Levantamento Topografico

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Métodos de Levantamento Topográfico Planimétrico:
 
1 - Decomposição em triângulos ou triangulação:
É utilizado em levantamento de pequenas áreas e amarrações de detalhes naturais e artificiais, é um método pouco preciso. Utiliza-se trena e balizas. Consiste em decompor com o auxílio de um ou mais pontos instalados no interior da poligonal (piquetes), em triângulos a área a ser levantada, medindo-se os lados de cada triângulo.
 
	

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A área de cada triângulo será calculada pela seguinte fórmula:

 A =  p(p - a)(p -b)(p - c) , onde p = a + b + c
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 A área da poligonal será a soma das áreas dos triângulos.

 A representação gráfica se faz com o auxílio do compasso e escalímetro, ficando a poligonal sem orientação.
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2 - Irradiação ou Coordenada Polar:
 Aplica-se a qualquer levantamento de áreas pequenas ou amarrações de detalhes artificiais e naturais. Utiliza-se teodolito, trena e balizas. Consiste em instalar um ponto no interior da área a ser levantada, e com o teodolito calado neste ponto (zerado no Norte), determina-se Azimutes e distâncias para cada um dos vértices da área.

x1 = x0 + d1 . sen Az1
y1 = y0 + d1 . cos Az1
x2 = x0 + d2 . sen Az2
y2 = y0 + d2 . cos Az2
 . . .
xN = x0 + dN . sen AzN
 Quando da amarração de pontos a partir de pontos de uma poligonal, temos: 
Az8-1 = Az7-8 + H1 - 180
x1 = x8 + d1 . sen Az8-1
y1 = y8 + d1 . cos Az8-1
 
Az8-2 = Az7-8 + H2 -180
x2 = x8 + d2 . sen Az8-2
y2 = y8 + d2 . cos Az8-2
 
Onde:				Az7-8 = Azimute do vértice 07 para 08
Az8-1 = Azimute do vértice 08 para o ponto de amarração 01
x1 , y1 = coordenadas x e y do ponto 01 das amarrações...
 
O cálculo da área será dado pela seguinte fórmula: A= ((xn + xn-1) . (yn - yn-1))
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A representação gráfica, tanto da área, quanto das amarrações, será feita em um par de eixos cartesianos em escala apropriada. O eixo y será a direção Norte.

Este método é utilizado para medições de pontos inacessíveis ou de difícil acesso.
São utilizados teodolito, trena e balizas.
Este método consiste em definir dois pontos no terreno com visibilidade entre si e para o ponto a medir. Instala-se o teodolito em um dos pontos, zerando-se no outro ponto, mede-se o ângulo horizontal ao ponto inacessível.
 Repete-se a operação instalando-se o teodolito no outro ponto. Conhecendo-se os dois ângulos e a distância entre os pontos onde se instalou o teodolito, determina-se os demais elementos deste triângulo.

3 - Interseções ou Coordenadas Bipolares:
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 D = d1 = d2 .
 sen  sen  sen 

A representação gráfica se faz com o auxílio de compasso e escalímetro.
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Este método é pouco preciso por exigir um grande número de medidas diretas no terreno, por este motivo costuma-se empregá-lo em operações que não demandem grande exatidão. É um método muito utilizado para efetuar amarrações de detalhes naturais e artificiais, como rios e caminhos sinuosos. São utilizados teodolito , trena e balizas. Consiste em determinar um alinhamento (abscissa) mais ou menos paralelo ao detalhe a ser levantado, e com distâncias tomadas perpendiculares a este alinhamento (ordenadas), amarramos os detalhes.
4 - Ordenadas ou Coordenadas Retangulares:

Como se pode verificar, entre as ordenadas, formam-se trapézios. Desta maneira podemos aplicar a fórmula para o cálculo da área:
 
 A = ( B + b ).h
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Para os trapézios teremos:
 A1 = ( y0 + y1 ). (x1 – x0)
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E assim sucessivamente para os demais trapézios, e ao final somamos todas as áreas : At = A1 + A2 + ...
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5 - Caminhamento: É o método de levantamento mais utilizado para qualquer tipo de área e relevo. Utiliza-se teodolito ou Estação Total, trena e balizas. Consiste nas seguintes operações de campo e escritório:
5.1 - Campo:
5.1.1 - Reconhecimento da área a ser levantada: Partindo-se de um ponto tomado como origem (0=PP), percorre-se a área, caminhando sobre as divisas ou o mais próximo possível delas, materializando os vértices da poligonal com piquetes, os quais deverão se intervisíveis na ordem que seguem, ou na necessidade procede-se abertura de picadas na mata, para a visibilidade entre eles. Quando da não possibilidade de coincidir o alinhamento da poligonal com a divisa do terreno, procedemos a partir dos vértices da poligonal a amarração desta divisas.
5 - Caminhamento:
A divisa do terreno não coincide com a poligonal principal:

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5.1.3 - Medição das distâncias horizontais:
Podem ser diretas, indiretas ou eletrônicas. Na determinação direta das distâncias devemos ter o cuidado de manter sempre a trena na horizontal, evitando-se tomar medidas inclinadas e evitando-se também a catenária.

A determinação indireta das distâncias é feita através de taqueometria e a eletrônica através de distanciômetros eletrônicos e prismas.
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5.1.4 - Amarração de detalhes naturais e artificiais:
Poderá ser feita por qualquer processo de levantamento planimétrico já descrito, sendo o mais utilizado a irradiação.

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5.1.5 - Anotações de caderneta de campo: Na caderneta de campo deverão constar os seguintes itens: 
5.1.5.1 - Número da estação.
 5.1.5.2 - Ângulo horizontal na estação.
 5.1.5.3 - Azimute ou Rumo inicial.
5.1.5.4 - Distancias horizontais.
5.1.5.5 - Croqui.
 5.1.5.6 - Ângulo e distância das amarrações.
 
Nas estações totais todos os dados são armazenados na memória interna (ângulos, distâncias horizontais, desníveis, descrição dos pontos, altura do instrumento, altura do prisma e outros).

5.2 - Trabalho de escritório:
 
5.2.1 - Cálculo: Compreende o cálculo da planilha através do uso de computadores ou com o auxílio de calculadoras científicas, bem como o cálculo das amarrações para a obtenção das coordenadas de todos os pontos e posterior representação gráfica.

5.2.2 - Representação gráfica:
Poderá ser realizada em computadores com programas de CAD, ou manualmente em par de eixos cartesianos na escala adequada.
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