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Aparecida tcc faveni

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 	FACULDADE QUALIS
GRUPO EDUCACIONAL FAVENI
PÓS GRADUAÇÂO EM ENFERMAGEM EM UTI
APARECIDA CRISTINA FIDELIS DOS SANTOS
A atuação do(a) Enfermeiro(a) em Unidade de Terapia Intensiva: Uma Revisão Integrativa da Literatura
RIO DE JANEIRO
2021
A atuação do(a) Enfermeiro(a) em Unidade de Terapia Intensiva: Uma Revisão Integrativa da Literatura
Declaro que sou autor(a)[footnoteRef:1] deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. [1: Aluna concluinte do curso de Pós Graduação em enfermagem em UTI (Faculdade QUALIS).
] 
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais.	
RESUMO 
A pesquisa, para o presente trabalho de conclusão de curso, tem sua origem na proposta de abordagem sobre a prática do profissional de enfermagem no contexto a Unidade de Terapia Intensiva. Apresenta assim, o objetivo geral de analisar, mediante uma revisão literária, a atuação do (a) enfermeiro (a) intensivista mediante as condições desse setor de alta complexidade. Este ambiente requer, por parte do profissional, conhecimento, habilidade, atenção, humanismo e preparação psicológica, portanto merece destaque, estudos e debates constantes. Trata-se, de revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa e descritiva, que com o auxílio de diversos autores, apresenta, no desenvolvimento, a Unidade de Tratamento Intensivo e as devidas atribuições da enfermagem, demonstrando a importância, evolução, mas também os desafios enfrentados. Resulta-se das reflexões analisadas, questões em torno da organização do trabalho, envolvendo assuntos como: tarefas repetitivas, fiscalização do desempenho e ritmo de trabalho excessivo, através de longas jornadas e fatores estressores como um grande risco para adoecimento e afastamento do profissional enfermeiro. Conclui-se que, estando os enfermeiros, intensivistas, satisfeitos no seu ambiente de trabalho, de forma organizada e dentro das necessidades exigidas pelo ambiente, estes irão atuar com melhor e maior qualidade, o que estará contribuindo, também, para a qualidade da assistência prestada aos pacientes da unidade. Desta forma, espera-se contribuir para novo conteúdo a ser disponibilizado, havendo assim trocas de informações e pesquisas, necessárias a novos debates.
Palavras-chave: Prática Profissional. Enfermeiro(a). Unidade de Terapia Intensiva.
1 INTRODUÇÃO
Este artigo apresenta uma abordagem sobre a atuação da equipe de enfermagem nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e as condições impostas ao trabalho. Entende-se que este é um setor que exige, do profissional enfermeiro, condições favoráveis para o cuidar dentro da capacitação, das habilidades e do esforço para superar o cansaço físico e mental.
Evidencia-se, portanto, as práticas altamente relevantes, da equipe de enfermagem, para a efetividade e qualidade dos cuidados prestados aos pacientes nesse ambiente reservado, complexo, com monitoração continua e grande responsabilidade. 
Dentro desse entendimento questiona-se: Quais são as condições de trabalho em Unidades de Terapia Intensiva e suas possíveis influências para a vida do profissional de enfermagem? 
A extensão e a complexidade do setor demandam uma maior atenção da equipe de enfermagem, o que ocasiona desgaste e sobrecarga desses profissionais, questão que precisa ser evidenciada para que novas visões se façam presente reforçando as propostas de organização e visibilidade no que se refere as necessidades básicas para a concretização de uma atuação adequada.
Assim, apresenta-se o objetivo geral de analisar, mediante uma revisão literária, a atuação do (a) enfermeiro (a) intensivista mediante as condições desse setor de alta complexidade. É necessário, para obter os resultados esperados, a apresentação de objetivos específicos, como: caracterizar a UTI, mediante suas particularidades; apresentar a evolução e os desafios da enfermagem; identificar as atitudes necessárias na atuação do Enfermeiro(a) no contexto da UTI.
Justifica-se a escolha da temática, por verificar diante da profissão que, mesmo diante desse contexto de grande atuação em cenários diversos e, como práticas em ambientes intensivistas, ainda há a necessidade de mais conteúdos que envolvam a profissão, expandindo o conhecimento relacionado a enfermagem, suas particularidades e seus desafios.
Trata-se, de revisão bibliográfica, de abordagem exploratória e descritiva, com o intuito de aumentar e aperfeiçoar os conhecimentos em relação ao tema e assim analisar o fenômeno do problema proposto. 
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – Caracterização e Particularidades 
A UTI foi idealizada durante a guerra da Criméia, quando as ações da Italiana Florence Nightingale, enfermeira considerada a percussora dos cuidados em saúde, através de intervenções de cuidados mais complexos e especializados, passou a dar maior atenção aos soldados feridos, de forma que: “os mais graves ficassem próximos à enfermagem com monitorização contínua”. (Ouchi et al., 2018, p.413). Sendo assim, essa unidade intensivista, passa a existir com o objetivo de recuperar às funções vitais dos pacientes em um ambiente físico e psicológico adequado. 
Também, mediante Lino (2011), as UTIs surgiram a partir da necessidade do atendimento aos pacientes em estado crítico que careciam de assistência e cuidados contínuos de médicos e enfermeiros, centrando-se seus esforços no desenvolvimento do saber técnico e científico da referida profissão em prol do cuidado e segurança, para auxiliar no diagnóstico, tratamento e reabilitação de doentes graves.
Segundo Ferreira e Mendes (2013), as primeiras UTIs foram instaladas no Brasil na década de 1970, devido à necessidade de tecnologias associadas ao conhecimento cientifico para o cuidado de pacientes de alta complexidade. Se se caracteriza como um cenário de inovação e atendimento especializado de saúde a pacientes considerados de alta complexidade, demandando um perfil profissional que harmonize alta tecnologia à assistência. (CAMELO et al., 2013)
Fundamenta-se como local, tomado por monitorização contínua e que admite pacientes graves, ao qual fornece suporte e tratamento intensivo durante vinte e quatro horas, com equipamentos específicos e outras tecnologias (fig.1). São realizadas atividades, pelos enfermeiros, como avaliações e exames; procedimentos diversos, além dos cuidados específicos que devem ser prestados a cada paciente. (Nascimento; ALVES; MATTOS, 2014).
Também Junior do Nascimento (2021), acrescenta ser este um espaço responsável pelo aumento significativo da possibilidade de recomposição das condições estáveis dos pacientes internos, mas, adverte que ao focar no processo de construção histórico-político-social, constata-se que as UTIs se tornaram locais onde a técnica se sobrepõe aos aspectos relacionados ao cuidado, e, desta forma, retrata a questão da humanização no cuidar.
Um ambiente de cuidado requer que sejam criadas condições favoráveis à saúde, promovendo ambiente saudável e construtivo e com relações interpessoais harmônicas, vitalizadoras e potencializadoras de energias positivas para um viver melhor. (Backes; ERDMANN; BÜSCHER, 2015)
Figura 1 – Equipamentos específicos e outras tecnologias
Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/ocupacao-de-leitos-de-uti-chega-a-85-na-cidade-do-rio-de-janeiro/143875/
Ao afirmar essa questão cita, Silva e Ferreira (2011) ao expor que a utilização das tecnologias e sua implementação nos serviços de saúde não deve sobrepor

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