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EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:
1. Verifique, no CARTÃO-RESPOSTA, se os seus dados 
estão registrados corretamente. Caso haja divergência, 
comunique-a imediatamente ao aplicador da sala.
2. Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de 
Redação e 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas 
da seguinte maneira:
a) as questões de número 1 a 45 são relativas à área de 
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
b) as questões de número 46 a 90 são relativas à área de 
Ciências Humanas e suas Tecnologias.
 ATENÇÃO: as questões de 1 a 5 são relativas à língua 
estrangeira. Você deverá responder apenas às questões 
relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) 
escolhida no seu CARTÃO-RESPOSTA.
3. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a 
quantidade de questões e se essas questões estão na 
ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno 
esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer 
divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele 
tome as providências cabíveis.
4. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 
5 opções. Apenas uma responde corretamente à questão.
5. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e 
trinta minutos.
6. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu
CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações 
assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão 
considerados na avaliação.
7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na 
FOLHA DE REDAÇÃO.
8. Quando terminar as provas, acene para chamar o 
aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o 
CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO.
9. Você não poderá se ausentar da sala de provas levando 
consigo o CADERNO DE QUESTÕES antes do prazo 
estabelecido e/ou o CARTÃO-RESPOSTA a qualquer 
tempo.
Pois a coragem cresce com a ocasião.
 ATENÇÃO: transcreva no espaço apropriado do seu CARTÃO-RESPOSTA,
com sua caligrafia usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:
Data: 27/08/17
Horário: 13h
PROVA DE REDAÇÃO E DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
2017
3o
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LC – 3o Simulado SAS ENEM – 1o dia | Página 2
2017
LINGUAGENS CÓDIGOS E SUAS 
TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção inglês)
QUESTÃO 01
Os Mutantes's psychedelic subversion
Through the tail end of the nineteen-sixties in Brazil, a 
cluster of bands, artists, poets, and filmmakers known as 
the Tropicália movement challenged the country's growing 
military class with subversive art and experimentation. At 
its center was Os Mutantes, a sprawling psychedelic-rock 
band started by Sérgio Dias and his brother Baptista, and 
fronted glamorously by the red-haired Lee. Barely out of 
their teens, and stoked by cyclical military coups, Pink 
Floyd and DC Comics, the musicians melded American 
rock, British pop, and Brazilian bossa nova, ornamenting 
political messages as suavely as Harrison and Hendrix. 
As censorship spread throughout the country, authorities 
struggled to decipher the band's politics through its 
intricate costumes and quirky, shifting arrangements of 
guitar, harpsichord, brass, and woodwinds.
TRAMMELL, Matthew. Os Mutantes's psychedelic subversion. The New Yorker. 
Disponível em: <http://www.newyorker.com/>. Acesso em: 28 fev. 2017.
O texto apresentado trata da banda Os Mutantes, uma 
das mais importantes da música nacional. De acordo com 
o texto, a banda
 A fazia uma arte psicodélica, que apoiava os sucessivos 
golpes militares ocorridos no Brasil. 
 B desafiava a sociedade conservadora da época, a 
ponto de ter uma mulher como líder.
 C criou o movimento Tropicália, que contou com a 
adesão de artistas, poetas e cineastas. 
 D transmitia nas canções mensagens políticas que os 
censores tinham dificuldade de decifrar.
 E influenciou bandas internacionais, como Pink Floyd, 
roteiristas da DC Comics e a bossa nova.
QUESTÃO 02
[...]
Must it all be either less or more,
Either plain or grand?
Is it always “or”?
Is it never “and”?
That's what woods are for:
For those moments in the woods.
A canção anterior faz parte do espetáculo musical Into 
the woods, que lança mão de uma série de personagens 
de contos de fada para contar uma história repleta de 
questões existenciais dos seres humanos. Por exemplo, 
pode-se dizer que o trecho apresentado, em sua essência, 
trata da(o)
 A necessidade de se fazer escolhas, quando as pessoas 
poderiam simplesmente somar.
 B medo do desconhecido, que paralisa as pessoas 
diante de escolhas fundamentais.
 C importância do contato com a natureza, que permite a 
ponderação na hora de escolher.
 D obrigação que as pessoas sentem de explicar a 
natureza e seus ambientes.
 E constante dúvida, que faz com que as pessoas adiem 
decisões importantes.
QUESTÃO 03
C
hr
is
to
ph
er
 G
ra
dy
Muitas vezes, as tirinhas enfatizam um aspecto do 
cotidiano de tal modo que faz com que o público se 
identifique com ela. No caso da tirinha apresentada, que 
retrata um pai no cuidado de seus dois filhos, a ênfase 
recai sobre o(a)
 A rotina cíclica das famílias, que envolve comer, brincar 
e organizar.
 B necessidade de se alimentar as crianças 
constantemente. 
 C importância de se incentivar as crianças a arrumar 
seus brinquedos. 
 D perigo de se deixar as crianças sozinhas, mesmo que 
por alguns instantes.
 E dificuldade de se manter a casa limpa e arrumada 
quando se tem crianças.
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LC – 3o Simulado SAS ENEM – 1o dia | Página 3
2017
QUESTÃO 04
Ted (2030): Children, your aunt Robin was dating Don 
until recently, but one evening, coming from nowhere...
Robin is at Don, sitting on the couch, when Don comes 
with pancakes.
Don: You want to install?
Robin: Well... It's a bit early... but... of course, I might 
consider... I moved here, let me think. 
Don: I mean, you can install yourself beyond me to sit?
Robin: Yeah, that's what I was talking about. Me too. As I 
said, let me think. I agree.
Disponível em: <http://transcripts.foreverdreaming.org>. Acesso em: 3 mar. 2017.
O texto apresentado é extraído do episódio “Twin beds”, 
do seriado estadunidense How I met your mother. Nele, o 
casal Robin e Don passa por uma situação embaraçosa, 
gerada pela
 A discordância dos dois sobre a importante decisão de 
ficarem ou não noivos.
 B pouca intimidade entre os dois, que tinham começado 
a namorar recentemente.
 C falta de entendimento de Robin, que achou que Don a 
tinha chamado para morar com ele.
 D dificuldade de Robin de se expressar, dado o 
nervosismo diante do novo namorado.
 E surpresa de Robin com o fato de Don ter preparado 
panquecas enquanto ela o aguardava.
QUESTÃO 05
Be
nj
am
in
 S
ch
w
ar
tz
Em geral, os cartuns abordam a sociedade sob pontos de 
vista irreverentes. O cartum apresentado, por exemplo, 
trata do Snapchat, enfatizando
 A a dificuldade que pessoas com mais de 40 anos têm 
de entender essa rede social.
 B o vício que ele gera nas pessoas, especialmente 
naquelas que têm mais de 40 anos.
 C os casos de morte associados ao uso da rede social, 
que já ultrapassam a marca de 40.
 D o isolamento, já que uma pessoa pode ficar mais de 
40 dias presa em casa graças a ele.
 E o aumento de 40 por cento de usuários da rede social 
que têm envolvimento com a polícia.
LINGUAGENS CÓDIGOS E SUAS 
TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção espanhol)
QUESTÃO 01
La amnistía es una palabra de origen griego que 
significa olvido. Es una causa de extinción de la 
responsabilidad penal.Es un acto jurídico, normalmente 
emanado del poder legislativo, porque una pluralidad de 
individuos que habían sido declarados culpables de un 
delito pasan a considerarse inocentes por desaparición 
de la figura delictiva.
La amnistía actúa sobre el delito mismo. Por ello, la 
amnistía suele tener efectos retroactivos y, entre otros, 
extingue toda responsabilidad penal o civil y anula los 
antecedentes penales. Por el mismo motivo, es general, 
dado que actúa sobre todos los que cometieron ese delito, 
y no sobre individuos concretos.
AMNISTÍA. Glosario de Términos y de Conceptos Jurídicos o Relativos al Poder Judicial.
Puerto Rico: Academia Judicial Puertorriqueña, 2015. 
Disponível em: <http://www.ramajudicial.pr>. Acesso em: 19 jun. 2017.
A anistia é um ato jurídico de largo emprego no final 
do século XX. Etimologicamente, essa palavra tem 
sentido de
 A atuação sobre o delito em si.
 B desaparecimento da figura delitiva.
 C ato jurídico emanado do poder legislativo.
 D esquecimento, ato de perder a memória de algo.
 E subsistência da responsabilidade penal ou civil.
QUESTÃO 02
El impacto de romper una amistad
Siempre se habla de lo duro y el dolor físico que causa 
una ruptura romántica, pero ¿qué pasa cuando se pierde 
a un amigo? El vacío que sentís cuando ese amigo íntimo 
se va al otro extremo del mundo, se evapora porque se 
enamoró o no te perdona porque una discusión significó 
el acta de defunción de la relación, alegando ‘diferencias 
irreconciliables’. […] A lo largo de la vida hay compañeros 
fugaces y amigos para siempre, cuando uno de estos 
últimos desaparece puede causar tal angustia y malestar 
que solo pueden ser curados por el tiempo, como el más 
grande de los amores.
MATEOS, Alejandra Sánchez. El impacto de romper una amistad. Clarín. 
Disponível em: <https://www.clarin.com>. Acesso em: 8 jun. 2017.
Pelo contexto, entende-se que no trecho a expressão “el 
acta de defunción de la relación” tem sentido de
 A término de uma amizade.
 B atestado de óbito de um amigo.
 C diferenças existentes entre os amigos.
 D disfunção dos envolvidos em uma relação.
 E definhamento de uma relação amorosa.
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LC – 3o Simulado SAS ENEM – 1o dia | Página 4
2017
QUESTÃO 03
Airlander 10, el avión más grande del mundo, se 
estrella en su segundo vuelo
El avión, de 92 metros de largo y 26 de altura sufrió 
daños en la cabina tras perder la estabilidad y estrellarse 
contra el suelo. A pesar del incidente, la tripulación y el 
personal de tierra se encuentran a salvo y no han sufrido 
daños.
El Airlander puede despegar y aterrizar verticalmente, 
como un helicóptero, por lo que no necesita una pista de 
asfalto. Se puede operar desde campos abiertos, desiertos 
y agua helada. A pesar de su aspecto, el Airlander es un 
avión híbrido, no un dirigible, un vehículo volador cuya 
historia se remonta al siglo XIX y cuya popularidad cayó 
en picado tras el trágico accidente del dirigible alemán 
Hindenburg en 1937. Hybrid Air Vehicles anunció que su 
plan incluye la construcción de 12 naves de este tipo al 
año en 2018.
AIRLANDER 10, el avión más grande del mundo, se estrella en su segundo vuelo. Expansión. 
Disponível em: <http://www.expansion.com>. Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Com base no texto, conclui-se que a aeronave Airlander
 A tem desempenho semelhante a um helicóptero na 
decolagem e aterrissagem.
 B foi construída como modelo único sem perspectiva de 
construção de outras.
 C é um dirigível semelhante ao alemão Hindenburg, 
destruído em 1937.
 D sofreu acidente semelhante ao Hindenburg, ferindo a 
tripulação.
 E tem o objetivo de levar água a campos abertos e 
desertos.
QUESTÃO 04
El oso hormiguero más pequeño del mundo cabe 
en la palma de una mano. Llamado pigmeo o sedoso, 
bate récords de longevidad en el zoológico peruano de 
Huachipa, donde dos ejemplares cumplieron once años 
de edad. Bautizados como Fredy y Paulina, los dos 
especímenes, que miden unos 13 centímetros de longitud 
y pesan alrededor de 400 gramos, llegaron al parque hace 
casi diez años y ya han pulverizado de lejos el mayor 
tiempo de vida en cautiverio de esta especie, fijada hasta 
entonces en dos años por el zoológico de Nueva York.
EL OSO hormiguero más pequeño del mundo. El País. Seção Zoo. 
Disponível em: <http://www.elpais.com>. Acesso em: 6 jun. 2017.
O objetivo do texto anterior é informar que o menor 
tamanduá do mundo
 A acabou de nascer no zoológico.
 B pulverizou o cativeiro onde habita.
 C bateu um recorde de longevidade.
 D ganhou cerca de quatrocentos gramas.
 E foi transferido para um zoológico de Nova York.
 
QUESTÃO 05
Un pequeño gesto para comer mejor sin sacrificios: 
tomar la fruta entera, no en zumos
“Un zumo contiene dos o tres piezas de fruta, lo 
que significa: mucha azúcar y poca fibra – la pulpa se 
queda en el exprimidor. Además, masticar produce una 
sensación saciante mayor que la de beber”, contaba 
Nuria Guillén, dietista-nutricionista del hospital San Joan 
de Deus y profesora en la Universidad de Tarragona. 
Por su parte, una fruta entera tiene todos los nutrientes 
necesarios para que la sacarosa se digiera de forma lenta 
y saludable. La Organización Mundial de la Salud limita el 
consumo de zumos a 50 gramos al día, y establece una 
“relación probable” entre la ingesta de zumos de fruta y la 
obesidad.
HORRILO, H. 21 pequeños gestos para comer mejor sin sacrificios. El País. 26 out. 2016. 
Disponível em: <http://www.elpais.com>. Acesso em: 1o jun. 2017. (adaptado)
O texto apresenta a ideia de que a fruta deve ser 
consumida de forma inteira, e não em forma de suco, 
porque o(a)
 A mastigação da fruta produz maior sensação de 
saciedade.
 B ingestão da fruta beneficia os dentes, segundo a 
dentista.
 C fruta é digerida de forma lenta e prejudicial ao 
organismo.
 D suco contém três quartos da fruta, pouco açúcar e 
muita fibra.
 E ato de mastigar a fruta é mais indigesto e causa 
obesidade.
 
