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V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A EGF: PROMOVE O CRESCIMENTO EPITELIAL Ligação do ligante EGF ao receptor (EGFR) Ativação do receptor através de fosforilação Ativação da parte intracelular gera uma cascata de ativação que promove a formação de um fator de ativação nuclear. Esse agirá sobre o núcleo que ativará a transcrição do gene, promovendo a progressão do ciclo celular e então, a divisão celular - 2 vias: RAS e PI3-K DNA: Fornece o mapa genético (estrutura e função) para todas as proteínas do corpo. Genes são formados por DNA Pares de bases nitrogenadas: A-T/ C-G Nucleotídeos: unidade básica da molécula de DNA (fosfato + base + pentose) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Caminho da proliferação celular. RAS e RAF sinalizadores que ativam BRAF (sempre prolifera) Alteração do gene codificando uma proteína mutada (BRAF), com atividade autônoma sobre a cas- cata de ativação, estimulando a divisão celular. - Não depende mais da substância extracelular (EGF ligante) nem da ativação do RAS Drogas: INIBIÇÃO DO RAF → inibe o crescimento celular e as células já presentes sofrem apopto- se Vemurafenib O que é o CÂNCER: => MULTIPLICAÇÃO DESORDENADA => RESISTÊNCIA A APOPTOSE (MORTE PROGRAMADA) => CAPACIDADE DE INVASÃO LOCAL E METÁSTASE O câncer é uma doença genético que resulta da perda de controle do ciclo celular. Há invasão adja- cente e/ou distante. A divisão de uma célula com mais frequência do que o normal dá origem a uma população de célu- las em proliferação descontrolada e forma uma massa de células ou tumor Neoplasia maligna: proliferação tecidual, capacidade de metástase, divisão desordena- da sem mecanismo de defesa, podendo acometer diversos lugares. Neoplasia benigna: crescimento loco-regional. (não tem capacidade de disseminação) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A MUTAÇÃO: 1. INICIAÇÃO (teve a mutação, mas ainda pode haver reparo do DNA ou morte celular por apoptose) 2. PROMOÇÃO (continua havendo prolife- ração celular, mas ainda pode ter apo- ptose) 3. PROGRESSÃO (câncer, podendo ocor- rer metástase) IMUNOHISTOQUÍMICA TIPOLOGIA DO CÂNCER ATRAVÉS DE ANTI- GÉNOS MARCADORES - Processo de identificar antígenos nos teci- dos com anticorpos, através de secção cora- da. - Além do auxílio ao diagnóstico de diferentes tu- mores, a técnica tem permitido a identificação de diferentes tipos de marcadores (enzimas, recep- tores e produtos de genes) Principais indicações: Avaliação prognóstica Diagnóstico histogenético Discriminação da natureza benigna e maligna de determinadas células, caracterização de origem de carcinomas HER-2: Receptor de estrogênio Amplificação ou superexpressão do oncogene re- ceptor 2 do fator de crescimento epidérmico huma- no (HER-2). Pode haver também expressão de re- ceptores hormonais IMUNOFLUORESCÊNCIA - É o teste utilizado para pesquisa de Ac e Ag Coons (1941): Conjugação de Ac a flurocromos (corantes capa- zes de fluorescer, emite luz visível quando excita- dos por radiação UV) Conjugados de IF: São Ac marcados com fluorocromos; Mais comuns: FITC PE Rodamina PERCP APC DAPI IMUNOHISTOQUÍMICA X IMUNOFLUORESCÊNCIA: A visualização de uma interação antígeno anticor- po pode ser obtida de diversas formas. Na situa- ção mais comum, um anticorpo é conjugado a uma enzima, como uma PEROXIDASE, que pode catalisar uma reação que produzirá coloração. Alternativamente, o anticorpo pode também ser marcado com um fluorófuro, como FLUORESCEÍ- NA OU RODAMINA V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A INVASÃO E METÁSTASE • Cascata metastática: descolamento da célula tumoral, migração pelo estroma até o interior de um capilar, sobrevivência intravascular, parada no leito capilar de um tecido, migração para o teci- do, proliferação com angiogênese, evasão das defesas do hospedeiro. • Aumento da motilidade celular: regulação por moléculas secretadas pelo tumor em alça autócri- na. • Metástase: disseminação tumoral para um tecido distantes (via linfática ou sanguínea). • Migração celular: moléculas de caderina e integrinas. • Proteases: ultrapassar barreiras da matriz extracelular e tecido conectivo. Ex. metaloproteina- ses da matriz (MMP) • Fator de crescimento autócrinos (célula tumoral) e parácrinos (células não neoplásicas do mi- croambiente tumoral) BASE GENÉTICA DO CÂNCER: - O câncer é uma doença genética, independente de ocorrer esporadicamente em uma pessoa ou ter característica hereditária Mutações em genes que controlam a proliferação e a morte são responsáveis pelo câncer (PROTO-ONCOGENES). Ocorrem por desregulação do ciclo celular -> proliferação descontrolada -> Câncer. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A PROTO-ONCOGENES: Proteínas que regulam o crescimento ce- lular. Quando funcionam: crescimento celular normal. Quando mutadas: tornam -se oncogenes e formam Ca GENES SUPRESSORES: Proteínas que impedem o crescimento celular. Quando funcionam: crescimento celular normal. Quando mutadas: proteí- nas ineficientes e formam Ca CARACTERÍSTICAS DA CÉLULAS NEOPLÁSICAS MALIGNAS Autossuficiência em fatores de crescimento Insensibilidade aos inibidores de crescimento Evasão à apoptose Imortalidade Angiogênese sustentada (produz citocinas pró-angiogênicas) Capacidade de invasão As mutações podem ocorrer ao nível da linha somática ou germinativa Mutações SOMÁTICAS: ocorrem nas células não sexuais. Não são transmitidas à descendência Mutações nas células GERMINATIVAS: ocorrem nas células que originam os gametas. São transmi- tidas à descendência. Sendo o câncer, dependente dessas mutações, principalmente em células somáticas. Há genes críticos para o câncer? - PROTO-ONCOGENES: uma mutação aumentada função (gene passa a ser oncogene). EXEMPLO: RAS - GENE SUPRESSOR DE TUMOR: mutação leva a perda de função que pode contribuir para o câncer. EXEMPLO: P53 - GENES DE MANUTENÇÃO/REPARO DO DNA (caretaker): mutações resultam em instabilidade genômica. EXEMPLO: genes envolvidos em repara de DNA ou apoptose V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Acidentes que podem transformar um PROTO-ONCOGENE em ONCOGENE: 1. Mutação de uma base nitrogenada à formação de uma proteína anômala hiperativa à estímulo do ciclo celular 2. Mutação na região reguladora à produção de uma transcrição anormal à proteína normal, mas em grande quantidade 3. Amplificação gênicas à formação de cópias do mesmo gene à proteína normal, mas em grande quantidade 4. Rearranjo cromossômico (translocação entre cromossomos) à proteína normal, mas em grande quantidade BIOLOGIA DO CÂNCER: ONCOGENE: - Genes normais envolvidos com o controle positivo da proliferação celular que, quando superex- pressos, promovem o fenótipo maligno. Ex: SIS, RAS, ABL, MYC, ERB Exemplos: MYC: codifica fator de transcrição nuclear pró-proliferativo. Mutação pode aumentar a expressão deste gene a proliferação celular RET: codifica receptor celular que pode sofrer mutação e torna-se ativo sem ligação do respectivo fator de crescimento RAS: codifica a proteína de transdução de sinal proliferativo que pode se tornar ativo mesmo sem receber sinal anterior (produzindo continuamente sinal) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A O fator de crescimento epitelial (EGF) se liga ao seu recepto (EGFR) ativando proteínas internas citoplasmáticas, até produzir um fator de transcrição nuclear, o que fará progressão do ciclo celular à proliferação/ potencial de metástase / angiogênese / invasão A SUPEREXPRESSÃO dos genes pode ser causada por: Mutação Exemplo:gene RAS mutado na maioria dos tumores de cólon Rearranjo cromossômico: Posicionamento de um gene próximo a um promotor, aumentando a expressão deste Formação de um gene (como na Leucemia Mieloide Crônica – fusão dos genes ABR e BCL) que pro- move proliferação celular Ampliação gênica: geração de novas cópias do oncogene, aumentando