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Oncologia: Entendendo o Câncer

Apostila de oncologia: aborda sinalização EGF/EGFR e vias RAS–RAF–BRAF (BRAF mutado, Vemurafenib), definição de câncer e neoplasias, fases de mutação, cascata de invasão/metástase (cadherinas, integrinas, MMP), e técnicas de imunohistoquímica e imunofluorescência com marcadores como HER‑2.

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EGF: PROMOVE O CRESCIMENTO EPITELIAL 
Ligação do ligante EGF ao receptor (EGFR) 
Ativação do receptor através de fosforilação 
Ativação da parte intracelular gera uma cascata de ativação que promove a formação de um fator 
de ativação nuclear. Esse agirá sobre o núcleo que ativará a transcrição do gene, promovendo a 
progressão do ciclo celular e então, a divisão celular 
- 2 vias: RAS e PI3-K 
 DNA: Fornece o mapa genético (estrutura e função) para todas 
as proteínas do corpo. 
 Genes são formados por DNA 
 Pares de bases nitrogenadas: A-T/ C-G 
 Nucleotídeos: unidade básica da molécula de DNA (fosfato + 
base + pentose) 
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Caminho da proliferação celular. RAS e RAF sinalizadores que ativam BRAF (sempre prolifera) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alteração do gene codificando uma proteína mutada (BRAF), com atividade autônoma sobre a cas-
cata de ativação, estimulando a divisão celular. 
- Não depende mais da substância extracelular (EGF ligante) nem da ativação do RAS 
Drogas: INIBIÇÃO DO RAF → inibe o crescimento celular e as células já presentes sofrem apopto-
se 
Vemurafenib 
 
 
O que é o CÂNCER: 
=> MULTIPLICAÇÃO DESORDENADA 
=> RESISTÊNCIA A APOPTOSE (MORTE PROGRAMADA) 
=> CAPACIDADE DE INVASÃO LOCAL E METÁSTASE 
O câncer é uma doença genético que resulta da perda de controle do ciclo celular. Há invasão adja-
cente e/ou distante. 
A divisão de uma célula com mais frequência do que o normal dá origem a uma população de célu-
las em proliferação descontrolada e forma uma massa de células ou tumor 
 Neoplasia maligna: proliferação tecidual, capacidade de metástase, divisão desordena-
da sem mecanismo de defesa, podendo acometer diversos lugares. 
 Neoplasia benigna: crescimento loco-regional. (não tem capacidade de disseminação) 
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MUTAÇÃO: 
1. INICIAÇÃO (teve a mutação, mas ainda 
pode haver reparo do DNA ou morte 
celular por apoptose) 
2. PROMOÇÃO (continua havendo prolife-
ração celular, mas ainda pode ter apo-
ptose) 
3. PROGRESSÃO (câncer, podendo ocor-
rer metástase) 
IMUNOHISTOQUÍMICA 
TIPOLOGIA DO CÂNCER ATRAVÉS DE ANTI-
GÉNOS MARCADORES 
- Processo de identificar antígenos nos teci-
dos com anticorpos, através de secção cora-
da. 
- Além do auxílio ao diagnóstico de diferentes tu-
mores, a técnica tem permitido a identificação de 
diferentes tipos de marcadores (enzimas, recep-
tores e produtos de genes) 
 Principais indicações: 
Avaliação prognóstica 
Diagnóstico histogenético 
Discriminação da natureza benigna e maligna de 
determinadas células, caracterização de origem 
de carcinomas 
 
HER-2: Receptor de estrogênio 
Amplificação ou superexpressão do oncogene re-
ceptor 2 do fator de crescimento epidérmico huma-
no (HER-2). Pode haver também expressão de re-
ceptores hormonais 
IMUNOFLUORESCÊNCIA 
- É o teste utilizado para pesquisa de Ac e Ag 
 Coons (1941): 
Conjugação de Ac a flurocromos (corantes capa-
zes de fluorescer, emite luz visível quando excita-
dos por radiação UV) 
Conjugados de IF: 
São Ac marcados com fluorocromos; 
Mais comuns: 
FITC 
PE Rodamina 
PERCP 
APC DAPI 
 
 
IMUNOHISTOQUÍMICA X IMUNOFLUORESCÊNCIA: 
A visualização de uma interação antígeno anticor-
po pode ser obtida de diversas formas. Na situa-
ção mais comum, um anticorpo é conjugado a 
uma enzima, como uma PEROXIDASE, que pode 
catalisar uma reação que produzirá coloração. 
Alternativamente, o anticorpo pode também ser 
marcado com um fluorófuro, como FLUORESCEÍ-
NA OU RODAMINA 
 
 
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INVASÃO E METÁSTASE 
• Cascata metastática: descolamento da célula tumoral, migração pelo estroma até o interior de 
um capilar, sobrevivência intravascular, parada no leito capilar de um tecido, migração para o teci-
do, proliferação com angiogênese, evasão das defesas do hospedeiro. 
• Aumento da motilidade celular: regulação por moléculas secretadas pelo tumor em alça autócri-
na. 
• Metástase: disseminação tumoral para um tecido distantes (via linfática ou sanguínea). 
• Migração celular: moléculas de caderina e integrinas. 
• Proteases: ultrapassar barreiras da matriz extracelular e tecido conectivo. Ex. metaloproteina-
ses da matriz (MMP) 
• Fator de crescimento autócrinos (célula tumoral) e parácrinos (células não neoplásicas do mi-
croambiente tumoral) 
 
BASE GENÉTICA DO CÂNCER: 
- O câncer é uma doença genética, independente de ocorrer esporadicamente em uma pessoa ou 
ter característica hereditária 
 Mutações em genes que controlam a proliferação e a morte são responsáveis pelo câncer 
(PROTO-ONCOGENES). Ocorrem por desregulação do ciclo celular -> proliferação descontrolada 
-> Câncer. 
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PROTO-ONCOGENES: 
Proteínas que regulam o crescimento ce-
lular. Quando funcionam: crescimento 
celular normal. Quando mutadas: tornam
-se oncogenes e formam Ca 
GENES SUPRESSORES: 
Proteínas que impedem o crescimento 
celular. Quando funcionam: crescimento 
celular normal. Quando mutadas: proteí-
nas ineficientes e formam Ca 
 
CARACTERÍSTICAS DA CÉLULAS NEOPLÁSICAS MALIGNAS 
 Autossuficiência em fatores de crescimento 
 Insensibilidade aos inibidores de crescimento 
 Evasão à apoptose 
 Imortalidade 
 Angiogênese sustentada (produz citocinas pró-angiogênicas) 
 Capacidade de invasão 
 
As mutações podem ocorrer ao nível da linha somática ou germinativa 
Mutações SOMÁTICAS: ocorrem nas células não sexuais. Não são transmitidas à descendência 
Mutações nas células GERMINATIVAS: ocorrem nas células que originam os gametas. São transmi-
tidas à descendência. 
Sendo o câncer, dependente dessas mutações, principalmente em células somáticas. 
 
Há genes críticos para o câncer? 
- PROTO-ONCOGENES: uma mutação aumentada função (gene passa a ser oncogene). 
EXEMPLO: RAS 
- GENE SUPRESSOR DE TUMOR: mutação leva a perda de função que pode contribuir para o 
câncer. EXEMPLO: P53 
- GENES DE MANUTENÇÃO/REPARO DO DNA (caretaker): mutações resultam em instabilidade 
genômica. EXEMPLO: genes envolvidos em repara de DNA ou apoptose 
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Acidentes que podem transformar um PROTO-ONCOGENE em ONCOGENE: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Mutação de uma base nitrogenada à formação de uma proteína anômala hiperativa à estímulo 
do ciclo celular 
2. Mutação na região reguladora à produção de uma transcrição anormal à proteína normal, mas 
em grande quantidade 
3. Amplificação gênicas à formação de cópias do mesmo gene à proteína normal, mas em grande 
quantidade 
4. Rearranjo cromossômico (translocação entre cromossomos) à proteína normal, mas em grande 
quantidade 
 
BIOLOGIA DO CÂNCER: 
ONCOGENE: 
- Genes normais envolvidos com o controle positivo da proliferação celular que, quando superex-
pressos, promovem o fenótipo maligno. Ex: SIS, RAS, ABL, MYC, ERB 
 
Exemplos: 
MYC: codifica fator de transcrição nuclear pró-proliferativo. Mutação pode aumentar a expressão 
deste gene a proliferação celular 
RET: codifica receptor celular que pode sofrer mutação e torna-se ativo sem ligação do respectivo 
fator de crescimento 
RAS: codifica a proteína de transdução de sinal proliferativo que pode se tornar ativo mesmo sem 
receber sinal anterior (produzindo continuamente sinal) 
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O fator de crescimento epitelial (EGF) se liga ao seu recepto 
(EGFR) ativando proteínas internas citoplasmáticas, até produzir 
um fator de transcrição nuclear, o que fará progressão do ciclo 
celular à proliferação/ potencial de metástase / angiogênese / 
invasão 
A SUPEREXPRESSÃO dos genes pode ser causada por: 
 Mutação 
Exemplo:gene RAS mutado na maioria dos tumores de cólon 
 
 Rearranjo cromossômico: 
Posicionamento de um gene próximo a um promotor, aumentando a expressão deste 
Formação de um gene (como na Leucemia Mieloide Crônica – fusão dos genes ABR e BCL) que pro-
move proliferação celular 
 
 Ampliação gênica: geração de novas cópias do oncogene, aumentando sua expressão 
Exemplo: gene MYC 
 
*Já foram descobertos cerca de 100 oncogenes 
*Basta a superexpressão de uma das cópias de um oncogene para a produção do fenótipo maligno, 
mesmo na presença de uma cópia normal – EFEITO DOMINANTE 
*Em um gene supressor de tumor há necessidade de mutação dos dois alelos – EFEITO RECESSI-
VO 
 