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LC – 3o Simulado SAS ENEM – 1o dia | Página 5
2017
Questões de 06 a 45
QUESTÃO 06
D
iv
ul
ga
çã
o
SE DEPENDER 
DE NÓS, VOCÊ 
NÃO VAI 
AMARELAR.
Semana de vacinação contra a febre amarela, 
a hepatite B e o tétano.
Na expressão “se depender de nós, você não vai 
amarelar”, percebe-se que o texto recorre à 
 A personificação, para tornar um objeto concreto mais 
abstrato.
 B ironia, para conferir um novo significado ao termo 
depender.
 C hipérbole, para mostrar quão grande é o problema da 
febre amarela.
 D polissemia, para tornar mais informal o diálogo com 
seu público-alvo.
 E homonímia, para uniformizar as ações dos verbos 
depender e amarelar. 
QUESTÃO 07
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
[...]
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de 
[fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido 
[emprestado sem pagar
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho
[agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas 
[ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
[...]
“Poema em linha reta”, de Álvaro de Campos.
Nesse poema, a repetição da expressão “eu, que tenho” 
no início dos versos configura-se como uma estratégia 
argumentativa que visa 
 A incentivar o leitor a se abster do universo sentimental 
do eu lírico.
 B revelar o estado de superioridade e de triunfo do 
sujeito poético.
 C apresentar a retórica como algo prejudicial à 
progressão textual. 
 D elencar uma série de características negativas do 
sujeito poético.
 E advertir o leitorsobre a ausência de ironia no discurso 
do eu lírico.
QUESTÃO 08
É muito comum alguém ver nas histórias em 
quadrinhos uma forma de literatura. [...] Chamar 
quadrinhos de literatura, a nosso ver, nada mais é do que 
uma forma de procurar rótulos socialmente aceitos ou 
academicamente prestigiados (caso da literatura, inclusive 
a infantil) como argumento para justificar os quadrinhos, 
historicamente vistos de maneira pejorativa, inclusive 
no meio universitário. Quadrinhos são quadrinhos. E, 
como tais, gozam de uma linguagem autônoma, que usa 
mecanismos próprios para representar os elementos 
narrativos. [...] Transpondo o raciocínio para a prática: o 
cinema, o teatro, a literatura, os quadrinhos e tantas outras 
formas de linguagem comporiam ambientes próprios e 
autônomos. Mas todos compartilhariam elementos de 
outras linguagens, cada um à sua maneira.
RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009. p. 17-18. (adaptado)
O texto trata dos quadrinhos como manifestação artística 
que reúne uma mescla de características, mas que 
possuem
 A apropriação de uma língua.
 B aspectos sociais como foco.
 C linguagem considerada própria.
 D obediência a um aspecto literário. 
 E fidelidade exclusiva ao aspecto imagético.
 
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2017
QUESTÃO 09
Os ready-made de Duchamp, por exemplo, produzem 
sentido apenas em relação à categoria de obra de 
arte. Quando Duchamp assina um objeto qualquer, 
produzido em série, e o envia a exposições de arte, 
essa provocação pressupõe um conceito do que seja 
arte. O fato de Duchamp assinar os ready-made guarda 
uma clara referência à categoria de obra. A assinatura, 
que legitima a obra como individual e irrepetível, é aqui 
impressa diretamente sobre um produto em série. Desta 
forma, a ideia da natureza da arte, assim como ela se 
formou desde o Renascimento – como criação individual 
de obras únicas –, é questionada em tom de provocação; 
o próprio ato da provocação assume o lugar da obra.
BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2012. p. 107.
Marcel Duchamp foi um artista plástico ligado a 
movimentos de vanguarda. O Dadaísmo foi um desses 
movimentos, que contestaram o objeto artístico 
questionando a
 A genialidade coletiva na ideia de arte.
 B concepção estabelecida do que é arte.
 C crítica especializada das obras de arte.
 D validade de objetos como o ready-made.
 E ideia de arte específica do Renascimento.
QUESTÃO 10
Assim como a primeira metade do século XIX 
representara para o Brasil o momento de conscientização 
nacional, da autonomia cultural e política, os anos 1860 
assinalam o advento, para a parte mais esclarecida 
da inteligência local, de uma nova problemática 
social e cultural que caracterizaria qualquer atividade 
político-cultural e oferece também as coordenadas para 
todas as novas criações literárias. [...] A primeira empinada 
na prosa narrativa fora, como vimos, a de Manuel Antônio 
de Almeida: um precursor que, em meados do século, 
propusera a um público anestesiado a alternativa irônica e 
bonachona do seu Memórias de um sargento de milícias.
STEGAGNO-PICCHIO, Luciana. História da literatura brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 2004. p. 251-257. (adaptado)
O texto assinala as transformações que marcaram 
a passagem de um período literário para outro no 
Brasil, sendo o movimento que aborda essas novas 
problemáticas conhecido como
 A Arcadismo.
 B Parnasianismo.
 C Realismo. 
 D Romantismo.
 E Simbolismo.
 
QUESTÃO 11
— Cale-se! Não vem desta fonte a nossa água, não 
vem destas trevas a nossa luz, não é a tua palavra 
soberba que vai demolir agora o que levou milênios para 
se construir; ninguém em nossa casa há de falar com 
presumida profundidade, mudando o lugar das palavras, 
embaralhando as ideias, desintegrando as coisas numa 
poeira, pois aqueles que abrem demais os olhos acabam 
só por ficar com a própria cegueira; [...] ninguém há de 
confundir nunca o que não pode ser confundido, a árvore 
que cresce e frutifica com a árvore que não dá frutos, 
a semente que tomba e multiplica com o grão que não 
germina, a nossa simplicidade de todos os dias com 
um pensamento que não produz; por isso, dobre a tua 
língua, eu já disse, nenhuma sabedoria devassa há de 
contaminar os modos da família! Não foi o amor, como eu 
pensava, mas o orgulho, o desprezo e o egoísmo que te 
trouxeram de volta à casa!
NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
Referindo-se a práticas culturais de origem libanesa, o 
discurso do genitor da família central do romance Lavoura 
arcaica, revela um contexto em que o(a)
 A alegoria não se manifesta no universo comunicativo.
 B abandono de um discurso edificante é observado.
 C palavra encobre as fissuras da estrutura familiar.
 D poder do patriarcalismo evita a construção de pontes 
de diálogos.
 E ausência de conflitos familiares é demonstrada 
explicitamente.
 
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2017
QUESTÃO 12
GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo.
Disponível em: <http://www.folha.com.br/>. Acesso em: 10 abr. 2017.
 A análise da tirinha permite interpretar que a presença
 A de um animal no terceiro quadrinho modifica a situação 
de enunciação. 
 B da palavra “matando” nas situações dos três 
quadrinhos possui sentido literal.
 C do elemento mágico no segundo quadrinho configura 
um uso metafórico da linguagem.
 D do mesmo código da mensagem em todos os 
quadrinhos dificulta a compreensão.
 E de diferentes situações de fala evoca significados 
diferentes com o mesmo enunciado.
QUESTÃO 13
[...]
Branca: Então é uma prova! O senhor é quem devia saber!
Guarda: Por que eu devia saber?
Branca: Porque é guarda.
Guarda: Não diga tolices. Os denunciantes denunciam, os 
juízes julgam, os guardas prendem, somente. O mundo é 
feito assim. E deve ser assim, para que haja ordem.
Branca: E os inocentes?
Guarda: Devem provar a sua inocência, de acordo com 
a lei.
Branca: Mas não está certo.
Guarda: Se não está certo, não me cabe a culpa. Sou 
guarda. E não foram os guardas que fizeram o mundo.
GOMES, Dias. O santo inquérito. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.
Nesse trecho, o que caracteriza O santo inquérito, de 
Dias Gomes, como texto teatral é o(a)
 A discussão sobre censura e repressão.
 B tom melancólico da personagem Branca.
 C presença das rubricas na construção dramática.
 D caráter alegórico da discussão sobre ordem social.
 E identificação de cada personagem antes de suas falas.
QUESTÃO 14
seu nome
se eu tivesse um bar ele teria o seu nome
se eu tivesse um barco ele teria o seu nome
se eu comprasse uma égua daria a ela o seu nome
minha cadela imaginária tem o seu nome
se eu enlouquecer passarei as tardes repetindo o seu 
[nome
se eu morrer velhinho, no suspiro final balbuciarei o seu 
 [nome
[...]
estou cansado da vida, mas isso não tem nada a ver 
[com o seu nome
estou escrevendo o quinquagésimo oitavo verso sobre o 
[seu nome
talvez eu não seja um poeta a altura do seu nome
por via das dúvidas vou acabar o poema sem dizer 
[explicitamente o seu nome
CORSALETTI, Fabrício. Esquimó. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 74-78.
O eu lírico evoca a presença de um nome que funciona 
como mote para o desenvolvimento do poema, mesmo 
sem ser mencionado diretamente. Para tanto, é possível 
identificar que a progressão textual do texto se alicerça 
em um processo de
 A conexão, selecionando termos semanticamente 
próximos, mas que são antônimos.
 B associação, ligando o nome a trocadilhos, 
paronomásia, que o substituem.
 C reiteração, repetindotermos e expressões para 
reforçar a busca pelo nome.
 D substituição, utilizando advérbios para representar o 
nome que está ausente.
 E elipse, omitindo comparações indiretas do nome com 
elementos do poema.
 
VE
JA
 SE
U R
ESULTADO NO
VE
JA
SE
U R
ESULTLTL ATAT DO NO
APP
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LC – 3o Simulado SAS ENEM – 1o dia | Página 8
2017
QUESTÃO 15
A máquina do papai batia tac-tac... tac-tac-tac... O relógio acordou em tin-dlen sem poeira. O silêncio arrastou-se 
zzzzzz. O guarda-roupa dizia o quê? roupa-roupa-roupa. Não, não. [...]
Encostando a testa na vidraça brilhante e fria olhava para o quintal do vizinho, para o grande mundo das 
galinhas-que-não-sabiam-que-iam-morrer. E podia sentir como se estivesse bem próxima de seu nariz a terra quente, 
socada, tão cheirosa e seca, onde bem sabia, bem sabia uma ou outra minhoca se espreguiçava antes de ser comida 
pela galinha que as pessoas iam comer.
LISPECTOR, Clarice. Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
Ao expor uma maneira de narrar na qual o narrador captura o pensamento da personagem, a autora demonstra um 
grande interesse em explorar o(a)
 A onomatopeia como recurso estilístico responsável pela denotação.
 B objetividade e o racionalismo de suas personagens.
 C superficialidade afetiva da subjetividade humana. 
 D monólogo interior de suas personagens.
 E aspecto regional da linguagem.
QUESTÃO 16
D
iv
ul
ga
çã
o
Observando os recursos verbais e não verbais utilizados na campanha publicitária, verifica-se que o(a)
 A utilização do verbo “Denuncie” reduz o efeito da campanha.
 B tom glamoroso da modelo destoa do foco da discussão proposta.
 C aspecto imagético do texto vincula-se diretamente à expressão “Não esconda”.
 D público-alvo da campanha são mulheres que já foram vítimas de agressão física e psicológica.
 E presença do pronome possessivo reduz o impacto da campanha ao selecionar quem pode denunciar.
QUESTÃO 17
GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, São Paulo, 30 nov. 2016.
O efeito cômico da tirinha se dá pelo fato de um dos ratos
 A interpretar as afirmações como sendo de cunho denotativo.
 B responder às perguntas com outros tipos de metáforas.
 C compreender apenas conceitos que são quantificáveis.
 D abordar conceitos científicos desconhecidos do outro.
 E apresentar perguntas que são pertinentes e irônicas.
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QUESTÃO 18
— Eu tropeava, nesse tempo. Duma feita que viajava 
de escoteiro, com a guaiaca empanzinada de onças de 
ouro, vim varar aqui neste mesmo passo, por me ficar 
mais perto da estância da Coronilha, onde devia pousar.
Parece que foi ontem!... Era por fevereiro; eu vinha 
abombado da troteada.
— Olhe, ali, na restinga, à sombra daquela mesma 
reboleira de mato, que está nos vendo, na beira do 
passo, desencilhei; e estendido nos pelegos, a cabeça no 
lombilho, com o chapéu sobre os olhos, fiz uma sesteada 
morruda.
Despertando, ouvindo o ruído manso da água tão 
limpa e tão fresca rolando sobre o pedregulho, tive ganas 
de me banhar; até para quebrar a lombeira… e fui-me à 
água que nem capincho!
NETO, João Simões Lopes. Contos gauchescos. São Paulo: L&PM, 2004.
Nesse conto de J. Simões Lopes Neto, o emprego das 
expressões “abombado da troteada” e “sesteada morruda” 
contribui para 
 A identificar a profissão das personagens.
 B registrar as marcas linguísticas de uma região.
 C marcar a ausência de telurismo no discurso do autor.
 D demonstrar que o narrador-personagem tem um 
discurso ilógico.
 E apontar problemas de interpretação derivados do mau 
uso da língua.
QUESTÃO 19
An
dr
é 
D
ah
m
er
A tirinha estabelece um elo entre tempo e tecnologia que 
retrata a difícil relação no mundo contemporâneo entre
 A conhecimento gerado e conhecimento compreendido.
 B limites para o uso do humor e o respeito ao próximo.
 C rapidez do cotidiano e o bem-estar físico e mental.
 D expectativa de vida da população e aposentadoria.
 E novos produtos e fontes de energia renováveis.
QUESTÃO 20
Com a emergência da globalização, a banalização e o 
crescimento desenfreado da tecnologia, surge, também, 
com a virada do século, um novo conceito de redes que 
revolucionaria as relações de tempo-espaço. O que antes 
era necessário passa a se tornar obsoleto, dando espaço 
a novas ferramentas como o computador, que assumiu a 
funcionalidade da máquina de escrever, possibilitando a 
inserção de novos conectados às redes sociais virtuais. 
As redes sociais virtuais ou organizações virtuais são 
temporárias, e seus atores são independentes e se 
relacionam através da tecnologia da informação, com a 
intenção de compartilharem conhecimento, informações 
e recursos para se aprimorarem cada vez mais em 
questões de interesses pessoais e profissionais.
ALMERI, Tatiana Martins. et al. O uso das redes sociais virtuais nos processos de 
recrutamento e seleção. Educação, Cultura e Comunicação, São Paulo, n. 8, dez. 2013. 
Disponível em: <http://publicacoes.fatea.br>. Acesso em: 18 maio 2017. (adaptado)
De acordo com o texto anterior, as redes sociais
 A ocasionaram a banalização das novas tecnologias.
 B modificaram tanto as relações interpessoais quanto as 
profissionais.
 C implementaram novas práticas criminosas no 
ambiente virtual.
 D ratificaram a dificuldade que as pessoas têm para 
compartilhar informações.
 E reduziram as grandes distâncias, mas aumentaram a 
necessidade de locomoção.
QUESTÃO 21 
O poder das comunicações globais, enquanto 
importante manifestação contemporânea, não implica 
em haver produção de convergências significativas 
de atitudes e crenças. Ainda que a CNN internacional 
transmita as mesmas imagens para o mundo inteiro, 
as interpretações em cada sala do planeta, diante das 
mesmas cenas, são diferentes, as experiências de cada 
cidadão não são as mesmas no Líbano ou na Bósnia.
MELO, Eliana Meneses de et al. Linguagens, tecnologias, culturas: discursos contemporâneos. 
São Paulo: Factash, 2008. p. 23-24.
As convergências mediadas pelo acesso a informação 
são diferentes porque é necessário reconhecer que
 A as diferentes línguas são um empecilho comunicativo.
 B o contexto também influencia a situação 
comunicacional.
 C as dificuldades de transmissão desvirtuam a 
mensagem.
 D a mesma mensagem não é recebida por diferentes 
países.
 E as informações não passam pelo filtro de um veículo 
formal.
 
