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Exórdio É a primeira parte de um discurso ou de um texto, onde se dá a conhecer ao recetor o assunto a tratar e onde se expõe o plano a desenvolver. Estabelece assim uma relação com a exposição dos acontecimentos ao mesmo tempo que desperta a atenção dos ouvintes ou leitores. Epílogo O Epílogo ou Peroração é a parte final de um discurso, em que o autor faz uma conclusão do assunto, sintetiza as ideias expostas, resume factos e argumentos, procurando impressionar os ouvintes. Epílogo designa também a parte final de um texto narrativo ou dramático. Padre António Veieira O poder do verbo de Vieira era tal que não só dissertou magistralmente sobre os assuntos mais diversos, mas também mais do que uma vez sobre o mesmo assunto. Qualquer destes sermões obedecia, quase sempre, a uma estrutura consagrada no seu tempo: o exórdio ou introito, em que o orador expunha o plano que iria defender, baseado num conceito predicável extraído normalmente da Sagrada Escritura; a invocação, em que se invoca o auxílio divino para a exposição das ideias ; a confirmação ou argumento, em que se fazia a exposição do tema através de alegorias, sentenças e exemplos para deles tirar ilações e a peroração, a última parte do Sermão, em que o orador, recapitulando o seu discurso, usava um desfecho vibrante de forma a impressionar o auditório e a exortá-lo, a pôr em prática os seus ensinamentos. Vieira apresenta os princípios que devem presidir à elaboração de um sermão (neste excerto da Sexagésima). Para “construir” um ____1____escolhe-se uma _____2_____e define-se como se vai tratá-la. Desenvolve-se esse ______3_______ tendo a preocupação de dar ______4______ e de prever a argumentação contrária para a __________5_______. Finalmente utilizam-se as ________6________ alcançadas para ________7___________ os ouvintes e levá-los a ___________8_______. Legenda: assunto (3)/ refutar (5)/conclusões (6)/agir (8)/sermão(1)/ exemplos (4)/persuadir (7)/ matéria(2) O Sermão de Santo António aos peixes baseia-se no conceito predicável “vos estis sal terrae” (S. Mateus, vers.13) e é todo ele feito de alegorias, simbolizando os vícios dos colonos do Brasil (“peixes grandes que comem os pequenos”) em vários peixes – roncador (o orgulhoso), voador (o ambicioso), pegador (o parasita), e o polvo (o traidor, mais traidor que o próprio Judas).