sua expressão Exemplo: gene MYC *Já foram descobertos cerca de 100 oncogenes *Basta a superexpressão de uma das cópias de um oncogene para a produção do fenótipo maligno, mesmo na presença de uma cópia normal – EFEITO DOMINANTE *Em um gene supressor de tumor há necessidade de mutação dos dois alelos – EFEITO RECESSI- VO GENES SUPRESSORES DE TUMOR (GSTs): - Genes normais envolvidos com controle negativo da prolifera- ção celular que quando não expressos, promovem o crescimento celular e fenótipo maligno Exemplos: Rb: regula o ciclo celular NF1: inibição da transdução de sinal proliferativo pelo RAS. P53: inibe o crescimento e multiplicação celular se detectar da- nos no DNA. Repara danos, caso possível, desencadeando apop- tose *Mutação germinativa do gene p53: Sd de Li Fraumenni Rb: Retinoblastoma WT: Tumor de Wilms P53: Síndrome de Li-Fraumeni APC: neoplasias gástricas ou co- lorretais; polipose adenomatosa familiar. BRCA1 e BRCA2: Ca de mama e ovário (hereditário) - reparo ho- mólogo Nf: neurofibromatose V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A - Para que um GSTs não se expresse é necessário que ambos os alelos estejam mutados, perdidos ou possuam suas regiões promotoras metiladas – EFEITO RECESSIVO - Sua subexpressão ou falta de expressão pode ser causada principalmente por perde de heterozi- gose GENES DE REPARO DO DNA - Corrigem os erros durante a replicação do DNA ou induzidos por exposição a mutágenos (raios UV, radiações gama) - Reparo do mau pareamento (MLH1, MSH2) - Reparo por excisão de bases (XPA, XPB) - Reparo por excisão de nucleotídeos (XP) - Reparo por recombinação homóloga (BRCA1, BRCA2, ATM) *Sd de câncer de mama e ovário hereditário à alteração de BRCA1 e BRCA2 (reparo homólogo) *Sd de Lynch (câncer colorretal hereditário) à alteração genes MMR (reparo de mau pareamento) *MUTAÇÕES MOTORISTA (DRIVERS) X PASSAGEIRO (PASSENGERS) Driver: papel funcional na proliferação maligna, fornece vantagem seletiva, são mutações re- correntes, em menor número Passenger: não tem papel funcional na tumorigênese – mutações ao acaso, geralmente em maior número Distinção entre eles: desafio para a genética do câncer LESÃO INICIAL (MUTAÇÃO) – NÃO LETAL à FIXADA NO DNA, VISTO QUE ENZIMAS DE REPARO NÃO CONSERTAM à NOVAS MUTAÇÕES QUE FAZEM PRO- MOÇÃO E PROLIFERAÇÃO DESSA CÉLULA CADA VEZ EM MAIOR NÚMERO ATÉ CHEGAR À METÁSTASE (PROGRESSÃO) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A ANGIOGÊNESE: - Para crescer, o tumor requer suprimento sanguíneo para suprir a alimentação e o oxigênio Sinais angiogênicos são liberados em excesso, em resposta a hipóxia, HIF (fator indutível de hipóxia) que ativa VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) *Hipóxia induz expressão de VEGF pela células tumorais -> estimulação da angiogênese através do VEGF -> Rápido crescimento tumoral e metástase *Um aumento de 0,5cm no tamanho do tumor exige um aumento da rede capilar *Fatores pró-angiogênicos: fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), angiopoetina, fator de crescimento de fibroblastos (FGF), fator de crescimento epidérmico (EGF), fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF). *Inibidor de VEGF – bevacizumab (anticorpo monoclonal). Usado em conjunto com quimiotera- pia em carcinomas de cólon, mama, pulmão, ovário, rim. TRATAMENTO: ANTICORPOS MONOCLONAIS QUE SE LIGAM AO VEGF-A E VEGF-C IMPEDINDO A LIGAÇÃO DOS VEGF AO SEU RECEPTOR -> IMPEDE A ANGIOGÊNESE FENÔMENO EPIGENÉTICO Qualquer atividade reguladora de genes que não envolve mudanças na sequência do DNA e que pode persistir por uma ou mais gerações - Da mesma maneira que as células herdam genes, elas herdam também um grande número de informações que determinam quando estes genes devem ser ativados e em qual tecido *IMPORTÂNCIA: permite que as células tenham características (fenotípicas) diferentes, mesmo possuindo o mesmo DNA O controle da expressão é feito por enzimas (epigenéticos) METILAÇÃO DE REGIÕES PROMOTORAS DE GENES: - É o mecanismo epigenético que facilita mudanças na estrutura da cromatina, bloqueando a trans- crição de genes específicos ao torná-los inacessíveis à maquinaria de transcrição celular - Ocorre dentro da região promotora dos genes (citosina). Quando ela ocorre em genes relaciona- dos à proliferação celular, pode estar implicado na carcinogênese No fenótipo maligno: COOPERAÇÃO ENTRE MUTAÇÕES GENÉTICAS E ANOMALIAS EPIGENÉTI- CAS V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A A metilação está relacionada a repressão da transcrição -> silenciamento gênico Se ocorrer metilação de um gene supressor de tumor -> proliferação celular desordenada Mecanismos epigenéticos são afetados por fatores e processos: Desenvolvimento (no útero e infância); Fatores químicos e ambientais; Drogas/medicamentos; En- velhecimento e dieta. Desfecho: Câncer, doença autoimune, transtornos mentais e diabetes. Modificação de histonas: Proteínas que regulam os genees (encontradas no núcleo -> fazem compactação e regulação do gene). Aceilação/Fosforilação/Metilação MEDICINA DE PRECISÃO (PERSONALIZADA): Sequenciamento genético para uma melhor resposta clínica. Objetivo: Desenvolver drogas que visam a alteração molecular específica (terapia alvo molecular - > medicina personalizada). • Laboratório: uso de alterações genéticas específicas como biomarcadores altamente sensíveis para monitoramento da doença. Ex. detecção de DNA circulante com mutação do EGFR (biópsia líquida). • Bioinformática: faz comparação com as sequencias genômicas normais (ex: teste de perfil tumoral com inteligência artificial) Alterações genômicas: Substituições de base, inserções e deleções, alterações do numero de có- pias e rearranjos. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Importância da equipe multidisciplinar Epidemiologia Incidência: casos novos em determinado período de tempo. Medida do risco de adoecimento Prevalência: Número de casos existentes em uma população. Mede a magnitude do agravo. Letalidade: Quantificação de pessoas mortas pela doença. Nível mundo: 2020: 17 milhões de casos novos (incidência). 10 milhões de casos de mortalidade CÂNCER DE PELE NÃO MELANOMA É O MAIS INCIDENTE (letalidade quase nula) As mortes são acentuadas até a década de 90, após este período houve um grande de- senvolvimento da medicina: métodos diagnósticos, patológicos, terapias e quimioterapi- as e aprimoramento cirúrgico. Cânceres mais incidentes no mundo: Pulmão, mama, colorretal, próstata e estômago. Cânceres mais mortais: Pulmão, colorretal, estômago, fígado e mama. 2018: CA + incidentes: Pulmão, mama, colorretal, próstata e estômago; Asiáticos: incidência e prevalência de CA de estômago = exposição ambiental (conservantes). Tendência a queda de incidência em todos os tipos de CA; exceto: Melanoma e tireoide. SEGUNDA PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NO MUNDO 1°: doenças cardiovasculares V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Nível EUA: 4° mais incidente: Câncer de endométrio (obesidade principal fator de risco) Erradicado nos EUA: Câncer de colo de útero Homens: Pulmão, próstata, colorretal. Câncer de pâncreas: muito letal Nível Brasil: (lacuna na epidemiologia, pois não é notificado e como consequência não gera base de dados) 625 mil casos ano de CA geral, exceto de pelo não melanoma. PERSPECTIVAS DE TER CÂNCER NA VIDA: 50% Homem:1 a cada 2 vão adquirir 1 a cada 4 vão morrer 1 a cada 64 vão ter CA de pâncreas 1 a cada 72 vão morrer por CA de pâncreas Mulher: 1 a cada 3 vão adquirir 1 a cada 5 vão morrer 1 a cada 8 vão ter CA de mama 1 a cada 38 vão morrer por CA de mama HOMEM Incidência: próstata, cólon e reto, pulmão, tra- queia e brônquio (trato respiratório alto) e estô- mago. Mortalidade: traqueia, brônquio e pulmão, prós- tata, colón e reto. MULHER Incidência: mama, cólon e reto, colo do útero (alta letalidade, erradico em países subdesenvol- vidos) Mortalidade: mama, traqueia, brônquios e pul- mão, cólon e reto. CA: É UMA DOENÇA QUE TEM MUITO IMPACTO NA SAÚDE COLETIVA V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A EVOLUÇÃO DA SOBREVIDA EM 5 ANOS: 5 Anos sem sinal da recidiva da doença: CURA Sobrevida global: Década de 70: sobrevida de 49% 2016: sobrevida de 67% (somente 33% morreriam em 5 anos) CA de mama: sobrevida de 90% em 5 anos. CA de pâncreas: sobrevida de 25% em 5 anos. (alta letalidade) NECESSIDADE DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS: 85% dos pacientes com CA vão necessitar de pelo menos um procedimento cirúrgico no transcurso da doença (seja curativa ou paliativa) Tendencia: aumentar de 30 para 45 milhões de procedimentos cirúrgicos até 2030 CA de bexiga (extremamente mutilante) e mama: ressecção cirúrgica GASTOS COM ONCOLOGIA NO SUS: Maior número de tratamentos : maior número de investimentos Maior gasto: quimioterapia e radioterapia (doença + avançada devido diagnóstico tardio) GASTOS SUPERAR 2 BILHÕES/ ANO Menor gasto: cirurgia GASTOS DE 400 MILHÕES/ANO (duplicaram em 2013) CA + COVID: Impacto do covid norte americano: Aumento da mortalidade geral (exames e trata- mentos oncológicos foram frequentemente diminuídos) ETIOLOGIA E FATOR DE RISCO Fator de risco: fator que probabiliza uma maior chance do desenvolvimento da doença, compara- dos a aqueles que não possuem o fator. Risco: Chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores (ambientais ou hereditários), desenvolver a doença. Sinergismo: Vários fatores de risco contribuem para o aparecimento da condição clínica. Ex: etilis- mo e tabagismo aumentam 14% a chance de desenvolver CA de esôfago. Multicausalidade: Um mesmo fator pode ser de risco para o desenvolvimento de mais de uma do- ença. Ex: tabagismo: CA de boca, língua, pulmão... V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A FATORES DE RISCO: Genética/hereditários: 10% (Síndromes clínicas) Mutação genética com genotipagem para CA Fatores predisponentes/ambientais: 90% -> ALIMENTAÇÃO (35%) obesidade -> TABAGISMO (30%) -> INFECÇÃO (10%) -> COMPORTAMENTO SEXUAL E REPRODUTIVO (7%) -> OUTRAS CAUSAS (7%) -> EXPOSICAÇÃO OCUPACIONAL (4%) Asbesto: Ca de pulmão -> EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO SOL (3%) -> ALCOOL (3%) Ca de faringe e esôfago -> RADIAÇÃO (1%) Ca de tireoide Responsável por 13 a 20 tipos de CA e 3 a cada 10 pacientes já portadores Evolução de um mal prognóstico. PRINCIPAL FATOR DE RISCO: IDADE HPV Alta mortalidade (nordeste). Ca de colo do útero: tipo 16 e 18 e faringe. CA de faringe TABAGISMO Tabagismo limita na operabilidade do pa- ciente, pois encontra-se enfraquecido pa- ra o procedimento. CA de boca, língua, pulmão. Letalidade: 1 a cada 5 por CA Risco de CA de pulmão: 8x + : 1-14 cigarros dia; 14x +: 15-24 cigarros dia; 24x +: > 24 cigarros dia. CA de MAMA Relacionado com a obesidade e exposição hormonal (estrogênio e progesterona e o uso de Cos crônicos) É rastreável. Gestação é um fator protetivo CA de rim 15-20% relacionado a obesidade CA colorretal Relacionado a dieta e alimentos em con- serva Riscos: Idade: 45 anos ou 10 anos antes do parente de 1° grau acometido. História familiar, custo efetividade, preconceito/ acesso (exame desconfortável CA de esôfago Carcinoma espinocelular + comum no BR Relacionado ao etilismo e ta- bagismo crônico; pacientes desnutridos Nos EUA: relacionado ao refluxo V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A FATORES DE RISCO: Hereditariedade: 10% Fatores predisponentes: 90% Prevenção = Controle da exposição aos fatores de risco FATORES DE EXPOSIÇÃO: ALIMENTAÇÃO (35%) Combater a obesidade—1 a cada 5 canceres (Estrogênio = CA de mama e endométrio) Glice- mia alterada, estimulação pancreática maior, hiperinsulinemia sérica Atividade física aeróbica (e com carga) regula- res—mínimo 30 minutos diários -> 50% redução (prevenir e regredir a doença) Dieta balanceada, rica e frutas e verduras e po- bre em carboidratos (Ca intestinal), com redução de carnes vermelhas (Ca colorretal), embutidos e defumados. -> REDUZIR A INFLAMAÇÃO. TABAGISMO (30%) Cessar o tabagismo. IDADE Principal fator de risco! INFECÇÃO (10%): HPV—Vírus endêmico = 60—65% da população é portadora. Vacinação está no calendário desde 2014. (Particular: homens de 9 a 26 anos e mu- lheres de 9 a 45 anos) (SUS: meninos de 9 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos). Hepatite viral B—hepatocarcinoma, incidência crescente. CA de fígado. H. Pylori—CA de estômago (85%-90% dos ca- sos). Erradicar em pacientes sintomáticos e pre- disponentes. GENÉTICA/ HEREDITARIEDADE Investigação dos critérios que sugerem heredita- riedade. = RASTREAMENTO Identificação e acompanhamento de família com Síndromes hereditárias = ACOMPANHAMENTO + RASTREAMENTO + ACONSELHAMENTO GENÉ- TICO (Mutações) Tratamentos/cirurgias redutoras de risco (mastectomia—Ca de mama) Acompanhamento personalizado de pacientes com rica história familiar de câncer *que não fecham critérios de hereditariedade* (sem docu- mentação que certifica a mutação, mas com his- tória familiar presente) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Nível de prevenção 1°: promoção de saúde 2°: proteção específica 3°: diagnóstico e tratamento precoce (RASTREAMENTO E PREVENÇÃO) 4°: limitação dos danos (DOENÇA JÁ DIAGNÓSTICADA E ESTABELECIDA) 5°: reabilitação Rastreamento/Screening: Aplicar um exame ( baixo custo) em um população definida, assinto- mática, com intuito de realizar diagnóstico de lesões precursoras de câncer ou cânceres em está- gios iniciais propiciando um tratamento com impacto (melhora) de sobrevida. FATOR DE RISCO Importância em devidas regiões; ex asiáticos: Ca de estômago (japão) *conservantes* Detecção precoce: identifica-se a doença em estágio inicial a partir de sintomas e/ou sinais clíni- cos. Facilitando o prognóstico do paciente. Por outro lado, o rastreamento é a realização de testes ou exames diagnósticos em pacientes assintomáticos, com a finalidade de diagnóstico precoce. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A CA de próstata: PSA + TR Segundo MS: a partir dos 50 anos (a cada dois anos) Segundo INCA (atual): individualização dos casos -> avaliação especializada a partir dos 50 anos Sociedade brasileira de urologia: homens a partir de 50 anos; História familiar (1° grau) ou negro aos 45 anos; Após 75 anos, somente para pacientes com expectativa de vida acima de 10 anos. CA de mama: Mamografia (+ sensibilidade)(diagnóstico) Investigação: RM Segundo MS: MMG a partir dos 50 anos (a cada dois anos) Segundo SBCO: baixo risco (sem história familiar, nem Síndrome hereditária, nem porta o CA) Entre 25-40 anos: orientações sobre autocuidado—autoexame- e exame médico anual MMG anual a partir dos 40 anos (geralmente incluso USG (lesão sólida ou líquida) de mamas) Pacientes de alto risco + história familiar 25 a 30 anos: exame físico anual (6/6 meses a depender da família)e RM anual. 30 a 70 anos: MMG anual intercalada com RM (avaliar terapia redutora de risco) CA de colo de útero: Citopatológico (Papanicolau/preventivo) Segundo INCA: mulheres que já tenham iniciado a atividade sexual 25 a 64 anos (dois exames normais com intervalo de um ano, exame a cada 3 anos) Segundo SBCO: anualmente a partir dos 18 anos ou idade de início da atividade sexual. Avaliar captura híbrida e/ou PCR para subtipo HPV. (16-18) CA colorretal: Colonoscopia Segundo MS: homem e mulheres a partir dos 50 anos (se normal; repete em 10 anos) Segundo SBCO: a partir dos 45 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar de 1° grau teve (se normal, a cada 5 ou 10 anos). Se tiver pólipo, remove e trata e faz colonoscopia a cada 5 anos. CA de pulmão: TC de tórax Triagem anual com TC de tórax em baixa dosagem -> A USPSTG passa a indicar o rastreio anual, co TC de baixa dosagem para todos os adultos de 50 a 80 anos com história de tabagismo de 20maços-ano e que atualmente fumam ou pararam de fu- mar nos últimos 15 anos. No brasil, conduta individualizada. Não existe rastreamento para tal. CA + incidente e letal. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Paciente vêm de atendimento básico, Para a oncologia. Com suspeita de câncer Grande massa que percebeu crescimento Sem exames de biopsia, sem exames de imagem Que não foi investigado ainda Como proceder: Exames investigacionais (sintomas do paciente) Necessidade de biópsia? Quando não é feita: Ca de rim: paciente em estável (5% de chance de ser benigno, 95% de ser maligno) Ca de pâncreas ressecável (geralmente maligno) Ca de SNC Ca colorretal: pólipos adenomatosos vilosos: pode virar Ca e são preocupantes. -> Geralmente, são removidos na colonoscopia (polipectomia) Metástases + comuns: Fígado, pulmão, peritônio e linfonodos loco regionais. NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DA TIPOLOGIA TUMORAL: História natural da doença e sua biologia natural (para iniciar o processo de estadiamento) Tipo de crescimento (linfonodais? Drenagem venosa? Sitio de metástases?) Exames investigatórios Prever o comportamento tumoral, antecipar de alguma forma o tratamento (Histopatologia) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A VIAS DE DISSEMINAÇÃO: LINFÁTICA Ca de mama (linfonodos loco regionais na axila) Sempre avaliar a região axilar. HEMATOGÊNICA Lesões metastáticas pulmona- res. Exemplo: Ca de estomago e metástase no pulmão (1° me- tástase + comum do estomago) TC de pulmão *fígado e peritônio CONTINUIDADE Ca de esôfago que evolui para o estômago CONTIGUIDADE Tumor de reto, que se dissemi- na para a próstata, fígado, vesí- cula, bexiga, colo uterino, úte- ro. *órgãos próximos ao tumor pri- mário METÁSTASES EM TRÂNSITO Melanoma de membro superior com implantação por metástase em transito TRANSCELÔMICA Passagem de células neoplási- cas através das cavidades sero- sas atingindo um local distante do tumor primário Tuba uterina -> cavidade peri- toneal -> implantação na cavi- dade (líquido do peritônio) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A POR QUE ESTADIAR O TUMOR? Determinação da extensão da doença para planejamento terapêutico. Padronização de estratégias terapêuticas baseado em nível de evidência “personalização” do tratamento. Geração de dados epidemiológicos Correta troca de informações entre equipe oncológica multidisciplinar Correta troca de informações entre instituições. T: Tumor primário. Extensão do tumor * Volume tumoral (tamanho) Extensão de profundidade e infiltração de camadas (melanoma), estruturas ocas -> infiltração de parede do órgão (maior o T) T1 e T2: não extravasa parede N: linfonodo Linfonodo que drena a cadeia loco regional do sitio acometido M: metástase a distancia *Sítios comuns de metástase em cada Ca Ca de colo de útero e ovário: ESTADIAMENTO FIGO V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Ca de estômago: Estadiamento: TC de: tórax, abdome e pelve Camadas da parede gastrointestinal Ca de reto e esôfago: Não tem serosa, mais facilidade de extravasamento do Ca. Comum presença de doenças linfonodais atreladas. Ca de cólon: T1 E T2: curativo (sem ajuda da terapia adjuvante) T3 (obrigatória terapia adjuvante) T4 (não tem cura, tratamento paliativo (quimioterapia) Extensão em volume e em cm T4 C: infiltração cutânea e profunda. Ca gástrico: Linfonodo grande e doente *drenagem loco regional* tem área de necrose. Ca de pulmão: Metástases de adrenal, no rim, retroperitônio, aorta deslocada (não enxerga-se a veia cava) Tomografia: verificar se há presença ou ausência de metástases Uso do contraste: cânceres são hipervasculares (hipovascular no Pâncreas e fígado -> + escuro) EXAMES DE INVESTIGAÇÃO: Pré-tratamento: C Cirúrgico: S Patológico: P Recidiva: R Autópsia: A Terapia neoadjuvante antes da cirurgia: Y Neoadjuvante: tratamento curativo pré-cirurgico -> inibir metástases -> tratar futura doença sistêmica melhorando o controle loco regional. Adjuvante: Tratamento pós cirúrgico com intenção de cura. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A Componentes da imunidade anti-tumoral: Linfócito T (principal) -> SISTEMA IMUNE ADAPTATIVO Macrófagos -> SISTEMA IMUNE INATO Células NK (natural killer) -> SISTEMA IMUNE INATO Objetivo: Melhorar o reconhecimento das células tumorais; Fortificar linhagens de células imuno- lógicas para atacar o CA (IMUNOTERAPIA) à LTCD8+ (citotóxico); Inibir a angiogênese para reduzir os suprimentos ao CA (ANTIANGIOGÊNICA); Inibir o crescimento tumoral (QUIMIOTERAPIA) A imunoterapia é um tratamento que inicialmente o influxo de muitos linfócitos faz aumentar o tecido linfocitico e aumentando o tumor. Isso ocorre pois esta chegando mais linfoticos no local devido ao estimulo da imunoterapia. Ex de imunoterapico: Ipilimumab. A imunoterapia aumenta a sobrevida do paciente. Quanto mais linfócito eu tiver infiltrado na biospia, melhor prognostico. Se tem pouco linfócitos, mais chance do tumor progredir, menor será o ataque da imunoterapia. Quando recomenda-la? Analisar os biomarcadores. Pacientes com doença autoimune, como: retocolite ulcerativa e artrite reumatoide: são contra- indicado para imunoterapia. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A A imunoterapia é um tratamento que inicialmente o influxo de muitos linfócitos faz aumentar o tecido linfocitico e aumentando o tumor. Isso ocorre pois esta chegando mais linfoticos no local devido ao estimulo da imunoterapia. Ex de imunoterapico: Ipilimumab. A imunoterapia aumenta a sobrevida do paciente. Quanto mais linfócito eu tiver infiltrado na biospia, melhor prognostico. Se tem pouco linfócitos, mais chance do tumor progredir, menor será o ataque da imunoterapia. Quando recomenda-la? Analisar os biomarcadores. Pacientes com doença autoimune, como: retrocolite ulcerativa, artrite reumatoide, são contra- indicado para imunoterapia. *Evasão celular do CA é principalmente CONTRA o LTCD8+ PRINCIPAIS METÁSTASES: Pulmão / Fígado / Ossos / cérebro / adrenal à TC (tórax, ab- dômen e pelve) + CINTILOGRAFIA ÓSSEA *PET-CT avalia todas as metástases pelo corpo, mas não consegue avaliar metástase ce- rebral, neste caso fazer RM de crânio __mab > anticorpo monoclonal à IMUNOTERAPIA *Quando há infiltração linfocítica em grande quantidade, indica um melhor prognóstico à o próprio organismo está conseguindo, em parte, combater o tumor *LINFÓCITO T RECONHECE (ligação Ag e Ac) E DESTROIA CÉLULA TUMORAL Células tumorais expressam MHC I e as células T conseguem reconhecer: Células dendríticas fagocitam a célula tumoral e os antígenos, metabolizando-os e o expressam na sua membrana (MHC I e MCH II) migra para o linfonodos e ativa o Linfócito T Citotóxico contra as células com esses mesmos antígenos que ela começou a expressar após a fagocitose à célula T vai para a corrente linfática e atinge as células tumorais e, então, se liga com o antígeno tumoral à liberação de toxinas (GRANZIMAS e PERFORINAS) e destruir essas células tumorais Antígenos prontos na superfície da célula tumoral são expressos em MHCII: são antígenos prontos (extraceluar) Antígenos que foram metabolizados pela célula dendritica (APC) no processo de fagocitose da célu- la tumoral são expressos em MHCI – são metabolizados (intracelular) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A ESTIMULAÇÃO DO LINFÓCITO T PELA CÉLULA DENDRÍTICA Ligação primária: Ligação do antígeno (expresso pela célula dendrítica) MHCI com o receptor (presente no linfócito T) à ESTIMULAÇÃO Ligação secundaria: Ligação dos receptores CD28 (linfócito T) + CD80/CD86 da célula dendrítica à COESTIMULAÇÃO Célula dendrítica (MHC II) – ativa também LTCD4+ à libera citocinas que ajudam a ativação de LTCD8+ (fator de necrose tumoral, Interferon- gama). (parte marrom explicando/Paula) Depois disso o linfócito passa a ser um linfócito ativo: • O cd4 ira criar citocinas (tnf, ifn-gama) que