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Juliane Araújo Lima T1 Tecnologia de Produtos de Origem Animal – APS 03/05/2021 1. A transformação do músculo em carne é um conjunto de reações bioquímicas que acontecem no interior da fibra muscular, por meio de enzimas endógenas presentes no sarcoplasma da fibra muscular que garantem o amaciamento da carne. Assim que o animal morre, a irrigação sanguínea, que fornece nutrientes e oxigênio para o músculo, é interrompida. O músculo, na tentativa de manter a sua atividade, usa suas reservas de energia, sendo a principal delas o glicogênio muscular. A produção de energia por meio do uso do glicogênio muscular se dá de forma anaeróbia (sem a presença do oxigênio). O músculo necessita de energia para realizar a contração muscular (ligação da actina com a miosina) e para realizar o relaxamento muscular (desintegração da actino-miosina). Quando a reserva de energia ou glicogênio muscular acabam, o músculo não poderá realizar a contração nem o relaxamento muscular, e instala-se uma contração muscular irreversível, fenômeno denominado rigor mortis. O metabolismo anaeróbio de conversão do glicogênio muscular em energia gera um metabólito importante em carnes, o ácido lático. Ele é o responsável pelo abaixamento do pH, ou acidificação da carne, fundamental para melhor preservação e maior durabilidade da carne. 2. A carcaça bovina é normalmente dividida em três grandes partes, nas quais são comercializadas (dianteiro, traseiro e ponta de agulha). O rendimento dos cortes primários da carcaça bovina é de grande importância para a indústria frigorífica, pois carcaças com excessivo teor de gordura serão mais aparadas, gerando maiores custos com operadores e maiores perdas econômicas, já que as aparas têm menor valor comercial.