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Aula 08 - Títulos em espécie: Letra de Câmbio, Nota 
Promissória, Cheque, Duplicata, Cédula de Crédito Bancário, 
Letra e Cédula de Crédito Imobiliário. Conhecimento de 
Depósito. Warrant. Conhecimento de Transporte. Ações 
cambiais. Protesto. 
Curso Regular de Direito Empresarial p/ ICMS-RO 
Professor: Wangney Ilco 
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Curso Regular de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco – Aula 08 
Prof.º Wangney Ilco 2 de 95 
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Sumário 
1- Letra de Câmbio .......................................................................... 4 
1.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................... 4 
1.2- Saque ........................................................................................ 6 
1.3- Aceite ........................................................................................ 6 
1.4- Vencimento e Modalidades ............................................................ 8 
1.4.1- Cláusulas de Juros ................................................................. 9 
1.5- Pagamento da Letra de Câmbio ..................................................... 9 
1.6- Protesto ................................................................................... 11 
1.7- Ação cambial ............................................................................ 14 
2- Nota Promissória ....................................................................... 16 
2.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 16 
2.2- Regime jurídico e características .................................................. 18 
3- Cheque ...................................................................................... 18 
3.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 18 
3.2- Características .......................................................................... 20 
3.3- Espécies de cheque .................................................................... 20 
3.4- Apresentação e pagamento do cheque ......................................... 22 
3.5- Revogação e Sustação do cheque ................................................ 24 
3.6- Cheque sem fundos e ação cambial.............................................. 24 
4- Duplicata ................................................................................... 26 
4.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 26 
4.2- Aceite ...................................................................................... 28 
4.3- Pagamento e aval ...................................................................... 30 
4.4- Protesto e ação cambial .............................................................. 31 
4.5- Duplicata de prestação de serviços .............................................. 33 
5- Resumo dos títulos e Prazos prescricionais da ação cambial ..... 34 
6- Cédula de Crédito Bancário ....................................................... 36 
7- Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ............................................. 38 
8- Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) .......................................... 40 
AULA 08 – Títulos em espécie: Letra de Câmbio, Nota Promissória, 
Cheque, Duplicata, Cédula de Crédito Bancário, Letra e Cédula de 
Crédito Imobiliário. Conhecimento de Depósito. Warrant. 
Conhecimento de Transporte. Ações cambiais. Protesto. 
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Curso Regular de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco – Aula 08 
Prof.º Wangney Ilco 3 de 95 
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9- Conhecimento de depósito e warrant ........................................ 41 
10- Conhecimento de transporte ..................................................... 42 
11- Questões Comentadas ............................................................... 44 
12- Lista de Questões ...................................................................... 79 
13- Gabarito .................................................................................... 95 
 
Olá pessoal! Tudo beleza? 
Na aula de hoje estudaremos os títulos de crédito em espécie, ou seja, os 
principais títulos de crédito de forma individualizada, ok? É preciso atenção 
neste estudo, pois há muitos detalhes em cada título que os distinguem dos 
demais. Sugiro estudar com bastante calma, fazendo as devidas anotações em 
seus resumos. Lembrem-se que a técnica de resumos é importantíssima para a 
assimilação dos assuntos e, obviamente, para a aprovação. 
Um bom resumo não é elaborado às pressas, sem organização. Pelo contrário, 
um bom resumo é resultado de um trabalho de formiguinha feito ao longo de 
um período longo. Num primeiro momento, o resumo deve ser elaborado 
quando estudamos a teoria. Nesta fase, é um resumo ainda grosseiro, muitas 
vezes não abarca as questões de prova. Então, num segundo momento, 
fazemos os ajustes no resumo com os pontos cobrados nas questões. Aí sim, 
teremos um resumo com os ajustes finos, voltado para as questões de prova. 
A partir daí, frequentemente devemos percorrer esse resumo para assimilar os 
assuntos. Nesta fase de estudos, devemos conjugar a resolução de questões 
com o estudo dos resumos. Se houver a necessidade, como um determinado 
ponto cobrado na questão de que não se recorda, basta se socorrer da teoria 
(PDF ou Livros ou Aula em vídeo). Esta é a melhor fase dos estudos, onde 
fazemos os ajustes finos, beleza? 
 
Então vamos lá!! 
Abraços e bons estudos. 
Wangney Ilco 
 
 
 
 
 
 
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se 
chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o 
dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. 
(Dalai Lama) 
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Teoria e Questões comentadas 
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1- Letra de Câmbio 
 
1.1- Definição e Requisitos essenciais 
 Bem, a Letra de Câmbio (LC) está prevista na LUG, tratado incorporado 
ao ordenamento jurídico nacional pelo Decreto nº 57.663/66. A LC serve como 
base para o estudo dos atos cambiários, mesmo sendo um título de crédito 
muito pouco utilizado no Brasil. 
Assim, a letra de câmbio pode ser definida como uma ORDEM DE 
PAGAMENTO, à vista ou a prazo, dirigida por uma pessoa a outra em 
benefício de uma terceira pessoa. Então, temos 3 figuras principais 
relacionadas: sacador (emitente ou subscritor), sacado e tomador 
(beneficiário), onde o sacador emite uma ordem de pagamento ao sacado, em 
favor do tomador. 
 
 Esta é uma esquematização ainda simples que iremos “incrementar” ao 
longo da aula com outras informações, beleza? Pois bem, além da assinatura 
do sacador (emitente), a letra de câmbio deve conter alguns requisitos 
formais essenciais para produzir os efeitos de título de crédito, conforme o 
art. 1º da LUG: 
 
Requisitos
daletra de 
câmbio
A palavra "letra de câmbio"
Mandato puro e simples de pagar quantia 
determinada
O nome do sacado e do tomador
A época do pagamento. Se omissa, é pagável 
à vista.
O lugar do pagamento. Se omisso, é o local ao 
lado do nome do sacado e domicílio do sacado
Data e local de emissão. Se omisso, é o local 
ao lado do nome do sacador.
Sacador 
(emitente
) 
Tomador 
(beneficiário
) 
 
Sacado 
Ordem de pagamento 
Entrega a letra 
de câmbio 
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Teoria e Questões comentadas 
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 Portanto, notemos que dos requisitos formais acima listados, temos as 
exceções destacadas que podem ser omitidas. Porém a própria LUG cuida de 
preencher estas omissões caso ocorram. Também, é vedada a emissão da 
letra de câmbio ao portador, conforme a LUG; contudo, pode circular através 
de endosso em branco, ou seja, sem identificar o endossatário. 
 Ainda sobre o formalismo da letra, o CC no art. 889 traz regras 
semelhantes a essas; inclusive, mencionamos algumas delas, como a regra 
geral pela qual os títulos de crédito podem ser emitidos a partir de caracteres 
criados em computador ou outro meio técnico equivalente e que conste da 
escrituração do emitente. Vejamos que esta regra tem o seu sentido frente o 
atual desenvolvimento da informática, certo? 
 No entanto, devemos ficar atentos ao §2º do art. 889 do CC que traz 
regra geral para os títulos de crédito, mas que a LUG dispõe de forma diferente 
quando o local do pagamento é omitido na letra de câmbio, como vimos em 
nossa esquematização acima. Vejamos: 
 
 
 Logo, se numa questão mencionar o formalismo em relação à letra de 
câmbio aplicamos a LUG, caso fale em títulos de crédito de forma geral, 
observamos o Código Civil, beleza? Agora só mais uma observação: 
Obs.: SÚMULA 387 do STF: “A cambial emitida ou aceita com omissões, 
ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da 
cobrança ou do protesto”. Ressalta-se que esta jurisprudência já foi tema de 
prova!!! 
1. (CESPE / Juiz do Trabalho-TRT-23ª /2009) Sobre a 
letra de cambio é correto afirmar que: 
e) Se for emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada 
pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 
Comentários 
Correta, conforme o conteúdo da súmula 387 do STF que acabamos de ver. 
Logo, a letra de câmbio não necessita estar totalmente completa no momento 
de sua emissão, sendo permitido o seu preenchimento posterior. O mesmo vale 
para os demais títulos de crédito, ok? O art. 891 do CC também reforça este 
entendimento. Assim, os títulos de crédito podem circular ao portador (ou em 
branco) desde a sua emissão, mas devem estar completos no momento do seu 
pagamento. Por exemplo, alguém pode assinar um cheque e entregar a pessoa 
Omissão do lugar do pagamento 
LUG (letra de câmbio) C. Civil (regras gerais) 
Domicílio do SACADO Domicílio do EMITENTE 
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de sua confiança para que o complete, conforme ajustado entre eles. Essa 
pessoa deve agir de boa-fé ao completar o título. 
 
1.2- Saque 
 Quando ocorre a emissão de um título de crédito, diz-se que o título foi 
sacado. Assim, a letra de câmbio pode ser sacada de três formas: 
 
 
 
1.3- Aceite 
 O aceite é um ato cambiário por meio do qual o sacado reconhece a 
validade da ordem de pagamento (letra de câmbio) quando o tomador lhe 
apresenta a mesma. Assim, é uma declaração unilateral e facultativa do 
sacado, o qual assume a obrigação de pagar a soma indicada no título nos 
prazos ali especificados, passando a ser chamado de aceitante e obrigado 
principal. 
Na prática, o aceite é apenas a assinatura do sacado na frente (anverso) 
da LC ou de expressão “aceito” ou qualquer outra palavra equivalente, sendo 
que o aceitante fica obrigado nos termos de seu aceite. Diz-se, assim, que 
o aceite é irretratável. 
A apresentação para aceite da LC pode ser feita pelo tomador, portador 
ou até por um simples detentor no domicílio do sacado até a data do seu 
vencimento. 
SAQUE 
Letra de Câmbio
À ordem do próprio 
sacador
O sacador emite a 
letra a seu favor (é 
o tomador).
Sobre o próprio 
sacador
O sacador emite a 
letra contra ele 
próprio (é o sacado).
Por ordem e conta de 
terceiros
Situação normal, 
com sacador, 
sacado e tomador 
distintos.
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Vejamos algumas características e regras sobre o aceite: 
 
 
 No caso de aceite parcial, o sacador (emitente) é o responsável pela 
quantia que não foi aceita pelo sacado. Assim, aquele que efetuar o pagamento 
do saldo poderá exercer direito de ação (art. 51, LUG). 
Obs.: Cancelamento do aceite: presume-se que o risco dado sobre o aceite 
é dado antes da restituição da letra, configurando a recusa ao aceite. Assim, 
o portador da letra deve provar que o cancelamento se deu após a sua 
restituição por ato fraudulento para que o aceite seja restaurado. Porém, no 
caso específico do sacado declarar por escrito ao portador, ou outro 
signatário, que aceita a LC, o sacado fica obrigado para com eles nos termos 
do aceite declarado, mesmo que se recuse posteriormente a dar o aceite ou 
tente cancelá-lo; afinal, o aceite é ato cambiário irretratável. 
 
ACEITE
É puro e 
simples
O sacado pode limitar a quantia 
(ACEITE PARCIAL).
Outra modificação na LC equivale 
como recusa de aceite.
Localidade
Normalmente é o domicílio do 
sacado (art. 27, LUG)
Outro local pode ser indicado para o 
pagamento.
Cancelamento
Se o sacado risca o aceite dado, 
considera-se recusado(art.29,LUG)
Se o sacado declara por escrito 
que aceita, então fica obrigado
Sacador 
(emitente
) 
Tomador 
(portador da 
LC) 
 
Sacado 
(aceitante) 
Ordem de pagamento 
Entrega a letra 
de câmbio 
Apresentação da LC p/ aceite 
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1.4- Vencimento e Modalidades 
As modalidades de letra de câmbio referem-se à data de vencimento 
definida no momento de sua emissão, o que irá influenciar o seu aceite. 
Notemos que esta classificação é quanto ao prazo, que vimos anteriormente. 
Beleza? 
 
 Observemos que na letra emitida à vista NÃO HÁ apresentaçãopara 
aceite, mas sim para o seu pagamento direto. Recordando que a data de 
vencimento se omitida, presume-se que a LC é à vista! Então, concluímos que 
somente a LC emitida a certo prazo da vista é obrigatória a apresentação para 
aceite, já que o prazo para vencimento começa a correr a partir de sua 
apresentação. 
Portanto, observa-se por essas modalidades que o sacador pode 
livremente estipular que a letra será apresentada ao aceite, com ou sem prazo 
(art. 22, LUG). O mesmo ocorre para o endossante (pessoa que passa o título), 
exceto se a letra tiver sido declarada não aceitável pelo sacador (emitente). 
Mas o que seria uma letra de câmbio não aceitável? 
 
 
Modalidades 
de Letra de Câmbio
À vista
O vencimento 
se dá no 
momento da 
apresentação, 
quando deverá 
ser pago.
A certo prazo 
da vista
O título deve 
ser apresentado 
para aceite e a 
partir daí 
correrá o prazo 
de vencimento.
A certo prazo 
de data
O vencimento 
ocorre em 
determinado 
prazo de sua 
emissão. A 
apresentação 
para aceite é 
facultativa.
A dia certo
A data de 
vencimento vem 
expressamente 
no título. A 
apresentação 
para aceite é 
facultativa.
Letra de Câmbio 
NÃO-aceitável
Proibição de apresentação para aceite com o uso da expressão "sem 
aceite" ou "não aceitável". Evita vencimento antecipado.
Não aplica-se à LC emitida a certo prazo da vista e à LC pagável em 
domicílio diferente do sacado ou em domicílio de terceiro. 
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No mais, o portador da letra de câmbio poderá cobrar o seu direito em 
ação cambial quando a letra não for aceita ou se aceita não for paga, inclusive 
com juros quando estipulado e outras despesas (art. 28, LUG). 
Sobre a previsão de juros na Letra de Câmbio e nos principais títulos de 
crédito, vejamos: 
 
 
1.4.1- Cláusulas de Juros 
 Bem, com a finalidade de condensar os estudos dos principais títulos de 
crédito e assim facilitar o aprendizado e aumentar as chances de acertar as 
questões de prova, fiz um apanhado sobre a cláusula de juros para os principais 
títulos de crédito. Então, segue um quadro-resumo acerca da estipulação de 
juros conforme a legislação e o título de crédito. 
 
Lei Cláusula de 
Juros 
Observação 
Código Civil (art. 890) Não escrita 
Lei do cheque (art. 10) Não escrita 
LUG (art. 5º) 
LC e NP 
Escrita LC à vista ou a certo 
termo de vista. 
 
 A respeito da duplicata, não há previsão para estipular juros no próprio 
documento. 
 
