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Apostila Distribuição de Energia

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Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
1 
 
1 - SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (Noções) 
 
1.1 - Introdução 
O Sistema Elétrico de Potência (SEP) é um conjunto de todas as instalações e 
equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia 
elétrica. (A.B.N.T. – NBR-5460 – Sistemas Elétricos de Potência – 
Terminologia). 
Objetivo → Gerar, transmitir e distribuir energia elétrica atendendo a 
determinados padrões de confiabilidade, disponibilidade, qualidade, segurança 
e custos, com o mínimo impacto ambiental. 
 Confiabilidade representa a probabilidade de componentes, partes e 
sistemas realizarem suas funções requeridas por um dado período de 
tempo sem falhar. Representa também o tempo que o componente, 
parte ou sistema levará para falhar (%). 
 Disponibilidade é definida como a probabilidade que o sistema esteja 
operando adequadamente quando requisitado para uso. Em outras 
palavras, é a probabilidade que um sistema não está indisponível 
quando requisitado seu uso (%). 
 Qualidade da energia é a condição de compatibilidade entre sistema 
supridor e carga atendendo critérios de conformidade senoidal 
(amplitude da tensão, frequência, desequilíbrios de tensão e corrente e 
forma de onda). 
 Segurança está relacionado com a habilidade do sistema de responder 
a distúrbios que possam ocorrer no sistema. Em geral os sistemas 
elétricos são construídos para continuar operando após ser submetido a 
uma contingência. 
 
 
 
 
 
 Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
2 
 
1.1.2 - Geração 
 
Obtém-se energia elétrica, a partir da conversão de alguma outra forma de 
energia, utilizando-se máquinas elétricas rotativas (geradores), nas quais se 
utilizam turbinas hidráulicas ou a vapor para se obter o conjugado mecânico. 
1.1.3 - Sistema de Transmissão 
 
Transporta a energia elétrica dos centros de geração aos de consumo. 
 
1.1.4 - Sistema de Distribuição 
1.1.4.1 - Rede de Sub-Transmissão 
 
Tem a função de transportar a energia elétrica das subestações de transmissão 
às subestações de distribuição e aos consumidores, operando em tensões de 
34,5, 69, 88 e 138 kV. 
1.1.4.2 - Subestações de distribuição 
 
São supridas pela rede de subtransmissão e são responsáveis pela 
transformação da tensão de subtransmissão para a de distribuição primária 
(13,8 kV). 
jones
Realce
jones
Realce
 Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
3 
 
1.2 - Sistemas de distribuição primária 
As redes de distribuição primária (média tensão) emergem das SEs de 
distribuição e operam, no caso da rede aérea, radialmente, com possibilidade 
de transferência de blocos de carga entre circuitos para o atendimento da 
operação em condições de contingência, devido à manutenção corretiva, 
preventiva e outras situações. 
1.3 - Redes de Distribuição 
As redes de distribuição alimentam consumidores residenciais e industriais de 
médio e pequeno porte, consumidores comerciais e de serviços. 
a) Redes de Média Tensão 
Os troncos dos alimentadores empregam, usualmente, condutores de seção 
336,4 MCM permitindo, na tensão de 13,8 kV, o transporte de 12MVA de 
potência máxima, que face a necessidade de transferência de blocos de carga 
entre alimentadores, fica limitada em torno de 8 MVA. Estas redes atendem os 
consumidores primários e aos transformadores de distribuição (estações 
transformadoras). Podem ser aéreas ou subterrâneas, sendo que as primeiras 
são mais difundidas devido ao seu custo menor, e, as segundas têm grande 
aplicação em áreas de maior densidade de carga (zona central de uma 
metrópole). 
b) Redes em Baixa Tensão (BT) 
O objetivo das redes em baixa tensão é transportar eletricidade das redes de 
média tensão para os consumidores de baixa tensão. 
A rede BT representa o nível final na estrutura de um sistema de potência. Um 
grande número de consumidores, setor residencial, é atendido pelas redes em 
BT. Tais redes são em geral operadas manualmente, nas tensões de 220/127 
V ou 380/220 V.. 
 
A Tabela 1 mostra um diagrama com a representação dos vários segmentos de 
um sistema de potência com seus respectivos níveis de tensão. 
 
Tensão (kV) Campo de 
aplicação 
Área do sistema 
de potência Padronizada Existente 
0,220/0,127 0,110 Distribuição 
secundária (BT) 
Distribuição 
0,380/0,220 0,230/0,115 
13,8 11,9 Distribuição 
primária (MT) 34,5 22,5 
34,5 
88,0 
Subtransmissão 
(AT) 
69,0 
138,0 
138,0 
440,0 
750,0 
Transmissão Transmissão 
230,0 
345,0 
500,0 
Tabela 1 – Tensões usuais em sistemas de potência. 
jones
Realce
jones
Realce
jones
Realce
 Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
4 
 
1.3.1 - Conceitos básicos da Distribuição 
Rede de Distribuição Aérea Urbana → Parte integrante do Sistema de 
Distribuição Aérea, localizada dentro de perímetro urbano de cada 
localidade. 
Rede de distribuição aérea rural → Rede de Distribuição situada fora do 
perímetro urbano de cidades. 
Rede de Distribuição Primária → Parte de uma Rede de Distribuição que 
alimenta transformadores de distribuição e / ou pontos de entrega sob uma 
mesma tensão primária nominal. 
Alimentador de Distribuição → Parte da Rede de Distribuição Primária que 
alimenta, diretamente ou por intermédio de seus ramais, os transformadores de 
distribuição da concessionária e/ou consumidores. 
Tronco de Alimentador → Parte de um Alimentador de Distribuição que 
transporta a parcela principal da carga total. 
Ramal de Alimentador → Parte de um Alimentador de Distribuição que deriva 
do Tronco de Alimentador e que alimenta diretamente os transformadores de 
distribuição e / ou pontos de entrega de consumidores em tensão primária. 
Rede de Distribuição Secundária → Rede elétrica que leva energia dos 
transformadores de distribuição aos pontos de entrega. 
Ramal de Ligação → Conjunto de condutores e acessórios que ligam uma 
Rede de Distribuição Secundária a uma ou mais unidades de consumo. 
Carga Instalada → Soma das potências nominais (em kW) dos equipamentos 
de uma unidade de consumo que, uma vez concluídos os trabalhos de 
instalação, estão em condições de entrar em funcionamento. 
Demanda → Potência (kVA ou kW), requisitada por determinada carga 
instalada, durante um intervalo de tempo especificado. Normalmente se 
considera a potência média de 15 minutos. 
Demanda Máxima → Maior de todas as demandas registradas ou ocorridas 
durante um intervalo de tempo especificado. 
Demanda Simultânea → Soma das demandas verificadas num mesmo 
intervalo de tempo especificado. 
Demanda Simultânea Máxima → Maior das demandas simultâneas 
registradas durante um intervalo de tempo especificado. 
Fator de Demanda → Relação entre a demanda máxima de uma instalação, 
verificada em um intervalo de tempo especificado e a correspondente carga 
instalada total. 
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5 
 
Fator de Carga → Relação entre a demanda média obtida com base no 
consumo e a demanda máxima no mesmo intervalo de tempo especificado. 
Demanda Diversificada → Contribuição de um consumidor para a demanda 
máxima do grupo a que pertence e que está alimentado pela mesma fonte de 
energia elétrica. É também a demanda resultante da carga, tomada em 
conjunto de um grupo de consumidores ligados em um mesmo circuito. 
Queda de Tensão → Diferença entre as tensões elétricas existentes em dois 
pontos distintos de um circuito, percorrido por corrente elétrica, observadas no 
mesmo instante. 
Fator de Potência → Relação entre a potência ativa e a potência aparente. 
Consumo → Quantidade de energia elétrica (kWh) absorvida em um dado 
intervalo de tempo. 
Consumidores Especiais → Consumidores cujas cargas ocasionam 
flutuações de tensão na rede, necessitando, portanto, de uma análise 
específica para o dimensionamento elétrico da mesma. 
kVA Térmico → Potência limite de carregamento do transformador, 
estabelecida emfunção de suas características do tipo de curva de carga, 
adotando máximo de 130 %. 
Chaves de Proteção → Chaves utilizadas com a finalidade básica de proteção 
dos circuitos primários de distribuição ou de equipamentos neles instalados, 
desligando automaticamente os circuitos ou equipamentos que estejam sob 
condições de defeito ou sob tensão ou correntes anormais. 
Chaves Fusíveis de Distribuição → Chaves com função principal de proteger 
ou isolar automaticamente parte da rede, baseado em princípio térmico, 
através de sobreaquecimento e fusão de um elo condutor fusível quando 
atingido o limite de corrente pré-estabelecido. 
Chaves Seccionadoras Tipo Faca → Chaves com função principal de permitir 
conexão ou desconexão de parte da rede nas manobras por ocasião das 
operações de fluxo de carga, de manutenção, de reforma ou de construção, 
através de fechamento ou abertura de um componente em forma de barra 
metálica basculante condutora, e operado mecanicamente com auxílio de vara 
de manobra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 
 
2- REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO 
 
 
 
2.1 – Introdução → São redes primárias e 
secundárias, cujo transporte de energia elétrica 
das subestações aos consumidores é feito, 
através, de condutores, geralmente de alumínio 
nú, instalados em estruturas constituídas de 
postes, cruzetas, isoladores, ferragens e 
acessórios. 
2.1.1 - Redes aéreas urbanas 
São redes que atendem os consumidores 
residenciais, comerciais e industriais situados na 
área urbana dos municípios. Utilizam, 
geralmente, transformadores trifásicos para o 
abaixamento da tensão, para suprimento dos 
consumidores em BT, tanto residenciais, como 
comerciais e industriais de pequeno porte. 
Utilizam, também, poste de concreto do tipo 
circular ou duplo T. 
 
 
 
 
 
 
 
2.1.2 - Redes aéreas rurais 
 
São aquelas que suprem os 
consumidores situados na área rural 
dos municípios. Devido abaixa 
densidade de carga utilizam-se 
redes monofásicas (fase/neutro) e 
transformadores monofásicos. Os 
postes das estruturas são, 
geralmente, de madeira. 
 
