Buscar

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO

Prévia do material em texto

Disciplina:  - DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO 
	
	Data: 21/11/2021 19:02:13
	
	 ATENÇÃO
		1. Veja abaixo, todas as suas respostas gravadas no nosso banco de dados.
	2. Caso você queira voltar à prova clique no botão "Retornar à Avaliação".
	
	 1a Questão (Ref.: 202009455457)
	No Brasil, segundo a maioria dos doutrinadores, vige o sistema processual penal do tipo acusatório. São características deste sistema processual penal
		
	
	a a imparcialidade do julgador, a flexibilização do contraditório na medida da necessidade para reconstrução da verdade real e a relativização do duplo grau de jurisdição.
	
	a absoluta separação das funções de acusar e julgar, a publicidade dos atos processuais e a inexistência da coisa julgada.
	
	a igualdade das partes, o contraditório e a publicidade dos atos processuais.
	
	o sigilo absoluto do inquérito policial, a publicidade dos atos processuais e o duplo grau de jurisdição.
	
	o sigilo das audiências, a imparcialidade do julgador e a vedação ao duplo grau de jurisdição.
	
	
	 2a Questão (Ref.: 202009624270)
	O Supremo Tribunal Federal consagrou, em 05 de outubro de 2016, que o Judiciário pode mandar prender os réus antes mesmo de esperar o trânsito em julgado da condenação. Por maioria de votos, o STF autorizou o recolhimento à prisão a partir do julgamento em segunda instância, utilizando como argumento, dentre outros, a morosidade do judiciário brasileiro, o que violaria decisões do STF que consagraram o princípio da vedação à proteção ineficiente. Com base nestas informações, responda: A DECISÃO PROLATADA PELO STF E DEMONSTRADA NO TEXTO RELATIVIZA QUAL DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ABAIXO ?
		
	
	Princípio da Vedação à Autoincriminação;
	
	Princípio da Ampla Defesa;
	
	Princípio do Contraditório.
	
	Princípio da Igualdade das Partes;
	
	Princípio da Presunção de Inocência;
	
	
	 3a Questão (Ref.: 202011601578)
	O inquérito policial 
		
	
	é peça prévia e indispensável para a instauração de ação penal pública incondicionada.
	
	será instaurado de ofício pelo juiz se tratar-se de crime de ação penal pública incondicionada.
	
	não pode ser iniciado se a representação não tiver sido oferecida e a ação penal dela depender.
	
	é válido somente se, em seu curso, tiver sido assegurado o contraditório ao indiciado.
	
	será requisitado pelo ofendido ou pelo Ministério Público se tratar-se de crime de ação penal privada.
	
	
	 4a Questão (Ref.: 202009581935)
	O Juiz de Direito da comarca de Dourados-MS ao receber determinado processo penal para a prolação da sentença de mérito verificou a necessidade em colher depoimento de pessoa não arrolada pelas partes considerando que os fatos colocados em debates não se apresentavam perfeitamente esclarecidos. Nesta hipótese:
		
	
	por ser o magistrado mero espectador do processo não pode o mesmo quebrar a sua imparcialidade na busca de prova necessária ao esclarecimento do fato penal;
	
	na hipótese de proceder na colheita da prova em espécie e a mesma servir de base para a condenação há entendimento uniforme e previsto em Súmula Vinculante que sendo a sentença condenatória a mesma será tida como nula de pleno direito;
	
	é legalmente vedado ao magistrado produzir prova não requerida pelas partes que compõem a relação processual;
	
	o compromisso do magistrado é com o núcleo do princípio da verdade real e, como tal, tem liberdade na colheita da prova mesmo não requerida pelas partes em contenda.
	
	o valor da prova acusatória prevalece sobre a prova da defesa. Diante disto, referida conclusão deve nortear a liberdade do magistrado quando do julgamento de mérito.
	
	
	 5a Questão (Ref.: 202011601318)
	Com base nos dispositivos legais atinentes a provas ilícitas, interceptações telefônicas, juízes, citações e intimações, assinale a opção correta.
		
	
	No CPP, é prevista, conforme redação dada pela Lei n.º 11.719/2008, a intimação por hora certa, mas não a citação por hora certa, de modo que esta somente é cabível no processo civil, e não no processo penal.
	
	Nos juízos coletivos, poderão servir no mesmo processo os juízes que forem parentes, em linha colateral, de segundo grau.
	
	Excepcionalmente, o juiz poderá admitir que o pedido de interceptação das comunicações telefônicas, uma vez presentes os pressupostos que o autorizem, seja formulado verbalmente, situação em que a concessão será condicionada à sua redução a termo.
	
	São inadmissíveis, no processo penal, as provas ilícitas, que devem ser desentranhadas dos autos, sendo, entretanto, admissíveis em qualquer situação as provas derivadas das ilícitas.
	
