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28 
3p 
,Jr . 
,· l\ 
Sa nd ra Reg ina de Siqueira Braga 
, Organizado ra 
E DITOR I AL j 
Sandra Regina de Siqueira BRAGA 
PRÓTESE 
AUDITIVA 
3 
. hi , , ~tHl .l /,i l'ui-n hli1,,rial I tda. M F 
l <' l"n~ An·hiet,1. /185 (Jardim Esplanada) 
A.\en ►ct..1 '- d C 
, ,J.2 _.,80 S,io José os ampos - SP. 
,.... ~rone F,,>- (12) 3942-1302 
, tt'!Pdirnento@ pulsoed1torial com.br _ 
.., r1.•" ,1 d. . 
,,e http f www pulsoe 1tonal.com.br 
..,_.,,,e·P..•\• 
~ 
1 
. .,; ,n Brazi/. com depósito legal na Bibli· 1 é- ' 1' i,n,1 r:-v o eca N 
-:: f ~ ~,, • • DE'Creto n· 1.825 . de 20 de dezembro de 1907 acio 
.-,-.r •,,;me . ria1 
ªd
os _ É proibida a reprodução total ou p . 
ios li'serv . arc1ai 
.,.~ os (Ve1 . qualquer meio, sem a expressa autorizaç~ de q 
- ~ ediçao Por , , ao d uai 
t'-1-te ~ ,a . ·de autor (Lei nº 5.988173) e crime estabelecido ª editor %er 
.., .. -:à{' j,'.1.$ d ;'1! t!OS Código Penal. Pelo ªrtig él, A. 
• .,..,, o 18 4 do 
_ 
11
. nte José Assencio-Ferreira 
~- . ~ , ,ce 
': :': tS-~ ~ --~-" paulo Sergio Pereira da Rocha Junior 
• • ', , ...,, ui:3'- · G ·t · Ltd 
_a,:.;º~~~: . ""r-i nro Mirian Editora ra ,ca a. 
::s.a · - .,.a.a e , 
: .:~ :.·.:_
0
,.:;a Ru1h savastano Fern 
- :- :C- ... -': -
Dados 1nternac1onals da Catalo a ão na Publica ão CIP 
Braga. Sandra Regina de Siqueira 
,:,r,eornentos essenc1 a1s para atender bem o paciente com 
0
ç :e;e a,□ílr, a Organizadora. Sandra Regina de Siqueira Braga. São 
. ~ J õS C:a.,.,oos Pulso 2003 
,,·:; : JlabOía□ores 
· =·:· ;,;" õ,:l~"ª 2 Surdez 3 Fonoterap,a 
Agradecimentos 
A Profa. Ora. Irene Queiroz Marchesan e ao prof D J · 
fi 
, . · r. a1 me 
Luiz Zorzi pela con 1ança e, pnnc1palmente, pelo convite de , . '-' , _ . _ . part1c1par 
da organizaçao deste material tao importante para a área de sele - d 
, d. . çao e 
adaptação de proreses au mvas , 
f.5 colaboradoras e amigas Edilene Boéchat, Elisabena Radini 
Noerni Yoshida, Diva Kobara, Katya Freire, Carla Cieri , Gisele Ferrar/ 
Tanit Sanchez, que fizeram parte da realização deste trabalho com muir~ 
empenho e responsabilidade. 
Aos diretores das empresas fornecedoras de próteses auditivas 
da Audibel/Philips, Orosonic/Bernafon, Microsom/Unitron, Widex , 
Danavox , Oricon -Telex,CAS Siemens , pela dispo nib ilidade no 
fornecimento de informações importantes para o conceúdo de alguns 
capítulos. A rodos que direta ou indiretamente colaboraram para a 
laboração deste material. 
Sandra Regina S. Braga 
5 
--------Colaboradores 
CARLA CIERI 
fonoaudi óloga, Mestre em Distúrbios da Comunicação pela Pontifícia 
Universidade Católi ca de São Paulo (PUC-SP) 
Especialista em Dist~rbios da Comunicação pelo Centro de Especialização em 
Fonoaudiologia C línica (CEFAC) 
Especialista em Gerontologia S~~ial pe!o SEDES Sapienrae. 
Fonoaudióloga do Centro Audmvo W 1dex. 
DIVA YUMIKO KOBATA 
Fonoaudióloga, Especialista em Audiologia pelo Centro de Estudo dos Distúrbios 
da Audição (CEDIAU-SP), 
Mestre em Fonoaudiologia pela C línica Fonoaudiológica da Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) 
Fonoaudióloga Clínica na Área de Audiologia 
EDILENE MARCHINI BOÉCHAT 
Fonoaudióloga, Doutora pela Faculdade de Fisioparologia da Universidade de São 
Paulo (USP) 
Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) 
Professora do Coggeae 
Professora do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica (CEFAC) 
ELISABETTA RADINI 
Fonoaudióloga, Especialista em Audiologia pela Pontifícia Universidade Católica 
de São Paulo (PUC-SP) 
Mestre em Distúrbios da Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de 
São Paulo (PUC-SP) 
Gerente de Produtos do Centro Auditivo Oto-Sonic 
GISELE MUNHÓES DOS SANTOS FERRARI 
Fo~oaudiólogaga, Mestranda em C iências pela Fisiopatologia Experimental da 
Un1vers1dade de São Paulo (USP) 
Espec!al!za nda em Audio logia C línica e Saúde do Trabalhador pelo Centro de 
Especialtzação em Fo noa udiologia C línica (CEFAC) 
NOEMI YOSHIDA 
1:onoaudiôloPJ Esp· ·w Adi l · 1 5 r_ . d M. · , dia d s- P ui : • . , r:>' , eet~ sra em u o og1J pe a ama ~,a e 1sencor e ao a o 
l 0110,n1d 1olnga R . , 1 1 -1~ l Ih d . · d S A J ' c:-s pnnsave pe J o nJ Apare os Au mvos e anto nu re TTLllRI\ - C:r 1"·' 7 
D , 
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coNDES FREIRE_ -
'L'GLIELMl MAR_ 1 · 1. d l Comun1clçao pela Pontifícia n· \ (_, ' , l)1S{llfl)IL ~ , 
~.\ , \1,1lo~,1. ~kstfl' '
11
,'. •. p,11ln lPl lC-SP) r ,nl1 lll l • 1 d . " l() ., d T . 
' . · . 1 k (JW 1c.1 t_ • • 1 .· 0 e Ccrcntc e remamcnto da GN R l n1 ü 'f'\ll Jl • . k b11tY1,1 11 .1 , .1 - eso llnd 
. !11 lllf~lll • 
!'rt1! C~~tl[.l ' 
I)JílJ\'ll\ 
, E StQUFJRA BRAGA 
S.\,\ DR:\. REGl l'\ :\ D F iaudio\ooia pela Clínica Fonoaudiológica d 
- . l \ \t"rrc ein ont ~ S ) a F 111 ,1,llld111 L1~·1 · • - 1 .. 1 de São Paulo (PUC- P 
' . . l . ,,·c~id.i.de l JW tl , • . 
P,1nnt1, 1,\ n, . . l ( ntro Auditivo Aud1bel 
. , J.., Pr,1Juc,1~ uü e l S d l) . -L,, r_.nr, i- I ·sponsável pe o etor e rotenzaçao Au,di tiv d 
. _ ~ hH1,1Juu1L1 t1 ~ rt . , . ( a o Pr,1tNL1•·1 ' ,. . · Fonoaudiolog1a Cl1111ca CEFAC) 
_ • 
1 
. , ~ F ,X\.·1.l11z~11;Jo em 
l~r.lfl U '-- -- ~ ~ 
T-\. \ lT G.-\.\ Z S.\..~CHEZ . . . 
L~·,, ·-:;
0
, .:..~.r.~L1k1sisra. Professora Colabor~~ora Dout~ra d_a D1sc1plma de 
1.'~J~~:-.,1 . .:~=--st1k\~IJ da Faculdade de Medicma da Universidade de São Paulo 
;:\'" '...., 
·,,: · : ·;,,•,:erice Douro ra da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do 
.._;~~~---:, ~,·: C:-ii-:as da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 
a • '-' : ~ - 1.....--
~ - : ',--, .., (~;~t~:"':~~3 co Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ) da Fundação 
C•:-- ·:-:-:r -~.:-p logia. 
------------ --Sumário 
Capítulo 1. Considerações básicas sobre o processo de seleção e adaptação de 
próteses auditivas ......... •. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • .. .. . ....... . ... ... .... ..... ... .... ... 11 
Capítulo 11 . Componentes das próteses auditivas .. . ........................ .... ... ... . 17 
Capitulo Ili. Moldes e Pré-Moldagem ............................... . ..... . ............ ... 23 
Capitulo IV. Compressão: Definição, características e aplicações clínicas ........ 35 
Capitulo V. Regras de prescrição de Ganho ................... . .......................... 43 
Capitulo VI. A tecnologia nas Próteses Auditivas .... .... ....................... ... ..... 51 
Capitulo VII . Amplificação em crianças .................................................. 59 
Capítulo VIII . Adaptação de Próteses Auditivas em Idosos ...... ... .. ....... ........ .. 67 
Capitulo IX. Protocolo de Avaliação e Validação da Prótese Auditiva .. ..... .. ... ... 81 
Capitulo X. Problemas comuns relacionados à adaptação ao uso da amplificação . 89 
Capítulo XI. A influência da prótese audit iva no controle do zumbido ............. 91 
Capítulo XII. Sistema de freqüência modulada: o que é, como e quando indicar .. 95 
Anexo 1 ..... . .. .. ..... ........ ............................................ ... ... .......... .... 103 
Anexo li 
· · · .. · .. · · · · · · · · · ................................... .... . ..... .... ........ ....... ...... 105 
q 
Capítulo I 
CONSIDERAÇÕ_ES BÁSICAS SOBRE o PROCESSO 
DE INDICAÇAO, SELEÇÃO E ADAPTAÇÃO DE 
PRÓTESES AUDITIVAS 
Sandra Regina de Siqueira Braga 
INTRODUÇÃO 
A audição pode ser considerada como uma capacidade de extrema 
importância para a co municação entre as pessoas , garantindo a participação na 
sociedade em que vivemos . 
Quando exis te uma deficiência auditiva, o que ocorre na grande maioria 
dos casos é um isolamento dos indivíduos que a apresentam, sendo que estes muitas 
vezes são vistos como incapazes de desempenhar determinadas funções devido à 
presençadeste problema] 
É importante salientar que, o diagnóstico da perda auditiva é responsabilidade 
do médico otorrinolaringologi st a , que por inte rm édio da avaliação 
ocorrinolaringológica e de exames audiológicos irá constatar se a deficiência realmente 
existe e encaminhar o paciente para o tratamento ideal. 
A perda auditiva pode ser classificada de acordo com vários fato res Ol : 
• Momento que ocorre (antes, durante ou após o nascimento); 
• Origem do problema (hereditária ou não); 
• Local onde ocorre (ouvido externo , médio ou interno) e 
· Grau da deficiência auditiva <2 : 
- Normal - O a 25dBNa (decibéis Nível de audição) 
- Leve (26 a 40dBNa) 
- Moderada (41 a 55dBNa) 
- Severa (56 a 70dBNa) 
- Profunda (7 1 a dBNa) 
Uma das possíveis soluções existentes para minimizar as dificuldades auditivas 
advindas da presença de uma deficiência auditiva, quando não há opção de tratamento 
medicamentoso ou cirúrgico para solução do problema, é a prótese auditiva, também 
chamada de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) , cujo uso deve ser 
ind icado pelo médico otorrinolaringologista. j . _ 
O uso da prótese auditiva tem como finalidade primária a amplificaçao 
sonora, ela for ma mais adequada possível , incluindo não só sinais de fala mas sons 
ambientais, si nais de perigo (Exemplo: alarmes contra incêndios) e de alerta (Exemplo: 
11 
·1 1 )li() h< 111 \ (l lfl (I \ (Ili '. <jll ( l lll' ll 1() 1( Ili d 1 
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(t)mcqlicnt cs) pcrcfo a11d1r~~a) . . , . . . 
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J d·f' . Idades auditivas e necessidades especifi ca~ . <
1 
d.1~ :\ re.:ts e I icu . -
S l - . decisão quanto ao upa de adaptaçao (monoaural () U b, e eçao. , . , . naural, 
· d , uditiva e suas caractensucas eletroacust1cas. 
npo e protese a , . . 
Verificação: constatação de que a
1
s c~ractenst1cas sel;~10nadas são adequacks 
, ·d des do paciente tais como: acusuca, aspectos estet1eos, conforto aud· . as necess1 a ' . . , 1t1 w, 
e desempenho do MSI nas diversas situações em que o md1v1duo se encontra duran te 
0 uso do mesmo. 
Orientação: Aconselhamento quanto ao uso e cuidados com a prótese 
auditiva, de acordo com uma expectativa realista frente às dificuldades características 
quanto ao tipo e grau de perda auditiva, explorando, conforme a necessidade, 0 uso 
de acessórios e recursos auxiliares. 
Validação: uso de questionários de auto-avaliação, escalas de benefíc io5 
durante o processo de adaptação objetivando a satisfação do usuário. 
Finalizado este processo, o paciente deverá, conforme o caso, ser orientado 
quanto à necessidade de outros atendimentos, tais como terapias para reabilitação 
auditiva e treinamento auditivo. 
Vários são os fatores que podem interferir no uso, na escolha e nas orientações 
que serão fornecidas ao paciente candidato ao uso de próteses auditivas. 
Durante o atendimento, é importante considerar alguns aspectos que podem 
ser facilitadores no que diz respeito à adaptação ao uso da amplificação que ser:i 
fo rnecida pela prótese auditiva ao usuário. 
O principal objetivo do(a) fononoaudiólogo(a) , ao atender o futuro usuário 
de prótese auditiva, deve ser ajudá-lo a ouvir melhor, por intermédio da amplificação. 
Para tanto , é importante que haja uma orientação adequada e que o(a) 
:º~onoaudiólogo(a) saiba ouvir o paciente, sendo esta a melhor forma de se chegar 
as informações n , .· d _ ecessa1 ias para uma a aptaçao adequada ('i l . , 
. Uma das informações que podem ser abordadas por exemplo, esrii 
rel acionada às expe t t' . ' , diriva, 0 
e ª tvas que o paciente tem quanto ao uso da protese au 
• iHHk .111,il1.11 n p rn l1 ~., ,n1Ltl 11 .1, 1111111 ,1., (' Xlllt t 11 <H '\ tf q1H . . '" , <j ,11110 ,101111 <.· w pod vc·• ,e 
t' tll ,crmn, de hc tH' lí<. 10 t · d c.,<·111pv1 il, o e111 1oot l1t .i, º" "' e IH' ((' , . •I 
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\ .,,1l . ll) 1.l.1 ddi1.1\\t1l·1.1 .111d111 v,1, ,111 cs 1i 1~ 111 .1 ."iocial <' ' l jlrohl<·n, ,1, v,, 11 , 1, . ' 
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e. , \ p.11 111 , ll l 1.-nn hcvimc111 0 destes aspcL los rek·v~1111 c."i ao atendimento :io indivíd, u, 
l ,in1.lt 1.l ,trl' .h' uso l!c .u11plil1~·a_~·flo , o(a) fo11rn:0;1_u~~i~logo(a) i11í~1ará O proc.,esso de \dcc~o 
l' .~lLtpt.t<.lll 1..k prúrc.se.s audtttvas, o qual sera d1v1d1do da seguinte form a: 
ANAMNESE DETALHADA 
f src procedimento tem como objetivo abordar, de forma informal , aspectos 
pcrnnentes à história audiológica do paciente, tais como causa e tempo de existência 
da perda auditiva, presença de infecções (Exemplo: otites médias) , tontura, zumbido, 
desconforto auditivo frente a sons de forte intensidade, se o paciente fo i submetido 
,1 algum tipo de cirurgia relacionada ao ouvido, se teve alguma experiência com 
prótese auditiva anteriormente e dificuldades auditivas específicas. 
Neste momento é importante atentar para informações de "presença ou 
não de infecções e desconforto auditivo", que podem facilitar na escolha do tipo de 
prótese auditiva e amplificação a ser indicada. 
ANÁLISE DOS DADOS AUDIOLÓGICOS 
Tipo e grau da perda auditiva: avaliar se a perda é condutiva, sensório-
neural ou mista, já que este aspecto muitas vezes pode limitar a escolha de um ou 
outro tipo de amplificação, sistemas de compressão específicos, tipo de prótese auditiva, 
tipo de molde, entre outros . 
Configuração do audiograma: este aspecto é importante, pois, de acordo 
com cada configuração audiométrica podem ser indicados modelos de prótese auditivas 
e aj ustes específicos que garantam uma qualidade sonora e um desempenho melhor 
em relação a outros modelos. 
Limiares de desconforto: é muito importante que os limiares de desconforto 
auditivo para tom puro e para a fala sejam determinados, pois, é a partir destes dados 
que o(a) fonoaudiólogo(a) limitará o máximo de amplificação ea quantidade de 
energia acústica que chegará na orelha do paciente, sem lhe causar desconforto 
auditivo. O limiar de desconforto é pesquisado utilizando a técnica ascendente (Gl, 
nas freqüências de 500 a 4000 Hz para tom puro, para se estabelecer o campo dinâmico 
de audição de cada paciente e facilitar a determinação da saída máxima do aparelho. 
Tipo de adaptação: escolha quanto ao uso de uma ou duas próteses auditivas. 
O que se observa, quando se trata de uma perda bilateral, é uma tendência à adaptação 
13 
lll d,1.1, 1l tnt t ,t , . ,111 h111.1111 .d p o1 , o ll '1 11 de d11 .1., 111, ',r t '><''> 11•11 v.í i 11 . 1 1, 1 ' H 111 · 1 
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tc1. 11nlug1.1 ( 1·\c rn plo. 1 CL 1\0log1a d igi ta 1) ' '' 
( 'aractcdstÍGt."i d c troac ús tic as : de acordo com a ;1v,tl1 a< ' I< J _ 
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descritos , o prn f1 s.s ion;1l se lec iona as característi cas gerais relat i vali ao de: . ·h'i 
. . . . .<,c: mpc:n <J 
J.1 prorc.se a ser md1 cad a, de fo rm a a ge ra r o m elhor conJ unto Je b ~ •F' 
, . enc.: KJ r,,, 
posstvrl ao paoen te . 
ESCOLHA DO MOLDE 
N esta etapa, o(a) fonoaudiólogo (a) fará a seleção do t ipo de molde que 
0 
usuário fará uso de acordo com o tipo de prótese auditiva escolhida. 
N o caso da prótese ser do tipo retroauricular, os moldes podem ser de tipos 
e materiais diversos, modificados de acordo com as necessidades particulares de cada 
audiograma. Se a prótese for do tipo intra-aural (intra-canais; micro-canais ou intra-
auriculares), escolhe-se o material da caixa ou cápsula, conforme são determinados 
pelos fabricantes. As modificações possíveis de serem realizadas (Exemplo: ventilações), 
dependem da necessidade de cada paciente. 
ORIENTAÇÕES E CUIDADOS 
Antes da experimentação da prótese auditiva escolhida, é fundamental que o 
paciente conheça o funcionamento e os cuidados necessários para o bom uso da mesma. 
Os cuidados básicos são os seguintes: não molhar a prótese, checar a 
durabilidade da bateria de acordo com o tipo e modelo e não esquecê-la dentro da 
prótese quando esta não estiver em uso, não deixá-la cair e evitar deixá-la próxima de 
. . . 
crianças e an1ma1s. 
EXPERIÊNCIA DOMICILIAR 
Este estágio tem como objetivo oferecer ao futuro usuário da prórese audi,ri:3 
uma vivência com a amplificação fornecida pela prótese auditiva num primeiro estagio 
de adaptação em casa e verifi car os benefícios do uso em sua rotina d iária. 
É importante, neste momento, também orientar o paciente quanro ~15 
possíveis dificuldades que ele poderá apresentar duranre o uso da prótese, rais como: 
desconforto auditivo em ambientes muito ruidosos, percepção de sons fracos que 
dii 11 .-; p '""' t' t.\ln p t ' l l eh1dn.,, 11 11 t·1111 u1.lu 1(" 1 0 t i t1 <, ·HI I <·I 1 11 
.11 \ fl'-' , . ' • o 1 () ti ', ()< , , 1110 <. ( ' ()lf 
l .w~uLl , d ti ll li ld.llk -' 11 11 ( 1,1 L\ de 11\ 1 r i 1g1htl 1d.1d(· p :11 ,1 1 0 11 V<' I \;li ,1() 1 dd {)t)(', ( ' 111 rc ( >111 l'O\ , 
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' \' F'l'I\P/\S t:I N/\IS 1,· A< < >M PAN 11/\ M l·NTO 
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,ldilldlLil k~ ,·~pn. tlil .1~. ~, P' n, r ssu dL' sl' lc~:10 é linalizado {' llli< i:i c,c ;1 fíi <i<· de- vcrifiuJçã<J 
( \' .tl1 , i.1 , ,H1 Li .1 r, n1tt'Sr .H1d11 tV.\ ondr o(:~) lo11rn1o;wd16logoC1) rrá ava liar v· O<, rc·,ult~dos 
,)ht1'-h)s "h1 1,ll1tt· o ~cu uso cs t,w sattsf:u t')rios l' Lo 111p;1tívc1., com a perdJ ;.i ud 1t1vd de 
, ·,tJ,t p ,l t' lt'l1ft' . 1 
0u,u1to JS oricn ta~"Õcs , o usuário drvc ser alertado sobre a 1 m portáne, ia de 
rcf\) rn,l r periodicamente para atendimento com o(a) fononoaudiólogo(a) )empre que 
lwu,·cr dúvidas referentes ao uso ou funcionamento da prótese audi tiva, bem como 
,H) t1torri nolaringologista responsável. Deve-se mencionar também sobre a necessidade 
de se realizar revisões e limpezas na prótese a cada seis meses, para que haja uma vida 
unl de, no 1nínimo, cinco anos. 
1 5an ws TMM e Russo ICP. A prática da audiologia clínica. São Paulo: Cortez; 1986. 
1 Da,·is H. Silvermann RS . Hearing and deafness. New York: Holt, Rinehart & Winston; 1970. 
;· Campos CA.H. Almeida K, Russo ICP. In,d!cação, se~eçã~ e ad~~tação de próteses au_ditivas: princípios gerais. ln: Almeida K, lório 
.\1C~L Próteses auditivas: fundamentos teoncos e aphcaçoes clmtcas. São Paulo: Lov1se; 1996. p.35-46. 
4
_ Mueller III HG , Hall III JW Audiologist ' s desk reference. San Diego: Singular; 1998. 
::; , Sweecow R. Counseling for hearing aid fittings. San Diego: Singular; 1999. . . . . 
6. Mueller HG. Bright KE. Selection and verification of maximum output. ln: Valente M. Scrategies for selecnng and venfying 
hearino aid finino. New York: Thieme Medical ; 1994. p.38-63. 
Pakulsk·yl . Con~eying information to patients. ln: Sweetow R. Counseling for hearing aid fittings. San Diego: Singular; 1999. 
p.99-100. 
- Capítulo II 
coMPONENTES DAS PROTESES AUDITIVAS 
/)i, ,,, Y11n1iko l(ohatt, 
·\ uid idio no~ proporciona a comunicação ' L 1· n c-eraç'"'a . 
• • 1 . "' . . , e o com a,<, pes\oa.s ao 
rt'\lt' I t' r.unbém ~ d1srane1a. Ta1nbé1n é importante para a melhora da nossa qualidade 
1.k rid.l e parn : 1~~ss~ segur~~ça. . . . 
A dehcienc1a aud1t1va limita muito a comunicação humana. A fim de 
minimizar a dificuldade auditiva, hoje em dia existem tratamentos clínicos e cirúrgicos. 
Em casos em que estes tratamentos são inviáveis, as próteses auditivas se tornam um 
forte aliado. 
Os sistemas de amplificação das próteses auditivas têm sido desenvolvidos e 
aprimorados cada vez mais, partindo da época dos transistores, chegando nos dias de 
hoje. aos aparelhos de tecnologia digital. 
Além da tentativa de se obter aparelhos cada vez mais potentes, com maior 
número de controles em busca de melhores ajustes e modificações para tornar mais 
fácil a adaptação a cada deficiente auditivo em particular, existia a preocupação da 
adaptação da prótese esteticamente aceitável. Temos no mercado nos dias de hoje, as 
próteses auditivas adaptadas na orelha, como as retroauriculares ou as intra-aurais 
(intra-auriculares, intra-canais, micro-canais), ou as convencionais (caixa) . 
TIPO DE PROCESSAMENTO DE SINAL: ANALÓGICO E DIGITAL 
As próteses auditivas são classificadas quanto à tecnologia utilizada para a 
sua classificação, em três categorias: analógicas, digitais e híbridos analógico/ digitais 
(temas que serão discutidos no capítulo sobre tecnologia) . 
Componentes das Próteses Auditivas 
A prótese auditiva, como já dissemos, tem como função principal a 
a_mplificaçãosonora da forma mais adequada e satisfatória possível. Para que este 
s1stema funcione da melhor forma possível, se faz necessário a existência de alguns 
componentes indispensáveis, que serão apresentados a seguir: 
· Microfone ou transdutor de entrada: c~9 me~~ 0 
tra~~a~ u~a onda elétrica equivalente, o qual será processado dentro aa p_róte:e 
aua1nv p d -- ·6·1·d d ' d ao ª· 0 em apresentar características especiais quanto à sens1 1 1 a e, a ireç 
da fonte son , d e "' · · "d (3) ora e a resposta e rreqüenc1as transm1n a . 
. · Amplificador: aumenta a intensidade do sinal elétrico captado. p~lo 
microfon É · .,.-- - · - -- ,, ----- h d,. ' ditiva (3.4l 
, , e~ 0 responsável pelas características de gan o a protese ª ... u · 
-/ 17 
'
> . ' fll<•• 11 111 , / 0111 1.1 .1t111 1<·11t v !' l c· t I l t ,1 <·111 ()fld .1 ,\ ()ll<1i:1 ( <j llJ V· 1 
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1 11. 11111 , 11 111 ( 11 n , e .1.1,0., (k .1p .1t < lli n,<, < ,111 vt IH ,.on ,11, 011 J C- 11o:it1ri,, l· , l () fll() l l . ' • \., l -lrc•\ J 
dtr ct.t rlll'lllt ' p .r r. 1 ,1 111c11lh 1.111.1 11111p.11rn .1 do 11 , 11 ,Í110 cl :1 p1 <'>f t •1.i v .1wl1ti v;i 111. ' 111 
Pilh., p.tr.t n i t · .,i ., u ·111.111111 < 1n 11 .11 t~ IH'< ,.,,.í, 1;1 111n :i 10111 (' d(· cncn,, r.1 < , 
. . 1 ' . 1 ;. A n' illlin1 c-
l, 1 lt· ,.,. ,· l t)n ,,, ., 1 ,d I t · 11 1 , ·11< ·11•1. 1 e <' f 11 , ,1 ( 111.1111 u 1, c·< c<-i.<. ,11 J( , tn ~J H)r1·., j ·
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qtrc , i l .,, • . ' , . " ( a.\ pilr , 
. 1 j 1 ,·, n ntt)lt '.,c., .1thl111 v .1 t ' d,> 11po zwco a, , q11 <· p11 1.,\ 111 11111 Jwc11u·no, 1•1·f·, . 
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prrmllc .t c nll ,tll.1 de .11 . s,, 101.11e.·,a 11do ., .1111 .11 dq,01 , <jll<' o wJq q11 c v<'da t~ IC<Jr,{( lt 
l' l'l'ttr.h l() lk s11.1 supcrt'ícic c .,r c rurc c 11 1 , ·011u11 0 co rn ,<· 11 \ UJITl f><H H·n tcs . Lstc riu,1 
de pilh.t p()df. ,1ssim . SL'r cstoc:afo por Jo 11 go tempo sem pcrcl;i cl(· cp, ~Jid;-i c.k Quan~'J 
._,..11 ..;cln nrotctor é rccirél.do . es tas jJi lh as com~ç:1 rn a descarregar lcr1t arnc.:nt,. <J 
' .. ' r -.., rnesrn,) 
sem serem usad.ts . 
As oróteses auditivas retroauriculares e intracanais utilizam pi lhas esp 
• r tua1-
de grande capacidade, em forma de botão, em diversos tamanhos (basicamen te 675 · 
L\ 312, 1 O e 5; em ordem decrescente de t~manho) (Figura 1) , conforme a necessidad~ 
de corrente da prótese. De forma geral, quanto menor a pilha, menor a sua capacídadt 
e, assim a sua durabilidade. As próteses auditivas convencionais utilizam-se de pilhas 
comuns do tipo AA ou AAA. As pilhas especiais têm a van tagem de possuir uma 
tensão praticamente constante durante toda sua vida útil, cessando de atuar 
abruptamente. Assim o desempenho da prótese não varia com o desgaste da pilha. 
Estas pilhas fornecem uma tensão entre 1,3 V e 1,5 V(4)_ 
Pilha 675 Pilha 13 Pilha 312 Pilha 230 ou 10 
Retroauricular M1· n1· t · 1 
-re roauncu ar lntracanal Micro-canal ou CIG 
Figura 1. Tipos de pilhas utilizadas nas próteses auditivas encontradas no mercado brasileiro ( cedido pela Otosonic). 
CARACTERÍSTICAS ELETROACÚSTICAS PARA A SELEÇÃO 
DA PRÓTESE AUDITIVA 
O principal objetivo da sel - d , . . ,., ' 
d fàl eçao a protese aud1t1va é assegurar que nao 
50 
os sons a a mas também os b. . 
P , . sons am 
1enta1s se tornem audíveis conforravelmence. 
ara tanto, as caracten sncas elet , . d · • 
S- 1 b . roacu
sticas as próteses auditivas são fundamentais. 
ao e as as1camen te: ganho acústi . 
co, a resposta de freqüência e a saída n1áx1ma. 
-
l ,.,nlw 1\ u 1, 1H o ng.l nl1 n ,111 1, t 11c,d1· 11 11 1 , lllo t, ... , 111 <1i ti v, li 1 
• \ 1 ' 11 ' . , I ( 1 (. 1 (. 1 l<r a ( {. 
i11h"''ll ,1tk , ·11, d cl tht't, tdl\) < t\11 1· o '-í' lll ' li ~<'' 1111 ,l to , 1,1n q tw , .1 1 da pt6!(.:" · p r1 1a a 
li I h1 11\1 1,\111' \ ( ' \ t 11 ll1 1 " " dd t1 I ( tl t, ,l d1 llll (' IJ l, 1d HI•· ( • t '1 1 ·1 1 ,,n· ,. ' ' ' , · < , 1( 1()11,1( ,1 lllt l llla1Ttt'f11 C 
'""' \l 1~1.111 ,l.1 jWhL t q,w,cn1r1dn pc lo 11 1, 11 ,{1 l(l p 11 1 t.1 111 () , q,1 .11 110 IJl;J1<11 ,11w1da aud iuv:-1, 
,, , 11111 l' f·''""' iw• 1.·,~.\ 11 p l) J\,ltlh11 d.,. p1<'Ht'M a 11di1 iv. 1 <~ l1,l',Í1 ,11r w 11t<· i11n ;1, ~11 ;1c trd, rio 
lh, .Hlll'lt1i1. ,d,,, q11 c l'L1 pu,~ 111 , , u111h11 ,.1du t 11 111 ;1s H'l',ltl.1 µ,c- 11'i ,l q 1w ,,.., i(t '1 til)lllf't1do r11 
n~knh'' .111,d,1 l. 11c1 llh ldtlrl ,H;oc~ l\rn, .ll\nl<b , íl tlli ( 11L11 e1., proi 11<,v(•r1<lq alt, t;t</><'\ n a.<, 
\ ",k H'' ''' \'ª •'-' 1. L1~ J' t'\) ICM'/\ ;111d 1t 1v,1s, 111dc 1)t' lll lt·11t t·111,·r1t <· <l·t j><>' t< .,·, <I, , ,r 1 \ 111 ... , · r , . . , "r' , 11"'·1 1<, u,ntrüe.-., 
inh'tt'P,' \ s nH~ddtl,l\'~Ws 1n.11s ,11t _d1, ,;1das .sao: ,, vcnrtl a<:i,-:io para c.. ontr<>lar ;J t<'c,po-.,ta de 
b,1t \ ,I~ fi1..'qii,t\l\ 1.' l,~-; , l).S filtros acu.s tJCO..:°' pa~a o con1rolc de frcqüênoa~ méd 13 .., e <> efeito 
~\, ,ncr.i p,1r., enfatizar ~, resposta cm altas freqüências !',1 . 
Faixa de Freqüência: é a relação de amplificação existente entre a\ diver<,a~ 
frn-lücnci.ls . O ganho acüstico da prótese auditiva está relacionado com a configuração 
1.f.t pcrd~ .rndiriva e portanto as respostas de faixa de freqüência da prótese podem ter 
um ganho diferenciado de acordo com a necessidade do usuário. Assim , os sons 
nod;m receber uma ênfase diferenciada nas baixas ou nas altas freqüências . Exis~em 
t '- -...__ - "'- ' -..... .......... ._......___,,,.-....,__~ -- / 
Yários métodos prescritivos em uso clínico atualmente. 
AJUSTES BÁSICOS DISPONÍVEIS 
Os ajustes citados a seguir podem ser encontrados em próteses auditivas de 
tecnologia analógica e digital, sendo que nestes últimos existe uma maior variedade 
de controles, de acordo com o número de algoritmos e da disponibilidade dos softwares 
utilizados por cada fabricante . 
Controle de Ganho: controle o ganho ideal para o paciente de acordo com 
sua perda auditiva, sendo determinado de acordo com as limitações permitidas pelo 
catálogo da prótese auditiva indicada. 
Controle de Tonalidade: tem a função de alterar o ganho em função da 
freqüência ou a resposta de freqüência da prótese auditiva, fazendo com que 
haja um des taque para os sons agudos e/ ou graves , de acordo com a necess idade 
individual do usuário . 
Controle de Saída: regula o nível de pressão sonora que será transmitido ao 
usuário da prótese auditiva, tornando os sons audíveis. Devemos observar o nível de 
desconforto do paciente, evitando uma superamplificação dos sons, controlando a 
saída máxima. O nível de saída máximo deve ser ajustado logo abaixo do limiar de 
desconforto, permitindo a maior área dinâmica possível (prevenindo a saturação 
'.reqüence da prótese) . Isto pode ser feito através de sistemas tipo corte de pico~ de 
intensidade ou através de compressão do sinal. Esta característica é definida em decibel 
nível de pressão sonora (dBNPS) , em uma freqüência em particular ou em um gráfico 
em função da freqüência {IJ. 
Controle Automatic Gain Control (AGC-I - Input Control}- 0 controle 
a ' · d l · · O li mi 'l r utomat1co e ganho é controlado pelo nível de sina que entra no circmto. ( 
de compressão é definido, assim, por valores de nível de pressão sonora (NPS) 1i 
1 . 1 · 11111 ;tl11 H·rll< ' c 111 o111 1;1do..., r1 ;,..., ."> t 1 1 1 11 \ 1 '\. 10 C\ (('', n•1 V, 1 OI( ', 1.1 1 , • , ,- , 1<1,\ t ' II 1,H .1 11 .1 p11) nc .111< , 1 ', , I , 
1
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,10 11 c, 11 ;ír10 da prÓlesc auJ 111 . 
1 1 10 , lc-pr·11r11t , I v<l ( 'on11olc de· \/o 1111H'' 11 11 1 ·1 III H,, ( 1 141 .,0 11"w", ;H ;1p1;indc, \C J t, r 
1 • •lwndu n i. L'', I 11111 < ~ 
,llll\L\l I llllt 11 , 11!.1,I, · l lll qttl ' ('11!. t 1( f ( 
hq 111 .1 ,111, ll1ktl ' llll' ' .1111h1 c 111 n , ll i'r, tH rn, 
FN l'RAl>AS AITFl{N/\TIV~S , ísicm ~1 dc:s rín ;id,i ;1 1r:1n.., fo rrna TI rn,w.:a· e , ,11 1 ·" . r 
Boh,n.1 de lndu\·âo e e <. ' · .· , elétrico~ equ1 v;1lcnr c,, , rnai ~ t,te\ 
1 
, iéuco cm s 111 ,w, .. 
, .111 .1,·nç~ r 111 u111 l',1111po e cr rorn.igr J. • , transm mdo~ ao \CU u,uár10 na 
J . I · J ró l cse a li ' tiva e . d . qur poss,1rn sei prorcssaoo.s pc a J d·t ·va utilizam-se este c1rcuao para 
_ . á ·· de pr6tese au 11 . . • 
1
. , 
1 
~orm;:i de som . Muitos usu 1105 d a fala mais intensa e inte1g1vel j . 
