
bos, cada uma delas de frente para o centro, o lugar da adoração.
Toda atividade política, social e religiosa em Israel girava em torno da 
lei. Fundamental para a lei era a lista de ofertas cerimoniais descritas em 
Levítico 1–7, as quais eram todas atos de adoração. A primeira oferta da 
lista é o holocausto, exclusivo porque era completamente consumido – 
oferecido totalmente a Deus. Nenhuma parte era compartilhada nem pe-
los sacerdotes, nem pelo ofertante, como ocorria com outras oferendas.
Assim, a oferta queimada era a ilustração mais significativa da ado-
ração. De fato, o altar no qual se faziam todas as ofertas era conhecido 
como o altar da oferta queimada. Sempre que se faz referência às ofertas 
na Escritura, a oferta queimada aparece no topo da lista, porque, quando 
alguém vai a Deus, deve em primeiro lugar ir num ato de adoração, em 
que tudo é consagrado ao Senhor. É assim que a lei de Deus reforçou de 
maneira clara a adoração como a prioridade suprema na vida de Israel.
A lei de Moisés explicitou como os procedimentos usados nos atos 
de adoração tinham de ser seguidos. Por exemplo, Êxodo 30.34-36 dá 
uma prescrição para o incenso. O incenso é símbolo da adoração nas 
Escrituras,porque sua fragrância sobe no ar assim como a verdadeira 
adoração sobe até Deus. Os versículos 37,38 soam como advertência so-
bre o incenso:
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Não fareis para vós mesmos nenhum incenso da mesma composição para vosso uso 
particular; considerai-o santo para o Senhor. Quem fizer algum como este, para 
sentir o seu aroma, será eliminado do seu povo. 
Na realidade, Deus estava dizendo: “Aqui está uma receita para um 
perfume especial e emblemático da adoração. Este perfume deve ser úni-
co e santo. Se alguém se atrever a preparar este perfume para si, apenas 
para ter um cheiro melhor, eu o matarei”. 
Existe claramente algo tão singular e tão santo sobre a adoração que 
ela é completamente separada de qualquer outra coisa na dimensão hu-
mana. Ninguém pode tirar de Deus o que ele desenvolveu para a sua 
glória!
Mas esse incenso simboliza algo muito mais significativo que qual-
quer composto de ingredientes inertes: você e eu. Nossa vida dever ser 
como esse perfume – santo, aceitável, aromático – subindo a Deus como 
aroma agradável (v. Rm 12.1 e 2Co 2.15). Quem usa sua vida para qualquer 
propósito que não a adoração – independentemente de quão nobre possa 
ser esse propósito – é culpado de sério pecado. É o mesmo pecado de um 
israelita que usou de forma inadequada o incenso santo – um pecado tão 
sério que, sob a lei, era punido com a morte.
QUANDO ADORAR É ERRADO
Repetidas vezes, Deus julgou aqueles que falharam em adorá-lo correta-
mente. Quando o povo de Israel fez e adorou um bezerro de ouro, Deus 
misericordiosamente amenizou sua justa reação, que teria sido a comple-
ta destruição da nação. Em vez disso, ele matou apenas três mil israelitas 
(Êx 32.7-28). Esse ato de julgamento permanece oferecendo uma vívida 
ilustração de como Deus se sente a respeito da falsa adoração.
O capítulo 10 de Levítico descreve a ordenação para o sacerdócio de 
Nadabe e Abiú, filhos de Arão, o sumo sacerdote. Eles haviam aguardado 
todos os anos de infância e juventude para se tornarem sacerdotes, tendo 
sido cuidados, preparados e treinados para o sacerdócio. Agora eles deve-
riam ser ordenados.
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Mas, na primeira função real como sacerdotes, eles ofereceram 
“fogo estranho”. A natureza exata da infração não é especificada. A ex-
pressão hebraica fala sobre “fogo não permitido”. Talvez eles tenham 
oferecido um tipo estranho de incenso (Êx 30.9). Talvez eles tenham 
feito a oferta após terem bebido vinho (cf. Lv 10.8,9). Seja como for, eles 
não seguiram o que estava prescrito para os sacerdotes na condução 
do povo em adoração. Eles agiram independentemente da revelação de 
Deus no que se referia à adoração correta, e Deus instantaneamente 
matou os dois.
Foi um dia triste. Depois de ficar a vida toda na expectativa de que 
eles conduziriam as pessoas em adoração, perderam tudo com um movi-
mento em falso no primeiro dia. Eles eram jovens, animados, cheios de 
entusiasmo – talvez até com zelo bem-intencionado. Mas desobedeceram 
e foram fulminados imediatamente.
