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Gestão da Qualidade Wagner Teixeira dos Santos Adaptada/Revisada por Marcelo Amancio da Costa (junho/2012) APRESENTAÇÃO É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Gestão da Qualidade, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autôno- mo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidis- ciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail. Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br, a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suple- mento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 5 1 HISTÓRICO, CONCEITOS, PRINCÍPIOS E ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE ............................................................. 7 1.1 Histórico ..............................................................................................................................................................................7 1.2 Conceitos ............................................................................................................................................................................8 1.3 Princípios ............................................................................................................................................................................9 1.4 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................10 1.5 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................10 2 ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE .................. 11 2.1 Definição da Unidade de Negócio .........................................................................................................................12 2.2 Definição da Política e dos Objetivos da Qualidade .......................................................................................13 2.3 Gerenciamento e Mapeamento de Processos...................................................................................................14 2.4 Padronização dos Processos .....................................................................................................................................17 2.5 Delineamento do SGQ ................................................................................................................................................18 2.6 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................19 2.7 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................19 3 SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE .............................................................................. 21 3.1 Requisitos Gerais ...........................................................................................................................................................21 3.2 Documentação ..............................................................................................................................................................23 3.3 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................26 3.4 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................27 4 RESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO ......................................................................................... 29 4.1 Comprometimento da Direção ...............................................................................................................................29 4.2 Foco no Cliente ..............................................................................................................................................................30 4.3 Política da Qualidade ..................................................................................................................................................30 4.4 Planejamento .................................................................................................................................................................31 4.5 Responsabilidade, Autoridade e Comunicação ................................................................................................33 4.6 Análise Crítica pela Direção ......................................................................................................................................33 4.7 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................35 4.8 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................36 5 GESTÃO DE RECURSOS ................................................................................................................... 37 5.1 Provisão de Recursos ...................................................................................................................................................37 5.2 Recursos Humanos ......................................................................................................................................................37 5.3 Infraestrutura .................................................................................................................................................................38 5.4 Ambiente de Trabalho ................................................................................................................................................39 5.5 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................39 5.6 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................40 6 REALIZAÇÃO DO PRODUTO ........................................................................................................ 41 6.1 Planejamento da Realização do Produto ............................................................................................................41 6.2 Processos Relacionados a Clientes .........................................................................................................................41 6.3 Projeto e Desenvolvimento ......................................................................................................................................42 6.4 Aquisição .........................................................................................................................................................................436.5 Produção e Fornecimento de Serviço ..................................................................................................................44 6.6 Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento ..............................................................................46 6.7 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................47 6.8 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................49 7 MEDIÇÃO, ANÁLISE, MELHORIA E CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ................................................................................................................ 51 7.1 Generalidades ................................................................................................................................................................51 7.2 Medição e Monitoramento .......................................................................................................................................51 7.3 Controle de Produto não Conforme ......................................................................................................................56 7.4 Análise de Dados ..........................................................................................................................................................56 7.5 Melhorias .........................................................................................................................................................................57 7.6 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................59 7.7 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................61 8 CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ................................... 63 8.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................66 8.2 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................66 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................... 67 RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS ..................................... 69 REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................. 75 Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 5 INTRODUÇÃO Hoje em dia, estamos vivenciando um cenário em que a qualidade não significa apenas controle de produção, ou a qualidade inerente de bens e serviços, ou o uso de ferramentas e métodos de gestão, ou mesmo uma assistência técnica adequada. Ampliando o entendimento, o conceito de qualidade total ou gestão de qualidade passou a significar um modelo de gerenciamento que busca a eficiência e a eficácia das organizações. O fato é que a gestão da qualidade influencia o ser humano em sua maneira de pensar e agir, pois compreende uma visão macro da existência humana. O Total Quality Control (TQC), iniciado pelos japoneses há aproximadamente meio século, origi- nou o Controle para Gestão e, posteriormente, o conceito da Gestão da Qualidade Total (GQT), o qual foi adotado em diversas organizações do mundo. O GQT possui uma gama de ações que normalmente possibilita às organizações superar as constantes crises no mundo dos negócios, pois permite contornar os problemas através da criatividade e comprometimento dos trabalhadores. Outro ponto de destaque do GQT é proporcionar às organizações a facilidade em adequar o sistema de gestão da qualidade, con- forme os modelos da “família ISO 9000”. A norma ABNT NBR ISO 9001:2008 e a ABNT NBR ISO 14001:2004 são conhecidas como normas genéricas de sistemas de gestão, sendo que: genérico: significa que a mesma norma pode ser aplicada a qualquer tipo de organização, grande ou pequena, seja qual for seu produto, inclusive quando ela é, na verdade, um serviço, em qualquer setor de atividade e seja qual for seu meio de negócio, podendo ser uma adminis- tração pública ou um departamento do governo; sistema de gestão: refere-se a tudo o que a organização faz para gerenciar seus processos e atividades. Objetiva-se, aqui, mostrar a importância de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) com base na norma ABNT NBR ISO 9001:2008, incorporando a esse modelo de sistema de gestão algumas das fer- ramentas gerencias do GQT. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 7 Caro(a) aluno(a), apesar de o conceito de qualidade ser conhecido há milhares de anos, somente de modo recente a qualidade apareceu como uma função gerencial, a qual se ampliou e atualmente é considerada uma ferramenta essen- cial para o sucesso estratégico das organizações. A história e evolução do entendimento da qua- lidade como gestão passou por quatro estágios marcantes: inspeção do produto, controle esta- tístico da qualidade, garantia da qualidade e ges- tão estratégica da qualidade. O GQT alavancou os princípios da gestão da qualidade e possibilitou a abordagem da qualidade no âmbito estratégico dos negócios, criando um antagonismo favorável às organizações que possuíam um SGQ versus os tradicionais modelos de controle de qualidade. Igualmente, o código de defesa do consumidor e as normas internacionais, como a “família ISO 9000”, revolucionaram o conceito de qualidade, consolidando-o em todos os pontos do negócio. Com o aparecimento das normas BS 4891 e BS 5179, as quais tinham caráter de código de práticas, sem qualquer aplicação em situações contratuais, mas que, em 1979, orientaram o surgimento da norma BS 5750, que continha, na sua parte 1, uma especificação para sistema da qualidade e, nas partes 2 e 3, especificações para sistemas de inspeção, foi possível utilizar a parte 1 da BS 5750 em relações contratuais. Essas nor- mas contribuíram para um padrão de referência internacional para normalização de sistemas da qualidade e permitiram ao British Standard Insti- tute (BSI) iniciar um processo de certificação de terceira parte, para avaliar e cadastrar empresas que estivessem em conformidade com o requisi- to dessa norma. Em 1987, a ISO lançou a família de normas ISO 9000, profundamente baseada em normas britânicas da qualidade e nas experiências e con- tribuições de especialistas e representantes de di- versos países, a qual conseguiu superar barreiras de terminologia, conceitos e práticas e chegar a um resultado que podemos considerar histórico e um marco na evolução da garantia da gestão da qualidade. Em 1994, foi realizada a primeira revisão geral, com o objetivo de melhorar a sua interpretação e garantir a inclusão dos aspectos preventivos da qualidade. Em 2000, ocorreu a segunda revisão, mais significativa, tendo maior ênfase não só os aspectos industriais de manufa- tura, mas também os de serviços (MARSHALL JU- NIOR et al., 2006). Em 2008, a norma ABNT NBR ISO 9001:2008 passou por uma nova revisão, contudo sem alte- rações significativas com relação à versão 2000. O protocolo da ISO requer que todas as nor- mas sejam revisadas a cada cinco anos, para de- terminar se elas devem ser confirmadas, revisadas ou aperfeiçoadas. HISTÓRICO, CONCEITOS, PRINCÍPIOS E ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE 1 1.1 Histórico Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educaçãoa Distância | www.unisa.br 8 Segundo a norma ABNT NBR ISO 9000:2005 – Sistemas de gestão da qualidade: Fundamentos e vocabulário, qualidade significa: grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos. É importante que você compreenda de for- ma clara que um sistema de gestão é um conjunto organizado de recursos e ‘regras’ que faz com que um ser permaneça vivo; em outras palavras, siste- ma é composto de vários subsistemas (partes), que trabalham de maneira harmônica para atender a um objetivo comum para o qual o sistema foi criado. Já a ABNT NBR ISO 9001:2008 define SGQ como: “Sistema para esta- belecer políticas e objetivos, e para atingir estes objetivos para dirigir e controlar uma organiza- ção, no que diz respeito à Qualidade.” Devido à necessidade de padrões interna- cionais de engenharia, no período pós-guerra, foi realizada uma reunião em Londres, Inglaterra, em 1946, com representantes de 25 países, os quais decidiram criar uma organização internacional com a finalidade de facilitar, em nível mundial, a coordenação e a unificação de normas industriais. Com sede em Genebra, Suíça, essa organização 1.2 Conceitos começou a funcionar oficialmente em 23 de feve- reiro de 1947, com a denominação International Organization for Standardization (ISO) ou Organi- zação Internacional de Padronização. Não é raro alguém notar a falta de corres- pondência entre a sigla oficial ISO e o nome In- ternational Organization for Standardization, pois deveria ser IOS. O fato é que “iso” é uma palavra derivada do grego isos, significando “igual”, a qual deu origem ao prefixo “iso-”, utilizado em gran- de quantidade de termos (por exemplo, isométri- co, isômero e isonomia). Além disso, a sigla é válida nos dois idiomas oficiais da organização internacional: inglês e francês. A “família ISO 9000” é composta de quatro normas, conforme Tabela 1, e é nesse arranjo que a Norma ABNT NBR ISO 9001:2008 é o ponto de partida, uma vez que ela fixa as bases para a cons- trução dos SGQs, pois sem a terminologia não há base consistente para estabelecer parâmetros para a desejada padronização. O objetivo da ter- minologia é limitar a variedade de interpretações, permitindo fixar termos comuns, como referên- cias para negociação de contratos (MARANHÃO, 2006). AtençãoAtenção Qualidade significa grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos. Saiba maisSaiba mais As normas da família ABNT NBR ISO 9001:2008, relacionadas abaixo, foram desenvolvidas para apoiar organizações, de todos os tipos e tamanhos, na implementação e operação de sistemas de gestão da qualidade eficazes. A ABNT NBR ISO 9001:2008 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e estabelece a terminologia para estes sistemas. A ABNT NBR ISO 9001:2008 especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade, onde uma organização precisa demonstrar sua capacidade para fornecer produtos que atendam os requisitos do cliente e os requisitos regulamentares aplicáveis, e objetiva aumentar a satisfação do cliente. A ABNT NBR ISO 9001:2008 fornece diretrizes que consideram tanto a eficácia como a eficiência do sistema de gestão da qualidade. O objetivo desta norma é melhorar o desempenho da organização e a satisfação dos clientes e das outras partes interessadas. A ABNT NBR ISO 19011 fornece diretrizes sobre auditoria de sistemas de gestão da qualidade e ambiental. Juntas elas formam um conjunto coerente de normas sobre sistema de gestão da qualidade, facilitando a compreensão mútua no comércio nacional e internacional. (ABNT, 2005). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 9 Tabela 1 – A série de normas ISO 9000. Número Título Finalidade ABNT NBR ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e vocabulário Estabelecer os fundamentos e o vocabulário da qualidade. ABNT NBR ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos Especificar os requisitos de SGQs para uma organização “produzir” produtos conformes e obter satisfação dos clientes. É a única norma de natureza contratual da série 9000. ABNT NBR ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade – Diretrizes para melhorias de desempenho Prover guia para SGQs, incluindo melhorias contínuas, para satisfação dos clientes e outras partes interessadas. ABNT NBR ISO 19011:2002 Diretrizes para auditoria de SGQ e gestão ambiental Prover requisitos e diretrizes para processos de auditoria (SGQ/Sistema de Gestão Ambiental – SGA). Neste tópico, irei apresentar a você os oito princípios de gestão da qualidade, os quais for- mam a base para as normas de SGQ da “família ISO 9000”. A ABNT NBR ISO 9001:2008 esclarece que os oitos princípios de gestão da qualidade têm como objetivo ajudar as organizações a al- cançarem um sucesso sustentado e a ABNT NBR ISO 9001:2008 ainda reforça que tais princípios, se utilizados com sucesso pela Alta Direção, resulta- rão em melhoria de desempenho, em benefícios financeiros, na criação de valor e no aumento de estabilidade. A seguir, listarei os oitos princípios de gestão da qualidade conforme descrito na ABNT NBR ISO 9001:2008, os quais são: 1. Foco no cliente: organizações de- pendem de seus clientes e, portanto, é recomendável que atendam às ne- cessidades atuais e futuras do cliente, seus requisitos e procurem exceder as expectativas; 2. Liderança: líderes estabelecem uma unidade de propósito e o rumo da or- ganização. Convém que eles criem e mantenham o ambiente interno, no 1.3 Princípios qual as pessoas possam ficar totalmen- te envolvidas no propósito de alcançar os objetivos da organização; 3. Envolvimento de pessoas: pessoas de todos os níveis são a base de uma organização e seu total envolvimento possibilita que as suas habilidades se- jam usadas para o benefício da organi- zação; 4. Abordagem de processo: um resul- tado desejado é alcançado mais efi- cientemente quando as atividades e os recursos relacionados são gerenciados como um processo; 5. Abordagem de sistema para a ges- tão: identificar, entender e gerenciar os processos inter-relacionados, como um sistema, contribui para a eficácia e efi- ciência da organização no sentido de esta alcançar os seus objetivos; 6. Melhoria contínua: melhoria contínua do desempenho global da organização deve ser um objetivo permanente da organização; Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 10 7. Tomada de decisão baseada em fa- tos: decisões eficazes são baseadas na análise de dados e informações; 8. Benefícios mútuos nas relações com os fornecedores: uma organização e seus fornecedores são interdependen- tes e uma relação de benefícios mútuos aumenta a capacidade de ambos em agregar valor. AtençãoAtenção ABNT NBR ISO 9004:2010 ainda reforça que tais princípios, se utilizados com sucesso pela Alta Di- reção, resultarão em melhoria de desempenho, em benefícios financeiros, na criação de valor e no aumento de estabilidade. Saiba maisSaiba mais “Estes oito princípios de gestão da qualidade formam a base para as normas de sistema de gestão da qualida- de na família ABNT NBR ISO 9001:2008.” (ABNT, 2005). DicionárioDicionário ABNT NBR: Associação Brasileira de Normas Técni- cas – Norma Brasileira. Caro(a) aluno(a), neste capítulo aprendemos um pouco mais sobre a importância das normas, que são uma decisão estratégia da empresa para obter sua metodologia como gerenciamento organizacio- nal, e dos 8 princípios de gestão, os quais podem ser usados pela Alta Direção para conduzir a organiza- ção à melhoria do seu desempenho e formam a base para as normas de SGQ. 1.4 Resumo do Capítulo 1. Comente sobre a frase: “o cliente temsempre razão”. 2. Quais são os 8 principais princípios de gestão da qualidade? 1.5 Atividades Propostas Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 11 Aqui, você irá aprender que a implementa- ção do SGQ com base na “família ISO 9000” obe- ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE 2 dece ao princípio da abordagem por processo, conforme sistemática apresentada na Figura 1. Figura 1 – Metodologia de implementação do SGQ. ENTRADAENTRADA Realização do produto Medição, Análise e Melhoria Responsabilidade da Direção Gestão de Recursos Produto SAÍDA Produto SAÍDA Melhoria Contínua Sistema de Gestão da Qualidade Clientes Requisitos Clientes Satisfação 4 5 6 7 8 Fonte: Mello et al. (2008). AtençãoAtenção Quando se trata da família ISO 9000, isso signi- fica ABNT NBR ISO 9000:2005, ABNT NBR ISO 9001:2008 e ABNT NBR ISO 9004:2010. Saiba maisSaiba mais “A abordagem do sistema de gestão da qualidade incentiva as organizações a analisar os requisitos do cliente, definir os processos que contribuem para a obtenção de um produto que é aceitável para o clien- te e manter estes processos sob controle.” (ABNT, 2005). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 12 Assim sendo, toda organização é composta por diversas unidades de negócio, ou seja, a uni- dade de negócios é uma unidade organizacional, com definição de autoridade sobre processos afins e responsabilidades sobre os resultados operacionais, que contribui para a realização da 2.1 Definição da Unidade de Negócio missão da empresa. O comprometimento pessoal é vital para o sucesso da unidade de negócio e po- deria estar representado em termos de: missão, fornecedores, insumos, macroprocesso, produtos e clientes, conforme apresentado na Figura 2. Figura 2 – Definição da unidade de negócio. UNIDADE DE NEGÓCIO Fornecedores: aqueles que abastecem e propiciam os insumos necessários, podem ser internos ou externos. Insumos: o que é transformado, modificado ou tratado na execução de um processo. (Macro) Processo: representação esquemática da seqüência de processos que levam a um resultado esperado (efeito desejado) Produtos: bens ou serviços, com determinadas características, que satisfazem às necessidades e aos desejos dos clientes Clientes: todo aquele que recebe um produto ou serviço e é afetado, direta ou indiretamente, por sua qualidade; pode ser interno ou externo. MISSÃO:compromisso e dever da unidade para com a empresa. Fonte: Mello et al. (2008). AtençãoAtenção Toda organização é composta por diversas uni- dades de negócio e, quando se trata de sistema, significa interação de processos. DicionárioDicionário Negócio: em economia, negócio é referido como um comércio ou empresa, que é administrado por pessoa(s) para captar recursos financeiros para ge- rar bens e serviços. Saiba maisSaiba mais Requisitos para sistemas de gestão da qualidade são especificados na ABNT NBR ISO 9001:2008. Estes re- quisitos são genéricos e aplicáveis às organizações de qualquer setor da indústria ou econômico, inde- pendentemente da categoria do produto ofertado. A ABNT NBR ISO 9001:2008 não estabelece requisitos para produtos. (ABNT, 2005). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 13 Primeiramente, precisamos entender que visão, missão e política são termos distintos e não abordam o mesmo assunto (MELLO et al., 2008): visão: a visão expressa o sonho da alta direção de como ela deseja que a sua empresa se encontre dentro de uma ou meia década; missão: é o compromisso e dever da or- ganização com as partes interessadas, ou seja, os stakeholders, grupos de inte- resse, os quais podem ser influenciados ou influenciar a operação produtiva. Os stakeholders são classificados como: in- ternos (empregados da operação) ou externos (sociedade, grupos comunitá- rios, acionistas, fornecedores, clientes e consumidores); política: uma política da qualidade re- 2.2 Definição da Política e dos Objetivos da Qualidade DicionárioDicionário Visão: visão empresarial é o que o empresário con- segue enxergar no seu segmento. flete intenções e diretrizes globais de uma organização, relativas à qualida- de, expressas pela alta direção. Assim, o processo de formulação da política da qualidade deve levar em consideração a visão e a missão da organização, bem como o estudo da situação estratégica em relação aos seus concorrentes e ao mercado, para que possa servir como uma diretriz para futuras ações geren- ciais. Um objetivo da qualidade indica o que pre- tendemos atingir, enquanto a meta nos informa o quanto e quando pretendemos atingir esse obje- tivo. A ABNT NBR ISO 9001:2008 determina que os objetivos da qualidade sejam instituídos nas fun- ções e níveis pertinentes da organização, mensu- ráveis e consistentes com a política da qualidade. É interessante que os objetivos da qualidade de- vam ser: mensurável, compreensível, abrangente, aplicável, atingível, mantida com facilidade e eco- nômica. A Tabela 2 apresenta exemplos de objeti- vos e metas da qualidade. Tabela 2 – Objetivos e metas da qualidade. Empresa WH Objetivos Metas Atender aos compromissos assumidos com os clientes. Cumprir 90% de entrega mensal de nossos produtos. Prevenir a ocorrência de não conformidades. Reduzir em 40% ao ano as devoluções de campo; Reduzir em 50% as falhas em lotes pilotos para cada novo produto lançado. Melhorar continuamente os processos. Possuir 95% de fornecedores com qualidade assegurada em dois anos; Reduzir em 10% ao ano o número de reclamações de clientes; Aumentar o faturamento em 15% ao ano. Fonte: Mello et al. (2008). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 14 A ABNT NBR ISO 9001:2008 define processo como: conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam entradas em saí- das. Na realidade, tudo o que acontece na Terra, tudo que percebemos ou fazemos é um proces- AtençãoAtenção Lembre-se de que a Política da Qualidade é o que norteia um sistema da qualidade. Saiba maisSaiba mais “A política da qualidade fornece uma estrutura para es- tabelecer e analisar criticamente os objetivos da quali- dade.” (ABNT, 2005). 2.3 Gerenciamento e Mapeamento de Processos so. A cada processo, identificamos a presença de três agentes: entrada, transformação e resultado da transformação. O cliente é a razão de ser do processo. A Figura 3 exibe o que denominamos intuitivamente de processo. Figura 3 – Modelo de um processo genérico. Fonte: Maranhão (2006). Há quatro processos centrais, fundamen- tais, que praticamente movimentam as organiza- ções, dos quais depende sua capacidade de pro- porcionar expressivo valor ao cliente, além de sua sobrevivência e crescimento, os quais são: desen- volver o produto/serviço; gerar pedidos; atender aos pedidos; e atender aos clientes. Outro concei- to é a existência dos processos fundamentais ou primários, processos de apoio e processos geren- ciais (MELLO et al., 2008); esse último é aplicável quando a organização parte do foco do cliente. Processos primários: são os que to- cam o cliente. Qualquer falha, o cliente logo identifica; Processos de apoio: são os que cola- Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 15 boram com os processos primários na obtenção do sucesso junto aos clientes; Processos gerenciais: são os que exis- tem para coordenar as atividades de apoio e dos processos primários. Embora os processospossuam característi- cas comuns, eles podem variar expressivamente quanto aos termos de modo de operação, con- forme seu estágio de evolução, sua inter-relação com outros processos e a natureza específica dos resultados produzidos. Além das características comuns, os processos também compõem a estru- tura organizacional por meio de uma hierarquia (MELLO et al., 2008): macroprocesso: é um processo que geralmente envolve mais de uma fun- ção na estrutura organizacional e sua operação tem impacto significativo no modo como a organização funciona; processo: é um conjunto de atividades sequenciais (conectadas), relacionadas e lógicas, que tomam uma entrada com um fornecedor, acrescentam valor a esta e produzem uma saída (resultado) para o consumidor; atividades: são as coisas que ocorrem dentro do processo ou subprocesso; tarefa ou operação: é uma parte espe- cífica do trabalho, ou melhor, o menor microenfoque do processo, podendo ser um único elemento e/ou subcon- junto de uma atividade. Para o atendimento de todas as dimensões que envolvem os processos de uma organização, fazem-se necessários a identificação e o gerencia- mento dos processos inter-relacionados e intera- tivos, evento denominado “abordagem de pro- cesso” pela “família ISO 9000” (MELLO et al., 2008). Apesar de toda a potencialidade, a aborda- gem por processos ainda não está devidamente compreendida pelas organizações. A gestão or- ganizacional com foco na abordagem por proces- sos provoca grandes melhorias na forma em que as atividades são realizadas, proporcionando às organizações oferecerem produtos e serviços de qualidade, aplicando processos eficientes e efica- zes para produzi-los e vendê-los. Em meio aos di- versos benefícios em adotar uma abordagem por processos, podemos citar os seguintes: aproximar o funcionamento da organi- zação aos inúmeros exemplos existen- tes na natureza, tornando-a mais eficaz e eficiente possível, mais sinérgica; identificar, com precisão, quais são os clientes de cada processo; alinhar os processos com a missão, a vi- são e a estratégia; identificar e solucionar problemas e im- plementar melhorias; facilitar o alinhamento e a consistência da arquitetura organizacional; viabilizar as necessidade de mudanças na organização; auxiliar a identificação de inconsistên- cias, duplicidades e omissões; possibilitar a visualização de interações com entidades externas. Além das vantagens relacionadas, a abor- dagem de processo proporciona a utilização do Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act ou Planejar- -Fazer-Verificar-Agir). O ciclo PDCA, também co- nhecido como ciclo de Shewhart, seu idealizador, ou como ciclo de Deming, o responsável por seu desenvolvimento e conhecimento, é um método gerencial para promoção da melhoria contínua e reflete, em suas quatro fases, a base da filosofia do melhoramento contínuo. Praticando-as de for- ma cíclica e ininterrupta, acaba-se por promover a melhoria contínua e sistemática nas organiza- ções, consolidando a padronização das práticas. As quatro fases são mostradas na Figura 4 e expli- cadas a seguir. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 16 Figura 4 – Ciclo PDCA. Fonte: Mello et al. (2008). Planejar (Plan): estabelecer os objeti- vos e processos necessários para alcan- çar os resultados de acordo com os re- quisitos dos clientes e com as políticas da organização; Executar (Do): implementar os proces- sos; Verificar (Check): monitorar e medir os processos e produtos em relação às políticas, objetivos e requisitos para o produto e registrar os resultados; Atuar corretivamente (Act): tomar ações para continuamente melhorar o desempenho do processo. Objetiva-se, com a aplicação do PDCA, a melhoria contínua de cada processo, proporcio- nando a melhoria do macroprocesso e, conse- quentemente, a melhoria contínua do SGQ (MEL- LO et al., 2008). AtençãoAtenção Lembre-se de que processo é a transformação dos insumos (entradas) em produtos (saídas). Saiba maisSaiba mais “Uma organização que adota a abordagem de proces- so gera confiança na capacidade de seus processos e na qualidade de seus produtos, e fornece uma base para melhoria contínua.” (ABNT, 2005). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 17 Objetiva o complemento do mapeamento dos processos críticos, o fornecimento dos de- talhes a respeito da operacionalização de cada atividade, definindo quem, onde, como, quando e por que é imprescindível a padronização dos processos. Tal padronização busca atender a dois objetivos (MELLO et al., 2008): obter resultados previsíveis em proces- sos repetitivos, garantindo assim a qua- lidade previsível aos clientes; proporcionar e manter o domínio tec- nológico das organizações. A padronização dos processos é realizada mediante dois tipos de padrões (MELLO et al., 2008): 2.4 Padronização dos Processos padrões de sistemas: são documen- tos instituídos para assuntos que dizem respeito à organização e suas interfa- ces. Exemplo: organograma, procedi- mento de aquisição, procedimento de controle de documento, procedimento de projeto; padrões técnicos: são documentos instituídos para assuntos técnicos rela- cionados direta ou indiretamente a um produto ou processo. Exemplo: espe- cificação de matéria-prima, desenhos técnicos de componente, planos de controle, folha de processo. AtençãoAtenção A padronização dos processos é realizada me- diante dois tipos de padrões: padrões de siste- mas e padrões técnicos. Saiba maisSaiba mais “Freqüentemente, a saída de um processo resulta- rá diretamente na entrada do processo seguinte. A identificação sistemática e a gestão dos processos empregados na organização e, particularmente, as interações entre tais processos são conhecidas como ‘abordagem de processos’.” (ABNT, 2005). DicionárioDicionário Padrão: modelo a ser seguido; exemplo a ser co- piado. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 18 Após a definição do mapeamento dos pro- cessos e a definição da padronização, deve-se descrever o SGQ. Para tanto, utilizaremos como base a norma ABNT NBR ISO 9001:2008. A Tabela 3 apresenta os processos das etapas de padroni- zação e delineamento do SGQ. 2.5 Delineamento do SGQ Tabela 3 – Processos das etapas de padronização e delineamento do SGQ. Etapa de padronização (exemplos de processos) Etapa de delineamento Controle de documentos; Projeto e desenvolvimento de produtos; Controle de processos produtivos; Aquisição; Planejamento e Controle da Produção (PCP); Vendas e serviços associados (pós- vendas); Instalação de obras; Admissão e demissão de funcionários; Contas a pagar e a receber; Treinamento; Custos industriais; Recebimento de materiais; Inspeção de produtos; Definição do organograma organizacional; Identificação de produtos. Controle de registros; Elaboração do manual da qualidade; Definição de autoridades e responsabilidades (descrição de cargos); Análise crítica do sistema da qualidade pela alta direção; Planejamento da qualidade; Controle de dispositivos de medição e monitoramento; Rastreabilidade de produtos; Propriedade do cliente; Preservação do produto; Análise de dados e técnicas estatísticos; Auditoria interna da qualidade; Medição da satisfação do cliente; Controle de produto não conforme; Ação corretiva e ação preventiva; Melhoria contínua. Fonte: Mello et al. (2008). DicionárioDicionário Delineamento: esboço. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 19 Caro(a) aluno(a), nós vimos nestecapítulo que um sistema de gestão é formado pela interação dos processos organizacionais, os quais são divididos nos seguintes níveis: Processo de Gestão, Processo Produtivo e Processo de Apoio. Vimos também que um negócio é parte da economia de um país e tem como objetivo a obtenção de lucro. Aprendemos que a política da qualidade de uma organização é o que a direciona para a visão que a alta direção almeja alcançar. Você pôde aprender a importância do uso do PDCA em todos os processos, bem como no SGQ da empresa. Lembrando que, frequentemente, a saída de um processo resultará diretamente na entrada do processo seguinte. A identificação sistemática e a gestão dos processos empregados na organização e, particularmente, as interações entre tais processos são conhecidas como “abordagem de processos”. É muito importante para obter um bom SGQ o mapeamento dos processos, ou seja, identificar to- dos os processos com suas atividades para adequá-los conforme os padrões normativos. AtençãoAtenção O mapeamento de processos é extremamente importante para o bom funcionamento do SGQ. Saiba maisSaiba mais “O modelo de um sistema de gestão da qualidade é baseado em processos.” (ABNT, 2005). 2.6 Resumo do Capítulo 2.7 Atividades Propostas 1. Faça um diagrama com a interação de processos de uma indústria gráfica e defina ferramentas para monitorar e medir esse sistema. 2. O que reflete a política da qualidade de uma organização? Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 21 Caro(a) aluno(a), agora apresentarei a você a estrutura e documentação do sistema de ges- tão, ou seja, quais são as etapas necessárias para SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE3 3.1 Requisitos Gerais implementação do SGQ, e o emprego do ciclo PDCA para definir a sua lógica operacional, con- forme exemplo apresentado na Figura 5. Figura 5 – Fluxograma da lógica operacional. Fonte: Maranhão (2006). Mapear os Processos - Finalidade (produto) - Escopo de aplicação - Interações - Métodos e critérios - Controle e medidas - Provimento de recursos - Indicadores de desempenho Monitorar o Processo e Medir os Resultados Analisar os resultados Planejar e Implementar Ações de Melhoria O SGQ deve focar a satisfação do cliente com produtos adequados. Para tanto, a organiza- ção deve identificar os processos necessários e a sua aplicação por toda a organização e determi- nar a sequência e interação desses processos. A Figura 6 é um exemplo de sequência e interação dos processos. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 22 Figura 6 – Sequência e interação dos processos. Fonte: Maranhão (2006). APOIO C L I E N T E Marketing Vendas C L I E N T E C L I E N T E Projeto e Desenv. P.C.P. Suprimentos Produção Expedição Recursos Humanos Contábil-Financeiro Tecnologia da Informação Atividades agregam valorAtividades agregam valor COMERCIAL INDUSTRIALCOMERCIAL INDUSTRIAL O SGQ também deve determinar crité- rios e métodos necessários para assegurar que a operação e o controle desses processos sejam eficazes; assegurar a dis- ponibilidade de recursos e informações necessárias para apoiar a operação e o monitoramento des- ses processos; monitorar, medir e analisar esses processos; e implementar ações necessárias para atingir os resultados planejados e a melhoria con- tínua desses processos. Além disso, o SGQ deve contemplar a identificação e o controle de pro- cessos terceirizados, caso a organização opte em adquirir externamente al- gum processo que afete a conformidade do produto (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Critérios: discernimento crítico. AtençãoAtenção O SGQ deve focar a satisfação do cliente com produtos adequados. Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração institua uma organização orientada para o cliente: a) definindo sistemas e processos que possam ser claramente entendidos, geridos e melhorados tanto em eficácia quanto em eficiência, e b) assegurando a operação eficaz e eficiente e o controle de processos, bem como as medidas e os dados usados para determinar o desempenho satisfatório da organização.” (ABNT, 2010). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 23 Generalidades Com relação à documentação do SGQ, saiba que ela pode variar de acordo com o tamanho da organização e tipo de atividades, a complexidade dos processos e suas interações e com a compe- tência do pessoal. No entanto, de um modo geral, a documentação do SGQ deve incluir: declarações documentadas da política da qualidade e dos ob- 3.2 Documentação jetivos da qualidade; Manual da Qualidade (MQ); procedimentos; registros da qualidade; e outros documentos necessários à organização para as- segurar o planejamento, a operação e o controle eficazes de seus processos. É importante enfatizar que a documentação pode estar em qualquer for- ma ou tipo de mídia. A Figura 7 é uma das formas de ilustrar os documentos do SGQ. Figura 7 – Triângulo da documentação. Fonte: Maranhão (2006). MQ Procedimentos / Planos da Qualidade Instruções de Trabalho, Métodos, Folhas de Processo, Especificações, etc. REGISTROS Relatórios, resultados de auditoria, registros de treinamento, fichas de controle de processo. Nível: Estratégico “o que” a empresa faz (para proporcionar confiança para si e para o cliente) Nível: Tático “como” a empresa faz Nível: Operacional detalhes de “como” a empresa faz Nível: Operacional como a empresa demonstra a qualidade efetivamente aplicada MQ Procedimentos / Planos da Qualidade Instruções de Trabalho, Métodos, Folhas de Processo, Especificações, etc. REGISTROS Relatórios, resultados de auditoria, registros de treinamento, fichas de controle de processo. MQ Procedimentos / Planos da Qualidade Instruções de Trabalho, Métodos, Folhas de Processo, Especificações, etc. REGISTROS Relatórios, resultados de auditoria, registros de treinamento, fichas de controle de processo. Nível: Estratégico “o que” a empresa faz (para proporcionar confiança para si e para o cliente) Nível: Tático “como” a empresa faz Nível: Operacional detalhes de “como” a empresa faz Nível: Operacional como a empresa demonstra a qualidade efetivamente aplicada AtençãoAtenção Com relação à documentação do SGQ, saiba que ela pode variar de acordo com o tamanho da or- ganização e tipo de atividades. Manual da Qualidade (MQ) O MQ é o documento que descreve o esco- po do SGQ em sua íntegra, especificando e/ou re- ferenciando os demais documentos e a descrição de interação entre os processos do SGQ. O MQ pode ser utilizado para a organização demonstrar o seu SGQ para clientes ou fornecedores. Há dois tipos de MQ, conforme Tabela 4. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 24 Tabela 4 – Tipos de MQ. Tipos de MQ Fundamentação na norma Autossuficiente (stand alone) O MQ inclui os procedimentos documentados. Referência (roadmap) O MQ faz referência aos procedimentos documentados. Fonte: Mello et al. (2008). Controle de Documentos Os documentos do SGQ devem ser contro- lados. Para tanto, deve ser instituído um procedi- mento que defina os seguintes controles (MARA- NHÃO, 2006): a) aprovar documentos quanto à sua ade- quação, antes da sua emissão; b) analisá-los criticamente, atualizá-los quando necessário e reaprovar docu- mentos; c) assegurar que alterações e a situação da revisão atual dos documentos sejam identificadas; AtençãoAtenção O MQ é o documento que descreve o escopo do SGQ. Saiba maisSaiba mais “Para prover documentação que satisfaça as necessidades e expectativasdas partes interessadas, convém que a administração considere: - requisitos contratuais do cliente e de outras partes interessadas; - adoção de normas internacionais, nacionais, regionais e de setores industriais; - requisitos estatutários e regulamentares pertinentes; - decisões tomadas pela organização; - fontes de informação externa pertinentes para o desenvolvimento das competências da organização, - informações a respeito das necessidades e expectativas de partes interessadas.” (ABNT, 2010). d) assegurar que as versões pertinentes de documentos aplicáveis estejam dis- poníveis nos locais de uso; e) assegurar que os documentos perma- neçam legíveis e prontamente identifi- cáveis; f ) assegurar que documentos de origem externa sejam identificados e que sua distribuição seja controlada; g) prevenir o uso não intencional de docu- mentos obsoletos e aplicar identifica- ção adequada nos casos em que forem retidos por qualquer propósito. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 25 AtençãoAtenção Um procedimento documentado deve ser elabo- rado para controlar os documentos. Saiba maisSaiba mais “Convém que a geração, o uso e o controle da docu- mentação sejam avaliados quanto à eficácia e eficiên- cia da organização em relação a critérios.” (ABNT, 2010). Controle de Registros Os registros da qualidade podem ser usados para documentar a rastreabilidade do produto, avaliar fornecedores, fornecer evidências de veri- ficações/monitoramento de produto e evidenciar ações preventivas e ações corretivas. Os registros da qualidade, por serem um tipo especial de do- cumento, não necessitam de revisão, uma vez que eles apresentam uma atividade realizada e não precisam ser atualiza- dos. A principal diferença entre registro da qualida- de e documento é que o registro relaciona-se ao passado (registro de uma atividade/qualidade realizada ou praticada), en- quanto o documento relaciona-se ao presente e ao futuro (como tenho que fazer a minha ativida- de e como irei fazê-la quando ela vier a ser me- lhorada). A implementação dos registros requer a instituição de um procedimento documentado para definir os seguintes controles (MELLO et al., 2008): Identificação: código ou título pelo qual o registro é conhecido; Armazenamento: a forma e o local onde os registros são guardados, como, por exemplo, pasta suspensa, pasta A-Z etc.; Proteção: o tipo de proteção neces- sária para impedir uma possível perda ou deterioração do registro, como, por exemplo, backup distante de campos magnéticos, em ambiente com tempe- ratura controlada etc.; Recuperação: a forma ou ordem como os registros são recuperados para consulta depois de armazenados, como, por exemplo, por data, mês, número sequencial, código, diretório etc.; Tempo de retenção: o tempo necessá- rio que o registro deve ser mantido para fins de comprovação da qualidade pra- ticada, como, por exemplo, seis meses, cinco anos etc.; Descarte: a forma de disposição do re- gistro da qualidade depois de vencido o tempo de retenção, como, por exem- plo, incineração. DicionárioDicionário Backup: cópia de segurança. AtençãoAtenção Um procedimento documentado deve ser elabo- rado para controlar os registros. Saiba maisSaiba mais “Convém que o acesso à documentação para o pes- soal na organização e para outras partes interessadas seja assegurado, com base na política de comunica- ção da organização.” (ABNT, 2010). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 26 Caro(a) aluno(a), neste capítulo, você aprendeu a importância de: • Mapear processos e estabelecer seqüência e interação entre os mesmos; • Assegurar o controle e operação desses processos, incluindo disponibilidade de recursos, informa- ção, métodos de monitoramento, com objetivo de atingir suas saídas planejadas (serão desdobra- dos posteriormente); • Assegurar controle sobre os processos terceirizados. (ABNT, 2008). Também vimos tópicos importantes, como: política da qualidade; manual da qualidade; procedimentos documentados e registros definidos pela norma; documentos (procedimentos e instruções) e registros, definidos pela organização, necessários para assegurar o efetivo planejamento, operação e controle dos seus processos. Aprendemos que controle de documentos significa: procedimento documentado; análise crítica, atualização, aprovação e legibilidade. Alterações e revisão identificadas; disponibilidade nos pontos de uso; prevenir o uso não intencional de versões obsoletas (identificar documentos obsoletos); incluir documentos de origem externa, determinados pela organização como necessários. Quanto aos registros, aprendemos que são evidências de algo que necessitava ser feito e, para que haja controle sobre os registros, é necessário: • Procedimento documentado; • Registros definidos com o propósito de evidenciar a conformidade com os requisitos e a efetiva operação do Sistema devem ser controlados; • Pronta identificação e recuperação, proteção, retenção e legibilidade. (ABNT, 2008). 3.3 Resumo do Capítulo Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 27 1. Qual é a finalidade do controle dos registros? Responda à tabela a seguir. 2. O que descreve o manual da qualidade? 3.4 Atividades Propostas Controle dos registros Finalidade Identificação Legibilidade Guarda Proteção Recuperação desejada Tempo de retenção Descarte Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 29 A identificação da alta direção da empresa pode mudar de acordo com o tamanho da orga- nização e tipo de atividades. Independentemente da organização, a alta direção deve ser compos- ta pelo(s) principal(is) executivo(s), ou seja, o(s) executivo(s) que possui(em) autonomia para a disponibilização dos recursos. A eficácia do SGQ está diretamente ligada ao comprometimento da alta direção, o qual pode ser evidenciado pelos seguintes pontos (MELLO et al., 2008): RESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO4 4.1 Comprometimento da Direção a) a comunicação à organização da impor- tância em atender aos requisitos dos clientes, como também aos requisitos regulamentares e estatutários; b) a instituição da política da qualidade; c) a garantia de que os objetivos da quali- dade são instituídos; d) a condução de análises críticas do SGQ; e) a garantia da disponibilidade de recur- sos. DicionárioDicionário Evidenciado: dados que apoiam a existência ou a veracidade de alguma coisa (ABNT, 2005). AtençãoAtenção A eficácia do SGQ está diretamente ligada ao comprometimento da alta direção. Saiba maisSaiba mais Convém que a alta administração considere ações como: - instituir visão, políticas e objetivos estratégicos consistentes com o propósito da organização; - conduzir a organização por meio de exemplos, para desenvolver confiança entre as pessoas; - comunicar os valores e a direção da organização com relação à qualidade e ao sistema de gestão da qualidade; - participar em projetos de melhoria, buscando novos métodos, soluções e produtos; - obter realimentação direta sobre a eficácia e eficiência do sistema de gestão da qualidade; - identificar os processos de realização do produto que agregam valor para a organização; - identificar os processos de apoio que influenciam na eficácia e eficiência dos processos de realização; - criar um ambiente que encoraje o envolvimento e o desenvolvimento das pessoas; - fornecer a estrutura e os recursos necessários para apoiar os planos estratégicos da organização. (ABNT, 2010). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 30 As organizações dependem de seus clien- tes e, portanto, é recomendável que atendam às necessidadesatuais e futuras e aos requisitos do cliente e procurem exceder as expectativas (MA- RANHÃO, 2006). Um SGQ eficaz deve assegurar a satisfação do cliente. Para tanto, é dever da alta direção as- segurar que os requisitos do cliente são determi- nados e atendidos com o objetivo de aumentar, ou melhor, melhorar continuamente a sua satis- fação. Deve-se ressaltar que clientes exigem pro- dutos com características que satisfaçam as suas necessidades e expectativas. Essas necessidades e expectativas são expressas nas especificações de produto e são, geralmente, designadas como requisitos do cliente (MARANHÃO, 2006). 