. - lefone tornan o . ' 
melhorar a comun1caçao ao te ' d lérricas alternatJvas na protese. Urn 
. d Á d' . são entra as e . 
Entrada Üireta e u 10• , mandado ao amplificador e depois 
. ' . d a onda sonora, e ' . - . , . 
sma1 eletnco correspon ente ª um ,, som ao usuano. Estao dispontvet.s 
• · formaçao como 
ao receptor, que transmite ª 111 . 1 A nrrada de áudio é normalmente urn , etroauncu ares. e principalmente nas proteses r fi 1. ado a um sistema externo (rádio, 
. a1 d onectado um 10 ig . , 
encaixe no qu po e ser c . l t ' os de amplificação). Os s1s temas de 
. - d · pessoais e co e IV . 
telev1sao, grava or, sistemas b, 'lizar a entrada de áud10 como fo rma 
freqüência modulada (FM) pode~. tam e_~ u~1 e a rótese auditiva rn. 
de conexão entre o receptor de rad10 frequenc1a p 
TIPOS DE PRÓTESES AUDITIVAS I • 
A seleção do tipo da prótese deve ser sempr~ ~aseada ~m ~atores f1S1~0s_ e 
audiológicos. Os fatores audiológicos incluem: caractenst1cas ,ª~atom1cas d_o p~v11~ao 
auricular e meato acústico externo, destreza manual do usuano e contra-md1caçoes 
médicas para a oclusão do meato acústico externo. Os fatores audiológicos são: a 
configuração audiométrica, o grau da perda auditiva e necessidades especiais do futuro 
usuário da prótese auditiva OJ _ 
Temos recomendado hoje em dia, as próteses auditivas adaptadas atrás do 
pavilhão auricular, as intra-aurais e as convencionais do tipo caixa, sendo estas ülcimas 
menos adaptadas atualmente, devido ao tamanho e à disponibilidade de próteses 
retroauriculares de maior potência e compatíveis com as outras. 
A utili zação das próteses auditivas adaptadas na o relha, como as 
retroauriculares e as intra-aurais (intra-auriculares, intracanais ou peri-timpânicas) , 
apresentam como vantagem proporcionar ao paciente o caminho natural da audição, 
que é a passagem do som pelo pavilhão auricular e o meato acústico externo, e 
~uanto mais perto destes estiver o microfone da prótese, mais próxi mo será da condição 
1deal. Além diss~, n~s permite a melhora do efeito estético, melhora do ganho acús ti co 
e aumento da dJrec1onalidade do som. 
--
~ 11·,,v I lfrrw.1111 Íl 111.11 <~ ,1q11Cl.1 c· 111 q11 c todo, w ; < orr1po11C·ntc<, Pn•H•.,c 1,1 u • 
1 1 1 11 lrn ti l 11111 , d, · 11111.1 l ,t1 x. 1, , · 111 (01111 ,110 dl' vf1g 11l ~1 Cjll <..'. i;c , c, r. ,n cH ·~ 1 , 
1 11 1111 H' ) I ll t i 1 11111 < 1,1 11 ;\ .il w 11111 .1 ci o llll< 10(011 (' loca l11.:1 ..,,. 11 ,1 part e , 1 n p ,l\ t • t , , 
1,,,1 .1 ,111,1 ., l li ll 111 1,11 ( Il i 10 1111 .1 de· 1r.i 1t < l1e , (1 1,111 < 11 0 de 1iom) , (_ ()flf(JrflJ () 
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, , , 1111' ' , 
1 
•1,H ) Pndcn 1 ·"e ' :1<.b pt adas a graus de per( a, dcw <.: leve~ até 1 lJ \ (fl. ll (. \ (. . 
11h' 11 1' · 1. • • , . , . ·r 1, ( 'u.ullo menor o aparelho e mais interno no meato acÚ\tJco j 'I 11. i lllll'll ll S(. (. •. . ...(_ • - / . d lh 1 1· -
·1, 1, ~ . . , • i O ·inr()vci t;1mc11to das fun çocs acust1 cas a ore a, oca 1zaçao do \ kl fH) , 111.lllH Stl , _ ' f . .., Jh 
' , 
1
- . , i . /rcnüênetas altas. Conforme o esp aço que ocupam na ore a 
l · 1 ' ll ,l,~(. l ,L'-i , )ll ~ ' . d d . d . . j 
, 1. .
111 1
, prórcses ~wditivas intra -aura1s po em ser enomrn a as tntra-aun cu ar 
( \ t 1.'l •. • ~ • al EstJs ültimas , são as preferidas· pelos usuários em virtude de sua 
,u I n r r.1 l d n . . • ; ( ,. . / . (2) 
. . , 11 icncia e aparenc1a es te oca . 
~ll fl \t l d , · Prótese Auditiva Intra-auricular: é aque a que ocu_p_a _pa!Je o meato 3-:c~t_!_CO 
O e a concha do pavilhão auricular de forma comnleta ou incomplet~ ipo exrern / - - _____... ~ c.::r _,,,..______ - -
~.-oncha ou meia-concha). Podem ser adaptadas para usuários portadores até perdas 
dicivas moderad~te severas ( t ,
3l , São as próteses que possibilitam maior ganho au _ ____ .,.o ---
acusrico, versatilidade, circÚitos mais complexos, possibilidade de uso de ventilação 
"--- ... ' ,,.._,,,.. \,._./' /. ,, '.....-"-./' 
e maior número de controles internos. Proporcionam maior segurança na adaptação 
e minimiza a ocorrência de re~imentação acústica (l ). 
Prótese Auditiva Intracanal: é aquela que ocupa apenas o meato acústico 
externo da__g relh~~- Podem ser sub-divididas em ~nãÍ(Figu~ e 
micro-canal (Figura 2) que ocupa apenas a porção mais profunda do meato acústico 
exrerno e terminam próximo da membrana timpânica) . Em função do seu tamanho 
e localização, não possuem a versatilidade de controles e ajustes e tem maior limitação 
de g~ho ac0 t~ do _q3e 3s a~~h~s ~ tra~~2l. Suas in~~ 
do npy, do _grau da perda (até modera&s) e das dimensões meato acústico externo 
do-usu{rio (1 ( ,,,...._ ' ,, ~ \._-/"' -...,/'---- ----- .._.....,_ r-,,. " .- .,/'\_ ~ ~ "' ..... --------
--- ✓ - .,.,,.,,.. 
Pacientes com problemas de destreza manual podem ter dificuldades 
tanto em inserir e remover es tes aparelhos , quanto em manipular o controle de 
volu me e as pilhas (2Jl_ 
1 
, . Prótese Auditiva Convencional: é aquela em que todos os componentes 
e erron1cos es tão lo 1 · d . 1 
1 
ca 12a os em uma ca1xa, gera mente presa na roupa do usuário na 
atura do peito (3J E . d . · sta caixa conecta-se através de um fio a um receptor externo (fora 
a caixa da prótese) l , I d tip d' , 0 qua e acop a o à orelha através de um molde auricular do 
o nero Podem ·1· d 
rece · ser un lZa os um ou dois receptores. Quando se utilizam dois 
ptores conectad Ih tem-se . os ao apare o por um fio duplo ( um para cada orelha do usuário) 
o tipo de ad - d . 
aptaçao enommada pseudo-binaural. Apenas a adaptação de 
21 
pnH csc·s ,llld11 " '•" 11Hlqw1uk111 r1 cttl, ,l,l.l t1l1t •1 ti ." d11 ,1> nrd lws proporciona a :t<h 
l ,l\ ,h' 
1
·rnl.i,\n1 ,111H't1l1 l,111 ,1111 .d 1-.l.1 , ll' iTI ., v, 11 1ia114r111 de 1crctn incno r ri ,1<.o de r, .. J1 
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1 
,,·nd,, I"" i11' "li lt ,,1d,(\. li, ,11 i, !11 i "' i "i.1 . ,q, wl, ., ',,.1 i vid ""~ 1w r1 ;iJorc, <l c pcrd;: 
.n1,ltl11'.1, l'"'l11rnl.1., \ 11 ,1 1, •111.1111 .1 dr nl111 •111,1" ,lo 1•,.111110 '" 11 .rnco nccc%ário sern .· 
'"''ll ~t1<1 ,1 ,h- 10\111\<'tti.1
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,,1b1lid.1dc ,k u11ii , .11· 11111 rn·q1 lill' pM via ;1érc:1 corno, por exemplo , n,, ., <-a " 
\ 
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"' ,m,·>1 ,t d,, nu-.u,, .,n'
1
s11 cil ex terno , 11 « auscnc1a e o pavl ao aun rnlar ou _' 
11111
1
,,,s1bilid.1d<' ,k ,Klus:io do 111ea10 acústi co ex terno na presença <le pr<Jhl . na 
Ctna, 
dc\111,-0, Je orelha média '' 
11
• · 
_ _ A prótese audiuva_ co~vencional ou caixa é sugerida no caso de rnal. 
tMmaçoes. pacrenres com hmrtaçoes motoras, comprorneurnentos neurológicos 
(F
. , ent~ 
ourros 1gura 2) 
; 
' 
' 
Figura 2 Ti o , 
. P s de proteses auditivas 
l. Almeida K f , . K , onoMCM p , 
2 º~f'"'. 1998. p. 161 -76 . rnteseaudiri,a . 1 n, F,ora S F d · me1da K. o · · un ame:n~co;s~e;m~t:;- ~~;-k~=~;--:--:=---------
São Paulo· R pmccsso de seleção ead- - • o n oaud ,o I ogia;aod ioloo. . . 3 M · oa;a; 1997. p 46
3 96 
apuçao de ap,.-clh d "'ª· Rio de Janeiro, G uan,bl<' 
McJ ºreg~rto IH, Almeida K- 1 ;·. , os e ampliticação so nora. ln · Lo . c· 1h 
· roreses d. · · ono MCM e - P'"' o OC -1, d d · · 
4. lório MCM. au invas fundamenl , .' aracterfsricas fís' · rata o e fonoaud1ologll 
p. 4 3 7-6 , Meoegorro IH os teoncos eap I ic - , icase elct roacúst ic d - , 2. . Apaccl hos Audi ri,os i'\.º~ cl' nicas. São Pau I o· L as. - as pro reses aud n i ,as. 1 n; AI me ida K [ó rio 
. n. opes Fi lho OC T -_ orne; 1997. p.47-74. , 
. ratado de fo noaudi 1 . - ,., 0 ogia. Sao Pa ulo: Rocca; J 99 · 
---------Capítulo 111 
MOLDES E PRÉ-MOLDAGEM 
Hli.w,h,,,", N11di11i 
~lt)ldr e tltll; l (K\·;1 que sr 111 sc 1c I IO tn e;110 aCÚ\ ll <..o <·xtr·rr, r f l 1 i\ · J ;1 )ífr ;t(J~ 
i"·"hi.tlmcn te, qllc tem por objetivo Gl nal izar o som reproc.l uzido pda fJT/iter.,t l (l\ i , . l 
1 . , ur.l\'Ó <. o meato acu~t tco externo até a cançar a membrana tJrnp~n ,,, , 
'lll.11(1\ ,\' . ....,J 
·' --\s pri ncipais funções do 1nolde são (3.7 9): 
. lio-ar acusticamente a prótese ao ouvido do usuário · 
V ' 
. prover uma vedação acústica satisfatória; 
. reter a prótese no pavilhão auditivo; 
. modificar acusticamente o sinal produzido pela prótese; 
. ser confortável para uso por um longo período de tempo; 
. ser esteticamente aceitável pelo paciente; 
. ser facilmente manuseado pelo paciente. 
O sucesso da adaptação de uma prótese auditiva dep~ de essencialmente 
de rrês parâmetros: ganho,_saída e r~spo~t~_4e fregüê!!_cia. Et~ parâmetros são re~adQs 
elecronicamente através de controles internos na p~ótese ( como: grave, agudo, saída, 
ganho, compressão, entre outros) e, acusticâmente através de m-99ifica~ no ~da 
prótese, no tubo pJ~tim do molde e no próprio molde, como no caso das próteses intra-
aurais, cuja cápsula (molde) é a própria prótese. A escolha do molde deve atender às 
necessidades audiológicas do paciente, para garantir pleno benefício da amplificação (3.7.Sl. 
Antes de in~çiar um processo de moldag_em da_Qrelh-ª exter11a do paciente, 
é necessário conhecer a anatomia da !Ilesma, assim col!lo a terminologia utilizada 
para os principais pontos anatômicos (9). t 
Além disso, deve-se conhecer também o meato acústico externo (MAE), o 
qual é formado de pele, cartilagem, músculos e osso. 
IMPRESSÃO DO OUVIDO/MOLDAGEM 
" Para tirar uma impressão, é extrernamente itnportante examinJr O ?avilh~o 
e O meato acústico externo através do uso de um otoscópio (Figura 1 ). Esra inspeçao 
fo rnece a (') r d ' - --. é ,., b ac1·ente (3.7). 0 a 10noau 1ólogo(a) importantes 1nrormaçoes so re O P · 
· 
0 t4ffianho da i1npressão a ser tomada; 
· 
0 comprimento, direção e diâmetro do MAE; 
· a forma e o contorno do MAE; 
· ª presença de qualquer problema que possa impedir a moldagem. 
11 
. .1 )I () 0 11 H ,t l o , H 11 , t IC o c.x l t' I n< 1 d,· , 11 r I I l) , · ·11,1 111L o 111 n(1 !o 'i lll N i,1t1r, 
.11.1111 ., j l l li o tllri l llLtr p ,11,1 u rn a o U \ <> d<' ir 
.,du\{\) , \ Cu ll l\ L' lhLI se j1ll'\ ,ll' o 1u vt l ,ll ~ (l'l) Lir,r, 
. l ' l 1 1· 1relha p.ir,1 1.1 rxo . d\.'\'l' St.' pu \ ,ll n o nt O l ,, \ . . , . , l , s nroblcrnas qu e podem 1rnp . j 
\ k 1denul1Gt1 .1 g lll , r U1r , 
. tnspc~-~10 pol ld . É aconselhável encaminhar o pac iente a ... 
• • J · _ . . - , -- 1e mo a0 em. . u 
p1c1uu1u1 o p10ccsso L O ':lva liação mais detalhada e posterior reu 
médil'o otorrinolari ngologista par3_u~a L - ( {.<J ). >rr 
61 ma ts impo rtan res sao · FLlLl moldagem. Os pro emas . . , . 
. deformidades como arresia, crescunento osseo, 
. patologias como rumores, verrugas ; , 
. • - resença de fl uido, drenos, vermelhidão ci, 
. infecções como 1rntaçoes, P 
~ 1AE ou membrana timpânica; 
l.d d d MAE como es tenose , MAE alargado ou alreradc . anorma 1 a es o 
ciruraicamenre, colabamento; . _ -
0 
. alteracóes na membrana timpânica como retração, d1stensao ou perfuração . 
. prese~ça de objetos estranhos; 
• cerume. 
Quando fo r necessária remoção do cerume através de lavagem, a ~ol~agem 
não deve ser feita no mesmo di a,_ uma vez que o meato pode es tar alterado 
(avermelhado ou inchado) (7l . 
A principal parte do profissionalismo em adaptação de pró tese audiriva é J 
forma como são tratados os pacientes. Deve-se sempre explicar-lhes os procedimenrns 
uma vez que as pessoas temem o desconhecido (1J.--9l _ 
É importante informar ao paciente que será ti rada uma impressão do seu ouvido 
com um material macio, que estará vedando o mesmo e que o material deverá permanecer 
por aproximadamente cinco a dez minutos para endurecimento. Também deve ser di ro 
que, se a impressão tirada não fi car perfeita, deverá ser feita uma segunda ou terceira 
impressão para assegurar o sucesso e confo rto da adaptação (7l_ 
Algumas crianças podem apresentar reação de choro , medo, hiperarividade 
ou problemas comportamentais. É importante pedir a cooperação dos pais no senrido 
?e segurar a criança, pois uma moldagem inadequada aca rretará diretamente no 
msucesso da adaptação da prótese. A instrução aos pais deve ser reforçada no sentido 
de que O processo é indolor, mas que a criança precisa ficar quieta. De prefe r2nCÍ.t-
1 lptll cl ,' 
1 ' " 1h'lllíl 
1 1 li (til ,c11 l l> lo t Pll l ,1 l , tht\ ,I :1po 1;1d .1 11 u p (' 11<, (k) ( JH·u ·•,•,:ír I<> rnrn;wir 1 '\ Cll I l 1' 1 ,, • • • ('1 
l\ t \ lflh'l1tl' l .0111 ,l ll l,111, .1, dcix.111do .1 111 ;111t1 .'>c;1r :1 lan1 c·rn ,1, c 111rcg;1ndr) Hw (J p, )~ 1 1 ' 1 " 1 J 1 " 
l l) 1n 11 c11 ti de nwld.tP<.'111 p,1ra qu e 1n11quc u ,mo mas'>a e< moe e ~r t' \ l •\ t'fl( l " l l • ' e, . . . 
P.u ,1 .1 nw ld .1gc 111 sc r.í 11< .. 'ccs.s~íno o segu 111 te m a tcn al : 
. nroscopro (j:í utili zado para inspecionar o m eato acústico externo) 
. l.rn rcrna (figura 2) 2 _,. 
bl k d d al d"' 7--·-.. ç _;---... ·-
. bloqueador ou oto oc - pe aço e go ao / ,. -~ -=,,..,;, •, .. \ 
~ll11JlTJdo a uma linha ou fio de nylon (Figura 3) ou , 7' ... ...: ~~~\.;,# \ 
uma espun:!!:ar;~;~::::t::i~~~e~:;;c~ para ' --r: \. ·---ff impressões de ouvido (no mercado, há vários tipos "\~ 
de massa para impressão, mas as mais utilizadas são à ·, ... :--... 
base de silicone, constituídas de duas massas que Figura 3 (com permissão da 
reagem entre si) (Figura 5). Microsonic) 
• Seringa ou pistola (Figura 6) 
Preferencialmente, o material deve ser 
arrumadoantecipadamente. Tenha as mãos limpas. 
A22s examinar o MAE, prepare o bloqueador de 
acordo com o tamanho do meato inspec10naêfo. O 
mesmo profissiona1 que inspecionou o MAE, deve 
preparar e introduzir o bloqueador, por já conhecer 
o formato do mesmo. Este deverá ser introduzido no 
1:1earo com o auxílio da lanterna até a segunda curva. 
Figura 4 (com permissão da 
Westone) 
E aconselhável , olhar com o otoscóQ.0 após_ a introdução para garantir que o 
bloqueador esteja fechando completamente o diâmetro do meato (FiguTas 7 e S) : 
Figura 5 M • 
· assa para impressão Figura 6. Seringa ou pistola 
25 
Figura 1 O. Misture a massa e 
coloque-a dentro da seringa. 
Figura 11. Pressione a massa 
dentro da seringa e reti re o inicio 
do material para eliminar as bolhas 
dear. 
Figura 12. Introduza a massa no 
meato, preenchendo-o 
l lq111 11 li 
J;:t'{ iJA 
,J/;_ h r ,t;:<{IZl!!JJ, 
j :; li l li I I<> J I li p O I f ; li I f < <.., 1 1 < e 1 1 JI 1 ;i r 
1 1 . , orrC' IU, poi i, ',C f() r , <,1,)/ ad r hoquc.i co r . . , J 11 1 
1 1 . menor o malcmd podera ultrr.1p-. b oqucac 0 1 ' . , ~1',: 
1 _ >. Jnembrana umpan, ca qu prr1v lo e e 1ega1 u _ , <;r;_ 
. a,., 0 negativa (sensaçao <le vacuo) , rorn;ir 1 uma press . . 11, 
difícil a remoção do matena1 e~durccido (hgu-
9) . Pode ser até nece~sário encammhar o paciente:i 
torrinolaringolog1sta. Um bloqueador rnair,. o . ,.., · e · (41 
ocasionará uma impressao 1mpene1ta . 
Os principais objetivos do bloqueador sãr; 
prevenir que O material de impressão não atinja . 
membrana cimpânica; dar segurança, quando o materiJ_ 
de impressão for introduzido no meato; assegurar urr 
completo corte transversal do meato O J ,9l. 
No caso de tomar a impressão de um meato 
que já tenha passado por uma cirurgia otológica. 
proteja cuidadosam.ente, tapando com pfugs para 
dentro da área aumentada cirurgicamente. Se 0 
material ainda mole da impressão fluir para dentro 
desta área, você pode não ser capaz de retirar a 
impressão depois de endurecida. Em tais casos, um 
médico deverá remover o material (3,9l. 
Se for utilizada uma seringa, ao preparar a 
mistura entre as massas (combinação de massa com 
catalisador) , evite o contato com outros objetos para 
não haver contaminações. Introduza a massa na 
seringa e coloque no meato do paciente até preciicher 
toda a concha. Muito cuidado deve ser tdmado com 
relação à pressão exercida na seringa, para que não 
ocorra a formação de pressão negativa dentro do 
meato, dificultando posteriormente a remoção da 
massa endurecida. Ao terminar a impressão, nunca 
achate ou alise com a palma da mão. Isto pode acarretar 
em deformações. Ao iniciar o processo de colocação 
Ili' 
( 1rn 11 j\t ll l l l',\ ,111 tl ,l 
\
\ ,,, 11( ll' 
l ",I ', . 
, 1 llllh 'l'll l l h.lP .\l' .t l lll ~llll.1 dtl( ' l. llll l' lll l' 110 
, , li I'• t, 
\ :· \ I J ':~\l l.l l (,) 
~\.- \' i',h-1i.:n t L' u~.1 r o dilos ou dcn taJ ur~t, 
,;ti ,1~u\.· ~'-- \k~ qu~· l'~ t l'J .. 1(m~ ~10 lugar enquanto 
, , 111 11, rl':-~.w. r srcs acesso nos podem ai terar a ll.1 n., ., 
~1 1 m.1 1.h) ~ t.\ E. 
Pcç-.i JG paciente para fa lar e mastigar 
,\Tt1t~ qut> o nurerial de irnpressão for in troduzido. 
lsrO-C..f'a.ra assegurar o uso de wn molde confortável, 
que n.ío se removerá quando os músculos do 
mJ..'\ilar comprimirem o meato acústico . Esta 
pr.1ri0 geralmente resulta em menos problemas de 
microfoniã (ftedback"r, fornecendo uma adapJação 
mais confortável c3.4."'.9). 
- -
Os movimentos de articulação temporo-
mandibular podem aumentar o diâmetro do MAE. 
Este aumento geralmente ocorre na parede anterior 
entre a primeira e a segunda curva. A diferença 
signifi cativa de tamanho do MAE que pode ser 
encontrada em alguns pacientes e que pode 
interferir no processo de adaptação da prótese 
auditiva '5 (Figura 17). 
Figura 17 Mod·t· -
• • 1 ,caçoes na f arma das próteses em 
dfferentes slu - . t I açoes de movimentação da articulação 
emporomandibular. Fonte: Pirzanski e Hosford-Dunn. 
: -masc~ndo chiclete (4.3 mm) 
C -mand1bula fechada (4.9 mm) 
- mandíbula aberta (5.7 mm) 
~ 1qur a 1'l f>r( •(JrJ',h;i 1ri1J,i ,.2 :ir,m 
(Jil cnnr.ha o hi'ilt1 rJ<1ltr,:Jrl,;1rr1,:r t,, 
Figura 14. Após o completo 
preenchimento, toque com o seu 
dedo delicadamente. 
Figura 15. Espere a massa 
endurecer e então retire a 
moldagem 
' Ili Ili 1 11 r ll l \ 1 ll 11 'd l j lll ',f / 111 1 /1 li I ' d11. 1• lllljll, " IH ' I' J1 1 Ili l11H ... , \ 11 1 111, , 
li 1 1 1i,1 1111 11111 ,11 11 1 111111111f l 11 d1 il 11 111 l · r, rc, 111 •• ,,,,, 11' 111 ,1 1111111 f 'li t 11 1 ' 1 ff ,I , 
1 11 11tl1 il1l ,11 •1 Ili t 11 11,1 '111 1111 r, l' '' ' /Hl ', llr, d, , ílllÍr1' 1<11 
111.11, 111q 11III 11111 q11 .111 t ' L IJ lf/11 
1 , , 11, I d111t ' lll t 111 1 ( . , .. ,, d,I'. 11111 11•1, , ., ,,11 , "' ( .,, ,., , ,,,,d, 1 / ., 
l 'lilli , 1 lf111 ,1 11111 l . 1,1 fll,IJr 1 I 1/ 1 1 1 \ 1,,, ,1, I 1 ,'{ 1110 , 11 ,1 n I""" IOIJ. 11 11! 11111 < < 11111 ,I p10 1,·1, , 1111, 1 li ,11,1111111 li li 1 ,. • ' , ,,, "' 
111) , , \1 1 ltt'lll 1 111 lllllSlt.1 1111 1. I j' ll'IIC ''I ( ' 11111 :1 (, II J, tl (1 J'< ) I . , f,, ,,, \ 111 1 , \ , , f~ 1 li ,1 J ( 
1 1 ( ") 1 1 1 • J )Ih\\( II .1 j'l(l[, '.\\ 1\ lll l1l 1 ,111 ,1 (( 
1~, illlll'l1d 1 ·" ' 1. 111tlh· 111 1Jt1 l' sq .1 lc11.1 ;1 1111p1 rc..<i,10 de 1n~11,dfl,,,/ I \ ll • . • . ,l,J1t•tf 
1
) 11111 •1111 '-l 11111d,l hn1 1vn 11111 dcs lm·;1111c111 11 s1g111ÍKa n1c· da mandíh11 J,1 1 ~ !'' llll l . l · , . · ' 111~,n,, 
\ll ,t rni)\ ,n,cnr.1,·,ll), forc:lll 1~ h~n v.1das mudanças .110 ~/\}~ dura~ te a lll lip<'ção do tn<: 'l rricr. 
1) i.1 11~u.ll'll) dr 1~ró tc.sl~ rdenr prohlern~s de ,_rncrofon,a ou d1fic11ldadc\ de adaptaçã,; 
n-1.Kt<rn,idos .) .lrl ,cula,-;10 tcmporomand1bL~ar, o ~11olde escapa o~ escorrega para Fora d,J 
t)u,·ido. <) paciente relara uma perda de amplificaçao quando movimenta a mandíbula ·r, 
Após a remoção da massa, é importante olhar novamente o MAE corn 
h . 1 ÍJ ()rnscop10 para garantir que não ficou nen um matena no mesmo. 
Talvez uma das partes mais difíceis é fazer uma auto-crítica para avaliar 
moldagem feita. Mas esta é essencial, pois~uma boa impressão é o fator principal par: 
alcançar uma bem sucedida adaptação. E importante que o profissional critique 
· - l e d ·' l 1 borato'r1·0 (1.3,7,s,9J ª 1mpressao que e e 1ez, antes e envia- a para o a . 
Os principais pontos a serem avaliados são: se a impressão está uniforme e 
completa; se o canal é suficientemente longo para mostrar o início da segunda curva· 
) 
se a porção da helix está claramente definida na impressão; se o tragus está claramente 
definido, para auxiliar no momento do corte para confecção, principalmente de 
próteses intra-aurais; se a concha está completa; se há marcas de solda (causadas pelo 
material de impressão que secou muito rapidamente); se estão todas as depressões da 
concha preenchidas e não pressionadas demais contra a 1nesma. 
Atenção especial deve ser dada para o diâmetro e comprimento do canal da 
'impressão, de acordo com o grau da perda auditiva do paciente (3J : 
· para perdas leves - o canal deve ser curto e alcançar a primeira curva do MAE; 
· para perdas moderadas- o canal deve ir além da primeira curva e o diâmetro 
deve ser capaz de acomodar opções acústicas que poderão ser necessárias; 
1 ', 
1 ' 
. ' • 1 
H II E ( L_ 
·-... \ _J.--
-· ._ 1 
,, 
, .... ~"-~ 
Figura 18 
Figura 19 
Fig~ra 18, 19 e 20. Diferentes posicioname t . . . 
auncular; ITC = intra-canal· CIC _ . n os das proteses aud1t1vas: ITE = intra-
, - micro-canal. Fonte: Dillon, 2001 _ 
Figura 20 
-
l), \t.t pl·1d .1., ,cvc1.1., l' p1 n l111 1< l.1 ., 11 l ,111;tl 1,odl· jJl <'l , ~-11 •. ·I 1 
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h 9ura 21 Moldagem correta. 
Figura 24. Canal "amassado". 
Figura 27. Moldagem enrugada 
Massa quebradiça. 
r-
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Figura 22. Moldagem 
incorreta, com tamanho do 
canal insuficiente. 
Figura 25. Moldagem 
totalmente destruída. Material 
não estava pronto para ser 
retirado do ouvido. 
Figura 28. Totalmente achatada. 
Transporte Impróprio. 
Figura 30. 
Falta de helix 
Figura 23. Moldagem com 
área do canal não preenchida 
corretamente. 
Figura 26. Moldagem com 
falta da porção da concha e 
hélix incompleto. 
Figura 29. Não preenchimento 
total do tragus. 
29 
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1 
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Figura 32. Molde em 
silicone 
Figura 33 
Figura 34 
Figura 35 
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D. regular - usado em protesc convene,J(Jíl;i1 treto ou .. 
• (de bolso) que atualmente é ra1~0. O mol?e é ligado a ~rr, 
. conectado à protese arraves de fio .Matenal 
receptor ex terno 
acrílico ou silicone (Figura 33) . 
Invisível simples - molde bastante utilizado, porque 
ele veda com eficiência o MAE na maioria das adaptações. 
deixando um espaço aberto na concha (o que o torna mais 
estético). Material: acrílico ou silicone (Figura 34). 
Invisível duplo ou esqueleto sem ou com helix - a 
duplicidade das hastes permite maior fixação e estabilidade. É 
similar ao molde concha, sendo removida a parte central. 
fornecendo melhor conforto e menor volun1e. Material: acrílico 
ou silicone. (Figura 35) 
Passarinho ou semi-esquele_to - alguns pacientes 
podem apresentar dificuldade na inserção do molde, devido à 
falta de habilidade manual ou tecido do ouvido endurecido em 
vários pontos da concha. Material: acrílico (Figura 36). 
Canal - este é feito removendo-se completamente J 
helix e a concha, deixando apenas a porção do canal. Ele é 
discreto e fácil de inserir, mas a retenção no MAE pode ser um 
problema devido ao movimento da mandíbula, possibi litando 
a microfonia. Pode ser adaptado em pacientes com um conduto 
longo e, preferencialmente com perdas auditi vas leves e 
moderadas. Material: acríli co ou silicone (Figura 37) 
Concha - es te é o molde mais livre de problemas. 
Este 1:1o1de é usado quando J ga rantia acústica é um fator 
essencial na realização de uma efetiva adaptação, particularmenre 
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,nk,,.ll.' , p,·1 lu1.1 , .t l1 "k mcmhr.111a timpânica, uso de tubos de 
\ ,·nu Li, .li' km pnt 1)h1c1 ivo impedir a entrada de água e 
\,llt.i,;t '\'~ d'-, prc:-~.w 1u membrana timpânica. Material: acrílico 
,,u ~ili \.\rnl' ~11 1.1 is utilizado) (Figura 40) . 
OPÇÕES ACÚSTICAS 
:\.s opções acústicas podem agir em três diferentes áreas 
de frcquencias . Nas freqüências baixas, a ventilação faz a 
diferença; nas freqüências médias são os atenuadores ou filtros 
e. nas freqüências altas, é o efeito corneta (Figura 41) (3.7,8). 
VENTILAÇÃO 
A ventilação tem por principais objetivos OJ ,7,3.9) : 
• reduzir a sensação de "ouvido tampado" causado 
pelo molde; 
•reduzira ressonância do som produzido pela prótese 
e pelo molde; 
• melhorar a clareza da fala; 
· permitir a entrada direta no MAE de sinais não 
amplificados; 
· permitir que a energia acústica de baixa freqüência 
"escape pelo molde". 
Existem alguns fatores que devem ser considerados 
para avaliar a necessidade da ventilação (JJ,Hl : 
· incômodo causado pelos "ruídos" ; 
· curva audiométrica; 
· exame timpanométrico; 
· caracte rísti cas da prótese . 
1 lfjl tr~J 'jh 
Figura 37 
Figura 38 
Figura 39 
Figura 40 
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20 500 1000 2000 3000 5000 1 OOOH1 
VENTILAÇÃO ATENUADOR EFEITO CORNETA 
Figura 41 Tipos de opções acústicas (Fonte: Microsonic) 
A ventilação pode ser de três formas: paralela, diagonal e externa: 1 - -< 9 
. Ventilação paralela - pode ser usada como um método efetivo para 
modificar os componentes de baixa freqüência, sem ter qualquer efeito na área de 
alta freqüência. Efeitos na resposta de freqüência são determinados pela localização 
diâmetro e comprimento da ventilação. O fonoaudiólogo pode solicitar um 
comprimento e diâmetro específicos. (Figura 42) 
. Ventilação diagonal- não é recomendada devido à influência na área de 
alta freqüência e introdução de problemas de microfonia. Em alguns casos, urna 
ventilação diagonal pode ser necessária devido ao tamanho físico restrito do canal 
do molde (Figura 43) 
. Ventilação externa - se a microfonia acústica ocorrer como resultado da 
ventilação tradicional, uma ventilação externa roma-se necessária ou no caso do MAE 
ser muito estreito, não sendo possível ser feira uma ventilação paralela (Figura 44) 
De um modo em geral, quanto maior o incômodo aos "ruídos ambienrais", 
maior a ventilação. E quanto maior a ventilação, maior a filtragem de freqüências graves 
e maior o risco de ocorrer a microfonia, devido ao retomo do sinal ao microfone. 
Figura 42 Figura 43 Figura 44 
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)r(, ,L. t1.' rh11) on,-.w co m ou se m fi ltro . !'" . . t . 
EFEITO CORNETA 
Em Acustica , sabe-se que um tubo em forma de corneta enfatizará o sinal 
de .lÜJ freqüência que passa através dele. O inverso também é verdade: o estreitamento 
no finJ.l do tubo reduzirá os componentes de alta freqüência 0 ,3l _ 
Geralmente, chama-se de efeito corneta quando o final do tubo do canal do 
molde é aberto em forma de sino, produzi~do um aumento da am-plificação de alta 
freqüência, dependente da resposta ~m freqüência da prótese auditiva. O efeito corneta 
caracteriza-se pelo aumento gradual do diâmetro interno do tubo, começando em 
rorno de 1,96 mm e terminando em 4 mm (3l_ 
Há dois tipos de tubos mais conhecidos já prontos, q_!Je_ prnduzem o efeito 
______ ,, cornetaOJ.7,3,9l : - --
. Libby Horn - é um tubo plástico_que apresenta o diâmetro 
de 2 mm no ponto em que se conecta à prótese e vai aumentando até 
ch~_gar aos 4 mm, na saída do som para o ouvido do paciente (Figura 
46) . Às vezes, sua troca torna-se trabalhosa. 
- --
. Bakke Horn - é um pequeno gancho, feito de plástico, 
em forma de cotovelo, que deve ser adaptado ao molde no mo-men-
Figura46 to de sua confecção (Figura 47) . A troca do tubo torna-se mais fácil, 
~igura 47 
pois, basta retirá-lo da ponta do Bakke-Horn. 
ACONSELHAMENTO E CUIDADOS 
COMO MOLDE 
O processo de adaptação de uma prótese auditiva é muito 
importan te, assim como, a colocação correta da prótese no ouvido. 
É importante forn ecer aos usuários informações sobre o molde e os 
cuidados necessários com es te. O primeiro ponto é a correta inser-
33 
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l\ l( l llll llll lll(C~ de l l'U) lll'Ll cl lo ;J p n >ll'Sl' ; 
.lo l'l\. OllL'Ct.lr o molde à prótese, deve-se observar que o tubo náo fiy uc t<Jrc,. 
limpc1a do tubo plás tico diariamente, uma vez gue_ ~ cerum e pode entrar 
e bloqucJr a saída do som. Para retirar o cerume, pode ser unlizada uma agulha; 
... · troca do tubo plás tico a cada seis meses, em média, pois com O tempo va. 
hcJndo amarelado, pode rachar e torna-se menos flexível; 
· retirada de gotículas de água que possam se formar dentro do tubo plástic<. 
devido ao calor ou ao suor. Pode ser utilizada uma bombinha especial. 
A necessidade de confeccionar um novo molde está relacionada aos fatores· 
· se o molde estiver machucando, pequeno, dando alergias ou por qualquer 
motivo que esteja prejudicando a boa adaptação da prótese; 
· no caso de crianças, devido ao crescimento geral, o molde deve ser avaliado 
constantemente, verificando se está pequeno, se precisa de alguma modificação ou 
substituição; 
· no caso de adultos, devido à acomodação do molde, pode "alargar" um 
pouco o ouvido e o molde tornar-se folgado; 
· os limiares auditivos do paciente sofreram alteração ; 
· um novo tipo de molde promete uma melhora na amplificação;. 