O rei Saul foi culpado de um pecado semelhante. Lemos em 1Samuel 
13.8-14:
Então ele esperou sete dias, de acordo com o que Samuel havia determinado; mas 
quando viu que Samuel não chegava a Gilgal, o exército deixou Saul e se dispersou.
 Então Saul disse: Trazei-me aqui um holocausto e ofertas pacíficas. E ele ofere-
ceu o holocausto.
 Mal havia acabado de oferecer o holocausto, Samuel chegou; e Saul foi até ele e 
o cumprimentou.
 Então Samuel perguntou: Que fizeste? Saul respondeu: Vi que o exército estava 
me abandonando e se dispersando, e que tu não chegavas no tempo determinado, 
e que os filisteus já estavam reunidos em Micmás, então eu disse: Agora os filisteus 
me atacarão em Gilgal, e eu ainda não busquei o favor do Senhor. Assim me senti 
pressionado e ofereci o holocausto.
 Então Samuel disse a Saul: Agiste loucamente; não obedeceste ao mandamento 
que o Senhor, teu Deus, te ordenou. O Senhor teria confirmado o teu reino sobre 
Israel para sempre; porém agora o teu reino não subsistirá; o Senhor já encontrou 
para si um homem segundo o seu coração e já o destinou para ser príncipe sobre o 
seu povo, porque não obedeceste ao que o Senhor te ordenou.
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Saul decidiu usurpar a função de sacerdote. Ele divergiu do método 
prescrito por Deus para a adoração, e isso custou o trono para ele e seus 
descendentes.
Um dos mais significativos relatos do Antigo Testamento é a história 
de como Uzá perdeu a vida. Ao que tudo indica, Uzá era um coatita. 
Os coatitas tinham a tarefa de transportar a arca da aliança. Um dos 
princípios básicos que eles aprenderam foi o de nunca tocar na arca. A 
arca devia ser carregada por varas colocadas entre argolas, e os coatitas a 
transportavam nos ombros segundo a forma explicitamente prescrita em 
Números 4.5,6. O versículo 15 diz que a arca precisava ser coberta cuida-
dosamente, mas não tocarão nas coisas sagradas, para que não morram.
Esse era o método de Deus. Em 2Samuel 6.3,6,7 vemos a descrição do 
método de Uzá:
Puseram a arca de Deus em um carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que 
estava sobre a colina. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, conduziam o carro novo. [...] 
Quando chegaram à eira de Nacom, Uzá estendeu a mão e segurou a arca de Deus, 
pois os bois haviam tropeçado. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e 
Deus o feriu por seu erro; e Uzá morreu ali junto à arca de Deus.
Uzá, em desobediência ao método divinamente ordenado, permitiu 
que a arca fosse transportada num carro. Era um carro novo, sugerindo que 
os homens que transportavam a arca tinham algum senso da santidade 
de sua tarefa. Eles não a jogaram simplesmente numa carroça velha. Mas 
também não realizaram a tarefa como Deus havia expressamente ordena-
do. Assim, quando o carro bateu com força no trajeto, quase tombou. Uzá, 
que havia sido treinado a vida inteira para proteger a arca da aliança, es-
tendeu a mão para impedi-la de cair do carro. Ele a tocou, e Deus o matou 
imediatamente.
Certamente Uzá tinha boas intenções. Parece que ele estava apenas 
tentando fazer seu trabalho ao proteger a arca, mas o estava realizando 
de forma errada. Ele se esforçou para cumprir uma responsabilidade pe-
rante Deus, mas em desacordo com a revelação dada por Deus. Ele pode 
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ter encarado seu ato como de adoração, como uma tentativa de preservar 
a santidade de Deus, mas poluiu a arca com o toque de suas mãos, e isso 
lhe custou a vida.
Os que oferecem adoração a seu modo são inaceitáveis 
a Deus, não importa se suas intenções são boas
Todos esses incidentes nos ensinam que Deus não aceitará adoração 
irregular. Alguns insistiriam que qualquer tipo de adoração sincera é 
aceitável a Deus, mas isso simplesmente não é verdade. A Bíblia ensina 
claramente que os que oferecem adoração a seu modo são inaceitáveis 
a Deus, não importa se suas intenções são boas. Independentemente de 
quão pura seja a nossa motivação ou de quão sinceros sejamos em nossa 
tentativa, se fracassarmos em adorar a Deus como ele mandou, não sere-
mos abençoados.