 
 
 
1.5- Pagamento da Letra de Câmbio 
Antes de tratarmos especificamente do pagamento, devemos entender 
que a letra de câmbio pode ter seu vencimento antecipado, conforme os 
casos abaixo e a LUG (art. 43): 
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Assim, com o vencimento da LC, esta dever ser apresentada para 
o devido pagamento no dia do vencimento ou, se feriado, no 
próximo dia útil (art. 20 do Decreto nº 2.044/1908). Ressalta-
se, porém, que a LC à vista é pagável no momento de sua 
apresentação, que ocorre no prazo de UM ANO da data do seu 
saque. 
 Agora vejamos algumas regras e procedimentos acerca do ato de pagar 
uma letra de câmbio: 
 
 Como os sacadores, aceitantes, endossantes ou avalistas (coobrigados) 
de uma letra são todos solidariamente responsáveis para com o portador 
(art. 47, LUG), o pagamento os desobriga de responsabilidade cambial. 
Quem paga desonera os coobrigados posteriores e tem o direito à ação de 
regresso contra os coobrigados anteriores. 
 No mais, vale destacar que tanto o prazo de apresentação para 
pagamento quanto para aceite pode ser prorrogado em razão de caso 
fortuito ou força maior, devendo referir-se a motivo insuperável (art. 54, 
LUG). Neste caso, o portador deverá informar imediatamente o endossante 
desta situação, ok? 
Vencimento 
Antecipado
Por falta ou recusa 
de ACEITE
Deve ser 
comprovado por ato 
formal (protesto) 
nos prazos fixados 
para a apresentação 
ao aceite.
FALÊNCIA do sacado
Aceitante ou não. A 
sentença de 
declaração da 
falência é suficiente 
para exercer o direito 
de ação cambial. 
FALÊNCIA do sacador 
(LC não aceitável)
A sentença de 
declaração da 
falência é suficiente 
para exercer o direito 
de ação cambial. 
Pagamento
A quitação regular deve ser na própria LC -
princípio da literalidade.
O devedor (sacado) que paga pode exigir a entrega 
da LC com a devida quitação (retira de circulação).
Desonera-se o devedor que paga a LC no 
vencimento, exceto se agiu de má-fé. 
O portador não poderá recusar o pagamento 
parcial - deve constar esse pagamento na LC.
O portador não é obrigado a aceitar o pagamento 
antecipado, mas aquele que paga fica responsável.
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Obs.: A não apresentação para pagamento no prazo determinado torna a letra 
de câmbio sem força executória, ou seja, o portador perde o direito de ação 
de regresso contra os endossantes, contra o sacador e contra os outros 
coobrigados, à exceção do aceitante (art. 53, LUG). 
 
1.6- Protesto 
 Pessoal, para o estudo do protesto em relação à LC e demais títulos de 
crédito é necessário o conhecimento da Lei nº 9.492/97, que trata do protesto 
dos títulos de crédito e de outros documentos de dívida, ok? 
 Desse modo, podemos definir protesto como sendo “o ato formal e 
solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de 
obrigação” cambiária, e demonstra-se a falta de pagamento, a falta de 
aceite ou a não-devolução do título de crédito. 
 As MODALIDADES de protesto são as seguintes (art. 21, Lei 
9.492/97): 
 
Portanto, verifica-se que o protesto é obrigatório e necessário para o 
exercício do direito de regresso contra os coobrigados, constituindo o 
devedor em mora. Mas qual seria o prazo para o credor protestar a letra de 
câmbio? 
Bem, para o protesto por falta ou recusa de aceite, conforme 
esquema acima, o prazo é aquele fixado para a apresentação ao aceite 
(art.44, 2ª alínea, LUG), ou seja, pode ser feito antes do vencimento ou, no 
máximo, até o primeiro dia útil após o vencimento da LC. Vale relembrar que a 
recusa ou falta de aceite antecipa o vencimento da LC, ok? Então, 
esclarecendo melhor o protesto por falta de aceite, conforme as modalidades 
de letra de câmbio, temos que: 
• LC à vista – Protesto: até o 1º dia útil seguinte ao da falta de aceite; 
➢ LC a certo termo de vista – Protesto: até o 1º dia útil seguinte ao da 
falta de aceite, visto que a apresentação para o aceite é obrigatória para 
correr o prazo de pagamento; 
Por falta ou recusa de 
ACEITE
•Somente antes do 
vencimento da 
obrigação e após odecurso do prazo 
para o aceite ou a 
devolução.
•Impõe o vencimento 
antecipado.
Por falta de 
PAGAMENTO
•Após o 
vencimento.
•Contra o sacado, 
somente se ele for 
aceitante da LC. 
Por falta de 
DEVOLUÇÃO
•Quando o sacado 
não devolve no 
prazo legal a letra 
de câmbio e 
duplicata.
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✓ LC a certo termo de data e em dia fixo – Protesto: até o 1º dia útil após 
o vencimento, pois a apresentação ao aceite é facultativa; caso a LC seja 
apresentada e o aceite seja recusado, já poderá ser protestada desde então, 
já que o vencimento se antecipou. 
Obs.: Por mais estranho que possa parecer, nada impede que uma Letra de 
Câmbio sacada à vista seja apresentada ao aceite do sacado. Assim, entende-
se que não há qualquer vedação para que ela seja apresentada antes ao 
aceite do sacado, ok? Ressaltando que se o sacado se nega a aceitar a LC, é 
porque ele não pretende pagá-la, não é mesmo? E, de forma geral, a 
apresentação para aceite é sempre facultativa na LC, exceto na LC a certo prazo 
da vista, pois é a partir da data de apresentação que começa a correr o prazo 
do vencimento. 
Assim, pessoal, acredito que fica mais fácil de visualizar os prazos para 
protesto da LC por falta ou recusa de aceite, beleza? 
Agora, com relação ao prazo para protesto por falta de pagamento temos 
um pequeno “probleminha”. Vejamos a seguinte observação: 
Obs.: Prazo do protesto por falta de pagamento-Divergência 
doutrinária: 
 
RESUMINDO: Caso tenhamos uma questão abordando este tema, devemos 
considerar que o protesto da letra de câmbio por falta de pagamento ou de 
aceite deve ser até o primeiro dia útil que se seguir ao vencimento ou ao 
da recusa do aceite. Beleza? Entendido? 
 Então, pergunto: quais os efeitos no caso do portador/credor da LC 
perder o prazo ou não protestar por falta de pagamento? Como podemos 
perceber, ele perderá os direitos contra o sacador (emitente) e demais 
coobrigados (endossantes e avalistas), exceto contra o aceitante (e seus 
avalistas). Então, concluímos: 
Lei Interna
(Decreto nº 
2.044/1908)
•Art. 28 - A LC deve ser 
protestada no 
PRIMEIRO dia útil que 
se seguir ao do 
vencimento.
LUG
(Decreto nº 57.663/66)
•Art. 44, 3ª alínea - LC pagável 
em dia fixo ou a certo termo 
de data ou de vista deve ser 
protestada num dos DOIS 
DIAS úteis seguintes àquele 
em que a letra é pagável.
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 Por fim, em relação ao protesto, vejamos as seguintes regras: 
 
Obs.: O registro ou lavratura do protesto ocorre em 3 dias contados da 
protocolização do título. Nesse período está prevista a possibilidade de sustação 
do protesto (arts. 12 e 16, Lei 9.492/97). 
 A cláusula “sem protesto” ou “sem despesas” não é presumida, ou seja, 
ela deverá vir expressamente escrita no título de crédito, pois possui a "força" 
de alterar procedimentos obrigatórios em relação aos coobrigados. Estes 
procedimentos alterados são o protesto e as despesas dele decorrentes. Assim, 
o protesto passa a ser dispensado (facultativo) para acionar os coobrigados e, 
caso seja realizado o protesto, as despesas decorrentes ficam ao em cargo de 
quem fez o protesto, já que o fez sem ser obrigado. Ou seja, apesar do nome 
da cláusula, o protesto não fica proibido, mas torna-se facultativo. 
 De outra forma: o credor poderá acionar tanto o devedor principal quanto 
os coobrigados. Mas como saber quem inseriu a referida cláusula? Como saber 
qual coobrigado ela abrangerá? Ou atinge todos os coobrigados? 
 Como vimos, a cláusula "sem protesto" não é presumida, logo quem a 
inseriu no título de crédito deve estar claramente identificado. Pode ser o 
sacador (emitente) ou um dos endossantes ou avalistas. Dependendo quem a 
inseriu, teremos consequências distintas. Vejamos: 
• Se o sacador inserir tão cláusula, os seus efeitos atingirão todos os 
devedores, que poderão ser demandados independente de protesto, ok? 
•Contra os coobrigados - sacador, 
endossantes e seus avalistas.
Protesto 
necessário
•Contra o devedor principal 
(aceitante) e seu avalista.
Protesto 
facultativo
P
R
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E
S
T
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Cláusula "sem 
despesas" ou 
"sem protesto"
Dispensa o portador de efetuar o protesto. 
Dada pelo sacador, endossante ou avalista. 
SE dada pelo sacador, beneficia todos os 
signatários da LC. Mas não dispensa o 
portador da apresentação no prazo.
SUSTAÇÃO Retirada do título antes da lavratura do 
protesto. Paga-se despesas e emolumentos. 
Cancelamento
Pelo pagamento. Se por outro motivo, 
deve ser pela via judicial.
Qualquer interessado, mediante 
apresentação do documento protestado.
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• Se um endossante ou um avalista inserir a cláusula "sem protesto", ela 
tem efeito somente em relação a ele, não valendo para os demais 
coobrigados. Isso significa que o protesto não é necessário para demandar 
o endossante ou avalista que inseriu a cláusula. Perfeito? 
 Mais uma vez: sendo facultativo o protesto, aquele que o fizer, não 
poderá cobrar as despesas do protesto daqueles que não sofrem os efeitos da 
cláusula "sem protesto" ou "sem despesas". 
 
2. (FCC / Juiz Substituto-TJ-RN / 2002) A recusa do 
sacado em aceitar a letra de câmbio sacada a termo de data tem como 
consequência: 
a) a possibilidade do beneficiário exigir do sacador o pagamento imediatamente 
após o protesto por falta de aceite. 
b) sua imediata substituição, como devedor principal, pelo sacador, que deverá 
pagar o título na data do vencimento. 
c) a faculdade do beneficiário de protestar o título por falta de aceite caso a 
recusa seja imotivada. 
d) a responsabilização dos co-obrigados pelo pagamento do título na data do 
vencimento. 
e) a responsabilização do sacado pelo pagamento do título no vencimento, 
desde que tempestivamente protestado por falta de aceite. 
Comentários 
Letra “a”. Como vimos, a letra de câmbio emitida a certo termo de data tem o 
seu vencimento em dado prazo após a sua emissão. Por exemplo, o sacador 
pode determinar que a LC vencerá em 3 meses de sua emissão, ok? Também 
estudamos que nesta modalidade de LC a apresentação para aceite é 
facultativa. Porém, conforme o enunciado da questão, o portador apresentou a 
LC e a mesma foi recusada pelo sacado. Neste caso, o vencimento é antecipado 
e o beneficiário poderá protestar a LC, e desta forma exigir em ação executiva 
o pagamento pelo sacador (emitente). Logo, a alternativa correta é a letra A 
conforme o art. 43 da LUG. Para que a LC não fosse apresentada ao aceitee 
tivesse seu vencimento antecipado, o sacador poderia ter colocado a expressão 
“sem aceite”. 
 
 
 
1.7- Ação cambial 
 Bem, a ação cambial nada mais é que a simples ação executiva 
extrajudicial para cobrança do título de crédito. O art. 585, I do Código de 
Processo Civil trata também esta ação como título executivo extrajudicial. 
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 Desse modo, a ação cambial pode ser de dois tipos: direta ou 
regressiva. Destaca-se ainda abaixo os prazos de prescrição da ação cambial 
conforme o obrigado acionado (art. 70 da LUG): 
 
 No caso de cláusula “sem despesa” ou “sem protesto”, a prescrição da 
ação do portador contra os coobrigados é de um ano a contar da data do 
vencimento, já que o protesto é dispensado. 
 Por fim, como regra geral, a interrupção do prazo prescricional só produz 
efeito em relação à pessoa para quem a interrupção foi direcionada, ou seja, 
não beneficia os demais obrigados na relação cambiária. 
 Bem, meus amigos e amigas, para solidificarmos esses conhecimentos, 
vejam o seguinte exemplo de relações cambiárias numa letra de câmbio: 
EX.: Ao emitir e entregar uma letra de câmbio ao seu credor (tomador), o 
sacador dá uma ordem de pagamento ao sacado de certa quantia. O tomador 
(endossante) endossa a LC a outro indivíduo com o qual tem uma obrigação 
pendente. Este novo portador (endossatário) apresenta a letra ao sacado para 
aceite; ao aceitá-la, o sacado torna-se aceitante e obrigado principal. Ainda 
temos a figura de um avalista que não identifica o seu avalizado (aval em 
branco); presume-se, então, que foi dado em favor do sacador (art. 31, LUG), 
beleza? Porém, o aceitante não efetua o pagamento no vencimento. Assim, o 
portador da LC poderá acionar diretamente o aceitante, com ou sem protesto, 
já que ele é o obrigado principal. Ou, ainda, poderá acionar o endossante, o 
sacador ou seu avalista; aí precisa de protesto. Importante destacar que todos 
são solidariamente responsáveis para com o portador (art. 47 da LUG). Então, 
o prazo para acionar o aceitante é de 3 anos contados do vencimento da LC. 
Caso o portador acione os coobrigados (sacador, endossante e avalistas), o 
prazo será de 1 ano a partir do protesto; aí, aquele coobrigado que efetuou o 
pagamento poderá OU acionar o aceitante no prazo de 3 anos também do 
vencimento da LC OU acionar um outro coobrigado no prazo de 6 meses 
Ação Cambial
Direta: todos 
contra o aceitante
Prescrição: 3 anos 
do vencimento.
Regressiva: do portador 
contra coobrigados ou 
coobrigados entre si
Prescrição contra 
coobrigados: 1 ano 
da data do protesto
Prescrição c/ coobrigados 
entre si: 6 meses 
contados do dia em que 
pagou ou foi acionado
Protesto 
facultativo 
Protesto 
Necessário 
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contados do dia que pagou ou foi acionado. Ok? Entendido? Então é isso e 
qualquer dúvida é só me “acionar”...rsrsr! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Nota Promissória 
 
2.1- Definição e Requisitos essenciais 
Bem, já vimos a classificação dos títulos de crédito quanto à estrutura: 
ordem de pagamento e promessa de pagamento. Lembram-se? Então, a nota 
promissória é definida como: 
Sacador 
(emitente) 
Tomador 
(endossante) 
 
Sacado 
(aceitante) 
Ordem de pagamento 
Entrega a letra 
de câmbio 
Apresentação da LC p/ aceite 
Portador 
(endossatário) 
 
X 
Avalista (em branco) 
3 anos-ação cambial 
LC 
3 anos-ação cambial 
3 anos-ação cambial 
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Portanto, podemos perceber que a nota promissória (NP) é mais simples 
que a letra de câmbio (LC), tendo em vista que relaciona apenas dois sujeitos 
essenciais: o emitente e o beneficiário. 
 
 Assim, para representar a sua dívida, o subscritor emite documento com 
efeitos cambiários (circulação, endossantes, endossatários, avalistas, etc.) 
em favor do seu credor, ok? 
Obs.: A nota promissória está prevista nos arts. 75 a 78 da LUG. 
 Vejamos o formalismo ou rigor cambiário para as notas promissórias, 
de tal forma que os requisitos formais abaixo devem ser observados no 
documento para que este produza os efeitos de título de crédito (art. 75, da 
LUG): 
 
 
 Portanto, à semelhança da letra de câmbio, notemos que dos requisitos 
formais acima listados, temos as exceções destacadas que podem ser omitidas 
e a própria LUG cuida de preencher estas omissões. No mais, a assinatura do 
subscritor é requisito essencial e, assim como na letra de câmbio, a lei 
Requisitos
da NP
A palavra "nota promissória"
Promessa pura e simples de pagar quantia 
determinada
O nome do tomador (beneficiário)
A época do pagamento. Se omissa, é pagável 
à vista.
O lugar do pagamento. Se omisso, é o lugar onde 
foi passada e domicílio do subscritor.
Data e local de emissão. Se omisso, é o local 
ao lado do nome do subscritor.
Uma PROMESSA de pagamento direta e escrita, à vista ou 
a prazo, feita por uma pessoa (emitente ou subscritor) em 
benefício de outra (tomador ou beneficiário). 
Emitente 
(subscritor) 
Tomador 
(beneficiário) 
 Nota promissória 
Devedor e obrigado 
principal 
Promete o pagamento 
da dívida 
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veda a emissão de nota promissória ao portador, justamente por ser o 
nome do tomador requisito essencial. 
 