· o molde está "velho" devido ao tempo de uso; 
• o molde está danificado. 
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2000. ,igrni e mo e e~ - puhl icaçao interna. S5o Paulo: Centro Auditivo Oro-Sonic/Bernafon: 
H. T aguchi ( :K, Almeida K. Molcb aurícula . . . j _ 
e d .· . . rc:5. consit craçoe5cs1rururaiseac' · .. I · ] ' · . .. iu n amenim ttoncos & aplicaçoes clín icas Sáo P·1u lo· 1 . . us11 c,ts. n . ono MCM, Alme,cla K. Próteses audmvas: 
9 Valt:n te M .. VaknteM /( J:nrie rroJ , La ro;;KM"E . ,0~1-sc; 199 5. p.75-9! 
()puom anJ l1m11 a1. 2 . i S . y . , . . arhooks , tub111g, earmolds a d h li I . " 1 . . d 
( , 1 
. . iom. c:u . an Diego: J hieme· 2002 21 á 73 
11 5 e s. n • va ente M. Heanng aids: sundar s 
1 J , orga n R. / hc an 0 ( . • C I , ' · P· 1- · W< ston c. o orado: Spring; 199') . 
Capítulc> IV 
COMPRESSÃO: 
DEFINIÇÃO, CARACTERISTICAS 
E APLICAÇÕES CLINICAS 
,\~111drt1 Rrg111,1 rlt> Siq11rir,1 llr11y/1 
l) tlh hJ, \()llhl .1 Sl' ll .\ 1hd1d.1d r a11diti v.1 se ap1 csc r11 ~1 p r1 1a difnnit c<, nível', 
,t 11 \h' ll ,\l\Lhk S\)th)l.l cm indivíduos c 111<.lidaLos ao 11 so de prótc<.c~ auditiva<. é um 
tln f)\' I t.111! 1.' ,t.\pccto .1 ser cnnsrd crado para casos de adaptaçáo ao uso de amplift ca~ão, 
l )e .1cnnfo com a experiência clínica pode-se dizer que uma das maiore'> 
1..p ttT\ ,1S qw: t) usu.irio de próteses auditivas apresenta durante seu uso é o desconforto 
.1ud1li\'o fre nte a sons de forte intensidade (ruído de tráfego, motores de caminhões, 
n11 Jns .rn1bienrais em geral, vozes mais fortes) . 
Mas porquê o usuário de MSI sente desconforto auditivo? 
O sistema auditivo normal possui compressores naturais que entram em 
funciona mento quando sons de intensidades diferentes são por ele captados, o que 
dá proteção para sons de forte intensidade chamado de compressor do músculo 
estapédio ou reflexo estapediano e o compressor coclear ou da membrana basilar, 
que permite uma melhor percepção dos sons da fala, uma área de compressão mais 
ampla (para níveis de intensidade de 40 a 90 dBNPS (Gl fornecendo uma maior ganho 
para sons fracos e menor para sons fortes, garantindo assim um conforto e audibilidade 
para todos os sons. 
Quando existe uma lesão codear e de células ciliadas externas e internas, além 
dos compressores não exercerem suas funções de forma eficaz, a comunicação com o 
cérebro poderá estar comprometida e poderá existir uma alteração na sensação da 
imensidade, propiciando o aparecimento de sinais de hipersensibilidade auditiva para 
sons que não são fortes o suficientepara provocar este tipo de sensação (Figura 1) . 
1 DEFICI ENTE 
Figura 1 . Diferença entre as 
percepções de intensidade 
para um indivíduo com 
audição normal à esquerda e 
de um indivíduo com perda 
auditiva à direita. (Fonte: 
cedido por Philipsâ e 
Beltoneâ) 
35 
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1'.u.i ,1 () hf l' ll(,W Jos 111111 :urs de desconforto r / 1· 
oc emos ut, izar c:\t ' 
t.1LL h'n., purn~. cons modulados, ruído de banda cs treit 1 b irn lllr,\ r/, 
, . 1 . l , 1 ~ . . . a ou e e anda br, 
--~ r,mu (),, <- .1 Lt ,1 lt rn ,,rdn usados, po1s representam as c- ·t - d ·d g;,i, (J-
- . . .~, uaçoes a vi a real · d 
tt..1rnu . <.) tom purn fornece mformação por freqüênci d d .' t 0utr1 
- . J, .. r . • a, po en o ser relacwnadr) .. 
dlf\ ,1~ ut sa1da máxima dos AASis. A determmação dos ní · d 'd , . ª 
, , . . . veis e sa1 a max1ma é d 
t \ tremJ 1mporrancia, pois, por meto destes procedimento h' - ( 
, . -~ -· . . . . a uma prevençao com,-
-¾ l)U) I rt ll L 1:1 de uma perda adic10nal de audição causada pelo a m d , . d 
- u ento os nive1s d 
pressao sonora, causando desconforto auditivo durante O uso da ampl 'fi - r e 
• • 1 Kaçao, Iato 
e_ç te que torna de extrema 1mportânc1a a pesquisa do limiar de desconr 
·1· · , , . rnno para 
a tü:1 1ar no a1uste da sa1da maxima do aparelho (3)_ 
O lin1iar de desconforto fornece dois dados importantes: 0 primeir 
determina a existência de recrutamento e, desta forma, apresenta a função dº; 
diagnóstico diferencial, sugerindo que tanto na audição normal como em lesões 
cocleares, o limiar de desconforto é similar; o segundo, determina o limite máximo 
em que a saída acústica do AASI deve ser ajustada (4)_ 
Na tentativa de solucionar estes problemas, foi criado um sistema que pudesse 
diminuir a amplificação fornecida pelos amplificadores existentes nas próteses auditivas 
para determinados níveis de intensidade, o qual foi denominada compressão. O 
termo compressão pode ser definido como alteração automática do ganho a partir de 
um nível de intensidade de entrada, de forma a evitar um nível de saída muiro 
intenso. Estes sistemas foram desenvolvidos para proporcionarem um maior conforro 
auditivo, durante o uso da prótese auditiva, evitando que, com a amplificação, 
determinados sons de intensidades mais fortes se tornem desconfortáveis r5l. 
Os sistemas de amplificação disponíveis nas próteses auditivas existenres no 
mercado são classificadas como ·lineares e não-lineares. 
A amplificação linear existe quando, para qualquer aumento na intensidade 
dos sinais acústicos que são captados pelo microfone do AASI (níveis _de e~rra~a), 
ocorrerá um aumento igual na saída. Nos sistemas que apresentam ampl1ficaçao 0ªº: 
1. · c. d e. - d · - d ' · d t da Quando ha mear, a amplrncação mu a em rnnçao a vanaçao os n1ve1s e en ra · 
o acionamento da compressão, um aumento na entrada não resul ta em um aumento 
igual na saída. A amplificação par:i os sinais acústicos de entrada ~cima ,?~ ~m 
determinado nível de intensidade pré-estabelecido pelo sistema (denomrnado limiar 
• 
tk ll, 111p1t·-.~.1d" 1111 " p () l\ l o dr )t ll' ll1 n") t 111 1·11 rn ci o cpw :1q 11 l·lc:,1i ;1h ,11 xo des te. Des ta 
IMrn ,1. n 1t· ~,~1rn1.1 llH l li ,1111 ,1d1 ), inil i. tl111 l' 111 1•, dl' t o111rolc automático de ganho ir,J . 
l2 11 .1111 n \, l .11.11 t t·11.\111 .l.\ dn,i, !. i11 1 <·111 ,1, d<' , ()J 11p rrss:10, <'h~ pod('. rn ser csráticas 
n11 dm.1n111 .1~ 
\ ~ l ,11 ,1111·11:-- 11, ,1., n, d 11 l .i .-. ,n111p1 (·r 1l( lv111 : 
/ l imi.11 tk nHHIHl 's.11.10 , 1;1111hl<111 r 11 u 11111 ;1d o ( ' Ili a h rc vi ;111 w t'> <,orno 
( ; •111p1r,,1c,,: A 11t'r'fr>lllf l ( 'k) l HI · l 'h 1\·shuld I< ll l'<.'pni 111 (' l 'K), sendo n 11ívd de intensidade 
~1)1\lH,l l\lh' 11.\ jl l\ )\ \W, 11 u111 ,1 rnh 1, .10 de g:1 nl 1u p;Ha sinais que es tejam ací rn ;1 J cw .: va lor, 
I'"'' n\. .H1th1 ,1ssull urn,t .1ltl' t~1\·ao no s1s1c111a de amplificação da prótese audi tiva, acionando 
1...ksu t~H·m .1 ,1 comprcssfto. Para sinais abaixo do limiar de compressão, o ganho é linear, 
,H1 scj.1, igu.il p;u-;1 rodos os níveis Je entrada (?l(Figura 2) 
2. Razão de compressão (CR) , define indiretamente, o quan to o ganho 
dim111u1 durante o estágio da compressão. A área em que a amplificação permanece 
em compressão é denominada de área de compressão (7) . 
As características dinâmicas são: 
1. Tempos de ataque (AT) . É o tempo que leva para o circuito de compressão 
responder às alterações de intensidade de entrada, reduzindo o ganho do MSI quando 
esta aumenta e ultrapassa o limiar de compressão estabelecido (G) (Figura 3) . 
2. Tempo de recuperação (RT) . O tempo de recuperação é o tempo que 0 
sistema leva para reagir à diminuição do sinal de entrada, voltando a gerar o ganho 
estabelecido antes da compressão ser ativada (7)_ 
fhili i:» Hori1,s ln>TI"\tme~ 
1> w:m1:3 
~ 
Figura 3. Esquema mostra o momento de 
acionamento da compressão (tempo de ataque -
"attack time"e o momento em que a compressão é 
desativada (tempo de recuperação- "re/ease time') !5)_ 
Figura 2. Área de amplificação linear à 
esquerda da linha diagonal até a sua 
quebra (limiar de compressão) e a área 
de compressão à direita da linha 
diagonal. (Fonte: cedido por Philipsâ e 
Beltoneâ.) 
L_ _____________ ___, 
37 
l ,uu l' ,, lll\'' te..< nolugtl.,, q1t,' vc: 111 Ol.Ot 't c..· ndo <..01n as pr<'>tcscs auditivas 
l ''"''- H ,d 1 ""' 1 ,,olu,.u, dn, s1su.111.,--. d1.. c..0111p1 (·s•,.10 p1 é cxi<; tcntcs nos circuitcj' 
1..kll\ll\l,,,, d,,ponht ,, lH' 11,c..1l.,du, l ujn ,,hj1.:1iv11 c...· 1 . 1 &<: 111rnc <'> de tentar simular: 
'""- ll 'H I n 1, n\\, d,,~ , , H ,, pt '-- ,,n, < s "·' t, 11 . , is q li <.' j.í 11 , 1(, d csc111 p en hé"1va rn suas funções 
• 1 
I''-"'- "-\ll' <..,llutu1,\, tt.,p\'11\~,\vc..." l':-.l,\11..'111, u1np101111..lida~» 
t ), ,,,h n,.,, c..h. c..01np1css.10 s.10 dilc1c11dados qua11to ~•o tipo, ternpo de 
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d ... , p h.. H. l\h..', J•' qu\..' c~ta pode.- l.'Sta1· rdac..:ionada ~l obtenção, ou não, de uma boa 
qu ,hd.Hk sonot,l.. 
A.. \..'On1pn:ss.10 é un1 dos recursos mais complexos de serem ajustados, bern 
.... on'lll ~u.1s .._ .ua ... ·tcrísticas (\itniar e razão de compressão, tempo de ataque e 
r~Luper.a's·.10), sendo estas primordiais para uma boa adaptação de uso por parte do 
p<h...tente. E i1nportante salientar que estes ajustes têm, conforme disponibilidade do 
AA.Sl. un1a variedadede escolha considerável e que estes são definidos de acordo 
-com as referências e queixas auditivas do paciente. 
Dentre os sistemas mais conhecidos podemos citar: 
· Cone de Picos ou "Peak Clipping' (ou PC), primeira das tentativas desenvolvidas 
cujo funcionamento era basicamente "cortar" os picos de intensidade sonora, sendo 
ren"lovida uma ou as duas extremidades do sinal quando este atinge, com a amplificação 
gerada, uma intensidade muito alta. Este sistema é ainda utilizado por AA.Sls que utilizam 
an1.plificação linear, com amplificador classe A, sendo um dos problemas ocasionados por 
este cone de picos uma distorção acústica percebida pelo usuário, podendo gerar também 
perda de informações sonoras, já que uma parte do sinal acústico pode ser perdida de 
acordo com a intensidade atingida. Este tipo de sistema tem sido pouco utilizado na 
atualidade, porém, pode ser utilizado em casos de perdas auditivas condutivas, sem 
recrutamento e ausência de desconforto auditivo. 
• Compressão de saída (ou AGC-0), cuja função é proteger contra a 
amplificação de sons de forte intensidade, estando seu sistema localizado após o 
controle de volume, não existindo alteração da saída quando o volume do AASI i 
aumentado, mas sim do ganho e do limiar de compressão (à medida que o volume 
aumenta, o limiar de compressão diminui). Suas carac·terísticas são limiares e razão 
de compressão altos com tempos de ataque e recuperação curtos. Este. tipo de 
compressão é indicado para indivíduos com área dinâmica de audição reduzida, para 
perdas sensório-neurais de grau severo a ,profu17-~o, sendo muito utilizado para crianç 
pelo fato de não haver altera!ão na sa1d~ m_~1ma _quan?o há aumento do volume, 
evitando riscos de uma amplificação preJud1c1al e 1ndev1da . 
. Compressão de entrada (ou AGC-1), tem co~o ~bjetivo melh~rar 
- 0 de sons de intensidade fraca· e moderada, sendo 1nd1cada para paciente cepça d . ºd d . d d e a 
robJemas de sensibilidade frente a so~s- e 1ntens1 a es vana as, e r'?rm d 
P · elhor reconhecin1ento aud1uvo. Ela é controlada pelo n1vel 
nt1r um m · . d d d 
ºd d t da pelo circuito antes da atuação do amplifica or, sen o que quan 
ns1 a e capa ' 
h.l .il 1r1.t,.10 dl) vr,lu m<:, .1 s.dd .1 e o g:rnlio sao ta rnhl<rn 111 odil1cado . ..,. ( )s limi ares e 
1,1 .t t' de lomp rrss,10 :1p1 csl' l\t.1111 v ;1l01Ts tn t·11orTs , U )lll 1cn1po.'i dl' ;naq11<: e recuperação 
, .li 1,1vc1s, podendo se r m ais Jt,11t n s 011 111 ai s Lltl'lo.'i . F.s1c t tpo de u ,111prcs~:10 é ind icado 
p.11.i imliv1d 11os rorn .i t\ '. I din,'\ 1111 t ., 111:1io1 l ' par. , p('1d:1.o., lcvt:1i a niodnad;i mcnt<.: -;cvcras 
do tiro scnsúnn- lH.' lll',tl l' Ili is1.1 
N., ll' l nol,lgi., digiul. l'Stl's s i . .., t <:1 11 ;1s de r o 111pt cs~ao f<,ra 111 dcs('nvolvi<los e 
1~~111 ~idl) .1pc1ki,·~udns prlos seus l:1hrica111 cs, s11rgi11do :1 p:irt11 d l' <, t ai. trlCJ ViJy<>CS um 
~,~, ,·m.1 dc1 HHnm.lllo de \V iril' f ~v11111111c N,1n,~r1 Co111p rr'JSÍon (Wf)N(,) que {_, um t tpo 
1.k "\Hlll)!'t 'SS,\O de cntl'~td:1, tendo co m o f'un ç;io promover 11ma maior ampl ifi u ,ç~o 
p.u.i sons de tn tc nsid~llk fraca, fórncccndn uma pequena ampliftcaç~ o para níveii, 
m.Hs fo rtes, rcncmdo dcst;1 forma substituir o compressor coclca r não mais presen te 
th)S dd1.ctcntes auditivos sensório-neurais (Figura 4) . A intenção deste tipo de circuito 
l.' oar<rnrir uma melhor qualidade sonora, um melhor índice de reconhecimento de 
::, 
faLl e umd tentativa de otimizar a percepção das diferenças de intensidade sonora. fu 
c,1r.lctensticas deste tipo de con1pressão são limiares e razão de compressão baixos, 
com tempos de ataque e recuperação variáveis. Pode ser indicado para indivíduos 
com recrutamento e que apresentem campo dinâmico reduzido . 
. 
.. 
m 
Figura 4. Gravura mostra como os tipos de compressão de sinal funcionam: o primeiro simboliza o som como é 
naturalmente sem estar sob o funcionamento da compressão; o segundo mostra o que acontece com o som 
quando o corte de picos é acionado; o terceiro mostra como funciona a limitação de saída suave (AGC I e O) e 
o último mostra o que acontece com o som quando está sob a compressão do tipo "WDRC" . (Fonte: cedido por 
Philipsâ e Beltoneâ.) 
Dentre os tipos de WDRC podemos citar: 
• Bass increase at low leveis (BILL), que caracteriza-se por apresentar maior 
amplificação para sons de intensidade fraca e m enor amplificação para sons de l i~te~ idade fone, somente em freqüências baixas (sons graves). Ele pode funcion;~ 
.und 1 1 ''"'º 11111 ., 1q111 ,,, 11 .1111,1 111 .111 < 1 1 dr 11ddo.., , J:Í q11 v :1111a 11a resposta J)ar·, 
. . • S<JI) , 
1~1 1, ,, ,,111ll 1·,1.,11 lnl . tl1 1.1d11, .1 111.1 1111 11.111 e· do.., 111fcl o .\ :1111h1 e 111 :11 s . S11as caractcri's l· ., 
• • IC;J; 
' ·"' l1n\\ .ttl, ,k "1 111p1 l'.\ , .111 h .11 ,," 1·111 , 11.1 .í 1(' :1 el e .1111 :1<1::111 , «>111 te mpos de a ta 
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1 IH) J 1 • 1 . 9LJe , 111_" ' " ,· ll 11\\'II,\ ,Ir l l'l lljH' t.1, .10 Ili.li .\ IIIIJ','' " , IH l(;t ( O pa ra pa c 1<.: ntes com 
,ldh llld.1dn ,lt- 1w1, l'j\ ,11' , p1,1l1l('(11:t., de · de · . .,< 011Íof'lo p:1r:1 , 011, g ravn ou qu e <.:s tcJ·a 
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lt \·qucnt(mc 1H c l'\ pnstn .1, uldn., c 111 s 11 .1 v 1, a< 1;1r1a . 
. ll't·l>!c 111cTtt1 \f' ,1f /011 1 lt' 11l'l1 ( /'!/,/,}, c 1r;1u niz;ido por <1 JJ1-c,c11tar rna· 
. . IOt 
.11npltl1l,l\,h) p.1r.1 "º"" de 111t c11 sidadc Ira ra e 111c11or ampl,fi ca\ão pa ra sons d 
IIHl't\.\lll.tdc.: ll)rll' s1 l11H·ntc cm frcqti cncias alt as (sons agudos) . Suas carac te rísti cas sã: 
, ,l\'1,l\TI.\ , scn,lo (llll' <' limiar de co tllpres.são é baixo. indicado para pe rdas com 
1..'()t1l1gu1.11.;jn pLrnc1 ou d escendente , que necessitem de maior gan ho na área da\ 
frl'qü<.~1K1Js .~ltas e para sons fracos, apresentando desconforto auditivo para sons 
.1gudos e fortes . 
L • Programmable increases t.U low leveis (PILL). Neste tipo de sistema é possível 
programar as características de funcionamento de faixas de freqüência diferentes. 
Neste caso, pode-se determinar as características da compressão (CK,CR,AT e RTJ 
de acordo com a área de freqüência limitada pelos ajustes disponíveis no software 
utilizado , podendo-se obter respostas diferentes, por exemplo, para urna área de 
freqüências altas e de freqüências médias, de acordo com a necessidade do indivíduo, 
otimizando, desta forma a amplificação desejada de acordo com a configuração do 
audiograma, podendo ser indicada para perda com configurações variadas. 
• Compressão Curvilínea, tipo de" WDRC': Apresenta razão de compressão 
que varia continuamente com o nível de pressão sonora de entrada, com tempos de 
ataque e recuperação variáveis . É indicada para indivíduos com perdas sensório-
neurais de grau leve a moderado. 
· Compressão Silábica. Tipo de compressão que se adapta às vanas 
intensidades sonoras captadas pelo circuito, estando praticamente todos os sons soh 
algum tipo de compressão. Suas características são limiares e razão de compress:io 
baixos com tempo de ataque e recuperação bem curtos. 
· Compressão Adaptativa, tipo de compressão que tem como caracrerísrica 
principal tempo de ataque rápido e fixo e tempo de recuperação variável de acordo 
com a intensidade do som de entrada. Para sons repentinos e intensos, o RT é curro 
e para sons de entrada de maior duração , ele é mais longo. . 
Quanto á área de atuação , os sistemas podem ser monocanais ou mulricanais. 
No monocanal, as características da compressão serão as mesmas para roda a faixa ~r 
freqüência, sem distinção. Já nos sistemas mu ltic.rnai.s, as características de compressJ_t' 
podem ser diferentes em cada faixa de freqüência, conforme O número de can:i
11 
di~p oníveis em cada circuito , sendo programadas de acordo com as n ecessidades de 
cada indivíduo . 
U . l · · s Jr m outro upo e e compn:-ssor encontr3.do nos circuitos eletrônico-. 
1 
1 . d . . 1 <l <l , , . i t I y( recno og1a 1g1ta o m erca o L'. o ch3.mado de expansão. O objetivo deste e 1sp05 
é reduzir o ganho para sons de níveis fracos que são irrelevantes para o recon heci-
rncnro de fala. sem compromcrcr de form~1 significante as necessidades de audibilidade 
p .lLl sons de fala mais fracos . () cxpansor at 11a , por exemplo , no fun cionamento dos 
microfones. que grr,dmcntc produzem um ruí<lo J c somente 20 dB NPS e, com o 
aumento do g~nho da prótese au<litiva, es te é am plifica<lo , podendo , des ta forma, 
cmsar dcsL'onforto aos seus usuáriosm. Este recurso pode ser também denominado 
pelos fahnL' .u: tcs de su_!_Jt-esso_r_cs_J_e_1_·u_í_d_o_s_s_u_a_v_e_s. _________ _ 
-1 ~"' kr FP \ nll't hod for 1hr c<1rly dc1 cct ion of OIOsckrosis. Arch Otolaryngology l 936,24 :73 1-41 . 
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• $1! 
Capítulo V 
REGRAS DE GANHO E RESPOSTA 
DE FREQÜ~NCIAS 
( ;,sele Mu11hóes dos Santos Ferrari 
lNTR()DUÇÃO 
A adaptação de próteses auditivas pressupõe um ganho por freqüência adequado 
à perda auditiva de cada paciente, ou seja, a prótese deverá ser capaz de amplificar os sons 
para que a "fala'' se torne audível e, ao mesmo tempo, deverá evitar que determinados 
sons sejatn super amplificados a ponto de se tornarem desconfortáveis ao usuário. O 
único meio de se conseguir este objetivo é através de métodos prescritíveis. 
Sabe-se que o primeiro método para prescrição de ganho por freqüência foi 
descrito por volta de 1935 O) _ Os autores propuseram que o ganho necessário para 
cada freqüência fosse igual ao limiar auditivo na mesma freqüência, subtraindo-se 
uma constante maternática. Este método, freqüentemente chamado de "espelho do 
audiograma" proporcionava um ganho excessivo, especialmente nas freqüências de 
maior perda auditiva (I ). 
Em 1940, foi desenvolvido um novo método baseado no MCL (most 
confortable leve!), sugerindo que a fala fosse amplificada de forma audível e confortável 
12). Observou-se que a quantidade de ganho preferida pala maioria dos usuários era 
aproximadamente metade do li1niar auditivo, o que veio a originar a regra do meio 
ganho, que fundam entou vários outros métodos prescritíveis C3)_ 
Entre 1950 e 1960, a técnica mais utilizada foi a comparativa (4) . Segundo 
esta técnica, a prótese era selecionada por comparação clínica com outras próteses . 
Escolh ia-se o modelo que proporcionasse melhor recepção da fala , melhor 
discriminação vocal no silêncio e no ruído e maior área dinâmica de audição. Esta 
técnica foi extensamente criticada devido a grande subjetividade na escolha por parte 
do paciente (SJ . Além disso , na época em que foi desenvolvida, o número de modelos 
de próteses auditivas era extrem ame nte limitado, o que pern1itia a comparação entre 
eles . Hoje esse método seria i rnpraticável, devido à enorme quantidade de modelos 
de pro' te d' . d. , . d (6) ses au 1t1vas 1spon1ve1s no merca o • , 
Então, a partir de 1975 , passaram a ser novamente estudados~~ m_etodos 
prescritíveis, baseados em fórmu las para determinar o ganho por _frequenc1~ , que 
pode se r calculado a partir dos linli ares de audibi lidade , do nível mais confortavel de 
audiçã d , . d e l (6-8) 0 ou o espect ro m cd 10 dos sons a ia a · 43 
\ ' 1,·11 1· 1, llt· ,, 111 1in, 1-. 1111 d c rc r 111111.1 r n P,111'10 .1ní:-,1ico d e J1í<>l cs,. , 
· · ' : , ' l ,. . ' r, . . ' -..s ~lt 1dj · 
.1 .,l·r clll .llL1p1 .11 l.1, cll 1 l '·'l 1< · 111 t·., 1 H , , 1.111, ,, n d e 1w 1, l.1-. ·.",d, r ,v.1.,, ga~·;i '.1 .ti rHlo aud ihili~i v,l.\ 
li,,,"''" ll t · t.11.1 e .rn ,h1t·ii1. 11 , . , k . H rnd11 l e1111 . 1 11t·u ·, ., 1thd,.: e po.<;s1hrl1d;1Je d e cada acj \: 
e ,q ,1 , ,k 1,,-,ll.t .111,i 111 , .1 <' .,, h.1.,c r.11 11 111" 11'vt·i., 111.11s c o11forr : í vcis de a1,dic;:ão <l c gr~
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1 1 , 1 1
. .. ~ . cad;i 
p .h 11..· n1 1· bt·n,, ,11111, t h ' .' l11111.11 c·., e ( ' 1 t'.', lt1111111 11 ,111< rll v o 1111 r rcquc 11ci :1. · 
.\11: l'()IH)S PRFSCRITfVEIS PARA AMPLIFICAÇ Ã<> LINEAR 
~ ktfhl<, P rcscri 11\·cl do l\1cio Canho 
R c1..·l,1th'i hLn-.t que n limi~11 d e audibilidade f~)sse 1~ultiplicado por um;, 
uln:-..r.rntc m.ttc m .urc.1 de O. ') e a reserva de ganho deveri a ser ig ual a I 5dB. 
F m l 9()3 , foi r1 pre.se11tada nova versão da regra do m eio ga n ho poi\ 
d · rn A e , 1 -rt.YllnhcLT ll que ,1 r<.:'serva de 1 5 B era excess1va · . 1ormu a, entao, passou a ser: 
C<..) = x/ 2 + Fgap + 5dB 
(G(): ganho operacional; X: m édia aritmética dos limiares nas freqüências de 
.:;oo. l 000 e 2000Hz; Fgap: fator de correção proporcional ao diferencial aéreo-ósseo). 
Prescription of gain and output (POGO): 
• POGO I : d eterminou o ganho e saída máxima de próteses auditivas 
para perdas aud itivas d e grau leve a moderadamente severo . Este m étodo 
co rrespond e à regra do meio ganho com uma redução do ganho nas freqüências 
abaixo de 500H z c9l (Tabelas 1 e 2) . 
Tabela 1. Fónnula para o cálculo do ganho acústico liberado na posição habitual do controle de volume. 
Freqüência Fórmulas 
250 ½ LA-10 
500 ½ LA - 5 
1000 
2000 
3000 
4000 
A: limiar de audibilidade 
½ LA 
½ LA 
½ LA 
½ LA 
Tabela 2. Fórmula para calcular o ganho máximo mensurado em acopladores 2ml 
drferentes tipos de aparelhos. para os 
Freqüência Formulas Intra Retro Caixa 
250 ½ LA - 1 O + 7 7 3 
500 ½ LA - 5 + g g 3 
1 000 ½ LA + 8 1 O O 
2000 ½ LA + 16 1 2 21 
3000 ½ LA + 16 21 23 
Fonte: lório, 1996 161-
4000 ½ LA + 15 19 23 
-----~.:__~~=---------:-::-1 
Fonte: lório, 1996 <b 
l,oc ;o 11 : vt· '·"· 'º ,1111di111 .,ti , ti ., lt'111111il, I'< >< <) 1 ' 1 p .11 .1 <1111 ( ', LI ptl( ('',\(' '> l' 
, , ,,d 1,, , 111d111 v,1~ d( 1•,1.111 " l 'Vl ' I () ( 111 . ,1(11 <li, ' l' I< r I ll' í '/\ ( l 1 1 , 
1 ti , l 1 ( • l J 1 1 ) ) ,1 H' ~I 1) .q' 1(. 
1 1 (11 11n1ln prl lA ü CÁIC1Jlo do gn111lo ncusllco por froqMn<:1n ' •'H J1J mJc1 r, rrt/;Jr,,f,, 1 •1 ;r /1 li 
111t11'l,1, · . , -- ____ _ 
~ qüênc1a Formulas 
250 ½ LA + ½ ( LA - 65) - 10 
500 ½ LA + ½ (LA - 65) - 5 
1 000 ½ LA + ½ (LA - 65) 
2000 ½LA+½ (LA - 65) 
3000 ½LA+½ (LA - 65) 
4000 ½LA+½ (LA - 65) 
Fonte· lóno 1996 '-
Método Prescritível de Um Terço de Ganho 
Modificação da regra POGO que propôs uma variação do ganho em função 
do grau da perda auditiva (II ) (Tabela 4 e 5). Observou que pacientes com perda 
auditiva de grau leve a moderado preferiam ganho igual a um terço da perda auditiva, 
· ' d t de oo) ao mves a me a • 
Tabela 4. Fórmula para o cálculo do ganho acústico na posição habitual do controle de volume. 
Freqüência 
250 
500 
1000 
2000 
3000 
4000 
6000 
Fórmulas 
1/3 LA- 5 
1/3 LA- 3 
1/3 LA 
1/3 LA 
1/3 LA 
1/3 LA 
1/3 LA- 5 
Tabela 5. Fórmulas para o cálculo do ganho máximo mensurado em acopladores de 
2ml, para os diferentes tipos de aparelhos. 
Freqüência Formulas Intra Retro Caixa 
250 1/3 LA + 6 6 3 
500 1/3 LA+ 8 8 5 
1000 1/3 LA+ 11 12 5 
2000 1/3 LA+ 16 21 26 
3000 1/3 LA+ 18 25 28 
4000 1/3 LA+ 12 20 28 
6000 1/3 LA+ 2 13 10 
--
Fonte:lório, 1996 161 
Fonte: lório, 1996 ,s, 
45 
Método Pn·st.-ritívd de Bergcr 
h t L' in t:tod() 1),1ss,111 po1 v;írias rcvisncs ,1 21, tcnJo ~iJo a última versão 
11 1 l 
l)IJ() 11 1:, ,c ni étodn /~)Í hascaJo 11 ;1 regra do meio ganho, mas incluiu 
1111 ) lt ,lt .1 l' lll . . . . . J JB d 
L lt tii c, tk tllll ('\ ll n p,ii :1 ,1(Lq)t;t~·o r . ., h1 11 :111ra1s (s ubtra1n . ~> 3 . ~ ganho Por 
!i t' qti t' lll i,il . p.11 ,1 pr id,1., ttH id 1111 v;1., (.-,o 11 1:1 11do 20'1/c> do ddercnc1al acreo-ósseo) t 
1 1 l 
(1,) 
!',11'.I lllll l t ' \ ,1 )(' ( (ll \ 1 • 1 • 
h ,tl' 11 ,t· i,H lo 1;,mht:,11 lrv.1 ,·111 t 1111t ,1 ,1 saích rn ax1ma da pro tese auditiva, 
(._, t.dH·lt·t 1tl.t .t p,111 j 1 d() jj 111 i:ir de dr.\ t(J ril ori" du m 1d rio e s_ugcre o u~o_do controle 
,11 111 ll1u t Íl'il tk g.lltilll (/\( ;( :) q 11,11 11 lo .1 :Í n:;1 d i11 ;1111i c 1 eh ;111d1 <rão for muito reduzida. 
Tnlwla 11 Lquaçne1' p,11 n e.lotei InI11rn O ganho para perd;:i~ sensório-neurais 8 adaptaçóes 
111onoaurais para os d1lerontes tipos de aparelhos. 
=::.:::::.:::~==~:-=.::...:::.:._:_:__---=-~----;-;---------Tipo de prótese Freqüência 
500 
1000 
2000 
3000 
4000 
6000 
Retroauricular Intra-auricular 
LA 500/2 + 1 O LA 500/2 + 1 O 
LA 1000/1 ,6 + 1 O LA 1000/1 ,6 + 1 O 
LA 2000/1,5 + 12 LA 2000/1 ,5 + 1 O 
LA 3000/1 ,7 + 13 LA 3000/1,5 + 1 O 
LA 4000/1 ,9 + 1 O LA 4000/1 ,9 + 1 O 
LA 6000/2 + 1 O LA 6000/2 + 1 O 
(Fonte:lório, 1996)' 
National Acoustic Laboratories o/ Austrália ( NAL): 
A primeira versão deste método foi descrita em 1976 (i4l e priorizava maximizar 
a inteligibilidade da fala na intensidade de maior conforto para o usuário. Segundo este 
método, a inteligibilidade seria maximizada se o espectro de fala fosse igualmente 
amplificado ao longo de toda faixa de freqüência (loudness equalimtion) ( ll _ 
Nos anos 80, foi observado que a idéia de equalizar o loudness em todas as 
freqüências estava correta, mas a fórmula proposta não atingia o objetivo (,l _ Desta 
forma, os autores propuseram a fórmula revisada NAL-R para perdas sensório-neurais 
de grau leve a moderado (Tabelas 7 e 8) . 
Tabela 7. Fórmulas para o cálculo do ganho de inserção ou funcional com o controle de volume posicionado 
15dB abaixo do ganho máximo. 
Freqüência 
250 
500 
750 
1000 
1500 
2000 
3000 
4000 
6000 
Fórmulas 
x+0,31 (LA 250) - 17 
x+0,31 (LA 500) - 8 
x+0,31 (LA 750) - 3 
x+0,31 (LA 1000) + 1 
x+0,31 (LA 1500) + 1 
x+0,31 (LA 2000) - 1 
x+0,31 (LA3000) - 2 
x+0,31 (LA 4000) - 2 
x+0,31 (LA 6000) - 2 
los pnin cnlc11lrn o n11111lo 1nom,11r1,<1o 11111 A. 1 f1 f i°>rt1l ll I t l ,Op iHJom~ fl< ;> 1 )l1t1t'l ,1 10 ,1111n ,oso1vfl dr 0r1n ,oi,, 1 f1 rfl 1, Stt \Jll1 Htr, o l ip<i rlH . , rr1 ,i ,,m s 1mulHdnrr1s rJ(, (J1JV1dr 
!.,ch'r1111t 11parüll1<J - >. 
l-~~· ÃnciÁ Fórmulas Acoplado 2 
Simulador F-r eQl h.-. r . mi í~n tro l11tr;:1 C· r 
o 3 1 LA 250 1 dl)(,l 
l)GL1 X ~ ' l - 1 (J 
1 
~otro Intra Caixa 
; ;
10 
x .-o,3 t LA 500 ~- n q ? 
x+0,31 LA 750 + 12 13 
75o x+0,31 LA 1000+ 16 16 H 
1000 13 
1500 
x+0 ,31 LA 1500+ 13 14 22 
2000 x+0,31 LA 2000+ 15 14 25 
3000 x+0,31 LA 3000+ 22 15 26 
4000 X+ 0 ,3 1 LA 4000+ 18 13 17 
6000 X+ 0,31 LA 6000+ 12 4 
5 2 O 
1 ~ 12 6 
17 16 12 
22 21 19 
19 21 28 
24 23 35 
29 25 33 
24 25 23 
21 19 
;: 0,05 (LA 500 + LA 1000 + LA 2000) F0nte· lóno 19% ' 
Em 1990, foi descrita uma nova revisão na fórmula NAL-R NAL 
d d d
. . , agora -
RP. levan o em conta per as,ª~ 1t1vas severas e profundas (> 70dB) <1 SJ (Tabela 9). Os 
aurores observaram que usuanos portadores destes tipos de perda, necessitavam de 
ganho adicional e menor ênfase em sons de alta freqüência (1>. 
Tabela 9. Fatores de correção sugeridos pela NAL-RP. 
LA em Freqüência em KHz 
2000 Hz 0,25 0,5 0,75 1 1,5 2 3 4 6 
95 4 3 1 o -1 -2 -2 -2 -2 
100 6 4 2 o -2 -3 -3 -3 -3 
105 8 5 2 o -3 -5 -5 -5 -5 
11 O 11 3 o -3 -6 -6 -6 -6 -6 
115 13 8 4 o -4 -8 -8 -8 -8 
120 15 9 4 o -5 9 -9 -9 -9 
Fonte: lório , 1996 161 
Desired Sensation Levei (DSL) 
O objetivo desta fórn1ula não é proporcionar ao usuário da pró tese :iuditiva 
que a fala seja igualmente audível em rodas as freqüências, embora queira deixá-b 
confortavelmente audível em cada faixa de freqüência. Para cada grau de perda auditiva, 
o método especifica um determinado nível de sensação. Por exemplo, se os limiares 
a~dicivos aumentam, o nível de sensação diminui pois diminui t3n1bém O campo 
dinâmico d dº - 1· . d e (1> a au 1çao, entre o 1m1~u e o esco111orto • 
Memphis State University (MSU): _ 
, O objetivo deste n1écodo foi promovc:r a amplificação dos sons d3 rala i1 u_m 
ntve] co d 1· · <l 1·t ·1 ·d·1de (Li.\) e o !tmtrc 
rrespon ente ao ponto m édio enrre o 1m1ar e: au( 1 )l L • 
-l7 
~11pv11e1 1 llc .-.<·11 .... 1, . 1<1 , 11· 11111 ·11 '. 1tl.1dc 1k 111 ·11 " 1 11 J
1
1d1111
" ~I f~ :1, - / liy,J, corif,irtril. 
/,·,·r/) 11"' l 1.ilwl.i -. to 1• t 1) l ·.-. 1.1 c , ,1 < 1111 . .., ,d, ·1.,d .1 .1 ;1n ·;1 d111 ;11111c;1 da audiçãq 1,,1 1Í1· 
l ,1111 ,111 111 1 1·111111 il i,~, pi 11 11 11 1 1, 11·111! 1 d1 1 qrn 11 ,n 1111h<11111 1 1110 111.111 1 H 1() 111 n I tu >plétrJ(Jror, r Jo ~rnl 
f roq0õncin 
~) ~) l) 
[)00 
800 
1000 
1600 
2500 
4000 
6300 
Fórmula 1 
1h LS MC--1 1/? LA - 62 
1/-> LS MC + 1 /2LA - 55 
~l;, LS MC + ½ LA - 49 
½ LS MC +½ LA - 47 
½ LS MC + ½ LA - 47 
½ LS MC + ½ LA - 42 
½ LS MC + ½ LA - 46 
½ LS MC + ½ LA - 47 
Fórmula 2 
LS MC - 77 
LS MC - 70 
LS MC - 64 
LS MC - 62 
LS MC - 62 
LS MC - 57 
LS MC - 61 
LS MC -62 
LS MC e LA mensurados em dB NPS Fonte: lório. 1996 
Tabela 11 Fórmulas para o cálculo do HCL para pacientes com dificuldade de 
1ulgamento da sensação de intensidade. 
Freqüência (HZ) 
250 
500 
800 
1000 
1600 
2500 
4000 
6000 
Fórmula 
0,37 (LA dBNPS) + 85 
0,25 (LA dBNPS) + 83 
0,45 (LA dBNPS) + 73 
0,44 (LA dBNPS) + 71 
0,41 (LA dBNPS) + 69 
0,37 (LA dBNPS) + 69 
0,39 (LA dBNPS) + 68 
0,39 (LA dBNPS) + 68 
· Fonte: lório, 1996 111• 
MÉTODOS PRESCRITÍYEIS PARA AMPLIFICAÇÃO NÃO- LIN~ 
Com o avanço tecnológico e o advento d as próteses auditivas programáveis 
e digiLais, ro rnou-sc necessário o desenvolvimento de métodos específicos para esr~cS 
e ípos J e próreses. A partir desta necessidade, os métodos prescritíveis para amplificaçao 
não- linear foram baseados em cálculos específicos de ganho para níveis de intensidade 
de sinal de enrrada diferentes. 
() objerivo destes métodos é equalizar O foudness de um paciente deficiente' 
d . . . . d. - d. n ros JLJ 1nvo com um paciente com au 1çao normal. Dentre os diversos proce ime . 
h . J . ·1· J d iiori:1 con ccwos, os mais un 1zauos e que encontram-se disponíveis nos softwares a m: _ 
J J ' 1 · · ser:
10 
as empresas ue prore.scs auc 1nvas, são o FIG6, DSL[i/o] e NAL-NLI , que 
círados a seg uir: 
Fi(II rt' 6 ( FI ( ; (,) : 
, ) · 11( ,n, c: dl's f<: m <.~111do ( 111 , r ..,1H1 1td(' 1 1· ( 1 \ ' ' 1'111 ,1 ) ( (' lllJ . l 1 
. 1 . . l l)<)\ i 1 i 1 · 1 • 1 ' . 1,1111go, <·v 111() IH"<> '> 
1 
1 ll o, r., { lll . • ( ( (JII( ( (ti 11)1 1 1 
' ll ' l l t '.I \ /, • 11 ,1( ,1', ,141 IHl lll (' ll :J ', ,d(-i;,., p ;11;i C"i lC 
, jiflll' ll(d . 
, I i ll l l , , ( . 1 · 1 1 1 ) 1' 1 ( l ) o j'l ' l I l l ' 1 () 'Ili ' 1111 ( > ( l ' l'' 11 d 1" (,. l l • • / 
\ 1 (l( \'1, IIJ(11 ,11 ·11 l / i krt\ll.td:tdl· lt 0,(>'1c')OdH SPI N: 1 1 , , l(Jlfn;i 11.ir,,wut: nf'H 
,,11,1 '- 111 ' 11 ~ ' . . . "1·. , . · ,HJ .,, i ,J1,(.';Hl" c·rr, l i l<'d 1<b , 1ncl1 v 1d 11;.i1 ., 
1 111,,1, , e !- 1111 , 11u111.1 m u . 1,1 u 1u ,rHr.1 t b 11111l 1 1, , 1, ,!, ,,,11, . , , . i . . 1· . . , . ..,1,111c' grnp,, d,· JJ("N Jíl') c.orn <J 
11 lll d<.. pu <H ,IIH tt1 v,1 . 1 0 11 :1 1110 prcu sa se l I 11H·~t1W !, ' l 1 ' ' . ',()/l'( ( ' lll t' ( () ', lffJJ :Jrt ··,,l ll(JJ11V<J ', 
lk ulo ln va n w . 
,,.t f. \ 11 l , t' 
1 ri r ónnulas para o cálculo do ganho de acordo com O sorri de I J T!lbelA r en ra< a 
-para som de entrada de 40 dB SPL: 
TG = O dB 
TG = HL - 20 dB 
TG = 0,5 HL + 1 O dB 
Para som de entrada de 65 dB SPL: 
TG = O dB 
TG = 0,6 (HL - 20 dB) 
TG = 0,8 HL -23 dB 
Para som de entrada de 90 dB SPL: 
TG = O dB 
TG = O, 1 (HL - 40 d8)1.4 
Onde TG = valor obtido para cada nível considerado 
para O a 20 dB HL 
para 20 a 60 dB HL 
para HL >= 60 dB 
para O a 20 dB HL 
para 20 a 60 dB HL 
para HL >= 60 dB 
para O a 40 dB HL 
para >= 40 dB HL 
Fonte: Dillon, 2001" 
As mesmas fórmulas podem ser aplicadas para todas as freqüências e o 
software disponibiliza o cálculo para a resposta no acoplador, taxa de compressão 
para sinais de entrada baixo e alto e freqüências altas e baixas. 
Desired Sensation Levei Input/Output (DSL [i/o]): 
Esta fórmula foi desenvolvida no intuito de maximizar a amplificação do 
sinal de entrada sem causar desconforto. Há dois tipos de procedimentos DSLi/o: 
linear e curvilinear. No primeiro, o termo linear não deve ser confundido com 
amplificação linear; significa que a razão de compressão é constante em toda a extensão 
da compressão. No DSLi/o curvilinear, a razão de compressão pode variar lll_ 
National Acoustic Laboratories - No linear (NAL-NLl): 
O método prescritível da National Acoustic Laboratories para Jdaprações 
não 1· 1·c - 1· ( 1) ineares, versão 1, é uma extensão da NAL-R para amp rncaçao mear · 
O objetivo deste método é maximizar a inteligibil idade de fa la para 
:et~r~inado som de entrada, de forma que O deficiente auditivo, t!suário de prótese 
u~1nva, perceba o som da mesma forma que um ouvinte norm:i.l. E levado em conta 
0 sinal d · · ·d d d · . (~) e entrada, o grau da perda audl(IVJ e a I a e O p,tCJenre · 49 
' 
1 , A litivas ( :o1Hlutivas \ 
'
., .. \'l'n. as lll .. 
f\l\.,pt.1, .H' _ ·" ·' _ . ·om\ ,onc1Hc cond u t 1vo nu rna perda audit \ 
1 , \\ nndu11v., u\l l H . . " iva. \ \WH\.\ ·"" t\l · \ sol\\ 11a ordha 1néd1a l \ 
\ 
1\\ \1\\ , \ ,\t ( l\\\.\ \1H\ l ll . \ ' . .. .. , · . , ' . b. . 
\\ll\t,\ 11\\\' \l ,\I\\ \ \ \, '''"º ;\l\ lSll ( l) (_ CVl' SC I I C l 1/.,l<. 0 com O O Jt llvo<l , 
\\H \ ,\\\Hl, 1. \ \ ,\\\li ll l l ! ,• C.: 
\\li f\~.I ,\ll' \ \\l ,\\ .H\ · · .1. L · \ ·J 
, 1,n\1'~ 1 • • \ • n\t\ t,hlP~ pi-cst nt (ve is l" co11r1 cc1t o~, ac resci os <lc uma 
\ 1\1 1/,\1" ~l l)~ , · , · , . • , · , \ , é.• /. . • (, }>, \ \ , nr, l·on,pcns.u· o l , e, cnc1a ,l I co-,>~sco . ara alguns 
\h " '' \\Hn,h\.l q\\.,nt ,, .h.' \ . , , .. • . 1- . . ' . , , . \ '\ \•) l'''""º \HTSCrllO ,) ,li ~t pctl cl S scnsono- ncura1~ 25°/c) de) , k, \' ... e .H 11.. 1nn. , , ._, 
.nlh''\ \ \ · . , , \,, l , inn ou\ ros, o acréscitno rccorncnJa<lo é de 2(Y¾> 111i 
"\ kh Ih\,\ ,\\.' l l ' \) l)~Sl\. • • • . 
- 1 1 \ •tl"n1it1(C ln· \)il\onll.lkaringaiJs. NcwYork:Thicme; 2001 p.21'Í 8() 
. 1'11\,,n \ \ \'1", tl'II\~ \1\ \111\~;•"' pt l : ' ·. , . . . S " l /, . li( ( e 
N \ \ 1 \ '' '\ -.; ·I · ,iw \l\\1,lt111. 1t11rn 111 hl';1rtt11• .mls. 1 Aco 11s1 , OL nm 1 ) 10 , 1 1. 1 ) 1- ) , \\ .\\"'" r,.n\\1 '<' I\ , l ll , . • . , 
' I \ 11 1 I' \ 111 . ,1 1\w 11 1 ol \11:.,rnw ;11ll sl'ku11111 11rnn·durl's . 1 k ar ln~trun1 1985,.\6( 1 ):)O 8. 
' \ \ b .. ,~, 1 ·' ' 1 ' , , ' • l l ' f' ~ \ 'ub,11 , ~ , ,,\,, 11,,11 nt lw.11 lll ll, ,mi, i\rd1 010\.iryng, \ 1)/4(1;/4/4 : 1 18. . 
, ~h.'" \ \\il~, 1 ~\. , \ \11,h \ \ k.1rn1f .11,l cv:1\11.111011: 1di.1hili1y of n;pi:.11cc.l mt::t~~~1.:m_cnts. J Spcc~h I lcar 1 ) 1s 1 <JG(!:25: 1 52-70 . 
t- lMh' )\ \\. ' t,. \ )\ kh ,._\. ,s pn.'" 111 (w1~ 1'·1r.1 ~ckç.1n 1.lo ~anhn l' r.:~pmta <le frcqm:ncta. 1 n: J\\ mctda K, l6no M ( ,M . Pr{nc~t·~ audmva.•, 
hm,btfü·nt," 1,•m1u), ,· ,1ph, .1,,w,, l(111c.1s S:lll Pa\llo: l .ovis.:; \ ')')6 . p. 1 O 1-8 . 
fü t lll" \'I . l)1\h,11 11 \'hc 11.11inn.1l .1rnw,1 ,, l.1bnrawrics (Ni\L) 11.:w proci.:dun.: for sck cting thc gain and frequ<.:ncy respomc nL 
hnnni:_,11,\ FA11 \ k .H 1')~6 .... (4) .2'i7 (1'i . 
~ \ .,lt:11\l !'- \ ~11.\ll'pl's IM , l·k u lt1f. ,\11d VL'íifyin).!. hc,1ring, ;1id fit I ings. 2' cd. Ncw York: Thicml'; 2002. p.1-22. 
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\ '1-() .., "'l l) 
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1mp.11n·J Lu Hc.11 l 'll)() , 1 \ :40-lJ . 
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1
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-~ " •l .\ l .e, 
CéJpítulcl VI 
-,.ECNOLOGIA NAS PRÓTESES AUO ~ • ITIVAS 
l /1111 /J ,.tt ,1 N,11/11, , 
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. tll1 ln111 .1 c 11u1 11t t.1 '>l l' Jll tod., ,1 11 0 ..,.., 1 v, Ir · I ((l t" ' I , 1 ( (1111111 11 t< C1ff • f, tJ 
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,H H 1, 1c d l'.sc 11 vo v1mc 111 0 e apcrlu ~oani c1110 N· ( \ '· ' 
. l•(\1 l '()ll~(.l . . ' . . . d", pr >tt\C\ ;11 1< li!/~') na<1 
, l iikrcntc. Ao longo <lo.s ulumo.s trin ta ano.;; 1111111 ª.., 11 _ ki I.1.sci u ~ . , ' · HJV,1<i,o c:, aumrf•u r::irn 
,,,), I •m)~ tabncantes das pro teses buscaram na ektrón ica F ,, f' 
1 cne;cn 1l . , in orm,H 1c..;i 1 '>JC:.t 
l \ 1,ogid, 05 .subsídios para desenvolver cada vez próteses ma,~ ape rfeiçoada, u rn 
.,uoH) , . . d . . b e, . e . , ~, > 
. pr·inopal e trazer maior enencio e cont0rto ao paciente dec.1c·1ent d 
00
61cnvo u eau 1t1Y<) 
fará uso destas. 
que Desde a criação da_ primeir~ prótese aud~tiva elétrica em 1900 pelCJ Dr 
Ferdinand Nt (4.i o) , houve muita pesquisa e desenvolvimento até chegarmos à.s pró teses 
d·aitais do século XXI. 10 
' e · d ' d ' d d Todas as proteses con1ecc1ona as ate a eca a e oitenta do século XX 
utilizavam-se de tecnologia chamada analógica. O termo "analógico" é derivado da 
palavra grega analogous, que significa: em _que h~, ou que demonstra analogia, semelhança. 
Analogia é O ponto de semelhança entre cozs~s diferentes (3) . No processamento analógico 
do sinal, a onda sonora é captada pelo microfone, que gera um sinal elétrico , o qual 
imita ou é análogo à onda sonora. O sinal elétrico é transmitido ao amplificador, 
onde é amplificado e, posteriormente, reconvertido em onda sonora pelo receptor. 
O sinal acústico original e os sinais elétricos decorrentes são formas de vibração 
analógica (i4J. Nesta prótese, podem existir 
alguns controles mecânicos controlados pelo 
profissio na l, que ajustam ganho , saíd'a , 
tonalidade e controles utilizados pelo usuário , 
como volume e chave de liga e desliga. A Figura 
1 ilustra uma prótese retroauricular co1n alguns 
controles mecânicos , regulados através de uma 
pequena chave de fenda. 
Figura 1 - Prótese retroauricular 
analógica (com permissão de 
Bernafon AG®). 
J. 
51 
\ , 1, ' \ , k,1111 11 1.1 do ',l'l ,tio XX , li1111 vc 1•,1.111dc pr ()gn ·"s" q11; 1111 <1 ;1 P<>tt n 
' 1 • , \ l l • l ' 1 ' , 1 I · 1 · : ( . 1 · 1 ' 1- 1 , ( 1 ;1 
1 1 1 1,, \11·, , · ,11. 1..,, 111 1111 .1 .11 <·11<",10 o 1 t .H .1 .1 I< <.: l<,1<. cacw,t i 1 •'' \ 111 \Hl llll\ \ll\lll. ltll ,11 \ II H , I 1 , ' . l.:ltr 
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, . . . li" ' ilin,·nt ,· l''()J' 1a111avcl 11 11 ldl 111du, <jll t ' n:t cbr crn \ q~ ~ - 1 1 p111 \\c1t n s 1~1, 11 1.1 1 !-, · , . · 11 r, 
11,,mc de /\ro,<!J,lllllNt1hl,· 11,•,ll'fll.f!, ( >;,n111i 11g S)'.1'1<'111 (/ ' //( )X) , prod11z1do pcl;, c· rr1ptt'.:1 
ll 1• 11(\ \11 ,ll\ :--u ,,·.\ ''-·nu nn . 
:\ l'n) l CSl' d q~tt.tl mc1tt c p rngr;1111;tvcl 10 1 ta mhé- ~n .cha1n a<.!;1 _d e l, íhrida pr,r 
Jssnd,\I du .,s tct·tln log i;,s no ,ncsnu l instrume nto: :1 ;111 a log 1c a e a d1 g11al. /\ cd pta\ac, 
d., t) t11.b snnoc , pela pró tese L' 0 processamento do si nal_ ~1té a sa íJ a pelo n:u.:pt<;r 
\)\..lHrc d ,\ m esma fon na que na prú tcse analógica, 011 sep, de fo rma analógica. A 
m t-r,)d tt ,.;5o da tt'cnologia digi tal se deu através d a inrrodução d e um pequen() chip de:. 
mem ória, rcspo ns;Ívcl cm a rmazen;u milha res d e informações com relação à<, 
çaracterísticas da prótese, isto é, os controles, antes mecânicos, passaram a ser regulado\ 
através de u1na unidad e ex terna d e progra tnação conectada à prótese. O sistema 
digitalmente progran1ável funciona como um microcomputador, que apresenta o hardware, 
ou seja, a unidade externa que contém os circuitos eletrônicos e transdutores e, o software, 
. . . d · · - (141 que é o programa controlador desses c1rcmtos, garantm o maior prec1sao . 
A pró tese digitalmente programável apresenta algumas características que a 
diferencia da analógica. D entre elas, podemos destacar: 
• Programabilidade: é a habilidade para selecionar características d e uma prótese 
eletronican1ente sem uso de controles mecânicos ou potenciô metros d e ajuste l t7l _ 
• Múltipla memória: mais de uma programação em uma m esm a prótese, 
ad equando-a de acordo com o ambiente auditivo em que o indivíduo se encontra. 
Esta m udança pode ser feita através de um controle re m o to ou d e uma chave na 
própria pró tese. 
· Multi-canal: permite configurar a resposta d e freqüência em m ais de uma 
região , de fo rma independente (tc,i. 
I n ic ia lme nte cad a empresa d esenvolve u um a unida d e ex te rna de 
programação que era conectada à prótese para regulagem da n1esn1a , n1as o alto cusrn 
destas un idades, ocasio naram. uma limitação d e uso d estas próteses l 16l _ O aumento 
do n úm ero d e si~temas programáveis no mercado e sua dificuldade de estabelecer-se 
dentro d as clín icas, hospitais, etc , resultou na união d as empresas fabricantes dr 
prótese~ auditivas com o intuito d e enco ntrar uma solução . Assin1, em t 993, foi 
criado o H ea ring lnstrumcnt Ma"uf 1cturers Software Ass~cúztion (H J/VJSA) com o 
objecivo de cri ar um softw11rr padrão parJ a indústria d e pró teses auditivas util izando 
o com pu taJor, já existcn te na maior ia dos consultó rios (7. 121. 
Em 1995 , s11 rgi 11 o N OJI H . A palav ra Noah vem da idé ia d e "rodos no 
m esm o barco" (';J . É, um h:inco de <.bdos no qual podcn1 ser a rmazciu dos: <lados 
pessoais d o p:ici<: n te (norrn: , endereço, rdcfonc, entre outros) ; avaliaç5o audio lógio 
(;11 1diom erria , logoa ud iometria , imped ancio m err i:i) ; ana mnese e :icompanh:uncnros 
fricos, aléni de :1copbr m ódul o d e acbptaç5o e de mcnsur;1ç5n (Figura 2) . 
Figura 2. Telas do programa NOAH. 
l..,)f,;íill.a~""-·1'-'~~~ki~ 
Ili/) 1/ 
., .. "· ------1~::.;:.;,;:~---tl 
t ll,._P ! 01 1 
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utnted ln11Ju111enU fl 1 
ulah•d ln1trurnetttJ 1111 
Hrarl" ln,itr Ri ht Hurln IM1r, t ""1t'. f-tt_"'otf C.ntrel 
1 ' 
A partir do NOAH, cada fabricante desenvolveu seu software de adaptação 
para programação de suas próteses auditivas, buscando as informações audiológicas 
arquivadas no banco de dados (Figura 3) . Para transferir as informações do software 
para a prótese auditiva, foi criada uma interface de comunicação, que recebeu o 
nome de Hearing Instrument Programmer (HI-PRO), que liga o computador à prótese 
auditiva (1.Sl. A figura 4 mostra um computador com Hi-Pro. 
Figura 3- Tela do NOAH para escolha 
da empresa e software 
Figura 4 - Foto de um paciente sendo adaptado 
através do computador, com a interlace Hi-Pro (com 
permissão da Bernafon AG®). 
Paralelamente, algumas empresas desenvolveram seu software para ser usa-
do diretamente no computador sem necessidade do NOAH como também a fabrica-
ção de programadores portáteis conectando-se diretamente à prótese sem necessida-
de de Hi-Pro ou computador. Os programadores portáreis são geralmente específicos 
para um fabricante de prótese, não podendo ser usado por outros (tl_ 
As pesquisas continuaram entre os engenheiros fabricantes de próteses 
audi.tivas até que, em 1996, surgiu a primeira prótese totalmente digital rerroauricular 
fabricada pela empresa dinamarquesa Ocicon@, que recebeu o nome de Digifocus. 
Algu . d (I<) 1 . . , 
ns meses depois, a empresa dinamarquesJ Wt ex , ançou a pnmeira protese 
53 
ULBRA -Cano~~ 
1 
1 
l 
1 nu· de S,?nso rn). A onda sonora é captada po ' l, ~ll , \ til\ 1.\ .HILi , l 011\ o 110 . / / rum rn· 
t-. · . l , nrn.Lt clénic.1, :iss1n1 como na protese analogica e 1q0_ 
PIH' ( ' tL\ll\ lOI l\\ ,ll ,I L 111 / . . . 1 , e - , . I 'em s . 
. r .in:dof1JCO d1g1L:1 , trcu1s1011na o sinal eletri egu1 
\.\ , ,\\1.\\' t'~ lk lltl\ l () I\ Vl 1., 0 ti . , . . . . . . . . co em 
1 l. . 11 111,111 ,c.·ros h111 a rios (h1tJ = h1nary d1g1t), ltnguagern . Utna . ,,\nh1n.t\ .,u' r ' tg11n., o . L • • .--- , > , lltiliz-
1 • 1 • ,iv·tk sot1H·t,1 c ;i ( on1n1naçocs e ntre os numeras O l ) ad~ l'c\,,~ lPIH\Hl t.tu,H <.~ ,( q1 , . . c,. - e . t s 
\ .. , u ,u 1111 c. 1 oproccss:1clor q uc raz as fi I tragens e arnpt· e- te.1 \\ti,,tt,:-, ~.H, cn,·1.h n~ p.11. - . - Juca -
•"' . \ . . I . 1 l sis tcina ( 11 J Ao f1 nal, a nova combt n açao pass Çao t"-' '- l-~~.nt.,~ l <.' ;\ l ou '' L llll ' · · , ~ , ... , . ª Por u 
1 .. \ . \ ')o ·1l .0 t r'tnsfonnando no vamcn te c m onda cletn ca que . tn 1.· ,,11\ l ' t.,l ,1 u 1g1 t.l ,lll.l l r , • . . sai Pelr 
1 • \ \ ·tt ·í1·io da rJrótese a uditiva. i 
n.Yl'pttn ;\tl' l) lHIVll U (. O llS • . 1 . . . . 
As pró teses a nalóg icas e d1 g 1ta
1
1s_ a presentam o ~ m esmos tipos <l t 
cspc(itlch~~ôes, tats con10: ganho, saíd a m~Jm.a, gama de ªJ uste d e controle dt 
tl)n.:t\idJ<.k, características de compressão, ruido interno e consumo d e bateria. Ma.'i 
a tecnologia digital fez com que fossem criados alguns termos específicos relacionado~ 
ao processamento do sinal e à qualidade sonora (J ,z ,5,G) • Entre eles, podemos destacar: 
Algoritmo = conjunto de instruções em uma seqüência pré-determinad~ 
para controlar as operações matemáticas usadas para desempenhar o processamento 
desejado do sinal e produzir o resultado esperado. 
Aliasing = introdução de tons de baixa freqüência no sinal d e saída do 
conversor analógico/digital (A/D) que não estavam presentes no sinal d e entrada. 
criando assim uma forma de distorção. 
Amostragem ou sampling = técnica para captar os fenômenos contínuos. 
enquanto os pontos são marcados de modo a avaliar a onda analógica e digitalizá-la. 
Bit= a menor parte possível da informação do computador, consistindo 
dos números O ou 1. Uma seqüência de bits compõe uma palavra digital . O termo 
"bit" é a contração de "dígito binário". Um byteé composto de oito bits consecutivos. 
Conversor analógico - digital (A/D) = é um bloco do circuito que convertê 
um sinal de entrada analógico em uma série de amostras de amplitude, espaçadas 
regularmente e a intervalos de tempo pré-determinados . A conversão A/D é 3 
~ombinação da quantização (determinando amplitude) com a amostragem (a 
intervalos de tempo determinados) 
-~onversor digi_t~ - analógico (D/A) = bloco do circuito que desempenha 
a conversao _da fo~ma d1g1tal do processador para u1na onda elétrica ~nalógica de 
modo a recnar o sinal auditivo. 
, _Digdital Signal Processing (DSP) = processamento digital do sinal = méro?º 
macemauco e processamento co d d . · 1 E o 
_ , . . . m caracteres e 1 e O fonnando o sinal 1g1ra · 
coraçao da protese aud1nva digital. 
Filtro anti-aliasing - fi l d -- nJ f . , . - uni 1 rro e passa-baixo con1 alta arenuaçao 
L~eqdu-en c1a <l e C<:rte, c~lo_cado na frente do conversor A/D para limitar a exrensão d;1 
úa n a e prevenir o abastng· e assim e • . d' _ 
e - virar a 1srorçao. 1roup deft1·y = es p:::iç J 5se 
_ . ~ . , . . 0 e tempo par:::i. que o sinal auditivo processado Pª 
.llJ .1ves da prcnc.:se a ud1uva desde a . . d , 0 ro 
· · entr a a are a sa ída. Ten1pos de processa rne ' 
1 1 11,ll . 1111 111 ll \ 111il1 ,\11• 111111,, , 1
,.,.11 1 
1 11, ' •' ' ' • " e 1( ' , li " " i , i l Ili , • ' ) 11 ( ( ( / ( ( • ( ( f f ' l 
l tl' • 1 1111 1.J/I 
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,, l I jl ,ll ,l ,l llli ,f/ 1•111 . , • 
tlµPtlfll\ll l 1' jll lH. C'.\\, lll H ' ll( 11 'Ili 0 \ cl I j ' 1 ,l , lli ,I J1l1, 1,1•, 
,, ', 1111, ' ,1 , l , . < ,, ,, <·111 1111111 ,1 d" 1 e (J d c·11 1 "' 
1,1 11 l l 111\ .1 
q 1) l <'•' 1 ' , • 
.l,11 \f 'l/imis o/ 111strucl1011s ['<'I' s,•,·o,lfl (MI/'\') li 
· ' , . I · . , .. , ' . r111 1oc, d , · 111 1, 1111,,,n ,)( 1J 
l \ H)ll'lll·1.11 t p1utns.1111u110 e cx p r('.<;s;1 jlch . • I I r 
,111,11 1 . • · ,< ,tp ,1uc ;i, c: d ccxcc111 · rM JI' \ 
,q.:l _, ttli)rl':-. .11u.1Is n pc1 :1111 na Luxa de I d 5 M l l'S · '1 
) 1('(H t:0, '1 , • • 
l ' 1 Platafun11a ahrrta = gcralmcn lc refere-se à prótc~c . I' . . , , 
. i . . ,Ili( lll Vd qu e.: e prc Jm,gnrnacfa 
. l · ·,frii)s algonm1os <.. e processamento, um Jos c.iua.is é l- · . j l < • < 
.1n~1,•t'~ l t ' . . . - . . . l . .. { , se ecron<t( o pc.: o prciH<.<;1onal 
l. . . ' rLbdctra pL1tato1 ma a ?etta e ,1quela na qual a crnpre ., F: b • ., d , ,, . · .1 H . . sa a ncantc as pmtc:<;c<-i 
)ode carreg:n novos algoritmos no sistema, ou s~j~, fazer atualizações. 
~ Plataforma fechada = o processador d1g1tal é configurado d h 
, d . . . _ para escmpen ar 
~·unção espeofica e processamento digital. Nao podem ocorr 1 -
11 111a 1 • _ er a teraçocs. Quanttzaçao = processo para descrever a amplitude de cad 
. . . a amostragem 
em um conversor analógico-digital através de uma seqüência de valores discretos. 
Taxa de amostragem ou sampling rate= descreve O número de vezes que a 
da alulóaica é mensurada durante um segundo on · · v • 
Existem quatro algoritmos principais associados ao sistema de processamento 
· · al d ·nal (IJ. dwir o si . 
~ I O - Algoritmo de adaptação - combina a filosofia de adaptação do fabricante 
com os dados audiológicos do paciente (limiares audiométricos, desconforto, 
mapeamento de loudness, entre outros) para determinar o algoritmo de processamento 
do sinal. Este pode ser baseado nas regras de adaptação conhecidas, como NAL-
NLl , DSL I/O, FIG 6, entre outras ou, por regras desenvolvidas pelo próprio 
fabricante, como por exemplo: ASA e SKI (Oticon®), Bernafon Loudness Normalization 
(Bernafon®), entre outros . A escolha feita determinará os parâmetros a serem 
programados: ganho, saída, compressão, razão e limiar de compressão, tempo de 
ataque e recuperação da compressão, entre outros. 
2° - Algoritmo de programação - carrega o algoritmo do processamento 
do sinal e outras informações para dentro da memória da prótese. Pode ser feiro 
através da interface de comunicação Hi-Pro, por programadores portáteis conectados 
à prótese através de um cabo ou através de uma pequena chave de fenda. 
3° - Algoritmo de processamento do sinal - é o mais importante de rodos. 
Define como a prótese processará O sinal de entrada para alcançar os resultados 
desejados para o usuário. 
4° Algoritmo de verificação - po<lc existir um algoritmo específico para 
verificar as condições de teste e a seqüência pela qual o sistema derermi.na que J 
adaptação desejada foi alcançada. Geralmente, inclui mensuração de ouvid~ r~al e 
teSres objetivos, como o Hearing-in-Noise 7ést (HI NT) ou invend rios subienvos, 
como O Abbreviated Profile of He1tri11g Aid Bnupt (APHliB) . 
55 
1 l IP p101t1·,1111.1 , ·,H1 ( ' vc nl,c ,ç;io resid. 
1 1 t 11 1( )\l k , l 1 • li 11 . " ' • 1 . li,) 1 l () l ) , ·' gn1 ) 1 ,,,11 111111 ,k pio< <. ·s .s;1111 c 111n que , g<:ra ln1 t n 1t;; , l <)1r11>11 
1 H'l ·' h · 1 1.:,)(1 1 
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1. ' 1 • e 1cft•t t ' I\I ,lll ' ' n .) ( ;1 r, 
Hlll '" t.1h1h ,\ll h~ ' . tl"nrtlllH>S d(.' prc1<.<'\S;t ll1 c n10 l' IJIIT ;J \ y /. Pr<>tC:\, 
,, . 111\l' tl(( ', h,\ lllllllll"i. ,., . .· . rlrt él~ fir() 
\ ttt,I I \I ., 10 <. 0 111 1111s ;) 1n a 101 ta do.<, fahn ca r1tc~ 1<:,c· 
. 1] 11,h .l ~ / g tt1I ~ ' ' ''Ul r<,1 ,. 
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\ · 1-r11..' \ dtl n~ l ·1 I , . f·is Jll"<', i escs d1 s pon1 Vt' IS no rne rcado hra ~ilei . 'J". 
\ t• , J l , -, l l l\ '\ 1> li tn ,l S <. • 
0 rc >. 
, . ·m1' , 11.. .11 ~H , • ., • • - J d t -
l -Xl . • • • 'ti, -· n·tra m aior prectsao o a a a p açao , corn o <; c~r, !\udwmctrt,l 111 .\1 t ' , . · lrn tdr . 
· . . {. i· prónria prótese. Exemplo: Symbto (Bernafon (pl "' >. 
,cmk1 cnuw.lP~ ,1u.,v_u, l,l . r-® > 1 vexu., 
l ln tt ron ~)); St1lJ(}, [), l'tl (W tdex ) . . 
l l ' 1 iftcado _ análise do sinal como um todo para processam ento . ,ana u n . . ,.,_ A1 . trn 
l _ . ·,or rapidez Sensação de a1uste 1nstantan eo. gorJtmo de dorni' . rc-mp0 rea , LOm ma · n1<J 
dn rempn. Exemplo: Symbio (Bernafon®) . . _ 
. Ênfase das freqüências da fala - enfattzar a fala com relaçao ao ruído 
ambiental, melhorando a inteligibilidade de fala. Exemplos: Symbio (Bernafon'\ 
Càntt1 (GnResound®); Digifocus Il Adapto, Atlas (Oticon®) ; Prisma, Signia, Triano 
(Siemens®); Diva (Widex®). Ou redução adaptativa de ruído de banda estreita, corno 
no Ncxus (Unitron®) . 
. Gerenciamento do efeito de oclusão - reduzir através da programação a 
sensação de oclusão que o paciente possa ter. Exemplo: Diva (Widex®). 
· Microfone direcional - opção para uso do microfone direcional em 
situações específicas, minimizando o ruído ambiental. Exemplos: Smife, Symbio 
(Ber_n~~on®); Digifocus II, Adapto, Atlas (Oticon®) ; Prisma (Siemens®). Ter 
poss1b1lidade de escolha de polarização, como no Nexus (Unitron®) . 
· ~er escolha de direcionalidade adaptativa, como no Canta 7 ( GnResound®) 
e Triano (S1emens®) . 
. . ~ulti-canais - possibilidade de divisão da f: . d .. ,.. . , . 
canais, propiciando ªJ. ustes · d d aixa e freq uenc1a em van os 
. . . . . m epen entes para cada um E l . . ® 
D,gifocus II. Drgtli+e.com Adanto Atl. (O . · xemp o . Smzle (Bernafon ), 
. . 'J c ' r , as tlcon®) · S L . . . 