QUATRO TIPOS DE ADORAÇÃO INACEITÁVEL
As Escrituras sugerem pelo menos quatro categorias de adoração errada. 
Uma é a adoração a falsos deuses. Não há outro Deus, a não ser o Deus da 
Bíblia, e ele é zeloso e não tolera a adoração a outro deus. Em Isaías 48.11, 
Deus diz: Não darei a minha glória a nenhum outro. Isso é uma repetição 
de Isaías 42.8: Eu sou o Senhor; este é o meu nome. Não darei a minha glória a 
outro, nem o meu louvor às imagens esculpidas. Êxodo 34.14 explica: Porque não 
adorarás nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso.
No entanto, a maior parte do mundoadora deuses falsos. Romanos 1.21 
acusa a humanidade inteira por esta tendência. Falando a respeito de toda 
a raça humana em sua condição decaída e perdida, Paulo escreve: Porque, 
mesmo tendo conhecido a Deus, não o glorificaram, nem lhe deram graças.
Paulo descreve então a história da degradação de nossa raça rumo a 
formas mais profundas e pecaminosas de falsa adoração. É significativo 
que a essência da depravação humana, tal como Paulo descreve, esteja li-
gada à falsa adoração – começando com a recusa em adorar a Deus como 
devemos. Os que se afastam do Deus verdadeiro invariavelmente fazem 
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seus ídolos para adorar – e isso leva inexoravelmente a expressões cada 
vez mais pecaminosas de falsa religião. Paulo resume isso no mínimo 
possível de palavras: Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e substituíram a 
glória do Deus incorruptível por imagens semelhantes ao homem corruptível, às 
aves, aos quadrúpedes e aos répteis (v. 22-23).
O versículo 24 fala então das consequências amargas de adorar falsos 
deuses: É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de 
seus corações, para desonrarem seus corpos entre si. O versículo 26 prossegue: 
Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. O versículo 28 acrescenta: Fo-
ram entregues pelo próprio Deus a uma mentalidade condenável.
Assim, o resultado da adoração imprópria é que Deus simplesmente 
entrega os idólatras ao seu pecado e às suas consequências. Você pode 
pensar em algo pior? O pecado deles torna-se cada vez mais o fator domi-
nante de sua vida e, no final, em Romanos 1.32–2.1, aprendemos que eles 
enfrentam julgamento sem que haja desculpas.
Todos adoram. Somos criaturas espirituais, e o impulso para adorar 
é uma das necessidades humanas básicas que Deus projetou em nosso 
coração. Quando a pessoa rejeita a Deus, ela invariavelmente adora falsos 
deuses. Isso é verdade até em relação a um ateu. Ele adora a si mesmo. 
Isso, é claro, foi o que Deus proibiu no primeiro mandamento.
Falsos deuses podem ser objetos materiais ou imaginários, ou ainda 
seres sobrenaturais. Deuses materiais podem ser adorados mesmo sem 
o pensamento consciente de que eles sejam divindades. Jó 31.24-28 diz:
Se coloquei a esperança no ouro, ou disse ao ouro refinado: Tu és minha confiança; 
se me alegrei por ser muito rico, e por ter conquistado grandes coisas; se olhei para o 
sol, quando brilhava, ou para a lua, quando ela caminhava em esplendor, e o meu 
coração foi enganado em segredo, e a minha mão mandou beijos de veneração; isso 
também seria um mal a ser punido pelos juízes; pois assim eu teria negado a Deus, 
que está lá em cima.
Jó recusou a inclinação para adorar a riqueza material. Se você adora o 
que possui – se você centra sua vida em si mesmo, em suas posses ou até 
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mesmo em suas necessidades –, você está negando a Deus. Na verdade 
você está fazendo de suas posses o seu deus.
Habacuque 1.15,16 descreve a falsa adoração dos caldeus: O adversário 
levanta a todos com o anzol, apanha-os na sua rede e os ajunta na sua rede de 
arrastão; por isso ele se alegra e se regozija. Por isso sacrifica à sua rede e queima 
incenso à sua rede de arrastão. Sua rede era seu poder militar, e o deus que 
eles adoravam era o poder armado – um clássico exemplo de falsa adora-
ção da qual frequentemente todas as nações são vítimas.
Alguns criam deuses sobrenaturais, divindades pessoais imaginárias. 
