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Dissertação Completa (1)

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - UESPI 
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO - PROP 
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO - NPG 
MESTRADO ACADÊMICO EM LETRAS 
 
 
 
VIRGÍNIA SILVA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
A EFÍGIE ESCRAVA: A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES NEGRAS NO 
ROMANCE ÚRSULA, DE MARIA FIRMINA DOS REIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2013 
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VIRGÍNIA SILVA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A EFÍGIE ESCRAVA: A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES NEGRAS NO 
ROMANCE ÚRSULA, DE MARIA FIRMINA DOS REIS 
 
 
 
 
Dissertação apresentada ao Programa de 
Mestrado Acadêmico em Letras da 
Universidade Estadual do Piauí, como 
requisito parcial para obtenção do título de 
mestre em Letras. Área de concentração: 
Literatura, Memória e Cultura. 
Orientador: Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2013 
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Ficha elaborada pelo Serviço de Catalogação da Biblioteca Central da UESPI 
Grasielly Muniz (Bibliotecária) CRB 3/1067 
 
 
 
 
 
 
C3311e Carvalho, Virgínia Silva de. 
 A efígie escrava : a construção de identidades negras no romance 
 Úrsula, de Maria Firmina dos Reis / Virgínia Silva de Carvalho. 
 -Teresina : UESPI, 2013. 
 136p. 
 
 Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Estadual 
 do Piauí, 2013. 
 "Orientador: Prof°. Dr. Elio Ferreira de Souza". 
 
 1. Identidade. 2. Literatura Afro-brasileiro. 
 3. Maria Firmina dos Reis. I. Título. 
 
 
 
 CDD: 469 
 
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As palavras são centelhas de libertação. 
Cristiane Sobral 
 
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À minha mãe, Lídia. 
A meu pai, Aldenor (in memoriam). 
 
 
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AGRADECIMENTOS 
 
Inicialmente, agradeço a Deus, a quem busquei ânimo e refúgio nos desafios 
pelos quais atravessei nesse percurso. 
A meu orientador, o Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza, pela orientação segura, 
com base em sua formação sólida de teórico engajado à causa negra, e a sua 
militância em prol de construir um discurso no qual o negro seja sujeito e narrador, e, 
principalmente, pela confiança depositada em meu projeto. 
Aos Membros do corpo docente do Mestrado em Letras da UESPI. Incluo 
nesta secção Márcia Edlene Mauriz Lima, que nos aceitou em seu Curso de Crítica 
Genética, além dos demais funcionários desta instituição de ensino e à secretária do 
mestrado, Rosenir Feitosa Lima. 
A José Raimundo Alves e Sueli, que me receberam em sua residência em 
São Luís. 
A Ivoné de Carlo Soares de Almeida, funcionária do Arquivo Público do 
Estado do Maranhão, que me atendeu prontamente nos dias em que estive no 
arquivo. 
Aos amigos pelo apoio e incentivo: Hudson, Lana, Marcos, Beatriz, Francisca 
Rabêlo, Maria do Rosário, Fabiana, Cristiane, Carmen Lúcia, Rejane Batista e João 
Filho, Glaucimara, Maria Lúcia e aos demais amigos dos cursos de Graduação de 
Letras-Inglês e História da Universidade Federal do Piauí, que fazem parte da minha 
vida acadêmica. 
Aos professores da UFPI, agradeço à Maria do Socorro dos Reis Cosme, 
Maria Isabel Brasil Gadelha, Juliana Castelo Branco, Maria da Conceição Machado, 
Antônio Ribeiro e a Alcione Corrêa Alves, o qual me incentivou e foi principal 
responsável por conduzir-me nos caminhos da iniciação científica, nos quase dois 
anos em que participei de sua Equipe de pesquisa. 
Aos colegas de curso, agradeço a todos pela convivência e as alegrias que 
dividimos: Juliana Viegas, Maria do Socorro Gomes, Jurema da Silva Araújo, Sérgia 
Oliveira Alves, Keyle Sâmara Souza, Samira Alves, Luciana Sousa, Maria José 
Sales, Laís Romero, Dheick Rocha, Pedro de Deus, João Batista Romualdo, Adriano 
Lobão, Alfredo Werney Torres e Ismael (in memoriam). 
Às minhas amigas do Grupo Magnifield Healing pelo carinho e atenção que 
sempre me trataram. 
 