2.2- Regime jurídico e características 
 Por força do art. 77 da LUG, o regime jurídico aplicável à nota promissória 
é o mesmo da letra de câmbio: endosso, vencimento, pagamento e outros mais. 
Obviamente que devemos fazer os ajustes necessários já que a NP é uma 
promessa de pagamento. E é isso que veremos a seguir. 
 
 Desta forma, precisamos realizar os quatro ajustes acima, beleza? 
3- Cheque 
 
3.1- Definição e Requisitos essenciais 
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, escrita e em dinheiro, 
emitida pelo sacador contra uma instituição financeira (banco, sacado), onde 
possui provisão de fundos, em benefício de terceiro (tomador ou beneficiário). 
Assim, como na letra de câmbio, o cheque possui três figuras intervenientes 
principais: sacador, sacado (banco ou instituição financeira)e tomador. 
Ajustes
Aceitante da LC 
= subscritor da 
NP (art. 78,LUG)
Prescrição é de 
3 anos, como é 
para o aceitante; 
protesto 
facultativo c/ 
subscritor; 
falência do 
subscritor antecipa 
o vencimento.
As disposições 
incompatíveis a 
promessa de 
pagamento
Aceite, cláusula 
"não aceitável", 
prazo para 
apresentação ao 
aceite, vencimento 
antecipado por 
falta de aceite, 
recusa parcial, ...
Modalidade "a certo 
termo da vista"
Apresenta a NP para 
visto do subscritor 
no prazo de até um 
ano. A partir do visto 
corre o prazo de 
vencimento. Cabe 
protesto no caso de 
recusar dar o visto.
Aval em 
branco
O avalizado é o 
subscritor no 
caso do avalista 
não identificar o 
seu beneficiário 
(art. 77, LUG)
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No entanto, o sacado não possui responsabilidade cambiária (aceite, 
endosso ou aval). A sua relação é tão-somente contratual com o emitente do 
cheque. Inclusive, o banco sacado não é obrigado ao aceite, visto que o cheque 
não admite aceite considerando-se não escrita qualquer disposição em 
contrário. No mais, as outras figuras estão presentes no cheque: endossantes, 
endossatários e seus avalistas. 
Obs.: O cheque está previsto na Lei nº 7.357/85 (adotaremos a sigla LCh). 
 O formalismo ou rigor cambiário para o cheque está previsto nos arts. 
1º e 2º da LCh. Tais requisitos formais se assemelham e muito aos já vistos 
para a LC e NP. 
 
 Se diversos locais junto ao sacado forem indicados para pagamento, o 
cheque é pago no primeiro deles, mas se nenhum local for indicado, deve ser 
pago no local de emissão. Agora em relação à quantia determinada, caso haja 
divergência de valores, prevalece o expresso por extenso e o menor valor. 
Além disso, a estipulação de juros no cheque considera-se como não 
escrita. Por fim, a assinatura do emitente ou seu procurador é essencial, 
podendo ser mecânica ou processo equivalente. 
 
Obs.: Relembra-se que na letra de câmbio também pode haver previsão de 
juros. 
Requisitos do 
Cheque
A palavra "cheque"
Ordem incondicional de pagar 
quantia determinada
O nome do sacado
O lugar do pagamento. Se omisso, é 
o lugar junto ao nome do sacado
Data e lugar de emissão. Se 
omisso, é o local junto ao nome do 
emitente.
Sacador 
(emitente
) 
Tomador 
(beneficiário
) 
 
Sacado 
(banco) 
Ordem de 
pagamento 
Entrega o 
cheque 
Obrigado 
principal 
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3.2- Características 
 Vejamos algumas características importantes do cheque. 
 
 
 
Ressalta-se, ainda, que nos cheques com valor acima de R$ 100,00 é 
necessário identificar o tomador, ou seja, DEVE ser nominal (art. 69, lei nº 
9.069/95). 
Eis uma questão da banca ESAF sobre o tema cheque: 
3. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de 
títulos de crédito: 
d) o cheque não é um título de crédito, porque foi proibido por lei que seja 
endossado mais de uma vez. 
Comentários 
Incorreta. O cheque é considerado sim título de crédito e, além disso, pode ser 
endossado mais de uma vez, conforme a teoria geral dos títulos de crédito e 
autorização expressa da LCh em seu art. 17, §2º: “O endosso pode ser feito ao 
emitente, ou a outro obrigado, que podem novamente endossar o cheque”. 
 
3.3- Espécies de cheque 
CHEQUE
Formas de 
Emissão
(art. 9º)
À ordem do próprio sacador
Por conta de terceiros
Na forma de cheque administrativo
Formas de 
circulação -
endosso
(art. 8º)
Nominal "à ordem" (com ou sem 
a expressão) - tem o nome do 
beneficiário e permite o endosso
Nominal "não à ordem" - tem o 
nome do beneficiário e proíbe o 
endosso
Ao portador - sem o nome do 
beneficiário. Pagável a quem 
apresentar o cheque
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 Então pessoal, acima temos as principais modalidades ou espécies de 
cheque. O que precisamos saber para a nossa prova está acima de forma bem 
objetiva, ok? Porém, ainda temos mais alguns tipos de cheque que já foram 
cobrados em prova: 
 
 
Outros 
cheques
Cheque 
marcado
O banco poderia 
marcar outro 
dia para 
pagamento, 
tornando-se 
codevedor. 
"Bom para o 
dia...". Não 
mais admitido.
Cheque 
especial
O banco 
disponibiliza 
crédito ao cliente 
sem que este 
tenha 
necessariamente 
fundos disponível 
no banco. Via 
contrato.
Cheque de 
viagem
Disponibilizado 
pelo banco ao 
cliente talonários 
com valores fixos -
moeda estrangeira. 
Confere maior 
segurança aos 
viajantes. 
Traveller's check.
Cheque fiscal
Emitido pelas 
autoridades 
fazendárias 
para devolução 
de excesso de 
arrecadação.
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H
E
Q
U
E
 
• Visado (art. 7º, LCh) =>o banco sacado visa o cheque (verso) e garante 
a reserva de fundos na conta do emitente (sacador) durante o prazo 
de apresentação, a pedido do tomador ou do próprio emitente. Não 
significa o aceite e o cheque deve ser sempre nominal. Somente o 
cheque nominativo e ainda não endossado pode receber o visto; 
 
• Cruzado (art. 44, LCh) => o valor deve ser pago a banco ou cliente do 
sacado mediante crédito em conta, não podendo ser pago na “boca do 
caixa”. Emitente ou portador podem cruzar o cheque – dois traços 
paralelos no anverso. Cruzamento geral (sem indicar o banco p/ 
depósito do cheque) e especial (indica o nome do banco); 
 
• Para ser creditado em conta (art. 46, LCh) => tem a mesma função 
do cheque cruzado; não pode ser pago em dinheiro, o banco faz o 
lançamento contábil (crédito em conta, transferência ou 
compensação). É feita a inscrição transversal no anverso do cheque da 
expressão “para ser creditado em conta’’. Não se admite a cláusula “à 
ordem” e, consequentemente, o endosso. 
 
• Administrativo (art. 9º, III, LCh) =>emitido contra o banco sacador, 
desde que não ao portador, ou seja, é emitido pelo banco em benefício 
de terceiro e pagamento por uma das filiais do emitente. O emitente e 
sacado são os mesmos (banco). Também chamado de cheque bancário 
ou de tesouraria. Usado para dar segurança quando envolver grandes 
valores. 
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3.4- Apresentação e pagamento do cheque 
 Como já foi visto na sua definição,o cheque é uma ordem de pagamento 
pagável à vista, e como consequência dessa definição, qualquer disposição 
em contrário é considerada como não escrita. Em razão disso e pelo fato 
também de que o cheque não admite o aceite do banco sacado (art. 6º, LCh), 
o emitente garante o pagamento do cheque por determinação legal (art. 15, 
LCh), e qualquer declaração tendente a afastar a sua garantia ao pagamento é 
considerada como não escrita. Vamos ver este ponto em termos de questão da 
banca FCC: 
4. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-11ª / 2013) Em relação 
aos títulos de crédito, é correto afirmar que: 
e) Emitente do cheque garante seu pagamento, salvo se declarar-se isento 
dessa garantia no próprio título. 
Comentários 
Incorreta. Portanto, esta afirmativa está incorreta em razão do disposto no art. 
15 da LCh, já que obrigatoriamente o emitente (sacador) garante o pagamento 
do cheque e qualquer disposição em contrário é considerada como não escrita. 
 
 Portanto, o cheque apresentado ao banco sacado mesmo antes do dia 
nele indicado (“pré-datado”) é válido e deve ser pago se houver fundos. O termo 
cheque “pré-datado” não é muito aceito, visto que o cheque é um título de 
crédito à vista e a data indicada é no futuro, logo dizem que é “pós-datado”! 
Então, levemos para a nossa prova essas duas nomenclaturas, beleza? 
 Mas qual o prazo que o portador do cheque tem para ir até o banco sacado 
e receber o seu “dindin”? Aí, vai depender do local de emissão e pagamento: 
prazo é de 30 dias, contados da data da emissão (saque), se o cheque tiver de 
ser pago na mesma “praça” (município) em que foi emitido e de 60 dias, se 
em outra “praça”. 
 
 E no caso de apresentação tardia? Ou seja, quando o portador 
apresenta o cheque ao banco sacado além do prazo de apresentação, o que 
Data de emissão- 
indicada no cheque 
“mesma praça” 
Lugar de pagamento = lugar de emissão. 
30 dias 
60 dias 
PRAZO de apresentação do cheque para pagamento 
“praças diferentes” 
Lugar de pagamento ≠ lugar de emissão. 
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acontece? Bem, a regra é que o banco poderá pagar o cheque mesmo após os 
prazos acima, mas até o prazo prescricional (seis meses do final do prazo de 
apresentação), conforme entendimento do §único do art. 35, LCh. Porém, o 
portador perderá o direito a ação de execução contra os endossantes e 
avalistas (art. 47, II, LCh), já que para acionar os coobrigados é preciso 
comprovar a recusa ao pagamento por protesto ou declaração do sacado. 
 Assim, em relação ao emitente (e seus avalistas), mesmo não 
apresentando o cheque no prazo, o portador ainda tem o direito à ação 
executiva, segundo o STF: 
Súmula 600 do STF – “Cabe ação executiva contra o emitente e seus 
avalistas, ainda que não apresentado o cheque ao sacado no prazo legal, 
desde que não prescrita a ação cambiária”. 
 No mais, vale dizer que o falecimento do emitente ou sua incapacidade 
não tira os efeitos do cheque, ou seja, continua válido e deverá ser pago. O 
sacado, por sua vez, poderá exigir a entrega do cheque quitado pelo portador. 
Por fim, o portador não poderá recusar o pagamento parcial do cheque. 
 Vamos treinar? Mais uma questão da banca FCC: 
5. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No que se refere à 
apresentação e ao pagamento do cheque, considere: 
I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de 
emissão é pagável no dia da apresentação. 
II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado 
pelo portador. 
III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão 
invalidam os efeitos do cheque. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) II. 
e) III. 
Comentários 
Letra “a”. 
I. Correta, conforme o §único do art. 32 da LCh. 
II. Correta, conforme o art. 38 da LCh. 
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III. Incorreta, pois o a morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à 
emissão NÃO INVALIDAM os efeitos do cheque (art. 37, LCh). 
 
 
3.5- Revogação e Sustação do cheque 
 O ato de evitar o pagamento do cheque pelo sacado ao portador pode 
ocorrer de duas maneiras que se excluem reciprocamente: 
 
 
 
Obs.: Segundo determinada doutrina, a revogação não exige a existência de 
saldo disponível na conta bancária; na sustação, há a necessidade de existir 
saldo disponível. 
 Ressalta-se que ao sacado não cabe apreciar as razões do emitente ou 
portador para a oposição do cheque (art. 36, §2º); a competência é do juiz 
em ação própria decidir se a sustação é justa ou não. No entanto, a infundada 
oposição (sustação) do cheque é caracterizada como crime de estelionado 
(art. 171,§2º, VI do Código Penal). Assim, o emitente ou portador devem estar 
fundamentados em relevante razão de direito. 
 Por fim, pressupõe-se que o cheque regularmente processado e pago não 
pode ser objeto de revogação ou sustação, obviamente! 
 
 
3.6- Cheque sem fundos e ação cambial 
 Bem, o portador pode apresentar o cheque para pagamento até duas 
vezes. O banco sacado ao verificar que o emitente não possui fundos suficientes 
Revogação 
(contraordem) 
Art. 35
•Ato exclusivo do emitente.
•Produz efeito definitivo. 
•Somente produz efeitos após 
expirado o prazo de 
apresentação - não é imediato. 
•Revoga-se a ordem de 
pagamento dada. 
•Dado por via judicial ou 
extrajudicial
Sustação 
(oposição)
Art.36
•Ato do emitente e portador
legítimo - por escrito.
•Efeitos imediatos
•Mesmo durante o prazo de 
apresentação. 
•Deve haver relevante razão de 
direito (furto, roubo, extravio, 
etc.)
•IMPEDE o pagamento
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para quitar o cheque restituirá o mesmo ao portador com a respectiva 
declaração de não pagamento. Então, o portador poderá apresentar o cheque 
novamente ou já entrar com a ação de cobrança. 
 No caso de apresentação simultânea de dois ou mais cheques e na falta 
de fundos, o banco deverá dar prioridade para o cheque com data mais antiga; 
se estas forem também coincidentes, o cheque com a numeração inferior terá 
prioridade (art. 40, LCh). 
 Assim, como título de crédito, cabe ação cambial por falta de 
pagamento contra os obrigados cambiários (emitente, endossantes e 
avalistas) para cobrar o cheque não pago. Relembra-se que o banco sacado 
possui apenas responsabilidade contratual e não é executado. 
 
 
 
 No entanto, se o emitente possuía fundos disponíveis durante o prazo de 
apresentação e os deixou de ter em razão de fato que não lhe seja imputável, 
o portadorque não apresentou o cheque ou não comprovou a recusa de 
pagamento perderá o direito de execução contra o emitente (art. 47, §3º). 
Agora, com relação ao prazo prescricional que o portador ou coobrigado que 
efetuou o pagamento dispõem para promover a ação de execução ou regresso 
temos a seguinte esquematização, conforme a lei do cheque: 
Ação de 
execução
Contra os 
endossantes e 
seus avalistas
Cheque apresentado em 
tempo hábil
Prova da recusa por 
protesto ou declaração 
do sacado
Contra o 
emitente e seu 
avalista
Protesto facultativo
O protesto deve ser feito no prazo de 
apresentação (30 ou 60 dias) ou no 1º dia útil 
seguinte (art. 48).
Declaração do banco equivale ao protesto para 
demandar os codevedores
Objetos: valor do cheque , os juros desde o dia 
da apresentação, as despesas que fez e perda do 
poder aquisitivo da moeda
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 Bem, após o prazo prescricional de 6 meses para a ação executiva, o 
portador ainda pode se valer da chamada ação cambial de enriquecimento 
indevido (art. 61) contra o emitente ou outros obrigados pelo prazo de dois 
anos contados do término do prazo prescricional da ação de execução. 
Portanto, temos duas espécies de ações cambiais por falta de pagamento do 
cheque: ação de execução que prescreve em 6 meses do prazo de 
apresentação e ação de enriquecimento indevido que prescreve em 2 anos 
do final do prazo para a ação de execução. 
 Essa ação de enriquecimento indevido tem caráter não-executivo, onde 
o portador judicialmente demandará o emitente ou coobrigados que se 
locupletaram injustamente com o não-pagamento do cheque. 
 Por fim, o art. 62 da LCh prevê que além das duas ações cambiais o 
portador do cheque ainda poderá tentar promover ação causal para verificar 
a relação originária do cheque provando-se o seu não-pagamento. 
 