Isso, também, é claramente inaceitável. Em 1Coríntios 10.20, vemos que 
as coisas sacrificadas aos ídolos são, na verdade, oferecidas aos demô-
nios. Em outras palavras, quando as pessoas adoram seres falsos, estão 
de fato apenas adorando os demônios que personificam aqueles falsos 
deuses. Muitos fazem isso sem reconhecer o elemento demoníaco em sua 
adoração, mas, não obstante, trata-se de uma falsa religião diabólica.
Atos 17.29 contém uma maravilhosa observação feita por Paulo: Sendo 
nós gerados por Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao 
ouro, à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação humana. Somos fei-
tos à imagem de Deus, e não somos prata, pedra e madeira. Como pode-
ríamos pensar que o nosso Criador seria assim?
Um segundo tipo de adoração inaceitável é a adoração ao Deus verda-
deiro da forma errada. Êxodo 32.7,8 registra a resposta de Deus quando os 
israelitas fizeram um bezerro de ouro para adorar:
Então o Senhor disse a Moisés: Vai, desce, porque o teu povo, que tiraste da terra do 
Egito, se corrompeu; depressa se desviou do caminho que lhe ordenei. Fizeram para 
si um bezerro de fundição, adoraram-no, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: Aí 
está, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
Observe que eles estavam prestando homenagem com seus lábios a 
Jeová, aquele que os livrara da escravidão egípcia. Eles acreditavam pia-
mente que estavam adorando o Deus verdadeiro – tinham a intenção de 
adorá-lo –, mas o haviam reduzido a uma imagem.
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Anos depois, como está registrado em Deuteronômio 4.14-19, Moisés 
disse aos israelitas reunidos:
Ao mesmo tempo, o Senhor também me ordenou que vos ensinasse estatutos e pre-
ceitos, para que os cumprísseis na terra à qual vos dirigis para dela tomar pos-
se. Ficai muito atentos, pois não vistes forma alguma no dia em que o Senhor, 
vosso Deus, falou convosco do meio do fogo, no Horebe, para não vos corromper-
des, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, 
semelhante a homem ou mulher; ou semelhante a qualquer animal na terra, ou a 
qualquer ave que voa pelo céu; ou semelhante a qualquer animal que rasteja sobre 
a terra, ou a qualquer peixe nas águas debaixo da terra; e para não acontecer que, 
levantando os olhos ao céu, e vendo o sol, a lua e as estrelas, todo esse exército do 
céu, sejais levados a vos inclinardes perante eles, prestando culto a essas coisas que 
o Senhor, vosso Deus, concedeu igualmente a todos os povos debaixo do céu.
Em outras palavras, quando Deus se revelou aos israelitas como nação, 
ele não estava personificado em alguma forma distinta. Houve manifesta-
ções de sua glória e de seu poder – a coluna de fogo e fumaça, os milagres e a 
glória refletida na face de Moisés –, mas não houve representação tangível 
ou visível de Deus. Isto é verdade com relação ao nosso Pai celestial em toda 
a Escritura. Por quê? Porque Deus não quer ser reduzido a uma imagem.
A idolatria não começa com o martelo 
do escultor; ela começa na mente
Se você imagina Deus como um velho barbudo sentado num trono, 
isso é inaceitável. A idolatria não começa com o martelo do escultor; ela 
começa na mente. Quando pensamos em Deus, o que devemos visuali-
zar? Absolutamente nada. Nenhum conceito visual de Deus poderia re-
presentar adequadamente sua glória eterna. Isso pode se dever ao fato de 
Deus ser descrito como luz. Não é possível fazer uma estátua da luz.
Um terceiro tipo de adoração irregular é a adoração ao Deus verdadeiro 
em um estilo próprio. Como vimos, Nadabe e Abiú, Saul e Uzá foram todos 
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culpados de adorar a Deus à própria maneira, diferentemente da revelação 
de Deus. Essa é uma adoração falsa, assim como adorar um ídolo de 
pedra é uma adoração falsa, e Deus não a aceita.
Os fariseus tentavam adorar ao Deus verdadeiro com um sistema pró-
prio, e Jesus lhes disse: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por 
causa da vossa tradição? (Mt 15.3). A adoração deles era uma abominação.
Um tipo mais sutil de adoração falsa que qualquer das três já menciona-
das é a adoração ao Deus verdadeiro da forma correta, mas com uma atitude errada.
Se eliminarmos todos os falsos deuses,todas as imagens do Deus 
verdadeiro e todos os modelos com um estilo próprio de adoração, nossa 
adoração ainda será inaceitável se a atitude do nosso coração não for 
correta. Talvez você não adore falsos deuses ou imagens do Deus verda-
deiro. E talvez não seja culpado de inventar seu estilo de adoração. Mas 
você adora com a atitude correta? Se não o faz, sua adoração é inaceitável 
a Deus.
