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Aula 11
Noções de Direito Administrativo p/ INSS - Técnico do Seguro Social - Com videoaulas -
2016
Professor: Daniel Mesquita
05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas
Direito Administrativo p/ INSS- Técnico 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 11 
 
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AULA 11: Responsabilidade Civil do Estado 
 
 
SUMÁRIO 
 
1) INTRODUÇÃO À AULA 11 2 
2) DISCIPLINA CONSTITUCIONAL E OS ELEMENTOS QUE COMPÕEM 
A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NO BRASIL 2 
2.1. DANO 9 
2.2. ALTERIDADE DO DANO 9 
2.3. NEXO CAUSAL 12 
2.4. ATO ESTATAL 14 
2.5. EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE 18 
2.6. ELEMENTO SUBJETIVO 23 
3) APLICAÇÃO DA TEORIA DA CULPA DO SERVIÇO NO BRASIL 27 
4) O RISCO INTEGRAL NO BRASIL 37 
5) REPARAÇÃO DO DANO 38 
5.1. SUJEITO PASSIVO 38 
5.2. FORMA DE REPARAÇÃO DO DANO 45 
6) RESPONSABILIDADE EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS 47 
A. RESPONSABILIDADE POR ATOS LEGISLATIVOS E JURISDICIONAIS 47 
B. DANOS DECORRENTES DE OBRA PÚBLICA 51 
C. RESPONSABILIDADE POR ATOS DE MULTIDÃO 51 
D. POLICIAL DE FATO MORTO EM HORÁRIO QUE PRESTAVA SERVIÇO 51 
E. ATO DELITUOSO PRATICADO POR FORAGIDO DA PRISÃO 52 
F. ATO PRATICADO DENTRO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL OU ESCOLAS E 
HOSPITAIS PÚBLICOS 52 
G. POLICIAL COMETE CRIME COM ARMA DE FOGO DA CORPORAÇÃO EM DIA DE 
FOLGA 58 
H. RESPONSABILIDADE DO ESTADO POR INTERVENÇÃO INDEVIDA NO DOMÍNIO 
ECONÔMICO 59 
I. ATO DO ESTADO CONTRA O SERVIDOR PÚBLICO 59 
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7) RESUMO 60 
8) QUESTÕES 63 
9) REFERÊNCIAS 85 
 
 
1) Introdução à aula 11 
 
Bem vindos à nossa aula 11 de Direito Administrativo para INSS. 
Nesta aula, abordaremos a matéria “8 responsabilização da 
administração: responsabilidade civil do Estado. 
Hoje, abordaremos os principais entendimentos jurisprudenciais do 
STJ e do STF sobre responsabilidade civil do Estado, uma vez que não 
há uma lei que discipline expressamente esse tema do direito 
administrativo. 
Não se esqueça que, ao final, você terá um resumo da aula e as 
questões tratadas ao longo dela. Use esses dois pontos da aula na 
véspera da prova! 
Chega de papo, vamos à luta! 
 
 
2) Disciplina constitucional e os elementos 
que compõem a responsabilidade civil do Estado 
no Brasil 
 
Você já ouviu falar em responsabilidade civil. Se você está dirigindo 
falando ao celular, sem prestar a devida atenção no trânsito, e bate o 
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seu carro no carro de outra pessoa, você deve reparar o dano causado 
no outro veículo, pois a culpa pelo acidente foi sua. 
No caso, aplica-se o instituto da responsabilidade civil. Esse 
instituto impõe que aquele que, por ação ou omissão, causar dano a 
outrem é obrigado a repará-lo. 
No caso do acidente de trânsito entre particulares, deve-se verificar 
se essa ação ou omissão foi praticada com culpa, ou seja, com 
imprudência, imperícia ou negligência. No exemplo, você foi imprudente 
ao dirigir falando ao celular. 
Nesse caso, entre particulares, como a análise da culpa é 
relevante, diz-se que a responsabilidade é subjetiva (deve ser 
analisado o aspecto subjetivo, ou o ânimo da conduta, daquele que 
praticou o ato danoso). 
Quando é o Estado quem causa o dano, não se investiga se ele 
agiu com culpa (imprudência, imperícia ou negligência). Há o consenso 
de que, nesse caso, a responsabilidade é objetiva, ou seja, se existir 
o ato do Estado, seja ele lícito ou ilícito, se houver o dano e se foi esse 
ato que praticou o dano, há o dever do Estado de repará-lo. 
 
Responsabilidade civil entre 
particulares (regra) 
 
 
 
 
Subjetiva 
Responsabilidade civil do 
Estado (regra) 
 
 
 
 
Objetiva 
 
Detalharemos todos esses elementos da responsabilidade civil 
objetiva ao longo desta aula. 
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Mas, por enquanto, você deve se atentar para a seguinte pergunta: 
Por que há consenso acerca da aplicação da teoria da responsabilidade 
objetiva do Estado como regra geral no Brasil? 
Esse entendimento decorre do art. 37, § 6º, da Constituição. 
DECORE ESSE DISPOSITIVO: 
 
 
 
 
 
Aprofundaremos nesse tema mais abaixo, mas, desde já, você 
deve saber que o Brasil adota a teoria do risco administrativo 
quando o assunto é responsabilidade civil. 
Houve um período em que os Estados se constituíram segundo o 
modelo absolutista. O Estado, como ente soberano, era imposto aos 
indivíduos e sua autoridade não podia ser contestada, pois o seu poder 
era divino. Nesse período, a ideia era a da irresponsabilidade estatal, 
uma vez que o rei não errava (“the king can do no wrong”). 
Isso, contudo, já foi superado, hoje adotamos a teoria do risco 
administrativo. 
Por essa teoria, o Estado assume o risco pelas atividades que 
desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se busca verificar se 
o Estado agiu com dolo ou com culpa. 
IMPORTANTE: como veremos abaixo, por essa teoria poderá haver 
excludentes da responsabilidade quando, por exemplo, a culpa for 
exclusiva da vítima (Ex: a vítima se joga na frente de um caminhão de 
lixo da prefeitura) ou quando houver caso fortuito ou força maior (Ex: 
um furacão joga um carro da prefeitura em cima de uma casa). 
Essa teoria se diferencia da teoria do risco integral, pois nesta 
última não há qualquer excludente de responsabilidade do Estado. 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra 
o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
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Também se diferencia da teoria da culpa, pois nesta o Estado só 
vai indenizar se comprovado que o ato que gerou o dano foi praticado 
com dolo ou culpa (se comprovado, por exemplo, que o Estado foi 
negligente). 
Assim, sabendo que o Brasil, em regra, adota a teoria do risco 
administrativo e partindo da interpretação do art. 37, § 6º, da CF, o 
STF consagrou o entendimento de que são os seguintes requisitos 
que compõem a responsabilidade civil no Brasil: 
(a) dano; 
(b) alteridade do dano; 
(c) nexo causal; 
(d) ato estatal; 
(e) ausência de causa excludente da responsabilidade 
estatal. 
Veja que a culpa ou o dolo não está entre os requisitos, pois o 
Brasil não adota a teoria da culpa. Observe, também, que a letra (e) 
indica que o Brasil não adota a teoria do risco integral. 
Se você acha que ainda estamos na introdução do assunto e que 
nada do que dissemos até aqui é cobrado, não se engane! A sua banca 
adora tirar questões desse trecho inicial da aula. 
Confira: 
 
 
 
 
1. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental)Julgue o 
item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade 
civil do Estado. 
De acordo com a teoria do risco integral, é suficiente a existência de um 
evento danoso e do nexo de causalidade entre a conduta administrativa 
e o dano para que seja obrigatória a indenização por parte do Estado, 
Questões de 
concurso 
 
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afastada a possibilidade de ser invocada alguma excludente da 
responsabilidade. 
A questão está correta. Conforme ensina o doutrinador José dos Santos 
Carvalho Filho, “Já no risco integral a responsabilidade sequer depende 
do nexo causal e ocorre até mesmo quando a culpa é da própria vítima. 
Assim, por exemplo, o Estado teria que indenizar o indivíduo que se 
atirou deliberadamente à frente de uma viatura pública”. 
Gabarito – Certo. 
 
2. (CESPE - 2013 - MJ - Técnico - Administrativo) Por ostentarem 
natureza pública, apenas as pessoas jurídicas de direito público 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a 
terceiros. 
Responsabilidade civil entre 
particulares (regra) 
 
 
 
 
Subjetiva 
Responsabilidade civil do 
Estado (regra) 
 
 
 
 
Objetiva 
 
 
Gabarito: errado 
 
3. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) A teoria do risco 
integral obriga o Estado a reparar todo e qualquer dano, 
independentemente de a vítima ter concorrido para o seu 
aperfeiçoamento. 
Isso mesmo! Acabamos de estudar que na teoria do risco 
integral não há qualquer excludente de responsabilidade do Estado. 
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Gabarito: correto 
 
4. (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente penitenciário) Para que fique 
configurada a responsabilidade civil objetiva do Estado, é necessário 
que o ato praticado pelo agente público seja ilícito. 
Pessoal, não se esqueçam que na responsabilidade objetiva não 
importa se o ato praticado foi lícito ou ilícito. Há o dever de indenizar! 
Gabarito: Errado. 
 
5. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) As pessoas jurídicas 
de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos respondem objetivamente pelos eventuais danos que seus 
agentes causarem a terceiros ao prestarem tais serviços. 
Se você leu com atenção não tem como errar! Veja novamente a 
dica: 
Responsabilidade civil entre 
particulares (regra) 
 
 
 
 
Subjetiva 
Responsabilidade civil do 
Estado (regra) 
 
 
 
 
Objetiva 
 
Gabarito: Certo 
 
6. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) As 
entidades de direito privado prestadoras de serviço público respondem 
objetivamente pelos prejuízos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros. 
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Quem avisa amigo é! . DECORE ESSE DISPOSITIVO:art. 37, § 
6º, da Constituição. 
 
 
 
 
 
Gabarito: Certo 
 
Algumas considerações importantes devem ser feitas quanto a 
cada um dos elementos da responsabilidade civil. Vamos tratar 
resumidamente de cada um deles? Avante! 
 
7. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Consoante a teoria do 
risco administrativo, consagrada no ordenamento jurídico brasileiro, a 
responsabilidade objetiva do Estado por danos causados aos 
administrados baseia-se na equânime repartição dos prejuízos que o 
desempenho do serviço público impõe a certos indivíduos, não 
suportados pelos demais. 
De acordo com essa teoria o Estado assume o risco pelas 
atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se 
busca verificar se o Estado agiu com dolo ou com culpa. A questão está 
correta, pois o fundamento da responsabilidade civil do Estado é 
justamente a repartição do custo social. Aquele que sofre o dano por 
ato do Estado não pode suportar sozinho uma atuação equivocada ou 
ineficiente do Estado, esse custo tem que ser repartido entre todos. Por 
isso é que o Estado indeniza. 
Gabarito: correto 
 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
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8. (CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário) O agente público 
que vier a causar dano à terceiro somente trará para o Estado o dever 
jurídico de ressarcir esse dano caso tenha agido com culpa ou dolo. 
Você tem que saber de “cor e salteado”, que são os seguintes 
requisitos que compõem a responsabilidade civil no Brasil: 
(a) dano; 
(b) alteridade do dano; 
(c) nexo causal; 
(d) ato estatal; 
(e) ausência de causa excludente da responsabilidade 
estatal. 
Culpa e dolo não são requisitos, afinal a teoria da culpa não é 
adotada no Brasil. Item errado. 
 
 
2.1. Dano 
Para que se caracterize o dano, conforme lição de Bandeira de 
Mello (2010, p. 1010-1012), deve o ato estatal atingir um direito da 
vítima, seja ele material ou imaterial (inclusive moral!), deve o bem 
jurídico lesado ser certo e provocar um transtorno anormal. 
 
2.2. Alteridade do dano 
O ato estatal deve causar danos a terceiros para que a 
responsabilidade extracontratual se caracterize. Nesse ponto, 
apresentamos a nossa primeira questão jurisprudencial que tem 
GRANDES CHANCES DE CAIR NA SUA PROVA: 
O STF, no julgamento do RE 591.874, que teve sua repercussão 
geral reconhecida, concluiu que “a responsabilidade civil das pessoas 
jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva 
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relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, 
segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal”. 
Para o STF, a responsabilidade objetiva decorre da natureza da 
atividade administrativa, a qual não é modificada pela mera 
transferência da prestação dos serviços públicos a empresas 
particulares concessionárias do serviço. Assim, a existência do nexo de 
causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não 
usuário do serviço público é condição suficiente para estabelecer a 
responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. 
Isso também cai em concurso, meus amigos – OLHO ABERTO! 
 
 
 
 
 
 
9. (2014/CESPE/TC-DF/Analista Administrativo - Tecnologia da 
Informação) Tanto o dano moral quanto o dano material são passíveis 
de gerar a responsabilidade civil do Estado 
 Pela teoria do risco administrativo, o Estado assume o risco 
pelas atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não 
se busca verificarse o Estado agiu com dolo ou com culpa, podendo o 
dano ser material ou moral. 
 
Gabarito: Certo. 
 
 
10. (CESPE - 2013 - CNJ - Analista Judiciário) Se do atributo da 
executoriedade do ato administrativo resultar dano ao particular em 
razão de ilegitimidade ou abuso, o Estado estará obrigado a indenizar o 
lesado, uma vez configurados a conduta danosa, o dano e o nexo 
causal. 
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A questão afirma que se um ato administrativo produz efeitos 
concretos, alterando a realidade fática, e esse ato causa dano ao 
particular, o Estado estará obrigado a indenizar. 
Como vimos acima, a existência do nexo de causalidade entre o 
ato administrativo e o dano causado ao particular é condição suficiente 
para estabelecer a responsabilidade objetiva do Estado. 
Gabarito: Certo. 
 
11. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) O pressuposto da 
responsabilidade civil é a existência de dano, ou seja, sem que ele 
ocorra, inexiste essa responsabilidade. 
 
Caso não haja o dano, não há que se falar em indenização e 
ressarcimento. A existência de dano é requisito essencial para a 
responsabilidade civil do Estado. 
Gabarito: Correto. 
 
12. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade civil das 
pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é 
objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço 
prestado. 
Isso mesmo pessoal! Foi o que decidiu o STF, no julgamento do RE 
591.874! 
Gabarito: certo 
 
13. (CESPE – 2013 – DPE-DF – Defensor Público) Segundo o 
ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado que integrem a administração pública 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros. 
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Perceberam a pegadinha na questão? Não são todas as pessoas 
jurídicas de direito privado que responderão objetivamente. São apenas 
as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público! 
Gabarito: Errado. 
 
