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W BA 05 92 _V 2. 0 MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS AO RISCO 2 Adriano Pereira da Silva São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2023 MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS AO RISCO 1ª edição 3 2023 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Mariana Gerardi Mello Revisor Ítalo colins Alves Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Silva, Adriano Pereira da Métodos quantitativos aplicados ao risco/ Adriano Pereira da Silva. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A. 2023. 32 p. ISBN 978-65-5356-435-0 1. Métodos quantitativos. 2. Estatística. 3. Avaliação de risco. I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. CDU 519.1 _____________________________________________________________________________ Raquel Torres – CRB 8/10534 S586m © 2023 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Métodos quantitativos para análise de risco _________________ 07 Modelagem de processos para análise de risco ______________ 19 Árvore de Eventos para análise de risco ______________________ 32 Análise de cenários e Decisão Multicritério para análise de risco ______________________________________________________ 45 MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS AO RISCO 5 Apresentação da disciplina O objetivo da avaliação de risco é identificar e descrever o(s) risco(s) associado(s) a uma decisão ou problema e examinar e avaliar os impactos potenciais. Portanto, os procedimentos de avaliação incluem métodos qualitativos. No entanto, o objetivo da avaliação é identificar e descrever o(s) risco(s) associado(s) a um problema de decisão e verificar os seus potenciais impactos. A disciplina irá expandir o risco quantitativo por meio de avaliações, com suas ferramentas mais aplicáveis, com intuito de auxiliar nessa tarefa. O objetivo é fornecer uma ampla compreensão da ampla gama de abordagens e fornecer recursos para obter mais informações sobre os vários métodos, expondo conceitos, ferramentas, descrevendo os princípios aplicações, desde áreas como engenharia de riscos e segurança, passando por economia financeira, finanças e análise de risco, finanças e controladoria, processos gerenciais, até mercado financeiro. Oportunamente, você é incentivado a ler os exemplos, que abordam conceitos específicos de maneira mais aprofundada, cujos temas de aprendizado adicionais sobre avaliação de risco estão disponíveis para exploração, incluindo métodos quantitativos para análise de risco; modelagem e processo de modelagem; árvore de eventos; análise de cenários e decisão multicritério. Sob esta ótica, a disciplina preparará para compreender sobre métodos quantitativos aplicados ao risco como uma parte essencial do processo de gerenciamento, assim como uma modelagem e processo de modelagem, árvore de eventos, análise de cenários e decisão 6 multicritério. Assim, revela todos os critérios de anos de experiência de profissionais experientes e capacidade, de modo que agregue valor ao seu negócio ou projeto. 7 Métodos quantitativos para análise de risco Autoria: Adriano Pereira da Silva Leitura crítica: Ítalo Colins Alves Objetivos • Orientar os estudantes sobre os conceitos de avaliação quantitiva de risco. • Facilitar a compreensão dos métodos quantitativos para análise de riscos. • Estabelecer critérios para métricas de aplicações da análise de riscos. 8 1. Análise quantitativa de risco A análise de risco é o processo de desenvolvimento de uma avaliação detalhada. A avaliação é um relatório que apresenta ativos, vulnerabilidades, probabilidade de danos, estimativas dos custos de recuperação, resumos de possíveis proteções e custos e economias prováveis estimadas de uma melhor proteção. Existem duas grandes classes de metodologia para análise de risco: modelagem quantitativa e a estimativa qualitativa. A análise quantitativa de risco foi desenvolvida pela primeira vez na década de 1970. Segundo Trentim (2011), ela usa estimativas numéricas de custo e probabilidade para gerar modelos de perda esperada e economia esperada. A avaliação de risco é uma etapa complexa, independentemente da atividade a ela associada, pois, para além de quaisquer cálculos estatísticos e matemáticos, implica uma certa visão e uma tentativa de prever o futuro para avaliar possíveis perigos, ataques e ameaças que podem enfrentar em uma entidade econômica, incluindo as ações daqueles envolvidos em suas atividades. Em princípio, conforme Ruppenthal (2013), avaliação de risco é um processo sistemático de identificação e comparação para considerar os principais ativos da organização, ameaças e vulnerabilidades que podem ocorrer, a probabilidade e as consequências e medidas de proteção que podem ser combatidas. Por meio dessa conjuntura, existem dois tipos de análise de risco: qualitativa e quantitativa, e ambos ficam no estágio de planejamento, cuja análise de risco qualitativa é subjetiva. O objetivo é calcular a gravidade do risco, prevendo a probabilidade e o impacto de um risco. Normalmente, executará em todos os riscos identificados em um projeto, que geralmente são apresentados em uma matriz de avaliação de riscos, que é usada para explicar os riscos às partes interessadas relevantes. Este método de avaliação de risco é o mais eficaz, mas, 9 normalmente é difícil de financiar ou orçar, devido à falta de estimativas numéricas. Uma análise de risco quantitativa é objetiva e se baseia em dados, que são usados para analisar riscos de orçamento, estouros de prazos, aumento de escopo e estouros de recursos. Para Trentim (2011), uma análise de risco quantitativa lida com números e, portanto, é limitada pelos dados disponíveis. Existem muitos recursos digitais disponíveis para auxiliar os usuários no desenvolvimento de tais modelos, e a maioria possui diferentes suposições e algoritmos e produz avaliações de risco que diferem em seus detalhes. A análise de risco qualitativa se desenvolveu por causa da crítica de que os métodos quantitativos eram baseados em precisão ilusória. Métodos qualitativos usam explicitamente escalas de julgamento subjetivo, por exemplo, classificações de gravidade expressas como classificações de 1 a 10 (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Os argumentos sobre a metodologia obscurecem a incerteza fundamental de todas as estimativas de risco. A precisão dos números é uma pista falsa. A análise de risco é mais bem usada como uma ferramenta de planejamento, pois enfatiza que todas as avaliações de risco devem ser usadas para apontar as áreas de maior preocupação; regatear números precisos é uma perda de tempo. Segundo Ruppenthal (2013), a análise sistemática de riscos começa com uma tabulação dos ativos da empresa. Embora possa restringir essa tabulação apenas aos sistemas de informação, muitos analistas estendem o processo para cobrir ativos globais. Em muitas organizações,essa tabulação pode ser a primeira oportunidade de desenvolver uma visão de quanto depende de seus sistemas de informação. Os ativos dos sistemas de informação incluem equipamentos, programas, dados, documentação, suprimentos e pessoal (GORDON; GORDON, 2018). 10 Uma das contribuições mais importantes da análise de risco para melhorar a segurança é que cada funcionário pode contribuir com insights. As pessoas mais bem posicionadas para avaliar riscos e consequências são aquelas que usam as ferramentas sob avaliação. Uma outra vantagem de realizar a análise de risco, está no fato de tal metodologia ser uma base, não apenas de políticas e procedimentos de segurança aprimorados, mas também servindo como o primeiro passo na prevenção de desastres, mitigação e planejamento de recuperação. A parte mais difícil da análise de risco quantitativa é estimar probabilidades. Os dados atuariais compilados pelas seguradoras podem ajudá-lo a estimar os riscos; no entanto, todas essas figuras gerais devem ser tomadas como guias, não verdades eternas. A probabilidade de perda é fortemente influenciada pela sua própria situação. Por exemplo, o risco de danos causados pela água pode ser (digamos) 1% ao ano em geral – mas se seus edifícios estiverem localizados perto de uma represa mal construída, conforme exemplo de Trentim (2011), sua probabilidade é maior do que a média por um valor desconhecido. A análise de risco permite identificar possíveis eventos adversos e resultados que podem ocorrer ao longo de um projeto/processo. As análises de risco quantitativa e qualitativa podem beneficiar o planejamento do projeto e, embora a análise quantitativa leve mais tempo para ser concluída, ela pode oferecer projeções mais precisas de possíveis riscos. Como a análise quantitativa produz resultados precisos, requerendo para isso cálculos metódicos (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Por outro lado, riscos não gerenciados podem resultar em problemas como atrasos no cronograma e/ou excesso de custos, falha de desempenho ou perda de reputação. Logo, as deficiências de desempenho podem ser corrigidas por redesenho de processos e emprego de novos equipamentos e tecnologia aprimorada, todos os quais exigem tempo e dinheiro. 11 Oportunidades que são exploradas podem levar a benefícios como cronograma e/ou reduções de custos, melhor desempenho geral ou reputação. O resultado é que todos os riscos e oportunidades podem ser expressos em termos de seu impacto no cronograma e no custo do projeto. Alguns riscos afetarão apenas o custo, alguns apenas o cronograma e outros afetarão diretamente o custo e o cronograma. No entanto, segundo Ruppenthal (2013), impactos no cronograma também podem ser expressos em termos de valor monetário, com base sobre o período prolongado. Em decorrência disso, uma avaliação quantitativa é uma análise de risco realizada com foco em valores numéricos dos riscos presentes. A análise quantitativa de risco permite determinar o risco potencial de ua atividade. Isso pode ajudá-lo a decidir se vale a pena tomar determinada decisão. Também é útil no desenvolvimento de planos de gerenciamento de projetos, pois, segundo Trentim (2011), entender os riscos presentes permite reduzir a probabilidade de certos riscos e se preparar para outros que não pode eliminar totalmente. A análise de risco quantitativa avalia numericamente o efeito geral de todos os riscos identificados nos objetivos empresariais. Em contraste com a análise qualitativa de riscos que aloca cada risco em uma categoria alta, média ou baixa, a análise quantitativa de riscos calcula um impacto monetário exato, caso um risco se materialize e sua probabilidade como uma porcentagem. Idealmente, para Baraldi (2018), uma análise de risco qualitativa é realizada antes da quantitativa, pois permitirá que concentre a análise de risco quantitativa nos riscos de maior probabilidade e impacto. 