Prévia do material em texto
<p>1º DIA</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:</p><p>1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação,</p><p>dispostas da seguinte maneira:</p><p>a) questões de número 01 a 45, relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) Proposta de Redação;</p><p>c) questões de número 46 a 90, relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas</p><p>às questões relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida no ato de sua inscrição.</p><p>2. Confira se a quantidade e a ordem das questões do seu CADERNO DE QUESTÕES estão de acordo</p><p>com as instruções anteriores. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer</p><p>divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.</p><p>3. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde</p><p>corretamente à questão.</p><p>4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>5. Reserve tempo suficiente para preencher o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>6. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na</p><p>avaliação.</p><p>7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>8. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE</p><p>QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>9. Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do início da aplicação e</p><p>poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao deixar em definitivo a sala de prova nos 30 minutos</p><p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>que antecedem o término das provas.</p><p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>ATENÇÃO: transcreva no espaço apropriado do seu CARTÃO-RESPOSTA,</p><p>com sua caligrafia usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:</p><p>Ensinar é aprender duas vezes.</p><p>2024</p><p>S I S T E M A D E E N S I N O</p><p>03/08/2024</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>2</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 01 a 45</p><p>Questões de 01 a 05 (opção inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Taking as his territory everything from the Big Bang to</p><p>the rise of civilization, Bryson seeks to understand how we</p><p>got from there being nothing at all to there being us. To</p><p>that end, he has attached himself to a host of the world’s</p><p>most advanced (and often obsessed) archaeologists, an-</p><p>thropologists, and mathematicians, travelling to their of-</p><p>fices, laboratories, and field camps. He has read (or tried</p><p>to read) their books, pestered them with questions, ap-</p><p>prenticed himself to their powerful minds. A short history of</p><p>nearly everything is the record of this quest, and it is a</p><p>sometimes profound, sometimes funny, and always su-</p><p>premely clear and entertaining adventure in the realms of</p><p>human knowledge, as only Bill Bryson can render it. Sci-</p><p>ence has never been more involving or entertaining.</p><p>Disponível em: <http://www.penguinrandomhouse.com>.</p><p>Tendo como base a sinopse apresentada, pode-se dizer</p><p>que o livro A short history of nearly everything, de Bill</p><p>Bryson, é um(a)</p><p>A material didático que, escrito especialmente para a</p><p>disciplina de Ciências, tem como característica a</p><p>abordagem clara e arrojada.</p><p>B coletânea de contos, que trata de acontecimentos li-</p><p>gados à história da humanidade, como o Big Bang e</p><p>surgimento da civilização.</p><p>C obra de ficção científica, que se baseia no conheci-</p><p>mento humano para contar uma história profunda e,</p><p>ao mesmo tempo, divertida.</p><p>D romance de aventura, que conta a história de um</p><p>grupo de profissionais e seus feitos para entender</p><p>como a humanidade se desenvolveu.</p><p>E obra de não ficção que, baseada em entrevistas e</p><p>pesquisas, busca entender como a civilização chegou</p><p>ao ponto em que se encontra hoje.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>“Drinkable book” filters filthy water and makes it</p><p>safer to drink, researchers say</p><p>Imagine a book that has pages you can tear out and</p><p>use to turn raw sewage into drinking water. Each page is</p><p>implanted with silver or copper nanoparticles that kill bac-</p><p>teria when water passes through them. And each page is</p><p>printed with a message in your local language: “The water</p><p>in your village may contain deadly diseases. But each</p><p>page of this book is a paper water filter that will make it</p><p>safe to drink.” That's exactly what one postdoctoral re-</p><p>searcher at Carnegie Mellon University says she's cre-</p><p>ated. She calls it the “drinkable book.” [...]</p><p>BEVER, Lindsey. “Drinkable book” filters filthy water and makes it safer to drink, researchers</p><p>say. The Washington Post. Disponível em: <https://www.washingtonpost.com>.</p><p>De acordo com o texto apresentado, o livro desenvolvido</p><p>por uma pesquisadora da Carnegie Mellon University tem</p><p>como característica</p><p>A poder ser ingerido logo após ser lido.</p><p>B filtrar água suja, transformando-a em água potável.</p><p>C ser impresso a partir de um processo envolvendo</p><p>água.</p><p>D matar bactérias por meio de prata, cobre e água fil-</p><p>trada.</p><p>E conter mensagens que incentivam as pessoas a to-</p><p>mar água filtrada.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Snipperclips review</p><p>As a Switch launch title, Snipperclips does little to sell</p><p>the unique features of Nintendo's new console. Playing the</p><p>game on the go isn't ideal, since the Switch's small screen</p><p>and the bumpy nature of playing it in cars derails some of</p><p>the accuracy needed to complete its puzzles. The game</p><p>also doesn't make use of the Joy-Cons' advanced haptic</p><p>capabilities, meaning there's no real benefit to playing with</p><p>the minuscule controllers – even though you're forced to</p><p>do so. So, no, Snipperclips isn't a game you'd buy to show</p><p>off the capabilities of your sweet new Switch. But it is a</p><p>game you should play because of its interesting mechan-</p><p>ics, fun puzzles, and great cooperative play (and griefing</p><p>possibilities). Snipperclips makes the most of its unique</p><p>premise – often in surprising, challenging ways.</p><p>RAMSAY, Randolph. Snipperclips review. Game Spot. Disponível em: <http://www.games-</p><p>pot.com/>.</p><p>O texto apresentado é uma resenha de um jogo de vídeo</p><p>game. Nele, o autor aconselha a se jogar o Snipperclips</p><p>porque ele</p><p>A traz enigmas bastante precisos, graças à pequena</p><p>tela do console.</p><p>B possui mecanismos interessantes, além de enigmas</p><p>divertidos.</p><p>C faz bom uso de todas as características exclusivas do</p><p>novo console.</p><p>D justifica a utilização dos controles minúsculos ofereci-</p><p>dos pelo videogame.</p><p>E entrega praticamente tudo aquilo que promete, sem</p><p>grandes surpresas.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>3</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Considerando o texto apresentado, é possível dizer que,</p><p>para a atriz estadunidense Viola Davis, a(s)</p><p>A mulheres estão sempre preocupadas com a vida dos</p><p>outros.</p><p>B mulheres devem sujeitar-se a assumir papéis desig-</p><p>nados para outros.</p><p>C ideia que os outros têm com relação à mulher deve</p><p>ser considerada e seguida.</p><p>D mulher ideal é aquela que não questiona o modo</p><p>como os outros vivem e pensam.</p><p>E condição de mulher varia de acordo com a pessoa,</p><p>não existindo uma única correta.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>My girlfriend left a note on the fridge, "It's not working.</p><p>I can't take it anymore. I am going to my Mom's place."</p><p>I opened the fridge. The light came on. The beverages</p><p>were cold... What the hell is she talking about?</p><p>Considerando as características do texto apresentado,</p><p>fica evidente que ele possui um tom de</p><p>A humor, gerado pelo problema de comunicação entre</p><p>o casal.</p><p>B drama, por tratar do rompimento de duas pessoas que</p><p>se amam.</p><p>C ironia, uma vez que o rapaz não entende o que está</p><p>acontecendo.</p><p>D comicidade, tendo em vista que a geladeira só funci-</p><p>ona com o rapaz.</p><p>E superação, já que o rapaz salienta que não se importa</p><p>mais com o abandono.</p><p>Questões de 01 a 05 (opção espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>¿Por qué todos me miran la cabeza?,</p><p>da música</p><p>clássica.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>A participação da mídia nos acontecimentos que</p><p>levaram ao golpe militar de 1964 contribuiu de maneira</p><p>decisiva para a implantação da ditadura que dominaria</p><p>o país por 21 anos. Os grandes jornais do eixo</p><p>Rio-São Paulo vinham, simultaneamente, à conspiração</p><p>que avançava nos quartéis, ampliando a cada dia o</p><p>espaço para respaldo ao movimento. Alguns desses</p><p>veículos participavam ativamente da conspiração. As</p><p>grandes empresas jornalísticas cumpriam, assim, o papel</p><p>que consideravam legítimo em defesa de seu capital.</p><p>A mídia tornava-se poderoso instrumento ideológico na</p><p>preparação e, mais tarde, no respaldo ao regime militar.</p><p>DANTAS, Audálio. A mídia e o golpe militar. Estudos Avançados, v. 28, n. 80,</p><p>São Paulo. p. 65-67. (adaptado)</p><p>De acordo com o texto, a participação da imprensa na</p><p>quebra do regime democrático, em 1964, tinha por objetivo</p><p>A instalar uma ditadura militar pelo período de 20 anos.</p><p>B instituir o sistema capitalista de produção econômica</p><p>no Brasil.</p><p>C assegurar a soberania popular e os interesses</p><p>nacionais.</p><p>D evitar que tropas norte-americanas invadissem o</p><p>Brasil.</p><p>E defender um ponto de vista político com base em</p><p>interesses próprios.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>Estudo internacional realizado por pesquisadores da</p><p>Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, China, Índia e Brasil</p><p>aponta que o planejamento urbano tem relação direta com</p><p>a saúde pública. A implantação em São Paulo, por exemplo,</p><p>de um modelo de cidade compacta e, consequentemente,</p><p>a adesão a um modelo de mobilidade urbana que foca no</p><p>transporte ativo, poderia resultar em um aumento de 24%</p><p>na atividade física praticada pelos paulistanos, seja por</p><p>caminhadas ou bicicleta. Esse aumento no deslocamento</p><p>ativo na cidade, em consequência da diminuição do uso</p><p>do automóvel, levaria à diminuição na emissão de gases</p><p>causadores do efeito estufa, consequentemente, à queda</p><p>no número de casos de doenças cardiovasculares e de</p><p>diabetes tipo 2.</p><p>COPINI, Luana. Estudo aponta que transporte ativo traz benefícios à saúde. Cidades</p><p>sustentáveis. Disponível em: <http://cidadessustentaveis.org.br>.</p><p>Os reflexos positivos da melhoria na mobilidade urbana</p><p>mencionados no texto têm relação direta com outras</p><p>vantagens para a população de grandes cidades, tais</p><p>como o(a)</p><p>A redução dos congestionamentos e do ritmo de vida</p><p>acelerado.</p><p>B elevação dos lucros das montadoras dos meios de</p><p>transporte ativos.</p><p>C estímulo ao esporte e ao crescimento de áreas verdes</p><p>no espaço urbano.</p><p>D ampliação das empresas fabricantes de equipamentos</p><p>de proteção individual.</p><p>E desenvolvimento de práticas sustentáveis pelas</p><p>indústrias automobilísticas.</p><p>http://cidadessustentaveis.org.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 21</p><p>QUESTÃO 58</p><p>Apesar de pesquisadores concordarem sobre a</p><p>importância da Amazônia na regulação do clima para todo</p><p>o país, a contribuição do desmatamento para a seca é</p><p>controversa. “Não posso colocar toda a culpa na</p><p>Amazônia, mas há uma combinação de efeitos. Há</p><p>também uma oscilação natural e as mudanças climáticas</p><p>provocadas pelos homens”, afirma Claudio Maretti, líder</p><p>da Iniciativa Amazônia Viva da WWF. Para Pedro Telles,</p><p>coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, “a</p><p>destruição da floresta é um dos fatores que contribuíram</p><p>para a seca, mas não é o principal. Há problemas na</p><p>distribuição da água, o desperdício nessa etapa</p><p>ultrapassa 30%, além da pouca preservação da área</p><p>de manancial. Mas esses fatores nunca foram tratados</p><p>adequadamente”, afirma Telles.</p><p>CAULYT, F. Para especialistas, causas da seca vão além do desmatamento na Amazônia.</p><p>CartaCapital. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br>.</p><p>De acordo com o texto, os impactos negativos da seca</p><p>histórica na Região Sudeste têm como principal causa a</p><p>A mudança dos cursos de rios por transposição.</p><p>B gestão indevida dos recursos hídricos.</p><p>C elevação da irrigação no agronegócio.</p><p>D demanda hídrica da indústria local.</p><p>E poluição dos reservatórios locais.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>A distinção entre as esferas pública e privada é</p><p>antiga, remonta aos ambientes doméstico (oikos) e</p><p>político (eclésia) gregos, este último, o local em que os</p><p>assuntos concernentes a todos os membros da pólis eram</p><p>discutidos e resolvidos. Mas entre oikos e eclésia os</p><p>gregos situavam uma outra esfera, a da comunicação</p><p>entre as outras duas: a esfera cujo papel principal não era</p><p>manter o público e o privado separados nem preservar a</p><p>integridade territorial de cada um, mas garantir um tráfego</p><p>suave e contínuo entre eles.</p><p>BAUMAN, Zygmunt. Em busca da política. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.</p><p>A cultura política grega antiga tinha o costume de</p><p>diferenciar o espaço familiar do espaço coletivo. Essa</p><p>distinção encontra correspondência, no mundo atual, no</p><p>princípio teórico do(a)</p><p>A sufrágio universal.</p><p>B decisão monocrática.</p><p>C paternalismo eleitoral.</p><p>D impessoalidade política.</p><p>E separação dos poderes.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Diversas marcas agregam valor aos seus produtos</p><p>associando a imagem da mulher aos dispositivos</p><p>fetichistas, que exercem poderoso efeito sedutor sobre a</p><p>sensibilidade masculina ao estabelecerem uma espécie</p><p>de simbiose entre a pessoa e o objeto. Aquilo que o sujeito</p><p>não possui naturalmente, a abastança financeira lhe</p><p>concede, encontrando meios concretos para modificar a</p><p>sua própria constituição pessoal, favorecendo assim a</p><p>obtenção de adesões externas para sua fruição narcísica.</p><p>[...] A publicidade vende a falsa ideia de que a aquisição</p><p>do produto lhe fornece a capacidade galvânica de agregar</p><p>para si as mulheres desejadas, reduzindo-as ao mesmo</p><p>nível das coisas.</p><p>BITTENCOURT, Renato Nunes. Naturalização do machismo. Portal Ciência & Vida. Revista</p><p>Filosofia, ed. 119. Disponível em: <http://filosofiacienciaevida.uol.com.br>.</p><p>A crítica contida no texto acerca das ações e estratégias</p><p>de marketing das propagandas expõe o fato de o(a)</p><p>A dimensão financeira não afetar a realização pessoal.</p><p>B feminismo estar cada vez mais atuante na sociedade.</p><p>C sociedade atual não ter superado o machismo.</p><p>D indústria comercial vender um produto falso.</p><p>E homem ser mais narcisista que a mulher.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>Desde a própria existência da sociedade civil, o atributo</p><p>mais belo do homem vem sendo reconhecido sem oposição,</p><p>mas nem uma só vez pôde ver-se convertido em realidade: a</p><p>igualdade nunca foi mais do que uma bela e estéril dicção da</p><p>lei. E hoje, quando essa igualdade é exigida numa voz mais</p><p>forte do que nunca, a resposta é esta: “Calai-vos, miseráveis!</p><p>A igualdade não é realmente mais do que uma quimera;</p><p>contentai-vos com a igualdade relativa: todos sois iguais em</p><p>face da lei. Que quereis mais, miseráveis?” Que mais</p><p>queremos? Queremos igualdade efetiva ou a morte. De que</p><p>mais precisamos além da igualdade de direitos? Queremos</p><p>vê-la entre nós, sob o teto das nossas casas.