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ATIVIDADE – CEAD CURSO: CEAD DISCIPLINA: CARGA HORÁRIA: 40h PROFESSOR(A): VINÍCIUS SOARES DE OLIVEIRA ( ) ESPECIALISTA ( X ) MESTRE ( ) DOUTOR ATIVIDADE 2 Aula 02 - (VALOR 0,75 PONTO.) Considere tudo o que você estudou neste Capítulo 2 e faça uma sistematização para consolidar os conhecimentos trabalhados até agora abordando: · Explique o papel do Biomédico no rastreamento das IST? · Copie 02 matérias de divulgação e conscientização da população em relação à importância das vacinas contra IST. · Explique como é realizado a interpretação dos testes imunológicos no diagnostico da Sífilis. · Explique as vantagens e desvantagens dos testes rápidos aplicados no diagnóstico de IST. Ao final, encaminhe a atividade para seu professor, utilizando o portfólio disponível no ambiente virtual de aprendizagem. O papel do Biomédico no rastreamento das IST O profissional biomédico desempenha papel de grande importância no rastreamento das IST's, atua em pesquisas que podem fornecer dados desde o diagnóstico até a descoberta científica para a cura e prevenção destas doenças. Interpretação dos testes imunológicos no diagnostico da Sífilis · Teste treponêmico reagente e teste não treponêmico reagente Possíveis Interpretações: Diagnóstico de Sífilis, onde a classificação do estágio clínico será definida de acordo com o tempo de infecção e o histórico de tratamento; ou cicatriz sorológica, tramaneto anterior documentado com queda da titulação em pelo menos duas diluições. · Teste treponêmico reagente e Teste não treponêmico não reagente Possíveis Interpretações: realiza-se terceiro teste treponêmico com metodologia diferente do primeiro. Se reagente: diagnóstico de sífilis ou cicatriz sorológica; se não reagente: resultado falso reagente, excluí-se diagnóstico de sífilis; se terceiro teste treponêmico não disponível, avalia-se o risco, sinais, sintomas e histórico de tratamento para definição de conduta. · Teste não treponêmico reagente e teste treponêmico reagente Possíveis Interpretações: Diagnóstico de Sífilis, onde a classificação do estágio clínico será definida de acordo com o tempo de infecção e o histórico de tratamento; ou cicatriz sorológica, tramaneto anterior documentado com queda da titulação em pelo menos duas diluições. · Teste não treponêmico reagente e Teste treponêmico não reagente Realiza-se terceiro teste treponêmico com metodologia diferente do primeiro e o resultado final do fluoxograma será definido pelo resultado desse terceiro teste. Se reagente: diagnóstico de sífilis ou cicatriz sorológica; se não reagente: resultado falso reagente para o primeiro teste, excluí-se diagnóstico de sífilis; se cicatriz sorológica, tramaneto anterior documentado com queda da titulação em pelo menos duas diluições. Se terceiro teste treponêmico não disponível, avalia-se o risco, sinais, sintomas e histórico de tratamento para definição de conduta. · Teste não treponêmico e teste treponêmico não reagentes Possíveis Interpretações: Ausência de infecção ou período de incubação de sífilis recente (janela imunológica). Não realizar teste complementar se o primeiro teste for não reagente e não houver suspeita clínica de sífilis primária. Em caso de suspeita clínica ou epidemiológica, solicitar nova coleta de amostra em 30 dias; Testes Rápidos São práticos e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo 30 minutos. Podem ser realizados com amostras de sangue total colhidas por punção digital ou venosa. · Vantagens: - Realização do teste no momento da consulta, eliminando a necessidade de mais uma ida do usuário ao serviço de saúde; - Acolhida imediata dos portadores das infecções pelo HIV, HCV, HBV e da sífilis dentro da estrutura do SUS; - Facilitam o diagnóstico em populações vulneráveis e de difícil acesso - Podem ser feitos em locais sem infraestrutura laboratorial; - Agilidade do diagnóstico – diminuição do tempo para conhecimento do resultado. · Desvantagens: - Não se aplicam a locais com grandes demandas (ex: laboratórios de médio e grande porte); - Técnica simples podendo levar à banalização do processo por parte do profissional; - Falta de confiabilidade (janela imunológica). Matérias de divulgação e conscientização da população em relação à importância das vacinas contra IST Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos incompletos Também terão direito à vacina pessoas que vivem com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, homens e mulheres transplantados e pacientes em tratamento com quimioterapia e radioterapia Publicado: 21.06.2017 - 16:00última modificação: 30.06.2017 - 11:16 A partir de agora, a vacina contra HPV passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino. A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas. Com a inclusão desse público, equivalente a 3,3 milhões de adolescentes, a meta para 2017 é vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Além disso, cerca 200 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos de ambos os sexos vivendo com HIV também podem se vacinar contra o HPV. Também terão direito à vacina, a partir de agora, homens e mulheres transplantados e pacientes oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Para