2. Opção da análise de risco quantitativa A saída da análise é documentada em um registro de riscos. Adicionando a análise probabilística de um projeto, a probabilidade de atingir 12 os objetivos de custo e cronograma do projeto, uma lista de riscos priorizados e quaisquer tendências identificadas. Ao realizar uma análise de risco, a primeira decisão é se deseja realizar uma avaliação qualitativa ou quantitativa. Estas são as principais razões pelas quais pode optar por realizar uma análise de risco quantitativa: • Avaliação objetiva: como uma avaliação quantitativa envolve a atribuição de valores numéricos a cada risco, ela retorna resultados objetivos. Por outro lado, uma avaliação qualitativa expressa o risco em termos subjetivos, que as pessoas podem interpretar de forma diferente. As estimativas objetivas ajudam a garantir que todas as partes tenham o mesmo entendimento dos riscos projetados (GORDON; GORDON, 2018). • Informações detalhadas: uma avaliação quantitativa divide um projeto pelo custo esperado de cada risco potencial. Isso permite que concentre os esforços de redução nos riscos considerados “mais prováveis” ou “mais caros”. • Confiança do cliente: ao apresentar uma avaliação de projeto a um cliente em potencial, a especificidade de uma avaliação quantitativa pode fornecer mais confiança porque há pouco espaço para interpretações errôneas. Para Baraldi (2018), ao fornecer ao seu cliente um número específico em relação ao risco financeiro potencial, ele pode tomar sua decisão com mais confiança sobre a proposta. • Tomada de decisão aprimorada: ao criar avaliações de risco com medidas objetivas, as partes interessadas na tomada de decisão têm uma avaliação precisa dos riscos potenciais. Isso pode ajudá-lo a tomar a melhor decisão para a empresa (RABECHINI; CARVALHO, 2013). A partir disso, a Figura 1 apresenta um esquema de análise quantitativa de riscos como processo de análise numérica do efeito dos riscos identificados nos objetivos e metas de uma organização. 13 Figura 1 – Esquema de aplicação de análise ao risco quantitativo Fonte: elaborada pelo autor. Com base nos resultados da análise de risco qualitativa, a análise de risco quantitativa é realizada nos riscos que foram priorizados e analisa os efeitos desses eventos de risco e atribui uma classificação numérica a esses riscos. No processo de análise quantitativa de riscos os impactos para toda a organização serão computados para gerar um ranking total mais elaborado. Diante desse contexto, a análise quantitativa de risco não se refere a um método específico de determinação de risco potencial. É uma categoria de estilos de análise, para que possa escolher o método que melhor se adapta às suas necessidades. Tipos comuns de análise de risco quantitativa incluem o seguinte: Análise de risco de valor monetário esperado (EMV): esta é a forma mais simples de análise de risco quantitativa. Em uma análise EMV, tudo o que precisa é um custo esperado de um risco que enfrenta e a probabilidade desse risco ocorrer. Muitas vezes, define esses valores por meio de uma combinação de análise de dados, consulta a especialistas e estimativas com base na experiência. Ao multiplicar o custo de cada risco por sua probabilidade e somar todos os números resultantes, gera um valor geral de risco projetado para o projeto (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Análise de risco da árvore de decisão: uma árvore de decisão permite avaliar o risco de uma ou mais escolhas. Cada árvore representa 14 uma escolha, bem como quaisquer custos associados a ela. Atribuir probabilidades e custos em cada ponto. Ao seguir uma cadeia e adicionar todos os custos ao longo dela, Ruppenthal (2013) identifica quais caminhos de escolha oferecem o menor risco. Análise de risco de Monte Carlo: uma análise de Monte Carlo cria uma variedade de resultados potenciais e é mais bem usada em torno de riscos relacionados à duração ou rendimento do projeto. Em uma análise de Monte Carlo, muitas vezes atribui a maior probabilidade ao resultadoesperado. À medida que os resultados se afastam dessa expectativa, atribua probabilidades mais baixas. Conforme Trentim (2011), estime os custos inciais para cada resultado e combinações com as suas probabilidades individuais para encontrar o custo total esperado. Critical Path Method (ou CPM): o CPM também usa uma representação de rede, mas inicialmente não tentou estimar distribuições de probabilidade para durações de tarefas de natureza determinística da rede permitiu um cálculo mais fácil. Isso facilitou a determinação do caminho crítico, o conjunto de tarefas que conduziram ao comprimento final do projeto. Para Ruppenthal (2013), o CPM pode ser usado em conjunto com a simulação de Monte Carlo. Análise de risco de sensibilidade: a avaliação de sensibilidade permite examinar a incerteza dentro de uma análise de risco e determinar quais elementos são mais responsáveis pela incerteza. Por exemplo, em um projeto com dois componentes-chave, se o componente mais caro for estável e o menos caro for altamente variável, este último seria responsável por mais incerteza, mesmo que seja uma fração menor do custo total. A identificação de componentes sensíveis pode permitir que identifique métodos de redução de incerteza e faça estimativas mais exatas (RABECHINI; CARVALHO, 2013). 15 Análise de risco de três pontos: a análise de três pontos é um método para determinar o custo esperado de um risco em um projeto. Para calcular uma avaliação de três pontos, determine o custo mais provável de um risco, o custo mais otimista de um risco e o custo mais pessimista de um risco. Para uma análise de risco triangular básica de três pontos, segundo Ruppenthal (2013), adicione todos os três números e divida por três. A matriz de causa e efeito: ajuda a identificar etapas críticas em um processo e a presença, ou ausência, de controles que previnem, mitigam ou monitoram eventos adversos. As pontuações numéricas determinam quais atividades criam o maior risco. As entradas no processo são então pontuadas para refinar as áreas de risco potencial. Modo de falha e análise de efeitos (FMEA): auxilia na avaliação do risco associado às etapas de um processo ou às etapas do plano de implementação de qualquer projeto. Os possíveis modos de falha e seus possíveis efeitos resultantes são identificados e pontuados quanto à gravidade do impacto na organização. As causas potenciais são então identificadas e pontuadas com base na frequência ou probabilidade de ocorrência. Finalmente, conforme Trentim (2011), os controles presentes são identificados e pontuados com base na capacidade da organização de prevenir, mitigar ou detectar esses modos de falha. Gráficos de Gantt: fornece um resumo gráfico do progresso de vários projetos e segmentos listando cada segmento verticalmente em uma folha de papel, representando o início e duração de cada tarefa por uma linha horizontal ao longo de uma escala de tempo e, em seguida, representando a hora atual por uma linha vertical movendo-se da esquerda para a direita. É fácil visualizar onde cada tarefa deve estar e mostrar seu status. Uma séria desvantagem é que não mostra facilmente a inter-relação das tarefas (RABECHINI; CARVALHO, 2013). 16 Técnica de Revisão de Avaliação de Programa, ou PERT: a base do PERT era um diagrama detalhado de todas as tarefas previstas em um projeto, organizado em uma rede, que representava a dependência de cada tarefa daquelas que precisavam precedê-lo. Além disso, para Baraldi (2018), os planejadores estimariam ou obteriam uma distribuição de probabilidade pelo tempo que cada tarefa levaria de engenheiros especializados. Não obstante, a avaliação de risco semiquantitativa fornece um nível intermediário entre a avaliação textual de avaliação qualitativa do risco e a avaliação numérica da avaliação quantitativa do risco. Assim, oferece uma abordagem mais consistente e rigorosa para avaliar e comparar riscos e estratégias do que a avaliação qualitativa e evita algumas das maiores ambiguidades que uma avaliação de risco qualitativa pode produzir, pois não faz sequer as mesmas habilidades matemáticas que a avaliação de risco quantitativa, nem requer a mesma quantidade de dados, o que significa que pode ser aplicado a riscos e estratégias onde dados precisos estão faltando. No entanto, todas as formas de avaliação de risco requerem a maior coleta possível e avaliação dos dados disponíveis sobre a questão do risco (GORDON; GORDON, 2018). Avaliação de risco semiquantitativa requer todas as atividades de coleta e análise de dados para avaliação qualitativa de riscos. Tem sido frequentemente agrupados com a avaliação de risco qualitativa, mas isso subestima as diferenças importantes entre eles em sua estrutura e seus níveis relativos de objetividade, transparência e repetibilidade. Logo, avaliação de risco semiquantitativa é mais útil para fornecer uma maneira estruturada de classificar os riscos de acordo com sua probabilidade, impacto ou ambos (gravidade), e para classificar as ações de redução de risco pela sua eficácia. Isto é alcançado, segundo Ruppenthal (2013), por meio de um sistema de pontuação pré-definido que permite mapear um risco percebido em uma categoria, onde há uma hierarquia lógica e explícita entrecategorias. 