4.2 Foco no Cliente DicionárioDicionário Foco: é ter um objetivo, ser determinado a alcan- çar ou atingir uma meta, ter prioridade em fazer algo, não se desviando para outro caminho. AtençãoAtenção Um SGQ eficaz deve assegurar a satisfação do cliente. Saiba maisSaiba mais “O sucesso da organização depende do entendimento e da satisfação das necessidades e expectativas, atuais e futuras, dos clientes e dos usuários finais, atuais e po- tenciais, bem como do entendimento e consideração das necessidades e expectativas de outras partes inte- ressadas.” (ABNT, 2010). A política da qualidade é a “porta de entra- da” do SGQ, sendo de responsabilidade da alta di- reção assegurar que a política seja apropriada ao propósito da organização, incluindo um compro- metimento com o atendimento aos requisitos e com a melhoria contínua da eficácia do SGQ, pro- porcionando uma estru- tura para a instituição e a análise crítica dos objeti- vos da qualidade; ela de- verá ser comunicada, en- tendida e executada nos diversos níveis hierárquicos da organização, além 4.3 Política da Qualidade de analisada criticamente para a manutenção de sua adequação (MELLO et al., 2008). Ao elaborar a política da qualidade, convém que a organização considere as seguintes ques- tões: atender aos objetivos dos stakeholders, ou seja, das partes interes- sadas da organização; a política deve permitir que todos saibam o que fazer; e explicitar o desejo da organização em relação à qualidade. A seguir, um exemplo de política da qualidade (VIEIRA FILHO, 2007): DicionárioDicionário Política: a razão, a moral, a prudência, a experiên- cia, o sabor de administrar os diversos interesses e necessidades sociais a favor da coletividade. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 31 Clientes: atender a seus clientes com produtos de qualidade; Empregados: desenvolver e capacitar seus empregados para um melhor de- sempenho profissional e pessoal em um ambiente favorável à participação, criatividade e inovação; Melhoria contínua: buscar continua- mente a melhoria de seus processos; Sucesso duradouro: ter visão de com- petitividade nos negócios. AtençãoAtenção A política da qualidade é a “porta de entrada” do SGQ. Saiba maisSaiba mais “É conveniente que a política da qualidade de uma organização seja uma parte consistente, e de igual im- portância, das políticas e estratégias globais da organi- zação.” (ABNT, 2010). “Planejar é definir aquilo que deve ser fei- to para que a meta seja atingida.” (VIEIRA FILHO, 2007). 4.4 Planejamento Objetivos da Qualidade É impossível gerenciar aquilo que não é me- dido; em outras palavras, só gerenciamos aquilo que medimos. Para tanto, a alta direção deve de- finir a qualificação (relacionada com a realização do produto) e a quantificação (mensuração) dos objetivos da qualidade, os quais devem ser insti- tuídos e consistentes com a política da qualidade (MARANHÃO, 2006). Os objetivos da qualidade fundamentam a melhoria contínua e as análises críticas da alta direção e devem ser comunicados nas funções e níveis pertinentes, para que os colaboradores da organização contribuam para o seu atendimento. Convém que esses objetivos sejam desdobrados, analisados e revisados sistematicamente. A Tabe- la 5 é um exemplo de desdobramento de objetivo e meta. AtençãoAtenção Um SGQ deve ter objetivos e metas bem defini- dos. Saiba maisSaiba mais “O planejamento estratégico da organização e a po- lítica da qualidade proporcionam uma estrutura para o estabelecimento de objetivos da qualidade.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Estratégico: alguma coisa bem planejada, bem pensada. Mensuração: medição. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 32 Tabela 5 – Desdobramento das metas da empresa WHBS. Motivo Devoluções Setor responsável Meta Valor Prazo Erro de especificação 0,4% Engenharia 0,2% Junho de 2010 Montagem errada 0,5% Produção 0,1% Junho de 2010 Componente fora do especificado – fabricação interna 0,4% Processos 0,1% Outubro de 2010 Componente fora do especificado – fabricação interna 0,6% Controle de Qualidade do Recebimento 0,3% Setembro de 2010 Outros 0,1% – 0,1% Dezembro de 2010 Total 2% – 0,8% Dezembro de 2010 Fonte: Mello et al. (2008). AtençãoAtenção É impossível gerenciar aquilo que não é medido. Saiba maisSaiba mais “É recomendável que os objetivos sejam capazes de ser medidos para facilitar uma análise crítica eficaz e eficiente pela administração.” (ABNT, 2010). Planejamento da Qualidade “O planejamento da Qualidade envolve identificar que padrões da qualidade são relevan- tes para o projeto e determinar como atingi-los.” Convém que o gerenciamento da qualidade con- temple os seguintes pontos: definir os requisitos que satisfaçam as especificações do cliente; de- finir a equipe e suas responsabilidades; desen- volver os procedimentos e padrões; e monitorar o desempenho (MARSHALL JUNIOR et al., 2006). Em relação ao planejamento do SGQ em si, este deve assegurar o atendimento de todos os elementos do sistema de gestão e, caso haja necessidade de mudanças no sistema, elas são planejadas e implementadas, objetivando a ma- nutenção da sua integridade (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Especificações: documento que estabelece requi- sitos (ABNT, 2005). Documento: dados significativos e o meio no qual a informação está contida (ABNT, 2005). Requisito: necessidade ou expectativa que é ex- pressa, geralmente, de forma implícita ou obriga- tória (ABNT, 2005). AtençãoAtenção “O planejamento da Qualidade envolve identifi- car que padrões da qualidade são relevantes para o projeto e determinar como atingi-los.” Saiba maisSaiba mais “É recomendável que esse planejamento enfoque a definição dos processos necessários para se atingir eficaz e eficientemente os objetivos da qualidade e re- quisitos da organização, consistentes com a estratégia da organização.” (ABNT, 2010). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 33 Caro(a) aluno(a), saiba que a alta direção da organização deve garantir que (MARANHÃO, 2006): as responsabilidades, autoridades e suas inter-relações sejam definidas e comunicadas para toda a organização; os canais de comunicação apropriados sejam instituídos na organização e que seja efetuada comunicação com rela- ção à eficácia do SGQ. Adicionalmente, são deveres da alta dire- ção indicar e formalizar um membro da adminis- tração para ser o seu representante, o qual terá a responsabilidade de gerenciar, monitorar, avaliar e coordenar o SGQ (MELLO et al., 2008). 4.5 Responsabilidade, Autoridade e Comunicação O Ciclo PDCA é um método gerencial am- plamente empregado e, quando praticado de forma cíclica e ininterrupta, acaba por promover a melhoria contínua e sistemática nas organi- zações, consolidando assim a padronização das práticas para a melhoria contínua dos processos. Girar o ciclo PDCA significa obter previsibilidade nos processos e melhoria do SGQ; a previsibilida- de acontecepelo atendimento aos elementos do SGQ, pois, quando a melhoria é evidente, adota- -se o método planejado, fundamentando ainda mais o SGQ adotado. Para que o PDCA atue como uma ferramenta de melhoria contínua no SGQ, é AtençãoAtenção São deveres da alta direção indicar e formalizar um membro da administração para ser o seu re- presentante. Saiba maisSaiba mais “Convém que sejam dadas responsabilidade e autori- dade às pessoas na organização de forma que possam contribuir para o atendimento aos objetivos da qua- lidade e para instituir seu envolvimento, motivação e comprometimento.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Comprometimento: qualidade de ater-se às esco- lhas feitas. 4.6 Análise Crítica pela Direção preciso criar uma cultura de esforços e padroniza- ção em toda a organização. A alta direção preci- sa ter coragem para mudar, sendo essencial criar massa crítica em toda a organização, não poden- do os colaboradores ou mesmo a alta administra- ção agir no PDCA sozinho (MARSHALL JUNIOR et al., 2006). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 34 Figura 8 – Esforços para melhoria contínua do SGQ. Esforços de todos para Melhoria Contínua do SGQ Esforços de todos para Melhoria Contínua do SGQ A análise crítica pela direção é grande ins- trumento do SGQ, o centro nervoso, com a com- petência suficiente para tornar a organização mais competitiva. Como uma das atividades- -chave, a análise crítica proporciona que se anali- sem os dados das diferentes medições efetuadas, objetivando uma eventual mudança de rumo em relação à política, estratégias, planos, objetivos, metas e indicadores. O processo da análise crítica deve obrigatoriamente obedecer às informações de entrada e incluir as decisões de saídas, confor- me segue (MARANHÃO, 2006): as entradas para a análise crítica pela direção devem incluir informações so- bre: • resultados de auditorias; • realimentação do cliente; • desempenho de processo e confor- midade de produto; • situação das ações preventivas e corretivas; • acompanhamento das ações das análises críticas anteriores da dire- ção; • mudanças planejadas que possam afetar o SGQ; • recomendações para melhoria; as saídas da análise crítica pela dire- ção devem incluir quaisquer decisões e ações relacionadas a: • melhoria da eficácia do SGQ e de seus processos; • melhoria do produto em relação aos requisitos do cliente e necessi- dades de recursos. AtençãoAtenção O processo da análise crítica deve obrigatoria- mente obedecer às informações de entrada e incluir as decisões de saídas. Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração desenvolva a ativi- dade de análise crítica pela administração indo além da verificação da eficácia e eficiência do sistema de gestão da qualidade, tornando-a um processo que se estenda para toda a organização, avaliando também a eficiência do sistema.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Eficiência: consiste em alcançar a eficácia (atingir o resultado planejado) com o menor recurso pos- sível. Eficácia: alcançar os resultados planejados, os ob- jetivos, a meta. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 35 Caro(a) aluno(a), lembre-se de que a alta direção deve demonstrar comprometimento com o SGQ, por meio de: conscientizar pela necessidade de atendimento aos requisitos dos clientes e requisitos legais; estabelecer a política da qualidade; assegurar o estabelecimento dos objetivos para a qualidade; analisar criticamente o sistema de gestão da qualidade; assegurar a disponibilidade de recursos. Os pontos principais de um SGQ são (ABNT, 2008): assegurar o “Foco no Cliente” como abordagem fundamental da organização; identificar os requisitos do cliente, entendendo suas necessidades e expectativas, presentes e futuras, esforçando-se para excedê-las, como meio para atingir e incrementar a satisfação do cliente. Lembre-se de que a política da qualidade de uma organização deve (ABNT, 2008): ser adequada aos propósitos da organização; ser continuamente analisada e mantida como tal; ter compromisso com a conformidade aos requisitos dos clientes e requisitos legais; constituir base para a adequação e consecução dos objetivos para a qualidade; ser difundida e compreendida pela organização. Lembre-se de que, sempre antes de qualquer decisão, é preciso haver um bom planejamento. Neste capítulo aprendemos, também, sobre os objetivos da qualidade, sendo que estes devem (ABNT, 2008): incluir os objetivos necessários para o atendimento aos requisitos do produto; ser cascateados para todas as funções e níveis pertinentes; ser mensuráveis e consistentes com a política da qualidade. Todas as etapas devem ser bem planejadas, devendo haver (ABNT, 2008): Planejamento do sistema focado na manutenção da sua “vocação” (requisitos 4.1) e na conse- cução dos objetivos para a qualidade; Manutenção da integridade do sistema quando as alterações necessárias forem implementa- das. 4.7 Resumo do Capítulo Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 36 Em um SGQ, a alta direção deve definir responsabilidades e autoridades e comunicar para a organi- zação; sendo que é necessário que a alta direção realize periodicamente a análise crítica para que o SGQ funcione adequadamente, a qual terá com resultados (ABNT, 2008): decisões e ações para a melhoria da eficácia do sistema de gestão, e melhoria dos produtos em relação aos requisitos dos clientes; recursos necessários. 1. Quais são as responsabilidades de um Representante da Direção? 2. Qual é a fundamentação dos objetivos da qualidade? 4.8 Atividades Propostas Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 37 O funcionamento, a melhoria contínua do SGQ e a consequente satisfação do cliente estão diretamente atrelados à necessidade de a alta di- reção prover recursos, os quais são sempre finitos e normalmente escassos, enquanto as demandas GESTÃO DE RECURSOS5 5.1 Provisão de Recursos são ilimitadas. Três são as classes de recursos para atendimento ao SGQ: recursos humanos, infraes- trutura e ambiente de trabalho (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Infraestrutura: instalações, equipamentos e servi- ços necessários para a operação de uma organiza- ção (ABNT, 2005). AtençãoAtenção É dever da alta direção prover recursos necessário para o SGQ. Saiba maisSaiba mais “Convém que sejam incluídos recursos para a opera- ção e a melhoria do sistema de gestão da qualidade, bem como a satisfação dos clientes e outras partes interessadas.” (ABNT, 2010). Para obter Qualidade, é preciso treinar, trei- nar, treinar e continuar treinando. Os colaborado- res que executam atividades que afetam a qualidade do produto devem ser compe- tentes, com base em: educa- ção, treinamento, habilidades e experiência apropriados (MARANHÃO, 2006). 5.2 Recursos Humanos Educação (formação apropriada), treina- mento, habilidade e experiência são definidos como (MELLO et al., 2008):DicionárioDicionário Competência: é a capacidade de mobilizar os conhecimentos, valores e decisões para agir de modo pertinente numa determinada situação. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 38 Educação: subtende-se o período de graduação que a pessoa adquiriu ao longo de sua vida, desde o ensino bá- sico, médio, superior, podendo chegar até o doutorado; Treinamento: é o ato ou processo de fornecer ou receber instrução para uma habilidade, profissão ou ocupação par- ticular, como cursos de pequena carga horária, como, por exemplo, metrolo- gia, auditoria interna, leitura de mudan- ças etc.; Habilidade:é a capacidade que uma pessoa possui (especialmente manual ou física) de fazer algo bem-feito, tal como atender a um cliente, liderar uma equipe gerencial, operar um equipa- mento; Experiência: é o conhecimento prático obtido por meio de fatos ou eventos, considerados fonte de conhecimento, tal como as capacitações adquiridas pelo trabalho em dada atividade por um longo período de tempo. AtençãoAtenção Competência: conhecimento, treinamento, habi- lidade e experiência. Saiba maisSaiba mais “Convém que seja considerada a análise das necessi- dades das competências tanto atuais quanto espera- das em comparação às competências já existentes na organização.” (ABNT, 2010). A alta direção deve prover recursos neces- sários para a realização dos processos, tais como: edifícios, espaço de trabalho e instalações asso- 5.3 Infraestrutura ciadas, equipamentos de processo, logísticas de transportes, matérias-primas, entre outros (MA- RANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Instalações: conjunto de aparelhos, peças ou aces- sórios que compõem determinada utilidade. AtençãoAtenção A alta direção deve prover recursos necessários para a realização dos processos. Saiba maisSaiba mais “Fenômenos naturais que não podem ser controlados podem influenciar na infra-estrutura. Convém que o plano para a infra-estrutura considere a identificação e redução de riscos associados, incluindo estratégias para proteger os interesses das partes interessadas.” (ABNT, 2010). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 39 A organização deve determinar e adminis- trar as condições do ambiente de trabalho ne- cessárias para alcançar a conformidade com os requisitos do produto, abrangendo os seguintes fatores (MARANHÃO, 2006): a) fatores tecnológicos: segurança, salu- bridade, tecnologia etc.; b) fatores psicológicos ou emocionais: relacionamento interpessoal, confian- ça, humor etc. 5.4 Ambiente de Trabalho DicionárioDicionário Salubridade: saudável, higiênico, benéfico. Saiba maisSaiba mais “Na criação de um ambiente de trabalho adequado, sendo uma combinação de fatores humanos e físicos, convém que sejam incluídas considerações a: - métodos criativos de trabalhos e oportunidades para aumentar o envolvimento e identificar o potencial das pessoas na organização; - regras e orientações de segurança, incluindo o uso de equipamentos de proteção; - ergonomia; - localização do espaço de trabalho; - interação social; - instalações de apoio para as pessoas na organização; - calor, umidade, luminosidade, ventilação, e; - higiene, limpeza, barulho, vibração e poluição.” (ABNT, 2010). 