conscientizar os meninos na busca da vacina, o Ministério da Saúde planeja, para o próximo mês de julho, período de férias escolares, campanha direcionada a esse público, com o intuito de aumentar a cobertura nessa população. Outra novidade já anunciada este ano foi a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. ESQUEMA VACINAL – Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica. A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente, já ofertada, desde 2014, às meninas. Ela confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra os cânceres de colo do útero, vulva, vagina e ânus; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido verticalmente (da mãe para o filho) no momento do parto. VACINAÇÃO NAS ESCOLAS – Para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes, os ministérios da Saúde e da Educação desenvolvem ações voltadas à prevenção e promoção da saúde nas salas de aula por meio do Programa Saúde na Escola. A partir do programa, as escolas vão atuar junto com as equipes da Atenção Básica para a vacinação dos estudantes. Uma das propostas é que os estudantes apresentem, já na matrícula, a caderneta de vacinação e as escolas comuniquem o sistema de saúde sobre as doses prioritárias. O Ministério da Saúde considera de fundamental importância a participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundoa oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. Assessoria de Comunicação Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais Fonte: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/vacina-de-hpv-e-ampliada-para-meninos-de-11-15-anos-incompletos Vacinas podem revolucionar a prevenção de ISTs A possibilidade de se viver uma vida sexual com saúde e a proteção de vacinas contra os diferentes vírus e bactérias sexualmente transmissíveis está se tornando uma realidade cada vez mais próxima. Recentemente, algumas pesquisas inovadoras têm aberto bons caminhos para o desenvolvimento de estratégias de prevenção adicionais à já bem conhecida camisinha. Na última semana foi publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases um estudo realizado no Reino Unido com o resultado da parceria entre pesquisadores ingleses e dinamarqueses, mostrando sucesso nas etapas iniciais do desenvolvimento de uma vacina inédita contra a bactéria Chlamydia trachomatis, ou simplesmente clamídia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a clamídia é a causadora da infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana mais frequente em todo mundo, com quase 130 milhões de casos estimados anualmente. O quadro clínico da infecção por clamídia em geral é a uretrite em homens e a cervicite em mulheres. Por mais que tenha um tratamento simples quando diagnosticada, o controle da sua disseminação é complexo pois, além de altamente transmissível, inclusive pelo sexo oral, até 80% dos casos são completamente assintomáticos. E pra piorar, quando não tratada a clamídia pode levar a complicações uro-ginecológicas como a infertilidade. Uma vez que a rotina de rastreamento dessa bactéria na população sexualmente ativa e assintomática, ainda que recomendado é feito por apenas parte das pessoas, especialmente em países de renda mais baixa, uma vacina que previna essa infecção é muito bem-vinda. O processo de desenvolvimento da vacina contra clamídia está numa fase ainda inicial e o estudo publicado apenas demonstrou que é possível induzir a produção de anticorpos contra proteínas da bactéria nas mulheres vacinadas, sem causar nelas efeitos colaterais graves. A próxima etapa será avaliar se esses anticorpos são de fato capazes de proteger da infecção. Alem dessa, existem em fase de pesquisa outras vacinas contra ISTs. Uma delas é a vacina contra a Neisseria gonorrhoeae, a causadora da gonorreia, segunda IST bacteriana mais frequente no mundo. Dados de estudos anteriores, por exemplo, demonstraram que a vacinação contra Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica, devido à semelhança entre as duas bactérias acabou inesperadamente reduzindo em 30% a incidência de gonorreia entre os indivíduos vacinados. Há também em andamento o estudo Mosaico que avalia uma promissora vacina contra a infecção por HIV. No Brasil iniciaremos em breve o recrutamento de participantes interessados. E temos também as vacinas com eficácia já comprovada na proteção contra ISTs, como as de hepatite A, hepatite B e HPV. Porém, apesar de disponibilizadas no SUS e recomendadas pelo Ministério da Saúde, temos ainda baixas taxas de cobertura vacinal dentro de alguns subgrupos populacionais. No caso da vacina contra HPV, por exemplo, apenas 22% dos meninos e 51% das meninas menores de 15 anos, idade em que a vacina é indicada, foram imunizadas. A ciência está dando seus passos para encontrar novas maneiras de controlar a transmissão das ISTs, diversificando as opções de Prevenção Combinada e melhorando a qualidade da vida sexual da humanidade. Entretanto, de nada adiantarão vacinas se a população não as utilizar quando disponíveis. Faça sua parte e esteja com as suas vacinas todas atualizadas. Fonte: https://ricovasconcelos.blogosfera.uol.com.br/2019/08/23/vacinas-podem-revolucionar-a-prevencao-de-ists/?cmpid=copiaecola