O seu coração inteiro está na adoração? Quando chega a hora de entre-
gar, você entrega o melhor que tem? Seu ser interior está cheio de temor 
e reverência? Sejamos sinceros: nenhum de nós pode responder a essas 
perguntas de forma afirmativa sem hesitação ou reserva.
No capítulo 1 de Malaquias, Deus censura o povo de Israel pela im-
perfeição de sua adoração. Ofereceis alimento impuro sobre o meu altar, ele 
disse (v. 7). Eles estavam tratando a questão da adoração com desdém, 
com irreverência. Ao oferecer animais cegos, mancos e doentes (v. 8), em 
vez de trazer o melhor que tinham, estavam demonstrando descaso com 
a seriedade da adoração. No versículo 10, Deus diz: Eu não tenho prazer 
em vós, nem aceitarei vossa oferta. Ele se recusou aceitar a adoração deles, 
porque a atitude deles não era correta.
Amós também nos dá uma visão sobre a intensidade do ódio de Deus 
pela adoração feita com atitude errada. Em Amós 5.21-24, Deus diz:
Eu detesto e desprezo vossas festas; não me agrado das vossas assembleias solenes. 
Ainda que me ofereçais sacrifícios com as vossas ofertas de cereais, não me agra-
darei deles; nem olharei para as ofertas pacíficas de vossos animais de engorda. 
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DO QUE O MUNDO PRECISA AGORA 25
Afastai de mim o som dos vossos cânticos, porque não ouvirei as melodias das vos-
sas liras. Corra porém a justiça como as águas, e a retidão, como o ribeiro perene.
Oseias viu a mesma verdade. Em Oseias 6.4-6, lemos:
Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a névoa da 
manhã e como o orvalho que logo se acaba. Por isso os abati por meio dos profetas; 
matei-os pela palavra da minha boca; e os meus juízos a teu respeito sairão como 
a luz. Pois quero misericórdia e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do 
que os holocaustos.
Aquilo tudo era hipocrisia, não adoração. As ofertas eram vazias. As-
sim como muitos nos dias atuais, eles eram culpados de dar a Deus o sím-
bolo, mas não a realidade.
Isaías 1.11-15 traz a mesma acusação:
O Senhor pergunta: Para que me trazeis tantos sacrifícios? Estou farto dos ho-
locaustos de carneiros e da gordura de animais de engorda. Não me agrado do 
sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes. Quando vindes comparecer diante de 
mim, quem vos pediu que pisásseis nos meus átrios? Não continueis a trazer oferta 
inútil; para mim é incenso abominável. Luas novas, sábados e convocações de as-
sembleias; não suporto maldade com solenidade! A minha alma aborrece as vossas 
luas novas e as vossas festas fixas. Já me são pesadas! Estou cansado de suportá-
-las! Quando estendes as mãos, esconderei os olhos de vós; e ainda que multipli-
queis as orações, não as ouvirei.
Leia cuidadosamente os profetas menores. As profecias da destruição 
de Israel e Judá estão relacionadas ao fato de eles não adorarem a Deus 
com a atitude correta.
NOSSA MAIOR NECESSIDADE
Talvez a maior necessidade de toda a cristandade seja uma clara com-
preensão do ensino bíblico sobre a adoração. Quando a igreja falha em 
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ADORAÇÃO — A PRIORIDADE SUPREMA26 
adorar corretamente, falha em todas as demais áreas. E o mundo está 
sofrendo por causa dessa falha.
Grande parte do mundo oferece a falsa adoração, o tipo de adoração 
que se concentra em uma tortilha, em coisas materiais, no ritual ou na 
forma, ou até mesmo em bênçãos divinas. Se não adoramos essas coisas, 
oferecemos o tipo de adoração que segue um estilo próprio, projetado 
para agradar os adoradores. E, mesmo no melhor dos casos, a nossa ado-
ração é oferecida com uma atitude errada ou parcial. Deus não aceitará 
esse tipo de adoração baseado nos próprios méritos. A Bíblia é explícita a 
respeito.
Devemos buscar uma nova compreensão da adoração. Deus assim nos 
ordenou. Nosso ministério depende disso. É algo crucial para o nosso re-
lacionamento com ele e para o nosso testemunho neste mundo. Não po-
demos nos dar ao luxo de ignorá-lo. Há muita coisa em jogo.
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