</p><p>BABEUF, Graco. Manifesto dos iguais. 1796. Disponível em: <http://projetocavas.ufmg.br>.</p><p>O trecho do manifesto produzido por Graco Babeuf, líder</p><p>da Conspiração dos Iguais, evidencia uma crítica direta</p><p>A ao aspecto autoritário imposto pelo governo durante o</p><p>Regime do Terror.</p><p>B ao caráter ditatorial da Convenção Nacional dominada</p><p>pelos Jacobinos.</p><p>C à fundamentação do socialismo proposto pelas camadas</p><p>populares.</p><p>D à manutenção dos privilégios dos membros da nobreza</p><p>e do clero.</p><p>E ao conceito incoerente de igualdade praticado durante</p><p>o Diretório.</p><p>http://www.cartacapital.com.br/</p><p>http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/</p><p>http://projetocavas.ufmg.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 22</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Prefeitura de João Pessoa decreta emergência na</p><p>falésia do Cabo Branco</p><p>A Prefeitura de João Pessoa decretou estado de</p><p>emergência na área compreendida pela falésia do Cabo</p><p>Branco da Praça de Iemanjá até a Praia do Seixas. [...] Há</p><p>alguns dias, as pistas que dão acesso</p><p>ao farol de Cabo</p><p>Branco, na capital, foram interditadas para pedestres e</p><p>ciclistas por causa da erosão na barreira de Cabo Branco.</p><p>[...] De acordo com o decreto, foram considerados os</p><p>impactos da corrente marinha ocorrida no município de</p><p>João Pessoa nos últimos sete dias, e, neste instante,</p><p>caracterizados como erosão costeira marinha, segundo o</p><p>Código Brasileiro de Desastres (Cobrade).</p><p>PREFEITURA de João Pessoa decreta emergência na falésia do Cabo Branco.</p><p>G1,. Disponível em: <http://g1.globo.com>.</p><p>A evolução do processo erosivo na região costeira de João</p><p>Pessoa forçou um decreto municipal de situação de</p><p>emergência por apresentar, como possível consequência, a</p><p>A perda de áreas de cultivo agrícola, responsáveis por</p><p>considerável parcela da economia da região.</p><p>B ocorrência de deslizamentos de terra que podem</p><p>soterrar infraestruturas e ocasionar mortes.</p><p>C extinção da biodiversidade local pelo desequilíbrio do</p><p>hábitat natural de diversas espécies.</p><p>D alteração de microclima local em decorrência da</p><p>extinção de lagoas interdunares.</p><p>E desocupação da área para a construção de uma</p><p>infraestrutura de transportes.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>A aniquilação do espaço por meio do tempo modificou</p><p>de modo radical o conjunto de mercadorias que entra</p><p>na reprodução diária. Inúmeros sistemas locais de</p><p>alimentação foram reorganizados por intermédio de sua</p><p>incorporação à troca global de mercadorias. Os queijos</p><p>franceses, por exemplo, virtualmente impossíveis de</p><p>encontrar nos anos 1970, exceto em algumas lojas</p><p>especiais nas grandes cidades, hoje são vendidos à</p><p>vontade em todos os Estados Unidos. Comidas antes</p><p>exóticas se tornaram comuns, enquanto iguarias locais</p><p>populares, antes relativamente baratas, tiveram saltos nos</p><p>preços ao se integrarem ao comércio a longa distância.</p><p>HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. 10. ed. São Paulo: Edições Loyola.</p><p>Segundo o texto, a aceleração do tempo e a diminuição</p><p>das distâncias, ocorridas no processo de globalização,</p><p>transformam os bens culturais regionais em</p><p>A mercadorias defendidas contra a integração à</p><p>economia mundial.</p><p>B instrumentos de uma simplificação contemporânea</p><p>do consumo.</p><p>C produtos valorizados ao abrangerem os mercados</p><p>mundializados.</p><p>D traços remanescentes de culturas estranhas ao mundo</p><p>civilizado.</p><p>E elementos de disputa pela definição do que se chama</p><p>alta cultura.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>O espaço e o tempo, não meramente físicos, mas</p><p>humanos, sofreram a transformação alentada pela</p><p>acelerada agilidade de uma comunicação em escala</p><p>planetária que dissipa as distâncias e nos instala na</p><p>ubíqua simultaneidade do chamado “tempo real”. Opera</p><p>assim uma sincronização horária que nos põe a todos no</p><p>mesmo tempo, mas isso não contraria o fato de que</p><p>simultaneamente todos possamos distanciar esse tempo</p><p>sincronizado para incorporar-nos a ele quando nos</p><p>convenha ou quando o desejemos.</p><p>TAPIAS, José Antonio Pérez. Internautas e náufragos. São Paulo: Edições Loyola.</p><p>Segundo o texto, as novas ferramentas tecnológicas da</p><p>comunicação revolucionaram a sociabilidade humana,</p><p>porque</p><p>A enfraqueceram a disputa comercial entre as culturas</p><p>regionalizadas.</p><p>B contribuíram para a relativização das disparidades</p><p>socioeconômicas.</p><p>C criaram barreiras linguísticas que se manifestam nos</p><p>conflitos virtuais.</p><p>D possibilitaram a veloz disseminação de informações</p><p>em escala global.</p><p>E aboliram barreiras tarifárias de produtos dos diversos</p><p>países periféricos.</p><p>QUESTÃO 65</p><p>O esquema anterior representa um dos pilares do sistema</p><p>colonial utilizado como instrumento de manutenção das</p><p>práticas mercantilistas europeias. Assim, por meio do</p><p>Pacto Colonial apresentado no esquema, era garantido(a)</p><p>A o livre comércio de produtos entre os colonos e outros</p><p>países.</p><p>B a exclusividade comercial e balança favorável para a</p><p>metrópole.</p><p>C o beneficiamento comercial mútuo entre a colônia e a</p><p>metrópole.</p><p>D a autonomia política da colônia por meio da atividade</p><p>mineradora.</p><p>E a adoção de políticas de proteção ao comércio</p><p>beneficiando a colônia.</p><p>http://g1.globo.com/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 23</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Em nossa linguagem cotidiana atual, usamos a</p><p>palavra paixão para nos referirmos ao amor. Filosófica e</p><p>eticamente, porém, o amor é uma entre muitas paixões,</p><p>pois paixão significa todo desejo, toda emoção e todo</p><p>sentimento causados em nós ou por uma força irracional</p><p>interna ou pela força incontrolável de alguma coisa</p><p>externa que nos domina. Na paixão, não somos senhores</p><p>de nós mesmos, mas arrastados por impulsos internos ou</p><p>forças internas que nos dirigem e nos controlam. Alegria,</p><p>tristeza, amor, ódio, medo, esperança, cólera, inveja,</p><p>avareza e orgulho são paixões.</p><p>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 14. ed. São Paulo: Ática.</p><p>No campo da filosofia moral, as paixões da alma deveriam</p><p>ser combatidas porque, segundo a ética defendida pelos</p><p>gregos, elas representavam a</p><p>A desobediência aos preceitos divinos definidos pela</p><p>religião.</p><p>B presença de um princípio ordenador da consciência</p><p>humana.</p><p>C supressão do sentimento necessária ao exercício da</p><p>política.</p><p>D necessidade de desprendimento das necessidades</p><p>materiais.</p><p>E perda do autocontrole racional sobre os impulsos</p><p>humanos.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>Um primeiro-ministro esteve suspeito muito tempo,</p><p>no juízo da opinião pública, de ter favorecido uma</p><p>empresa na construção de um conhecido outlet. A única</p><p>atitude política que se lhe conhece foi a de desafiar as</p><p>instituições judiciárias, a de exigir urgência nos</p><p>procedimentos e de verberar a violação do segredo de</p><p>justiça. Crime era esta violação, não os factos relatados.</p><p>Um outro ministro, que agora é presidente de Câmara,</p><p>foi condenado, por fraude fiscal e branqueamento, a dois</p><p>anos e meio de prisão... Com o poder econômico que</p><p>exibe, tem-se servido de tudo quanto é expediente,</p><p>incidente, pedido de aclaração, recursos etc., para</p><p>boicotar o cumprimento da sentença definitiva que a</p><p>impotência processual que nos rege lhe vai permitindo. E</p><p>assim vamos… com muitos exemplos cá de casa…</p><p>É a diferença entre Política, Ética e Justiça.</p><p>NOGUEIRA, Alberto Pinto. Política, Ética e Justiça. Público. Disponível em:</p><p><https://www.publico.pt>.</p><p>As circunstâncias da política portuguesa contemporânea</p><p>analisadas no texto, opõem-se ao conceito de ética</p><p>definido como</p><p>A defesa da máxima de que os fins justificam os meios.</p><p>B apego à corrupção e à malversação da coisa pública.</p><p>C busca pelo bem-estar pessoal em detrimento do</p><p>coletivo.</p><p>D exercício do poder de Estado em função dos interesses</p><p>públicos.</p><p>E consideração das diferenças econômicas nos</p><p>processos judiciais.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>A vantagem de que dispunham estes cegos era o que</p><p>poderia se chamar a ilusão da luz. Na verdade, tanto lhes</p><p>fazia que fosse de dia ou de noite, crepúsculo da manhã</p><p>ou crepúsculo da tarde, silente madrugada ou rumorosa</p><p>hora meridiana, os cegos sempre estavam rodeados duma</p><p>resplandecente brancura, como o sol dentro do nevoeiro.</p><p>Para estes, a cegueira não era viver banalmente rodeado</p><p>de trevas, mas no interior de uma glória luminosa.</p><p>SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. Rio de Janeiro: Companhia das Letras.</p><p>No texto anterior, o escritor José Saramago faz uma</p><p>análise do racionalismo iluminista da sociedade</p><p>contemporânea. Sob a ótica da metáfora contida no “mito</p><p>da caverna”, de Platão, o texto apresenta uma</p><p>A contestação do mito platônico, criticando as conse-</p><p>quências do esclarecimento moderno.</p><p>B reafirmação da ideologia clássica, mostrando otimismo</p><p>relacionado à razão humana.</p><p>C perpetuação da verdade racional absoluta, defendida</p><p>por platônicos e ceticistas.</p><p>D valorização do mundo sensível, que constitui a fonte</p><p>de todo o conhecimento.</p><p>E celebração do conhecimento racionalista, capaz de</p><p>pôr fim à ignorância.</p><p>http://www.publico.pt/</p><p>CH - 1º dia</p><p>| Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 24</p><p>QUESTÃO 69</p><p>TEXTO I</p><p>Na Sociologia e na Literatura, o brasileiro foi por</p><p>vezes tratado como cordial e hospitaleiro, mas não é isso</p><p>o que acontece nas redes sociais. Levantamento inédito</p><p>mostra em números a intolerância do internauta</p><p>tupiniquim. Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou</p><p>plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de</p><p>mensagens e textos sobre temas sensíveis, como</p><p>racismo, posicionamento político e homofobia. Foram</p><p>identificadas 393 284 menções, sendo 84% delas com</p><p>abordagem negativa de exposição do preconceito e da</p><p>discriminação.</p><p>MATSUURA, Sérgio. Brasil cultiva discurso de ódio nas redes sociais, mostra pesquisa.</p><p>O Globo. Disponível em: <http://www.oglobo.globo.com>.</p><p>TEXTO II</p><p>NÃO TOLERO</p><p>GENTE</p><p>INTOLERANTE!</p><p>MAS AÍ VOCÊ</p><p>TAMBÉM TÁ SENDO</p><p>INTOLERANTE!</p><p>MAS, SE A GENTE</p><p>TOLERAR O</p><p>INTOLERANTE, A</p><p>INTOLERÂNCIA</p><p>NUNCA ACABARÁ!</p><p>NÃO TOLERAR</p><p>É O QUE FAZ</p><p>AUMENTAR A</p><p>INTOLERÂNCIA!</p><p>DÁ PRA CALAR</p><p>A BOCA?</p><p>TÁ DIFÍCIL</p><p>TOLERAR ESSA</p><p>DISCUSSÃO!</p><p>NÃO TOLERO</p><p>ESSE CARA!</p><p>É POR ISSO</p><p>QUE NÃO VOU</p><p>MAIS TOLERAR</p><p>VOCÊ!</p><p>Considerando os textos I e II, é possível notar que a</p><p>cultura de intolerância é resultado da</p><p>A imparcialidade cultivada nos comportamentos</p><p>políticos.</p><p>B impessoalidade relacional nas diversas esferas</p><p>sociais.</p><p>C defesa inflexível de conceitos próprios em relação ao</p><p>outro.</p><p>D cordialidade exacerbada que fragmenta a identidade</p><p>pessoal.</p><p>E percepção da internet como lugar propício para a</p><p>segregação.</p><p>QUESTÃO 70</p><p>No início da década de 1980, desenhos enormes</p><p>de frangos assados, telefones e botas de salto fino</p><p>começaram a aparecer em muros de São Paulo. Eram</p><p>alguns dos primeiros grafites em espaço público da capital</p><p>paulista, feitos pelo artista etíope radicado no Brasil Alex</p><p>Vallauri. Naquela época, com a liberdade de expressão</p><p>caçada pela ditadura militar, o grafite era considerado</p><p>crime pela legislação brasileira. Nas obras de Alex</p><p>Vallauri, era possível entender o lado político do grafite</p><p>paulistano: um dos seus primeiros desenhos foi o “Boca</p><p>com Alfinete” (1973), uma referência à censura. Nos anos</p><p>seguintes, ele encheu os muros da capital de araras e</p><p>frangos que pediam Diretas Já, o slogan do movimento</p><p>por eleições diretas no final da ditadura.</p><p>MODELLI, Lais. De crime a arte: a história do grafite nas ruas de São Paulo. BBC Brasil.</p><p>Disponível em: <http://www.bbc.com>.</p><p>A arte de rua se constituiu como uma das principais</p><p>marcas dos centros urbanos brasileiros contemporâneos.</p><p>Enquanto expressão artística urbana, o grafite pode ser</p><p>compreendido como</p><p>A linguagem que sintetiza valores consensualmente</p><p>definidos entre diferentes grupos sociais.</p><p>B estética que apresenta diferentes temas políticos</p><p>contribuindo para a afirmação de direitos.</p><p>C escrita de representação poética da juventude, aceita</p><p>como signo da cultura nacional.</p><p>D discurso que veicula diferentes demandas políticas</p><p>sustentando projetos de poder.</p><p>E símbolo de pretensões políticas que negligenciam a</p><p>formação histórica nacional.</p><p>http://www.oglobo.globo.com/</p><p>http://www.bbc.com/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 25</p><p>QUESTÃO 71</p><p>Um estudo de uma universidade britânica analisa a ex-</p><p>pectativa de vida de 35 países desenvolvidos e prevê que</p><p>as pessoas viverão mais em todos eles – e que a distância</p><p>entre as médias de mulheres e homens começará a diminuir</p><p>em vários desses locais. A longevidade no mundo, contudo,</p><p>deve ser mais impactada por melhoras nas condições de</p><p>vida dos acima de 65 anos do que pela redução das taxas</p><p>de mortalidade infantil.</p><p>GALLAGHER, James. Coreia do Sul será 1o país a superar barreira dos 90 anos de expectativa de</p><p>vida, prevê estudo. BBC.</p><p>Disponível em: <http://www.bbc.com>.</p><p>Fonte: Imperial College London / Organização Mundial da Saúde</p><p>Os principais fatores que explicam essa mudança na</p><p>longevidade da população de alguns países são</p><p>resultados diretos de</p><p>A incentivos à utilização de métodos contraceptivos.</p><p>B programas de controle e contenção populacional.</p><p>C índices de desenvolvimento humano menores.</p><p>D políticas de nutrição e de assistência à saúde.</p><p>E taxas de fecundidade e natalidade reduzidas.</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Localizado na Região Nordeste do Brasil, o Parque</p><p>Nacional Serra da Capivara é um parque arqueológico,</p><p>inscrito pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial. Um</p><p>conjunto de chapadas e vales abrigam sítios</p><p>arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres, além de</p><p>outros vestígios do cotidiano pré-histórico. O estudo</p><p>desses registros possibilita o reconhecimento de temas</p><p>recorrentes e a identificação de diferentes maneiras de</p><p>representá-los. Pode-se dizer, ainda, que são pistas da</p><p>forma de vida dos grupos pré-históricos que habitaram a</p><p>região do Parque.</p><p>PARQUE Nacional Serra da Capivara. Fumdham. Disponível em: <http://fumdham.org.br>.</p><p>O reconhecimento do Parque Nacional da Serra da</p><p>Capivara como patrimônio mundial está ligado ao conceito</p><p>de paisagem, pois</p><p>A abriga grande diversidade natural da fauna e da flora</p><p>locais.</p><p>B apresenta heranças de relações entre ser humano e</p><p>natureza.</p><p>C permite a delimitação do espaço baseada em formas</p><p>de poder.</p><p>D valoriza o aspecto afetivo entre seus visitantes e seus</p><p>registros.</p><p>E possibilita a preservação de espécies que correm</p><p>risco de extinção.