 
 
 
 
 Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
7 
 
2.2 - MATERIAIS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA 
 
Figura 4 – Poste de concreto duplo T para distribuição e circular para 
transmissão 
2.2.1 - POSTES → São os elementos básicos das estruturas. São 
especificados pelas suas dimensões geométricas (altura), material, forma e 
pela resistência à flexão (máximo esforço horizontal). Exemplo: Poste de 
concreto, seção circular, 11 m, 300 Kg. Podem ser de madeira, concreto e aço. 
 
Figura 5 – Armação do suporte de ferro do poste de concreto circular 
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8 
 
 
 
Figura 6 – Teste de esforço mecânico do poste de concreto circular 
 
 
 
 
Figura 7 – Colocação da armação de ferro na forma do poste de concreto 
 
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9 
 
2.2.1.1 - Poste de Madeira → Usado em linhas rurais, devido ao aspecto 
estético. È mais barato, mais leve (cerca de 65% do peso do poste de 
concreto) e de fácil manuseio. São usadas as madeiras de pinho, eucalipto, 
etc. Com a proibição do uso da madeira de lei, ficou muito difundido o uso da 
madeira branca, porém, para seu uso a PB-45 da ABNT, determina que “todo 
poste que não for de madeira de lei, deverá ser tratado e levar bandagens com 
arame galvanizado no seu topo e no pé”. O tratamento é feito com a 
penetração de um produto a base de alcatrão, para evitar o apodrecimento, o 
aparecimento de fungos e de cupins. 
2.2.1.2 - Poste de Concreto → Usado em todo tipo de redes aéreas. É mais 
pesado, mais frágil em seu manuseio, e mais caro que o de madeira, porém, 
suporta esforços mecânicos maiores que o poste de madeira. Podem ser: 
 Circular; 
 Duplo T. 
 
Os postes de concreto tipo duplo T têm maior resistência mecânica e por isto 
são usados em linhas de vãos maiores. 
2.2.1.3 - Poste de aço → É mais utilizado para iluminação ornamental. São 
mais leves, de fácil manuseio e mais caros que os postes de concreto e 
requerem manutenção constante (pintura). 
Observação: Preferencialmente, deverão ser instalados em poste de concreto, 
equipamentos como: chave faca, chave fusível, banco de capacitores, estação 
transformadora, religador, seccionalizador, regulador de tensão, entrada 
primária. 
Altura (m) Cód. da concessionária Esforço máximo (kgf) 
10,5 
14 300 
15 600 
18 1000 
12 
20 300 
23 600 
25 1000 
Tabela 1 – Tipos de postes de concreto de uma concessionária de energia 
elétrica 
Deve-se frisar que o esforço horizontal mostrado na Tabela 9.1 é suposto a 20 
cm do topo do poste. 
 
 
jones
Realce
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Locação dos postes 
Definido o traçado da rede, deve-se partir para a determinação da localização 
dos postes. Para isto algumas regras básicas devem ser seguidas tais como: 
 As observações feitas no levantamento de campo, devidamente 
marcadas em planta, devem ser respeitadas; 
 Utilizar vão básico igual a 35 m melhorando desta maneira os níveis de 
iluminação pública. Para regiões rurais o vão básico poderá ser igual a 
70 m, prevendo-se expansões futuras onde será locado um poste 
intermediário der tal modo que o vão básico seja reduzido a 35 m; 
 Nas vias públicas onde existam curvas, evidentemente a distância entre 
postes poderá ser menor, evitando-se que condutores atravessem 
propriedades particulares; 
 Prever para que a poste não se localize em frente as portas, janelas, 
sacadas , marquises, garagens, rebaixamentos de guias ou postos de 
gasolina. Para isto, devem-se observar os afastamentos mínimos 
impostos pelos manuais de padronização da concessionária local; 
 Os postes devem ser locados no lado onde houver menor arborização; 
 Em ruas onde a grande maioria dos consumidores se localizam em um 
certo lado, os postes devem ser colocados neste mesmo lado. 
2.2.2 – CRUZETAS → Elemento onde são colocados os pinos para fixação dos 
isoladores. Normalmente são de madeira, medindo de 2 a 2,4 m, podendo, 
também, ser de concreto, pouco usadas, de ferro, usadas em casos especiais 
tais como travessias de ferrovias, rodovias, etc. ou de fibra de vidro para 
atmosfera agressiva, com alto índice de poluição. Proporcionam o 
espaçamento entre os condutores da rede primária. Para sua fixação ao poste 
utiliza-se parafuso de cabeça quadrada, porcas e arruelas, também, 
quadradas. Para anular o balanço, usa-se mão francesa. 
 
Figura 8 – Poste de rede de distribuição equipado com cruzetas 
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2.2.3 – ISOLADORES → Os isoladores são elementos sólidos dotados de 
propriedades mecânicas capazes de suportar os esforços produzidos pelos 
condutores. Eletricamente, exercem a função de isolar os condutores, 
submetidos a uma diferença de potencial em relação à terra (estrutura do 
suporte) ou em relação a um outro condutor de fase. De maneira geral 
classificam-se em duas categorias: apoio e de suspensão. 
 
2.2.3.1 - Isoladores de apoio → São aqueles nos quais se apóiam os 
condutores. No caso de redes de distribuição, os condutores são fixados aos 
isoladores através de laços pré-formados, de forma a permitir um pequeno 
deslocamento devido ao trabalho durante o ciclo de carga. 
 
 
2.2.3.2 - Isolador roldana → É utilizado predominantemente nas redes de 
distribuição urbana e rural secundária (220 ou 380 V). Podem ser encontrados 
tanto em porcelana vitrificada, como em vidro recozido. 
 
Figura 9 – Isolador tipo roldana para rede secundária (BT) 
 
 
2.2.3.3 - Isolador de Pino → É utilizado geralmente em redes de distribuição 
urbana e rural, primárias, até tensões de distribuição de 34,5 KV. Podem ser 
fabricados em porcelana vitrificada ou vidro temperado.Figura 10 – Isoladores para redes de distribuição 
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2.2.3.4 - Isoladores de suspensão → São aqueles, quando fixados à 
estrutura, permitem o livre deslocamento em relação à vertical, através da 
rotação do seu dispositivo de fixação. A fabricação dos isoladores, ainda, está 
restrita a utilização de três matérias básicas: 
 Cerâmica (porcelana marrom vitrificada) 
 Vidro (temperado ou recozido) 
 Fibra (epóxi, fibra de vidro ou resinas) 
 
2.2.3.5 - Isolador de disco → Ou isolador de suspensão, são utilizados em 
redes de distribuição urbana e rural primária, em estruturas de ancoragem e 
amarração. Podem ser construídos tanto em porcelana vitrificada, como em 
vidro temperado. 
 
Figura 11 – Isolador de disco para redes primárias de distribuição (MT) 
 
 
 
 
Figura 12 – Isoladores diversos para redes primárias de distribuição (MT) 
 
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2.2.3.6 - Isolador tipo castanha → É utilizado para separar mecanicamente o 
circuito secundário (BT) ou ainda para isolar o cabo do estai. Normalmente é 
fabricado em porcelana vitrificada. Além do tipo, o isolador deve ser definido 
pele sua classe de isolação, por suas características mecânicas, geométricas e 
ensaios padronizados. 
 
 
 
Figura 13 – Isolador tipo castanha para rede secundária (BT) e estai 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 14 – Alça pre-formada utilizada na amarração dos condutores de redes 
aéreas de distribuição 
 
 
 
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2.4 - FERRAGENS DE ESTRUTURAS BÁSICAS (Rede Convencional) 
Segue abaixo uma descrição de algumas ferragens utilizadas na rede aérea de 
distribuição: 
 Afastador de armação secundária → ferragem instalada no poste na 
qual é fixada uma armação secundária, para aumentar a distância desta 
ao poste. 
 
 Armação secundária → ferragem de que se fixa num poste e, na qual, 
são fixados condutores de uma rede de BT em condutores tipo roldana. 
 
 
 Cinta → ferragem que se fixa em torno do poste para proporcionar um 
apoio rígido para uma outra ferragem ou equipamento. 
 
 
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15 
 
 Mão francesa → ferragem de linha aérea que se impede a rotação de 
uma cruzeta em torno de seu ponto de fixação num poste, segundo um 
plano vertical. 
 
 
 
 Pino de isolador → ferragem de linha aérea que se fixa numa 
superfície, em geral a face superior de uma cruzeta, no qual é fixado um 
isolador de pino. 
 
 
 
 Sela para cruzeta → ferragem de linha aérea que se apóia uma cruzeta 
num poste de concreto circular. 
 
 
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16 
 
 Suporte para transformador → ferragem utilizada para apoiar um 
transformador de distribuição. 
 
2.4 - FERRAGENS DE ESTRUTURAS BÁSICAS (Rede Compacta) 
Braço Tipo “L” → ferragem, em formato “L”, presa ao poste, com a função de 
sustentação do cabo mensageiro da rede compacta, em condição de tangência 
ou com ângulos de deflexão de até 6º. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Braço Tipo “C” → ferragem, em formato “C”, presa ao poste, com a finalidade 
de sustentação das fases em condições de ângulo e de final de linha, 
derivações e conexão de equipamento à rede. 
 
 
 
 
 
 
 
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17 
 
 
Suporte “Z” → ferragem, em formato “Z”, com a função de fixação de chave fusível 
e/ou de pára-raios ao braço tipo “C”. 
 
Cantoneira Auxiliar para Braço Tipo “C” → ferragem utilizada para 
encabeçamento das fases, na extremidade superior do braço tipo “C” ou para 
instalação de chaves fusíveis ou de pára-raios. 
 
