Logo Passei Direto
Buscar

Resistência interna de um voltímetro

Relatório experimental que determina a resistência interna de um voltímetro por descarga de capacitor. Contém objetivo, introdução sobre descarga RC, metodologia (capacitor 2200µF, voltímetro analógico, cronômetro), tabela de V(t), ajuste exponencial e resultado R=(30±1)·10^3 Ω.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Resistência interna de um voltímetro
Hiata Anderson Oliveira Ladislau
Veneraldo Abreu Queiroz
Departamento de Física, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte
17 de Novembro de 2021
1 Objetivos
O objetivo deste experimento é determinar
a resistência interna de um voltímetro.
2 Introdução
Conectando-se um capacitor a uma fonte de
tensão, há transferência de cargas d ruma placa
para a outra, fazendo com que a tensão entre
as placas aumente até a tensão fornecida pela
fonte após um intervalo de tempo.
Em contrapartida, ao se conectar um capa-
citor inicialmente carregado a um resistor, a
carga no capacitor tende a se escoar, levando a
redução da tensão elétrica entre as placas com
o tempo.
Seja V (t) a tensão no capacitor em um ins-
tante t e V (0) a tensão inicial. Verifica-se a
seguinte expressão para a tensão com o tempo:
V (t) =V (0)e−
t
τC , (1)
em que τc, denominada constante de tempo ca-
pacitiva, é igual ao produto entre a resistência
R do resistor e a capacitância C do capacitor:
τc = RC. (2)
3 Metodologia
Neste experimento, foram utilizados: uma
base de conexões elétricas, cabos elétricos
para a ligação do circuito, uma fonte de ten-
são, um voltímetro analógico, um cronometro
digital para aferição do tempo de descarga do
capacitor, e um capacitor eletrolítico de capa-
citância C = 2200µF .
Primeiramente, conecta-se o capacitor, do-
tado de polaridade, à fonte de tensão, verifi-
cando qual parte está demarcada por uma faixa
para conecta-la ao negativo da fonte. Em se-
guida, o voltímetro é conectado em paralelo ao
capacitor e a fonte de tensão é ligada, sendo
então ajustada uma tensão ε a ser fornecida, a
qual também pode ser lida no voltímetro ana-
lógico.
Após carregar o capacitor, para realizar a
descarga, basta desconectar o cabo que o liga
à fonte. A fim de registrar a queda da tensão
1
com o tempo, no instante em que se desco-
necta o cabo, um cronômetro é acionado.
4 Resultados
Os dados registrados para a variação da ten-
são com o tempo estão mostrados na Tabela 1.
t [s] V [V]
0 20
7 18
14 16
22 14
33 12
47 10
64 8
83 6
110 4
159 2
Tabela 1: Dados obtidos para a tensão V após
um intervalo de tempo t em que se desconec-
tou a fonte de tensão e o capacitor.
A forma geral de uma função exponencial
de decrescimento exponencial f (t) pode ser
dada por:
f (t) = ae
−t
c +b, (3)
de modo que, comparando-se com os valores
teóricos da equação (1), temos a=V (0), b= 0
e c = τc. A fim de se obter os valores experi-
mentais para estes coeficientes, efetuamos um
ajuste exponencial com os dados dispostos na
Tabela 1. O gráfico deste ajuste, assim como
os valores obtidos para esses coeficientes, está
mostrado na 1.
Obtido o valor da constante de tempo capa-
citiva τc, a resistencia interna R do voltímetro
pode ser obtida pela seguinte expressão:
R =
τc
C
, (4)
Figura 1: Tensão V em função do tempo t.
para o qual obtemos R = (30±1) ·103Ω.
5 Discussão
Analisando o ajuste efetuado pelo gráfico,
o desvio padrão para as medidas dos coefici-
entes e o valor obtido para a resistência in-
terna do voltímetro, verificamos que há uma
excelente concordância entre os valores obti-
dos com a base teórica. Afinal, para um in-
tervalo de tempo tão longo de descarga, seria
necessário que a resistência interna fosse bas-
tante elevada.
6 Conclusão
Verificamos o descrescimento exponencial
da tensão com o tempo ao seefetuar a descarga
de um capacitor. Obtivemos R = (30 ± 1) ·
103Ω para a resistência interna do voltímetro.
2

Mais conteúdos dessa disciplina