 
4- Duplicata 
 
4.1- Definição e Requisitos essenciais 
 Recordando a classificação dos títulos de crédito que vimos 
anteriormente, a duplicata é uma ORDEM DE PAGAMENTO à vista ou a prazo 
certo. É um título de crédito causal de emissão facultativa, sacado pelo 
vendedor ou prestador de serviços. Seu objetivo é documentar, para efeitos 
cambiários, o crédito resultante de uma compra e venda mercantil ou de uma 
prestação de serviços e que pode circular por endosso. 
Prazo prescricional 
ação cambial
Do término do prazo de 
apresentação (30 ou 60 dias)
Do portador contra 
qualquer acionado
Do dia em que o obrigado 
pagou ou foi demandado
Do coobrigado que 
pagou contra os demais -
ação de regresso
6 meses
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 Assim, as duplicatas têm origem no contrato de compra e venda ou 
de prestação de serviços. Desta forma, por determinação legal, o único título 
possível de ser emitido tendo como origem um contrato de compra e venda 
mercantil ou de prestação de serviços é a duplicata, beleza? Por isso que a 
duplicata é um título de crédito causal; assim, de forma contrária a duplicata 
não pode ser considerada um título não causal ou abstrato, pois esta espécie se 
caracteriza por ser emitida em qualquer situação, independente da causa 
debendi, podendo representar obrigação de qualquer natureza (cheque emitido 
para pagar aluguel, dívida, mercadoria, serviço, etc.). 
 
 Portanto, podemos notar que na duplicata há apenas duas figuras 
intervenientes principais: sacador (credor) e sacado (devedor). Em comparação 
à definição geral de ordem de pagamento, com 3 (três) figuras intervenientes 
principais, na duplicata, o sacador figura também no papel de 
tomador/beneficiário. 
Obs.: A duplicata é regulamentada pela Lei nº 5.474/68 (Lei das duplicatas – 
LD). 
Art. 2º. No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída 
uma duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo 
admitida qualquer outra espécie de título de crédito para 
documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao 
comprador. 
6. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-11ª / 2013) Em relação 
aos títulos de crédito, é correto afirmar que: 
a) a duplicata é título autônomo e abstrato, sendo irrelevante perquirir-se o 
negócio subjacente que lhe deu origem. 
Comentários 
Incorreta. Pessoal, o título de crédito não causal também é chamado de 
abstrato, conforme a classificação dos títulos de crédito quanto á natureza. 
Então, gostaria que fosse feito este pequeno ajuste, ok? Isso não influencia 
muito em nossa questão acima, pois poderíamos “matá-la” em sua parte final 
considerando a definição de duplicata. Assim, por ser um título de crédito causal, 
a duplicata deve se referir ao negócio jurídico subjacente (anterior) que lhe deu 
origem por meio da fatura emitida para acobertar o contrato de compra e venda 
Emitente 
ou sacador 
(vendedor) 
Sacado 
(comprador) 
 
Duplicata 
Devedor e obrigado 
principal 
Ordem de pagamento 
Credor originário 
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mercantil ou de prestação de serviços, conforme disciplina a LD. Portanto, a 
duplicata não é título abstrato ou não causal, ok? 
 
 Já quanto ao formalismo ou rigor cambiário para a duplicata, previsto 
no art. 2º, §1º da LD, temos que: 
 
 Outra formalidade diz respeito à obrigação do vendedor de manter e 
escriturar o Livro Registro de Duplicatas (art. 19, LD). Em caso de perda ou 
extravio, o vendedor é obrigado a emitir a chamada triplicata, que terá a 
mesma formalidade e requisitos da duplicata (art. 23, LD). 
 Ressalta-se ainda que por ser um título de crédito causal, a duplicata 
vincula-se somente a uma fatura (art. 2º, §2º). Porém, a fatura pode indicar 
mais de uma duplicata. No mais, a duplicata deve mencionar sempre o valor 
total da fatura, mesmo que haja desconto, informando o valor líquido a ser 
pago ao comprado. 
 
4.2- Aceite 
 Como já sabemos, o instituto do aceite no direito cambiário significa o 
reconhecimento da dívida pelo sacado, tornando-se aceitante. No caso da 
duplicata, esta é enviada ao sacado (comprador) para aceite. Em seguida, o 
sacado deverá devolver a duplicata. A remessa da duplicata para aceite do 
sacado pode ser feita diretamente pelo vendedor ou representante ou instituição 
financeira. Os intermediários poderão devolver a duplicata após assinada ou 
manter em seu poder até o momento do resgate. O sacado ou comprador deverá 
proceder ao aceite da duplicata, pois o aceite é obrigatório. Porém, esta regra 
possui as seguintes hipóteses de exceção (Art. 8º, LD): 
Requisitos da 
Duplicata
A palavra "duplicata" e nº da fatura
Data de emissão e nº de ordem
O nome e domicílio do vendedore comprador
Data vencimento ou declaração à vista
Valor a pagar (sempre o total da fatura), local de 
pagamento e cláusula à ordem.
Aceite do comprador e assinatura do vendedor
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 Logo, nos casos acima o comprador poderá deixar de aceitar a duplicata, 
beleza? Por fim, considera-se que há 3 tipos de aceite na duplicata: 
 
 
 
 É importante notar que o aceite por presunção decorre da ideia de que 
não existe a recusa formal quando o comprador recebe a mercadoria 
normalmente e sem problemas, ou seja, o aceite é obrigatório quando não 
ocorrer uma das três exceções previstas no art. 8º, LD. Então, desta forma o 
sacado fica vinculado ao pagamento da duplicata por presunção, mesmo que 
tenha retido ou inutilizado a duplicata, ou a tenha restituído sem assinatura. 
 Quantos aos prazos, a remessa da duplicata deverá ocorrer no prazo de 
30 (trinta) dias contados de sua emissão. No caso da remessa ser via 
intermediários, estes deverão apresentar o título, ao comprador dentro de 10 
(dez) dias, contados da data de seu recebimento na praça de pagamento. 
 Bem, após o aceite, o sacado deverá promover a devolução da 
duplicata dentro de 10 (dez) dias, contados da data de sua apresentação 
para aceite; quando for à vista não precisa ser devolvida, já que deverá 
ser paga nesse momento. Porém, o sacado ainda poderá reter a duplicata até o 
seu vencimento, caso expressamente a instituição financeira cobradora 
concorde e desde que comunique o aceite e retenção. Caso não haja o aceite, 
o comprador deverá anexar declaração, por escrito, contendo as razões da falta 
do aceite (art. 7º, LD). 
ACEITE é obrigatório, exceto:
•Avaria ou não recebimento das mercadorias, 
quando não expedidas ou não entregues.
•Vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou 
na quantidade das mercadorias, devidamente 
comprovados;
•Divergência nos prazos ou nos preços
ajustados.
Tipos de 
aceite
Ordinário - assinatura do devedor no campo 
próprio
Por presunção - o aceite fica caracterizado mesmo 
em caso de retenção ou inutilização ou restituição 
sem assinatura da duplicata
Por comunicação - retenção da duplicata e envio 
de comunicação escrita ao credor.
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Obs.: A duplicata é um título de crédito com essência de causalidade, por conta 
de ser originária de contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de 
serviços. No entanto, considera-se que poderá haver abstração quando ocorrer 
o endosso e o aceite na duplicata. Ou seja, ao circular por meio de endosso, 
a duplicata, que teve a validade e a existência do negócio originário atestados 
pelo aceite do sacado, se desvincula de sua causa debendi. Presume-se que o 
endossatário, credor de boa-fé, encontra-se alheio à relação original e, portanto, 
as exceções fundadas ao negócio subjacente não seriam oponíveis a ele. Logo, 
havendo endosso e aceite da duplicata, podemos considerar que o novo credor 
tenha entrado na relação cambial de boa-fé. 
 
 
4.3- Pagamento e aval 
 Bem, vamos verificar algumas regras previstas na lei das duplicatas 
relacionadas ao seu pagamento: 
 
 
 
 No mais, assim como ocorre nos demais títulos que vimos até o momento, 
o pagamento da duplicata poderá ser garantido por aval. O aval na duplicata 
poderá ser dado tanto antes quanto após o vencimento da mesma, 
produzindo os mesmos efeitos (art. 12, LD). Aliás, nos demais títulos de crédito 
também o aval pode ser dado posterior ao vencimento produzindo os mesmos 
Pagamento
O comprador poderá 
resgatar a duplicata 
antes do aceite ou 
vencimento - prova-
se pelo recibo no 
verso da duplicata ou 
em documento em 
separado
Desde que autorizados, 
quaisquer créditos 
podem ser deduzidos 
no pagamento, como 
os surgidos de 
devolução de 
mercadorias, diferença 
de preços, enganos 
verificados, etc. 
Pode haver reforma ou 
prorrogação do 
vencimento mediante 
assinatura do vendedor 
ou endossatário ou 
procuradores, bem 
como da anuência dos 
intervenientes por 
endosso ou aval.
Emissão da 
duplicata 
30 dias 
Remessa 
para aceite 
10 dias 
Devolução 
pelo sacado 
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efeitos, nos termos do art. 900 do CC. O avalista, deste modo, equipara-se a 
quem indicar ou àquele indicado abaixo da sua firma; na falta de qualquer 
indicação equipara-se ao sacado (comprador). 
 
AVAL ANTECIPADO: O aval dado antes do título ser aceito pelo sacado 
responsabiliza o avalista no caso da posterior recusa ao aceite? Há 
divergência doutrinária. A corrente majoritária defende que o que se 
está avalizando é o título e não a pessoa. Além disso, o aval é ato cambial 
autônomo, existindo mesmo quando o sacado não aceita o título. Assim, 
o avalista assume a obrigação de pagar o título de crédito no 
vencimento, mesmo sem o aceite do avalizado. No mesmo sentido, a 
Lei Interna-LI (Dec. 2.044/08) dispõe em seu art. 14: “O pagamento de 
uma letra de câmbio, independente do aceite e do endosso, pode ser 
garantido por aval. Para a validade do aval, é suficiente a simples 
assinatura do próprio punho do avalista ou do mandatário especial, no 
verso ou no anverso da letra”. 
 
7. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de 
títulos de crédito: 
a) o aval em uma duplicata pode ser dado antes mesmo do seu aceite pelo 
sacado. 
Comentários 
Correta. Pessoal, vejam que a banca ESAF abordou o tema que acabamos de 
estudar, apesar da divergência doutrinária: aval antecipado. Assim, face o que 
dispõe o art. 14 do Dec. nº 2.044/1908, bem como a corrente majoritária, esta 
alternativa foi dada como correta, ok? Assim, caso a nossa banca aborde tal 
tema na prova, já temos tais conhecimentos para analisarmos a alternativa, 
beleza? Verifica-se também esta disposição para o aval antecipado ao 
endosso, no entanto o avalista não ficará obrigado caso o avalizado 
(endossante) não endosse o título, ou seja, a obrigação do avalista depende 
da existência do endosso! 
 
4.4- Protesto e ação cambial 
 O protesto da duplicata ocorre por 3 (três) razões (art. 13, LD): 
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www.exponencialconcursos.com.brO protesto deverá ser tirado em forma regular e dentro do prazo de 30 
(trinta) dias da data de seu vencimento. Caso, contrário perderá esse 
direito de regresso. O protesto será tirado com a apresentação da duplicata ou 
por simples indicação do portador na falta de devolução. O local do protesto 
será na praça de pagamento da duplicata. 
 A ação executiva para cobrança de duplicata se dá nos seguintes termos: 
 
 Notemos que a comprovação de que o sacador (vendedor) cumpriu a sua 
parte do contrato refere-se a documento hábil comprobatório da entrega e 
recebimento da mercadoria. 
 Bem, no caso de impossibilidade de ajuizar a ação de execução acima, a 
duplicata ou triplicata não aceita poderá ser cobrada através de ação 
Protesto 
da 
duplicata
Por falta ou 
recusa ao 
aceite
Por falta de 
devolução
Garante o direito 
de regresso contra 
endossantes e 
avalistas
Por falta de 
pagamento
Ação 
cambial
Duplicata
Contra o 
aceitante
Não depende de protesto; basta a 
duplicata 
(art. 15, I, LD)
Contra o 
endossante e 
avalistas
Precisa do protesto 
(arts. 15, II e 13, §4º, LD)
Contra o 
sacado
Não foi aceita. Depende dos 
requisitos acumulados:
1.Sacador deve comprovar que cumpriu a 
sua parte do contrato; 
2. Protesto da duplicata; 
3.Não houve legítima recusa ao aceite. 
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ordinária prevista no Código de Processo Civil, nos seguintes casos (art. 16, 
LD): 
a) protestada, mas sem o documento hábil de comprovação da 
entrega da mercadoria; 
 b) sem protesto e com documento hábil; 
 c) sem protesto e sem documento hábil; 
 Também a ação ordinária é usada pelo devedor no caso da recusa por 
escrito ao aceite pelos motivos previstos no art. 8º da LD. 
 Por fim, a ação de execução da duplicata prescreve (art. 18, LD): 
 
 
 Destacando-se que os coobrigados da duplicata respondem 
solidariamente pelo aceite e pelo pagamento. 
 
4.5- Duplicata de prestação de serviços 
 A duplicata de prestação de serviços está prevista nos arts. 20 – 22 da 
LD. Vejamos: 
❖ Emitente: as empresas individuais ou coletivas (sociedades 
empresárias), fundações e sociedades civis que se destinam à prestação 
de serviços, bem como profissionais liberais que prestem serviços, ainda 
que de natureza eventual; 
❖ Documento hábil para comprovação da prestação do serviço: para 
fins de protesto, qualquer escrito que comprove a efetiva prestação e 
vínculo contratual (art. 20, §3º). 
 A duplicata de prestação de serviços também poderá não ser aceita pelo 
devedor, conforme os seguintes motivos: 
 I. Não correspondência com os serviços efetivamente contratados; 
Prescrição ação cambial 
(duplicata)
Contra obrigado 
direto (aceitante e 
avalista) e sacado
Em 3 (três) anos 
da data do 
vencimento 
Contra coobrigado
Em 1 (um) ano da 
data do protesto
Dos coobrigados 
entre si
Em 1 (um) ano da 
data do pagamento 
pelo coobrigado
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II. Vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente 
comprovados; 
 III. Divergência nos prazos ou nos preços ajustados. 
 
 
 
 
 
5- Resumo dos títulos e Prazos prescricionais da ação cambial 
 
 Para consolidarmos o que estudamos hoje, segue um “apanhado” das 
definições dos títulos de crédito e prazos das ações cambiais, ok? 
 