GENES SUPRESSORES DE TUMOR (GSTs): 
- Genes normais envolvidos com controle negativo da prolifera-
ção celular que quando não expressos, promovem o crescimento 
celular e fenótipo maligno 
Exemplos: 
Rb: regula o ciclo celular 
NF1: inibição da transdução de sinal proliferativo pelo RAS. 
P53: inibe o crescimento e multiplicação celular se detectar da-
nos no DNA. Repara danos, caso possível, desencadeando apop-
tose 
*Mutação germinativa do gene p53: Sd de Li Fraumenni 
Rb: Retinoblastoma 
WT: Tumor de Wilms 
P53: Síndrome de Li-Fraumeni 
APC: neoplasias gástricas ou co-
lorretais; polipose adenomatosa 
familiar. 
BRCA1 e BRCA2: Ca de mama e 
ovário (hereditário) - reparo ho-
mólogo 
Nf: neurofibromatose 
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- Para que um GSTs não se expresse é necessário que ambos os alelos estejam mutados, perdidos 
ou possuam suas regiões promotoras metiladas – EFEITO RECESSIVO 
- Sua subexpressão ou falta de expressão pode ser causada principalmente por perde de heterozi-
gose 
 
GENES DE REPARO DO DNA 
- Corrigem os erros durante a replicação do DNA ou induzidos por exposição a mutágenos (raios 
UV, radiações gama) 
- Reparo do mau pareamento (MLH1, MSH2) 
- Reparo por excisão de bases (XPA, XPB) 
- Reparo por excisão de nucleotídeos (XP) 
- Reparo por recombinação homóloga (BRCA1, BRCA2, ATM) 
 
*Sd de câncer de mama e ovário hereditário à alteração de BRCA1 e BRCA2 (reparo homólogo) 
*Sd de Lynch (câncer colorretal hereditário) à alteração genes MMR (reparo de mau pareamento) 
 
*MUTAÇÕES MOTORISTA (DRIVERS) X PASSAGEIRO (PASSENGERS) 
Driver: papel funcional na proliferação maligna, fornece vantagem seletiva, são mutações re-
correntes, em menor número 
Passenger: não tem papel funcional na tumorigênese – mutações ao acaso, geralmente em maior 
número 
Distinção entre eles: desafio para a genética do câncer 
 
 
 
LESÃO INICIAL (MUTAÇÃO) – NÃO LETAL à FIXADA 
NO DNA, VISTO QUE ENZIMAS DE REPARO NÃO 
CONSERTAM à NOVAS MUTAÇÕES QUE FAZEM PRO-
MOÇÃO E PROLIFERAÇÃO DESSA CÉLULA CADA VEZ 
EM MAIOR NÚMERO ATÉ CHEGAR À METÁSTASE 
(PROGRESSÃO) 
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ANGIOGÊNESE: 
- Para crescer, o tumor requer suprimento sanguíneo para suprir a alimentação e o oxigênio 
 Sinais angiogênicos são liberados em excesso, em resposta a hipóxia, HIF (fator indutível de 
hipóxia) que ativa VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) 
 
*Hipóxia induz expressão de VEGF pela células tumorais -> estimulação da angiogênese 
através do VEGF -> Rápido crescimento tumoral e metástase 
 
*Um aumento de 0,5cm no tamanho do tumor exige um aumento da rede capilar 
*Fatores pró-angiogênicos: fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), angiopoetina, fator 
de crescimento de fibroblastos (FGF), fator de crescimento epidérmico (EGF), fator de crescimento 
derivado de plaquetas (PDGF). 
*Inibidor de VEGF – bevacizumab (anticorpo monoclonal). Usado em conjunto com quimiotera-
pia em carcinomas de cólon, mama, pulmão, ovário, rim. 
 
TRATAMENTO: ANTICORPOS MONOCLONAIS QUE SE LIGAM AO VEGF-A E VEGF-C IMPEDINDO A 
LIGAÇÃO DOS VEGF AO SEU RECEPTOR -> IMPEDE A ANGIOGÊNESE 
 
FENÔMENO EPIGENÉTICO 
Qualquer atividade reguladora de genes que não envolve mudanças na sequência do DNA e que 
pode persistir por uma ou mais gerações 
- Da mesma maneira que as células herdam genes, elas herdam também um grande número de 
informações que determinam quando estes genes devem ser ativados e em qual tecido 
*IMPORTÂNCIA: permite que as células tenham características (fenotípicas) diferentes, mesmo 
possuindo o mesmo DNA 
 O controle da expressão é feito por enzimas (epigenéticos) 
 
METILAÇÃO DE REGIÕES PROMOTORAS DE GENES: 
- É o mecanismo epigenético que facilita mudanças na estrutura da cromatina, bloqueando a trans-
crição de genes específicos ao torná-los inacessíveis à maquinaria de transcrição celular 
- Ocorre dentro da região promotora dos genes (citosina). Quando ela ocorre em genes relaciona-
dos à proliferação celular, pode estar implicado na carcinogênese 
No fenótipo maligno: COOPERAÇÃO ENTRE MUTAÇÕES GENÉTICAS E ANOMALIAS EPIGENÉTI-
CAS 
 
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A metilação está relacionada a repressão da transcrição -> silenciamento gênico 
Se ocorrer metilação de um gene supressor de tumor -> proliferação celular desordenada 
 
Mecanismos epigenéticos são afetados por fatores e processos: 
Desenvolvimento (no útero e infância); Fatores químicos e ambientais; Drogas/medicamentos; En-
velhecimento e dieta. 
Desfecho: Câncer, doença autoimune, transtornos mentais e diabetes. 
 
Modificação de histonas: Proteínas que regulam os genees (encontradas no núcleo -> fazem 
compactação e regulação do gene). Aceilação/Fosforilação/Metilação 
 
MEDICINA DE PRECISÃO (PERSONALIZADA): 
Sequenciamento genético para uma melhor resposta clínica. 
Objetivo: Desenvolver drogas que visam a alteração molecular específica (terapia alvo molecular -
> medicina personalizada). 
• Laboratório: uso de alterações genéticas específicas como biomarcadores altamente sensíveis 
para monitoramento da doença. Ex. detecção de DNA circulante com mutação do EGFR (biópsia 
líquida). 
• Bioinformática: faz comparação com as sequencias genômicas normais (ex: teste de perfil 
tumoral com inteligência artificial) 
 
Alterações genômicas: Substituições de base, inserções e deleções, alterações do numero de có-
pias e rearranjos. 
 
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Importância da equipe multidisciplinar 
 
 
 
Epidemiologia 
Incidência: casos novos em determinado período de tempo. Medida do risco de adoecimento 
Prevalência: Número de casos existentes em uma população. Mede a magnitude do agravo. 
Letalidade: Quantificação de pessoas mortas pela doença. 
 
Nível mundo: 
2020: 17 milhões de casos novos (incidência). 10 milhões de casos de mortalidade 
 
CÂNCER DE PELE NÃO MELANOMA É O MAIS INCIDENTE (letalidade quase nula) 
As mortes são acentuadas até a década de 90, após este período houve um grande de-
senvolvimento da medicina: métodos diagnósticos, patológicos, terapias e quimioterapi-
as e aprimoramento cirúrgico. 
Cânceres mais incidentes no mundo: Pulmão, mama, colorretal, próstata e estômago. 
Cânceres mais mortais: Pulmão, colorretal, estômago, fígado e mama. 
 
2018: CA + incidentes: Pulmão, mama, colorretal, próstata e estômago; 
 
Asiáticos: incidência e prevalência de CA de estômago = exposição ambiental (conservantes). 
 
Tendência a queda de incidência em todos os tipos de CA; exceto: Melanoma e tireoide. 
SEGUNDA PRINCIPAL CAUSA DE 
MORTE NO MUNDO 
1°: doenças cardiovasculares 
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Nível EUA: 
4° mais incidente: Câncer de endométrio (obesidade principal fator de risco) 
Erradicado nos EUA: Câncer de colo de útero 
Homens: Pulmão, próstata, colorretal. 
Câncer de pâncreas: muito letal 
 
Nível Brasil: 
(lacuna na epidemiologia, pois não é notificado e como consequência não gera base de dados) 
 
625 mil casos ano de CA geral, exceto de pelo não melanoma. 
 
PERSPECTIVAS DE TER CÂNCER NA VIDA: 50% 
 
Homem:1 a cada 2 vão adquirir 
1 a cada 4 vão morrer 
1 a cada 64 vão ter CA de pâncreas 
1 a cada 72 vão morrer por CA de pâncreas 
 
Mulher: 1 a cada 3 vão adquirir 
1 a cada 5 vão morrer 
1 a cada 8 vão ter CA de mama 
1 a cada 38 vão morrer por CA de mama 
 
HOMEM 
Incidência: próstata, cólon e reto, pulmão, tra-
queia e brônquio (trato respiratório alto) e estô-
mago. 
Mortalidade: traqueia, brônquio e pulmão, prós-
tata, colón e reto. 
MULHER 
Incidência: mama, cólon e reto, colo do útero 
(alta letalidade, erradico em países subdesenvol-
vidos) 
Mortalidade: mama, traqueia, brônquios e pul-
mão, cólon e reto. 
CA: É UMA DOENÇA QUE TEM 
MUITO IMPACTO NA SAÚDE 
COLETIVA 
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EVOLUÇÃO DA SOBREVIDA EM 5 ANOS: 
5 Anos sem sinal da recidiva da doença: CURA 
Sobrevida global: 
Década de 70: sobrevida de 49% 
2016: sobrevida de 67% (somente 33% morreriam em 5 anos) 
CA de mama: sobrevida de 90% em 5 anos. 
CA de pâncreas: sobrevida de 25% em 5 anos. (alta letalidade) 
 