14. (CESPE – 2013 – MPU – Analista Direito) A responsabilidade 
civil do Estado incide apenas se os danos causados forem de caráter 
patrimonial. 
A responsabilidade civil do Estado incide sobre os danos materiais 
ou morais! 
Gabarito: errado. 
 
15. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário) Suponha-se que 
Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de 
trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público 
municipal de transporte público, o qual lhe causou danos materiais. 
Nessa situação hipotética, eventual direito à indenização pelos danos 
suportados por Maria somente ocorrerá se ficar provado que o condutor 
do referido coletivo atuou com culpa ou dolo, já que não haverá 
responsabilidade objetiva na espécie, pois, na oportunidade, Maria não 
era usuária do serviço público de transporte público coletivo. 
Vimos que, de acordo com o entendimento atual do STF, as 
empresas privadas concessionárias de serviço são objetivamente 
responsáveis pelos danos que causam a terceiros usuários e não 
usuários do serviço. Assim sendo, Maria terá sim o direito de ser 
indenizada, item errado. 
 
 
2.3. Nexo causal 
Nexo causal ou causalidade material é o elo que existe entre o 
dano e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do 
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agente público ou da entidade de direito privado prestadora de serviços 
públicos. Ele responde à seguinte pergunta: O ato praticado pelo Estado 
gerou o dano? 
Novamente, trazemos outra questão jurisprudencial relevante! 
O STJ (Resp 858.511) e o STF (AI 239.107) já sedimentaram o 
entendimento no sentido de que o dever do Estado de assegurar a 
segurança pública não significa que ele seja responsável por reparar 
todos aqueles que foram vítimas de crimes ocorridos em locais públicos. 
O Estado não é um segurador universal. 
Em interessante caso, o STJ consignou que “não há como afirmar 
que a deficiência do serviço do Estado (que propiciou a evasão de 
menor submetido a regime de semi-liberdade) tenha sido a causa direta 
e imediata do tiroteio entre o foragido e um seu desafeto, ocorrido oito 
dias depois, durante o qual foi disparada a ‘bala perdida’ que atingiu a 
vítima, nem que esse tiroteio tenha sido efeito necessário da referida 
deficiência“ (REsp 980.844). Afastou-se, nesse caso, o nexo causal 
entre o evento danoso e a ação ou omissão do Estado. 
A partir desses julgados, pode-se dizer que, para a configuração do 
nexo de causalidade, o ato estatal deve ser o responsável direto e 
imediato para a ocorrência do dano. 
 
 
 
16. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A respeito da 
responsabilidade civil e da responsabilização da administração, julgue 
os itens subsequentes. 
O fato que gera a responsabilidade tem de estar diretamente 
atrelado ao aspecto da licitude e ilicitude do fato. 
 
Questão de 
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Para gerar responsabilidade são necessários apenas dano e nexo 
de causalidade, pois, mesmo sendo fato lícito, o administrado pode 
pleitear a reparação com base na responsabilidade objetiva. 
 
Gabarito: Errado. 
 
2.4. Ato estatal 
Quanto ao ato estatal, não se pode perder de vista que a 
responsabilidade objetiva alcança “as pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos”. 
Desse modo, as entidades do terceiro setor (sistema “S”), os 
cartórios extrajudiciais e as empresas públicas e sociedades de 
economia mista prestadoras de serviço público estão sujeitas à 
responsabilidade objetiva. 
Não se sujeitam à responsabilidade objetiva, por outro lado, as 
empresas estatais que executam atividade econômica. 
Além disso, não é demais lembrar, conforme lição de Gasparini 
(2008, p. 1044), que o agente público causador do dano deve estar no 
exercício de seu cargo, emprego ou função pública da mesma forma 
que o empregado da empresa prestadora de serviço público deve estar 
no desempenho de suas atribuições. 
 
 
 
 
 
17. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação 
hipotética, julgue o seguinte item. Caso Rafael seja empregado de 
Questões de 
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empresa terceirizada, contratada pela administração para a prestação 
de serviços de transporte de materiais, a responsabilidade do ente 
público será objetiva, porém subsidiária. 
 
 
Não é responsabilidade subsidiária e sim responsabilidade DIRETA 
OBJETIVA. 
Gabarito – Errada. 
 
 
18. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Para garantir o seu direito de regresso, o poder público, ao responder à 
ação de indenização, deverá promover a denunciação da lide ao 
servidor causador ao suposto dano. 
 
Errado. Neste caso a ação de regresso será em ação distinta que 
independe desta. 
Gabarito – Errada. 
 
 
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19. (CESPE – 2013 – TCE-ES – Analista Administrativo-Direito) 
Determinado agente, vinculado a uma sociedade de economia mista 
prestadora de serviço público, no exercício de sua atividade, causou 
prejuízo a terceiro. A ação de indenização ajuizada pelo lesado contra a 
entidade foi julgada procedente com fundamento na responsabilidade 
objetiva do Estado, e a entidade foi condenada ao pagamento dos 
danos materiais e morais postulados, acrescidos dos juros moratórios. 
Cinco anos após o trânsito em julgado da decisão condenatória, a 
sociedade de economia mista ajuizou ação regressiva contra o agente. 
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção 
correta. 
a) Diante da existência de decisão condenatória da sociedade de 
economia mista, o agente responderá objetivamente, na ação 
regressiva, pelo prejuízo que tenha causado à entidade. 
b) A ação não poderia ter sido julgada procedente com fundamento 
na responsabilidade objetiva do Estado, já que o agente causador do 
dano é vinculado a sociedade de economia mista, que se submete 
exclusivamente à responsabilidade subjetiva. 
c) Independentemente da natureza da atividade desenvolvida pela 
sociedade de economia mista, a responsabilidade pelo prejuízo que seus 
agentes causarem a terceiros será objetiva. 
d) A ação de regresso proposta contra o agente deve ser ajuizada 
no prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado da decisão 
condenatória, sob pena de prescrição. 
e) É possível a condenação da entidade ao pagamento de danos de 
natureza material e moral, bem como dos juros moratórios, os quais 
devem incidir a partir da data do evento danoso, e não a partir da 
citação. 
Bom galera, a questão deixa claro que a sociedade de economia 
mista é prestadora de serviço público. Assim, ela se sujeitará à 
responsabilidade objetiva do Estado. Poderá, ainda, ajuizar ação de 
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regresso em desfavor do agente, em caso de culpa. Lembramos, ainda, 
que a ação de regresso é imprescritível! Portanto, nos resta a letra “e” 
como a correta. 
Gabarito: letra “e” 
 
20. (CESPE - 2010 - AGU - Contador) A respeito do direito 
administrativo, julgue o item seguinte.A responsabilidade civil objetiva 
do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras 
de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e 
sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 
 
Lembre-se de que não se sujeitam à responsabilidade objetiva as 
empresas estatais que executam atividade econômica. Alternativa 
correta! 
Gabarito: certo. 
 
21. (CESPE - 2009 - DPE-AL - Defensor Público)Com relação à 
regra da responsabilidade objetiva do Estado, julgue o próximo item. 
Essa regra não se aplica às entidades da administração indireta que 
executem atividade econômica de natureza privada. 
Pelo mesmo motivo exposto na questão anterior, o item está 
correto. 
Gabarito: certo. 
 
E mais uma vez essa questão caiu em 2012: 
 
22. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial) A regra da 
responsabilidade civil objetiva do Estado se aplica tanto às entidades de 
direito privado que prestam serviço público como às entidades da 
administração indireta que executem atividade econômica de natureza 
privada. 
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Ficou claro que o item está errado, afinal não se sujeitam à 
responsabilidade objetiva, por outro lado, as empresas estatais 
que executam atividade econômica. 
 
2.5. Excludentes de responsabilidade 
A excludente de responsabilidade não é elemento da 
responsabilidade civil, pelo contrário, é elemento que retira do Estado a 
responsabilidade pelo dano. Bandeira de Mello (2010, p. 1023-1024) 
ensina que todas as excludentes rompem o nexo de causalidade. 
São elas: 
 culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da 
teoria do risco administrativo); e 
 caso fortuito e a força maior. 
IMPORTANTE: Se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato 
estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na 
proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do 
Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. 
Assim, temos: 
 
Culpa concorrente Reduz o valor da 
indenização 
 
IMPORTANTE: Di Pietro (2009, p. 649) observa que a culpa de 
terceiro não retira a responsabilidade daquele que presta serviço 
público de transporte, uma vez que o art. 735 do Código Civil prevê que 
a responsabilidade do transportador por acidente com passageiro não é 
elidida por culpa de terceiro. 
 
 
 
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23. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. 
A responsabilidade da administração pode ser afastada caso fique 
comprovada a culpa exclusiva de Paulo e pode ser atenuada em caso de 
culpa concorrente. 
 
Existem três excludentes da culpabilidade. São elas: 
Caso fortuito ou força 
maior; 
Culpa exclusiva da vítima; e 
Ato exclusivo de terceiro. 
 
Sendo assim, caso a culpa for exclusiva de Paulo, a responsabilidade da 
administração será afastada. Caso ocorra culpa concorrente a 
responsabilidade será atenuada. 
Gabarito – Certo. 
 
24. (CESPE – 2015 - TRE-GO - AnalistaJudiciário - Área Judiciária) 
Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
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Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Em sua defesa, o poder público poderá alegar culpa do cidadão na 
geração do erro, uma vez que ele não forneceu o número de seu CPF. 
 
 
Nesse caso, conforme a teoria do risco administrativo, demonstrada 
culpa da vítima, a indenização poderá ser atenuada ou excluída. 
O que exclui a responsabilidade civil do Estado é: 
CULPA EXLUSIVA DA VÍTIMA OU DE TERCEIRO; 
AUSÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE, 
LEGÍTIMA DEFESA, 
O ESTADO DE NECESSIDADE E A CLÁUSULA DE NÃO INDENIZAR; 
CASO FOTUITO OU FORÇA MAIOR; 
O FATO EXCLUSIVO DE TERCEIRO, 
 
Gabarito – Correto. 
 
 
 
 
25. (2014/CESPE/SUFRAMA/Nível Superior)Julgue o item que se 
segue, relativos aos agentes públicos, aos poderes administrativos e à 
responsabilidade civil do Estado. O direito pátrio adotou a 
responsabilidade objetiva do Estado, sob a modalidade “risco 
administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a 
responsabilidade do Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da 
indenização devida. 
 
O Brasil adota a teoria do risco administrativo quando o assunto é 
responsabilidade civil. Por essa teoria, o Estado assume o risco pelas 
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atividades que desenvolve e, por isso, quando ocorre o dano, não se 
busca verificar se o Estado agiu com dolo ou com culpa. 
Além disso, como vimos, todas as excludentes rompem o nexo 
de causalidade. 
São elas: 
 culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da 
teoria do risco administrativo); e 
 caso fortuito e a força maior. 
IMPORTANTE: Se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato 
estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na 
proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do 
Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. 
 Gabarito: Correto 
 
 
26. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário) Se um particular 
sofrer dano quando da prestação de serviço público, e restar 
demonstrada a culpa exclusiva desse particular, ficará afastada a 
responsabilidade da administração. Nesse tipo de situação, o ônus da 
prova, contudo, caberá à administração. 
 
Como vimos, a culpa exclusiva da vítima é uma excludente de 
responsabilidade da Administração. Como a regra é que a 
Administração seja responsabilizada (Responsabilidade objetiva), caso 
ocorra uma excludente, o ônus da prova é da Administração. 
Gabarito: Correto. 
 
27. (CESPE – 2013 – FUNASA Todos os cargos) Considere que 
um cidadão tenha falecido ao colidir seu veículo com uma viatura da 
polícia militar devidamente estacionada no posto policial, e que exame 
laboratorial demonstrou que o indivíduo conduzia seu veículo sob o 
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efeito de bebidas alcoólicas. Nessa situação, o poder público será isento 
de responsabilidade, visto que houve participação total do lesado na 
ocorrência do dano. 
 
Mais uma questão em que a culpa é exclusiva da vítima, sendo 
portanto, excludente de responsabilidade da Administração. 
Gabarito: certo 
 
28. (CESPE – 2013 – MI – Analista) Considere que um particular, 
ao avançar o sinal vermelho do semáforo, tenha colidido seu veículo 
contra veículo oficial pertencente a uma autarquia que trafegava na 
contramão. Nessa situação, o Estado deverá ser integralmente 
responsabilizado pelo dano causado ao particular, dado que, no Brasil, 
se adota a teoria da responsabilidade objetiva e, de acordo com ela, a 
culpa concorrente não elide nem atenua a responsabilidade do Estado 
de indenizar. 
Já vimos que ainda que a responsabilidade seja objetiva, ela não é 
exclusiva! Assim, admite-se a exclusão da culpa, no todo ou em parte, 
o que pode atenuar a responsabilidade do Estado de indenizar. 
Gabarito: errado 
 
29. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) A responsabilidade 
civil da pessoa jurídica de direito público em face de particular que 
tenha sofrido algum dano pode ser reduzida, ou mesmo excluída, 
havendo culpa concorrente da vítima ou tendo sido ela a única culpada 
pelo dano. 
As excludentes de responsabilidade são aquelas que rompem o 
nexo de causalidade. A culpa exclusiva da vítima é excludente, e 
lembre-se de que se houver culpa da vítima e, ao mesmo tempo, ato 
estatal danoso, haverá uma redução do valor da indenização na 
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proporção da participação da vítima pelo evento danoso (art. 945 do 
Código Civil). É o que se denomina culpa concorrente. 
Gabarito: Certo. 
 