17 A avaliação de risco semiquantitativa é geralmente usada quando se está tentando otimizar a alocação de recursos disponíveis para minimizar o impacto de um grupo de riscos sob o controle de uma organização. Ele ajuda a alcançar isso de duas maneiras: primeiro, os riscos podem ser colocados em uma espécie de mapear para que os riscos mais importantes possam ser separados dos menos importantes; segundo, comparando a pontuação total para todos os riscos antes e depois de qualquer estratégia de redução de risco proposta (ou combinação de estratégias) pode-se ter uma ideia de como as estratégias são relativamente eficazes. A avaliação de risco semiquantitativa tem sido usada com grande sucesso em várias áreas de projeto e risco militar por mais de uma década, e está começando a encontrar favor em áreas relacionadas com patógenos de origem alimentar. A avaliação de risco semiquantitativa oferece a vantagem de ser capaz de avaliar um maior número de questões de risco do que a avaliação de risco quantitativa porque um modelo matemático completo não é necessário. Os resultados de avaliações de risco totalmente quantitativas, quando possível, podem ser incluídos em uma lógica semiquantitativa, embora geralmente com a perda de algum quantitative precisão, como a enumeração mais precisa de probabilidade e impacto deve ser colocada em categorias que cubram amplas faixas de probabilidade e impacto (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Nesse sentido, não importa qual método de realizar uma análise de risco quantitativa use, para gerar uma avaliação precisa é importante que não negligencie nenhuma área potencial de risco dentro da empresa. Ao identificar áreas de risco potencial, examine cada etapa das atividades. Logo, usar um esboço de projeto ou plano de gerenciamento que divide o planejamento geral em seções menores é uma excelente maneira de procurar áreas onde existem riscos ou incertezas. Em paralelo, criar uma lista de todas as áreas de risco potencial, observando a fase do projeto, o risco potencial que identificou e como esse risco pode afetar a 18 execução do projeto. Efeitos comuns, conforme Baraldi (2018), incluem aumentar os custos, causar atrasos ou reduzir a qualidade da produção. Os números totais identificados uma listagem de todos os riscos potenciais, o que significa que é improvável que encontre todos eles ao longo de um projeto. Para determinar quanto risco carrega, deve determinar a probabilidade de cada risco ocorrer. Os dois elementos mais importantes ao calcular probabilidades são pesquisa e experiência. Quanto mais souber sobre cada cenário, mais precisamente poderá estimar as chances de ocorrer um problema durantea execução. Buscar ajuda externa durante esta etapa é uma excelente opção para aumentar a precisão de suas estimativas. Isso é particularmente importante para qualquer área em que tenha experiência mínima. Um especialista pode definir com mais precisão uma probabilidade para um tipo de risco, o que torna seus cálculos gerais mais precisos (GORDON; GORDON, 2018). Referências BARALDI, Paulo. Gerenciamento de riscos empresariais. Cia do eBook, 2018. GORDON, S. R.; GORDON, J. R. Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. Rio de Janeiro: LTC, 2018. RABECHINI, Roque; CARVALHO, Marly. Relacionamento entre gerenciamento de risco e sucesso de projetos. Production, 2013. RUPPENTHAL, Janis. Gerenciamento de riscos. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 2013. TRENTIM, Mário. Gerenciamento de projetos. São Paulo: Ed. Atlas, 2011. 19 Modelagem de processos para análise de risco Autoria: Adriano Pereira da Silva Leitura crítica: Ítalo Colins Alves Objetivos • Orientar os alunos sobre modelagem de processos. • Facilitar a compreensão dos modelos de processos para análise de riscos. • Estabelecer critérios para métricas de aplicações da modelagem de riscos. 20 1. Modelagem de processos A modelagem de processos em gerenciamento de análise de riscos é a atividade de representar processos de uma empresa, de tal modo que possam ser analisados, aprimorados e automatizados. É normalmente executado por: analistas de negócios, que fornecem experiência na disciplina de modelagem; especialistas no assunto, que possuem conhecimento especializado dos processos que estão sendo modelados; ou mais comumente por uma equipe composta por ambos. Alternativamente, segundo Baraldi (2018), o modelo de processo pode ser derivado diretamente dos logs de eventos usando ferramentas de mineração de processos. O termo modelo de processo é usado em vários contextos. Por exemplo, na modelagem de processos de negócios, o modelo de processos corporativos costuma ser chamado de modelo de processos de negócios. Portanto, modelos de processo são processos da mesma natureza que são classificados juntos em um modelo. Assim, um modelo de processo é uma descrição de um processo no nível do tipo, ou seja, uma instanciação dele. O mesmo modelo de processo é usado repetidamente para o desenvolvimento de muitos aplicativos e, portanto, possui muitas instanciações (RABECHINI; CARVALHO, 2013). O objetivo do negócio empresarial geralmente é: aumentar a velocidade do processo ou reduzir o seu tempo de ciclo; aumentar a qualidade; ou para reduzir custos, como mão de obra, materiais, refugo ou custos de capital. Na prática, conforme Ruppenthal (2013), uma decisão gerencial de investir em modelagem de processos de negócios geralmente é motivada pela necessidade de documentar os requisitos de um projeto de Tecnologia da Informação. Os programas de gerenciamento de mudanças são normalmente envolvidos para colocar em prática quaisquer processos de negócios 21 aprimorados. Com os avanços no design de software, a visão de modelos se tornando totalmente executáveis está se aproximando da realidade (GORDON; GORDON, 2018). É possível usar um modelo de processo na prescrição de como as coisas deveriam ou poderiam ser feitas em contraste com o próprio processo, que é realmente o que acontece. Para Baraldi (2018), um modelo de processo é aproximadamente uma antecipação de como será o processo. 1.1 Os objetivos e as aplicações de um modelo de processo Os objetivos de um modelo de processo devem ser, conforme Ruppenthal (2013): • Descritivo: acompanhe o que realmente acontece durante um processo; assuma o ponto de vista de um observador externo que observa a maneira como um processo foi executado e determina as melhorias que devem ser feitas para que ele funcione de maneira mais eficaz ou eficiente). • Prescritivo: defina os processos desejados e como eles devem ou poderiam ser executados; estabeleça regras, diretrizes e padrões de comportamento que, se seguidos, levariam ao desempenho do processo desejado. Eles podem variar de aplicação estrita a orientação flexível). • Explicativo (fornecer explicações sobre a lógica dos processos; explore e avalie os vários cursos de ação possíveis com base em argumentos racionais; estabeleça um vínculo explícito entre os processos e os requisitos que o modelo precisa attender; pré- defina os pontos nos quais os dados podem ser extraídos para fins de relatório). 22 A atividade de modelagem de um processo de negócios geralmente indica a necessidade de alterar processos ou identificar problemas a serem corrigidos. Essa transformação pode ou não exigir o envolvimento da TI, embora esse seja um fator comum para a necessidade de modelar um processo de negócios. Programas de gerenciamento de mudança são desejados para colocar os processos em prática. Com os avanços na tecnologia de fornecedores de plataformas maiores, a visão de modelos de processos de negócios (BPM) tornando-se totalmente executáveis (e capazes de engenharia de ida e volta) está se aproximando da realidade a cada dia. Para Baraldi (2018), as tecnologias de suporte incluem Unified Modeling Language (UML), arquitetura orientada a modelos e arquitetura orientada a serviços. A modelagem de processo aborda os aspectos de arquitetura corporativa de negócios, levando a uma estrutura empresarial abrangente. As relações de processos de negócios no contexto do restante dos sistemas corporativos, dados, estrutura organizacional, estratégias etc. criam maiores capacidades de análise e planejamento de uma mudança. Um exemplo do mundo real são as fusões e aquisições corporativas, e entender os processos em ambas as empresas em detalhes, permitindo que a administração identifique redundâncias, resultando em uma fusão mais suave. A modelagem de processos sempre foi um aspecto fundamental da reengenharia de processos de negócios e das abordagens de melhoria contínua vistas no Seis Sigma (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Existem cinco tipos de orientações em que o modelo de processo foi definido de forma diferente: 1. Orientado para a atividade: conjunto relacionado de atividades conduzidas para o propósito específico de definição do produto; um conjunto de passos parcialmente ordenados destinados a alcançar um objetivo. 23 2. Orientado para o produto: série de atividades que causam transformações sensíveis do produto para alcançar o produto desejado. 3. Orientado para a decisão: conjunto de decisões relacionadas conduzidas para o propósito específico de definição do produto. 4. Orientado ao contexto: sequência de contextos que causam sucessivas transformações do produto sob a influência de uma decisão tomada em um contexto. 5. Orientado para a estratégia: permite construir modelos representativos de processos multiabordagens e planejar diferentes formas possíveis de elaborar o produto com base na noção de intenção e estratégia. Verificou-se que, embora os modelos de processo sejam prescritivos, na prática podem ocorrer desvios da prescrição. Assim, as estruturas para a adoção de métodos evoluíram para que os métodos de desenvolvimento de sistemas correspondam a situações organizacionais específicas e, assim, melhorem sua utilidade. O desenvolvimento de tais estruturas também é chamado de engenharia de método situacional. Abordagens de construção de método podem ser organizadas em um espectro de flexibilidade variando de baixo a alto (GORDON; GORDON, 2018). No extremo baixo deste espectro estão os métodos rígidos, enquanto no extremo alto estão os métodos modulares de construção. Os métodos rígidos são completamente predefinidos e deixam pouco espaço para adaptá-los à situação em questão. Por outro lado, os métodos modulares podem ser modificados e aumentados para atender a uma determinada situação. A seleção de métodos rígidos permite que cada projeto escolha seu método a partir de um painelde métodos rígidos e predefinidos, enquanto a seleção de um caminho dentro de um método consiste em escolher o caminho apropriado para a situação em questão. Finalmente, como diz Baraldi (2018), selecionar e ajustar um método permite que cada projeto selecione métodos de diferentes abordagens e os ajustem às necessidades do projeto. 