 
 
Sacador 
(emitente) 
Tomador 
(endossante) 
 
Sacado 
(aceitante) 
Ordem de pagamento 
Entrega a letra 
de câmbio 
Apresentação da LC p/ aceite 
Portador 
(endossatário) 
 
X 
Avalista (em branco) 
LC 
Letra de câmbio 
3 anos-ação cambial 
3 anos-ação cambial 
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PRAZOS PRESCRICIONAIS 
TÍTULO PRAZO TERMO INICIAL SUJEITO (contra) 
LETRA DE 
CÂMBIO 
3 anos Do vencimento Aceitante 
1 ano Do protesto Endossante/sacador 
6 meses Do pagamento ou do 
acionamento 
Coobrigados entre si 
NOTA 
PROMISSÓRIA 
3 anos Do vencimento Emitente/subscritor 
1 ano Do protesto Endossante 
6 meses Do pagamento ou do 
acionamento 
Coobrigados entre si 
CHEQUE 
6 meses Do término do prazo de 
apresentação (30 ou 60 
dias) 
Independente do 
acionado 
6 meses Do pagamento ou do 
acionamento 
Coobrigados entre si 
DUPLICATA 
MERCANTIL 
3 anos Do vencimento Aceitante/avalista/saca
do-Aceite presumido 
1 ano Do protesto Coobrigado 
1 ano Do pagamento Coobrigado entre si 
 
Emitente 
ou sacador 
(vendedor) 
Sacado 
(comprador) 
 
Duplicata 
Devedor e obrigado 
principal 
Ordem de pagamento 
Credor originário 
Sacador 
(emitente
) 
Tomador 
(beneficiário) 
 
Sacado 
(banco) 
Ordem de 
pagamento 
Entrega o 
cheque 
Obrigado 
principal 
Duplicata 
Cheque 
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6- Cédula de Crédito Bancário 
 A cédula de crédito bancário (CCB) possui natureza de título de 
crédito (título executivo extrajudicial), líquido, certo e exigível, e representa 
uma PROMESSA de pagamento em dinheiro, decorrente de contrato de 
crédito, de qualquer modalidade. É emitida por pessoa física ou jurídica em 
favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, credora original 
da CCB. Ainda, a CCB pode ser emitida em favor de instituição domiciliada no 
exterior, desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro 
brasileiro. Atualmente, é a Lei nº 10.931/2004 que regula este título de crédito 
nos arts. 26 a 45. 
 
 Na prática, a CCB vem substituindo a nota promissória, só que numa 
operação bancária onde o credor é a instituição financeira. A CCB só pode ser 
emitida na forma cartular (em papel, como os demais títulos de crédito). Não 
há previsão legal para a sua emissão na forma escritural (não cartular – sem a 
necessidade da emissão em papel, apenas o registro contábil, como é feito para 
as ações de sociedades por ações). No entanto, temos um título representativo 
das CCB chamado de Certificado de Cédulas de Crédito Bancário emitido 
pela instituição financeira depositária das CCB, o qual poderá ser emitido na 
forma escritural tal como ocorre nas ações escriturais regidas pela Lei das SA 
(art. 43, §3º da Lei 10.931/04).Bem, assim como os demais títulos estudados, a Cédula de Crédito 
Bancário deve observar alguns requisitos legais obrigatórios (art. 29, Lei 
Emitente 
(PF ou PJ) 
CCB 
Devedor e obrigado 
principal 
Promessa de 
pagamento em dinheiro Credor 
(Instituição Financeira) 
 
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10.931/04):
 
 Para dar garantias, a CCB poderá ser emitida ainda com garantia real 
(por meio de bens – penhor, hipoteca) ou fidejussória (pessoal – aval e fiança). 
Ainda, poderá ser emitida em favor de instituição no exterior desde que a 
obrigação esteja sujeita à lei e ao foro brasileiros. Logo, há a possibilidade de 
também ser emitida em moeda estrangeira. 
 Ressalta-se que o endosso da CCB deve ser em preto aplicando-se as 
normas do direito cambiário que já vimos. O endossatário (quem recebe a CCB) 
pode ser ou não instituição financeira, mas terá todos os direitos representados 
na CCB. 
 A emissão da CCB se dará em tantas vias quantas forem as partes 
interessadas, sendo que cada parte ficará com uma via, onde somente a via 
do credor será negociável; as demais devem conter a expressão “não 
negociável”. Também é importante destacar que alguns pontos adicionais 
podem ser pactuados na emissão da CCB, tais como: 
 
Requisitos da 
CCB
A denominação "Cédula de Crédito Bancário"
Promessa de pagamento de dívida em dinheiro, 
certa, líquida e exigível
Nome da instituição credora (pode conter 
cláusula à ordem-permite o endosso)
Assinatura do emitente e, se houver, de terceiro 
garantidor da obrigação (ou mandatários)
Data e local de emissão. 
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 No mais, assim como nos demais títulos, o protesto pode ser aplicado à 
Cédula de Crédito Bancário, desde que o credor apresente declaração de posse 
da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial. 
 
7- Letra de Crédito Imobiliário (LCI) 
 A letra de crédito imobiliário é um título de crédito emitido pelas seguintes 
instituições financeiras devidamente autorizadas pelo Banco Central para este 
fim: 
❖ Os bancos comerciais, os bancos múltiplos com carteira de crédito 
imobiliário, a Caixa Econômica Federal, as sociedades de crédito 
imobiliário, as associações de poupança e empréstimo, as companhias 
hipotecárias e demais espécies. 
 A LCI tem lastro (fundamento) em créditos imobiliários garantidos 
por hipoteca ou por alienação fiduciária de coisa imóvel, conferindo aos 
seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, 
atualização monetária. O seu fundamento legal é o art. 12 e seguintes da Lei nº 
10.931/2004. É um tipo de título de crédito que vem sendo bastante utilizadas 
pelas pessoas físicas como opção de investimento. Então, vejamos as principais 
características da LCI: 
CCB
JUROS capitalizados ou não e critérios de sua incidência, 
além de despesas e encargos.
Critérios de atualização monetária ou variação cambial.
Casos de mora, multa e penalidades contratuais.
Quando previsto, a modalidade de garantia da dívida
As obrigações a serem cumpridas pelo credor
O credor deve emitir extratos de conta corrente ou 
planilhas de cálculo da dívida ou de seu saldo devedor
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 Portanto, as LCI são papéis de renda fixa emitidas pelas instituições 
financeiras possibilitando aos beneficiários/tomadores direito de crédito pelo 
valor nominal do título, mais juros e atualização monetário, quando couber. De 
acordo com a lei, LCI deve conter alguns requisitos formais obrigatórios, 
vejamos: 
1. Nome da instituição emitente e as assinaturas de seus representantes; 
2. Número de ordem, o local e a data de emissão; 
3. Denominação "Letra de Crédito Imobiliário"; 
4. Valor nominal e a data de vencimento; 
5. A forma, a periodicidade e o local de pagamento do principal, dos juros e, se 
for o caso, da atualização monetária 
6. Os juros, fixos ou flutuantes, que poderão ser renegociáveis, a critério das 
partes; 
7. A identificação dos créditos caucionados e seu valor; 
8. O nome do titular; e 
9. Cláusula à ordem, se endossável. 
 Então, as LCI’s são emitidas na forma nominativa e quando 
endossáveis devem conter expressamente a cláusula à ordem. Observemos 
que, obviamente, a instituição financeira não poderá emitir LCI’s em valor 
superior aos créditos imobiliários de que dispõe, certo? No entanto, uma única 
LCI poderá ser garantida por uma ou mais créditos imobiliários. 
 Também, considerando que a LCI está diretamente relacionada ao crédito 
imobiliário que lhe serve de garantia/lastro, a LCI não poderá ter um vencimento 
superior ao prazo dos créditos que lhe garantem, beleza? Mas como fazer no 
caso de liquidação/vencimento antecipado do crédito imobiliário? Este é um caso 
de substituição do crédito imobiliário de forma a manter o lastro da LCI. Então, 
temos os seguintes casos previstos em lei para substituir um determinado 
crédito imobiliário que era garantidor de LCI por outro da mesma natureza: 
Letra de Crédito 
Imobiliário
Título causal - decorre de um negócio jurídico 
específico previsto legalmente. 
Promessa de pagamento - emitente promete 
pagar ao credor (beneficiário)
Pode ser transferido via endosso em preto
Com lastro em direitos creditórios originados de 
operações de financiamento imobiliário.
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 Por fim, importa dizer que o endossante da LCI responderá pela 
veracidade desta, contudo não responde pelo seu pagamento, pois, conforme o 
art. 16 da Lei nº 10.931/2004, contra o endossante não será admitido 
direito de cobrança regressiva. É isso! 
 
8- Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) 
 A cédula de crédito imobiliário (CCI) é outra espécie de título de crédito 
imobiliário, sendo regida também pela Lei nº 10.931/2004 a partir do seu art. 
18. Portanto, a CCI representa créditos imobiliários e é um título executivo 
extrajudicial, pelo qual o crédito imobiliário representado pela cédula é exigível 
mediante ação de execução, exceto hipóteses legais em contrário. Vejamos 
algumas de suas características mais importantes: 
 
 Assim sendo, a CCIpode ser emitida de forma integral ou fracionária, ok? 
Quando a CCI for emitida sob a forma escritural, a emissão deve ser mediante 
escritura pública ou instrumento particular, onde esse instrumento deverá 
permanecer custodiado em instituições financeiras e registrado em sistemas de 
registro e liquidação financeira de títulos privados autorizados pelo Banco 
Central do Brasil. Já a CCI garantida por direito real será averbada no Registro 
de Imóveis da situação do imóvel, na respectiva matrícula. 
Casos de SUBSTITUIÇÃO do crédito 
imobiliário que garante a LCI
Iniciativa do 
emitente da LCI
Vencimento ou 
liquidação antecipada 
do crédito
Solicitação 
justificada do credor 
da LCI
Cédula de Crédito 
Imobiliário - CCI
Emitida pelo credor do crédito imobiliário, sob 
a forma escritural ou cartular, com ou sem 
garantia, real ou fidejussória.
Emissão Integral - representa a totalidade do 
crédito imobiliário
Emissão fracionária - representa parte do 
crédito imobiliário. Não podem exceder o valor 
total do crédito representado.
Emissão e negociação - INdepende de 
autorização do devedor do crédito 
representado.
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 Por fim, alguns requisitos formais obrigatórios devem constar na CCI: 
1. A denominação "Cédula de Crédito Imobiliário", quando emitida 
cartularmente; 
2. O nome, a qualificação e o endereço do credor e do devedor e, no caso 
de emissão escritural, também o do custodiante; 
3. A identificação do imóvel objeto do crédito imobiliário, com a indicação 
da respectiva matrícula no Registro de Imóveis competente e do registro 
da constituição da garantia, se for o caso; 
4. A modalidade da garantia, se for o caso; 
5. O número e a série da cédula; 
6. O valor do crédito que representa; 
7. A condição de integral ou fracionária e, nessa última hipótese, também a 
indicação da fração que representa; 
8. O prazo, a data de vencimento, o valor da prestação total, nela incluídas 
as parcelas de amortização e juros, as taxas, seguros e demais encargos 
contratuais de responsabilidade do devedor, a forma de reajuste e o valor 
das multas previstas contratualmente, com a indicação do local de 
pagamento; 
9. O local e a data da emissão; 
10. A assinatura do credor, quando emitida cartularmente; 
11. Autenticação pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, no caso 
de contar com garantia real; e 
12. Cláusula à ordem, se endossável. 
 
 
9- Conhecimento de depósito e warrant 
Os títulos de crédito representativos de mercadoria são o warrant e o 
conhecimento de depósito. Conforme a Lei nº 1.102/1903, os Armazéns 
Gerais estão autorizados a emitir títulos representativos das mercadorias 
depositadas (art. 15: conhecimento de depósito e warrant). 
O Conhecimento de Depósito (CD) é título de crédito causal, de emissão 
pelo Armazém Geral (AG), ligado a um contrato de depósito mercantil, que 
incorpora um direito real de propriedade sobre as mercadorias depositadas no 
AG. Logo, o depositante/proprietário não precisa retirar a mercadoria do AG 
para vendê-la; ele poderá negociar a mercadoria depositada através de simples 
endosso do Conhecimento de Depósito. Portanto, o CD é um título à ordem 
podendo ser endossado. O primeiro endossante do CD é o depositante da 
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Conhecimento de Depósito 
Mercadoria – contrato de 
depósito mercantil 
mercadoria no AG. Não há solidariedade cambiária entre os endossantes no 
CD, visto que a obrigação de guardar as mercadorias é do AG; o AG é quem 
emite o CD, sendo responsável pelo estado das mercadorias. Sendo assim, a 
responsabilidade do endossante é extracambiária e dependerá da prova de sua 
má-fé. 
 
O Warrant é também um título de crédito que incorpora um direito real. 
Todavia, tal direito real não é a propriedade, mas sim o penhor. O warrant é 
título de garantia e é endossado com a intenção de ser resgatado, visto que ele 
está vinculado a uma dívida. Quando há endosso do warrant, constitui-se um 
ônus sobre a mercadoria depositada no AG. O endossatário é credor 
pignoratício, ou seja, com garantia real. O endossatário é prestador de recursos 
para o depositante da mercadoria, à medida em que o depositante necessita de 
recursos para outros investimentos. 
Por fim, a emissão do warrant depende da emissão do conhecimento de 
depósito – na prática, é um talonário que o AG possui. Tal talão é dividido em 
três partes. A primeira é o canhoto (local para o AG anotar os dados da 
mercadoria). Ao descontar o “chequão”, o documento tem um pontilhado no 
meio: de um lado tem-se o warrant; do outro, tem-se o conhecimento de 
depósito – são títulos xipófagos (nascem unidos). Eles devem ser apresentados 
juntos para o resgate do produto depositado, mas podem circular separados, 
pois possuem natureza e função diferentes. Ou seja, o conhecimento do 
depósito e o "warrant" podem ser transferidos, unidos ou separados, por 
endosso (art. 18). 
 
 
 
 
10- Conhecimento de transporte 
 Segundo Fran Martins, “Através do conhecimento de transporte, 
representativo das mercadorias, faz-se a circulação do crédito e, 
consequentemente, dos bens no conhecimento mencionados”. Portanto, o 
conhecimento de transporte é título representativo de mercadorias, que 
Emitente 
(Armazém Geral) 
Sacado 
(Depositante da 
mercadoria) 
 
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tem por base um contrato de transporte de mercadorias, onde o transportador 
se responsabiliza pelo transporte do bem até o seu destino. 
 Por meio desse documento, é possível a comercialização das mercadorias 
ainda durante o transporte, que pode ser: terrestre, ferroviário, aéreo, 
marítimo. A legislação que rege o conhecimento de transporte é o Decreto nº 
19.473/30. O curioso é que este decreto foi revogado pelo Decreto s/n de 
25/04/91. Acontece que a doutrina considera que o decreto de 1930 ainda está 
em vigor por ter status de lei e, assim, um decreto posterior não poderia revogar 
uma lei. Beleza? 
 Pois bem, o art. 2º do Dec. 19.473/30 traz os seguintes requisitos: 
❖ O nome, ou denominação da empresa emissora; 
❖ O número de ordem; 
❖ A data, com indicação de dia, mês e ano; 
❖ Os nomes do remetente e do consignatário, por extenso. 
❖ O lugar da partida e o destino. 
❖ A espécie e a quantidade ou peso da mercadoria, bem como as marcas, 
os sinais exteriores dos volumes de embalagem. 
❖ A importância do frete e o lugar e a forma de pagamento. 
❖ A assinatura do empresário ou seu representante. 
O emitente do conhecimento de transporte é o transportador, queé o 
responsável pelo transporte dos bens. É título de crédito emitido à ordem, ou 
seja, poderá circular por endosso (em branco ou em preto), salvo cláusula em 
contrário. O endossante do conhecimento de transporte se responsabiliza pela 
legitimidade do título, bem como pela existência das mercadorias. 
Por fim, ressalta-se que tais regras gerais acima podem ser aplicadas aos 
diversos tipos de transportes (terrestre, aéreo, marítimo e ferroviário). 
 
