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Aula 2: Análise Qualitativa de Riscos 
Prezado(a) aluno(a). 
 
Em nossa última aula, vimos que é essencial para um plano de gerenciamento 
de riscos, uma boa identificação de todos os riscos envolvidos no projeto. Nesta 
aula, serão apresentados os próximos passos após a identificação dos riscos 
que envolvem a análise e classificação desses dentro do projeto. 
 
Vamos lá? 
 
 
A análise qualitativa de riscos inclui métodos de priorização dos riscos identificados para 
ação adicional, como análise quantitativa de riscos ou planejamento de respostas a 
riscos. 
 
Essa análise também avalia a prioridade dos riscos identificados usando a probabilidade 
deles ocorrerem, o impacto correspondente nos objetivos do projeto se os riscos 
realmente ocorrerem, além de outros fatores, como o prazo e tolerância a risco das 
restrições de custo, cronograma, escopo e qualidade. 
 
A análise qualitativa de riscos é normalmente uma maneira rápida e econômica de 
estabelecer prioridades para o planejamento de respostas a riscos, e estabelece a base 
para a análise quantitativa de riscos, se esta for necessária. 
 
A análise qualitativa de riscos exige saídas dos processos de planejamento do 
gerenciamento de riscos e identificação de riscos. Este processo pode levar à análise 
quantitativa de riscos ou diretamente ao planejamento de respostas a riscos. 
 
 
Matriz de probabilidade e impacto 
 
Pode ser utilizada para classificar os riscos visando determinar quais deles terão uma 
resposta. 
 
As classificações são atribuídas aos riscos com base em sua probabilidade e impactos 
avaliados. Essa matriz especifica as combinações de probabilidade e impacto que levam 
à classificação dos riscos como de prioridade baixa, moderada ou alta. 
 
De acordo com Ricardo Bertolucci (2013) , a Matriz de probabilidade e impacto 
apresenta, nos seus eixos, escalas de probabilidade de ocorrência e impacto corporativo 
para um dado fator de risco (não existe alocação formal para as escalas entre horizontal 
e vertical). 
 
A seguir, é lhe apresentado um exemplo: 
 
 
 
 
Fonte: http://www.essenciasobreaforma.com.br/colunistas_base.php?id=85 Acesso em Setembro de 2014 
Após definida a estrutura da matriz, cada risco identificado deve ser classificado quanto 
à sua probabilidade de ocorrência e ao seu respectivo impacto, caso ele venha a 
ocorrer. 
Sob essa concepção simples, entretanto, muitas perguntas emergem quando da 
aplicação dessa técnica. Existe uma "escala" padronizada para os eixos? Quantos 
"níveis" a avaliação qualitativa deve apresentar? Eventuais controles existentes devem 
ser considerados ao definir Probabilidade e/ou Impacto (ex. seguros ou estruturas de 
investimento diversificadas)? 
A escala das probabilidades é regra geral, mais facilmente associável a técnicas 
quantitativas ou a histórico de eventos. Por exemplo, uma escala de 5 classes: A - 
Quase certo, B - Provável, C - Possível, D - Improvável, E - Raro. 
Naturalmente, essa escala deve ser ajustada às particularidades da organização, mas 
uma prática interessante é associar uma escala quantitativa. Observe um exemplo: 
 
Eixo do Impacto 
A escala de Impacto deveria levar em conta, como um mínimo, as consequências 
econômico-financeiras (fluxo de caixa, valor para o acionista e lucro) e as 
consequências estratégico-operacionais (político, comunidade, imagem, participação 
no mercado, viabilidade e objetivos) de um dado evento de risco. 
Para as consequências econômico-financeiras, também é possível associar uma escala 
quantitativa (ex. uma fração do Patrimônio Líquido, ou dos Ativos totais da organização, 
uma fração da Receita ou do Lucro etc.). Já os eventos com efeitos estratégico-
operacionais costumam ficar restritos a uma avaliação de impacto puramente 
qualitativa, como no exemplo a seguir: 
 
 
As ameaças na zona de baixo risco podem não exigir nenhuma ação de gerenciamento 
proativo, além da sua colocação em uma lista de observação ou da sua adição a uma 
reserva para contingências. 
Avaliação da qualidade dos dados sobre riscos 
 
Uma análise qualitativa de riscos exige dados exatos e imparciais para ser confiável. 
Ela envolve examinar até que ponto o risco é entendido e também a exatidão, qualidade, 
confiabilidade e integridade dos dados sobre riscos. 
 