5.5 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), aqui você aprendeu sobre: • Recursos necessários para implementação e manutenção do Sistema de Gestão, bem como conti- nuamente melhorar sua eficácia; • Assegurar a satisfação dos Clientes através do atendimento aos seus requisitos. (ABNT, 2008). Vimos também a importância dos seguintes tópicos referentes à qualificação de um profissional em um SGQ (ABNT, 2008): Determinar os requisitos de competência para aqueles cujas funções podem afetar a conformi- dade do produto aos seus requisitos; Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 40 Quando aplicável, prover treinamento ou outra ação para suprir as carências. Assegurar eficácia das ações tomadas; Assegurar que todos estejam conscientes em relação à importância de suas atividades e como contribuem para a consecução dos objetivos; Registros (2º), evidenciando competência. Lembre-se de que a infraestrutura “inclui edificações, área de trabalho, utilidades, equipamentos de processos e serviços suporte (transporte, comunicações e informática) e a Alta Direção deve determinar, prover e manter a infra-estrutura necessária para assegurar atendimento aos requisitos dos produtos.” (ABNT, 2008). Quando se tratar de ambiente de trabalho para o SGQ, lembre-se de que isso (ABNT, 2008): Inclui as condições sob as quais o trabalho é desempenhado, tais como: ruído, temperatura, umidade, luminosidade; Determina e gere as condições para o ambiente de trabalho, necessárias para assegurar aten- dimento aos requisitos dos produtos. 1. Segundo a ABNT NBR ISO 9001:2008, quais são os fatores de avaliação para identificar se uma pessoa é competente para a realização de uma determinada atividade? 2. Quem deve prover os recursos necessários na organização? 5.6 Atividades Propostas Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 41 O princípio da abordagem por processo, ou seja, a sequência e interação dos processos, deve ser utilizado no planejamento da realização do produto. É conveniente que o planejamento da realização do produto seja documentado através de um Plano da Qualidade e que a saída desse planejamento seja adequada ao método de ope- ração da organização. Quando apropriado, o pla- nejamento da realização do produto deve deter- minar o seguinte (MELLO et al., 2008): a) objetivos da qualidade e requisitos para o produto; b) a necessidade para instituir processos e documentos e prover recursos específi- cos para o produto; c) verificação, validação, monitoramen- to, inspeção e atividades de ensaios requeridos, específicos para o produto, bem como critério para a aceitação do produto; REALIZAÇÃO DO PRODUTO6 6.1 Planejamento da Realização do Produto d) registros necessários para fornecer evi- dência de que o processo de realização e o produto resultante atendam aos re- quisitos. DicionárioDicionário Monitoramento: observar, em determinado perío- do de tempo, se as condições de um objeto/equi- pamento estão dentro dos padrões. AtençãoAtenção É conveniente que o planejamento da realização do produto seja documentado através de um Plano da Qualidade. Os requisitos relacionados ao produto a ser entregue ao cliente devem determinar: os requi- sitos especificados pelo cliente, incluindo os re- quisitos para entrega e para atividades de pós-en- trega; os requisitos não declarados pelo cliente, 6.2 Processos Relacionados a Clientes mas necessários para o uso especificado ou para o uso pretendido, conhecido; os requisitos estatu- tários e regulamentares relacionados ao produto; e qualquer requisito adicional determinado pela organização (MARANHÃO, 2006). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 42 Partindo da premissa de que “o que é com- binado não é caro”, é imprescindível que a organi- zação analise criticamente os requisitos relacionados ao produto. Essa análise crí- tica deve ser realizada antes de a organização assumir o compromisso de fornecer um produto para o cliente (por exemplo, submissão de ofertas, aceitação de contratos ou pedidos, aceitação de alterações em contratos ou pedidos). Objetiva-se aqui evitar er- ros de interpretação de requisitos, evitando assim prejuízos desnecessários (MARANHÃO, 2006). Fechando os processos relacionados a clien- tes, a organização deve prover um ou mais canais de comunicação eficazes com o cliente, objetivando a: informações do produto; tratamento de indagações, contratos ou pedidos, in- cluindo complementos; e realimentação do cliente, incluindo reclamações (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Premissa: uma proposição que ajuda a chegar numa conclusão. AtençãoAtenção É imprescindível que a organização analise criti- camente os requisitos relacionados ao produto. Saiba maisSaiba mais “É recomendável que a organização implemente e mantenha tais processos para assegurar o entendi- mento adequado das necessidades e expectativas de suas partes interessadas, bem como para convertê-las em requisitos para a organização.” (ABNT, 2010). 6.3 Projeto e DesenvolvimentoO SGQ deve abranger o projeto e desenvol- vimento de produto e/ou serviço, visando a me- lhorar as suas condições, minimizar os riscos e fa- cilitar o monitoramento. Para tanto, é necessária uma abordagem específica dos projetos, a fim de resguardar os seus conceitos essenciais. O projeto de um novo produto e/ou serviço deve ser enten- dido como um processo, com entradas e saídas bem definidas. O conceito do ciclo PDCA pode ser aplicado objetivando o planejamento, execução, controle e eventuais correções do projeto (MAR- SHALL JUNIOR et al., 2006). A qualidade do projeto é discernida em duas dimensões: a primeira se relaciona com a qualidade dos resultados do projeto, o produto em si; e a segunda se refere à qualidade dos pro- cessos internos do projeto, a saber (MARSHALL JUNIOR et al., 2006): produto do projeto: propriedades e funções que caracterizam um produto; projeto ou trabalho: que deve ser feito com o objetivo de obter um produto de acordo com as funções especificadas. O projeto deve atender à definição das di- mensões do “produto do projeto” e do “projeto”. Qualquer falha irá influenciar de forma expressi- va o resultado e gerenciamento do projeto. Essas dimensões devem se refletir no planejamento, na garantia e no controle da qualidade. Tanto o SGQ quanto o gerenciamento de projetos devem estar pautados em: atender às necessidades do clien- te; privilegiar a prevenção em vez da correção de não conformidades; atribuir a responsabilidade pela gestão da qualidade à alta direção ou ao Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 43 gerente de projeto; e buscar a melhoria contínua (MARSHALL JUNIOR et al., 2006). O processo do projeto e desenvolvimento está dividido em setes fases (MELLO et al., 2008): 1. planejamento do projeto e desenvolvi- mento; 2. entradas de projeto e desenvolvimen- to; 3. saídas de projeto e desenvolvimento; 4. análise crítica de projeto e desenvolvi- mento; 5. verificação de projeto e desenvolvi- mento; 6. validação de projeto e desenvolvi- mento; 7. controle de alterações de projeto e de- senvolvimento. DicionárioDicionário Validação: comprovação, através do fornecimento de evidência objeti- va, de que os requisitos para uma aplicação ou uso específi- cos pretendidos foram atendidos. NOTA 1 O termo ‘validado’ é usado para designar uma situa- ção correspondente. NOTA 2 As condições de utilização podem ser reais ou simu- ladas. (ABNT, 2005). AtençãoAtenção A qualidade do projeto é discernida em duas dimensões: a primeira se relaciona com a quali- dade dos resultados do projeto, o produto em si; e a segunda se refere à qualidade dos processos internos do projeto. Saiba maisSaiba mais “Durante o projeto e desenvolvimento de produtos ou processos, convém que a administração assegure que a organização seja capaz de considerar não apenas seu desempenho e funcionamento básico, mas todos os fatores que contribuem para atingir o desempenho do produto e do processo esperado pelos clientes e outras partes interessadas.” (ABNT, 2010). 6.4 Aquisição A seleção, avaliação e reavaliação de forne- cedores parceiros são fundamentais para os in- sumos que impactam na realização subsequente do produto ou no produto final. A homologação de fornecedores deve estar embasada na sua capa- cidade em fornecer pro- dutos de acordo com os requisitos da organização. A organização deve determinar os critérios para a seleção, avaliação e reavaliação de fornecedores (MARANHÃO, 2006). A organização deve definir as informações de aquisições do produto a ser adquirido, onde for apropriado. É dever da organização garantir as informações de aquisição DicionárioDicionário Homologação: aprovação dada por autoridade ju- dicial ou administrativa a certos atos particulares para que produzam os efeitos jurídicos que lhes são próprios. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 44 antes da sua comunicação ao fornecedor (MARA- NHÃO, 2006). Finalizando o processo de aquisição, é dever da organização assegurar que o produto adqui- rido esteja conforme os requisitos de aquisição. Para tanto, a organização deve instituir e imple- mentar inspeção ou outras atividades necessárias para assegurar que o produto adquirido atenda aos requisitos de aquisição especificados (MARA- NHÃO, 2006). AtençãoAtenção É dever da organização garantir as informações de aquisição antes da sua comunicação ao for- necedor. Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração da organização as- segure que processos de aquisição eficazes e eficien- tes sejam definidos e implementados para a avaliação e controle de produtos adquiridos, para que os produ- tos adquiridos satisfaçam as necessidades e requisitos da organização, bem como as das partes interessadas.” (ABNT, 2010). Controle de Produção e Fornecimento de Serviço Neste item, você irá identificar que o SGQ deve assegurar a satisfação do cliente. Objetivan- do atender à referida satisfação, a organização deve planejar e realizar a produção e o forne- cimento de serviço sob condições controladas. Essas condições devem incluir a disponibilidade de informações que descrevam as característi- cas do produto; a disponibilidade de instruções de trabalho; o uso de equipamento adequado; a disponibilidade e uso de dispositivos para moni- toramento e medição; a implementação de mo- nitoramento e medição; e a implementação da liberação, entrega e atividades pós-entrega (MEL- LO et al., 2008). 6.5 Produção e Fornecimento de Serviço DicionárioDicionário Dispositivo: aparelho ligado ou adaptado a instru- mento ou máquina, que se destina a alguma fun- ção adicional ou especial. AtençãoAtenção A organização deve planejar e realizar a produ- ção e o fornecimento de serviço sob condições controladas. Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração vá além do con- trole do processo de realização para alcançar tanto adequação com requisitos quanto obtenção de be- nefícios para as partes interessadas. Isso pode ser con- seguido por meio da melhoria da eficácia e eficiência do processo de realização e dos processos de apoio associados, tais como: - redução de desperdício; - treinamento das pessoas; - comunicação e registro de informações; - desenvolvimento da capacidade de fornecedor; - melhoria da infra-estrutura; - prevenção de problemas; - métodos de processamento e rendimento de processo; - métodos de monitoramento.” (ABNT, 2010). Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 45 Validação dos Processos de Produção e Fornecimento de Serviço A organização deve validar os processos em que a saída resultante não pode ser verificada por monitoramento ou medição subsequente, ou seja, os processos especiais. Isso inclui, também, qualquer processo em que a não conformidade só fica evidente depois que o produto esteja em uso ou o serviço tenha sido entregue (MARA- NHÃO, 2006). Identificação e Rastreabilidade A eficácia do SGQ abrange a necessidade da identificação e rastreabilidade do produto e/ ou serviço. Quando aplicável, essas ferramentas podem proporcionar a excelência no desempe- nho da operação. São três os aspectos da identi- ficação: identificação do produto (matéria-prima, produtos intermediários e produto final), situação do produto após inspeção (aprovado/reprovado) e identificação de lote quando a rastreabilidade for determinada (MARANHÃO, 2006). AtençãoAtenção A organização deve validar os processos em que a saída resultante não pode ser verificada por monitoramento ou medição subsequente. Saiba maisSaiba mais “A organização pode instituir um processo para identi- ficação e rastreabilidade que supere osrequisitos a fim coletar dados que podem ser usados para melhoria.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Produto: resultado de um processo. Propriedade do Cliente Caso o cliente forneça qualquer item que seja agregado na operação e, por conseguinte, no produto e/ou serviço, a organização deve ze- lar pela propriedade do cliente. O cuidado com a propriedade do cliente pode estar embasada em questões legais e éticas, devendo a organiza- ção identificar, verificar, proteger e salvaguardar a propriedade do cliente fornecida para uso ou incorporação no produto. Caso a propriedade do cliente seja perdida, danificada ou considerada inadequada para uso, isso deve ser informado ao cliente (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Rastreabilidade: capacidade de recuperar o histó- rico, a aplicação ou a localização daquilo que está sendo considerado (ABNT, 2005). AtençãoAtenção São três os aspectos da identificação: identifica- ção do produto, situação do produto após inspe- ção e identificação de lote. Saiba maisSaiba mais “A organização pode instituir um processo para identi- ficação e rastreabilidade que supere os requisitos a fim de coletar dados que podem ser usados para melho- ria.” (ABNT, 2010). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 46 Saiba maisSaiba mais “Convém que a organização identifique as respon- sabilidades em relação à propriedade e outros ativos pertencentes aos clientes e outras partes interessadas e sob o controle da organização, com a finalidade de proteger o valor da propriedade.” (ABNT, 2010). AtençãoAtenção O cuidado com a propriedade do cliente pode estar embasada em questões legais e éticas. Preservação do Produto Objetivando a garantia da conformidade, os produtos acabados e as partes constituintes do produto devem ser preservados. A preserva- AtençãoAtenção A preservação do produto deve ser estendida até a entrega no destino pretendido. Saiba maisSaiba mais “Convém que a administração identifique os recursos necessários para manter o produto ao longo de seu ciclo de vida para prevenir dano, deterioração ou uso impróprio. É recomendável que a organização comu- nique informações às partes interessadas envolvidas, sobre os recursos e métodos necessários para preservar o uso pretendido do produto ao longo de seu ciclo de vida.” (ABNT, 2010). ção do produto deve ser estendida até a entrega no destino pretendido, ou seja, até a chegada ao cliente. Essa preservação deve incluir identifica- ção, manuseio, embalagem, armazenamento e proteção (MELLO et al., 2008). 6.6 Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento Finalizando o item “Realização do Produto”, a organização deve controlar os dispositivos de medição e monitoramento. Do mesmo modo, a organização deve determinar as medições e mo- nitoramentos a serem realizados e os dispositivos necessários para evidenciar a conformidade do produto com os requisitos determinados, além de instituir processos para assegurar que a medi- ção e o monitoramento podem ser realizados e executados de uma maneira consistente com os requisitos correspondentes (MARANHÃO, 2006). AtençãoAtenção A organização deve controlar os dispositivos de medição e monitoramento. Saiba maisSaiba mais “Convém que a organização considere meios para eliminar os erros potenciais oriundos de processos, como ‘dispositivo a prova de erro’, para verificar as saí- das de processo a fim de minimizar a necessidade de controle de dispositivos de medição e monitoramen- to e agregar valor para as partes interessadas.” (ABNT, 2008). DicionárioDicionário Controle: forma de poder exercida sobre determi- nada coisa ou pessoa. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 47 Caro(a) aluno(a), é muito importante lembrar o que acabamos de aprender neste capítulo: para o produto ou serviço é necessário (ABNT, 2008): planejar e desenvolver os processos necessários para a realização do produto; objetivos para a qualidade relativos ao produto; estabelecer processos, documentos, recursos, atividades de verificação, validação, monitora- mento, medições, inspeção e testes; registros (3º), incluindo a conformidade do produto conforme o planejado; metodologia sugerida: requisitos da cláusula 7.3. Lembre-se de que, para que o cliente seja bem atendido, é necessário fazer análise antes, para sa- ber se a organização está apta para entregar o que o cliente solicita. Essa análise é importante que seja (ABNT, 2008): realizada antes do compromisso de fornecimento; assegure que todos os requisitos do produto estejam definidos; resolva-se requisitos divergentes do previamente estabelecido; constate-se a capacidade para atender aos requisitos especificados; registros (4º) das ações decorrentes. Já os projetos devem estar em formato apropriado para a sua verificação, as entradas devem ser aprovadas antes da sua liberação e devem incluir (ABNT, 2008): informação para aquisição, produção e provisão de serviços (nota para a preservação do pro- duto); referências aos critérios de aprovação; especificações das características do produto, as quais são essenciais para o uso adequado e seguro. O processo de aquisição deve (ABNT, 2008): estabelecer e implementar inspeções ou outros métodos para assegurar a qualidade do pro- duto adquirido; verificar as instalações do fornecedor, a intenção, os métodos e os arranjos para a liberação do produto, o que deve estar incluído nas informações para aquisição. 6.7 Resumo do Capítulo Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 48 Caro(a) aluno(a), neste capítulo, também aprendemos que a produção deve ser controlada e isso inclui assegurar que os processos se desempenhem sob condições controladas, incluindo (ABNT, 2008): disponibilidade de informações sobre o produto, de instruções de trabalho (se necessárias) e de equipamentos para medição e monitoramento; adequação dos equipamentos utilizados; implementação de monitoramento e medição e de atividades para liberação do produto, en- trega e pós-venda. Sobre a validação dos processos, é importante atentar para os seguintes tópicos (ABNT, 2008): os processos nos quais seus resultados não podem ser verificados por subsequente controle ou as consequências somente se tornem aparentes após o produto estar em uso; a validação deve evidenciar a capacidade de os processos atingirem os resultados planejados; deve haver critério de aprovação, métodos e procedimentos; aprovação de equipamentos; qualificação de pessoal; critério para revalidação; e registros. Sobre a importância da identificação e rastreabilidade, deverá ser feito: quando apropriado, identificar o produto através do ciclo de realização; identificar a situação em relação ao monitoramento e medição do produto através do ciclo de realização; quando requerido, controlar a rastreabilidade através de identificação única, mantendo regis- tros. Outro fator relevante aprendido neste capítulo é sobre a propriedade do cliente, e para isto é im- portante (ABNT, 2008): identificar, verificar, proteger e salvaguardar a propriedade do cliente, mantida na organização ou em uso pela mesma; reportar ao cliente e registrar o eventual dano, perda ou constatação de inadequação ao uso; a propriedade do cliente inclui produtos para serem agregados ao produto final, embalagens, ferramental, equipamentos, propriedade intelectual, dados pessoais e outros. Todos os produtos devem ter sua preservação, em que é necessário (ABNT, 2008): assegurar a preservação do produto (manter a conformidade aos requisitos) durante o proces- samento até a conclusão da entrega; identificação, manuseio, embalagem, armazenamentoe proteção, conforme aplicável. Os equipamentos de monitoramento e medição são importantes para assegurar que algumas me- didas garantam uma determinada especificação, contudo é necessário assegurar que (ABNT, 2008): Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 49 os equipamentos mantidos tenham identificação referente à situação de calibração e protegi- dos contra ajustes indevidos, danos e deterioração; os resultados de medições prévias sejam validados para equipamentos não conformes, e sejam tomadas ações para os equipamentos e produtos suspeitos; os registros (15º) dos resultados da calibração e/ou verificação. 1. O que você entende por propriedade do cliente nas atividades a seguir? Preencha a tabela. 2. Qual é a finalidade da calibração? Preencha a tabela a seguir. 6.8 Atividades Propostas Tipo de atividade Propriedade do cliente Serviços em concessionárias Prestação de serviços de reparos Industrial Laboratório de análises Produção intelectual ou artística Cadastro de clientes Exigência Finalidade Relacionar as ações de monitoramento e de medições necessárias Estabelecer os processos de monitoramento e de medições e executá-los com propriedade Calibrar equipamentos contra padrões rastreados nacional ou internacionalmente Registrar a base de calibração na ausência de padrões Ajustar ou reajustar equipamentos de monitoramento e de medição. Identificar equipamentos de monitoramento e de medição Proteger contra perda de ajustes Proteger o equipamento durante o manuseio, a manutenção e o armazenamento Rever resultados suspeitos Registrar os resultados de calibração e de verificação Verificar e assegurar a gestão de configuração em programas de computador Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 51 Este item visa ao planejamento e imple- mentação dos processos necessários de monito- ramento, medição, análise e melhoria, devendo a organização demonstrar a conformidade do produto; assegurar a conformidade do SGQ; me- MEDIÇÃO, ANÁLISE, MELHORIA E CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 7 7.1 Generalidades lhorar continuamente a eficácia do SGQ; e incluir determinação dos métodos aplicáveis, incluindo técnicas estatísticas e a extensão de seu uso (MA- RANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Implementação: introduzir algum processo ou protocolo em um determinado local, provendo re- cursos suficientes para que esse processo ou pro- tocolo possa ocorrer de modo satisfatório. AtençãoAtenção Medição, análise e melhoria incluem técnicas es- tatísticas. Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração assegure medições eficazes e eficientes, coletando e validando os dados para assegurar o desempenho da organiza- ção e a satisfação das partes interessadas. Convém que isso inclua a análise crítica da validade e da finalidade das medições e o uso pretendido dos da- dos para assegurar valor agregado à organização.” (ABNT, 2010). Satisfação de Clientes “O que importa na Qualidade é a percepção do cliente.” O SGQ deve compreender os métodos para a obtenção e uso de informações concer- nentes à satisfação do cliente. A organização deve monitorar informações relativas à percepção dos 7.2 Medição e Monitoramento clientes sobre se a organização atendeu aos re- quisitos dos clientes (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Percepção: é a maneira como nós vemos, julga- mos, conceituamos, qualificamos as coisas no mundo e em nós mesmos. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 52 Exemplos de informações relativas aos clientes incluem: pesquisa de clientes e usuários; realimentação sobre aspectos relativos ao produto; requisitos de clientes e informações contratuais; necessidades de mercado; dados relativos ao serviço de entrega; informações relativas à concorrência. Auditoria É de extrema importância que você saiba que a “auditoria é um processo sistemático, docu- mentado e independente para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente para de- terminar a extensão na qual os critérios de audi- toria são atendidos.” (MELLO et al., 2008). Indiscu- tivelmente, a auditoria é a melhor ferramenta de avaliação do SGQ; o objetivo desse instrumento é aferir a conformidade e monitorar a adequação do SGQ, além de promover a oportunidade da melhoria contínua (MARANHÃO, 2006). AtençãoAtenção “O que importa na Qualidade é a percepção do cliente.” Saiba maisSaiba mais “Convém que a alta administração assegure que mé- todos eficazes e eficientes sejam utilizados para iden- tificar áreas para melhoria do desempenho do siste- ma de gestão da qualidade. Exemplos dos métodos incluem: - pesquisa de satisfação de clientes e de outras par- tes interessadas; - auditorias internas; - medições financeiras; - auto-avaliação.” (ABNT, 2010). Existem três tipos de auditoria, sendo uma de origem interna e duas de origem externa (MA- RANHÃO, 2006): Auditorias de Primeira Parte: algu- mas vezes chamadas auditorias inter- nas, são as auditorias conduzidas pela própria organização, ou em seu nome, para análise crítica pela administração e outros propósitos internos. Podem formar a base para uma autodeclaração de conformidade do SGQ. Em muitos casos, particularmente em pequenas organizações, a independência pode ser demonstrada pela liberdade de res- ponsabilidades pela atividade sendo auditada; Auditorias de Segunda Parte: são au- ditorias externas, que são realizadas por partes que têm um interesse na organi- zação, como clientes, ou por outras pes- soas em seu nome; Auditorias de Terceira Parte: são au- ditorias externas, que são realizadas por organizações externas de auditoria independente, como organizações que proveem certificados ou registros de conformidade. O SGQ deve compreender a execução de auditorias em intervalos planejados para deter- minar a conformidade com as disposições plane- jadas e com os requisitos do SGQ instituídos pela organização, além de verificar se o SGQ está man- tido e implementado eficazmente (MARANHÃO, 2006). O SGQ deve compreender o planejamento de um programa de auditoria, levando em consi- deração a situação e a importância dos processos e áreas a serem auditados, bem como os resulta- dos de auditorias. Os critérios da auditoria, esco- po, frequência e métodos devem ser definidos. A seleção dos auditores e a execução das auditorias devem assegurar objetividade e imparcialidade Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 53 ao processo de auditoria. Os auditores não de- vem auditar o seu próprio trabalho. A adminis- tração responsável pela área a ser auditada deve assegurar que as ações para eliminar não confor- midades e suas causas sejam tomadas sem demo- ra indevida. As atividades de acompanhamento devem incluir a verificação das ações tomadas e o relato dos resultados de verificação (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Auditor: pessoa com atributos pessoais demons- trados e competência para conduzir uma auditoria (ABNT, 2005). AtençãoAtenção “Auditoria é um processo sistemático, documen- tado e independente para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente para deter- minar a extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos.” (MELLO et al., 2008). Saiba maisSaiba mais “É importante que a administração assegure que ações de melhoria são tomadas em resposta aos resultados das auditorias internas. Convém que o planejamento das auditorias internas seja flexível para permitir modificações com ênfases em constata- ções e evidências objetivas obtidas durante a auditoria. É conveniente que, no desen- volvimento dos planos das auditorias internas, sejam considerados dados de entradapertinentes das áreas a serem auditadas e de outras partes interessadas.” (ABNT, 2010). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 54 A Tabela 6 apresenta um exemplo de programa de auditoria. Tabela 6 – Programa de auditoria. WHBS Programa de auditoria Programação das Auditorias Internas JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Data Parcial/Completa Item/Setores 03 a 04 de fevereiro Parcial 04 a 06 23 e 24 de abril Parcial 07 a 08 22 a 24 de setembro Completa 04 a 08 Escopo: Todas as unidades de negócio da organização. Critérios: Requisitos do SGQ. Equipe Auditoria: Pedro (Produção), Joelma (Qualidade), Rodrigo (Engenharia) e Daniella (Vendas). Emissão: ___/___/___ Elaboração: Aprovação: Medição e Monitoramento de Processos O SGQ deve aplicar métodos adequados para o monitoramento e, quando aplicável, a medição dos processos da organização. Esses métodos devem demonstrar a capacidade dos processos em alcançar os resultados planejados. Quando os resultados planejados não são alcan- çados, devem ser tomadas correções e ações cor- retivas, como apropriado, para assegurar a confor- midade do produto. Exemplos incluem (MELLO et al., 2008): avaliar a capacidade de processo; analisar o tempo de ciclo operacional; avaliar o rendimento; medir a eficácia e a eficiência do pes- soal da organização; medir a utilização de tecnologia; medir a redução do desperdício; avaliar a redução e alocação de custos. O SGQ deve compreender, além da abor- dagem por processos, a agregação da eficiência e eficácia dos processos e, por conseguinte, da organização. Como “só podemos gerenciar aquilo que medimos!”, os processos do SGQ devem ser gerenciados através de indicadores, obtidos por monitoramento ou medidas. Daí a necessidade da instituição de indicadores de eficiência e eficá- cia para os processos do SGQ. Os termos eficácia e eficiência são definidos como: eficácia: é a extensão na qual as ativi- dades planejadas são realizadas e os re- sultados planejados, alcançados; eficiência: “é a relação entre o resulta- do alcançado e os recursos utilizados.” (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Capacidade: aptidão de uma organização, sistema ou processo de realizar um produto que irá aten- der aos requisitos para esse produto. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 55 Medição e Monitoramento de Produto Objetiva-se, com este item, a medição e mo- nitoramento das características do produto para verificar se os requisitos do produto foram atendi- dos. A medição e monitoramento devem ocorrer em estágios apropriados do processo de realiza- ção do produto, de acordo com as providências planejadas. A evidência de conformidade com os critérios de aceitação deve ser mantida. É impor- tante que haja registros para indicar a(s) pessoa(s) autorizada(s) a liberar o produto. A liberação do produto e a entrega do serviço não devem pros- seguir até que todas as providências planejadas tenham sido satisfatoriamente concluídas, a me- nos que aprovadas de outra maneira por uma autoridade pertinente e, quando aplicável, pelo cliente. A seleção dos métodos apropriados de medição deve considerar (MELLO et al., 2008): os tipos de características do produto, que, por sua vez, determinam os tipos de medição, os meios adequados de medição, a precisão requerida e as ha- bilidades necessárias; AtençãoAtenção O SGQ deve aplicar métodos adequados para o monitoramento e, quando aplicável, a medição dos processos da organização. Saiba maisSaiba mais “Convém que as medições sejam usadas para gerir operações diárias, para avaliação dos processos em que podem ser apropriados para melhorias passo a passo ou contínua bem como para projetos de mu- dança de ruptura, de acordo com a visão e objetivos estratégicos da organização.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Característica: propriedade diferenciadora (ABNT, 2005). equipamento, software e ferramentas necessárias; a localização dos pontos adequados de medição na sequência do processo de realização; características a serem medidas em cada ponto e a documentação e crité- rios de aceitação a serem utilizados; pontos estabelecidos pelo cliente para testemunhar ou verificar as característi- cas selecionadas do produto; inspeções ou ensaios exigidos a serem testemunhados ou executados por au- toridades estatutárias ou regulamenta- res; onde, quando e como a organização pretende, ou é solicitada pelo cliente ou por autoridades estatutárias ou re- gulamentares, empregar a terceira par- te qualificada para executar: ensaio de tipo, inspeção ou ensaios durante o pro- cesso, verificação do produto, validação do produto e qualificação do produto; qualificação de pessoas, materiais, pro- dutos, processos e do SGQ; inspeção final para confirmar que as atividades de verificação e validação te- nham sido concluídas e aceitas; registro dos resultados de medição do produto. AtençãoAtenção A medição e monitoramento devem ocorrer em estágios apropriados do processo de realização do produto, de acordo com as providências pla- nejadas. Saiba maisSaiba mais “Convém que a organização institua e especifique os requisitos de medição (incluindo critérios de aceita- ção) para seus produtos. É conveniente que a medição do produto seja planejada e executada para verificar que os requisitos das partes interessadas foram aten- didos e usados para melhorar os processos de realiza- ção.” (ABNT, 2010). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 56 Como introdução ao item, apresentarei as seguintes definições para não conformidade e correção (MELLO et al., 2008): Não conformidade: não atendimento de um requisito; correção: ação tomada para eliminar uma não conformidade identificada. O SGQ deve assegurar que produtos que não estejam conforme os requisitos do produto sejam identificados e controlados para evitar seu uso não intencional ou entrega. Além de definir os controles e as responsabilidades e autoridades relacionadas para lidar com produtos não confor- mes, o SGQ deve tratá-los por uma ou mais das seguintes formas (MARANHÃO, 2006): tomada de ações para eliminar a não conformidade detectada; 7.3 Controle de Produto não Conforme autorização do seu uso, liberação ou aceitação sob concessão por uma au- toridade pertinente e, quando aplicá- vel, pelo cliente; tomada de ação para impedir a inten- ção original de seu uso ou aplicação. Quando o produto não conforme for cor- rigido, deve ser reverificado para demonstrar a conformidade com os requisitos (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário Concessão: permissão para usar ou liberar um pro- duto que não atenda aos requisitos especificados (ABNT, 2005). As decisões devem ser baseadas na análise de dados obtidos de medições e em informações coletadas; as decisões baseadas em fatos reque- rem ações eficazes e eficientes. A organização deve analisar os dados oriundos de suas diferen- tes fontes para avaliar o desempenho em relação aos planos, objetivos e outras metas definidas e identificar áreas para melhoria, incluindo possí- AtençãoAtenção O SGQ deve assegurar que produtos que não es- tejam conforme os requisitos do produto sejam identificados e controlados para evitar seu uso não intencional ou entrega. Saiba maisSaiba mais “Quando praticável, convém que as não-conformida- des sejam registradas, juntamente com a sua dispo- sição, para auxiliar no aprendizado e fornecer dados para atividades de análise e melhoria. A organização pode decidir também que as não-conformidades rela- tivas à realização do produto e processo de apoiopos- sam ser registradas e controladas.” (ABNT, 2010). 7.4 Análise de Dados veis benefícios para as partes interessadas (MEL- LO et al., 2008). Os dados coletados devem ser usados para avaliar o desempenho do SGQ e identificar oportunidades de melhoria contínua; os dados também devem proporcionar informações para a análise crítica da alta direção, objetivando to- madas de decisões que proporcionem as corre- Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 57 ções devidas e as melhorias necessárias. Os dados podem ser gerados de diversas fontes, tais como: objetivos e metas da qualidade, análise crítica de projeto e desenvolvimento, auditoria interna, medição e monitoramento de processos, moni- toramento de produto, controle de produtos não conforme, entre outras (MELLO et al., 2008). AtençãoAtenção Os dados coletados devem ser usados para ava- liar o desempenho do SGQ e identificar oportuni- dades de melhoria contínua. Saiba maisSaiba mais “As decisões devem ser baseadas na análise de dados obtidos de medições e em informações coletadas como descrito nesta Norma. Nesse contexto, convém que a organização analise os dados oriundos de suas diferentes fontes para avaliar o desempenho em rela- ção aos planos, objetivos e outras metas definidas e identificar áreas para melhoria, incluindo possíveis be- nefícios para as partes interessadas.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Análise crítica da direção: “atividade realizada para determinar a pertinência, adequação e eficácia (3.2.14) do que está sendo examinado, para alcan- çar os objetivos estabelecidos.” (ABNT, 2005). Melhoria Contínua A organização deve melhorar continua- mente a eficácia e eficiência do SGQ, através do uso da política da qualidade, objetivos da quali- dade, resultados de auditorias, análise de dados, ações corretivas e preventivas e análise crítica pela administração (MELLO et al., 2008). 7.5 Melhorias AtençãoAtenção A organização deve melhorar continuamente a eficácia e eficiência do SGQ. Saiba maisSaiba mais “As melhorias podem variar de melhorias contínuas em pequenos passos até projetos estratégicos de mu- dança de ruptura.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Ruptura: quebrar, romper. Ação Corretiva Como é praticamente impossível que não exista não conformidade ao longo do tempo, primeiramente devemos solucioná-la, conforme item 7.3, e, por conseguinte, a organização deve executar ações corretivas para eliminar as causas de não conformidades, de forma a prevenir sua repetição (MARANHÃO, 2006). DicionárioDicionário “Correção: ação para eliminar uma não-conformi- dade identificada. NOTA 1 Uma correção pode ser feita em conjunto com uma ação corretiva. NOTA 2 Uma correção pode ser, por exemplo, um retrabalho ou reclassificação.” (ABNT, 2005). Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 58 Ação corretiva é uma ação tomada para eliminar a causa de uma não conformidade iden- tificada ou outra situação indesejável. A ação corretiva é uma ferramenta vital para a melhoria contínua do SGQ, pois é através dessa ferramen- ta que as causas das não conformidades reais ou de outra situação indesejável serão eliminadas ou amenizadas. É imprescindível que a ação correti- va seja apropriada aos efeitos das não conformi- dades encontradas. Em linhas gerais, a abertura de uma ação corretiva deve ocorrer nos seguintes tipos de não conformidade: não conformidade de produto, não conformidade de processo, não conformidade de sistema e não conformidade de reclamação de cliente (MELLO et al., 2008). Como auxílio na determinação das causas das não conformidades, podem ser utilizadas três ferramentas: tempestade de ideia (brainstor- ming), método dos cinco porquês e diagrama de causa e efeito (abordado no item 7.4) (MELLO et al., 2008). Objetivando a elaboração de um plano de ação para a tomada da ação corretiva, podemos utilizar a ferramenta 5W2H. O 5W2H está baseado nas inicias, em inglês, why (por que), what (o que), where (onde), when (quando), who (quem), how (como) e how much (quanto custa) (MARSHALL JUNIOR et al., 2006). A Tabela 7 é um exemplo de um plano de ação baseado na ferramenta 5W2H. AtençãoAtenção Ação corretiva é uma ação tomada para eliminar a causa de uma não conformidade identificada ou outra situação indesejável. Saiba maisSaiba mais “Convém que pessoas de áreas apropriadas partici- pem no processo de ação corretiva. Também é con- veniente que sejam enfatizadas a eficácia e eficiência dos processos quando ações são tomadas e que essas ações sejam monitoradas para assegurar que as me- tas desejadas sejam cumpridas. Convém que as ações corretivas sejam consideradas na análise crítica pela administração.” (ABNT, 2010). Tabela 7 – Plano de ação corretiva. PLANO DE AÇÃO CORRETIVA Não Conformidade: Produto (bicicleta) não monta devido à solda irregular do quadro. O QUE (What) QUEM (Who) QUANDO (When) ONDE (Where) POR QUE (Why) COMO (How) CUSTOS (How much) Criar dispositivo poka-yoke para evitar solda irregular do quadro Marcos – Engenheiro de Processos Industrial Setembro de 20XX Ferramentaria Evitar a solda irregular do quadro da bicicleta Desenhar dispositivo e usinar no Controle Numérico Computadorizado (CNC) R$ 500,00 Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 59 Ação Preventiva Independentemente da inexistência de uma não conformidade, a organização deve se antecipar, objetivando a eliminação de causas de não conformidades potenciais e evitando a ocorrência de uma não conformidade real. Assim como a ação corretiva, as ações preventivas de- vem ser apropriadas aos efeitos dos problemas potenciais. Há sete etapas que compõem o pro- cesso completo e ideal de ações corretivas: identi- ficação das não conformidades potenciais, análise (extensão e gravidade), investigação e determina- ção das causas, proposição de ações e eliminação ou bloqueio das suas causas, implementação das ações, registro de resultados e avaliação de resul- tados após a implementação (MARANHÃO, 2006). As ações preventivas podem ser geradas com base em: uso de ferramentas de análise de riscos (tal como o Failure Mode and Effect Analy- sis – FMEA ou análise do modo e efeito da falha), análise crítica pela direção, resultados da análise de dados, medição de satisfação de clientes, entre outros (MELLO et al., 2008). AtençãoAtenção As ações preventivas podem ser geradas com base em: uso de ferramentas de análise de riscos. Saiba maisSaiba mais “Convém que esse planejamento seja baseado em dados provenientes de métodos apropriados, incluin- do a avaliação de tendências em histórico de dados, e em aspectos críticos com relação ao desempenho da organização e de seus produtos, para gerar dados em termos quantitativos.” (ABNT, 2010). DicionárioDicionário Risco: algo em que o resultado é incerto. Caro(a) aluno(a), neste capítulo, aprendemos de modo geral a (ABNT, 2008): planejar e implementar (inclui a determinação de métodos apropriados) os processos necessá- rios para monitorar, medir, analisar e melhorar para: • demonstrar a conformidade com os requisitos do produto; • assegurar a conformidade do Sistema de Gestão da Qualidade e, continuamente, melhorar sua eficácia. É muito importante (ABNT, 2008): determinar e implementar métodos para monitorar informações relativas à percepção do cliente em relação à organização atender aos seus requisitos; uma nota esclarecendo métodos para obtenção de informações, focando em pesquisas, dados do cliente sobre qualidade do produto entregue, pesquisa de opinião dos usuários, análise de negócios perdidos,atendimento em garantia e relatórios de distribuidores. 7.6 Resumo do Capítulo Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 60 As auditorias internas como vimos, neste capítulo, é um instrumento que auxilia a gestão do siste- ma (ABNT, 2008): os responsáveis pela gestão dos processos e áreas auditadas devem assegurar a implementa- ção de ações, em tempo hábil, para identificar as causas dos problemas constatados e eliminá- -las, prevenindo recorrência; os auditores devem ser imparciais e não devem avaliar seus próprios trabalhos. A medição dos processos deve ser realizada através de métodos adequados, todos os processos do Sistema de Gestão da Qualidade devem ser monitorados, demonstrando sua capacidade em atingir os resultados planejados. Para tanto, deve-se implementar ações nos casos em que a consecução não puder ser demonstrada. Além disso, os métodos usados devem considerar o tipo e a extensão do moni- toramento para cada processo e o impacto destes na conformidade e eficácia (ABNT, 2008). A medição dos produtos deve ser realizada de forma que (ABNT, 2008): a liberação do produto ou a provisão de serviço ao cliente somente possa ocorrer após o suces- so em todas as etapas planejadas para o monitoramento; as exceções sejam aprovadas por autoridade relevante ou, quando aplicável, pelo cliente. Para produtos não conforme, aprendemos neste capítulo a importância (ABNT, 2008): de prevenir o uso não intencional ou a entrega de produtos não conformes; do procedimento documentado (4º) definindo responsabilidade e autoridade. Definição em procedimento de controles (eliminar, autorizar por concessão, aplicação alternativa); de os produtos reparados ou retrabalhados serem reverificados para demonstrar conformida- de; do registro (19º) da natureza, ações e resultados. A análise de dados deve determinar, coletar e analisar dados para demonstrar a conveniência e eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade e identificar oportunidades de melhoria. Os dados devem prover informação sobre satisfação do cliente, conformidade com os requisitos do produto, padrões e tendências dos produtos e dos processos, oportunidades para ação preventiva e fornecedores (ABNT, 2008). Vimos que um dos objetivos dos SGQ é melhorar continuamente a sua eficácia através de dados oriundos da Política da Qualidade, objetivos para a qualidade, auditorias, análises de dados, ações pre- ventivas e corretivas e análise crítica pela direção (ABNT, 2008). Estudamos sobre ações corretivas, que podem ser resumidas da seguinte maneira (ABNT, 2008): as ações devem focar a eliminação das causas e prevenir a recorrência dos problemas; procedimento documentado (5º) para análise crítica, determinação das causas, avaliar neces- sidade de ações para prevenir recorrência, implementar as ações e analisar criticamente a efi- cácia dessas ações; registro (20º) dos resultados das ações. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 61 Sobre ações corretivas, podemos resumir o seguinte (ABNT, 2008): as ações devem focar a eliminação das causas potenciais e prevenir a ocorrência dos proble- mas; procedimento documentado (6º) para análise crítica, determinação das causas potenciais, ava- liar necessidade de ações para prevenir ocorrência, implementar as ações e analisar criticamen- te a eficácia dessas ações; registro (20º) dos resultados das ações. 1. O que é ação corretiva? 2. O que é ação preventiva? 7.7 Atividades Propostas Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 63 Em linhas gerais, a certificação do SGQ deve obedecer aos seguintes passos (MARANHÃO, 2006): começa com o convencimento e com- prometimento da alta direção da orga- nização; a responsabilidade e deveres da alta direção estão definidos na seção 4 (Responsabilidade da direção); o segundo passo seria a escolha do Coordenador/Gerente de Implementa- ção, ou seja, o Representante da Dire- ção, conforme item 4.5 (Responsabili- dade, autoridade e comunicação); o terceiro passo é avaliar a situação atual do SGQ; a maioria das organiza- ções possui partes de um SGQ, formal ou informal, sem o qual não funciona- ria. O objetivo desse passo é identificar os “vazios” e redundâncias de ativida- des; o quarto passo é a elaboração de um cronograma de trabalho. O cronograma é a parte mais visível do plano de traba- lho, no qual vão ser documentadas as demais informações de planejamento; o quinto passo é definir uma organi- zação estratégica. A organização estra- tégica, a ser consolidada em direcio- nadores estratégicos, define o sonho da organização (sua visão), os grandes rumos (política da Qualidade, missão, estratégias), o caráter da empresa (va- lores), os objetivos, as metas e os indi- cadores; o sexto passo é a unificação conceitual CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE8 nos vários níveis. É a adequação da in- formação para os vários níveis hierár- quicos da organização; o sétimo passo é a definição do mapea- mento e modelagem dos processos, conforme item 3.1 (Requisitos gerais); o oitavo passo é a formação e imple- mentação dos grupos de trabalho. Os grupos de trabalho devem ser vincula- dos às grandes atividades ou processos (comercial, produção, marketing, Ser- viço de Atendimento ao Consumidor – SAC, laboratório etc.), que, em última análise, vão determinar os procedimen- tos dos processos; o nono passo é a estruturação do MQ, o qual deve ser o novo norte da empresa, conforme item 3.2.2 (Manual da quali- dade); o décimo passo é a elaboração dos de- mais documentos do SGQ. Nessa etapa, o MQ já deve ter sido estruturado para delimitar o escopo do SGQ e as grandes atividades da empresa (os macropro- cessos). Quanto aos demais documen- tos do SGQ, vide item 3.2 (Documenta- ção); o décimo primeiro passo é a definição e implementação dos registros da quali- dade, conforme item 3.2.4 (Controle de registro); o décimo segundo passo é a efetiva im- plementação do MQ e do SGQ em si; o décimo terceiro passo é a execução da auditoria interna do SGQ; o décimo quarto passo é as correções Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 64 (ações corretivas e/ou preventivas) e ajustes das eventuais não conformida- des e observações apontadas na au- ditoria interna. É a implementação de análise e melhoria do SGQ; o décimo quinto passo é a análise críti- ca pela alta direção, conforme item 4.6 (Análise crítica pela direção); o décimo sexto passo é a contratação e realização da pré-auditoria. Pré-audito- ria é uma avaliação realizada por Orga- nismo Certificador Credenciado (OCC), de terceira parte, com o objetivo de ve- rificar se o SGQ está ou não preparado para a auditoria de certificação; o décimo sétimo passo é a contração do OCC, com a definição da data da audito- ria de certificação; finalmente, o último passo é a auditoria de certificação. A certificação do SGQ é o reconhecimento formal emitido por um órgão credenciado (acre- ditado ou reconhecido formalmente), o OCC, atestando a conformidade de itens, processo ou atividades avaliados durante uma auditoria ou inspeção contra os respectivos requisitos especi- ficados por uma norma ou critérios de auditoria. A seguir, apresentaremos alguns esclarecimentos e curiosidades em relação à certificação (MARA- NHÃO, 2006): a certificação existe desde o século XII (certificação da qualidade prata, na In- glaterra); o processo de certificação naval tem, pelo menos, 300 anos; a certificação pode ser de empresa, pro- duto, processo, pessoa etc., que resumi- mos pela palavra ‘item’; a certificação pode ser mandatória ou voluntária:• certificação mandatória ou obriga- tória: é quando a certificação é exi- gida por legislação aplicável, como forma de proteger a sociedade (ris- cos à saúde, segurança, meio am- biente etc.). São exemplos de certi- ficação mandatória: certificação ou “registro” de remédios no Ministério da Saúde; certificação aeronáutica; certificação profissional (médicos, advogados, engenheiros etc.) para exercício da profissão; • certificação voluntária: é quando a certificação é solicitada e realizada em benefício de uma determinada organização, para vários fins: apro- vação, registro, credenciamento, propaganda etc.; a certificação da “família ISO 9000” é sempre voluntária; nenhuma empresa é obrigada a fazê-la. O mercado mundial vem apresentando ten- dência à certificação ISO 9000, assunto do nosso interesse no momento, em toda a cadeia produti- va (sequência de fornecedores e clientes); apesar de voluntária, a certificação ISO 9000 passa a ser prerrequisito para a empresa se manter viva no mercado. A certificação ISO 9000 de terceira par- te se limita à auditoria de SGQ de empresas, com base na Norma, dita “contratual”, ABNT NBR ISO 9001:2008. A Figura 9 apresenta os tipos de audi- toria da qualidade existente, conforme o item do capítulo 7 que tratada da auditoria. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 65 Figura 9 – Tipos de auditoria da qualidade. Fonte: Maranhão (2006). Organismo de certificação/registro Organização (fornecedor) Cliente Segunda parte (auditoria em fornecedor) Terceira parte Primeira parte (auditoria interna) Tipos de Auditoria da Qualidade O OCC emite um certificado ou registro, que varia de país para país, reconhecendo a con- formidade do SGQ em relação à norma seleciona- da. Os OCCs são pagos pela empresa que solicita a certificação, através de um contrato. É comum que cada país designe um órgão oficial para ser o agente de acreditação dos órgãos de terceira parte; no caso do Brasil, o agente de acreditação é o Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza- ção e Qualidade Industrial (Inmetro). Os agentes de acreditação credenciam os órgãos indepen- dentes de terceira parte (OCC), a partir de audi- torias realizadas sobre esses órgãos, baseadas em normas regionais ou internacionais (Normas Europeias série 45.000 e ISO/IEC Guidelines 25 e 62). Após serem credenciados, os OCCs passam a ter direito de certificar as empresas, sob a chance- la oficial de credenciamento (credenciadores ou acreditados), conforme a competência que cada OCC1 possui em relação ao escopo de certificação (natureza de negócio ou tipo de empresa) (MA- RANHÃO, 2006). O contrato de certificação do SGQ, objeto do nosso estudo, pode ou não incluir auditoria de pré-certificação. Não há regras previamente definidas para a recomendação ou não da cer- tificação do SGQ, em uma eventual auditoria de certificação de terceira parte; em geral, as não conformidades são classificadas em maiores e menores e definem sobre a aceitação da certifica- ção (MARANHÃO, 2006): não conformidades maiores: são aquelas caracterizadas pela falta ou violação completa de um requisito es- tabelecido (inexistência de procedi- mento) ou implementação insatisfató- ria. A ocorrência de uma ou mais não conformidades maiores é indicativa de inabilitação à recomendação para a cer- tificação; não conformidades menores: são as não conformidades isoladas, localiza- das ou pontuais. Em relação a elas, o au- ditor líder pode recomendar a empresa à certificação, desde que fique satisfeito com as ações corretivas propostas. Por outro lado, um número elevado de não conformidades menores pode também caracterizar falha sistêmica grave e, nesse caso, a certificação não será reco- mendada. 1 A relação dos OCCs acreditados pelo Inmetro com competência para certificação dos SGQs pode ser encontrada no site: http:// www.inmetro.gov.br ou, se preferir, através do link: http://www.inmetro.gov.br/organismos/resultado_consulta.asp?sel_tipo_ relacionamento=7. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 66 Normalmente, o Certificado de Registro ou Certificação tem a validade de três anos, sen- do que, após a emissão do certificado, o SGQ da empresa será submetido a auditorias de manu- tenção, semestrais ou anuais (variam conforme o contrato). É importante que a recomendação de certificação não seja o objetivo maior do projeto, mas o funcionamento eficaz do SGQ e, por con- seguinte, a melhoria da competitividade (MARA- NHÃO, 2006). É importante enfatizarmos que a ABNT NBR ISO 9001:2008 (Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos) é a única norma da Série de Nor- mas ISO 9000 que possui natureza contratual, ou seja, apenas a ABNT NBR ISO 9001:2008 pode ser submetida a uma auditoria de terceira parte pelo OCC. Há ainda duas outras normas, as quais não pertencem à Série de Normas ISO 9000, ambas com base industrial da ABNT NBR ISO 9001:2008, que possuem caráter contratual para certificação de terceira parte, a saber, ISO/TS 16949:2002 (seg- mento automobilístico) e ISO 13485:2003 (seg- mento da indústria médica) (MARANHÃO, 2006). AtençãoAtenção A certificação do SGQ é o reconhecimento formal emitido por um órgão credenciado. Saiba maisSaiba mais IAF: International Accreditation Forum – Fórum de Acre- ditação Internacional. Visite os sites: • www.iso.org; • www.iaf.nu; • www.inmetro.gov.br; • www.abntcb25.com.br. MultimídiaMultimídia 8.1 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), certificação, como vimos neste capítulo, significa um atestado da conformidade do modelo de gestão de fabricantes e prestadores de serviço em relação a requisitos normativos. 1. O que é certificação de sistema de gestão da qualidade? 2. Das normas da família ABNT NBR ISO 9000, qual é a única norma que possui natureza contra- tual? 8.2 Atividades Propostas Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 67 É uma inverdade acharmos que existe apenas um caminho para a implantação eficaz do processo da qualidade, que garanta o seu sucesso. A excelência é analisar todos os caminhos e optar por aquele que se adapte à cultura e negócio da empresa. Independentemente do programa escolhido, seja GQT, seja ISO 9000, seis sigmas ou outro programa, a alta direção e demais colaboradores devem estar atentos à importância da qualidade para a organização (MARSHALL JUNIOR et al., 2006). Entre os programas existentes, optamos pelo desenho de SGQ da “família ISO 9000”. As normas ISO 9000 possuem, atualmente, um papel de extrema importância no mundo globalizado, devido ao seu re- conhecimento internacional no que diz respeito às relações contratuais entre organizações, sociedades e indivíduos. As normas ISO 9000 apresentam um consenso mundial sobre gestão e formam, em conjunto com outras normas, os denominados sistemas de gestão integrada que tanto influenciam o dia a dia das organizações. Finalizando, é importante ressaltarmos que a melhoria da qualidade não aumenta os custos de produção e, consequentemente, da organização, mas, conforme demonstrado por Deming, a melhoria da qualidade contribui para o aumento da produtividade (MARTINS; LAUGENI, 2006). “Qualidade tem que agregar valor e, jamais, representar custos desnecessários!” (MARANHÃO, 2006). CONSIDERAÇÕES FINAIS9 Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 69 CAPíTULO 1 1. Um cliente é o visitante mais importante da nossa casa. Ele não depende de nós; nós depende- mos dele. Ele não é uma interrupção em nosso trabalho; ele é o propósito deste trabalho. Ele não é um estranho ao nosso negócio; ele faz parte deste negócio. Nós não estamos fazendo um favor em servi-lo; ele está fazendo um favor em nos dar esta oportunidade. (MARANHÃO, 2006). 2. Focono cliente; Liderança; Envolvimento de pessoas; Abordagem de processo; Abordagem de sistema para a gestão; Melhoria contínua; Tomada de decisão baseada em fatos; Benefícios mútuos nas relações com os fornecedores. CAPíTULO 2 1. RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS P a r t e s I n t e r e s s a P a r t e s I n t e r e s s a Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 70 O processo de cor verde representa o processo de Gestão da organização; Os processos de cor vermelha representam os processos produtivos da organização; Os processos de cor azul representam os processos de suporte da organização; Os meios de monitoramento e medição podem ser os mais variados possíveis, o importan- te é que sejam adequados para a organização. Alguns exemplos de meios de medição são: Gráficos de tendência, gráfico de Pareto, FMEA, CEP. 2. Uma política da qualidade reflete intenções e diretrizes globais de uma organização, relativas à qualidade e expressas pela alta direção. CAPíTULO 3 1. 2. O MQ é o documento que descreve o escopo do SGQ em sua íntegra, especificando e/ou refe- renciando os demais documentos e a descrição de interação entre os processos do SGQ. CAPíTULO 4 1. Conforme definido na norma ABNT NBR ISO 9001:2008, na cláusula 5.5.2, as responsabilidades são: a) assegurar que os processos necessários para o SGQ sejam estabelecidos, implementados e mantidos; b) relatar à alta direção o desempenho do SGQ e qualquer necessidade de melhoria; Controle dos registros Finalidade Identificação Habilitar a recuperação e a rastreabilidade. Legibilidade Assegurar a integridade da informação registrada. Guarda Manter arquivamento reacionalmente. Proteção Preservar durante o tempo de guarda. Recuperação desejada Recuperar a informação na oportunidade desejada. Tempo de retenção Estabelecer a obrigatoriedade do tempo de guarda da informação. Descarte Esclarecer o destino a ser dado para o documento após o vencimento do tempo de guarda. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 71 c) assegurar a proporção da conscientização sobre os requisitos do cliente em toda a organi- zação. 2. Os objetivos da qualidade fundamentam a melhoria contínua e as análises críticas da alta dire- ção e devem ser comunicados nas funções e níveis pertinentes, para que os colaboradores da organização contribuam para o seu atendimento. CAPíTULO 5 1. Educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados. É usual documentar a compe- tência requerida para cada função mediante o instrumento conhecido como matriz de com- petências. 2. O funcionamento, melhoria contínua do SGQ e consequente satisfação do cliente estão direta- mente atrelados à necessidade da alta direção em prover recursos, os quais são sempre finitos e normalmente escassos, enquanto que as demandas são ilimitadas. CAPíTULO 6 1. Tipo de atividade Propriedade do cliente Serviços em concessionárias Veículos pertencentes aos clientes. Prestação de serviços de reparos Residência, escritório ou bens dos clientes submetidos ao serviço pretendido. Industrial Moldes e ferramentas pertencentes ao cliente e matérias-primas fornecidas pelo cliente que devem ser incorporadas ao produto vendido. Laboratório de análises O próprio corpo do cliente doador e as amostras por ele fornecidas (sangue, urina etc.). Produção intelectual ou artística Direitos autorais/propriedade intelectual. Cadastro de clientes Direito à privacidade. Wagner Teixeira dos Santos Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 72 Exigência Finalidade Relacionar as ações de monitoramento e de medições necessárias. Identificar o conjunto de ações indispensáveis para monitoramento e medições. Estabelecer os processos de monitoramento e de medições e executá-los com propriedade. Assegurar que o monitoramento e as medições sejam realizados conforme previsto e adequado. Calibrar equipamentos contra padrões rastreados nacional ou internacionalmente. Legitimar os resultados, mediante asseguramento de que os resultados dos dispositivos utilizados são fiéis aos padrões conhecidos. Registrar a base de calibração na ausência de padrões. Demonstrar que a base utilizada para calibrar equipamentos é consistente. Ajustar ou reajustar equipamentos de monitoramento e de medição. Evitar desvios de resultados decorrentes do uso ou do desgaste desses equipamentos. Identificar equipamentos de monitoramento e de medição. Assegurar a utilização apenas de equipamentos aprovados. Proteger contra perda de ajustes. Evitar desvios por ajustes involuntários ou indevidos. Proteger o equipamento durante o manuseio, a manutenção e o armazenamento. Preservar a qualidade do equipamento durante o uso, a manutenção e o armazenamento. Rever resultados suspeitos. Evitar entregar produtos não conformes; substituí-los, se já entregues. Registrar os resultados de calibração e de verificação. Evidenciar a conformidade das ações pertinentes à calibração. Verificar e assegurar a gestão de configuração em programas de computador. Assegurar que os programas de computador utilizados no monitoramento e nas medições apresentam resultados confiáveis. 2. Gestão da Qualidade Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 73 CAPíTULO 7 1. Ação de correção: ação tomada para eliminar uma não conformidade identificada. Uma corre- ção pode ser feita em conjunto com uma ação corretiva. Uma correção pode ser, por exemplo, um retrabalho ou reclassificação. Ação corretiva: ação para eliminar a causa de uma não conformidade identificada ou outra situação indesejável. Pode existir mais de uma causa para uma não conformidade. Uma ação corretiva é executada para prevenir a repetição, enquanto uma ação preventiva é executada para prevenir a ocorrência. Ação preventiva: ação para eliminar a causa de uma potencial não conformidade ou outra situação potencialmente indesejável. Pode existir mais de uma causa para uma não conformidade potencial. Ação preventiva é executada para prevenir a ocorrência, enquanto a ação corretiva é executada para prevenir a repetição. 2. Ações realizadas para eliminar a causa raiz de um problema. CAPíTULO 8 1. A certificação do SGQ é o reconhecimento formal emitido por um órgão credenciado (acredi- tado ou reconhecido formalmente), o OCC, atestando a conformidade de itens, processos ou atividades avaliadas durante uma auditoria ou inspeção contra os respectivos requisitos espe- cificados por uma norma, os critérios de auditoria. 2. É importante enfatizarmos que a ABNT NBR ISO 9001:2008 (Sistemas de Gestão da qualidade – Requisitos) é a única norma da Série de Normas ABNT NBR ISO 9000 que possui natureza contratual, ou seja, apenas a ABNT NBR ISO 9001:2008 pode ser submetida a uma auditoria de terceira parte pelo OCC. Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 75 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR ISO 9000:2005: sistema de gestão da qualidade – fundamentos e vocabulário. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. ______. ABNT NBR ISO 9001:2008: Sistema de gestão da qualidade – requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2008. ______. ABNT NBR ISO 9004:2010: gestão para o sucesso sustentado de uma organização – uma abordagem da gestão da qualidade. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. CAMPOS, V. F. Controle da qualidade total (no estilo japonês). 2. ed. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. MARANHÃO, M. ISO série 9000: versão 2006: manual de implementação: o passo a passo para solucionar o quebra-cabeça da gestão. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006. ______. ISO série 9000 (versão 2008): manual de implementação. Rio de Janeiro: Qualitymark,2008. MARSHALL JUNIOR, I. et al. Gestão da qualidade. Rio de Janeiro: FGV, 2006. MARTINS, P. G; LAUGENI, F. P. Administração da produção. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. MELLO, C. H. P. et al. ISO 9001:2008: sistemas de gestão da qualidade para operações de produção e serviços. São Paulo: Atlas, 2008. VIEIRA FILHO, G. GQT – Gestão da qualidade total: uma abordagem prática. Campinas: Alínea, 2007. REFERÊNCIAS Gestão da Qualidade_online_2012_4 INTRODUÇÃO 1 HISTÓRICO, CONCEITOS, PRINCÍPIOS E ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE 1.2 Conceitos 1.3 Princípios 1.4 Resumo do Capítulo 1.5 Atividades Propostas 2 ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE 2.1 Definição da Unidade de Negócio 2.2 Definição da Política e dos Objetivos da Qualidade 2.3 Gerenciamento e Mapeamento de Processos 2.4 Padronização dos Processos 2.5 Delineamento do SGQ 2.6 Resumo do Capítulo 2.7 Atividades Propostas 3 SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE 3.2 Documentação 3.3 Resumo do Capítulo 3.4 Atividades Propostas 4 RESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO 4.2 Foco no Cliente 4.3 Política da Qualidade 4.4 Planejamento 4.5 Responsabilidade, Autoridade e Comunicação 4.6 Análise Crítica pela Direção 4.7 Resumo do Capítulo 4.8 Atividades Propostas 5 GESTÃO DE RECURSOS 5.3 Infraestrutura 5.4 Ambiente de Trabalho 5.5 Resumo do Capítulo 5.6 Atividades Propostas 6 REALIZAÇÃO DO PRODUTO 6.3 Projeto e Desenvolvimento 6.4 Aquisição 6.5 Produção e Fornecimento de Serviço 6.6 Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento 6.7 Resumo do Capítulo 6.8 Atividades Propostas 7 MEDIÇÃO, ANÁLISE, MELHORIA E CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 7.3 Controle de Produto não Conforme 7.4 Análise de Dados 7.5 Melhorias 7.6 Resumo do Capítulo 7.7 Atividades Propostas 8 CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 8.1 Resumo do Capítulo 8.2 Atividades Propostas 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS