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UNIDADE IV • <Título da Unidade IV> 1 ENCONTRO 05: Acessos introrais ao esqueleto maxilofacial 1 Introdução Olá graduando e graduanda, tudo bem? No podcast você conheceu alguns acessos extraorais e também pôde entender como o conhecimento da anatomia é fundamental para alcançar o objetivo cirúrgico. Complementando o assunto, este texto base vai mostrar para você exemplos de acessos ao esquelo maxilofacial, desta vez por abordagem intraoral. A grande vantagem dos acessos intraorais são as incisões “escondidas” o que em tese, seria mais desejável na face, uma área de grande exigência estética. No entanto, sabe-se que nem sempre é possível executar somente este tipo de abordagem... 2 Desenvolvimento Acessos à maxila Para esta área uma diversidade de acessos está disponível, variando de acordo com a necessidade cirúrgica. Para áreas que requerem ampla exposição, o acesso vestibular da maxila (Figura 1) é indicado. Este acesso é executado em cirurgias do trauma, corretiva de deformidades faciais, dentre outras. Em acessos mais amplos para maxila, as estrutras de destaque são o nervo infraorbitário, que emerge do forame infraorbitário; danos a este podem resultar em perde da sensibilidade nas estruturas por ele inervadas. A musculatura nasolabial pode ser incisada ocasionalmente, o que vai requerer a reparação no mesmo ato cirúrgico, a fim de evitar mudanças estéticas não planejadas. O coxim adiposo, também chamado de bola de Bichat, pode ser exposto durante esta incisão e atrapalhar a visualização do campo cirúrgico. Seu corpo principal encontra-se abaixo do ducto parotídeo e estende-se superiormente na borda anterior do masseter. Figura 1: Acesso vestibular da maxila com bisturi elétrico. CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL CURSO: ODONTOLOGIA PROFESSOR (A): DAIANA CRISTINA Fonte: Ellis III e Zide, 2006 UNIDADE IV • <Título da Unidade IV> 2 Acesso à mandíbula O acesso vestibular mandibular permite a visualização da área condilar até a região de sínfise mandibular. Possui uma série de vantagens como segurança, rapidez, simplicidade e avaliação da oclusão no trans-operatório. As estruturas anatômicas que requerem atenção são o nervo mentual, que emerge do forame mentual na altura dos pré-molares, pois lesões a ele poderiam ocasionar perda de sensibilidade nos tecidos moles do mento e lábio inferior, gengiva vestibular de incisivos, canino, pré-molares. 3 Encerramento É preciso lembrar que outros acessos são realizados na área intraoral. Tudo depende da indicação da cirurgia. Os retalhos empregados para realização de exodontias serão discutidos na aula corresponde. Em breve falaremos sobre isto! Lembre-se: Consulte os demais materiais pré-aula e reponda as questões da atividade diagnóstica! Até a próxima aula! REFERÊNCIAS ELLIS III, E.; ZYDE, M. F. Acessos cirúrgicos ao esqueleto facial. Tradução: Carlos Henrique Bettoni Cruz de Castro. 2ed. São Paulo: Editora Santos, 2006. Fonte: Ellis III e Zide, 2006 Fonte: Ellis III e Zide, 2006. Figura 2: Acesso vestibular da mandíbula com abordagem na área posterior. Observe a dissecação do nervo mentual. Figura 3: Acesso vestibular da mandíbula na região anterior.