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Aula 11 Noções de Direito Administrativo p/ INSS - Técnico do Seguro Social - Com videoaulas - 2016 Professor: Daniel Mesquita 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita AULA 11: Responsabilidade Civil do Estado SUMÁRIO 1) INTRODUÇÃO À AULA 11 2 2) DISCIPLINA CONSTITUCIONAL E OS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NO BRASIL 2 2.1. DANO 9 2.2. ALTERIDADE DO DANO 9 2.3. NEXO CAUSAL 12 2.4. ATO ESTATAL 14 2.5. EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE 18 2.6. ELEMENTO SUBJETIVO 23 3) APLICAÇÃO DA TEORIA DA CULPA DO SERVIÇO NO BRASIL 27 4) O RISCO INTEGRAL NO BRASIL 37 5) REPARAÇÃO DO DANO 38 5.1. SUJEITO PASSIVO 38 5.2. FORMA DE REPARAÇÃO DO DANO 45 6) RESPONSABILIDADE EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS 47 A. RESPONSABILIDADE POR ATOS LEGISLATIVOS E JURISDICIONAIS 47 B. DANOS DECORRENTES DE OBRA PÚBLICA 51 C. RESPONSABILIDADE POR ATOS DE MULTIDÃO 51 D. POLICIAL DE FATO MORTO EM HORÁRIO QUE PRESTAVA SERVIÇO 51 E. ATO DELITUOSO PRATICADO POR FORAGIDO DA PRISÃO 52 F. ATO PRATICADO DENTRO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL OU ESCOLAS E HOSPITAIS PÚBLICOS 52 G. POLICIAL COMETE CRIME COM ARMA DE FOGO DA CORPORAÇÃO EM DIA DE FOLGA 58 H. RESPONSABILIDADE DO ESTADO POR INTERVENÇÃO INDEVIDA NO DOMÍNIO ECONÔMICO 59 I. ATO DO ESTADO CONTRA O SERVIDOR PÚBLICO 59 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 7) RESUMO 60 8) QUESTÕES 63 9) REFERÊNCIAS 85 1) Introdução à aula 11 Bem vindos à nossa aula 11 de Direito Administrativo para INSS. Nesta aula, abordaremos a matéria “8 responsabilização da administração: responsabilidade civil do Estado. Hoje, abordaremos os principais entendimentos jurisprudenciais do STJ e do STF sobre responsabilidade civil do Estado, uma vez que não há uma lei que discipline expressamente esse tema do direito administrativo. Não se esqueça que, ao final, você terá um resumo da aula e as questões tratadas ao longo dela. Use esses dois pontos da aula na véspera da prova! Chega de papo, vamos à luta! 2) Disciplina constitucional e os elementos que compõem a responsabilidade civil do Estado no Brasil Você já ouviu falar em responsabilidade civil. Se você está dirigindo falando ao celular, sem prestar a devida atenção no trânsito, e bate o 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita seu carro no carro de outra pessoa, você deve reparar o dano causado no outro veículo, pois a culpa pelo acidente foi sua. No caso, aplica-se o instituto da responsabilidade civil. Esse instituto impõe que aquele que, por ação ou omissão, causar dano a outrem é obrigado a repará-lo. No caso do acidente de trânsito entre particulares, deve-se verificar se essa ação ou omissão foi praticada com culpa, ou seja, com imprudência, imperícia ou negligência. No exemplo, você foi imprudente ao dirigir falando ao celular. Nesse caso, entre particulares, como a análise da culpa é relevante, diz-se que a responsabilidade é subjetiva (deve ser analisado o aspecto subjetivo, ou o ânimo da conduta, daquele que praticou o ato danoso). Quando é o Estado quem causa o dano, não se investiga se ele agiu com culpa (imprudência, imperícia ou negligência). Há o consenso de que, nesse caso, a responsabilidade é objetiva, ou seja, se existir o ato do Estado, seja ele lícito ou ilícito, se houver o dano e se foi esse ato que praticou o dano, há o dever do Estado de repará-lo. Responsabilidade civil entre particulares (regra) Subjetiva Responsabilidade civil do Estado (regra) Objetiva Detalharemos todos esses elementos da responsabilidade civil objetiva ao longo desta aula. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Mas, por enquanto, você deve se atentar para a seguinte pergunta: Por que há consenso acerca da aplicação da teoria da responsabilidade objetiva do Estado como regra geral no Brasil? Esse entendimento decorre do art. 37, § 6º, da Constituição. DECORE ESSE DISPOSITIVO: Aprofundaremos nesse tema mais abaixo, mas, desde já, você deve saber que o Brasil adota a teoria do risco administrativo quando o assunto é responsabilidade civil. Houve um período em que os Estados se constituíram segundo o modelo absolutista. O Estado, como ente soberano, era imposto aos indivíduos e sua autoridade não podia ser contestada, pois o seu poder era divino. Nesse período, a ideia era a da irresponsabilidade estatal, uma vez que o rei não errava (“the king can do no wrong”). Isso, contudo, já foi superado, hoje adotamos a teoria do risco administrativo. Por essa teoria, o Estado assume o risco pelas atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se busca verificar se o Estado agiu com dolo ou com culpa. IMPORTANTE: como veremos abaixo, por essa teoria poderá haver excludentes da responsabilidade quando, por exemplo, a culpa for exclusiva da vítima (Ex: a vítima se joga na frente de um caminhão de lixo da prefeitura) ou quando houver caso fortuito ou força maior (Ex: um furacão joga um carro da prefeitura em cima de uma casa). Essa teoria se diferencia da teoria do risco integral, pois nesta última não há qualquer excludente de responsabilidade do Estado. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Também se diferencia da teoria da culpa, pois nesta o Estado só vai indenizar se comprovado que o ato que gerou o dano foi praticado com dolo ou culpa (se comprovado, por exemplo, que o Estado foi negligente). Assim, sabendo que o Brasil, em regra, adota a teoria do risco administrativo e partindo da interpretação do art. 37, § 6º, da CF, o STF consagrou o entendimento de que são os seguintes requisitos que compõem a responsabilidade civil no Brasil: (a) dano; (b) alteridade do dano; (c) nexo causal; (d) ato estatal; (e) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Veja que a culpa ou o dolo não está entre os requisitos, pois o Brasil não adota a teoria da culpa. Observe, também, que a letra (e) indica que o Brasil não adota a teoria do risco integral. Se você acha que ainda estamos na introdução do assunto e que nada do que dissemos até aqui é cobrado, não se engane! A sua banca adora tirar questões desse trecho inicial da aula. Confira: 1. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental)Julgue o item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade civil do Estado. De acordo com a teoria do risco integral, é suficiente a existência de um evento danoso e do nexo de causalidade entre a conduta administrativa e o dano para que seja obrigatória a indenização por parte do Estado, Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita afastada a possibilidade de ser invocada alguma excludente da responsabilidade. A questão está correta. Conforme ensina o doutrinador José dos Santos Carvalho Filho, “Já no risco integral a responsabilidade sequer depende do nexo causal e ocorre até mesmo quando a culpa é da própria vítima. Assim, por exemplo, o Estado teria que indenizar o indivíduo que se atirou deliberadamente à frente de uma viatura pública”. Gabarito – Certo. 2. (CESPE - 2013 - MJ - Técnico - Administrativo) Por ostentarem natureza pública, apenas as pessoas jurídicas de direito público responderão objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a terceiros. Responsabilidade civil entre particulares (regra) Subjetiva Responsabilidade civil do Estado (regra) Objetiva Gabarito: errado 3. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) A teoria do risco integral obriga o Estado a reparar todo e qualquer dano, independentemente de a vítima ter concorrido para o seu aperfeiçoamento. Isso mesmo! Acabamos de estudar que na teoria do risco integral não há qualquer excludente de responsabilidade do Estado. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Gabarito: correto 4. (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente penitenciário) Para que fique configurada a responsabilidade civil objetiva do Estado, é necessário que o ato praticado pelo agente público seja ilícito. Pessoal, não se esqueçam que na responsabilidade objetiva não importa se o ato praticado foi lícito ou ilícito. Há o dever de indenizar! Gabarito: Errado. 5. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente pelos eventuais danos que seus agentes causarem a terceiros ao prestarem tais serviços. Se você leu com atenção não tem como errar! Veja novamente a dica: Responsabilidade civil entre particulares (regra) Subjetiva Responsabilidade civil do Estado (regra) Objetiva Gabarito: Certo 6. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) As entidades de direito privado prestadoras de serviço público respondem objetivamente pelos prejuízos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Quem avisa amigo é! . DECORE ESSE DISPOSITIVO:art. 37, § 6º, da Constituição. Gabarito: Certo Algumas considerações importantes devem ser feitas quanto a cada um dos elementos da responsabilidade civil. Vamos tratar resumidamente de cada um deles? Avante! 7. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Consoante a teoria do risco administrativo, consagrada no ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados aos administrados baseia-se na equânime repartição dos prejuízos que o desempenho do serviço público impõe a certos indivíduos, não suportados pelos demais. De acordo com essa teoria o Estado assume o risco pelas atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se busca verificar se o Estado agiu com dolo ou com culpa. A questão está correta, pois o fundamento da responsabilidade civil do Estado é justamente a repartição do custo social. Aquele que sofre o dano por ato do Estado não pode suportar sozinho uma atuação equivocada ou ineficiente do Estado, esse custo tem que ser repartido entre todos. Por isso é que o Estado indeniza. Gabarito: correto As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 8. (CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário) O agente público que vier a causar dano à terceiro somente trará para o Estado o dever jurídico de ressarcir esse dano caso tenha agido com culpa ou dolo. Você tem que saber de “cor e salteado”, que são os seguintes requisitos que compõem a responsabilidade civil no Brasil: (a) dano; (b) alteridade do dano; (c) nexo causal; (d) ato estatal; (e) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Culpa e dolo não são requisitos, afinal a teoria da culpa não é adotada no Brasil. Item errado. 2.1. Dano Para que se caracterize o dano, conforme lição de Bandeira de Mello (2010, p. 1010-1012), deve o ato estatal atingir um direito da vítima, seja ele material ou imaterial (inclusive moral!), deve o bem jurídico lesado ser certo e provocar um transtorno anormal. 2.2. Alteridade do dano O ato estatal deve causar danos a terceiros para que a responsabilidade extracontratual se caracterize. Nesse ponto, apresentamos a nossa primeira questão jurisprudencial que tem GRANDES CHANCES DE CAIR NA SUA PROVA: O STF, no julgamento do RE 591.874, que teve sua repercussão geral reconhecida, concluiu que “a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal”. Para o STF, a responsabilidade objetiva decorre da natureza da atividade administrativa, a qual não é modificada pela mera transferência da prestação dos serviços públicos a empresas particulares concessionárias do serviço. Assim, a existência do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não usuário do serviço público é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. Isso também cai em concurso, meus amigos – OLHO ABERTO! 9. (2014/CESPE/TC-DF/Analista Administrativo - Tecnologia da Informação) Tanto o dano moral quanto o dano material são passíveis de gerar a responsabilidade civil do Estado Pela teoria do risco administrativo, o Estado assume o risco pelas atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se busca verificarse o Estado agiu com dolo ou com culpa, podendo o dano ser material ou moral. Gabarito: Certo. 10. (CESPE - 2013 - CNJ - Analista Judiciário) Se do atributo da executoriedade do ato administrativo resultar dano ao particular em razão de ilegitimidade ou abuso, o Estado estará obrigado a indenizar o lesado, uma vez configurados a conduta danosa, o dano e o nexo causal. Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita A questão afirma que se um ato administrativo produz efeitos concretos, alterando a realidade fática, e esse ato causa dano ao particular, o Estado estará obrigado a indenizar. Como vimos acima, a existência do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao particular é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva do Estado. Gabarito: Certo. 11. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) O pressuposto da responsabilidade civil é a existência de dano, ou seja, sem que ele ocorra, inexiste essa responsabilidade. Caso não haja o dano, não há que se falar em indenização e ressarcimento. A existência de dano é requisito essencial para a responsabilidade civil do Estado. Gabarito: Correto. 12. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço prestado. Isso mesmo pessoal! Foi o que decidiu o STF, no julgamento do RE 591.874! Gabarito: certo 13. (CESPE – 2013 – DPE-DF – Defensor Público) Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado que integrem a administração pública responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Perceberam a pegadinha na questão? Não são todas as pessoas jurídicas de direito privado que responderão objetivamente. São apenas as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público! Gabarito: Errado. 14. (CESPE – 2013 – MPU – Analista Direito) A responsabilidade civil do Estado incide apenas se os danos causados forem de caráter patrimonial. A responsabilidade civil do Estado incide sobre os danos materiais ou morais! Gabarito: errado. 15. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário) Suponha-se que Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público municipal de transporte público, o qual lhe causou danos materiais. Nessa situação hipotética, eventual direito à indenização pelos danos suportados por Maria somente ocorrerá se ficar provado que o condutor do referido coletivo atuou com culpa ou dolo, já que não haverá responsabilidade objetiva na espécie, pois, na oportunidade, Maria não era usuária do serviço público de transporte público coletivo. Vimos que, de acordo com o entendimento atual do STF, as empresas privadas concessionárias de serviço são objetivamente responsáveis pelos danos que causam a terceiros usuários e não usuários do serviço. Assim sendo, Maria terá sim o direito de ser indenizada, item errado. 