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Educação no Egito Antigo 1. Introdução A educação egípcia se foi uma educação que privilegiou métodos de decoração e memorização para o processo de ensino aprendizado, para eles o ser humano só obteria êxito caso tivessem na mente todo aprendizado decorado. O principal método utilizado para a memorização dos ensinamentos era a transcrições de hinos, livros e escritos que exaltavam a moral. Dentre os ensinos podemos destacar três grandes ciências: a geometria, a astronomia e a matemática, ciências essas que se fizeram uteis para a realização de atividades essenciais da sociedade. Para o Egito um dos componentes principais para educação do homem era família, e por isto era papel da família repassar para as novas gerações os costumes e valores das mesmas. Por muitos séculos o mundo votou atenção para a educação egípcia devido aos escritos hieroglíficos que era uma forma de escrita muito utilizada e desenvolvida no Egito antigo, a Europa chegou a pensa que era uma espécie de ritual demoníaco. A dificuldade da intepretação se dava pois os hieroglíficos consistiam em uma combinação de várias imagens. O presente trabalho tem por objetivo destacar os pontos históricos e sociais da educação no Egito antigo, afim de compreender qual a contribuição desse modelo de educação para a linha cronológica da educação e se a educação contemporânea sofre alguma influência da mesma. Para o desenvolvimento deste trabalho nos ancoramos em pesquisas bibliográficas de diversos autores que se preocuparam em estudar a educação no Egito antigo dentre eles MANACORDA (1992) e BORGES (2020) Ao longo deste trabalho fomos levados a refletir e concluir que a educação no Egito, basicamente se dividiu em ensinos sobre escritas e ciências relevantes para a sociedade, e que além deste ensinamentos metodológicos a família e os mais velhos tinham forte influência sobre as crianças afim de repassar costumes e crenças, o alfabeto e os hieroglíficos também foram pontos de destaque neste modelo de educação. 2. A educação egípcia Segundo Manacorda (1992) foi do Egito que chegaram os primeiros e mais ricos testemunhos sobre todos os aspectos da civilização e em particular sobre a educação, não é de se surpreender que um povo que vivia as margens de um grande rio como o Rio Nilo acumulou diversos tipos de saberes ligados a agricultura, agrimensura e ciências como: geometria, astronomia e matemática, ciências essas que lhe serviam de base para a realização de atividades do dia a dia, como medição de campo, reconhecimento das estações do ano , etc. Consequentemente esse povo também foram responsáveis pela hierarquização do trabalho, visto que precisariam de saberes intelectuais ligados as ciências citadas acima, e saberes práticos de diversos ofícios, mais tarde essa hierarquização deu origem a escola dos sacerdotes e oficinas de artesanato. Para as práticas de estudos os egípcios faziam uso de templos, casas e oficinas artesanais. É preciso destacar que o Egito Antigo não era uma sociedade alfabetizada, visto que poucas pessoas sabiam ler e escrever, contudo, os rituais e feitiços religiosos tinham uma grande relevância para esses povos por isto eram gravados pelos escreventes por meio de hieróglifos. A priori a educação no Egito antigo de crianças até quatro anos era responsabilidade das mães e após os quatro anos, a educação dos meninos passava a ser responsabilidade dos pais. As escolas eram responsáveis por conduzir os ensinos de escrita, leitura, matemática e moral. Quando os jovens completavam quatorze anos eram divididos em dois grupos, aqueles cujos pais desenvolviam atividade na agricultura e no artesanato saiam da escola e se juntavam aos pais, e aqueles cujos pais tinham profissões de maior status permaneciam na escola e tinham sua educação geralmente conduzida por templos ou centros governamentais. Para aqueles que davam continuidade aos estudos esses saberes foram denominados de “Instrução da sabedoria” e essa instrução incluíam aulas de ética, moralidade e saberes essenciais para cargos de maior prestígio como médico ou escriba. Para as mulheres as oportunidades eram escassas, a maioria delas eram treinadas para a maternidade e a vida de esposa e algumas meninas conseguiam instrução de dança e confecção de artesanatos. Os ensinamentos de leitura e escrita eram destinados apenas para as filhas de nobres ricos. 3. Alfabeto e Hieróglifos Os hieróglifos _ também chamados de alfabeto egípcio- é considerado uma das formas de escritas mais antigas do mundo, o mesmo foi desenvolvido ainda no Egito Antigo, eram caracteres utilizados apenas por membros da realeza, escribas e sacerdotes, principalmente para marcação de túmulos e templos. A escrita hieroglífica possuia cerca de 6900 sinais diferentes, e essa quantidade exacerbada foi o que contribui para esse tipo de escrita cair em desuso, pois era quase impossível decifrar os escritos. Hoje esse tipo de escrita é considerada uma língua morta. Borges (2020) dividiu os hieróglifos em duas formas, sendo elas: os hieráticos com a mesma base dos hieróglicos, mas que agora poderiam ser pintados em papiros e em placas de barro e os demóticos, que neste forma passaram a ser mais bonitos, devido à adaptação de sinais gregos aos hieróglifos. Figura 1 – Hieróglifos, o alfabeto egípcio (BORGES, 2020) O cristianismo indiretamente também foi o responsável para que a escrita hieroglífica se perdesse com o tempo, ao negar a religião politeísta, pois tudo que para a igreja católica tinha alguma relação com os deuses antigos era considerado infiel, com isso não poderia mais adorar. Durante XV séculos se falou muito sobre a educação egípcia, em especial para os escritos hieroglíficos, a humanidade sem conseguir decodificar o sistema de sinais, alguns países europeus que acreditavam que a escrita pudesse ser um ritual demoníaco e somente após muitos estudos é que se começou a entender que se tratava de uma língua. 4. Considerações finais A partir das leituras realizadas pelo o grupo e da construção deste trabalho podemos concluir que a educação egípcia, baseada em memorização privilegiou o estudo de saberes essenciais para o desenvolvimento em sociedade, dividindo a mesma com base em saberes intelectuais -instrução de ciências e da moralidade- e saberes práticos - agricultura e artesanatos e sendo responsáveis pela hierarquização do trabalho dentro daquela sociedade. Foi possível observamos também a forte influência da família na educação das crianças visto que era responsabilidade das mesmas ensinarem saberes éticos, costumes e tradições e que mais tarde a família também tinha ligação direta na continuidade ou não da vida acadêmica dos jovens. No que tange, aos hieróglifos, o mesmo possui extrema importância na discussão sobre a educação dos egípcios visto que era a língua usada pelo os alfabetizados, mesmo que essa classe era uma pequena parcela. Os objetivos iniciais foram concluídos com êxito visto que expusemos durante o a discussão os pontos históricos e sociais da educação do Egito Antigo, e ao final pudemos concluir que a mesma foi fundamental para aspectos que contemplamos na nossa educação atual, como por exemplo a ligação entre a escrita e arte e a primeira divisão entre o textos visuais e verbais 5. Referencias bibliográficas BORGES, D.. Hieróglifos, o que são? história, definição, tipos e principais funções. São Paulo: Record S.A, 2020. Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/hieroglifos-o-que-sao/. Acesso em: 13 set. 2020. MANACORDA, M.. História da Educação: da antiguidade aos nossos dias. 3. ed. São Paulo: Autores Associados, 1992. 195 p. (Memória da educação).