Prévia do material em texto
Prática como componente curricular de História. DISCIPLINA: Homem e Sociedade; ALUNO: Anaiara de Fátima Viola; RA: 0429608; Primeiro semestre de 2022; 3° Semestre do curso de Licenciatura em História; Turma ingressante em agosto de 2021. Atividade: Levantamento bibliográfico em: www.scielo.br e outros sites acadêmicos sobre o papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea, abordando a questão dos conflitos sociais e dos usos da história e da memória com elaboração de uma questão de prova dissertativa para aplicação em uma avaliação. A escolha deve considerar aspectos aprendidos nessa disciplina. 1. Levantamento bibliográfico. 1.1. Tecnologias e subjetividade na contemporaneidade. Com a globalização o uso de diversas tecnologias, assim como o crescente avanço e desenvolvimento de novas, tornou-se algo natural, o que faz com que vivamos a era da cultura digitalizada, uma “nova” forma de interação e convivência social, dessa forma para compreender o papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea o seguinte artigo “Tecnologias e subjetividade na contemporaneidade” foi escolhido a fim de determinar as influências dessas nos quatro principais campos da sociedade, sendo esses: Econômico, Político, Social e Cultural. O processo de inovação tecnológica acaba interferindo em todos os campos supracitados conforme avança juntamente com a expansão do capital, já que a tecnologia potencializa a expansão do capitalismo desde os primórdios históricos da evolução cultural/social humana, exemplos podem ser vistos nas revoluções industrial, tecnológica e microeletrônica, em que, respectivamente, o avanço em mecânica, Energia, e TIC’s (tecnologia da informação e comunicação) foi exponencial influenciando- em uma via de mão dupla- a economia e a relação social entre os indivíduos. A Rev. Microeletrônica é ainda responsável por uma reestruturação do capitalismo, onde novos aparelhos surgem com intensa reprodução material da sociedade, apesar das inúmeras possibilidades frente ao novo avanço esse acabou causando um aumento significativo da exclusão social; com o surgimento de novas tecnologias, novas qualificações acabam sendo necessárias, o que acaba causando uma certa desqualificação de trabalhadores. Vale salientar que a diferença de poderio aquisitivo econômico, em que alguns tem acesso a novos aparelhos e tecnologias e outros não, afeta a relação de visibilidade social, ademais com a multiplicação das redes de comunicação e informação e o enxugamento das relações interpessoais o estranhamento dos laços sociais é iminente. “A metanacionalização da cultura acarreta, portanto, mudanças significativas nos padrões de vida e no próprio sentido da existência, pelo menos para a parcela da população mundial que se encontra imersa em padrões de relações digitalizadas. Transforma os indivíduos em consumidores-geradores- disseminadores de informação, faz emergir novos referenciais para se pensar a configuração societal, assim como a constituição da subjetividade, tudo isso pela experiência da inter-relação que se torna factível através das redes microeletrônicas”. No que diz respeito ao campo Político, deve se considerar que “inovação e conhecimento são os principais fatores que definem a competitividade e o desenvolvimento de nações, regiões, setores, empresas e até indivíduos” (Cassiolato & Lastres, 2000, p. 238) 1.2. AS TECNOLOGIAS NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA QUESTÃO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES. “(...) Para a construção do conhecimento histórico o professor deve organizar seu trabalho pedagógico baseando-se em fontes históricas diversas como documentos escritos, iconográficos, registros orais, testemunhos de história local, fotografia, cinema, quadrinhos, literatura e informática. Esses materiais são de grande valia na constituição do conhecimento histórico e podem ser aproveitados de diferentes maneiras em aula (PARANÁ, 2005)”. As novas tecnologias, conciliadas ao uso da internet, proporcionam ao professor um enorme acervo que o possibilita trabalhar variados temas –inclusive aqueles considerados maçantes ou não presentes na grade curricular- utilizando de diferentes materiais e métodos para um melhor dinamismo nas aulas a fim de facilitar o processo para o aluno, e consequentemente para o professor. Com o acesso as novas tecnologias novas possibilidades se abrem, apesar da inserção de tecnologias no ambiente de aprendizagem dos estudantes não ser fácil, assim como apresentado no artigo, é importante ressaltar que o uso de variados recursos de mídia- imagens, filmes, videodocumentários- como recurso didático facilita a aprendizagem, por possibilitar a compreensão do aluno perante a um acontecimento histórico por meio da associação e da imersão. 