estimulam ainda mais a proliferação do linfócito t cd8 (citotóxico). Precisa ter conexão primaria do mhc ii com atingeno tumoral se conectando com re- ceptor de linfcotico tcd4. A co-estimulacoa é entre o cd40 da célula dendrica e cd4L da célula cd4. • O objetico é criar um cd8 que reconhece a célula tumoral, que circulando no organismo procura a célula tumoral por meio do reconhecimento dos antígenos tumorais. • No tumor não precisa de co-estimulacoa. • Os linfócitos t amndam granzinas e perforinas, quando acham o tumor, e destroem a célula tu- moral IMUNOTERAPIA AGINDO NOS LINFONODOS: Via estimulatória: Célula dendritica fagocita a célula tumoral à apresenta MHC I à se conecta com Linfócito T e ativa (PRIMEIRO CHECK POINT) à vai para a corrente linfática à TECIDO TUMORAL à reconhece o antígeno tu- moral e se liga à célula tumoral (SEGUNDO CHECK POINT) à destruição tumoral por toxinas Via Inibitó- ria: *A ativa- ção dos lin- fócitos T no linfonodo atingem uma ativação má- xima e de- pois ocorre EXPRESSÃO DA CTLA4 pelos LT que se liga ao CD80, não CD4 T Helper Antígeno extracelular MHC Classe II Produz citocinas que aumentam a ação do CD8 CD8 t Citotóxico Antígeno intracelular MHC Classe I Imunoterapia amplifica sua resposta V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A ANTÍGENOS TUMORAIS - CLASSIFICAÇÃO - Produtos de genes mutados (principal fonte de alterações tumorais) - Proteínas celulares não mutadas anormalmente expressas à produção de muita proteína - Antígenos de vírus oncogênicos à HPV – colo de útero/ vaginal / canal anal / orofaringe (pilares e amígdala) - Antígenos oncofetais - Antígenos glicolipídicos e glicoproteicos alterados - Antígenos de diferenciação tecido-específico (ex: MELAN A que é expresso no melanoma) 1. INDUÇÃO DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS 2. ALVO PARA IMUNOTERAPIA 3. MARCADORES DE DIAGNÓSTICOS PRODUTOS DE GENES MUTADOS Proto-oncogens (se tornam oncogenes), genes supressores de tumor Mutações: pontuais, deleção, translocação, inserções, duplicações As mutações levam a produção de proteínas estranhas, que são os antígenos tumorais expressos em membrana Proteínas estranhas vinda de um gene mutado – citoplasma – MHC I (membrana da célula tu- moral) Rota: *MHC I e II: células APCs fagocitando células tumorais mortas Estímulo de CD8 (MHC I) e CD4 (MHC II) Exemplos de proteínas que serão expressas: RAS, BCR-ABL (LMC), p53 TRANSDUÇÃO: conversão de um sinal de fora da célula, que pode gerar uma resposta celular específica Fator de crescimento se conecta com o receptor à gera vias de sinalização ci- toplasmática à produção de um fator de transcrição nuclear à transcrição de um gene específico à produção de proteína V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A PROTEÍNAS CELULARES NÃO MUTADAS ANORMALMENTES EXPRESSAS Maior quantidade de genes, expressando maior quantidade de proteína = Muito receptor de fator de crescimento à estímulo de divisão celular Exemplo: HER-2 (câncer de mama tem hiperexpressao do gene HER-2 e com isso o LT também passa a reconhecer de forma anormal as células que expressão essa proteína) O trastuzumab é um anticorpo monoclonal humanizado derivado da tecnologia do DNA recombi- nante que atinge seletivamente o domínio extracelular o receptor 2 do fator de crescimento epidér- mico humano (HER2) IMPEDE O ESTÍMULO DA DIVISÃO CELULAR E A PROPAGAÇÃO DO TUMOR à APOPTOSE LINFOMA / NASOFARINGE / COLO DE ÚTERO HPV VACINA FDA aprovou em junho 2006 Vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16, 18) à 16 e 18 causa 70% dos CA de colo de útero. Os outros tipos podem gerar uma cervicite e o próprio corpo destrói o vírus ou formar verrugas vaginais. Apenas 0,8% das contaminações com HPV desenvolvem CA 90% das verrugas genitais (6 e 11) Mulheres e homens entre 9-26 anos de idade Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos podem tomar a vacina gratuitamente no SUS. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses) ANTÍGENOS ONCOFETAIS Altos níveis nas células cancerosas e fetos em desenvolvimento Genes silenciados após nascimento, e reativados na transformação maligna Marcadores para diagnóstico (sério e tecidual) Aumentados em condições inflamatórias (hepatite, colite, pneumonia). Não são importantes indutoras de resposta imunogênica Ex: CEA (antígeno cárcino-embrionário) à intestino grosso - CA colorretal AFP (alfafetoproteína) Ca hepático (hepatocarcinoma primário) - CA de testículo *CEA e AFP são antígenos tumorais que não tem resposta boa para o LT. Eles são uteis como mar- cados para monitoramento do câncer. V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A ANTÍGENOS GLICOLIPÍDICOS E GLICOPROTEICOS – PROVA - Moléculas da superfície celular: níveis mais elevados ou formas anormais - Marcadores diagnósticos ou alvos para a terapia. Incluem: gangliosídeos, mucinas GANGLIOSÍDEOS (GM2, GD2, GD3): glicolipídeos (neuroblastomas, melanomas, sarco- mas) - servem como vacinas MUCINAS: glicoproteínas de alto peso molecular (CA125 - ovário, CA19-9 – colorretal, pân- creas e vias biliares, PSA – próstata, CA15-3 - mama) – servem como marcador tumoral e rastrea- mento. *Acompanhamento do tratamento à dosagem sanguínea IMUNOHISTOQUÍMICA: Exame em que através de proteínas normais, mostram a origem das células tumorais. Ex: CD20 – linfócito B > LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B Uso de anticorpo monoclonal que se conecta ao CD20 para promover a destruição celular por cito- toxicidade mediada por anticorpo. RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS CONTRA OS TUMORES EVASÃO DE RESPOSTA IMUNOLÓGICAS PELAS TUMORES - Mecanismo Intrínsecos da própria célula tumoral - Mediado por outras células (extrínseco) à estímulo de células vizinhas do tecido conectivo RESPOSTA IMUNULÓGICA INESPECÍFICA – NATURAL/IMEDIATA - Células NK - Macrófagos (APC) - Células dendríticas (APC) *Produção de citocinas para estimular o sistema a combater RESPOSTA IMUNULÓGICA ESPECÍFICA – ADAPTATIVA - Linfócitos T (CD4+ e CD8+) - Linfócitos B (anticorpos (ADCC, complemento) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A MECANISMOS INTRÍNSECOS - Perda da expressão de antígenos(crescimento rápido – mutações) à menos imunogênica - Infrarregulação de MHC I = expressa menos MHC I - Antígenos tumorais inacessíveis: mascaramento por mucopolissacarídeos - Expressão aumentada de PD-L1 e PD-L2 nas células tumorais – se conectam com o PD1 do linfó- cito T CD8+ e o inativa - Aumento da expressão de CTLA-4 nos linfócitos T - Aumento da expressão FasL nas células tumorais que se liga a receptores Faz de apoptose em linfócitos *bloquear esses mecanismos a níveis de checkpoint! MECANISMOS EXTRÍNSECOS - Macrófagos M2 (estimulados pela IL-4, IL-5 e IL-13 – resposta TH2): secreção de IL-10, prosta- glandina E2 e arginase – danificação da ativação de linfócito T e secreção de fatores de angiogêne- se (VEGF) - Aumento de células T reguladoras no ambiente tumoral – supressão de resposta T - Células supressoras mieloides: IL-10 inativa macrófagos e 2,3-dioxigenase que cataboliza tripto- fano necessário para proliferação de células T IMUNOTERAPIA: ATIVA OU PASSIVA - IMUNOTERAPIA: age no sistema imunológico, estimulando-o (destruição tumoral indireta). Já a imunoterapia moderna bloqueia o checkpoint (anti CTLA4 e anti PDL1 e pd1 – ou seja: ipirimumab e imunomab) . - QUIMIOTERAPIA: bloqueio da divisão celular (inespecífico); + efeitos colaterais: ataca todas as células de crescimento rápido (cabelos, estômago, intestino, medula) - RADIOTERAPIA: dano direto ao DNA e afeta uma grande área em torno do tumor - TERAPIA ALVO MOLECULAR: bloqueio de vias de sinalização intracelular (ataca mais especifica- mente as células tumorais) IMUNOTERAPIA ATIVA: 1. VACINAÇÃO COM ANTÍGENOS TUMORAIS (gp 100 melanomas), VACINA PARA HPV, COM BASE EM CÉLULAS (CÉLULAS DENDRÍTICAS) (Estímulo do sistema imunológico