</p><p>QUESTÃO 73</p><p>TEXTO I</p><p>“Meu caro barão (de Penedo). Está feita a abolição!</p><p>Ninguém podia esperar tão cedo tão grande fato e</p><p>também nunca um fato nacional foi comemorado tanto</p><p>entre nós […]. Isabel ficou como a última acoitadora de</p><p>escravos que fez do trono um quilombo […]. A monarchia</p><p>está mais popullar do que nunca”. Assim Joaquim Nabuco</p><p>descreveu os dias de júbilo que se seguiram ao 13 de</p><p>maio de 1888.</p><p>SCHWARCZ, L. A santa e a dádiva. Revista de História da Biblioteca Nacional. Disponível em:</p><p><http://www.rhbn.com.br>.</p><p>TEXTO II</p><p>Em 1889, um grupo de libertos da região de</p><p>Vassouras, no Rio de Janeiro, endereçou a Rui Barbosa</p><p>uma carta na qual exigia instrução pública para seus filhos.</p><p>Vivia-se um período delicado; a escravidão fora extinta</p><p>havia pouco tempo e a monarquia estava em colapso. Os</p><p>signatários da carta se declaravam republicanos e diziam</p><p>que foram eles, os ex-escravos, e não a família real, os</p><p>autores da abolição.</p><p>ALBUQUERQUE, W. R. Ouçam Salustiano. Revista de História da Biblioteca Nacional.</p><p>Disponível em: <http://www.rhbn.com.br>.</p><p>Os textos anteriores revelam aspectos sobre o ato da</p><p>Abolição da Escravatura que conferem ao contexto</p><p>histórico indicado um caráter</p><p>A figurado, pois a comunidade de ex-escravos foi a</p><p>responsável pelo prestígio político da monarquia.</p><p>B harmônico, pois o fim da escravidão proporcionou uma</p><p>transição pacífica e natural para a república.</p><p>C contraditório, pois a abolição popularizava a</p><p>monarquia, mas abalava o apoio de fazendeiros a</p><p>essa forma de governo.</p><p>D homogêneo, pois o colapso da monarquia era</p><p>consequência da ausência de adesão popular a essa</p><p>forma de governo.</p><p>E conflituoso, pois as comemorações populares pela</p><p>abolição não tinham a permissão imperial para</p><p>acontecer.</p><p>http://fumdham.org.br/</p><p>http://www.rhbn.com.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 26</p><p>QUESTÃO 74</p><p>A luta mais árdua do negro africano e de seus</p><p>descendentes brasileiros foi, ainda é, a conquista de um lugar</p><p>e de um papel de participante legítimo na sociedade nacional.</p><p>Nela se viu incorporado à força. Ajudou a construí-la e, nesse</p><p>esforço, se desfez, mas, ao fim, só nela sabia viver, em razão</p><p>de sua total desafricanização. A primeira tarefa cultural do</p><p>negro brasileiro foi a de aprender a falar o português que</p><p>ouvia nos berros do capataz. Conseguindo miraculosamente</p><p>dominar a nova língua,</p><p>não só a refez, emprestando</p><p>singularidade ao português do Brasil, mas também</p><p>possibilitou sua difusão por todo o território.</p><p>DARCY, Ribeiro. O povo brasileiro. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras,.</p><p>A discussão levantada por Darcy Ribeiro evidencia que hoje</p><p>uma das questões mais problemáticas ao tratar do papel dos</p><p>negros na formação da sociedade brasileira se refere à</p><p>A indenização aos descendentes dos africanos que</p><p>passaram pelo cativeiro.</p><p>B tentativa de negar a miscigenação racial como marca</p><p>dos grupos privilegiados.</p><p>C preocupação com o retorno de preconceitos raciais</p><p>extintos no período colonial.</p><p>D busca pelo reconhecimento da importância do negro</p><p>para a identidade nacional.</p><p>E impossibilidade de definir a verdadeira cultura africana</p><p>por causa da aculturação.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>A obediência por antecipação é uma tragédia política.</p><p>Talvez os governantes a princípio não soubessem que os</p><p>cidadãos estavam dispostos a abrir mão de determinado</p><p>valor ou de certo princípio. Talvez um novo regime não</p><p>tivesse, de início, meios diretos de influenciar os cidadãos de</p><p>uma maneira ou de outra. Depois das eleições alemãs de</p><p>1932, que permitiram a Adolf Hitler formar seu governo, ou</p><p>das eleições tchecoslovacas de 1946, nas quais os</p><p>comunistas saíram vitoriosos, a obediência por antecipação</p><p>foi crucial para o passo seguinte. Como em ambos os casos</p><p>grande número de pessoas ofereceu seus serviços</p><p>voluntariamente aos novos poderosos, tanto nazistas como</p><p>os comunistas se deram conta de que poderiam agir</p><p>rapidamente no sentido de impor uma completa mudança de</p><p>regime. Depois, os primeiros atos precipitados de submissão</p><p>não podiam mais ser desfeitos.</p><p>SNYDER, Timothy. Sobre a tirania: vinte lições do século XX para o presente.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras.</p><p>O intelectual americano Timothy Snyder, refletindo sobre as</p><p>experiências políticas do século XX, oferece alertas para o</p><p>mundo de hoje. O trecho citado manifesta uma lógica da</p><p>constituição dos regimes autoritários representada pela</p><p>A suspensão dos direitos democráticos marcada por</p><p>golpes de governo.</p><p>B imposição de ideais opostos às formas de pensar das</p><p>grandes massas.</p><p>C aceitação da sociedade como parte da estruturação do</p><p>Estado autoritário.</p><p>D inadequação do consenso social no contexto da</p><p>manutenção das ditaduras.</p><p>E composição de uma estrutura de poder ditatorial</p><p>marcada pelo uso da força.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>TEXTO I</p><p>A evolução do transporte rodoviário, a partir dos</p><p>anos 1950, ocorreu em ritmo extraordinariamente rápido</p><p>no Brasil. Entre 1945 e 1952, o número de caminhões</p><p>e ônibus em circulação no país saltou de 103 mil para 265</p><p>mil, um crescimento de mais de 157% em apenas sete</p><p>anos. Enquanto, em 1946, o volume de cargas</p><p>transportadas por todas as modalidades não rodoviárias</p><p>de transporte representava 92,4%, no ano de 1970, as</p><p>estradas de rodagem já eram responsáveis por cerca de</p><p>73% de todo o movimento de cargas do país.</p><p>GALVÃO, O. J. A. Desenvolvimento dos transportes e integração regional no Brasil: Uma</p><p>perspectiva histórica. Planejamento e políticas públicas, Pernambuco, n. 13. Disponível em:</p><p><http://www.ipea.gov.br>.</p><p>TEXTO II</p><p>A fartura que se vê nas lavouras enfrenta uma séria</p><p>ameaça nos armazéns, que nunca estiveram tão abarrotados.</p><p>A greve dos caminhoneiros atrasou o transporte para os</p><p>portos: não foram grãos, não vieram insumos. Até</p><p>combustível faltou, comprometendo o finzinho da colheita da</p><p>soja e, principalmente, o plantio da próxima safra de milho.</p><p>“Nosso grande problema é que somos altamente</p><p>dependentes do transporte rodoviário”, afirma o agricultor</p><p>Carlos Alberto Simon.</p><p>DEPENDÊNCIA do transporte rodoviário impõe custo alto à produção agrícola. G1. Disponível</p><p>em: <http://www.g1.globo.com>.</p><p>Uma causa e uma consequência do domínio do sistema</p><p>rodoviário e da ausência de um sistema multimodal de</p><p>transporte de cargas no Brasil são, respectivamente,</p><p>A pressão de empresas automotivas e petrolíferas, e</p><p>encarecimento do escoamento da produção.</p><p>B influência de políticas ambientalistas e redução da</p><p>competitividade na produção nacional.</p><p>C extensa área territorial e redução nos preços dos</p><p>produtos no mercado nacional.</p><p>D alto custo de manutenção das ferrovias e aumento da</p><p>competitividade internacional.</p><p>E baixo custo operacional das rodovias e incremento do</p><p>comércio de grãos e minério.</p><p>http://www.ipea.gov.br/</p><p>http://www.g1.globo.com/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 27</p><p>QUESTÃO 77</p><p>A irmandade era uma espécie de família ritual, em que</p><p>africanos desenraizados de suas terras viviam e morriam</p><p>solidariamente. Idealizadas pelos brancos como um</p><p>mecanismo de domesticação do espírito africano, através</p><p>da africanização da religião dos senhores, elas vieram a</p><p>constituir um instrumento de identidade e solidariedade</p><p>coletivas. […] Em Salvador, os jejes mantinham, desde</p><p>1752, sua própria Irmandade do Senhor Bom Jesus das</p><p>Necessidades e Redenção, que funcionava na igreja</p><p>do Corpo Santo, na freguesia da Conceição da Praia. Os</p><p>angolas se acomodavam em muitas irmandades –</p><p>sobretudo as dedicadas à Nossa Senhora do Rosário, as</p><p>mais numerosas e disseminadas por todo o Brasil.</p><p>REIS, João José. Identidade e diversidade étnicas nas irmandades negras no tempo da</p><p>escravidão. Tempo, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, p. 4-5.</p><p>Segundo o texto, para os africanos, as irmandades</p><p>desempenhavam um papel de</p><p>A libertação definitiva das dificuldades da vida em</p><p>cativeiro.</p><p>B reconstrução de identidades, práticas culturais e</p><p>religiosidades.</p><p>C organização de complôs, insurreições e revoltas</p><p>contra a escravidão.</p><p>D exacerbação dos valores culturais e religiosos</p><p>característicos da África.</p><p>E eliminação das diferenças étnicas existentes no</p><p>período anterior à escravização.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>É interessante compararmos, nesse sentido, a</p><p>expansão mongol com a expansão do Islã e vermos que</p><p>a guerra de conquistas serviu, em ambos os casos, para</p><p>eliminar as rivalidades tribais e produzir um sentimento de</p><p>unidade e coletividade que se sobrepôs à lealdade ao</p><p>clã. Mas, no Islã, havia forte conteúdo ideológico</p><p>justificando as conquistas: a Guerra Santa para difundir</p><p>o monoteísmo corânico […]. Já no caso mongol, faltou</p><p>o fundamento ideológico: a tolerância religiosa, que se</p><p>revela positiva num primeiro momento, a longo prazo não</p><p>ajudou a forjar uma unidade ética capaz de manter unidos</p><p>povos tão distintos, favorecendo a fragmentação política</p><p>que acabou destruindo o império.</p><p>BARBOSA, Elaine Senise. Gêngis Khan e as conquistas mongóis. In: MAGNOLI, Demétrio.</p><p>(Org.). História das guerras. 4 ed. São Paulo: Contexto. p. 158-159.</p><p>Ao comparar o expansionismo islâmico com o mongol, a</p><p>autora credita o sucesso do primeiro</p><p>A à sobreposição da lealdade clânica em relação à</p><p>unidade imperial.</p><p>B à difusão da religião, elemento ideológico aglutinador</p><p>de identidades.</p><p>C ao militarismo presente no processo de ampliação</p><p>territorial.</p><p>D à postura de tolerância religiosa, evitando os conflitos</p><p>armados.</p><p>E ao caráter isolacionista dado à ideologia religiosa</p><p>islâmica.</p><p>QUESTÃO 79</p><p>Era uma vez a mágica Tombuctu. Os islamistas</p><p>destruíram a maioria dos mausoléus de santos e</p><p>queimaram parte da famosa coleção de manuscritos. O</p><p>pátio do Centro Ahmed Baba para Documentação e</p><p>Pesquisa (CEDRAB, sigla em francês) está repleto de</p><p>caixas de papelão vazias. Das muitas centenas de</p><p>manuscritos que eram armazenados nelas, restaram</p><p>apenas algumas antigas capas de couro de cabra e</p><p>camelo carbonizadas, além de cinzas. Um ex-guia</p><p>turístico mostra cinzas de manuscritos dos séculos XIV,</p><p>XV e XVI. Os textos não eram apenas sobre o Islã, mas</p><p>também sobre filosofia, poesia, matemática, astronomia e</p><p>medicina.</p><p>GÖBEL, A.; TEIXEIRA, C. V. Tombuctu, o Património Cultural da Humanidade no Mali.</p><p>DW. Disponível em: <http://www.dw.com>.</p><p>A principal denúncia do texto está relacionada</p><p>à</p><p>A retirada de Tombuctu da lista de patrimônios históricos</p><p>da humanidade.</p><p>B contraofensiva malinesa à intervenção da França em</p><p>assuntos históricos do país.</p><p>C destruição da riqueza cultural de Tombuctu, centro de</p><p>divulgação do Islã na África.</p><p>D desvalorização do conhecimento científico antigo, já</p><p>superado pela atualidade.</p><p>E diminuição do turismo em Mali, provocada pelo</p><p>fundamentalismo religioso.</p><p>QUESTÃO 80</p><p>Estamos tão exaustos que dormimos mesmo sob</p><p>intenso barulho. A melhor coisa que poderia acontecer</p><p>seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros.</p><p>Ninguém se importa conosco. Não seremos substituídos.</p><p>Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais</p><p>consegue pensar. As rações estão esgotadas – pão,</p><p>conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única</p><p>gota de água. É o próprio inferno.</p><p>Relato de um soldado alemão que lutou na Primeira Guerra Mundial.</p><p>A análise do texto permite perceber que, na Primeira</p><p>Guerra Mundial, a utilização de trincheiras</p><p>A possibilitou o efetivo abastecimento às tropas.</p><p>B diferenciou as tropas aliadas das tropas alemãs.</p><p>C viabilizou o avanço dos alemães contra os aliados.</p><p>D proporcionou condições inóspitas para os soldados.</p><p>E determinou a intervenção de organismos internacionais.</p><p>http://www.dw.com/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 28</p><p>QUESTÃO 81</p><p>O IBGE define critérios para o que considera</p><p>conglomerações urbanas desde 1969, quando delimitou</p><p>quais eram as áreas metropolitanas do Brasil. Agora, o</p><p>instituto apresenta um novo conceito de relacionamento entre</p><p>duas ou mais cidades, que nomeou arranjos populacionais.</p><p>Há dois fatores que determinam se um conjunto de municípios</p><p>forma um arranjo. Um é a conurbação. O outro é a intensidade</p><p>dos movimentos pendulares entre as duas cidades.</p><p>IBGE usa movimento pendular para determinar se cidades se relacionam. O Tempo. Disponível</p><p>em: <http://www.otempo.com.br>.</p><p>Com base nos critérios aludidos no texto anterior,</p><p>entende-se que conurbação é o(a)</p><p>A movimento populacional diário do centro para a periferia.</p><p>B área urbana formada por aglomeração de cidades</p><p>vizinhas.</p><p>C deslocamento sazonal de áreas centrais para uma</p><p>região polarizada.</p><p>D zona de transição entre o espaço urbano e o periférico</p><p>ou semiperiférico.</p><p>E ocupação desordenada de áreas em médios e</p><p>grandes centros urbanos.</p><p>QUESTÃO 82</p><p>ESTADO da motorização individual no Brasil. Relatório. Observatório das metrópoles.</p><p>(adaptado)</p><p>O gráfico anterior apresenta um fenômeno que tem como</p><p>uma de suas principais causas a</p><p>A elitização dos bens de consumo duráveis.</p><p>B ampliação das condições favoráveis de crédito.</p><p>C precarização da mobilidade urbana nas cidades.</p><p>D elevação do tempo de deslocamento das pessoas.</p><p>E intensificação das emissões de CO2 para a atmosfera.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>Regras sociais são criação de grupos sociais</p><p>específicos. As sociedades modernas não constituem</p><p>organizações simples em que todos concordam quanto ao</p><p>que são as regras e como elas devem ser aplicadas em</p><p>situações específicas. São, ao contrário, altamente</p><p>diferenciadas ao longo de linhas de classe social, linhas</p><p>étnicas, linhas ocupacionais e linhas culturais. Esses</p><p>grupos não precisam partilhar as mesmas regras e, de</p><p>fato, frequentemente não o fazem.</p><p>BECKER. Howard S. Outsiders. Rio de Janeiro: Zahar.</p><p>Toda sociedade depende de padrões que orientem o</p><p>comportamento individual. Segundo o enfoque do texto,</p><p>as expressões sociais específicas das minorias podem</p><p>ser interpretadas atualmente como</p><p>A retorno aos modelos coercitivos próprios da sociedade</p><p>disciplinar.</p><p>B estímulo à padronização cultural dos diversos grupos</p><p>de interesse.</p><p>C estado de anomia presente em sociedades moralmente</p><p>decadentes.</p><p>D tendência à pluralidade inerente aos modelos sociais</p><p>mais complexos.</p><p>E particularidade de países com processo de formação</p><p>identitária concluído.</p><p>http://www.otempo.com.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 29</p><p>QUESTÃO 84</p><p>TEXTO I</p><p>As políticas de saúde ocorreram, na virada do século</p><p>XIX para o século XX, com as mudanças no modo de</p><p>produção, aliando autoritarismo ao nascente cientificismo</p><p>europeu. Oswaldo Cruz, oriundo do Instituto Pasteur,</p><p>enfrentou as epidemias da época (febre amarela e varíola)</p><p>que ameaçaram a “saúde dos portos” e a agroexportação</p><p>por meio de campanhas com vacinações e inspeções</p><p>sanitárias.