2.6. Elemento subjetivo 
O elemento subjetivo também não é um dos elementos da 
responsabilidade civil do Estado, uma vez que a regra no direito 
brasileiro é a responsabilidade objetiva. 
MUITA ATENÇÃO!!!! 
É importante observar, contudo, que o art. 37, § 6º, da CF, 
menciona a culpa do agente causador do dano como elemento a 
ensejar a sua responsabilidade pessoal perante o Estado. 
CUIDADO: Essa culpa não tem qualquer relação com a vítima que 
sofreu o dano por ato do Estado. Essa culpa tem relevância apenas para 
o Estado, que vai poder ressarcir os cofres públicos, cobrando de seu 
servidor o valor da indenização paga à vítima, quando esse servidor 
praticou o dano com dolo ou culpa. 
Verifica-se, desse modo, se o agente estatal atuou com 
imprudência, imperícia e negligência. Essa comprovação deverá ocorrer 
em processo administrativo que assegure ao agente público a ampla 
defesa e o contraditório. Caso tenha havido culpa do agente, o Estado 
pode cobrar dele o valor ressarcido ao indivíduo que sofreu o dano. 
NÃO CONFUNDA: AQUI FALAMOS DE DUAS RELAÇÕES JURÍDICAS: 
 
 
 
Estado indivíduo lesado 
 
Estado agente estatal que causou o dano 
 
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Na primeira relação, o objetivo é reparar o dano sofrido pelo 
indivíduo lesado. Nessa relação, não se discute culpa. Na segunda, o 
objetivoé do Estado de recompor os cofres públicos em razão do valor 
gasto por ele, Estado, para ressarcir a vítima do dano. Nesta última, o 
Estado só vai conseguir cobrar de seu servidor se este praticou o ato 
danoso com dolo ou culpa. 
 Como o Estado vai promover essa cobrança perante o seu 
servidor? 
De duas maneiras, ou por meio de uma demanda judicial chamada 
“ação regressiva” ou por meio de um processo administrativo. 
 
 
 
 
 
30. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o 
item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade 
civil do Estado. 
As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que 
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável apenas nos casos de dolo. 
O art. 37 § 6º da Constituição Federal estabelece que: “Art. 37 § 6º - 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. 
Gabarito – Errado. 
 
31. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade 
civil do Estado, julgue os itens a seguir. 
Tal qual o ressarcimento pelo particular por prejuízo ao erário, é 
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imprescritível a pretensão do administrado quanto à reparação de dano 
perpetrado pelo Estado. 
 
É imprescritível o direito de regresso do Estado contra o agente 
causador do dano, nos termos do art. 37, § 5º, da CF, que destaca a 
inexistência de prazo prescricional para as ações de ressarcimento do 
erário (GASPARINI, 2008, p. 1040). 
 Porém, o prazo prescricional para o ajuizamento de ações 
indenizatórias contra a Fazenda Pública continua sendo de cinco anos 
 Gabarito: Errado 
 
 
32. (2014/CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário - Área Administrativa) 
Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção 
correta. 
a) As autarquias respondem pelos danos que seus agentes, 
nessa qualidade, causarem a terceiros, devendo, para tanto, estar 
caracterizado o dolo ou a culpa na hipótese da prática de atos 
comissivos. 
b) A culpa concorrente da vítima, a força maior e a culpa de 
terceiros são consideradas causas excludentes da responsabilidade 
objetiva do Estado. 
c) A reparação de danos causados pelo Estado a terceiros pode 
ser feita tanto no âmbito administrativo, quanto na esfera judicial. Caso 
a administração não reconheça desde logo a sua responsabilidade e não 
haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização, o 
prejudicado poderá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica 
causadora do dano. 
d) De acordo com a teoria da culpa do serviço público, não há 
o dever do ente público de indenizar os terceiros pelos danos causados 
pela omissão do Estado. 
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e) No que tange à evolução da temática relacionada à 
responsabilidade civil do Estado, a regra adotada inicialmente foi a da 
responsabilidade subjetiva, caminhando-se, posteriormente, para a 
teoria da irresponsabilidade. 
 
A letra “a” está incorreta, pois não há necessidade de averiguação 
de dolo ou culpa para que haja responsabilidade do Estado. 
A letra “b” está incorreta, pois a “culpa concorrente” é causa de 
atenuação de responsabilidade e não excludente. 
A letra “c” está correta 
A letra “d” está incorreta, pois vale a regra: aplica-se a teoria da 
culpa nas hipóteses de omissão na prestação de serviços públicos pelo 
Estado. 
 A letra “e” está incorreta, pois no que tange à evolução da 
temática relacionada à responsabilidade civil do Estado, a regra adotada 
inicialmente foi a da responsabilidade subjetiva, caminhando-se, 
posteriormente, para a responsabilidade objetiva ou teoria do risco 
administrativo. 
Gabarito: Letra “c”. 
 
33. (CESPE - 2013 - Telebrás – Assistente Administrativo) A ação 
regressiva cabe em casos de culpa comprovada ou dolo do agente 
público e, por estar baseada na teoria objetiva, tem prazo decadencial 
para ser intentada. 
O erro da questão está no prazo decadencial. A ação regressiva de 
ressarcimento contra o agente público é imprescritível. 
Gabarito: Errado 
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3) Aplicação da teoria da culpa do serviço 
no Brasil 
 
MUITA ATENÇÃO! VAI CAIR COM CERTEZA NA SUA PROVA! 
Espere um pouco! Eu falei acima que o Brasil adota a 
responsabilidade objetiva. Mas, há hipóteses em que a teoria da culpa é 
adotada no Brasil? 
Há sim, meus amigos! 
Apesar de divergência doutrinária, para concursos públicos 
prevalece o entendimento de que é aplicável a teoria da culpa do 
serviço no Brasil quando o assunto é prestação de serviços públicos pelo 
Estado. 
Como vimos acima, essa teoria tem por fundamento a 
responsabilidade subjetiva do Estado, porém não se trata da culpa 
individual do agente estatal, mas sim do serviço prestado pelo Estado 
quando ele não funciona, devendo funcionar, funciona mal ou funciona 
atrasado. 
Assim, ocorre a responsabilidade subjetiva do Estado 
quando o serviço público é prestado de maneira aquém do que 
se esperava e essa deficiência causou danos, ou seja, quando o 
Estado se omitiu na prestação de um serviço público. 
O Estado, nesse caso, pode comprovar que não agiu de forma 
negligente e se eximir da responsabilidade. 
O STF já teve a oportunidade de se manifestar no seguinte sentido: 
“Tratando-se de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil 
por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas 
três vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, 
entretanto, necessário individualizá-la, dado que pode ser atribuída ao 
serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). 
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O STJ, analisando a responsabilidade civil do Estado por não ter 
removido entulho acumulado à beira de uma estrada, para evitar que 
ele atingisse uma casa próxima e causasse o dano, concluiu que se 
tratava de responsabilidade civil subjetiva e que não era devida a 
indenização, pois a autora não comprovou a culpa do Estado (REsp 
721.439). 
Assim, vale a regra: aplica-se a teoria da culpa nas hipóteses de 
omissão na prestação de serviços públicos pelo Estado. 
Entretanto, a jurisprudência já verificou, em casos excepcionais, 
que, mesmo nas hipóteses de omissão na prestação de serviços 
públicos, será aplicada a teoria do risco administrativo (não se verifica 
se houve culpa: responsabilidade objetiva). MUITO IMPORTANTE!!! 
CONSTITUI EXCEÇÃO À REGRA!!! 
Somente em casos extremos é que a jurisprudência adota a 
teoria da responsabilidade objetiva (teoria do risco administrativo)nos 
casos de omissão estatal. Recentemente, o STF reconheceu a obrigação 
do Estado de Pernambuco de custear as despesas necessárias à 
realização de cirurgia de implante de marcapasso em cidadão que ficou 
tetraplégico em decorrência de assalto ocorrido em via pública. No caso, 
constatou-se a grave omissão, permanente e reiterada, por parte do 
Estado em prestar o adequado serviço de policiamento ostensivo, nos 
locais notoriamente passíveis de práticas criminosas violentas. A 
responsabilidade objetiva foi reconhecida para fazer prevalecer o direito 
à vida, à autonomia existencial e à busca da felicidade, uma vez que a 
cirurgia devolveria ao lesado a condição de respirar sem a dependência 
do respirador mecânico (STA 223). 
Veja que essa é a questão preferida do CESPE! 
 
 
 
 
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34. (CESPE – 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) 
Determinado motorista de uma empresa de transporte coletivo de 
pessoas causou, sem dolo ou culpa, um acidente de trânsito, o qual 
provocou danos materiais aos passageiros e a pessoas que transitavam 
na rua. O serviço de transporte coletivo tinha como fundamento um 
contrato de concessão da empresa de transporte com a administração 
pública, de modo que os passageiros eram usuários do serviço prestado 
pela empresa e as pessoas que transitavam na rua não tinham qualquer 
relação contratual decorrente do serviço prestado pela empresa. 
Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta de 
acordo com a jurisprudência do STF acerca da responsabilidade civil do 
Estado. 
a) A responsabilidade civil da empresa é objetiva, visto que decorre da 
aplicação da teoria do risco integral. Desse modo, é suficiente para sua 
configuração a demonstração da conduta, do resultado e do nexo 
causal. 
b) A empresa será responsabilizada de forma objetiva tanto no que 
tange aos usuários quanto aos não usuários do serviço, uma vez que, 
embora não seja pessoa jurídica de direito público, ela atua por 
delegação do Estado na prestação de serviço público. 
c) Será incabível indenização para os passageiros e os transeuntes, uma 
vez que o motorista agiu sem dolo ou culpa e, portanto, não cometeu 
ato ilícito. 
d) A responsabilidade civil da empresa é objetiva para os danos 
provocados aos usuários do serviço público; contudo, em relação aos 
transeuntes, a responsabilidade civil da empresa é subjetiva, aplicando-
se as regras das relações jurídicas extracontratuais 
e) A responsabilidade civil da empresa é subjetiva, o que requer a 
existência de dolo ou culpa do motorista para o surgimento do direito à 
reparação dos danos. 
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A resposta dessa questão encontra-se em uma Jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal que traduz: 
"EMENTA: CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 
37, § 6!!, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO 
PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU 
PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. 
RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-
USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. 
I - A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito 
privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente 
a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre 
do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. III - A inequívoca 
presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano 
causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição 
suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa 
jurídica de direito privado. (STF RE 591874 / MS)”. 
Gabarito – Letra B. 
 
35. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação 
hipotética, julgue o seguinte item: Rafael pode ser responsabilizado, 
regressivamente, se for comprovado que agiu com dolo ou culpa, 
mesmo sendo ocupante de cargo em comissão, e deve ressarcir a 
administração dos valores gastos com a indenização que venha a ser 
paga a Paulo. 
 
Os doutrinadores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino em sua obra 
Direito Constitucional Descomplicado ensinam que: "Em todas as 
hipóteses de aplicação do §6° do art. 37, o Estado (ou a delegatária de 
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serviço publico), depois de condenado a indenizar, tem a possibilidade 
de ajuizar ação contra o agente causador do sano, desde que consiga 
provar que o agente atuou com dolo ou culpa vale dizer, o agente pode 
ter que responder ao Estado, em ação regressiva, mas a sua 
responsabilidade é subjetiva" 
Gabarito – Certo. 
 
 
36. (CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária)Em 
decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Na referida ação, fundamentada na responsabilidade objetiva do 
Estado, constarão como corréus o servidor responsável pelo erro e o 
poder público. 
 
Entenda. Não existe corréu neste tipo de ação e que vai responder é 
poder público no que se refere a União. Isso por que se trata de órgão 
federal. Caso o servidor tivesse culpa ou dolo na ação, responderia em 
ação regressiva. 
Gabarito – Errada. 
 
37. (CESPE – 2015 – DPU - Defensor Público Federal de Segunda 
Categoria) Em relação a improbidade administrativa e responsabilidade 
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civil do servidor público federal, julgue o item subsequente.A 
responsabilidade civil do servidor público pela prática, no exercício de 
suas funções, de ato que acarrete prejuízo ao erário ou a terceiros pode 
decorrer tanto de ato omissivo quanto de ato comissivo, doloso ou 
culposo. 
 
O art. 122 da lei 8.112/90 estabelece que: “A responsabilidade civil 
decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte 
em prejuízo ao erário ou a terceiros”. 
Gabarito – Certo. 
 
38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Todos os anos, na estação chuvosa, a região metropolitana 
de determinado município é acometida por inundações, o que causa 
graves prejuízos a seusmoradores. Estudos no local demonstraram que 
os fatores preponderantes causadores das enchentes são o sistema 
deficiente de captação de águas pluviais e o acúmulo de lixo nas vias 
públicas. De acordo com a jurisprudência e a doutrina dominante, na 
hipótese em pauta, casa haja danos a algum cidadão e reste provada 
conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade deste será 
subjetiva. 
Essa questão cai praticamente todos os anos. 
Quando o ato for omissivo do poder público, a responsabilidade 
civil por tal ato é subjetiva. 
Gabarito: Certo. 
 
39. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) Pela teoria da faute 
du service, ou da culpa do serviço, eventual falha é imputada 
pessoalmente ao funcionário culpado, isentando a administração da 
responsabilidade pelo dano causado. 
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Pessoal, é necessário comprovar a culpa na prestação do serviço e 
não do agente público! Não se esqueçam de que é necessária a aferição 
do nexo de causalidade da omissão atribuída ao poder público e o dano 
causado. 
Gabarito: Errado. 
 
40. (CESPE – 2013 – TER-MS – Analista) Determinada professora 
da rede pública de ensino recebeu ameaças de agressão por parte de 
um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção da escola, que se 
manteve omissa. Nessa situação hipotética, caso se consumem as 
agressões, a indenização será devida 
a) pelo Estado, objetivamente. 
b) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de 
compensação de culpas. 
c) pelo Estado, desde que presentes os elementos que 
caracterizem a culpa. 
d) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado. 
e) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar. 
 