para produção de anticorpos e fazer o combate do estímulo depressor) V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A 2. USO DE CITOCINAS IL-2: estimula produção de TNF e INF-gama. Estimula prolifera de linfócitos T. *Efeitos colaterais: Melanomas e carcinoma renal INF-alfa: inibição da proliferação de células tumorais, aumenta atividades de células NK, au- menta expressão de MHCI *Efeitos colaterais: febre, náuseas, vômitos, diarreia, hipotensão, dispneia, prurido, aumento de creatinina, edema 3- BLOQUEIO DE VIAS INIBITÓRIAS (CTLA4 e PD-1) - Coloca-se um Ac que inibe uma via inibitória e então ocorre uma estimulação contínua do linfócito T → INIBIÇÃO NO LINFONODO (qualquer tumor) B7= CD80 ou CD86 *Efeito colateral: Reações autoimunes EFEITOS COLATERAIS IMUNOMEDIADOS Ocular (uveíte), pulmonar (pneumonite), hepático (aumento de enzimas), pancreáticos (aumento de lipase), relacionados à infusão (hipersensibilidade), gerais (fadiga, cefaleia, inapetência, artral- gia), gastrointestinal (diarreia, náusea, colite), renal (nefrite, falência), dermatológico (prurido, rash, vitiligo, alopecia), endócrino (hipo/hipertireoidismo, hipopituitarismo, hipofisite, insuficiência adrenal) - Ligação do linfócito T com a célula tumoral → INI- BIÇÃO da ligação de PD-L1 do tumor com o PD1 do linfócito → NO TECIDO ALVO - Coloca-se Ac que inibe esse conexão Ac se conecta as PD-L1 e não deixa que o PD1 se ligue e o inative Ac se conecta ao PD1 o impede diretamente a apoptose dos linfócitos *MAIOR SOBREVIDA COM TRATAMENTO DE IMUNOTERAPIA Quanto maior o PD-L1, maior a resistência tumoral -> IMUNOTERAPIA (bloqueia PD-1 nos linfócitos T citotóxicos). V A N E S S A L U D W I G P R 1 O N C O L O G I A 4- ESTIMULAÇÃO INESPECÍFICA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO (na bexiga) - Carcinoma superficial de bexiga Uso da vacina BCG diluída em soro e inserida por sonda vesical, BCG irrita a mucosa e estimula células fagocíticas para fagocitar restos celulares que ficam na mucosa da bexiga após a raspa- gem/RTU. Faz o uso de BCG por 6 semanas. IMUNOTERAPIA PASSIVA TERAPIA CELULAR ADOTIVA Transferência de células T e anticorpos específicos (LAK CELLS—LT ativados por interleuci- na) Pega linfócitos T do sangue ou do tecido tumoral (cirurgia/biópsia) e ao serem expandidos no labo- ratório pela IL-2 AUMENTAM O NÚMERO DE LINFÓCITOS JÁ SENSIBILIZADOS/ATIVADOS pelas proteínas tumorais. Após, é feito a infusão novamente no paciente CAR T – TERAPIA CELULAR: Remoção do sangue do paciente para obter célular T -> faz-se em laboratório CAR-T (receptor quimérico de antígeno)-> Crescimento de milhões de células -> infu- são do paciente -> destruição de células tumorais. Utilizado na leucemia linfoide aguda e linfomas não-Hodgkin TERAPIA com anticorpos monoclonais: Utilizado em linfomas não-Hodgkin. Rituximab (CD-20) Conjugado droga-anticorpo: Anticorpo marca as células tumorais e ocorre ligação do anticorpo com a droga citotóxica a qual destrói as células tumorais. V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Síndrome da Lise Tumoral Espontânea x Induzida pelo tratamento QT, RT e corticoide Maior parte dos tumores sólidos são de baixo risco (risco intermediário: pequenas células de pulmão e tumores germinativos) (risco alto: tumores hematológicos) Lise tumoral maciça: liberação de potássio, fosfatos, ácidos nucléicos (ácido úrico) Sintomas: náuseas, vômitos, diarreia, convulsões, câimbras, arritmias, tetania, sincope e letargia. HIPERURICEMIA: Pode causar tubulopatia pela deposição acumulada Menos comum atualmente—Uso profilático de alopurinol e rasburicase HIPERFOSFATEMIA: Células tumorais possuem mais fosfato que as células normais Hiperfosfatemia > hipocalemia Deposição renal > tubulopatia METABÓLICAS NEUROLÓGICAS CARDIOVASCULARES INFECCIOSAS HEMATOLÓGICAS • SÍNDROME DA LISE TUMORAL • HIPERCALCEMIA • METÁSTASE SNC (HIC) • COMPRESSÃO MEDULAR • SVCS • TAMPONAMENTO • NEUTROPENIA FEBRIL • SEPSE • TVP • TEP V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Prevenção: • Conforme risco • Hidratação • Alopurinol • Rasburicase • Febuxostat Tratamento: • CTI • Monitorização cardíaca • Aval eletrólitos a cada 6h • Rasburicase • Diálise, se indicada V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Hipercalcemia Comum Mal prognóstico Mecanismos: • Secreção de PTHrp pelo tumor • Produção de VIT D pelo tumor • Metástases osteolíticas (aumento da atividade osteoclástica. Ex: mama, rim, melanoma, mielo- mas. CECs, carcinoma e bexiga, renais, linfomas. Tratamento: de acordo com a severidade Sem sintomas com cálcio até 14mg/dL -> não requerem tratamento imediato Cálcio total > 14 sempre requer tratamento • Hidratação vigorosa • Bisfosfonados -> ácido zoledronico -> pamidronato • Calcitonina • Denosumab • Diálise Metástases em SNC 20% dos pacientes com câncer desenvolvem Cefaléia, sinais/sintomas neurológicos focais, convulsões Imagem: TC/RM Tropismo para SNC: mama, pulmão, rim, melanoma, colorretal Tratamento: Controle da hipertensão intracraniana Corticoide dexametasona: corticoide potente. Dose de ataque: 10mg seguida de manutenção EV (16-24g/dia) PACIENTE ONCOLÓGICO QUE APRESENTAR QUALQUER SIN- TOMA NEUROLÓGICO NOVO É OBRIGÁTÓRIO A REALIZAÇÃO DE EXAME DE IMAGEM AXIAL (TC/RM) DE CRÂNIO V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Anticonvulsivantes, se necessário Avaliação neurocirúrgica Edema refratário: bevacizumab Compressão medular 3 a 5% dos pacientes morreram de CA Pode ser a manifestação incial em 20% dos casos O reconhecimento precoce é fundamental Tropismo para osso/ esqueleto axial: Próstata, pulmão, mama, mieloma múltiplo, linfoma e tireoi- de. Clínica vai depender do nível da compressão Dor -> primeiro sintoma Sintomas motores: casos mais avançados, dor e fraqueza Sintomas sensitivos: dormência ascendente, formigamento. Síndrome da cauda equina: dor radicular,parestesias, perda senstitiva.. Cone medular: disfunção esfincteriana, bexiga neurogênica. RM de toda a coluna Avaliação de instabilidade Corticoide Avaliação neurocirúrgica/radioterápica Cirurgia para descompressão se instabilidade RT para tumores radiosensíveis (não instáveis) Síndrome da Veia Cava Superior Obstrução do fluxo sanguíneo pela VCS Lesões no pulmão direito, linfonodos e mediastino CA: pulmão, linfomas, tumores tímicos, germinativos. V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Tromboses associadas aos cateteres. Edema face/pescoço, dor torácica, sintomas respiratórios e neurológicos Casos mais graves: edema cerebral e de laringe. Imagem: Venografia: exame mais rápido, casos mais graves Ecografia venosa com doppler: aval. Fluxo/trombose AngioTomografia / RM Tratamento: Normalmente, mais de uma modalidade, dependendo do tumor e da gravidade da SVCS Graves: CTI + recanalização endovascular com stent CTC: edema RDT / linfoma / timoma Anticoagulação / retirada do cateter Tamponamento cardíaco Mama, pulmão, linfoma / tumores primários: raros Assintomáticos -> tamponamento Disseminação neoplásica / infecção Avaliação: ecocardiograma, pericardiocentese, ECG Clínica: TRÍADE DE BECK -> Hipotensão, taquicardíaca, abafamento de bulhas SINAL DE KUSSMAUL -> aumento da pressão jugular na inspiração PULSO PARADOXAL -> queda > 10mmHg na PAS na inspiraão Tratamento: Pericardiocentese Janela Pericárdica V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Neutropenia febril critérios de contagens e temperatura podem variar de acordo com a diretriz; Neutropenia: < 100-15000 neutrófilos totais Severa < 500 Muito severa < 100 Febre: > 38,3° ou 38 sustentado por 1 hora Complicações 20-25% com mortalidade de 11% Tratamento: Alto risco: tratamento EV Cefeprime, pipe-tazo e meropenem Quinolonas, aminoglicosídeos, vancomicina, suspeita de germe residente Vancomicina: suspeita de infecção de cateter, pele, instabilidade hemodinâmica Baixo risco: via oral Amoxicilina / Clavulanato + Ciprofloxacino Primeira