2.3. Nexo causal Nexo causal ou causalidade material é o elo que existe entre o dano e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita agente público ou da entidade de direito privado prestadora de serviços públicos. Ele responde à seguinte pergunta: O ato praticado pelo Estado gerou o dano? Novamente, trazemos outra questão jurisprudencial relevante! O STJ (Resp 858.511) e o STF (AI 239.107) já sedimentaram o entendimento no sentido de que o dever do Estado de assegurar a segurança pública não significa que ele seja responsável por reparar todos aqueles que foram vítimas de crimes ocorridos em locais públicos. O Estado não é um segurador universal. Em interessante caso, o STJ consignou que “não há como afirmar que a deficiência do serviço do Estado (que propiciou a evasão de menor submetido a regime de semi-liberdade) tenha sido a causa direta e imediata do tiroteio entre o foragido e um seu desafeto, ocorrido oito dias depois, durante o qual foi disparada a ‘bala perdida’ que atingiu a vítima, nem que esse tiroteio tenha sido efeito necessário da referida deficiência“ (REsp 980.844). Afastou-se, nesse caso, o nexo causal entre o evento danoso e a ação ou omissão do Estado. A partir desses julgados, pode-se dizer que, para a configuração do nexo de causalidade, o ato estatal deve ser o responsável direto e imediato para a ocorrência do dano. 16. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A respeito da responsabilidade civil e da responsabilização da administração, julgue os itens subsequentes. O fato que gera a responsabilidade tem de estar diretamente atrelado ao aspecto da licitude e ilicitude do fato. Questão de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Para gerar responsabilidade são necessários apenas dano e nexo de causalidade, pois, mesmo sendo fato lícito, o administrado pode pleitear a reparação com base na responsabilidade objetiva. Gabarito: Errado. 2.4. Ato estatal Quanto ao ato estatal, não se pode perder de vista que a responsabilidade objetiva alcança “as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos”. Desse modo, as entidades do terceiro setor (sistema “S”), os cartórios extrajudiciais e as empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público estão sujeitas à responsabilidade objetiva. Não se sujeitam à responsabilidade objetiva, por outro lado, as empresas estatais que executam atividade econômica. Além disso, não é demais lembrar, conforme lição de Gasparini (2008, p. 1044), que o agente público causador do dano deve estar no exercício de seu cargo, emprego ou função pública da mesma forma que o empregado da empresa prestadora de serviço público deve estar no desempenho de suas atribuições. 17. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. Caso Rafael seja empregado de Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook:Daniel Mesquita empresa terceirizada, contratada pela administração para a prestação de serviços de transporte de materiais, a responsabilidade do ente público será objetiva, porém subsidiária. Não é responsabilidade subsidiária e sim responsabilidade DIRETA OBJETIVA. Gabarito – Errada. 18. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Para garantir o seu direito de regresso, o poder público, ao responder à ação de indenização, deverá promover a denunciação da lide ao servidor causador ao suposto dano. Errado. Neste caso a ação de regresso será em ação distinta que independe desta. Gabarito – Errada. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 19. (CESPE – 2013 – TCE-ES – Analista Administrativo-Direito) Determinado agente, vinculado a uma sociedade de economia mista prestadora de serviço público, no exercício de sua atividade, causou prejuízo a terceiro. A ação de indenização ajuizada pelo lesado contra a entidade foi julgada procedente com fundamento na responsabilidade objetiva do Estado, e a entidade foi condenada ao pagamento dos danos materiais e morais postulados, acrescidos dos juros moratórios. Cinco anos após o trânsito em julgado da decisão condenatória, a sociedade de economia mista ajuizou ação regressiva contra o agente. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta. a) Diante da existência de decisão condenatória da sociedade de economia mista, o agente responderá objetivamente, na ação regressiva, pelo prejuízo que tenha causado à entidade. b) A ação não poderia ter sido julgada procedente com fundamento na responsabilidade objetiva do Estado, já que o agente causador do dano é vinculado a sociedade de economia mista, que se submete exclusivamente à responsabilidade subjetiva. c) Independentemente da natureza da atividade desenvolvida pela sociedade de economia mista, a responsabilidade pelo prejuízo que seus agentes causarem a terceiros será objetiva. d) A ação de regresso proposta contra o agente deve ser ajuizada no prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado da decisão condenatória, sob pena de prescrição. e) É possível a condenação da entidade ao pagamento de danos de natureza material e moral, bem como dos juros moratórios, os quais devem incidir a partir da data do evento danoso, e não a partir da citação. Bom galera, a questão deixa claro que a sociedade de economia mista é prestadora de serviço público. Assim, ela se sujeitará à responsabilidade objetiva do Estado. Poderá, ainda, ajuizar ação de 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita regresso em desfavor do agente, em caso de culpa. Lembramos, ainda, que a ação de regresso é imprescritível! Portanto, nos resta a letra “e” como a correta. Gabarito: letra “e” 20. (CESPE - 2010 - AGU - Contador) A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. Lembre-se de que não se sujeitam à responsabilidade objetiva as empresas estatais que executam atividade econômica. Alternativa correta! Gabarito: certo. 21. (CESPE - 2009 - DPE-AL - Defensor Público)Com relação à regra da responsabilidade objetiva do Estado, julgue o próximo item. Essa regra não se aplica às entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada. Pelo mesmo motivo exposto na questão anterior, o item está correto. Gabarito: certo. E mais uma vez essa questão caiu em 2012: 22. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial) A regra da responsabilidade civil objetiva do Estado se aplica tanto às entidades de direito privado que prestam serviço público como às entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Ficou claro que o item está errado, afinal não se sujeitam à responsabilidade objetiva, por outro lado, as empresas estatais que executam atividade econômica. 2.5. Excludentes de responsabilidade A excludente de responsabilidade não é elemento da responsabilidade civil, pelo contrário, é elemento que retira do Estado a responsabilidade pelo dano. Bandeira de Mello (2010, p. 1023-1024) ensina que todas as excludentes rompem o nexo de causalidade. São elas: culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da teoria do risco administrativo); e caso fortuito e a força maior. IMPORTANTE: Se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. Assim, temos: Culpa concorrente Reduz o valor da indenização IMPORTANTE: Di Pietro (2009, p. 649) observa que a culpa de terceiro não retira a responsabilidade daquele que presta serviço público de transporte, uma vez que o art. 735 do Código Civil prevê que a responsabilidade do transportador por acidente com passageiro não é elidida por culpa de terceiro. Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 23. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. A responsabilidade da administração pode ser afastada caso fique comprovada a culpa exclusiva de Paulo e pode ser atenuada em caso de culpa concorrente. Existem três excludentes da culpabilidade. São elas: Caso fortuito ou força maior; Culpa exclusiva da vítima; e Ato exclusivo de terceiro. Sendo assim, caso a culpa for exclusiva de Paulo, a responsabilidade da administração será afastada. Caso ocorra culpa concorrente a responsabilidade será atenuada. Gabarito – Certo. 24. (CESPE – 2015 - TRE-GO - AnalistaJudiciário - Área Judiciária) Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Em sua defesa, o poder público poderá alegar culpa do cidadão na geração do erro, uma vez que ele não forneceu o número de seu CPF. Nesse caso, conforme a teoria do risco administrativo, demonstrada culpa da vítima, a indenização poderá ser atenuada ou excluída. O que exclui a responsabilidade civil do Estado é: CULPA EXLUSIVA DA VÍTIMA OU DE TERCEIRO; AUSÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE, LEGÍTIMA DEFESA, O ESTADO DE NECESSIDADE E A CLÁUSULA DE NÃO INDENIZAR; CASO FOTUITO OU FORÇA MAIOR; O FATO EXCLUSIVO DE TERCEIRO, Gabarito – Correto. 25. (2014/CESPE/SUFRAMA/Nível Superior)Julgue o item que se segue, relativos aos agentes públicos, aos poderes administrativos e à responsabilidade civil do Estado. O direito pátrio adotou a responsabilidade objetiva do Estado, sob a modalidade “risco administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a responsabilidade do Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da indenização devida. O Brasil adota a teoria do risco administrativo quando o assunto é responsabilidade civil. Por essa teoria, o Estado assume o risco pelas 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se busca verificar se o Estado agiu com dolo ou com culpa. Além disso, como vimos, todas as excludentes rompem o nexo de causalidade. São elas: culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da teoria do risco administrativo); e caso fortuito e a força maior. IMPORTANTE: Se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. Gabarito: Correto 26. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário) Se um particular sofrer dano quando da prestação de serviço público, e restar demonstrada a culpa exclusiva desse particular, ficará afastada a responsabilidade da administração. Nesse tipo de situação, o ônus da prova, contudo, caberá à administração. Como vimos, a culpa exclusiva da vítima é uma excludente de responsabilidade da Administração. Como a regra é que a Administração seja responsabilizada (Responsabilidade objetiva), caso ocorra uma excludente, o ônus da prova é da Administração. Gabarito: Correto. 27. (CESPE – 2013 – FUNASA Todos os cargos) Considere que um cidadão tenha falecido ao colidir seu veículo com uma viatura da polícia militar devidamente estacionada no posto policial, e que exame laboratorial demonstrou que o indivíduo conduzia seu veículo sob o 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita efeito de bebidas alcoólicas. Nessa situação, o poder público será isento de responsabilidade, visto que houve participação total do lesado na ocorrência do dano. Mais uma questão em que a culpa é exclusiva da vítima, sendo portanto, excludente de responsabilidade da Administração. Gabarito: certo 28. (CESPE – 2013 – MI – Analista) Considere que um particular, ao avançar o sinal vermelho do semáforo, tenha colidido seu veículo contra veículo oficial pertencente a uma autarquia que trafegava na contramão. Nessa situação, o Estado deverá ser integralmente responsabilizado pelo dano causado ao particular, dado que, no Brasil, se adota a teoria da responsabilidade objetiva e, de acordo com ela, a culpa concorrente não elide nem atenua a responsabilidade do Estado de indenizar. Já vimos que ainda que a responsabilidade seja objetiva, ela não é exclusiva! Assim, admite-se a exclusão da culpa, no todo ou em parte, o que pode atenuar a responsabilidade do Estado de indenizar. Gabarito: errado 29. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) A responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito público em face de particular que tenha sofrido algum dano pode ser reduzida, ou mesmo excluída, havendo culpa concorrente da vítima ou tendo sido ela a única culpada pelo dano. As excludentes de responsabilidade são aquelas que rompem o nexo de causalidade. A culpa exclusiva da vítima é excludente, e lembre-se de que se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. Gabarito: Certo. 2.6. Elemento subjetivo O elemento subjetivo também não é um dos elementos da responsabilidade civil do Estado, uma vez que a regra no direito brasileiro é a responsabilidade objetiva. MUITA ATENÇÃO!!!! É importante observar, contudo, que o art. 37, § 6º, da CF, menciona a culpa do agente causador do dano como elemento a ensejar a sua responsabilidade pessoal perante o Estado. CUIDADO: Essa culpa não tem qualquer relação com a vítima que sofreu o dano por ato do Estado. Essa culpa tem relevância apenas para o Estado, que vai poder ressarcir os cofres públicos, cobrando de seu servidor o valor da indenização paga à vítima, quando esse servidor praticou o dano com dolo ou culpa. Verifica-se, desse modo, se o agente estatal atuou com imprudência, imperícia e negligência. Essa comprovação deverá ocorrer em processo administrativo que assegure ao agente público a ampla defesa e o contraditório. Caso tenha havido culpa do agente, o Estado pode cobrar dele o valor ressarcido ao indivíduo que sofreu o dano. NÃO CONFUNDA: AQUI FALAMOS DE DUAS RELAÇÕES JURÍDICAS: Estado indivíduo lesado Estado agente estatal que causou o dano 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Na primeira relação, o objetivo é reparar o dano sofrido pelo indivíduo lesado. Nessa relação, não se discute culpa. Na segunda, o objetivoé do Estado de recompor os cofres públicos em razão do valor gasto por ele, Estado, para ressarcir a vítima do dano. Nesta última, o Estado só vai conseguir cobrar de seu servidor se este praticou o ato danoso com dolo ou culpa. Como o Estado vai promover essa cobrança perante o seu servidor? De duas maneiras, ou por meio de uma demanda judicial chamada “ação regressiva” ou por meio de um processo administrativo. 30. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade civil do Estado. As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável apenas nos casos de dolo. O art. 37 § 6º da Constituição Federal estabelece que: “Art. 37 § 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. Gabarito – Errado. 31. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens a seguir. Tal qual o ressarcimento pelo particular por prejuízo ao erário, é Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita imprescritível a pretensão do administrado quanto à reparação de dano perpetrado pelo Estado. É imprescritível o direito de regresso do Estado contra o agente causador do dano, nos termos do art. 37, § 5º, da CF, que destaca a inexistência de prazo prescricional para as ações de ressarcimento do erário (GASPARINI, 2008, p. 1040). Porém, o prazo prescricional para o ajuizamento de ações indenizatórias contra a Fazenda Pública continua sendo de cinco anos Gabarito: Errado 32. (2014/CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário - Área Administrativa) Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta. a) As autarquias respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, devendo, para tanto, estar caracterizado o dolo ou a culpa na hipótese da prática de atos comissivos. b) A culpa concorrente da vítima, a força maior e a culpa de terceiros são consideradas causas excludentes da responsabilidade objetiva do Estado. c) A reparação de danos causados pelo Estado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito administrativo, quanto na esfera judicial. Caso a administração não reconheça desde logo a sua responsabilidade e não haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização, o prejudicado poderá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica causadora do dano. d) De acordo com a teoria da culpa do serviço público, não há o dever do ente público de indenizar os terceiros pelos danos causados pela omissão do Estado. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita e) No que tange à evolução da temática relacionada à responsabilidade civil do Estado, a regra adotada inicialmente foi a da responsabilidade subjetiva, caminhando-se, posteriormente, para a teoria da irresponsabilidade. A letra “a” está incorreta, pois não há necessidade de averiguação de dolo ou culpa para que haja responsabilidade do Estado. A letra “b” está incorreta, pois a “culpa concorrente” é causa de atenuação de responsabilidade e não excludente. A letra “c” está correta A letra “d” está incorreta, pois vale a regra: aplica-se a teoria da culpa nas hipóteses de omissão na prestação de serviços públicos pelo Estado. A letra “e” está incorreta, pois no que tange à evolução da temática relacionada à responsabilidade civil do Estado, a regra adotada inicialmente foi a da responsabilidade subjetiva, caminhando-se, posteriormente, para a responsabilidade objetiva ou teoria do risco administrativo. Gabarito: Letra “c”. 33. (CESPE - 2013 - Telebrás – Assistente Administrativo) A ação regressiva cabe em casos de culpa comprovada ou dolo do agente público e, por estar baseada na teoria objetiva, tem prazo decadencial para ser intentada. O erro da questão está no prazo decadencial. A ação regressiva de ressarcimento contra o agente público é imprescritível. Gabarito: Errado 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 3) Aplicação da teoria da culpa do serviço no Brasil MUITA ATENÇÃO! VAI CAIR COM CERTEZA NA SUA PROVA! Espere um pouco! Eu falei acima que o Brasil adota a responsabilidade objetiva. Mas, há hipóteses em que a teoria da culpa é adotada no Brasil? Há sim, meus amigos! Apesar de divergência doutrinária, para concursos públicos prevalece o entendimento de que é aplicável a teoria da culpa do serviço no Brasil quando o assunto é prestação de serviços públicos pelo Estado. Como vimos acima, essa teoria tem por fundamento a responsabilidade subjetiva do Estado, porém não se trata da culpa individual do agente estatal, mas sim do serviço prestado pelo Estado quando ele não funciona, devendo funcionar, funciona mal ou funciona atrasado. Assim, ocorre a responsabilidade subjetiva do Estado quando o serviço público é prestado de maneira aquém do que se esperava e essa deficiência causou danos, ou seja, quando o Estado se omitiu na prestação de um serviço público. O Estado, nesse caso, pode comprovar que não agiu de forma negligente e se eximir da responsabilidade. O STF já teve a oportunidade de se manifestar no seguinte sentido: “Tratando-se de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, entretanto, necessário individualizá-la, dado que pode ser atribuída ao serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita O STJ, analisando a responsabilidade civil do Estado por não ter removido entulho acumulado à beira de uma estrada, para evitar que ele atingisse uma casa próxima e causasse o dano, concluiu que se tratava de responsabilidade civil subjetiva e que não era devida a indenização, pois a autora não comprovou a culpa do Estado (REsp 721.439). Assim, vale a regra: aplica-se a teoria da culpa nas hipóteses de omissão na prestação de serviços públicos pelo Estado. Entretanto, a jurisprudência já verificou, em casos excepcionais, que, mesmo nas hipóteses de omissão na prestação de serviços públicos, será aplicada a teoria do risco administrativo (não se verifica se houve culpa: responsabilidade objetiva). MUITO IMPORTANTE!!! CONSTITUI EXCEÇÃO À REGRA!!! Somente em casos extremos é que a jurisprudência adota a teoria da responsabilidade objetiva (teoria do risco administrativo)nos casos de omissão estatal. Recentemente, o STF reconheceu a obrigação do Estado de Pernambuco de custear as despesas necessárias à realização de cirurgia de implante de marcapasso em cidadão que ficou tetraplégico em decorrência de assalto ocorrido em via pública. No caso, constatou-se a grave omissão, permanente e reiterada, por parte do Estado em prestar o adequado serviço de policiamento ostensivo, nos locais notoriamente passíveis de práticas criminosas violentas. A responsabilidade objetiva foi reconhecida para fazer prevalecer o direito à vida, à autonomia existencial e à busca da felicidade, uma vez que a cirurgia devolveria ao lesado a condição de respirar sem a dependência do respirador mecânico (STA 223). Veja que essa é a questão preferida do CESPE! Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 34. (CESPE – 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) Determinado motorista de uma empresa de transporte coletivo de pessoas causou, sem dolo ou culpa, um acidente de trânsito, o qual provocou danos materiais aos passageiros e a pessoas que transitavam na rua. O serviço de transporte coletivo tinha como fundamento um contrato de concessão da empresa de transporte com a administração pública, de modo que os passageiros eram usuários do serviço prestado pela empresa e as pessoas que transitavam na rua não tinham qualquer relação contratual decorrente do serviço prestado pela empresa. Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência do STF acerca da responsabilidade civil do Estado. a) A responsabilidade civil da empresa é objetiva, visto que decorre da aplicação da teoria do risco integral. Desse modo, é suficiente para sua configuração a demonstração da conduta, do resultado e do nexo causal. b) A empresa será responsabilizada de forma objetiva tanto no que tange aos usuários quanto aos não usuários do serviço, uma vez que, embora não seja pessoa jurídica de direito público, ela atua por delegação do Estado na prestação de serviço público. c) Será incabível indenização para os passageiros e os transeuntes, uma vez que o motorista agiu sem dolo ou culpa e, portanto, não cometeu ato ilícito. d) A responsabilidade civil da empresa é objetiva para os danos provocados aos usuários do serviço público; contudo, em relação aos transeuntes, a responsabilidade civil da empresa é subjetiva, aplicando- se as regras das relações jurídicas extracontratuais e) A responsabilidade civil da empresa é subjetiva, o que requer a existência de dolo ou culpa do motorista para o surgimento do direito à reparação dos danos. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita A resposta dessa questão encontra-se em uma Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que traduz: "EMENTA: CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6!!, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO- USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I - A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. III - A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. (STF RE 591874 / MS)”. Gabarito – Letra B. 35. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item: Rafael pode ser responsabilizado, regressivamente, se for comprovado que agiu com dolo ou culpa, mesmo sendo ocupante de cargo em comissão, e deve ressarcir a administração dos valores gastos com a indenização que venha a ser paga a Paulo. Os doutrinadores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino em sua obra Direito Constitucional Descomplicado ensinam que: "Em todas as hipóteses de aplicação do §6° do art. 37, o Estado (ou a delegatária de 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita serviço publico), depois de condenado a indenizar, tem a possibilidade de ajuizar ação contra o agente causador do sano, desde que consiga provar que o agente atuou com dolo ou culpa vale dizer, o agente pode ter que responder ao Estado, em ação regressiva, mas a sua responsabilidade é subjetiva" Gabarito – Certo. 36. (CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária)Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Na referida ação, fundamentada na responsabilidade objetiva do Estado, constarão como corréus o servidor responsável pelo erro e o poder público. Entenda. Não existe corréu neste tipo de ação e que vai responder é poder público no que se refere a União. Isso por que se trata de órgão federal. Caso o servidor tivesse culpa ou dolo na ação, responderia em ação regressiva. Gabarito – Errada. 37. (CESPE – 2015 – DPU - Defensor Público Federal de Segunda Categoria) Em relação a improbidade administrativa e responsabilidade 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita civil do servidor público federal, julgue o item subsequente.A responsabilidade civil do servidor público pela prática, no exercício de suas funções, de ato que acarrete prejuízo ao erário ou a terceiros pode decorrer tanto de ato omissivo quanto de ato comissivo, doloso ou culposo. O art. 122 da lei 8.112/90 estabelece que: “A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros”. Gabarito – Certo. 38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário) Todos os anos, na estação chuvosa, a região metropolitana de determinado município é acometida por inundações, o que causa graves prejuízos a seusmoradores. Estudos no local demonstraram que os fatores preponderantes causadores das enchentes são o sistema deficiente de captação de águas pluviais e o acúmulo de lixo nas vias públicas. De acordo com a jurisprudência e a doutrina dominante, na hipótese em pauta, casa haja danos a algum cidadão e reste provada conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade deste será subjetiva. Essa questão cai praticamente todos os anos. Quando o ato for omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva. Gabarito: Certo. 39. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) Pela teoria da faute du service, ou da culpa do serviço, eventual falha é imputada pessoalmente ao funcionário culpado, isentando a administração da responsabilidade pelo dano causado. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Pessoal, é necessário comprovar a culpa na prestação do serviço e não do agente público! Não se esqueçam de que é necessária a aferição do nexo de causalidade da omissão atribuída ao poder público e o dano causado. Gabarito: Errado. 40. (CESPE – 2013 – TER-MS – Analista) Determinada professora da rede pública de ensino recebeu ameaças de agressão por parte de um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção da escola, que se manteve omissa. Nessa situação hipotética, caso se consumem as agressões, a indenização será devida a) pelo Estado, objetivamente. b) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de compensação de culpas. c) pelo Estado, desde que presentes os elementos que caracterizem a culpa. d) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado. e) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar. Bem tranquila, né? Como a conduta foi omissiva, a responsabilidade do Estado é subjetiva. Gabarito: C 41. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) A responsabilidade do Estado por danos causados por fenômenos da natureza é do tipo subjetiva. Vamos lá! A questão parece simples, mas não é! Vimos que o caso fortuito ou a força maior excluem a responsabilidade civil. Esse item, contudo, afirma que há responsabilidade civil decorrente de evento da natureza. Então, fique esperto: você não tem que julgar 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita se há ou não há a responsabilidade civil no caso, você tem que analisar que tipo de responsabilidade civil do Estado incide se ocorre um dano em razão de um fenômeno da natureza. Por exemplo: se cai uma chuva na sua cidade e a garagem subterrânea do seu prédio é inundada. Certamente a inundação ocorreu porque o sistema de captação de águas pluviais não está suportando a capacidade das chuvas. E quem deve executar esse sistema de captação? Isso mesmo, o Estado. Agora você pegou, se ele não executou a contento esse sistema, houve a prestação inadequada do serviço público. Por isso, a responsabilidade é do tipo subjetiva e o item está correto. Veja o seguinte trecho do voto do Ministro Carlos Veloso no RE 409203: “Não é outro o magistério de Hely Lopes Meirelles: 'o que a Constituição distingue é o dano causado pelos agentes da Administração (servidores) dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza. Observe-se que o art. 37, § 6º, só atribui responsabilidade objetiva à Administração pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causem a terceiros. Portanto o legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos servidores públicos; não responsabilizou objetivamente a Administração por atos predatórios de terceiros, nem por fenômenos naturais que causem danos aos particulares'. A responsabilidade civil por tais atos e fatos é subjetiva. (Hely Lopes Meirelles, 'Direito Administrativo Brasileiro', Malheiros Ed., 21ª ed., 1996, p. 566). Esta é, também, a posição de Lúcia Valle Figueiredo, que, apoiando-se nas lições de Oswaldo Aranha Bandeira de Mello e Celso Antônio Bandeira de Mello, leciona que 'ainda que consagre o texto 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita constitucional a responsabilidade objetiva, não há como se verificar a adequabilidade da imputação ao Estado na hipótese de omissão, a não ser pela teoria subjetiva'. E justifica: é que, 'se o Estado omitiu-se, há de se perquirir se havia o dever de agir. Ou, então, se a ação estatal teria sido defeituosa a ponto de se caracterizar insuficiência da prestação de serviço.'