Estribo para Braço Tipo “L” → ferragem complementar ao braço tipo “L” cuja função 
é a sustentação do espaçador junto ao braço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.5 – Condutores → O cabo de alumínio (CA) é um encordoado concêntrico de 
condutores, composto de uma ou mais camadas helicoidais (coroas) de fios de 
alumínio, usualmente de mesmo diâmetro. As camadas helicoidais sucessivas 
são enroladas em sentidos opostos. A primeira camada (fio central) é 
constituída por um único fio, a segunda camada contará com 6 fios e a cada 
camada subsequente são adicionados 6 fios, de modo que se terá no total 7, 
19, 37, 61 fios conforme o cabo disponha de 2, 3, 4 ou 5 camadas. 
Para cabos de alumínio com alma de aço (CAA) a construção é similar exceto 
pelo fato que nas camadas iniciais utilizam-se fios de aço e nas mais externas, 
fios de alumínio. 
Na figura 15, apresenta-se a seção reta de um cabo CA (a), com 19 fios de 
alumínio, e de um CAA (b), com 7 fios de aço e 30 fios de alumínio. Os cabos 
CAA são identificados, dentre outros elementos, pelo número de fios de 
alumínio e de aço, assim, para o caso da figura 21 (b) teremos cabo CAA 30 
Al/7 Aço, ou, mais simplesmente, cabo CAA 30/7. 
 
Figura 15 – Cabos CA (a) e CAA (b) 
Os cabos CAA são utilizados, mais correntemente, em linhas de transmissão 
que apresentam os maiores vãos. Nas redes de distribuição em média tensão 
urbanas, estando o vão limitado a cerca de 30 a 40 m, utilizam-se cabos CA. 
Para as redes rurais podem-se utilizar os dois casos em função das 
características da área onde a rede se desenvolve. Finalmente, nas redes de 
baixa tensão utilizam-se cabos CA protegidos ou nus. 
 
Figura 16 – Características mecânicas de linhas aéreas 
Seções da série métrica → as normas brasileiras definem que a identificação 
dos condutores, quanto à área da seção transversal, é feita pela sua seção 
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nominal em mm2. Na Tabela 1 apresenta-se a série de seções nominais 
normalizadas. 
Seções nominais normalizadas (mm2) 
0,5 0,75 1 1,5 2,5 4 6 10 16 
25 35 50 70 95 120 150 185 240 
300 400 500 630 800 1000 1200 1600 2000 
Tabela 1 – Seções nominais em mm2 
 
Seções definidas pela American Wire Gage (AWG) → mesmo não sendo 
aceita pelas normas brasileiras merece detalhamento, pois que seu uso é 
extremamente difundido em sistemas elétricos de potência. 
Cada seção nominal é identificada por um código numérico seqüencial (bitola) 
que se estende desde o código 36 (seção de menor diâmetro) até o código 1. 
Conta ainda com os códigos adicionais 0 (1/0), 00 (2/0), 000 (3/0) e 0000 (4/0). 
Para cabos maiores do que o 4/0 AWG substitui-se a série AWG pela área de 
sua seção reta em MCM. Assim, define-se o “circular mil”, CM, que representa 
a área de um condutor circular cujo diâmetro é um milésimo de polegada, isto 
é: 
 
ou 
 
Sendo essa unidade muito pequena, define-se, seu múltiplo, o MCM, que 
corresponde a 1000 CM, isto é, 1 MCM = 0,506707 mm2. 
 
 
 
 
 
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Condutores padronizados para redes de distribuição → Os condutores 
padronizados para uso nas redes primárias das concessionárias, em geral, são 
os seguintes: 
 Cabo de alumínio nú, sem alma de aço, nas bitolas 1/0 AWG, 3/0 AWG, 
e 336.4 MCM; 
 Cabo de alumínio nú, com alma de aço, nas bitolas 1/0 AWG, 3/0 AWG, 
e 336.4 MCM; 
 Cabo de alumínio, semi isolado através de capa de PVC, ou XLPE nas 
bitolas 1/0 AWG 3/0 AWG e 336.4 MCM; 
 Cabo pré-reunido de alumínio, isolado em XLPE ou EPR, formação 
triplex com cabo mensageiro, na bitola 240 mm²; 
 Cabo isolado, subterrâneo, de cobre, bitola 500 MCM (exclusivamente 
para as saídas de ETDs). 
 Cabo dotado de cobertura protetora extrudada (XLPE), nas bitolas 70 
mm2 e 185 mm2; 
 Cabo Mensageiro, cordoalha composta por fios de aço zincado, diâmetro 
9,54 mm (3/8”), utilizado para sustentação da Rede Compacta; 
 Cabo de Alumínio Multiplexado, auto sustentado,neutro nú em alumínio 
e fases em alumínio isolado, em XLPE 0,6/1 kV, nas bitolas 70 mm2 e 
120 mm2. 
 
Normalmente deverá ser utilizado o condutor nú de alumínio, sem alma de aço, 
sendo os demais aplicados em situações especiais: 
 Cabo de alumínio nú → com alma de aço: o aço confere maior 
capacidade de serem suportados os esforços mecânicos que solicitam o 
condutor. Neste caso têm-se maior segurança contra o rompimento de 
condutores tornando-os adequados para travessias de rios, rodovias, 
ferrovias, etc. Ou sempre que for necessário uma tensão (mecânica) 
sobre os postes acima do limite indicado para o cabo sem alma de aço; 
 Cabo pré-reunido → deve ser utilizado nos casos em que haja 
restrições ao uso de redes aéreas convencionais, tais como: 
 Nas regiões arborizadas em que a continuidade de serviço seja 
essencial. O cabo pré-reunido é um cabo isolado e portanto fornece 
melhor proteção do que o semi isolado Entretanto, devido ao custo 
relativamente elevado, nesta aplicação ele deve ser usado apenas em 
casos excepcionais, quando seja comprovadamente necessário; 
 Nas saídas de ETD ou em outras situações em que seja necessária a 
passagem de mais do que um circuito na mesma posteação; 
 Nos casos em que não seja possível garantir o afastamento mínimo 
entre fase e massa como, por exemplo, nos locais onde não se 
consegue o afastamento mínimo de sacadas ou marquises. A 
formação triplex deste cabo dispensa, é claro, o espaçamento entre 
fase e massa. 
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21 
 
 Por ser um cabo triplexado não deve se utilizado em trechos onde 
exista, ou seja previsível, a necessidade de derivação do circuito. 
 Cabo dotado de cobertura protetora extrudada (XLPE), nas bitolas 
70 mm2 e 185 mm2 → Este padrão construtivo deve ser aplicado nas 
seguintes ocasiões: 
 Todas as redes de distribuição de empreendimentos particulares; 
 Regiões densamente arborizadas; 
 Regiões com altos índices de descargas atmosféricas, pois o cabo 
mensageiro serve como elemento atenuante para as descargas 
atmosféricas; 
 Saída de ETD´s, viabilizando, de acordo com as necessidades, uma 
alternativa técnico econômica às redes isoladas multiplexadas e 
trechos de redes subterrâneas; 
Para otimização do espaço disponível na estrutura física da rede aérea de 
distribuição. 
Seção 
AWG/MCM 
mm
2
 
Corrente (A) 
Admissível Operação 
336.4 170,6 430 292 
3/0 85,0 275 206 
1/0 53,5 200 150 
Tabela 2 – Carregamentos máximos admissíveis para condutores 
 
2.6 – Acessórios 
2.6.1 – Rede Compacta 
 
Figura 17 - Afastador losangular 
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22 
 
 
Figura 18 - Afastador vertical 
 
 
 
Figura 19 – Flying-Tap de Rede Compacta 
 
 
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23 
 
2.6.2 - Conectores 
Com alta condutibilidade elétrica, O conector tipo cunha é fabricado em liga de 
alumínio, para utilização nas conexões bimetálicas (Al/Cu) e de condutores 
Al/Al (com ou sem alma de aço), sólidos ou multifilares. A aplicação é 
realizada através de ferramenta apropriada, com a deflagração de 
cartuchos de pólvora, projetados de acordo com o dimensionamento do 
conector. Se houver necessidade, o conector poderá ser removido sem 
danificar os condutores. 
 
Com a utilização de um dos dois modelos de ferramentas disponíveis, para 
cartucho plástico ou metálico, a aplicação do CADC é bastante simples, sendo 
a ferramenta escolhida carregada com o cartucho correspondente e fixada no 
conector. 
 
Aplicação do conector tipo cunha 
Com cartucho metálico 
Para a opção do cartucho metálico, a ferramenta utilizada possui um gatilho 
disparador, dispensando o uso do martelo. 
 
 
Com cartucho plástico 
Na aplicação do conector com o cartucho plástico, é utilizado um martelo para 
acionamento do disparador da ferramenta. 
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24 
 
 
 
Derivações e Ligações de Equipamentos 
 
Nas derivações, deverá ser utilizado conector tipo cunha alumínio com protetor 
de conector, inclusive no conector com estribo para ligação de equipamentos, 
onde deverá ser feita uma fenda no protetor de conector para instalação do 
estribo. 
 
 
Figura - Aplicação do protetor de conector tipo cunha derivação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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25 
 
3 - EQUIPAMENTOS DE REDES AÉREAS 
3.1 - Transformadores de Distribuição 
 
Figura 21 – Transformador de distribuição trifásico 
 
O transformador de distribuição (ou Estação Transformadora – E.T.) reduz a 
tensão primária, ou média tensão, para a de distribuição secundária, ou baixa 
tensão. 
Contam com pára-raios para a proteção contra sobretensões, e elos fusíveis 
para a proteção contra sobrecorrentes, instalados no primário. 
De seu secundário deriva-se sem proteção alguma, a rede secundária. Nas 
redes aéreas urbanas utilizam-se, transformadores trifásicos instalados 
diretamente nos postes. 
Em geral, suas potências nominais são fixadas na série padronizada, isto é: 
 15 – 30 – 45 – 75 – 112,5 - 150 – 225 e 300 kVA. 
No Brasil, a tensão de distribuição secundária está padronizada nos valores de 
220/127 V e 380/220 V, havendo predomínio da primeira nos estados das 
regiões sul e sudeste e da segunda no restante do país. 
O esquema mais usual consiste na utilização de transformadores trifásicos, 
com resfriamento a óleo, estando os enrolamentos do primário ligados em 
triângulo e os do secundário em estrela, com centro estrela aterrado. 
Utilizam-se ainda, em alguns sistemas, transformadores monofásicos e bancos 
de transformadores monofásicos. 
Na figura 22, ilustra-se uma montagem de estrutura de transformador trifásico 
em rede convencional. 
 