24 Do ponto de vista teórico, a modelagem de metaprocessos explica os conceitos-chave necessários para descrever o que acontece no processo de desenvolvimento, sobre o quê, quando acontece e por quê. Do ponto de vista operacional, a modelagem de metaprocessos visa fornecer orientação para engenheiros de método e desenvolvedores de aplicativos (GORDON; GORDON, 2018). 2. Qualidade dos métodos Um modelo de risco é uma representação matemática de um sistema, geralmente incorporando distribuições de probabilidade. Segundo Ruppenthal (2013), os modelos usam dados históricos relevantes, bem como pessoas versadas no tópico em questão para entender a probabilidade de ocorrência de um evento de risco e sua gravidade potencial. Reunir os dados corretos é um dos dois maiores desafios da modelagem de risco; o segundo desafio é deixar os tomadores de decisão confortáveis o suficiente com os modelos e suas suposições subjacentes para usá-los ao tomar decisões significativas. Os modelos de risco tendem a ser espalhados por toda a organização, portanto, as empresas com um programa de ERM (Enterprise Risk Management, ou gestão de riscos empresariais) maduro terão identificado proprietários de riscos para seus principais riscos e uma estrutura de governança. A governança é importante para monitorar e supervisionar a qualidade das suposições usadas nos vários modelos e para intervir se os modelos concorrentes apresentarem resultados divergentes e causarem confusão (GORDON; GORDON, 2018). Qualquer empresa que emprega modelos de risco precisa entender como esses modelos se encaixam no quadro maior de como ela coleta e usa informações sobre riscos para tomar decisões. Uma tática emergente é que as organizações avancem para o que chamamos 25 de central de compartilhamento de análise de risco, um hub onde as informações de risco são armazenadas. Esse hub está vinculado a conjuntos de dados primários e outros tipos de inteligência de negócios para fornecer uma visão dinâmica dos riscos e como eles estão mudando. Os modelos de risco são usados para apresentar essa visão, juntamente com outras formas dinâmicas de detecção de risco e análise de dados. Organizações realmente maduras estão indo um passo além e integrando inteligência de risco com inteligência de negócios (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Na maioria dos frameworks existentes, criados para entender a qualidade, a linha entre a qualidade das técnicas de modelagem e a qualidade dos modelos como resultado da aplicação dessas técnicas não é claramente traçada. Vários frameworks foram desenvolvidos para ajudar na compreensão da qualidade das técnicas de modelagem de processos. Conforme Baraldi (2018), esta estrutura também tem vantagens de fornecer uma descrição uniforme e formal do elemento do modelo dentro de um ou diferentes tipos de modelo usando uma técnica de modelagem. Resumindo, isso pode avaliar tanto a qualidade do produto quanto a qualidade do processo de técnicas de modelagem em relação a um conjunto de propriedades que foram definidas anteriormente. As propriedades de qualidade relacionadas às técnicas de modelagem de processos de negócios discutidas são: • Expressividade: o grau em que uma determinada técnica de modelagem é capaz de denotar os modelos de qualquer número e tipos de domínios de aplicação. • Arbitrariedade: o grau de liberdade que se tem ao modelar um e o mesmo domínio. 26 • Adequação: o grau em que uma determinada técnica de modelagem é especificamente adaptada para um tipo específico de domínio de aplicação. • Compreensibilidade: a facilidade com que a forma de trabalhar e a forma de modelar são compreendidas pelos participantes. • Coerência: o grau em que os submodelos individuais de uma forma de modelagem constituem um todo. • Completude: o grau em que todos os conceitos necessários do domínio do aplicativo são representados na forma de modelagem. • Eficiência: o grau em que o processo de modelagem usa recursos como tempo e pessoas. • Eficácia: o grau em que o processo de modelagem atinge seu objetivo. Há também uma abordagem sistemática para medição de qualidade de técnicas de modelagem conhecidas como métricas de complexidade. Técnicas de metamodelo são usadas como base para o cálculo dessas métricas de complexidade. Em comparação com a estrutura de qualidade, a medição da qualidade concentra-e mais no nível técnico do que no nível do modelo individual (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Assim, usam métricas de complexidade para medir a simplicidade e a compreensibilidade de um projeto. Isso é apoiado ao passo que, sem usar as métricas de qualidade para ajudar a questionar as propriedades de qualidade de um modelo, processos simples podem ser modelados de maneira complexa e inadequada. Isso, por sua vez, segundo Ruppenthal (2013), pode levar a uma menor compreensibilidade, maior custo de manutenção e talvez execução ineficiente do processo em questão. 27 A qualidade da técnica de modelagem é importante na criação de modelos que sejam de qualidade e contribuam para a correção e utilidade dos modelos. Assim, os primeiros modelos de processo refletiam a dinâmica do processo com um processo prático obtido por instanciação em termos de conceitos relevantes, tecnologias disponíveis, ambientes de implementação específicos, restrições de processo e assim por diante Baraldi (2018). Muitas pesquisas foram feitas sobre a qualidade dos modelos, mas pouco foco foi direcionado para a qualidade dos modelos de processo. Questões de qualidade de modelos de processo não podem ser avaliadas exaustivamente, entretanto, existem quatro diretrizes e estruturas principais na prática para tal. São eles: • Estruturas de qualidade de cima para baixo. • Métricas de baixo para cima relacionadas a aspectos de qualidade. • Pesquisas empíricas relacionadas a técnicas de modelagem. • Diretrizes pragmáticas. As principais características de qualidade dos modelos podem ser agrupadas em dois grupos: correção e utilidade de um modelo, onde a correção varia da correspondência do modelo ao fenômeno que é modelado à sua correspondência às regras sintáticas da modelagem e também é independente da finalidade para a qual o modelo é usado (GORDON; GORDON, 2018). 3. Ferramentas de aplicação à modelagem O modelo de processo de riscos surgiu como uma abordagem holística para modelar processos de negócios, pois fornece uma solução altamente flexível para capturar especificações operacionais de 28 processos de negócios. Ele se concentra particularmente na descrição dos dados dos processos de negócios, conhecidos como “artefatos”, caracterizando objetos de dados relevantes para os negócios, seus ciclos de vida e serviços relacionados. A abordagem de modelagem centrada em artefato promove a automação das operações de negócios e oferece suporte à flexibilidade da execução e evolução do fluxo de trabalho (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Um modelo de referência de risco é um modelo de referência, concentrando-se nos aspectos funcionais e organizacionais de uma empresa, organização de serviços ou agência governamental. Em geral, um modelo de referência é um modelo de algo que incorpora o objetivo básico ou a ideia de algo e pode ser visto como uma referência para vários propósitos. Um modelo de referência de risco é um meio de descrever as operações de negócios de uma organização, independente da estrutura organizacional que as executa (GORDON; GORDON, 2018). Outros tipos de modelo de referência de risco também podem representar o relacionamento entre os processos de negócios, as funções de negócios e o modelo de referênciade negócios da área de negócios. Esses modelos de referência, conforme Baraldi (2018), podem ser construídos em camadas e oferecem uma base para a análise de componentes de serviço, tecnologia, dados e desempenho. Um modelo de risco, que pode ser considerado uma elaboração de um modelo de processo de negócios, geralmente mostra dados e organizações de negócios, bem como processos de negócios. Ao mostrar os processos de risco e seus fluxos de informações, um modelo de negócios permite que as partes interessadas de negócios definam, entendam e validem sua empresa. A parte do modelo de dados do modelo mostra como as informações de negócios são armazenadas, o que é útil para desenvolver código de software (RABECHINI; CARVALHO, 2013). 29 Os modelos são desenvolvidos definindo o estado atual do processo, caso em que o produto final é chamado de modelo instantâneo “como está”, ou um conceito do que o processo deve se tornar, resultando em um modelo “ser”. Ao comparar e contrastar os modelos existentes, os analistas de negócios podem determinar se os processos de negócios e sistemas de informação existentes são sólidos e precisam apenas de pequenas modificações ou se a reengenharia é necessária para corrigir problemas ou melhorar a eficiência. Consequentemente, segundo Ruppenthal (2013), a modelagem de processos de negócios e a análise subsequente podem ser usadas para reformular fundamentalmente a forma como uma empresa conduz suas operações. A partir disso, a reengenharia de processos visa melhorar a eficiência e a eficácia dos processos existentes dentro e entre as organizações. Ele examina os processos de negócios de uma perspectiva “do zero” para determinar a melhor forma de construí-los. A reengenharia de processos começou como uma técnica do setor privado para ajudar as organizações a repensar fundamentalmente como fazem seu trabalho. Um estímulo fundamental para a reengenharia tem sido o desenvolvimento e implantação de redes e sistemas de informação sofisticados. Para Baraldi (2018), as organizações líderes usam essa tecnologia para dar suporte a processos de negócios inovadores, em vez de refinar as formas atuais de fazer o trabalho. Por isso, o gerenciamento de processos de negócios é um campo de gerenciamento focado no alinhamento das organizações com os desejos e necessidades dos clientes. É uma abordagem de gerenciamento holística que promove a eficácia e a eficiência dos negócios enquanto busca inovação, flexibilidade e integração com a tecnologia. À medida que as organizações se esforçam para atingir seus objetivos, o gerenciamento de processos tenta melhorar continuamente os processos (para definir, medir e melhorar seus processos) um processo de “otimização de processos” (RUPPENTHAL, 2013). 