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Peso da Avaliação4,00 Prova39521602 Qtd. de Questões2 Nota6,35 1No contexto da Revolução Científica, discussões sobre a identidade pessoal a partir do cérebro se tornaram frequentes e são emblemáticas para a neuroeducação. Ainda que a ontologia da cerebralidade não seja tida como um consenso paradigmático, é interessante observar os pensamentos que elegem o cérebro como o órgão do self, visto que as discussões sobre identidade pessoal se fazem necessárias nas ciências da mente. Desse modo, disserte sobre os pensamentos de John Locke a respeito da identidade pessoal, destacando como esse filósofo compreende o corpo. Resposta esperada Na perspectiva de Locke, há uma distinção importante entre "homem" e "pessoa". "Homem" diz respeito a uma continuidade de vida vinculada à matéria, a um corpo orgânico, enquanto "pessoa" tem seu significado construído em torno da razão e da capacidade de reflexão. A identidade pessoal, desse modo, reside em uma continuidade da consciência, e não da matéria - para ser "eu mesmo", preciso ser "eu mesmo" em relação a uma mesma consciência. Essa perspectiva consiste em um individualismo possessivo ao propor que o corpo é um objeto do qual se tem posse, e não se é - você tem um corpo, ou seja, você, enquanto consciência, possui um corpo. Minha resposta Na concepção lockena já inicia com a distinção entre homem e pessoa, propondo separar substância e identidade pessoal, basicamente a identidade do homem consiste na “participação de uma mesma vida contínua em partículas de matéria constantemente fugidias, vitalmente unidas em sucessão a um mesmo corpo organizado”. Locke define a pessoa como “um ser pensante inteligente, de razão e reflexão, que pode se considerar, em diferentes tempos e lugares". A identidade pessoal, portanto, reside em uma continuidade de memória e consciência, naquilo que Locke chamou de mesmidade ou mesmice do ser racional. E ele acrescentou, “o alcance da identidade de uma pessoa é igual à extensão retrospectiva da consciência que ela tem de uma ação ou de um pensamento”. para ser uma pessoa, tudo que um indivíduo precisa é de seu próprio cérebro – aquele que envolve sua memória e consciência. O resto do corpo é descartável e, quando presente, não precisa mais ser o da pessoa. Através do individua lismo possessivo, não dizemos que somos "corpos", mas que "temos" corpos; objetivados e distanciados de nós mesmos, nossos corpos se tornam para nós coisas que possuímos, não entidades que somos. A identidade pessoal torna-se assim psicológica e distinta da identidade corporal. Em comparação com a ênfase anterior na corporalidade essencial do self, a abordagem lockeana implica uma óbvia perda de corpo. Esse tipo de desencarnação não pode ser total. Nas ficções de Locke, a memória e a consciência necessárias para a identidade ainda estavam presas a um dedo mínimo. Na psicologia empírica do Iluminismo, elas estavam localizadas no cérebro. Portanto, permaneceu o caso de que uma alma desencarnada separada não poderia, por si só, constituir o que Locke chamou de homem. 2O pensamento criativo se faz essencial para aspectos da vida cotidiana, sendo relacionado a habilidades como a resolução de problemas e a inventividade. Parece haver, no entanto, uma dicotomia presente nos discursos sobre criatividade que a coloca como habilidade oposta ao conhecimento objetivo, de conteúdos e fatos. Nesse sentido, disserte sobre a relação entre criatividade e conhecimento factual, e aponte o problema de se pensar a criatividade a partir dessa dicotomia. Resposta esperada A criatividade se expressa, por exemplo, na resolução de problemas, nessa habilidade de se pensar soluções criativas para questões diversas. Para que o pensamento criativo se estruture, é necessário que haja um conhecimento prévio do universo sobre o qual a criatividade irá operar, um conhecimento que domine as partes presentes no problema em questão. É a partir desses problemas que a criatividade opera de forma a integrar informações diferentes e aplicá-las de maneira flexível na realidade. Se os currículos focam apenas no conhecimento de informações, os alunos irão carecer de habilidade para pensar em soluções e aplicações desse conhecimento na realidade; se os currículos focam apenas em pensamento criativo, as habilidades criativas formuladas carecerão de profundidade e de elementos fundamentais para sua estruturação. Portanto, visto que há uma relação essencial entre criatividade e conhecimento de informações, os currículos precisam abranger ambos esses aspectos, de maneira a fomentar uma educação preocupada com o conhecimento ampliado e a habilidade de colocá-lo em prática. Minha resposta A criatividade se expressa, por exemplo, na resolução de problemas, nessa habilidade de se pensar soluções criativas para questões diversas. Para que o pensamento criativo se estruture, é necessário que haja um conhecimento prévio do universo sobre o qual a criatividade irá operar, um conhecimento que domine as partes presentes no problema em questão. É a partir desses problemas que a criatividade opera de forma a integrar informações diferentes e aplicá-las de maneira flexível na realidade. Se os currículos focam apenas no conhecimento de informações, os alunos irão carecer de habilidade para pensar em soluções e aplicações desse conhecimento na realidade; se os currículos focam apenas em pensamento criativo, as habilidades criativas formuladas carecerão de profundidade e de elementos fundamentais para sua estruturação. Portanto, visto que há uma relação essencial entre criatividade e conhecimento de informações, os currículos precisam abranger ambos esses aspectos, de maneira a fomentar uma educação preocupada com o conhecimento ampliado e a habilidade de colocá-lo em prática.