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Síndromes Venosas 
 
Caso clínico 
Paciente feminina, 28 anos, negra, casada, natural e residente de Paty do Alferes, do lar, 
evangélica, gestante de 28 semanas, G2/P0/A1, comparece a UBS com queixa de dor no MIE 
(membro inferior esquerdo). 
Ao exame: Sinai vitais normais, lote, BEG, eupneica, afebril, corada, hidratada e anictérica. 
Apresentando edema assimétrico dos MMII, 2+/4+ à esquerda, levemente quente, 
consistência mole, com sinais de empastamento na panturrilha e coxa, além de dor a 
palpação em toda região descrita. 
Qual a suspeita? TVP 
Qual a fase que se encontra essa condição? Tardia 
O que fazer? Anti-coagulação 
OBS: gestante é um trombo ambulante 
 
Objetivo: 
1. Conceituar 
2. Apresentação das principais doenças 
3. Semiologia 
4. Reconhecer as disfunções e suas relações 
 
Anatomia 
 O sistema venoso periférico é constituído de capilares venosos, vênulas e veias de 
pequeno, médio e grande calibre. 
 As de pequeno e médio calibre – superficial e profundamente com relação ao plano 
aponeurótico. 
 As grandes veias, e suas principais tributárias – profundas. 
 Paredes finais e distensíveis, com capacidade para conter até 2/3 do fluxo sanguíneo 
circulante. 
 São consideradas vasos de capacitância 
 Quanto mais distante do coração – maior o número de válvula 
 
Fisiologia do sistema venoso 
 Grande capacidade de distensão – CAPACITÂNCIA 
 24x maior do que a das artérias – sistema PRESSÓRICO 
 RETORNO VENOSO X DÉBITO CARDÍACO 
 
 RETORNO VENOSO – vis a tergo, vis a fronte, válvulas venosas, batimentos 
arteriais, volemia, gradiente de pressão periférica e central. 
 
 Fatores de risco para IVC (Insuficiência venosa crônica) 
 Presença de tromboflebite ou TVP anterior. 
 Diagnóstico de trombofilia. 
 Traumatismo prévio. 
 Mulheres na pré-menopausa com veias varicosas devem ser questionadas sobre 
sintomas da síndrome de congestão pélvica (dor pélvica, sensação de peso, 
dispareunia (dor a penetração durante o ato sexual)). 
 Histórico familiar de varizes 
 Cirurgias ou procedimentos para tratar varizes prévios. 
 
Exame Físico 
 Inspeção: 
- Distribuição 
- Morfologia (aparência) 
- Localização 
 Palpação: temperatura, umidade e sensibilidade da pele e do tecido 
subcutâneo; características do edema e estado da parede venosa, que pode ter 
consistência elástica, normal ou estar espessada e endurecida 
- É indispensável a palpação dos pulsos artérias periféricos – sua ausência pode 
contraindicar a cirurgia. 
- Estado do TC subcutâneo 
- Linfonodos 
- Varizes 
- Edema 
 
Qual a grande complicação ou doença associada? 
Insuficiência venosa moderada grave predispõe a uma alteração do fluxo sanguíneo. 
Tríade de Virchow: 
1. Aumento da coagulabilidade sanguínea 
2. Diminuição fluxo sanguíneo (estase) 
3. Lesão do endotélio vascular 
 
 
 
 
Trombo – uma coisa organizada que fica aderida a parede do vaso 
que vai ocluindo de maneira parcial ou total a luz do vaso, quando 
parte desse trombo se rompe que ganha movimento dentro da 
circulação ele deixa de ser trombo e passa ser um êmbolo. 
 
Diagnóstico – clínico 
 Antecedentes pessoais – HF (histórico familiar) 
 Número de gestações. 
 Cirurgias prévias. 
 Traumatismos. 
 Longo período acamado 
 Imobilização prolongada 
 Desidratação 
 Antecedentes de neoplasia 
 Atividades esportivas de alto impacto 
 Uso de anticoncepcionais hormonais 
 TABGISMO 
ATENÇÃO: 
 A gestação é importante fator, tanto para trombose venosa como para 
desenvolvimento de varizes – efeito hormonal + compressão pélvica. 
 Cirurgias de longa duração e período prolongado no leito – são importantes 
fatores para o desenvolvimento de trombose venosa – TVP 
 Desidratação, traumatismo e neoplasias – TVP. 
 
Sinais e sintomas 
 Dor - em peso nas pernas, queimação, ardência, cansaço, cãibras, 
formigamento, fincada, pontada ou ferroada. 
 Alterações tróficas (hiperpigmentação, eczema) e dermolipoesclerose; 
 Úlceras; 
 Hemorragias; 
 Hiperidrose e celulite 
 
Quando suspeitar de TVP (Trombose Venosa Profunda)? 
 Instalação súbita 
 Associada a edema – ASSIMÉTRICO 
 Com empastamento muscular 
 Cianose 
 
Evolução da doença venosa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complicações – alterações tróficas 
 EDEMA – principal mecanismo é aumento da pressão no interior das veias. 
- Surge no período vespertino, desaparece com o repouso 
- Mais intenso se permanece muito tempo sentado. Edema que começa nos pés 
e segue para terço inferior da perna, proximal, joelhos. 
- É mole e depressível, perimaleolares, pode alcançar o 1/3 proximal das pernas 
(insuficiência venosa grave) – relacionada à gravidade 
- Pode ser unilateral (síndrome pós-trombótica/ IVC), desconfia-se de uma 
trombose ou evento pós-trombótico. 
Obs.: As varizes tendem a ter uma característica simétrica. Por si só as varizes 
são consideradas uma doença 
 CELULITE – cronicidade do edema – extravasamento – inflamação 
 HIPERPIGMENTAÇÃO – dermatite ocre (Escurecimento do membro 
inferior - hemossiderina na pele devido ao extravasamento do líquido com 
hemácias). 
 ECZEMA OU DERMATITE ESTASE – vesículas + prurido intenso 
- Agudo: é caracterizado por pequenas vesículas que secretam um líquido 
seroso - acompanha-se de prurido intenso 
- Crônico: aparece no terço distal da perna ou no dorso do pé - mesmo em grau 
leve, de ser atribuído à insuficiência venosa crônica. 
- Prurido é mais intenso nos períodos vespertinos e noturno. 
- Há Bolha, espessamento, alteração de coloração. 
 
 
 
 ÚCERA – complicação IV CRÔNICA 
- pode surgir em consequência de mínimos traumatismos/ coçadura 
- localização principal é na região perimaleolar interna 
- Úlceras situadas acima do terço médio da perna têm outra etiologia 
- É rasa, tem bordas nítidas, apresentando secreção serosa 
- Menos dolorosa que a úlcera isquêmica + intensa com a perna pendente 
- Faz uso de câmera hiperbárica 
- Prurido ou queda, e a dificuldade circulatória leva a infecção e dificuldade de 
cicatrização 
 HEMORRAGIAS – podem ocorrer espontaneamente – por pressão 
 LIPODERMATOESCLEROSE – IVC – atrofia (esclerose), da pele e tecido 
subcutâneo, com diminuição da espessura da perna – pode levar a anquilose 
(perde de movimento articular) 
 HIPERIDROSE – Na IVC de longa duração e acentuada – comum o 
aparecimento de sudorese profusa no terço distal da perna. 
Manobras especiais 
 Manobra de Homans – Dorsiflexão forçada do pé 
 Manobra de Olow – Consiste na compressão da musculatura da panturrilha 
contra o plano ósseo 
 Manobra de DeneckerParyr – Consiste na compressão, com o polegar, da planta 
do é contra o plano ósseo. 
 
TVP 
 A trombose venosa consiste na coagulação intravenosa do sangue com obstrução 
parcial ou total do lúmen de uma veia. 
 Tríade de Virchom – aumento da coagulação sanguínea, estase sanguínea, lesão 
do endotélio 
 O diagnostico de trombose venosa aguda é facilmente feito pela historia clinica e 
exame físico, tendo valor propedêutico as manobras de Homans, Olow e 
DeneckerPayer 
 Edema assimétrico é o mais comum dos sinais →redução da temperatura → 
palidez → cianose = FASE MAIS IMEDIATA (AGUDA) 
 Seguida de → dor → hiperemia e calor = FASE MAIS TARDIA 
 
 
 
Principal complicação da TVP 
 TEP (Trombo Embolismo Pulmonar) → em virtude do trajeto via coração direito → 
pulmões 
- Caracterizado por dor toracica de inicio subito 
importante, associado a dispneia e algumas vezes 
tosse assiciado. 
 EVENTO GRAVE → ELEVADA TAXA DE 
MORBIMORTALIDADE

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