30 Um modelo pode ser usado para representar um sistema como um negócio ou processo de produção, ou mesmo um balanço patrimonial. A simulação é o exercício de observar como esse modelo se comporta sob certas condições ou suposições. Os resultados dessas simulações podem ser usados para ajudar a orientar a tomada de decisões ou para obter informações sobre o sistema ou processo subjacente, de modo que ele possa se tornar mais eficiente, estável, resiliente e seguro — qualquer que seja a qualidade desejada. Por sua vez, o próprio modelo pode ser ajustado e fortalecido com base nos resultados da simulação ou conforme as condições subjacentes ou suposições mudam (GORDON; GORDON, 2018). Na gestão de riscos, a simulação pode ser usada para medir riscos, orientar decisões e ações sensatas à luz desses riscos, tomar medidas para reduzir riscos e monitorar riscos ao longo do tempo. Juntos, modelagem e simulação ajudam a reduzir a complexidade e aliviar o desconforto de tomar decisões de negócios ou investimentos essenciais de duas maneiras. Em primeiro lugar, o ato de criar um modelo envolve inerentemente remover informações estranhas para que apenas os elementos essenciais permaneçam, reduzindo, assim, um problema multidimensional a uma forma mais gerenciável. Em segundo lugar, o uso de simulação para ver como o sistema subjacente se comporta sob certas condições ou cenários ajuda a evitar surpresas, proporcionando um certo conforto na tomada de decisões. A simulação também oferece uma medida de controle na orientação dos resultados dessas decisões (RABECHINI; CARVALHO, 2013). Referências BARALDI, Paulo. Gerenciamento de riscos empresariais. Cia do eBook, 2018. GORDON, S. R.; GORDON, J. R. Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. Rio de Janeiro: LTC, 2018. 31 RABECHINI, Roque; CARVALHO, Marly. Relacionamento entre gerenciamento de risco e sucesso de projetos. Production, 2013. RUPPENTHAL, Janis. Gerenciamento de riscos. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 2013. 32 Árvore de Eventos para análise de risco Autoria: Adriano Pereira da Silva Leitura crítica: Ítalo Colins Alves Objetivos • Orientar os estudantes sobre Árvore de Eventos. • Facilitar a compreensão das Árvore de Eventos de processos para análise de riscos. • Estabelecer critérios para métricas de aplicações da Árvore de Eventos de riscos. 33 1. Análise da Árvore de Eventos O método de análise quantitativa de risco, segundo Weber (2019), foi desenvolvido a partir da experiência adquirida em análise de confiabilidade nas décadas de 1950 e 1960, no qual faz uso de métodos de confiabilidade de processos. Farmer, um pioneiro da avaliação quantitativa de risco na Inglaterra, criou a base metodológica para a avaliação quantitativa de risco de plantas industriais em 1967 com a curva limite de risco (também chamada de “curva do fazendeiro”). Para Thums (2014), a curva limite de risco é derivada do produto da probabilidade de ocorrência e da extensão dos danos em um acidente e baseia-se na consideração de que quanto maior a extensão dos danos em um acidente, menor deve ser a probabilidade de ocorrência e vice-versa. De acordo com Kloth (2020), Farmer também destacou que na avaliação de risco (por exemplo, de uma usina nuclear) deve ser considerado todo o espectro de possíveis acidentes e não apenas um “acidente máximo crível” (MCA), como era comum na tecnologia nuclear até esse ponto. No estudo de segurança do reator americano “WASH 1400”, de 1975 (o chamado “estudo de Rasmussen”), os riscos quantitativos de acidentes de duas usinas nucleares foram analisados de forma abrangente pela primeira vez. Assim, a análise da Árvore de Eventos e da Árvore de Falhas são os instrumentos analíticos predominantes de uma análise probabilística, nos quais todas as possíveis sequências de riscos são registradas, modeladas e quantificadas (BERTSCHE; LECHNER, 2014). A análise da Árvore de Eventos é um método indutivo, que tem por objetivo determinar as possíveis consequências de um erro ocorrido. É um tipo de análise de sistema, ou seja, o visualizador do sistema primeiro constrói um modelo já existente ou planejado e depois o refina à medida que o processo avança. O processador deve fazer uma seleção 34 em relação aos elementos e relacionamentos relevantes. Para Kloth (2020), o modelo criado, especialmente no caso de sistemas complexos, geralmente é uma imagem limitada, reduzida e abstrata da realidade, em que devem ser feitas declarações sobre desenvolvimentos passados e futuros e comportamento do sistema em determinados cenários. Uma Árvore de Eventos pode ser uma técnica analítica qualitativa ou quantitativa para modelar um sistema ou sequência de eventos. É uma sequência de nós e ramos que descrevem os possíveis resultados de um evento iniciador. Cada caminho único por meio da árvore descreve uma sequência de eventos que podem resultar do evento inicial (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). Uma característica distintiva da árvore de eventos é que todos os eventos ou nós são considerados determinados pelo acaso. Não há decisões a serem tomadas ao longode qualquer um dos caminhos. Quando pontos de decisão são adicionados a uma Árvore de Eventos, é mais apropriado chamar a técnica de Árvore de Decisão. Segundo Kloth (2020), Árvores de Eventos que avaliam apenas a frequência dos vários resultados possíveis são às vezes chamadas de árvores de probabilidade. Uma Árvore de Eventos pode ser usada em qualquer estágio do ciclo de vida de um projeto ou processo. Para Weber (2019), tem valor como ferramenta qualitativa porque o processo de desenvolvimento de uma árvore auxilia na compreensão de uma situação de risco, identificando os cenários potenciais e sequências de eventos, que podem levar a resultados indesejáveis ou mais desejáveis. Quantificar a árvore com probabilidade e as informações de consequência, permite que o avaliador de risco caracterize o risco numericamente. Um modelo quantitativo pode ser muito útil para avaliar a eficácia de diferentes estratégias de controle de risco. Conforme Meyna (2014), as árvores são usadas com mais frequência 35 para modelar modos de falha onde existem várias salvaguardas e/ou vários modos de falha. 2. Modelo de árvore Um modelo de árvore requer uma compreensão explícita do processo que está sendo modelado. Os eventos iniciais, sequências de eventos subsequentes e resultados ou pontos finais devem ser conhecidos. Uma árvore quantitativa de eventos requer dados suficientes para descrever numericamente a função e a falha do sistema considerado. Uma nova árvore é necessária para cada evento inicial distinto. Portanto, uma Árvore de Eventos começa com um evento inicial. Os eventos são representados por nós. Eventos aleatórios são representados por círculos, decisões por quadrados e pontos finais por triângulos. O evento inicial pode ser um evento natural, uma falha de infraestrutura, um erro do operador ou qualquer outro evento causal. Um evento casual terá mais de um resultado potencial. Cada resultado potencial é representado por um ramo emergindo do nó precedente (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). Eventos subsequentes que podem agravar ou atenuar o resultado estão listados em sequência da esquerda para a direita. Cada resultado do evento é representado por um nó de chance. Os resultados potenciais de cada um são representado por ramos. Essa sequência nó-ramificação continua até que um ponto final seja alcançado. Segundo Thums (2014), um ponto final representa o ponto no qual a sequência de eventos do evento inicial é concluída para os propósitos do problema de decisão em questão. Nas árvores de eventos quantitativos, as probabilidades são estimadas para cada ramo que emerge de um nó. Essas probabilidades 36 geralmente são listadas acima do ramo. Se consequências adicionais forem quantificadas (por exemplo, dólares, vidas perdidas, pessoas afetadas), elas serão listadas abaixo do ramo. Para Weber (2019), cada probabilidade é uma probabilidade condicional baseada nos nós e ramificações que a precederam. Cada caminho através da árvore representa a probabilidade de que todos os eventos ocorrerão nesse caminho. Frequentemente, a arte está envolvida na definição da sequência de eventos nos caminhos. Este processo permite que os avaliadores calculem a probabilidade de qualquer resultado identificado poro produto das probabilidades condicionais individuais e a frequência do evento inicial. As probabilidades condicionais fornecem a qualidade de eventos independentes (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). Um bom modelo de árvore de eventos fornece uma descrição qualitativa de um risco potencial. Isso acarreta consequências à medida que diferentes combinações de eventos são mostradas para produzir variações da causa raiz (KLOTH, 2020). Assim, os melhores modelos podem ajudar com a compreensão da importância relativa de diferentes sequências de eventos e modos de falha. Segundo Thums (2014), a eficácia de diferentes opções de gerenciamento de risco pode ser frequentemente testada e quantificada, alterando entradas críticas do modelo, pois as Árvores de Eventos podem ser usadas para examinar parte de um risco. Na análise da Árvore de Eventos, um evento que pode ocorrer em um sistema é visualizado como um evento inicial (evento inicial) e seus possíveis efeitos no sistema como um todo são examinados. Conforme Weber (2019), os efeitos do evento inicial no sistema são, então, representados graficamente na Árvore de Eventos na forma de ramificações (função ou falha). 37 A partir disso, surgem as árvores binárias, que são as subespécies de árvores mais usadas. Ao contrário de outros tipos de árvores, os nós de uma árvore binária podem ter no máximo dois descendentes diretos. Geralmente é necessário que os nós filhos possam ser claramente divididos em filhos esquerdo e direito. Uma árvore binária está vazia ou consiste em uma raiz com subárvores esquerda e direita, que são árvores binárias. Se uma subárvores estiver vazia, diz-se que o nó filho correspondente está ausente. Na maioria das vezes, em gráficos, a raiz é colocada no topo e as folhas na parte inferior. Correspondentemente, um caminho da raiz para a folha é um caminho de cima para baixo. A figura a seguir indica essa estrutura, segundo Kloth (2020). Figura 1 – Esquema de árvore de decisão Fonte: elaborada pelo autor. Nesse sentido, temos: • Nó raiz: representa a população inteira ou amostra, sendo, ainda, dividido em dois ou mais conjuntos homogêneos. • Divisão: é o processo de dividir um nó em dois ou mais sub-nós. • Nó de decisão: quando um sub-nó é dividido em sub-nós adicionais. 