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<p>Iniciado em Saturday, 31 Aug 2024, 08:34</p><p>Estado Finalizada</p><p>Concluída em Saturday, 31 Aug 2024, 08:35</p><p>Tempo empregado 1 minuto 25 segundos</p><p>Avaliar 1,70 de um máximo de 1,70(100%)</p><p>Questão 1</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Os movimentos literários podem ser delimitados, dentre algumas</p><p>características, pelo desenvolvimento de uma estética própria, conjunto de</p><p>regras que determina a associação de um texto com determinada escola</p><p>literária. Uma dessas regras é a linguagem utilizada, bem como as ideias que</p><p>propaga.</p><p>Dentre os textos a seguir, é correto afirmar que aquele que representa um texto</p><p>da corrente barroca é</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>E vejo o que não vi nunca, nem cri / Que houvesse cá, recolhe-se a alma a si /</p><p>E vou tresvairando, como em sonho /</p><p>b.</p><p>Morto elRei dom Fernando, ficou a Rainha por Regedor e Governador do reino,</p><p>como nos tratos era contido, usando de toda a jurisdição e senhorio em quitar</p><p>mensagens e apresentar igrejas, confirmando os seus bons usos e costumes às</p><p>vilas e cidades que lho enviavam requerer, como tem usança de fazer um rei</p><p>quando novamente começa de reinar, obedecendo-lhe os fidalgos e o comum</p><p>povo.</p><p>c.</p><p>Ah! Peixes, quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidades! A vossa</p><p>bruteza é melhor que o meu alvedrio. Eu falo, mas vós não ofendeis a Deus</p><p>com as palavras: eu lembro-me, mas vós não ofendeis a Deus com a</p><p>memória: eu discorro, mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento: eu</p><p>quero, mas vós não ofendeis a Deus com a Vontade.</p><p>d.</p><p>No mundo ninguém se assemelha a mim / enquanto a minha continuar como</p><p>vai, /</p><p>porque morro por vós, e ai! / minha senhora de pele alva e faces rosadas.</p><p>e.</p><p>O primeiro personagem é um nobre chamado de fidalgo, que chega com um</p><p>empregado, que leva para o rei a sua túnica real e o seu trono. E começa o</p><p>capitão do barco do inferno antes que o fidalgo venha.</p><p>Diabo – veja, veja, companheiro, hoje a maré está boa, acerte as velas em direção</p><p>à popa.</p><p>Companheiro – pronto.</p><p>Diabo – muito bem, agora estique a corda que prende as velas, e desocupe</p><p>aquela cadeira para as pessoas que virão. Companheiro, companheiro, rápido,</p><p>está na hora de zarpar, graças ao demo. O que está fazendo? Desocupe todo</p><p>aquele banco.</p><p>Questão 2</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>O Barroco foi um movimento de renovação cultural e estética que teve reflexos</p><p>em toda a sociedade portuguesa. Porém, diferente de períodos anteriores ele</p><p>possui manifestações voltadas para a prosa e poesia, respectivamente, o</p><p>conceptismo e o cultismo. Porém, essas vertentes seguiram caminhos de</p><p>desenvolvimento textual diferentes dentro da própria estética barroca.</p><p>Partindo dessas premissas sobre os elementos constitutivos do barroco, em</p><p>geral, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I – A vertente barroca do cultismo manifesta-se por meio da criação de analogias</p><p>que atingem os sentidos, de maneira que os seres, eventos e acontecimentos</p><p>referenciados possam ser mais bem compreendidos por meio de figuras de</p><p>linguagem. Por outro lado, o conceptismo era mais voltado para a</p><p>argumentação, o convencimento.</p><p>ll – Não há uma oposição explícita entre o conceptismo e o cultismo, de maneira</p><p>que um escritor pode se valer do mesmo estilo, e dentro da mesma obra.</p><p>lll - O gongorismo foi um movimento que era uma variação da escrita barroca</p><p>cultista, tendo como um de seus maiores representantes o Padre Antônio Vieira,</p><p>e o texto “Sermão da Sexagésima”, no qual é apresentado como a escola lexical</p><p>tem mais importância do que as ideias desenvolvidas.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>I e III, apenas.</p><p>b.</p><p>I e II, apenas.</p><p>c.</p><p>I, II e IIII.</p><p>d.</p><p>I, apenas.</p><p>e.</p><p>II, apenas</p><p>Questão 3</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o trecho a seguir.</p><p>Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque</p><p>roubais em uma ramada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o</p><p>roupar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com</p><p>muito, os Alexandres... o ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao</p><p>inferno: os que não só vão, mas que levam, de que eu trato, são os outros –</p><p>ladrões de maior calibre e de mais alta esfera... Os outros ladrões roubam um</p><p>homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo de seu risco,</p><p>estes, sem temor nem perigo; os outros se furtam, são enforcados, estes furtam</p><p>e enforcam.</p><p>Disponível em: VIEIRA, Antônio. “Sermão do bom Ladrão”. In: MOISÉS,</p><p>MASSAUD. A literatura portuguesa através dos textos. SÃO PAULO: CULTRIX,</p><p>1980, p. 156</p><p>Partindo dos pressupostos sobre o estilo de escrita do Padre Antônio Vieira</p><p>utilizado no “Sermão do bom Ladrão, assinale a opção correta.