 
Então, meus amigos e amigas, terminamos aqui mais um tópico de nosso 
programa, ok? Qualquer dúvida é só perguntar. Estarei sempre disponível! 
Desejo a todos um excelente estudo e vamos que vamos! 
Abraço! 
Wangney 
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11- Questões Comentadas 
8. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante ao cheque, é INCORRETO 
afirmar: 
a) O banco sacado responde por ato ilícito que venha a praticar, mas não pode 
assumir qualquer obrigação cambial referente a cheques sacados por seus 
correntistas. 
b) O sacado não pode aceitar um cheque, mas pode endossá-lo a terceiros. 
c) Somente o cheque nominativo ainda não endossado comporta seu 
visamento, que não equivale ao aceite. 
d) O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque e, salvo 
estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento. 
e) Um cheque pós-datado é pagável em sua apresentação, à vista, mesmo que 
esta se dê em data anterior àquela indicada como a de sua emissão. 
Comentários 
Questão sobre o cheque nos termos da Lei nº 7.357/85 (Lei do Cheque-LCh). 
b) É a nossa resposta. É a única incorreta, pois embora sabendo que “O 
cheque não admite aceite considerando-se não escrita qualquer declaração 
com esse sentido” (art. 6º), “O endosso deve ser puro e simples, reputando-se 
não-escrita qualquer condição a que seja subordinado. § 1º São nulos o 
endosso parcial e o do sacado” (art. 18). Ou seja, o banco sacado a quem é 
direcionado a ordem de pagamento que consta do cheque não poderá endossá-
lo, obviamente! 
a) Correta. Como já sabemos, no cheque, o sacado não possui qualquer 
obrigação cambial: não se obriga pelo pagamento, nem pode garanti-lo pelo 
aceite (não admite aceite), nem aval. A sua relação com o emitente do título é 
apenas contratual. 
c) Correta. Embora não admita o aceite, o cheque pode ser visado. 
Art. 7º Pode o sacado, a pedido do emitente ou do portador legitimado, 
lançar e assinar, no verso do cheque não ao portador e ainda não 
endossado, visto, certificação ou outra declaração equivalente, datada e 
por quantia igual à indicada no título. 
d) Correta. Esta é a regra geral do endosso aplicada ao cheque. Sem problemas. 
Art. 20. O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque. Se 
o endosso é em branco, pode o portador: 
I - completá-lo com o seu nome ou com o de outra pessoa; 
II - endossar novamente o cheque, em branco ou a outra pessoa; 
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III - transferir o cheque a um terceiro, sem completar o endosso e sem 
endossar. 
Art. 21 Salvo estipulação em contrário, o endossante garante o 
pagamento. 
e) Correta. É o caso do cheque “pré-datado”. 
Art. 32. O cheque é pagável à vista. Considera-se não-estrita qualquer 
menção em contrário. 
Parágrafo único - O cheque apresentado para pagamento antes do dia 
indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. 
 
9. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante às duplicatas, considere: 
I. É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data 
do vencimento. 
II. A duplicata não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, 
sendo necessária a emissão de novo título para esses fins. 
III. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, desde que 
prestado anteriormente ao vencimento do título. 
IV. A duplicata é protestável por falta de aceite, de devolução ou pagamento. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e IV. 
b) II, III e IV. 
c) I, III e IV. 
d) I, II e III. 
e) II e III. 
Comentários 
Letra “a”. Questão sobre a duplicata e a Lei nº 5.474/68. 
I – Correta. Esta literal ao art. 9º. 
II – Incorreta. Há previsão sim de reforma ou prorrogação do prazo de 
vencimento da duplicata (notemos que não seria lógico manter o vencimento 
rígido). Para isso basta a declaração em separado ou na própria duplicata, 
assinada pelo vendedor ou endossatário ou por representante legal (art. 11). 
Art. 11. A duplicata admite reforma ou prorrogação do prazo de 
vencimento, mediante declaração em separado ou nela escrita, assinada 
pelo vendedor ou endossatário, ou por representante com podêres 
especiais. 
Parágrafo único. A reforma ou prorrogação de que trata êste artigo, para 
manter a coobrigação dos demais intervenientes por endôsso ou aval, 
requer a anuência expressa dêstes. 
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III – Incorreta, pois o aval prestado após o vencimento da duplicata tem os 
mesmos efeitos que o prestado antes do vencimento. Este é o chamado aval 
póstumo. Além do dispositivo abaixo específico para as duplicatas, ele está 
previsto no art. 900 do CC (O aval posterior ao vencimento produz os mesmos 
efeitos do anteriormente dado). Considera-se que seja aplicado tanto aos títulos 
atípicos quanto aos típicos, posto que não há qualquer norma em contrário. 
Art. 12. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, sendo 
o avalista equiparado àquele cujo nome indicar; na falta da indicação, 
àquele abaixo de cuja firma lançar a sua; fora dêsses casos, ao 
comprador. 
Parágrafo único. O aval dado posteriormente ao vencimento do 
título produzirá os mesmos efeitos que o prestado anteriormente 
àquela ocorrência. 
IV – Correta, conforme a literalidade do art. 13. Já vimos o protesto em outras 
situações, ok? 
 
10. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RR/2015) João subscreveu uma nota 
promissória em favor de Paulo. Além da denominação “nota promissória”, a 
cártula, devidamente assinada por João, contém a promessa pura e simples 
de pagar a Paulo a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a indicação da 
data em que foi emitida e do lugar onde foi passada, mas não prevê nem a 
época do pagamento, nem o lugar onde este deve ser realizado. Nesse caso, 
a cártula: 
a) não vale como nota promissória, pois a indicação da época do pagamento é 
requisito essencial do título. 
b) não vale como nota promissória, pois a indicação do lugar onde o pagamento 
deve ser realizado é requisito essencial do título. 
c) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do 
pagamento,considera-se o título à vista. 
d) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação do lugar do 
pagamento, considera-se como tal o domicílio de Paulo, independentemente 
de onde o título foi passado. 
e) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do 
pagamento, este só poderá ser exigido trinta dias após a sua apresentação 
ao subscritor do título. 
Comentários 
Letra “c”. Em termos gerais, sabemos que os títulos de crédito podem ser 
emitidos incompletos. Especificamente sobre a Nota Promissória, o art. 75 da 
LUG elenca alguns requisitos formais que devem ser observados nela. Alguns 
deles podem ser omitidos no momento da emissão, de acordo com a previsão 
que consta no art. 76 da LUG. Um deles é a “indicação da época do pagamento”, 
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que, neste caso, deverá ser considerada à vista. Outros diplomas legais trazem 
essa mesma disposição: 
 
Art. 76 da LUG. O título em que faltar algum dos requisitos indicados no artigo 
anterior não produzirá efeito como nota promissória, salvo nos casos 
determinados das alíneas seguintes. 
A nota promissória em que não se indique a época do pagamento será 
considerada pagável à vista. 
Na falta de indicação especial, lugar onde o título foi passado considera se como 
sendo o lugar do pagamento e, ao mesmo tempo, o lugar do domicílio do 
subscritor da nota promissória. 
A nota promissória que não contenha indicação do lugar onde foi passada 
considera-se como tendo-o sido no lugar designado ao lado do nome do 
subscritor. 
 
Art. 889 do CC. Deve o título de crédito conter a data da emissão, a indicação 
precisa dos direitos que confere, e a assinatura do emitente. 
§ 1º É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento. 
§ 2º Considera-se lugar de emissão e de pagamento, quando não indicado no 
título, o domicílio do emitente. 
 
Art. 54 da Lei Interna. A nota promissória é uma promessa de pagamento e 
deve conter estes requisitos essenciais, lançados, por extenso no contexto: (...) 
§2º. Será pagável à vista a nota promissória que não indicar a época do 
vencimento. Será pagável no domicílio do emitente a nota promissória que não 
indicar o lugar do pagamento. 
 
11. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) No 
tocante ao protesto, é correto afirmar: 
a) O apresentante só poderá retirar o título ou documento da dívida, pagos os 
emolumentos e demais despesas, após a lavratura do protesto. 
b) Trata-se de ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o 
descumprimento de obrigação originada exclusivamente em títulos de 
crédito cambiários. 
c) Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa 
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas 
autarquias e fundações públicas. 
d) O título do documento de dívida cujo protesto houver sido sustado 
judicialmente poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização 
judicial ou do credor. 
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e) O prazo de registro do protesto será de 48 horas, contadas da protocolização 
do título ou documento de dívida. 
Comentários 
Questão que trata do protesto nos termos da Lei nº 9.492/97. 
c) é o gabarito. Está literal do §único do art. 1º. Isso significa que o protesto 
engloba outros documentos diferentes dos títulos de crédito. Por isso, a letra B 
está incorreta. 
Art. 1º Protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência 
e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros 
documentos de dívida. 
Parágrafo único. Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as 
certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios e das respectivas autarquias e fundações públicas. 
a) Incorreta, pois em razão de desistência ou sustação do protesto, o 
representante poderá retirar o título ou documento de dívida antes da 
lavratura do protesto. 
Art. 16. Antes da lavratura do protesto, poderá o apresentante retirar o 
título ou documento de dívida, pagos os emolumentos e demais despesas. 
d) Incorreta. Como a sustação do protesto foi judicial, o título ou documento de 
dívida só poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial. 
Logo, o erro está em mencionar que o credor pode também autorizar. 
Art. 17. Permanecerão no Tabelionato, à disposição do Juízo respectivo, 
os títulos ou documentos de dívida cujo protesto for judicialmente 
sustado. 
§ 1º O título do documento de dívida cujo protesto tiver sido sustado 
judicialmente só poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização 
judicial. 
e) Incorreta, conforme art. 12. 
Art. 12. O protesto será registrado dentro de três dias úteis contados 
da protocolização do título ou documento de dívida. 
§ 1º Na contagem do prazo a que se refere o caput exclui-se o dia da 
protocolização e inclui-se o do vencimento. 
§ 2º Considera-se não útil o dia em que não houver expediente bancário 
para o público ou aquele em que este não obedecer ao horário normal. 
 
12. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) Quanto ao 
cheque, é correto afirmar: 
a) Trata-se de papel de curso forçado, a ser recebido como se fosse dinheiro. 
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b) Por ser uma ordem de pagamento à vista, o banco não se vincula à data 
aposta para pagamento, ainda que pré-datado, devendo pagar o título de 
imediato. 
c) A ausência de provisão de fundos prejudica a validade do título, 
cambiariamente. 
d) Admite as figuras do aval e do aceite. 
e) Pode ser endossado, de modo puro e simples ou condicionado a evento 
futuro e incerto. 
Comentários 
b) Pela própria definição, o cheque é uma ordem de pagamento à vista. Correta. 
Art. 32 O cheque é pagável à vista. Considera-se não-estrita qualquer 
menção em contrário. 
Parágrafo único - O cheque apresentado para pagamento antes do dia 
indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. 
a) Incorreta. O cheque pode ser creditado também em conta, não significa que 
seja recebível somente em dinheiro. 
Art. 46 O emitente ou o portador podem proibir que o cheque seja pago 
em dinheiro mediante a inscrição transversal, no anverso do título, da 
cláusula ‘’para ser creditado em conta’’, ou outra equivalente. Nesse caso, 
o sacado só pode proceder a lançamento contábil (crédito em conta, 
transferência ou compensação), que vale como pagamento. O depósito 
do cheque em conta de seu beneficiário dispensa o respectivo endosso. 
c) Incorreta, de acordo com o art. 4º.Mesmo sem fundos, o cheque não perde 
a sua validade como título de crédito, já que ainda pode ser protestado. 
Art. 4º O emitente deve ter fundos disponíveis em poder do sacado e estar 
autorizado a sobre eles emitir cheque, em virtude de contrato expresso 
ou tácito. A infração desses preceitos não prejudica a validade do título 
como cheque. 
d) Incorreta. O cheque não admite aceite (art. 6º). 
e) Incorreta. O endosso não pode ser condicionado. 
Art. 18 O endosso deve ser puro e simples, reputando-se não-escrita 
qualquer condição a que seja subordinado. 
 
13. (FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2015) Considere as seguintes proposições 
acerca da duplicata: 
I. É vedado ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la. 
II. O prazo de vencimento da duplicata é improrrogável. 
III. A duplicata é protestável por falta de aceite, devolução ou pagamento. 
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IV. É ineficaz o aval dado em garantia do pagamento da duplicata após o 
vencimento do título. 
V. Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) IV e V. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
e) III e V. 
Comentários 
Letra “e”. Mais uma questão específica sobre as duplicatas e a Lei nº 5.474/68. 
I – Incorreta. O comprador poderá resgatar a duplicata antes do aceite e 
também antes do seu vencimento (art. 9º). 
II – Incorreta. O art. 11 admite a prorrogação do prazo de vencimento, 
conforme já vimos anteriormente. 
III - Correta. Estas são as possibilidades de protesto. Está literal ao art. 13. 
IV – Incorreta. Como já vimos, o aval póstumo é permitido (art. 12). 
V – Correta. Literal ao art. 2º, §2º da Lei das Duplicatas. 
 
14. (FCC/ICMS-PE/2014) Em relação aos títulos de crédito, considere: 
I. A pessoa que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança a sua 
assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante de outrem, 
obriga pessoalmente o alegado mandante, o qual, nada obstante, terá contra 
quem agiu irregularmente o devido direito de regresso. 
II. É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio com plena 
eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor, bem como a 
cláusula em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de 
câmbio representativa de quantias em atraso. 
III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser 
completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 
IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela 
não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou 
defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem 
como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. 
V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da 
data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma 
devida. 
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Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) II, IV e V. 
b) I, II e V. 
c) III, IV e V. 
d) III e IV. 
e) I, II e III. 
Comentários 
Letra “c”. Questão complicada. A saída para marcar o “X” na letra correta seria 
usar a famosa técnica da eliminação! Pois bem, então vamos lá: 
I – Conforme o art. 653 do Código Civil (CC), o instituto do mandato representa 
o recebimento por alguém dos poderes de outra pessoa, para que por meio de 
procuração pratique atos ou administre os seus interesses, em seu nome. Ou 
seja, o mandatário ou procurador pratica atos em nome do mandante ou 
outorgante, conforme os poderes lhe conferidos. Assim, no caso deste item, o 
mandatário lançou a sua assinatura em título de crédito sem ter poderes ou 
excedendo os que tem, como mandatário ou representante. Logo, como 
sabemos do direito cambial, em tese, aquele que assina o título de crédito fica 
obrigado pessoal e solidariamente pelo pagamento do título. No entanto, como 
a ação ocorreu sem poderes ou com excesso deles, o mandatário ou 
representante fica pessoalmente obrigado. Se a dívida for paga por ele, terá 
os mesmos direitos que teria o representado, que não tem qualquer obrigação, 
nem mesmo de reembolsar em regresso o mandatário ou representante. 
Portanto, nos termos do art. 892 do CC, este item está incorreto. Observemos 
que já eliminaríamos as letras B e E. 
Art. 892. Aquele que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança 
a sua assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante 
de outrem, fica pessoalmente obrigado, e, pagando o título, tem ele os 
mesmos direitos que teria o suposto mandante ou representado. 
II – Este item traz duas situações com base na jurisprudência, não sendo tão 
simples para o candidato. Vejamos! Esta assertiva menciona duas cláusulas 
relacionadas à letra de câmbio que seriam válidas. Acontece que são cláusulas 
INVÁLIDAS conforme entendimento jurisprudencial. Em relação à primeira parte 
da assertiva (“É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio 
com plena eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor ...”), 
embora a Lei Uniforme de Genebra (Decreto nº 57.663/66) não trate o aceite 
como elemento essencial de validade da letra de câmbio, entende-se que o 
aceite confere força executiva ao título de crédito, já que por ele o devedor 
(sacado) torna-se aceitante e obrigado principal. Assim, cláusula prevendo 
plena eficácia à letra de câmbio independente de aceite é inválida (REsp 
n.º 202.648/ES, Min. Ruy Rosado de Aguiar, QUARTA TURMA, julgado em 
27/04/1999, DJ 01/07/1999, p. 184). Já com relação à validade da “cláusula 
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em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de câmbio 
representativa de quantias em atraso”, é igualmente inválida conforme 
entendimento jurisprudencial: “É nula a cláusula contratual em que o devedor 
autoriza o credor a sacar, para cobrança, título de crédito representativo de 
qualquer quantia em atraso. Isto porque tal cláusula não se coaduna com o 
contrato de mandato, que pressupõe a inexistência de conflitos entre mandante 
e mandatário” (AgRg no REsp 808603/RS 2006/0002947-9). Portanto, como 
podemos observar, são pontos difíceis de serem identificados na hora da prova. 
Vejamos os demais itens, deixando este item em “dúvidas”, ok? 
III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser 
completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. Esta 
afirmativa é simples e representa o teor literal da súmula 387 do STF. Assim,em que pese a dúvida que teríamos sobre o item II, eliminaríamos a letra A e a 
nossa resposta só pode ser a letra C ou D. 
IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela 
não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou 
defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem 
como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. Correta nos termos 
do art. 21 da Lei 5.474/68 (Lei das duplicatas). Poderíamos até pular este item 
e ir direto à análise do item V para economizar tempo na hora da prova, pois 
ele está nas duas letras que restam. 
V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da 
data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma 
devida. O item trata das formas de emissão da nota promissória e está conforme 
o art. 55 do Decreto 2.044/1908 (Lei interna). Acredito que esta seja uma 
afirmativa simples de se concluir. Logo, a alternativa correta é a letra C: itens 
corretos – III, IV e V. 
 