38 • Folha ou nó de término: os nós não divididos são chamados folha ou nó de término. • Poda: o processo de remover sub-nós de um nó de decisão é chamado poda. Podemos dizer que é o processo oposto ao de divisão. Ramificação/subárvore: Uma sub-seção da árvore inteira é chamada de ramificação ou subárvore. • Nó pai e nó filho: um nó que é dividido em sub-nós é chamado de nó pai. Os sub-nós são os nós filhos do nó pai. A árvore de eventos geralmente é desenhada da esquerda para a direita, cada uma com ramificações para duas alternativas. Uma ramificação superior para o comportamento bem-sucedido do evento e uma ramificação inferior para sua falha. Os caminhos individuais desde o evento inicial até um estado final definido representam as possíveis sequências de falhas (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). Cada ramificação está associada a uma certa probabilidade de falha. Se nenhum valor empírico estiver disponível para as probabilidades de erro, elas serão determinadas usando a análise da Árvore de Erros. Portanto, segundo Thums (2014), multiplicando as probabilidades do evento inicial e as dos ramos que estão no caminho, obtém-se a probabilidade daquela sequência específica de acidentes. Para Weber (2019), a probabilidade de acidente do sistema é obtida pela soma de todas as probabilidades dos caminhos que conduzem a um acidente, desde que não existam dependências entre as componentes dos vários caminhos. Na análise probabilística de segurança, a análise da Árvore de Eventos é usada em conjunto com a análise da Árvore de Falhas, cujo modelo de risco consiste em muitos eventos de intertravamento e Árvores de Falhas. A análise da Árvore de Eventos só pode ser usada significativamente quando 39 os requisitos do sistema são conhecidos. Conforme Kloth (2020), é usado principalmente em análise probabilística de segurança. 3. Análise de Árvore de Falhas A análise da Árvore de Falhas foi desenvolvida no início dos anos 1960 por Watson nos Laboratórios Bell para a avaliação de segurança do sistema de controle de lançamento do “ICBM LGM-30 Minuteman”, que se trata do sistema balístico de misseis, fabricado pela Boeing. Nos anos seguintes, a Boeing também usou a análise de Árvore de Falhas no projeto de aeronaves comerciais. Nas décadas de 1970 e 1980, a análise de Árvore de Falhas foi usada, entre outras coisas, no planejamento de usinasnucleares, sendo os primeiros pacotes de software comercial. Posteriormente, foram adicionadas áreas de aplicação em fabricantes de automóveis e seus fornecedores. Desenvolvimentos recentes dizem respeito à análise dinâmica da Árvore de Falhas, na qual a ordem cronológica de falhas e dependências de eventos básicos pode ser modelada. A análise de Árvore de Falhas, também conhecida como análise de Árvore de Erros (do inglês Fault Tree Analysis (FTA)), é um método para analisar a confiabilidade de equipamentos e sistemas técnicos. É baseado na álgebra booleana e é usado para determinar a probabilidade de falha de uma planta ou sistema geral. Conforme Weber (2019), é um tipo de análise de sistema e, dependendo da área de aplicação, em várias especificações. O método é descrito pela Comissão Eletrotécnica Internacional como o padrão internacional IEC 61025 (EN 61025) sob o termo análise de árvore de estado de falha. Dentro da estrutura da análise da Árvore de Falhas, as conexões lógicas das falhas do subsistema são determinadas em todos os caminhos críticos, o que leva a uma falha geral do sistema. O sistema geral é dividido em seções 40 mínimas como parte da análise. Essas são combinações de eventos que podem levar a uma falha total. Dependendo da aplicação, segundo Kloth (2020), o número de cortes mínimos pode incluir até alguns milhões de combinações de eventos. Árvores de Falhas complexas são criadas e avaliadas usando pacotes de software especiais. Nesse sentido, a Árvore de Falhas descreve uma função de falha que, no caso de um estado lógico 1, expressa uma falha; no caso de um 0 lógico, o sistema é funcional. Como a análise da Árvore de Falhas usa álgebra booleana, todo o sistema ou subsistemas, como componentes, podem estar apenas nos dois estados: funcional (lógico 0) ou com falha (lógico 1). Após uma análise do sistema, o ponto de partida é um único evento indesejado, que está no topo da Árvore de Falhas, o chamado evento de topo, que descreve, por exemplo, a falha geral do sistema a ser considerado e é determinado como parte de uma análise de risco. Dependendo da tarefa, este evento de topo pode ser limitado a certas condições limite (BERTSCHE; LECHNER, 2014). Com base nesse evento superior, a Árvore de Falhas é criada em uma análise de cima para baixo até os estados de falha individuais dos componentes. No caso de sistemas mais complexos, a divisão é feita em subsistemas, que são subdivididos da mesma forma até que o sistema completo seja mapeado na forma de eventos básicos na forma de seções mínimas que não podem mais ser subdivididas. Conforme Meyna (2014), as combinações de falhas na Árvore de Falhas são logicamente ligadas à álgebra booleana e seus símbolos, em particular o AND (‘E”) e o OR (“OU”). No caso mais simples, os componentes de um sistema que dependem uns dos outros em termos de sua capacidade de funcionamento são vinculados usando a função lógica OR. Nesse caso, a falha de apenas um componente leva à falha de todo o sistema. Para Weber (2019), os componentes que 41 podem substituir uns aos outros em termos de função (redundância) são vinculados pela função AND na Árvore de Falhas. Erros de redundância cruzada também podem ocorrer em sistemas complexos, são fontes de erros que ocorrem em vários pontos da Árvore de Erros e não podem ser resumidos diretamente em uma seção mínima devido à estrutura do sistema. Essas chamadas “falhas de causa comum” tornam a análise mais difícil (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). Os componentes do sistema geralmente são divididos em três categorias de erro na Árvore de Erros, que são vinculados por meio de uma porta lógica OR, sendo eles: 1. Falha primária: falha do componente do sistema devido a falha técnica sob condições operacionais permitidas, como falha material do componente do sistema. 2. Falha secundária: falha do componente do sistema devido a condições operacionais e/ou ambientais inadmissíveis, por exemplo, operação em uma temperatura ambiente inadmissível. 3. Falha comandada: um componente funcional do sistema que é ativado ou desativado na hora errada ou no lugar errado, por exemplo, devido à falha de uma fonte de alimentação auxiliar ou falha na ativação por meio de uma interface. Mediante este prisma, a determinação de dados probabilísticos confiáveis é de particular importância para a análise de confiabilidade. Eles são obtidos a partir da experiência operacional de uso dos produtos técnicos, avaliando sistematicamente as frequências e causas de falhas de produtos similares. As experiências dessas coletas de dados mostram que o comportamento de falha de produtos técnicos geralmente passa por três fases diferentes ao longo de sua vida útil. No início do uso do produto, ocorrem as chamadas falhas precoces, que são causadas por deficiências iniciais do projeto e são eliminadas com o aumento da experiência operacional. De acordo com 42 Thums (2014), isso é seguido pela chamada fase de usabilidade, que é caracterizada por comportamento de falha baixo e amplamente constante. A probabilidade de falha de um sistema é exponencialmente distribuída no decorrer do processo/produto. No final da vida útil, há mais falhas devido ao desgaste, que, por sua vez, levam a um aumento na frequência de falhas – até e inclusive a inutilização do produto. A história da taxa de falha caracteriza-se pela chamada “curva da banheira” (vida útil do aparelho) (BERTSCHE; LECHNER, 2014). Assim, a coleta sistemática de dados de confiabilidade a partir da experiência operacional geralmente é complexa, dispendiosa e necessária por um longo período. O fornecimento de dados de confiabilidade qualificados não requer apenas uma equipe experiente de especialistas em confiabilidade, mas também a participação – nem sempre evidente – de engenheiros de produção experientes, que são necessários para uma avaliação qualificada das causas de falha observadas. Segundo Weber (2019), bancos de dados de confiabilidade geralmente acessíveis, portanto, só estavam disponíveis muito mais tarde do que os métodos de confiabilidade. A indisponibilidade é usada no modelo de confiabilidade (por exemplo, a Árvore de Falhas) para os chamados componentes de reserva que devem entrar em operação quando necessário. Para esses componentes, a falha passiva (não autorrelatada) é geralmente assumida na fase de espera e avaliada com uma taxa de falha correspondente (BERTSCHE; LECHNER, 2014). A indisponibilidade como variável probabilística é, então, determinada a partir do produto da taxa de falhas e o tempo até o próximo teste funcional do componente. Para Kloth (2020), o intervalo de teste does componente é, portanto, incluído linearmente na indisponibilidade do componente. 