</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>O padre se utiliza da estética cultista, na prosa, com o objetivo de convencer o</p><p>espectador e, para tal, produz imagens verbais por meio de metáforas.</p><p>b.</p><p>O pregador faz uso do que chamamos de conceptismo, quando há uma</p><p>constância de ideias em prol do desenvolvimento de um raciocínio lógico.</p><p>c.</p><p>O escritor sincretiza os argumentos e o faz por meio de figuras de linguagem</p><p>como antíteses e analogias, como quando associa os pobres e os poderosos aos</p><p>pequenos e grandes ladrões, respectivamente.</p><p>d.</p><p>O padre recorre a um uso preciosíssimo da linguagem enquanto compara</p><p>acontecimentos do cotidiano com eventos bíblicos, buscando levar o espectador</p><p>ao convencimento de sua ideia.</p><p>e.</p><p>O autor tem como intuito a catequese, ou seja, a conversão, motivo de utilizar a</p><p>mesma técnica que os escritores gongóricos, para os quais a sofisticação do</p><p>verso era mais importante do que a mensagem a ser transmitida.</p><p>Questão 4</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Será porventura o não fazer fruto hoje a Palavra de Deus, pela circunstância da</p><p>pessoa? Será por que antigamente os pregadores eram santos, eram varões</p><p>apostólicos e exemplares, e hoje os pregadores são eu, e outors como eu? – Boa</p><p>razão é esta. A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo no</p><p>Evangelho não o comparou ao semador, senão ao que semeia. Reparai. Não diz</p><p>Cristo: saiu a semear o semeador, senão, saiu a semear o que semeia.(...) Entre o</p><p>semeador e o que semeia há muita diferença: uma coisa é o soldado e outra</p><p>coisa o que peleja; uma coisa é o governador e outra o que governa. Da mesma</p><p>maneira, uma coisa é o semeador, e outra o que semeia; uma coisa é o pregador</p><p>e outro o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que</p><p>prega é ação; as ações são as que dão o ser ao pregador. Ter nome de pregador,</p><p>ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as</p><p>obras, são as que convertem o mundo.</p><p>Antônio Vieira. Sermões.</p><p>Disponível em: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. São</p><p>Paulo: CULTRIX, 1980, p. 160.</p><p>Os sermões do Padre Antônio Vieira são objeto de estudo em cursos de letras,</p><p>direito e outros voltados para a prática discursiva e argumentativa, até os dias de</p><p>hoje. Com base na estrutura utilizada, é possível dizer que se trata de um sermão</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>religioso, o qual utiliza o engenho criativo do conceptismo para convencer o</p><p>expectador.</p><p>b.</p><p>profético, o qual utiliza a estrutura do conceptismo para anunciar as visões do</p><p>futuro em prol do convencimento do expectador.</p><p>c.</p><p>político, no qual se utiliza a vertente do conceptismo para desenvolver ideias</p><p>que atinjam o expectador.</p><p>d.</p><p>moralista, o qual utiliza a estrutura do cultismo para produzir uma sintaxe</p><p>sofisticada que impressione o expectador.</p><p>e.</p><p>patriótico, no qual se utiliza a vertente cultista para o uso de palavras simples</p><p>que atinjam o expectador.</p><p>Questão 5</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o trecho a seguir.</p><p>Nasce</p><p>o sol e não dura mais que um dia.</p><p>Depois da luz, se segue a noite escura,</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas a alegria.</p><p>(...)</p><p>Começa o mundo, enfim pela ignorância</p><p>E tem qualquer dos bens por natureza:</p><p>A firmeza somente na inconstância</p><p>Disponível em: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. São</p><p>Paulo: CULTRIX, 1980, p. 125.</p><p>Os versos apresentados constituem a primeira e a última estrofe de um dos</p><p>mais conhecidos sonetos de Gregório de Matos. É possível identificar, neles, duas</p><p>principais características do Barroco, uma formal e outra temática, que são a</p><p>presença</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>de antíteses (luz/noite, nasce/morre, luz/sombras) de maneira que estas</p><p>construam a complementação estética barroca.</p><p>b.</p><p>da efemericade (nascer/durar, dia/noite escura, firmeza/inconstância) para</p><p>representar a conquista do indivíduo, de maneira que o poema se constrói por</p><p>meio de relações de semelhanças entre os dessemelhantes.</p><p>c.</p><p>enfática de antítese (luz/noite escura, tristezas/alegria, nasce/morre) a</p><p>serviço da temática da transitoriedade. O artista formula a sintese desses</p><p>elementos contrários, com ela traduzindo suas angústias e perplexidades.</p><p>d.</p><p>do verso rebuscado (tristes sombras/formosura, ignorância/firmeza), de maneira</p><p>que o uso do discurso indireto evidencia o contexto gongônico de toda a</p><p>produção barroca.</p><p>e.</p><p>de uso rebuscado da linguagem (ignorância/firmeza) a serviço de um ideal</p><p>estético. O artista deleita-se no ideal clássico da inconstância da vida.</p>