NECESSIDADE DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS: 
85% dos pacientes com CA vão necessitar de pelo menos um procedimento cirúrgico no transcurso 
da doença (seja curativa ou paliativa) 
Tendencia: aumentar de 30 para 45 milhões de procedimentos cirúrgicos até 2030 
CA de bexiga (extremamente mutilante) e mama: ressecção cirúrgica 
 
GASTOS COM ONCOLOGIA NO SUS: 
Maior número de tratamentos : maior número de investimentos 
Maior gasto: quimioterapia e radioterapia (doença + avançada devido diagnóstico tardio) 
GASTOS SUPERAR 2 BILHÕES/ ANO 
Menor gasto: cirurgia GASTOS DE 400 MILHÕES/ANO (duplicaram em 2013) 
 
CA + COVID: Impacto do covid norte americano: Aumento da mortalidade geral (exames e trata-
mentos oncológicos foram frequentemente diminuídos) 
 
ETIOLOGIA E FATOR DE RISCO 
Fator de risco: fator que probabiliza uma maior chance do desenvolvimento da doença, compara-
dos a aqueles que não possuem o fator. 
Risco: Chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores (ambientais ou hereditários), 
desenvolver a doença. 
Sinergismo: Vários fatores de risco contribuem para o aparecimento da condição clínica. Ex: etilis-
mo e tabagismo aumentam 14% a chance de desenvolver CA de esôfago. 
Multicausalidade: Um mesmo fator pode ser de risco para o desenvolvimento de mais de uma do-
ença. Ex: tabagismo: CA de boca, língua, pulmão... 
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FATORES DE RISCO: 
Genética/hereditários: 10% (Síndromes clínicas) Mutação genética com genotipagem para CA 
Fatores predisponentes/ambientais: 90% 
-> ALIMENTAÇÃO (35%) obesidade 
-> TABAGISMO (30%) 
-> INFECÇÃO (10%) 
-> COMPORTAMENTO SEXUAL E REPRODUTIVO (7%) 
-> OUTRAS CAUSAS (7%) 
-> EXPOSICAÇÃO OCUPACIONAL (4%) Asbesto: Ca de pulmão 
-> EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO SOL (3%) 
-> ALCOOL (3%) Ca de faringe e esôfago 
-> RADIAÇÃO (1%) Ca de tireoide 
 
Responsável por 13 a 20 tipos de CA 
e 3 a cada 10 pacientes já portadores 
Evolução de um mal prognóstico. 
PRINCIPAL FATOR DE 
RISCO: IDADE 
HPV 
Alta mortalidade 
(nordeste). 
Ca de colo do útero: tipo 
16 e 18 e faringe. 
CA de faringe 
 
TABAGISMO 
Tabagismo limita na operabilidade do pa-
ciente, pois encontra-se enfraquecido pa-
ra o procedimento. 
CA de boca, língua, pulmão. 
Letalidade: 1 a cada 5 por CA 
Risco de CA de pulmão: 
8x + : 1-14 cigarros dia; 14x +: 15-24 
cigarros dia; 24x +: > 24 cigarros dia. 
CA de MAMA 
Relacionado com a obesidade 
e exposição hormonal 
(estrogênio e progesterona e 
o uso de Cos crônicos) 
É rastreável. Gestação é um 
fator protetivo 
CA de rim 
 
15-20% relacionado a 
obesidade 
 
CA colorretal 
Relacionado a dieta e alimentos em con-
serva 
Riscos: Idade: 45 anos ou 10 anos antes 
do parente de 1° grau acometido. História 
familiar, custo efetividade, preconceito/
acesso (exame desconfortável 
 
CA de esôfago 
Carcinoma espinocelular + 
comum no BR 
Relacionado ao etilismo e ta-
bagismo crônico; 
 pacientes desnutridos 
Nos EUA: relacionado ao 
refluxo 
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FATORES DE RISCO: Hereditariedade: 10% Fatores predisponentes: 90% 
Prevenção = Controle da exposição aos fatores de risco 
FATORES DE EXPOSIÇÃO: 
 
 
 
ALIMENTAÇÃO (35%) 
Combater a obesidade—1 a cada 5 canceres 
(Estrogênio = CA de mama e endométrio) Glice-
mia alterada, estimulação pancreática maior, 
hiperinsulinemia sérica 
Atividade física aeróbica (e com carga) regula-
res—mínimo 30 minutos diários -> 50% redução 
(prevenir e regredir a doença) 
Dieta balanceada, rica e frutas e verduras e po-
bre em carboidratos (Ca intestinal), com redução 
de carnes vermelhas (Ca colorretal), embutidos 
e defumados. -> REDUZIR A INFLAMAÇÃO. 
TABAGISMO (30%) 
Cessar o tabagismo. 
 
IDADE 
Principal fator de risco! 
INFECÇÃO (10%): 
HPV—Vírus endêmico = 60—65% da população 
é portadora. Vacinação está no calendário desde 
2014. (Particular: homens de 9 a 26 anos e mu-
lheres de 9 a 45 anos) (SUS: meninos de 9 a 14 
anos e meninas de 9 a 14 anos). 
Hepatite viral B—hepatocarcinoma, incidência 
crescente. CA de fígado. 
H. Pylori—CA de estômago (85%-90% dos ca-
sos). Erradicar em pacientes sintomáticos e pre-
disponentes. 
GENÉTICA/ HEREDITARIEDADE 
Investigação dos critérios que sugerem heredita-
riedade. = RASTREAMENTO 
Identificação e acompanhamento de família com 
Síndromes hereditárias = ACOMPANHAMENTO + 
RASTREAMENTO + ACONSELHAMENTO GENÉ-
TICO (Mutações) 
Tratamentos/cirurgias redutoras de risco 
(mastectomia—Ca de mama) 
Acompanhamento personalizado de pacientes 
com rica história familiar de câncer *que não 
fecham critérios de hereditariedade* (sem docu-
mentação que certifica a mutação, mas com his-
tória familiar presente) 
 
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O N C O L O G I A 
Nível de prevenção 
1°: promoção de saúde 
2°: proteção específica 
3°: diagnóstico e tratamento precoce (RASTREAMENTO E PREVENÇÃO) 
4°: limitação dos danos (DOENÇA JÁ DIAGNÓSTICADA E ESTABELECIDA) 
5°: reabilitação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rastreamento/Screening: Aplicar um exame ( baixo custo) em um população definida, assinto-
mática, com intuito de realizar diagnóstico de lesões precursoras de câncer ou cânceres em está-
gios iniciais propiciando um tratamento com impacto (melhora) de sobrevida. FATOR DE RISCO 
Importância em devidas regiões; ex asiáticos: Ca de estômago (japão) *conservantes* 
 
 
Detecção precoce: identifica-se a doença em estágio inicial a partir de sintomas e/ou sinais clíni-
cos. Facilitando o prognóstico do paciente. Por outro lado, o rastreamento é a realização de testes 
ou exames diagnósticos em pacientes assintomáticos, com a finalidade de diagnóstico precoce. 
 
 
 
 
 
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CA de próstata: PSA + TR 
Segundo MS: a partir dos 50 anos (a cada dois anos) 
Segundo INCA (atual): individualização dos casos -> avaliação especializada a partir dos 50 anos 
Sociedade brasileira de urologia: homens a partir de 50 anos; História familiar (1° grau) ou negro 
aos 45 anos; Após 75 anos, somente para pacientes com expectativa de vida acima de 10 anos. 
 
CA de mama: Mamografia (+ sensibilidade)(diagnóstico) Investigação: RM 
Segundo MS: MMG a partir dos 50 anos (a cada dois anos) 
Segundo SBCO: baixo risco (sem história familiar, nem Síndrome hereditária, nem porta o CA) 
Entre 25-40 anos: orientações sobre autocuidado—autoexame- e exame médico anual 
MMG anual a partir dos 40 anos (geralmente incluso USG (lesão sólida ou líquida) de mamas) 
Pacientes de alto risco + história familiar 
25 a 30 anos: exame físico anual (6/6 meses a depender da família)e RM anual. 
30 a 70 anos: MMG anual intercalada com RM (avaliar terapia redutora de risco) 
 
CA de colo de útero: Citopatológico (Papanicolau/preventivo) 
Segundo INCA: mulheres que já tenham iniciado a atividade sexual 25 a 64 anos (dois exames 
normais com intervalo de um ano, exame a cada 3 anos) 
Segundo SBCO: anualmente a partir dos 18 anos ou idade de início da atividade sexual. 
Avaliar captura híbrida e/ou PCR para subtipo HPV. (16-18) 
 
CA colorretal: Colonoscopia 
Segundo MS: homem e mulheres a partir dos 50 anos (se normal; repete em 10 anos) 
Segundo SBCO: a partir dos 45 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar de 1° grau teve 
(se normal, a cada 5 ou 10 anos). Se tiver pólipo, remove e trata e faz colonoscopia a cada 5 anos. 
 
CA de pulmão: TC de tórax 
Triagem anual com TC de tórax em baixa dosagem 
-> A USPSTG passa a indicar o rastreio anual, co TC de baixa dosagem para todos os adultos de 50 
a 80 anos com história de tabagismo de 20maços-ano e que atualmente fumam ou pararam de fu-
mar nos últimos 15 anos. 
No brasil, conduta individualizada. Não existe rastreamento para tal. CA + incidente e letal. 
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Paciente vêm de atendimento básico, 
Para a oncologia. 
 Com suspeita de câncer 
 Grande massa que percebeu crescimento 
 Sem exames de biopsia, sem exames 
de imagem 
 Que não foi investigado ainda 
 
Como proceder: 
Exames investigacionais 
(sintomas do paciente) 
 
Necessidade de biópsia? Quando não é feita: 
Ca de rim: paciente em estável (5% de chance de ser benigno, 95% de ser maligno) 
Ca de pâncreas ressecável (geralmente maligno) 
Ca de SNC 
Ca colorretal: pólipos adenomatosos vilosos: pode virar Ca e são preocupantes. -> Geralmente, 
são removidos na colonoscopia (polipectomia) 
Metástases + comuns: Fígado, pulmão, peritônio e linfonodos loco regionais. 
 
NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DA TIPOLOGIA TUMORAL: 
História natural da doença e sua biologia natural (para iniciar o processo de estadiamento) 
Tipo de crescimento (linfonodais? Drenagem venosa? Sitio de metástases?) Exames investigatórios 
Prever o comportamento tumoral, antecipar de alguma forma o tratamento (Histopatologia) 
 
 
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VIAS DE DISSEMINAÇÃO: 
LINFÁTICA 
 
 
 
 
 
Ca de mama (linfonodos loco 
regionais na axila) 
 
Sempre avaliar a região axilar. 
HEMATOGÊNICA 
 
 
 
 
 
Lesões metastáticas pulmona-
res. 
Exemplo: Ca de estomago e 
metástase no pulmão (1° me-
tástase + comum do estomago) 
TC de pulmão 
*fígado e peritônio 
CONTINUIDADE 
 
 
 
 
 
Ca de esôfago que evolui para o 
estômago 
CONTIGUIDADE 
 
 
 
 
 
 
Tumor de reto, que se dissemi-
na para a próstata, fígado, vesí-
cula, bexiga, colo uterino, úte-
ro. 
 
*órgãos próximos ao tumor pri-
mário 
METÁSTASES EM TRÂNSITO 
 
 
 
 
 
 
Melanoma de membro superior 
com implantação por metástase 
em transito 
TRANSCELÔMICA 
 
 
 
 
 
 
Passagem de células neoplási-
cas através das cavidades sero-
sas atingindo um local distante 
do tumor primário 
 
Tuba uterina -> cavidade peri-
toneal -> implantação na cavi-
dade (líquido do peritônio) 
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POR QUE ESTADIAR O TUMOR? 
 Determinação da extensão da doença para planejamento terapêutico. 
 Padronização de estratégias terapêuticas baseado em nível de evidência 
 “personalização” do tratamento. 
 Geração de dados epidemiológicos 
 Correta troca de informações entre equipe oncológica multidisciplinar 
 Correta troca de informações entre instituições. 
 
T: Tumor primário. Extensão do tumor 
* Volume tumoral (tamanho) 
Extensão de profundidade e infiltração de camadas (melanoma), estruturas ocas -> infiltração de 
parede do órgão (maior o T) 
T1 e T2: não extravasa parede 
N: linfonodo 
Linfonodo que drena a cadeia loco regional do sitio acometido 
 
 
 
M: metástase a distancia 
*Sítios comuns de metástase em cada Ca 
Ca de colo de 
útero e ovário: 
ESTADIAMENTO 
FIGO 
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Ca de estômago: 
Estadiamento: TC de: tórax, abdome e pelve 
 
Camadas da parede gastrointestinal 
Ca de reto e esôfago: 
Não tem serosa, mais facilidade de extravasamento do Ca. 
Comum presença de doenças linfonodais atreladas. 
 
Ca de cólon: 
T1 E T2: curativo (sem ajuda da terapia adjuvante) 
T3 (obrigatória terapia adjuvante) 
T4 (não tem cura, tratamento paliativo (quimioterapia) 
Extensão em volume e em cm 
T4 C: infiltração cutânea e profunda. 
 
Ca gástrico: 
Linfonodo grande e doente *drenagem loco regional* tem área de necrose. 
 
Ca de pulmão: 
Metástases de adrenal, no rim, retroperitônio, aorta deslocada 
(não enxerga-se a veia cava) 
 
Tomografia: verificar se há presença ou ausência de metástases 
Uso do contraste: cânceres são hipervasculares (hipovascular no Pâncreas e fígado -> + escuro) 
 
EXAMES DE INVESTIGAÇÃO: 
Pré-tratamento: C Cirúrgico: S Patológico: P Recidiva: R Autópsia: A 
Terapia neoadjuvante antes da cirurgia: Y 
Neoadjuvante: tratamento curativo pré-cirurgico -> inibir metástases -> tratar 
futura doença sistêmica melhorando o controle loco regional. 
Adjuvante: Tratamento pós cirúrgico com intenção de cura. 
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Componentes da imunidade anti-tumoral: 
 Linfócito T (principal) -> SISTEMA IMUNE ADAPTATIVO 
 Macrófagos -> SISTEMA IMUNE INATO 
 Células NK (natural killer) -> SISTEMA IMUNE INATO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: Melhorar o reconhecimento das células tumorais; Fortificar linhagens de células imuno-
lógicas para atacar o CA (IMUNOTERAPIA) à LTCD8+ (citotóxico); Inibir a angiogênese para reduzir 
os suprimentos ao CA (ANTIANGIOGÊNICA); Inibir o crescimento tumoral (QUIMIOTERAPIA) 
 A imunoterapia é um tratamento que inicialmente o influxo de muitos linfócitos faz aumentar 
o tecido linfocitico e aumentando o tumor. Isso ocorre pois esta chegando mais linfoticos no 
local devido ao estimulo da imunoterapia. Ex de imunoterapico: Ipilimumab. A imunoterapia 
aumenta a sobrevida do paciente. Quanto mais linfócito eu tiver infiltrado na biospia, melhor 
prognostico. Se tem pouco linfócitos, mais chance do tumor progredir, menor será o ataque da 
imunoterapia. 
 
Quando recomenda-la? Analisar os biomarcadores. 
 Pacientes com doença autoimune, como: retocolite ulcerativa e artrite reumatoide: são contra-
indicado para imunoterapia. 
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 A imunoterapia é um tratamento que inicialmente o influxo de muitos linfócitos faz aumentar 
o tecido linfocitico e aumentando o tumor. Isso ocorre pois esta chegando mais linfoticos no 
local devido ao estimulo da imunoterapia. Ex de imunoterapico: Ipilimumab. A imunoterapia 
aumenta a sobrevida do paciente. Quanto mais linfócito eu tiver infiltrado na biospia, melhor 
prognostico. Se tem pouco linfócitos, mais chance do tumor progredir, menor será o ataque da 
imunoterapia. 
 
Quando recomenda-la? Analisar os biomarcadores. 
 Pacientes com doença autoimune, como: retrocolite ulcerativa, artrite reumatoide, são contra-
indicado para imunoterapia. 
 
*Evasão celular do CA é principalmente CONTRA o LTCD8+ 
 
PRINCIPAIS METÁSTASES: Pulmão / Fígado / Ossos / cérebro / adrenal à TC (tórax, ab-
dômen e pelve) + CINTILOGRAFIA ÓSSEA 
*PET-CT avalia todas as metástases pelo corpo, mas não consegue avaliar metástase ce-
rebral, neste caso fazer RM de crânio 
__mab > anticorpo monoclonal à IMUNOTERAPIA 
*Quando há infiltração linfocítica em grande quantidade, indica um melhor prognóstico à o próprio 
organismo está conseguindo, em parte, combater o tumor 
*LINFÓCITO T RECONHECE (ligação Ag e Ac) E DESTROIA CÉLULA TUMORAL 
Células tumorais expressam MHC I e as células T conseguem reconhecer: 
Células dendríticas fagocitam a célula tumoral e os antígenos, metabolizando-os e o expressam na 
sua membrana (MHC I e MCH II) migra para o linfonodos e ativa o Linfócito T Citotóxico contra as 
células com esses mesmos antígenos que ela começou a expressar após a fagocitose à célula T vai 
para a corrente linfática e atinge as células tumorais e, então, se liga com o antígeno tumoral à 
liberação de toxinas (GRANZIMAS e PERFORINAS) e destruir essas células tumorais 
Antígenos prontos na superfície da célula tumoral são expressos em MHCII: são antígenos prontos 
(extraceluar) 
Antígenos que foram metabolizados pela célula dendritica (APC) no processo de fagocitose da célu-
la tumoral são expressos em MHCI – são metabolizados (intracelular) 
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ESTIMULAÇÃO DO LINFÓCITO T PELA CÉLULA DENDRÍTICA 
Ligação primária: Ligação do antígeno (expresso pela célula dendrítica) MHCI com o receptor 
(presente no linfócito T) à ESTIMULAÇÃO 
Ligação secundaria: Ligação dos receptores CD28 (linfócito T) + CD80/CD86 da célula dendrítica à 
COESTIMULAÇÃO 
Célula dendrítica (MHC II) – ativa também LTCD4+ à libera citocinas que ajudam a ativação de 
LTCD8+ (fator de necrose tumoral, Interferon- gama). (parte marrom explicando/Paula) 
Depois disso o linfócito passa a ser um linfócito ativo: 
• O cd4 ira criar citocinas (tnf, ifn-gama) que estimulam ainda mais a proliferação do linfócito t cd8 
(citotóxico). Precisa ter conexão primaria do mhc ii com atingeno tumoral se conectando com re-
ceptor de linfcotico tcd4. A co-estimulacoa é entre o cd40 da célula dendrica e cd4L da célula cd4. 
• O objetico é criar um cd8 que reconhece a célula tumoral, que circulando no organismo procura a 
célula tumoral por meio do reconhecimento dos antígenos tumorais. 
• No tumor não precisa de co-estimulacoa. 
• Os linfócitos t amndam granzinas e perforinas, quando acham o tumor, e destroem a célula tu-
moral 
 