2. ATIVIDADE: abordando a questão dos conflitos sociais e dos usos da história e da memória com elaboração de uma questão de prova dissertativa para aplicação em uma avaliação. Questão dissertativa para prova: O termo “segregação socioespacial e urbana” refere-se a divisão social do espaço urbano e da divisão de classes, já o termo conflito social se refere ao entrave entre diferentes grupos, á exemplo o conflito entre Europeus e os índios e entre escravos e senhores de engenho, dessa forma redija uma breve dissertação acerca da relação entre os conflitos sociais e a segregação socioespacial: 2.1. Resultados esperados: Espera-se os alunos escrevam acerca da divergência do uso do espaço; as diferenças de capital embutido nos diferentes pontos de um espaço urbano como lojas, restaurantes, bares (espaços de prestação de serviço e atendimento), e residências, considerando que a ambientalização acerca dos detentores do poderio econômico é completamente diferente para a daqueles que não o possuem, assim acentuando a questão do proletariado e dos conflitos sociais envolvendo os empregadores- que geralmente vivem nas áreas mais luxuosas- e os empregados (os que geralmente convivem na área restante). 3. Imagem Anexada. Atividade: deve ser postada no sistema uma imagem relacionada a conflitos sociais contemporâneos entre o final do século XX e início do século XXI. A imagem escolhida se trata do “Massacre de Gwangju” ocorrido na Coréia do Sul em 18 de maio de 1980, que representa um embate social na luta pela redemocratização do país (em que a discordância acerca do governo regente levou a diversos movimentos sociais que visavam mudanças sociais): A Coréia do Sul enfrentava um governo extremamente autoritário, decorrente da ascensão do Presidente Chun DooHwan em 1979 após o assassinato do, também ditador (ditadura imposta pelo presidente Park durou de 1961 a 1979) presidente Park ChungHee. Os estudantes do país tomaram a frente na luta pela retomada da Democracia no país, após a declaração que impedia manifestações e ordenando o fechamento de universidades e escritórios da mídia os Estudantes e a força policial não conseguirem parar os estudantes, o presidente enviou tropas armadas com armamento antimotim e munição real para auxiliar no controle e repressão da multidão, vendo seus filhos e entres queridos sendo brutalmente agredidos, diversos país e responsáveis saíram as ruas com a intenção de protegê-los, entretanto a reação militar de abrir fogo contra a multidão levou a morte de centenas de pessoas –estimasse 2000 pessoas desapareceram durante os acontecimentos- e a hospitalização de várias outras. O fatídico evento acabou se tornando um marco na história do país por influenciar levantes em Gwangju que aos poucos motivaram outras cidades a tomarem partido nas manifestações contra o governo autoritário de Chun, que foi retirado do poder em 1988, quando permitiu eleições democráticas, Chun foi condenado à morte em 1996 por corrupção e por seu papel no Massacre de Gwangju. Apenas em 1998, o presidente Kim Dae-jung assumiu o cargo e decretou o fim da ditadura. 4. Fontes bibliográficas.Alves, Priscila Pires e Mancebo, Deise. Tecnologias e subjetividade na contemporaneidade. ESTUDOS DE PSICOLOGIA (NATAL) [ONLINE]. 2006, v. 11, n. 1 [Acessado 24 fevereiro 2022], pp. 45-52. Disponível em:<https://www.scielo.br/j/epsic/a/LvfWyf4hCy5BzTLvm4r5LBc/?lang=pt>. Epub 26 Mar 2007. MARQUES, Antônio Carlos Conceição. As tecnologias no ensino de história: uma questão de formação de professores. DIA A DIA EDUCAÇÃO [online: s/d]. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1415-8.pdf>. Acessado em: 24 de fev. de 2022. SANTOS, Leonardo Bis dos. O conflito social como ferramenta teórica para interpretação histórica e sociológica. BOLETIM DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. CIÊNCIAS HUMANAS [ONLINE]. 2014, v. 9, n. 2 [Acessado 25 fevereiro 2022], pp. 541-553. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/53FFNRtTKkg7N5Hc5JNj7Hc/?lang=pt>. Epub 23 Set 2014. https://www.scielo.br/j/epsic/a/LvfWyf4hCy5BzTLvm4r5LBc/?lang=pt http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1415-8.pdf https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/53FFNRtTKkg7N5Hc5JNj7Hc/?lang=pt CARMO, André e ESTEVENS Ana. O conflito social e a construção da cidadania no espaço urbano. OPEN EDITION JOURNALS (e-cadernos CES) [online]. [02 de 2008]. Disponível em: <https://journals.openedition.org/eces/1441>. Acessado em:28 de fev. de 2022. LUIZ, Ana Raíssa. O que foi o massacre de Gwangju e o caminho para a democracia sul-coreana. REVISTA KOREAIN [online], 19 de maio de 2021. Disponível em: < https://revistakoreain.com.br/2021/05/o-que- foi-o-massacre-de-gwangju-e-o-caminho-para-a-democracia-sul-coreana/>. Acessado em: 24 de fev. de 2022. https://journals.openedition.org/eces/1441 https://revistakoreain.com.br/2021/05/o-que-foi-o-massacre-de-gwangju-e-o-caminho-para-a-democracia-sul-coreana/ https://revistakoreain.com.br/2021/05/o-que-foi-o-massacre-de-gwangju-e-o-caminho-para-a-democracia-sul-coreana/