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PROFESSORA: Dra. Ana Carolina Fragoso Motta 
MESTRANDA: Tábata Larissa Santos Pólvora - Diagnóstico Bucal/FOUSP 
 
 
Ribeirão Preto -SP 
Abril /2017 
 
 
COAGULOGRAMA E HEMOSTASIA 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO 
DISCIPLINA DE SEMIOLOGIA 
DEPARTAMENTO DE ESTOMATOLOGIA, SAÚDE COLETIVA E ODONTOLOGIA LEGAL 
COAGULOGRAMA 
 
Parâmetro hemostático frequentemente usado para avaliação 
laboratorial inicial de pacientes com distúrbios hemorrágicos e para 
avaliação da hemostasia pré-operatória. 
FINALIDADE 
Avaliar 
hemostasia 
Detectar 
deficiências de 
plaquetas 
Distúrbios 
vasculares 
Distúrbios dos 
fatores de 
coagulação 
Presença de 
inibidores da 
coagulação 
COAGULOGRAMA 
EX
A
M
ES
 
H
EM
A
TO
LÓ
G
IC
O
S 
Tempo de Sangramento 
Tempo de Coagulação 
Contagem de Plaquetas 
Tempo de Protrombina 
Tempo de Tromboplastina 
Parcial Ativada 
Prova do Laço 
INR 
PLAQUETAS 
Conhecidas como trombócitos, fragmentos citoplasmáticos anucleados presentes no sangue. 
 
Função: 
As plaquetas têm como função principal participar do processo de coagulação do sangue, ou 
seja, a formação de coágulos. 
 
Características principais das plaquetas: 
 
Não possuem núcleo. 
 
- São derivadas de fragmentos do citoplasma dos megacariócitos. 
 
- Possuem a forma de discos achatados (quando circulam pelo sangue). 
CASCATA DE COAGULAÇÃO 
Coagulograma 
Finalidade: 
 
Índice quantitativo da capacidade 
do paciente coagular; 
 
Chamado de plaquetograma ou 
trombocitograma; 
 
Não é incluída no hemograma, é 
um exame pago separado 
 
Valores: 
 
 
 
 150.000 a 450.000 mm³ 
Interpretação: 
 
 
• Trombocitose ou plaquetose: 
• Anemias ferroprivas, doenças 
inflamatórias crônicas, pós-
operatórios, após traumatismos, 
esplenectomia e síndromes 
mieloproliferativas. 
 
• Trombocitopenia ou 
plaquetopenia: 
• Doenças trombocitopênicas 
imunológicas, transfusões 
sanguíneas, viroses, neoplasias 
medulares, leucemia e gravidez. 
CONTAGEM DE PLAQUETAS 
Finalidade: 
 
Analisa a via extrínseca e comum 
da coagulação 
 
Avalia a função hepática 
 
Monitora a resposta terapêutica 
anticoagulante (AC) 
 
 
Valores: 
 
 
 
 
10 a 14 segundos 
Interpretação: 
 
• Valores Reduzidos: 
Uso de suplementos com vitamina 
K; Consumo excessivo de 
alimentos com vitamina K, uso de 
comprimidos com estrogênio, 
como pílula anticoncepcional. 
 
• Valores aumentados: 
AC, alteração da microbiota 
intestinal, doenças hepáticas, má 
alimentação, deficiência de 
vitamina K e hemofilia. 
TEMPO DE PROTROMBINA (TP) 
Finalidade: 
Avaliar deficiências congênitas do 
sistema intrínseco 
 
Avaliar hemofilia A e B 
 
Monitorar heparina 
 
Avaliar defeitos de inibidores de 
coagulação 
 
Consegue informar atividades de 
todos os fatores de coagulação, 
exceto VII e XIII. 
 
 
Valores: 
 
 
 
 
 
 35 segundos 
Interpretação: 
 
• Valores prolongados: 
Deficiência dos fatores: 
VII, X,XI e XII 
Aumentado na terapia com 
heparina 
 
• Valores Normais: 
trombocitopenia, disfunção 
plaquetária, doença de von 
Willebrand e defeitos isolados do 
fator VII. 
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA (TTPA) 
Finalidade: 
 
Varia de 5 a 10 minutos. 
 
Mensura a capacidade da fibrina 
a formar o coágulo inicial; 
 
Indica estados dos fatores 
plasmáticos ativos no mecanismos 
de coagulação; 
 
 
Valores: 
 
 
 
 Varia de 5 a 10 minutos 
Interpretação: 
 
 
• Aumentado: 
• Hemofilia A e B, deficiência de 
vitamina k, choque anafilático e 
uso de AC. 
TEMPO DE COAGULAÇÃO (TC) 
Finalidade: 
 
Avalia as alterações plaquetárias, 
quantitativas, qualitativas e 
vasculares. 
 
Exame feito diretamente no 
paciente 
 
Mensurado desde o instante da 
incisão, até a ausência do 
sangramento. 
 
 
Valores: 
 
 
 
 Varia de 2 a 5 minutos 
Interpretação: 
 
 
• Aumentado: 
• Plaquetopenias, trombastenias, 
insuficiência hepática grave e 
afibrogenemia. 
TEMPO DE SANGRAMENTO 
Finalidade: 
 
 
Também chamado de: 
Teste de fragilidade capilar 
ou teste de Rumpel-Leede; 
 
Avalia a integridade das 
parades vasculares após 
obstrução do fluxo venoso; 
 
Avalia defeito qualitativo e 
quantitativo de plaquetas 
 
Exame de dengue 
 
Valores: 
 
 
 
Anormal: 
produção de petéquias em 
grande número. 
 
Normal: 
10 petéquias 
PROVA DO LAÇO 
Modelos de requisição 
Vou inserir modelo USP 
Nome: José da Silva 
Data de nascimento: 28.03.1980 
Data da requisição: 28.03.2017 
Prontuário: 00000 
 
Solicitação de Exames 
SOLICITO: 
HEMOGRAMA E PLAQUETOGRAMA OU 
HEMOGRAMA COMPLETO 
 
Indicação Clínica: investigação de distúrbios de coagulação 
 
 
__________________________________ 
Assinatura Professor/CRO/CARIMBO 
INR ou RNI 
• Exame de monitorização de anomalias da coagulação, ou de medicamentos 
que interfiram nas vias extrínsecas e intrínsecas; INR é feito com base no TP e TTP 
O que é? 
• INR ou RNI mede a velocidade de uma via particular de coagulação, comparando-a com a 
velocidade normal; 
• Usados diferentes tipos de fator tissular na obtenção do TP; 
• Organização Mundial de Saúde preconizou o uso do índice internacional normalizado (INR ou 
IIN) para padronizar mundialmente o resultado obtido durante o teste; 
• O INR nada mais é do que o TP corrigido a padrões mundiais; 
• O uso de anticoagulantes orais é avaliado somente pelo INR. 
Significado: Relação Normatizada Internacional 
• Muito importante no planejamento de tratamento invasivos em pessoas com problemas 
hepáticos (geralmente através de transfusão com plasma sanguíneo contendo os fatores 
deficiência, já que elas poderiam sangrar excessivamente. 
Finalidade 
INR 1-2 
INR 3 
INR > 5 
• Coagulação normal 
• Pacientes com algum distúrbio de 
coagulação; estado que reduz o risco de 
trombose sem causar anticoagulação 
perigosa. 
• Anticoagulação excessiva, quanto mais alto 
for o INR, maior o risco de sangramentos 
espontâneos, inclusive de AVE hemorrágico. 
INR: VALORES 
Caso clínico 1 
 Paciente E.M.S., mulher, 22 anos de idade, natural de Ribeirão Preto. 
 
Identificação 
Discussão de caso clínico 
Anamnese 
 QP: “ Quero remover meu siso” 
HDA: Paciente com necessidade de extração do terceiro molar (38) 
História Médica: paciente relata história de equimoses fáceis, sangramento 
menstrual intenso. Há cerca de 2 anos, realizou exodontia de pré-molar superior, 
onde descreve histórico de sangramento excessivo e retorno ao dentista para 
realização de sutura. Faz uso de aspirina, duas a três vezes ao mês 
 
Queixa principal, história da doença atual e história médica 
Caso 1 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
ATIVIDADE PROTROMBINA Resultado Valores Normais 
Tempo de Protrombina 24,4 11-14 Segundos 
Tempo de coagulação 15 minutos 05 a 10 minutos 
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado 40 segundos 35 segundos 
INR 2,0 1,2 
Plaquetas 110.000mm³ 150.000 a 450.000mm³ 
Caso 1 
Conduta 
 Antes da remoção de dentes inclusos deve-se determinar o TP, TTP, contagem de plaquetas, tempo de sangramento; 
 Valores Normais paciente de baixo risco; 
 Valores alterados, sugere distúrbio hemorrágico. 
 Como é procedimento eletivo, podemos encaminhar para avaliação médica, mas se fosse urgência, poderíamos fazer o 
procedimento com segurança usando os métodos locais de hemostasia. 
Caso clínico 2 
 Paciente, mulher, 45 anos de idade, natural de Ribeirão Preto. 
 
Identificação 
Discussão de caso clínico 
Anamnese 
 QP: “Sinto incomodo na minha gengiva” 
 HDA: Paciente com doença periodontal avançada e com necessidade de extrações 
dentárias. 
História Médica: Paciente, relata histórico de artrite reumatoide, doença 
cardiovascular e uso contínuo de varfarina.Além disso, toma atualmente 100mg de 
AAS/dia. 
Queixa principal, história da doença atual e história médica 
Caso 1 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
ATIVIDADE PROTROMBINA Resultado Valores Normais 
Tempo de Protrombina 36 11-14 segundos 
Tempo de coagulação 20 minutos 05 a 10 minutos 
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado 60 segundos 35 segundos 
INR 3,0 1,2 
Plaquetas 100.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ 
Caso 2 
Conduta 
 Paciente possui um risco moderado para complicações hemorrágicas, devido ao tratamento com varfarina. 
 Fazer avaliação de TP e INR no dia ou até 24 horas antes do procedimento. Se nestes limites laboratoriais, pode 
realizar o procedimento. 
 Realizar protocolo de redução de estresse, se necessário. 
 Fracionar etapas do procedimento cirúrgico; observar hemostasia e recuperação pós-operatória. 
ANTICOAGULANTES 
ANTICOAGULANTES 
DEFINIÇÃO 
• Substâncias que impedem a formação 
de coágulos no sangue (trombos), 
inibindo a síntese dos fatores 
de coagulação. 
INDICAÇÕES 
• Síndromes coronárias agudas. 
• Tromboembolismo venoso 
• Tromboembolismo pulmonar 
• Profilaxia de eventos trombóticos 
J Bras Pneumol. 2016;42(2):146-154 
ANTICOAGULANTES 
CLASSIFICAÇÃO 
ANTAGONISTAS 
DIRETO DE 
TROMBINA: 
AAS 
 * Dabigratana 
 Clopidogrel 
INIBIDOR 
DA VITAMINA K: 
 
Varfarina 
 
INIBIDORES DO 
 FATOR XA 
*Rivaroxabana 
*Apixabana 
 Edoxabana 
AÇÃO DIRETA 
 
Heparina 
*Novos Coagulantes Orais - NOACS J Bras Pneumol. 2016;42(2):146-154 
VARFARINA 
• Anticoagulante oral mais utilizado no Brasil; 
• Interfere na síntese da vitamina K, evitando a formação de trombina; 
• Droga de escolha em pacientes com distúrbios cardiovasculares; 
• Indicações: trombose venosa pulmonar, após colocação de Stent, 
tratamento da doença arterial; 
• Interação medicamentosa e dietéticas: AINES e Antibióticos; 
• Nomes comerciais: Coumadin ®, Marevan ® ou Varfine ®. 
 
Little JW. New oral anticoagulants: will they replace warfarin? 
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol 2012;113(5):575-80. 
Google Imagens 
ANTICOAGULANTE IDEAL 
• Administração via oral; 
• Rápido início de ação; 
• Curta meia-vida; 
• Larga margem terapêutica; 
• Efeito terapêutico previsto com dose fixa ou baseado no peso corpóreo; 
• Baixa interação medicamentosa; 
• Monitorização não exigida (mas possível, caso desejada); 
Google Imagens 
Little JW. New oral anticoagulants: will they replace warfarin? 
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol 2012;113(5):575-80. 
ANTICOAGULANTE IDEAL 
 
 
• Farmacocinética bem estabelecida na presença de insuficiência renal ou 
hepática; 
• Efeito facilmente reversível na presença de sangramento e custo-
efetividade. 
 
 
Google Imagens 
Little JW. New oral anticoagulants: will they replace warfarin? 
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol 2012;113(5):575-80. 
SUBSTITUTOS DA VARFARINA 
• NOACS: Novos Anticoagulantes Orais 
• Dabigatrana (Pradaxa ®): inibidor da trombina 
• Rivaroxabana (Xarelto®) e Apixabana (Eliquis ®): inibidor do fator XA; 
• Aprovados pela ANVISA; 
• Indicações: reduzir o risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial e tratar o tromboembolismo venoso. 
 Little JW. New oral anticoagulants: will they replace warfarin? 
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol 2012;113(5):575-80. 
Google Imagens 
NOACS X VARFARINA 
 
J Bras Pneumol. 2016;42(2):146-154 
 
NOACS X VARFARINA 
 
•- Níveis terapêuticos rápidos; 
•- Não necessita de monitoramento; 
•- Age apenas em um fator de 
coagulação (trombina ou fator XA); 
•- Interação menor com alimentos e 
medicações; 
• Desvantagens: 
•-Acompanhamento da função renal 
•- Custo 
- Ação lenta; 
- Necessita de monitoração; 
- Interfere na síntese de vários 
outros fatores de coagulação 
 (II, VII, IX, X, proteína C e S); 
- Interação alta 
com medicamentos e alimentos; 
N
O
A
C
S 
V
A
R
FA
R
IN
A
 
Alun Scott, John Gibson, Alexander Crighton. The Management Of Dental Patients 
Taking New Generation Oral Anticoagulants. Prim Dent J. 2014; 3(4):54-59 
 
MECANISMOS DE AÇÃO 
Anticoagulante Mecanismo de Ação Exame 
AAS Inibe a enzima cicloxigenase (COX), diminuindo a 
produção de tromboxano nas plaquetas. 
- Contagem de plaquetas 
- Tempo de coagulação 
Dabigatrana Inibidor direto da trombina, principal princípio 
ativo no plasma, prevenindo o desenvolvimento 
do trombo. 
- Não necessita exames de sangue de rotina para controle. 
- Prolonga: TTPa (tempo de tromboplastina parcial ativada), 
ECT (tempo de coagulação de ecarina) e TT (tempo de 
trombina). 
 
Clopidogrel 
 
Inibidor da agregação plaquetária 
- Contagem de plaquetas 
- Tempo de coagulação 
 
 
Varfarina 
Inibição da formação dos fatores de coagulação 
II, VII, IX e X. 
- Tempo de Protrombina (TP) 
- Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada ( TTPa) 
- RNI 
Rivaroxabana 
Apixabana 
Inibindo a ação do fator de coagulação Xa - Não necessita de exames de monitorização 
 
Heparina 
Efeito anticoagulante é exercido por intermédio 
da antitrombina III que, como cofator, neutraliza 
vários fatores ativados da coagulação 
 (calicreína XIIa, XIa, IXa, Xa e trombina). 
 
- Tempo Parcial da Tromboplastina Ativada ( TTPA) 
- Tempo de Coagulação 
LITERATURA CIENTÍFICA 
A literatura científica já dispõe de artigos recentes com recomendações acerca do manejo cirúrgico 
odontológico de pacientes fazendo uso destes novos anticoagulantes. Apesar disso, até o presente 
momento, não há consenso entre os Conselhos de Medicina e Odontologia sobre protocolos para o 
atendimento dos usuários destes medicamentos em relação aos procedimentos odontológicos 
invasivos. 
TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS 
 
- Tratamento periodontal invasivo; 
•- Extrações dentárias; 
•- Cirurgias orais extensas. 
 
 
- Tratamento protético; 
• - Tratamentos estéticos; 
• - Administração de anestésicos 
locais. 
RISCOS 
 
Alun Scott, John Gibson, Alexander Crighton. The Management Of Dental Patients Taking New 
Generation Oral Anticoagulants. Prim Dent J. 2014; 3(4):54-59 
 
CONDUTA CLÍNICA 
Anticoagulantes 
X 
Odontologia 
Como proceder 
diante de 
procedimentos 
invasivos? 
Como controlar a 
hemorragia? 
Há necessidade de 
suspensão da 
medicação? 
PLANEJAMENTO INICIAL 
Na anamnese; informações sobre 
a saúde geral do paciente, avaliar 
a presença de doença hepática ou 
renal, desordens da medula óssea 
etc. 
Informações com o médico é 
imprescindível 
 RNI ESTÁVEL 
 Avaliada 24 horas antes das 
cirurgias bucais. Caso contrário, no 
mesmo dia da intervenção. 
RNI < 3,5 
 Não é necessário alterar a dose ou suspender o 
uso da Varfarina, em caso de procedimentos 
cirúrgicos. 
RNI > 3,5 
Em procedimento cirúrgico mais complexo, ou nas urgências 
odontológicas, quando a expectativa é de que a intervenção 
possa gerar sangramento excessivo, deve-se considerar o 
atendimento em ambiente hospitalar, após avaliação médica. 
van Diermen DE, Aartman IH, Baart JA, Hoogstraten J, van der Waal I. Dental 
management of patients using antithrombotic drugs: critical appraisal of existing 
guidelines. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009;107(5):616-24. 
Soares EC et al. Postoperative hemostatic efficacy of gauze soaked in tranexamic acid, fibrin sponge, 
and dry gauze compression following dental extractions in anticoagulated patients with 
cardiovascular disease: a prospective, randomized study. Oral Maxillofac Surg 2015;19(2):209-16. 
MEDIDAS PRÉ-OPERATÓRIAS 
1. Por se tratar de pacientes de risco para eventos cardiovasculares, considerar o uso de um benzodiazepínico (midazolam 
7,5 mg ou alprazolam 0,5 mg), em dose única, 30 minutos antes do início do procedimento. Nos idosos, optar pelo 
lorazepam 1 mg, duas horas antes da consulta, pela menor incidência de efeitos paradoxais. 
2. Para prevenir a hiperalgesia e controlar o edema, prescreverdexametasona (dose única de 4 a 8 mg), uma hora antes do 
procedimento. 
3. Após a antissepsia extrabucal, fazer bochecho com 15 ml de uma solução de digluconato de clorexidina 0,12%, durante 
um minuto. 
4. Empregar pequenos volumes de uma solução anestésica local com epinefrina, concentrações de 1:100.000 ou 1:200.000. 
5. Evitar bloqueios anestésicos regionais. 
 
O protocolo apresentado a segue as recomendações do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da 
USP/Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, com as devidas adaptações para a clínica odontológica. 
MEDIDAS PRÉ-OPERATÓRIAS 
6. Na mandíbula: técnica infiltrativa ou intraligamentar, uso da articaína 4% (com epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000). 
7. Evitar traumatismos físicos desnecessários. 
8. Quando houver indicação de inserção de implantes múltiplos ou extrações seriadas, agendar um maior número de sessões. 
9. Em caso de sangramento aumentado, o tamponamento com gaze geralmente é suficiente o bastante para contê-lo. 
Considerar o uso de esponja hemostática de gelatina liofilizada (Gelfoam, Hemospon). 
10. As suturas devem ser oclusivas. 
EVITAR INTERVAÇÕES NO PICO DA ATIVIDADE DA MEDICAÇÃO (AC) , AGUARDAR DE 2H A 4H APÓS A SUA ADMINISTRAÇÃO 
 
O protocolo apresentado a segue as recomendações do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da 
USP/Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, com as devidas adaptações para a clínica odontológica. 
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS 
- Higienização bucal cuidadosa (mas eficiente), evitar (exercícios e sol), alimentação líquida ou pastosa (hiperproteica). 
- Para o controle da dor pós-operatória: optar pela dipirona sódica, paracetamol (NOAC) ou tramadol. 
- Remover as suturas após sete dias. 
- Não prescrever ou aplicar medicamentos via intramuscular: risco de hemorragia e formação de equimoses. 
- Em caso de sangramento excessivo, em ambiente domiciliar, orientar tamponamento com gaze estéril, se não houver 
resultado, prescrever uma solução de ácido tranexâmico 4,8% (Transamin, Hemoblock), para a realização de bochechos, 
durante um período de 48 horas. 
O protocolo apresentado a segue as recomendações do Hospital das Clínicas da Faculdade de 
Medicina da USP/Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, com as devidas adaptações 
para a clínica odontológica. 
CONCLUSÃO : ANTICOAGULANTES 
 Dois novos grupos de fármacos anticoagulantes estão recentemente disponíveis - o inibidor direto da trombina 
Dabigatran e os que se baseiam na inibição do factor X activado (Rivaroxaban e Apixaban). 
 
 Estas drogas são susceptíveis de se tornar mais amplamente prescritos devido à sua facilidade de uso em relação à 
Varfarina. É essencial que os DENTISTAS tenham conhecimento do tratamento odontológico de pacientes que tomam 
estes fármaco,s e os problemas específicos que apresentam. 
 
 Não é aconselhado a interrupção dos uso de anticoagulantes, para cirurgias dentárias. 
 
HEMOSTASIA 
 
CONCEITO 
 
Parada do sangramento ou hemorragia 
HEMOSTASIA 
HEMOSTASIA: CONTROLE 
Pressão com gaze Sutura Pinças hemostáticas 
Gelatina absorvível Eletrocoagulação Eletrocoagulação 
HEMOSTASIA: DOENÇAS 
Trombocitopenia 
Insuficiência da 
medula óssea 
Trombocitopatia 
Alterações 
Hereditárias 
Fármacos Uremia 
Doenças 
mieloproliferativas 
AIDS 
Hemofilia Doença hepática 
Má absorção 
vitamina K 
Heparina 
Caso clínico 3 
 Paciente, homem, 54 anos de idade, natural de Ribeirão Preto. 
 
Identificação 
Discussão de caso clínico 
Anamnese 
 QP: “ Quero implantar meu dente” 
 HDA: Necessidade reabilitação com com implante dentário anterior 
História Médica: paciente relata crise de tromboflebite venosa profunda, 
envolvendo a perna esquerda há 4 meses, faz uso de varfarina 7,5mg diariamente. 
Faz exames de sangue todos os meses e não alterou sua medicação regular. 
Queixa principal, história da doença atual e história médica 
 
Caso 3 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
ATIVIDADE PROTROMBINA Resultado Valores Normais 
Tempo de Protrombina 45 12,2 Segundos 
Tempo de coagulação 20 minutos 05 a 10 minutos 
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado 50 segundos 35 segundos 
Plaquetas 120.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ 
INR 3,6 1,2 
Caso 2 
Conduta 
 Moderado risco de complicações hemorrágicas; 
 Solicitar ao médico preparo do paciente para alcançar níveis de INR até 3,0 no dia da cirurgia bucal. 
 Deve-se evitar a cirurgia, após 3 horas o uso da medicação. 
 Evitar prescrição de aspirinas e anti-inflamatório não-esteroidais. 
Caso clínico 4 
 Paciente, homem, 24 anos de idade, natural de Ribeirão Preto. 
 
Identificação 
Discussão de caso clínico 
Anamnese 
 
 QP: “ Minha gengiva sangra e dói” 
 HDA: Paciente apresenta gengivite e acúmulo de cálculo dentário 
 História Médica: paciente relata hemofilia A e que realiza, quando necessário, 
transfusões sanguíneas. 
Queixa principal, história da doença atual e história médica 
Caso 4 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
FOAR - UNESP 
Discussão de caso clínico 
Exames Resultado Valores Normais 
Fator VIII < 1% 100% do valor de referência do laboratório 
Tempo de protrombina 45 11-14 Segundos 
Tempo de coagulação 30 minutos 05 a 10 minutos 
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado 70 segundos 35 segundos 
Plaquetas 100.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ 
Caso 2 
Conduta 
 Paciente com deficiência de fator VIII, alto risco de complicações hemorrágicas. 
 Deve-se consultar o médico para avaliar condição geral e solicitar a suplementação do fator VIII antes do 
procedimento odontológico. 
 Em caso de cirurgias extensas: deve receber crioprecipitados (plasma congelado fresco) antes do tratamento; 
 
QUEM AMA O QUE FAZ, NUNCA TRABALHA...

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