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QUESTÃO 24
Moonlight: sob a luz do luar – Um retrato universal 
da solidão, que recusa o lugar-comum
“Todo crioulo é uma estrela” (“Every nigger is a 
star”). Essas são as primeiras palavras que se ouvem 
no filme Moonlight. A frase é, na realidade, o verso da 
música homônima de Boris Gardiner, artista negro, 
que ironicamente usa o termo pejorativo para inflar a 
autoestima da própria comunidade. Mas engana-se 
aquele que pensar que se trata, aqui, de um filme de 
gueto – embora a produção seja, sim, um importante 
instrumento de voz para os afrodescendentes. Escrito 
e dirigido por Barry Jenkins, a partir de uma ideia de 
uma peça, o filme é o que, em cinema, se chama de um 
verdadeiro estudo de personagem. 
HERMSDORFF, Renato. Moonlight: sob a luz do luar – 
Um retrato universal da solidão, que recusa o lugar-comum. Adoro cinema. 
Disponível em: <http://www.adorocinema.com>. Acesso em: 19 maio 2017. (adaptado)
Na construção textual, o autor do texto anterior abdica de 
alguns caminhos e favorece a sedimentação de outros 
para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido,a 
função social desse texto é 
 A apresentar uma resenha imparcial sobre o filme.
 B classificar o filme para uma determinada faixa etária.
 C informar ao espectador que os fatos apresentados são 
ficcionais.
 D observar referências e o papel social do filme sob um 
olhar crítico.
 E destacar que o filme focaliza mais na ação que nas 
personagens.
QUESTÃO 25
Presentes na cultura digital desde o início dos anos 
2000, os podcasts podem ser importantes aliados da 
produtividade nos estudos. Basta uma pesquisa simples 
para encontrar podcasts com aulas e debates sobre os 
mais variados temas.
Para o professor de Biologia e podcaster Atila lamarino, 
o formato ajuda a transformar tempo perdido, como uma 
viagem de ônibus, em “tempo aproveitado”. “Não vai 
substituir uma aula nem um livro, mas é uma ótima forma 
de ir direto ao que você quer aprender”, afirma.
A facilidade de acesso também ajuda: basta um fone 
de ouvido e um dos vários aplicativos de biblioteca de 
áudio disponíveis nas lojas de aplicativos de celular.
10 PODCASTS úteis para quem tem pouco tempo para estudar. Exame, 9 mar. 2016. 
Disponível em: <http://exame.abril.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2017. (adaptado)
A análise do texto permite afirmar que o hábito de escutar 
podcasts pode ser um aliado nos estudos, pois
 A torna facultativa a necessidade de frequentar aulas.
 B impõe a leitura de um livro sobre o assunto a ser 
estudado.
 C divulga as novidades científicas na área de ciências 
biológicas.
 D auxilia na obtenção de conhecimentos em momentos 
extraclasse.
 E pode ser usado pelos alunos e professores como 
instrumento avaliativo.
QUESTÃO 22
Com as minhas bem parcas sobras, tomei uma 
assinatura em um gabinete de leitura que então havia à 
Rua da Alfândega, e que possuía copiosa coleção das 
melhores novelas e romances até então saídos dos prelos 
franceses e belgas. [...] Devorei os romances marítimos 
de Walter Scott e Cooper, um após outro; passei aos do 
Capitão Marryat e depois a quantos se tinham escrito 
desse gênero, pesquisa em que me ajudava o dono do 
gabinete, em francês, de nome Cremieux, se bem me 
recordo, o qual tinha na cabeça toda a sua livraria. Li 
nesse discurso muita coisa mais: o que me faltava de 
Alexandre Dumas e Balzac, o que encontrei de Arlincourt, 
Frederico Soulié, Eugênio Sue e outros.
Como e por que sou romancista, de José de Alencar.
Ao discursar em sua crônica sobre a função social 
desempenhada pelo gabinete de leitura, infere-se pelo 
texto que esse espaço
 A contribuiu para a redução de leitores nas bibliotecas 
públicas.
 B tornou mais democrático o acesso à literatura e à 
informação.
 C funcionava como uma biblioteca pelo fato de fornecer 
livros de graça.
 D diferenciava-se de uma livraria por apresentar pouca 
variedade de produtos.
 E caracterizava-se como um ambiente hostil ao 
desenvolvimento intelectual dos leitores.
QUESTÃO 23
O Reino Unido tornou-se o primeiro país a reconhecer 
oficialmente o parkour como um esporte. O parkour é 
praticado principalmente em ambientes urbanos com 
participantes correndo, escalando e pulando entre casas, 
muros, telhados, escadas e qualquer mobília ou obstáculo 
encontrado nas cidades.
Todos os movimentos são realizados de forma muito 
dinâmica e estética, sem competitividade envolvida. O 
termo parkour foi cunhado em 1998, derivando da palavra 
francesa parcours que significa “rota” ou “curso”.
O reconhecimento do parkour como um esporte pode 
abrir uma janela para novos financiamentos e crescimento 
da atividade no Reino Unido.
BARBOSA, Vanessa. Reino Unido é 1o país a reconhecer o parkour como esporte. Exame, 
20 jan. 2017. Disponível em: <http://super.abril.com.br/>. Acesso em: 7 abr. 2017. (adaptado)
A notícia sobre o reconhecimento do esporte parkour é 
importante porque sua divulgação em veículos da grande 
mídia
 A considera a longa tradição desse esporte.
 B enaltece a abrangência do idioma francês.
 C ajuda a validar o reconhecimento do esporte.
 D foca na competitividade da nova modalidade.
 E divulga a importância mundial do Reino Unido.
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2017
As transformações do esporte ao longo dos tempos 
mudaram não só aspectos materiais, mas as 
características que definem as próprias práticas 
esportivas. Levando em consideração o texto anterior, as 
mudanças na prática do futebol, no final do século XIX, 
permitiram o(a)
 A exportação do esporte para outros mercados.
 B melhor deslocamento da bola pelo campo.
 C elevação do número de gols nas partidas.
 D aumento do número de faltas marcadas.
 E concentração de jogadores no campo.
QUESTÃO 28
ALMEIDA JÚNIOR, José Ferraz de. O violeiro. 1899. 1 original de arte, óleo sobre tela, 
141 cm x 172 cm. Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Os elementos presentes na obra de Almeida Júnior 
dialogam com características das obras literárias 
produzidas entre o final do século XIX e/ou início do 
século XX, como as de
 A Machado de Assis, criticando o cotidiano fútil da elite 
brasileira. 
 B Euclides da Cunha, ao narrar epicamente a figura do 
sertanejo.
 C Manuel Antônio de Almeida, com o português radicado 
no Brasil.
 D Monteiro Lobato, por apresentar perfis tipicamente 
interioranos.
 E Lima Barreto, defendendo um retorno ao ideal primitivo 
brasileiro.
 
QUESTÃO 26
Pesquisadores desvendam a história de livros 
roubados por nazistas
Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras 
de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram 
parar nas estantes de bibliotecas alemãs. Pesquisadores 
vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos. 
Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo 
das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo 
Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar 
livros que foram confiscados de judeus por autoridades 
nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo 
dos pesquisadores é devolvê-los aos legítimos donos.
O caminho até a devolução, porém, é longo e exige 
uma minuciosa investigação. O ponto de partida é a 
identificação de todos os livros impressos antes de 1945. 
A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros 
se encaixem nesta categoria.
NEHER, Clarissa. Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas. 
O Povo, Fortaleza, 29 nov. 2016. Disponível em: <http://www.opovo.com.br/>. 
Acesso em: 1o dez. 2016
A reportagem anterior apresenta temática histórica, 
apesar de o fato central acontecer na atualidade. A 
despeito de não trabalhar um tema atual, a reportagem 
se justifica pelo fato de
 A caracterizar-se como um texto investigativo por ter 
sido publicado em jornal.
 B mostrar preocupação acadêmica em produzir 
bibliografia sobre o tema.
 C promover revisão informativa de um tema relevante 
historicamente.
 D possuir declarações de fontes confiáveis sobre o tema 
abordado.
 E substituir as obras historiográficas, como faz a mídia 
atual.
QUESTÃO 27
Até o final do século XIX, o futebol praticado pelas 
equipes inglesas era o chamado “jogo de dribles”, no qual 
o time ficava atrás do seu companheiro que conduzia a 
bola, e avançava em linha rumo à meta adversária. Uma 
estratégia bastante comum era dar um chute forte para 
a frente, sair correndo e lutar pela bola. [...] O jogo de 
dribles exigia, assim, intenso contato físico, pois num 
espaço pequeno do campo muitos jogadores disputavam 
a bola ao mesmo tempo.
Os escoceses, no último quarto do século XIX, 
mudaram essa dinâmica, substituindo o jogo de dribles 
pelo de passes. Eles observaram que, com a troca de 
passes, a bola se deslocava com maior velocidade que 
qualquer jogador, e assim fizeram surgir os pequenos e 
médios lançamentos. [...]A troca de passes curtos, as 
triangulações e a nova estratégia de jogo permitiram aos 
escoceses uma sequência de vitórias contra os ingleses. 
O jogo de chutes altos em direção à área do adversário, o 
chamado chutão, e a corrida desorganizada atrás da bola 
tornaram-se motivo de chacota entre os escoceses.
SANTOS NETO, José Moraes. Visão do jogo: primórdios do futebol no Brasil. 
São Paulo: Cosac Naify, 2002. p. 73-75.
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QUESTÃO 29
VOLPI, Alfredo. Pescadores. 1939-40. 1 original de arte, óleo sobre papelão, 32,3 cm x 45 cm. 
Museu de Arte Moderna de São Paulo. Reprodução fotográfica: Romulo Fialdini.
A obra do pintor modernista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi 
retrata alguns pescadores e suas redes em frente a 
uma paisagem marítima. Quanto à forma de retratar os 
elementos presentes no quadro, a pintura opta por
 A minimizar a importância do mar na imagem, dando 
destaque para outros elementos.
 B trabalhar com formas geométricas de vários tamanhos, 
adotando uma estética cubista.
 C abordar o sincretismo religioso presente na associação 
do elemento mar com o divino.
 D colocar os pescadores em posição periférica, como 
apenas mais um dos elementos na cena.
 E valorizar a presença da embarcação, indicando uma 
tendência futurista, cultuando a máquina.
 