</p><p>CONILL, E. M. Epidemiologia e sistemas de saúde. In: ARANHA, Marcio Iorio (Org.). Direito</p><p>sanitário e saúde pública. Ministério da Saúde, v. 1. Disponível em:</p><p><http://bvsms.saude.gov.br>.</p><p>TEXTO II</p><p>Entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, a cidade do</p><p>Rio de Janeiro viveu o que a imprensa chamou de “a mais</p><p>terrível das revoltas populares da República”. O cenário</p><p>era desolador: bondes tombados, trilhos arrancados,</p><p>calçamentos destruídos – tudo feito por uma massa de</p><p>3 000 revoltosos. A causa foi a lei que tornava obrigatória</p><p>a vacina contra a varíola. E o personagem principal, o</p><p>jovem médico sanitarista Oswaldo Cruz.</p><p>VIEIRA, Cássio Leite. Oswaldo Cruz e a varíola: a revolta da vacina. Superinteressante,</p><p>São Paulo, ed. 86,.</p><p>De acordo com os textos, no início da República, as ações</p><p>sanitárias implantadas pelo governo foram</p><p>A enfraquecidas pela falta de legislação voltada para a</p><p>saúde.</p><p>B Fortalecidas pelo grau de conscientização da</p><p>população.</p><p>C respeitadas pelos diversos segmentos sociais que</p><p>apoiaram o governo.</p><p>D Prejudicadas pelos interesses políticos que</p><p>priorizavam as exportações.</p><p>E Assimiladas pela sociedade insatisfeita como</p><p>autoritarismo nocivo à população.</p><p>QUESTÃO 85</p><p>A oposição dos ministros militares e de parcelas da</p><p>sociedade civil à posse de Jango, sob a alegação de que</p><p>ela significaria séria ameaça à ordem e às instituições,</p><p>polarizou a sociedade brasileira, colocando os partidários</p><p>do veto e os defensores da legalidade frente à frente.</p><p>O impasse durou vários dias, chegando a haver reais</p><p>possibilidades de confronto militar entre os dois lados.</p><p>[…]. No Congresso Nacional, as pretensões militares</p><p>também encontraram obstáculos. Os parlamentares</p><p>rejeitaram o pedido de impedimento de Jango e, em</p><p>seguida, propuseram a adoção de uma solução</p><p>conciliatória: a implantação do regime parlamentarista.</p><p>Simultaneamente, ampliava-se o apoio à posse de</p><p>Goulart entre estudantes, intelectuais e trabalhadores.</p><p>PAULA, Christiane J. de. A trajetória política de João Goulart. Centro de Pesquisa e</p><p>Documentação de História Contemporânea do Brasil. Disponível em:</p><p><http://www.cpdoc.fgv.br>.</p><p>A crise sucessória aberta pela renúncia do presidente</p><p>Jânio Quadros, em agosto de 1961, polarizou o ambiente</p><p>político do país. Nesse contexto, a instituição do</p><p>parlamentarismo tinha por objetivo</p><p>A garantir a posse de João Goulart como presidente da</p><p>República, ainda que com poderes limitados.</p><p>B possibilitar o retorno de Jânio Quadros ao comando do</p><p>poder executivo como primeiro-ministro.</p><p>C aproximar o sistema político brasileiro à tradição do</p><p>continente americano, hegemonicamente</p><p>parlamentarista.</p><p>D antecipar as eleições presidenciais previstas para 1964,</p><p>por meio de ato discricionário do primeiro-ministro.</p><p>E atender às demandas das classes trabalhistas, que</p><p>viam nesse sistema uma ferramenta de transformação</p><p>social.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>O El Niño, fenômeno de aquecimento das águas do</p><p>Oceano Pacífico, tem como uma de suas principais conse-</p><p>quências a diminuição da atividade pesqueira em virtude da</p><p>redução dos nutrientes responsáveis por atrair peixes e de-</p><p>mais animais marinhos. No caso do Brasil, várias transfor-</p><p>mações são verificadas no regime de chuvas, concentrando</p><p>ou dispersando a sua formação.</p><p>SILVA, Júlio César Lázaro da. Influência do El Niño no Brasil e na atividade pesqueira. Brasil Escola.</p><p>Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br>.</p><p>No Brasil, o El Niño apresenta consequências que envol-</p><p>vem</p><p>A intensificação da estiagem na Região Sudeste e das</p><p>chuvas no Centro-Oeste.</p><p>B estiagem nas regiões Norte e Sul e aumento das chu-</p><p>vas no Nordeste.</p><p>C seca na Amazônia e no Nordeste e aumento das chu-</p><p>vas no Sul.</p><p>D diminuição da temperatura nas regiões Sudeste e Cen-</p><p>tro-Oeste.</p><p>E elevação das chuvas no Nordeste e da temperatura no</p><p>Sul.</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/</p><p>http://www.cpdoc.fgv.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 30</p><p>QUESTÃO 87</p><p>Com base no infográfico anterior, percebe-se que, conforme</p><p>ocorre a elevação da altitude, tem-se o desenvolvimento de</p><p>um tipo de vegetação adaptado à</p><p>A baixa pressão atmosférica e à baixa temperatura,</p><p>como a floresta de coníferas.</p><p>B baixa pluviosidade e à elevada pressão atmosférica,</p><p>como a floresta tropical.</p><p>C alta resistência do ar e à alta temperatura, como a</p><p>vegetação de montanhas.</p><p>D alta temperatura e à alta pluviosidade, como a floresta</p><p>temperada.</p><p>E alta pressão atmosférica e à alta umidade, como a</p><p>tundra.</p><p>QUESTÃO 88</p><p>Art. 3o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:</p><p>II – Área de Preservação Permanente – APP: área</p><p>protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a</p><p>função ambiental de preservar os recursos hídricos, a</p><p>paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade,</p><p>facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e</p><p>assegurar o bem-estar das populações humanas.</p><p>BRASIL. Lei No 12 651. Cap. 1, art. 3o, inciso II, Brasília, DF. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br>..</p><p>As APPs no entorno de cursos d'água são constituídas de</p><p>mata ciliar, como mostra a imagem anterior. A manutenção</p><p>do volume de água dos aquíferos está baseada no fato de</p><p>essa vegetação</p><p>A alimentar a formação geológica subterrânea que</p><p>armazena água e abastece fontes na superfície.</p><p>B conservar o assoreamento no vale dos rios e impedir o</p><p>transporte de sedimentos para o seu leito.</p><p>C acelerar a alteração vegetal pelo manejo adequado do</p><p>solo e do extrativismo vegetal.</p><p>D facilitar a supressão vegetal original decorrente da</p><p>ocupação econômica agrícola.</p><p>E regulamentar as cheias dos rios, favorecendo a erosão</p><p>em suas margens.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>Sob o ponto de vista geoambiental, constata-se que,</p><p>além das vulnerabilidades impostas pela irregularidade</p><p>pluviométrica, parte muito significativa dos solos</p><p>apresenta-se degradada ou em estágios avançados de</p><p>desertificação. Os recursos hídricos superficiais e</p><p>subterrâneos tendem para a insuficiência ou se exibem</p><p>com níveis comprometedores de poluição. De tal modo</p><p>que esse problema se agrava na área do bioma da</p><p>Caatinga, tendo em vista que a deficiência dos recursos</p><p>hídricos se constitui como um dos principais empecilhos</p><p>para a ocupação humana e para a satisfação das</p><p>necessidades das atividades do meio rural.</p><p>CEARÁ em mapas. Ipece. Disponível em: <http://www2.ipece.ce.gov.br>.</p><p>Entre os motivos que possibilitam a vulnerabilidade do</p><p>Ceará à ocorrência de secas, pode-se destacar a</p><p>associação entre a predominância do clima</p><p>A subtropical e as rochas sedimentares impermeáveis.</p><p>B equatorial e a vegetação caducifólia e latifoliada.</p><p>C semiárido e as rochas cristalinas impermeáveis.</p><p>D árido de montanha e os solos do tipo massapê.</p><p>E tropical e os recursos hídricos endorreicos.</p><p>http://www.planalto.gov.br/</p><p>http://www2.ipece.ce.gov.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 31</p><p>QUESTÃO 90</p><p>Acordo de Paris: as consequências para o mundo</p><p>após a saída dos EUA</p><p>Com a decisão de Donald Trump, o planeta</p><p>presenciará mudanças na ordem geopolítica e “rebelião”</p><p>de cientistas e políticos norte-americanos. Membro do</p><p>Partido Republicano, o presidente Donald Trump</p><p>anunciou que os Estados Unidos sairão do Acordo de</p><p>Paris – aprovado em dezembro de 2015, 175 países</p><p>assinaram o documento, que tem força de lei internacional</p><p>e prevê determinações obrigatórias e recomendações às</p><p>nações signatárias.</p><p>ACORDO de Paris: as consequências para o mundo após a saída dos EUA. Galileu.</p><p>Disponível em: <http://www.revistagalileu.globo.com>.</p><p>O fato de os Estados Unidos abandonarem o Acordo de</p><p>Paris pode resultar em</p><p>A ganho no desenvolvimento científico e tecnológico</p><p>norte-americano.</p><p>B redução do protagonismo mundial dos países</p><p>participantes do acordo.</p><p>C ampliação do compromisso com o acordo de países</p><p>em desenvolvimento.</p><p>D enfraquecimento do acordo pela dificuldade de se</p><p>atingir as metas estabelecidas.</p><p>E intensificação do uso do carvão como principal</p><p>combustível nas indústrias mundiais.</p><p>http://www.revistagalileu.globo.com/</p><p>RASCUNHO</p><p>DA REDAÇÃO</p><p>Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>Azul 1</p><p>Amarelo 2</p><p>Branco 3</p><p>Rosa 4</p><p>Ledor 9</p><p>Libras 10</p><p>1 Azul</p><p>2 Amarelo</p><p>3 Branco</p><p>4 Rosa</p><p>9 Ledor</p><p>10 Libras</p><p>1 Dia</p><p>1°Capa</p><p>1 Dia</p><p>4°Capa</p><p>Libras 12</p><p>Ledor 11</p><p>Azul 7</p><p>Rosa 8</p><p>Cinza 6</p><p>Amarelo 5</p><p>2 Dia</p><p>1°Capa</p><p>12 Libras</p><p>11 Ledor</p><p>7 Azul</p><p>8 Rosa</p><p>6 Cinza</p><p>5 Amarelo</p><p>2 Dia</p><p>4°Capa</p><p>Bigurrilhos.indd 1Bigurrilhos.indd 1 14/06/2022 17:12:0614/06/2022 17:12:06</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 32</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - COMPLETO v.pdf</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - COMPLETO v.pdf</p><p>18.07.2024 - SIMULADO DE VERÃO - LINGUAGENS E HUMANAS - D1.pdf</p><p>SIMULADO ESPECIAL - 1º DIA - 11.07.24.pdf</p><p>Capa.pdf</p><p>Página 1</p><p>Capa.pdf</p><p>Página 1</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - HUMANAS - 1º DIA.pdf</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - HUMANAS - 1º DIA.pdf</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - HUMANAS - 1º DIA.pdf</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - HUMANAS - 1º DIA.pdf</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>03-08-2024 - 3º SIMULADO APROVA - HUMANAS - 1º DIA.pdf</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>de Randa</p><p>Abdel-Fattah</p><p>Amal Mohamed Nasrullah Abdel-Hakim es una chica</p><p>palestina musulmana de Australia de dieciséis años que in-</p><p>tenta conciliar la escuela, los amigos y la familia, además de</p><p>manejar el ataque de las reacciones a su decisión de llevar</p><p>el hiyab a tiempo completo. El libro ofrece una muy necesaria</p><p>perspectiva de la experiencia de las mujeres musulmanas.</p><p>Afirma que, en realidad, llevar el hiyab es un acto de empo-</p><p>deramiento radical y nos propone a una deliciosamente va-</p><p>liente y decidida heroína personificada en Amal. ¿Por qué</p><p>todos me miran la cabeza? es hilarante, revelador y inspira-</p><p>dor a rabiar, es un recordatorio excelente para las adoles-</p><p>centes para que tomen sus propias decisiones y se atengan</p><p>a sus propias creencias.</p><p>PIPPIN, Chelsey. 34 libros para jóvenes que toda feminista querrá leer. BuzzFeed,. Disponível em:</p><p><https://www.buzzfeed.com>.</p><p>O texto anterior discorre sobre um livro, abordando seu en-</p><p>redo e ressaltando o fato de a personagem</p><p>A manter o uso do hijab como forma de despertar reações</p><p>críticas da sociedade.</p><p>B mostrar para as mulheres muçulmanas como é a vida</p><p>de uma adolescente ocidental.</p><p>C escrever um livro relatando sua experiência com o uso</p><p>do hijab durante o período escolar.</p><p>D pregar a utilização do véu como forma de empodera-</p><p>mento para as garotas de sua escola.</p><p>E persistir no uso do véu, apesar de sofrer preconceito,</p><p>permanecendo fiel ao que acredita.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>A ti, manzana,</p><p>quiero</p><p>celebrarte</p><p>llenándome</p><p>con tu nombre</p><p>la boca,</p><p>comiéndote.</p><p>Siempre</p><p>eres nueva como nada […] recién caída</p><p>del Paraíso:</p><p>plena</p><p>y pura</p><p>mejilla arrebolada</p><p>de la aurora! […]</p><p>“Ode a manzana”, de Pablo Neruda.</p><p>O texto anterior é um trecho de um poema escrito por Pablo</p><p>Neruda, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1971. O</p><p>poeta escreveu odes a sentimentos, alimentos e outros ele-</p><p>mentos da natureza, como no trecho de poema anterior, que</p><p>A elogia o ato de comer maçãs durante a aurora.</p><p>B exalta as qualidades da maçã, utilizando metáforas.</p><p>C faz uma celebração à maçã de forma a não poder comê-</p><p>la.</p><p>D atribui o pecado à maçã, associando a fruta à queda do</p><p>Paraíso.</p><p>E compara a maçã a outras frutas, exaltando suas quali-</p><p>dades.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>4</p><p>QUESTÃO 03</p><p>La atracción que los juegos y los artículos electróni-</p><p>cos ejercen sobre los niños y adolescentes puede ser uti-</p><p>lizada para asistirlos en sus procesos de aprendizaje. […]</p><p>El jefe de carrera de Animación Digital y Diseño de Video-</p><p>juegos de la Universidad del Pacífico, Gonzalo Lara, en-</p><p>tregó sus recomendaciones de algunas de las mejores</p><p>aplicaciones para aprender matemáticas en forma entre-</p><p>tenida. Una de ellas es Rey de las Matemáticas, donde los</p><p>niños pueden ascender desde ser un granjero a rey, utili-</p><p>zando sus habilidades. La versión gratuita contempla ope-</p><p>raciones básicas, en tanto que la de pago incluye otras</p><p>más complejas como división, fracciones o potencias.</p><p>LAS MEJORES aplicaciones para aprender matemáticas. Soy Chile.. Disponível em:</p><p><http://www.soychile.cl>.</p><p>De acordo com o texto, o aplicativo citado</p><p>A tem Gonzalo Lara como desenvolvedor.</p><p>B inclui operações como divisões, frações e potências.</p><p>C ensina operações complexas em sua versão gratuita.</p><p>D é recomendado por professores do ensino básico.</p><p>E permite que o jogador escolha ser um agricultor ou um rei.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>El español está siempre situado entre dos extremos.</p><p>Así mostrará un enorme desinterés por el dinero, pero</p><p>amará los placeres y comodidades que se obtienen preci-</p><p>samente por dinero; será arbitrario aunque trate de ser</p><p>justo, pero también impondrá la justicia aunque se perju-</p><p>dique. Criticará a su país y a los españoles, pero se ofen-</p><p>derá si usted lo critica. Y sobretodo rendirá un culto nacio-</p><p>nal a la amistad. […] En cualquier caso, para entender</p><p>algo a España y a los españoles hay que tener en cuenta</p><p>que somos uno de los pueblos más mezclados de la tierra.</p><p>Dicen que hemos heredado de los griegos la percepción</p><p>exquisita de la belleza, de los romanos, la arrogancia, en</p><p>ocasiones desmedida; de los godos, el espíritu caballe-</p><p>resco y el amor al hogar; y de los árabes, la imaginación,</p><p>la fantasía y la paciencia.</p><p>HERNANDO, Manuel Calvo. Los españoles día a día. Gramática da Língua Espanhola. Rio de</p><p>Janeiro: FENAME, (adaptado)</p><p>De acordo com o texto, o povo espanhol caracteriza-se</p><p>por transitar entre os extremos. Um indício desse compor-</p><p>tamento é o fato de o espanhol</p><p>A aplicar a justiça, desde que não se prejudique.</p><p>B herdar dos gregos uma percepção estranha da be-</p><p>leza.</p><p>C desprezar prazeres que podem ser obtidos com di-</p><p>nheiro.</p><p>D criticar seu próprio país e permitir que outros povos o</p><p>critiquem.</p><p>E ter como herança dos godos o espírito de cavalheiro</p><p>e o amor ao lar.