dose dentro do hospital e conservar por pelo menos 4h CONDIÇÕES SOCIAIS: ATENTAR!!!! Residência < 1h de distância do hospital/clínica Médico assistente de acordo com manejo ambulatorial Cuidador 24h/dia V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Boa aderência Monitorizar hemograma Retorno ambulatorial frequente se necessário Deve ser internado se permanência ou recidiva de febre/ intolerância ao ATB TVP/TEP CA -> HIPERCOAGULABILIDADE 2° causa de morte em paciente com CA Avaliação: Eco doppler/ angio TC Embolia e trombose arterial -> mais incomuns Tratamento: anticoagulação Maior taxa de recorrência e complicações hemorrágicas Anticoagulação contraindicada em pacientes com plaquetas abaixo de 20.000 COVID-19 e CA Pacientes imunocomprometidos, maior risco, especialmente: CA de pulmão Neoplasia hematológica / metastáticas Pacientes com mais comorbidades Risco maior para pacientes em tratamento? Dados ainda incertos. Pacientes graves Doenças sistêmicas Imunossuprimidos Tratamentos tóxicos Exposição hospitalar e intervenções excessivas Em emergências, tempo é definidor de prognóstico V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A CA: Alteração no código genético da célula tornando-a anômala do ponto de vista morfológico, bioquímico, funcional, impedindo a sua morte natural (apoptose) ALTERAÇÕES GENÉTICAS Diagnóstico: Anamnese Exame físico geral Exame físico loco-regional Exames complementares Biópsia Exame anátomo=patológico BIÓPSIAS O que o Cirurgião espera do Patologista? Tamanho e Extensão do Tumor; Situação das Margens; Tipo Histológico; Grau; Número e situação dos linfonodos; Embolização vascular; IVL O que o Patologista Espera do Cirurgião? Informação clínica; Material representativo; Evitar áreas de necrose e hemorragia; Fixação ade- quada; Referência as margens; Identificação de níveis linfonodais Tratamento oncológico: Detecção Diagnóstico Estadiamento Tratamento Seguimento Reabilitação * Prevenção INCISIONAL Ressecção parcial do tumor (ex; Shaving) EXCISIONAL Ressecção total do tumor PAAF Citologia AGULHA GROSSA Core, true-cut Cirurgia Radioterapia Quimioterapia Multidisciplinaridade Hormonioterapia Imunoerapia Reabilitação (física, psí- quica, fono..) V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A ESTADIAMENTO -> Auxilia no planejamento terapêutico -> Iniciar o prognóstico -> Ajudar na avaliação dos resultados terapêuticos -> Facilitar intercâmbio entre os centros de tratamento -> Contribuir para pesquisa contínua sobre o câncer humano EXAME FÍSICO EXAMES COMPLEMENTARES GRAU DE DIFERENCIAÇÃO ONCOLÓGICA ** CIRURGIA T—TUMOR N—LINFONODO M– METÁSTASE VIAS DE DISSEMINAÇÃO Linfática Hematogênica Continuidade Contiguidade Implante CIRURGIA ONCOLÓGICA 60% dos pacientes oncológicos são tratados cirurgicamente Meio cirúrgico: 90% dos pacientes para diagnóstico e estadiamento Objetivo: Cura, sobrevida e qualidade de vida Operabilidade: refere-se ao paciente. Se há condições clínicas de realizar a cirurgia Ressecabilidade: refere-se ao tumor. Se o tumor pode ou não ser ressecável. V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Performance Status: GRAU DE FUNCIONALIDADE DO PACIENTE Tipos de cirurgia: Excisão local com margem Ressecção local ampliada Ressecção + linfadenectomia Monobloco / Bibloco Ressecções múltiplas Amputações e desarticulações Ressecção + endoprótese CUIDADOS: Evitar a implantação, a manipulação tumoral excessiva; Proteger/isolar o tecido tumo- ral; Evitar a disseminação intraluminal; Materiais distintos; Associar tratamento locoregional Ade- quada margem de ressecção; Completa margem de tecido normal em torno do órgão ressecado (tridimensional); Biopsia de congelação; Completa resssecção dos linfonodos regionais Ressecção em bloco de trajeto de biopsia previa ou fistula. Tratamento Paliativo: Fornecer beneficio na impossibilidade de cura. Aliviar obstrução visceral; Controlar hemorragias; Tratamento de perfuração visceral; Derivações alimentares; Bypass diges- tivo; Ressecções higiênicas; Alivio de síndromes paraneoplásicas. Preventiva: Colectomias (PAF,CRU) Orquipexia (criptorquidia); Ressecções de adenomas hepáticos. Ressecção cirúrgica: R0: Ressecção total do tumor R1: Doença residual microscópica R2: Doença residual macroscópica V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Utiliza a radiação ionizante Lesões benignos: Meningiomas, MAV, Quelóides, tumor desmóide, etc. Lesões malignas: Neoplasias (maioria das indicações) DNA: molécula em dupla hélice, possui duas cadeias unidas por pontes de hidrogênio, 4 bases ni- trogenadas. ‘’Espinha dorsal’’ - grupos fosfato e açúcar alternados. Mecanismo de lesão celular: Ação indireta e Ação direta Morte celular: Perda da capacidade proliferativa e da integridade. Mecanismo: Lesão do DNA, acúmulo de danos subletais (reparo, mutação, apoptose), alteração no DNA impede divisão e reprodução. Efetividade no ciclo celular V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A FRACIONAMENTO Permite a recuperação dos tecidos normais entre os tratamentos (repopulação) Diminui a morbidade aguda da radiação (reparo) Fracionamento convencional diário: 180-200cGy/dia Fracionamento Convencional: 1,8 a 2,0 Gy em cinco frações/semana Usualmente de 5 a 8 semanas Objetivo de minimizar complicaçõestardias Fracionamento Acelerado: 1,8 a 2,0 Gy em duas a três frações/semana Dose total similar (menor tempo de tratamento) Diminuição da repopulação (aumento no controle local) Aumento nas complicações agudas Hipofracionamento: > 2.0 Gy/fração Dias seguidos ou alternados Dose total menor (dose biológica efetiva similar) Menor tempo de tratamento Possibilidade de doses ablativas Risco de aumento nas complicações tardias (não abdsoluto) Intenção do tratamento: Volumes GVT ‘’Gross Tumor Volume’’: Doença macroscópica. Primário, linfonodo +, metástase CTV ‘’Clinical Target Volume’’: Volume de risco, Leito tumoral, drenagem linfática risco PTV ‘’Planned Target Volume’’ OAR ‘’Organ At Risk’’ ITV ‘’Internal Target Volume’’ Radical: Exclusiva Neoadjuvante Adjuvante Concorrente Paliativa: Anti-álgica Desobstrutiva Hemostática V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Técnicas: • Convencional (2D) Radiografia plana -> Menor precisão -> Margens maiores Maior toxicidade • Conformada (3D) Baseada em tomografia Melhor definição de volumes Colimação individualizada • IMRT (Intensidade Modulada) Distribuição variada da intensidade Melhor distribuição de dose Menor toxicidade • IORT (Intra– operatória) • Radiocirurgia Exterotáxica Metástases cerebrais Lesões benignas (Neurinoma do Acustico, Neuralgia do trigêmeo, M.A.V, Adenoma hipófise) Melanomas Uveais Tumores cerebrais • IGRT (guiada por imagem) • Braquiterapia Intracaitária Intersticial Intra-luminal Contato Local: Colo uterino, Vagina, Endométrio V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Interfere no processo de divisão e crescimento celular, diminuindo a intensidade do crescimento ou até mesmo destruindo as células que estão se dividindo desordenadamente Mecanismo de ação: Interfere no ciclo celular, causando diminuição da divisão celular e apoptose QUIMIOTERÁPICOS QUE ATUAM NA FASE S DO CICLO CELULAR (ANTI-METABÓLICOS) 1. Análogos da pirimidina: Uracil (5-fluoruracil, TAS-102, Capecitabine), Citocina (Gencitabine, Citocina-arabinoside) 2. Análogos da purina: Adenina (6-mercaptopurina, fluarabina), Guanina (6-tioguanina) 3. Antagonistas do folato: Metotrexate, Premetrexate. V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Uso terapêutico: Psoríase Artrite Reumatóide Refratária Leucemia Linfoblástica Aguda Carcinomatose Meníngea Reservatório de Ommaya Coriocarcinoma, Doença Trofoblástica Gestacional (GTD) CA de mama, cabeça e pescoço, ovário e bexiga Osteosarcoma Linfoma primário do sistema nervoso central ANÁLOGOS DA PIRIMIDINA: URACIL (5-FLUORURACIL) 5FU sofre ativação intracelular para o seguinte nucleotídeos ativos: -fluorodeoxiuridinemonofosfato (FdUMP): Este nucleotídeo inibe a timidilato sintetase (TS) e inibe a síntese de DNA (inibição competitiva de uma chave enzima). -5-fluorouridina trifosfato (FUTP): Este nucleotídeo sofre incorporação em RNA e causa danos ao RNA Efeito colateral: Síndrome mão pé, diarreia TRATAMENTO DA DIARREIA RELACIONADA À QUIMIOTERAPIA (QT) • Hidratação oral ou EV com SF dependendo da gravidade. • Nos casos graves, sempre checar hemograma, função renal e eletrólitos. • Suspender alimentos à base de leite (devido à deficiência de lactase induzida pelo dano à muco- sa). • Loperamida (imosec): 4 mg de dose de ataque, seguida de 2 mg VO 4/4h até a melhora do qua- dro. Depois apenas se necessário. • Se persistência da diarreia: - Iniciar ciprofloxacino: 500 mg VO 12/12h por 7 dias. - Considerar uso de octreotida: 100 a 150 mcg SC 8/8 h. QUIMIOTERÁPICOS QUE DANIFICAM O DNA: Alquilantes: mostarda nitrogenada, ciclofosfamida, ifosfamida, temozolamida,bendamustina Derivados da platina: cisplatina, carboplatina, oxaliplatina. Inibidores da topoisomerase l: irinotecano, topotecano Inibidores da topoisomerase II: doxorrubicina, etoposide Antibióticos antitumorais:bleomicina V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A AGENTES ALQUILANTES E COMPOSTOS RELACIONADOS Agentes alquilantes (ciclofosfamida, lomustina e cisplatina) são fármacos que se ligam ao DNA causando a ruptura da cadeia ou a sua replicação de- feituosa. Atuam durante todas as fases do ciclo celular, porém seu efeito ocorre principalmente durante a síntese de DNA Os danos resultantes desencadeiam a apoptose TOXICIDADE Cisplatina: Prevenção do Dano Renal: • Hidratação Agressiva. • Evitar outros agentes nefrotóxicos (¡ECA, BRA, AINEs). • Os fatores predisponentes para o desenvolvimento de nefrotoxicidade incluem: 60 anos de idade ou mais, Doses mais altas, TFG pré-tratamento <75 ml / min, Dose cumulativa, Dose trissemanal em comparação com esquemas de administração semanais. Ciclofosfamida • Absorvida oralmente ou pode ser usada EV • É ativada pelo sistema do citocromo P450 hepático formando aldofosfamida • Metabólito com atividade antitumoral é a fosforamida (o outro composto é a acroleína) • Toxicidade: alopecia, cistite hemorrágica (previnível pela infusão de MESNA, que se liga a acro- leína), cardíaca, imunosupressora, naúseas e vômitos Doxorrubicina Sinais de extravasamento (reação imediata): • Queimação. • Desconforto local. • Eritema. • Edema circunjacente à área de aplicação. • Diminuição ou parada do fluxo de infusão. • Aumento da resistência à infusão da droga no momento da administração. TOXICIDADE CARDÍACA (ICC– dose acumulativa maior que 450mg/m2 ) V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Alopécia (queda de cabelo) -> Doxorrubicina -> Etoposide -> Taxanos (Taxol, Docetaxel) Crioterapia -> minimizar a alopecia. AGENTES ANTI-MICROTÚBULOS (FASE M) Inibidores da polimerização: alcaloides da vinca (vincristina, vimblastina, vinorelbine, eribulina) Estabilizadores de microtúbulos: paclitaxel, docetaxel, ixabepilona, cabazitaxel. Paclitaxel (taxol): Mecanismo de ação: Impede a desmontagem do microtúbulo Efeitos colaterais: Fadiga, diarreia, neuropatia, neutropenia, hiperglicemia, leucopenia, reação alér- gica, elevado níveis das aminotransferases, anemia CICLOS DA QUIMIOTERAPIA • importância do intervalo entre as aplicações para regeneração dos tecidos normais As células normais se regeneram mais rapidamente do que as malignas V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A VIAS DE ADMINISTRAÇÃO: Oral Intravenosa Intramuscular Subcutânea Intratecal/Intraventricular Intra-arterial Intracavitário Intravesical Tópico V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA EFEITOS ADVERSOS Tratamento domiciliar—NAUSEAS E VOMITOS • Ondansetrona 8mg cada 8 horas por 3 dias (nausedron/vonau) • Dexametasona (decadron) 4mg VO 12/12hs por 2 dias • Metoclopramida (plasil) 10mg VO a cada 6-8 horas • Lorazepam (lorax) 0,5-1mg VO na noite anterior à quimioterapia. • Pantoprazol (pantocal) 40mg VO em jejum durante todo o tratamento. • Reação extrapiramidal (jovens): difenidramina 50mg EV ou lorazepam 1mg VO/SL Cisplatina Insuficiência renal Oxaliplatina Neurotoxicidade periférica Paclitaxel Reação de hipersensibilidade Irinotecano Diarreia Capecitabine Síndrome mão-pe Ifosfamida Cistite hemorrágica Doxorrubicina Alopecia, insuficiência cardíaca Metrotrexate Mucosite oral Vinorelbine Obstipação V A N E S S A L U D W I G P R 2O N C O L O G I A Central de quimioterapia: Local adequado para manuseio seguro de antineoplásicos -> Ambiente: sala de manipulação: Cabine de segurança biológica (Classe II, tipo B2) Deve possuir classificação de ar ISSO classe 7 (grau C) e pressão diferencial negativa em rela- ção aos ambientes adjacentes Não devem existir pia nem ralo QUIMIOTERAPIA X TERAPIA DIRECIONADA Bloqueia hormônios para tratar o câncer Incidência de CA no mundo (2020): Mama, próstata, pulmão, colorretal, colo do útero. Os tumores que surgem em tecidos sensíveis de hormônios (por exemplo, mama, útero, próstata, medula óssea) podem ser dependente de hormônios, um efeito relacionado com a presença de re- ceptores hormonais nas células malignas. O seu crescimento pode ser inibido por hormônios com ações opostas, por antagonistas de hormonais ou por agentes que inibem a síntese da hormônios endógenos. Principais exemplos: Glicocorticoides para leucemia e linfomas Tamoxifeno para tumores da mama. Análogos do hormônio de liberação das gonadotrofinas para tumores da próstata e da mama. Antiandrôgenos para câncer de próstata. Quimioterapia: • Drogas que afetam células que estão do- brando • Não muito específico • Principalmente intravenoso, alguns agentes orais • Citotóxico Terapia direcionada: • Drogas que inibem um alvo mais específico nas células • Muitos são agentes orais • Mistura de citostático e citotóxico V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A TIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA Efeitos Colaterais TAMOXIFENO • Cardiovasculares: rubor, hipertensão, tromboembolismo, angina. • Genitourinários: sangramento vaginal, póli- pos, câncer de endométrio. • Endócrinos: fogachos, amenorréia, retenção hídrica. • Oculares: catarata, retinopatia, trombose veia retiniana. INIBIDORES DA AROMATASE • Músculos-esqueléticos: fraqueza, parestesia, dor óssea e osteoporose. • Cardiovasculares: vasodilatação, hiperten- são, edema periférico. • Cutâneos: rash, alopecia, prurido. • Gastrointestinais: náuseas, vômitos, dor ab- dominal e anorexia V A N E S S A L U D W I G P R 2 O N C O L O G I A Tratamento: TERAPIA HORMONAL/HORMONIOTERAPIA/TERAPIA DE PRIVAÇÃO DE ANDRÓGENO/TERAPIA DE SUPRESSÃO ANDROGÊNICA Objetivo: reduzir o nível dos hormônios masculinos (andrógenos) no corpo. Tipos: Orquiectomia bilateral (Castração cirúrgica): remoção dos testículos Terapia com análogo do LHRH (Catsração química) - Consiste na administração de uma droga que reduz o nível de testosterona Enzalutamide: Bloqueia o sinal do receptor de andrógeno para a célula Abiraterona: diminui a produção de androgênios nos testículos, suprarenal e tecido tumoral prostático Anti-androgênicos: impedem ligação da testosterona e DHT ao receptor androgênico nuclear. ANÁLOGOS DO LHRH Promovem a depleção pituitária de LH, de modo que a administração crônica dos mesmos acompanha-se de redução dos níveis séricos da testosterona. Sob o ponto de vista prático, GOSERELINA 3,6 MG TRIPTORELINA 3,75 MG LEUPROLIDE 7,5 MG E NÃO 3,75 MG, BUSERELIN São os mais empregados, sob forma de apresentação de depósito, que aumentam a compla- cência dos pacientes ao tratamento. ANTI-ANDROGÊNICOS PERIFÉRICOS Inibe a ação dos esteróides androgênicos testiculares e adrenais nas células prostáticas, impedindo a ligação da testosterona e da DHT ao receptor androgênico nuclear. ACETATO DE CIPROTERONA FLUTAMIDA NILUTAMIDA BICALUTAMID