Nas redes subterrâneas, a E.T., usualmente utilizando transformador trifásico, 
pode ser do tipo “pad mounted” (figura 23), quando o transformador é instalado 
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26 
 
abrigado em estrutura em alvenaria ao nível do solo, ou em cubículo 
subterrâneo, “vault”, quando o transformador deve ser do tipo submersível. 
 
 
Figura – 22 – Estação Transformadora Trifásica em poste de concreto 
 
 
 
Figura – 23 – Transformador tipo “Pad Mounted” 
 
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27 
 
Componentes construtivos 
Os transformadores são constituídos basicamente de uma parte ativa e de 
acessórios complementares. 
 
I - Parte ativa 
Compreende as bobinas (enrolamentos do primário e do secundário) e o 
núcleo ferromagnético. Para que haja um funcionamento eficaz, é necessário 
que seus componentes sejam prensados e devidamente calçados, a fim de 
suportarem as mais diferentes condições ambientais a que são submetidos. 
Os enrolamentos são constituídos de fios de cobre, de seção retangular ou 
circular, isolados com esmalte ou papel. Os enrolamentos de BT e AT (Figura 
24) normalmente são concêntricos, onde a BT ocupa a parte interna e a AT a 
parte externa, sendo estes fracionados em bobinas de menor número de 
espiras, chamadas “panquecas”, por motivo de isolação, facilidade de 
manutenção e retirada das derivações para conexão ao comutador. 
 
(a) (b) 
Figura 24 – Enrolamentos de um transformador: (a) BT; (b) AT 
 
Figura 25 – Disposição dos enrolamentos no núcleo do trafo. 
 
O núcleo é constituído de lâminas de material ferromagnético, contendo em 
sua composição o silício, que possui excelentes características de 
magnetização e baixas perdas por histerese. O empilhamento das lâminas, 
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28 
 
isoladas entre si e do núcleo, é feito para minimizar a ação das correntes 
parasitas provenientes da variação de fluxo ocorridossobre o material, que é 
condutor. 
II - Acessórios complementares 
 a) Tanque → Serve de invólucro da parte ativa e do líquido isolante. 
Nele encontramos os suportes para fixação em postes, ganchos olhais 
de suspensão, tampa de inspeção, conector de aterramento, fios de 
passagem das buchas, placa de identificação, radiadores, dispositivos 
de drenagem do líquido isolante, visor de nível do óleo, etc. 
 b) Buchas → São dispositivos que permitem a passagem dos 
condutores constituintes dos enrolamentos para o meio externo (redes 
elétricas). São constituídos de corpo isolante (porcelana), condutor 
passante (cobre ou latão), terminal (bronze ou latão) e vedações 
(borracha e papelão). 
 c) Radiadores → O calor gerado na parte ativa se propaga pelo óleo, 
sendo dissipado na tampa e laterais do tanque (Figura 26). Em casos 
especiais (potência elevada e ventilação insuficiente) os 
transformadores são munidos de radiadores, que aumentam a área de 
dissipação, ou adaptados com ventilação forçada. 
 d) Comutador → É um dispositivo mecânico que permite variar o 
número de espiras dos enrolamentos de alta tensão, como mostra a 
Figura 27. Sua finalidade é corrigir o desnível de tensão existente nas 
redes de distribuição, devido à queda de tensão ocorrida ao longo das 
mesmas. 
 
 
Figura 26 – Radiador Figura 27 - Comutador 
 
 
 e) Placa de identificação → Construída em alumínio ou aço inoxidável, 
onde constam todas as informações construtivas resumidas e 
normatizadas do aparelho, conforme exemplo da Figura 28. 
 
 
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29 
 
Entre as informações fornecidas pela placa encontram-se: 
 nome e dados do fabricante; 
 numeração da placa; 
 indicação das NBRs; 
 potência (kVA); 
 impedância equivalente (%); 
 tensões nominais (AT e BT); 
 tipo de óleo isolante; 
 diagramas de ligações; 
 diagrama fasorial; 
 massa total (kg); 
 volume total do líquido (l). 
 
 
 
Figura 28 – Exemplo de placa de identificação de transformador. 
 
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30 
 
3.2 - Banco de Capacitores 
 
Figura 29 – Banco de Capacitores de rede de distribuição 
Introdução 
Fluxo de reativos indesejável na rede pode ser detectado pelo fator de 
potência. Um circuito pode, então, apresentar problemas por queda de tensão, 
por fator de potência baixo, ou ambos. 
As soluções em tais casos são buscadas na seguinte ordem: 
 
a) Circuito com fator de potência baixo: 
 aplicação de banco capacitores. 
b) Circuitos com fator de potência baixo e queda de tensão fora dos limites 
aceitáveis: 
 aplicação de banco de capacitores; 
 aplicação de reguladores de tensão, caso ainda necessário. 
c) Circuitos com fator de potência acima do limite mínimo aceitável e queda de 
tensão fora dos limites aceitáveis: 
 aplicação de regulador de tensão; 
 divisão de circuito. 
 
Tipos de Bancos de Capacitores 
De acordo com a forma de ligação e operação, os bancos podem ser 
classificados como: 
 Diretos ou fixos → são ligados diretamente no circuito primário através 
de equipamento de proteção e manobra (chave fusível). São também 
chamados de fixos porque funcionam permanentemente na rede. 
 Automáticos → são acionados através de equipamento automático 
acoplado à chave a óleo. O acionamento pode ser feito em horário pré-
estabelecido (relé de tempo) ou numa determinada referência de tensão 
(relé conjugado). 
Esses bancos encontram-se instalados em circuitos primários 13,8 kV. 
 
 
jones
Realce
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31 
 
Exemplo de Aplicação: processo de determinação das potências dos bancos 
de capacitores a serem instalados e da sua localização preliminar no circuito 
primário, cujos perfis de carga são mostrados para as condições de carga 
mínima (Figura 30 – Perfil a) e carga máxima (Figura 31 – Perfil a’). 
 
Figura 30 – Compensação reativa na condição de mínima carga (perfil a) 
 
Figura 31 – Compensação reativa na condição de máxima carga (perfil a’) 
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32 
 
Inicialmente são locados os bancos do tipo direto, procurando-se compensar 
todo perfil de carga relativa na condição mínima carga (Figura 30). 
O total a ser compensado é 2.500 kVAr. 
O perfil “a” mostra que existe carga reativa concentrada de 700 kVAr no final do 
circuito. Instala-se então um banco direto de 600 kVAr no ponto A, obtendo-se 
o perfil compensado “b”. 
A seguir, como há um trecho do circuito com carga distribuída de maneira 
aproximada uniforme, pode-se instalar um banco direto de 1.200 kVAr no ponto 
B conforme mostrado na Figura 30, obtendo-se o perfil c. 
Finalmente, instala-se outro banco direto de 600 kVAr no ponto C, resultando o 
perfil d. 
Conforme pode ser observado no perfil d, o efeito final resistivo foi conseguido. 
O passo seguinte é a instalação dos bancos automáticos a partir do perfil de 
carga reativa na condição de máxima carga. (Figura 31). 
O perfil a’ refere-se à carga reativa sem os bancos diretos. Com a instalação 
dos bancos diretos obteve-se o perfil b’. O critério atual da empresa é buscar o 
fator de potência unitário também para a carga máxima. Por isso, neste 
exemplo, o total a ser compensado por meio de bancos automáticos é 2460 
kVAr. 
A instalação de dois bancos automáticos de 1200 kVAr nos pontos D e E 
permite a obtenção do perfil c’, com efeito final resistivo. 
 
 
 
 
Os bancos de capacitores trazem os seguintes benefícios para a rede. 
 Diminuição das perdas no alimentador 
 Melhoria no fator de potência 
 Aumento da disponibilidade de carga do sistema 
 Elevação do nível de tensão 
 
Os bancos automáticos provocam um benefício adicional que é a regulação de 
tensão. Os automáticos com comando de tempo só podem ser usados em 
circuitos com ciclo de carga bem definido. E os automáticos com comando de 
tempo x tensão (relé conjugado) permitem faixas de regularização diferentes 
nos períodos de carga leve e pesada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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33 
 
3.3 – Pára-raios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura – 30 – Pára-raios polimérico de rede de distribuição 
 
 
Introdução 
As linhas de transmissão e redes aéreas de distribuição urbanas e rurais são 
extremamente vulneráveis às descargas atmosféricas que, em determinadas 
condições podem provocar sobretensões elevadas no sistema (sobretensões 
de origem externa), ocasionando a queima de equipamentos, tanto da 
concessionária, quanto do consumidor de energia elétrica. 
Para que se protejam os sistemas elétricos dos surtos de tensão, que também 
podem ter origem durante manobras de chaves seccionadoras e disjuntores 
(sobretensão de origem interna) são instalados os pára-raios que devem 
reduzir essa sobretensão para valores compatíveis com a suportabilidade 
desses sistemas. 
Partes componentes dos pára-raios 
Os pára-raios utilizam as propriedades de não-linearidade dos elementos de 
que são fabricados para conduzir as correntes de descarga associadas às 
tensões induzidas nas redes e em seguida interromper as correntes 
subseqüentes, isto é, aquelas que se sucedem às correntes de descarga após 
a sua condução à terra. 
Atualmente temos 2 tipos de elementos de características não-lineares que 
são: carboneto de silício (SiC) e óxido de zinco. 
Pára-raios de carboneto de silício (SiC) 
Utilizam como resistor não-linear o carboneto de silício (conduz alta corrente de 
descarga com baixa tensão residual, mas oferece impedância à corrente 
subseqüente do sistema) e tem em série com este um centelhador formado por 
vários gaps (espaços vazios). 
 
jones
Realce
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34 
 
Partes 
A) Resistor não-linear → conseguida dos fabricantesde peça de 
esmerilhamento (carborundo), centelhadores de liga de cobre, nitrogênio 
sobre pressão (estanqueidade); 
B) Corpo de porcelana → porcelana vitrificada de alta resistência 
mecânica e dielétrica, quando submetido a uma descarga aumenta-se a 
sua temperatura; 
C) Centelhador série → um ou mais espaçadores entre eletrodos em série 
com o resistor com a finalidade de assegurar uma rápida extinção de 
corrente subseqüente fornecida pelo sistema; 
D) Desligador automático → elemento resistivo em série com uma 
cápsula explosiva protegida por um corpo de baquelite. É projetado para 
não operar na descarga e sim desligar o pára-raio defeituoso através de 
sua auto-explosão (indicador visual de defeito); 
E) Protetor contra sobre-pressão → destinado a aliviar pressão interna 
devido a falhas ocasionais e permite o escape dos gases antes que haja 
o rompimento da porcelana e cause acidentes. 
 