15. (FCC/Juiz-TJ-AP/2014) O cheque, quando emitido no lugar onde houver 
de ser pago, deve ser apresentado para o pagamento, a contar do dia da 
emissão, no prazo de: 
a) 6 meses. 
b) 30 dias. 
c) 60 dias. 
d) 90 dias. 
e) 180 dias. 
Comentários 
Letra “b”. Questão tranquila! Conforme o art. 33 da Lei nº 7.357/85, “O cheque 
deve ser apresentado para pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo 
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de 30 (trinta) dias, quando emitido no lugar onde houver de ser pago; e de 
60 (sessenta) dias, quando emitido em outro lugar do País ou no exterior”. 
 
16. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-6ª / 2013) Em relação ao cheque é correto 
afirmar: 
a) A pretensão de execução do cheque prescreve em seis meses, contados da 
data de emissão. 
b) O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval. 
c) O cheque admite aceite. 
d) A morte do emitente invalida os efeitos do cheque. 
e) Salvo estipulação em contrário, o endossante não garante o pagamento. 
Comentários 
b) Correta, conforme o art. 29 da LCh: “O pagamento do cheque pode ser 
garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, 
ou mesmo por signatário do título”. 
a) Incorreta. O prazo prescricional de 6 (seis) meses para a ação executiva do 
cheque conta-se do término do prazo de apresentação (30 ou 60 dias) para a 
ação promovida pelo portador; quando a ação for promovida pelo obrigado que 
efetuou o pagamento, conta-se do dia que ele pagou o foi demandado. A nossa 
esquematização mais acima mostra bem esses prazos (art. 59, LCh). 
c) Incorreta. Qualquer declaração no sentido de dar aceite no cheque considera-
se como não escrita (art. 6º, LCh). Basta lembrarmos que o cheque é uma 
ordem de pagamento sempre à vista. 
d) Incorreta, nos termos do art. 37, LCh. A incapacidade superveniente do 
emitente do cheque também não invalida os seus efeitos. 
e) Incorreta. O ENDOSSANTE garante o pagamento do cheque, exceto se 
expressamente houver cláusula em contrário, como a proibição de novo endosso 
pela expressão “não à ordem” (art. 21, LCh). 
 
17. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No tocante ao cheque, é correto 
afirmar: 
a) As obrigações contraídas no cheque são autônomas e independentes. 
b) O cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador, mas não por conta 
de terceiro. 
c) É válida e eficaz a estipulação de juros inserida no cheque, desde que 
respeitados os limites legais. 
d) O cheque exige aceite cambiário. 
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e) O emitente do cheque, como regra, garante o pagamento, salvo se declarar 
que se exime dessa garantia. 
Comentários 
a) Correta. Alternativa está literal ao art. 13 da LCh. No mais, vale notar que 
o cheque, a letra de câmbio e a nota promissória não possuem vínculos com 
outros documentos, por isso, são independentes. Já a duplicata é dependente 
por vinculo com a fatura, que possibilita a sua emissão nos termos dos arts. 1º 
e 2º da LD. 
b) Incorreta. Conforme o art. 9º, o cheque pode ser emitido à ordem do próprio 
sacador, por conta de terceiros e na forma de cheque administrativo. 
c) Incorreta. A estipulação de juros no cheque considera-se como não escrita 
(art. 10, LCh). Bem, abaixo deixo um quadro-resumo acerca da estipulação de 
juros conforme a legislação e o título de crédito. 
 
Lei Cláusula de 
Juros 
Observação 
Código Civil (art. 890) Não escrita 
Lei do cheque (art. 10) Não escrita 
LUG (art. 5º) 
LC e NP 
Escrita LC à vista ou a certo 
termo de vista. 
 
 A respeito da duplicata, não há previsão para estipular juros no próprio 
documento. 
d) Incorreta. O cheque não admite aceite (art. 6º, LCh). 
e) Incorreta. O EMITENTE garante o pagamento do cheque e o art. 15 da LCh 
considera “não escrita a declaração pela qual se exima dessa garantia”. 
Portanto, o emitente mesmo declarando que se exime do pagamento, continua 
garantindo o pagamento do cheque. 
 
18. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A letra de câmbio: 
a) é considerada vencida, independentemente de protesto, pela falta ou recusa 
do aceite. 
b) não admite endosso cambiário. 
c) admite aval, a ser sempre prestado pela emissão de letra autônoma. 
d) só pode ser emitida a dia certo, não podendo ser emitida à vista. 
e) não pode, uma vez firmada, ter o aceite cancelado nem retirado. 
Comentários 
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e) Correta. Como vimos o aceite é ato irretratável, conforme depreende-se dos 
arts. 28 e 29 da LUG. 
a) Incorreta. Pelo Art. 44, LUG, faz-se necessário o ato formal de protesto para 
comprovar a recusa ao aceite e o não pagamento da letra de câmbio. Assim, 
antecipa-se o vencimento da LC. 
b) Incorreta. Obviamente que a LC admite o endosso, art. 11 LUG: “Toda letra 
de câmbio, mesmo que não envolva expressamente a cláusula à ordem, é 
transmissível por via de endosso”. 
c) Incorreta. O aval é posto na própria LC ou em folha anexa (art. 31, LUG). 
d) Incorreta. Conforme estudados e a LUG, a LC pode ser à vista, a dia certo, a 
certo termo de vista e a certo termo de data. 
 
19. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A nota promissória: 
I. é um título de crédito que consiste em promessa de pagamento, 
consubstanciada em documento escrito e de natureza cambiária. 
II. que não indicar a época do vencimento será pagável à vista. 
III. admite o endosso, por se tratar de uma promessa de pagamento, mas não 
o aval. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) I.e) III. 
Comentários 
Letra “a”. 
I. Correta. Esta é a definição precisa de nota promissória presente nas 
disposições da LUG (art. 75). 
II. Correta. Art. 76, 2ª alínea, LUG. Observar o nosso esquema sobre os 
requisitos essenciais da NP. 
III. Incorreta, pois o aval também é aplicado às NP, por determinação da LUG 
(art. 77, 3ª alínea). Inclusive comentamos no nosso esquema de “ajustes” que 
no aval em branco o avalizado é o subscritor da NP. 
 
20. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) Em relação à duplicata, é correto afirmar: 
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a) Em seu pagamento não podem ser deduzidos créditos a favor do devedor, 
ainda que relativos ao mesmo negócio jurídico, tendo em vista sua origem 
causal. 
b) Não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, uma vez que 
se trata de título formal. 
c) Uma só duplicata pode corresponder a mais de uma fatura, desde que todas 
correspondam a dívidas vencidas. 
d) Indicará ela sempre o valor total da fatura, ainda que o comprador tenha 
direito a qualquer rebate, mencionando o vendedor o valor líquido que o 
comprador deverá reconhecer como obrigação de pagar. 
e) O comprador só pode resgatá-la após aceitá-la e a partir de sua data de 
vencimento. 
Comentários 
d) Correta. Afirmativa literal ao art. 3º da LD. 
a) Incorreta, conforme previsto no art. 10 da LD. Vimos também esta disposição 
em nosso esquema sobre pagamento: Desde que autorizados, quaisquer 
créditos podem ser deduzidos no pagamento. 
b) Incorreta. O art. 11 da LD prevê a reforma ou prorrogação do prazo de 
vencimento da duplicata, porém deve haver concordância das partes. 
c) Incorreta. O art. 2º, §2º da LD determina que uma duplicata pode 
corresponder somente a uma fatura. 
e) Incorreta. O art. 9º da LD possibilita o resgate da duplicata pelo comprador 
antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. Gabarito: D 
 
21. (FCC / Serviços Notariais-TJ-PE / 2013) Nos termos da Lei nº 
5.474/68, a emissão da duplicata e da triplicata é: 
a) facultativa em ambas hipóteses. 
b) obrigatória, nas duas hipóteses. 
c) obrigatória apenas a duplicata se o contrato de compra e venda for com 
prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 
d) obrigatória e facultativa, respectivamente. 
e) facultativa e obrigatória, respectivamente. 
Comentários 
Letra “e”. Como já vimos a emissão da duplicata é facultativa, conforme o art. 
2º da LD. É o único título de crédito que pode ser emitido por conta da emissão 
de fatura em operação de compra e venda mercantil e prestação de serviços. Já 
a triplicata é de emissão obrigatória por conta da perda ou extravio da duplicata 
(art. 23, LD). 
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22. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No que se refere à apresentação e ao 
pagamento do cheque, considere: 
I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de 
emissão é pagável no dia da apresentação. 
II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado 
pelo portador. 
III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão 
invalidam os efeitos do cheque. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) II. 
e) III. 
Comentários 
Letra “a”. 
I. Correta, conforme o §único do art. 32 da LCh. 
II. Correta, conforme o art. 38 da LCh. 
III. Incorreta, pois o a morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à 
emissão NÃO INVALIDAM os efeitos do cheque (art. 37, LCh). 
 
23. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-4ª / 2012) A duplicata é título de crédito: 
a) causal e pode ser emitida em razão da prestação de serviços, por empresas 
individuais, devendo a fatura discriminar a natureza dos serviços prestados. 
b) causal ou formal, segundo a natureza da dívida que representa, 
dispensando-se a emissão de fatura, quando não corresponder à venda de 
mercadorias. 
c) formal e só pode ser emitida como representativa da obrigação de entrega 
de coisa fungível, cujo valor deve ser declarado, para o caso de sua 
liquidação financeira. 
d) causal e apenas pode ser emitida em razão da venda de mercadorias por 
empresas de natureza mercantil, sendo necessária a emissão de fatura 
correspondente. 
e) formal e pode ser emitida como representativa de qualquer dívida de 
dinheiro. 
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Comentários 
Letra “a”. A duplicata também poderá ser emitida no caso de extração da fatura 
de prestação de serviços (art. 20, LD), onde a fatura deve discriminar os 
serviços prestados, logo a única alternativa correta é a letra A. No mais, já 
vimos que a duplicata é causal por se originar de determinação legal quando 
ocorrer um ato ou operação (compra e venda mercantil ou prestação de 
serviços). A extração da fatura é pressuposto da emissão da duplicata, seja em 
operações com mercadorias ou em prestações de serviços; não é dispensada a 
emissão da fatura. Além disso, por suas próprias características, os títulos de 
créditos são documentos formais com força executiva; logo, a duplicata é título 
formal também, que representa ordem de pagamento à vista ou a prazo, 
representativa de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de 
serviços. 
 
24. (FCC / Promotor-MPE-CE / 2011) No que tange à duplicata: 
a) comprador poderá deixar de aceitá-la por vícios, defeitos e diferenças na 
qualidade ou na quantidade das mercadorias, exclusivamente. 
b) é lícito ao comprador resgatá-la antes do aceite, mas não antes do 
vencimento. 
c) trata-se de título causal, que por isso não admite reforma ou prorrogação do 
prazo de vencimento. 
d) é título protestável por falta de aceite, de devolução ou de pagamento, 
podendo o protesto ser tirado mediante apresentação da duplicata, da 
triplicata, ou ainda por simples indicações do portador, na falta de devolução 
do título. 
e) em nenhum caso poderá o sacado reter a duplicata em seu poder até a data 
do vencimento, devendo comunicar eventuais divergências à apresentante 
com a devolução do título. 
Comentários 
d) Correta, conforme a literalidade do art. 13, LD. 
a) Incorreta em razão da expressão “exclusivamente”, pois o comprador ainda 
poderá deixar de aceitar a duplicata em razão de outras duas hipóteses: 
• Avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas 
ou não entregues por sua conta e risco; 
• Divergência nos prazos ou nos preços ajustados (art. 8º, LD). 
b) Incorreta. Como vimos, o comprador poderá resgatar a duplicata tanto antes 
do aceite quanto antes do vencimento (art. 9º, LD). 
c) Incorreta. A duplicata é título causale admite reforma ou prorrogação do 
prazo de vencimento (art. 11, LD). 
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e) Incorreta, pois é permitida a retenção da duplicata pelo sacado até o 
vencimento quando a instituição financeira concorde e desde que o sacado 
comunique o aceite e a retenção (art. 7º, LD). 
 
