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ATIVIDADE AS DIAGNOSTICO E INTERVENÇÃO URBANA UNIDADE 3 – 2 TENTATIVA PERGUNTA 1 A expressão estética confere a existência em si àquilo que exprime, instala-o na natureza como uma coisa percebida acessível a todos ou, inversamente, arranca os próprios signos – as pessoas do ator, as cores e a tela do pintor – de sua existência empírica e os arrebata para um outro mundo. Ninguém contestará que aqui a operação expressiva realiza ou efetua a significação e não se limita a traduzi-la (MERLEAU-PONTY, 2004, apud MARIN; LIMA, 2009, p. 271). No trecho acima, o autor menciona a expressão coisa percebida. Sobre a percepção, é possível afirmar que: a. A percepção humana não é dotada de significações, e sua relação com o corpo humano é estritamente sensorial. b. É um dom humano, adquirido no momento em que se passa da primeira infância, pois é nesse instante que se começa a compreender as relações com o espaço construído. c. É um dom humano, adquirido no momento em que se passa para a vida adulta, pois é nesse instante que se começa a compreender as relações com o espaço construído. d. A percepção é uma coleção de fatos e objetos completamente isolados entre si. e. A percepção é um conhecimento sensorial de configurações ou totalidades, organizadas e dotadas de sentido. PERGUNTA 2 Maurice Merleau-Ponty define espaço espacializado como: [...] seu corpo e as coisas, suas relações concretas segundo alto e baixo, a direita e a esquerda, próximo e o distante podem aparecer-me como uma multiplicidade irredutível; [...] lido com o espaço físico com suas regiões diferentemente qualificadas [...] (p.328). Qual das afirmações abaixo é considerada um espaço espacializado? a. Os usos e atividades que geralmente dão origem à demanda por um edifício são em geral colocados no início do processo de projeto. Também são colocadas as restrições relativas à economia, um aspecto geralmente desconsiderado ou subestimado pelos arquitetos (MACIEL, 2003). b. Tomando a imagem da casa como tema central para uma possível integração do pensamento com as lembranças e os sonhos, a partir de devaneios cósmicos que levem em conta seu valor simbólico e não a degradê como apenas um espaço profano, como uma máquina para morar (BACHELARD, 1996 apud MELO, 2001). c. A casa funciona, dentro das produções da imaginação material, como um abrigo, como um princípio de integração dos pensamentos, das lembranças e dos sonhos, em suma, como um valor de integração psíquica (MELO, 2001). d. “A imagem dessas casas que integram o vento, que aspiram a uma leveza aérea, que abrigam na árvore de seu inverossímil crescimento um ninho prestes a voa, tal imagem pode ser rejeitada por um espírito positivo, realista.” (BACHELARD, 2000, p. 67). e. “Pela luz da casa distante, a casa vê, vela vigia, espera.” (BACHELARD, 2000, p. 51). ACHO SER ESTA PERGUNTA 3 Qual das afirmações abaixo mais se aproxima com a ideia central do texto? “Em defesa ao espaço, Zevi (1996, p. 18) explica que a arquitetura não provém apenas das características dos elementos construídos, como larguras, comprimentos e alturas, mas sim do vazio, do espaço interior onde acontece a vivência, pois a arquitetura é uma grande escultura escavada onde é possível explorar e caminhar em seu interior.” (DIAS; ANJO, 2017, p. 6) a. “O vazio interior possui uma clara definição geométrica, como no caso do Panteão, onde a circunferência é delimitada tanto pelos muros perimetrais como pelo vão formado pela cúpula.” (CRUZ, 2016, p. 55). b. “O espaço arquitetônico é um espaço vivenciado, e não um mero espaço físico, e espaços vivenciados sempre transcendem a geometria e a mensurabilidade.” (PALLASMAA, 2011, p. 60). c. E, se entendermos a cidade como um texto, diz o arquiteto Mateus, “os vazios urbanos são vocábulos em falta ou que, temporariamente, parecem desajustados do texto global.” (BICCA, 2017). d. O vazio, como espacialidade reivindicada pelo Movimento Moderno, significou a abertura na relação entre o individual e o coletivo, entre o público e o privado. e. “O vazio interior possui uma clara definição geométrica, como no caso do Panteão, onde a circunferência é delimitada tanto pelos muros perimetrais como pelo vão formado pela cúpula.” (RODRIGUES, 2011, p. 13). PERGUNTA 4 Leia o texto abaixo e responda: sob a percepção do espaço urbano, é possível afirmar que: “Geralmente percebemos nossa cidade não como um todo, mas de uma maneira fragmentada, ou seja, percebemos partes dela, como os percursos de nosso cotidiano: o caminho que percorremos até nosso local de trabalho, ou para irmos ao mercado, ao banco, ou deixar as crianças na escola. Todos nossos sentidos estão envolvidos nesta percepção, e a imagem que se resulta é composta de todos eles, e está repleta de lembranças e significados. Segundo Tuan, o espaço construído pelo homem pode aperfeiçoar a sensação e a percepção humana. É verdade que, mesmo sem forma arquitetônica, as pessoas são capazes de sentir a diferença entre interior e exterior, fechado e aberto, escuridão e luz, privado e público. Mas este tipo de conhecimento é rudimentar. O espaço arquitetônico, até uma simples choça rodeadas por uma clareira, pode definir estas sensações e transformá-las em algo concreto." (LANDIM, 2018, p. 122). a. A percepção não pode ser um aspecto incorporado ao conceito de paisagem, pois o observador só tem a capacidade de identificar fragmentos da cidade. b. A percepção é um aspecto a ser incorporado ao conceito de paisagem que acaba se revelando segundo o interesse do observador. c. Os sentidos que se envolvem na percepção urbana são a visão e a audição, visto que é possível ver e ouvir a cidade. d. Os sentidos que se envolvem na percepção urbana são a visão e o olfato, visto que é possível ver o identificar odores da cidade. e. Como percebemos a paisagem urbana de maneira fragmentada, os nossos sentidos não se envolvem no processo de percepção.