Figura 31 - detalhes construtivos dos pára-raios 
F) Mola de compressão → fio de aço de alta resistência mecânica, tem a 
função de reduzir a resistência de contato entre os blocos cerâmicos. 
 
 
 
 
 
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35 
 
Pára-raios de óxido de zinco (ZnO) 
 
Figura 32 – Detalhes de montagem de pára-raios 
Ao contrário do Carboneto de silício, não possuem centelhadores série. 
Partes 
A) Resistor não-linear → óxido de zinco possui excelentes caracterísiticas 
de não-linearidade e não necessita de centelhadores; 
Vantagens 
 Não existe corrente subseqüente; 
 Maior capacidade de absorção de energia; 
 Por não possuir centelhadores, a curva de atuação dos pára-raios à 
óxido de zinco não apresentam transitórios; 
B) Corpo de porcelana → porcelana vitrificada de alta resistência 
mecânica e dielétrica, quando submetido a uma descarga aumenta-se a 
sua temperatura; 
C) Corpo polimérico → borracha de silicone (não possuem vazios 
interiores como os de porcelana) sendo que o risco de liberação de 
fragmentos no caso de uma explosão é muito menor; 
D) Desligador automático → alguns não possuem desligador 
(identificação à olho nu praticamente impossível), para evitar esse 
transtorno os mais modernos são dotados de indicador de falta; 
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36 
 
 
Figura 33 – Pára-raios de corpo polimérico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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37 
 
3.4 - Reguladores de Tensão 
 
Figura 32 – Reguladores de Tensão de rede de distribuição 
O regulador de tensão é um equipamento destinado a manter um determinado 
nível de tensão em um sistema elétrico, quando submetido a uma variação de 
tensão fora dos limites especificados. É um autotransformador dotado de certo 
número de derivações no enrolamento série. 
As faixas de tensão adequadas, precárias e críticas no ponto de entrega devem 
atender à Resolução 505 da ANEEL, conforme Tabela abaixo. Para a 
execução do projeto, deve ser observada a faixa adequada. 
 
 
 
 
Tabela 3 – Faixa de tensões admissíveis para consumidores atendidos em M.T. 
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38 
 
 
Tabela 4 – Faixa de tensões admissíveis para consumidores atendidos em B.T. 
 
 
 
 
Tabela 5 – Faixa de tensões admissíveis para consumidores atendidos em B.T. 
 
 
 
 
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39 
 
No mercado há dois tipos de equipamentos destinados à correção de tensão 
nas redes de distribuição, ou seja: 
 Regulador de tensão autobooster; 
 Regulador de tensão de 32 degraus. 
 
 
 
 
Figura 33 – Detalhe do Regulador de Tensão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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40 
 
4 - DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E MANOBRA 
4.1 - Religadores automáticos 
 
Figura 34 – Religador Automático (Cooper) 
 
 
Dispositivo autocontrolado automático que interrompe e religa um circuito de 
corrente alternada com uma sequência pré-determinada de abertura e 
fechamento seguido por uma reinicialização, permanecendo fechado ou 
bloqueado de acordo com as suas instruções operativas. 
Na ocorrência de faltas os religadores são sensibilizados por sobrecorrentes 
iniciando o ciclo de operação. Caso a sobrecorrente persista a sequência de 
abertura e fechamento dos contatos é repetida até três vezes consecutivas e, 
após a quarta abertura, os contatos ficam abertos e bloqueados, isolando a 
parte defeituosa do sistema. Caso o defeito desapareça após o primeiro, 
segundo ou terceiro intervalo de religamento, e decorrido o tempo de 
reinicialização, o mecanismo rearma-se automaticamente tornando o religador 
apto a realizar novamente a sequência completa de operações ajustadas no 
religador. 
 
 
 
4.2 - Chave fusível indicadora unipolar 
 
Introdução 
 
Chave fusível é um equipamento destinado à proteção de sobrecorrentes do 
circuito primário, utilizada em redes aéreas de distribuição urbana e rural e em 
pequenas subestações de consumidor e concessionárias. É dotada de um 
elemento fusível que responde pelas características básicas de sua operação. 
São também denominadas corta-circuitos e são fabricadas em diversos 
modelos para diferentes níveis de tensão e corrente. 
 
 
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41 
 
 
Figura 35 - Chave fusível de isolador de corpo único 
 
 
A figura abaixo mostra um tipo de chave fusível de construção especial. 
Denominada chave fusível religadora, é destinada à proteção de redes 
aéreas de distribuição contra curtos-circuitos transitórios. 
Principalmente indicadas para aplicação nas derivações importantes do tronco. 
 
A troca de um simples elo fusível em locais de difícil acesso, devido às grandes 
distâncias ou estradas intransitáveis ou ainda de equipes de manutenção não 
disponíveis no momento necessário, faz elevar o tempo de interrupção e 
conseqüentemente o custo da mesma. A chave reduz o tempo de retorno do 
fornecimento de energia elétrica. É composta de três chaves fusíveis tipo C na 
qual a corrente do sistema flui apenas pela primeira chave do conjunto. No 
caso de um curto-circuito, o fusível da primeira chave funde-se, ocasionando a 
queda do porta fusível que aciona o mecanismo de transferência da corrente 
para a chave central. Permanecendo o defeito, o processo se repete, 
transferindo o fluxo da corrente para a terceira chave. 
. 
 
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42 
 
 
Figura 36 - Chave fusível religadora de abertura monopolar 
 
As chaves fusíveis unipolares são normalmente operadas através de varas de 
manobra. As partes internas da vara de manobra são preenchidas com 
poliuretano expandido, para aumentar a estabilidade e impedir o acúmulo de 
umidade. São constituídas de seções com encaixe preciso e travamento 
através pinos elásticos, com cabeçote móvel. 
 
 
 
Figura 37 - Vara de manobra de fibra de vidro 
 
Gancho da ferramenta de abertura em carga (load buster) 
 
As chaves fusíveis não devem ser operadas em carga, devido à inexistência de 
um sistema de extinção de arco. No entanto, com a utilização da ferramenta de 
abertura em carga (load buster) pode-se operar a chave fusível. 
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43 
 
 
 
 
Figura 38 – Ferramenta de abertura em carga na posição fechada 
 
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44 
 
Figura 39 - Ferramenta de abertura em carga na posição de operação 
 
 
Figura 40 - Expulsão dos gases do interior do cartucho 
 
 
Figura 41 – Porta fusível 
 
 
 
 
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45 
 
 
 
Figura 42 - Chave fusível de base tipo C 
 
 
 
 
 
4.3 - Elo fusível 
É um elemento metálico no qual é inserida umaparte sensível à correntes 
elétricas elevadas, fundindo-se e rompendo-se num intervalo de tempo 
inversamente proporcional à grandeza da referida corrente. O elo fusível é 
utilizado no interior do cartucho ou porta fusível, preso nas suas próprias 
extremidades. 
 
Elo fusível de botão → são aqueles que possuem na extremidade superior um 
botão metálico que deve ser preso na parte superior do porta fusível, mostrado 
na figura a seguir, para elos de corrente entre 1 a 50 A. 
 
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46 
 
 
Figura 43 – Tipos de elos fusíveis: botão e argola 
 
 
Elemento fusível → é constituído de uma liga de estanho e representa a parte 
fundamental do elo fusível. 
Tubinho → é constituído de material isolante e se destina à proteção do 
elemento fusível. 
Rabicho → é constituído de um condutor estanhado composto de vários fios 
de pequeno diâmetro, devendo ser altamente flexível para não interferir no 
funcionamento da chave fusível. 
 
 
 
Características elétricas 
 
Os elos fusíveis são caracterizados pelas curvas de atuação tempo x corrente 
que permitem classificá-los em vários tipos: 
 
 
Elo fusível do tipo H → utilizado na proteção primária do transformador de 
distribuição e fabricados para correntes de até 5 A. São considerados elos 
fusíveis de alto surto, isto é, apresentam um tempo de atuação lento para 
altas correntes. 
 
Elo fusível do tipo K 
É largamente utilizado na proteção de redes aéreas de distribuição urbanas e 
rurais. Estes elos são considerados fusíveis de atuação rápida e têm família 
de curva x corrente apresentada na figura. 
 
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47 
 
 
Figura 44 – Curva tempo x corrente dos elos fusíveis tipo H 
 
Para que se escolha adequadamente o elo fusível destinado à proteção de um 
determinado transformador, basta consultar a Tabela 1. 
 
Elo fusível do tipo H → utilizado na proteção primária do transformador de 
distribuição e fabricados para correntes de até 5 A. São considerados elos 
fusíveis de atuação lenta e sua principal finalidade é proteger ramais primários 
de distribuição. 
Para que possa utilizar com boa técnica os elos fusíveis nas redes de 
distribuição aéreas, deve-se proceder a coordenação de vários elementos 
instalados ao longo do alimentador. 
 