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Aos meus familiares, Lídia Silva de Carvalho, minha mãe, símbolo de 
dedicação, amor e carinho. Nisto incluo o meu pai, Aldenor Campos de Carvalho, 
que não mais está presente entre nós (in memoriam), e que deu o suporte 
necessário para a nossa formação pessoal e educacional. Às minhas irmãs e irmãos 
Maria Rosa e Rejane, Gabriel, Aldenor Junior e José (in memoriam). Às minhas 
sobrinhas Juliana Beatriz, Fernanda, Milena, Evelyn e a carinhosa Ana Beatriz e, ao 
meu sobrinho Andrew Alexandre. 
À Secretaria Estadual de Educação do Piauí, por ter me liberado da função de 
sala de aula, o que me garantiu tranquilidade para cursar as disciplinas e realizar 
esta pesquisa. 
A todos os que citei, e àqueles que não constam nesta lista, só uma palavra 
pode traduzir o que sinto: Gratidão!... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
RESUMO 
 
Nesta dissertação analisamos a construção de identidades negras no romance 
Úrsula de Maria Firmina dos Reis. Debruçamo-nos sobre o modo como a autora 
afrodescendente tece as identidades negras dos personagens escravizados nessa 
obra. Ademais, observamos o pensamento antiescravista de Maria Firmina dos Reis, 
o que nos permitiu alinhá-la à rede textual da literatura afro-brasileira, que, junto com 
outros literatos negros, como Luiz Gama, Cruz e Sousa, Lima Barreto, empregaram 
seus escritos como instrumento de conscientização dos sujeitos negros; ou ainda, 
forjaram uma produção literária voltada para discutir questões atinentes ao negro na 
sociedade. Destarte, a abertura dessa pesquisa contempla os fundamentos da 
literatura afro-brasileira. Para tanto, sobrevoamos as discussões atuais que a 
permeiam, além de temas como a negação e o reconhecimento da estética negro-
brasileira e os seus precursores. Não obstante, predominava no painel literário do 
sistema literário brasileiro no século XIX, a representação do negro eivada de 
preconceitos, estereótipos raciais, e, também pintado como bem semovente, 
aspectos que são analisados a fim de compreendermos a construção da figura 
negra no universo literário de autores brancos dos oitocentos. O texto firminiano se 
configura como uma criação artística diferente da grande maioria dos escritos 
literários do seu tempo, pois que, em sua tessitura, as vozes negras das senzalas 
ecoam, ao tempo em que mostram o ponto de vista do escravo na confecção do 
presente romance. 
 
Palavras-chaves: Identidade. Literatura Afro-brasileira. Maria Firmina dos Reis. 
Negro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
ABSTRACT 
 
 
This work has the goal to analyse the construction of black identities in the novel 
Úrsula, by Maria Firmina dos Reis. We leaned on the mode how the afro-descendant 
author weaves the black identities of the characters in this book. Moreover, we 
observed the antislavery thought of Maria Firmina dos Reis, which has allowed us to 
line her to the textual net of Afro-Brazilian literature, that along with other black 
literati, such as Luiz Gama, Cruz e Sousa, Lima Barreto made use of their writings as 
an instrument of consciousness of black subjects, or even faked a literary production 
oriented to discuss about black people in society. Thus, the opening of this research 
contemplates the foundations of Afro-Brazilian literature, we cross the current 
discussions that permeate it, beyond themes as the denial and there cognition of 
Afro-Brazilian aesthetic and its precursors. However, in the literary panel of Brazilian 
literary system during XIX century, predominated the representation of black people 
full of prejudice, racist stereotypes,

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