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FACULDADE CLARETIANO EDUCAÇÃO FÍSICA EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA PERUS-SP 2021 NOME: MÁRCIA DE JESUS SANTOS RA: 8139347 EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA Portfólio 2 Ao se propor uma prática inclusiva, é preciso entender que a diversidade é real para que se modifique o modo de olhar o outro. Estamos acostumados a enxergar a pessoa com deficiência identificando-a por sua limitação – quando deveríamos converter a dificuldade em ponto de partida para o desenvolvimento. Outro empecilho que a prática da educação inclusiva enfrenta é a dificuldade em se compreender que a ação da “deficiência” sobre o aluno é sempre secundária: são as barreiras sociais construídas e consolidadas nas interações com o outro que imprimem a marca da capacidade ou incapacidade. Deve-se desconstruir o ideal tradicional de aluno para, com base em um novo conceito, olhar a diversidade não como uma condição excepcional, mas com naturalidade. Isso implica reconhecer as diferenças de todos para buscar potencialidades. Nesse ponto, é preciso investigar previamente: qual o tipo de deficiência do estudante? Quando e como surgiu? Em quais funções ele necessita de auxílio? Qual seu grau de autonomia? Como é seu desenvolvimento cognitivo e motor? Como ele interage? Que outros serviços de apoio (fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia etc.) é preciso buscar para estabelecer um trabalho interdisciplinar? O professor deve acolher e dar a todos os alunos o mesmo nível de atenção e consideração, fazendo-os se sentir à vontade para desenvolver as atividades propostas, mantendo o foco nas capacidades e limitações de cada aluno. Deve planejar e elaborar estratégias para a interação dos alunos, esse planejamento servirá como um ciclo, e envolverá organização, execução e avaliação. Planejar melhorias no espaço físico, como também em outras práticas que possam contribuir na real inclusão de todos os alunos. Elaboração de atividades como: Passa-Repassa (deficiência física), mini tênis (deficiência física), Caranquejobol (deficiência auditiva), pegue o rabo (deficiência auditiva), adivinhe pelo tato (deficiência visual) entre outras. Fazer adaptações é importante pois garante a inclusão e participação de todo. O papel da Educação Física inclusiva é criar alternativas para eliminar e exclusão e basear-se na pedagogia cooperativa, assim quem tem poucas habilidades motoras, pode estar sempre participando e sendo capacitado em suas dificuldades. Pode- se fazer o uso dos jogos cooperativos, que são dinâmicas de grupo que têm por objetivo despertar a consciência de cooperação e promover efetivamente a ajuda entre as pessoas. No jogo cooperativo, aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, e não como adversário. Sendo assim, teremos o favorecimento de algumas atitudes: · Promovem o respeito pelas diferenças · Favorecem o desenvolvimento das habilidades motoras e capacidades físicas. · Evitam situações de exclusão. A escola comum tem como compromisso difundir o saber universal, certamente terá de saber lidar com o que há de particular na construção desse conhecimento para alcançar o seu objetivo. Mas ainda assim, terá limitações naturais para tratar com o que há de subjetivo nessa construção com alunos com deficiência, principalmente com a deficiência mental. Esse fato já aponta e demonstra a necessidade de existir um espaço para esse fim, que não seja eminentemente clínico - 9 - Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Mental. e que resguarde uma característica tipicamente educacional. Para esse fim, está previsto na Constituição de 1988 o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, para o que antes era definido como Educação Especial e todas as suas formas de intervenção. Em seu Artigo 208, a Constituição determina que esse atendimento ocorra, preferencialmente, na rede regular de ensino. É importante esclarecer que: a) esse atendimento refere-se ao que é necessariamente diferente da educação em escolas comuns e que é necessário para melhor atender às especificidades dos alunos com deficiência, complementando a educação escolar e devendo estar disponível em todos os níveis de ensino; b) é um direito de todos os alunos com deficiência que necessitarem dessa complementação e precisa ser aceito por seus pais ou responsáveis e/ou pelo próprio aluno; c) o “preferencialmente” na rede regular de ensino significa que esse atendimento deve acontecer prioritariamente nas unidades escolares, sejam elas comuns ou especiais, devidamente autorizadas e regidas pela nossa lei educacional. A Constituição admite ainda que o atendimento educacional especializado pode ser oferecido fora da rede regular de ensino, já que é um complemento e não um substitutivo do ensino ministrado na escola comum para todos os alunos; d) o atendimento educacional especializado deve ser oferecido em horários distintos das aulas das escolas comuns, com outros objetivos, metas e procedimentos educacionais. e) as ações do atendimento educacional são definidas conforme o tipo de deficiência que se propõe a atender. Como exemplo, para os alunos com deficiência auditiva o ensino da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, de Português, como segunda língua, ou para os alunos cegos, o ensino do código “Braille”, de mobilidade e locomoção, ou o uso de recursos de informática, e outros; f) os professores que atuam no atendimento educacional especializado, além da formação básica em Pedagogia, devem ter uma formação específica para atuar com a deficiência a que se propõe a atender. Assim como o atendimento educacional especializado, os professores não substituem as funções do professor responsável pela sala de aula das escolas comuns que têm alunos com deficiência incluídos. O conhecimento da deficiência mental precisa ser clarificado, dada a facilidade de se confundir os problemas de ensino e de aprendizagem causados por essa deficiência com o que é barreira para o aproveitamento escolar de todo e qualquer aluno. Bibliografia Básica GREGUOL, Márcia; COSTA, Roberto Fernandes da (org.). Atividade física adaptada: qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais. 4. ed. rev. e ampl. Barueri: Manole, 2019. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520456224/cfi/0!/4/4@0.00:0.00. Acesso em: 24 nov. 2020. GREGUOL, Márcia. Natação adaptada: em busca do movimento com autonomia. Barueri, SP: Manole, 2010. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451878/cfi/0!/4/2@100:0.00. Acesso em: 24 nov. 2020. 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