 
Figura 45 – Posições dos elos fusíveis protegidos e protetores 
 
 
jones
Riscado
T
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48 
 
Potência do transformador (kVA) 13,8 kV 
15 1 H 
30 2 H 
45 3 H 
75 5 H 
112,5 6 K 
150 8 K 
225 10 K 
300 15 K 
Tabela 3 – Escolha dos elos fusíveis K e H 
 
 
 
 
 
 
 
Elo Fusível Protegido (tipo K) 
E
lo
 F
u
s
ív
e
l 
p
ro
te
to
r 
(t
ip
o
 K
) 
 12 15 20 25 30 40 50 65 80 100 140 200 
6 350 510 650 840 1060 1340 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
8 210 440 650 840 1060 1340 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
10 300 540 840 1060 1340 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
12 320 710 1050 1340 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
15 430 870 1340 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
20 500 1100 1700 2200 2800 3900 5800 9200 
25 660 1350 2200 2800 3900 5800 9200 
30 850 1700 2800 3900 5800 9200 
40 1100 2200 3900 5800 9200 
50 1450 3500 5800 9200 
65 2400 5800 9200 
80 4500 9200 
100 2000 9100 
140 4000 
Tabela 4 – Coordenação entre elos fusíveis K 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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49 
 
5 - PROJETOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA URBANAS 
 
5.1 - Roteiro para elaboração de projetos 
 
5.1.1 – Obtenção dos dados preliminares → Consiste na obtenção dos 
dados necessários à elaboração do projeto, tais como: 
a) Objetivo do projeto a ser elaborado → Consiste em determinar o tipo 
de projeto a ser elaborado e sua finalidade (expansão, reforma ou 
reforço). 
b) Obtenção da planta da área, com arruamento, etc. → devem ser 
obtidas as características do circuito, arruamento, edificações, além de 
áreas ambientais da área a ser atendida. 
No caso de atendimento a novas áreas, por exemplo, um novo 
loteamento, deve ser obtida uma planta georeferenciada, em escala 
adequada (normalmente 1:1000), junto ao responsável pelo 
empreendimento. 
c) Estudo básico da área → Para novas áreas devem ser feito um 
estudo básico considerando as condições do local, o grau e tipo de 
urbanização, tipo de arborização, dimensões dos lotes e características 
da área a ser atendida. 
d) Planos e projetos previamente existentes para a área → Devem ser 
levantados prováveis projetos anteriormente elaborados para a área 
abrangida, ainda não construídos ou em construção, e que possam ser 
considerados no projeto em elaboração. 
5.1.2 – Levantamento da carga e determinação de demandas → Consiste 
no levantamento da carga a ser atendida e na determinação da demanda total. 
5.1.3 - Locação dos postes → Consiste na locação física dos postes, 
observando-se os requisitos de espaçamento, de segurança, de iluminação 
pública desejável, etc. 
5.1.4 - Dimensionamento elétrico → Refere-se à definição da configuração do 
circuito, carregamento e seção transversal dos condutores da rede primária e 
secundária, localização e dimensionamento de transformadores e proteção 
contra sobretensão. 
5.1.5 - Dimensionamento mecânico → Refere-se ao dimensionamento de 
postes e tipos de estruturas. 
5.1.6 - Relação de material e orçamento → Relação dos materiais 
necessários à construção da rede e elaboração do orçamento correspondente. 
5.1.7 - Apresentação do projeto → Consiste do conjunto de desenhos, 
cálculos, formulários, etc., que compõem o projeto. 
 
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50 
 
5.2 - TIPOS DE PROJETOS 
Os projetos de Redes de Distribuição Aéreas Urbanas devem ser dos 
seguintes tipos: 
 
1) CONEXÃO (atendimento ao mercado) 
São projetos para atendimento a novos consumidores: 
 Extensão de redes: envolve o prolongamento da rede existente; 
 Modificação: não envolve extensão, mas exige mudanças na rede. 
 
2) REFORMA (melhoria) 
São considerados projetos de reforma os que envolvem obras relacionadas a: 
 Aspectos de segurança (ex: afastamento de redes); 
 Melhoria dos indicadores de desempenho DEC/FEC: 
 Flexibilidade operativa (ex: interligação de alimentadores e by-pass 
de localidades); 
 Redução de interrupções (ex: substituição de rede nua para 
protegida em local com algum tipo de interferência na rede como, 
por exemplo, arborização); 
 Balanceamento de fases; 
 Melhoria do nível de tensão; 
 Adequação do nível de carregamento dos transformadores. 
 
 
3) AMPLIAÇÃO 
São considerados de ampliação os projetos ligados a obras de: 
 Alterações vinculadas à alta tensão ou subestações (ex.:novas 
subestações e/ou aumento do número de alimentadores); 
 
4) MANUTENÇÃO 
 Recuperação física da rede (ex: substituição de cabo recozido); 
 Poda de árvores; 
 Substituição de materiais com defeito (ex: isolador quebrado, cruzeta 
podre, equipamento com “ponto quente”, etc); 
 Substituição de condutores (ex: subst. de cabo de cobre x alumínio); 
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51 
 
5.3 - TIPOS DE REDES E CRITÉRIOS DE APLICAÇÃO 
1) Tipos de redes 
São os seguintes os tipos de redes em uso nas concessionárias: 
1.1) Redes primárias: 
 Redes de Distribuição Protegidas (compactas); 
 
A concepção da Rede Compacta é uma solução tecnológica que possibilita 
melhorar o nível de qualidade da energia distribuída, aumentando a 
confiabilidade do sistema; 
A sustentação da rede compacta é através do cabo mensageiro, fixado aos 
postes por meio de braços metálicos e espaçadores losangulares 
poliméricos instalados em intervalos ao longo do vão; 
Os espaçadores, por sua vez, exercem a função de compactação e separação 
elétrica dos cabos cobertos,que ficam dispostos em formato triangular. 
Desta forma todo o esforço mecânico aplicado sobre as estruturas provém do 
cabo mensageiro, considerando que devido à pequena distância entre os 
espaçadores, os cabos cobertos requerem trações de montagem reduzidas se 
comparadas às do cabo mensageiro. 
Poderão ser instalados dois ou mais circuitos em rede protegida compacta 
numa mesma posteação, de acordo com as necessidades de espaço físico de 
cada local; 
Outros exemplos de locais para instalação da rede de distribuição aérea 
protegida compacta são: 
 Todas as redes de distribuição de empreendimentos particulares; 
 Regiões densamente arborizadas; 
 Regiões com altos índices de descargas atmosféricas, pois o cabo 
mensageiro serve como elemento atenuante para as descargas 
atmosféricas; 
 Saída de ETD´s, viabilizando, de acordo com as necessidades, uma 
alternativa técnico econômica às redes isoladas multiplexadas, trechos 
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52 
 
de redes subterrâneas e otimização do espaço disponível na estrutura 
física da rede. 
 
5.4 - ESTRUTURAS 
 
CE1 → instalação em vãos retos 
 
 
 
CE1A → instalação a cada 250 m (aprox. 7 vãos) e em vãos com α ≤ 6º. 
 
 
 
CE2 → instalação em vãos com α ≤ 30º. 
 
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53 
 
CE3 → finais de linha. 
 
 
 
CE4 → instalação para redução de tensão mecânica ou mudança de bitola com 
α ≤ 60º. 
 
 
 
 
 Redes de Distribuição Multiplexada de Média Tensão (pré-
reunido); 
As redes de distribuição aérea com cabos multiplexados devem ser instaladas 
como alternativa econômica à utilização de cabos subterrâneos nos seguintes 
casos: 
 Saídas de subestações, a fim de evitar congestionamento de 
estruturas com circuitos aéreos convencionais; 
 Travessias sob viadutos e linhas de transmissão; 
 Travessias sobre rios, através de pontes, como alternativa 
técnica em relação ao circuito aéreo convencional em 
estruturas especiais. 
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54 
 
É permitida a colocação de no máximo 4 circuitos multiplexados em cada 
poste, obedecendo a distância de 30 cm entre circuitos. 
 
ESTRUTURAS PARA CABOS PRÉ-REUNIDOS 
PMS (suporte simples) 
 
 
 
PMSD (suporte duplo) → 10o < α ≤ 30o 
 
 
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55 
 
PMA → 45o < α ≤ 90o 
 
 
 
 
 
PMF (fim de linha) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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56 
 
 Redes de Distribuição Aéreas Convencionais. 
 
 
 
 
Redes secundárias: 
 Redes Convencionais de Baixa Tensão → Rede secundária com 
cabos de alumínio nus em disposição vertical, equipamentos, iluminação 
pública (IP), ramal de ligação e medição. 
 Redes Isoladas de Baixa Tensão → Rede secundária com cabos 
isolados multiplexados, equipamentos, iluminação pública (IP), ramal de 
ligação e medição. 
 
Locação de postes → A locação dos postes ao longo das ruas e avenidas 
deve ser iniciada pelos pontos forçados (por ex: futuras derivações, esquinas, 
etc.), levando-se em conta os seguintes aspectos: 
a) Evitar desmate de árvores e demais formas de vegetação, em áreas de 
preservação; 
b) Procurar locar, sempre que possível, na divisa dos lotes; 
c) Quando o eixo da rua estiver no sentido Norte-Sul, locar a rede no lado 
Oeste; 
d) Quando o eixo da rua estiver no sentido Leste-Oeste, locar a rede no lado 
Norte; 
 
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57 
 
 
Figura 46 - Posicionamento da Rede em Áreas Novas 
e) Cruzamentos aéreos → existindo desnível acentuado no terreno em 
cruzamento de ruas/avenidas, os postes devem ser locados, 
preferencialmente, nas esquinas. Não sendo possível, a distância máxima 
entre o eixo do poste e o ponto de cruzamento da rede não deve ser 
superior a 15 m. Deve ser avaliado, pelo projetista, o nivelamento do 
ponto de conexão. O ponto de cruzamento deve estar eqüidistante em 
relação aos postes. Ver Figura 46. 
 Cruzamento de redes aéreas convencionais de média tensão → os 
postes de um mesmo alinhamento devem ter a mesma altura. No 
entanto, a distância entre as redes no ponto de cruzamento deve estar 
entre 0,80m e 1,2m, para 15 kV. Postes de alinhamentos diferentes 
devem ter alturas diferentes. Ver Figura 47. 
 
Figura 47 – Cruzamento Aéreo – Rede Convencional 
 
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58 
 
 Cruzamento de redes de distribuição protegidas → Os postes do 
cruzamento devem ter a mesma altura. Excepcionalmente, as alturas 
dos postes de um mesmo alinhamento podem ser diferentes, desde que 
seja assegurado o nivelamento no ponto de conexão. 
Exemplos: 
H1 e H4 = 10 m e H2 e H3 = 12 m. 
 