Prisma, Szgnia, Triano (Siemens®)· Nex 1 , . ' _ 1Jace zne (Phil1ps/Belrone®), 
Múl . ' us, unzson (Unnro ®) . e . . ®) 
· tipla memória - possibilid d d . n , Jenso, Diva (W1dex . 
d d d d ª e e mais d P0 en ° ser mu a o através de uma eh b _ e un1 programa n a pró rese, 1 ave ou otao n , . 
um _con~o e remo~o. Exemplo: Smile (Bernafon<!l))· a propnaprótese ou através de 
(Oncon ); ~pacelzne (Philips/Beltone®); Prisr. s' _Ca~ta 7 (GnResound®); Adapto 
Umson (Unnron®). na, zgnza, Triano (s · ® 
. 1e m en s ) ; Nexus, 
. Overshoot - sistema cornpr"'s -
• ...._ so1 que , . · 
inte rrn1tenres , como: alarmes sirenes d e ,uivado son1enre .. 
ulcrapa~sern 1 o dB d· . 'd· ,, .1 • • e a mbulâ nc ia , 1, . para sons forres e , ª sai a m :1x1ma es11 ub :l- . ' ,)o te ia _ 
Exemplo: 5paceline (Pl11·1·r ·/B 1 '"')p t cl , to , nando estes s ' erc , d esde que 
J 
1 
.s e rone""' - ons rna · 
· Supressão de .som .s u · · i .s confortáveis. r ave ou exp ·1nsã 1 · . 
micro OJH: para não arn p lif1car ~on . l . • .' ' o - t •rn1nt1ição d 
. _.., .1 m 11e111 a1s su aves cc>n . a sensibi l1'd d d 
' 10 ru ído l , a e o 
e e ve ·1 
n ti ador, a r 
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·ntt l' 1 n 11 1n.-.. 1 x<·111pl 11 , 
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\ )' 11/ /,Ili ( 1 \ ( 1 f I d f 'f f 
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) ( rll!/ r/ ' (( 111' 1 
' ' ' ',11 l11 
i f / tH' ) 11 ,if r , / ( l l 11111 ll 1\ t ,,1 11 11 • 
'
1}~ //t rl f 11,11111 ( ' 1111r ,,, . / 
\ ', , .,, , . 1c· ,.,.~·-.,H ,l t· ./<'t·d/J,,,·/.· : ... llp ~ ., . 
, 1, :-- t\ 1' 
11·d11 \ .III d., l ">',<, 11 1111 1 1 1 
1 • 11 ' ' 1 J f 11 11 111 1 ir11 .1 / 1, 1,!, / f 
l l 1 1 • 1 1 
.111' 1'' 1, .,,,·() rn l11 \ .1n t <l g ;111101 1. 1 lt t·qi i[- 1ll 11 . ,1 
.,~. '"') / ) ·1· li j) . ·; · ' ( '> I'('( 1 I< ,1 'l " ' (11 ' il ,, ( / · , j / I /, , (lknulon ; '.<!.~ 001·1 ' 1,~1 1/ <'. r ·o111, 11 11111 (C) ,,,, 1 u r. '/ri r,., 
1, ,\ )Ili t< . . .<•1') · N , . . ( . . 11 ( 1111 ) \ pr1rl'/.1m,(M,d ·/ 
.,.,, tnsm,1 (~tl' l1l t ll s , <.\1t.1, /111.1011 ( l J111t 1<i11 '''' ) '[1 
lkl[1Hll ' . , , ·. , . / . 1 .· 1 
At1YO _ .ll1.l ISl CO llllllll.l l() S lll cl que Clll r-t I ·1 f 
. J . ' ~ e J e () 1 r 1 1 l, r () () l l( . C,.tt 1 ( (. h r I d ( 
. ., 111 ;1J \Hovc n1 c nl e o tcccptor; n ao rcJ nzit l<lc . L 1 
,n 1:- l) • · · J <> g,11 1n,, f· 1. < J 
.ipt ' t'111°'")· (.,anta 7 (Gn Resound(R)); Adat>to (C)ticon("J)· ( 't' f/n ( l , ·,, iyrn '/lfJ 
(S t' t' ll,l t , ,.... . r 
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• , , ) • .,., trt )Jun,~n\ 'J 
. Ten1pos de con1pressao man1pulave1s - po<lc vari,.,r t _ . 1 
_ . . º 0 t rnp<> u c at:i<JUt..:, 
. neração da con1 pressao. Ex.: Dzgífocus II, Adapto Jltfas (Oticon',;)· S 1 n.'t ut ® ' . pace ,me 
lPhilips/Beltone ) . 
. Tipo de compressão - escolha da compressão, por exemplo: WDR~ 
silabica, curvilinea, dual, etc. Exen1plos: Digifocus fl lJigilife.com, Adapto, Atlas 
(Oticon®); SpaceLine (Philips/Beltone®); Prisma, Signia, Triano (S iemens,;;,); Nexus, 
Unison (Unitron®). 
Ao surgirem as próteses digitais, o principal marketing das mesmas era prótese 
100% digital, fornecendo qualidade sonora de um compact disk (CD). Esta expressão 
pode causar algumas ambigüidades: se uma prótese fosse 100% digital, o "som" que 
sairia pelo receptor seria semelhante ao ruído de um fax, pois es te é o verdadeiro sinal 
digital. Contudo, nosso ouvido não está preparado para escutar este tipo de sinal e, 
portanto o sinal que sai pela prótese deve ser analógico. Quando dizemos que uma 
prótese é 100% digital ou totalmente digital, estan1os nos referindo ao processamento 
do sinal internamente que ocorre de forma digital, mas a entrada e a saída do sinal 
sempre serão analógicas . 
. Com referência à "qualidade sonora de um CD", esta ter~inolog,iJ. é 
parcialmente verdadeira: as próteses utilizam o n1 esrno tipo de tecnologia dos CD. 
uma vez q · 1 , ·d e d. · l , ' l ·1r1L1l·1r o "ºm sem 
, . ue o sina e converti o na ,onna 1g1ta , e poss1ve man r L - , , 
acrescimo . d 'd . · 1 . · r )t .,..;e tn ruido 
. 
5 e ru1 os. Contudo, ao conseguir rr1ant pu ar o son1 iu P l e:. ·, • 
rn1xado com . , b' . b, .., .. 11 nd t 11rorese. Em 
e . 0 mesmo, p que os ruídos a1n 1en ta1s tam em en tI.'H r ' · _ . _ ... 
On.trapan1d 'e - / 1· . ·'l , . )S -,obre c ond1t,Uô id · a, os D geralmen re sao gravados em es tuc tos si t nc1ºst - · _ _. . , 
ea1s, port· - . , . . . ('i ) A , ·ur.11·,to rL' LH .. tün.1 '.'l 
rn · anto estao l1v1·es dos 1·L11dos :1 n1h1enra1s · co mi ,. · 
"
1a 1) ' d' · · · · · · 1· · 1 ,si m a tfer ~ d . . . , . . . 1' lúPic;i e u1 g,1t :i .1.. 
corn.
0 
ença a 9ual1da<le sonora e ntre u1na pi ntLSt: ·11 J r 
urn disco <l · ·1 
e v1n1 e um C l) . . . . . ·l , timLt 1l.W 
• A.pesar d , <l - , 1 . . ' •·e, ·1ull1tt\JS, L ,l. · 
~ar,~Fa-· e to a a cvo luç 10 11:1 area tas pi o tu; · ' . _ . 1 .1pc.·n:1) zern total , . . , - 1 ·1 . . . s 11 a :1ud1ç:w JH ) I nu , , 0auxil 'ia mente o usuano, Jª l.lue nao res ta x t.lt. ll1 · J · , ,10 co nri 11u.1 rn a · f. • .... I· IH)"s t wui t,. , stnd0 ouvir e entender ,nelhor. A bw,c 1 da per c t<iJ<> t .t · · · · J' · , " urn grand d . . .· .. . . I · nú1 c..;c'- ,u1 111\.1. . 
e esafio para 0 ~ dive r~os hhr 1c 1111Ls te 1 
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' "nt"'" l \mplifin, .1n,i, 11, 11 11 .1 gll t 11 1111 -" º ' ',1 i , pt1onsan. 
u.. l y 1 1111 Ili< l (l() l I' !OI 1. . \. 
l11111utt,,,,, ,. nl ~.-" PI' ( 1 ' 1. , 111111k .1 h.111d y r lo%:Hy. ~ lcarmgJ 2000 ;53(3) :3-44. 
l ) 1 h \11lll' 11 ,I 1.-1111111<1 tlf,\ 111.1 , l • 1 F' . 1 ()88 40 ~ ~~" t 1,~ i !,\ \' ·' 1 1 ( ' 1 1111 l \11 l'nt llll'll l"\;I. San 1'.111 n · Nov;1 ·rontc ira; . r- - 1. 
\l\l l l ) I "1 \Ih' lllll' "' ' · ' '" 1 1 . I ), . r, . • . , . ·h h . . 
, l,'.1'("11~ 1' 1 · 1 . 11 · ttin•• 11d , . li, l'n lLHkM( :. /\111 pld1ca 11on orl e ca r1ng 1rnpai red.3ªed N . \ l'< t\.'<' k \\ 1 h,i-,,n ,ind ,l, ., ,· ''!'" ,, n t '' t L. r,. . c,v York, 
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\ li 1 
, "('ldi .1, , , 1 s, ,11 rn 1 ,rnlivtdua1s d1 g 11 ais: carac tcnuçao e utl 11.açan e rn a u tos com deficiencia aud· t> " 1 1 '\ {',U'\' 1()!- \ l l JI , . , . . .• . • ' ' . J - f) 1 . J 9<)9 n,v. 
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- Capítulo VII 
AMPLIFICAÇÃO EM CRIANÇAS 
trlilene Marchini Boéchat 
Se reflerirmos sobre a responsabilidade de nosso papel ao contribuirmo5 
1ara que os sons do mundo sejam identificados por indivíduos que por alguma razão 
l b - . 1· d não ouvem em, nossa preocupaçao tnp 1ca quan o estivermos falando de crianças. 
O impacto da deficiência auditiva na criança é complexo e multidimensional. 
o que inicia como um déficit sensorial pode facilmente comprometer o 
desenvolvimento de linguagem. Qualquer dificuldade na linguagem pode, por sua 
vez, influenciar o desenvolvimento intelectual, sócio-emocional e por conseqüência 
a qualidade de vida da criança (4l. 
A diferença entre "remediar" e "desenvolver" estará intimamente relacionada 
com a urgência com a qual foi realizado o diagnóstico, assim como a introdução 
subseqüente da amplificação para a criança deficiente auditiva. Assim, todos os esforços 
serão bem-vindos para que a lacuna da privação sensorial se resuma ao menor espaço 
de tempo possível. A ausência do estímulo, condição essencial para que a criança 
desenvolva linguagem e apresente maturação adequada do sistema auditivo central, 
irá implicar em alteração significativa nos mapas corticais. A amplificação representa, 
nesre sentido, uma grande chance de se modificar os rumos da sorte da criança 
deficiente auditiva. 
A cóclea humana inicia seu desenvolvimento a partir do vigésimo dia de 
gestação, com a transformação do ectoderma da placa ótica ou otocisto. Sua atividade 
funcional aparece por volta da 25ª semana e vai melhorando gradativamente. O feto 
humano, além de ouvir sons intra-uterinos, é capaz de responder a eles, indicando 
que a experiência auditiva pré-natal traz implicações para toda a vida ( I .9l _ 
Estudos com mães durante a gravidez mostram que se expostas regularmente 
a determinados tipos de sons (leituras ou músicas) , terão recém nascidos sensíveis ao 
estímulo previamente dado, mostrando reações consistentes após o nascimento 
(movimento de sucção) . Apesar disso, o cérebro humano não esté:Í completamente 
desenvolvido ao nascimento. Embora a produção de neurônios atr:1vés da divisão 
celular atinja seu ápice aproximadamente 16 a 20 semanas após a concepção e nenhum 
nov~ neurôn io seja produzido depois disso, 0 desenvolvimento de novas e mais 
eficientes e - · ' · · ' 'd d d Ir (2l onexoes smap ucas contmuara na 1 a e a u a • 
59 
11 ,ll 1111 , 111t1 lk v1d .1 d c-,u 1ln 111do O . . h· I' ,,, 'i' 11 ' .11n i 
, , 1,, l I h1 11 111n•' 11111 c tll< " 11, 11 .1 n , (ll i., crvadon:, , <>s I> ·1 A l ' t1 11.: ll\·I 
h 11( ' "' ', . . e )e~ < ;1 \ \ I '' ' ' 1 1 1 1 ' • . . . • ) li V t •H Il i 11, .1, f l t 1 <' lll\ ' llt 1' 1 lll g l t.lj',( Ili < ,l j)l t:Sl' ll t atn . l111 ., 
,,. 1 , 111 ,)11'' ", 1 11 St: ha l, 
n••i 11 ,I. 11, 1 ' , n l1., d e ,111 1 . 11111 1 e ll ,H e N l'\Sc rn ~ta 111 
1 , 1,q 111 11 11111 , I'"' 1 1 li <>rncnl \· 
' ,1 \ f,,, '''!,' 1 1 1 111 ,111 ul111t ' c·1ll o l ' li l< H '\ d<: t onex ~ <> , i, 
' • i,, ,1,, ' ' i , ' ' ,. ' e, . , ' I . ncs 11 (· ' 
, , 1 •''"'' ·" 1) (1' t·,,1· 11·11111n , o 11111 1111e 111.1 a11 11> C\ t âo , llr;1, , 
j I li Ili hi.l' \li.li \ . , 1 1 CX;tt ;.il)) , 
, ,,~,, ,, 0 0 1' 1 ci t ll' 'í ,111dtt 1vo (J11.11H o a cnt rat ;1 s<:n\ori · I t: n1 l 1 'Ih \f ,II \l ' \ ,ll\l () l . , 1 f)() ~I \ • 
, " ', t ih 1 ' t, i I lnwntl' d11 ra 11 11 · os prnnc1ros csdg10\ do dcscnv I . 1t:1ria 
' . 11\1 1 1 l\ , tn j'll ,\ l'.\j'l'l 1,l " . . 1· . O Vlf11 (.:1 
" , , ,,, ' 
1 
, htnl llm;HS dos n c1tro111os no sistema aut itivo ccnt , I 1t1 ), 
,, \ l hl, ,ml't hH~f_tt .1:-, t . . . d " . ra pc)<J . 
i, f'• 'l 1h · 1,. l"' m.imsdnl•1,1, os dc1tos nouvos aausenc1a deentrad- c r,1 
, r H, p,,,)J..,,,,, rn .1µ.u ~ l ' 1 ( l 'i ) a1-.on1n, 
, li l . m t rc111trodu~ao ( o csmnu o . 1 
, xk1n ,,-1 rn,' Wt ,ll t' :-- u1 . 
'I j )!Yimcnto cerebral que totna corpo antes de um ano é mais ráp•,i 
1... oc,cnvt e ,.., lul b t1.1cJ t 
i , ~ ,amenrc realizado. Ernbora a 1ormaçao ce ar cere ral do ind· 'd 
, \ h'l1' '' \1() qm. o prtV .... .... b , IV t Uri 
1, . . do nascimento, a evoluçao da maturaçao cere rale dependent d ,,ri.:-i,i ~'l' n1P lt,l ,lnres . . , . d . 7 e as 
l , · . b r";S e das experiências que ocorrem no 1ntc10 a vida ( )_ int uenc1as am 1en cu 
Esrudos radiográficos usando tomografia de emissão de positrons (PET-
. · ) mostram que de algumas células iniciais, o cérebro pré-natal desenvol :-~annmg . . ve 
bilhões de neurônios por um período de apenas alguns meses. As sinapses entre os 
corpos das células cerebrais podem chegar a 150~0 po~ neurônio. Estas conexões 
..:nam os caminhos físicos dos cérebros por onde serao sedimentados os aprendizados. 
~ os pnmeiros meses após o nascimento, o número de sinapses aumenta vinte vezes 
.ue alcançar uma estimativa de mil trilhões. Embora o cérebro do recém nascido 
renha muito mais sinapses do que ele possa necessitar, ao longo do tempo algumas 
conexões são eliminadas. Este processo de refinamento continua até a adolescência, 
auavés dos vários episódios do aprendizado e da experiência (S). 
As lesões que se originam em um ponto da via auditiva funcionam como 
efeito cascata, perturbando atividades ao longo do sistem a auditivo e mesmo 
ala.suando-se para outros centros sensoriais cognitivos e emocionais. A falta de 
estimulação conseqüente resulta em diminuição sistemática com o passar do tempo 
na performance auditiva, associada com a disponibilidade reduzida de informação 
acústica, caracterizando-se como privação sensorial ( i 4). 
Existem períodos críticos para a intervenção se considerarmos que qualquer 
~teração ~ atividade coclear poderá resultar em desequilíbrio do desenvolvimento da 
via.s centr~s. Parece haver considerável plasticidade durante todo o estágio inicial de 
dt.5envolvimenro da criança, porém no adulto, a plasticidade nos níveis mais baixos (por 
exemplo, tronco cerebral , . b 'd ' ) , .d l d •d al erdida. 
, . . e cere ro me 10 e consi erave mente re uz1 a, t vez P 
Clirncameme estes dad · d' , • " · a para 
. os m icam que o penado pós-natal é de extrema 1mportanC1 
o tstabelec1memo das · di • . _ plexos 
_ , . · . . vias au nvas que 1rao apura.damente representar sons com d 
em rnve1s corneais O 1 . tar e 
· _ . · autor comp ementa, afirmando que se a criança necesst 
mtervençao (ampl1ficar::io i 1 1 . . ,.., ) d esforço 
d e . ~ ' mp antes coe eares em processos de reab1htaçao , to 0 eve ser reno para qu · . 
e sep proporcionada o mais cedo possível (6). 
\ ,, tlll ,1 p1rtllt.., ll 1 1.\ do d1.1g11 0 "11 1 o pt i·, oc e rei , , 1 1 I 
' • 1 . • ( l l li( ,I ( 1) p(' .t lrt ,1w ·1n Jl('()I J: t t (d 
. ndP ,e fn1 lll\C( 1.11 ,tnH lll t· .11 nn ,1),lldn 1 ·1 I , tt 1,1 ,l ll • < •1 P< ,1 1111 ro1 ll ~ao 11 :10 1;.m l1 a cb 
,, 11 ,,1 r tH \1111 ,1pc1,1w1 11 v,1 fnt 111 ,tl d<· 1< .tl 1tl11, . () 1 1 . 
0,p I tt ,, . 1 • <, ,te, 11 "· ' , n 1:1 que ;i pr<, v 1\ao 
., 11, .,1 ., 1, ln1-w 111111.11 ,t .111t n do, \ (' J•, 111 ., • 1 · j I , l1.,1111p 111·"' .· , . . <,< .., ,i ,c. ,,c · (11:1pnda,ongt' 1111 :i), 
1111,111,,\ l<'rn"k' · ,1 t t 1111 H1 l d ln l , r<,1 1-. 11111 ' 1 
, 1, ., t\lll • 
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"'H'' l ' '. l 1 • 1 1 \ ,lllll' \tfH ,1, ,H' ,H :t 1,1 -~t' th 1i p1 11 lrn 11,ad 11 · I l 
• , • • 'I . • • HII .,v. , 1•11, 0 (\ r r p <' t1c ;.11, , prríodo <:> 
,., ,,•1\,1l'- lk ~l'\(}~c,_,:. l t '( p<.. t l (. ll_ll:l l 'Ol:l v.i , l()S lllodelo <., d(' pr(ll ( \('\ l loj<' (, (''-. r cr:~do 
\11 , nl il ll ,tvn ~1..1,1 11\ t I mi 111.1 d .1, n 1c s 1110 corn resu lt ''(1<,s ·1 1 1( l \p 11..·.1 , r . · " · ( 11< J<> >gJC.o, inu>rnp cro,. 
1 ., li \t ,. no cntalltU de IC.S llllllf lllll a cta n ·1 t ;; () ·,,nr( rt t f d N ,\1 ' ~t ' • . t ( (1 ) :-t l e e rn IJ m r J 'l(,;:J r e 
Ih Nl •H) se 1)0Jc 1nadvcrt1damcnt e achar (JUe cm funça-< J f 1. ·1 d l ) ( )~ • · . . · ) e urna rcc,pmt::i raíJJ a 
\..·n,u,,·:1. . qualqu~r equ1pamen_ro sc~ta da mesma form a efi caz. Ape5ar da g;ande 
versarilidaJe de a1ustes da ~mplificaçao de tecnologia avançada, muitos detalhes devem 
ser minuciosamente con5idera?os . A partir do início da estimulação, as necessidades 
da criança poderão ser atendidas, talvez com aquele modelo cuJ· as características 
· lh (sl parecem se encatxar me or . 
Vários aspectos são determinantes para as etapas pós diagnóstico e apesar 
da urgência que se impõe, deverão ser considerados: 
1. Equilíbrio da sensação de intensidade: conforme o bebê recebe o estímulo 
e novos engramas são criados, ele poderá dar alguma referência de desconforto que 
não apenas dos dados da imitanciometria - o bebê, se lhe derem chance, irá demonstrar 
suas preferências a partir da experiência sonora que lhe oferecem, principalmente 
quando se trata do que é forte ou fraco . Em função do volume do meato acústico 
externo da criança ser menor, a quantidade do NPS medido próximo à membrana 
timpânica da criança será maior (menor área, maior pressão) . O profissional, desavisado 
sobre estes fenômenos da física, poderá superamplificar determinada região além do 
que supõe, causando desconforto. Para crianças um pouco maiores, foi proposto um 
método para se identificar o desconforto relacionando a sensação máxima de 
intensidade com a atividade lúdica concreta de se chegar ao limite (farol vermelho , 
copo cheio de água, recipiente repleto de pedras) . Quando o sinal chega a ser 
desconfortável, a criança, por exemplo, ascende uma luz vermelha, indicando ao 
examinador o que considera intolerável (II) . 
2. A conformação da anatomia da orelha da criança: existem sistemas mais 
ergonômicos que outros e o contorno específico de um modelo poderá acomodar-se 
melhor à orelha da criança, ou ao uso de algum outro dispositivo (óculos, por exemplo) 
facilitando o conforto de mãe e bebê. 
3. Controle de microfonia: se a orelha do bebê for por dem:lÍs diminuta, 
terá que se procurar um sistema que controle a retroalimentação, d~ forma .ª não 
su~rimir informação valiosa para a criança, principalmente em _altas treqüênc_1as. A 
microfonia pode ser acústica, mecânica, magnét ica ou elérn_ca e . se r~la_c1ona~1 
respectivamente com looping entre microfone e receptor; filtros v1brac10na1s; mduç~~ 
111
•
1
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qur llH1tt.1., vr,t·, 1c,ult .1 r 111 pt)1d.,, /\ l<'l rw lngia d1w1 al, m·s1c .<icnti<lo, ofcrtt . ªui\ ,, 
ll'I. llt\n~ p.u., IHllllll\1 1.l L, , Plll c) pu1 c-xc ·111p lo , 11 i;,111do n111danyt.\ de fa.,c e ra.,rrc·,<.:<l Í)ltti,r 
1 1 . , J u. < irc•1 l ('h. P ,\\lhHll,Hll\l\ ll IH t' th () ,1 \, 1( IIÍll ,11 IIIC' ll(),\ ,1 p c·IÍorlll íHKC e ;i pr6tc.,c ,(, 
l l l,n d<' t<.·nwlogi ,1 dt.· m1 <.: rnfo 11c.1t . ;i d11 c'( 1011rtl,dadc do rni <..rc>fc 
l J 1 · l 1 1 . f. 1 111 t: 1 l \)ll~l\ \ 'l.h l,l ll .l ,\I li,\ ll ,\li(' Ullll() 11111;1 ( ;1s Í<Hlllíl .\ fllíll !\ C CtlVíJ ,\ ( C \{: rcJ1r11 r ru',.J 
j l l' 1 ( lq,, d, 
1llth1\, ,1~t t' w1c 111n,1 va i H'd:td t: de alt cr11at1vas de mi tro om:., d,rcucm a,, ~e 
1 l l l 1 ' ' I .1·ó·J) J gurJrj, \\l.l j)l' ,lrt l :1c. e (l ,lrl H)H. e, h1prrcard101c e, t ~upcrcaru J I e , a ém do núrn< ' 
. , . . d . . . J .rri ,i, 
m1i.. rnl~HH's cm um t~n1e<~ sistema '. ' 11 . Apesar e tnJCJ_a mente _<>p ta rrn<J', fJc•k 
tntlTntnncs un1d 1rec1o na1 s para cn anças (em deterrn rn adas c1rcunstánu~-
dtt\',:1onalid,1dc reduz a redundância da mensagem comprometendo a est1rnub~;: 
de lmguagrm) . Podemos encontrar alguns sistemas, principalmente na tecn<Jl/.; _, 
d1g1taL que se auto-regulam conforme a situação acústica do ambiente, ou agu:t 
em que se pode optar por ora um ora outro por determinação inicialmente da farn i1ia: 
profissionais da reabilitação ou escola ou mais tarde pela própria criança (desde que 
devidamente orientados para tal) . Ela não será um bebê indefeso para sempre e espera. 
se que as próteses tenham uma durabilidade de alguns bons anos antes que sejarn 
trocados, tendo em vista seu alto custo para os familiares, como para o estado, em se 
tratando de uma doação. Uma criança que tenha iniciado o uso por volta de sete 
meses, aos três anos terá condições de ter algum domínio sobre a manipulação da 
amplificação. 
5. A indução magnética, que antigamente era considerada como mero 
acessório de pouco uso para a criança pequena, uma vez que estava destinada quase 
que invariavelmente à captação direta dos sons do telefone, hoje deve receber atenção 
redobrada já que é também através da opção e manipulação acertada deste recurso (d 
entrada de áudio seria a escolha preferencial, porém mui tas vezes existe 
incompatibilidade nas conexões dispositivos, fios e sapatas, além da limitação do 
movimento pelos fios) que a criança fará ou não bom uso de seus sistemas FM . 
6. A potência da amplificação, medida em ganho e saída também é um 
fator a ser cuidadosamente avaliado, já que a determinação do modelo poderá 
influenciar diretamente na audibilidade da criança. O benefício da amplificação , 
também será medido em termos do quanto a criança está apta a detectar e reconhecer 
sons médios de fala (55 a 85 dB NPS) . Não é difícil conseguir estes benefícios 
isoladamente, porém agrupar todas estas condições em uma única prótese pode levar 
algumas semanas. Um passo inicial seria hierarquizá-las em prioridades até que se , 
defina o mais rápido possível aquele modelo que minimamente atenda às exigências ' 
mais indispensáveis para a criança sem, contudo, deixar por nenhum instante que ela 
exerça seu direito ao uso constante durante este processo. 
Deve ser compreendido por rodos os envolvidos que o procedimento de 
avaliação da audição e da verificação da performance da amplificação em uma crianÇ1 
. 11111.l 1.Ul'l.1 l JIH , . , 'I'( llll)Vllll ·1 t I f l )l'q11(ll,l 1 1 ( 1 11 'd(t , 11•,111 1( ,1 'I'" a i~l llTI te nip<J '-,C' J,J 
1. ut't1ll11 e nwd.111, .1., ·"' l1111 g p d11 i .111111111 11 , 1·1.1() p1 !'v 11,fvc•J<, ,11c' <111< <1 JJí<H ( ,,i,o final 
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1, ·1 1ll1) l ,rnw h.1sc u I' ' PI o , 11 1 1 1 1 ., , 1 11 l , t 1.1 ,1 pup11 ;1cr ;1() pu 1;1 rr 11 .1 pr,,po ',t <> 
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.111,,,lt11, .l,,\I) l l l • , . ,", 
l l) nh1 ctivo inicial, d_a amplil icaçao é as.segurar que a crian~J aprc<,c:ntc: 
.tll ll 1bd1d.1dc co n.siSlcntc e suficiente para o sinal de fala , a níveic; con fort áve1<, () 
111110.wJioklgn L: 0 profissi?nal exclusivamente qualificado para selecionar e determinar 
.ts c.,r.Ktrnsttc,1s da amplificação para a criança. 
2. Limiares iguais ou acima de 25 dB NA podem levar a criança a apresentar 
difinJdade para perceber aspectos acústicos da fala necessários para o desenvolvimento 
de linguagem. Devem ser consideradas as situações onde exista perda unilateral ou 
perdas apenas em freqüências altas , também como fatores limitan tes para o 
desenvolvimento da criança, principalmente se outros comprometimentos es tiverem 
presentes . 
3. Em adição aos limiares comportamentais aéreos, deve ser observada a 
relação consistente entre as demais medidas: imitância acústica (timpanomeuia e 
reflexo acústico) ; potenciaisevocados de tronco cerebral (PETA) , preferencialmente 
via óssea e freqüência específico e emissões otoacústicas (EOAs) . Não é possível 
relegarmos a uma só medida todo o processo subseqüente de determinação das 
características da amplificação. Portanto, minimamente deverão ser consideradas as 
inter-relações de qualquer informação audiológica pertinente, principalmente em 
crianças abaixo de seis meses. A testagem em campo livre não proporciona informação 
suficiente para cada ouvido individualmente, assim, a avaliação com fones é 
recomendada, sendo de preferência fones de inserção para facilitar o levantamento 
das diferenças com o acoplador e o ouvido real (RECO) . O reconhecimento, assim 
como os limiares de resposta para fala serão valiosos para se determinar a necessidade 
e o benefício da amplificação. As informações colhidas durante o processo de avaliação 
deverão ser acrescentadas às informações dos pais e outros profissionais que tenham 
contato com a criança. Com relação à pré-seleção das características da amplificação, 
as recomendações prosseguem: 
, . 4. As próteses, para a maioria das crianças, ,de:'eria~1 in,clu_ir: entrada, de 
aud10, indução magnética, chave M/T, parâmetros acusttcos JJUStave1s e ~e poss1vel 
opções de segurança como trava no controle de volume e gaveu de barena . 
. 5. A adaptação física deveria ser a~r_opriad;1~ e co n fordvel e os mol~es 
fe1~os co m materi al anti -alergêni co e macio ~s il1conc) . Em_a lgt~ns casos , o m~tenal, 
~ss1~ como O tipo <l o molde, sedo mod1Ílcados em funçao das nece:s1dades 
audiológr·c d • detrim ento <lc outros aspecros rendo garanttdo , por as a cnança em 
su POstO, seu bem es tar. 
63 
,, a n~o ,,cr ,~11 c h,lja ali,urn, 
. (l /\ hi 11 .1111,did.Hlc d<·v,· ,,., •jc rnprc ª op<,,~ º ' rc· udk ar a pcrforman~ <l: 
c-v1df 11t i.1 dl• q11e ,t 11 mpl il1c :1c, i1<) c111 urrrn da~ orclhMi irá P1. J • ação do efeito w,rnh • . 1 • ,ai e 1m1n~ ra l t 1.rn,.1 /\ 11, va 111.1w·11, •,,10 í11 (1m,·1a-. (~n111 :1<,fi0 r,,nalJ ' os) porém a príncip-/ 
1 , 1 , (J - n1rc ou.tr ' Í1 ( ,1 rn '<\,1, lot ,d1 ,,1~.10 , 1<·1 p 11~wr ,, n,·11 10 11 0 ru eº '" (ou com amplifiCJ',,âoJ Jrá 
~r fc•,c· M' .111 11\1 o d., p, iv.ut.111 ~,• 11 1.irn ial ;, or<·H1~•. mclh':,' ()u a. nto ao w,n binaural 
tmpn, ~ 11 1t· ll 1.1 t•111 d,·1,v.1111 ;1g,•111 :1i11 d:i 11w11or ,•1 tmiula<,t1º · j várias fon te'i sonor~: 
'
. t onrenl<> /4 , 
•' n "'''~·' pa,Mt .1 111nirn p :1 1 I r' do 1cmpo cm ;, ,n ,,er,ic'l ~ continua competi<"& ,-
f·, • 1 1 · . é tXJJ')i,to a r-'-' ' e Mtper t 1n rr f ex iva.i., ah1111d ::i 111 c•f.l () .i.ic.. t<•rria ,Hl< ,,,v,, · d ufdo ou ccoi. . O ato dt 
(' tHt't• prrcrp~fio e loc 1l i'l.a1yno ele 111 m1 fon rc cio11ora, além . e r d, , habiJidad d 
. , l . . . nmor~ ~~s a.5 es e 
l <. S() :er CSl8 con1pct1 Çio é 11npor1antc p~ra que sc,am :P d . s. Q sistema binaural 
localização, rcc:onhcc.irnento da fo fa no ruf<lo e -,uprCfi,sao e ea:._ ~ tH>, 
,( 1 . • trés iunçoes . 
1: recon \cc1do J)or rc1)rcscntar papel determ inante ne9tas · J, ., -~ · ' . jni~retro3uncu art, sao ()', 
7. No que tange ao tipo, os retroaun culares e m a su..sten ta.ção atrá 
mais usados, principalmente em bebês, onde há pouco espaço par . J . 5 
d d to(inrra auncu ares, intra ªorelha. Os dispositivos posicionados no pavilhão e con u ( . · 
. . . . 'á aiores se1s a oito anos; 
canais e microcanais) poderão ser optados em cn anças J rn /d da . Ih 
'd d ô · sau e ore a externa 
consi eran o-se vários fatores como condições anat m1cas, a1 -L 
e média, capacidades motoras, características audiológicas e comportamento ger ua 
criança. 
8 A . d' . 1 r de alguns defensores . tecnologia do momento é a 1g1ta e apesa , l 
d d l · ·e á · hoJ·e é poss1ve q ue uma ar orosos e outras tecno ogias se manuestarem contr nos, 
' d' · al · d · d al tra p rincipalmen te no protese 1g1t consiga repro uz1r a resposta e qu quer ou , , ,. . 
que se refere aos sistemas à compressão. Mesmo em termos de ganho e sa1da (po,te~cia), 
podemos encontrar modelos digitais igualmente ou mais fortes que os _analogJ_cos e 
híbridos, com a vantagem de melhor administrarem o infortúnio da mtcrofon ia. 
Com relação à seleção e verificação das características eletroacústicas, o ponto 
de partida é a determinação de um procedimento de prescrição de ganho que leve 
em conta as peculiaridades da população em questão. Dentre as diversas disponíveis 
no mercado, (as mais sofisticadas são apresentadas em softwares) destaca-se a D SL II 
O (nível de sensação desejada) . Inicialmente desenvolvida para crianças, foi criada 
em 1982 por Richard Seewald, na Universidade de Ontário, Canadá. Mais 
recentemente, modificações introduzidas permitiram sua aplicação em adultos e em 
instrumentos com WDRC (compressão de área dinâmica ampla) .(Mueller e Hall , 
1998) O ideal seria que, após identificar a meta que irá nortear a busca das 
características eletroacústicas, a prótes~ fosse pré-ajus~ada utilizando-se um acoplador 
de 2 cc, com as devidas correções advindas das medidas do RECO. 
Os procedimentos de verificação do benefício da c~iança com a amplificação 
são a pesquisa da audibilidade através do levantamento ~o_s limiares comportamentais 
( d . etri·a lúdica VRA) e da performance eletroacusnca, através das m d' - . au 10m ' . ,.. REA e tçoes m 
't (REUR - resposta da orelha sem amphficaçao; R - resposta da orelh 
si u l' fi ,.. . REIR - reposta de inserção) . Além da audibilidade d a com 
amp i icaçao, e fal e , . evem ser 
. dos os níveis de melhor coniorto para a os ntve1s de desconforto E pesquisa . stes 
h 1 \1 lt ll\ ,I 111q1011 :111l l l I' 11.1 11111 ,1 
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1, unt)I d KJcao e a nós os doi s ·tn <.ls , . : , d 1. h d 1, uSL' u., · " r ' · ' · , ,l c1 unça cvna ser acompan a a no 
1.ll Í S . 
n,tnin1t1 ,l l :,ll •1 scts me:.;;es . eª ~nança inicia o processo com idade menor do que se t\ 
rncsrs. :1s ~isiras dcvcrao ser mais freqüentes e próximas, de form a a dar mais apoio a 
lriança e tamilta~es . Os aspectos a serem observados incluem: meatoscopia, avaliação 
.ludiológica, verificação eletroacústica e subjetiva dos instrumentos, reavali ação do 
RECD, medidas in situe testagem funcional. 
Espera-se que o fonoaudiólogo mantenha-se atento a qualquer reação adversa 
da criança e tenha a humildade de curvar-se ante as in formações des te pequeno 
grande ser, sem su~estimarsua capacidade de interpretar as próprias sensações, mesmo 
que para isso use simplesmente o olhar ou outra linguagem que não necessariamente 
apenas a comunicação oral. 
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65 
A.DAPTAÇÃO DE PRÓTESES 
AUDITIVAS EM IDOSOS 
Katy,, (J'uglielmi Marcondes Freire 
l 'onsidL-rada a comu nicação um meio vital para o ser humano manter-':le anvo 
1111 ~t' ll 1ncin, ,.:~mprccn_dcmos a importância da atuação do fonoaudiólogo no trabalho 
( t1111 0 idoso. A tonoaudiologia, tratando-se de uma ciência que se preocupa essencialmente 
,:l1111 a comunicação em seus mais variados aspectos, pode oferecer uma contribuição 
fundamental na re-inserção do idoso deficiente auditivo na sociedade:-
É nítido observar na rotina clínica que, dependendo de aspectos que variam 
desde o grau e tipo de perda auditiva até a aceitação da deficiência, existem pacientes que 
se adaptam muito bem com a prótese auditiva e que apenas com o próprio processo de 
seleção e adaptação, obtém sucesso. Isto já não ocorre para inúmeros outros, para os quais 
somente a adaptação da prótese não é suficiente, resultando, assim, no abandono desta. 
