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CAMILA RODRIGUES ANATOMIA III PAREDE ABDOMINAL O tecido adiposo da parede abdominal é sempre mais relevante na mulher, isso estruturalmente, mas sabe-se que outros fatores podem fazer essa composição variar. Imagem hidroaérea da cavidade abdominal A cavidade está repleta de líquido, por isso não aparece nesta imagem. Sinais de irritação peritoneal Sinal de Blumberg: dor à compressão brusca no ponto de McBurney- pode ser indicativo de apendicite. Sinal de Traube: associado ao comportamento dos sons, na ausculta do baço. Sinal de Murphy: interrompe a respiração por dor à palpação do hipocôndrio direito. Indica peritonite local e colecistite aguda. Sinal de Jobert: perda da maciez hepática na percussão. Pode ser indicativo de pneumoperitônio. Abdome em tábua: retesamento (endurecimento) dos mm. abdominais. posição antálgica, comum em dor intensa e aguda cirurgia/sinal de McBurney: apendicectomia. úlcera perfurativa Limites superior e inferior Limite superior Ângulo infra-esternal (Charpy): processo xifoide e reborda costal (7ª a 10ª cartilagem costal). Limite inferior Ligamento inguinal D/E e sínfise púbica. O ligamento inguinal vai da espinha ilíaca anterossuperior (O. do quadril) até a sínfise púbica. Linhas Linha mediana anterior (alba), semiluna (entre os mm. ântero-laterais e suas aponeuroses-tendão). Cicatriz umbilical e sulco inguinal. Hérnias são a projeção do intestino quando a parede abdominal é enfraquecida. A parede abdominal possui vasto poder de distensão gestação. Fatores como a ocitocina e a amamentação ajudam em sua regressão. Regiões da parede abdominal LMC D/E: linha médio clavicular, do meio da clavícula ao ligamento inguinal. LSC: linha subcostal (ao nível da 10ª cartilagem costal). LTT: linha transtubercular (na parte mais alta da crista ilíaca). Hipocôndrio D: fígado, vesícula biliar, flexura cólica D, rim D. Hipocôndrio E: estômago. Baço, flexura cólica E, rim E. Epigástrio (boca do estômago): estômago, duodeno, pâncreas. Lateral D (flanco): colo ascendente, alças intestinais. Lateral E (flanco): colo descendente e alças intestinais. Mesogástrio ou umbilical: colo transverso, alças intestinais e vasos abdominais. Inguinal D: ceco, apêndice vermiforme, junção íleo-cólica. Inguinal E: alças intestinais e colo sigmoide. Hipogástrio: colo sigmoide, reto, bexiga quando cheia. Incisões Mm. da parede abdominal Laterais de externo para interno: - M. oblíquo externo (fibras mão no bolso) - M. oblíquo interno - M. transverso do abdome - M. reto do abdome em sua bainha aponeurótica (tendão). Em azul tem-se as bainhas e fácias. As bainhas do reto do abdome são constituídas por aponeuroses dos mm. laterais Imagem após a cicatriz umbilical: A última linha (marrom) é chamada de fáscia transversalis. Só há bainha de aponeurose na parte anterior, não como na região acima do umbigo. É por isso que abaixo da cicatriz umbilical há maior propensão do surgimento de hérnias. Vascularização - A. epigástrica superior: sai da subclávia e desce na parede abdominal. - A. epigástrica inferior: sai da A. ilíaca externa e ascende para o abdome. Na região do epigástrio essas Aa. se anastomosam e irrigam principalmente o M. reto do abdome (ficam profundas a ele). As Vv. acompanham as Aa. Anastomose das Aa. epigástricas, posterior ao M. reto do abdome. Linfático Pcte com comprometimento portal V. porta deveria estra absorvendo nutrientes e levando para o fígado, porém o fígado está congesto, sem receber as substâncias do sistema porta. As varizes abdominais são chamadas cabeça de medusa. Nesta imagem nota-se uma congestão portal em fase inicial. Inervação Inervação do tórax: Nn. intercostais 1º ao 6º. Nn. toracoabdominais: do 7º ao 12º, assim chamados pois saem do tórax, mas inervam a parede abdominal. Camadas na região lateral Estratigrafia São 11 camadas da parede Nas cirurgias, é importante que todas as camadas cortadas sejam suturadas, pois caso contrário ficarão falhas na parede que significam maior tendência à formação de hérnias (peristaltismo das alças intestinais culmina em choques mecânicos contra a parede abdominal fragilizada = formação de hérnias). - Pele - Tecido subcutâneo (fáscia superficial, serosa + adiposa) - Fáscias musculares- fáscia profunda de cada M. (oblíquo interno, oblíquo externo e transverso), - Mm. laterais da parede abdominal - Fáscia transversalis – serosa - Fáscia extraperitoneal- adiposa. Parede abdominal anterior- internamente Fáscia extraperitoneal Fáscia transversalis Hérnias CAVIDADE ABDOMINAL Dentro da parede do abdome a partir do peritônio. Limites Limite superior: cúpula diafragmática. Limite inferior: órgãos pélvicos sobre o soalho pélvico. Paredes laterais: Mm. Parede posterior: corpos vertebrais, costelas. Parede anterior: cicatriz umbilical, parede de peritônio. O revestimento dessa cavidade por lâmina de peritônio parietal, sendo que este se projeta para as vísceras, tornando-se peritônio visceral. Entre o peritônio parietal e visceral existe a cavidade peritoneal, com líquido peritoneal para deslizamento. A cavidade peritoneal (entre a víscera e a parede) se divide em andar supra e inframesocólico, divididos pelo mesocolo transverso. O andar inframesocólico é divido pela raiz do mesentério em o espaço cólico D/E, onde se alojam as alças intestinais e o sulco paracólico D/E, entre a parede abdominal e o colo ascendente e colo transverso (passagem entre os 2 andares). RX comparativo A segunda imagem mostra a cavidade cheia de líquido. Mesentério Mesentério Peritônio parietal (da parede) se estendendo para as alças intestinais. O brilho da alça intestinal deve-se a seu revestimento por peritônio visceral. Meso são paredes que delimitam, entre andar superior e inferior. Mesentério é parede posterior. Peritonite ascite Ascite é a produção exorbitante de líquido pelo peritônio. A peritonite é uma inflamação do peritônio que induz essa formação de líquido. O peritônio tem alta capacidade de produção de líquido (até 5L), sinalizando algum defeito. Divisão da cavidade peritoneal - Cavidade peritoneal é dividida em andar supra-mesocólico e infra-mesocólico, pelo mesocolo transverso (peritônio da parede posterior ao colo transverso). - Na parede posterior, as lâminas peritoneais dirigem-se às alças intestinais = Raiz do mesentério (flexura duodenojejunal/flexura ileocólica). - Espaço cólico D e E acomodam as alças intestinais. - Sulco paracólico D e E, que a partir da flexura cólica D e E comunicam os andares= sepse generalizada. Órgãos supra: fígado, vesícula, estômago e baço. Órgãos infra: intestinos delgado e grosso. O meso vai da parede até o órgão. Exposição da parede e mesocolo transverso. Dentro do mesocolo transverso: A. cólica média, A. cólica E, arcada justacólica (irriga o colo transverso). Raiz do mesentério ms= mesentério e mct= mesocolo transverso Após a retirada das alças intestinais fica visível a parede posterior da cavidade abdominal. Localizada em uma linha obliqua de cerca de 16cm, na parede posterior da cavidade, no andar infra-mesocólico. Vai da flexura duodeno jejunal (lado E) até a flexura ileocecal (região D). Responsável por prender as alças intestinais na parede posterior da cavidade. Ela divide a cavidade infra-mesocólica em espaço cólico D e E. O jejuno preenche o espaço cólico E e depois passa a se dirigir para o espaço cólico D, até chegar na flexura íliocólica. O lado D é preenchido pelo íleo. Termos relacionados a peritônio - Lâminas de peritônio: podem parietal ou visceral - Meso (parede/vísceras- vaso): da parede se extendendo às vísceras. Presença de vasos. - Omento: lâmina de peritônio que vai de víscera a víscera. Presença de vasos. Omento menor: estômago e fígado Omento maior: origina-se na curvatura maior do estômago e estende-se até o colo transverso. - Ligamento: vai de víscera a víscera e parede a víscera. Ausência de vasos. - Escavação: depressão profunda entre os órgãos e a parede. - Bolsa omental (sacular): anterior ao pâncreas e posterior ao estômago.O péritônio visceral á a túnica serosa dos órgãos abdominais. Atrás do lig. Há o forame omental, que dá acesso à parte de trás do omento menor. Ligamento hepatoduodenal Termos dos órgãos em relaçao ao peritônio - Peritonizados: totalmente revestido por peritônio. Estão dentro da cavidade peritoneal. Ex.: estômago, fígado, alças intestinais, baço, colo transverso, etc. - Retroperitonizados: o peritônio passa só à frente do órgão. Esse peritônio é usado para que o órgão fique na parede posterior da cavidade abdominal. Não estão dentro da cavidade peritoneal. Ex.: rins, duodenos, ureteres, pâncreas, etc. - Parcialmente peritonizados: o peritônio passa pela frente e pela lateral, sendo que a parte posterior e medial é livre de peritônio. Deixam sulcos paracólicos nas laterais. Não estão dentro da cavidade peritoneal. Ex.: cólon ascendente e descendente. - Intraperitonizado: dentro da cavidade peritoneal, mas sem revestimento. Ex.: ovários dentro da cavidade peritoneal. Disposição Omento menor Mesocolo transverso- da parede ao colo transverso Parede abdominal posterior Duodeno Parede abdominal anterior Colo transverso Estômago Omento maior Mesentério- da parede às alças intestinais Bolsa omental Após atravessar o ligamento hepatoduodenal, no forame omental, tem-se acesso à bolsa omental. Limites: entre a face posterior do estômago e a face anterior do pâncreas. É uma formação peritoneal sacular. A bolsa é revestida de peritônio e possui líquido. Intestino delgado- mesentério (vasos jejunais e ileais) Intestino grosso (IG) O colo transverso é móvel, mobilidade devido ao peritônio. Órgãos peritonizados são móveis. Órgãos retroperitonizados e parcialmente peritonizados são fixos. Mesos dos colos do IG As Aa. sigmoídeas correm dentro do Mesossigmoide. Mesossigmoide Mesoapêndice Os cólons ascendente e descendente não possuem meso (são fixos). Vascularização - As Aa. cólicas encontram-se na parede posterior, são retroperitonizadas. - A A. cólica E em seu início é retroperitonizada. - As Aa. mesentérica superior e inferior são retroperitonizadas, assim como a A. aorta e a V. cava. Fígado totalmente peritonizado Escavações O ovário ovula dentro da escavação retouterina (fundo de saco de Douglas). Uma agulha inserida no canal vaginal cai na escavação retouterina. Assim, inflamações voltadas à cavidade peritoneal, líquido, sangue, caem na escavação retouterina e podem ser retiradas pelo canal vaginal com uma punção. Escavação retouterina (1): entre o reto e o útero, o peritônio vem da parede, desce na frente do reto, faz a escavação e recobre o útero. Escavação vesicouterina (2): o peritônio que recobria o útero faz uma escavação entre o útero e a bexiga. No caso disparador, caso fosse constatado precocemente o vazamento de sulco gástrico, este poderia ter sido retirado da escavação retovesical (entre o reto e a bexiga- homem). Escavação retovesical Lig. Largo do útero O ovário não possui revestimento (precisa ovular) é intraperitonizado, mas se utiliza do ligamento largo do útero (peritônio) para se fixar. Órgãos retroperitonizados - Duodeno (partes); - Pâncreas (partes); - Rins (loja renal); - Ureteres (partes e constrições); - Glândulas suprarrenais; - Nn. (subcostal, ílio-hipogástrico, ílio-inguinal, etc.); - Vasos abdominais (aorta e cava inferior).