QUESTÃO 30
TEXTO I
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no 
horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os 
cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos 
que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a 
baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. 
[...]
ALENCAR, José de. Iracema. Petrópolis: Vozes, 2016. p. 13.
TEXTO II
A moça bonita, chamada Uiara, morava na Terra 
Grande.
Dizem que tinha cabelo verde, olho amarelo.
O mato é verde; pois os seus cabelos eram mais 
verdes. A flor do ipê é amarela; pois os seus olhos eram 
mais amarelos.
RICARDO, Cassiano. Martim Cererê. 22. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. p. 19.
O primeiro texto pertence ao Romantismo indianista, e o 
segundo, ao Modernismo brasileiro, em sua primeira fase. 
Do ponto de vista temático, tratam de assuntos similares 
porque
 A estabelecem uma paródia dos temas indianistas 
abordados.
 B prepararam a compreensão para as questões da 
pós-modernidade.
 C buscam inspiração no Barroco, primeiro movimento 
artístico brasileiro.
 D evidenciam preocupação com os elementos nacionais 
nos dois movimentos.
 E demonstram as ligações que os escritores possuíam 
com as tribos indígenas.
QUESTÃO 31
Dor, saúde dos seres que se fanam,
Riqueza da alma, psíquico tesouro,
Alegria das glândulas do choro
De onde todas as lágrimas emanam.
És suprema! Os meus átomos se ufanam
De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro
Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro
De que as próprias desgraças se engalanam!
“Hino à dor”, de Augusto dos Anjos.
No poema anterior, o vocabulário utilizado pelo eu lírico 
para descrever a dor revela um(a)
 A militância político-ideológica de viés republicano.
 B intenso desprezo pelo universo psíquico humano. 
 C abrangente diálogo com o nacionalismo romântico.
 D diálogo com termos do universo técnico-científico.
 E visão teocêntrica amparada na cosmovisão medieval. 
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QUESTÃO 32
TEXTO I
adolescência
Aquele amor
Nem me fale
ANDRADE, Oswald de. Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade. 
São Paulo: Globo, 2006. p. 49.
TEXTO II
Happy end
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente
CACASO. Lero-lero. São Paulo: Cosac Naify, 2012. p. 118.
Oswald de Andrade e Cacaso produziram suas obras em 
momentos distintos da literatura – primeira geração do 
Modernismo e poesia marginal. As similaridades entre os 
textos assinalam um(a)
 A aproximação com o trabalho dos realistas, ao mostrar 
um retrato da época em que escrevem.
 B ligação com o Ultrarromantismo, porque compartilham 
a visão do amor puro e impossível de ser concretizado.
 C desvinculação do processo tradicional de publicação 
das obras, pressuposto dos dois movimentos.
 D maior liberdade formal e participação em momentos 
literários que valorizam também a oralidade.
 E influência dos movimentos portugueses equivalentes 
a cada uma das escolas literárias.
QUESTÃO 33
O heroico e bom troiano
Tinha o nome de Eneias.
Os deuses o celebravam
Nas imortais assembleias.
É ele o protagonista
De uma das epopeias.
Eneida é essa obra
(De Virgílio é a autoria)
Com as obras de Homero,
Esse livro se associa:
Nas três, a Guerra de Troia
Se revela em poesia.
LIMA, Stélio T. Primas em cordel. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2012. p. 30. (adaptado)
O poema anterior recria a história de Eneida, clássico 
poema latino. Para tanto, traduz a história contada em 
versos de epopeias para a métrica da literatura de cordel, 
criando assim uma relação intertextual que
 A parafraseia a obra original recontando-a.
 B narra o episódio da obra com a voz do herói.
 C deturpa o original, estabelecendo uma paródia.
 D realiza colagens pejorativas como um pastiche.
 E mantém o mesmo tipo de linguagem do original.
QUESTÃO 34
Crônica tem essa vantagem: não obriga ao 
paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma 
posição correta diante dos grandes problemas; não 
exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, 
responsável pela apuração do fato na hora mesma em 
que ele acontece; dispensa a especialização suada em 
economia, finanças, política nacional e internacional, 
esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem 
que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, 
o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é 
aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Ciao. In: ______. Boca de luar. 
Rio de Janeiro: Record, 2009.
No texto, há o predomínio da função da linguagem
 A conativa, por evidenciar o tom confessional.
 B referencial, por centrar-se no referente ou assunto.
 C fática, por focalizar na manutenção do canal 
comunicativo.
 D apelativa, por tornar o editorialista um cúmplice de sua 
escrita.
 E metalinguística, por utilizar um código explicando o 
próprio código.
QUESTÃO 35
E se “tipo” não for bandeira de pobreza vocabular, 
mas marcador sofisticado?
 Tipo, “tipo” é tipo imbatível na hora de determinar 
aquilo que mais, tipo, enlouquece pais e professores na 
linguagem tipo “jovem”, se bem que já tem tipo décadas 
que as pessoas falam tipo assim. Também é verdade que 
toda repetição insistente incomoda quando prestamos 
atenção nela.
 O que não faz sentido é dizer que as pessoas 
falam assim por lhes faltarem palavras e ideias – isto é, 
por serem tapadinhas. Ou afirmar que a palavra é um 
indeterminador pastoso que revela a dificuldade das 
novas gerações para declarar algo com firmeza: nada 
seria exatamente assim, mas sempre “tipo assim”.
 Vou mais longe. Em vez de tornar o enunciado pastoso, 
traduzindo insegurança, é como se “tipo” solicitasse 
a cumplicidade do interlocutor no reconhecimento 
sofisticado de uma série de padrões sociais de relação 
entre palavras e coisas. A inteligência de sua função 
metalinguística merece ser mais estudada. Mas que o 
pessoal abusa, abusa.
RODRIGUES, Sérgio. E se “tipo” não for bandeira de pobreza vocabular, 
 mas marcador sofisticado? Folha de S.Paulo, São Paulo, 19 jan. 2017. 
Disponível em: <http://www.folha.com.br>. Acesso em: 10 abr. 2017. (adaptado)
De acordo com o texto, o marcador “tipo”, muito utilizado 
pelos jovens em sua fala, possuiuma função no discurso 
que é
 A refletir sobre aspectos da própria língua.
 B convencer o interlocutor de sua opinião.
 C estabelecer contato com o interlocutor.
 D enriquecer dramaticamente o discurso.
 E confirmar uma informação verificável.
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QUESTÃO 36
TEXTO I
PRAZERES, Heitor dos. Morro da Mangueira. [196-], 1 original de arte, óleo sobre tela, 
100 cm x 120 cm. Coleção Roberto Marinho.
TEXTO II
Prontas, João Romão mandou levantar um grosso 
muro de dez palmos de altura, [...] onde se dependurou 
uma lanterna de vidraças vermelhas, por cima de uma 
tabuleta amarela, em que se lia o seguinte, escrito a tinta 
encarnada e sem ortografia: “Estalagem de São Romão. 
Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras”. [...]
E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, 
agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as 
suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três 
e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres 
por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o 
revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas 
sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, 
cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem 
lagos de metal branco.
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. Petrópolis: Vozes, 2016. p. 23-24.
Os textos anteriores dialogam porque, mesmo 
apresentando diferentes suportes, possuem relação 
temática. Os elementos da imagem se relacionam com o 
texto literário porque
 A fazem uma representação das classes populares do 
país.
 B quebram uma ordem lógica de representação dos 
fatos.
 C correspondem ao mesmo período histórico de criação.
 D são representações predominantemente objetivas.
 E apresentam elementos escatológicos na descrição.
 
QUESTÃO 37
TEXTO I
TIÃO: — [...]. Só tem uma coisa... Eu gostaria que tu 
tivesse tudo, num queria que minha mulhé vivesse em 
barraco...
MARIA: — Sempre vivi em barraco! E vivê com tu é o que 
interessa...
TIÃO: — Eu é que não me ajeito muito no morro.
TEXTO II
MARIA: — [...] Olha a cidade lá embaixo!
TIÃO: — Tu não gostaria de ir pra lá?
MARIA: — Hum, hum... não. É fria... Eu gosto do morro.
TIÃO: — Muito?
MARIA: — Eu gosto do pessoal. Olha o cruzeiro, Tião! 
Como tá bonito. [...]
Os textos anteriores são diferentes trechos extraídos da 
peça Eles não usam black-tie, de Giafrancesco Guarnieri. 
A análise dos trechos permite perceber que
 A Tião, no texto II, apresenta uma postura ética e moral 
distinta da demonstrada na passagem anterior.
 B Maria, em ambos os textos, demonstra uma paixão 
pelo espaço do morro e descaso pela pessoa de Tião. 
 C Maria, nos dois textos, apresenta um comportamento 
resignado e destoante daquele demonstrado por Tião.
 D Maria, no texto II, evita mudar-se para a cidade por 
conta de problemas relacionados à temperatura e ao 
clima.
 E Tião, no texto II, passou por profundas alterações 
ideológicas e psicológicas, mudanças que o tornaram 
mais humilde. 
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QUESTÃO 38
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são 
sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são 
promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão 
sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. Algumas 
palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, 
tem união estável com a palavra rio – você dificilmente 
verá caudaloso andando por aí acompanhada de outra 
pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre 
com a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que 
só adverbia o adjetivo apaixonado. Nada é ledo a não ser 
o engano, assim como nada é crasso a não ser o erro. 
Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. 
DUVIVIER, Gregório. Abraço caudaloso. Folha de S. Paulo. 
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 9 maio 2017. (adaptado)
De acordo com a crônica de Gregório Duvivier, as palavras
 A ratificam a matiz de previsibilidade da linguagem não 
verbal.
 B apresentam-se separadas de seus aspectos 
semânticos.
 C manifestam o caráter heterogêneo da língua e da 
comunicação.
 D revelam um tom humorístico quando estão cercadas 
por preposições.
 E desestabilizam os contextos formais de comunicação 
quando se encontram sozinhas.
QUESTÃO 39
Tatame
[...]
Tô querendo te conhecer,
Te vi na balada, lá nos cafundó
Tô querendo mais, e você?
Vai querer?
Tua tattoo
Teu olho azul
Tua atitude
Num jeito todo zen
BIANCHINI, Leo; TETÉ, Ricardo. Tatame. Intérprete: 5 a seco. In: 5 A SECO. 
Ao vivo no Auditório Ibirapuera. São Paulo: Tratore, p2012. 1 CD. Faixa 12.
O eu lírico da letra da canção dirige-se ao interlocutor de 
uma maneira
 A informal, porque exemplifica as diferenças regionais 
no enunciado.
 B formal, pois apresenta diferenças constituídas de 
forma histórica.
 C formal, pois utiliza um jargão próprio de certo grupo 
de pessoas.
 D coloquial, pois a situação comunicativa caracterizada 
é informal.
 E coloquial, porque apresenta a criação de termos e 
expressões estrangeiras.
QUESTÃO 40
Todo o bate-boca em torno do fenômeno fake news 
(notícias falsas) pode acabar levando a mudança de 
um dos comportamentos mais arraigados na cultura 
jornalística, o do imediatismo, ou seja, a preocupação 
em ser o primeiro a publicar uma notícia. Pesquisadores 
do jornalismo, especialistas em comunicação e 
estrategistas políticos estão chegando à conclusão de 
que a correria pelo furo noticioso dificulta a checagem de 
dados, fatos e eventos tanto nas redações on-line como 
entre os editores independentes em blogs jornalísticos. 
A solução seria reduzir o ritmo, gastar mais tempo na 
verificação e contextualização das informações para 
evitar que o fenômeno das fake news assuma proporções 
catastróficas comprometendo ainda mais a credibilidade 
da imprensa. 
CASTILHO, Carlos. Das “fake news” ao fenômeno “slow news”. Observatório da Imprensa. 
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br>. Acesso em: 18 abr. 2017. (adaptado)
Ao reconhecer criticamente os problemas derivados do 
imediatismo na cultura jornalística, o texto destaca que 
 A a checagem de dados atrapalha a construção da 
credibilidade jornalística.
 B as redações on-line apresentam um baixo índice de 
problemas com notícias falaciosas.
 C o furo jornalístico é benéfico ao processo de 
disseminação da informação verídica.
 D a redução do ritmo de trabalho dos profissionais do 
jornalismo eliminaria as notícias falsas.
 E os jornais deveriam se preocupar mais com a ratificação 
das informações do que com instantaneidade.
QUESTÃO 41
Hoje fui ao túmulo de Gina e de longe já vi as rosas 
vermelhas espetadas na jarra do lado esquerdo, Oriana 
veio ontem. [...] Fiquei um tempo olhando suas rosas 
vermelhonas, completamente desabrochadas. Um pouco 
mais de sol nessas corolas e em meio do perfume virá 
aquele cheiro que vem dos mortos quando também eles 
começam a amadurecer. Não nas narinas, eu disse. Fui 
buscar o corpo depois da autópsia, já não era mais a 
pequena Gina, agora era o corpo com aquele algodão 
atochado no nariz, tira isso! O enfermeiro obedeceu, 
apático. [...] Sua filha? Ele perguntou. Fiz que sim com a 
cabeça e então me recomendou, caso precise, a senhora 
depois arruma outro algodão. Não precisou, até o fim 
Gina ficou com suas narinas livres para voltar a respirar 
se quisesse. Não quis. Está certo, foi feita a sua vontade, 
ela era voluntariosa, quando resolvia uma coisa, hein?
TELLES, Lygia Fagundes. Uma branca sombra. In: ______. A noite escura e mais eu. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 
A literatura de Lygia Fagundes Telles é pródiga na 
apresentação de experiênciasemocionais profundas 
nas vivências de suas personagens. No fragmento, a 
narradora enfatiza o(a)
 A sentimento de completude gerado pela perda da filha.
 B carinho que guarda pela figura feminina de Oriana.
 C comportamento obediente da personagem Gina.
 D teimosia presente no temperamento da filha. 
 E visão estereotipada das relações familiares.
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QUESTÃO 42
De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter fé – 
muita coragem, fé em quê? Na própria fé, que a fé pode 
ser um grande susto, pode significar cair no abismo, 
Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa 
das mãos de Ulisses enquanto a outra mão de Ulisses 
empurrava-a para o abismo – em breve ela teria que 
soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e 
cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se 
morre.
A mais premente necessidade de um ser humano era 
tornar-se um ser humano.
LISPECTOR, C. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 32.
O excerto do romance de Clarice Lispector mostra o 
narrador refletindo até chegar a uma assertiva sobre 
a natureza do ser humano. Em relação ao contexto do 
trecho, tornar-se humano significa
 A entrar em um relacionamento amoroso estável.
 B aprender a ter fé e coragem nas outras pessoas.
 C desvencilhar-se e enfrentar as dificuldades da vida. 
 D abandonar a emoção e se tornar puramente racional.
 E manter a sensação de medo como forma de se 
proteger.
QUESTÃO 43
A obra de Machado de Assis é rica em alusões que 
servem tanto para reconstituirmos o clima político do 
século passado, do Segundo Império e dos primórdios 
da República, como também para mostrar que uma série 
de vícios da vida política brasileira de hoje já existiam 
naquela época: a fraude eleitoral, o tráfico de influência, 
os conchavos dissimulados, a mudança de opinião 
motivada pelo simples interesse pessoal etc.
BAGNO, Marcos. Machado de Assis para principiantes. 2. ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 79.
Segundo o texto, a obra de Machado de Assis aborda 
temáticas políticas, sempre evidenciando que a sobredita 
temática possui caráter
 A cíclico.
 B positivo
 C imparcial.
 D psicológico.
 E republicano.
QUESTÃO 44
Curioso. A delicadeza tem a ver com a lentidão. A 
violência tem a ver com a velocidade. E outro dia topei 
com um livro, A descoberta da lentidão, em que Sten 
Nadolny faz a biografia do navegador John Franklin, que 
vivia pesquisando o Polo Norte. Era lento em aprender as 
coisas na escola, mas quando aprendia algo o fazia com 
mais profundidade que os demais.
Sei que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários, 
a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos 
deixam ser delicados.
— E eu não sei?
Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se 
necessário for, cruelmente delicados.
SANT'ANNA, Affonso Romano de. Tempo de delicadeza. Porto Alegre: L&PM, 2008. p. 10.
O texto apresenta um paradoxo em sua frase final, 
“cruelmente delicados”, como estratégia argumentativa 
para que o leitor reconheça que é necessário
 A acelerar o ritmo das ações cotidianas das pessoas.
 B despender uma grande energia para ser delicado.
 C ser mau ao mesmo tempo em que se é delicado.
 D ler bastante para compreender as contradições.
 E enfrentar a vida de modo surreal e inexequível.
QUESTÃO 45
As falhas da gramática tradicional são, em geral, 
resumidas em três grandes pontos: sua inconsistência 
teórica e falta de coerência interna; seu caráter 
predominantemente normativo; e o enfoque centrado 
em uma variedade da língua, o dialeto padrão (escrito), 
com exclusão de todas as outras variantes. [...] Assim, a 
gramática deverá, primeiro, colocar em seu devido lugar 
as afirmações de cunho normativo: não necessariamente 
suprimindo-as, mas apresentando o dialeto padrão como 
uma das possíveis variedades da língua, adequada em 
certas circunstâncias e inadequada em outras (é tão 
“incorreto” escrever um tratado de Filosofia no dialeto 
coloquial quanto namorar usando o dialeto padrão).
PERINI, Mário A. Para uma nova gramática do português. 11. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 6.
A norma-padrão da língua portuguesa é uma das variantes 
em uso no cotidiano. Segundo o texto, é necessário 
reconhecer as outras variantes linguísticas porque os(as)
 A tratados de Filosofia requerem essas variantes tanto 
quanto a norma-padrão.
 B diferentes situações de comunicação pedem usos 
linguísticos diversos.
 C gramáticas de cunho tradicional também as abordam 
e as exemplificam.
 D situações de escrita pedem menos o uso de uma 
linguagem padrão.
 E estudos sobre a linguagem, no futuro, abandonarão a 
norma culta.
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INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
 ● O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
 ● O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
 ● A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado 
para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
 ● tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
 ● fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
 ● apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
 ● apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
TEXTOS MOTIVADORES
TEXTO I
A Constituição da República do Brasil vigente inovou ao incluir a educação no rol “dos direitos e garantias 
fundamentais” e ao reconhecê-la como um dos direitos sociais. Antecipando a Convenção Internacional dos Direitos 
da Criança, aprovada pela ONU em 1990, a Constituição Brasileira de 1988 erigiu a educação a direito de todo cidadão 
brasileiro em desenvolvimento e a dever do Estado, da sociedade e da família. Além disso, determinou que, no caso 
das crianças e adolescentes, a educação, como direito subjetivo, deve ser garantida com prioridade absoluta.
ROSA, Rosangela Corrêa da. A garantia do direito humano à educação de qualidade: a oferta da educação infantil no Rio Grande do Sul como novo desafio do Ministério Público. 
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://www.mprs.mp.br>. Acesso em: 14 dez. 2016. (adaptado)
TEXTO II
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6o – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma 
desta Constituição.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda Constitucional no 87, de 16 de abril de 2015. Dos Direitos e Garantias Fundamentais. Brasília, DF: Senado Federal, 16 abril 2015. 
Disponível em: <http://senado.gov.br>. Acesso em: 14 dez. 2016.
TEXTO III 
É impossível pensar em escola de qualidade sem que as famílias, os alunos e os professores estejam engajados 
na discussão acerca da qualidade que lhes interessa. É impossível fazer uma escola de qualidade se a sociedade 
como um todo não estiver interessada nem disposta a arcar com os custos dessa educação, sem esquecer que é difícil 
pensar em educação de excelência para todos numa sociedade tão desigual como a nossa. Uma escola de qualidade 
somente será possível se for uma escola de convivência, e não de separação, de todos e onde, nesse aspecto em 
particular, não haja um NÓS e os OUTROS.
FARIA FILHO, L. M. A qualidade da escola pública: a necessidade de novos consensos. Pensar Educação. Disponível em: <http://www.portal.fae.ufmg.br>. Acesso em: 14 dez. 2016. (adaptado) 
TEXTO IV
5 Atitudespela Educação
Valorize os professores e o aprendizado Acredite nas ideias e no potencial das crianças e jovens
Prepare as crianças e os jovens para a vida
Participe mais da vida escolar do seu filho
Incentive as crianças e os jovens a participar de atividades
esportivas e culturais
1 4
2
3
5
Disponível em: <http://socialgoodbrasil.org.br>. Acesso em: 14 dez. 2016. (adaptado)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Educação 
pública de qualidade no Brasil: um direito a ser concretizado”, apresentando proposta de intervenção que respeite os 
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu 
ponto de vista.
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CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS 
TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
QUESTÃO 46
O hip-hop teria nascido em 1968, baseado em dois 
movimentos: a maneira como se transmitia a cultura 
dos guetos americanos e, daí o nome, no jeito da dança 
popular da época, que reunia saltar (hop) e movimentar 
os quadris (hip). Ao chegar ao Brasil, nos anos 1980, 
a ligação entre cultura, dança e lazer se estreitou a 
ponto de deixar no ar a pergunta: é um movimento 
cultural ou político? “É por meio do canto, da dança e 
do grafite que os participantes do hip-hop demonstram 
suas posições políticas e ideológicas. [...]”, explica João 
Batista de Jesus Felix, pesquisador cuja preocupação 
central era justamente descobrir o que esse movimento 
social entende por política e o que estava por trás de 
declarações polêmicas como do rapper Mano Brown, 
do Racionais MC's, que resumiu seu trabalho de forma 
inusitada: “Eu não faço arte. Artista faz arte, eu faço arma. 
Sou terrorista”.
HAAG, Carlos. Quem não sabe dançar improvisa. Pesquisa Fapesp, ed. 142, dez. 2007. 
Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br>. Acesso em: 19 out. 2016. (adaptado)
A expressão artística analisada no texto pode ser 
considerada tanto cultural como política, pois
 A gera a alienação política por meio da doutrinação 
sociocultural. 
 B pretende arregimentar grupos sociais para a aceitação 
dos interesses do governo.
 C expressa os planos de governo dos candidatos 
populares às campanhas políticas.
 D demonstra os costumes e as necessidades políticas 
de uma parcela excluída da sociedade.
 E exerce o poder de fogo como uma arma e, por isso, é 
usada tanto por artistas como por políticos.
 