Categorização de riscos 
 
Os riscos do projeto podem ser categorizados por fontes de risco (usando a EAR), pela 
área do projeto afetada (usando a EAP) ou por outra categoria útil (fase do projeto) para 
determinar as áreas do projeto mais expostas aos efeitos da incerteza. 
 
Avaliação da urgência do risco 
 
A abordagem dos riscos que exigem respostas em curto prazo pode ser considerada 
mais urgente. 
Os indicadores de prioridade podem incluir o tempo para efetuar uma resposta a riscos, 
sintomas e sinais de alerta e a classificação dos riscos. 
 
 
Saídas do processo de análise qualitativa de riscos 
 
 Registro de riscos (atualizações). 
 
As atualizações do registro de riscos a partir da análise qualitativa de riscos incluem: 
 
 A classificação relativa ou a lista de prioridades dos riscos do projeto. 
 Riscos agrupados por categorias. 
 Lista de riscos que exigem resposta em curto prazo. 
 Lista de riscos para análise e resposta adicionais. 
 Lista de observação de riscos de baixa prioridade. 
 Tendências dos resultados da análise qualitativa de riscos. 
 
 
Entradas do processo Análise qualitativa de riscos 
 
 Ativos de processos organizacionais. 
 Declaração do escopo do projeto. 
 Plano de gerenciamento de riscos. 
 Registro de riscos. 
 
Ferramentas e técnicas do processo Análise qualitativa de riscos 
 
1 Avaliação de probabilidade e impacto de riscos. 
 
A avaliação de probabilidade de riscos investiga a probabilidade de cada risco específico 
ocorrer. A probabilidade e o impacto são avaliados para cada risco identificado. Os 
riscos podem ser avaliados em entrevistas ou reuniões com participantes selecionados 
por sua familiaridade com as categorias de risco da pauta. 
Os detalhes da explanação, inclusive as premissas que justificam os níveis atribuídos 
também são registrados. 
 
As probabilidades e impactos de riscos são classificados de acordo com as definições 
fornecidas no plano de gerenciamento de riscos. Às vezes, os riscos com probabilidade 
e impacto visivelmente baixos não serão classificados, mas serão incluídos em uma lista 
de observação para monitoramento futuro. 
 
.2 Matriz de probabilidade e impacto. 
 
.3 Avaliação da qualidade dos dados sobre riscos. 
 
.4 Categorização de riscos. 
 
.5 Avaliação da urgência do risco. 
 
Saídas do processo Análise qualitativa de riscos 
 
.1 Registro de riscos (atualizações) - São entradas do processo Análise Quantitativa de 
Riscos. 
 
 
Tarefa da Semana 
 
Durante essa semana, você deverá se dedicar à 
participação no FÓRUM 1 “Como tabelas e gráficos de 
distribuição de probabilidade podem ser utilizados 
como estimadores de risco?”. 
 Vamos lá, precisamos da contribuição de todos para 
fomentar a discussão! 
 
Bom trabalho! 
 
Prof. Mylene Lemos Rodrigues. 
 
 
REFERÊNCIAS 
CLELAND, D.I. Project manager's portable handbook. Gerência de projetos. Rio de 
Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002. 
KERZNER, H. Gestão de Projetos: as melhores práticas. 2 Ed. Porto Alegre (RS): 
Bookman, 2006 
PMBOK, Project Management Institute. Um guia do conhecimento em 
gerenciamento de projetos - Guia Pmbok®. 4 ed. 2012. 
 
PADOVEZE, Luis Clóvis; BERTOLUCCI, Ricardo Gallinari. Gerenciamento do risco 
corporativo em controladoria: Enterprise Risk Management-ERM. Cengage 
Learning, 2009.

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