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Elenita andaba por la casa como una almita en pena,</p><p>así que me la llevé al altillo y le estuve hablando de temas</p><p>serios, aunque no siempre relacionados con la muerte. A</p><p>sus ocho años, estaba totalmente desconcertada ante esa</p><p>imagen de mamá inmóvil, sorda y muda. “Elenita”, le dije</p><p>mientras la acariciaba, “eso es la muerte: La quietud total,</p><p>la sordera total, la mudez total.</p><p>[…] En un primer momento, aquello pareció confor-</p><p>marla, pero de pronto vio la higuera. “Ves, Claudio, la hi-</p><p>guera no se mueve, no oye, no habla, no piensa, no</p><p>sueña, no siente dolor, pero está viva ¿no? A lo mejor ma-</p><p>mita está como la higuera. Siempre he sido un mal perde-</p><p>dor, así que le dije: “No, Elenita, la higuera no es una per-</p><p>sona. Sigue otras leyes”. Eso de las leyes, como no pudo</p><p>entenderlo, la impresionó bastante, así que por suerte se</p><p>calló.</p><p>BENEDETTI, Mario. La borra del café. Buenos Aires: Sudamericana</p><p>O trecho anterior pertence à novela La borra del café, es-</p><p>crita pelo uruguaio Mario Benedetti. O texto apresenta um</p><p>momento compartilhado entre o narrador e a irmã, após a</p><p>morte da mãe. Em certo momento o narrador revela ser</p><p>um mau perdedor, pois</p><p>A refuta a comparação, feita pela irmã, entre a morte da</p><p>mãe e a figueira.</p><p>B conversa sobre temas sérios, como a morte, com a</p><p>irmã.</p><p>C deixa sua irmã andar pela casa como uma “alminha</p><p>penada”.</p><p>D fala à irmã sobre a morte, como forma de tentar tran-</p><p>quilizá-la.</p><p>E costuma desrespeitar as leis, conforme diz à irmã ao</p><p>fim do trecho.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>5</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Nunca conheci quem tivesse levado porrada.</p><p>Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.</p><p>[...]</p><p>Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,</p><p>Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de</p><p>[fretes,</p><p>Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido</p><p>[emprestado sem pagar</p><p>Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho</p><p>[agachado</p><p>Para fora da possibilidade do soco;</p><p>Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas</p><p>[ridículas,</p><p>Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.</p><p>[...]</p><p>“Poema em linha reta”, de Álvaro de Campos.</p><p>Nesse poema, a repetição da expressão “eu, que tenho”</p><p>no início dos versos configura-se como uma estratégia ar-</p><p>gumentativa que visa</p><p>A incentivar o leitor a se abster do universo sentimental</p><p>do eu lírico.</p><p>B revelar o estado de superioridade e de triunfo do su-</p><p>jeito poético.</p><p>C apresentar a retórica como algo prejudicial à progres-</p><p>são textual.</p><p>D elencar uma série de características negativas do su-</p><p>jeito poético.</p><p>E advertir o leitor sobre a ausência de ironia no discurso</p><p>do eu lírico.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>“Pêndulo”, de E. M. Melo de Castro.</p><p>Ao observar o poema concreto anterior, nota-se que a pa-</p><p>lavra “pêndulo”, quando fragmentada,</p><p>A limita a subjetividade interpretativa.</p><p>B absorve novos potenciais interpretativos.</p><p>C desintegra o processo de criação artística.</p><p>D implementa caráter paradoxal</p><p>à mensagem.</p><p>E entrava a construção de uma atmosfera poética.</p><p>QUESTÃO 08</p><p>Todos os dias, praticamente, recebo mensagens na</p><p>minha caixa de e-mails e comments no post “Veja dicas</p><p>para arrasar em festas durante o inverno” com dúvidas</p><p>sobre como lutar contra o frio sem perder a classe e a ele-</p><p>gância. Por isso resolvi fazer um post só com ideias de</p><p>looks para casamento. Pode parecer difícil, mas não é im-</p><p>possível ficar linda e quentinha para ir a um casamento.</p><p>SCHÄPERS, Ana Paula. Ideias de looks e roupas para casamento nos dias frios de inverno.</p><p>Passaporte do Luxo. Disponível em: <http://www.passaportedoluxo.com>.</p><p>O trecho apresenta recursos expressivos com elementos</p><p>que caracterizam o(a)</p><p>A estrangeirismo predominando sobre a língua portu-</p><p>guesa.</p><p>B público-alvo como pessoas que organizam casamen-</p><p>tos.</p><p>C autora como alguém que habita um local frio.</p><p>D linguagem típica de blogs da internet.</p><p>E recorrência de erros gramaticais.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>É muito comum alguém ver nas histórias em quadri-</p><p>nhos uma forma de literatura. [...] Chamar quadrinhos de</p><p>literatura, a nosso ver, nada mais é do que uma forma de</p><p>procurar rótulos socialmente aceitos ou academicamente</p><p>prestigiados (caso da literatura, inclusive a infantil) como</p><p>argumento para justificar os quadrinhos, historicamente</p><p>vistos de maneira pejorativa, inclusive no meio universitá-</p><p>rio. Quadrinhos são quadrinhos. E, como tais, gozam de</p><p>uma linguagem autônoma, que usa mecanismos próprios</p><p>para representar os elementos narrativos. [...] Transpondo</p><p>o raciocínio para a prática: o cinema, o teatro, a literatura,</p><p>os quadrinhos e tantas outras formas de linguagem com-</p><p>poriam ambientes próprios e autônomos. Mas todos com-</p><p>partilhariam elementos de outras linguagens, cada um à</p><p>sua maneira.</p><p>RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto. (adaptado)</p><p>O texto trata dos quadrinhos como manifestação artística</p><p>que reúne uma mescla de características, mas que pos-</p><p>suem</p><p>A apropriação de uma língua.</p><p>B aspectos sociais como foco.</p><p>C linguagem considerada própria.</p><p>D obediência a um aspecto literário.</p><p>E fidelidade exclusiva ao aspecto imagético.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>6</p><p>QUESTÃO 10</p><p>[...]</p><p>Branca: Então é uma prova! O senhor é quem devia</p><p>saber!</p><p>Guarda: Por que eu devia saber?</p><p>Branca: Porque é guarda.</p><p>Guarda: Não diga tolices. Os denunciantes</p><p>denunciam, os juízes julgam, os guardas prendem,</p><p>somente. O mundo é feito assim. E deve ser assim, para</p><p>que haja ordem.</p><p>Branca: E os inocentes?</p><p>Guarda: Devem provar a sua inocência, de acordo</p><p>com a lei.</p><p>Branca: Mas não está certo.</p><p>Guarda: Se não está certo, não me cabe a culpa. Sou</p><p>guarda. E não foram os guardas que fizeram o mundo.</p><p>GOMES, Dias. O santo inquérito. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira</p><p>Nesse trecho, o que caracteriza O santo inquérito, de Dias</p><p>Gomes, como texto teatral é o(a)</p><p>A discussão sobre censura e repressão.</p><p>B tom melancólico da personagem Branca.</p><p>C presença das rubricas na construção dramática.</p><p>D caráter alegórico da discussão sobre ordem social.</p><p>E identificação de cada personagem antes de suas fa-</p><p>las.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>A arquitetura e a escultura são obras tridimensionais, pois</p><p>são analisadas a partir da largura, da altura e da profun-</p><p>didade. Algumas dessas obras podem transmitir dramati-</p><p>cidade, sendo carregadas de tensão e dando ideia de mo-</p><p>vimento. Das obras a seguir, a que se encaixa nessa de-</p><p>finição é:</p><p>A</p><p>BERNINI, Gian Lorenzo. David, 1623. Mármore, tamanho natural. Galeria Borghese,</p><p>Roma.</p><p>B</p><p>CARDIFF, Janet. Forty part motet, 2001. Instalação sonora com 40 canais, cantada pelo</p><p>coro da Catedral de Salisbury. Instituto Inhotim, Belo Horizonte.</p><p>C</p><p>Bustos fúnebres de Públio Aídio e Públia Aídia, século I d.C. Museu Pergamon.</p><p>D</p><p>Museu do Louvre, em Paris.</p><p>E</p><p>Transamerica Building, na Califórnia.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, São Paulo</p><p>O efeito cômico da tirinha se dá pelo fato de um dos ratos</p><p>A interpretar as afirmações como sendo de cunho deno-</p><p>tativo.</p><p>B responder às perguntas com outros tipos de metáfo-</p><p>ras.</p><p>C compreender apenas conceitos que são quantificá-</p><p>veis.</p><p>D abordar conceitos científicos desconhecidos do outro.</p><p>E apresentar perguntas que são pertinentes e irônicas.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>7</p><p>QUESTÃO 13</p><p>VOUET, Simon. Tempo vencido pela Beleza, Esperança e pelos Amores, 1627.</p><p>Na tela anterior, Vouet recorre ao emprego de alegorias.</p><p>Dessa forma, retrata um ancião, que representa o Tempo,</p><p>sendo rendido e derrotado por duas figuras femininas –</p><p>que encarnam as ideias de Beleza e Esperança –acom-</p><p>panhadas por um grupo de cupidos, os quais, na mitolo-</p><p>gia, são emissários do Amor. O quadro de Vouet tematiza,</p><p>visualmente, o(a)</p><p>A noção de precariedade da vida e a necessidade de</p><p>redenção religiosa.</p><p>B ideia de amor do Romantismo, comprovada pela pre-</p><p>sença dos cupidos.</p><p>C relativização do temor em relação à finitude e efeme-</p><p>ridade da vida por meio do carpe diem.</p><p>D convite à vida no campo, percebido pela escolha da</p><p>paisagem natural que emoldura as personagens.</p><p>E medo da morte, simbolizado pela ampulheta e pela</p><p>foice carregadas pelo ancião que personifica o</p><p>Tempo.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Ciente da pressão em torno da tarefa – o primeiro</p><p>longa-metragem estrelado por uma grande heroína dos</p><p>quadrinhos – a diretora Patty Jenkins acerta ao optar por</p><p>um caminho simples. O filme Mulher-Maravilha é uma</p><p>clássica história de origem, calculada para apresentar Di-</p><p>ana e seu universo para um grande público. Inspirada pelo</p><p>Superman de 1978 e pelo espírito de aventura de Indiana</p><p>Jones, a diretora cria uma narrativa leve e encantadora,</p><p>intercalada por empolgantes cenas de ação.</p><p>BRIDI, Natália. Mulher Maravilha. Omelete. Disponível em: <https://omelete.uol.com.br>.</p><p>Pelas características formais, função e uso, o texto per-</p><p>tence ao gênero</p><p>A conto, pela abordagem ficcional da história de uma</p><p>heroína.</p><p>B depoimento, pela exposição sequencial de fatos so-</p><p>bre uma obra.</p><p>C notícia, pelo registro pessoal de informações cinema-</p><p>tográficas.</p><p>D resenha, pela objetividade empregada na constituição</p><p>de um texto crítico.</p><p>E crônica, por abordar uma personagem de forma refle-</p><p>xiva e interpretativa.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Poucas nuvens em Goiânia (GO)</p><p>04/07/2017 às 18:44</p><p>A massa de ar seco e frio que avançou até Goiás ga-</p><p>rante um começo de noite de tempo firme e com tempe-</p><p>ratura amena em Goiânia. Há poucas nuvens na capital,</p><p>e os termômetros indicam 21 graus no aeroporto Santa</p><p>Genoveva.</p><p>PINHEIRO, Marcelo. Poucas nuvens em Goiânia. Climatempo. Disponível em: <https://www.cli-</p><p>matempo.com.br>.</p><p>No texto anterior, o termo em destaque</p><p>A apresenta referencial externo ao texto, que deve ser</p><p>deduzido pelo leitor.</p><p>B tem referente apresentado posteriormente, ainda que</p><p>devesse estar antes.</p><p>C é ambíguo, pois pode referir-se a qualquer um dos no-</p><p>mes próprios mencionados.</p><p>D está erroneamente empregado no contexto, porque</p><p>seu referencial está ausente.</p><p>E refere-se a um termo mencionado no texto, mas exige</p><p>conhecimento prévio do leitor.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Sou poeta das brenha, não faço o papé</p><p>De argum menestrê, ou errante cantô</p><p>Que veve vagando, com sua viola</p><p>Cantando, pachola, à percura de amô</p><p>Não tenho sabença, pois nunca estudei</p><p>Apenas eu seio o meu nome assiná</p><p>Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre</p><p>E o fio do pobre não pode estuda</p><p>“O poeta da Roça”, de Patativa do Assaré.</p><p>Em “O poeta da roça”, o eu lírico dialoga com uma língua</p><p>materna</p><p>A avessa ao regionalismo.</p><p>B obediente à norma culta.</p><p>C permeada de traços de oralidade.</p><p>D repleta de imperfeições comunicativas.</p><p>E desvinculada de sua vivência nordestina.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>8</p><p>QUESTÃO 17</p><p>2 de Março.</p><p>Minha Carola.</p><p>Já a esta hora deves ter em mão a carta que te man-</p><p>dei hoje mesmo, em resposta às duas que ontem recebi.</p><p>Nela foi explicada a razão de não teres carta no domingo;</p><p>deves ter recebido duas na segunda feira. Queres saber</p><p>o que fiz no domingo? Trabalhei e estive em casa. Sauda-</p><p>des de minha C., tive-as como podes imaginar, e mais</p><p>ainda, estive aflicto, como te contei, por não ter tido cartas</p><p>tuas durante dois dias. Afirmo-te que foi um dos mais tris-</p><p>tes que tenho passado.</p><p>ASSIS, Machado de. Obra completa. Vol. III, Rio de Janeiro: Nova Aguillar</p><p>A variedade linguística está relacionada à situação espe-</p><p>cífica de uso social. Considerando a finalidade e o con-</p><p>texto do trecho da carta lida, é possível inferir que o texto</p><p>A reitera o sentimentalismo romântico a fim de conquis-</p><p>tar a mulher amada.</p><p>B utiliza uma variação típica de uma região do país para</p><p>se aproximar da destinatária.</p><p>C escolhe a variedade formal para cobrar o fato de não</p><p>ter recebido cartas de Carola.</p><p>D usa linguagem formal de maneira irônica para se so-</p><p>brepujar ao sentimento de rejeição.</p><p>E emprega uma variedade linguística adequada para a</p><p>época, embora atualmente soe incomum.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Por que o streaming é o futuro da música</p><p>Levou praticamente uma década e meia para que o</p><p>mercado da música vislumbrasse uma chance concreta</p><p>de contar com um modelo de negócio viável à era digital.</p><p>A venda de download foi um primeiro ensaio, mas in-</p><p>suficiente. Agora, esse momento chegou, graças aos ser-</p><p>viços de streaming. O caminho ainda é longo, sinuoso e o</p><p>mercado não está totalmente acomodado ao novo mo-</p><p>delo. Mas é seguro dizer que finalmente apareceu uma luz</p><p>no fim do túnel para o primeiro grande setor da economia</p><p>a sentir o baque da revolução digital.</p><p>Em 2014, por exemplo, foi a primeira vez na história</p><p>que as receitas obtidas com assinaturas de serviços de</p><p>streaming superaram as vendas de CDs nos EUA. Se-</p><p>gundo dados divulgados recentemente, o streaming cres-</p><p>ceu 29% e obteve um faturamento de US$ 1,87 bilhão. O</p><p>CD, por sua vez, arrecadou US$ 1,85 bilhão, uma retração</p><p>de 12% em relação ao ano anterior.</p><p>MELO, Clayton. Por que o streaming é o futuro da música. Istoé Dinheiro. Disponível em:</p><p><http://www.istoedinheiro.com.br>.</p><p>Ao refletir sobre a comercialização de música no espaço</p><p>on-line, o texto</p><p>A ratifica que a revolução digital, desde sua gênese, fa-</p><p>voreceu o mercado fonográfico.</p><p>B apresenta o streaming como uma possibilidade co-</p><p>mercial redentora no mercado musical.</p><p>C demonstra preconceito quanto ao uso da plataforma</p><p>streaming no universo das redes sociais.</p><p>D destaca a qualidade musical das canções como prin-</p><p>cipal responsável pelo sucesso comercial.</p><p>E revela que a indústria fonográfica se adaptou com fa-</p><p>cilidade às mudanças advindas da era digital.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>O antigo anúncio de jornal impresso está perdendo</p><p>adeptos com o crescente número de internautas que veem</p><p>na internet uma oportunidade para realizar bons negócios.</p><p>Com a opção dos grupos das redes sociais, é possível agre-</p><p>gar pessoas interessadas em comprar, vender, trocar ou até</p><p>mesmo doar. Diversas redes sociais estão criando espaço</p><p>para esse público. No Amazonas, o grupo Classificados AM</p><p>possui mais de 12 mil membros em apenas um mês e meio</p><p>de atuação. “Com o Facebook, fica mais fácil de anunciar e</p><p>trocar experiências”, afirma Victor Dantas, criador do grupo</p><p>e estudante de Publicidade e Propaganda.</p><p>MEDEIROS, Girlene. Redes sociais conquistam mercado de classificados no Amazonas. G1. Dispo-</p><p>nível em: <http://g1.globo.com>.</p><p>Com base no texto, é possível reconhecer que as tecnolo-</p><p>gias da comunicação e informação</p><p>A aumentam a formalidade nas negociações</p><p>B favorecem o crescimento de anúncios em jornais im-</p><p>pressos.</p><p>C impossibilitam a agilidade e a comodidade nas negoci-</p><p>ações.</p><p>D impactam na criação de novas formas de negociação</p><p>comercial.</p><p>E promovem novas formas de ampliar os golpes na área</p><p>do comércio.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Leitura pressupõe busca de informação. Por isso é im-</p><p>portante escolher bem o texto para ler. Para que o leitor se</p><p>informe é necessário que haja entendimento daquilo que ele</p><p>lê. Há textos cujo assunto é inteiramente inteligível ao leitor,</p><p>como os de jornais, revistas não especializadas etc. Há ou-</p><p>tros, porém, que a pessoa tenta ler, já sabendo, a princípio,</p><p>que não entende completamente seu conteúdo. Neste úl-</p><p>timo caso o leitor deve estar predisposto a superar essa di-</p><p>ficuldade.</p><p>FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. 27. ed. Petrópolis: Vozes,</p><p>De acordo com o texto, o processo de aquisição de conhe-</p><p>cimento por intermédio da leitura pede uma série de proce-</p><p>dimentos que estão ligados ao fator da(o)</p><p>A seleção e processamento de informações.</p><p>B acesso aos conteúdos de mídias digitais.</p><p>C acumulação de informações possíveis.</p><p>D ajuste nas dificuldades de leitura.</p><p>E leitura de textos especializados.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>9</p><p>QUESTÃO 21</p><p>A menstruação costuma ser complicada para grande</p><p>parte das mulheres. Principalmente se elas são atletas ou</p><p>malham com frequência. [...] Então, o que fazer para manter</p><p>a rotina de treinos durante esse período? “Por mais que a</p><p>mulher fique com os hormônios à flor da pele, é importante</p><p>que ela continue fazendo exercícios. A atividade física libera</p><p>endorfina, o que traz a sensação de bem-estar e tranquili-</p><p>dade”, revela a ginecologista Luciana Taliberti, de São</p><p>Paulo. Em relação aos minerais perdidos, a especialista</p><p>afirma que existem várias formas de suprir essa carência.</p><p>“Você pode repor com suplementação balanceada ou apos-</p><p>tando em alimentos ricos em ferro, como carne vermelha,</p><p>folhas verdes escuras, grão-de-bico, lentilha e feijão”.</p><p>ZANUTTO, Maria Lúcia. Menstruação e atividade física: dá para treinar naqueles dias? Boa forma.</p><p>Disponível em: <http://boaforma.abril.com.br>.</p><p>O texto sugere que as mulheres que fazem atividade física</p><p>devem manter o hábito em qualquer época do mês, desta-</p><p>cando que, durante o período da menstruação, há a necessi-</p><p>dade de</p><p>A ampliar os estilos de exercícios.</p><p>B adotar uma postura de descanso.</p><p>C ingerir suplementos de endorfina.</p><p>D privilegiar determinados alimentos.</p><p>E regular os hormônios com exercícios.</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Será lançado nesta segunda-feira, em Belém, o livro Ins-</p><p>trumentos musicais indígenas: A arte e a coleção etnográfica</p><p>Curt Nimuendaju do Museu Paraense Emílio Goeldi. [...] A</p><p>obra apresenta 36 instrumentos musicais de povos indígenas</p><p>de diversas etnias da Amazônia brasileira, objetos disponí-</p><p>veis no acervo etnográfico do Museu Paraense Emílio Goeldi.</p><p>Foi produzida pela pesquisadora Graça Santana da Silva, da</p><p>instituição, em conjunto com Edir Lobato Duarte, da Funda-</p><p>ção Carlos Gomes. Ali estão descritos os maracás das etnias</p><p>Tukano e Tiriyó, a buzina de taboca das etnias Urubu Kator e</p><p>Munduruku, o chocalho de casco da etnia Machacai e a flauta</p><p>de taboca da etnia Aruá. Além da documentação dos itens, a</p><p>publicação faz um levantamento de estudos da música brasi-</p><p>leira e da antropologia, remontando a relatos de viajantes na-</p><p>turalistas e etnógrafos.</p><p>LIVRO sobre instrumentos musicais indígenas é lançado nesta segunda em Belém. Portal Brasil. Dispo-</p><p>nível em: <http://www.brasil.gov.br>.</p><p>Ao analisar as informações apresentadas no texto, é possível</p><p>constatar o(a)</p><p>A fronteirização dos indígenas na região amazônica.</p><p>B interesse crescente em se ensinar música indígena.</p><p>C relação direta entre certas etnias e seus instrumentos.</p><p>D influência da tradição musical indígena na música atual.</p><p>E homogeneidade musical de cada uma das tribos descri-</p><p>tas.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>O estrangeiro tendo adotado a pátria da esposa e do</p><p>amigo, devia passar por aquela cerimônia, para tornar-se um</p><p>guerreiro vermelho, filho de Tupã. Nessa intenção fora Poti se</p><p>prover</p><p>dos objetos necessários.</p><p>Iracema preparou as tintas. O chefe, embebendo as ra-</p><p>mas da pluma, traçou pelo corpo os riscos vermelhos e pre-</p><p>tos, que ornavam a grande nação pitiguara. Depois pintou na</p><p>fronte uma flecha e disse:</p><p>— Assim como a seta traspassa o duro tronco, assim o</p><p>olhar do guerreiro penetra n’alma dos povos. No braço pintou</p><p>um gavião:</p><p>— Assim como o anajê cai das nuvens, assim cai o</p><p>braço do guerreiro sobre o inimigo.</p><p>ALENCAR, José. Iracema. Rio de Janeiro: Bestbolso</p><p>Ao relacionar as informações sobre as concepções artísticas</p><p>do Romantismo e os procedimentos de construção do texto</p><p>literário de José de Alencar, infere-se que o(a)</p><p>A autor brasileiro procura aproximar a língua portuguesa do</p><p>Brasil da falada em Portugal.</p><p>B indígena é alçado ao posto de herói cuja cultura passa a</p><p>compor o imaginário nacional.</p><p>C cultura indígena é desprezada pelo autor por meio da as-</p><p>sociação entre homem e animal.</p><p>D xenofobia e o estereótipo marcam a maneira como Alen-</p><p>car caracteriza o indígena brasileiro.</p><p>E léxico utilizado adere a um modelo de comunicação que</p><p>invisibiliza o conhecimento indígena.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Observando os recursos verbais e não verbais utilizados na</p><p>campanha publicitária, verifica-se que o(a)</p><p>A utilização do verbo “Denuncie” reduz o efeito da campa-</p><p>nha.</p><p>B tom glamoroso da modelo destoa do foco da discussão</p><p>proposta.</p><p>C aspecto imagético do texto vincula-se diretamente à ex-</p><p>pressão “Não esconda”.</p><p>D público-alvo da campanha são mulheres que já foram</p><p>vítimas de agressão física e psicológica.</p><p>E presença do pronome possessivo reduz o impacto da</p><p>campanha ao selecionar quem pode denunciar.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>10</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Escrito nos raros intervalos de folga de uma carreira</p><p>fatigante, este livro, que a princípio se resumia à história da</p><p>Campanha de Canudos, perdeu toda a atualidade, remo-</p><p>rada a sua publicação em virtude de causas que temos por</p><p>escusado apontar. [...] A campanha de Canudos tem por isto</p><p>a significação inegável de um primeiro assalto, em luta tal-</p><p>vez longa. Nem enfraquece o asserto o termo-la realizado</p><p>nós filhos do mesmo solo, porque, etnologicamente indefi-</p><p>nidos, sem tradições nacionais uniformes, vivendo parasita-</p><p>riamente à beira do Atlântico, dos princípios civilizadores</p><p>elaborados na Europa, e armados pela indústria alemã —</p><p>tivemos na ação um papel singular de mercenários incons-</p><p>cientes. [...] Aquela campanha lembra um refluxo para o</p><p>passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime.</p><p>Denunciemo-lo.</p><p>CUNHA, Euclides da. Os Sertões. São Paulo: Três</p><p>Os Sertões é uma obra pré-modernista publicada em 1902</p><p>por Euclides da Cunha. Considerando o contexto social, his-</p><p>tórico e político no qual a obra está inserida, é possível afir-</p><p>mar que o autor se posiciona de forma</p><p>A depreciativa, ao definir o povo do Sertão como parasita</p><p>que não apresenta tradições nacionais uniformes.</p><p>B passional, porque utiliza uma linguagem subjetiva e</p><p>abundante em metáforas para amenizar o tom de de-</p><p>núncia.</p><p>C crítica, pois por meio de uma linguagem objetiva e direta</p><p>mostra que os acontecimentos em Canudos foram gra-</p><p>ves.</p><p>D diplomática, pois procurou mostrar de forma proporcio-</p><p>nal, tanto as motivações do governo quanto as do povo</p><p>de Canudos.</p><p>E imparcial, uma vez que, como jornalista, não podia se</p><p>posicionar conforme desejava, mas sim como o go-</p><p>verno exigia que o fizesse.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>TEXTO I</p><p>Que havemos de esperar, Marília bela?</p><p>Que vão passando os florescentes dias?</p><p>As glórias que vêm tarde já vêm frias;</p><p>E pode enfim mudar-se a nossa estrela</p><p>Ah! Não, minha Marília,</p><p>Aproveite-se o tempo, antes que faça</p><p>O estrago de roubar ao corpo as forças</p><p>E ao semblante a graça</p><p>“Lira XIV”, de Tomás Antônio Gonzaga.</p><p>TEXTO II</p><p>Enquanto com gentil descortesia</p><p>O ar, que fresco Adônis te namora,</p><p>Te espalha a rica trança voadora,</p><p>Quando vem passear-te pela fria:</p><p>Goza, goza da flor da mocidade,</p><p>Que o tempo trota a toda ligeireza,</p><p>E imprime em toda a flor sua pisada.</p><p>Oh, não aguardes, que a madura idade</p><p>Te converta em flor, essa beleza</p><p>Em terra, em cinza, em pó, em sobra, em nada</p><p>“Primeiro Soneto a Maria dos Povos”, de Gregório de Matos.</p><p>A passagem de um estilo de época para outro – por exem-</p><p>plo, a transição do Barroco ao Arcadismo – muitas vezes é</p><p>interpretada como um período de destruição de antigos va-</p><p>lores artísticos e literários em favor da criação de um ideário</p><p>estético completamente novo. No entanto, na substituição</p><p>de um estilo de época por outro, observa-se um jogo de per-</p><p>manência e ruptura, como se pode comprovar pelos poe-</p><p>mas de Tomás Antônio Gonzaga e Gregório de Matos, pois</p><p>aproximam-se quanto</p><p>A ao distanciamento em relação à figura feminina, em-</p><p>bora se diferenciem quanto à religiosidade, ausente em</p><p>Gonzaga.</p><p>B à consciência da finitude da vida, mas distanciam-se em</p><p>seu aspecto formal, em função da simplificação da lin-</p><p>guagem em Gonzaga.</p><p>C à convenção pastoril, mas distinguem-se pela represen-</p><p>tação da mulher, idealizada em Gregório de Matos, e</p><p>realista, em Gonzaga.</p><p>D à temática, mas diferenciam-se pelo uso da imagem</p><p>poética da flor como símbolo de jovialidade e frescor,</p><p>que inexiste em Gregório de Matos.</p><p>E à presença do dualismo, mas diferenciam-se em rela-</p><p>ção ao uso das figuras de linguagem e sintaxe, mais</p><p>numerosas em Gregório de Matos.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>11</p><p>QUESTÃO 27</p><p>O poder das comunicações globais, enquanto impor-</p><p>tante manifestação contemporânea, não implica em haver</p><p>produção de convergências significativas de atitudes e cren-</p><p>ças. Ainda que a CNN internacional transmita as mesmas</p><p>imagens para o mundo inteiro, as interpretações em cada</p><p>sala do planeta, diante das mesmas cenas, são diferentes,</p><p>as experiências de cada cidadão não são as mesmas no</p><p>Líbano ou na Bósnia.</p><p>MELO, Eliana Meneses de et al. Linguagens, tecnologias, culturas: discursos contemporâneos. São</p><p>Paulo: Factash</p><p>As convergências mediadas pelo acesso a informação são</p><p>diferentes porque é necessário reconhecer que</p><p>A as diferentes línguas são um empecilho comunicativo.</p><p>B o contexto também influencia a situação comunicacio-</p><p>nal.</p><p>C as dificuldades de transmissão desvirtuam a mensa-</p><p>gem.</p><p>D a mesma mensagem não é recebida por diferentes pa-</p><p>íses.</p><p>E as informações não passam pelo filtro de um veículo</p><p>formal.</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Chegaram à igreja, entraram. Baleia ficou passeando</p><p>na calçada, olhando a rua, inquieta. Na opinião dela, tudo</p><p>devia estar no escuro, porque era noite, e a gente que an-</p><p>dava no quadro precisava deitar-se. Levantou o focinho,</p><p>sentiu um cheiro que lhe deu vontade de tossir. Gritavam</p><p>demais ali perto e havia luzes em abundância, mas o que a</p><p>incomodava era aquele cheiro de fumaça.</p><p>RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 134. ed. Rio de Janeiro: Record</p><p>Parte da chamada Geração de 30, Graciliano Ramos possui</p><p>características narrativas próprias que o individualizam den-</p><p>tro de sua época de produção. O estilo narrativo de Gracili-</p><p>ano Ramos se destaca no trecho anterior por</p><p>A ser universal afastando-se do regionalismo.</p><p>B usar bastante o discurso indireto livre.</p><p>C realizar um retrato objetivo da seca.</p><p>D humanizar a figura do sertanejo.</p><p>E imagens grandiosas descritas.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Com as minhas bem parcas sobras, tomei uma assi-</p><p>natura em um gabinete de leitura que então havia à Rua da</p><p>Alfândega, e que possuía copiosa coleção das melhores no-</p><p>velas e romances até então saídos dos prelos franceses e</p><p>belgas. [...] Devorei os romances marítimos de Walter Scott</p><p>e Cooper, um após outro; passei aos do Capitão Marryat e</p><p>depois a quantos se tinham escrito desse gênero, pesquisa</p><p>em que me ajudava o dono do gabinete, em francês, de</p><p>nome Cremieux, se bem me recordo, o qual tinha na cabeça</p><p>toda a sua livraria. Li nesse discurso muita coisa mais: o que</p><p>me faltava de Alexandre Dumas e Balzac, o que encontrei</p><p>de Arlincourt, Frederico Soulié, Eugênio Sue e outros.</p><p>Como e por que sou romancista, de José de Alencar.</p><p>Ao discursar em sua crônica sobre a função social desem-</p><p>penhada pelo gabinete de leitura, infere-se pelo texto que</p><p>esse espaço</p><p>A contribuiu para a redução de leitores nas bibliotecas pú-</p><p>blicas.</p><p>B tornou mais democrático o acesso à literatura e à infor-</p><p>mação.</p><p>C funcionava como uma biblioteca pelo fato de fornecer</p><p>livros de graça.</p><p>D diferenciava-se de uma livraria por apresentar pouca</p><p>variedade de produtos.</p><p>E caracterizava-se como um ambiente hostil ao desenvol-</p><p>vimento intelectual dos leitores.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>12</p><p>QUESTÃO 30</p><p>VOLPI, Alfredo. Pescadores. 1939-40. 1 original de arte, óleo sobre papelão, 32,3 cm x 45 cm. Mu-</p><p>seu de Arte Moderna de São Paulo. Reprodução fotográfica: Romulo Fialdini.</p><p>A obra do pintor modernista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi re-</p><p>trata alguns pescadores e suas redes em frente a uma pai-</p><p>sagem marítima. Quanto à forma de retratar os elementos</p><p>presentes no quadro, a pintura opta por</p><p>A minimizar a importância do mar na imagem, dando des-</p><p>taque para outros elementos.</p><p>B trabalhar com formas geométricas de vários tamanhos,</p><p>adotando uma estética cubista.</p><p>C abordar o sincretismo religioso presente na associação</p><p>do elemento mar com o divino.</p><p>D colocar os pescadores em posição periférica, como</p><p>apenas mais um dos elementos na cena.</p><p>E valorizar a presença da embarcação, indicando uma</p><p>tendência futurista, cultuando a máquina.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Orgulho e preconceito: As religiões afro-brasileiras</p><p>As religiões afro-brasileiras vieram com a diáspora afri-</p><p>cana na América Latina e começaram a ser difundidas nos</p><p>navios negreiros. [...] Para o babalorixá Kazi Kaòbátìná, “o</p><p>preconceito contra essas religiões está inserido em um con-</p><p>texto de racismo velado”. O líder religioso aponta que, en-</p><p>quanto membros do candomblé e da umbanda sofrem hos-</p><p>tilidades, “não se vê tantos casos de agressões” a budistas</p><p>e judeus, por exemplo. [...]