QUESTÃO 47
O que os sofistas queriam era uma filosofia que 
abraçasse a experiência cotidiana, desejo que os coloca 
no campo contrário ao de Platão. Para Platão, a tarefa 
da filosofia era abrir caminho para além do mundo da 
experiência cotidiana, até as verdades puras da razão. 
Os sofistas queriam seguir na direção oposta. Para eles, 
a tarefa era restabelecer a imensa complexidade da 
experiência humana como o melhor guia para a vida – 
coisa mais fácil de falar do que de fazer.
GOTTLIEB, Anthony. O sonho da razão. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007.
Os filósofos sofistas desempenharam uma importante 
função social: a de preparar os indivíduos para o exercício 
da cidadania na ágora grega. Por isso, enfatizavam, nos 
seus ensinamentos, o(a) 
 A distinção entre os princípios da razão e o mundo dos 
sentidos.
 B estudo dos fundamentos da vida na reflexão sobre a 
natureza.
 C contemplação racionalista sobre as virtudes éticas 
absolutas.
 D princípio da retidão moral absoluta diante dos conflitos 
sociais.
 E habilidade argumentativa necessária para os debates 
políticos.
QUESTÃO 48
Devemos ao monge italiano Guido D'Arezzo (século 
XI) os nomes das notas musicais. Aproveitando a 
primeira sílaba de cada um dos versos do Hino Litúrgico 
dedicado a São João Batista, o músico beneditino criou 
as bases internacionais da nomenclatura musical como a 
conhecemos hoje. Em 1640, o maestro italiano Giovanni 
Battista Doni, percebendo a dificuldade em se utilizar 
para o canto a primeira nota UT, substituiu-a pela primeira 
sílaba de seu próprio sobrenome (Doni).
SIVIERO, Alvaro. João Batista e as notas musicais. Estadão. São Paulo, 12 jun. 2012. 
Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br>. Acesso em: 8 set. 2016.
O texto, ao exemplificar a cultura desenvolvida durante a 
Idade Média, apresenta um aspecto que
 A contrasta com a ideia de Idade das Trevas atribuída 
ao período. 
 B concilia o sacro e o profano por meio da música e da 
literatura. 
 C impossibilita o desenvolvimento de grandes obras e 
invenções. 
 D apresenta o rompimento com os temas místicos e 
sobrenaturais. 
 E exprime necessidade de aprimoramento da arte pelos 
renascentistas. 
 
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QUESTÃO 49
O ponto de vista objetivo ou subjetivo, a abordagem “neutra” ou o posicionamento político. Esses universos dialogam 
e se enfrentam quando consideramos o filme como um “objeto de cultura”, que desenvolve uma interpretação sobre o 
mundo histórico. Essa característica, presente também na ficção audiovisual, é ainda mais acentuada nas produções 
documentais históricas baseadas em arquivos. Dessa maneira, alguns estudos que se dedicam à relação entre cinema 
e história aproximam cada vez mais o ofício do cineasta ao do historiador, na medida em que ambos se dedicam a uma 
interpretação das sociedades em determinados períodos.
AGUIAR, Carolina Amaral de. Cinema e História: documentário de arquivo como lugar de memória. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n. 62, dez. 2011. p. 247. 
Segundo o ponto de vista apresentado no texto, o cineasta e o historiador têm funções aproximadas, pois seus trabalhos 
apresentam como ponto em comum a
 A transposição da verdade dos fatos em objeto de apreciação artística.
 B produção historiográfica e fictícia baseada nos mesmos princípios estéticos.
 C apropriação de temas populares para a constituição de pesquisas antropológicas.
 D ampliação do público consumidor em função de temas relativos ao passado social.
 E interpretação da memória social a partir de questões éticas, políticas e metodológicas.
QUESTÃO 50
Mundo – Nível de biodiversidade
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO GLACIAL
ANTÁRTICO
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Equador
Círculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
N
0 5.2002.600 km! !
0°180°
OCEANO GLACIAL
ÁRTICO
Nome do Arquivo: PA_Nível de biodiversidade - Mundo
Fonte do mapa: Atlas geográfi co escolar / IBGE. – 6. ed. - Rio de Janeiro : IBGE, 2012.
DADOS EXTRAS:
Indicação: solicitante
Altura: 
Largura:
Procedência:
Solicitação: 
Baixo Alto
Diversidade de espécies terrestres (animais e vegetais)
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.
Pelo mapa, pode-se observar que a maior concentração de riqueza biológica ocorre em locais próximos à Linha do 
Equador. Essa constatação é possível graças a um fator geográfico denominado
 A altitude.
 B latitude.
 C longitude.
 D maritimidade.
 E continentalidade.
 
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QUESTÃO 51
Omran, um menino sírio
Há imagens com as quais, felizmente, é impossível 
se acostumar. A expressão perdida de um menino 
sírio, coberto de poeira, ensanguentado e sentado 
corretamente – como se estivesse na escola ou em casa 
na hora do almoço com os adultos – na cadeira de uma 
ambulância lembrou novamente ao mundo que na Síria 
está acontecendo aquela que sem dúvida é a maior 
tragédia do séculoXXI. [...] É preciso evitar que a guerra 
na Síria se torne uma espécie de elemento recorrente com 
o qual a opinião pública mundial acabe se acostumando, 
como aconteceu antes com a Argélia ou o Afeganistão. 
Situações como a sofrida pela população da cidade de 
Aleppo são absolutamente intoleráveis e é necessário 
que os responsáveis diretos por tanto sofrimento ponham 
fim à carnificina e que aqueles que podem influenciar 
as partes em conflito – ou pelo menos algumas delas – 
parem de olhar para o lado e se envolvam na promoção 
de uma solução.
OMRAN, um menino sírio: a carnificina em Aleppo deve terminar imediatamente. El País, 
20 ago. 2016. Disponível em: <http://brasil.elpais.com>. Acesso em: 20 ago. 2016.
O alerta presente no texto anterior dirige-se
 A às forças da coalizão que apoiam o Estado Islâmico.
 B aos presidentes dos países envolvidos na Guerra Civil 
Síria.
 C à população civil síria residente em áreas de conflito 
armado.
 D à opinião pública internacional sobre as guerras argelina 
e afegã.
 E ao presidente da Rússia, responsável pelo bombardeio 
a Aleppo.
QUESTÃO 52
Doutrina Bush: guerra contra o terrorismo e o “eixo 
do mal”
Em 11 de setembro de 2001, dois aviões foram 
lançados com tripulação, seus passageiros e terroristas 
suicidas sobre as duas torres do World Trade Center, em 
Nova York. Essa foi a parte mais “espetacular” de uma 
sequência de atentados: o Pentágono foi atingido por 
outro avião, enquanto mais um caiu próximo à cidade 
de Pittsburgh, antes de atingir o alvo – provavelmente a 
Casa Branca, em Washington. De fato, tudo parecia um 
grande espetáculo, com cenas ao vivo, mostrada pelas 
TVs de todo o mundo.
MENDONÇA, Cláudio. Doutrina Bush: guerra contra o terrorismo e o “eixo do mal”. UOL 
Educação, 26 set. 2005. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br>. 
Acesso em: 22 set. 2016.
A partir dos atentados terroristas ocorridos em 2001, os 
Estados Unidos, naquele período liderados por George 
W. Bush, apresentaram como resposta
 A restrição à entrada de imigrantes, o que acarretou 
fugas de investimentos e crise econômica no país. 
 B ocupação de territórios em Cuba, que apresenta forte 
oposição às políticas econômicas norte-americanas. 
 C reaproximação com as nações do Oriente Médio, 
promovendo uma abertura para negociações pacíficas 
e bilaterais.
 D conciliação com nações do Oriente Médio, pautando-se 
no medo causado pelos ataques terroristas aos 
americanos.
 E posição política e militar ao terrorismo, com ocupação 
de territórios no Oriente Médio, alegando assegurar a 
paz mundial.
QUESTÃO 53
STF considera lei cearense inconstitucional e 
declara vaquejada ilegal
“A atividade de perseguir animal que está em 
movimento, em alta velocidade, puxá-lo pelo rabo e 
derrubá-lo, sem os quais não mereceria o rótulo de 
vaquejada, configura maus-tratos. Inexiste a mínima 
possibilidade de o boi não sofrer violência física e 
mental quando submetido a esse tratamento. A par de 
questões morais relacionadas ao entretenimento às 
custas do sofrimento dos animais, bem mais sérias se 
comparadas às que envolvem experiências científicas e 
médicas, a crueldade intrínseca à vaquejada não permite 
a prevalência do valor cultural como resultado desejado 
pelo sistema de direitos fundamentais da Carta de 1988”, 
ressaltou Marco Aurélio em seu voto. 
GAGNI, Patrícia. STF considera lei cearense inconstitucional 
e declara vaquejada ilegal. Congresso em foco. Brasília, 10 out. 2016. 
Disponível em: <http://congressoemfoco.uol.com.br>. Acesso em 18: out. 2016. (adaptado)
Ao votar pela ilegalidade da vaquejada, o ministro 
do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, 
argumentou que o reconhecimento de um bem cultural 
deve
 A submeter-se a critérios médicos e científicos de 
avaliação.
 B passar por uma avaliação das instâncias jurídicas 
brasileiras.
 C levar em consideração preferencialmente aspectos 
simbólicos.
 D obedecer aos princípios constitucionais que protegem 
a vida.
 E orientar-se pelo contexto socioeconômico no qual se 
insere.
 