Figura 48 – Cruzamento Aéreo – Rede Protegida 
2) Disposição → A posteação pode ser unilateral, bilateral alternada ou 
bilateral frente a frente. 
A disposição escolhida deve permitir atender os consumidores dentro das 
exigências previstas nas normas das concessionárias, e os requisitos de 
iluminação pública. 
3) Vão → O vão médio deve ser de 35 m para redes convencionais e 
protegidas. Para redes primárias isoladas o vão máximo deve ser de 40 m; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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59 
 
6 - DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO DOS CONDUTORES DE B. T. 
6.1 - Introdução 
Este cálculo permite dimensionar as bitolas (seções) dos condutores da rede 
secundária dos diversos circuitos da rede de distribuição aérea, levando-se 
em consideração as demandas diurnas e noturnas dos consumidores 
endereçados em cada poste, bem como a potência nominal do 
transformador de cada circuito. 
As demandas dos consumidores residenciais serão tomadas em função da 
faixa de consumo mensal de cada tipo de consumidor (ver tabelas 1 e 2). 
Tipos de consumidores 
(em função do consumo) 
Faixa de consumo mensal em kWh 
Baixo (P) De 0 a 75 
Médio (M) De 76 a 150 
Alto (G) De 151 a 300 
Altíssimo (GA) Acima de 300 
Tabela 1 – Demanda de consumidores 
 
Para esta tabela considerar 100% para a demanda residencial noturna e 50% 
para a demanda residencial diurna. 
 
Número de 
consumidores 
residenciais 
no circuito 
Demanda noturna de consumidores residenciais por faixa de 
consumo 
P M G GA 
01 a 05 0,35 0,70 1,38 4,62 
06 a 10 0,33 0,62 1,28 4,04 
11 a 15 0,31 0,54 1,17 3,47 
16 a 20 0,29 0,49 1,07 2,90 
21 a 25 0,28 0,45 0,97 2,50 
26 a 30 0,27 0,42 0,87 2,13 
31 a 40 0,26 0,39 0,78 1,75 
Acima de 40 0,25 0,36 0,71 1,39 
Tabela 2 – Demanda de consumidores residenciais. 
 
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60 
 
Para a demanda noturna acrescentar a demanda da iluminação pública contida 
na tabela 3. 
Tipo de lâmpada Demanda (kVA) 
VM – 80 (vapor de mercúrio 80 W) 0,10 
VM – 125 (vapor de mercúrio 125 W) 0,15 
VM – 250 (vapor de mercúrio 250 W) 0,29 
VM – 400 (vapor de mercúrio 400 W) 0,46 
VSO – 70 (vapor de sódio ovóide 70 W) 0,10 
VSO – 150 (vapor de sódio ovóide 150 W) 0,19 
VSO – 250 (vapor de sódio ovóide 250 W) 0,31 
VSA – 400 (vapor de sódio tubular 400 W) 0,48 
Tabela 3 – Demanda de iluminação pública. 
Rede 
(mm2) 
Sistema 220/127 V 
FP = 0,92 FP = 1,00 
3P12 (70) 0,0635 0,067 
3P70 (70) 0,1156 0,1174 
3P50 (50) 0,1503 0,1537 
2 (CA) 0,2051 - 
3A10(10) 0,1412 0,1249 
3A30(10) 0,0918 0,0720 
3A33(30) 0,0582 0,0361 
2/0 (CA) 0,1183 - 
4/0 (CA) 0,0851 - 
Tabela 4 – Coeficiente de queda de tensão (% / kVA x hm) condutores de 
alumínio isolados multiplexados e nús. 
 
 
 
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61 
 
Cabo XLPE 
Coeficiente de queda de tensão 
(%/kVA x hm) 
3 x 10 mm2 0,313 
3 x 16 mm2 0,200 
3 x 25 mm2 0,130 
3 x 35 mm2 0,096 
2 x10 mm2 0,323 
2 x 16 mm2 0,210 
2 x 25 mm2 0,139 
2 x 35 mm2 0,105 
Tabela 5 – Coeficiente de queda de tensão (% / kVA x hm) condutores de cobre 
isolados multiplexados. 
Cálculos: 
1) Num circuito secundário, determinar o valor da sua demanda noturna, 
diurna e total de acordo com os valores abaixo fornecidos: 
14 consumidores tipo M; 
9 consumidores tipo P; 
8 consumidores tipo G; 
2 consumidores tipo GA; 
19 luminárias de vapor de mercúrio de 125 W. 
Consumidor tipo M: Demanda diurna = 14 x 0,27 = 3,78 kW 
 Demanda noturna = 14 x 0,54 = 7,56 kW 
Consumidor tipo P: Demanda diurna = 9 x 0,165 = 1,485 kW 
 Demanda noturna = 9 x 0,33 = 2,97 kW 
Consumidor tipo G: Demanda diurna = 8 x 0,64 = 5,12 kW 
 Demanda noturna = 8 x 1,28 = 10,24 kW 
Consumidor tipo GA: Demanda diurna = 2 x 2,31 = 4,62 kW 
 Demanda noturna = 2 x 4,62 = 9,24 kW 
 
Iluminação Pública: 19 lum. de 125 W: Demanda noturna = 19 x 0,15 = 2,85 kW 
Demanda diurna total = 15,005 kVA 
Demanda noturna total = 32,86 kVA 
Demanda total do circuito = 32,86 kVA (considera-se a maior demanda) 
 
 
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62 
 
 
6.2 - Níveis de tensão 
A tensão nominal da rede secundária alimentada por transformadores trifásicos 
é de 220/127V. A rede alimentada por transformadores monofásicos tem 
tensão secundária de 240/120V. 
Admite-se 5% como a máxima queda de tensão na rede secundária (entre a 
bucha de BT do transformador e a última estrutura da rede de BT), em 
condições normais de operação. 
Este valor máximo é fixado para verificação da possibilidade de ligação de 
novos consumidores sem necessidade de modificação de rede, dentro do 
horizonte de planejamento considerado (cinco anos). 
As faixas de tensão adequadas, precárias e críticas no ponto de entrega devem 
atender à Resolução 505 da ANEEL, conforme Tabela abaixo. 
Para a execução do projeto, deve ser observada a faixa adequada. 
 
Classificação da Tensão de Atendimento (TA) 
Faixa de variação da Tensão de Leitura (TL) 
em relação à Tensão Contratada (TC) 
Adequada 0,93 TC ≤ TL ≤ 1,05 TC 
Precária 0,90 TC ≤ TL ≤ 0,93 TC 
Crítica TL < 0,90 TC ou TL > 1,05 TC 
Tabela 3 – Pontos de entrega ou conexão em 1 kV < VN < 69 kV 
 
 
Tabela 4 – Faixa de tensões admissíveis para consumidores atendidos em B.T. 
 
 
 
 
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63 
 
6.3 - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO 
 
Para calcular a queda de tensão, adota-se a seguinte sequência: 
 
a) Definir o posicionamento dos postes na planta em função da largura da 
rua ou avenida; 
b) Desenhar os postes na planta observando a distância dos cruzamentos 
aéreos e dos vãos dos postes; 
c) Endereçar as cargas dos consumidores nos postes (ver item 12), 
observando o limite máximo de ramais de ligação por poste, e a 
distância máxima permitida do ramal de ligação do consumidor; 
d) Somar as cargas endereçadas em cada poste, noturna e diurna 
separadamente (ver item 6), não esquecendo de somar a demanda 
noturna da luminária de cada poste. Depois, somar as cargas noturnas e 
diurnas de vários postes determinando, pela maior demanda, a potência 
do transformador que atenderá este circuito; 
e) Posicionar o transformador, sempre que possível, no centro das cargas 
do circuito. Desenhar os cabos de BT e determinar as suas bitolas em 
função da potência do transformador; 
f) Antes de fazer o cálculo de queda de tensão do circuito para confirmar 
ou não as bitolas estimadas no item anterior, faz-se necessário 
desenhar o esquema unifilar do circuito, representando cada poste por 
meio de um ponto e colocando em cada um as demandas noturnas (N) e 
diurnas (D) endereçadas neste poste. Depois, colocar letras nos pontos 
principais do circuito: transformador (início do cálculo), cruzamentos 
aéreos, mudança de bitolas e finais de circuitos. Deve-se representar a 
distância dos vãos, e os postes dos cruzamentos aéreos deverão estar 
mais próximos entre si no esquema unifilar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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64 
 
Para concluir, faz-se o cálculo de queda de tensão baseado no diagrama 
unifilar do circuito: 
 
Figura – Planilha de cálculo de queda de tensão. 
 
Legenda explicativa da planilha de cálculo de queda de tensão. 
Ítem 1 → Designação: corresponde ao início e ao fim do trecho do qual será 
calculada a queda de tensão. 
 exemplo T-A 
Ítem 2 → hm: corresponde ao comprimento do trecho designado, em 
hectômetro (m/100). 
 exemplo 0,35 hm 
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65 
 
Ítem 3 → Distribuida (D): corresponde à carga existente entre os extremos do 
trecho designado. 
 exemplo 0 kVA 
Ítem 4 → Concentrada (C): corresponde à carga existente fora do trecho 
designado, incluindo o ponto. 
 exemplo 25 kVA 
Ítem 5 → Total: corresponde ao valor total da carga no trecho designado. É 
determinado pela fórmula: (D/2) + C. 
 exemplo (0/2) + 25 = 25 kVA 
Ítem 6 → Condutores: corresponde à bitola dos condutores que farão a 
alimentação do trecho designado. 
 exemplo 3 x 20 (20) 
Ítem 7 → kVA x hm: corresponde à multiplicação do valor da carga total 
(definido no item 5) com o valor do hm (definido no item 2). 
 exemplo 25 x 0,35 = 8,75 kVA x hm 
Ítem 8 → Queda unitária: coeficiente determinado em função da bitola do cabo 
e do fator de potência do circuito. Os coeficientes de queda de tensão unitária 
encontram-se nas tabelas de coeficiente de queda de tensão no início deste 
capítulo. 
 exemplo 0,1183 (coeficiente unitário para bitola 2/0 do trecho T-A) 
Ítem 9 → Queda parcial: corresponde à multiplicação do valor do kVA x hm 
(definido no item 7) com o valor da queda de tensão unitária (item 8). 
 Ex. 8,75 x 0,1183 = 1,035% (é o valor da queda parcial no ponto A) 
Ítem 10 → Total: corresponde à soma das quedas de tensão nos trechos 
designados. No exemplo, a queda de tensão total é igual à parcial (1,035% 
para o trecho T-A), pois este foi o primeiro trecho calculado, sendo necessário 
continuar o cálculo para determinar as quedas de tensão nos outros trechos (A-
C, A-B e A-D), e determinar as quedas de tensão do transformador até os fins 
de circuito. Se fosse o trecho A-B, o valor da queda de tensão parcial no ponto 
B somaria com a queda de tensão total no ponto A para se ter a queda a queda 
de tensão total do ponto B. Agora, se a queda de tensão total no final do 
circuito for maior que 5% ou de um valor predefinido, troca-se a bitola do trecho 
para uma imediatamente superior, refazendo novamente o cálculo. Por 
exemplo, se no ponto H ocorre uma queda de tensão total maior que 5%, troca-
se a rede secundária de 3x 20(20), para 3 x 40(40) e refaz-se os cálculos dos 
trechos E-H e E-G para verificar se ficaram menores ou iguais a 5%. Há casos 
em que é necessária a troca da posição do transformador para um poste mais 
próximo do ponto onde ocorreu a queda de tensão. 
Ítem 11 → Carga diurna: corresponde à soma de todas as demandas diurnas 
dos consumidores (ver item 16). 
 32,5 kVA 
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66 
 