 
IMUNOTERAPIA AGINDO NOS LINFONODOS: 
Via estimulatória: Célula dendritica fagocita a célula tumoral à apresenta MHC I à se conecta com 
Linfócito T e ativa (PRIMEIRO CHECK POINT) à vai para a corrente linfática à TECIDO TUMORAL à 
reconhece o antígeno tu-
moral e se liga à célula 
tumoral (SEGUNDO 
CHECK POINT) à 
destruição tumoral por 
toxinas 
Via Inibitó- ria: *A ativa-
ção dos lin- fócitos T no 
linfonodo atingem uma 
ativação má- xima e de-
pois ocorre EXPRESSÃO 
DA CTLA4 pelos LT que 
se liga ao CD80, não 
CD4 
T Helper 
Antígeno extracelular 
MHC Classe II 
Produz citocinas que aumentam a ação do CD8 
CD8 
t Citotóxico 
Antígeno intracelular 
MHC Classe I 
Imunoterapia amplifica sua resposta 
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ANTÍGENOS TUMORAIS - CLASSIFICAÇÃO 
- Produtos de genes mutados (principal fonte de alterações tumorais) 
- Proteínas celulares não mutadas anormalmente expressas à produção de muita proteína 
- Antígenos de vírus oncogênicos à HPV – colo de útero/ vaginal / canal anal / orofaringe (pilares e 
amígdala) 
- Antígenos oncofetais 
- Antígenos glicolipídicos e glicoproteicos alterados 
- Antígenos de diferenciação tecido-específico (ex: MELAN A que é expresso no melanoma) 
 
1. INDUÇÃO DE RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS 
2. ALVO PARA IMUNOTERAPIA 
3. MARCADORES DE DIAGNÓSTICOS 
 
PRODUTOS DE GENES MUTADOS 
 Proto-oncogens (se tornam oncogenes), genes supressores de tumor 
 Mutações: pontuais, deleção, translocação, inserções, duplicações 
As mutações levam a produção de proteínas estranhas, que são os antígenos tumorais expressos 
em membrana 
 Proteínas estranhas vinda de um gene mutado – citoplasma – MHC I (membrana da célula tu-
moral) 
 Rota: *MHC I e II: células APCs fagocitando células tumorais mortas 
 Estímulo de CD8 (MHC I) e CD4 (MHC II) 
 Exemplos de proteínas que serão expressas: RAS, BCR-ABL (LMC), p53 
 
TRANSDUÇÃO: conversão de um sinal de fora da célula, que pode gerar uma 
resposta celular específica 
Fator de crescimento se conecta com o receptor à gera vias de sinalização ci-
toplasmática à produção de um fator de transcrição nuclear à transcrição de 
um gene específico à produção de proteína 
 
 
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PROTEÍNAS CELULARES NÃO MUTADAS ANORMALMENTES EXPRESSAS 
Maior quantidade de genes, expressando maior quantidade de proteína = Muito receptor de fator 
de crescimento à estímulo de divisão celular 
Exemplo: HER-2 (câncer de mama tem hiperexpressao do gene HER-2 e com isso o LT também 
passa a reconhecer de forma anormal as células que expressão essa proteína) 
O trastuzumab é um anticorpo monoclonal humanizado derivado da tecnologia do DNA recombi-
nante que atinge seletivamente o domínio extracelular o receptor 2 do fator de crescimento epidér-
mico humano (HER2) IMPEDE O ESTÍMULO DA DIVISÃO CELULAR E A PROPAGAÇÃO DO TUMOR à 
APOPTOSE LINFOMA / NASOFARINGE / COLO DE ÚTERO 
 
HPV VACINA 
FDA aprovou em junho 2006 
Vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16, 18) à 16 e 18 causa 70% dos CA de colo de útero. Os outros 
tipos podem gerar uma cervicite e o próprio corpo destrói o vírus ou formar verrugas vaginais. 
Apenas 0,8% das contaminações com HPV desenvolvem CA 
90% das verrugas genitais (6 e 11) 
Mulheres e homens entre 9-26 anos de idade 
Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos podem tomar a vacina gratuitamente no SUS. 
Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de 
três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses) 
 
ANTÍGENOS ONCOFETAIS 
Altos níveis nas células cancerosas e fetos em desenvolvimento 
Genes silenciados após nascimento, e reativados na transformação maligna 
Marcadores para diagnóstico (sério e tecidual) 
Aumentados em condições inflamatórias (hepatite, colite, pneumonia). 
Não são importantes indutoras de resposta imunogênica 
Ex: CEA (antígeno cárcino-embrionário) à intestino grosso - CA colorretal 
 AFP (alfafetoproteína) Ca hepático (hepatocarcinoma primário) - CA de testículo 
*CEA e AFP são antígenos tumorais que não tem resposta boa para o LT. Eles são uteis como mar-
cados para monitoramento do câncer. 
 
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ANTÍGENOS GLICOLIPÍDICOS E GLICOPROTEICOS – PROVA 
 
- Moléculas da superfície celular: níveis mais elevados ou formas anormais 
- Marcadores diagnósticos ou alvos para a terapia. Incluem: gangliosídeos, mucinas 
 GANGLIOSÍDEOS (GM2, GD2, GD3): glicolipídeos (neuroblastomas, melanomas, sarco-
mas) - servem como vacinas 
 MUCINAS: glicoproteínas de alto peso molecular (CA125 - ovário, CA19-9 – colorretal, pân-
creas e vias biliares, PSA – próstata, CA15-3 - mama) – servem como marcador tumoral e rastrea-
mento. 
*Acompanhamento do tratamento à dosagem sanguínea 
 
IMUNOHISTOQUÍMICA: Exame em que através de proteínas normais, mostram a origem das 
células tumorais. 
Ex: CD20 – linfócito B > LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B 
Uso de anticorpo monoclonal que se conecta ao CD20 para promover a destruição celular por cito-
toxicidade mediada por anticorpo. 
 
RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS CONTRA OS TUMORES 
 
EVASÃO DE RESPOSTA IMUNOLÓGICAS PELAS TUMORES 
- Mecanismo Intrínsecos da própria célula tumoral 
- Mediado por outras células (extrínseco) à estímulo de células vizinhas do tecido conectivo 
 
 
RESPOSTA IMUNULÓGICA INESPECÍFICA – 
NATURAL/IMEDIATA 
- Células NK 
- Macrófagos (APC) 
- Células dendríticas (APC) 
*Produção de citocinas para estimular o sistema 
a combater 
RESPOSTA IMUNULÓGICA ESPECÍFICA – 
ADAPTATIVA 
- Linfócitos T (CD4+ e CD8+) 
- Linfócitos B (anticorpos (ADCC, complemento) 
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MECANISMOS INTRÍNSECOS 
- Perda da expressão de antígenos(crescimento rápido – mutações) à menos imunogênica 
- Infrarregulação de MHC I = expressa menos MHC I 
- Antígenos tumorais inacessíveis: mascaramento por mucopolissacarídeos 
- Expressão aumentada de PD-L1 e PD-L2 nas células tumorais – se conectam com o PD1 do linfó-
cito T CD8+ e o inativa 
- Aumento da expressão de CTLA-4 nos linfócitos T 
- Aumento da expressão FasL nas células tumorais que se liga a receptores Faz de apoptose em 
linfócitos 
 *bloquear esses mecanismos a níveis de checkpoint! 
 
MECANISMOS EXTRÍNSECOS 
- Macrófagos M2 (estimulados pela IL-4, IL-5 e IL-13 – resposta TH2): secreção de IL-10, prosta-
glandina E2 e arginase – danificação da ativação de linfócito T e secreção de fatores de angiogêne-
se (VEGF) 
- Aumento de células T reguladoras no ambiente tumoral – supressão de resposta T 
- Células supressoras mieloides: IL-10 inativa macrófagos e 2,3-dioxigenase que cataboliza tripto-
fano necessário para proliferação de células T 
 
IMUNOTERAPIA: ATIVA OU PASSIVA 
- IMUNOTERAPIA: age no sistema imunológico, estimulando-o (destruição tumoral indireta). Já a 
imunoterapia moderna bloqueia o checkpoint (anti CTLA4 e anti PDL1 e pd1 – ou seja: ipirimumab 
e imunomab) . 
- QUIMIOTERAPIA: bloqueio da divisão celular (inespecífico); + efeitos colaterais: ataca todas as 
células de crescimento rápido (cabelos, estômago, intestino, medula) 
- RADIOTERAPIA: dano direto ao DNA e afeta uma grande área em torno do tumor 
- TERAPIA ALVO MOLECULAR: bloqueio de vias de sinalização intracelular (ataca mais especifica-
mente as células tumorais) 
 
IMUNOTERAPIA ATIVA: 
1. VACINAÇÃO COM ANTÍGENOS TUMORAIS (gp 100 melanomas), VACINA PARA HPV, 
COM BASE EM CÉLULAS (CÉLULAS DENDRÍTICAS) (Estímulo do sistema imunológico para 
produção de anticorpos e fazer o combate do estímulo depressor) 
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2. USO DE CITOCINAS 
 IL-2: estimula produção de TNF e INF-gama. Estimula prolifera de linfócitos T. 
*Efeitos colaterais: Melanomas e carcinoma renal 
 INF-alfa: inibição da proliferação de células tumorais, aumenta atividades de células NK, au-
menta expressão de MHCI 
*Efeitos colaterais: febre, náuseas, vômitos, diarreia, hipotensão, dispneia, prurido, aumento de 
creatinina, edema 
 
3- BLOQUEIO DE VIAS INIBITÓRIAS (CTLA4 e PD-1) 
- Coloca-se um Ac que inibe uma via inibitória e então ocorre uma estimulação contínua do linfócito 
T → INIBIÇÃO NO LINFONODO (qualquer tumor) 
B7= CD80 ou CD86 
*Efeito colateral: Reações autoimunes 
 
EFEITOS COLATERAIS IMUNOMEDIADOS 
Ocular (uveíte), pulmonar (pneumonite), hepático (aumento de enzimas), pancreáticos (aumento 
de lipase), relacionados à infusão (hipersensibilidade), gerais (fadiga, cefaleia, inapetência, artral-
gia), gastrointestinal (diarreia, náusea, colite), renal (nefrite, falência), dermatológico (prurido, 
rash, vitiligo, alopecia), endócrino (hipo/hipertireoidismo, hipopituitarismo, hipofisite, insuficiência 
adrenal) 
 
- Ligação do linfócito T com a célula tumoral → INI-
BIÇÃO da ligação de PD-L1 do tumor com o PD1 do 
linfócito → NO TECIDO ALVO 
- Coloca-se Ac que inibe esse conexão 
 Ac se conecta as PD-L1 e não deixa que o 
PD1 se ligue e o inative 
 Ac se conecta ao PD1 o impede diretamente 
a apoptose dos linfócitos 
*MAIOR SOBREVIDA COM TRATAMENTO DE IMUNOTERAPIA 
Quanto maior o PD-L1, maior a resistência tumoral -> IMUNOTERAPIA (bloqueia PD-1 
nos linfócitos T citotóxicos). 
 