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2017
QUESTÃO 54
Há cinquenta anos, conversar com uma máquina 
sobre nossa conta bancária parecia coisa de ficção 
científica; hoje, é algo perfeitamente natural. Também 
aqui temos a nova individualidade idealizada: um 
indivíduo constantemente adquirindo novas capacitações, 
alterando sua “base de conhecimento”. Na realidade, 
esse ideal é impulsionado pela necessidade de manter-
se à frente da máquina.
SENNETT, Richard. A cultura do novo capitalismo. 3. ed. São Paulo: Record, 2011.
A necessidade de qualificação humana descrita no texto, 
aplicada ao contexto das relações de trabalho, reflete 
uma situação social marcada pela
 A concorrência profissional em face da reestruturação 
produtiva.
 B inversão da tendência de substituição do homem pela 
máquina.
 C valorização do trabalho pouco qualificado nas 
atividades industriais.
 D força política das categorias laborais organizadas em 
sindicatos.
 E barreira tecnológica que impede a livre sociabilidade 
humana.
QUESTÃO 55
O surgimento de novas áreas industriais e a 
reestruturação de outras estagnadas, a partir da segunda 
metade do século XX, expressam as transformações 
do modo capitalista de produção que, ao incorporar a 
tríade ciência, tecnologia e inovação, dão origem aos 
tecnopolos. Com exceção do Vale do Silício na Califórnia 
(EUA), que surgiu “espontaneamente”, os demais 
tecnopolos em âmbito global representam compilações 
desse modelo que deu certo. Se, nos países centrais, as 
leis de mercado são determinantes, nos periféricos esse 
processo resulta especialmente da atuação do Estado.
SANTOS FILHO, E. M.; ALONSO, S. F. O papel dos fatores locacionais. 
Terra Livre, Dourados/MS, ano 24, v. 2, n. 31, p. 49-62, jul-dez. 2008. (adaptado)
A atuação do Estado na implantação dos tecnopolos citada 
no texto pode ser identificada no fato de os governos dos 
países periféricos priorizarem a
 A isenção de impostos por meio de benefícios fiscais.
 B implementação de meios de produção tradicionais. 
 C valorização de mão de obra barata e abundante.
 D distribuição geográfica equilibrada da produção.
 E disponibilização de matéria-prima natural.
 
QUESTÃO 56
Diversas marcas agregam valor aos seus produtos 
associando a imagem da mulher aos dispositivos 
fetichistas, que exercem poderoso efeito sedutor sobre a 
sensibilidade masculina ao estabelecerem uma espécie 
de simbiose entre a pessoa e o objeto. Aquilo que o 
sujeito não possui naturalmente, a abastança financeira 
lhe concede, encontrando meios concretos para modificar 
a sua própria constituição pessoal, favorecendo assim a 
obtenção de adesões externas para sua fruição narcísica. 
[...] A publicidade vende a falsa ideia de que a aquisição 
do produto lhe fornece a capacidade galvânica de agregar 
para si as mulheres desejadas, reduzindo-as ao mesmo 
nível das coisas.
BITTENCOURT, Renato Nunes. Naturalização do machismo. Portal Ciência & Vida. 
Revista Filosofia, ed. 119, 2016. Disponível em: <http://filosofiacienciaevida.uol.com.br>. 
Acesso em: 15 set. 2016.
A crítica contida no texto acerca das ações e estratégias 
de marketing das propagandas expõe o fato de o(a)
 A dimensão financeira não afetar a realização pessoal. 
 B feminismo estar cada vez mais atuante na sociedade. 
 C sociedade atual não ter superado o machismo.
 D indústria comercial vender um produto falso.
 E homem ser mais narcisista que a mulher.
QUESTÃO 57
Manifestação dos camponeses em comemoração ao que consideram uma vitória. 
Sergipe, 1996.
A fotografia registra um momento de agitação social que 
faz referência 
 A ao projeto Gênesis, que documentou paisagensraras 
e povos isolados.
 B ao movimento contrário à mecanização da produção 
agrícola.
 C à ritualística de erguer foices em comemoração à 
chuva.
 D à ocupação do garimpo de ouro de Serra Pelada.
 E à luta pelo acesso à terra no Brasil.
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2017
QUESTÃO 58
Em 14 de março último, sete professores, entre eles 
três dirigentes do CPERS (Centro dos Professores 
do Estado do Rio Grande do Sul), foram detidos pelo 
Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar 
por “desacato à autoridade” durante uma manifestação 
pacífica no Centro Administrativo do governo do estado 
do Rio Grande do Sul. O ato reivindicava reajuste do 
piso salarial da categoria e questionava medidas de 
enturmação e fechamento de escolas. Os manifestantes 
foram liberados após acordo entre o governo do estado e 
o comando do policiamento.
FIGUEIREDO, Vicente Cardoso de. O Estado, a mídia e os movimentos sociais. Observatório 
da imprensa, ed. 484, 2008. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br>. 
 Acesso em: 22 ago. 2016.
A detenção de manifestantes pacíficos, assim como 
narrado no texto, sinaliza uma situação de
 A diálogo entre manifestantes e polícia militar.
 B extinção de movimentos sociais reivindicatórios.
 C criminalização de movimentos sociais contestadores.
 D valorização da ordem pública e do direito de expressão.
 E tolerância às divergências e críticas por parte do 
Estado.
QUESTÃO 59
Por que a Itália é tão suscetível a terremotos?
A Itália sofreu, na madrugada desta quarta-feira, 
o terremoto mais intenso desde 2009. O tremor de 
magnitude 6.2 deixou pelo menos 159 mortos, além 
de milhares de desabrigados. Mas, abalos de grande 
intensidade fazem parte da rotina de quem vive ao 
longo da cordilheira dos Apeninos. [...] Segundo dados 
disponibilizados pela agência governamental americana 
que monitora desastres naturais, desde 2000 a Itália 
registrou 12 terremotos de grande intensidade. O Mar 
Tirreno, no oeste da Itália, entre o continente e as ilhas da 
Sardenha/Córsega, está se abrindo aos poucos, cerca de 
2 cm por ano. Cientistas dizem que isso vem contribuindo 
para o “racha” ao longo dos Apeninos. Segundo alguns 
especialistas, essa pressão é agravada pelo movimento 
da crosta terrestre no leste, no Mar Adriático, que estaria 
se movendo para debaixo da Itália. O resultado é um 
grande sistema de falhas que percorre toda a extensão 
da cadeia montanhosa, com uma série de falhas menores 
aos lados.
POR QUE a Itália é tão suscetível a terremotos? BBC, 24 ago. 2016. 
Disponível em: <http://www.bbc.com>. Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
O terremoto citado anteriormente tem suas causas 
ligadas à
 A orogênese divergente de placas tectônicas.
 B orogênese convergente de placas tectônicas.
 C formação de bordas deslizantes de placas tectônicas.
 D ação do intemperismo físico ou mecânico termoclástico. 
 E epirogênese, com aumento de pressão nas linhas de 
falhas.
QUESTÃO 60
Prefeitura de João Pessoa decreta emergência na 
falésia do Cabo Branco
A Prefeitura de João Pessoa decretou estado de 
emergência na área compreendida pela falésia do Cabo 
Branco da Praça de Iemanjá até a Praia do Seixas. [...] Há 
alguns dias, as pistas que dão acesso ao farol de Cabo 
Branco, na capital, foram interditadas para pedestres e 
ciclistas por causa da erosão na barreira de Cabo Branco. 
[...] De acordo com o decreto, foram considerados os 
impactos da corrente marinha ocorrida no município de 
João Pessoa nos últimos sete dias, e, neste instante, 
caracterizados como erosão costeira marinha, segundo o 
Código Brasileiro de Desastres (Cobrade).
PREFEITURA de João Pessoa decreta emergência na falésia do Cabo Branco. 
G1, 22 jun. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em: 26 ago. 2016.
A evolução do processo erosivo na região costeira de 
João Pessoa forçou um decreto municipal de situação de 
emergência por apresentar, como possível consequência, a
 A perda de áreas de cultivo agrícola, responsáveis por 
considerável parcela da economia da região.
 B ocorrência de deslizamentos de terra que podem 
soterrar infraestruturas e ocasionar mortes.
 C extinção da biodiversidade local pelo desequilíbrio do 
hábitat natural de diversas espécies.
 D alteração de microclima local em decorrência da 
extinção de lagoas interdunares.
 E desocupação da área para a construção de uma 
infraestrutura de transportes.
 
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2017
QUESTÃO 61
A relação público/privado nas últimas décadas 
foi literalmente revirada, de forma que o fenômeno 
histórico mais importante desses últimos anos foi 
certamente o seguinte: sem nos darmos conta, passamos 
progressivamente das famílias a serviço da política a uma 
política a serviço das famílias. Daí a maior frequência dos 
temas que têm a ver com educação, segurança, saúde, 
habitação, transporte, lazer etc., ou seja, com as diversas 
formas de preocupações certamente coletivas, mas que 
emergem da intimidade.
FERRY, Luc. Famílias, amo vocês: política e vida privada na era da globalização. 
Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. (adaptado)
A abordagem presente no texto, que remete à atual 
delimitação dos espaços público e privado, demonstra 
que, nas últimas décadas, a organização familiar
 A manteve sua composição em face das transformações 
sociais.
 B contribuiu para o crescimento do individualismo na 
sociedade.
 C deixou em segundo plano as preocupações com 
saúde e educação.
 D esvaziou os espaços de representação políticos e 
partidários tradicionais.
 E constituiu o ponto de partida para se pensar nas 
necessidades coletivas.
QUESTÃO 62
Assim, era possível crescer apostando no consumo 
de bens duráveis dos segmentos mais endinheirados 
da classe média que perfaziam um mercado de cerca 
de vinte milhões de pessoas, pouco mais de 20% da 
população. O Estado, cujo caixa estava reforçado por 
novos impostos e pelos empréstimos internacionais, 
continuaria investindo em grandes obras, estimulando 
o mercado de construção civil, que passaria a crescer 
cerca de 15% ao ano até 1973.
NAPOLITANO, Marcos. 1964: história do regime militar brasileiro. 
São Paulo: Contexto, 2014. p. 149. (adaptado)
Um dos principais traços da política econômica brasileira 
no período indicado no texto foi o(a)
 A crescimento salarial.
 B concentração de renda.
 C descontrole inflacionário.
 D diminuição do setor terciário.
 E restrição ao capital especulativo.
 
QUESTÃO 63
Um motivo para a melhoria da dieta ao longo do século 
XIX era que chegavam cada vez mais alimentos do que 
chamamos de “periferia” da Europa, denominação vaga 
que engloba a Rússia e a Europa do Leste, como também 
das zonas de abastecimento do Novo e do Velho Mundo. 
Grande parte da Europa acabou por beneficiar-se dessas 
importações, mas os países mais necessitados desses 
produtos eram [...] Grã-Bretanha, os Países Baixos e a 
Alemanha. Do Novo Mundo chegavam o açúcar, o café 
e o cacau, e da China, do Ceilão e da Índia chegavam o 
chá e o arroz.
POUNDS, Norman J. G. La vida cotidiana: historia de la cultura material. 
Barcelona: Crítica, 1992. p. 507-509. (adaptado)
A necessidade de importação de alimentos por vários 
países europeus no século XIX foi motivada pelo(a)
 A cenário das constantes guerras responsáveis pela 
destruição de colheitas no continente. 
 B chegada de fluxos imigratórios asiáticos e americanos 
à Europa, pressionando o mercado de grãos. 
 C revolta generalizada dos servos feudais diante da 
ausência de liberdade e excesso de impostos. 
 D processo de êxodo rural e industrialização, que 
provocaramo crescimento de centros urbanos. 
 E introdução de pragas agrícolas oriundas da África e da 
América, que aniquilaram parte das plantações.
QUESTÃO 64
Portugal chegou a tentar um acordo com os holandeses 
para que as duas partes tivessem acesso ao comércio 
de escravos. Não teve sucesso, e, em meados de 1643, 
Telles da Silva, governador-geral do Brasil, prevenia 
el-rei: “Angola, senhor, está de todo perdida, e sem ela 
não tem Vossa Majestade o Brasil, porque desanimados 
os moradores de não terem escravos para os engenhos, 
os desfabricarão e virão a perder as alfândegas de Vossa 
Majestade os direitos que tinham em seus açúcares”.
ALENCASTRO, Luís Felipe. Com quantos escravos se constrói um país? 
Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, dez. 2008. 
Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br>. Acesso em: 28 set. 2016.
O diagnóstico do funcionário real revela a preocupação 
dos colonizadores com a
 A ampliação dos impostos cobrados pelos holandeses 
aos produtores de açúcar.
 B questão das identidades nacionais durante o conflito 
geopolítico entre Holanda e Portugal.
 C produção de açúcar, que obteve maior crescimento 
com o gerenciamento dos holandeses.
 D expansão econômica da colônia portuguesa, que 
dependia do fornecimento de escravos de Angola.
 E arrecadação de impostos por parte da coroa 
portuguesa, que deveria crescer com a perda de 
Angola.
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QUESTÃO 65
A Assembleia Nacional Popular da China (Legislativo) 
aprovou, em dezembro de 2015, o fim da política do “filho 
único”, ao permitir a todos os casais do país ter dois 
descendentes, uma decisão que entrará em vigor a partir 
do dia 1o de janeiro de 2016. Os legisladores chineses 
deram o sinal verde a uma emenda à Lei de População e 
Planejamento Familiar, que encerra mais de três décadas 
de uma estrita e controvertida política demográfica no 
país mais povoado do mundo.
LEGISLATIVO chinês aprova fim da política do “filho único”. G1, 27 dez. 2015. 
Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
O fim da política do “filho único” na China vai de encontro 
à teoria adotada pelo país há mais de três décadas, que 
se apoiava na premissa de que o(a)
 A grande número de descendentes dificulta o 
desenvolvimento socioeconômico.
 B crescimento demográfico compromete o equilíbrio do 
ecossistema regional.
 C aumento acelerado da população diminui a quantidade 
total de alimentos.
 D controle de natalidade não resolve os problemas 
socioeconômicos. 
 E pobreza garante o fato de as famílias serem 
numerosas.
QUESTÃO 66
A enorme expansão da população urbana causara 
grande deterioração nas condições de vida, de vez que as 
administrações municipais não conseguiram expandir os 
serviços na mesma rapidez. O que os movimentos sociais 
pediam eram medidas elementares, como o asfaltamento 
de ruas, redes de água e de esgoto, energia elétrica, 
transporte público, segurança, serviços de saúde. A tática 
mais comum dos movimentos de moradores e favelados 
era o contato direto com as administrações municipais. 
Embora sem conotação partidária, esses movimentos 
representaram o despertar da consciência de direitos e 
serviram para o treinamento de lideranças políticas.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 7. ed. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. (adaptado)
Os movimentos sociais que emergiram no processo de 
redemocratização brasileira, oriundos das transformações 
sociais ocorridas no final do século XX, descritos no texto, 
representaram politicamente o(a)
 A presença de novos atores sociais organizados 
reivindicando direitos.
 B encerramento de um período marcado por relativo 
equilíbrio de poder.
 C protagonismo eleitoral exercido pelas lideranças 
populares da periferia.
 D migração de práticas assistencialistas do campo para 
o espaço urbano.
 E existência de obstáculos na interlocução entre Estado 
e sociedade civil.
QUESTÃO 67
Um estudo de uma universidade britânica analisa a 
expectativa de vida de 35 países desenvolvidos e prevê 
que as pessoas viverão mais em todos eles – e que a 
distância entre as médias de mulheres e homens começará 
a diminuir em vários desses locais. A longevidade no 
mundo, contudo, deve ser mais impactada por melhoras 
nas condições de vida dos acima de 65 anos do que pela 
redução das taxas de mortalidade infantil.
GALLAGHER, James. Coreia do Sul será 1o país a superar barreira dos 90 anos de 
expectativa de vida, prevê estudo. BBC, 22 fev. 2017. 
Disponível em: <http://www.bbc.com>. Acesso em: 22 fev. 2017. (adaptado)
Coreia do Sul
Mulheres Homens
Expectativa média de vida para nascidos em 2030
Austrália
Reino Unido
Suíça
Canadá
Estados Unidos
Japão
Chile
70
Fonte: Imperial College London / Organização Mundial da Saúde
75 80 85 90
Os principais fatores que explicam essa mudança 
na longevidade da população de alguns países são 
resultados diretos de
 A incentivos à utilização de métodos contraceptivos.
 B programas de controle e contenção populacional.
 C índices de desenvolvimento humano menores.
 D políticas de nutrição e de assistência à saúde.
 E taxas de fecundidade e natalidade reduzidas.
 