</p><p>A lei 10639/03 determina a obrigatoriedade do ensino</p><p>de História Africana nas escolas brasileiras, porém o histo-</p><p>riador Ivan Poli afirma que “o tema em si é invisível no uni-</p><p>verso escolar e acadêmico” brasileiro, denotando mentali-</p><p>dade colonizada defensora da existência de heróis apenas</p><p>na história europeia. O etnomusicólogo francês Xavier Va-</p><p>tin, afirma: “Como estamos num contexto de discriminação</p><p>e racismo ligado à intolerância religiosa e num período em</p><p>que o candomblé ainda sofre tanto preconceito, é impor-</p><p>tante mostrar o quanto essa cultura negra, por mais que às</p><p>vezes seja estigmatizada aqui no Brasil, é valorizada no ex-</p><p>terior”.</p><p>LEÃO, Gabriel. Orgulho e preconceito: As religiões afro-brasileiras. VICE. Disponível em:</p><p><https://www.vice.com>.</p><p>Com base no texto anterior, infere-se que a hostilidade a re-</p><p>ligiões de matriz africana também pode ser associada</p><p>A ao fato de que a cultura negra, da qual a religião faz</p><p>parte, centra seus esforços no reconhecimento interna-</p><p>cional.</p><p>B à ideia de que os membros do candomblé, como os bu-</p><p>distas e os judeus, não colaboram com a cultura nacio-</p><p>nal.</p><p>C aos estigmas que as religiões afro-brasileiras carregam</p><p>por consequência do sincretismo religioso.</p><p>D ao processo de discriminação racial, remanescente de</p><p>um passado escravocrata.</p><p>E à aversão a elementos de cunho popular em razão de</p><p>uma cultura eurocêntrica.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>Lunch atop a skyscraper (texto I) retrata pessoas que</p><p>trabalharam na construção do arranha-céu Rockefeller Cen-</p><p>ter, em Nova York, durante a década de 1930. A fotografia,</p><p>que é uma das mais icônicas do gênero, já foi objeto de di-</p><p>ferentes releituras, como a do texto II, na qual o elenco da</p><p>série Friends posa de forma semelhante à fotografia origi-</p><p>nal, evidenciando uma relação de</p><p>A anáfora, ao retomar o discurso do texto I, com o objetivo</p><p>de enfatizá-lo.</p><p>B intertextualidade, ao incorporar elementos do texto I</p><p>adicionando sentidos à obra.</p><p>C plágio, ao se apropriar das características do texto I sem</p><p>o referenciar diretamente.</p><p>D crítica, ao ironizar o comportamento das personagens</p><p>do texto I de forma analítica.</p><p>E comparação, ao buscar semelhanças e diferenças com</p><p>o texto I, traçando juízos de valor.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>13</p><p>QUESTÃO 33</p><p>O Cebolinha existiu mesmo e fazia parte de uma turma</p><p>de garotos da infância de Mauricio de Sousa, lá em Mogi</p><p>das Cruzes, no interior de São Paulo. Suas características</p><p>acabaram servindo de inspiração para a criação do perso-</p><p>nagem, em 1960. Sua primeira revista foi lançada em 1973.</p><p>Ele já foi mais gordinho, mais crescidinho e até mais cabe-</p><p>ludo, mas sempre com o mesmo jeito “englaçado” de falar.</p><p>Nas horas vagas, também é astro de TV, cinema e teatro.</p><p>Disponível em: <http://turmadamonica.uol.com.br>.</p><p>Ao inserir a palavra “englaçado” no texto, infere-se que seu</p><p>produtor</p><p>A errou a ortografia acidentalmente ao construir o texto.</p><p>B utilizou um procedimento comum nesse tipo de texto.</p><p>C usou uma característica da personagem para inferio-</p><p>rizá-la.</p><p>D deduziu que o público-alvo do texto conhece a perso-</p><p>nagem.</p><p>E construiu um texto coerente com a descrição da perso-</p><p>nagem.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>De lenço a coleira: por que todo personagem</p><p>Hanna-Barbera cobre o pescoço?</p><p>Você já reparou? De Scooby-Doo a Fred Flintstone,</p><p>passando por Zé Colmeia, Pepe Legal e Dom Pixote, prati-</p><p>camente todos os personagens criados pelo estúdio Hanna-</p><p>Barbera usam algo para cobrir o pescoço.</p><p>A teoria por trás é simples: ao colocar um acessório no</p><p>pescoço de um personagem, o animador conseguia "sepa-</p><p>rar" a cabeça do corpo, ganhando liberdade para desenhá-</p><p>los de maneira independente. Assim, era possível criar ce-</p><p>nas animadas de conversa em que o corpo do personagem</p><p>era desenhado apenas uma vez e apenas a cabeça se me-</p><p>xia, sem causar estranheza no espectador. Ou então animar</p><p>o corpo do personagem correndo, e deixar a cabeça está-</p><p>tica.</p><p>LIPPE, Pedro Henrique Lutti. De lenço a coleira: por que todo personagem Hanna-Barbera cobre o</p><p>pescoço? Uol Games. Disponível em: <https://jogos.uol.com.br>.</p><p>Ao ler a reportagem sobre a técnica de animação utilizada</p><p>pelo estúdio, pode-se inferir que</p><p>A o espectador nota uma diferença na qualidade da ani-</p><p>mação.</p><p>B a técnica impacta diretamente no aumento do valor de</p><p>produção.</p><p>C a linguagem formal do texto é incompatível com o pú-</p><p>blico-leitor.</p><p>D o texto se destina ao público leigo, embora aborde uma</p><p>área específica.</p><p>E a questão abordada no texto é válida para um determi-</p><p>nado momento histórico.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Com o intuito de cumprir sua função social, a bula apresenta</p><p>características próprias do gênero quanto ao uso da língua</p><p>e quanto à composição textual. Entre essas características,</p><p>destaca-se o emprego de</p><p>A jargões farmacêuticos do vocabulário de profissionais da</p><p>área.</p><p>B termos e expressões que revelam subjetividades intrín-</p><p>secas.</p><p>C frases rebuscadas que acentuem a incidência de ambi-</p><p>guidades.</p><p>D palavras que comprovam o uso de uma linguagem de-</p><p>notativa e direta.</p><p>E construções linguísticas que favorecem o diálogo com a</p><p>linguagem metafórica.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, São Paulo. Disponível em:</p><p><http://www.folha.uol.com.br>.</p><p>A tirinha possui um efeito cômico que está diretamente rela-</p><p>cionado ao fato de uma personagem</p><p>A utilizar um vocabulário específico para um grupo social</p><p>definido.</p><p>B pertencer a uma geração que utiliza diferentes palavras</p><p>na fala.</p><p>C exigir da outra uma variação linguística inadequada</p><p>para o momento.</p><p>D contrariar os comandos</p><p>comunicativos dados pela outra</p><p>personagem.</p><p>E fazer uso de uma variação linguística regional, cau-</p><p>sando estranhamento.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>14</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Dor, saúde dos seres que se fanam,</p><p>Riqueza da alma, psíquico tesouro,</p><p>Alegria das glândulas do choro</p><p>De onde todas as lágrimas emanam.</p><p>És suprema! Os meus átomos se ufanam</p><p>De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro</p><p>Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro</p><p>De que as próprias desgraças se engalanam!</p><p>“Hino à dor”, de Augusto dos Anjos.</p><p>No poema anterior, o vocabulário utilizado pelo eu lírico para</p><p>descrever a dor revela um(a)</p><p>A militância político-ideológica de viés republicano.</p><p>B intenso desprezo pelo universo psíquico humano.</p><p>C abrangente diálogo com o nacionalismo romântico.</p><p>D diálogo com termos do universo técnico-científico.</p><p>E visão teocêntrica amparada na cosmovisão medieval.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>O Instagram é uma rede social principalmente visual,</p><p>na qual um usuário pode postar fotos e vídeos de curta du-</p><p>ração, aplicar efeitos a eles e também interagir com publi-</p><p>cações de outras pessoas, através de comentários e curti-</p><p>das. Além disso, um usuário pode seguir o outro para poder</p><p>acompanhar suas postagens e suas atividades dentro da</p><p>rede. O número de seguidores inclusive contribui para a vi-</p><p>sibilidade do perfil. Nele também encontramos as famosas</p><p>hashtags, que servem como um mecanismo de busca das</p><p>publicações, e ajudam na hora de segmentar seu público,</p><p>caso possua uma página para sua marca.</p><p>AGUIAR, Adriana. Instagram: saiba tudo sobre a segunda rede social mais usada no Brasil.</p><p>Marketing de conteúdo. Disponível em: <http://marketingdeconteudo.com>.</p><p>O texto aborda uma rede social que possui diversas finali-</p><p>dades, entre elas, a divulgação de imagens, por isso, ela</p><p>A inibe o diálogo de seus usuários com outras redes soci-</p><p>ais.</p><p>B utiliza o termo hashtag como forma de classificação dos</p><p>usuários.</p><p>C abdica do uso da escrita ao centrar a comunicação na</p><p>linguagem não verbal.</p><p>D encoraja a publicação de fotos enquanto desestimula a</p><p>postagem de vídeos.</p><p>E busca estabelecer vínculos entre a linguagem verbal e</p><p>a não verbal.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>O envelhecimento faz parte do desenvolvimento do ser</p><p>humano. Porém, para algumas pessoas, estar perto de ido-</p><p>sos ou identificar em si mesmo marcas de que o tempo está</p><p>passando pode ser assustador. Ainda, sem registro na Clas-</p><p>sificação Internacional das Doenças, a gerontofobia, medo</p><p>da velhice e de envelhecer, não é considerada diagnóstico.</p><p>“Chamamos de fobia porque é um medo excessivo e des-</p><p>proporcional ao risco oferecido pelo envelhecimento. Pes-</p><p>soas que discriminam idosos, que estão preocupadas em</p><p>excesso com cirurgias plásticas e exercícios físicos, adultos</p><p>que se comportam como jovens são exemplos, mas é claro</p><p>que não podemos generalizar”, explica Dinah Akerman, psi-</p><p>quiatra pela Universidade de São Paulo.</p><p>DINIZ, Thais Carvalho. Medo de envelhecer pode ser um problema; entenda a gerontofobia. Dispo-</p><p>nível em: <https://estilo.uol.com.br>.</p><p>O texto apresenta a gerontofobia e algumas características</p><p>desse comportamento, que levam a inferir que o objetivo do</p><p>texto é</p><p>A influenciar o leitor a se preocupar mais com a aparên-</p><p>cia.</p><p>B apresentar a gerontofobia e algumas características</p><p>desse problema.</p><p>C discutir o medo que os idosos têm de serem discrimina-</p><p>dos por outros idosos.</p><p>D esclarecer que a gerontofobia é a principal doença que</p><p>afeta a terceira idade.</p><p>E descrever a obsessão das pessoas por exercícios físi-</p><p>cos e cuidados com a aparência.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>15</p><p>QUESTÃO 40</p><p>Parintins exaltada: Cultura cabocla e indígena reveren-</p><p>ciadas pelos bois-bumbás no Festival</p><p>A força dos pajés é o ponto de partida para a apresen-</p><p>tação do Caprichoso no 49o Festival Folclórico de Parintins.</p><p>Hoje, o boi azul leva ao Bumbódromo a sua “Aldeia Xamâ-</p><p>nica”, onde serão exaltados o poder de cura e a sabedoria</p><p>ancestral dessas figuras, que têm papel de destaque na</p><p>vida social e espiritual dos povos indígenas.</p><p>“Os pajés lutam desesperadamente para suas crenças</p><p>não morrerem. É uma luta da crença contra a crendice”,</p><p>destaca Gil Gonçalves. Segundo ele, durante a segunda</p><p>noite, o Caprichoso vai homenagear alguns pajés que se</p><p>tornaram referência na Amazônia, como a pajé cabocla Ze-</p><p>neida Lima, da Ilha do Marajó (PA).</p><p>MENDONÇA, Rosiel; SEIXAS, Rafael. Parintins exaltada: cultura cabocla e indígena reverenciadas</p><p>pelos bois-bumbás no Festival. A Crítica.</p><p>Disponível em: <http://www.acritica.com>.</p><p>A presença das culturas indígenas e ribeirinhas na festa de</p><p>Parintins demonstra uma</p><p>A reprodução da cultura carioca carnavalesca na Amazô-</p><p>nia.</p><p>B adesão de uma visão mais homogênea e globalizada</p><p>de cultura.</p><p>C ratificação do mosaico cultural que compõe o espaço</p><p>amazônico.</p><p>D apropriação livre de motivações culturais de caráter eu-</p><p>rocêntrico.</p><p>E celebração derivada do imperialismo que rege a cultura</p><p>de massa.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Traduzir-se</p><p>Uma parte de mim</p><p>é todo mundo;</p><p>outra parte é ninguém:</p><p>fundo sem fundo. [...]</p><p>Uma parte de mim</p><p>é só vertigem:</p><p>outra parte,</p><p>linguagem. [...]</p><p>Traduzir-se uma parte</p><p>na outra parte</p><p>— que é uma questão</p><p>de vida ou morte —</p><p>será arte?</p><p>GULLAR, Ferreira. Traduzir-se. In: ______. Na vertigem do dia. São Paulo: Companhia das Letras.</p><p>A interpretação do poema permite inferir valores sociais e</p><p>humanos que</p><p>A comunicam a ausência de contradições na composição</p><p>da fala poética.</p><p>B apresentam o microcosmo de um eu lírico fragmentado</p><p>entre disparidades.</p><p>C revelam um eu lírico uníssono e desprovido de frag-</p><p>mentação interior.</p><p>D expõem uma visão de mundo onde os enigmas são fa-</p><p>cilmente elucidados.</p><p>E apontam a linguagem e a vertigem como partes de um</p><p>mosaico regular do mundo.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>No auge de sua loucura, o ultranacionalista persona-</p><p>gem de Triste fim de Policarpo Quaresma, livro de Lima Bar-</p><p>reto, conclamava seus contemporâneos o sonho da ficção</p><p>surge na realidade. O novo Policarpo é um respeitado pro-</p><p>fessor e pesquisador de Letras Clássicas da USP, Eduardo</p><p>Navarro. Há dois meses, ele fundou a Tupi Aqui, uma orga-</p><p>nização que tem por objetivo lutar pela inclusão do idioma</p><p>como matéria optativa no currículo das escolas paulistas.</p><p>[...] O primeiro passo já está dado: em maio, Navarro lançou</p><p>o seu Método moderno de tupi antigo e, em setembro, colo-</p><p>cou nas livrarias Poemas – Lírica portuguesa e tupi, de José</p><p>de Anchieta, edição bilíngue de obras do primeiro escritor</p><p>em língua tupi.</p><p>ANGELO, Claudio. A língua do Brasil. Superinteressante.</p><p>Disponível em: <http://super.abril.com.br>.</p><p>O texto traça uma comparação entre um fato atual e uma</p><p>obra literária, evidenciando</p><p>A ausência do tupi na composição da literatura nacional.</p><p>B importância do tupi na constituição da cultura nacional.</p><p>C homogeneidade linguística existente no território nacio-</p><p>nal.</p><p>D interesse dos falantes pela língua portuguesa falada no</p><p>Brasil.</p><p>E falta de civilidade do brasileiro diante da proposta de uti-</p><p>lização do tupi.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>TEXTO I</p><p>adolescência</p><p>Aquele amor</p><p>Nem me fale</p><p>ANDRADE, Oswald de. Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade. São Paulo:</p><p>Globo.</p><p>TEXTO II</p><p>Happy end</p><p>o meu amor e eu</p><p>nascemos um para o outro</p><p>agora só falta quem nos apresente</p><p>CACASO. Lero-lero. São Paulo: Cosac Naify.</p><p>Oswald de Andrade e Cacaso produziram suas obras em</p><p>momentos distintos da literatura – primeira geração do Mo-</p><p>dernismo e poesia marginal. As similaridades entre os tex-</p><p>tos assinalam um(a)</p><p>A aproximação com o trabalho dos realistas, ao mostrar</p><p>um retrato da época em que escrevem.</p><p>B ligação com o Ultrarromantismo, porque compartilham</p><p>visão do amor puro e impossível de ser concretizado.</p><p>C desvinculação do processo tradicional</p><p>de publicação</p><p>das obras, pressuposto dos dois movimentos.</p><p>D maior liberdade formal e participação em momentos li-</p><p>terários que valorizam também a oralidade.</p><p>E influência dos movimentos portugueses equivalentes a</p><p>cada uma das escolas literárias.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>16</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Regras gerais de segurança no trânsito para motoci-</p><p>clistas</p><p>• Evite o uso dos freios nas curvas, reduza a velocidade an-</p><p>tes, ou utilize o freio motor.</p><p>• Ligue a seta bem antes de fazer uma conversão.</p><p>• Evite encher demais os pneus, pois quando muito cheios</p><p>podem diminuir a aderência. Mantenha-os calibrados con-</p><p>forme o manual do veículo e de acordo com o peso da</p><p>carga e dos passageiros.</p><p>REGRAS gerais de segurança no trânsito para motociclistas. Portal Educação. Disponível em:</p><p><https://www.portaleducacao.com.br>.