	É possível a autorização judicial de interceptação de comunicações telefônicas, mesmo quando possível a comprovação, por outros meios, dos fatos a elas relacionados.
	
	
	 6a Questão (Ref.: 202011677912)
	Em um determinado processo criminal, Mévio, acusado da prática de crime de homicídio, produz e apresenta uma prova ilícita. Considerando a situação hipotética enunciada, assinale a alternativa correta quanto à admissibilidade dessa prova.
		
	
	A prova não pode ser aceita, pois foi produzida pelo acusado.
	
	A prova deverá ser aceita servindo para comprovar a inocência de mévio e servir de meio para a condenação do verdadeiro criminoso como demonstrado nesta prova.
	
	A prova deve ser aceita, mas apenas para inocentar o acusado.
	
	A prova só poderia ser aceita se, mesmo produzida pelo acusado, tivesse sido obtida com autorização do juiz.
	
	A prova não pode ser aceita, pois está contaminada pela ilicitude.
	
	
	 7a Questão (Ref.: 202009707794)
	(II Exame de Ordem Unificado) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando-lhe sérias lesões no ombro direito. O promotor de Justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro, e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa
		
	
	e) Nenhuma das alternativas anteriores.
	
	b) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da acusação. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu.
	
	a) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu.
	
	c) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu.
	
	d) Permanecendo qualquer dúvida no espírito do juiz, ele está impedido de proferir a sentença. A lei obriga o juiz a esgotar todas as diligências que estiverem a seu alcance para dirimir dúvidas, sob pena de nulidade da sentença que vier a ser prolatada.
	
	
	 8a Questão (Ref.: 202009629024)
	FUNIVERSA - 2015 - PC - DF - Perito Médico - Legista No que se refere às perícias em geral, assinale a alternativa correta.
		
	
	É vedado às partes formular quesitos às diligências periciais; somente poderá fazê-lo a autoridade policial.
	
	Quando a infração deixar vestígios, será dispensável o exame de corpo de delito.
	
	Em regra, não é permitido ao juiz negar a perícia requerida pelas partes quando não for necessáriaao esclarecimento da verdade.
	
	Se houver dúvida sobre a identidade do cadáver exumado, o reconhecimento será feito pelo instituto de identificação e estatística ou por repartição congênere, sendo vedada a inquirição de testemunhas para esta hipótese.
	
	Nos crimes cometidos com destruição ou rompimento de obstáculo, subtração da coisa, ou por meio de escalada, os peritos, além de descrever os vestígios, devem indicar com que instrumentos, por que meios e em que época presumem ter sido o fato praticado.
	
	
	 9a Questão (Ref.: 202008743635)
	ENADE 2009
Em blitz de rotina realizada em uma rodovia, policiais federais pararam um motorista que dirigia acima da velocidade permitida. Os documentos apresentados pelo motorista tinham indícios de falsidade. Ao fazerem uma busca no veículo, os policiais encontraram escondida, embaixo do banco, uma mala contendo dez quilos de cocaína. Os policiais levaram o motorista até o posto rodoviário e, em conversa informal, obtiveram uma confissão do motorista, que também informou quem era o dono da droga. A conversa foi gravada sem conhecimento do motorista, que não havia sido informado de seu direito de permanecer calado. Logo após, os policiais conduziram o motorista à delegacia de polícia mais próxima, para lavratura do auto de prisão em flagrante. Interrogado pela autoridade policial, o motorista não confirmou seu depoimento, passando a negar que soubesse que estava conduzindo a droga, pois o carro era emprestado.
Com base nesse caso, é CORRETO afirmar que a gravação da confissão do motorista é
		
	
	prova ilícita, pois ele não foi informado do seu direito de permanecer calado.
	
	prova lícita, pois o interesse público na apuração na verdade real se sobrepõe ao exercício do direito de defesa no caso.
	
	prova lícita e válida para condená-lo, mas não é válida para condenar a pessoa que ele delatou.
	
	prova ilícita, em função de não ter sido colhida pelo Ministério Público.
	
	prova lícita, pois ele não pode invocar seu direito de privacidade, já que estava cometendo um crime.
	
	
	 10a Questão (Ref.: 202009755837)
	De acordo com a doutrina, caberá a prisão temporária na seguinte hipótese:
		
	
	quando imprescindível para as investigações do inquérito policial ou houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos crimes listados na Lei n° 7.960 (Lei de Prisão Temporária).
	
	quando imprescindível para as investigações do inquérito policial e o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.
	
	quando imprescindível para as investigações do inquérito policial e houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos crimes listados na Lei n° 7.960 (Lei de Prisão Temporária).
	
	para garantir a ordem pública, a ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.
	
	quando imprescindível para as investigações do inquérito policial ou o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.

Continue navegando