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QUESTÃO 68
TEXTO I
A evolução do transporte rodoviário, a partir dos 
anos 1950, ocorreu em ritmo extraordinariamente rápido 
no Brasil. Entre 1945 e 1952, o número de caminhões 
e ônibus em circulação no país saltou de 103 mil para 
265 mil, um crescimento de mais de 157% em apenas 
sete anos. Enquanto, em 1946, o volume de cargas 
transportadas por todas as modalidades não rodoviárias 
de transporte representava 92,4%, no ano de 1970, as 
estradas de rodagem já eram responsáveis por cerca de 
73% de todo o movimento de cargas do país. 
GALVÃO, O. J. A. Desenvolvimento dos transportes e integração regional no Brasil: Uma 
perspectiva histórica. Planejamento e políticas públicas, Pernambuco, n. 13, jun. 1996. 
Disponível em: <http://www.ipea.gov.br>. Acesso em: 18 maio 2017. (adaptado)
TEXTO II
A fartura que se vê nas lavouras enfrenta uma 
séria ameaça nos armazéns, que nunca estiveram 
tão abarrotados. A greve dos caminhoneiros atrasou o 
transporte para os portos: não foram grãos, não vieram 
insumos. Até combustível faltou, comprometendo o 
finzinho da colheita da soja e, principalmente, o plantio da 
próxima safra de milho. “Nosso grande problema é que 
somos altamente dependentes do transporte rodoviário”, 
afirma o agricultor Carlos Alberto Simon.
DEPENDÊNCIA do transporte rodoviário impõe custo alto à produção agrícola. G1, 1o abr. 
2015. Disponível em: <http://www.g1.globo.com>. Acesso em: 23 fev. 2017. (adaptado)
Uma causa e uma consequência do domínio do sistema 
rodoviário e da ausência de um sistema multimodal de 
transporte de cargas no Brasil são, respectivamente,
 A pressão de empresas automotivas e petrolíferas, e 
encarecimento do escoamento da produção.
 B influência de políticas ambientalistas e redução da 
competitividade na produção nacional.
 C extensa área territorial e redução nos preços dos 
produtos no mercado nacional.
 D alto custo de manutenção das ferrovias e aumento da 
competitividade internacional.
 E baixo custo operacional das rodovias e incremento do 
comércio de grãos e minério. 
 
QUESTÃO 69
Por que o Brasil quer importar café do Vietnã?
Maior produtor do mundo, o Brasil debate liberar 
compra de grãos pela primeira vez em três séculos. 
Defendida como inevitável diante da seca, a medida vem 
gerando protesto de cafeicultores brasileiros. O assunto 
polêmico temorigem nos cafezais brasileiros, que 
renderam estatísticas ambíguas em 2016. No mesmo ano 
em que o Brasil bateu recorde de exportações de café 
solúvel, produzido a partir do grão conilon, a safra caiu 
pela metade, de 10 para 5 milhões de sacas.
PONTES, Nádia. DW, 23 fev. 2017. Disponível em: <http://www.dw.com>. 
Acesso em: 23 fev 2017. (adaptado)
A implantação de medidas econômicas no Brasil, 
como a relatada pela matéria anterior, pode ter como 
consequência direta o(a)
 A valorização do produto nacional.
 B manutenção do equilíbrio ambiental. 
 C redução do preço do produto nacional.
 D endurecimento do protecionismo alfandegário.
 E aumento das vagas de emprego nas indústrias.
QUESTÃO 70
A escolha dos homens que irão exercer funções 
públicas faz-se de acordo com a confiança pessoal que 
mereçam os candidatos, e muito menos de acordo com as 
suas capacidades próprias. Falta a tudo uma ordenação 
impessoal que caracteriza a vida no Estado burocrático. 
O funcionalismo patrimonial pode, com a progressiva 
divisão das funções e com a racionalização, adquirir 
traços burocráticos. Mas em sua essência ele é tanto 
mais diferente do burocrático, quanto mais caracterizados 
os dois tipos. 
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Segundo Sérgio Buarque de Holanda, a política brasileira 
possui uma característica própria da organização familiar, 
que se manifesta no(a)
 A excesso de regras.
 B personalismo político.
 C ineficiência financeira.
 D autoridade descentralizada.
 E impessoalidade administrativa.
 
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2017
QUESTÃO 71
O terraceamento da lavoura é uma prática 
fundamentada na construção de terraços com o 
propósito de disciplinar o volume de escoamento das 
águas das chuvas. Essa prática deve ser utilizada 
concomitantemente com outras práticas edáficas 
(formas de manejo, tratos ou manipulação do solo). O 
terraceamento consiste na construção de uma estrutura 
transversal ao sentido do maior declive do terreno. 
Apresenta estrutura composta de um dique e um canal, 
e tem a finalidade de reter e infiltrar água da chuva nos 
terraços em nível, ou escoá-la lentamente para áreas 
adjacentes, nos terraços em desnível ou com gradiente. 
MACHADO. P. L. O. A.; WADT, P. G. S. Terraceamento. Ageitec, EMBRAPA. 
Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br>. Acesso em: 22 maio 2017. (adaptado)
A técnica de terraceamento tem como principal objetivo
 A corrigir os índices de acidez do solo.
 B melhorar a fertilização do solo.
 C conter os processos erosivos.
 D ampliar a lixiviação do solo. 
 E preservar a biota local.
QUESTÃO 72
Tanto no estudo de culturas de sociedades diferentes 
quanto das formas culturais no interior de uma sociedade, 
mostrar que a diversidade existe não implica concluir que 
tudo é relativo, apenas entender as realidades culturais 
no contexto da história de cada sociedade, das relações 
sociais dentro de cada qual e das relações entre elas. 
Nem tudo que é diverso o é da mesma forma. Não há 
razão para querer imortalizar as facetas culturais que 
resultam da miséria e da opressão.
SANTOS, José Luiz dos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 1997.
De acordo com o texto, algumas tradições fogem às 
interpretadas pela ótica do relativismo cultural, porque
 A destoam da cultura consagrada historicamente.
 B oferecem riscos aos padrões de dominação política.
 C promovem rupturas nas tradições fixas de um povo.
 D resistem à força dos grupos culturalmente mais ricos. 
 E ferem os princípios da dignidade humana e do respeito.
 
QUESTÃO 73
A irmandade era uma espécie de família ritual, em que 
africanos desenraizados de suas terras viviam e morriam 
solidariamente. Idealizadas pelos brancos como um 
mecanismo de domesticação do espírito africano, através 
da africanização da religião dos senhores, elas vieram a 
constituir um instrumento de identidade e solidariedade 
coletivas. […] Em Salvador, os jejes mantinham, desde 
1752, sua própria Irmandade do Senhor Bom Jesus das 
Necessidades e Redenção, que funcionava na igreja 
do Corpo Santo, na freguesia da Conceição da Praia. 
Os angolas se acomodavam em muitas irmandades – 
sobretudo as dedicadas à Nossa Senhora do Rosário, as 
mais numerosas e disseminadas por todo o Brasil.
 REIS, João José. Identidade e diversidade étnicas nas irmandades negras no tempo da 
escravidão. Tempo, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, 1996, p. 4-5.
Segundo o texto, para os africanos, as irmandades 
desempenhavam um papel de 
 A libertação definitiva das dificuldades da vida em 
cativeiro.
 B reconstrução de identidades, práticas culturais e 
religiosidades.
 C organização de complôs, insurreições e revoltas 
contra a escravidão.
 D exacerbação dos valores culturais e religiosos 
característicos da África.
 E eliminação das diferenças étnicas existentes no 
período anterior à escravização.
QUESTÃO 74
A sociedade do que hoje denominamos era moderna 
caracteriza-se, acima de tudo no Ocidente, por certo nível 
de monopolização. O livre emprego de armas militares é 
vedado ao indivíduo e reservado a uma autoridade central, 
qualquer que seja seu tipo, e de igual modo a tributação 
da propriedade ou renda de pessoas concentra-se nas 
suas mãos. Os meios financeiros arrecadados pela 
autoridade sustentam-lhe o monopólio da força militar, 
o que, por seu lado, mantém o monopólio da tributação. 
Nenhum dos dois tem, em qualquer sentido, precedência 
sobre o outro, pois são dois lados do mesmo monopólio.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
Segundo o texto, o processo civilizador esteve associado 
ao poder que o Estado moderno exerceu sobre os 
indivíduos no sentido de promover a
 A pacificação social e a arrecadação de impostos.
 B liberdade militar e o monopólio da propriedade.
 C guerra justa e a expropriação dos vencidos.
 D dispersão política e a livre iniciativa.
 E anarquia e o autoritarismo político.
 
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QUESTÃO 75
Assassinatos de trabalhadores rurais relacionados aos conflitos 
fundiários no Brasil: 1964-2000
200
120
160
80
20
180
100
40
140
60
0
19
64
19
76
19
68
19
80
19
90
19
98
19
72
19
84
19
94
19
66
19
78
19
88
19
70
19
82
19
92
20
00
19
74
19
86
19
96
Entre os fatores de que explicam o aumento no número 
de óbitos por conflitos agrários no Brasil, na década de 
1980, pode-se destacar o(a)
 A intensificação de períodos de severa estiagem, 
prejudicando a produção.
 B instituição de uma legislação trabalhista que abrange 
os trabalhadores rurais.
 C ampliação das lutas camponesas por reforma agrária 
e direitos trabalhistas.
 D investimento governamental nas políticas sociais 
redistributivas.
 E visibilidade midiática dada à atuação de instituições 
religiosas.
QUESTÃO 76
TEXTO I
R
ep
ro
du
çã
o
TEXTO II
Quanto à “democracia” representativa, ela equivale, 
na prática, a uma tutela das elites governantes sobre 
os governados. Os “representantes”, escolhidos por um 
processo filtrado pela assimetria de poder derivada da 
concentração de riqueza e da muito desigual influência 
sobre os meios de comunicação de massa, recebem 
quase que um “cheque em branco” dos eleitores.
SOUZA, Marcelo Lopes de. Fobópole. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
C
PT
 e
 M
ST
A reflexão despertada pela charge, combinada com a 
crítica do texto II, sugere que o sistema de representação 
política segue a tendência de
 A atuação cotidiana dos instrumentos da democracia 
direta.B continuidade da tradição democrática de consulta 
popular.
 C surgimento de candidaturas com pouco apelo 
midiático.
 D incremento da participação político-eleitoral dos 
cidadãos.
 E centralização das decisões nas elites políticas e 
econômicas.
QUESTÃO 77
TEXTO I
As políticas de saúde ocorreram, na virada do século 
XIX para o século XX, com as mudanças no modo de 
produção, aliando autoritarismo ao nascente cientificismo 
europeu. Oswaldo Cruz, oriundo do Instituto Pasteur, 
enfrentou as epidemias da época (febre amarela e varíola) 
que ameaçaram a “saúde dos portos” e a agroexportação 
por meio de campanhas com vacinações e inspeções 
sanitárias.
CONILL, E. M. Epidemiologia e sistemas de saúde. In: ARANHA, Marcio Iorio (Org.). 
Direito sanitário e saúde pública. Ministério da Saúde, v. 1, Brasília, 2003. 
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br>. Acesso em: 15 mar. 2017. (adaptado)
TEXTO II
Entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, a cidade do 
Rio de Janeiro viveu o que a imprensa chamou de “a mais 
terrível das revoltas populares da República”. O cenário 
era desolador: bondes tombados, trilhos arrancados, 
calçamentos destruídos – tudo feito por uma massa de 
3 000 revoltosos. A causa foi a lei que tornava obrigatória 
a vacina contra a varíola. E o personagem principal, o 
jovem médico sanitarista Oswaldo Cruz.
VIEIRA, Cássio Leite. Oswaldo Cruz e a varíola: a revolta da vacina. Superinteressante, 
São Paulo, ed. 86, 31 out. 1994.
De acordo com os textos, no início da República, as ações 
sanitárias implantadas pelo governo foram
 A enfraquecidas pela falta de legislação voltada para a 
saúde.
 B fortalecidas pelo grau de conscientização da 
população.
 C respeitadas pelos diversos segmentos sociais que 
apoiaram o governo.
 D prejudicadas pelos interesses políticos que 
priorizavam as exportações.
 E assimiladas pela sociedade insatisfeita como 
autoritarismo nocivo à população.
 
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QUESTÃO 78
Em 28 de setembro de 1583, Menocchio foi denunciado 
ao Santo Ofício, sob a acusação de ter pronunciado 
palavras “heréticas e totalmente ímpias” sobre Cristo. 
Não se tratara de uma blasfêmia ocasional: Menocchio 
chegara a tentar difundir suas opiniões, discutindo-as. 
Dois grandes eventos históricos tornaram possível um 
caso como o de Menocchio: a invenção da imprensa e 
a Reforma. A imprensa lhe permitiu confrontar os livros 
com a tradição oral em que havia crescido e lhe forneceu 
as palavras para organizar o amontoado de ideias e 
fantasias que nele conviviam. A Reforma lhe deu audácia 
para comunicar o que pensava ao padre do vilarejo, 
conterrâneos, inquisidores.
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido 
pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 2006. p. 25. (adaptado)
O texto refere-se ao contexto histórico denominado
 A Pós-Modernismo.
 B Renascentismo.
 C Medievalismo.
 D Imperialismo.
 E Iluminismo.
QUESTÃO 79
[…] os responsáveis pela deposição de João Goulart 
foram militares, respaldados por apoio internacional e em 
parceria com partidos políticos, segmentos e organizações 
da sociedade civil que se opunham à opção política do 
presidente e de seus aliados históricos. 
Foram os grupos conservadores, históricos opositores 
do trabalhismo e de João Goulart, os responsáveis pela 
interrupção da experiência democrática brasileira em 
1964. Foram eles também que, à frente do governo federal, 
reproduziram por vinte anos uma prática discricionária, 
autoritária, arbitrária e excludente.
DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O governo João Goulart e o golpe de 1964: memória, 
história e historiografia. Tempo, Niterói, v. 14, n. 28, jun. 2010, p. 125-145.
De acordo com o texto, a deposição de João Goulart 
deveu-se
 A ao descontentamento das forças militares, que 
opuseram-se ao trabalhismo proposto.
 B à aproximação do governo brasileiro com o dos EUA 
para estimular o trabalhismo e o nacionalismo.
 C às manifestações de organizações da sociedade civil, 
que discordavam da política reformista proposta.
 D à união de forças nacionais e internacionais que 
discordavam do projeto político do presidente eleito.
 E às ações discricionárias, arbitrárias e excludentes do 
governo, que geraram revolta popular e instabilidade 
política.
 
QUESTÃO 80
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. 1 original de arte, óleo sobre tela, 3,49 m x 7,76 m. Museu 
Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri.
O quadro anterior refere-se à destruição da cidade 
espanhola de Guernica. Esse episódio é importante para 
a Segunda Guerra Mundial, pois os nazistas
 A testaram novas armas que seriam utilizadas na guerra 
posteriormente. 
 B perderam o apoio do governo espanhol, que se sentiu 
traído por Adolf Hitler. 
 C conquistaram o apoio dos franceses e dos ingleses, 
inimigos dos espanhóis.
 D utilizaram a estratégia de terra arrasada, destruindo as 
cidades que combatiam.
 E estabeleceram o pacto Molotov-Ribbentrop, acordo de 
não agressão, com Stalin.
QUESTÃO 81
A construção está longe de ser completa, mas a 
estrutura de aço que sustentará o edifício acabado do 
socialismo pode ser vista agora, em seu ousado perfil, 
contra o céu oriental. Finanças, indústria, transporte, [...] 
todos os ramos da vida nacional estão enquadrados no 
padrão arbitrário do esforço coletivo para o bem coletivo, 
ao invés do esforço individual para o lucro individual.
HUBERMAN, Leo. A história da riqueza do homem. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.
O texto compreende a Revolução Bolchevique como a
 A consolidação da estrutura anarquista.
 B instalação de um Estado liberal-burguês.
 C conquista do estado democrático de direito.
 D base para a fundação de um Estado socialista. 
 E invencibilidade do coletivo perante o individual.
 
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QUESTÃO 82
Quatro comerciantes dizem querer salvar suas lojas e 
também a alma de Brixton. Este emblemático bairro afro-
caribenho do sul de Londres vem sendo transformado em 
refúgio para jovens modernos. O motivo da irritação são 
as grandes obras iniciadas pela Network Rail, proprietária 
das ferrovias britânicas e de dezenas de comércios 
situados ao lado das vias deste bairro popular. Alguns 
comerciantes não esperaram o início das obras para 
deixar as lojas. A peixaria “LS Mash & Sons”, fundada em 
1941, fechou em agosto. “Triplicar os aluguéis? É uma 
provocação”, denuncia um cartaz na vitrine.
COMERCIANTES de Brixton se mobilizam contra risco de gentrificação. IstoÉ, 3 jan. 2017. 
Disponível em: <http://istoe.com.br>. Acesso em: 5 mar. 2017. (adaptado)
Casos como o noticiado anteriormente ocorrem com grande 
frequência em cidades do mundo todo, demonstrando a 
ocorrência da gentrificação, processo que
 A reestrutura preferencialmente áreas rurais.
 B une cidades vizinhas em espaços comuns.
 C transforma espaços urbanos em áreas elitizadas.
 D distancia pessoas e serviços dos centros urbanos.
 E abriga pessoas em locais socialmente marginalizados.
QUESTÃO 83
Vivemos num mundo onde as maravilhas da 
tecnologia misturam-se cada vez mais com os horrores 
da miséria absoluta. Sondas e naves nos enviam 
informações detalhadas dos mais longínquos planetas do 
sistema solar, [...] aviões cruzam os ares a velocidades 
inimagináveis, a medicina faz progressos que, a cada 
dia, aumentam as expectativas do tempo de vida das 
pessoas. Ao mesmo tempo, somos assolados pelo vírus 
da Aids, que mata milhões de pessoas e para o qual não 
conseguimos encontrar uma vacina; doenças há muito 
erradicadas, como a dengue, a febre amarela, a cólera, 
que vicejam apenas em condições demiséria, matam 
milhares de pessoas nas regiões mais pobres do planeta, 
sem que se consiga fazer nada. Isso para não falar da 
fome, e das fotos chocantes que os jornais e revistas 
estampam com frequência [...].
GALLO, Silvio. Ética e cidadania: caminhos da Filosofia. Campinas: Papirus, 2003. p. 104.
O texto expõe uma análise acerca de desafios e dilemas 
atuais ao expor que a sociedade contemporânea 
apresenta um(a)
 A crise marcada por contradições e inversão de valores.
 B diminuição na utilidade da produção de conhecimento. 
 C valorização da sabedoria humana em detrimento da 
tecnologia.
 D processo de maturação e gestação de uma sociedade 
tecnológica.
 E desenvolvimento da igualdade cultural marcado por 
avanços tecnológicos.
QUESTÃO 84
Aristóteles afirma que um homem sem cidade é como 
“uma pedra solitária no jogo de damas”. Uma pedra de 
dama sozinha no tabuleiro não tem função. Ela só adquire 
significado quando se associa a outras pedras num jogo. 
Essa expressiva metáfora implica que os homens só 
se realizam numa pólis. O indivíduo só pode viver bem 
quando se associa a outros numa comunidade. Essa ideia 
não surgiu com Aristóteles: era a visão geral dos gregos.
STONE, I. F. O julgamento de Sócrates. São Paulo: Companhia de Bolso, 2005.
A chamada “vida boa”, para Aristóteles, se realizava na 
medida em que os indivíduos desenvolviam, no meio 
social, a
 A virtù – qualidade almejada do bom governante.
 B maiêutica – habilidade individual de criar ideias.
 C diké – surgimento espontâneo do ideal de justiça.
 D aretê – busca coletiva pela excelência humana.
 E fortuna – culto à deusa associada ao destino.
 
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QUESTÃO 85
Imagem 1
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Imagem 2
As charges mostram que a Lei Falcão, estabelecida em 
1976, representou o(a)
 A início da repressão dos governos militares com 
censura aos meios de comunicação.
 B garantia do direito à informação, ou habeas data, no 
início do processo de redemocratização. 
 C retrocesso na redemocratização pela limitação da 
propaganda eleitoral, evitando a pluralidade de ideias.
 D fim da liberdade de imprensa, com a utilização dos 
meios publicitários para apologia ao governo ditatorial.
 E avanço das instituições democráticas que impediram a 
apologia governamental pelos meios de comunicação.
QUESTÃO 86
TEXTO I
Baseada [...] na dependência e no apadrinhamento, e 
na qual os favores políticos mediam-se cautelosamente 
em termos de vantagens eleitorais. Diante deste 
requintado acordo, o grande público podia surgir como 
espectador ou como comentarista, mas não como um 
participante ativo.
GRAHAM, Richard. Clientelismo e política no Brasil do século XIX. 
Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997.
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TEXTO II
Em um comício da deputada, um grande churrasco foi 
oferecido para os eleitores de uma vila. 
Sob um sol escaldante, um caminhão de som tocava 
o jingle-forró da candidata a todo o volume. A população 
sentia o cheiro da carne sendo assada trancada dentro 
de uma casa. Comida, só quando chegasse a candidata. 
Quando ela finalmente aparece, assessores aparecem 
com bacias de carne sobre a cabeça. A população disputa 
aguerrida os nacos de carne que conseguem pegar.
CABRAL, Paulo. Clientelismo ainda domina política no interior do Brasil. BBC, 27 out. 2002. 
Disponível em: <http://www.bbc.com>. Acesso em: 9 set. 2016.
Os textos representam o(a)
 A lógica eleitoral estabelecida na República Velha e 
extinta com o voto secreto.
 B nepotismo estabelecido na política brasileira como 
representação do poder dos coronéis.
 C prática promovida por políticos para conseguir e 
manter seu domínio sobre os eleitores.
 D participação de políticos que concedem benefícios 
para o povo como forma de reconhecimento.
 E grau elevado de conscientização dos eleitores, que 
percebem a importância de um político que lhes 
favoreça.
QUESTÃO 87
No fascismo não há espaço para o outro, mesmo 
o outro hierarquizado e subordinado, tampouco para 
sua educação e conversão num homem novo, como 
comprova o extermínio de judeus e gays. Uma ideia-força, 
raça ou nação, torna-se o único valor moral em torno 
do qual ergue-se um poderoso código de ação. Assim, 
armado com um sistema ideológico e mental adequado, 
o fascismo identifica, em si mesmo, valores absolutos 
e qualquer diferença tornar-se-á objeto de eliminação 
violenta.
SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Os fascismos. In. REIS FILHO, Daniel Aarão (Org.). 
Século XX: O tempo das crises – revoluções, fascismos e guerra. v. 2. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. p. 149.
A relação do fascismo com o diferente é marcada pela 
violência, em consequência do(a)
 A reconhecimento do outro como um ser não portador 
de humanidade.
 B impossibilidade de manter a paz social em meio à 
diversidade.
 C agressividade natural presente no comportamento 
humano.
 D instabilidade inerente a uma sociedade diversificada.
 E alinhamento político com o ideal de alteridade.
 
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QUESTÃO 88
É o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2 036 448 km2, cerca de 22% do território 
nacional. Neste espaço territorial, encontram-se nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul, 
o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. Considerado como um dos hotspots 
mundiais de biodiversidade, apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de 
habitat.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.gov.br>. Acesso em: 1o mar. 2017. (adaptado)
O texto anterior refere-se ao bioma brasileiro denominado
 A Mata Atlântica.
 B Amazônia.
 C Caatinga.
 D Pantanal.
 E Cerrado.
QUESTÃO 89
A crítica contida na charge está direcionada à
 A racionalidade iminente no uso dos recursos ambientais. 
 B política de arregimentação dos bens ambientais comuns.
 C busca pela redução dos danos causados ao meio ambiente.
 D valorização do lucro em detrimento da preservação ambiental.
 E perda lucrativa ocasionada pelo ato de preservar o meio ambiente.
QUESTÃO 90
Uma reunião do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, com parlamentares do Amazonas para discutir a proposta 
de redução de áreas protegidas de cinco unidades de conservação (UCs), alertou os ambientalistas. A área das UCs, 
criadas em 2016, poderá ser reduzida em 37%, no total: a APA de Campos de Manicoré seria extinta, o PARNA de Acari, 
a Reserva Biológica de Manicoré, as FLONAS de Urupadi e Aripuanã teriam suas áreas reduzidas. Parlamentares que 
defendem o projeto argumentam que a criação das UCs prejudicou proprietários e produtores. O Ministério do Meio 
Ambiente e o governo do Amazonas foram contra a redução. 
 ALVIM, Mariana. Redução de áreas protegidas na Amazônia preocupa ambientalistas. O globo, 2 mar. 2017. Disponível em: <https://oglobo.globo.com>. Acesso em: 6 mar. 2017. (adaptado)
A proposta anterior, defendida por alguns parlamentares, está relacionada à
 A atuação de governos suscetíveis a influências econômicas.
 B preocupação com tratados ambientais internacionais.
 C promoção de atividades econômicas sustentáveis.
 D valorização de práticas agrícolas de subsistência.
 E ampliação de políticas preservacionistas.
 
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