Sendo assim, a prática clínica tem demonstrado a importância do programa 
de reabilitação, tornando indiscutível a sua utilidade. Porém , será que tais programas 
se destinam a todos os idosos portadores de deficiência auditiva? Que itens deverão 
ser avaliados para identificar a necessidade de inserçáo do idoso em um programa de 
reabilitação audiológica? Tratando-se de adaptação de próteses auditivas em idosos , 
quais os aspectos que devemos levar em consideração para este tipo de populaça.o? 
Com uma visão global e objetivando aspectos práticos da clínica 
fonoaudiológica, será abordado neste capítulo o que devemos considerar na adaptaçáo 
da prótese auditiva e na reabilitação audiológica do idoso. 
PRÓTESE AUDITIVA NO IDOSO 
Este item não tem o intuito de detalhar o processo de adaptação da prótese 
auditiva, uma vez que já o foi considerado nos demais capítulos. Porém, existem 
alguns cuidados especiais que deverão se r levados em consideração quando trata-se 
de adaptaçáo de próteses auditivas em idosos. 
Modelo da prótese auditiva: para escolher se a pró tese auditiva se rá 
retroauricular, intracanal ou micro-canal, será necessirio avaliar a destreza manual 
do idoso, acuidade visual, e sensibilidad e táti l. Muitas vezes, não é possível conciliar 
a estética exigida pelo paciente, com estas características individuais. É importante 
67 
·into .., prog rn11 1:1s a111bic 11 1ais o p acicn . 
111,1 1..k Ll" ,1<) qt t. . . - Lc.: tr;i 
1 unb\ m ll' , u t n, i \ lt11 iv1.. ' I.'- e d1girn1 s Pr-c_: c.1 
1 111n tl'-"'t.'' p1 c,g1. . 11 . 1· . J 
,,ll ,1 , 1 '- ·t"P l t t k Si na l· ,111.1 o g 1c o o 11 <. ig tta . Is to irá J 
1 r10,(•~\l l1H.' ll O l ' j e < C'.J) <.: -f ipn l <' •· • t , , ,c t1l <. ' l1m1 :1n·.'- 1011 .. t1 s < <: v1aáerea e 6sse 1. 
1id l:1 it\'\ lnp.1 '- •' ' l o 1. ' 1 e , a) lfn ' . d tq,tt.h ,c11, 111.. .I" ltH 111 .tl de , c1.. 01il1n IIJH ' llt o { e ra la e result , 1 i.:1 ,-1.: ,. 
i n t11l ( l't l t l ll 1 . . . auo \ ,1 1, ~ll .. ,t \nh ' tll ' ( l ln 1c.\ d e prcs ) l :tCl l ~ l, I , gera lm e nte r t..1 ;1 \ l\111..·n11·., ptH • l , .. ossu . 
111111 ,111~ t,,n " 1 1 1.1 ·' 1 Lt'lc l ·;to d a prot c.,c at1d11 1va com circu · t i-ri 
. , 1 !' l. 1 1 11 L ·' ,. 1 t O< ,1 
t ) '' ' l \ H \. ~ 1 · . . J • ( · • ' \J I • 1,·11 ut.rnh" 1 . , . • • HH.ltt ,vas l 1gaa1 s u 1spon veis no m ercado p -.: 
• . ' ~ h nt.l~ d.,~ r1rc) ll Sl s ' . . (WDR -,., OS<iucrr1 
, ~,1 ,ptl ,,.h \\'' /, · /)y lldm,c R.a n <;;e Cornpresston C), que pod 
t , ½,, ti pn u < ' J J • e:. e \er 
uin.t -.\' nll' 1\'-' ~- ( ~ , , • ~-id o r Ja função coe ear, amp 111cando son 
1 Hn \) u tn t o t.H I " . d ' 1 '> de 
.. 't "t,: 1 , 7 .h :l 1. { J sons de forte in tens1da e. A co e ea saudável funci i i, f t 11.: l t ' d 1m1m11nuo , , 1 ona 
,h·n~"· h \ · · l " . (l · l ) Quando existe uma lesão coe ear, ou seja, lesão d 
"""ffh ' um ststcrn.l 11.10 mcal . . r ( 1. I) / d e 
. ,tul :i , 1.. iludas externas, este sistema passa a ser inea/r . .6 l,h edqudan o ternos ri 
"" · · "' ,vrnRC O som de entrada sera tra a a o entro de urn 
r1..'.:rut.11ncnto L o1n o w u ' - ' 1 . 1 -
_ I . ente como era a funçao da coe ea antenor a esao. Sendo 
::- 1sterna nao mear , exatan1 . . 
. _. t com campo dinâmico reduzido (recrutantes), este tipo de 
.1.ss1m . para pau en es 
.:ompressao é indicado. _ / . 
Molde auricular: tratando-se de adaptaçao com protese retroauncular é 
indicado, moldes anti-alérgicos, sem hélix, com apenas uma haste sendo que o material 
poderá ser de silicone ou de acrílico. Embora o silicone seja mais confortável, alguns 
pacientes idosos queixam-se que o material por ser flexível, dificulta a sua colocação. 
Cuidados com a pré-moldagem: quase sempre é dificultada pelo 
estreitamento da entrada do canal e pela presença de pelos. 
Colabamento do Meato Acústico Externo (MAE) : devido à perda de 
elasticidade na porção cartilaginosa do MAE, e/ou perda de elasticidade das articulações 
1ncudo-maleolar e incudo-estapediana, explica-se os gaps aéreo-ósseo em 4K e perdas 
descendentes em freqüências altas. Sendo assim, é importante avaliar a relação do 
uagus com a concha, e do tragus com a porção cartilaginosa do meato acústico 
externo. Na presença de colabamento o que fazer? Deverão ser utilizados fones de 
inserção e/ ou recolocação de fones 1· · · 1 · d e reava 1ar pnnc1pa mente as freqüências agu as . 
Adaptação binaural· 0 uso de d , d' . , . 
· Ih 1 . · uas proteses au 1t1vas traz vanasvantagens, tais como. me or ocalização do som Ih h 
d 'd 1· · - d e . ' me or recon ecimento d e fala na presença e rui o, e 1mmaçao o e1e1to sombra de 6 , , · · d 
~omen re quando hou l ~a eça. O uso monoaural devera ser 1nd1ca 0 
ver a guma contra-md · - 'd" , . icaçao me 1ca ou problemas otolog1cos 
REABILITAÇÃO AUDIOLó 
AUDITIVA E SUAS IMPLIC Gl~A DO IDOSO - A DEFICIÊNCIA 
O Brasi l está passando AÇOES PSICOSSOCIAIS NO IDOSO 
- . por uma fase d . -popul açao 1dosa crescente com e trans1çao d emográfica com uma 
, um aumento d . 
dados do IBGE (1998) , a expect • d . ª expectativa de vida m édia. Segundo 
at iva e v1d 'd º 
e para as mulheres é de 7 1,4 anos. ª me 1ª para os homens é d e 63 ,9 anos 
l 1, 11 , 1 qtl <' l ll t' l1H l11 C 111111 e , t, 1 1 . 1 \ ( I IJIC 11111 ( Vl< I( IH 1 /. 
111Pbl1 11 1.1 , d,< n, 1c 11 1l , 1 li 1•1111 '1" ta111 H' Jrl A <, lllll 
1 l 1' ( 1 " 1 (l ( li V(' li ' ( 1 1 li ' 1 l 1 ( ' I · • ' .. , 1 11 .., 1, 1,n 11, 1dl· 11111 ,, ,, li 1 ., 111 1 • 1 1 1 
111 1< ·' • '011,eq11c..•n, 1;:i<i da 
li 1111 1l( • ·, 1 1gc1.1 ,,, ,,, 1, l i I 
, w 1 1 1· '" 1'1'' 1 c·ni ., i, e e d<' 1i trc·n m,-1n1wl 
1 1\J\ll,l( ,lllllll\ , I llllt l \ (1)(1, , , , l tt•lll 1 ' • , ' IHJ V,11 ()(' 1. l f , 
'• ' ' '
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111 ,d,11 11111 11n p ,ll 111 11:, 1 1111 ll 11111 1 .1 I I · 
, ,1 ,1 111 1 I ' ~• o , <' V, t ll c" 0 111d 1víd111, ,H, 11,,,hrnntt<> 
11 ,, n ti. l i \1( 11 ,l ) lll.' 'I \ ( ' U>ll ltllll { , l( :,o c111 . , ' 1.1 (fl l 1 1. ,r , 1 1 dr' ,. (. () ,t i nc.•; ,l c·rr1 
l lr,.,L' mod11 , o proc.c . ./.,o de rcahilll't . . 1· I' 
1 
L~•10 ,I l i (,,, o g 1cr1 IHJ ,d()\( ) Vl ",rl r<.:trr:-ir () 
1 !ti,, dntl' 1,-, , 1 .rn1 c 1110 , dando imorrd a I Ih !IH,,'' , , _ _ . t e ;i um a me or qual,ch1dc de vída, 
1 ,ndi) .1,,1111 o rdo~o e se us famdiares a li<la Ih . 
,1tJ \ t" . ·' < rcm me or com a<; 1n ca paudader, 
l ri , 1, e o !lf111rl1<'fl/J , probl emas que advém da dec-. ·, c1 · -,llll 1 ' e fl ClencJa au ltl Va. 
Por incapacidade auditiva entende-se · q ] · - ..J e I d d h . . · ua quer rest r1 çao ou ra ta e 
h,1bi lí(_fadc para esempen ar ~~a atividade considerada normal para o ser humano , 
relJc1onada ª pro~lemas audnivos à percepção da fala , em ambientes ruidosos , 
televisão. rádio , cmema, teatro , igrejas, sinais sonoros de alerta, música e sons 
. · 34) 
am61enra1s . d ' f ~ r t ,u;dri rir Cl u,jj..J) )J'f 
___ Já a desvantagem (handicap), está relacionada aos aspectos não auditivos 
que resultam da deficiência auditiva. Os quais limitam ou impedem os indivíduos de 
desempenharem adequadamente suas atividades de vida diária e podem comprometer 
suas relações na família, trabalho e sociedade, influenciados por idades, sexo e fatores 
psicossociais, culturais e ambientais (34l .J 
Somente a adaptação da prótese auditiva não é suficiente para que o indivíduo 
idoso diminua suas dificuldades em relação à deficiência auditiva. O fonoaudiólogo 
não deverá limitar-se ao processo de avaliação audiológica, seleção e adaptação da 
prótese auditiva. Deverá levar em conta também, os aspectos psicossociais que 
interferem nesta adaptação e as estratégias que deverão ser desenvolvidas , de forma a 
minimizar os aspectos conflitantes da comunicação. 
Alguns autores relacionaram as implicações psicossociais da deficiência 
auditiva no idoso como:( 15J 
. Redução na percepção da fala; 
. Depressão, frustração , raiva e medo; 
• Isolamento; 
• Incapacidades auditivas e handi:cap audit~~º· _ . , . . 
Com isso fica nítida a importância da reabdnaçao aud10logica para o idoso 
portador de deficiência auditiva. 
O · · de reab1'litação audiológica surgiu na década de 40, e pnme1ro programa . . . 
foi criado pela Northwestern University em Chicago, para reabdHar os veteranos da 
segunda guerra mundial ( l 3l, . . 
Nos anos 60 e 70 a reabilitação audiológica cons1derav_a o cre111amento 
aud· · I . e • I parte integrante do processo , mdependente da 
mvo e a e1tura oro-rac1a como . . -
prótese auditiva. Com o avanço da tecnologia a prótese aud1nva passa a fazer parte 
definitiva da reabilitação (.1J _ 69 
NP l\1.1, tl . l pt t I li ,q i,t\ ,ifl 1 0 111 ,t 11·.d11l11 .1(, :l n .,wlr !llt1r~r< ;1 l rvc Ir , 
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d, 1., t,h,c11vo., l·ondi~·m·., ;111d111 v ;1s ; 11 so da prc',r t ,'i (' ;1udit1 v ;1, h:dnl ul· J ., ' Jr i;icr,j•, 
, d ( 1 ) '/J ' 
nwt<H'.l .'i , c 1w 11111v.1s ; :1111h1 c 111 r s de casa e 1rah :-1lh o; J>rcscnc ·i cl,·. 1 {: '11 ,j, 
r Y' ~ ,1 ' ' I J ·rr 
p.ut1 l·1pr do processo ; sat.'1dc gcr;~I (l'i J. ' 1 • 1 rp, 
. Os pnrK~ÍJ.~~i.s <:bjctiv~>~ da re~b~Jit~ção au<liológica_:s!o: _aliviar a.\ difiud,LrJ, 
rel:Ktonadas :) dehc1enc1a auditiva, mm1m1zar suas consequenc1as, aumentar. , 
-- .,. · · d d" · (29) a aw, suhc1e11 c1a e a m epen enc1a . , 
QUESTIONÁRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO 
DO HANDICAP AUDITIVO 
Existem várias versões dos questionários de auto-avaliação. Algumas são a, 
avaliação ~ ~rcepção do han~cap pelo próprio paciente, -~urras pelos familiares, cônj~~ 
ou responsave1s. Estes quesnonanos fornecem aos fonoaudiologos mformações importantes 
relacionadas as atitudes e percepções dos familiares e dos pacientes. 
INSTRUMENTOS DE AUTO-AVALIAÇÃO 
DO HANDICAP AUDITIVO 
1. Nursing Home Hearing Handicap lndex (NHHI) (25J 
2. The Denver Scale of Communication Function (2l 
3. Hearing Performance lnventory (HPI) 0 ll 
4. Self Assesment of Comunication (SAC) (26l 
5. The Hearing Handicap lnventory for the Elderly (HHIE) oo) 
6. The Hearing Handicap lnventory for the Elderly -Screening Vmion (HHIE-s) '' 1 
1. Me Carthy-Alpiner Scale of Hearing Handicap (MA scale) (Jsl 
8. The Communication Profile for the Hearing lmpaired (CPHI) (Rl. 
A American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) indicou em 1989 o 
uso do Hearing Handicap lnventory for the Elderly- Screening Version (HHIE-s )(-1 11 e o 
SAC (26l, por considerá-los mais apropriados para a verificação do handicap auditivo. 
PROGRAMAS DE REABILITAÇÃO AUDIOLÓGICA 
Existem vários programas de reabilitação audioiógica. Dentre eles, podemos 
ci tar alguns trabalhos: 
Programa 1 é composto pelos seguintes itens (4l: 
1. rever a anatomia e fisiologia; 
2. fornecer informação quanto ao prognóstico da perda auditiva; 
, d 1.,r111 ir .11111 11011.í ih. 11 d 1., i ·I· h·1·c.1 J · 
, • . • • · < ,t1, n< ·., 1111 n p c..,.,0 ;11 <., e as n.~sponsa 1 1 a es 
. I 1, l lo, ll l l mh1os do t' n1 1,u 11 1 ,, 1 1 11 · l 11Hl,,•1l ll ,1 . . . ., •• t 11111 11 s 1r . , ~. 10 < e p, o ) <: Ili a'> a,'><io c 1ac o s; 
í 1v. il 1.11 o 1111p.tl to d.1 lll"l d 1 • 1 1 1 ·1 l ·d~ 
· · •
11 1< 111 v,1 • º -" p ,H l (' llt c'> , Ltrrd 1a , c<; tt o e e VI a, 
1, <iud11.1 de lot lltllll l ;11,·:10 l ' /,111/f/ir,,;, 11111 l l l ,, • . . ' 
· '1 . tklt' ll ll lll .11 PS o h 1e1, v,1., d .1 ll·ahd, 1.1\, IO ; 
(1 ,1\ ,tl 1.11 l' rc.iv.d i.ir p1..·1 i,id 1u111 c 11t t · o 1d vcl <k , 011 <.,< 1c· n11 za c.,ao e hahil1Jades 
tit' l ' l){\)\lllll,h,.\(l , . 
· l orl\L'L'l'r t rc 111 ;11uc 111 0 aud11i vo; 
~ ltH tt c~·cr I r_ci t1 ~lll1Ctllo de lcit ura oro fac. ial, a tc n <i,a<> a cx prcs<,i,cs fac iais , 
. _ ), i.:ont cxtn s lt u ac1onal; 
''l ~ l l . ' . 
" 9 . l'ntauzar as estratégias de comunicaçãol O reforçar o progresso e a importância de estabelecer um modelo de 
comunicação sein estresse, complementação pela confiança pessoal e habilidades de 
comtmic,1çáo efetivas. 
O The Hearing Aid Orientation Program (H O P) foi adaptado ao português 
e consta de cinco tópicos a serem abordados no programa: 
l . prótese auditiva; 
2. audição e perda auditiva; 
3. dispositivos auxiliares de audição; 
4. natureza auditiva e visual; 
5. estratégias de comunicação 
É considerdado como importantes os seguintes itens num programa de 
reabilitação (9l: 
1. tempo de duração do programa; 
2. conscientização da deficiência auditiva e suas implicações psicossociais; 
3. orientação quanto ao uso da prótese auditiva; 
4. avaliação do sucesso obtido do uso da prótese auditiva pela adaptação do 
The Hearing Aid Performance Inventory (HAPI) e do The Short-end H earing Aid 
Performance lnventory (SHAPI) (20l antes e após o programa de reabilitação; 
5. conversas informais conduzidas com questões específicas pela autora; 
6. identificação dos principais aspectos conflitantes de comunicação; 
7. estratégias de comunicação. Aplicação de questionário (7l; 
8. treinamento da leitura oro-facial con1 técnicas propostas no questionário (7\ 
9. orientação ao idoso e seus familiares a lidarem com a deficiência auditiva; 
1 O. proposta de situações de lazer 
Foram considerados oito itens mais importantes para um programa de 
reabilitação audiológica. São eles (24l : 
1. compensação dos problemas visuais; 
2. impressão e confecção do molde; 
3. modelo da prótese auditiva; 
4. mo tivação ; 
5. aumento da auto-estima; 
71 
-
11 . 111,lt-, /111 , 11 111 11 .1, , (1 1 1 11 li 1 , 1 / j j I j j 
1 1. , (flll \ , l dl ( ! ' (1 1 lt li C , te (" ', 1 ( ' Il i 11/IHll,. lti) , 1111ihd1t ,ll ( l ' 1 , 
111111 icln,o, 1111 11 .11 ( ' \ fl ,1f q 1, 1.1·, d,·, ,,111 , 1111 S 1 () 11\t lllll , l \ • lt ► ll l ,1r, ,11 , 1, 
' I . 111 ,t id.,, 1 l.11.1111< •1lf t' , d c 1x,11 ,·lc v<'1 ,, 111 ,,, 11 d, •11 11, f. tl.tl I t ' \ ' ,lt~• ll l ' '111 11 ,1,, ' 
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.l (([ ,li .t~l , (rt1 Ir · 
., r 
~1.· de que o foi. . . . , , , 
... e -ros indJCattvos e representativos par<1 complementar a rnen . 
· US,11 g ~ . . ),igc.ry 
procurar locais sílenc1.osos para conver;a~ com o idoso; ' 
. garantir a atenção ao idoso falando prox11no_ a e~; 
. náo falar em voz alta (não favorece a comunICaçao e causa tensão) 
. ser paciente e tolerante com o ido.so., . . . 
Estes programas de reabilitação aud10log1Ca se dest1nam a idosos portadoreí 
de deficiência auditiva e usuários de próteses auditivas. Mas como já mencionei no 
preâmbulo deste capítulo, será que estes programas s~ ~e~tinam a todos os idosos? 
Quais os itens que deveriam ser avaliados antes de 1n1c1armos um programa de 
reabilitação? E quem seriam os candidatos a este programa? 
No Brasil, esta preocupação em avaliar e selecionar os candidatos a um programa 
de reabilitação audiológica teve início em 1999 oo)_ Foi elaborado um "Protocolo de 
Seleção e Avaliação de Idosos Candidatos à Reabilitação Audiológica" (Anexo 1). 
Este protocolo consta de duas fases : 
Fase 1. seleção dos candidatos a um programa de reabilitação audiológica 
por intermédio do Alpiner-Meline Aura/ Rehabilitation Screening Scale) (AMAR) rw1, 
instrumento de avaliação que permite identificar que adultos deficientes auditivos 
necessitam da reabilitação audiológica. O AMAR é um instrumento que avalia os 
problemas relacionados à perda auditiva em três categorias: auto-avaliação do handicap, 
habilidade visual de leitura orofacial e habilidade auditiva; 
Parte I: Auto - Avaliação do Handicap Auditivo - esta parte consta de nove 
irens, com cinco possibilidades de resposta: SEMPRE, GERALMENTE, ALGUMAS 
VEZES, RARAMENTE e NUNCA. 
Para todos os itens, exceto o item cinco, SEMPRE se refere à máxima 
resposra negativa possível, indicando que o problema existe. Para o item cinco, 
NUNCA se refere à máxima respo t · H , · d . · d bl d 
. s a negativa. a um m JCanvo e pro ema guan o 
a resposta for SEMPRE GERALMENTE . . h, . , . ' ou ALGUMAS VEZES. Para o ,cem cmco. 
ª mcltcio de problema quando a resposta for NUNCA, RARAMENTE, ou 
ALGUMAS VEZES. ApossibTd d d bl . 
O 
1 1 ª e e pro emas para a parte I pode variar de zero 
a nove s proble - · d . d 
. mas _sao rn ica os pelo sinal negativo ( - ). 
Parte II : Aval1aça-odaH bºl•d d - 1 · • . , · 
· . . ª 1 1 a e e e Leitura Orofac1al - esta parte e composr.i 
por crnco J tens, as sentenças são . . d 
apresenta as face a face, a uma distância de um ª 
I ()\ l t )(ll ,l ri ll li l.t \ ,lll ,\l ' I 11 \' () / V li 1 
1 ! ,1~ nicl · • • • l.tlli II t r 111 11111 .d ,1 l c 111,1 () l' ' H 1,·1111· d,·vcd 
l 1 1·l 11 .1 St' llll 11\ ,l ,lj'l l'\(' 111.td ,, , ·'l 'V ll l \ 1 ' 
' jr1tf l 1' 1 ' ' Vl 'l ll ;t lll VIII ( () ', lf l'l l ll (' Cf 'III V<, ( ) é 
,, . li1'·'r.,sr111c11\.1., 11 :·1n1t n 11il1 l 1I , n' 
1 •,1f tl ,h l ' l ,1.\ 
t l • ' 11.,1 te 111. /\v.d1.1, ,10 d.1 11.,hrl,d,,dr /\ I 
' , · 1 ' lll li lV, I t',\,l ;t pat ((' (, ( C1fllpm1 ;1 p<1r <,t i ', 
h1.,trt11 ,,t t~ tt l.l., , ri.is qu.11 ., l'."tfi o . . , 1 
1(CII.' uu ,1.1., pa :tV l ;t\ ( ' ftl parei, líl f tJlfTJ Oí f',1r~1 
·fll . tl 1,.ll tt' nt c .tpn11t :1 .1 palavr;1 lJ . <. . • . • _ t,1d,1 ttt l . , _. I · til e .i pt <.'s( 111 ad.1 oral111 c111 e. /\ "' pal;,vrrlc.. ,c1 0 
tt!ll ,l l 1.,t,l lll 1.1 l l lllll lll Ct ro e m .- . . 1· . . . 
tlit,t' .l _ uo , sc rn o a11 xí ro de p1 sta.i, v1sua 1<, . D c~<,c 
1 , 1) it.·icntl' nctn pode ter o ·n, xíl' 1 1 · · nHH ,, ' • . . ... , • 10 ta crtura orofac,al. O .li inal negativo () é 
dc~1~11.1th, p.u .1 os til ns que é apontada a palavra errada. 
· .\ pnnt u~1çao do AMAR é c J J . d 1 . . 
, . . : . . a cu a a pe a soma total de problemas mdicadm 
l1 u111,l da.s p,Htes, que pern11te class1·['_ " · d · d' 'd 1 ,.., cn1 (,ll · . . . ~ . , ncar tres tipos e m 1v1 uos com re açao 
, , -c,ssidade de reabil1taçao aud1ologi·ca· J nu .. , • 
· tipo _A ~O. - 1 O problemas) - indivíduos que não têm necessidade da 
reabilitJÇJO aud10log1ca; 
· tipo B ( 11 - 13 problemas) - indivíduos que têm uma necessidade 
quesrionáv~l e 
· tipo C ( 14 - 20 problemas) - indivíduos que têm absoluta necessidade da 
reabílitação audiológica. 
Somente os indivíduos identificados como absolutamente necessitados da 
reabilitação audiológica, classificados como tipo C, são submetidos à segunda fase 
do protocolo, ou seja, à avaliação global (holística) . 
Fase 2. A segunda fase deste estudo consta da avaliação global (holística) 
dos candidatos selecionados a um programa de reabilitação audiológica, segundo os 
critérios já descritos na FASE 1. Para tal, foi adaptado (JO) um roteiro de avaliação 
(Anexo 2) proposto anteriormente no ano de 1995 0 5J_ Esta avaliação tem como 
objetivo identificar quais os aspectos mais importantes a serem abordados no programa 
de reabilitação audiológica. 
Muitas são as variáveis num processo de adaptação de próteses auditivas 
para idosos. O fonoaudiólogo para reabilitar audiologicamente um idoso, não basta 
apenas ter o conhecimento audiológico, e sim estar disposto a escutar, mais do que 
falar, aprender mais do que ensinar, sem jamais subestimar ou superestimar o idoso. 
Competência não é somente habilidade profissional para obter sucesso nos 
procedimentos realizados, e sim saber reconhecer e identificarquando é necessário o 
encaminhamento para outro profissional por dificuldade pessoal ou conhecimento 
científico do assunto. Dentro da fonoaudiologia nos deparamos com inúmeras áreas 
de ª:uação e conseqüentemente diversos tipos de popul~ções_ que podemos trabalhar. 
Porem, por características individuais ou mesmo vocac10na1s, nem sempre rodos os 
'.ºnoaudiólogos, tem habilidade para trabalhar com ido_sos, pre~~rindo a população 
infantil Send • · as características que um fonoaud1ologo deve ter para 
· o assim , quais · 
trabalhar com a reabilitação audiológica do idoso? 
e I d endo elas (z4). Algumas destas características roram reata as, s . 
· ser um bom orador; 73 
p 
1.d,1t pl h.11 1l l11p,1r.11, p ,1t 1<·1t1 c 
11.1 e mp.111 ,1, 1n p t· 11n e 1111 , · rn,,· V< ,d .,d .. 11 0 pe lo IH' 1n t '\ t ;11 do.._ ,d, ,, 
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PRl l\1FIRO AT ENDIMENTO 
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U1rr1 ', 
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l'.,tc cn~·nntro sc rcÍ a t~portu nidade q_uc ~ fonoau~1ologo tcrn de c~tabtlt(J• 
um , 1111. .. ·uln pl)~tt1vo co m o paciente. Neste pnme,ro atendimento, 0 paciente , r 
lh .d S l ~ d e. prer,, , ~ ~, ,cntir seguro e aco 1 o. e uma re açao e conuança e cumplicidade n- - '1 
d 6·1· ~ d. l ' . , arJ fc,t "·~r.1heie(:ida. o sucesso a rea 1 1taçao au 10 og1ca estara comprometido. · 
Para isto, estima-se um tempo mínimo de uma hora e meia para esta s _ 
b d d . . d. d essarJ Itens a .serem .ª . or a , os no pnme1ro .aten 1ment~ e m~neira seqüencial 
Entrevista ln1c1al - e uma con~e~sa m~~r~al, ~UJO o principal objetivo é 
conhecer o paciente, saber sobre seus hab1tos d1anos, dificuldades e necessidad 
estilo de vida, condições sociais, culturais e econômicas, assim como aspectos ~
5 
saude geral e histórico audiológico. Esta entrevista deverá ter o formato de "b e 
ate. 
papo", onde o(a) fonoaudió!ogo(a) possa fazer algumas perguntas, sem tornar a 
conversa um questionário. E o momento de escutar. O idoso chega nesta sessão 
ansioso, procurando uma oportunidade de falar, desejando que alguém se interesse 
pelas suas histórias, o que há muito não ocorre. 
Itens a serem abordados nesta entrevista: 
. sociabilidade, ambientes que costuma freqüentar; 
. saúde geral , medicamentos que utiliza, perguntas sobre artrose, adaptação 
de prótese dentária. Estes dados são importantes, principalmente quando o paciente 
e o profissional fazem a opção de uma prótese auditiva do tipo micro-canal (CIC). 
cujo a pré-moldagem geralmente é feita atingindo a parte óssea do meato acústico. 
Este tipo de prótese causa muito desconforto para pacientes portadores de artrose na 
articulação tempôro-mandibular (ATM) ; 
· moradia: com quem mora? mora sozinho? tem muito ruído na r~i~, no 
ambiente em que vive, tem alguém que tenha boa vontade de o aj udar no auxil io do 
manuseio da prótese audi tiva? 
· o que faz durante o seu dia? 
· com quem costuma conversar? 
· qual ª freqüência do uso do telefone? 
· é aposentado? Se sim, qual era a sua atividade? 
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.1 ,1tl.ipt.i, an d:i pn\tcsc ,n1di1i v.1 cstJ sc11do de vo111ad<' pn',pnat 
1, qt1l' cspet ,l d,1 pr()tcse :1udil'iva? 
l \ ,ni t'S l ,ts. pcrgunt,ls, é possível o Íonoaudiólogo j;í ter uma idéia sobre:: 
qu,il O tipo de pró tese vai ser adaptada - micro-canal, intracanal ou 
r) ll1 rillila r; rct 1 , . ,, . 
· qual a extgencta estética do paciente; quais as condições financeiras de 
adquirir uma pró_rese com tecnologia digital ou analógica; 
· necess1dades de programas de conforto na prótese auditiva; no caso de 
próteses programáveis ou digitais . 
. perfil geral do paciente. 
Aplicação de questionários de Auto-Avaliação 
Aplicar o Protocolo de Seleção e Avaliação do Candidato à Reabilitação 
Audiológica (lO) com o objetivo de selecionar e avaliar se o paciente é candidato à um 
programa de reabilitação audiológica completo. 
Aplicar Abbreviated Profile of Hearing Aid Benejit (APHAB) adaptado (IJ 
para avaliar o desempenho) do uso da prótese auditiva . Aplica-se antes e depois da 
. adaptação da prótese. -
' Avaliação Audiológica - caso o paciente tenha sido encaminhado sem os 
resultados da avaliação audiológica é necessário realizá-la, seguindo os procedimentos 
abaixo mencionados. No caso, do paciente já ter realizado esta avaliação, deverão ser 
realizados os itens que estiverem faltando , como por exemplo, os limiares de 
desconforto. 
Procedimentos: 
• audiometria tonal - via aérea e via óssea; 
. logoaudiometria - obtendo não somente o índice percentual de 
reconhecimento de fala (IPRF) de maneira quantitativa, como de modo qualitativo, 
ano tando todas as trocas fonêmicas auditivas ocorridas . Exemplo : o(a) 
fonoaudiólogo(a) diz a palavra "seu", e o paciente entende a palavra "teu". A troca 
fonêmica auditiva ocorrida foi /si - !ti. Esta informação é importante para avaliar o 
desempenho da prótese auditiva posteriormente; 
• detectabilidade do limiar de desconforto do paciente - é importante 
P~ra determinar o campo dinâmico da audição. Entende-se por campo dinâmico, a 
diferença entre os limiares audi tivos (i ntensidade mínima que o paciente escura) e os 
limiares de desconforto (intensidade máxima que o paciente .suporta). 
75 
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J•l ,, 1 l'I 1 ·p\ li 111\ '' ' ___ -- - - -----
TDH-39 TDH-49 e 50 --...._ 
Freqüêncln 
2[10 20 7 21 7 9.9 11 9 
7.3 7.8 
5.5 6.0 
2.5 3.5 
5.2 7.2 
5.7 5.2 
-0.5 0.5 
-0.2 -2.2 
500 
750 
1000 
1500 
2000 
3000 
4000 
6000 
Estes valores de correção deverão ser somados aos valores do foudne; 
discomfort levei (LDL) encontrados em níveis de a__udição com um desses tipos dt 
fones . O resultado dessa soma já é o nível de pressao sonora (NPS) que o pacien te 
suporta naquela freqüência . Estes valores são os valores de saída máxima da prótesé 
auditiva para este paciente . 
. Imitanciometria - para verificar condições de orelha média e de presença 
de recrutamento. É importante ressaltar o cuidado que se deve ter na realização dapesquisa dos reflexos, devido ao desconforto que o paciente pode sentir em intensidades 
elevadas. 
Devolutiva 
Após a entrevista inicial, a aplicação do protocolo e a avaliação audiológica. 
o fonoaudiólogo já tem dados suficientes para tecer algumas considerações sobre o 
quadro audiológico dos modelos de próteses auditivas e tipo de adaptação. É 0 
momento de dar uma devolutiva para o paciente e familiares do caso. 
Explicação dos resultados da avaliação audiológica - inicialmente o 
fonoaudiólogo deverá explicar os resultados audiológicos encontrados, dando coer~ncu 
entre suas queixas auditivas e a avaliação audiológica. Sugiro que o audiograma sejJ 
explicado por 1neio da adaptação de sons familiares (2oJ (Figura 1) e pelos sons da Língu.i 
~ortuguesa (23l_ Com este material didático fica mais fácil o paciente entender porqu~ek 
escuta e não entende,, , porquê que determinados sons são possíveis de serem enrendi~os 
e outros não, o porquê de desconforto a sons intensos. Assim como, os familiares tel11 
melhor compreensão das características da perda auditiva do idoso, a qual geralmente ~~ 
referem como uma <<a di - I · " l , · " 1 , d 1·nreressa · 
. . u çao se ettva com usua comentarto e e escuta so quan o 
1st0 
ªJudará a compreender o grau da perda auditiva e suas implicações. 
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AUDIOGRAMA DE SONS FAMILIARES 
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• Controle da "expectativa" - esse é um dos principais itens, importante 
para garantir uma relação verdadeira e de confiança com o seu paciente. Cabe ao 
fonoaudiólogo ser assertivo, positivo, porém, sem iludir. Muitas vezes, na ânsia de 
incentivar o uso da prótese auditiva, o profissional acaba por criar uma expectativa 
errônea, levando o paciente a acreditar que ele está adaptando uma "orelha nova". 
Sabemos que são inúmeros· os fatores que influenciam o sucesso do processo de 
adaptação, e que existem características que são inerentes a deficiência auditiva e que 
somente a adaptação da prótese auditiva não será suficiente. Quando o paciente 
adapta uma prótese digi tal, muitas vezes ele acredita que por estar pagando uma 
quantia alta para adquiri -la, terá que rer todas as suas expectativas correspondidas. 
Pacienres com um controle desta expectativa tem um grau de tolerância muito maior 
para eventuais dificuldades que serão encontradas no processo de adaptação. E que 
nós, na realidade sabemos, que muito provavelmente, elas existirão. 
77 
t. · . . ,1w: é o proccs.'H> d. _.1 ~ • Que.· c.·sper,,r da pn, tl'.li l' ;111< 11 i v .t , 0 . . e -'it cçã0 e 
11 d I c:x pn 1:111va cl1sn uiJ ada \·ao? <.'S tr item c,d 1c l.1 l l<Hl.ll lo t 0 111 11 gr.t .' 1. . · " -HH tr i<>t Pt,, : .. 11 c :d1 , 1,1, cx pl( ,1rp;.1r;.1c,I): • . 1111-1 l· ttnpn 1t. 111t c d cnll t) de 11111.1 < 1< 11' ( t .,i, v. IU<.:nt c 11 e 1 
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J I · .. ,11 d111 v,1 11t ll j' l )llt' l' \\Wt.ll Ull l'l ,IP < tl 11 , 11 pi n te \ C • 1 . :· l . 1 , 
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1 . Ncslc: 11w111 c nto , ~pos loc O!-, 0 , lt . 1, , 
. l , l ,l l l l 'lll l' ll OSO, ' , . l: rt <., ::Jl)tr· 
.tt1.:1 hi111h·nll 1 '- Ptn l ) , · , liólogo(::1) Jél tcr~í conJ1<rõc.:s <k l • 1 , r1,11, { . 1 l l'- n(;1 ono:Hl l . ,,H>cr ,1• . h-r1..·m ., tl n .1, .1 t.ll l , • 1 • 1 , ,,·á IJéH<I a mon tagern de u rn J n tracanal - - ,i pr1 11 , · ·d re i tU l ;t se , !n1u, 
llH) t .1gcm l.p1c s( .J , ·· T ,·one ou acrílico para a adaptação de urna pró te\t, ) <.:n,1 
t)ll p ,lLl um mnldc e si te 1 ou binaural. A primeira con I d Ud1r1 ,~ 
()ll .nnda se adaptaçáo será monoaura . su ta ttrrn ir1::ir 
~ e _ da pré-moldagem. Neste momento, o paciente deverá e)t , 
com d LOt11ecçao d. l' . d ar uJr, 
l . eral do seu quadro au 10 og1co, enten endo O por , , um con 1ec11nento g . . . . d fi . qut d~ 
.d d d d prótese auditiva, mcennva o o su 1c1ente quanto ao · necess1 a e o uso a ,., , uso d-
prótese para enfrentar o processo de seleção e adaptaçao, porem, sem expectat1v-~ 
falsas quanto aos resultados. Devemos sempre lembrar que frustração" , nada mai cl. 
que um alto grau de expectativa . depositad~ e que não foi c?rrespondido. Sen~: 
assim, quanto menor a expectativa do paciente, menor o nsco de frustração e 
conseqüentemente, maior possibilidade de sucesso da adaptação da prótese auditiva'. 