Bem tranquila, né? Como a conduta foi omissiva, a 
responsabilidade do Estado é subjetiva. 
Gabarito: C 
 
41. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) A 
responsabilidade do Estado por danos causados por fenômenos da 
natureza é do tipo subjetiva. 
Vamos lá! A questão parece simples, mas não é! 
Vimos que o caso fortuito ou a força maior excluem a 
responsabilidade civil. 
Esse item, contudo, afirma que há responsabilidade civil decorrente 
de evento da natureza. Então, fique esperto: você não tem que julgar 
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se há ou não há a responsabilidade civil no caso, você tem que analisar 
que tipo de responsabilidade civil do Estado incide se ocorre um dano 
em razão de um fenômeno da natureza. 
Por exemplo: se cai uma chuva na sua cidade e a garagem 
subterrânea do seu prédio é inundada. Certamente a inundação ocorreu 
porque o sistema de captação de águas pluviais não está suportando a 
capacidade das chuvas. 
E quem deve executar esse sistema de captação? Isso mesmo, o 
Estado. 
Agora você pegou, se ele não executou a contento esse sistema, 
houve a prestação inadequada do serviço público. 
Por isso, a responsabilidade é do tipo subjetiva e o item está 
correto. 
Veja o seguinte trecho do voto do Ministro Carlos Veloso no RE 
409203: 
“Não é outro o magistério de Hely Lopes Meirelles: 'o que a 
Constituição distingue é o dano causado pelos agentes da Administração 
(servidores) dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por 
fenômenos da natureza. Observe-se que o art. 37, § 6º, só atribui 
responsabilidade objetiva à Administração pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causem a terceiros. Portanto o legislador 
constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos 
servidores públicos; não responsabilizou objetivamente a 
Administração por atos predatórios de terceiros, nem por 
fenômenos naturais que causem danos aos particulares'. A 
responsabilidade civil por tais atos e fatos é subjetiva. (Hely 
Lopes Meirelles, 'Direito Administrativo Brasileiro', Malheiros Ed., 21ª 
ed., 1996, p. 566). 
Esta é, também, a posição de Lúcia Valle Figueiredo, que, 
apoiando-se nas lições de Oswaldo Aranha Bandeira de Mello e Celso 
Antônio Bandeira de Mello, leciona que 'ainda que consagre o texto 
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constitucional a responsabilidade objetiva, não há como se verificar a 
adequabilidade da imputação ao Estado na hipótese de omissão, a não 
ser pela teoria subjetiva'. E justifica: é que, 'se o Estado omitiu-se, há 
de se perquirir se havia o dever de agir. Ou, então, se a ação estatal 
teria sido defeituosa a ponto de se caracterizar insuficiência da 
prestação de serviço.'(Lúcia Valle Figueiredo, 'Curso de Direito 
Administrativo', Malheiros Ed., 1994, p. 172).” RE 409203/RS 
Gabarito: certo 
 
42. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Comissário) Para se caracterizar a 
responsabilidade civil do Estado no caso de conduta omissiva, não basta 
a simples relação entre a omissão estatal e o dano sofrido, pois a 
responsabilidade só estará configurada quando estiverem presentes os 
elementos que caracterizem a culpa. 
Sabendo bem a posição do STF não tem como você errar. Quando 
o ato for omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato 
é subjetiva. Lembre-se de que não se trata da culpa individual do 
agente estatal, mas sim do serviço prestado pelo Estado. 
Gabarito: certo. 
 
43. (CESPE - 2011 - PREVIC - Técnico Administrativo) Em se 
tratando de conduta omissiva, para configuração da responsabilidade 
estatal, é necessária a comprovação dos elementos que caracterizam a 
culpa, de forma que não deve ser aplicada absolutamente a teoria da 
responsabilidade objetiva. 
 Nos casos em que a omissão do Estado ocasiona dano ao 
particular, deverá ser aplicada a responsabilidade subjetiva, 
simplesmente porque houve a omissão. Fique ligado! 
Gabarito: Certo 
 
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44. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A 
responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, 
sendo necessária a comprovação da negligência na atuação estatal, ou 
seja, a prova da omissão do Estado, em que pese o dever legalmente 
imposto de agir, além do dano e do nexo causal entre ambos. 
Pessoal, não se esqueçam da palavra chave da responsabilidade 
subjetiva, que é OMISSÃO. Então, conduta omissiva por parte do 
Estado, a responsabilidade estatal será subjetiva, devendo ser apurado 
dolo ou culpa, para que só então o Estado deva indenizar. 
Gabarito: certo 
 
45. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário) No caso de ato 
omissivo do poder público, a responsabilidade civil da administração 
pública ocorre na modalidade subjetiva. 
Vimos a manifestação do STF no seguinte sentido: “Tratando-se de 
ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil por tal ato é 
subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três 
vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, 
entretanto, necessário individualizá-la, dado que podeser atribuída ao 
serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). 
Gabarito: certo. 
 
46. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Caracterizada a 
responsabilidade subjetiva do Estado, mediante a conjugação 
concomitante de três elementos - dano, negligência administrativa e 
nexo de causalidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito 
do poder público -, é inafastável o direito à indenização ou reparação 
civil de quem suportou os prejuízos. 
Pelo mesmo motivo da questão acima o item está correto. 
Gabarito: certo. 
 
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4) O risco integral no Brasil 
 
E a teoria do risco integral, é adotada no Brasil? 
O art. 21, inc. XXIII, d, da CF, assim dispõe: 
 
 
 
Apesar da divergência doutrinária, para concursos públicos 
prevalece o entendimento de que esse é um dispositivo que prevê a 
aplicação da teoria do risco integral – Fiorillo (2006, p. 204) e Ferraz 
(2006, p. 214). 
Segundo esses autores, se a CF quisesse estabelecer a 
responsabilidade objetiva comum para a atividade nuclear não 
precisaria consignar um dispositivo somente para essa atividade, seria 
suficiente a previsão do art. 37, § 6º. Assim, o Estado assume os 
grandes riscos decorrentes dessa atividade e deve responder pelos 
danos nucleares, não podendo alegar causas excludentes dessa 
responsabilidade. 
 
 
 
 
47. (CESPE – 2013 – SERPRO – Analista) Na teoria do risco 
administrativo, verifica-se a necessidade de a vítima comprovar a culpa 
da administração. 
Não esqueçam que a Teoria do Risco Administrativo independe de 
comprovação de dolo ou culpa. 
Gabarito: Errado. 
 
48. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) A teoria 
que impera atualmente no direito administrativo para a 
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de 
culpa 
 
Questões de 
concurso 
 
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responsabilidade civil do Estado é a do risco integral, segundo a qual a 
comprovação do ato, do dano e do nexo causal é suficiente para 
determinar a condenação do Estado. Entretanto, tal teoria reconhece a 
existência de excludentes ao dever de indenizar. 
 
Como vimos, a teoria do risco integral é utilizada no Brasil apenas 
em casos excepcionais. Desta, forma a teoria que impera é a do risco 
administrativo. 
 
Gabarito: Errado. 
 
5) Reparação do dano 
 
5.1. Sujeito passivo 
Quem deve reparar o dano? O Estado ou o agente público? 
Segundo o disposto no art. 37, § 6º, da CF, o responsável direto 
por ressarcir o lesado pela prática do ato estatal danoso é o Estado. O 
dispositivo constitucional, contudo, não proíbe, de forma expressa, que 
o indivíduo busque o ressarcimento do agente estatal causador do 
dano. 
Diante disso, a doutrina se inclinou no sentido de que o lesado 
pode optar, segundo a sua conveniência, por entrar com a ação de 
reparação de danos contra o Estado ou contra o agente. Neste último 
caso, deveria ser comprovado nos autos o dolo ou a culpa do servidor 
ou empregado da Administração. 
CUIDADO!!!! 
Não foi esse, contudo, o entendimento adotado pelo STF. Já no 
julgamento do RE 228.977, a Suprema Corte consignou que o indivíduo 
que sofreu o dano deve cobrar somente do Estado quando o lesado 
buscar a reparação por um ato praticado por um juiz. 
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No julgamento do RE 327.904, o STF colocou uma pá de cal sobre 
a matéria ao entender que a ação com fundamento na 
responsabilidade objetiva somente pode ser ajuizada contra o 
Estado e não contra seu agente, uma vez que o disposto no art. 37, 
§ 6º, da CF configura dupla garantia: “uma em favor do particular, 
possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito 
público ou de direito privado que preste serviço público; outra, em prol 
do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente 
perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. 
Mas ATENÇÃO: Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça 
manifestou o entendimento de que o lesado pode entrar com a ação 
contra o agente, contra o Estado ou contra ambos. Assim, se o 
examinador afirmar que o entendimento jurisprudencial mais recente é 
o que autoriza ajuizar a ação contra o agente, contra o Estado ou contra 
ambos, a alternativa estará correta. Por outro lado, se mencionar que o 
entendimento do STF é o da dupla garantia, também está correto. 
Vejamos a jurisprudência da 4ª Turma do STJ sobre o tema: 
 
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DE 
AGENTE PÚBLICO PARA RESPONDER DIRETAMENTE POR ATOS 
PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO. 
Na hipótese de dano causado a particular por agente público no 
exercício de sua função, há de se conceder ao lesado a 
possibilidade de ajuizar ação diretamente contra o agente, 
contra o Estado ou contra ambos. De fato, o art. 37, § 6º, da CF 
prevê uma garantia para o administrado de buscar a recomposição dos 
danos sofridos diretamente da pessoa jurídica, que, em princípio, é 
mais solvente que o servidor, independentemente de demonstração de 
culpa do agente público. Nesse particular, a CF simplesmente impõe 
ônus maior ao Estado decorrente do risco administrativo. Contudo, não 
há previsão de que a demanda tenha curso forçado em face da 
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administração pública, quando o particular livremente dispõe do bônus 
contraposto; tampouco há imunidade do agente público de não ser 
demandado diretamente por seus atos, o qual, se ficar comprovado dolo 
ou culpa, responderá de qualquer forma, em regresso, perante a 
Administração. Dessa forma, a avaliação quanto ao ajuizamento da 
ação contra o agente público ou contra o Estado deve ser decisão do 
suposto lesado. Se, por um lado, o particular abre mão do sistema de 
responsabilidade objetiva do Estado, por outro também não se sujeita 
ao regime de precatórios, os quais, como é de cursivo conhecimento, 
não são rigorosamente adimplidos em algumas unidades da Federação. 
Posto isso, o servidor público possui legitimidade passiva para 
responder, diretamente, pelo dano gerado por atos praticados no 
exercício de sua função pública, sendo que, evidentemente, o dolo ou 
culpa, a ilicitude ou a própria existência de dano indenizável são 
questões meritórias. (REsp 731.746-SE, Quarta Turma, DJe 
4/5/2009. REsp 1.325.862-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 
julgado em 5/9/2013).”. 
 
 
 
 
 
49. (CESPE – 2015 - TJ-DF - Juiz de Direito Substituto) Cada uma 
das opções a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma 
assertiva a ser julgada à luz da jurisprudência dos tribunais superiores 
acerca da responsabilidade civil do Estado. Assinale a opção que 
apresenta a assertiva correta. 
a) Sérgio faleceu durante procedimentocirúrgico realizado em hospital 
público distrital. A perícia constatou que um erro grave praticado pela 
equipe médica do hospital havia sido a causa determinante para o 
óbito, embora não tenha sido possível a identificação de culpa de 
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qualquer dos servidores. Nessa situação, não é possível imputar 
responsabilidade civil ao ente público ao qual estiver vinculado o 
hospital. 
b) Ana, aluna de escola pública de educação infantil, começou a 
arrastar as mesas escolares da sala de aula, desobedecendo aos 
pedidos feitos por sua professora. Como resultado, machucou a mão 
gravemente em uma das mesas, em mau estado de conservação. Nessa 
situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao Estado, haja 
vista a tentativa de intervenção da professora. 
c) Carlos, ao parar em sinal de trânsito de via pública, foi vítima de 
roubo com emprego de arma de fogo e seu veículo foi levado pelo 
ladrão. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade 
objetiva ao Estado por deficiência do serviço de segurança pública, já 
que a conduta danosa, para a qual a omissão estatal não concorreu 
efetivamente, foi praticada por terceira pessoa sem vínculo com ente 
público. 
d) João, preso em estabelecimento prisional distrital, foi encontrado 
enforcado com seus próprios lençóis em sua cela, e a perícia concluiu 
que o detento cometeu suicídio. Nessa situação, o Estado não deve ser 
responsabilizado pelos danos diante do reconhecimento de culpa 
exclusiva da vítima. 
 e) Luís resolveu caminhar ao lado de via férrea operada por 
concessionária de serviço público, pois a via férrea não era cercada ou 
murada. Ele acabou por cair nos trilhos e foi atropelado por trem da 
referida empresa. Nessa situação, diante da manifesta imprudência da 
vítima, não é possível imputar responsabilidade objetiva à 
concessionária. 
 
Letra (A) A paciente está em hospital público, sendo assim ela esta 
diante da responsabilidades do hospital. Esta responsabilidade será 
objetiva pela guarda das pessoas ou coisas. 
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Letra (B) Este caso, trata-se mais uma vez da responsabilidade do 
Estado pela guarda de pessoas ou coisas. 
Letra (C) Alternativa correta, uma vez que a carência do serviço de 
segurança pública é caracterizada omissão do estado no seu dever de 
segurança. Sendo assim a responsabilidade é subjetiva. Se o caso fosse 
por exemplo: ato comissivo a responsabilidade seria objetiva. 
Letra (D) Sabemos que o Estado tem o dever de proteger aqueles que 
estão sob sua custódia, logo a responsabilidade é objetiva tanto nos 
casos de mortes de presos quanto nos casos de suicídio. 
Letra (E) O estado é obrigado a indenizar por culpa concorrente uma 
vez que houve dupla causalidade. A primeira trata-se do individuo que 
estava na linha férrea por passagem, onde não era murado. A segunda 
é fato da alternativa não dizer se o Estado fiscalizou ou não aquele 
local. 
Gabarito – Letra C. 
50. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. Acerca dessa situação 
hipotética, julgue o seguinte item.A responsabilidade da administração 
pelos danos causados a terceiro é objetiva, ou seja, independe da 
comprovação do dolo ou culpa de Rafael. 
 
Estamos diante da RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, sendo 
necessários para indenização três fatores indispensáveis: Conduta, 
Nexo Causal e o Resultado. 
Gabarito – certo. 
 
 
51. (2014/ CESPE/CADE/Nível Superior) Acerca do terceiro setor e 
da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens subsequentes. 
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No direito pátrio, as empresas privadas delegatárias de serviço público 
não se submetem à regra da responsabilidade civil objetiva do Estado. 
 
Para o STF, a responsabilidade objetiva decorre da natureza da 
atividade administrativa, a qual não é modificada pela mera 
transferência da prestação dos serviços públicos a empresas 
particulares concessionárias do serviço. Assim, a existência do nexo de 
causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não 
usuário do serviço público é condição suficiente para estabelecer a 
responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. 
 Gabarito: Errado 
 
52. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos 
sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, 
diretamente contra o agente público responsável, visto que a 
responsabilidade civil na situação hipotética em apreço é solidária. 
Como vimos, a dupla garantia assegura ao servidor público que 
o lesado deve ingressar com a ação contra o Estado e não contra ele. 
Gabarito: Errado. 
 
53. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico) A respeito da 
responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. 
Para configurar a responsabilidade civil do Estado, é irrelevante 
que o agente público causador do dano atue no exercício da função 
pública. Estando o agente, no momento em que tenha realizado a ação 
ensejadora do prejuízo, dentro ou fora do exercício da função pública, 
seu comportamento acarretará responsabilidade ao Estado. 
 
Esta questão é controversa, visto que a jurisprudência está 
aceitando em alguns casos que o Estado seja responsabilizado mesmo 
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quando o agente não está no exercício de sua função. Em regra, as 
pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa, conforme a 
Constituição Federal. 
Gabarito: Errado. 
 
54. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo) Para a 
configuração da responsabilidade civil do Estado, é irrelevante licitude 
ou a ilicitude do ato lesivo. Embora a regra seja a de que os danos 
indenizáveis derivam de condutas contrárias ao ordenamento jurídico, 
há situações em que a administração pública atua em conformidade 
com o direito e, ainda assim, produz o dever de indenizar. 
 
A resposta desta questão se assemelha à da anterior. A 
responsabilidade civil do Estado é a obrigação de reparar danos 
causados a terceiros em decorrência de comportamentos comissivos ou 
omissivos, materiais ou jurídicos, lícitos ou ilícitos, imputáveis aos 
agentes públicos. 
Gabarito: Correto. 
 
55. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) Em caso de 
responsabilidade decorrente de ato praticado por servidor público,a 
obrigação de reparar o dano limita-se ao próprio servidor público. 
Como acabamos de estudar, o disposto no art. 37, § 6º, da CF 
configura dupla garantia: “uma em favor do particular, possibilitando-
lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de 
direito privado que preste serviço público; outra, em prol do servidor 
estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a 
pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. 
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Vejam que a pessoa jurídica responderá pelo dano causado. 
Gabarito: Errado. 
 
 
5.2. Forma de reparação do dano 
“Como o dano será reparado, professor?” 
A reparação do dano pode ser requerida pelo particular no âmbito 
administrativo, oportunidade em que será aberto um processo 
administrativo no qual se buscará a comprovação do fato e a extensão 
do dano. Se a vítima concordar com a conclusão da Administração, a 
questão se encerrará. 
O lesado, entretanto, pode requerer a reparação diretamente 
perante o Poder Judiciário contra o ente público ou o prestador de 
serviço público, jamais, como visto, contra o agente estatal. 
Nesse ponto, discute a doutrina se nas ações de reparação de 
danos causados pelo Estado é aplicável o art. 70, III, do CPC, que 
dispõe ser obrigatória a denunciação à lide do agente estatal 
responsável pelo dano. 
“O que é denunciação à lide, professor?” 
Denunciação à lide é um instituto do direito processual que 
designa, tão somente, que um terceiro que não faz parte do processo é 
chamado a nele ingressar, porque a lei define que ele é o responsável 
pelo pagamento da indenização em ação regressiva. 
É justamente o caso da responsabilidade civil do Estado. Se você 
sofre um dano por um ato estatal, você vai entrar com a ação de 
reparação de danos contra o Estado. Você será o autor da ação e o 
Estado o réu. O Estado, por outro lado, se for condenado, pode cobrar o 
prejuízo do servidor que causou o dano em ação regressiva. 
Nesse ponto da aula, estamos tentando responder à seguinte 
pergunta: O Estado deve chamar o servidor que praticou o dano contra 
você para integrar o processo que você abriu contra o Estado? 
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Primeiramente, deve-se considerar que a “dupla garantia” 
reconhecida pelo STF no julgamento acima, se levada às últimas 
consequências, impede que o agente estatal figure numa mesma 
demanda que a vítima do dano. Entretanto, a Suprema Corte não 
chegou a discutir essa questão no julgado em referência. Assim, ainda é 
válida a apresentação da discussão doutrinária sobre o tema. 
O STJ já sedimentou entendimento de que a denunciação da lide 
não é obrigatória (se não for feita, o Estado não perderá o direito de 
regresso), ou seja, para o Tribunal é possível a denunciação (ERESP 
313.886, REsp 903.949 e REsp 955.352). Contudo, a Corte Superior 
deixou claro, no julgamento REsp 661.696, que o juiz não está obrigado 
a processar a denunciação da lide promovida pelo Estado quando 
concluir que a tramitação de duas ações em uma só onerará em 
demasia uma das partes, ferindo os princípios da economia e da 
celeridade na prestação jurisdicional. 
Como o Estado não deve chamar o servidor para a mesma 
demanda que você propôs contra o Estado, este deve propor a ação 
regressiva contra o servidor. 
 
 
 
56. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A reparação do dano 
causado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito judicial quanto no 
administrativo, mas, neste último caso, a administração é obrigada a 
pagar o montante indenizatório de uma só vez, em dinheiro, de maneira 
a recompor plenamente o bem ou o interesse lesado. 
Vejamos o posicionamento de Di Pietro “A reparação de danos 
causados a terceiros pode ser feita no âmbito administrativo desde que 
a Administração reconheça desde logo a sua responsabilidade e haja 
entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização. Caso 
Questão de 
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contrário, o prejudicado deverá propor ação de indenização contra a 
pessoa jurídica que causou o dano.” 
Meu caro, observe que deve haver entendimento entre as partes, 
trata-se de um CONSENSO, a Administração não é obrigada a pagar 
administrativamente o valor integral, o valor será decidido entre as 
partes. Caso contrário, a questão será resolvida por via judicial. 
Gabarito: Errada. 
 
 
6) Responsabilidade em situações 
específicas 
 
a. Responsabilidade por atos legislativos e 
jurisdicionais 
Em regra, as atividades tipicamente legislativas e jurisdicionais não 
ensejam a responsabilidade civil do Estado. 
Com relação aos atos tipicamente legislativos, essa 
irresponsabilidade se justifica na medida em que o Poder Legislativo 
edita normas gerais e abstratas, atua no exercício da soberania estatal 
e vale-se do poder conferido pelo próprio povo mediante a realização de 
eleição. 
Ocorre que, em hipóteses em que o Poder Legislativo edita uma lei 
de efeito concreto, fazendo recair o custo da atividade estatal sobre 
apenas um grupo ou um indivíduo, essa lei é equiparada a um ato 
administrativo. Nessa hipótese, poderá haver a responsabilidade do 
Estado. 
Nesse caso, se a norma gerou um dano direto ao cidadão, poderá 
haver a responsabilidade civil do ente público, desde que o STF declare 
o vício, pois milita a favor das leis a presunção de constitucionalidade. 
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Há, ainda, a responsabilidade civil do Estado em razão da mora 
do Poder Legislativo. Nos casos em que a não edição da lei significa 
privar o indivíduo do gozo de um direito individual assegurado 
constitucionalmente, o Estado deverá ressarcir o cidadão em razão dos 
prejuízos decorrentes da mora legislativa. Essa possibilidade já foi 
reconhecida pelo STF no MI 384. 
Assim, em resumo, pode haver responsabilidade por ato do Poder 
Legislativo quando: 
 Lei de efeito concreto declarada inconstitucional; 
 Mora do legislador em estabelecer a forma de um exercício de um 
direito constitucionalmente assegurado. 
E com relação ao Poder Judiciário, o que temos? 
Com relação aos atos tipicamente jurisdicionais, a 
irresponsabilidade se justifica no fato de que o Poder Judiciário exerce 
função típica de Estado, qual seja, a de pacificar os conflitos existentes 
na sociedade. Ademais, os magistrados agem com independência e 
pautados no ordenamento jurídico estabelecido, em última análise, pelo 
povo. Caso o cidadão atingido não concorde com a decisão, poderá 
recorrer dela à instância superior. Se houver reforma, a inconsistência 
da primeira decisão será superada, se não houver, a decisão observou o 
ordenamento jurídico (STF: RE 228.977). 
Não se pode olvidar, contudo, que os juízes se enquadram no 
conceito de agenteestatal e que há decisões judiciais que não 
obedecem à Constituição Federal. Independência não quer dizer 
irresponsabilidade. 
Nesse sentido, o disposto no art. 5º, LXXV, da CF, no art. 133 do 
CPC e no art. 630 do CPP são expressos ao determinar a reparação dos 
danos causados ao condenado por erro judiciário, ao que ficar preso 
além do tempo fixado na sentença e nas hipóteses em que o juiz 
proceder com dolo ou fraude ou recusar, omitir ou retardar, sem 
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justo motivo, providência que deva ordenar de ofício, ou a 
requerimento da parte. 
No STF, prevalece o entendimento de que o Estado somente pode 
ser responsabilizado por atos de juízes nos casos expressamente 
previstos em lei, conforme decidido nos recursos extraordinários 
219.117 e 429.518. Neste último, restou consignado que não ocorre 
erro judiciário quando o magistrado determina, inicialmente, a prisão 
preventiva do acusado e, ao final do processo penal, conclui pela 
absolvição do réu. 
No julgamento do RE 505.393, o STF reconheceu o direito à 
indenização por danos morais decorrentes de condenação 
desconstituída em revisão criminal. 
Assim, para o Poder Judiciário, temos a responsabilidade em 
situações previamente previstas em lei: 
 erro judiciário 
 preso além do tempo 
 juiz proceder com dolo ou fraude 
 recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que 
deva ordenar 
 
 
 
57. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade 
civil do Estado, julgue o item a seguir. De acordo com o princípio da 
presunção de constitucionalidade, o Estado não pode ser 
responsabilizado por danos oriundos de lei posteriormente declarada 
inconstitucional. 
 
De acordo com esse princípio, as leis são presumidamente 
constitucionais, somente perdendo sua validade e eficácia mediante a 
Questões de 
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declaração judicial em contrário ou por força de Resolução do Senado 
Federal. 
 Sendo assim, caso os atos sejam considerados danosos e a 
lei for declarada posteriormente inconstitucional, o Estado ainda assim 
responderá pelos danos 
 Gabarito: Errado 
 
 
 
58. (CESPE – 2013 – TC-DF – Procurador) O Estado só responderá 
pela indenização ao indivíduo prejudicado por ato legislativo quando 
este for declarado inconstitucional pelo STF. 
 
Percebam que a questão limita a responsabilidade do Estado 
apenas quando o ato for declarado inconstitucional pelo STF. Não é 
verdade. Como vimos, há, ainda, a responsabilidade civil do Estado em 
razão da mora do Poder Legislativo. 
Gabarito: errado. 
 
59. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A respeito do controle e 
da responsabilização da administração pública, julgue os itens a seguir. 
Se, em razão da realização da Copa do Mundo de futebol, em 2014, o 
Congresso Nacional editar lei que disponha que a União será 
responsável pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, 
entidade organizadora do mundial, tal lei será inconstitucional, dado 
que, consoante o disposto na CF, para que ocorra a responsabilidade do 
Estado, é necessário que o agente tenha agido com dolo. 
 
A responsabilidade adotada no Brasil é objetiva, ou seja, não é 
necessária a prova da culpa (o dolo e a culpa em sentido estrito) da 
conduta do agente para gerar responsabilidade ao Estado. 
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Gabarito: Errado. 
 
b. Danos decorrentes de obra pública 
Se o próprio Estado é o agente executor, haverá responsabilidade 
objetiva em razão do dano certo e direto causado pela obra. Se a obra é 
executada por empresa contratada e o dano foi provocado por culpa 
exclusiva do executor, a responsabilidade do executor será subjetiva e 
o Estado só responderá subsidiariamente (o Estado responde se a 
empresa não puder responder). 
ALERTA!!! Se o Estado (ainda que por omissão) contribuiu para a 
ocorrência do dano, haverá responsabilidade solidária. 
 
c. Responsabilidade por atos de multidão 
A regra é a não responsabilização do Estado, salvo se notória a 
omissão do Poder Público a ensejar a aplicação da teoria da culpa do 
serviço. 
 
d. Policial de fato morto em horário que prestava 
serviço 
O STF entendeu que inexistente o nexo de causalidade entre a 
morte de “policial de fato” ocorrida nas dependências da delegacia em 
que trabalhava e sua atividade exercida irregularmente. O indivíduo 
comparecia diariamente à delegacia de polícia, possuía funções policiais, 
mas não integrava os quadros da polícia militar. Considerou-se que o 
agente causador do óbito era estranho aos quadros da Administração 
Pública e que cometera o delito motivado por interesse privado, 
decorrente de ciúme de sua ex-companheira. Assim, como não houve 
qualquer relação entre o exercício da atividade policial e a morte, 
afastou-se a responsabilidade civil do Estado em indenizar a família da 
vítima (RE 341776). 
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e. Ato delituoso praticado por foragido da prisão 
Em regra, o Estado não é responsável civilmente pelos danos 
causados em vítima de crime cometido por foragido da prisão. É certo 
que pode haver responsabilidade do Estado por ato omissivo. Contudo, 
também nessa hipótese, não se pode dispensar a presença do nexo de 
causalidade. Assim, entende o STF que não há, nesses casos, nexo 
de causalidade entre o ato delituoso e a omissão da autoridade 
pública (AI-AgR 463.531, AR 1.376 e RE 369.820). 
CASO EXCEPCIONAL!!! Em julgado levado a cabo em 07.03.2006, o 
STF excepcionou a regra geral e entendeu que o Estado é civilmente 
responsável pelo dano sofrido por vítima de estupro praticado por 
fugitivo que se evadiu oito vezes do cárcere (RE 409.203). Nesse caso, 
entendeu-se presente o nexo de causalidade, uma vez que foi a 
omissão do Estado ao não promover a regressão do regime prisional do 
criminoso que possibilitou as reiteradas fugas e a prática do crime em 
horário em que deveria estar preso. 
 
f. Ato praticado dentro de estabelecimento 
prisional ou escolas e hospitais públicos 
Conforme ensina Rui Stocco (1999, p. 603), o Estado é responsável 
pelas pessoas presas cautelarmente ou em decorrência de sentença 
definitiva, menores carentes ou infratores internados em 
estabelecimentos de triagem ou recuperação, alunos de qualquer nível, 
doentes internados em hospitais públicos e outras situações 
assemelhadas. Isso porque, se o Estado recolheu ou acolheu essas 
pessoas em estabelecimentos públicos, ele assume o grave 
compromisso de velar pela preservação da integridade física delas (RE 
109615). 
A jurisprudência pátria é rica em casos de responsabilidade do 
Estado por inobservância desse dever. Há divergência apenas 
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quanto à teoria aplicada, se é a que enseja a responsabilidade 
objetiva ou a subjetiva. 
No STF, reconheceu-se a aplicação da responsabilidade objetiva do 
Estado por morte de detentos em rebelião no complexo penitenciário do 
Carandiru (AI 299.125), por morte de detento por colegas de 
carceragem (RE 272.839, AI 603.865 e RE 418.566) e por dano 
causado por um aluno contra outro dentro de estabelecimento da rede 
oficial de ensino, levando o indivíduo a perder um globo ocular (RE 
109.615). 
Em outros casos, o STF afirmou que o descumprimento do dever 
de vigilância é uma omissão do Estado e, por isso, a responsabilidade é 
subjetiva (faute du service). Assim, afirmou-se a responsabilidade 
subjetiva nos casos de detento ferido por outro detento (RE 382.054), 
detento morto por outro preso (RE 372.472), policial ferido por detento 
dentro de delegacia (RE 602223). 
O STF ainda decidiu que a Administração Pública está obrigada ao 
pagamento de pensão e indenização por danos morais no caso de morte 
por suicídio de detento ocorrido dentro de estabelecimento prisional 
mantido pelo Estado. Nessas hipóteses, não é necessário perquirir 
eventual culpa da Administração Pública. Na verdade, a 
responsabilidade civil estatal pela integridade dos presidiários é objetiva 
em face dos riscos inerentes ao meio no qual foram inseridos pelo 
próprio Estado. Assim, devem ser reconhecidos os referidos direitos em 
consideração ao disposto nos arts. 927, parágrafo único, e 948, II, do 
CC.AgRg no REsp 1.305.259-SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
julgado em 2/4/2013. 
No STJ, há precedente recente no sentido de que a 
responsabilidade civil do Estado, nos casos de morte de pessoas 
custodiadas, é objetiva (REsp 1.054.443). 
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Se cair no seu concurso, afirme que, nesse caso, é adotada a 
responsabilidade OBJETIVA do Estado, pois é a posição mais 
recente dos tribunais. 
Veja a questão de concurso: 
 
 
 
60. (CESPE – 2013 – TELEBRAS – Assistente Administrativo) Para 
se reconhecer a responsabilidade estatal, é essencial que a atividade 
provocadora de dano seja considerada lícita, bastando apenas que o 
prejuízo decorra de ação ou omissão de agente público. 
 