</p><p>No texto instrutivo, é comum a utilização de verbos no modo</p><p>imperativo a fim de provocar no leitor algum comporta-</p><p>mento. No caso do texto anterior, depreende-se que o intuito</p><p>é</p><p>A transmitir informações que podem diminuir o problema</p><p>dos acidentes de trânsito e trazer mais segurança.</p><p>B coagir os motociclistas a respeitarem as regras com a</p><p>finalidade de favorecer o condutor dos carros.</p><p>C passar a ideia de sugestão a fim de que o leitor sinta-se</p><p>à vontade para seguir as regras ou não.</p><p>D inibir ações imprudentes dos motociclistas, porque o va-</p><p>lor cobrado nas multas é muito elevado.</p><p>E ensinar aos futuros motociclistas a forma correta de</p><p>conduzir as motocicletas.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Curioso. A delicadeza tem a ver com a lentidão. A vio-</p><p>lência tem a ver com a velocidade. E outro dia topei com um</p><p>livro, A descoberta da lentidão, em que Sten Nadolny faz a</p><p>biografia do navegador John Franklin, que vivia pesqui-</p><p>sando o Polo Norte. Era lento em aprender as coisas na es-</p><p>cola, mas quando aprendia algo o fazia com mais profundi-</p><p>dade que os demais.</p><p>Sei que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários,</p><p>a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos dei-</p><p>xam ser delicados.</p><p>— E eu não sei?</p><p>Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se neces-</p><p>sário for, cruelmente delicados.</p><p>SANT'ANNA, Affonso Romano de. Tempo de delicadeza. Porto Alegre: L&PM.</p><p>O texto apresenta um paradoxo em sua frase final, “cruel-</p><p>mente delicados”, como estratégia argumentativa para que</p><p>o leitor reconheça que é necessário</p><p>A acelerar o ritmo das ações cotidianas das pessoas.</p><p>B despender uma grande energia para ser delicado.</p><p>C ser mau ao mesmo tempo em que se é delicado.</p><p>D ler bastante para compreender as contradições.</p><p>E enfrentar a vida de modo surreal e inexequível.</p><p>LC - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação</p><p>17</p><p>INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO</p><p>1. A redação pode ser feita de duas formas: por meio da digitação do texto no espaço apropriado ou do envio da</p><p>imagem da redação manuscrita. A folha apropriada para a redação manuscrita pode ser baixada nesta página.</p><p>2. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número</p><p>de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.</p><p>3. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:</p><p>3.1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;</p><p>3.2. fugir do tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;</p><p>3.3. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.</p><p>TEXTOS MOTIVADORES</p><p>TEXTO I</p><p>O paywall já tem sua definição de forma bastante</p><p>clara: Pay significa pagamento e Wall significa muro. Um</p><p>muro pago. O modelo consiste em diferentes tipos de blo-</p><p>queio de conteúdo. O modelo paywall se divide em duas</p><p>principais categorias. O modelo poroso permite a disponi-</p><p>bilização de um número limitado de notícias gratuitas.</p><p>Após, o site trará uma mensagem informativa sobre o blo-</p><p>queio, impedindo o usuário de avançar. O modelo fe-</p><p>chado não permite nenhum tipo de acesso grátis. So-</p><p>mente ao adquirir um plano de assinatura é que o leitor</p><p>poderá ter acesso ao conteúdo do jornal.</p><p>SILVA, M. F.; VIEIRA, L. S. Novos modelos de negócio para o jornalismo online: reflexões so-</p><p>bre a implantação do paywall no jornal A Notícia. Disponível em: https://www.portalinter-</p><p>com.org.br.</p><p>TEXTO II</p><p>“Nas redes sociais, muitas vezes as pessoas leem</p><p>apenas os títulos”, observa a jornalista Raquel Recuero,</p><p>coordenadora do Laboratório de Mídia, Discurso e Análise</p><p>de Redes Sociais (Midiars) da Universidade Federal de</p><p>Pelotas (UFPel). “Mesmo que as matérias tragam infor-</p><p>mação correta, se a manchete dá margem para uma in-</p><p>terpretação controversa, ela pode ser usada para reforçar</p><p>narrativas de desinformação”, alerta ela.</p><p>Segundo Recuero, há duas hipóteses para a apa-</p><p>rente falta de leitura dos textos completos. Em pacotes de</p><p>internet móvel, é comum o usuário ter acesso gratuito a</p><p>plataformas de redes sociais, mas, ao clicar na notícia e</p><p>ser levado para um site, ele precisa pagar por esse uso –</p><p>prática conhecida como Zero-rating. Há também o</p><p>paywall, uma barreira imposta pelos veículos jornalísticos</p><p>que cobram pelo acesso às notícias, o que impede não</p><p>assinantes de lerem o texto todo.</p><p>SCHMIDT, S. Os caminhos da desinformação nas redes sociais na pandemia. Disponível em:</p><p>https://www.revistapesquisa.fapesp.br.</p><p>TEXTO III</p><p>Em uma tentativa de reduzir os custos operacionais, as</p><p>empresas de comunicação começam a cobrar pelo conte-</p><p>údo. O jornal, assumindo as características de uma em-</p><p>presa, passa a se preocupar com as necessidades da em-</p><p>presa, insere-se no jogo do mercado e, portanto, neces-</p><p>sita gerar lucro. O paywall não é a única forma de paga-</p><p>mento por notícias na internet. Porém, até o momento, pa-</p><p>rece ser a que oferece os melhores resultados. Esta fer-</p><p>ramenta é vista como uma solução para a crise dos jornais</p><p>impressos.</p><p>JÚNIOR, P. P. G. Paywall: a notícia de cara contra o muro. Disponível em: https:// www.portalin-</p><p>ter.com.org.</p><p>TEXTO IV</p><p>Grandes jornais registram queda de 12,2% na circulação im-</p><p>pressa no 1º semestre.</p><p>Disponível em: http://www.poder360.com.br.</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija</p><p>um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O consumo de</p><p>notícias na era do paywall”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize</p><p>e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 18</p><p>HUMANAS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 46 a 90</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Para o filósofo inglês John Locke, todo conhecimento</p><p>humano pode ser obtido por meio da percepção sensorial</p><p>ao longo da vida. A mente do ser humano ao nascer seria</p><p>como uma folha em branco, e tudo que se sabe é</p><p>aprendido depois. Baseava sua crença no poder da</p><p>educação como transformadora do mundo. Afirmava que</p><p>o mal não era parte de um plano de Deus, e sim produzido</p><p>por um sistema social criado pelos indivíduos.</p><p>JOHN Locke. UOL Educação. Seção Biografias. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br>.</p><p>John Locke foi um filósofo do século XVII com importante</p><p>contribuição no campo do saber. Com base no texto</p><p>anterior, é possível notar que Locke se destacou como um</p><p>representante do</p><p>A empirismo, pois afirmava que os sentidos são a fonte</p><p>do conhecimento.</p><p>B marxismo, pois defendia que o conhecimento era</p><p>fruto de uma luta de classes.</p><p>C racionalismo, pois negava que o conhecimento fosse</p><p>construído fora da razão.</p><p>D criticismo, pois criticava a primazia dos sentidos em</p><p>detrimento das leis universais.</p><p>E utilitarismo, pois baseava a construção do</p><p>conhecimento na moralidade social.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>ATLAS geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE.</p><p>Com base na análise do mapa, é possível verificar que as</p><p>cidades consideradas metrópoles</p><p>A restringem-se às relações nacionais e regionais de</p><p>comércio e cultura.</p><p>B ampliam-se de acordo com a distribuição urbana</p><p>equilibrada nas regiões.</p><p>C articulam-se independentemente de dados históricos</p><p>de ocupação territorial.</p><p>D incumbem-se de intervir nas decisões econômicas</p><p>de outras cidades e estados.</p><p>E mostram-se em maior número em regiões</p><p>historicamente mais desenvolvidas.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>Em seu histórico discurso no Congresso, em 27 de</p><p>março de 1983, Ronald Reagan, o líder da superpotência</p><p>americana, lançou o programa de defesa estratégica, com</p><p>a sigla SDI (Strategic Defense Initiative, em inglês) e</p><p>conhecido como Guerra nas Estrelas. Sua intenção</p><p>anunciada era assegurar a sobrevivência da humanidade,</p><p>com liberdade e segurança. O plano do presidente</p><p>republicano era instalar no espaço um cinturão de armas</p><p>em volta do globo terrestre que, de forma ideal,</p><p>interceptaria e destruiria longe de seu alvo todas as armas</p><p>inimigas, especialmente as da superpotência rival</p><p>soviética.</p><p>PHILIPP, Barbara. 1983: Reagan anuncia o programa de defesa Guerra nas Estrelas. DW.</p><p>Disponível em: <http://www.dw.com>.</p><p>O programa Guerra nas Estrelas tinha como principal</p><p>objetivo o(a)</p><p>A conquista, pelos norte-americanos, de territórios</p><p>soviéticos.</p><p>B avanço tecnológico norte-americano na corrida</p><p>espacial.</p><p>C proteção do globo terrestre contra ataques espaciais.</p><p>D combate estratégico ao poderio bélico soviético.</p><p>E garantia de manutenção da paz mundial.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>O ponto de vista objetivo ou subjetivo, a abordagem</p><p>“neutra” ou o posicionamento político. Esses universos</p><p>dialogam e se enfrentam quando consideramos o filme</p><p>como um “objeto de cultura”, que desenvolve uma</p><p>interpretação sobre o mundo histórico. Essa</p><p>característica, presente também na ficção audiovisual, é</p><p>ainda mais acentuada nas produções documentais</p><p>históricas baseadas em arquivos. Dessa maneira, alguns</p><p>estudos que se dedicam à relação entre cinema e história</p><p>aproximam cada vez mais o ofício do cineasta ao do</p><p>historiador, na medida em que ambos se dedicam a uma</p><p>interpretação das sociedades em determinados períodos.</p><p>AGUIAR, Carolina Amaral de. Cinema e História: documentário de arquivo como lugar de</p><p>memória. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n.</p><p>Segundo o ponto de vista apresentado no texto, o cineasta</p><p>e o historiador têm funções aproximadas, pois seus</p><p>trabalhos apresentam como ponto em comum a</p><p>A transposição da verdade dos fatos em objeto de</p><p>apreciação artística.</p><p>B produção historiográfica e fictícia baseada nos</p><p>mesmos princípios estéticos.</p><p>C apropriação de temas populares para a constituição</p><p>de pesquisas antropológicas.</p><p>D ampliação do público consumidor em função de temas</p><p>relativos ao passado social.</p><p>E interpretação da memória social a partir de questões</p><p>éticas, políticas e metodológicas.</p><p>http://educacao.uol.com.br/</p><p>http://www.dw.com/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 19</p><p>QUESTÃO 50</p><p>STF considera lei cearense inconstitucional e declara</p><p>vaquejada ilegal</p><p>“A atividade de perseguir animal que está em</p><p>movimento, em alta velocidade, puxá-lo pelo rabo e</p><p>derrubá-lo, sem os quais não mereceria o rótulo de</p><p>vaquejada, configura maus-tratos. Inexiste a mínima</p><p>possibilidade de o boi não sofrer violência física e mental</p><p>quando submetido a esse tratamento. A par de questões</p><p>morais relacionadas ao entretenimento às custas do</p><p>sofrimento dos animais, bem mais sérias se comparadas</p><p>às que envolvem experiências científicas e médicas, a</p><p>crueldade intrínseca à vaquejada não permite a</p><p>prevalência do valor cultural como resultado desejado</p><p>pelo sistema de direitos fundamentais da Carta de 1988”,</p><p>ressaltou Marco Aurélio em seu voto.</p><p>GAGNI, Patrícia. STF considera lei cearense inconstitucional e declara vaquejada ilegal.</p><p>Congresso em foco. Brasília.</p><p>Disponível em: <http://congressoemfoco.uol.com.br>.</p><p>Ao votar pela ilegalidade da vaquejada, o ministro</p><p>do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello,</p><p>argumentou que o reconhecimento de um bem cultural</p><p>deve</p><p>A submeter-se a critérios médicos e científicos de</p><p>avaliação.</p><p>B passar por uma avaliação das instâncias jurídicas</p><p>brasileiras.</p><p>C levar em consideração preferencialmente aspectos</p><p>simbólicos.</p><p>D obedecer aos princípios constitucionais que protegem</p><p>a vida.</p><p>E orientar-se pelo contexto socioeconômico no qual se</p><p>insere.</p><p>QUESTÃO 51</p><p>Em uma sociedade fragmentada, a Igreja Católica</p><p>garantia não só a unidade religiosa, mas também a</p><p>política e a cultural. Com o controle da fé, ela ditava a</p><p>forma de nascer, morrer, festejar, pensar, enfim, de todos</p><p>os aspectos da vida dos seres humanos no mundo</p><p>medieval.</p><p>O PODER da Igreja no mundo medieval. Só História. Disponível em:</p><p><http:/www.sohistoria.com.br>.</p><p>Com base no texto, a autoridade da Igreja Católica</p><p>medieval</p><p>A justificava as relações de poder.</p><p>B determinava a igualdade social.</p><p>C organizava a divisão dos feudos.</p><p>D determinava as leis do comércio.</p><p>E propiciava a partilha da produção.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>NOVAES, Carlos Eduardo; LOBO, César. História do Brasil para principiantes. De Cabral a</p><p>Cardoso, 500 anos de Novela. São Paulo: Ática.</p><p>A charge anterior mostra que o processo de independência</p><p>do Brasil</p><p>A alterou as relações de produção.</p><p>B combateu o latifúndio e a monocultura.</p><p>C promoveu a inclusão social dos negros.</p><p>D estabeleceu um sistema industrializador.</p><p>E conservou o caráter escravista da economia.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>Há cinquenta anos, conversar com uma máquina</p><p>sobre nossa conta bancária parecia coisa de ficção</p><p>científica; hoje, é algo perfeitamente natural. Também</p><p>aqui temos a nova individualidade idealizada: um</p><p>indivíduo constantemente adquirindo novas capacitações,</p><p>alterando sua “base de conhecimento”. Na realidade,</p><p>esse ideal é impulsionado pela necessidade de manter-</p><p>se à frente da máquina.</p><p>SENNETT, Richard. A cultura do novo capitalismo. 3. ed. São Paulo: Record.</p><p>A necessidade de qualificação humana descrita no texto,</p><p>aplicada ao contexto das relações de trabalho, reflete uma</p><p>situação social marcada pela</p><p>A concorrência profissional em face da reestruturação</p><p>produtiva.</p><p>B inversão da tendência de substituição do homem pela</p><p>máquina.</p><p>C valorização do trabalho pouco qualificado nas ativi-</p><p>dades industriais.</p><p>D força política das categorias laborais organizadas em</p><p>sindicatos.</p><p>E barreira tecnológica que impede a livre sociabilidade</p><p>humana.</p><p>http://congressoemfoco.uol.com.br/</p><p>http://www.sohistoria.com.br/</p><p>CH - 1º dia | Caderno 1 – AZUL – 1ª Aplicação 20</p><p>QUESTÃO 54</p><p>É evidente que o conhecimento científico determinou</p><p>progressos técnicos inéditos, tais como a domesticação</p><p>da energia nuclear e os princípios da engenharia genética.</p><p>A ciência é, portanto, elucidativa (resolve enigmas,</p><p>dissipa mistérios), enriquecedora (permite satisfazer</p><p>necessidades sociais e, assim, desabrochar a civilização);</p><p>é, de fato, e justamente, conquistadora, triunfante.</p><p>MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 5. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.</p><p>As características do conhecimento científico elencadas</p><p>por Morin ressaltam o aspecto que os pensadores</p><p>frankfurtianos denominavam de</p><p>A física social.</p><p>B razão instrumental.</p><p>C razão comunicativa.</p><p>D pessimismo existencial.</p><p>E sustentabilidade ambiental.</p><p>QUESTÃO 55</p><p>Com base no contexto histórico ao qual a charge faz</p><p>referência, percebe-se que o rádio foi utilizado pelo DIP</p><p>(Departamento de Imprensa e Propaganda) como</p><p>estratégia de incentivo à</p><p>A instalação das primeiras emissoras de televisão.</p><p>B produção de programas pelas camadas populares.</p><p>C adesão das massas populares aos ideais governistas.</p><p>D concessão da liberdade de expressão por parte do</p><p>governo.</p><p>E difusão de uma cultura de apreciação</p>