Esta é a verdadeira arte associada à ciência. 
AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA COM A PRÓTESE AUDITIVA 
Após os procedimentos acima, o paciente será submetido a testes com a 
prótese auditiva selecionada para o seu caso. Para tanto, é necessário que seja realizadd 
a experiência domiciliar com a mesma e averiguado os benefícios obtidos, bem como 
as dificuldades apresentadas pelo seu usuário. 
Após este estudo, deve ser realizada a avaliação audiológica da prótese 
auditiva, que tem como objetivo observar o ganho auditivo que a mesma em 
fornecendo ao usuário. 
Neste capítulo foram relatados aspectos clínicos e procedimentos que devedL1 
ser utilizados no atendimento do paciente idoso. Porém, não poderia deixar uma 
mens~gem final para todos(as) os(as) fonoaudiólogos(as) que desejam trabalh~r coni 
os pa~ientes da terceira idade. Muito ainda temos que aprender com os nossos idos~s. 
Para isso, basta parar para escutá-los com o coração aberto e aprender mais, nao 
somente como fon d' 'l ( ) l d , . • d rudo com0 oau 10 ogos as vo ta os a Geron tolog1a, mas acima e 
pessoas, seres humanos que pouco sabem sobre o entardecer da vida. 
~ 
I. Almeida K A ai' - . . d ] São paulo. 
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79 
Capítulo IX 
pttOTOCOLO DE AVALIAÇÃO 
DA PRÓTES E VALIDAÇÃO 
E AUDITIVA 
Nonni Yoshida 
A impordncia do fo noaudiólo o(-) , ,., . . 
. , . , .d g ª na area de seleçao e rnd1 cação de pró tese r n,ra tornou-se mais evi ente com l' . 
,n1t 1 ,., d os avanços tecno og1cos principalmente após 
·1ncroduçao o processamento digital do sinal (ll ' 
,l . 
A prótese auditiva é parte d d 6. . ,, . 'L . . . . 0 processo e rea ilnação. E imprescindível 
· derar as dnerenças mdividuais d d · b cons1 . . . . e ca a paciente para se o ter a adaptação adequada 
t2l Esta in1c1a-se com a experiência d · ·1· , d , · , 
. . . , . om1ei 1ar, peno o em que o usuano e capaz de 
perceber os primeiros beneficios proporcionados pelo uso da amplificação. 
Par~ comp:o:armos que estes benefícios estão sendo realmente atingidos, 
existem medi,das obJet_i~as e subjetivas utilizadas na prática clínica e que verificam e 
validam a protese auditiva (3l . _./ 
As estratégias de verificação incluirão critérios que julgam a qualidade, 
desempenho e adaptação física. 
Quanto à qualidade, serão utilizados métodos para a mensuração das 
características eletroacústicas e análise da adaptação ao molde ou cápsula. 
Para avaliar o desempenho serão consideradas as mensurações in situ, a 
audibilidade, conforto para fala, tolerância para sons fortes , necessidades atendidas e 
se a expectativa do paciente foi alcançada (4l . 
Quanto à adaptação física serão considerados a estética, o conforto durante 
o uso, a presença ou não de feedback (retroalimentação) , a colocação ou a fixação do 
molde ou cápsula no meato acústico externo (MAE) , a posição do microfo ne e do 
controle de volume e a manipulação da prótese auditiva em geral. ~ 
[ Para a validação ou avaliação dos benefícios fornecidos pelas próteses \ 
auditivas, podem ser utilizados questionários de auto-avaliação e de escalas de ) 
benefícios durante O processo de adaptação que irão _analisar a satisfação do usuário. ;f 
1 
► 
MÉTODOS PARA AVALIAÇÃO DOS BENEFÍCIOS 
DAS PRÓTESES AUDITIVAS 
G h F · al ' uma medida subJ. etiva, pois depende da resposta do an o unc10n : e . 
indivíd d d' r tre os limiares obtidos em campo livre com e sem a 
uo, sen o a nerença en .. " . 
prótese d' • ,., arados para cada freq uenc1a testada. 
au 1t1va, que sao comp 81 
1 
rw 
1 V' ,•,1,11 ,1111111,, , 1, () d q( •, ) .tl ,1 l· I 
11.11 1 l ll tl 11 , , Ili 1l,1 l t '.li ' 11 11 11 1' JJI ( ( ( 1 1 J .J •11 11, / 
Vlll l( ' lll II t l , t H/1 t < li! llll (' ,1 ,IV t] '. ) 
1 1 
1 11 111 li H 1 · 1,1< 
1 . l 1 1\ \ 1 l I l 1 11 li I 11 l \ 1 11 , 1 l I li ll l l! I 1 1 1 ' 1 1 1 1 1 1 I I l I i I li li l l 1( j j . j r• l 1 1 ( J 
• 11111 1 Jtl O ( )! li , 1( () 1) 1 
, • l i UI 1 1 1 fJc 1· 
n 1 11 \)\ d 1 \ • h 1 1 ' 1 11 1 1 "' 11 ' 111 ti 1 ' 11 l II li ( 11 ( 1 I ' 11 d ( r li~ J ( ' ' '1, 
N 111 11 W 1•1 1 
l 1 1 1 111 , 1 , , 1, , 11.1 ' 1 ~l ' I 11,.11 (\ 11111 )l Ili ti 11111 tl 11 ' ' ·· 1111 ,ri () (1 , ,, ,11 1< 1 f111 1C 1< 111 ·,I 1 
'
( ' 1 l l 1 ( • ·• 1 ' < e 1 ( 
\ 1 1 l ll S\ ll l ll.11 \ 1 1 JJ il ( l li 1 1111 111, · , 1 l ', 1111., 11 1 < • • 1. . 111 d O u I o 11 < • e < 1 ~11 IC I f Jt r w t r, u I Í t 111 
. . ' (( 1( ) 1111 1/ ., 1J 1, .,, ., ,, 
.n1d1t 1, .1~11111.1, .111 ,11~ c 1111 t l {l , ,t11.it s , , I r do P:t11ho e, tc11do UJi r1< 1 v~,r r- 1 '', 
1 , S t 1 ; l 1 ; l () V' l () r-, 
1 
,l ~~r · t r 1 • 
'-l\1'-· .1 d1k1\· 11, .1 oh1 1d .1 t t 111011 · I .. , n d,,rncrit c. Neste caso , c.: ntn.:tar,t,1 d . •! 
. 1·· .. i;i orei J;t SC. p ,l ' , <.•1, ·, . 
pt)SS1hd1d .1tk de Sl' .lV,l 1. ll L,l l . f" ·, (·1rJitos)durantcotc.:stc, p, 11 '),c...aso1,t, 
1 
., , istc ll11Cl"0 Oll l,l ' . . . , Jí;r;,t 
t)bSCl \' ,h .in , l 'Ol11 L',llll l' :1, sc (X · d a utilização das caixas acúst1 c.a\ 'r, ,. ~ 
. i , te rctoman .o h . deve-se ;1\rcr;tr ;l lnrma ( e rcs ' d dução óssea, o gan o func1on al ( , , 
d. · as e con J ull'<, Para próteses au IttV ' h · ·' 
. l o desempen o. 
método avaliáve quanto ª . menta.do é que o ganho funcional apre< 
e • rtante a sei co . )en t1 
Um 1ato impo d' 1.to à observação de diferenças de amplifica ; que lZ respe . ÇdrJ uma desvantagem ~o d posta da prótese são fenos mostrando, rnu -. 
d . us na curva e res ' ' . . 1 t<i, quan o aJustes su d·c tre as respostas apos vanas modificações, conforn 
vezes, quase nenhuma uerença en 11t 
a alteração efetuada. d' b · 
. rtante é que como este proce 1mento aseia-se n') r Outro aspecto impo ' . ,.. QJ 
d . de se tornar inviável a sua real1zaçao com algumas crianças respostas os pacientes, po . al' d d' , . , 
. . com outros comprometimentos em os au 10log1cos, como 
mmto Jovens e pessoas 
comprometimentos neurológicos. 
Mensuração in situ 
Devido a algumas restrições da mensuração do ganho funcional, tornou-se 
necessário O surgimento de métodos que obtivessem resultados de forma objetiva, ou 
seja, independente da resposta dos indivíduos. A mensuração in situ avalia a prótese 
auditiva no local onde está colocada, sendo que a partir da década de 80, com o 
desenvolvimento de microfones miniaturizados, estes foram acoplados a um tubo 
sonda e conectado a um sistema computadorizado, possibilitando sua inserção no 
meato acústico externo (7). 
Por meio dos equipamentos de mensuração, pode-se avaliar a qualidade e 
quantidade do som que está sendo amplificado. Os testes que avaliam a quantidade 
incluem ganho, faixa de freqüência e mensuração da entrada/saída da prótese auditiva. 
Os testes de qualidade consideram: os produtos de distorção produzida 
pela prótese auditiva; algumas mensurações eletroacústicas (incluindo as estratégias e 
ª6.0rdagens prescritivas) ; efeitos dos ajustes e modificações acústicas; efeitos do 
mic:ofone direcional e avaliação dos sistemas, equipamentos auxiliares. Para ª 
reali_zação destes testes, deve-se seguir os padrões da American National Standards 
Instztute (ANSI) /; • f · s 
d e nternatzona Efectrotechnicaf Commission (IEC) , CUJOS grupo esenvolvem testes fi · · d l'd de d , . . para ornecer melhores estratégias para o controle e qua 1 ª 
a protese auditiva , . . 
E , ~ suas caractenst1cas eletroacústicas. . 
ste e realizado com , d' . ,. ecó1ca (test box) 1 d ª protese au 1t1va colocado em uma camera an ' acop an o-se a , d. . l d d 2cc protese au 1t1va a um aparelho chamado acop a or e 
1or meio do qu:il l< poss(vcl "L' 1 1 . . , . . · 0 lf c r· a a111p/i/i .. .. . 
/1roccd1111 cnto pu n11 tt· 11111:1 d Jlid·1 v· . 1· t.1\ •'" ;i p:i n11· d11 .'> 111 il ,., I l , ; . 1 .. .. • I.\ U;r 1;,.;1~·ao se . . . . , 1111 ,, 11 ,., 11 
c,W <HI n.w ,l c.111, ,111<.lo li ma dei., . . 1 ,1 per fo, t11 aJ1L<· eh / J/ i, . . . I 
. E 197 . u111111at ;1111 c1a. , o c-,c,,11 , 11, v:i 
m 1, n;i tentatrv:1 de se prod ... 
volume da orelha humana, foi desenvol 'd . uz11 acopladores que se apr<JxÍtna'>'>em d, 
d . ·a1 vr o um acopla I I i de repro uzir parCI· mente as propried d d e · ( or com vo umc de / ,2 mi capaz 
1 ª es a orelha h . · I 972, desenvo veu um manequim ant. , . umana e a empresa Knowles em 
d v. , _ E''_ 
10pometnco para f T 
chama o l\.nowtes u:tronics Manikinfi A . ao Jtar as mensurações in situ 
D · ,... d E . vr cousttc Research (KEMAR) rsJ escnçao os qmpamentos . 
Os equipamentos para as mensura ões . . 
unidade microfônica, um compressor d 1 ç tln s~u possuem em comum uma 
e a ta reso uçao para ger 1 · 
equalizado, um monitor de vídeo ara b - ar um campo 1vre 
· ,.. P O servaçao das curvas e uma unidade central 
sendo a 1mpressora e a camera anecóica r · • l ' 
O d 
. ecursos opcwnais em a guns deles . 
teste po e ser realizado e b · d 
_ . m am iente trata o ou não acusticamente, porém, 
a sala nao tratada pode ser utilizada se algumas medi'd e e · al'd d 
·1·d as 10rem reitas para a v 1 a e 
e confiabi 1 ades dos resultados. 
O alto-falante deve estar colocado próximo ao paciente, o ruído ambiental 
da sala não ~e:e exceder os níveis de saída do alto-falante e não deve existir superfície 
refletora proxima ao local de realização do teste. 
Equalização do Campo Livre 
~ Para se iniciar os testes de mensuração deve ser realizada a equalização do campo 
sonoro. E wn processo de controle do sinal acústico em um ponto específico do espaço 
para que sua amplitude permaneça no nível desejado por toda faixa de freqüência. 
Calibração do tubo sonda 
A calibração do tubo sonda é necessária em alguns equipamentos para que 
os testes sejam acusticamente válidos. O equipamento irá automaticamente fazer as 
correções necessárias para todas as medidas realizadas, por isso, o microfone sonda 
deve ser colocado próximo ao microfone referência~ a distância em relação ao alto-
falante deve ser a mesma utilizada com o paciente. E importante observar que para 
a realização deste teste não deve existir qualquer obstrução dentro do tubo (cerume) . 
Preparação do paciente 
Deve ser realizado a meatoscopia no paciente, pois, qualquer alteração no 
meato acústico externo pode modificar os resultados da mensuração, assim como a 
sua forma e comprimento podem facilitar a inserção do tubo sonda. 
. O posicionamento do paciente interfere nos resultados, sendo adorado a 
distância do paciente em relação ao afro-falante de um metro de distância por apresentar 
mais vantagens na experiência clínica <5!_ Quanto ao ângulo de incidência da fonte 
sonora, ao utilizar O zero grau, o alto-falante permanece em frente ao paciente durante 
toda o teste e com 45 graus deve ser movido para o lado da orelha testada. 
Posicionamento do tubo sonda 
(- , Um tubo sonda é colocado no MAE ultrapassando a ponta do molde 
ate 5mm) e a uma distância pequena da membrana timpânica (de 5-7 mm) (9)_ 
...._ 83 
--
1 1 sonda deverá ser rn an ri<lo o mesmo duran . . . r 11 n <. o Ll I JO . . te todo 
() 110.s 1L" 1<H1.11nc . .. o Pro_ 
. . 0 d e , 1 v ;1 1 1 a" • 1 0 • ,.., . _ ., , • .. " . l ·c d1111 L ll 1 . 1. I· I . 1c in.sc rçao , as ,cspo.s t,ts nas frequenc1as altas l . /\ "nltllll r<. ,H e'- . _. ,.., d e a ocal1z -
1 . < .- . . , 1H ,ri :1111 c.s quanto à preu sao a m ensuração açao 
• -.; 1 l l ( rt ( l 1 1 O .'i 111 . • 
Ln 11.,t.1111 l · • . •• N(vcl do Sinal 
Sinal de tcst t: e . . . . 
1 . I lo .s i n:tl de I c.s t e podc ,n se r cncon tradas resposta d . e 1 kpnit e. IH o<- . ,.., s Irerent 
, . · I . 1 lclinid:1."i . l)ur:111t c;1 rcal1zaçaodo exameé import e~e 
. . 1, . .-1 crt.st 1L·:1., K II t .. . , . ante rna l l'"1 '- •11 ' . 1 .- · 1 inn os valores scrc1n conf1ávc1s e poss1ve1s de serem e nter ' , m·sn w li po t e s111,1 . • 1 . 6 d l ornparados 1 ) . • modulados e ruídos t e an a arga, normalmente são .· ( s tons . . ·1· ,.., os rna1s 
. . . . . . ' 'tracterísttcas permJtetn a utt 1zaçao em um maior n, 
escolhidos, pots Sll.-lS Cc e • • • • • umero de 
d . _. Encontrainos na ma1ona dos equipamentos s1na1s que variam d proce unenros. .1. d . eso 
· dº NPS O nível do sinal de entrada a ser ut1 iza o vai depender das resp 
-1 90 n • Osta.s 
~ue se deseja na inensuraç~o. . ,., . ,.., . 
As mensurações insitu sao provavelmente as venficaçoes mais confiáv . 
dos benefícios da amplificação. É um método objetiv? e rápido, podendo desta for;: 
ser realizado em crianças sendo suas informações obttdas em toda faixa de freqüência, 
ossibilitando uma maior confiabilidade no teste/ reteste, principalmente em relação 
; 0 ganho fornecido por próteses auditivas, com amplificação não-linear, para diferentes 
intensidades sonoras. 
Diferentes mensurações in situ podem ser realizadas considerando-se sempre 
as recomendações relatadas quanto à forma do procedimento.(as terminologias 
descritas devem seguir parâmetros pré-estabelecidos) (S): 
• Real Ear Unaided Response (REUR) - resposta do ouvido real não-ocluído 
é o nível de pressão sonora, em função da freqüência, em um ponto específico do 
canal aberto. É a medida da ressonância do conduto auditivo, concha e pavilhão 
auricular. 
· Real Ear Aided Response (REAR) - resposta do ouvido real aparelhado, 
que compreende o nível de pressão sonora, em função da freqüência em um ponto 
de ~ -edição específico do meato acústico externo com a prótese devidamente 
pos1e10nada. O nível de intensidade do sinal de entrada e a posição do controle de 
volume de 1 · d - · ' vem ser se eciona os de acordo com o objetivo da mensuraçao, 1sto e, 
dependendo d ' 1 d · 1 · ~ d _ 0 nive. 0 sina pode se determinar à resposta de saturação, a anvaçao 
ª compressao avaliar d. -- · · · ( · ofone d' • ' ist0rçao intermodulada e circuitos espec1a1s mICr 
rrecronal, expansão . . d ) (10) 
' circuito e processamento de sinal digital e outros · . 
· Real Ea S. · · d do 
real é O NPS ; a~zratzon Response (RESR) - a resposta de saturação O .º:1v1d 
em runçao da fi .. " · d ed1çao 0 
meato ac , · requencia em um determinado ponto em . , 
ustico externo co , . d A medida e 
realizada com , m ª protese auditiva posicionad a e liga a. , . 
d , o esum ulo em . . , da maxuna ª protese. uma Intensidade suficiente para alcançar ª sai 
~ 1 , • Real Ear lnsert . R . ,.. d ouvido 
rea e a diferença e d _bzo,~ esponse (REIR) - a resposta de inserçao o n r: AR 
m ec1 eis em fi ,.., . REUR e o ~. 
unçao da freqüência entre 0 
{idos no mesmo ponto do M;\],' e 1 inf' . . ·~. "' ) . e, .. . . , io 11H.:smo campo sonoro O . 
l . ,p·[lo (REI(. 1c 1c 1c SL ao va lor r ni dB I j>j ,' IJ> · teimo Canho de n~L 'l' • <. 0 ' , , cm 11m f .. , · Os cq utpam cntos calculani ;i dil' · _. .. . . ~ rcquenc1a cspecí11ca. 
. . u e 11 <i:, t c:. 1111 e ;1s 1rn:J ,d- .. {iriv:1 L' ;t matona calcula o ganho 11 <.:C'·ss., . 1 <1scom cscm a prótese 
;ttll . , '--•· ,trio <. e ;1corJo co, , 1· • . 
. ·i idn vrrtlt cado se o ga nho de 111 11 ducrniin ·t I 1. I _n_ >.\ 1m1arcs to nais, 
~( cl OITicl o<. oprc..:<icr 1t fi . l 
Testes de Reconhecimento de Fala ivo 01 a cançado '51 • 
O objetivo dos testes de reconheciment J f: l· 1 1. . _ 
. ' d e: . . . . o e a a e ava iar a habilidade do 
individuo com éucit auditivo , de escutar e reconh e <l . 
. ,., . e: cer em to a..<, a.1, c,, Jtuaçóe'i de 
comumcaçao, venucando as mudanças que ocorrem como l d d 
. . ,.., . resu ta o o tratamento 
da reabihtaçao aural. Para tanto, pesqmsas têm sido realizadas no 1·nt · d 1 
. . . . · . uno e esc arecer 
con~o o sistema auditivo decodifica o sinal de fala e devido a esta complexidade, 
pacientes com~ ~esmo ~rau e configuração de perda auditiva neurossensorial podem 
apresentar habilidades diferentes quanto à percepção da fala (l lJ_ 
Os testes de fala com e sem a prótese auditiva são realizadas tanto em campo 
livre como com fones dependendo do tipo da prótese, devendo ser feito a correção da 
saída dos fones e alto-falantes quando forem comparadas. 
Os três tipos de teste de reconhecimento de fala mais comuns são os testes 
com palavras foneticamente balanceadas, de múltipla escolha e os testes de sentenças 
Oll, usando-se em alguns testes ruídos competitivos. 
Questionários e Inventários de Auto-Avaliação 
O uso de inventários de auto-avaliação é considerado importante pelo fato 
de ser mais um auxílio na escolha da prótese auditiva, de forma a adaptar-se às 
principais necessidades auditivas de cada indivíduo no que tange o reconhecimento 
de fala e as implicações psicosociais 02). Estes protocolos deveriam ser usado~ desde 0 
· , · d' · d trado na literatura inicio do processo da seleção da prótese au 1nva, sen ° encon . 
v' · · ,., " 'd t dos e publicados por ma.is 
anos questionários de auto-avahaçao que tem SI O tes ª 
de 30 anos 03) . Exemplos de questionários: . . . ) 1-1 . é 
. Escala de Denver ( The Denver Scale of Communic~~ion Rdunctt~n . 
u . . d f ficuldades audmvas o paciente em 
rn questionário relacionado ao impacto as t 1 1 · · emocionais. 
rS~lação aos familiares, habilidade de comuni~ação el n~~aspecros s:~:se:cala de um a 
ao 25 s e c assmca-os em 
. questões que contêm quatro categoria 
cinco d" · quanto ao grau de concor ancia. E'u l (HHIE) l 1' l - represenu 
[ d . ]; toryfor the taerry , · The Hearing Han icap nven . ,., . • _ ·ocial do idoso q1unto J 
urna 1· . e . d· s1ttnçao psICo s . 1 
d _ava iação que quantifica os e1e1tos a , ~ ' ·d· d a vida social e pessoa eftc1 " . . . - 25 escoes abor an o -
id _encia auditiva. Consiste em qu . tionário. 
ent1ficado como E (Emocional) e S (Social) no q(tH1e~lA) ( 11,1 - :tdap.rado do HH. lE 
forAdults e · do 
!),,] . HearingHandicap Jnventory l 1. com os mes mos 2) nens. se n '- os a . J · 'duos ac LI ros 
\ 1 . LI tores para ser aplicado em motvt · 
u )st itu íd ,.. ,., . d p f'le of Hearing 
os apenas tres ques roes. ~ lHAB) e Abbrev1,1Ce ro 1 . .. 
A.id !' . Profile of Hearing Aid Beneftl (1 . . luranre o uso da prótese audmva , 
º en f' 1· l . ' 111 o uso e<. 
e It (APHAB) ( I "/ ) - é JP i ca( 0 st'. 85 
. I ·,d rio sobre os hc ndkios ;1~.soc iados à ·tn 
1
. L • 
. ,1i 111 ;HH.n11 s • ) . L 1p111cic• c 
!'in dt· tihlt'1 .t' 1 .. I 'l id;i d11 111odc:lo I1 IJ\B e co11s1s1c cm 2/i it , r '1 l, ( ) 
.1 ' r r., .111 ,u li . ... . . · 1 cn.., e <j . 
,,111 f/\1\ i ' 11111 ,1 v . . . /\1'11/\1\ onde .s:io 111sc1 ,e ~,s ª·"' rc:spo.c, tas d( . . ll,ttr!J 
' ; .. • nsnf1wa1t i • . • • - ipaucntc.: . . 
csL ,tl .1s. 1 x1slt 1 1 . ·lt ·Íll d :1 pro1 csl' aud11 ,v,1. /\ .s q11 e.c, 1ocs <ião rei• . IJ~r.; 
•,C(lt'l' l () )(. lll L . . ,.. . l rlllíJílJU ;:i . 
l ·,1k11l.1r () ( . .. •i 1c i11trns1daJc, Slt"Uaçao uc comrrccn<;ão tcld 'l d l l . ,011nr;1, sc11.s,1~ ,10 t ,.,, , . <inc, rn111i1 . 
qu,,ltl ,tt t · 1. _, k rodas a.s ques tocs. . . e~ I• 1 1 ·\V;\ 1:l\ •IO l •J e · . L~' (f r ,H) 1n,1 • ·, 1 Jent Hearing At rttttng rorurn HAFF) 11k1 _ , 111.A 
. ]1JP /naepena1 . . . , . . ) I / • /· fc1 1 
. . grupo de engenheiros que tiveram como obJctJvo U<..: \. l 
·ot1,nrnído por um ·e. ... d , . . cnvr, •1cr 
L • 1 d 11 preensão quanto à veruicaçao as proteses aud itivas nã< 1. ., um wococo o e cot . - J inc:are-, 
f 1. • O protocolo IHAFF visa restaurar a sensaçao da percepção 
e programave1s. .1.d d íl<Jrrnal 
. 'd d para se alcançar a máxima hab1 1 a e de reconhecimento de fal d de mtens1 a e, e , I . , . a, e 
e ,.., ser percebida de forma descon1ortave . No quest10nano a sensaça-0 d 10rmaa nw . t 
· 'd d tem uma escala de sete categorias nas respostas. 
111 tens1 a e . ( 1 9) • 
. Client _ Ortented Scale of Improvement ( COSI) - fo1 desenvolvido 
como uma abordagem para adaptação de próteses auditivas não lineares. O objetivo 
do COSI é ter como prioridade as necessidades e satisfação do paciente, fornecendo 
um programa de reabilitação mais personalizado. Algumas das aplicações do COSI 
envolve o assessoramento da aceitação e motivação, seleção da prótese, ensinar 
estratégias auditivas e reabilitação aural . 
. Questionário proposto por Radini (2o) - foi o primeiro inventário a ser 
adaptado à realidade brasileira baseado na combinação de outros questionários, cujo 
objetivoé avaliar o uso e a efetividade da adaptação da prótese auditiva analógica e 
digital em análise comparativa, a partir de situações diárias de comunicação em casa 
e na rua, além do relato do grau de satisfação com relação à adaptação da prótese. 
· Self Assessment of Communication ( SAC) e Signi.ficant Other Assessment 
of Com_munication (SOAC) (21 ) - composto cada um por dez questões que abordam, 
~esp~cttvamente, a impressão do próprio paciente e das pessoas do seu convívio freme 
as dificuldades auditivas específicas e em situações diversas de comunicação. 
. · Profile Aid Loudness (PAL) (22) - é composto por doze quesrões que 
relacionam son d · d' , · d · e - onora· 
. s ª rotina tana com a sensação de intensidade e e sansiaçao 5 . • 
tenta avaliar como c d , b 'd exisrênoa 
_ ª ªsome perce 1 o pelo paciente de forma a comparar ª , 
ou nao de desconti d' · 
orto au 1t1vo com e sem o uso da amplificação. 
· Inve t' · , . d d para 0 
P " . n ano proposto por Braga (23) - questionano a apta 
O d 
onugues, CUJOS 6. . - . . ,.., de Jcor o 
com su h' , . 0 Jetivos sao avaliar o candidato ao uso de amphficaçao, r'.l 
a istona audi l ' . . ção sono .. 
relacionad , . 0 ogica, dificuldades auditivas específicas e percep O d 1 ª a in tensidad d e d ação ao us · prótese aud· · e e, esta rorma faci litar o processo de a apr, ' 1t1va. 
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uso de amplificação acústica. 2002. São Paulo. (Dissertação de Mestrado - PUC-SP). 
Capítulo X 
pflOBLEMA~ COMUNS RELACIONA , 
TAÇAO AO USO DA AMPLIFlg~iÃ~ ADAP-
Sandra Reuina de Siqu • B 
o eira raga 
Uma das preocupações que O profissional apr 1 _ ,.., , . . esenta em re açao ao momen-
to da adaptaçao da protese auditiva é a de quais as dificuldad . d , es que o paciente po era 
apresentar durante o seu uso. 
, . Neste capítulo serão rela~ionadas al~umas das principais dificuldades que 
os usuanos re~erem durante o penodo de habituação ao uso da amplificação. 
As dificuldades podem ser de natureza motora, perceptual ou relacionadas 
ao conforto. As primeiras dizem respeito ao manuseio geral do tipo de prótese auditiva 
indicada; as segundas estão relacionadas à sensação sonora proporcionada pelo uso 
da amplificação e a última, à adaptação física do molde ou cápsula. 
Pacientes podem apresentar dificuldades para inserirem ou removerem a 
prótese auditiva, ligá-la ou desligá-la, manipular o controle de volume ou trocar a 
bateria. Para quaisquer destes problemas, é importante que o profissional responsável 
forneça as orientações necessárias e um treinamento sobre como realizar tais funções (!)_ 
Outra queixa cornum durante a adaptação ao uso da prótese está relacionada 
ao molde ou cápsula, no caso de próteses do tipo intracanal ou micro-canal. Se o molde 
estiver muito justo e o canal muito longo, isto poderá causar desconforto, dor e ferimentos 
no pavilhão auricular e no meato acústico externo após algum tempo de uso (2l . 
Quanto às dificuldades mais comuns relacionadas á amplificação , 
podemos citar: 
Desconforto Auditivo para sons de intensidade fo~~e . . . 
O ·d d c. · de acetar· negativamente a habilidade md1v1dual para ouvi o e11c1ente po 11 
1 · d' · quanto que os sons forres to erar sons fortes. Sons fracos tornam-se mau iveis, en . 
d e , l S · sto acontece um dos meios de P0 em ser percebidos de forma descomortave · e 1 '. . al 
1 . , . . . l d prótese audmva ou rerar os so uc1onar este problema e d1mmuir O vo ume ª .d d d , .-
. d d com a necesst a e o seu usuar 10. 
ªJUSres relacionados ao ganho da prótese, e acor 0 
Efeito de Oclusão d . . ledo dentro do canal 
_ . b"d quan O se 111se1e o e 
. . Esta sensaçao pode ser perce 1 ~. ··d anal auditivo, pode-se notar 
auditivo. Quando um molde ou cápsula e msell o no Cc 89 
1 111 ,i. 1 ',l' l l ',, \ ~, 111 d e cu ,. l ·. 'i t l· problc1ri ~1 j)ock ,. 
. , lll ' Ll ' ! HL> V t H. , I . ,cr 
· H I I V O / I '· 1 \ lllll' ,1 p1o1 · 
1 
. • 1111111 v iHI<> .... c o l O I H uto o 1ll;11 .., ;1 >e rtc, po ">'i Í vc l i" 
. . \ I . ,111111 t • .... ,11111.1 . .., , ,r 
111i11111u 1 ;1l O l •
1
_.., .... q, I 
1
, 11 ,ltt > ( ' Ili l1 l'qi1<' II ( 1:1'> l>; 11 x ;1 <, e- acl :ipt ando O mol tl . 
· 1 1 l ' • 11 t / 111 1 1 l ,', l I l ' , (.: 
. ' li \ n c:-- . ' 1 1· . j f 
i11L·10 Vlll · \ 1 1 ,.., f v c ldc 1111udll (.<1 t1<1 1to :111 t 111 v o , tc orm :1aa lc1n<·•r 
• J \I S p 1 () 111 h I l IH \,, . ru. 
011 l .,psu ·1 P 11 " · I \ . 11 1 , l llt ', (. ' de .... < otd<l1 I<> lf '-1 1< , , :10 p ;1c ic1itc 
.. ' \ t · <.,l. l ' 1\lll • 1 • ' 
.1 SU ,I ptH\ ,\ll llSSl .' l , • ~ 
l-i·t·rlh,lt'Á' 011 H.ctroalan1cnla\ao_ . . 
. l . · . \ . 1·c· 'lllnck •i c t't s t 1c o : o produzido 1111 c.: rr 1:i 1n c ri t c J>c:h rn<'>tc:v· \l.\tn1st1posll l · · . r '--
. 1 • 1 ,e -css ilhdc d e reparo e , o ma is com u rn , <> fc.:c cl h~Kk extcrn,, 
.nidit i \ ·.t , 1 nu1c 1nuo .\ 1 <- • • • . , ,.., , ~ • 
1 . 1 , 1 , . ··,nc de a mnlih caçao so no ra pelo cond uto au<l 1t1v,J exterrirJ )r(.)Ul1 7 lU0 pc.: l) CS<., t t . , _ . 
l d · . t·011e da prótese. lsto ocorre d evido a falta de fi xaçao f JU Jn ')e rc ãr, rerornan o ao n11cto . , ' · 
d lde Ou Ca' psula contato da m ão com o microfone da p ro tese e prt')tn,a ('Orreta O 1110 ' ' . 'r 
d O Canal audl.tivo causando um bloqueio para a passagem de som . t:,')tes e cerun1e n 
problernas podem ser solucionados _ror mei~ ~a c~lo~aç~o __ correta do molde ou cá_ps~a 
ou substituição dos mesmos caso seJa necessano, d1m1nu1çao do tamanho da ventilaçao 
do molde ou cápsula, redução da amplificação para freqüências altas ou alteração do 
pico de amplificação por meio de filtros ou ajustes eletrônicos. 
Percepção de ruídos ambientais 
Quando se perde a audição gradualmente, sons como ruído de vento, tique-
taque do relógio, passos, água corrente e ruídos de motores em geral fundem-se no 
ruído ambiental e deixam de ser notados pelo indivíduo, tornando-se completamente 
inaudíveis e, desta fo rma, podem-se facilmente ser esquecidos . Um outro aspecto 
importante é o de que a habilidade de se ouvir de forma seletiva sons importantes em 
meio ao ruído ambiental também diminui em indivíduos portadores de deficiência 
auditiva. Entretanto, quando se coloca uma prótese auditiva, estes ruídos são 
amplificados e reaparecem repentinamente, causando muitas vezes desconforto para 
quem os utiliza <3). 
. Um dos recursos utilizados para minimizar a captação destes ruídos é a 
ativação de supressores de ruídos, que atenuam a amplificação de sons onde há 
predominância de freqüências onde estão os ruídos . Todavia, con10 o ruído ~ 
const_ituído pelas mesmas freqüên cias da fala, é obviamente imposs ível filtrarª 
amplificação do ruído sem afetar a qualidade do sinal de fala . N a realidadê , Se 
fosse possí~el tornar os ruídos totalmente imperceptíveis , o mundo pcrderi,i ~1 
sua cor e visualmente, suas cores ser ia1n branco e preto <~) . 
1 . Dillon H He · · d N . -2 Ta u h' . anng a1 s. ew York: T h ieme; 2001 . 
. g e i C K, Alme1da l< . Adapra - . . li l . - . . ... , ·l ·ntL\' 
teóricos e aplica õcs clí1 . . ~ ;ªº ao apare 10 e e am pl 1caçao sono ra. \11 : Almcid,1 K, lorio MC ~vl. Prótl'~l-~ Ju,!1m·.1~. ,un, .imc 
3 1) k l l ç 11cas. Sao l aulo: Lov1se· ] <)96 j) l)() 1 o'.l 
. a Us<y l Hc. 'd ' . . ·' · 
,. a1111 g a 1 S. ln: Sweerow R e . ,1· . . . . ' . -. . .. 1 
· <iunsc 111 g ~n1 hca r111 g, a1d f1ru11 gs . San D iego: .'-> 111 gul; l 1) 1>q p. l ()_-(, . 
Capítulo XI 
A INFLUÊNCIA DA PRÓTESE AUDITIVA NO CON-
TROLE DO ZUMBIDO 
Gisele Munhóes dos Santos Ferrari 
Tanit Ganz Sanchez 
INTRODUÇÃO 
O zumbido é uma queixa otológica muito comum, chegando a atingir 
15% da população dos Estados Unidos (I) . É freqüentemente descrito como a 
percepção de um ou mais sons nas orelhas ou na cabeça sem que haja presença de 
estímulo externo correspondente (2l. Em 15% a 25% dos casos, o zumbido apresenta 
interferência importante na qualidade de vida, podendo afetar o sono, a concentração, 
o equilíbrio emocional e até as atividades sociais 0 ,3) . 