(Lúcia Valle Figueiredo, 'Curso de Direito Administrativo', Malheiros Ed., 1994, p. 172).” RE 409203/RS Gabarito: certo 42. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Comissário) Para se caracterizar a responsabilidade civil do Estado no caso de conduta omissiva, não basta a simples relação entre a omissão estatal e o dano sofrido, pois a responsabilidade só estará configurada quando estiverem presentes os elementos que caracterizem a culpa. Sabendo bem a posição do STF não tem como você errar. Quando o ato for omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva. Lembre-se de que não se trata da culpa individual do agente estatal, mas sim do serviço prestado pelo Estado. Gabarito: certo. 43. (CESPE - 2011 - PREVIC - Técnico Administrativo) Em se tratando de conduta omissiva, para configuração da responsabilidade estatal, é necessária a comprovação dos elementos que caracterizam a culpa, de forma que não deve ser aplicada absolutamente a teoria da responsabilidade objetiva. Nos casos em que a omissão do Estado ocasiona dano ao particular, deverá ser aplicada a responsabilidade subjetiva, simplesmente porque houve a omissão. Fique ligado! Gabarito: Certo 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 44. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, sendo necessária a comprovação da negligência na atuação estatal, ou seja, a prova da omissão do Estado, em que pese o dever legalmente imposto de agir, além do dano e do nexo causal entre ambos. Pessoal, não se esqueçam da palavra chave da responsabilidade subjetiva, que é OMISSÃO. Então, conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade estatal será subjetiva, devendo ser apurado dolo ou culpa, para que só então o Estado deva indenizar. Gabarito: certo 45. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário) No caso de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil da administração pública ocorre na modalidade subjetiva. Vimos a manifestação do STF no seguinte sentido: “Tratando-se de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, entretanto, necessário individualizá-la, dado que podeser atribuída ao serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). Gabarito: certo. 46. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Caracterizada a responsabilidade subjetiva do Estado, mediante a conjugação concomitante de três elementos - dano, negligência administrativa e nexo de causalidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito do poder público -, é inafastável o direito à indenização ou reparação civil de quem suportou os prejuízos. Pelo mesmo motivo da questão acima o item está correto. Gabarito: certo. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 4) O risco integral no Brasil E a teoria do risco integral, é adotada no Brasil? O art. 21, inc. XXIII, d, da CF, assim dispõe: Apesar da divergência doutrinária, para concursos públicos prevalece o entendimento de que esse é um dispositivo que prevê a aplicação da teoria do risco integral – Fiorillo (2006, p. 204) e Ferraz (2006, p. 214). Segundo esses autores, se a CF quisesse estabelecer a responsabilidade objetiva comum para a atividade nuclear não precisaria consignar um dispositivo somente para essa atividade, seria suficiente a previsão do art. 37, § 6º. Assim, o Estado assume os grandes riscos decorrentes dessa atividade e deve responder pelos danos nucleares, não podendo alegar causas excludentes dessa responsabilidade. 47. (CESPE – 2013 – SERPRO – Analista) Na teoria do risco administrativo, verifica-se a necessidade de a vítima comprovar a culpa da administração. Não esqueçam que a Teoria do Risco Administrativo independe de comprovação de dolo ou culpa. Gabarito: Errado. 48. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) A teoria que impera atualmente no direito administrativo para a d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita responsabilidade civil do Estado é a do risco integral, segundo a qual a comprovação do ato, do dano e do nexo causal é suficiente para determinar a condenação do Estado. Entretanto, tal teoria reconhece a existência de excludentes ao dever de indenizar. Como vimos, a teoria do risco integral é utilizada no Brasil apenas em casos excepcionais. Desta, forma a teoria que impera é a do risco administrativo. Gabarito: Errado. 5) Reparação do dano 5.1. Sujeito passivo Quem deve reparar o dano? O Estado ou o agente público? Segundo o disposto no art. 37, § 6º, da CF, o responsável direto por ressarcir o lesado pela prática do ato estatal danoso é o Estado. O dispositivo constitucional, contudo, não proíbe, de forma expressa, que o indivíduo busque o ressarcimento do agente estatal causador do dano. Diante disso, a doutrina se inclinou no sentido de que o lesado pode optar, segundo a sua conveniência, por entrar com a ação de reparação de danos contra o Estado ou contra o agente. Neste último caso, deveria ser comprovado nos autos o dolo ou a culpa do servidor ou empregado da Administração. CUIDADO!!!! Não foi esse, contudo, o entendimento adotado pelo STF. Já no julgamento do RE 228.977, a Suprema Corte consignou que o indivíduo que sofreu o dano deve cobrar somente do Estado quando o lesado buscar a reparação por um ato praticado por um juiz. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita No julgamento do RE 327.904, o STF colocou uma pá de cal sobre a matéria ao entender que a ação com fundamento na responsabilidade objetiva somente pode ser ajuizada contra o Estado e não contra seu agente, uma vez que o disposto no art. 37, § 6º, da CF configura dupla garantia: “uma em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público; outra, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. Mas ATENÇÃO: Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça manifestou o entendimento de que o lesado pode entrar com a ação contra o agente, contra o Estado ou contra ambos. Assim, se o examinador afirmar que o entendimento jurisprudencial mais recente é o que autoriza ajuizar a ação contra o agente, contra o Estado ou contra ambos, a alternativa estará correta. Por outro lado, se mencionar que o entendimento do STF é o da dupla garantia, também está correto. Vejamos a jurisprudência da 4ª Turma do STJ sobre o tema: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DE AGENTE PÚBLICO PARA RESPONDER DIRETAMENTE POR ATOS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO. Na hipótese de dano causado a particular por agente público no exercício de sua função, há de se conceder ao lesado a possibilidade de ajuizar ação diretamente contra o agente, contra o Estado ou contra ambos. De fato, o art. 37, § 6º, da CF prevê uma garantia para o administrado de buscar a recomposição dos danos sofridos diretamente da pessoa jurídica, que, em princípio, é mais solvente que o servidor, independentemente de demonstração de culpa do agente público. Nesse particular, a CF simplesmente impõe ônus maior ao Estado decorrente do risco administrativo. Contudo, não há previsão de que a demanda tenha curso forçado em face da 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita administração pública, quando o particular livremente dispõe do bônus contraposto; tampouco há imunidade do agente público de não ser demandado diretamente por seus atos, o qual, se ficar comprovado dolo ou culpa, responderá de qualquer forma, em regresso, perante a Administração. Dessa forma, a avaliação quanto ao ajuizamento da ação contra o agente público ou contra o Estado deve ser decisão do suposto lesado. Se, por um lado, o particular abre mão do sistema de responsabilidade objetiva do Estado, por outro também não se sujeita ao regime de precatórios, os quais, como é de cursivo conhecimento, não são rigorosamente adimplidos em algumas unidades da Federação. Posto isso, o servidor público possui legitimidade passiva para responder, diretamente, pelo dano gerado por atos praticados no exercício de sua função pública, sendo que, evidentemente, o dolo ou culpa, a ilicitude ou a própria existência de dano indenizável são questões meritórias. (REsp 731.746-SE, Quarta Turma, DJe 4/5/2009. REsp 1.325.862-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/9/2013).”. 49. (CESPE – 2015 - TJ-DF - Juiz de Direito Substituto) Cada uma das opções a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada à luz da jurisprudência dos tribunais superiores acerca da responsabilidade civil do Estado. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta. a) Sérgio faleceu durante procedimentocirúrgico realizado em hospital público distrital. A perícia constatou que um erro grave praticado pela equipe médica do hospital havia sido a causa determinante para o óbito, embora não tenha sido possível a identificação de culpa de Questão de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita qualquer dos servidores. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao ente público ao qual estiver vinculado o hospital. b) Ana, aluna de escola pública de educação infantil, começou a arrastar as mesas escolares da sala de aula, desobedecendo aos pedidos feitos por sua professora. Como resultado, machucou a mão gravemente em uma das mesas, em mau estado de conservação. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao Estado, haja vista a tentativa de intervenção da professora. c) Carlos, ao parar em sinal de trânsito de via pública, foi vítima de roubo com emprego de arma de fogo e seu veículo foi levado pelo ladrão. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade objetiva ao Estado por deficiência do serviço de segurança pública, já que a conduta danosa, para a qual a omissão estatal não concorreu efetivamente, foi praticada por terceira pessoa sem vínculo com ente público. d) João, preso em estabelecimento prisional distrital, foi encontrado enforcado com seus próprios lençóis em sua cela, e a perícia concluiu que o detento cometeu suicídio. Nessa situação, o Estado não deve ser responsabilizado pelos danos diante do reconhecimento de culpa exclusiva da vítima. e) Luís resolveu caminhar ao lado de via férrea operada por concessionária de serviço público, pois a via férrea não era cercada ou murada. Ele acabou por cair nos trilhos e foi atropelado por trem da referida empresa. Nessa situação, diante da manifesta imprudência da vítima, não é possível imputar responsabilidade objetiva à concessionária. Letra (A) A paciente está em hospital público, sendo assim ela esta diante da responsabilidades do hospital. Esta responsabilidade será objetiva pela guarda das pessoas ou coisas. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Letra (B) Este caso, trata-se mais uma vez da responsabilidade do Estado pela guarda de pessoas ou coisas. Letra (C) Alternativa correta, uma vez que a carência do serviço de segurança pública é caracterizada omissão do estado no seu dever de segurança. Sendo assim a responsabilidade é subjetiva. Se o caso fosse por exemplo: ato comissivo a responsabilidade seria objetiva. Letra (D) Sabemos que o Estado tem o dever de proteger aqueles que estão sob sua custódia, logo a responsabilidade é objetiva tanto nos casos de mortes de presos quanto nos casos de suicídio. Letra (E) O estado é obrigado a indenizar por culpa concorrente uma vez que houve dupla causalidade. A primeira trata-se do individuo que estava na linha férrea por passagem, onde não era murado. A segunda é fato da alternativa não dizer se o Estado fiscalizou ou não aquele local. Gabarito – Letra C. 50. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.A responsabilidade da administração pelos danos causados a terceiro é objetiva, ou seja, independe da comprovação do dolo ou culpa de Rafael. Estamos diante da RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, sendo necessários para indenização três fatores indispensáveis: Conduta, Nexo Causal e o Resultado. Gabarito – certo. 51. (2014/ CESPE/CADE/Nível Superior) Acerca do terceiro setor e da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens subsequentes. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita No direito pátrio, as empresas privadas delegatárias de serviço público não se submetem à regra da responsabilidade civil objetiva do Estado. Para o STF, a responsabilidade objetiva decorre da natureza da atividade administrativa, a qual não é modificada pela mera transferência da prestação dos serviços públicos a empresas particulares concessionárias do serviço. Assim, a existência do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não usuário do serviço público é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. Gabarito: Errado 52. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário) Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, diretamente contra o agente público responsável, visto que a responsabilidade civil na situação hipotética em apreço é solidária. Como vimos, a dupla garantia assegura ao servidor público que o lesado deve ingressar com a ação contra o Estado e não contra ele. Gabarito: Errado. 53. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico) A respeito da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. Para configurar a responsabilidade civil do Estado, é irrelevante que o agente público causador do dano atue no exercício da função pública. Estando o agente, no momento em que tenha realizado a ação ensejadora do prejuízo, dentro ou fora do exercício da função pública, seu comportamento acarretará responsabilidade ao Estado. Esta questão é controversa, visto que a jurisprudência está aceitando em alguns casos que o Estado seja responsabilizado mesmo 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita quando o agente não está no exercício de sua função. Em regra, as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa, conforme a Constituição Federal. Gabarito: Errado. 54. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo) Para a configuração da responsabilidade civil do Estado, é irrelevante licitude ou a ilicitude do ato lesivo. Embora a regra seja a de que os danos indenizáveis derivam de condutas contrárias ao ordenamento jurídico, há situações em que a administração pública atua em conformidade com o direito e, ainda assim, produz o dever de indenizar. A resposta desta questão se assemelha à da anterior. A responsabilidade civil do Estado é a obrigação de reparar danos causados a terceiros em decorrência de comportamentos comissivos ou omissivos, materiais ou jurídicos, lícitos ou ilícitos, imputáveis aos agentes públicos. Gabarito: Correto. 55. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) Em caso de responsabilidade decorrente de ato praticado por servidor público,a obrigação de reparar o dano limita-se ao próprio servidor público. Como acabamos de estudar, o disposto no art. 37, § 6º, da CF configura dupla garantia: “uma em favor do particular, possibilitando- lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público; outra, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Vejam que a pessoa jurídica responderá pelo dano causado. Gabarito: Errado. 5.2. Forma de reparação do dano “Como o dano será reparado, professor?” A reparação do dano pode ser requerida pelo particular no âmbito administrativo, oportunidade em que será aberto um processo administrativo no qual se buscará a comprovação do fato e a extensão do dano. Se a vítima concordar com a conclusão da Administração, a questão se encerrará. O lesado, entretanto, pode requerer a reparação diretamente perante o Poder Judiciário contra o ente público ou o prestador de serviço público, jamais, como visto, contra o agente estatal. Nesse ponto, discute a doutrina se nas ações de reparação de danos causados pelo Estado é aplicável o art. 70, III, do CPC, que dispõe ser obrigatória a denunciação à lide do agente estatal responsável pelo dano. “O que é denunciação à lide, professor?” Denunciação à lide é um instituto do direito processual que designa, tão somente, que um terceiro que não faz parte do processo é chamado a nele ingressar, porque a lei define que ele é o responsável pelo pagamento da indenização em ação regressiva. É justamente o caso da responsabilidade civil do Estado. Se você sofre um dano por um ato estatal, você vai entrar com a ação de reparação de danos contra o Estado. Você será o autor da ação e o Estado o réu. O Estado, por outro lado, se for condenado, pode cobrar o prejuízo do servidor que causou o dano em ação regressiva. Nesse ponto da aula, estamos tentando responder à seguinte pergunta: O Estado deve chamar o servidor que praticou o dano contra você para integrar o processo que você abriu contra o Estado? 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Primeiramente, deve-se considerar que a “dupla garantia” reconhecida pelo STF no julgamento acima, se levada às últimas consequências, impede que o agente estatal figure numa mesma demanda que a vítima do dano. Entretanto, a Suprema Corte não chegou a discutir essa questão no julgado em referência. Assim, ainda é válida a apresentação da discussão doutrinária sobre o tema. O STJ já sedimentou entendimento de que a denunciação da lide não é obrigatória (se não for feita, o Estado não perderá o direito de regresso), ou seja, para o Tribunal é possível a denunciação (ERESP 313.886, REsp 903.949 e REsp 955.352). Contudo, a Corte Superior deixou claro, no julgamento REsp 661.696, que o juiz não está obrigado a processar a denunciação da lide promovida pelo Estado quando concluir que a tramitação de duas ações em uma só onerará em demasia uma das partes, ferindo os princípios da economia e da celeridade na prestação jurisdicional. Como o Estado não deve chamar o servidor para a mesma demanda que você propôs contra o Estado, este deve propor a ação regressiva contra o servidor. 56. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A reparação do dano causado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito judicial quanto no administrativo, mas, neste último caso, a administração é obrigada a pagar o montante indenizatório de uma só vez, em dinheiro, de maneira a recompor plenamente o bem ou o interesse lesado. Vejamos o posicionamento de Di Pietro “A reparação de danos causados a terceiros pode ser feita no âmbito administrativo desde que a Administração reconheça desde logo a sua responsabilidade e haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização. Caso Questão de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita contrário, o prejudicado deverá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica que causou o dano.” Meu caro, observe que deve haver entendimento entre as partes, trata-se de um CONSENSO, a Administração não é obrigada a pagar administrativamente o valor integral, o valor será decidido entre as partes. Caso contrário, a questão será resolvida por via judicial. Gabarito: Errada. 6) Responsabilidade em situações específicas a. Responsabilidade por atos legislativos e jurisdicionais Em regra, as atividades tipicamente legislativas e jurisdicionais não ensejam a responsabilidade civil do Estado. Com relação aos atos tipicamente legislativos, essa irresponsabilidade se justifica na medida em que o Poder Legislativo edita normas gerais e abstratas, atua no exercício da soberania estatal e vale-se do poder conferido pelo próprio povo mediante a realização de eleição. Ocorre que, em hipóteses em que o Poder Legislativo edita uma lei de efeito concreto, fazendo recair o custo da atividade estatal sobre apenas um grupo ou um indivíduo, essa lei é equiparada a um ato administrativo. Nessa hipótese, poderá haver a responsabilidade do Estado. Nesse caso, se a norma gerou um dano direto ao cidadão, poderá haver a responsabilidade civil do ente público, desde que o STF declare o vício, pois milita a favor das leis a presunção de constitucionalidade. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Há, ainda, a responsabilidade civil do Estado em razão da mora do Poder Legislativo. Nos casos em que a não edição da lei significa privar o indivíduo do gozo de um direito individual assegurado constitucionalmente, o Estado deverá ressarcir o cidadão em razão dos prejuízos decorrentes da mora legislativa. Essa possibilidade já foi reconhecida pelo STF no MI 384. Assim, em resumo, pode haver responsabilidade por ato do Poder Legislativo quando: Lei de efeito concreto declarada inconstitucional; Mora do legislador em estabelecer a forma de um exercício de um direito constitucionalmente assegurado. E com relação ao Poder Judiciário, o que temos? Com relação aos atos tipicamente jurisdicionais, a irresponsabilidade se justifica no fato de que o Poder Judiciário exerce função típica de Estado, qual seja, a de pacificar os conflitos existentes na sociedade. Ademais, os magistrados agem com independência e pautados no ordenamento jurídico estabelecido, em última análise, pelo povo. Caso o cidadão atingido não concorde com a decisão, poderá recorrer dela à instância superior. Se houver reforma, a inconsistência da primeira decisão será superada, se não houver, a decisão observou o ordenamento jurídico (STF: RE 228.977). Não se pode olvidar, contudo, que os juízes se enquadram no conceito de agenteestatal e que há decisões judiciais que não obedecem à Constituição Federal. Independência não quer dizer irresponsabilidade. Nesse sentido, o disposto no art. 5º, LXXV, da CF, no art. 133 do CPC e no art. 630 do CPP são expressos ao determinar a reparação dos danos causados ao condenado por erro judiciário, ao que ficar preso além do tempo fixado na sentença e nas hipóteses em que o juiz proceder com dolo ou fraude ou recusar, omitir ou retardar, sem 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita justo motivo, providência que deva ordenar de ofício, ou a requerimento da parte. No STF, prevalece o entendimento de que o Estado somente pode ser responsabilizado por atos de juízes nos casos expressamente previstos em lei, conforme decidido nos recursos extraordinários 219.117 e 429.518. Neste último, restou consignado que não ocorre erro judiciário quando o magistrado determina, inicialmente, a prisão preventiva do acusado e, ao final do processo penal, conclui pela absolvição do réu. No julgamento do RE 505.393, o STF reconheceu o direito à indenização por danos morais decorrentes de condenação desconstituída em revisão criminal. Assim, para o Poder Judiciário, temos a responsabilidade em situações previamente previstas em lei: erro judiciário preso além do tempo juiz proceder com dolo ou fraude recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar 57. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir. De acordo com o princípio da presunção de constitucionalidade, o Estado não pode ser responsabilizado por danos oriundos de lei posteriormente declarada inconstitucional. De acordo com esse princípio, as leis são presumidamente constitucionais, somente perdendo sua validade e eficácia mediante a Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita declaração judicial em contrário ou por força de Resolução do Senado Federal. Sendo assim, caso os atos sejam considerados danosos e a lei for declarada posteriormente inconstitucional, o Estado ainda assim responderá pelos danos Gabarito: Errado 58. (CESPE – 2013 – TC-DF – Procurador) O Estado só responderá pela indenização ao indivíduo prejudicado por ato legislativo quando este for declarado inconstitucional pelo STF. Percebam que a questão limita a responsabilidade do Estado apenas quando o ato for declarado inconstitucional pelo STF. Não é verdade. Como vimos, há, ainda, a responsabilidade civil do Estado em razão da mora do Poder Legislativo. Gabarito: errado. 59. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A respeito do controle e da responsabilização da administração pública, julgue os itens a seguir. Se, em razão da realização da Copa do Mundo de futebol, em 2014, o Congresso Nacional editar lei que disponha que a União será responsável pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, entidade organizadora do mundial, tal lei será inconstitucional, dado que, consoante o disposto na CF, para que ocorra a responsabilidade do Estado, é necessário que o agente tenha agido com dolo. A responsabilidade adotada no Brasil é objetiva, ou seja, não é necessária a prova da culpa (o dolo e a culpa em sentido estrito) da conduta do agente para gerar responsabilidade ao Estado. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Gabarito: Errado. b. Danos decorrentes de obra pública Se o próprio Estado é o agente executor, haverá responsabilidade objetiva em razão do dano certo e direto causado pela obra. Se a obra é executada por empresa contratada e o dano foi provocado por culpa exclusiva do executor, a responsabilidade do executor será subjetiva e o Estado só responderá subsidiariamente (o Estado responde se a empresa não puder responder). ALERTA!!! Se o Estado (ainda que por omissão) contribuiu para a ocorrência do dano, haverá responsabilidade solidária. c. Responsabilidade por atos de multidão A regra é a não responsabilização do Estado, salvo se notória a omissão do Poder Público a ensejar a aplicação da teoria da culpa do serviço. d. Policial de fato morto em horário que prestava serviço O STF entendeu que inexistente o nexo de causalidade entre a morte de “policial de fato” ocorrida nas dependências da delegacia em que trabalhava e sua atividade exercida irregularmente. O indivíduo comparecia diariamente à delegacia de polícia, possuía funções policiais, mas não integrava os quadros da polícia militar. Considerou-se que o agente causador do óbito era estranho aos quadros da Administração Pública e que cometera o delito motivado por interesse privado, decorrente de ciúme de sua ex-companheira. Assim, como não houve qualquer relação entre o exercício da atividade policial e a morte, afastou-se a responsabilidade civil do Estado em indenizar a família da vítima (RE 341776). 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita e. Ato delituoso praticado por foragido da prisão Em regra, o Estado não é responsável civilmente pelos danos causados em vítima de crime cometido por foragido da prisão. É certo que pode haver responsabilidade do Estado por ato omissivo. Contudo, também nessa hipótese, não se pode dispensar a presença do nexo de causalidade. Assim, entende o STF que não há, nesses casos, nexo de causalidade entre o ato delituoso e a omissão da autoridade pública (AI-AgR 463.531, AR 1.376 e RE 369.820). CASO EXCEPCIONAL!!! Em julgado levado a cabo em 07.03.2006, o STF excepcionou a regra geral e entendeu que o Estado é civilmente responsável pelo dano sofrido por vítima de estupro praticado por fugitivo que se evadiu oito vezes do cárcere (RE 409.203). Nesse caso, entendeu-se presente o nexo de causalidade, uma vez que foi a omissão do Estado ao não promover a regressão do regime prisional do criminoso que possibilitou as reiteradas fugas e a prática do crime em horário em que deveria estar preso. f. Ato praticado dentro de estabelecimento prisional ou escolas e hospitais públicos Conforme ensina Rui Stocco (1999, p. 603), o Estado é responsável pelas pessoas presas cautelarmente ou em decorrência de sentença definitiva, menores carentes ou infratores internados em estabelecimentos de triagem ou recuperação, alunos de qualquer nível, doentes internados em hospitais públicos e outras situações assemelhadas. Isso porque, se o Estado recolheu ou acolheu essas pessoas em estabelecimentos públicos, ele assume o grave compromisso de velar pela preservação da integridade física delas (RE 109615). A jurisprudência pátria é rica em casos de responsabilidade do Estado por inobservância desse dever. Há divergência apenas 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativop/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita quanto à teoria aplicada, se é a que enseja a responsabilidade objetiva ou a subjetiva. No STF, reconheceu-se a aplicação da responsabilidade objetiva do Estado por morte de detentos em rebelião no complexo penitenciário do Carandiru (AI 299.125), por morte de detento por colegas de carceragem (RE 272.839, AI 603.865 e RE 418.566) e por dano causado por um aluno contra outro dentro de estabelecimento da rede oficial de ensino, levando o indivíduo a perder um globo ocular (RE 109.615). Em outros casos, o STF afirmou que o descumprimento do dever de vigilância é uma omissão do Estado e, por isso, a responsabilidade é subjetiva (faute du service). Assim, afirmou-se a responsabilidade subjetiva nos casos de detento ferido por outro detento (RE 382.054), detento morto por outro preso (RE 372.472), policial ferido por detento dentro de delegacia (RE 602223). O STF ainda decidiu que a Administração Pública está obrigada ao pagamento de pensão e indenização por danos morais no caso de morte por suicídio de detento ocorrido dentro de estabelecimento prisional mantido pelo Estado. Nessas hipóteses, não é necessário perquirir eventual culpa da Administração Pública. Na verdade, a responsabilidade civil estatal pela integridade dos presidiários é objetiva em face dos riscos inerentes ao meio no qual foram inseridos pelo próprio Estado. Assim, devem ser reconhecidos os referidos direitos em consideração ao disposto nos arts. 927, parágrafo único, e 948, II, do CC.AgRg no REsp 1.305.259-SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 2/4/2013. No STJ, há precedente recente no sentido de que a responsabilidade civil do Estado, nos casos de morte de pessoas custodiadas, é objetiva (REsp 1.054.443). 