A atividade provocadora de dano pode ser ilícita e não somente 
lícita. Logo, está INCORRETA. 
 
61. (CESPE – 2013 – DPE/TO – Defensor) Em relação à 
responsabilidade civil do Estado pelo exercício da função administrativa 
e a improbidade administrativa, assinale a opção correta. 
 
A O Estado, no exercício da função administrativa, responde 
objetivamente por danos morais causados a terceiros por seus agentes. 
B A responsabilidade do Estado pelo exercício da função 
administrativa é subjetiva, de acordo com a teoria do risco 
administrativo. 
C As sociedades de economia mista que se dedicam à exploração 
de atividade econômica são responsáveis objetivamente pelos danos 
que seus agentes causem a terceiro. 
D O servidor público que utiliza, em proveito próprio, carro de 
propriedade da União pratica infração disciplinar, mas não ato de 
improbidade administrativa. 
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E Não há previsão da penalidade de suspensão dos direitos 
políticos para o responsável por ato de improbidade administrativa que 
atente contra os princípios da administração pública. 
 
Letra (A). Nesse caso, a responsabilidade do Estado é objetiva. 
Logo, está CORRETA. 
Letra (B). A responsabilidade do Estado é objetiva. Logo, está 
INCORRETA. 
Letra (C). A responsabilidade objetiva só alcança as sociedades de 
economia mista que prestem serviços públicos. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). Nesse caso, o servidor público pratica sim ato de 
improbidade administrativa (art. 9º, inciso XII, da Lei nº 8.429/92). 
Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). Há previsão dessa penalidade sim (art. 12, inciso III, da 
Lei nº 8.429/92). Logo, está INCORRETA. 
Resposta: letra A 
 
62. (CESPE – 2013 – CNJ – Técnico Judiciário – Programação de 
Sistemas) No ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade do 
poder público é objetiva, adotando-se a teoria do risco administrativo, 
fundada na ideia de solidariedade social, na justa repartição dos ônus 
decorrentes da prestação dos serviços públicos, exigindo-se a presença 
dos seguintes requisitos: dano, conduta administrativa e nexo causal. 
Admite-se abrandamento ou mesmo exclusão da responsabilidade 
objetiva, se coexistirem atenuantes ou excludentes que atuem sobre o 
nexo de causalidade. 
 
A responsabilidade do Estado é objetiva e a teoria adotada é a do 
risco administrativo. Logo, está CORRETA. 
 
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63. (CESPE – 2013 – PC-DF – Agente da polícia) Durante rebelião 
em um presídio, Charles, condenado a vinte e oito anos de prisão por 
diversos crimes, decidiu fugir e, para tanto, matou o presidiário Valmir 
e o agente penitenciário Vicente. A fim de viabilizar sua fuga, Charles 
roubou de Marcos um carro que, horas depois, abandonou em uma 
estrada de terra, batido e com o motor fundido. Charles permaneceu 
foragido por cinco anos e, depois desse período, foi preso em flagrante 
após tentativa de assalto a banco em que explodiu os caixas eletrônicos 
de uma agência bancária, tendo causado a total destruição desses 
equipamentos e a queima de todo o dinheiro neles armazenado. 
 
Com referência a essa situação hipotética e à responsabilização da 
administração, julgue o item a seguir. 
A responsabilidade do Estado com relação aos danos causados à 
agência bancária é objetiva, uma vez que a falha do Estado foi a causa 
da fuga, da qual decorreu o novo ato ilícito praticado por Charles. 
 
Essa questão a gente responde com o julgado do STF, que entende 
não haver, nesses casos, nexo de causalidade entre o ato 
delituoso e a omissão da autoridade pública 
Gabarito: Errado 
 
64. (CESPE – 2013 – MJ – Analista Técnico) A respeito da 
responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. 
Caso ocorra o suicídio de um detento dentro de estabelecimento 
prisional mantido pelo Estado, a administração pública, segundo 
entendimento recente do STJ, estará, em regra, obrigada ao pagamento 
de indenização por danos morais. 
Olha aí o Cespe cobrando o entendimento do STJ! Muito cuidado! O 
STJ tem o entendimento de que, no caso em tela, a responsabilidade é 
objetiva! 
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Gabarito: certo 
 
65. (CESPE – 2013 – MC – Atividade técnica de suporte) Considere 
que um detento tenha sido assassinadodentro do presídio por seus 
colegas de carceragem, em razão de um acerto de contas entre eles. 
Nessa situação, a responsabilidade do Estado fica totalmente afastada 
pelo fato de o detento ter sido morto por colegas de carceragem. 
Isso ai pessoal! Lembrando que o STF reconheceu a aplicação da 
responsabilidade objetiva do Estado por morte de detentos em rebelião 
no complexo penitenciário do Carandiru (AI 299.125), por morte de 
detento por colegas de carceragem (RE 272.839, AI 603.865 e RE 
418.566). Assim, a responsabilidade do Estado não fica totalmente 
afastada! 
Gabarito: Errado. 
 
66. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados - Analista) O fato de 
um detento morrer em estabelecimento prisional devido a negligência 
de agentes penitenciários configurará hipótese de responsabilização 
objetiva do Estado. 
Essa você já sabe! a responsabilidade civil do Estado, nos casos de 
morte de detentos, é objetiva! Questão idêntica a anterior. 
Gabarito: Certo. 
 
67. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A 
responsabilidade civil do Estado no caso de morte de pessoa custodiada 
é subjetiva. 
 
Verificamos, de acordo com o entendimento mais recente, que a 
responsabilidade civil do Estado, nos casos de morte de pessoas 
custodiadas, é objetiva (REsp 1.054.443). 
Gabarito: Errada. 
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68. (CESPE - ADVOGADO - CEF - 2006) A teoria do risco 
administrativo, consagrada em sucessivos documentos constitucionais 
brasileiros desde a Carta Política de 1946, confere fundamento 
doutrinário à responsabilidade civil objetiva do poder público pelos 
danos a que os agentes públicos houverem dado causa, por ação ou por 
omissão. 
O Brasil adota a teoria do risco administrativo, que embasa a 
responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por ação ou 
omissão de seus agentes. Logo, está CORRETA. 
 
69. (UnB/CESPE – AGU 2008) A responsabilidade civil objetiva da 
concessionária de serviço público alcança também não usuários do 
serviço por ela prestado. 
 
A responsabilidade civil objetiva também se apresenta diante do 
não usuário do serviço público, conforme definido pelo STF. Logo, está 
CORRETA. 
 
g. Policial comete crime com arma de fogo da 
corporação em dia de folga 
Com relação à essa situação, há divergência entre a Primeira e a 
Segunda Turma do STF. 
A Primeira Turma entende que não resta caracterizada a 
responsabilidade civil do Estado quando o policial militar, em período de 
folga, causa dano mediante o disparo de arma de fogo pertencente à 
corporação, uma vez que o ofensor não se encontra na qualidade de 
agente do Estado no momento do disparo (RE 508.114 e RE 363.423). 
Já no RE 418.023, a Segunda Turma do STF concluiu que o Estado é 
responsabilizado objetivamente quando o policial militar pratica crime 
durante o período de folga, usando arma da corporação. (RE 418.023). 
Questão de 
concurso 
 
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70. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade do 
Estado será objetiva caso um sargento da polícia militar estadual 
utilizando arma da corporação, em dia de folga, efetue disparos contra 
um desafeto, gerando lesões graves, utilizando uma arma da 
corporação. 
Nessa questão a banca adotou a posição firmada pela Segunda 
Turma do STF. Considerou, portanto, como objetiva a responsabilidade 
do Estado no caso em tela. 
Gabarito: certo 
 
h. Responsabilidade do Estado por intervenção 
indevida no domínio econômico 
Sobre o tema, o STF decidiu que é legítima a intervenção no 
domínio econômico, mas deve o Estado indenizar os prejuízos quando 
“a fixação, por parte do Estado, de preços a serem praticados pela 
recorrente em valores abaixo da realidade e em desconformidade com a 
legislação aplicável ao setor constitui-se em óbice ao livre exercício da 
atividade econômica, em desconsideração ao princípio da liberdade de 
iniciativa. Assim, não é possível ao Estado intervir no domínio 
econômico, com base na discricionariedade quanto à adequação das 
necessidades públicas ao seu contexto econômico, de modo a 
desrespeitar liberdades públicas e causar prejuízos aos particulares” (RE 
422.941). 
 
i. Ato do Estado contra o servidor público 
Imagine essa situação: você é aprovado no concurso público, mas 
tem sua situação questionada na Justiça. O processo demora e você 
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não é nomeado quando deveria ser. Nesse caso, você acha que tem 
direito a ser indenizado pelo período do atraso? 
Sim, meu amigo, você tem direito! 
O STJ, em recente julgado, sedimentou esse entendimento, ao 
afirmar que o candidato aprovado em concurso público e nomeado 
tardiamente em razão de erro da Administração Pública, reconhecido 
judicialmente, faz jus à indenização por dano patrimonial, consistente 
no somatório de todos os vencimentos e vantagens que deixou de 
receber no período que lhe era legítima a nomeação (EREsp 825037/DF, 
CORTE ESPECIAL). 
Também resta consagrado na jurisprudência o entendimento de 
que a demora injustificada na concessão da aposentadoria de servidor 
por ato do Estado enseja a obrigação de indenizar. Trata-se de 
responsabilidade civil objetiva do Estado reconhecida pelo STF no AI 
688.540. 
7) RESUMO 
 
 
Vale lembrar a redação do art. 37, § 6º, da Constituição, que prevê 
a adoção da teoria do risco administrativo: 
 
 
 
 
 
 
Algumas considerações importantes foram feitas quanto a cada um 
dos elementos da responsabilidade civil, que podem ser resumidos em: 
(a) dano; (b) alteridade do dano; (c) nexo causal; (d) ato 
estatal; (e) ausência de causa excludente da responsabilidade 
estatal. 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra 
o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
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O STF decidiu que a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de 
direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente 
a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 
37, § 6º, da Constituição Federal. 
Quanto ao ato estatal, não se pode perder de vista que a 
responsabilidade objetiva alcança “as pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos”. 
Desse modo, as entidades do terceiro setor (sistema “S”), os 
cartórios extrajudiciais e as empresas públicas e sociedades de 
economia mista prestadoras de serviço público estão sujeitas à 
responsabilidade objetiva. Não se sujeitam à responsabilidade 
objetiva, por outro lado, as empresas estatais que executam atividade 
econômica. 
São excludentes que rompem o nexo de causalidade: culpa exclusiva da vítima ou de um terceiro (aplicação da 
teoria do risco administrativo); e 
 caso fortuito e a força maior. 
Não se esqueça das duas relações: 
 
Estado indivíduo lesado 
 
Estado agente estatal que causou o dano 
 
Na primeira relação, não se discute culpa. Na segunda, sim. 
O STF já teve a oportunidade de se manifestar no seguinte sentido: 
“Tratando-se de ato omissivo do poder público, a responsabilidade civil 
por tal ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas 
três vertentes, a negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, 
entretanto, necessário individualizá-la, dado que pode ser atribuída ao 
serviço público, de forma genérica, a falta do serviço” (RE 369.820). 
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No julgamento do RE 327.904, o STF colocou uma pá de cal sobre 
a matéria ao entender que a ação com fundamento na 
responsabilidade objetiva somente pode ser ajuizada contra o 
Estado e não contra seu agente, uma vez que o disposto no art. 37, 
§ 6º, da CF configura dupla garantia: “uma em favor do particular, 
possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito 
público ou de direito privado que preste serviço público; outra, em prol 
do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente 
perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer”. 
Pode haver responsabilidade por ato do Poder Legislativo quando: 
 Lei de efeito concreto declarada inconstitucional; 
 Mora do legislador em estabelecer a forma de um exercício de um 
direito constitucionalmente assegurado. 
Para o Poder Judiciário, temos a responsabilidade em situações 
previamente previstas em lei: 
 erro judiciário 
 preso além do tempo 
 juiz proceder com dolo ou fraude 
 recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que 
deva ordenar 
Em regra, o Estado não é responsável civilmente pelos danos 
causados em vítima de crime cometido por foragido da prisão. É certo 
que pode haver responsabilidade do Estado por ato omissivo. Contudo, 
também nessa hipótese, não se pode dispensar a presença do nexo de 
causalidade. Assim, entende o STF que não há, nesses casos, nexo 
de causalidade entre o ato delituoso e a omissão da autoridade 
pública (AI-AgR 463.531, AR 1.376 e RE 369.820). 
STJ, em recente julgado, sedimentou esse entendimento, ao 
afirmar que o candidato aprovado em concurso público e nomeado 
tardiamente em razão de erro da Administração Pública, reconhecido 
judicialmente, faz jus à indenização por dano patrimonial, consistente 
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no somatório de todos os vencimentos e vantagens que deixou de 
receber no período que lhe era legítima a nomeação (EREsp 825037/DF, 
CORTE ESPECIAL). 
 
