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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE FACULDADE DE VETERINÁRIA – FAVET DISCIPLINA: Avicultura DISCENTE: Leonira Morais da Silva ESTUDO DIRIGIDO PARA 1NPC Descreva como acontece o melhoramento genético do frango de corte industrial, o BROILER. O melhoramento genético deve ser iniciado com um banco genético de elite, formado por famílias de raças puras, onde é selecionada a linha macha (com características para carne e peso) e a linha fêmea (com características para postura e eclodibilidade). Os melhores animais são selecionados, sendo bisavós, que dão origem as avós, em seguida as matrizes e depois ao pinto de um dia, o BROILER. O CEARA não tem formação de elite, mas multiplica a linhagem ROSS e COBB através das avós. O tempo para formação de uma linhagem demora uns quatro anos, pois as aves demoram em torno de um ano para se reproduzir. Da linhagem formada, selecionam-se uns 100 melhores animais, onde 85 % são vendidos e 15% são selecionados e divididos igualmente para testes (ganho de peso, conversão alimentar, resistência a doenças etc.), reprodução (formação do broiler) e genética (manutenção do pedigree). O que é biosseguridade? Descreva os 3 níveis de hierarquia da biosseguridade. É um conjunto de procedimentos técnico- conceituais/operacionais/estruturais que visam prevenir ou controlar a contaminação dos rebanhos avícolas por agentes de doenças infecciosas que possam ter impacto na produtividade destes rebanhos avícolas e/ou na saúde dos consumidores de produtos avícolas. Biosseguridade Conceitual: É o nível primordial/ básico que representa a base de todos os programas de prevenção de enfermidades. É a base de tudo o que fazemos. Seleção do local de instalação do sistema de produção e sua proximidade com outras instalações do próprio sistema Tipo de galpões a serem construídos Locação dos galpões na granja Tipo de criação ( granja somente de recria ou somente de produção ou ambas fases na mesma área) Proximidade com grandes lagoas ou áreas alagadas utilizadas por pássaros migratórios; Linhagem genética a ser criada Biosseguridade Estrutural: É o segundo nível hierárquico de biosseguridade, se refere a como a estrutura de produção é constituída, localizada e inclui considerações tais como: Cercas e/ou barreiras vegetais perimetrais ao redor da granja e/ou cada galpão ou cada núcleo de galpões; Desenho das estradas de circulação interna; controle de tráfego Equipamentos de desinfecção e limpeza Equipamentos de controle ambiental (ventilação e resfriamento do ar) Área de apoio (vestiários, lavanderia, banheiros, escritório, almoxarifado, etc...) para cada galpão/núcleo/granja Localização e tipo dos silos de ração Acabamento interior dos galpões Tipo de sistema de bebedouros e comedouros Tipo de telhado Galpões à prova de pássaros e outros animais domésticos (telas, portas, etc...) Biosseguridade Operacional: O terceiro nível da hierarquia de biosseguridade compreende procedimentos operacionais de rotina do dia a dia (manejo em geral), que objetivam prevenir a introdução e disseminação de uma enfermidade. Banho e troca de roupas para adentrar a granja e/ou galpões individualmente Fluxo de visita levando em conta aspectos tais como, por exemplo, idade, saúde, e desempenho produtivo dos lotes Programa de vacinas Programa de desinfecção das instalações Programa de desinfecção de ovos férteis Programa de medicações curativas/preventivas e/ou uso de aditivos antimicrobianos na ração Registro de visitas ao sistema de produção ou proibição total de visitantes no sistema Controle de contaminação originada de pessoas envolvidas com o sistema, através de suabes retais Controle da moradia dos funcionários do sistema (criação de aves de fundo de quintal e/ou aves ornamentais. Descreva as fases do intervalo entre lotes dos galpões. Os galpões são utilizados por 70 dias, sendo que as aves permanecem por 50 dias. Sete dias seguintes são utilizados para limpeza e desinfecção dos galpões e os 14 dias depois são utilizados como um intervalo sanitário, para só depois o galpão voltar a ser utilizado. A limpeza é