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4- ESTIMULAÇÃO INESPECÍFICA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO (na bexiga) 
- Carcinoma superficial de bexiga 
 Uso da vacina BCG diluída em soro e inserida por sonda vesical, BCG irrita a mucosa e estimula 
células fagocíticas para fagocitar restos celulares que ficam na mucosa da bexiga após a raspa-
gem/RTU. Faz o uso de BCG por 6 semanas. 
 
IMUNOTERAPIA PASSIVA 
TERAPIA CELULAR ADOTIVA 
 Transferência de células T e anticorpos específicos (LAK CELLS—LT ativados por interleuci-
na) 
Pega linfócitos T do sangue ou do tecido tumoral (cirurgia/biópsia) e ao serem expandidos no labo-
ratório pela IL-2 AUMENTAM O NÚMERO DE LINFÓCITOS JÁ SENSIBILIZADOS/ATIVADOS pelas 
proteínas tumorais. Após, é feito a infusão novamente no paciente 
 
CAR T – TERAPIA CELULAR: Remoção do sangue do paciente para obter célular T -> faz-se em 
laboratório CAR-T (receptor quimérico de antígeno)-> Crescimento de milhões de células -> infu-
são do paciente -> destruição de células tumorais. Utilizado na leucemia linfoide aguda e linfomas 
não-Hodgkin 
 
TERAPIA com anticorpos monoclonais: Utilizado em linfomas não-Hodgkin. Rituximab (CD-20) 
Conjugado droga-anticorpo: Anticorpo marca as células tumorais e ocorre ligação do anticorpo 
com a droga citotóxica a qual destrói as células tumorais. 
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Síndrome da Lise Tumoral 
Espontânea x Induzida pelo tratamento 
QT, RT e corticoide 
Maior parte dos tumores sólidos são de baixo risco 
 (risco intermediário: pequenas células de pulmão e tumores germinativos) 
 (risco alto: tumores hematológicos) 
Lise tumoral maciça: liberação de potássio, fosfatos, ácidos nucléicos (ácido úrico) 
Sintomas: náuseas, vômitos, diarreia, convulsões, câimbras, arritmias, tetania, sincope e letargia. 
 
HIPERURICEMIA: Pode causar tubulopatia pela deposição acumulada 
Menos comum atualmente—Uso profilático de alopurinol e rasburicase 
 
HIPERFOSFATEMIA: Células tumorais possuem mais fosfato que as células normais 
Hiperfosfatemia > hipocalemia 
Deposição renal > tubulopatia 
METABÓLICAS 
NEUROLÓGICAS 
CARDIOVASCULARES 
INFECCIOSAS 
HEMATOLÓGICAS 
• SÍNDROME DA LISE TUMORAL 
• HIPERCALCEMIA 
• METÁSTASE SNC (HIC) 
• COMPRESSÃO MEDULAR 
• SVCS 
• TAMPONAMENTO 
• NEUTROPENIA FEBRIL 
• SEPSE 
• TVP 
• TEP 
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O N C O L O G I A 
Prevenção: 
• Conforme risco 
• Hidratação 
• Alopurinol 
• Rasburicase 
• Febuxostat 
 
Tratamento: 
• CTI 
• Monitorização cardíaca 
• Aval eletrólitos a cada 6h 
• Rasburicase 
• Diálise, se indicada 
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O N C O L O G I A 
Hipercalcemia 
Comum 
Mal prognóstico 
 
Mecanismos: 
• Secreção de PTHrp pelo tumor 
• Produção de VIT D pelo tumor 
• Metástases osteolíticas (aumento da atividade osteoclástica. Ex: mama, rim, melanoma, mielo-
mas. 
 
CECs, carcinoma e bexiga, renais, linfomas. 
 
 
Tratamento: de acordo com a severidade 
Sem sintomas com cálcio até 14mg/dL -> não requerem tratamento imediato 
Cálcio total > 14 sempre requer tratamento 
• Hidratação vigorosa 
• Bisfosfonados 
-> ácido zoledronico 
-> pamidronato 
• Calcitonina 
• Denosumab 
• Diálise 
 
Metástases em SNC 
20% dos pacientes com câncer desenvolvem 
Cefaléia, sinais/sintomas neurológicos focais, convulsões 
Imagem: TC/RM 
Tropismo para SNC: mama, pulmão, rim, melanoma, colorretal 
 
Tratamento: 
Controle da hipertensão intracraniana 
Corticoide dexametasona: corticoide potente. Dose de ataque: 10mg seguida de manutenção EV 
(16-24g/dia) 
PACIENTE ONCOLÓGICO QUE 
APRESENTAR QUALQUER SIN-
TOMA NEUROLÓGICO NOVO É 
OBRIGÁTÓRIO A REALIZAÇÃO 
DE EXAME DE IMAGEM AXIAL 
(TC/RM) DE CRÂNIO 
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O N C O L O G I A 
Anticonvulsivantes, se necessário 
Avaliação neurocirúrgica 
Edema refratário: bevacizumab 
 
Compressão medular 
3 a 5% dos pacientes morreram de CA 
Pode ser a manifestação incial em 20% dos casos 
 
O reconhecimento precoce é fundamental 
 
Tropismo para osso/ esqueleto axial: Próstata, pulmão, mama, mieloma múltiplo, linfoma e tireoi-
de. 
Clínica vai depender do nível da compressão 
Dor -> primeiro sintoma 
Sintomas motores: casos mais avançados, dor e fraqueza 
Sintomas sensitivos: dormência ascendente, formigamento. 
Síndrome da cauda equina: dor radicular,parestesias, perda senstitiva.. 
Cone medular: disfunção esfincteriana, bexiga neurogênica. 
 
RM de toda a coluna 
Avaliação de instabilidade 
 
Corticoide 
Avaliação neurocirúrgica/radioterápica 
Cirurgia para descompressão se instabilidade 
RT para tumores radiosensíveis (não instáveis) 
 
Síndrome da Veia Cava Superior 
Obstrução do fluxo sanguíneo pela VCS 
Lesões no pulmão direito, linfonodos e mediastino 
CA: pulmão, linfomas, tumores tímicos, germinativos. 
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O N C O L O G I A 
Tromboses associadas aos cateteres. 
Edema face/pescoço, dor torácica, sintomas respiratórios e neurológicos 
Casos mais graves: edema cerebral e de laringe. 
 
Imagem: 
Venografia: exame mais rápido, casos mais graves 
Ecografia venosa com doppler: aval. Fluxo/trombose 
AngioTomografia / RM 
 
Tratamento: 
Normalmente, mais de uma modalidade, dependendo do tumor e da gravidade da SVCS 
Graves: CTI + recanalização endovascular com stent 
CTC: edema RDT / linfoma / timoma 
Anticoagulação / retirada do cateter 
 
Tamponamento cardíaco 
Mama, pulmão, linfoma / tumores primários: raros 
Assintomáticos -> tamponamento 
Disseminação neoplásica / infecção 
Avaliação: ecocardiograma, pericardiocentese, ECG 
Clínica: 
TRÍADE DE BECK -> Hipotensão, taquicardíaca, abafamento de bulhas 
SINAL DE KUSSMAUL -> aumento da pressão jugular na inspiração 
PULSO PARADOXAL -> queda > 10mmHg na PAS na inspiraão 
 
Tratamento: 
Pericardiocentese 
Janela Pericárdica 
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O N C O L O G I A 
Neutropenia febril 
critérios de contagens e temperatura podem variar de acordo com a diretriz; 
Neutropenia: 
< 100-15000 neutrófilos totais 
Severa < 500 
Muito severa < 100 
 
Febre: > 38,3° ou 38 sustentado por 1 hora 
 
Complicações 20-25% com mortalidade de 11% 
 
Tratamento: 
Alto risco: tratamento EV 
Cefeprime, pipe-tazo e meropenem 
Quinolonas, aminoglicosídeos, vancomicina, suspeita de germe residente 
Vancomicina: suspeita de infecção de cateter, pele, instabilidade hemodinâmica 
 
 
 
 
 
 
Baixo risco: via oral 
Amoxicilina / Clavulanato + Ciprofloxacino 
Primeira dose dentro do hospital e conservar por pelo menos 4h 
 
CONDIÇÕES SOCIAIS: ATENTAR!!!! 
Residência < 1h de distância do hospital/clínica 
Médico assistente de acordo com manejo ambulatorial 
Cuidador 24h/dia 
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O N C O L O G I A 
 
Boa aderência 
Monitorizar hemograma 
Retorno ambulatorial frequente se necessário 
Deve ser internado se permanência ou recidiva de febre/ intolerância ao ATB 
 
TVP/TEP 
CA -> HIPERCOAGULABILIDADE 
2° causa de morte em paciente com CA 
 
Avaliação: Eco doppler/ angio TC 
 
Embolia e trombose arterial -> mais incomuns 
Tratamento: anticoagulação 
Maior taxa de recorrência e complicações hemorrágicas 
Anticoagulação contraindicada em pacientes com plaquetas abaixo de 20.000 
 
COVID-19 e CA 
Pacientes imunocomprometidos, maior risco, especialmente: 
CA de pulmão 
Neoplasia hematológica / metastáticas 
Pacientes com mais comorbidades 
 
Risco maior para pacientes em tratamento? Dados ainda incertos. 
 