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Se cair no seu concurso, afirme que, nesse caso, é adotada a responsabilidade OBJETIVA do Estado, pois é a posição mais recente dos tribunais. Veja a questão de concurso: 60. (CESPE – 2013 – TELEBRAS – Assistente Administrativo) Para se reconhecer a responsabilidade estatal, é essencial que a atividade provocadora de dano seja considerada lícita, bastando apenas que o prejuízo decorra de ação ou omissão de agente público. A atividade provocadora de dano pode ser ilícita e não somente lícita. Logo, está INCORRETA. 61. (CESPE – 2013 – DPE/TO – Defensor) Em relação à responsabilidade civil do Estado pelo exercício da função administrativa e a improbidade administrativa, assinale a opção correta. A O Estado, no exercício da função administrativa, responde objetivamente por danos morais causados a terceiros por seus agentes. B A responsabilidade do Estado pelo exercício da função administrativa é subjetiva, de acordo com a teoria do risco administrativo. C As sociedades de economia mista que se dedicam à exploração de atividade econômica são responsáveis objetivamente pelos danos que seus agentes causem a terceiro. D O servidor público que utiliza, em proveito próprio, carro de propriedade da União pratica infração disciplinar, mas não ato de improbidade administrativa. Questões de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita E Não há previsão da penalidade de suspensão dos direitos políticos para o responsável por ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública. Letra (A). Nesse caso, a responsabilidade do Estado é objetiva. Logo, está CORRETA. Letra (B). A responsabilidade do Estado é objetiva. Logo, está INCORRETA. Letra (C). A responsabilidade objetiva só alcança as sociedades de economia mista que prestem serviços públicos. Logo, está INCORRETA. Letra (D). Nesse caso, o servidor público pratica sim ato de improbidade administrativa (art. 9º, inciso XII, da Lei nº 8.429/92). Logo, está INCORRETA. Letra (E). Há previsão dessa penalidade sim (art. 12, inciso III, da Lei nº 8.429/92). Logo, está INCORRETA. Resposta: letra A 62. (CESPE – 2013 – CNJ – Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) No ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade do poder público é objetiva, adotando-se a teoria do risco administrativo, fundada na ideia de solidariedade social, na justa repartição dos ônus decorrentes da prestação dos serviços públicos, exigindo-se a presença dos seguintes requisitos: dano, conduta administrativa e nexo causal. Admite-se abrandamento ou mesmo exclusão da responsabilidade objetiva, se coexistirem atenuantes ou excludentes que atuem sobre o nexo de causalidade. A responsabilidade do Estado é objetiva e a teoria adotada é a do risco administrativo. Logo, está CORRETA. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 63. (CESPE – 2013 – PC-DF – Agente da polícia) Durante rebelião em um presídio, Charles, condenado a vinte e oito anos de prisão por diversos crimes, decidiu fugir e, para tanto, matou o presidiário Valmir e o agente penitenciário Vicente. A fim de viabilizar sua fuga, Charles roubou de Marcos um carro que, horas depois, abandonou em uma estrada de terra, batido e com o motor fundido. Charles permaneceu foragido por cinco anos e, depois desse período, foi preso em flagrante após tentativa de assalto a banco em que explodiu os caixas eletrônicos de uma agência bancária, tendo causado a total destruição desses equipamentos e a queima de todo o dinheiro neles armazenado. Com referência a essa situação hipotética e à responsabilização da administração, julgue o item a seguir. A responsabilidade do Estado com relação aos danos causados à agência bancária é objetiva, uma vez que a falha do Estado foi a causa da fuga, da qual decorreu o novo ato ilícito praticado por Charles. Essa questão a gente responde com o julgado do STF, que entende não haver, nesses casos, nexo de causalidade entre o ato delituoso e a omissão da autoridade pública Gabarito: Errado 64. (CESPE – 2013 – MJ – Analista Técnico) A respeito da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. Caso ocorra o suicídio de um detento dentro de estabelecimento prisional mantido pelo Estado, a administração pública, segundo entendimento recente do STJ, estará, em regra, obrigada ao pagamento de indenização por danos morais. Olha aí o Cespe cobrando o entendimento do STJ! Muito cuidado! O STJ tem o entendimento de que, no caso em tela, a responsabilidade é objetiva! 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Gabarito: certo 65. (CESPE – 2013 – MC – Atividade técnica de suporte) Considere que um detento tenha sido assassinadodentro do presídio por seus colegas de carceragem, em razão de um acerto de contas entre eles. Nessa situação, a responsabilidade do Estado fica totalmente afastada pelo fato de o detento ter sido morto por colegas de carceragem. Isso ai pessoal! Lembrando que o STF reconheceu a aplicação da responsabilidade objetiva do Estado por morte de detentos em rebelião no complexo penitenciário do Carandiru (AI 299.125), por morte de detento por colegas de carceragem (RE 272.839, AI 603.865 e RE 418.566). Assim, a responsabilidade do Estado não fica totalmente afastada! Gabarito: Errado. 66. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados - Analista) O fato de um detento morrer em estabelecimento prisional devido a negligência de agentes penitenciários configurará hipótese de responsabilização objetiva do Estado. Essa você já sabe! a responsabilidade civil do Estado, nos casos de morte de detentos, é objetiva! Questão idêntica a anterior. Gabarito: Certo. 67. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A responsabilidade civil do Estado no caso de morte de pessoa custodiada é subjetiva. Verificamos, de acordo com o entendimento mais recente, que a responsabilidade civil do Estado, nos casos de morte de pessoas custodiadas, é objetiva (REsp 1.054.443). Gabarito: Errada. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 68. (CESPE - ADVOGADO - CEF - 2006) A teoria do risco administrativo, consagrada em sucessivos documentos constitucionais brasileiros desde a Carta Política de 1946, confere fundamento doutrinário à responsabilidade civil objetiva do poder público pelos danos a que os agentes públicos houverem dado causa, por ação ou por omissão. O Brasil adota a teoria do risco administrativo, que embasa a responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por ação ou omissão de seus agentes. Logo, está CORRETA. 69. (UnB/CESPE – AGU 2008) A responsabilidade civil objetiva da concessionária de serviço público alcança também não usuários do serviço por ela prestado. A responsabilidade civil objetiva também se apresenta diante do não usuário do serviço público, conforme definido pelo STF. Logo, está CORRETA. g. Policial comete crime com arma de fogo da corporação em dia de folga Com relação à essa situação, há divergência entre a Primeira e a Segunda Turma do STF. A Primeira Turma entende que não resta caracterizada a responsabilidade civil do Estado quando o policial militar, em período de folga, causa dano mediante o disparo de arma de fogo pertencente à corporação, uma vez que o ofensor não se encontra na qualidade de agente do Estado no momento do disparo (RE 508.114 e RE 363.423). Já no RE 418.023, a Segunda Turma do STF concluiu que o Estado é responsabilizado objetivamente quando o policial militar pratica crime durante o período de folga, usando arma da corporação. (RE 418.023). Questão de concurso 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 70. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade do Estado será objetiva caso um sargento da polícia militar estadual utilizando arma da corporação, em dia de folga, efetue disparos contra um desafeto, gerando lesões graves, utilizando uma arma da corporação. Nessa questão a banca adotou a posição firmada pela Segunda Turma do STF. Considerou, portanto, como objetiva a responsabilidade do Estado no caso em tela. Gabarito: certo h. Responsabilidade do Estado por intervenção indevida no domínio econômico Sobre o tema, o STF decidiu que é legítima a intervenção no domínio econômico, mas deve o Estado indenizar os prejuízos quando “a fixação, por parte do Estado, de preços a serem praticados pela recorrente em valores abaixo da realidade e em desconformidade com a legislação aplicável ao setor constitui-se em óbice ao livre exercício da atividade econômica, em desconsideração ao princípio da liberdade de iniciativa. Assim, não é possível ao Estado intervir no domínio econômico, com base na discricionariedade quanto à adequação das necessidades públicas ao seu contexto econômico, de modo a desrespeitar liberdades públicas e causar prejuízos aos particulares” (RE 422.941). i. Ato do Estado contra o servidor público Imagine essa situação: você é aprovado no concurso público, mas tem sua situação questionada na Justiça. O processo demora e você 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita não é nomeado quando deveria ser. Nesse caso, você acha que tem direito a ser indenizado pelo período do atraso? Sim, meu amigo, você tem direito! O STJ, em recente julgado, sedimentou esse entendimento, ao afirmar que o candidato aprovado em concurso público e nomeado tardiamente em razão de erro da Administração Pública, reconhecido judicialmente, faz jus à indenização por dano patrimonial, consistente no somatório de todos os vencimentos e vantagens que deixou de receber no período que lhe era legítima a nomeação (EREsp 825037/DF, CORTE ESPECIAL). Também resta consagrado na jurisprudência o entendimento de que a demora injustificada na concessão da aposentadoria de servidor por ato do Estado enseja a obrigação de indenizar. Trata-se de responsabilidade civil objetiva do Estado reconhecida pelo STF no AI 688.540. 7) RESUMO Vale lembrar a redação do art. 37, § 6º, da Constituição, que prevê a adoção da teoria do risco administrativo: Algumas considerações importantes foram feitas quanto a cada um dos elementos da responsabilidade civil, que podem ser resumidos em: (a) dano; (b) alteridade do dano; (c) nexo causal; (d) ato estatal; (e) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita O STF decidiu que a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. Quanto ao ato estatal, não se pode perder de vista que a responsabilidade objetiva alcança “as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos”. Desse modo, as entidades do terceiro setor (sistema “S”), os cartórios extrajudiciais e as empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público estão sujeitas à responsabilidade objetiva. Não se sujeitam à responsabilidade objetiva, por outro lado, as empresas estatais que executam atividade econômica. São excludentes que rompem o nexo de causalidade: culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da teoria do risco administrativo); e caso fortuito e a força maior. Não se esqueça das duas relações: Estado indivíduo lesado Estado agente estatal que causou o dano Na primeira relação, não se discute culpa. Na segunda, sim. O STF já teve a oportunidade de se manifestar no seguinte sentido: “Tratando-se de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, entretanto, necessário individualizá-la, dado que pode ser atribuída ao serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita No julgamento do RE 327.904, o STF colocou uma pá de cal sobre a matéria ao entender que a ação com fundamento na responsabilidade objetiva somente pode ser ajuizada contra o Estado e não contra seu agente, uma vez que o disposto no art. 37, § 6º, da CF configura dupla garantia: “uma em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público; outra, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. Pode haver responsabilidade por ato do Poder Legislativo quando: Lei de efeito concreto declarada inconstitucional; Mora do legislador em estabelecer a forma de um exercício de um direito constitucionalmente assegurado. Para o Poder Judiciário, temos a responsabilidade em situações previamente previstas em lei: erro judiciário preso além do tempo juiz proceder com dolo ou fraude recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar Em regra, o Estado não é responsável civilmente pelos danos causados em vítima de crime cometido por foragido da prisão. É certo que pode haver responsabilidade do Estado por ato omissivo. Contudo, também nessa hipótese, não se pode dispensar a presença do nexo de causalidade. Assim, entende o STF que não há, nesses casos, nexo de causalidade entre o ato delituoso e a omissão da autoridade pública (AI-AgR 463.531, AR 1.376 e RE 369.820). STJ, em recente julgado, sedimentou esse entendimento, ao afirmar que o candidato aprovado em concurso público e nomeado tardiamente em razão de erro da Administração Pública, reconhecido judicialmente, faz jus à indenização por dano patrimonial, consistente 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita no somatório de todos os vencimentos e vantagens que deixou de receber no período que lhe era legítima a nomeação (EREsp 825037/DF, CORTE ESPECIAL). 8) Questões 1. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade civil do Estado. De acordo com a teoria do risco integral, é suficiente a existência de um evento danoso e do nexo de causalidade entre a conduta administrativa e o dano para que seja obrigatória a indenização por parte do Estado, afastada a possibilidade de ser invocada alguma excludente da responsabilidade. 2. (CESPE - 2013 - MJ - Técnico - Administrativo) Por ostentarem natureza pública, apenas as pessoas jurídicas de direito público responderão objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a terceiros. 3. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) A teoria do risco integral obriga o Estado a reparar todo e qualquer dano, independentemente de a vítima ter concorrido para o seu aperfeiçoamento. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 4. (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente penitenciário) Para que fique configurada a responsabilidade civil objetiva do Estado, é necessário que o ato praticado pelo agente público seja ilícito. 5. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente pelos eventuais danos que seus agentes causarem a terceiros ao prestarem tais serviços. 6. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) As entidades de direito privado prestadoras de serviço público respondem objetivamente pelos prejuízos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 7. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Consoante a teoria do risco administrativo, consagrada no ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados aos administrados baseia-se na equânime repartição dos prejuízos que o desempenho do serviço público impõe a certos indivíduos, não suportados pelos demais. 8. (CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário) O agente público que vier a causar dano à terceiro somente trará para o Estado o dever jurídico de ressarcir esse dano caso tenha agido com culpa ou dolo. Você tem que saber de “cor e salteado”, que são os seguintes requisitos que compõem a responsabilidade civil no Brasil: (a) dano; (b) alteridade do dano; (c) nexo causal; 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita (d) ato estatal; (e) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. 9. (2014/CESPE/TC-DF/Analista Administrativo - Tecnologia da Informação) Tanto o dano moral quanto o dano material são passíveis de gerar a responsabilidade civil do Estado 10. (CESPE - 2013 - CNJ - Analista Judiciário) Se do atributo da executoriedade do ato administrativo resultar dano ao particular em razão de ilegitimidade ou abuso, o Estado estará obrigado a indenizar o lesado, uma vez configurados a conduta danosa, o dano e o nexo causal. 11. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) O pressuposto da responsabilidade civil é a existência de dano, ou seja, sem que ele ocorra, inexiste essa responsabilidade. 12. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço prestado. 13. (CESPE – 2013 – DPE-DF – Defensor Público) Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado que integrem a administração pública responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 14. (CESPE – 2013 – MPU – Analista Direito)A responsabilidade civil do Estado incide apenas se os danos causados forem de caráter patrimonial. 15. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário) Suponha-se que Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público municipal de transporte público, o qual lhe causou danos materiais. Nessa situação hipotética, eventual direito à indenização pelos danos suportados por Maria somente ocorrerá se ficar provado que o condutor do referido coletivo atuou com culpa ou dolo, já que não haverá responsabilidade objetiva na espécie, pois, na oportunidade, Maria não era usuária do serviço público de transporte público coletivo. 16. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A respeito da responsabilidade civil e da responsabilização da administração, julgue os itens subsequentes. O fato que gera a responsabilidade tem de estar diretamente atrelado ao aspecto da licitude e ilicitude do fato. 17. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. Caso Rafael seja empregado de empresa terceirizada, contratada pela administração para a prestação de serviços de transporte de materiais, a responsabilidade do ente público será objetiva, porém subsidiária. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 18. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Para garantir o seu direito de regresso, o poder público, ao responder à ação de indenização, deverá promover a denunciação da lide ao servidor causador ao suposto dano. 19. (CESPE – 2013 – TCE-ES – Analista Administrativo-Direito) Determinado agente, vinculado a uma sociedade de economia mista prestadora de serviço público, no exercício de sua atividade, causou prejuízo a terceiro. A ação de indenização ajuizada pelo lesado contra a entidade foi julgada procedente com fundamento na responsabilidade objetiva do Estado, e a entidade foi condenada ao pagamento dos danos materiais e morais postulados, acrescidos dos juros moratórios. Cinco anos após o trânsito em julgado da decisão condenatória, a sociedade de economia mista ajuizou ação regressiva contra o agente. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita a) Diante da existência de decisão condenatória da sociedade de economia mista, o agente responderá objetivamente, na ação regressiva, pelo prejuízo que tenha causado à entidade. b) A ação não poderia ter sido julgada procedente com fundamento na responsabilidade objetiva do Estado, já que o agente causador do dano é vinculado a sociedade de economia mista, que se submete exclusivamente à responsabilidade subjetiva. c) Independentemente da natureza da atividade desenvolvida pela sociedade de economia mista, a responsabilidade pelo prejuízo que seus agentes causarem a terceiros será objetiva. d) A ação de regresso proposta contra o agente deve ser ajuizada no prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado da decisão condenatória, sob pena de prescrição. e) É possível a condenação da entidade ao pagamento de danos de natureza material e moral, bem como dos juros moratórios, os quais devem incidir a partir da data do evento danoso, e não a partir da citação. 20. (CESPE - 2010 - AGU - Contador) A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 21. (CESPE - 2009 - DPE-AL - Defensor Público)Com relação à regra da responsabilidade objetiva do Estado, julgue o próximo item. Essa regra não se aplica às entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 22. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial) A regra da responsabilidade civil objetiva do Estado se aplica tanto às entidades de direito privado que prestam serviço público como às entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada. 23. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguintes item. A responsabilidade da administração pode ser afastada caso fique comprovada a culpa exclusiva de Paulo e pode ser atenuada em caso de culpa concorrente. 24. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Em sua defesa, o poder público poderá alegar culpa do cidadão na geração do erro, uma vez que ele não forneceu o número de seu CPF. Nesse caso, conforme a teoria do risco administrativo, demonstrada culpa da vítima, a indenização poderá ser atenuada ou excluída. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 25. (2014/CESPE/SUFRAMA/Nível Superior)Julgue o item que se segue, relativos aos agentes públicos, aos poderes administrativos e à responsabilidade civil do Estado. O direito pátrio adotou a responsabilidade objetiva do Estado, soba modalidade “risco administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a responsabilidade do Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da indenização devida. 26. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário) Se um particular sofrer dano quando da prestação de serviço público, e restar demonstrada a culpa exclusiva desse particular, ficará afastada a responsabilidade da administração. Nesse tipo de situação, o ônus da prova, contudo, caberá à administração. 27. (CESPE – 2013 – FUNASA Todos os cargos) Considere que um cidadão tenha falecido ao colidir seu veículo com uma viatura da polícia militar devidamente estacionada no posto policial, e que exame laboratorial demonstrou que o indivíduo conduzia seu veículo sob o efeito de bebidas alcoólicas. Nessa situação, o poder público será isento de responsabilidade, visto que houve participação total do lesado na ocorrência do dano. 28. (CESPE – 2013 – MI – Analista) Considere que um particular, ao avançar o sinal vermelho do semáforo, tenha colidido seu veículo contra veículo oficial pertencente a uma autarquia que trafegava na contramão. Nessa situação, o Estado deverá ser integralmente responsabilizado pelo dano causado ao particular, dado que, no Brasil, se adota a teoria da responsabilidade objetiva e, de acordo com ela, a 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita culpa concorrente não elide nem atenua a responsabilidade do Estado de indenizar. 29. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) A responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito público em face de particular que tenha sofrido algum dano pode ser reduzida, ou mesmo excluída, havendo culpa concorrente da vítima ou tendo sido ela a única culpada pelo dano. 30. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade civil do Estado. As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável apenas nos casos de dolo. 31. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens a seguir. Tal qual o ressarcimento pelo particular por prejuízo ao erário, é imprescritível a pretensão do administrado quanto à reparação de dano perpetrado pelo Estado. 32. (2014/CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário - Área Administrativa) Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta. a) As autarquias respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, devendo, para tanto, estar caracterizado o dolo ou a culpa na hipótese da prática de atos comissivos. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita b) A culpa concorrente da vítima, a força maior e a culpa de terceiros são consideradas causas excludentes da responsabilidade objetiva do Estado. c) A reparação de danos causados pelo Estado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito administrativo, quanto na esfera judicial. Caso a administração não reconheça desde logo a sua responsabilidade e não haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização, o prejudicado poderá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica causadora do dano. d) De acordo com a teoria da culpa do serviço público, não há o dever do ente público de indenizar os terceiros pelos danos causados pela omissão do Estado. e) No que tange à evolução da temática relacionada à responsabilidade civil do Estado, a regra adotada inicialmente foi a da responsabilidade subjetiva, caminhando-se, posteriormente, para a teoria da irresponsabilidade. 33. (CESPE - 2013 - Telebrás – Assistente Administrativo) A ação regressiva cabe em casos de culpa comprovada ou dolo do agente público e, por estar baseada na teoria objetiva, tem prazo decadencial para ser intentada. 34. (CESPE – 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) Determinado motorista de uma empresa de transporte coletivo de pessoas causou, sem dolo ou culpa, um acidente de trânsito, o qual provocou danos materiais aos passageiros e a pessoas que transitavam na rua. O serviço de transporte coletivo tinha como fundamento um contrato de concessão da empresa de transporte com a administração pública, de modo que os passageiros eram usuários do serviço prestado 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita pela empresa e as pessoas que transitavam na rua não tinham qualquer relação contratual decorrente do serviço prestado pela empresa. Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência do STF acerca da responsabilidade civil do Estado. a) A responsabilidade civil da empresa é objetiva, visto que decorre da aplicação da teoria do risco integral. Desse modo, é suficiente para sua configuração a demonstração da conduta, do resultado e do nexo causal. b) A empresa será responsabilizada de forma objetiva tanto no que tange aos usuários quanto aos não usuários do serviço, uma vez que, embora não seja pessoa jurídica de direito público, ela atua por delegação do Estado na prestação de serviço público. c) Será incabível indenização para os passageiros e os transeuntes, uma vez que o motorista agiu sem dolo ou culpa e, portanto, não cometeu ato ilícito. d) A responsabilidade civil da empresa é objetiva para os danos provocados aos usuários do serviço público; contudo, em relação aos transeuntes, a responsabilidade civil da empresa é subjetiva, aplicando- se as regras das relações jurídicas extracontratuais e) A responsabilidade civil da empresa é subjetiva, o que requer a existência de dolo ou culpa do motorista para o surgimento do direito à reparação dos danos. 35. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita Rafael pode ser responsabilizado, regressivamente, se for comprovado que agiu com dolo ou culpa, mesmo sendo ocupante de cargo em comissão, e deve ressarcir a administração dos valores gastos com a indenização que venha a ser paga a Paulo. 36. (CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária)Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorridoem virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, referentes à responsabilidade civil do Estado. Na referida ação, fundamentada na responsabilidade objetiva do Estado, constarão como corréus o servidor responsável pelo erro e o poder público. 37. (CESPE – 2015 – DPU - Defensor Público Federal de Segunda Categoria) Em relação a improbidade administrativa e responsabilidade civil do servidor público federal, julgue o item subsequente. A responsabilidade civil do servidor público pela prática, no exercício de suas funções, de ato que acarrete prejuízo ao erário ou a terceiros pode decorrer tanto de ato omissivo quanto de ato comissivo, doloso ou culposo. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário) Todos os anos, na estação chuvosa, a região metropolitana de determinado município é acometida por inundações, o que causa graves prejuízos a seus moradores. Estudos no local demonstraram que os fatores preponderantes causadores das enchentes são o sistema deficiente de captação de águas pluviais e o acúmulo de lixo nas vias públicas. De acordo com a jurisprudência e a doutrina dominante, na hipótese em pauta, casa haja danos a algum cidadão e reste provada conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade deste será subjetiva. 39. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) Pela teoria da faute du service, ou da culpa do serviço, eventual falha é imputada pessoalmente ao funcionário culpado, isentando a administração da responsabilidade pelo dano causado. 40. (CESPE – 2013 – TER-MS – Analista) Determinada professora da rede pública de ensino recebeu ameaças de agressão por parte de um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção da escola, que se manteve omissa. Nessa situação hipotética, caso se consumem as agressões, a indenização será devida a) pelo Estado, objetivamente. b) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de compensação de culpas. c) pelo Estado, desde que presentes os elementos que caracterizem a culpa. d) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado. e) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 41. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) A responsabilidade do Estado por danos causados por fenômenos da natureza é do tipo subjetiva. 42. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Comissário) Para se caracterizar a responsabilidade civil do Estado no caso de conduta omissiva, não basta a simples relação entre a omissão estatal e o dano sofrido, pois a responsabilidade só estará configurada quando estiverem presentes os elementos que caracterizem a culpa. 43. (CESPE - 2011 - PREVIC - Técnico Administrativo) Em se tratando de conduta omissiva, para configuração da responsabilidade estatal, é necessária a comprovação dos elementos que caracterizam a culpa, de forma que não deve ser aplicada absolutamente a teoria da responsabilidade objetiva. 44. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, sendo necessária a comprovação da negligência na atuação estatal, ou seja, a prova da omissão do Estado, em que pese o dever legalmente imposto de agir, além do dano e do nexo causal entre ambos. 45. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário) No caso de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil da administração pública ocorre na modalidade subjetiva. 46. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Caracterizada a responsabilidade subjetiva do Estado, mediante a conjugação concomitante de três elementos - dano, negligência administrativa e nexo de causalidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita do poder público -, é inafastável o direito à indenização ou reparação civil de quem suportou os prejuízos. 47. (CESPE – 2013 – SERPRO – Analista) Na teoria do risco administrativo, verifica-se a necessidade de a vítima comprovar a culpa da administração. 48. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) A teoria que impera atualmente no direito administrativo para a responsabilidade civil do Estado é a do risco integral, segundo a qual a comprovação do ato, do dano e do nexo causal é suficiente para determinar a condenação do Estado. Entretanto, tal teoria reconhece a existência de excludentes ao dever de indenizar. 49. (CESPE – 2015 - TJ-DF - Juiz de Direito Substituto) Cada uma das opções a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada à luz da jurisprudência dos tribunais superiores acerca da responsabilidade civil do Estado. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta. a) Sérgio faleceu durante procedimento cirúrgico realizado em hospital público distrital. A perícia constatou que um erro grave praticado pela equipe médica do hospital havia sido a causa determinante para o óbito, embora não tenha sido possível a identificação de culpa de qualquer dos servidores. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao ente público ao qual estiver vinculado o hospital. b) Ana, aluna de escola pública de educação infantil, começou a arrastar as mesas escolares da sala de aula, desobedecendo aos pedidos feitos por sua professora. Como resultado, machucou a mão gravemente em uma das mesas, em mau estado de conservação. Nessa 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao Estado, haja vista a tentativa de intervenção da professora. c) Carlos, ao parar em sinal de trânsito de via pública, foi vítima de roubo com emprego de arma de fogo e seu veículo foi levado pelo ladrão. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade objetiva ao Estado por deficiência do serviço de segurança pública, já que a conduta danosa, para a qual a omissão estatal não concorreu efetivamente, foi praticada por terceira pessoa sem vínculo com ente público. d) João, preso em estabelecimento prisional distrital, foi encontrado enforcado com seus próprios lençóis em sua cela, e a perícia concluiu que o detento cometeu suicídio. Nessa situação, o Estado não deve ser responsabilizado pelos danos diante do reconhecimento de culpa exclusiva da vítima. e) Luís resolveu caminhar ao lado de via férrea operada por concessionária de serviço público, pois a via férrea não era cercada ou murada. Ele acabou por cair nos trilhos e foi atropelado por trem da referida empresa. Nessa situação, diante da manifestaimprudência da vítima, não é possível imputar responsabilidade objetiva à concessionária. 50. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. A responsabilidade da administração pelos danos causados a terceiro é objetiva, ou seja, independe da comprovação do dolo ou culpa de Rafael. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 51. (2014/ CESPE/CADE/Nível Superior) Acerca do terceiro setor e da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens subsequentes. No direito pátrio, as empresas privadas delegatárias de serviço público não se submetem à regra da responsabilidade civil objetiva do Estado. 52. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista Judiciário) Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, diretamente contra o agente público responsável, visto que a responsabilidade civil na situação hipotética em apreço é solidária. 53. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico) A respeito da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. Para configurar a responsabilidade civil do Estado, é irrelevante que o agente público causador do dano atue no exercício da função pública. Estando o agente, no momento em que tenha realizado a ação ensejadora do prejuízo, dentro ou fora do exercício da função pública, seu comportamento acarretará responsabilidade ao Estado. 54. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo) Para a configuração da responsabilidade civil do Estado, é irrelevante licitude ou a ilicitude do ato lesivo. Embora a regra seja a de que os danos indenizáveis derivam de condutas contrárias ao ordenamento jurídico, há situações em que a administração pública atua em conformidade com o direito e, ainda assim, produz o dever de indenizar. 55. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) Em caso de responsabilidade decorrente de ato praticado por servidor público, a obrigação de reparar o dano limita-se ao próprio servidor público. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 56. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A reparação do dano causado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito judicial quanto no administrativo, mas, neste último caso, a administração é obrigada a pagar o montante indenizatório de uma só vez, em dinheiro, de maneira a recompor plenamente o bem ou o interesse lesado. 57. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir. De acordo com o princípio da presunção de constitucionalidade, o Estado não pode ser responsabilizado por danos oriundos de lei posteriormente declarada inconstitucional. 58. (CESPE – 2013 – TC-DF – Procurador) O Estado só responderá pela indenização ao indivíduo prejudicado por ato legislativo quando este for declarado inconstitucional pelo STF. 59. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A respeito do controle e da responsabilização da administração pública, julgue os itens a seguir. Se, em razão da realização da Copa do Mundo de futebol, em 2014, o Congresso Nacional editar lei que disponha que a União será responsável pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, entidade organizadora do mundial, tal lei será inconstitucional, dado que, consoante o disposto na CF, para que ocorra a responsabilidade do Estado, é necessário que o agente tenha agido com dolo. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 60. (CESPE – 2013 – TELEBRAS – Assistente Administrativo) Para se reconhecer a responsabilidade estatal, é essencial que a atividade provocadora de dano seja considerada lícita, bastando apenas que o prejuízo decorra de ação ou omissão de agente público. 61. (CESPE – 2013 – DPE/TO – Defensor) Em relação à responsabilidade civil do Estado pelo exercício da função administrativa e a improbidade administrativa, assinale a opção correta. A O Estado, no exercício da função administrativa, responde objetivamente por danos morais causados a terceiros por seus agentes. B A responsabilidade do Estado pelo exercício da função administrativa é subjetiva, de acordo com a teoria do risco administrativo. C As sociedades de economia mista que se dedicam à exploração de atividade econômica são responsáveis objetivamente pelos danos que seus agentes causem a terceiro. D O servidor público que utiliza, em proveito próprio, carro de propriedade da União pratica infração disciplinar, mas não ato de improbidade administrativa. E Não há previsão da penalidade de suspensão dos direitos políticos para o responsável por ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública. 62. (CESPE – 2013 – CNJ – Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) No ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade do poder público é objetiva, adotando-se a teoria do risco administrativo, fundada na ideia de solidariedade social, na justa repartição dos ônus decorrentes da prestação dos serviços públicos, exigindo-se a presença 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita dos seguintes requisitos: dano, conduta administrativa e nexo causal. Admite-se abrandamento ou mesmo exclusão da responsabilidade objetiva, se coexistirem atenuantes ou excludentes que atuem sobre o nexo de causalidade. 63. (CESPE – 2013 – PC-DF – Agente da polícia) Durante rebelião em um presídio, Charles, condenado a vinte e oito anos de prisão por diversos crimes, decidiu fugir e, para tanto, matou o presidiário Valmir e o agente penitenciário Vicente. A fim de viabilizar sua fuga, Charles roubou de Marcos um carro que, horas depois, abandonou em uma estrada de terra, batido e com o motor fundido. Charles permaneceu foragido por cinco anos e, depois desse período, foi preso em flagrante após tentativa de assalto a banco em que explodiu os caixas eletrônicos de uma agência bancária, tendo causado a total destruição desses equipamentos e a queima de todo o dinheiro neles armazenado. Com referência a essa situação hipotética e à responsabilização da administração, julgue o item a seguir. A responsabilidade do Estado com relação aos danos causados à agência bancária é objetiva, uma vez que a falha do Estado foi a causa da fuga, da qual decorreu o novo ato ilícito praticado por Charles. 64. (CESPE – 2013 – MJ – Analista Técnico) A respeito da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. Caso ocorra o suicídio de um detento dentro de estabelecimento prisional mantido peloEstado, a administração pública, segundo entendimento recente do STJ, estará, em regra, obrigada ao pagamento de indenização por danos morais. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 65. (CESPE – 2013 – MC – Atividade técnica de suporte) Considere que um detento tenha sido assassinado dentro do presídio por seus colegas de carceragem, em razão de um acerto de contas entre eles. Nessa situação, a responsabilidade do Estado fica totalmente afastada pelo fato de o detento ter sido morto por colegas de carceragem. 66. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados - Analista) O fato de um detento morrer em estabelecimento prisional devido a negligência de agentes penitenciários configurará hipótese de responsabilização objetiva do Estado. 67. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A responsabilidade civil do Estado no caso de morte de pessoa custodiada é subjetiva. 68. (CESPE - ADVOGADO - CEF - 2006) A teoria do risco administrativo, consagrada em sucessivos documentos constitucionais brasileiros desde a Carta Política de 1946, confere fundamento doutrinário à responsabilidade civil objetiva do poder público pelos danos a que os agentes públicos houverem dado causa, por ação ou por omissão. 69. (UnB/CESPE – AGU 2008) A responsabilidade civil objetiva da concessionária de serviço público alcança também não usuários do serviço por ela prestado. 70. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade do Estado será objetiva caso um sargento da polícia militar estadual utilizando arma da corporação, em dia de folga, efetue disparos contra 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita um desafeto, gerando lesões graves, utilizando uma arma da corporação. Gabarito: 1) C 2) E 3) C 4) E 5) C 6) C 7) C 8) E 9) C 10) C 11) C 12) C 13) E 14) E 15) E 16) E 17) E 18) E 19) E 20) C 21) C 22) E 23) C 24) C 25) C 26) C 27) C 28) E 29) C 30) E 31) E 32) C 33) E 34) B 35) C 36) E 37) C 38) C 39) E 40) C 41) C 42) C 43) C 44) C 45) C 46) C 47) E 48) E 49) C 50) C 51) E 52) E 53) E 54) E 55) E 56) E 57) E 58) E 59) E 60) E 61) A 62) C 63) E 64) C 65) E 66) C 67) E 68) C 69) C 70) C 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita 9) Referências ALEXANDRINO, Marcelo e PAULO, Vicente. Direito Administrativo descomplicado. 18ª ed. São Paulo: Método, 2010. BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010. CAHALI, Yussef Said. Responsabilidade civil do Estado. São Paulo: Malheiros, 1995. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 13ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005. CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de responsabilidade civil. 5ª ed. São Paulo: Malheiros, 2003. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. DUEZ, Paul. La responsabilité de la puissance publique. Paris: Librairie Dalloz, 1927. FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 7ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006. FREITAS, Juarez. Responsabilidade civil do estado. São Paulo: Malheiros, 2006. GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 2008. MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo - tomo I. 3ª ed. Salvador: Jus Podivm, 2007. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2003. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas Direito Administrativo p/ INSS- Técnico Teoria e exercícios comentados Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 10 Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 86 Twitter: @danielmqt Facebook: Daniel Mesquita MESQUITA, Daniel. Direito Administrativo – Série Advocacia Pública, Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo, 2011. STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial: doutrina e jurisprudência. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999. Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br. 05467234463 05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas