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Micoses Subcutâneas 
 
São causadas por fungos que crescem no solo e na 
vegetação sendo introduzido no tecido subcutâneo 
através de traumas. 
 
Esporotricose 
Agente etiológico: Sporothrix schenckii 
Fungo dimórfico, que vive em superfície, é encontrado na 
vegetação 
Cresce na forma de bolor, produzindo hifas septadas 
hialinas, ramificadas e conídios 
Quando introduzido na pele, tipicamente por um 
espinho, causa uma pústula ou úlcera localizada, com a 
presença de nódulos ao longo da circulação linfáticas. As 
lesões podem ser cutâneo-linfática ou extratugmentar ou 
visceral e são pleomórficas 
A maioria dos indivíduos apresenta anticorpos específicos 
a esporotriquina. 
Os espincemos teciduais revelam leveduras esféricas, 
apresentam brotamento 
 
 
Quadro clínico 
Disseminação por via linfática e hematogênica para 
fígado, baço, sistema nervoso, pulmões… 
Diagnóstico 
Amostras: Material de biópsia ou exsudatos de lesões 
ulcerativas 
Exame microscópico- Direto com KOH (10-40%): Baixa 
positividade 
Corados pelo Giemsa e GRAM 
Células leveduriformes, ovais, globosas. 
Sorologia: Aglutinação em partículas de látex, ELISA, FC, 
IF… 
Exame histopatologico 
Abcesso necrótico central granuloma (zona tuberculóide) 
Tecido granular e fibrosas (Zona Sifilóide) 
Macrocultivo: Cultura- Período de 4 a 12 dias 
Microcultivo: Hifas hialinas, septadas 
 
Epidemiologia 
Tem distribuição mundial 
Frequente em clima tropical e temperado 
Predominância em sexo masculino 
Pessoas com atividade associada a terra 
Tratamento 
-Iodeto de Potássio v.o. 
-Itraconazol 
-Fluconazol, terbinafina e anfotericina b 
 
Cromoblastomicose 
(Cromomicose) 
É uma infecção granulomatosa de progressão lenta, 
causada por diversos fungos do solo introduzidos na pele 
em consequência de traumas. 
Esses fungos são dematiáceos, fungos que possuem 
parede mielinizada 
Os agentes são: Phialophora verrucosa, Fonsecaea 
pedrosoi, Rhinocladiella aquaspersa, Fonsecaea compacta 
e Cladosporium carrionii; 
 
 
 
Quadro clínico 
As lesões são polimórficas, caracterizando-se por nódulos, 
lesões papulosas, eritemato- descamativas, verrugosas ou 
sem ulceração 
As lesões se localizam principalmente nos membros 
inferiores. 
Diagnóstico 
Amostras: Raspados ou biópsia das lesões. 
Exame microscópico- Direto com KOH (10-40%) 
Cultura em meio de Sabouraud por 7-15 dias 
Fonsecaea pedrosoi: Colônias de maturação lenta(14 
dias), veludosa, marrom-escuro, verde- oliva ou negro, 
plano ou rugoso 
Cladosporium carrionii: Colônias de maturação muito 
lenta (21 dias), veludosa, marrom ou verde- oliva escuro, 
recobertas por micélio algodonoso e cinza. 
Rhinocladiella aquaspersa: Colônias de maturação rápida 
(7 dias), veludosa, verde escuro ou preto. 
Epidemiologia 
Tem distribuição mundial 
Pacientes do sexo masculino são os mais acometidos 
Ocorre principalmente em indivíduos com atividades 
associadas ao campo 
 
Micetoma 
Penetram nos pés, nas mãos ou no dorso através de 
ferimentos e causam abscessos, com secreção purulenta 
através dos sinus. 
Causadas por acitnomicetos: actinomicetoma 
Causada por fungos: eumicetoma agregado de hifas 
Aumento de volume com microabcessos purulento-
granuloso 
 
Agente etiológico Actinomicetos: 
 Actinomyces 
Nocardia Streptomyces Actinomadura 
Tratado com antibióticos, já que são bactérias. 
 
Fungos 
Madurella Allescheria Cephalosporium Acremonium 
Tratado com antifúngicos, já que são fungos 
Grãos brancos > fungos hialinos 
 Grãos negros > fungos dematiáceos 
 
Diagnóstico 
Material coletado das fístulas 
Centrifugação em salina 
Exame direto: observação de grãos 
eumicóticos: hifas septadas com clamidoconídios 
actinomicóticos: hfas finas, não septados 
KOH 10-20% e corante 
Cultivo: Sabouraud 
histopatológico: não permite identificação 
 
Tratamento 
Eumicetoma- Cetoconazol diário (400-800mg) 
Itraconazol (400mg/dia) 
 
Epidemiologia 
Típico de regiões tropicais e subtropicais 
Cinturão do micetoma: latitudes 
Estações secas, quentes e úmidas 
Homens mais afetados 
Não transmissível 
 
Paracoccidioidomicose 
Paracoccidioides brasiliensis causa 
paracoccidioidomicose, também referida como 
blastomicose da América do Sul. 
Fungo dimórfico, que se apresenta como bolor no solo e 
como levedura nos tecidos. 
Os esporos são inalados e ocorrem lesões iniciais nos 
pulmões. A infecção assintomática é comum. 
Alternativamente, podem ocorrer lesões na membrana 
mucosa oral, linfadenopatia, e algumas vezes, 
disseminação a vários órgãos 
Nos tecidos ou secreções observam-se células esféricas ou 
ovais de tamanhos variáveis com paredes grossas, dupla 
membrana, múltiplos brotos ligados por bases estreitas à 
célula- mãe 
Diagnóstico 
Exame microscópico direto do espécime clínico (Pus, 
escarro) 
Células leveduriformes com 10 a 60, birrefringentes, 3 ou 
mais brotamentos que se ligam a célula- mãe por base 
estreita 
 
 
Criptococose 
Cryptococcus neoformans causa criptococose, 
especialmente meningite criptocóccica. A criptococose é a 
doença fúngica de risco à vida mais comum em pacientes 
com AIDS. 
Variação neoformans (Sorotipo A, D, AD) 
Variação Gattii (Sorotipo B,C) 
Meninges 
Micose oportunista 
Essa levedura é amplamente distribuída na natureza e 
cresce abundantemente em solo contendo dejetos de aves 
(especialmente pombos). As aves não são infectadas. A 
infecção humana resulta da inalação do organismo. Não 
ocorre transmissão entre humanos. 
Diagnóstico 
No liquor misturado à tinta nanquim, a célula de 
levedura é visualizada microscopicamente envolta por 
uma cápsula larga e não corada. O aparecimento do 
organismo na coloração de Gram não é confiável.. O 
organismo pode ser cultivado a partir do liquor e outros 
espécimes. As colônias são intensamente mucoides, 
reflexo da grande quantidade de polissacarídeos 
capsulares produzidos pelo organismo 
 
Histoplasmose 
Histoplasma Capsulatum causa histoplasmose 
É um fungo dimórfico presente no solo na forma de bolor 
e nos tecidos com levedura. 
A transmissão se dar por inalação dos esporos 
Os organismos disseminam-se amplamente pelo corpo, 
especialmente fígado e baço; contudo, a maioria das 
infecções permanece assintomática e os pequenos focos 
granulomatosos curam-se por calcificação. Diante de 
exposição intensa (p. ex., em galinheiro ou caverna 
infestada por morcegos), a pneumonia pode manifestar-
se clinicamente. 
Quadro de lesões ulceradas na mucosa orofaríngea 
Diagnóstico 
Em espécimes de biópsias de tecidos ou aspirados de 
medula óssea, células ovais de leveduras no interior de 
macrófagos são observadas microscopicamente. 
Cultura mais seguro e demorado. 
 
Micoses Oportunistas 
São causadas por fungos amplamente distribuídos na 
natureza 
Não provocam doença na maioria dos indivíduos 
imunocompetente, entretanto podem fazê-lo naqueles 
com defesas deficientes, 
 
Candidíase 
Micose sistêmica mais prevalente 
Causada por várias espécies de leveduras do gênero 
Cândida 
Membro da microbiota da pele, das mucosas e do 
tratogastrointestinal. 
Em cultura, a Cândida se apresenta na forma de levedura 
oval, com brotamento 
A Candida forma hifas d pseudo- hifas 
Candida albicans, a espécie de Candida mais importante, 
causa monilíase, vaginite, esofagite e candidíase 
mucocutânea crônica 
A Candida albicans é dimórfica e se diferencia das outras 
espécies por produzir hifas verdadeiras, e em meios com 
nutrição deficiente, clamidosporos esféricos. 
Nos tecidos, pode apre- sentar-se na forma de levedura ou 
como pseudo–hifa. As pseudo-hifas são leveduras 
alongadas, visualmente semelhantes a hifas, mas que não 
são hifas verdadeiras. 
Estrutura Antigênica 
Manana: substrato da parede celular (boa especificidade 
e baixa sensibilidade) é específica da candidíase 
ProteasesProteínas de choque térmico 
A Candida albicans apresenta dois sorotipos: A e B. 
 
Achados clínicos 
As lesões cutâneas e mucocutâneas caracterizam-se por 
reações inflamatórias, desde abscessos piogênicos a 
granulomas crônicos, contendo grande quantidade de 
células leveduriformes em brotamento e pseudo-hifas. 
O crescimento exacerbado de C. albicans na cavidade oral 
origina placas esbranquiçadas denominadas aftas. A 
vulvovaginite, com prurido e secreção, é favorecida pelo 
pH elevado, diabetes, ou uso de antibióticos. Em 
indivíduos imunossuprimidos, Candida pode disseminar-
se a vários órgãos ou causar candidíase mucocutânea 
crônica 
Infecção intertriginosa: caracterizada por áreas 
avermelhadas e úmidas, podendo evoluir para vesículas, 
principalmente em obesos e diabéticos. 
Onicomicose: caracteriza-se pelo intumescimento 
eritematoso e doloroso da prega ungueal, podendo evoluir 
para destruição da unha. 
Candidíase Sistêmica 
Fatores de risco: Uso de cateteres de demora, cirurgia, 
abuso de drogas intravenosas, aspiração, lesão da pele ou 
TGI. 
Em pacientes imunocompetentes a candidemia é 
transitória. 
Diagnóstico 
Exame microscópico: observação de células em 
brotamento e pseudo-hifas. 
Cultura: a diferenciação entre as espécies de Candida é 
feita através de testes bioquímicos 
A candida albicans é identificada pela produção de 
clamidosporos. 
As culturas de lesões cutâneas confirmam o diagnóstico 
O valor diagnóstico de uma cultura de urina está na 
dependência da integridade da amostra e do número de 
leveduras. (+100000) 
Sorologia: especificidade e sensibilidade baixa. 
Imunidade 
A resposta imune mediada por células (CD4+) é 
importante para o controle da Candidíase mucocutânea. 
Os neutrófilos são importantes para a resistência à 
Candidíase sistêmica. 
Epidemiologia e Controle 
 A Candidíase não é contagiosa. 
 O controle efetivo é evitar o desequilíbrio da microbiota e 
das defesas do hospedeiro.

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