O zumbido representa um sintoma de acometimento das vias auditivas e 
pode ter diversas causas, como as doenças primariamente otológicas ou outras doenças 
que afetem o ouvido secundariamente (metabólicas, cardiovasculares, neurológicas, 
psiquiátricas, odontológicas e possivelmente a ingestão de drogas, cafeína, nicotina e 
álcool) (4-7) . Freqüentemente essas causas estão associadas no mesmo indivíduo e nem 
sempre podem ser satisfatoriamente isoladas. 
Cerca de 85% a 96% dos pacientes com zumbido apresenta 
concomitantemente algum grau de perda auditiva (3- 12) e ambos os sintomas podem 
apresentar repercussão importante na vida diária do paciente. Na prática clínica do 
otorrinolaringologista, o controle medicamentoso do zumbido nos casos associados 
à perda auditiva clinicamente importante é rnais difícil de ser obtido ( l 3l . 
Há muito tempo a prótese auditiva vem sendo utilizada no sentido de 
minimizar os efeitos da deficiência auditiva ( l 4l. Entretanto, sua adaptação con1 o 
intuito único de melhorar a audição não costuma promover melhora satisfatória do 
zumbido, quando este também é uma queixa importante do paciente (l '> l. 
Independente da presença do zun1bido, é comun1 ocorrer incôn1odo com a 
oclusão que o molde da prótese auditiva provoca no meato acústico externo (MAE) . 
Esse efeito de oclusão é caracterizado clinicamente pela sensação de ouvido t.1n1pado 
e incômodo com a própria voz (i<,J , que é excessivan1ente amplificada pela condução 
óssea do som ( l 7l _ Além disso, esse efeito de oclusão freqüentemente piora a percepção 
do zumbido ( i 3, 13 l_ 
9] 
Uma l~n111a rcb1 iv.1111 c111 c s i111pks d(' reduzir o cfc.: iw de oclu:ã_o que O molde 
~~rOV(K.\ no M/\F l' .1 ahc1 t 11r:1 de 1111 1. 1 vc: 111 ila c.;; 10. EL, pode p crmltlr O escape de: 
t reqii 0nci.1s h;1 ix:1.-; .1111 pi i l1l ·.1d ,1.-; t ' l < 111 scqíi t·111 c 111 c 111 e pr()vo c:1 r um a i ívio na sensação 
de ouvido t.11np.ido , ,ndli rn .tr ,l q1t :tlid :td c ..,0 ,101;1 e ;1111 11 c 111 a r ;1 resp o ~ta relat iva ao.\ 
snns ,1gudos , dev ido J ;ll l' l111 ;1"·:10 de sons g r:1vcs r, r,J_ A vcnl iL,_,,-~'° permite ª passagem 
de frcqii t'' nc ias gr:tVl'S, (; \1\( 0 de dc111 ro p;1r;1 f<1r;1 c~, i11 ais amplifi cado.\) quanto de fora 
p.1r.1 dentro (s i11ais 11 :io amplif1 c:1dos) <17 >_ 
EFEITOS DA PRÓTESE AUDITIVA SOBRE O ZUMBIDO 
Na literatura, há poucos trabalhos que valorizam O ~so_da prótese a~d itiva 
convencional para o controle do zumbido e quando o fazem , difi cilmente especificam 
o tipo de prótese utilizada e a forma de adaptação. . . . 
De um modo geral, há duas formas de melhorar O zu~bido de i~~1víduos 
com perda auditiva que apresenta indicação de uso de protese aud1t1va: por 
mascaramento e como instrumento facilitador da Terapia de Habituação do zumbido 
(TRT - tinnitus retraining therapy) . 
Mascaramento 
O mascaramento é realizado desde a década de 70 com o objetivo de anular 
a percepção do zumbido através de um som mascarador, colocado em intensidade 
igual ou discretamente maior do que a do zumbido. 
Nos casos de zumbido e perda auditiva com indicação de prótese auditiva 
conv_encional, a simples entrada de sons amplificados na via auditiva do paciente é 
suficiente para promover o mascaramento automático do zumbido, 0 que ocorre em 
cerca de 50% dos casos 0 9). 
Esse _tratamento caracteriza-se por promover rápida melhora do zumbido, 
e~bora O ~~Ciente volte a perceber seu zumbido normalmente após a retirada da 
protese auditiva, não sendo esperado nenhum efeito a me'd. l E~ 1· d 10 e ongo prazo. rea iza o 
apenas na orelha afetada, apresentando portanto um - · r , . 
I 
a açao peruenca 
nstrumento facilitador da TRT · 
A Terapia de Habituação d Z b"d ( . . 
baseada no modelo ne fi . 1, . do um i 
O Tznnttus Retraining Therapy) é 
uro is10 og1eo e Jast b ff (2o) . de 1990. Para isso doi·s · , . d re O e passou a ser realizada a partlf 
, prmcipios evem s · . 
terapêuticoe enriquecim er rigorosamente seguidos: aconselhamento 
en to sonoro por 18 24 com sons neutros colocad . . ª meses, sendo este último realizado 
os em rntens1dad d 
se o seu mascaramento. e menor o que a do zumbido, evitando-
No caso de zumbido d .. 
?roporcionado pelo uso ass . d edper ~ auditiva, o enriq uecimento sonoro é 
'd d OC1a o e prot d . . mtens1 a e. Entretanto d _ eses au itivas e sons ambientais de baixa 
, a a aptaçao das , 
· Uso de molde . b . proteses deve seguir alguns cri térios: 
· e . s em ven tilado 1 -
evnar o e1eno de oclusão e . . . s sem oc usao do m eato acústico (1s,20), para 
não l'fi d permnu a passagem d . . . amp i 1ea os, 0 que f; e sons ambientais de baixa freqüência 
avorece o proces d h . 
so e ab1tuação do zumbido. Assim, a 
-
. 11c-..l· .1ud11i v.1 u111\ u 111 u ld l 11111 " 1 , • í 1 · 1· · J. · p1 1 • ' ,I )( 1111 ! >() '-,', V(' proJJl() V(' 11111 ', II J: tl au< JII VO a ICl -
11),\ (. l L1v1H\ ·L1·1 .1 l1.1h11 11. 1 .11 , 11 H1 ( · . . . I . J , 
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'\ · -..11111 l\l) S \ 1,ll l l ' ll( l' .\ .\ \ ' Ili \ l t 1 1 ' · J 
1, t . . t 1 •1 ,1111 111 v: 1, qtt < 111il1 ·1,.1111 gera dores .e som 
. ·ttll \\li lt ' ltl. tt\ 'S \l ,I L I o l.' lll'l t lll l ' l llll l ' lll . , · 1 ]J h 
tt · . o s 11 1111r11 , e 11r1por1;1111 t · <1 ,i ,,o t o mo e a erro 
1· 11)('1)11)1)\'n ,1h.d11111.11 ··1odo 1 111 1 · 1 N I' 11 1 l J e 11•1 • " ' · 11 ) lt o . o ,r;1,-, 1 , or;1rn <J ,1 ido-, rc<, 11 ta O'> iavo-
r.in' is thl t·otlt rnk d.o / .li lllhido (7.),.\'1/r ,) IH:st <.: g rnpo de pacic 11 te'> r1.11. 
• l iso }ffdc1-c11ei ·1I 1· · ' ., • · • · j ' · · 
. • t. .1 ptotcs<. 1et1oauncu ar por se r a uni u , <JUC permite 
m;tinrt.:s ~1:11:i:H;ocs n_o tamanho da ventilação do sc11 molde. Entre e11sas , as progr;,i máve::i'-> 
L' as d1gitats permitem melhor ajus te e maior control e sobre o feedhack acústi c..o> 
ocasionado pelo escape de freqüências altas através do meato. · 
· Adaptação binaural de próteses auditivas> pois a estimulação simétrica é 
pré-requisito para o processo de habituação do zumbido, cuja ação é central e não 
periférica. Após a adaptação de próteses auditivas dessa maneira, com o objetivo de 
melhorar os limiares tonais sem promover o mascaramento do zumbido, o paciente 
deve associar o uso de sons neutros constantes e de baixa intensidade, que podem ser 
obtidos através de CDs com sons de natureza, fontes de água, geradores de som, 
entre outros. Há ainda a possibilidade de que este som competidor esteja na própria 
prótese auditiva (instrumentos combinados) . É importante lembrar que, na TRT, o 
som utilizado não deve mascarar o zumbido e sim, diminuir o contraste existente 
entre o zumbido e o silêncio. Embora não proporcione melhora rápida, espera-se 
um alívio do zumbido de forma definitiva após o fim do tratamento (18 a 24 meses). 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Portanto, independente da abordagem a ser utilizada (mascaramento ou 
habituação) , a prótese auditiva deve ser considerada como opção terapêutica nos 
casos de zumbido associado à perda auditiva clinicamente significativa. O essencial é 
que os profissionais envolvidos conheçam os princípios de cada abordagem para 
escolher O melhor método a ser utilizado em cada caso, garantindo assim o sucesso 
do tratamento. 
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--------Capítulo XII 
SISTEMA DE FREQÜÊNCIA MODULADA: 
O QUE É, COMO E QUANDO INDICAR 
Carla Cieri 
INTRODUÇÃO 
A deficiência auditiva vem sendo estudadahá muitos anos por afetar, 
seriamente, o desenvolvimento da comunicação oral. Isto ocorre não só pela falta de 
condições físicas para ouvir, mas também, pelo tipo de ambiente acústico que o 
deficiente auditivo está exposto. 
Antigamente as pessoas não eram expostas a intensidades e variedades de 
ruídos como hoje em dia; não havia tanta poluição sonora e, conseqüentemente, os 
ambientes propiciavam um índice melhor de reconhecimento de fala . O que, desde 
épocas remotas existia e existe até hoje, é o problema com os materiais que os objetos 
eram e são feitos . Dependendo de que tipo de material os objetos são fabricados, o 
som é mais ou menos refletido , portanto , prejudicando mais ou men os o 
reconhecimento da fala . Este fenômeno denomina-se reverberação Ol. 
O problema da distância entre os falantes também está presente nos 
ambientes e é outro fator que impede a realização de uma boa comunicação. 
Além das implicações danosas que o ruído, reverberação e distância causam, 
há também, o problema com a acústica da sala de aula. As salas de aula tanto de 
escolas particulares como públicas não são preparadas acusticamente, prejudicando 
ainda mais o entendimento do que está sendo dito . 
As próteses auditivas surgiram para ajudar o deficiente auditivo a se integrar 
no mundo dos sons e diminuir as dificuldades que eles têm com relação à comunicação 
oral. Mas estas próteses, por mais sofisticadas que possam estar, ainda não conseguiram 
acabar com os efeitos negativos que o ruído, reverberação , a distância e a acús ti ca da 
sala de aula causam para a compreensão da fala em indivíduos com audição normal 
ou para aqueles que apresentam alguma alteração nesta área. 
Para amenizar esta situação, surgiu há anos atrás, os Equipamentos Auxiliares 
da Comunicação, sendo inicialmente utilizados apenas nas escolas por serem muito 
caros. Com O avanço da tecnologia estes sistemas foram ficando mais acessíveis, 
aparecendo os Sistemas de Freqüência Modulada . 
95 
Para conir>rccndc · JI . e 1 · ' 1 ' 
d . . :t· J . t 
I me 101 o que ro r co ocado acima, es te cap1tu o sera sub-
1v1c too cn1 · Ruído R , •l . " 1 · d _ . .... .. " _: , cvt 1 )Cr:1çao , l ) 1s1 a 11 c1a, Acústica em sala de au a e Sistema 
e Ftcqucnua Modularb . 
RUÍl)() 
() ruído é dcl111ído con 10 -"l' lldo rodo som i11J c~cjaJo ( IJ, que tem como 
L'lHlsl'qücncia uma quebra na comunic ,çflo que pode rcsulr ar em fracassos acadêmicos, 
a n:to co1npreens5.o de orientações e inform ações dadas pel<> professor. É muitas 
vezes incontrolável e pode provir J e dentro e de fora da sala r2;· 
C)s ruídos podem ser divididos em : externos que são aqueles que penetram 
na sala pelas portas, janelas, paredes, assoalho e te to e internos que são produzidos 
dentro da escola. O nível de ruído interno de uma sala depende do nível de ruído de 
fora, das propriedades de isolamento sonoro das divisões e da absorção da mesma 01 . 
O nível de ruído em uma sala de aula típica é de aproximadamente 60dB. 
Porém, a realidade é bem diferente em escolas particulares e públicas. No primeiro 
caso encontrou-se intensidade de 58,5 dBA em salas de aula sem alunos e de 87,8 
dBA no período do recreio; no segundo caso, 70 dBA em salas de aula desocupadas 
e 94,3 dB A no período do recreio. 
A situação se torna bem crítica quando se pensa no deficiente auditivo por 
necessitar que a mensagem seja transmitida em uma intensidade maior do que para 
crianças ouvintes; na verdade ele precisa que a intensidade do sinal, que em uma situação 
escolar é a voz do professor, seja de 15 a 20 dB acima do ruído de fundo. Isto é representado 
pela razão sinal/ruído (SIR) . A razão sinal/ruído é determinada medindo a intensidade 
do si~al e ~ ruído de fund? da sala de aula. Em uma situação normal, a voz do professor 
tem mtens1dade de aproximadamente 65 dB e o ruído de fundo em torno de 60 dB. 
Portanto, a razão sinal/ ruído é somente de + 5 dB (l ) (Figura I). 
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-5dB OdB ~~ 15dB 
Figura 1. Gráfico com a relação sinal/ruído (ced,.do Ph . por orne Ear). 
O fato é que O ruídl~ in~·crfere ncgativarncn1c n~Lc; pi.c; ta.c; ac(1st·ica.s importantes 
vindas da voz do professor, preJud,cando o rcconhcci1ncnto <lc fala. Isto porque a energia 
espectral das c?nsoantes é nicnor <lo que a <las vogais !/4), o que significa <lizer que há uma 
queda expressiva no desempenho da criança devi<lo a sua baixa atJ . .:nc;ão e co ncentração, 
quando o nível de ruído de h.tndo na sala é rnaior do que a fala <lo professor f7.J . 
() ruído não prejudica somente o reconhecimento de fala . M as tam bém , 
con1pron1ete os desenvolvimentos psicoeducacionais e psicossocial fli J. 
REVERBERAÇÃO 
Quando um som é emitido, percorre um determinado espaço até colidi r 
com alguma coisa. A porção do som antes do encontro com a superfície é chamada 
de som direto. Depois de bater na superfície, transforma-se em som refletido. 
Reverberação é uma série contínua de sons refletidos em uma sala depois de cessada 
a produção de suas ondas O) . 
Os fatores que são responsáveis pela reverberação em um ambiente são: 
· Tipo de superfície: quanto mais rígida a superfície, maior a reflexão de 
som; quanto mais macia a superfície, mais absorvente; 
· Tamanho do ambiente: quanto maior a sala, maior será o tempo de 
reverberação (5) . 
Tempo de reverberação (TR) é o tempo que uma onda refletida leva para 
diminuir em 60 dB em relação a sua intensidade original (G) . O TR está ligado, diretamente, 
à distância da fonte sonora em relação à superfície de colisão do som. Quanto maior à 
distância entre eles, maior será o TR. Há outro fator que interfere na reverberação, que é 
a quantidade de som que é absorvida pelo material disponível no ambiente. Em outras 
palavras, a quantidade de energia sonora refletida é, apenas, aquela não absorvida pelo 
material. A razão da absorção para reflexão é chamada de coeficiente de absorção. Para 
um deficiente auditivo, o TR não deve ser maior que 0,3 a 0,4 seg (1). 
É importante saber que não são somente as pessoas com algum grau de 
deficiência auditiva que são as mais prejudicadas com a reverberação e/ou ruído. 
Mas também aquelas que apresentam audição periférica normal e que por outros 
motivos, têm grande dificuldade no reconhecimento de fala neste tipo de ambiente. 
DISTÂNCIA 
A distância entre o falante e o ouvinte piora o impacto causado pelo ruído 
e pela reverberação. Ou seja, quanto maior a distância entre a fonte sonora e 0 
ouvinte, pior será a compreensão da mensagem. As salas de aula co1nuns são ambientes 
que promovem um decréscimo na percepção de fala e que, apesar de n1odificações 
acústicas serem aceitas e algumas vezes executadas, elas não superan1 as dificuldades 
geradas pela distância do professor e seus alunos devido ao tamanho n1édio de uma 
sala de aula comum (B.<J) • 
Numa pesquisa realizada em 1998 (<J) onde se relacionou o ruído an1bienral 
com a distância para verificar seus efeitos no reconhecimento de fala, chegou-se à 
ULBRA - e"""º" ' 97 
. 1 l i 11 1 d1.',(.t ll lT I c 1111 L· ;1 lrn1t c.· so11or;i e o 011v1ntc , ~1 i11t <.: n!> idadc 1. llt1 l l11.-. . ll) qt ll ,1() ( ()) ' ' . 
1. . ( dl \ l'or L''< t' lttplo : a voz do professor é dc: (i 5 dB, c11<1uanto, 1() ~() lll l 11 11111111 t 111 ) · , l 
1. 1 , 1 < l · (l() dH () . tl11110 SI' ,..,c ,11;1do a drn s 1n c 11os Jo professor es tá ru1d oLL' 1111H Pl ( l . ' . 
l . 1 , )/ dn 11 w.-. 11 io c11 1 1111 1: 1 1111 c 11..., 1d :1d e d(' 5 dB . Sc: .'ic 111ado a <JUatro rn:c )l lll () .l \ ( 
. • • 1 •11 , 1 1 ide de ·"'"' vo·,. t,1í p ;11.1 ') <) dB . Nn1 c caso , o ruído <l e fund<i llll'(l()S , ,l Ili L . l , . 
. -.upri ,t.lYP / dn111nlcssn 1 <.' til I dl\ . 
F , c1 11pl,1 · 
\ )1.,1.111li.1 {s -- el e; d I\ 
.) lll R - (,() dB 
Razão = 5 JB 
l )1stância 
4m {
S = 59 dB 
R = 60 dB 
Razão= - 1 dB 
Para finalizar este item, conclui-se que há formas de modificações acústicas 
que se pode alcançar em uma sala de aula com o objetivo de diminuir os efeitos do 
ruído e reverberação. Mas nada é muito eficiente se não for observada a distância 
entre o falante e o ouvinte, quanto mais longe a fonte sonora do ouvinte, pior será 
seu reconhecimento de fala . 
ACÚSTICA EM SALA DE AVIA 
Para que os estudantes tenham condições efetivas de ouvir em uma sala de aula 
coIJ.vencional, é essencial que se estabeleça um controle do sinal auditivo, pelo fato de que 
o ruído pode ter várias origens (4l : externos, aqueles gerados fora da escola e que penetram 
pelas paredes, portas, janelas, como: trânsito, áreas de parque; e internos, gerados dentro 
da escola, mas fora da sala de aula, como horário do lanche, da própria classe, que são os 
ruídos feitos pelas crianças dentro da sala de aula. 
As salas de aula não são preparadas para fornecer um bom ambiente acústi-
co para as crianças. Isto compromete diretamente a inteligibilidade do que está sendo 
falado . Se bem que o conceito de inteligibilidade é muito genérico e pode ser defini-
do co~o sendo a razão pela qual nós entendemos os sons; e quando se refere à 
comunicação em um ambiente, a inteligibilidade é chamada de inteligibilidade acús-
tica da linguagem ( JO J_ 
, . A solução para as dificuldades causadas pelo ruído , reverberação, distância 
e acu5nca da sala de aula se chama: 
SISTEMA DE FREQÜÊNCIA MODULADA 
Historicamencesesab · · · · d·c. -1d d d d í:'. . e que a primeira mvenção para an1ernzar as mctu a es 
0 enc1ence auditivo e · fi · • , 
m · . f' . d m ouva- 01 o surgimento da prótese auditiva. Porem, por 
a1s so1stica a quees teJ·a , . d 
. 61 . ' ª protese am a não consegue eliminar por completo os pio emas onun<l • d 'd 
os o rui o, reverberação e distância . 
S11rgi11, cnt .tn, t·111 111<'.tdos da d<\ ·td ·i 1 . c:: o ll I . . 
• . . • • .. . • . • • • < <. ' , O.\ apare 10.\ < e amplificação 
·ktn\ tlllllS qlll l 1.1111 lls,ulos l xd11.'"v;1111c1,1 c l' lll .11 1 · . . . . 1 . . . . l _. . . · ' 11 >1< Ili< "i <.< 11cauon:11s com o obJellvo 
k ;tllllll' llt.ll P s111.1I .111d11 tvo pata , 1.<i n1 ,1111a s ddi i . 1 • . . 1· · . (1 11 " I . t . . . . .. . • . . . " l < 11 < s ,Ili( III V,I.', . /\ ílOS e cpo1.s CStC.'> 
,1):trdhns p.1.,s.11.11n.1 slllli.1111adns d< · 11 c11w l,,w, 11 , 1,·,· , . . . 1 j 1 . . • . . , · .. · •. .' . ; · ( IVO d, ( lll \ ( '~II IL!, < C ',<j lllpa m cntos 
.\u\tl1.11t .. ,d.1 A11d 1, .10. IL1 111no111111dodo11,1,I<·•· 11,.,·.1 · · / · / ) · 11/1 112 ' , , . , ., " i 111r .1 1/tnm r, r·vtces - , J -J. 
C,Hll o .1v:111,·o tcr110lo1,1u> cstcs <.:< jllÍj>•,,,,, ., 1 ( .. 1 , . J ' 
• , -i ' ' • • '- 1 O .", ()J.1111 ( ;J.\'> I I C I () \ c m trC.'> 
l ,tq .1,un.1s , de acordo l'Olll as 11 <.-cc.ss i<hdcs <lc.· <.<>llltlJl .l<. ·i .. 1 1· 1 1 11) 
, , ,. · • · , <;,10 < ( >\ 1/1( l VI ( ll<J \ : 
· Sistemas J~ara auxili.tr a co1111111icação i11tcrpcssoaJ e recepção da mídia: 
dentro de.sra c n egona, estão o.s sistc111as aux iliares com fi os e <>.'> sis1crn ;1s ;wxi lia rc) 
st'm
1
fi~)S . Scnd~) lllle neste último, são utilizados para a rransmissão Jo snm , fn.:q üéncia 
de r;ld10 (amplitude modulada o u freqüência modulada) , luz infravermelha ou ci rcuito 
de indução eletron1agnética; 
· Sistemas para auxiliar a comunicação ao telefone: aqui se en caixam os 
amplificadores acústicos e de can1po eletromagnético ou equipamentos não audi tivos, 
como os de telecomunicação para surdos (Tefecomunication Device for the Deaj) 112!; 
· Sistemas Auxiliares para recepção e identificação de sons ambientais e situação 
de alerta: o objetivo destes sistemas é alertar o deficiente auditivo sobre a presença de sons 
ambientais e sinais importantes de alerta, Estes podem ser auditivos (sons mais intensos 
ou de freqüência mais baixa), ou visuais (lâmpadas, vibração ou corrente aérea) ri2J. 
O mais indicado para amplificação educacional é aquele que faz a 
transmissão do som por ondas de rádio, que é a primeira categoria, do tipo Freqüência 
Modulada, por isso, a origem do nome: Sistema de Freqüência Modulada (Sistema 
de FM) . Ele é composto de um transmissor e um ou mais receptores. Este último 
pode estar ligado diretamente à prótese auditiva através de um fio único ou em- Y 
(chamado de entrada direta de áudio) ou indiretamente, utilizando um colar de 
indução que fica em baixo da roupa da criança; o sinal é captado porque é ligada a 
bobina de indução da prótese auditiva. Há, também, a prótese auditiva com o Sistema 
de FM junto e, uma outra forma de receber o sinal do transmissor, seria através de 
um receptor do tamanho de um botão que se conecta na prótese auditiva. Quando o 
usuário não tem prótese auditiva, usa-se um fone de ouvido ou um estetoclip para 
fazer a recepção do som. 
O objetivo deste sistema é conduzir o sinal da fonte sonora para o receptor, sem 
que haja perda de energia no caminho, diminwndo, assim, as dificuldades que os deficientes 
auditivos apresentam causadas pela distância da fonte sonora, ruído e reverberação existentes 
em uma sala de aula. Isto é possível pelo faro do microfone do transmissor estar localizado 
de 10 a 20 cm da boca do falante, conseguindo garantir que o sinal da fala seja m~ús 
intenso do que o ruído de fundo. Em outras palavras, é como se a fala estivesses entre 1 O 
a 20 cm de distância da prótese auditiva do deficiente auditivo <1l_ 
Basicamente há crês tipos de Sistema de FM: 
. FM. básico: é quando se utiliza no recepror um fone de ouvido do tipo hot:io; 
. FM pessoal: é um FM que a criança usa suas próteses auditivas ligadas ao 
receptor FM e, permite unu razão si nal/ruído de 15 a 20 dR; q
9 
l
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1 
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w : L·. 111 n 1nodclo de FM no qw1l utilizam-se cai· , d 
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,,u ·is 11:.0 fJoJ c111 amp l1t1ca r s1na1s sonoro.li vm<lo de vá . fi . .sH.:-. s 1s ( , • . n as <)nt · r ·. es· 
l
:M ., t ·t <) sinal sonoro que estiver mais ,o r te, isto ( chama·1 d . , 
. L,tp , . uo ee·ce 
d 
• .e " · , <l ri 1 to 
.. .. l) lc l1·1vcr lnoblemas e ,nren erenCJa quan o em uma mcsma csc 1 . . 
L,tpt\lt.l. ot · . . · 
0 
aex1sr1r 
v,lrias salas que utiliza m ~srcs SJ~temas. P_~ra ª ".'e~tzar este problefl1~• é_ preciso gue 
cada sistema tenha seu_ propno canal de_ t1ansm1ssao dentro da frequenc1a estipulada 
pch Federal Communtcations Commumon em 1987, ~ue vai de 72 a 76 MHz . 
. os profissionais que usam este sistema tem que ter conscie"n • 
. eia que, 
efetivamente, controlam O que a cnança escuta, portanto, devem tomar cuidad 
. os microfones sem fio destes siste".'as são equipados com um circuit:·de 
compressão, para que O sinal que chega ao ~icrofone não ocupe bandas mais largas 
do que as utilizadas pelo sistema. Sendo assim, quando a pessoa grita no microfi one, 
este sinal não é enviado para o receptor. 
Para uma melhor visualização do equipamento, serão apresentadas figuras 
dos componentes dos sistema de FM. 
COMPONENTES DO FM TRANSMISSOR 
Figura 2. Transmissor/ 
Microfone (cedido pela AVA 
Communication LTD). 
Figura 3. A seta mostra 0 
canal de transmissão do 
sinal (cedido por Phonic 
Ear) . 
COMPONENTESDEFM RECEPTOR 
Figura 4 Prótese 
Auditiva junto a um 
Sistema de FM(cedido por AVR 
Communication 
LTD) 
....._ __________ __i 
Figura 5. A seta 
mostra o número 
receptor FM (cedido 
por Phonic Ear) L_ _________ _ 
V 
Figura 6. Estereoclip; fone de ouvido; receptores tipo botão (moaural e binaural). 
Baterias 
Pode ser de dois tipos: as recarregáveis, duram de 18 a 25 horas,e depois são 
recarregadas e as alcalinas, não podem ser recarregadas e duram de 15 a 20 horas. 
Recarregador 
Existe o recarregador para 12 unidades, o modular, que pode acoplar outros 
módulos até alcançar 12 unidades ou o de parede, indicado para um par deste sistema. 
INDICAÇÃO 
O sistema de FM é indicado para todas as pessoas que precisam estimular 
sua audição, independente do motivo. Pode-se encontrar na literatura que parte da 
população é composta de ouvintes normais, entretanto com um certo grau de 
dificuldade em percepção auditiva. 
Abaixo serão citadas os grupos de pessoas que são candidatas a utilização de 
um Sistema de FM (2A·15•16l: 
• perda auditiva condutiva/ otite média recorrente; 
• distúrbio articulatório; 
• distúrbio de linguagem; 
. distúrbio de aprendizagem; 
. desordem do processamento auditivo central; 
. uma segunda língua; 
. perda auditiva neuro-sensorial mínima; 
. perda auditva unilateral; 
. idade menor de 15 anos; 
. perda auditiva leve para moderada; 
. perda auditiva neuro-sensorial; 
. crianças com sensibilidade auditiva normal; 
. crianças com inabilidade de desenvolvimento; 
. crianças com implante coclear; 
. professores; 
. crianças com déficit de atenção. 
101 
1, s1,·11 ,· rí\() 1)() SISl"EMA DE FM TSS()I>' · · ·Y l'IH )( , ',, · I · ,' .:- ck u 111 sistl'.n1a tk F M deverão ser feitas por um 
\ - ) l' '\l ·tpl:l<r,lO a 
A se ri;:H •. ' . l. 'logo(a), coordenadora da escola e os pais. Esta equi 
. . .1 Hlr: f ono,tllt 10 . , . . , pe l-qu1pr L'llmp0st · 1 . 'd· d d uso do FM e ua dec1d1r qual sera o modelo de FM 
• f nccesst .1 e ·º 
v;1i idcnn icar ª · · ., seguindo as especificações técnicas <15>_ 
.. , "(1cqu:1do para a cn,1nça, 
1n,ll5 ,, 1 · M I d·li . ·1992 
h · cics selectton & use. ary an . 1mo mum, . 
. . . . g system p c aractens ' d P . A d ' 1 . , 
\ 1, ,~s M FM :nHlttnry 11:1111111 . 5·1 . 1'S Colcta' nea de textos do Centro e esqu1sas u 10 ógicas (CPA) do Hosp1·ta1 d 
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-----------Anexo I 
Adaptação do AMAR (Alpiner -Meline Aural Rehabilitation) 
seada em Alpiner, Meline e Cotton (1991) 
- Data da aval iação: 
- Nome: - - ------
- Data de Nascimento: 
- Idade: ---- ---
- O_ sr. ( ª ) usa ou já usou o prótese auditiva ? 
sim ( ) não ( ) 
- Se a resposta for afirmativa, há quanto tempo? 
- Qual o modelo? ---
( ) intracanal 
( ) retroauricular 
( ) aparelho de caixa 
( ) aparelho de óculos 
- Qual o tipo. de adaptação? 
( ) monoaural 
( ) binaural 
- Ocupação: _ _ ____ _ 
PARTE 1: 
AUTO-AVALIAÇÃO DO "HANDICAP" AUDITIVO 
- Triagem ba-
Para responder a cada questão, verifique o item abaixo que melhor descreve 
a maneira como o sr. (a) se sente diante da sua deficiência auditiva. 
S= Sempre G= Geralmente A= Algumas Vezes R= Raramente N= 
Nunca 
1. Eu me sinto como se estivesse isolado(a) das coisas por causa da 
minha perda auditiva 
S G A R N + 
2. Eu me sinto muito frustrado(a) quando eu não posso entender uma 
conversa 
S G A R N + 
3.Minha perda auditiva tem afetado a minha vida 
S G A R N + 
4.Minha tendência é evitar as pessoas por causa da minha perda 
auditiva 
s G A R N + 
103 
eral são tolerantes com a minha perda . 
5 A_s µcssoA~tn g A , R . N + - - auditiva 
~ . , ai ,ditivn ton1 afetado a minha relaçao corn 0 
e. M111l1n por (ti rneu rn . 
o ~- ando 
ou espo~,, A A N + 
s G . h 
-- onder dos outros a m1n a perda auditiva 
7 Eu tento esc A A N G + -
S d rticipo de reuniões sociais a minha perda aud·t· 
8 Quan o pa . ~ 1 1va 
i~teriere ou prejudica nAa comun1cRaçao N 
S G . ~ + -
9.Eu me sinto pressionado (a) em s1tuaçoes de grupo por causa da 
minha perda auditiva 
s G A R N + 
PARTE I PROBLEMAS: ____ _ 
PARTE 11: AVALIAÇÃO DA HABILIDADE DE LEITURA OROFACIAL 
1. Bom dia + 
2. Como vai você ? + 
3. Eu moro em (local da residência) + 
4. Eu só tenho um real no bolso + 
5. Tem alguém batendo na porta + 
PARTE li PROBLEMAS : ____ _ 
PARTE Ili: HABILIDADE AUDITIVA 
1. FIO TIO + 
2. TÃO CÃO+ 
3. SOU VOU+ 
4. TOM SOM + 
5. TEU SEU+ 
6. PÓ NÓ + 
Parte Ili Problemas 
0-10 problemas = n_ã_o_t_e_m_ n_e_c_e-ss_i_d_a_d_e __ 
11-13 problema · 
s = necessidade questionável 14
-
20 problemas = absolutamente necessário. 
TOTAL AMAR - Problemas 
------------Anexo II 
ASPECTOS A SEREM 
AVALIADOS AVALIAÇÃO SUBJETIVA 
1) FÍSICO 
1.1) SAÚDE GERAL 
"O sr (a) tem algum proble-
ma de saúde?" 
"O sr (a) toma algum 
medicamento?" 
1.2) VISÃO "O sr (a) tem algum proble-
ma para enxergar?" 
1.3) DESTREZA E Proximal :observar como o 
paciente coloca o aparelho HABILIDADES 
no ouvido. 
MOTORAS FINAS 
Distal :observar como o 
paciente manipula a bateria 
do aparelho. 
IMPLICAÇÕES 
REABILITATIVAS 
1) Modificação do trata-
mento, ou agendamento 
qdo necessário;2) fazer encaminhamen-
tos necessários. 
1) Se necessário, incenti -
var o uso de óculos; 
2) fazer mudanças 
necessárias ou 
substituições em materiais 
escritos de terapia; 
3) prover assento 
preferencial ou assistência 
durante o tratamento; 
4) modificar ambiente 
para maximizar a 
percepção visual ; 
5) prover 
encaminhamento para o 
oftalmologista. 
1) Fazer modificaçoes 
apropriadas no aparelho ; 
2) recrutar a assistência 
dos acompanhantes do 
paciente; 
3) prover repetidas 
oportunidades de 
aprendizado; 
4) encaminhar para 
médicos e terapeutas 
ocupacionais. 
Continuação ... 
105 
ASPECTOS A SEREM IMPLICAÇÕES 
AVALIADOS AVALIAÇÃO SUBJETIVA REABILITATIVAS 
2) PSICOSSOCIAL 
2.1) ATITUDE Com base na entrevista e 1) Incentivar a participa-
observação, classificar ção em um programa de 
pacientes como tipo 1,11 ,111 ou IV 
reabilitação audiológica (o 
programa em grupo é 
(Goldstein e Stephens, 1980) especialmente indicado 
para pacientes tipo Ili) ; 
2) prover suporte, paciên-
eia, e incentivo. 
AVALIAÇÃO OBJETIVA 
2.2) HANDICAP HHIE-S (Hearing Handicap 1) Permite avaliar quais 
lnventory for the Elderly- os aspectos psicossociais 
Screening Version) da perda auditiva a serem (Ventry e Weinstein , 1982) 
(Adaptação de Wieseberg, abordados, no programa 
1997) de reabilitação; 
2) prover suporte ao 
audiologista no 
planejamento do 
programa de reabilitação. 
b 
,-,..,_.~---~->_-_:: .. , 
'. 11· ' .. 
1
Sandra Regina de 
Siqueira Braga . 
Nascida en1 São Paulo, capital, e1n 
1967, funoaudióloga forn1ada em 
1989 e 1nestre em_ Fonoaudiologia 
pela Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, sob 
orientação da Profa. Dra. Teresa 
Maria Momensohn dos Santos, 
concluído em 2002. 
Gerente de Produtos de Grupó -
\ ' 
Audibel/PHILIPS-BELTO~ .E, .. : _ ,"·,, _ 
onde trabalha hf 1 O ~o-( ê~~;';,~ , · ~:' · 
Professora de cúrs'osJdê\efiensão e 
-~ . .,.- ' ,•:~ •-' 
de especialização do~Centro de , 
Especializa~~ e#1 Fifioauaiolo • 
Clínica ( ÇEFAC) e cio lnsti 
Estudos -Avançâaos eni ~ u e 
(IEAA)·. »._· '.\; ·,,,, .·.·•.: .. _.. ., !I 
' .r.~ ~•"l 
Sua p~~dur._~~-, ~i_entífi . ., . 
• ~Y- ' i~ -"~ 
• ,t ~·.~. ' . • ... • 
artigos em re\Tlstas nacto 
participação ~in,Çongresso , 
Simpósios e C~r~ps extJ a'-currJc. 
de Fonoaudiologia. , ,• ,~i-, ,· 
I SBN 85-87992-13 - 9 
1
1 •
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1 1 
9 8185t 992 130 EDITORIAL 
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