feita primeiramente retirando-se o esterco e depois passa o lançam chamas, depois faz a lavagem com água e sabão, depois é desinfetado com (amônia quaternária glutaldeído, formol e iodo), podendo em seguida fazer caiação. Nos 14 dias que é o vazio sanitário, coloca-se a cama com fungicida, coloca as cortinas e equipamentos, faz pulverização diária do galpão e pulverização diária da cama, mantendo o galpão fechado. Descreva o manejo para produção dos frangos de corte desde a chegada do ‘’pinto de um dia’’ na granja até o seu abate. Os pintos de um dia chegam à granja e são colocados em círculos feito com compensado (evitando cantos para não ter aglomeração dos pintos e conseqüentemente contusões ou lesões de patas, asas, cabeças ) e usando uma cama de maravalha ou casca de arroz. Dentro dos círculos não é bom ter mais de 1000 pintos e o círculo deve ter mais ou menos um raio de 3 metros. Os pintos permanecem no círculo por sete a dez dias, depois vão sendo soltos no galpão. Deve- se ter uma fonte de calor (campânula a carvão ou lenha ou a gás), pois os sete primeiros dias são muito importantes para os pintos, pois eles não tem o sistema termorregulador desenvolvido, então deve-se dar atenção a temperatura, ventilação, densidade e iluminação. Se os animais estiverem em conforto térmico eles estão comendo bebendo e caminhando. Ao nascerem os pintos necessitam de maior calor 32°C e com o passar dos dias a temperatura pode cair pra 25°C. Os comedouros e bebedouros devem ser distribuídos homogeneamente ao redor da campânula para que os pintos possam ficar ao centro, próximo ao calor. As cortinas podem ser manipuladas a partir do sétimo dia e são manipuladas de cima para baixo para evitar o choque térmico, dependendo do clima local. Os bebedouros podem ser pendular 1:12/15 aves , ou de nipple/gotejamento. Os comedouros podem ser tubular ou mecanizados 1:10/12 aves. As aves ficam alojadas no galpão por 42 a 45 dias onde saem com 2,5 a 3,0 quilos para o abate. Descreva sobre a construção dos aviários, onde construir, medidas e posição. Deve-se construir os galpões levando em conta que deve ter em um galpão convencional de 10 a 12 frangos de corte por m², mas se for em galpão climatizado 24 aves / m². Os galpões devem ser retangulares e não quadrados. Devem ter ventiladores (convencional) ou exaustores (pressão negativa) e nos dois devem ter cortinas. O galpão convencional tem o telhado com telhas de barro e o galpão de pressão negativa é todo fechado com exaustores e nebulizadores. O comprimento não deve ser maior que 65 metros ( pois requer mais equipamentos e dificulta o manejo quando ocorre um problema sanitário) A largura deve ter de 8 a 12 metros, mas o melhor seria de 10 metros. O pé direito de 3 a 3,5 metros, pé central de 4 a 4,5 metros. ( quanto mais alto mais circulação de ventos) Os beirais para não deixar o sol entrar devem ter de 0,8 a 1 metro para não impedir a ventilação. Qual a diferença das instalações de um aviário convencional para um aviário moderno? Sistema convencional: É caracterizado por possuírem comedouro tubular, bebedouro tubular e sem forro. Não possuem sistema de controle artificial da temperatura, o condicionamento térmico é natural as cortinas são de ráfia amarela, azul ou branca e o sistema é semi climatizado: possuem comedouro tubular ou automático bebedouro pendular ou nipple e ventiladores em pressão positiva. Sistema de galpão de pressão negativa: Possuem sistema climatizado: Possuem comedouro automático, bebedouro tipo nipple e exaustores em pressão negativa. O sistema de resfriamento pode ser por nebulização e pad cooling, possui forro de polietileno. O uso de geradores de energia é indispensável, pois o galpão é todo fechado e numaemergência as aves não irão agüentar o calor por mais de 40 minutos e todo o lote pode vir a morrer, então se deve evitar esse tipo de problemas na falta de energia. Deve ter uma iluminação bem controlada. O galpão de pressão negativa favorece a produção e o bem estar animal, fazendo com que as aves percam menos energia e haja uma melhor conversão alimentar. Abaixo se tem a s curvas de produção do frango de corte.