Item 12 → Iluminação Pública: corresponde à soma de todas as demandas 
das lâmpadas de cada poste (ver tabela 3 no item demandas dos circuitos de 
baixa tensão). 
 Exemplo 0,10 x 8 = 0,8 kVA. 
Item 13 → Carga Noturna: corresponde à soma de todas as demandas 
noturnas dos consumidores (ver item 16). 
 Exemplo 40 kVA. 
Item 14 → Aproveitamento diurno: é quanto do transformador está sendo 
solicitado no período diurno. 
 Exemplo 72,2 %. 
Item 15 → Aproveitamento noturno: é quanto do transformador está sendo 
solicitado no período noturno (somatório das cargas noturnas com a iluminação 
pública). 
 Exemplo 90,66 %. 
Item 16 → Desenho do esquema unifilar do circuito. 
 
 
Legenda: 
(D) = Demanda diurna em kVA; 
(N) = Demanda noturna em kVA.Redes Aéreas de Distribuição Prof. Abelardo 
 
67 
 
Calcule a queda de tensão do circuito secundário representado abaixo em que 
o local foi considerado como demandas residenciais os valores: 
 G = 1,38 kVA; 
 M = 0,62 kVA (ver tabela 2); 
Demandas das lâmpadas: 
 VMC-125W = 0,15 kVA (ver tabela 3). 
A queda de tensão máxima considerada é de 5%. 
 
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68 
 
No esquema unifilar deve-se representar os postes números (9 e 2) e (12 e 5) 
o mais próximos entre si, pois representam dois postes que estão a 5 metros 
da esquina. Exemplo: (9 e 2) 
 
Representação do circuito secundário de um transformador com a indicação 
das demandas dos consumidores. 
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69 
 
 
 
Alerta: 
Para melhor identificação do circuito secundário da página com o esquema 
unifilar desta planilha, a letra “B” mostra o poste no 7, e a letra “F” o poste no 13. 
 
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70 
 
Quando colocamos o asterisco ao final de uma queda de tensão total 
queremos dizer que se trata de um final de rede secundária, em que é 
mostrado se ela ficou ou não abaixo de 5% (máximo admitido). 
 
Faça o cálculo de queda de tensão do circuito abaixo, determinando antes a 
potência do transformador e as bitolas da rede secundária. 
 
 
 
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71 
 
Alerta: 
Se em algum ponto a queda de tensão for maior que 5% (queda máxima 
utilizada nos exercícios do livro), troca-se a bitola por uma imediatamente 
superior, tendo como limite a bitola do tronco do transformador. 
Primeiramente some as demandas e determine a potência nominal do 
transformador. Depois, indique as bitolas do tronco e dos ramais secundários 
(ver tabela da página 54). Como não foi definido se é carga noturna ou diurna, 
utilizar todas as linhas disponíveis na planilha. 
 
6.4 - CÁLCULOS DE ESFORÇOS MECÂNICOS NOS POSTES 
 
Para dimensionamento correto de um poste é necessário conhecer a sua 
resistência nominal, sua altura e determinar os esforços externos que atuam 
nele, como o esforço de flexão que é devido ao tracionamento dos cabos. Este 
esforço atua nos suportes (isoladores) e nas amarrações fixadas no poste, 
podendo incliná-lo ou flambá-lo. 
Um poste mal-dimensionado poderá sofrer inclinação (fora do prumo) por 
ultrapassar o limite de resistência do engastamento, mas se o engastamento 
suportar esse esforço, o poste poderá flambar (entortar) por ter excedido o seu 
limite de resistência nominal. 
Quando o poste possui flexão e inclinação (poste flambado e fora do prumo) 
tem ambos os limites excedidos, ou seja, o do poste e do seu engastamento. 
Para se evitar esses inconvenientes é necessário calcular os esforços 
mecânicos que atuam no poste para poder determiná-lo corretamente. Para 
esse cálculo será necessário conhecer a altura do poste a ser aplicado em 
função da rede de distribuição aérea (RDA), o tipo, a bitola e o número de 
condutores usados nessa rede, além da profundidade do engastamento. O 
poste seção circular como é simétrico tem sua resistência nominal igual em 
toda a sua periferia. Portanto, trabalharemos com o poste seção duplo T por ter 
duas faces (lisa e cavada) que requer algumas técnicas quanto ao seu 
posicionamento. 
Poste de concreto seção duplo T 
Para este tipo de poste, o fabricante garante a 15 cm do topo (início da furação 
para fixação das estruturas primárias) conforme a posição da sua montagem 
(face lisa ou cavada), quanto da sua resistência nominal ele suporta, conforme 
descrito abaixo: 
 Face cavada: o poste suporta um esforço mecânico não superior à 
metade da sua resistência nominal. 
Exemplo: o poste B/300 kgf/10,5 m suporta, a 15 cm do topo na face 
cavada, 150 kgf. 
 Face lisa: o poste suporta um esforço mecânico até 40% maior que a 
sua resistência nominal. 
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 Exemplo: o poste B/300 kgf/10,5 m suporta, a 15 cm do topo na face 
lisa, 420 kgf. 
 
Rn = Resistência nominal. 
Para iniciar o cálculo de esforços mecânicos nos postes precisaremos, antes, 
conhecer o que sejam e como atuam numa estrutura instalada no poste. Para 
isso, lembrar o que foi mencionado no início deste livro sobre o posteamento e 
as estruturas da rede primária e secundária, pois ficará mais fácil a 
compreensão sobre a atuação dos cabos na estrutura fixada ao poste. 
Duas situações que devemos entender quanto aos esforços mecânicos na 
estrutura do poste: 
1) Momento no poste: é a força de tração (tensionamento) que os cabos 
exercem no poste multiplicada pela distância do braço (primário ou 
secundário). A Física diz que momento é a força aplicada pela sua 
distância do ponto de fixação. Fórmula: M = F x d; 
2) Tração dos cabos: o tensionamento dado em cada cabo depende de sua 
bitola, conforme as tabelas 1 e 2 deste item. No momento da instalação 
dos cabos na rede de distribuição aérea exige-se que a empreiteira 
possua um equipamento chamado dinamômetro, para que o valor 
unitário de tensionamento de cada cabo possa ser respeitado. 
 
Tabela 1 – Tensionamento unitário dos cabos de alumínio 
 
 
Tabela 2 – Resistência unitária dos cabos de aço. 
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Para iniciar os cálculos devemos lembrar que “momento é a força aplicada no 
poste (tracionamento dos cabos), multiplicada pela distância do solo ao ponto 
de sua fixação”. O ponto de fixação do poste depende do seu engastamento, 
como já vimos anteriormente, e a partir dessa diferença é que determinamos o 
braço primário, já que o braço secundário é fixado em 7,0 metros. 
No desenho a seguir, vemos que o braço do primário é de 8,70 metros 
descontados o engastamento (1,65 m) e os 15 cm do topo (onde se encontra o 
primeiro furo de fixação de uma estrutura). O valor do braço do secundário é 
fixado em 7,00 m e dos cabos de telecomunicações em 5,00 m. Veja o 
esquema representativo do poste de 10,50 m. 
 
Alerta 
Não esquecer da fórmula do engastamento que se encontra no capítulo 3: C = 
(l/10) + 0,60 m. 
 
 
 
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Rede primária e rede secundária 
Na rede primária o esforço já se encontra fixado a 15 cm do topo, portanto, 
para saber o tensionamento da rede primária basta multiplicar a quantidade de 
cabos primários pelo seu tensionamento unitário (tabela 1) conforme abaixo: 
Ep = 3 x tcp 
Onde: 
Ep = esforço dos cabos da rede primária (kgf) 
tcp = tensionamento dos cabos da rede primária (kgf) 
O fator de multiplicação “3” representa a quantidade de cabos primários 
(circuito trifásico). 
Para o cálculo na rede secundária, multiplicamos a quantidade de cabos 
secundários pelo seu tensionamento unitário e esse pela distância do braço 
secundário, dividindo tudo pela distância do braço primário, conforme a fórmula 
a seguir: 
ES = 4 x tcs x ds 
 
ES = esforço dos cabos da rede secundária (kgf) 
tcs = tensionamento dos cabos da rede secundária (kgf) 
ds = distância do braço da rede secundária (m) 
dp = distância do braço da rede primária (m) 
O fator de multiplicação “4” representa a quantidade de cabos secundários 
(circuito trifásico + neutro). 
O esforço total resultante dos cabos das redes primária e secundária no poste 
é o somatório de seus esforços, e a resistência nominal da face usada do poste 
escolhido deve ser superior ao esforço total resultante: 
Et = Ep + Es 
Et = esforço total dos cabos no poste (kgf) 
Na abertura de circuito secundário com cabos de mesma bitola não há 
necessidade de efetuar o cálculo já que a resultante é nula. 
Vejam o exemplo abaixo: 
 
Se a abertura dos circuitos secundários for com cabos 3 x 02(02) ou 3 x 20(20), 
o cabo de aço do estai de poste a poste deve