Pacientes graves 
Doenças sistêmicas 
Imunossuprimidos 
Tratamentos tóxicos 
Exposição hospitalar e intervenções excessivas 
Em emergências, tempo é definidor de prognóstico 
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O N C O L O G I A 
CA: Alteração no código genético da célula tornando-a anômala do ponto de vista morfológico, 
bioquímico, funcional, impedindo a sua morte natural (apoptose) 
 
 
ALTERAÇÕES GENÉTICAS 
 
 
 
 
Diagnóstico: 
 Anamnese 
 Exame físico geral 
 Exame físico loco-regional 
 Exames complementares 
 Biópsia 
 Exame anátomo=patológico 
 
 
BIÓPSIAS 
 
O que o Cirurgião espera do Patologista? 
Tamanho e Extensão do Tumor; Situação das Margens; Tipo Histológico; Grau; Número e situação 
dos linfonodos; Embolização vascular; IVL 
 
O que o Patologista Espera do Cirurgião? 
Informação clínica; Material representativo; Evitar áreas de necrose e hemorragia; Fixação ade-
quada; Referência as margens; Identificação de níveis linfonodais 
Tratamento oncológico: 
 Detecção 
 Diagnóstico 
 Estadiamento 
 Tratamento 
 Seguimento 
 Reabilitação 
 * Prevenção 
INCISIONAL 
Ressecção parcial do 
tumor 
(ex; Shaving) 
EXCISIONAL 
Ressecção total do 
tumor 
PAAF 
Citologia 
AGULHA GROSSA 
Core, true-cut 
Cirurgia 
Radioterapia 
Quimioterapia 
Multidisciplinaridade 
Hormonioterapia 
Imunoerapia 
Reabilitação (física, psí-
quica, fono..) 
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O N C O L O G I A 
ESTADIAMENTO 
-> Auxilia no planejamento terapêutico 
-> Iniciar o prognóstico 
-> Ajudar na avaliação dos resultados terapêuticos 
-> Facilitar intercâmbio entre os centros de tratamento 
-> Contribuir para pesquisa contínua sobre o câncer humano 
 
EXAME FÍSICO 
EXAMES COMPLEMENTARES 
GRAU DE DIFERENCIAÇÃO ONCOLÓGICA 
** CIRURGIA 
 
T—TUMOR 
N—LINFONODO 
M– METÁSTASE 
 
VIAS DE DISSEMINAÇÃO 
Linfática Hematogênica Continuidade Contiguidade Implante 
 
CIRURGIA ONCOLÓGICA 
60% dos pacientes oncológicos são tratados cirurgicamente 
Meio cirúrgico: 90% dos pacientes para diagnóstico e estadiamento 
 
 
 
Objetivo: Cura, sobrevida e qualidade de vida 
Operabilidade: refere-se ao paciente. Se há condições clínicas de realizar a cirurgia 
Ressecabilidade: refere-se ao tumor. Se o tumor pode ou não ser ressecável. 
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O N C O L O G I A 
Performance Status: GRAU DE FUNCIONALIDADE DO PACIENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de cirurgia: 
 Excisão local com margem 
 Ressecção local ampliada 
 Ressecção + linfadenectomia 
 Monobloco / Bibloco 
 Ressecções múltiplas 
 Amputações e desarticulações 
 Ressecção + endoprótese 
 
CUIDADOS: Evitar a implantação, a manipulação tumoral excessiva; Proteger/isolar o tecido tumo-
ral; Evitar a disseminação intraluminal; Materiais distintos; Associar tratamento locoregional Ade-
quada margem de ressecção; Completa margem de tecido normal em torno do órgão ressecado 
(tridimensional); Biopsia de congelação; Completa resssecção dos linfonodos regionais Ressecção 
em bloco de trajeto de biopsia previa ou fistula. 
 
Tratamento Paliativo: Fornecer beneficio na impossibilidade de cura. Aliviar obstrução visceral; 
Controlar hemorragias; Tratamento de perfuração visceral; Derivações alimentares; Bypass diges-
tivo; Ressecções higiênicas; Alivio de síndromes paraneoplásicas. 
 
Preventiva: Colectomias (PAF,CRU) Orquipexia (criptorquidia); Ressecções de adenomas hepáticos. 
Ressecção cirúrgica: 
R0: Ressecção total do tumor 
R1: Doença residual microscópica 
R2: Doença residual macroscópica 
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O N C O L O G I A 
Utiliza a radiação ionizante 
 
Lesões benignos: Meningiomas, MAV, Quelóides, tumor desmóide, etc. 
Lesões malignas: Neoplasias (maioria das indicações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DNA: molécula em dupla hélice, possui duas cadeias unidas por pontes de hidrogênio, 4 bases ni-
trogenadas. ‘’Espinha dorsal’’ - grupos fosfato e açúcar alternados. 
 
Mecanismo de lesão celular: Ação indireta e Ação direta 
 
Morte celular: Perda da capacidade proliferativa e da integridade. 
Mecanismo: Lesão do DNA, acúmulo de danos subletais (reparo, mutação, apoptose), alteração no 
DNA impede divisão e reprodução. 
 
 
 
 
Efetividade no ciclo celular 
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O N C O L O G I A 
FRACIONAMENTO 
Permite a recuperação dos tecidos normais entre os tratamentos (repopulação) 
Diminui a morbidade aguda da radiação (reparo) 
 
Fracionamento convencional diário: 180-200cGy/dia 
 
Fracionamento Convencional: 
1,8 a 2,0 Gy em cinco frações/semana 
Usualmente de 5 a 8 semanas 
Objetivo de minimizar complicaçõestardias 
 
Fracionamento Acelerado: 
1,8 a 2,0 Gy em duas a três frações/semana 
Dose total similar (menor tempo de tratamento) 
Diminuição da repopulação (aumento no controle local) 
Aumento nas complicações agudas 
 
Hipofracionamento: 
> 2.0 Gy/fração 
Dias seguidos ou alternados 
Dose total menor (dose biológica efetiva similar) 
Menor tempo de tratamento 
Possibilidade de doses ablativas 
Risco de aumento nas complicações tardias (não abdsoluto) 
 
Intenção do tratamento: 
 
Volumes 
 
GVT ‘’Gross Tumor Volume’’: Doença macroscópica. Primário, linfonodo +, metástase 
CTV ‘’Clinical Target Volume’’: Volume de risco, Leito tumoral, drenagem linfática risco 
PTV ‘’Planned Target Volume’’ 
OAR ‘’Organ At Risk’’ 
ITV ‘’Internal Target Volume’’ 
 
 
Radical: 
Exclusiva 
Neoadjuvante 
Adjuvante 
Concorrente 
Paliativa: 
Anti-álgica 
Desobstrutiva 
Hemostática 
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O N C O L O G I A 
Técnicas: 
• Convencional (2D) 
Radiografia plana -> Menor precisão -> Margens maiores 
Maior toxicidade 
 
• Conformada (3D) 
Baseada em tomografia 
Melhor definição de volumes 
Colimação individualizada 
 
 
• IMRT (Intensidade Modulada) 
Distribuição variada da intensidade 
Melhor distribuição de dose 
Menor toxicidade 
 
 
• IORT (Intra– operatória) 
 
 
 
• Radiocirurgia Exterotáxica 
Metástases cerebrais 
Lesões benignas (Neurinoma do Acustico, 
Neuralgia do trigêmeo, M.A.V, Adenoma hipófise) 
Melanomas Uveais 
Tumores cerebrais 
 
 
• IGRT (guiada por imagem) 
 
 
• Braquiterapia 
Intracaitária 
Intersticial 
Intra-luminal 
Contato 
 
Local: Colo uterino, Vagina, Endométrio 
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O N C O L O G I A 
Interfere no processo de divisão e crescimento celular, diminuindo a intensidade do crescimento ou 
até mesmo destruindo as células que estão se dividindo desordenadamente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mecanismo de ação: Interfere no ciclo celular, causando diminuição da divisão celular e apoptose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUIMIOTERÁPICOS QUE ATUAM NA FASE S DO CICLO CELULAR (ANTI-METABÓLICOS) 
1. Análogos da pirimidina: Uracil (5-fluoruracil, TAS-102, Capecitabine), Citocina 
(Gencitabine, Citocina-arabinoside) 
2. Análogos da purina: Adenina (6-mercaptopurina, fluarabina), Guanina (6-tioguanina) 
3. Antagonistas do folato: Metotrexate, Premetrexate. 
 
 
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O N C O L O G I A 
Uso terapêutico: 
 Psoríase 
 Artrite Reumatóide Refratária 
 Leucemia Linfoblástica Aguda 
 Carcinomatose Meníngea 
 Reservatório de Ommaya 
 Coriocarcinoma, Doença Trofoblástica Gestacional (GTD) 
 CA de mama, cabeça e pescoço, ovário e bexiga 
 Osteosarcoma 
 Linfoma primário do sistema nervoso central 
 
ANÁLOGOS DA PIRIMIDINA: URACIL (5-FLUORURACIL) 
5FU sofre ativação intracelular para o seguinte nucleotídeos ativos: 
 
-fluorodeoxiuridinemonofosfato (FdUMP): 
Este nucleotídeo inibe a timidilato sintetase (TS) e inibe a síntese de 
DNA (inibição competitiva de uma chave enzima). 
 