8) Questões 
 
 
 
1. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o item 
a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade civil do 
Estado. 
De acordo com a teoria do risco integral, é suficiente a existência de um 
evento danoso e do nexo de causalidade entre a conduta administrativa 
e o dano para que seja obrigatória a indenização por parte do Estado, 
afastada a possibilidade de ser invocada alguma excludente da 
responsabilidade. 
 
 
2. (CESPE - 2013 - MJ - Técnico - Administrativo) Por ostentarem 
natureza pública, apenas as pessoas jurídicas de direito público 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a 
terceiros. 
 
3. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) A teoria do risco 
integral obriga o Estado a reparar todo e qualquer dano, 
independentemente de a vítima ter concorrido para o seu 
aperfeiçoamento. 
 
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4. (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente penitenciário) Para que fique 
configurada a responsabilidade civil objetiva do Estado, é necessário 
que o ato praticado pelo agente público seja ilícito. 
 
5. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) As pessoas jurídicas 
de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos respondem objetivamente pelos eventuais danos que seus 
agentes causarem a terceiros ao prestarem tais serviços. 
 
6. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) As 
entidades de direito privado prestadoras de serviço público respondem 
objetivamente pelos prejuízos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros. 
 
 
7. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Consoante a teoria do 
risco administrativo, consagrada no ordenamento jurídico brasileiro, a 
responsabilidade objetiva do Estado por danos causados aos 
administrados baseia-se na equânime repartição dos prejuízos que o 
desempenho do serviço público impõe a certos indivíduos, não 
suportados pelos demais. 
 
 
8. (CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário) O agente público 
que vier a causar dano à terceiro somente trará para o Estado o dever 
jurídico de ressarcir esse dano caso tenha agido com culpa ou dolo. 
Você tem que saber de “cor e salteado”, que são os seguintes 
requisitos que compõem a responsabilidade civil no Brasil: 
(a) dano; 
(b) alteridade do dano; 
(c) nexo causal; 
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(d) ato estatal; 
(e) ausência de causa excludente da responsabilidade 
estatal. 
 
 
9. (2014/CESPE/TC-DF/Analista Administrativo - Tecnologia da 
Informação) Tanto o dano moral quanto o dano material são passíveis 
de gerar a responsabilidade civil do Estado 
 
 
10. (CESPE - 2013 - CNJ - Analista Judiciário) Se do atributo da 
executoriedade do ato administrativo resultar dano ao particular em 
razão de ilegitimidade ou abuso, o Estado estará obrigado a indenizar o 
lesado, uma vez configurados a conduta danosa, o dano e o nexo 
causal. 
 
11. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) O pressuposto da 
responsabilidade civil é a existência de dano, ou seja, sem que ele 
ocorra, inexiste essa responsabilidade. 
 
 
12. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade civil das 
pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é 
objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço 
prestado. 
 
13. (CESPE – 2013 – DPE-DF – Defensor Público) Segundo o 
ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado que integrem a administração pública 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros. 
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14. (CESPE – 2013 – MPU – Analista Direito)A responsabilidade 
civil do Estado incide apenas se os danos causados forem de caráter 
patrimonial. 
 
15. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário) Suponha-se que 
Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de 
trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público 
municipal de transporte público, o qual lhe causou danos materiais. 
Nessa situação hipotética, eventual direito à indenização pelos danos 
suportados por Maria somente ocorrerá se ficar provado que o condutor 
do referido coletivo atuou com culpa ou dolo, já que não haverá 
responsabilidade objetiva na espécie, pois, na oportunidade, Maria não 
era usuária do serviço público de transporte público coletivo. 
 
 
16. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A respeito da 
responsabilidade civil e da responsabilização da administração, julgue 
os itens subsequentes. 
O fato que gera a responsabilidade tem de estar diretamente 
atrelado ao aspecto da licitude e ilicitude do fato. 
 
 
17. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. 
Caso Rafael seja empregado de empresa terceirizada, contratada pela 
administração para a prestação de serviços de transporte de materiais, 
a responsabilidade do ente público será objetiva, porém subsidiária. 
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18. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Para garantir o seu direito de regresso, o poder público, ao responder à 
ação de indenização, deverá promover a denunciação da lide ao 
servidor causador ao suposto dano. 
 
 
 
19. (CESPE – 2013 – TCE-ES – Analista Administrativo-Direito) 
Determinado agente, vinculado a uma sociedade de economia mista 
prestadora de serviço público, no exercício de sua atividade, causou 
prejuízo a terceiro. A ação de indenização ajuizada pelo lesado contra a 
entidade foi julgada procedente com fundamento na responsabilidade 
objetiva do Estado, e a entidade foi condenada ao pagamento dos 
danos materiais e morais postulados, acrescidos dos juros moratórios. 
Cinco anos após o trânsito em julgado da decisão condenatória, a 
sociedade de economia mista ajuizou ação regressiva contra o agente. 
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção 
correta. 
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a) Diante da existência de decisão condenatória da sociedade de 
economia mista, o agente responderá objetivamente, na ação 
regressiva, pelo prejuízo que tenha causado à entidade. 
b) A ação não poderia ter sido julgada procedente com fundamento 
na responsabilidade objetiva do Estado, já que o agente causador do 
dano é vinculado a sociedade de economia mista, que se submete 
exclusivamente à responsabilidade subjetiva. 
c) Independentemente da natureza da atividade desenvolvida pela 
sociedade de economia mista, a responsabilidade pelo prejuízo que seus 
agentes causarem a terceiros será objetiva. 
d) A ação de regresso proposta contra o agente deve ser ajuizada 
no prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado da decisão 
condenatória, sob pena de prescrição. 
e) É possível a condenação da entidade ao pagamento de danos de 
natureza material e moral, bem como dos juros moratórios, os quais 
devem incidir a partir da data do evento danoso, e não a partir da 
citação. 
 
20. (CESPE - 2010 - AGU - Contador) A respeito do direito 
administrativo, julgue o item seguinte.A responsabilidade civil objetiva 
do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras 
de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e 
sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 
 
 
21. (CESPE - 2009 - DPE-AL - Defensor Público)Com relação à 
regra da responsabilidade objetiva do Estado, julgue o próximo item. 
Essa regra não se aplica às entidades da administração indireta que 
executem atividade econômica de natureza privada. 
 
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22. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial) A regra da 
responsabilidade civil objetiva do Estado se aplica tanto às entidades de 
direito privado que prestam serviço público como às entidades da 
administração indireta que executem atividade econômica de natureza 
privada. 
 
23. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguintes item. 
A responsabilidade da administração pode ser afastada caso fique 
comprovada a culpa exclusiva de Paulo e pode ser atenuada em caso de 
culpa concorrente. 
 
 
24. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) 
Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Em sua defesa, o poder público poderá alegar culpa do cidadão na 
geração do erro, uma vez que ele não forneceu o número de seu CPF. 
Nesse caso, conforme a teoria do risco administrativo, demonstrada 
culpa da vítima, a indenização poderá ser atenuada ou excluída. 
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25. (2014/CESPE/SUFRAMA/Nível Superior)Julgue o item que se 
segue, relativos aos agentes públicos, aos poderes administrativos e à 
responsabilidade civil do Estado. O direito pátrio adotou a 
responsabilidade objetiva do Estado, soba modalidade “risco 
administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a 
responsabilidade do Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da 
indenização devida. 
 
 
26. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário) Se um particular 
sofrer dano quando da prestação de serviço público, e restar 
demonstrada a culpa exclusiva desse particular, ficará afastada a 
responsabilidade da administração. Nesse tipo de situação, o ônus da 
prova, contudo, caberá à administração. 
 
27. (CESPE – 2013 – FUNASA Todos os cargos) Considere que 
um cidadão tenha falecido ao colidir seu veículo com uma viatura da 
polícia militar devidamente estacionada no posto policial, e que exame 
laboratorial demonstrou que o indivíduo conduzia seu veículo sob o 
efeito de bebidas alcoólicas. Nessa situação, o poder público será isento 
de responsabilidade, visto que houve participação total do lesado na 
ocorrência do dano. 
 
28. (CESPE – 2013 – MI – Analista) Considere que um particular, 
ao avançar o sinal vermelho do semáforo, tenha colidido seu veículo 
contra veículo oficial pertencente a uma autarquia que trafegava na 
contramão. Nessa situação, o Estado deverá ser integralmente 
responsabilizado pelo dano causado ao particular, dado que, no Brasil, 
se adota a teoria da responsabilidade objetiva e, de acordo com ela, a 
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culpa concorrente não elide nem atenua a responsabilidade do Estado 
de indenizar. 
 
29. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) A responsabilidade 
civil da pessoa jurídica de direito público em face de particular que 
tenha sofrido algum dano pode ser reduzida, ou mesmo excluída, 
havendo culpa concorrente da vítima ou tendo sido ela a única culpada 
pelo dano. 
 
30. (CESPE – 2015 - CGE-PI - Auditor Governamental) Julgue o 
item a seguir, acerca dos atos administrativos e da responsabilidade 
civil do Estado. 
As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que 
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável apenas nos casos de dolo. 
 
31. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade 
civil do Estado, julgue os itens a seguir. 
Tal qual o ressarcimento pelo particular por prejuízo ao erário, é 
imprescritível a pretensão do administrado quanto à reparação de dano 
perpetrado pelo Estado. 
 
 
 
32. (2014/CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário - Área Administrativa) 
Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção 
correta. 
a) As autarquias respondem pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, devendo, para tanto, estar 
caracterizado o dolo ou a culpa na hipótese da prática de atos 
comissivos. 
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b) A culpa concorrente da vítima, a força maior e a culpa de 
terceiros são consideradas causas excludentes da responsabilidade 
objetiva do Estado. 
c) A reparação de danos causados pelo Estado a terceiros pode 
ser feita tanto no âmbito administrativo, quanto na esfera judicial. Caso 
a administração não reconheça desde logo a sua responsabilidade e não 
haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização, o 
prejudicado poderá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica 
causadora do dano. 
d) De acordo com a teoria da culpa do serviço público, não há 
o dever do ente público de indenizar os terceiros pelos danos causados 
pela omissão do Estado. 
e) No que tange à evolução da temática relacionada à 
responsabilidade civil do Estado, a regra adotada inicialmente foi a da 
responsabilidade subjetiva, caminhando-se, posteriormente, para a 
teoria da irresponsabilidade. 
 
 
33. (CESPE - 2013 - Telebrás – Assistente Administrativo) A ação 
regressiva cabe em casos de culpa comprovada ou dolo do agente 
público e, por estar baseada na teoria objetiva, tem prazo decadencial 
para ser intentada. 
 
34. (CESPE – 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) 
Determinado motorista de uma empresa de transporte coletivo de 
pessoas causou, sem dolo ou culpa, um acidente de trânsito, o qual 
provocou danos materiais aos passageiros e a pessoas que transitavam 
na rua. O serviço de transporte coletivo tinha como fundamento um 
contrato de concessão da empresa de transporte com a administração 
pública, de modo que os passageiros eram usuários do serviço prestado 
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pela empresa e as pessoas que transitavam na rua não tinham qualquer 
relação contratual decorrente do serviço prestado pela empresa. 
Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta de 
acordo com a jurisprudência do STF acerca da responsabilidade civil do 
Estado. 
a) A responsabilidade civil da empresa é objetiva, visto que decorre da 
aplicação da teoria do risco integral. Desse modo, é suficiente para sua 
configuração a demonstração da conduta, do resultado e do nexo 
causal. 
b) A empresa será responsabilizada de forma objetiva tanto no que 
tange aos usuários quanto aos não usuários do serviço, uma vez que, 
embora não seja pessoa jurídica de direito público, ela atua por 
delegação do Estado na prestação de serviço público. 
c) Será incabível indenização para os passageiros e os transeuntes, uma 
vez que o motorista agiu sem dolo ou culpa e, portanto, não cometeu 
ato ilícito. 
d) A responsabilidade civil da empresa é objetiva para os danos 
provocados aos usuários do serviço público; contudo, em relação aos 
transeuntes, a responsabilidade civil da empresa é subjetiva, aplicando-
se as regras das relações jurídicas extracontratuais 
e) A responsabilidade civil da empresa é subjetiva, o que requer a 
existência de dolo ou culpa do motorista para o surgimento do direito à 
reparação dos danos. 
 
 
35. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item 
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Rafael pode ser responsabilizado, regressivamente, se for comprovado 
que agiu com dolo ou culpa, mesmo sendo ocupante de cargo em 
comissão, e deve ressarcir a administração dos valores gastos com a 
indenização que venha a ser paga a Paulo. 
 
 
36. (CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária)Em 
decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu 
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que 
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição 
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando 
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorridoem 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em 
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o 
número de seu CPF. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, 
referentes à responsabilidade civil do Estado. 
Na referida ação, fundamentada na responsabilidade objetiva do 
Estado, constarão como corréus o servidor responsável pelo erro e o 
poder público. 
 
37. (CESPE – 2015 – DPU - Defensor Público Federal de Segunda 
Categoria) Em relação a improbidade administrativa e responsabilidade 
civil do servidor público federal, julgue o item subsequente. 
 
A responsabilidade civil do servidor público pela prática, no exercício de 
suas funções, de ato que acarrete prejuízo ao erário ou a terceiros pode 
decorrer tanto de ato omissivo quanto de ato comissivo, doloso ou 
culposo. 
 
 
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38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Todos os anos, na estação chuvosa, a região metropolitana 
de determinado município é acometida por inundações, o que causa 
graves prejuízos a seus moradores. Estudos no local demonstraram que 
os fatores preponderantes causadores das enchentes são o sistema 
deficiente de captação de águas pluviais e o acúmulo de lixo nas vias 
públicas. De acordo com a jurisprudência e a doutrina dominante, na 
hipótese em pauta, casa haja danos a algum cidadão e reste provada 
conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade deste será 
subjetiva. 
 
39. (CESPE – 2013 – TRT – Analista Judiciário) Pela teoria da faute 
du service, ou da culpa do serviço, eventual falha é imputada 
pessoalmente ao funcionário culpado, isentando a administração da 
responsabilidade pelo dano causado. 
 
40. (CESPE – 2013 – TER-MS – Analista) Determinada professora 
da rede pública de ensino recebeu ameaças de agressão por parte de 
um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção da escola, que se 
manteve omissa. Nessa situação hipotética, caso se consumem as 
agressões, a indenização será devida 
a) pelo Estado, objetivamente. 
b) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de 
compensação de culpas. 
c) pelo Estado, desde que presentes os elementos que 
caracterizem a culpa. 
d) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado. 
e) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar. 
 
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41. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) A 
responsabilidade do Estado por danos causados por fenômenos da 
natureza é do tipo subjetiva. 
 
42. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Comissário) Para se caracterizar a 
responsabilidade civil do Estado no caso de conduta omissiva, não basta 
a simples relação entre a omissão estatal e o dano sofrido, pois a 
responsabilidade só estará configurada quando estiverem presentes os 
elementos que caracterizem a culpa. 
 
43. (CESPE - 2011 - PREVIC - Técnico Administrativo) Em se 
tratando de conduta omissiva, para configuração da responsabilidade 
estatal, é necessária a comprovação dos elementos que caracterizam a 
culpa, de forma que não deve ser aplicada absolutamente a teoria da 
responsabilidade objetiva. 
 
44. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A 
responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, 
sendo necessária a comprovação da negligência na atuação estatal, ou 
seja, a prova da omissão do Estado, em que pese o dever legalmente 
imposto de agir, além do dano e do nexo causal entre ambos. 
 
45. (CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário) No caso de ato 
omissivo do poder público, a responsabilidade civil da administração 
pública ocorre na modalidade subjetiva. 
 
46. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico) Caracterizada a 
responsabilidade subjetiva do Estado, mediante a conjugação 
concomitante de três elementos - dano, negligência administrativa e 
nexo de causalidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito 
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do poder público -, é inafastável o direito à indenização ou reparação 
civil de quem suportou os prejuízos. 
 
47. (CESPE – 2013 – SERPRO – Analista) Na teoria do risco 
administrativo, verifica-se a necessidade de a vítima comprovar a culpa 
da administração. 
 
48. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) A teoria 
que impera atualmente no direito administrativo para a 
responsabilidade civil do Estado é a do risco integral, segundo a qual a 
comprovação do ato, do dano e do nexo causal é suficiente para 
determinar a condenação do Estado. Entretanto, tal teoria reconhece a 
existência de excludentes ao dever de indenizar. 
 
 
49. (CESPE – 2015 - TJ-DF - Juiz de Direito Substituto) Cada uma 
das opções a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma 
assertiva a ser julgada à luz da jurisprudência dos tribunais superiores 
acerca da responsabilidade civil do Estado. Assinale a opção que 
apresenta a assertiva correta. 
a) Sérgio faleceu durante procedimento cirúrgico realizado em hospital 
público distrital. A perícia constatou que um erro grave praticado pela 
equipe médica do hospital havia sido a causa determinante para o 
óbito, embora não tenha sido possível a identificação de culpa de 
qualquer dos servidores. Nessa situação, não é possível imputar 
responsabilidade civil ao ente público ao qual estiver vinculado o 
hospital. 
b) Ana, aluna de escola pública de educação infantil, começou a 
arrastar as mesas escolares da sala de aula, desobedecendo aos 
pedidos feitos por sua professora. Como resultado, machucou a mão 
gravemente em uma das mesas, em mau estado de conservação. Nessa 
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situação, não é possível imputar responsabilidade civil ao Estado, haja 
vista a tentativa de intervenção da professora. 
c) Carlos, ao parar em sinal de trânsito de via pública, foi vítima de 
roubo com emprego de arma de fogo e seu veículo foi levado pelo 
ladrão. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade 
objetiva ao Estado por deficiência do serviço de segurança pública, já 
que a conduta danosa, para a qual a omissão estatal não concorreu 
efetivamente, foi praticada por terceira pessoa sem vínculo com ente 
público. 
d) João, preso em estabelecimento prisional distrital, foi encontrado 
enforcado com seus próprios lençóis em sua cela, e a perícia concluiu 
que o detento cometeu suicídio. Nessa situação, o Estado não deve ser 
responsabilizado pelos danos diante do reconhecimento de culpa 
exclusiva da vítima. 
 e) Luís resolveu caminhar ao lado de via férrea operada por 
concessionária de serviço público, pois a via férrea não era cercada ou 
murada. Ele acabou por cair nos trilhos e foi atropelado por trem da 
referida empresa. Nessa situação, diante da manifestaimprudência da 
vítima, não é possível imputar responsabilidade objetiva à 
concessionária. 
 
 
50. (CESPE – 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de 
propriedade do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido 
por Paulo, causando-lhe danos materiais. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item. 
A responsabilidade da administração pelos danos causados a terceiro é 
objetiva, ou seja, independe da comprovação do dolo ou culpa de 
Rafael. 
 
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51. (2014/ CESPE/CADE/Nível Superior) Acerca do terceiro setor e 
da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens subsequentes. 
No direito pátrio, as empresas privadas delegatárias de serviço público 
não se submetem à regra da responsabilidade civil objetiva do Estado. 
 
 
52. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos 
sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, 
diretamente contra o agente público responsável, visto que a 
responsabilidade civil na situação hipotética em apreço é solidária. 
 
53. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico) A respeito da 
responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. 
Para configurar a responsabilidade civil do Estado, é irrelevante 
que o agente público causador do dano atue no exercício da função 
pública. Estando o agente, no momento em que tenha realizado a ação 
ensejadora do prejuízo, dentro ou fora do exercício da função pública, 
seu comportamento acarretará responsabilidade ao Estado. 
 
54. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo) Para a 
configuração da responsabilidade civil do Estado, é irrelevante licitude 
ou a ilicitude do ato lesivo. Embora a regra seja a de que os danos 
indenizáveis derivam de condutas contrárias ao ordenamento jurídico, 
há situações em que a administração pública atua em conformidade 
com o direito e, ainda assim, produz o dever de indenizar. 
 
55. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) Em caso de 
responsabilidade decorrente de ato praticado por servidor público, a 
obrigação de reparar o dano limita-se ao próprio servidor público. 
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56. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A reparação do dano 
causado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito judicial quanto no 
administrativo, mas, neste último caso, a administração é obrigada a 
pagar o montante indenizatório de uma só vez, em dinheiro, de maneira 
a recompor plenamente o bem ou o interesse lesado. 
 
57. (2014/CESPE/ANATEL/Nível Médio) Acerca da responsabilidade 
civil do Estado, julgue o item a seguir. De acordo com o princípio da 
presunção de constitucionalidade, o Estado não pode ser 
responsabilizado por danos oriundos de lei posteriormente declarada 
inconstitucional. 
 
 
 
58. (CESPE – 2013 – TC-DF – Procurador) O Estado só responderá 
pela indenização ao indivíduo prejudicado por ato legislativo quando 
este for declarado inconstitucional pelo STF. 
 
 
59. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A respeito do controle e 
da responsabilização da administração pública, julgue os itens a seguir. 
Se, em razão da realização da Copa do Mundo de futebol, em 2014, o 
Congresso Nacional editar lei que disponha que a União será 
responsável pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, 
entidade organizadora do mundial, tal lei será inconstitucional, dado 
que, consoante o disposto na CF, para que ocorra a responsabilidade do 
Estado, é necessário que o agente tenha agido com dolo. 
 
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60. (CESPE – 2013 – TELEBRAS – Assistente Administrativo) Para 
se reconhecer a responsabilidade estatal, é essencial que a atividade 
provocadora de dano seja considerada lícita, bastando apenas que o 
prejuízo decorra de ação ou omissão de agente público. 
 
 
61. (CESPE – 2013 – DPE/TO – Defensor) Em relação à 
responsabilidade civil do Estado pelo exercício da função administrativa 
e a improbidade administrativa, assinale a opção correta. 
 
A O Estado, no exercício da função administrativa, responde 
objetivamente por danos morais causados a terceiros por seus agentes. 
B A responsabilidade do Estado pelo exercício da função 
administrativa é subjetiva, de acordo com a teoria do risco 
administrativo. 
C As sociedades de economia mista que se dedicam à exploração 
de atividade econômica são responsáveis objetivamente pelos danos 
que seus agentes causem a terceiro. 
D O servidor público que utiliza, em proveito próprio, carro de 
propriedade da União pratica infração disciplinar, mas não ato de 
improbidade administrativa. 
E Não há previsão da penalidade de suspensão dos direitos 
políticos para o responsável por ato de improbidade administrativa que 
atente contra os princípios da administração pública. 
 
 
62. (CESPE – 2013 – CNJ – Técnico Judiciário – Programação de 
Sistemas) No ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade do 
poder público é objetiva, adotando-se a teoria do risco administrativo, 
fundada na ideia de solidariedade social, na justa repartição dos ônus 
decorrentes da prestação dos serviços públicos, exigindo-se a presença 
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dos seguintes requisitos: dano, conduta administrativa e nexo causal. 
Admite-se abrandamento ou mesmo exclusão da responsabilidade 
objetiva, se coexistirem atenuantes ou excludentes que atuem sobre o 
nexo de causalidade. 
 
63. (CESPE – 2013 – PC-DF – Agente da polícia) Durante rebelião 
em um presídio, Charles, condenado a vinte e oito anos de prisão por 
diversos crimes, decidiu fugir e, para tanto, matou o presidiário Valmir 
e o agente penitenciário Vicente. A fim de viabilizar sua fuga, Charles 
roubou de Marcos um carro que, horas depois, abandonou em uma 
estrada de terra, batido e com o motor fundido. Charles permaneceu 
foragido por cinco anos e, depois desse período, foi preso em flagrante 
após tentativa de assalto a banco em que explodiu os caixas eletrônicos 
de uma agência bancária, tendo causado a total destruição desses 
equipamentos e a queima de todo o dinheiro neles armazenado. 
 
Com referência a essa situação hipotética e à responsabilização da 
administração, julgue o item a seguir. 
A responsabilidade do Estado com relação aos danos causados à 
agência bancária é objetiva, uma vez que a falha do Estado foi a causa 
da fuga, da qual decorreu o novo ato ilícito praticado por Charles. 
 
 
64. (CESPE – 2013 – MJ – Analista Técnico) A respeito da 
responsabilidade civil do Estado, julgue os itens que se seguem. 
Caso ocorra o suicídio de um detento dentro de estabelecimento 
prisional mantido peloEstado, a administração pública, segundo 
entendimento recente do STJ, estará, em regra, obrigada ao pagamento 
de indenização por danos morais. 
 
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65. (CESPE – 2013 – MC – Atividade técnica de suporte) Considere 
que um detento tenha sido assassinado dentro do presídio por seus 
colegas de carceragem, em razão de um acerto de contas entre eles. 
Nessa situação, a responsabilidade do Estado fica totalmente afastada 
pelo fato de o detento ter sido morto por colegas de carceragem. 
 
66. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados - Analista) O fato de 
um detento morrer em estabelecimento prisional devido a negligência 
de agentes penitenciários configurará hipótese de responsabilização 
objetiva do Estado. 
 
67. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário) A 
responsabilidade civil do Estado no caso de morte de pessoa custodiada 
é subjetiva. 
 
68. (CESPE - ADVOGADO - CEF - 2006) A teoria do risco 
administrativo, consagrada em sucessivos documentos constitucionais 
brasileiros desde a Carta Política de 1946, confere fundamento 
doutrinário à responsabilidade civil objetiva do poder público pelos 
danos a que os agentes públicos houverem dado causa, por ação ou por 
omissão. 
 
 
69. (UnB/CESPE – AGU 2008) A responsabilidade civil objetiva da 
concessionária de serviço público alcança também não usuários do 
serviço por ela prestado. 
 
 
70. (CESPE – 2013 – MS – Analista) A responsabilidade do 
Estado será objetiva caso um sargento da polícia militar estadual 
utilizando arma da corporação, em dia de folga, efetue disparos contra 
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um desafeto, gerando lesões graves, utilizando uma arma da 
corporação. 
 
 
Gabarito: 
 
1) C 
2) E 
3) C 
4) E 
5) C 
6) C 
7) C 
8) E 
9) C 
10) C 
11) C 
12) C 
13) E 
14) E 
15) E 
16) E 
17) E 
18) E 
19) E 
20) C 
21) C 
22) E 
23) C 
24) C 
25) C 
26) C 
27) C 
28) E 
29) C 
30) E 
31) E 
32) C 
33) E 
34) B 
35) C 
36) E 
37) C 
38) C 
39) E 
40) C 
41) C 
42) C 
43) C 
44) C 
45) C 
46) C 
47) E 
48) E 
49) C 
50) C 
51) E 
52) E 
53) E 
54) E 
55) E 
56) E 
57) E 
58) E 
59) E 
60) E 
61) A 
62) C 
63) E 
64) C 
65) E 
66) C 
67) E 
68) C 
69) C 
70) C 
 
 
 
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9) Referências 
 
ALEXANDRINO, Marcelo e PAULO, Vicente. Direito Administrativo 
descomplicado. 18ª ed. São Paulo: Método, 2010. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito 
Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010. 
CAHALI, Yussef Said. Responsabilidade civil do Estado. São Paulo: 
Malheiros, 1995. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito 
Administrativo. 13ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005. 
CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de responsabilidade civil. 5ª 
ed. São Paulo: Malheiros, 2003. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª ed. 
São Paulo: Editora Atlas, 2009. 
DUEZ, Paul. La responsabilité de la puissance publique. Paris: 
Librairie Dalloz, 1927. 
FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental 
brasileiro. 7ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006. 
FREITAS, Juarez. Responsabilidade civil do estado. São Paulo: 
Malheiros, 2006. 
GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: 
Saraiva, 2008. 
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo - tomo I. 3ª ed. 
Salvador: Jus Podivm, 2007. 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. São 
Paulo: Malheiros, 2003. 
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MESQUITA, Daniel. Direito Administrativo – Série Advocacia 
Pública, Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo, 
2011. 
STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação 
jurisprudencial: doutrina e jurisprudência. 4ª ed. São Paulo: Revista dos 
Tribunais, 1999. 
Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em 
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05467234463
05467234463 - Clarissa Torres Y Plá Trevas

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