43 Diante isso, programas de computador foram estabelecidos mundialmente para avaliar as Árvores de Falhas que são criadas como parte de uma análise probabilística de risco. Em uma primeira etapa, segundo Meyna (2014), os cortes mínimos (ou seja, as combinações mínimas de componentes com falha que levam à falha da função do sistema examinado) são determinados e a probabilidade de falha ou indisponibilidade da função do sistema é calculada com base nesses cortes mínimos. Os programas de computador devem atender a certos requisitos básicos. Logo, um conjunto de corte mínimo consiste no conjunto de eventos elementares (falhas de componentes/estados finais da Árvore de Falhas) que levam à ocorrência do evento indesejado ao mesmo tempo. A soma das probabilidades dos cortes mínimos de uma Árvore de Falhas dá a probabilidade do evento de topo. Os valores dos componentes que contribuem para o resultado geral podem ser vistos com base nos cortes mínimos e indicam possíveis fragilidades do sistema e oportunidades de melhoria (TROJAHN; RAUCH-GEBBENSLEBEN; DROGA, 2017). A análise geralmente é feita do ponto de vista do erro (“modelo de erro”, avaliado com as taxas de erro dos componentes). Suareversão do ponto de vista livre de falhas (“modelo intacto”, avaliado com os dados de confiabilidade dos componentes) é possível em princípio, mas não foi implementada na prática. Conforme Weber (2019), apenas o modelo de erro é descrito ou aplicado nas normas e análises probabilísticas de risco. Referências BERTSCHE, Bernd; LECHNER, Gisbert. Análise de Árvore de Falhas (FTA). Confiabilidade em Engenharia Mecânica e de Veículos: Determinação das Confiabilidades de Componentes e Sistemas. 2014. p. 160-189. KLOTH, Christopher. Análise de árvore de falhas. In: Gerenciamento de Emergências em Engenharia de Broadcast. Vieweg + Teubner, 2020. p. 63-71. 44 MEYNA, Arno. Métodos Probabilísticos para Avaliação de Confiabilidade Quantitativa — Análise de Árvore de Falhas. In: Avaliação de confiabilidade de tecnologias orientadas para o futuro. Vieweg + Teubner Verlag, Wiesbaden, 2019. p. 9-94. THUMS, André. Análise formal da árvore de falhas. 2014. TROJAHN, Matthias; RAUCH-GEBBENSLEBEN, Benjamin; DROGA, Kristina. Análise de problemas/perigos usando análise de árvore de falhas. 2017. WEBER, G. Diagnóstico de erros e análise da árvore de falhas. In: Sistemas de computador tolerantes a falhas. Berlim: Heidelberg, 2019. p. 88-103. 45 Análise de cenários e Decisão Multicritério para análise de risco Autoria: Adriano Pereira da Silva Leitura crítica: Ítalo Colins Alves Objetivos • Orientar os estudantes sobre análise de cenários e Decisão Multicritério. • Facilitar a compreensão da análise de cenários e Decisão Multicritério para análise de riscos. • Estabelecer critérios para métricas de aplicações da análise de cenários e Decisão Multicritério. 46 1. Análise de cenários O termo análise de cenários refere-se ao processo de avaliação que identifica o potencial de quaisquer eventos adversos que possam afetar negativamente as organizações e o meio ambiente. Esta análise é comumente realizada por corporações (bancos, grupos de construção, assistência médica etc.), além de governos e organizações sem fins lucrativos. A realização de uma análise de risco pode ajudar as organizações a determinar se devem realizar um projeto ou aprovar uma aplicação financeira e quais ações podem ser necessárias para proteger seus interesses. Este tipo de análise facilita um equilíbrio entre riscos e redução de riscos. Para Alcamo (2018), os analistas de risco geralmente trabalham com especialistas em métodos preditivos para minimizar futuros efeitos negativos imprevistos. Assim, a avaliação de risco permite que corporações, governos e investidores avaliem a probabilidade de um evento adverso impactar negativamente um negócio, economia, projeto ou investimento. Avaliar o risco é essencial para determinar o valor de um projeto ou investimento específico e o(s) melhor(es) processo(s) para mitigar esses riscos. A análise fornece diferentes abordagens que podem ser usadas para avaliar o risco e a compensação de recompensa de uma potencial oportunidade de investimento (DUINKER; GREIG, 2007). Um analista de risco começa a avaliar os cenrários identificando o que poderia dar errado. Finalmente, a análise de risco tenta estimar a extensão do impacto que será feito se o evento acontecer. Muitos riscos identificados, como risco de mercado, risco de crédito, risco cambial e assim por diante, podem ser reduzidos, segundo Alcamo (2018), por meio de cobertura ou compra de seguro. Quase todos os tipos de grandes empresas exigem um tipo mínimo de análise de risco. Por exemplo, os bancos comerciais precisam 47 proteger adequadamente a exposição cambial de empréstimos no exterior, enquanto as grandes lojas de departamento devem levar em consideração a possibilidade de redução de receitas devido a uma recessão global. Conforme a HSIA (2014), é importante saber que a análise de riscos permite aos profissionais identificar e mitigar problemas e/ou perdas, mas não evitá-los completamente. Não obstente, é percebido uma análise de custo-benefício. Nesse sentido, um analista compara os benefícios que uma empresa recebe com as despesas financeiras e não financeiras relacionadas aos benefícios. Os benefícios potenciais podem causar a ocorrência de outros novos tipos de despesas potenciais. De maneira semelhante, uma análise risco-benefício compara benefícios potenciais com riscos potenciais associados. Os benefícios podem ser classificados e avaliados com base na probabilidade de sucesso ou no impacto projetado que os benefícios podem ter (DUINKER; GREIG, 2007). Uma análise de cenário de necessidades é, por exemplo, uma análise do estado atual de uma empresa. Muitas vezes, uma empresa passará por uma avaliação de necessidades para entender melhor uma necessidade ou lacuna que já é conhecida. Alternativamente, uma avaliação de necessidades pode ser feita se a administração não estiver ciente de lacunas ou deficiências. Para Alcamo (2018), essa análise permite que a empresa saiba onde precisa gastar mais recursos. Em muitos casos, uma empresa pode ver um risco potencial iminente e deseja saber como a situação pode impactar os negócios. Por exemplo, considere a probabilidade de uma greve de trabalhadores de concreto em um incorporador imobiliário. Segundo a HSIA (2014), o incorporador imobiliário pode realizar uma análise de impacto nos negócios para entender como cada dia adicional de atraso pode impactar suas operações. 48 Ao contrário de uma análise de necessidades, uma análise de causa raiz é realizada porque algo está acontecendo fora do planejado. Esse tipo de análise de risco se esforça para identificar e eliminar processos que causam falhas, perdas ou surgimento de outros problemas. Enquanto outros tipos de análise de risco costumam prever o que precisa ser feito ou o que poderia ser feito, uma análise de causa raiz visa identificar o impacto de coisas que já aconteceram ou continuam acontecendo, como diz Alcamo (2018). 2. Estrutura de análise Embora existam diferentes variáveis de análise de cenário, muitos têm etapas e objetivos sobrepostos. Cada empresa pode optar por adicionar ou alterar as seis etapas a seguir, mas essas seis etapas descrevem o processo mais comum de realizar uma análise. 2.1 Etapa 1: identificar riscos. O primeiro passo em muitos tipos de análise de cenário é fazer uma lista de riscos potenciais que pode encontrar. Estes podem ser ameaças internas que surgem dentro de uma empresa, embora a maioria dos riscos sejam externos e ocorram de forças externas. Uma empresa pode já ter abordado os principais riscos da empresa por meio de uma análise SWOT, uma ferramenta de gestão para fazer o planejamento estratégico de empresas e novos projetos. A sigla SWOT significa: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). Embora uma análise SWOT possa ser um ponto de partida para uma discussão mais aprofundada, a análise de risco geralmente aborda uma questão específica, enquanto a análise SWOT costuma ser mais ampla. Alguns riscos podem estar 49 listados em ambos, mas uma análise de risco deve ser mais específica ao tentar abordar um problema específico. 2.2 Etapa 2: Identifique a incerteza. A principal preocupação da análise de cenário é identificar áreas problemáticas para uma empresa ou de processos. Na maioria das vezes, os aspectos mais arriscados podem ser as áreas indefinidas. Portanto, um aspecto crítico da análise de risco é entender como cada risco potencial tem incerteza e quantificar a faixa de risco que a incerteza pode conter. Considere o exemplo de um recall de produtos defeituosos após terem sido enviados. Uma empresa pode não saber quantas unidades estavam com defeito, então, pode projetar diferentes cenários onde um recall parcial ou total do produto é realizado. A empresa também pode executar vários cenários sobre como resolver o problema com os clientes (ou seja, uma solução de baixo, médio ou alto envolvimento). 2.3 Etapa 3: estimar o impacto.Na maioria das vezes, o objetivo de uma análise de cenário é entender melhor como o risco afetará financeiramente uma empresa. Isso geralmente é calculado relacionado com o valor do risco, que é a probabilidade de um evento acontecer multiplicado com o custo do evento. 2.4 Etapa 4: construir modelo(s) de análise As etapas anteriores são frequentemente alimentadas em um modelo de análise. O modelo de análise usará todos os dados e informações disponíveis e tentará produzir diferentes resultados, usando também probabilidades e projeções financeiras do que pode ocorrer. Em 50 situações mais avançadas, a análise de cenários ou simulações podem determinar um valor de resultado ótimo que pode ser usado para quantificar a ocorrência média de um evento (DUINKER; GREIG, 2007). 2.5 Passo 5: análise os resultados Com o modelo executado e os dados disponíveis para serem revisados, é hora de analisar os resultados. A administração geralmente pega as informações e determina o melhor curso de ação comparando a probabilidade de risco, impacto financeiro projetado e simulações de modelo. A administração também pode solicitar a execução de diferentes cenários para diferentes riscos com base em diferentes variáveis ou insumos. 2.6 Etapa 6: implementar soluções. Depois que a administração tiver processado as informações, é hora de pôr o plano em ação. Às vezes, o plano é continuar as operações projetadas anteriormente; nas estratégias de aceitação de risco, uma empresa decide que não mudará de rumo. Em outros casos, a administração pode querer reduzir ou eliminar o risco. Como técnica, a análise de cenários envolve o cálculo de diferentes taxas de reinvestimento para retornos esperados que são reinvestidos dentro do horizonte de investimento. Por exemplo, com base em princípios matemáticos e estatísticos, a análise de cenários fornece um processo para estimar mudanças no valor de uma carteira de investidores com base na ocorrência de diferentes situações, chamadas de cenários, seguindo os princípios da análise “e se” ou análise de sensibilidade. Segundo Alcamo (2018), a análise de sensibilidade analisa como diferentes valores de uma variável independente afetam uma variável dependente sob condições específicas. 51 Essas avaliações podem ser usadas para examinar a quantidade de risco presente em um determinado investimento em relação a uma variedade de eventos potenciais, variando de altamente provável a altamente improvável. Para Gomes (2020), dependendo dos resultados da análise, um investidor pode determinar se o nível de risco presente está dentro de sua zona de conforto. 3. Decisão Multicritério No contexto da administração de empresas e da teoria da decisão, observa-se decisões sob certeza quando o tomador de decisão conhece com certeza o estado de ocorrência do ambiente e pode, portanto, prever todas as consequências de uma ação. Conforme Gomes (2020), decisões com múltiplos objetivos (problemas de Decisão Multicritério) desempenham o papel mais importante. As decisões sob certeza estão diretamente relacionadas ao nível de informação subjacente, são baseadas em informações completas com relação de dados passados, atuais e futuros. Para Gomes (2007), o tomador de decisão tem certas expectativas e as consequências associadas à decisão certamente ocorrerão. A suposição de que todas as consequências de uma ação são conhecidas de antemão parece completamente irreal. A importância das regras de decisão sob a segurança é, no entanto, muito grande. Por exemplo, certos problemas de decisão unidimensionais em decisões sob incerteza podem ser transferidos para uma situação de decisão sob certeza com múltiplos objetivos (DUINKER; GREIG, 2007). Desde modo, a decisão sob segurança deve ser classificada no grau de informação em que se baseia. O nível graduado de informação é especificamente: segurança, risco, incerteza e insegurança. Segurança 52 é quando a ocorrência de um estado ambiental futuro é 100% determinada. No caso de risco, probabilidades subjetivas ou objetivas de ocorrência podem ser atribuídas às possíveis características das condições ambientais futuras; incerteza indica uma situação de tomada de decisão em que as possíveis características das condições ambientais futuras são conhecidas, mas nenhuma probabilidade pode ser atribuída. Finalmente, a incerteza inclui a possibilidade de surpresas “após o fato”. Estes últimos são a “mudança de expectativa devido à chegada de novos dados” (HSIA, 2014, [s.p.]). Não obstante, pode-se categoriazar como segurança, quase-segurança, risco, incerteza, indeterminação racional e ignorância. A ignorância ocorre quando um tomador de decisão não tem informações relevantes para a decisão informação (grau de informação: 0 por cento). Por meio disso, o há um processo hierárquico analítico, que utiliza critérios para resolver um problema que sempre são colocados em uma estrutura sitemática. As designações para esses critérios são características, atributos, alternativas ou similares, conforme necessário. Os elementos de uma hierarquia podem ser divididos em grupos, com cada grupo afetando apenas um outro grupo (“superior”) de elementos hierárquicos e sendo influenciado apenas por outro grupo (“inferior”). É chamado de analítico porque é adequado para analisar de forma abrangente uma constelação de problemas em todas as suas dependências. E é chamado de processo porque especifica uma sequência processual de como as decisões são estruturadas e analisadas. Em princípio, esse processo permanece sempre o mesmo, o que significa que se torna uma ferramenta de tomada de decisão fácil de usar que equivale a uma ação de rotina quando usado várias vezes (DUINKER; GREIG, 2007). Portanto, a utilização de modelos e métodos quantitativos para apoio à decisão na administração de empresas é caracterizada pela cooperação entre Matemática Aplicada, Economia e Ciência da Computação, entre 53 outas áreas do conhecimento. Logo, modelos e métodos de apoio à decisão são objeto de pesquisa na teoria da decisão. Segundo a HSIA (2014), a teoria da probabilidade aplicada é um ramo para avaliar as conseqüências das decisões, frequentemente usado como uma ferramenta de negócios. A administração de empresas e outras ciências sociais tratam, entre outras coisas, de como as decisões são tomadas nas organizações. Nas empresas, o departamento de controladoria frequentemente fornece dados, modelos e métodos para planejamento e tomada de decisão e graças ao aumento das possibilidades, certas conexões (correlações) agora podem ser determinadas de forma mais barata e rápida do que no passado a partir de grandes bancos de dados. Em suma, o processo de tomada de decisão é dividido em três fases. • 1ª fase: aquisição dos dados. Nesta fase, o decisor coleta todos os dados relevantes para o seu processo de tomada de decisão. A primeira etapa exige que o tomador de decisão formule uma pergunta específica sobre o problema. O objetivo da pergunta é encontrar a melhor solução ou resposta para o problema. Logo depois, o decisor nomeia todos os critérios que considera importantes para a resolução do problema. A coleta geralmente ocorre na forma de uma sessão de brainstorming anterior. No entanto, a ordenação dos critérios de acordo com sua importância só ocorre em uma etapa posterior. Por conseguinte, o decisor nomeia todas as alternativas (soluções sugeridas) que ele vê como uma escolha curta e realista que pode resolver seu problema ou responder à pergunta feita no início. Isso completa a primeira fase de coleta e formulação de todos os dados relevantes para a decisão. 54 • 2ª fase: comparação e ponderação dos dados. Após a primeira fase de recolha e formulação, procede-se agora à comparação, comparação e avaliação de todos os critérios ou alternativas em duas sub-etapas. O tomador de decisão deve comparar cada critério entre si. Aqui, o tomador de decisão anota qual dos dois critérioslhe parece mais importante. Este método de comparações pareadas permite que o tomador de decisão faça uma avaliação muito precisa a partir do grande número de critérios concorrentes. Segundo Gomes (2007), isso resulta em um ranking no qual os critérios são classificados de acordo com sua importância. Não obstante, o tomador de decisão deve examinar e avaliar a adequação de suas alternativas. Ao fazê-lo, compara duas alternativas e avalia qual alternativa melhor se adequa ao cumprimento do respetivo critério. Para a avaliação também é utilizada uma escala de 1 a 9. Na prática, a ideia de um slider virtual que fica entre duas alternativas também é adequada aqui. Comparável aos critérios anteriores, isso leva a uma classificação das alternativas. • 3ª fase: processamento de dados. A terceira e última fase é responder à pergunta feita no início, no qual existem vários cenários de avaliação. A partir das avaliações individuais da segunda etapa, determina-se uma ponderação precisa de todos os critérios de acordo com um modelo matemático e os agrupa em uma ordem percentual. Nesta ocasião, utiliza-se o chamado “fator de inconsistência” para medir a lógica das avaliações em relação umas às outras. Isso fornece uma declaração sobre a qualidade da decisão determinada. Quanto menor o fator de inconsistência, mais coerentes são suas avaliações e menos 55 contradições elas contêm. Para poder representar uma contradição, são necessárias pelo menos três avaliações diferentes por definição, que devem ser usadas para consideração. Hierarquias de alvo multinível ocorrem predominantemente no processo de tomada de decisão, passando pelas seguintes etapas: 1. Estabelecendo a hierarquia de objetivos. 2. Determinação de prioridades. 3. Cálculo dos vetores peso. 4. Checagem de consistência. 5. Calcular a hierarquia geral. O chamado princípio de decomposição deste método é essencial para a compreensão da análise conjunta: um produto (ou estímulo) é interpretado como uma combinação (ou “composição”) das características de suas propriedades. O objetivo agora é usar o julgamento do consumidor sobre os benefícios dos produtos holísticos para tirar conclusões sobre os seguintes benefícios relativos, conforme Gomes (2007): as contribuições de utilidade das propriedades para a utilidade total; as contribuições de benefícios das características individuais das propriedades para o benefício geral. A fim de coletar julgamentos de benefícios, os consumidores recebem apenas produtos holísticos que eles classificam ou dos quais tomam certas decisões de seleção predeterminadas. Para HSIA (2014), as contribuições de utilidade das propriedades e os valores das propriedades são então calculados de acordo com o respectivo método da análise conjunta. A grande vantagem dessa abordagem é que as decisões dos usuários se aproximam muito de uma situação real de tomada de decisão, pois como na realidade, apenas produtos completos devem ser avaliados. A avaliação das propriedades e características é implícita, sem que o 56 tomador de decisão tenha que fazer declarações explícitas sobre isso. Essa referência à realidade é a razão da importância prática da análise conjunta (DUINKER; GREIG, 2007). Referências ALCAMO, Joseph. Environmental futures: the practice of environmental scenario analysis. Elsevier, 2018. DUINKER, Peter; GREIG, Lorne. Scenario analysis in environmental impact assessment: Improving explorations of the future. Environmental impact assessment review, v. 27, n. 3, p. 206-219, 2007. GOMES, Carlos. A função de decisão multicritério. Parte I: Dos conceitos básicos à modelagem multicritério. Revista do Mestrado em Administração e Desenvolvimento Empresarial, v. 2, n. 3, p. 93-94, 2007. GOMES, Luiz. Teoria da decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2020. HSIA. Formal approach to scenario analysis. IEEE software, v. 11, n. 2, p. 33-41, 2014. 57 BONS ESTUDOS! Sumário Apresentação da disciplina Métodos quantitativos para análise de risco 1. Análise quantitativa de risco 2. Opção da análise de risco quantitativa Referências Modelagem de processos para análise de risco 1. Modelagem de processos 2. Qualidade dos métodos 3. Ferramentas de aplicação à modelagem Referências Árvore de Eventos para análise de risco Objetivos 1. Análise da Árvore de Eventos 2. Modelo de árvore 3. Análise de Árvore de Falhas Referências Análise de cenários e Decisão Multicritério para análise de risco Objetivos 1. Análise de cenários 2. Estrutura de análise 3. Decisão Multicritério Referências