-5-fluorouridina trifosfato (FUTP): 
Este nucleotídeo sofre incorporação em RNA e causa danos ao RNA 
 
Efeito colateral: Síndrome mão pé, diarreia 
 
TRATAMENTO DA DIARREIA RELACIONADA À QUIMIOTERAPIA (QT) 
• Hidratação oral ou EV com SF dependendo da gravidade. 
• Nos casos graves, sempre checar hemograma, função renal e eletrólitos. 
• Suspender alimentos à base de leite (devido à deficiência de lactase induzida pelo dano à muco-
sa). 
• Loperamida (imosec): 4 mg de dose de ataque, seguida de 2 mg VO 4/4h até a melhora do qua-
dro. Depois apenas se necessário. 
• Se persistência da diarreia: - Iniciar ciprofloxacino: 500 mg VO 12/12h por 7 dias. - Considerar 
uso de octreotida: 100 a 150 mcg SC 8/8 h. 
 
QUIMIOTERÁPICOS QUE DANIFICAM O DNA: 
 Alquilantes: mostarda nitrogenada, ciclofosfamida, ifosfamida, temozolamida,bendamustina 
 Derivados da platina: cisplatina, carboplatina, oxaliplatina. 
 Inibidores da topoisomerase l: irinotecano, topotecano 
 Inibidores da topoisomerase II: doxorrubicina, etoposide 
 Antibióticos antitumorais:bleomicina 
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O N C O L O G I A 
AGENTES ALQUILANTES E COMPOSTOS RELACIONADOS 
 
Agentes alquilantes (ciclofosfamida, lomustina e cisplatina) são fármacos 
que se ligam ao DNA causando a ruptura da cadeia ou a sua replicação de-
feituosa. 
 
Atuam durante todas as fases do ciclo celular, porém seu efeito ocorre 
principalmente durante a síntese de DNA 
 
Os danos resultantes desencadeiam a apoptose 
 
TOXICIDADE Cisplatina: 
Prevenção do Dano Renal: 
• Hidratação Agressiva. 
• Evitar outros agentes nefrotóxicos (¡ECA, BRA, AINEs). 
• Os fatores predisponentes para o desenvolvimento de nefrotoxicidade incluem: 
 60 anos de idade ou mais, 
 Doses mais altas, 
 TFG pré-tratamento <75 ml / min, 
 Dose cumulativa, 
 Dose trissemanal em comparação com esquemas de administração semanais. 
 
 
Ciclofosfamida 
• Absorvida oralmente ou pode ser usada EV 
• É ativada pelo sistema do citocromo P450 hepático formando aldofosfamida 
• Metabólito com atividade antitumoral é a fosforamida (o outro composto é a acroleína) 
• Toxicidade: alopecia, cistite hemorrágica (previnível pela infusão de MESNA, que se liga a acro-
leína), cardíaca, imunosupressora, naúseas e vômitos 
 
 
Doxorrubicina 
 
Sinais de extravasamento (reação imediata): 
• Queimação. 
• Desconforto local. 
• Eritema. 
• Edema circunjacente à área de aplicação. 
• Diminuição ou parada do fluxo de infusão. 
• Aumento da resistência à infusão da droga no momento da administração. 
TOXICIDADE CARDÍACA 
(ICC– dose acumulativa 
maior que 450mg/m2 ) 
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O N C O L O G I A 
Alopécia (queda de cabelo) 
-> Doxorrubicina 
-> Etoposide 
-> Taxanos (Taxol, Docetaxel) 
 
Crioterapia -> minimizar a alopecia. 
 
AGENTES ANTI-MICROTÚBULOS (FASE M) 
 
Inibidores da polimerização: alcaloides da vinca (vincristina, vimblastina, vinorelbine, eribulina) 
Estabilizadores de microtúbulos: paclitaxel, docetaxel, ixabepilona, cabazitaxel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paclitaxel (taxol): 
Mecanismo de ação: Impede a desmontagem do microtúbulo 
Efeitos colaterais: Fadiga, diarreia, neuropatia, neutropenia, hiperglicemia, leucopenia, reação alér-
gica, elevado níveis das aminotransferases, anemia 
 
CICLOS DA QUIMIOTERAPIA 
 
 
• importância do intervalo entre as 
aplicações para regeneração dos 
tecidos normais 
 
As células normais se regeneram mais 
rapidamente do que as malignas 
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O N C O L O G I A 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO: 
Oral 
Intravenosa 
Intramuscular 
Subcutânea 
Intratecal/Intraventricular 
 
Intra-arterial 
Intracavitário 
Intravesical 
Tópico 
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O N C O L O G I A 
EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS ADVERSOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento domiciliar—NAUSEAS E VOMITOS 
• Ondansetrona 8mg cada 8 horas por 3 dias (nausedron/vonau) 
• Dexametasona (decadron) 4mg VO 12/12hs por 2 dias 
• Metoclopramida (plasil) 10mg VO a cada 6-8 horas 
• Lorazepam (lorax) 0,5-1mg VO na noite anterior à quimioterapia. 
• Pantoprazol (pantocal) 40mg VO em jejum durante todo o tratamento. 
• Reação extrapiramidal (jovens): difenidramina 50mg EV ou lorazepam 1mg VO/SL 
 
 
 
Cisplatina Insuficiência renal 
Oxaliplatina Neurotoxicidade periférica 
Paclitaxel Reação de hipersensibilidade 
Irinotecano Diarreia 
Capecitabine Síndrome mão-pe 
Ifosfamida Cistite hemorrágica 
Doxorrubicina Alopecia, insuficiência cardíaca 
Metrotrexate Mucosite oral 
Vinorelbine Obstipação 
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2O N C O L O G I A 
Central de quimioterapia: Local adequado para manuseio seguro de antineoplásicos 
-> Ambiente: sala de manipulação: 
 Cabine de segurança biológica (Classe II, tipo B2) 
 Deve possuir classificação de ar ISSO classe 7 (grau C) e pressão diferencial negativa em rela-
ção aos ambientes adjacentes 
 Não devem existir pia nem ralo 
 
QUIMIOTERAPIA X TERAPIA DIRECIONADA 
 
 
 
Bloqueia hormônios para tratar o câncer 
 
Incidência de CA no mundo (2020): Mama, próstata, pulmão, colorretal, colo do útero. 
 
Os tumores que surgem em tecidos sensíveis de hormônios (por exemplo, mama, útero, próstata, 
medula óssea) podem ser dependente de hormônios, um efeito relacionado com a presença de re-
ceptores hormonais nas células malignas. 
 
O seu crescimento pode ser inibido por hormônios com ações opostas, por antagonistas de 
hormonais ou por agentes que inibem a síntese da hormônios endógenos. 
 
Principais exemplos: 
 Glicocorticoides para leucemia e linfomas 
 Tamoxifeno para tumores da mama. 
 Análogos do hormônio de liberação das gonadotrofinas para tumores da próstata e da mama. 
 Antiandrôgenos para câncer de próstata. 
Quimioterapia: 
• Drogas que afetam células que estão do-
brando 
• Não muito específico 
• Principalmente intravenoso, alguns agentes 
orais 
• Citotóxico 
Terapia direcionada: 
• Drogas que inibem um alvo mais específico 
nas células 
• Muitos são agentes orais 
• Mistura de citostático e citotóxico 
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O N C O L O G I A 
TIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efeitos Colaterais 
 
TAMOXIFENO 
• Cardiovasculares: rubor, 
hipertensão, tromboembolismo, angina. 
• Genitourinários: sangramento vaginal, póli-
pos, câncer de endométrio. 
• Endócrinos: fogachos, amenorréia, retenção 
hídrica. 
• Oculares: catarata, retinopatia, trombose 
veia retiniana. 
INIBIDORES DA AROMATASE 
• Músculos-esqueléticos: fraqueza, parestesia, 
dor óssea e osteoporose. 
• Cardiovasculares: vasodilatação, hiperten-
são, edema periférico. 
• Cutâneos: rash, alopecia, prurido. 
• Gastrointestinais: náuseas, vômitos, dor ab-
dominal e anorexia 
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O N C O L O G I A 
Tratamento: 
TERAPIA HORMONAL/HORMONIOTERAPIA/TERAPIA DE PRIVAÇÃO DE ANDRÓGENO/TERAPIA DE 
SUPRESSÃO ANDROGÊNICA 
 
Objetivo: reduzir o nível dos hormônios masculinos (andrógenos) no corpo. 
 
Tipos: 
 Orquiectomia bilateral (Castração cirúrgica): remoção dos testículos 
 Terapia com análogo do LHRH (Catsração química) - Consiste na administração de uma 
droga que reduz o nível de testosterona 
 Enzalutamide: Bloqueia o sinal do receptor de andrógeno para a célula 
 Abiraterona: diminui a produção de androgênios nos testículos, suprarenal e tecido tumoral 
prostático 
 Anti-androgênicos: impedem ligação da testosterona e DHT ao receptor androgênico nuclear. 
 
ANÁLOGOS DO LHRH 
 Promovem a depleção pituitária de LH, de modo que a administração crônica dos mesmos 
acompanha-se de redução dos níveis séricos da testosterona. 
 Sob o ponto de vista prático, 
GOSERELINA 3,6 MG TRIPTORELINA 3,75 MG 
LEUPROLIDE 7,5 MG E NÃO 3,75 MG, BUSERELIN 
 São os mais empregados, sob forma de apresentação de depósito, que aumentam a compla-
cência dos pacientes ao tratamento. 
 
ANTI-ANDROGÊNICOS PERIFÉRICOS 
Inibe a ação dos esteróides androgênicos testiculares e adrenais nas células prostáticas, impedindo 
a ligação da testosterona e da DHT ao receptor androgênico nuclear. 
ACETATO DE CIPROTERONA FLUTAMIDA 
NILUTAMIDA BICALUTAMID

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