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Tratamento do DM2 no Sistema Único de Saúde (SUS) Diretriz SBD 2026 Resumo das recomendações Última revisão: 26/08/2026 Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 1/24 1. Contexto e importância do DM2 • O DM2 é uma das principais condições crônicas acompanhadas no SUS. • Apresenta elevado impacto em morbimortalidade, especialmente por complicações cardiovasculares, renais e neurológicas. • A Atenção Primária à Saúde (APS) coordena o cuidado longitudinal. • O PCDT DM2 foi atualizado em 2026, com mudanças relevantes no tratamento e no uso de insulinas análogas. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 2/24 2. Rastreamento e diagnóstico • Rastreamento: a partir dos 35 anos ou em qualquer idade com sobrepeso/obesidade + fator de risco. • Fatores de risco: hipertensão, dislipidemia, tabagismo, história familiar, sedentarismo, SOP, acantose nigricans e doença hepática gordurosa metabólica. • Critérios: glicemia de jejum ≥126 mg/dL; glicemia aleatória ≥200 mg/dL com sintomas; TOTG 1h ≥209 ou 2h ≥200 mg/dL; HbA1c ≥6,5%. • Em assintomáticos, confirmar o diagnóstico conforme a estratégia descrita na diretriz. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 3/24 3. Prevenção do DM2 • Intervenção de escolha: mudança do estilo de vida. • Alimentação com frutas, verduras e legumes. • Em pessoas com sobrepeso/obesidade: perda de 5–7% do peso. • Atividade física: 150 minutos/semana. • Metformina pode ser considerada em adultos com pré-diabetes em situações específicas de maior risco. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 4/24 4. Estratificação de risco cardiovascular e renal • Avaliar todos os adultos com DM2 antes de definir a estratégia antidiabética. • Avaliar: risco cardiovascular, IMC, HbA1c e função renal. • Risco renal: relação albumina/creatinina urinária e taxa de filtração glomerular estimada (TFGe). • A avaliação universal do risco cardiovascular é recomendada para adultos com diabetes. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 5/24 5. Metas terapêuticas • Para a maioria dos adultos com DM2: • HbA1c ≤7,0% • Glicemia de jejum: 80–130 mg/dL • Glicemia 2 horas pós-prandial: 7,5%, para evitar inércia terapêutica. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 10/24 10. Inibidores de SGLT2: dapagliflozina • Incorporada ao SUS desde 2023 para DM2, com objetivo de prevenção de doença cardiovascular e progressão de doença renal. • Há critérios específicos de acesso pela Farmácia Popular e pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. • O PCDT também contempla situações relacionadas a doença renal crônica e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. • A elegibilidade depende de idade, doença cardiovascular, fatores de risco e/ou função renal, conforme os critérios do PCDT. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 11/24 11. Quando considerar insulinoterapia? • Indicada quando há falha do controle glicêmico com antidiabéticos orais. • Deve ser individualizada e não deve ser vista apenas como última etapa. • Pode ser iniciada a qualquer momento diante de sinais de insulinopenia, como poliúria, polidipsia e perda de peso. • Em pessoas ainda sem tratamento, sinais de insulinopenia também podem indicar terapia com insulina. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 12/24 12. Insulina NPH e esquema basal • O início geralmente ocorre com NPH à noite, ao deitar, evoluindo para duas doses quando necessário. • Dose inicial sugerida no PDF: 10 U ou 0,2 U/kg. • Ajustes de 2–4 U podem ser realizados até atingir a meta de glicemia de jejum. • A glicemia capilar antes do café da manhã orienta o ajuste. • A dose total diária costuma variar em torno de 0,5–1,5 U/kg/dia, conforme resistência à insulina e outros fatores. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 13/24 13. Insulina prandial e correção • Insulina regular pode ser associada à basal quando o controle permanece inadequado. • Dose prandial inicial sugerida: 2–4 U antes da principal refeição, com posterior ajuste. • A insulina regular deve ser aplicada aproximadamente 30 minutos antes da refeição. • Bolus de correção: o PDF apresenta fator de correção de 50 ou a fórmula FC = 1800/dose total diária. • O esquema deve ser ajustado conforme as glicemias e a orientação clínica. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 14/24 14. Insulinas análogas de ação rápida • Possuem início de ação mais precoce que a insulina humana regular. • Podem ser administradas de 15 minutos antes até imediatamente antes da refeição. • Podem favorecer maior flexibilidade, menor variabilidade glicêmica e adesão. • Priorizar, segundo o PDF, pessoas com hipoglicemia grave/não percebida, idosos, alterações renal/hepática, gestantes com DM2, controle pós-prandial inadequado e alta variabilidade glicêmica. • Asparte, lispro e glulisina podem ser intercambiáveis na proporção 1:1, conforme o documento. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 15/24 15. Insulinas análogas de ação prolongada • O PCDT DM2 2026 normatiza o uso de análogos de ação prolongada, especialmente glargina, também na APS. • Populações priorizadas incluem pessoas com maior risco de hipoglicemia noturna/grave, grande variabilidade glicêmica e redução das funções renal/hepática. • Também são citados idosos, gestantes com DM2 e pessoas com dificuldade para múltiplas doses diárias. • NPH 1x/dia → conversão em dose equivalente 1:1. • NPH 2x/dia → redução aproximada de 20% da dose total diária ao migrar para glargina 1x/dia. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 16/24 16. Hipoglicemia • É a complicação aguda mais frequente do diabetes e limita a intensificação do controle glicêmico. • Pode ocorrer por insulina/hipoglicemiantes, redução da ingestão alimentar ou aumento da atividade física. • Nível 1: 54–69 mg/dL; nível 2:tremores, palpitações, ansiedade e fome. • Sintomas neuroglicopênicos: confusão, dificuldade de concentração, alterações da fala, convulsões e coma. • Hipoglicemia grave ou incapacidade de ingestão oral exige assistência médica imediata. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 17/24 17. Automonitorização da glicemia capilar • É indispensável para pessoas em uso de insulina, auxiliando ajuste de doses e prevenção de hipoglicemia. • Em usuários apenas de antidiabéticos orais, não é recomendada rotineiramente, podendo ser usada pontualmente com finalidade educativa ou de ajuste. • Insulina basal 1x/dia: glicemia em jejum para ajuste. • Basal 2x/dia ou mais: medições antes de café, almoço e jantar. • Basal + rápida: medições antes e 2h após refeições conforme o esquema. • O PDF recomenda uso de softwares de monitoramento para facilitar a interpretação dos resultados. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 18/24 18. Seguimento na APS • Consultas: a cada 6 meses quando em meta; a cada 3 meses quando fora da meta ou após mudanças no tratamento. • Peso e pressão arterial: em todas as consultas. • HbA1c e glicemia: semestralmente ou trimestralmente conforme controle. • Lipidograma, creatinina/TFGe, albumina/creatinina urinária, pé diabético e exame oftalmológico: avaliação anual. • Riscos cardiovascular e renal: recalculados anualmente. • Encaminhar/compartilhar com atenção especializada em situações de falha terapêutica ou complicações moderadas/graves. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 19/24 19. Pé diabético e neuropatia periférica • Avaliação do pé diabético: ao diagnóstico e anualmente. • O PDF destaca biotesiômetro e sensibilidade térmica como testes de rastreamento. • Para diagnóstico definitivo da neuropatia periférica diabética, recomenda-se o Escore de Comprometimento Neuropático (ECN/NDS). • ECN: 0–2 ausente; 3–5 leve; 6–8 moderada; 9–10 severa. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 20/24 20. Indicador C4 e auditagem do cuidado • O Indicador C4 avalia o cuidado da pessoa com diabetes na APS. • É alimentado pelos registros do e-SUS APS e consolidado no SISAB/Siaps. • Avalia acesso, acompanhamento longitudinal, monitoramento glicêmico, risco cardiovascular, prevenção de complicações e seguimento. • O desempenho compõe o Componente de Qualidade do cofinanciamento federal da APS. • Registros inadequados podem reduzir a pontuação e o repasse federal. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 21/24 21. Parâmetros essenciais do C4 • Identificação da pessoa com diabetes: registro permanente. • Consulta médica ou de enfermagem: ≥1 a cada 6 meses. • HbA1c: ≥1 em 12 meses. • Estratificação do risco cardiovascular: anual em 40–74 anos. • Pressão arterial: ≥1 em 6 meses. • Peso e altura: ≥1 em 12 meses. • Avaliação do pé diabético: ≥1 anual. • Visitas domiciliares por ACS/TACS: ≥2 em 12 meses, conforme exceção descrita no PDF. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 22/24 22. Mensagem final • O cuidado do DM2 no SUS combina mudança de estilo de vida, tratamento farmacológico, monitorização e acompanhamento longitudinal. • A metformina permanece como primeira linha, com intensificação conforme resposta e perfil clínico. • Dapagliflozina e insulinas análogas possuem critérios específicos de utilização no SUS. • A individualização das metas é essencial, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades. • Qualidade clínica, registro assistencial e organização da APS estão integrados no cuidado do DM2. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 23/24 Referências principais • Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz SBD 2026: Tratamento do DM2 no Sistema Único de Saúde (SUS). Última revisão: 26/08/2026. • Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabetes Mellitus Tipo 2 (PCDT DM2). Atualização 2026. • Rodacki M et al. Brazilian guideline for screening and diagnosis of type 2 diabetes. Diabetology & Metabolic Syndrome, 2025. • Demais referências: consultar páginas 16–18 do PDF original. Diretriz SBD 2026 • Tratamento do DM2 no SUS | Slide 24/24