25. (FCC / Juiz Substituto-TJ-PE / 2011) Em relação ao protesto de títulos, 
é correto afirmar: 
a) protesto será tirado por falta de pagamento, de aceite ou de devolução, só 
podendo ser efetuado o protesto por falta de aceite antes do vencimento da 
obrigação e após o decurso do prazo legal para o aceite ou a devolução. 
b) Em nenhum caso serão protestados títulos e outros documentos de dívida 
em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil. 
c) Todos os títulos serão examinados pelo tabelião de protesto em seus 
caracteres formais, inclusive quanto à ocorrência de prescrição ou 
caducidade, só tendo curso se não apresentarem vícios. 
d) Quando a intimação do devedor for efetivada excepcionalmente no último 
dia do prazo ou além dele, por motivo de força maior, o protesto será tirado 
antecipadamente. 
e) protesto é ato personalíssimo, devendo sua intimação ocorrer sempre na 
figura do devedor e defesa a intimação por edital. 
Comentários 
Letra “a”. De forma geral, os pontos mais importantes acerca do protesto e sua 
lei já foram tratados no decorrer da aula. A presente questão aprofunda-se 
bastante na lei de protesto, ok? Não acho uma boa nos aprofundarmos muito 
neste tema. Há tópicos mais importantes com chances maiores de serem 
cobrados em prova. Enfim, quem tiver mais tempo poderá fazer uma leitura 
com mais calma da lei de protesto, ok? Então, vamos à questão sabendo que o 
objetivo aqui é marcar o “X” na alternativa correta. 
a) Correta. Alternativa literal ao art. 21, caput e §1º, da Lei nº 9.492/97 (Lei de 
protesto). Observe o tópico 1.6–Protesto . Mesmo sem o conhecimento da lei 
de protesto seria possível dizer que esta alternativa está correta com os 
conhecimentos do estudo somente dos títulos de crédito, ok? 
b) Incorreta, pois o art. 10º da lei de protesto prevê que tais títulos e 
documentos em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil, podem ser 
protestados desde que acompanhados de tradução efetuada por tradutor 
público juramentado. Se tais títulos forem pagos, deverá ser em moeda corrente 
nacional. 
c) Incorreta, pois não cabe ao tabelião de protesto verificar se ocorreu 
prescrição ou caducidade; o tabelião verifica apenas a regularidade formal (art. 
9º, lei 9.492/97). 
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d) Incorreta. No caso da situação apresentada nesta alternativa, o protesto será 
tirado no primeiro dia útil subsequente (art. 13, lei 9.492/97). 
e) Incorreta. A intimação de protesto poderá ser efetuada via edital em razão 
de: pessoa desconhecida, localização incerta ou ignorada, for residente ou 
domiciliada fora da competência territorial do tabelionato ou se ninguém se 
dispuser a receber a intimação (art. 15, lei 9.492/97). 
 
26. (FCC / Serviços Notariais-TJ-AP / 2011) Na duplicata mercantil, o 
aceite é: 
a) facultativo e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a 
comprovação da entrega da mercadoria. 
b) obrigatório e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a 
comprovação da entrega da mercadoria. 
c) facultativo e poderá ser suprido pela anuência do endossante. 
d) obrigatório e poderá ser suprido pela anuência do endossante. 
e) facultativo e poderá ser recusado em caso de vício na mercadoria. 
Comentários 
Letra “b”. Por força do art. 2º da LD a duplicata é de emissão facultativa, porém 
seu aceite é obrigatório como estudamos (art. 8º, LD). Porém, mesmo sem 
aceite, ainda é possível a ação executiva contra o sacado desde que a 
duplicata tenha sido protestada e haja documento hábil comprobatório da 
entrega e recebimento da mercadoria (art. 15, II, LD). Assim, o aceite pode ser 
substituído, conforme dispõe a letra B. 
 
27. (FCC / Procurador-PGE-AM / 2010) A respeito do regime jurídico das 
Nota Promissórias e Letras de Câmbio, é correto afirmar: 
a) emitente de uma letra de câmbio tem a mesma responsabilidade pelo 
pagamento do título que o emitente de uma nota promissória. 
b) A cláusula "à ordem", expressa no título, define a responsabilidade solidária 
de todos os garantidores do direito de crédito nele mencionado. 
c) Para a validade do endosso é indispensável a prévia anuência do devedor 
original, a ser dada no próprio título ou em documento em separado. 
d) aval dado em uma nota promissória tem os mesmos efeitos da fiança 
prestada sem benefício de exoneração. 
e) A cobrança judicial do crédito mencionado em nota promissória contra o 
devedor principal independe do prévio protesto do título. 
Comentários 
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e) Correta. A alternativa se refere a um dos ajustes que fizemos para aplicar 
o regime jurídico da letra de câmbio à nota promissória. Assim, a ação cambial 
executiva na NP contra o subscritor não precisa de protesto, visto que o 
emitente (subscritor) é aceitante e devedor principal da NP, portanto é 
responsável da mesma forma que é o aceitante de uma letra (art. 78, LUG). O 
nosso esquema mostra bem esta situação!!! 
a) Incorreta. Pelos conceitos dos dois títulos de crédito, temos que: Na LC: o 
emitente confere a ordem de pagamento ao sacado para que este pague certa 
quantia ao tomador; Na NP: o emitente promete pagar ele próprio certa quantia 
ao tomador. Logo, concluímos que os emitentes da LC e da NP possuem 
responsabilidades diferentes. 
b) Incorreta. A cláusula “à ordem” significa que o título pode circular via 
endosso. Ao contrário, cláusula “não à ordem” determina que o título só pode 
ser transferido via cessão civil de crédito. 
c) Incorreta. Pela própria definição de endosso, sabemos que ele deve ser puro 
e simples, e qualquer condição a que ele seja subordinado considera-se como 
não escrita (art. 12, LUG, e 912, CC). 
d) Incorreta. Os institutos aval e fiança são diferentes e, portanto, possuem 
efeitos distintos. 
 
28. (FCC / Juiz de Direito-TJ-MS / 2010) Quanto ao cheque é correto 
afirmar: 
a) Contém a ordem incondicional de pagar quantia determinada. 
b) Seu credor pode responsabilizar solidariamente o banco sacado pela 
inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis.c) Por ter caráter causal, se for endossado a terceiro este responde por 
exceções pessoais relativas ao emitente. 
d) A inexistência ou insuficiência de fundos desnatura-o como título de crédito. 
e) Como regra, corresponde a uma promessa de pagamento futuro. 
Comentários 
a) Correta. Exatamente como dispõe o art. 1º, II, da LCh. É um dos requisitos 
essenciais do cheque. 
b) Incorreta, pois o banco sacado não possui responsabilidade cambiária; a sua 
responsabilidade é somente contratual em relação ao seu cliente (sacador). 
c) Incorreta. Em razão do princípio da autonomia e do sub-princípio da 
inoponibilidade das exceções pessoais a terceiros de boa-fé. Assim dispõe o art. 
25 da LCh e o arts. 906 e 916 do CC. 
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d) Incorreta, pois não existe essa relação como condição de caracterizar ou 
descaracterizar o título de crédito. Mesmo porque o cheque sem fundos poderá 
ser objeto de ação executiva. 
e) Incorreta, pois o cheque é uma ordem de pagamento à vista (art. 32, LCh). 
 
29. (FCC / Juiz de Direito-TJ-MS / 2010) Em relação à duplicata mercantil 
e à nota promissória, analise as seguintes afirmações: 
I. A nota promissória é uma promessa de pagamento. Seu subscritor é o 
devedor principal e se trata de título que não admite aceite, embora possa ser 
endossado. 
II. A duplicata mercantil deve ser emitida com base na fatura, corresponde a 
uma compra e venda mercantil e deve ser aceita pelo comprador, que só pode 
recusá-la em situações expressamente previstas em lei. 
III. Somente a duplicata aceita pode ser objeto de protesto cambial. 
Está integralmente correto o que se afirma SOMENTE em: 
a) I 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II. 
e) II e III. 
Comentários 
Letra “b”. 
I. Correta. Está de acordo com a definição de nota promissória. Vimos nos 
ajustes da NP que o aceitante é o subscritos (art. 78, LUG) e não admite aceite. 
II. Correta. Está conforme os arts. 1º, 2º e 8º da LD. 
III. Incorreta, conforme o art. 13 da LD o protesto pode ser ainda por falta de 
devolução e por falta de pagamento. 
 
30. (FCC / Defensor Público-PA/ 2009) Por ser o cheque uma ordem de 
pagamento a vista: 
a) é ilegal a emissão de cheque pós-datado, que não gera qualquer efeito 
jurídico ao emitente ou ao beneficiário. 
b) embora a pós-datação não produza efeito cambial, pode gerar efeitos 
reparatórios civis se a data futura não foi obedecida pelo beneficiário, por 
lesão à boa fé objetiva. 
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c) como a pós-datação não produz efeito cambial, também não pode gerar 
efeitos reparatórios civis se a data futura não for obedecida pelo beneficiário. 
d) após-datação gera efeitos cambiais, por isso sendo obstada a apresentação 
do título a pagamento antes da data futura aposta. 
e) postulado da questão é parcialmente verdadeiro, pois a natureza do cheque 
permite que seja tanto uma ordem de pagamento a vista como um título de 
crédito a prazo. 
Comentários 
b) Correta; c), d) e e) Incorretas. A alternativa anterior retrata a possibilidade 
legal de cheque pós-datado. A jurisprudência por sua vez reconhece que não há 
efeitos cambiais ao emitir cheque com data futura, pois caso fosse reconhecida 
essa prática como cambial, estaríamos admitindo que o cheque poderá ser 
emitido a prazo; o que não pode, pois é ordem de pagamento à vista. No 
entanto, caso a apresentação do cheque seja efetuada em data anterior a data 
de emissão, a jurisprudência considera passível de indenização e reparos civis 
tendo em vista que o acordado entre as partes não foi cumprido por uma delas, 
no caso, o beneficiário (credor). 
a) Incorreta. Como vimos, o cheque pós-datado (pré-datado) ao ser 
apresentado ao banco sacado deve ser pago, por ser o cheque um título de 
crédito à vista e pagável quando for apresentado (art. 32, §único). 
 
31. (FCC/Defensor Público-SP/2009) Considerando as espécies de 
cheques, assinale a definição correta. 
a) cheque administrativo é aquele em que o emitente, para os fins de liquidez 
e tranquilidade do beneficiário, solicita do sacado que aponha visto ou 
certificado, bem como reserve o valor. 
b) Cheque marcado é aquele que é pago somente ao beneficiário que tiver o 
nome indicado e, por isso, não comporta endosso. 
c) Diz-se visado o cheque emitido pelo sacado contra ele mesmo em favor da 
pessoa indicada por terceiro, geralmente o correntista do banco. 
d) Cheque cruzado especial é aquele em que o emitente apõe dois traços no 
anverso do título e escreve entre estes o dizer "banco". 
e) Cheque de viagem é o emitido em moeda estrangeira e pago na moeda do 
país em que é apresentado, conforme com o câmbio do dia. 
Comentários 
e) Correta. Estas são as características exatas do cheque de viagem. 
a) Incorreta, pois esta é a definição de cheque visado. 
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b) Incorreta, pois o cheque marcado não é mais admitido no direito brasileiro. 
Além disso, esta definição é do cheque emitido nominalmente e “não à ordem”, 
para proibir o endosso. 
c) Incorreta. Esta definição é de cheque administrativo. 
d) Incorreta, pois somente a expressão “banco” no cruzamento configura o 
cheque cruzado geral; o cheque cruzado especial (em preto) necessita do nome 
do banco entre os dois traços (art. 44, §1º, LCh). 
 
32. (FCC / Promotor-MPE-CE/ 2009) Quanto aos títulos de crédito, é correto 
afirmar: 
a) a emissão de duplicata mercantil que não corresponda à mercadoria vendida, 
em quantidade ou qualidade, corresponde a ilícito civil, sem consequências 
criminais. 
b) emitida a letra de câmbio pelo sacador, nasce de imediato a obrigação 
cambial de pagamento do título ao sacado. 
c) embora não admitam aceite, as notas promissórias podem ser emitidas com 
vencimento a certo termo da vista, devendo o credor, nessa hipótese, 
apresentar o título ao visto do emitente no prazo de um ano do saque. 
d) credor do cheque pode responsabilizar o banco sacado pela inexistência ou 
insuficiência de fundos disponíveis, dada a responsabilidade objetiva do 
estabelecimento bancário. 
e) a divergência nos prazos ou nos preços ajustados com o vendedor não é 
motivo de recusa de aceite de uma duplicata mercantil pelo comprador. 
Comentários 
c) Correta. Esta alternativa tratamos no esquema acerca dos ajustes da NP eencontra-se no art. 78, 2ª alínea da LUG. 
a) Incorreta, pois o art. 172 do Código Penal tipifica como crime a emissão de 
“duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida, em 
quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado”. 
b) Incorreta, pois a obrigação de pagamento da letra de câmbio surge a partir 
do aceite pelo sacado, que torna-se aceitante e obrigado principal (art. 28, 
LUG). 
d) Incorreta. Conforme a doutrina e jurisprudência, o credor não poderá 
responsabilizar o banco sacado pela insuficiência de fundos do correntista. Aliás, 
como já comentamos, o banco sacado não possui responsabilidades cambiárias, 
porém ressalta-se que poderá ser responsabilizado por cheque falsificado ou 
pagamento indevido de cheque. 
e) Incorreta, pois esta hipótese está presente no art. 8º, inciso III da LD. 
 
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33. (FCC / Procurador-Pref. São Paulo/ 2008) A duplicata é um título de 
crédito: 
a) que pode ser extraído para documentar o saque do vendedor pela 
importância faturada ao comprador, e ser levado a protesto por falta de 
aceite, de devolução ou de pagamento. 
b) formal, que só admite protesto por falta de pagamento. 
c) causal, que só pode ser emitido para documentar a prestação de serviços 
por empresários individuais ou sociedades empresárias. 
d) causal, que só pode ser emitido para documentar a venda e compra 
mercantil. 
e) que consubstancia promessa de pagamento à vista admite endosso e pode 
ser levado a protesto por falta de aceite ou por falta de pagamento. 
Comentários 
a) Correta, nos termos dos arts. 2º e 13 da LD. 
b) Incorreta, pois o protesto pode ser ainda por falta de aceite e de devolução 
(art. 13, LD). 
c) e d) Incorretas, em razão da restrição empregada pela palavra “só”, já que 
a duplicada pode ser utilizada em operações de compra e venda mercantil ou 
prestações de serviços (art. 2º, LD). 
e) Incorreta, a duplicata é uma ordem de pagamento, à vista ou a prazo, 
emitida pelo vendedor ou prestador de serviço contra o comprador ou tomador 
de serviço (sacado). 
 
34. (FCC / Promotor-MPE-PE/ 2008) Em relação aos títulos de crédito, é 
certo que: 
a) a prática comercial de emissão de cheque com data futura de apresentação, 
conhecido como cheque "pré-datado", desnatura sua qualidade 
cambiariforme, por representar mera garantia de dívida. 
b) não existe a figura do aceite na letra de câmbio, embora seja da substância 
da duplicata, por ser causal. 
c) valor exato e certo contido em uma nota promissória não pode sofrer 
acréscimos de juros ou de correção monetária, pois isso implicaria ausência 
de liquidez do título. 
d) a cédula de crédito bancário permite a aposição de juros, vedada porém sua 
capitalização, isto é, a cobrança de juros compostos. 
e) emitente da duplicata deve enquadrar-se como comerciante ou prestador de 
serviços, incluindo-se aquele que fabrica produtos e o profissional liberal, ao 
qual também se permite a emissão. 
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Comentários 
e) Correta. Está conforme os arts. 1º, 2º, 20 e 22 da LD. 
a) Incorreta, pois as características de título de crédito são observadas no 
cheque pós-datado; por exemplo, o credor beneficiário pode protestar o cheque 
pós-datado que não tiver fundos quando apresentado antes da data de emissão 
ao sacado. Assim, ele poderá executar o emitente do cheque. Logo, as 
características cambiariformes verificam-se presentes no cheque pós-datado 
normalmente. Ou seja, o cheque é uma ordem de pagamento à vista (art. 32, 
LCh). 
b) Incorreta, obviamente. O aceite do sacado na LC é observado sim, porém é 
facultativo; afinal, há a possibilidade de recusa ao aceite. Já na duplicata, o 
aceite como regra é obrigatório pelo comprador (sacado); a exceção fica pelas 
hipóteses elencadas no art. 8º da LD. 
c) Incorreta, pois a LUG prevê a possibilidade da estipulação de juros para a 
nota promissória e letra de câmbio (art. 77, LUG). 
d) Incorreta. Conforme o art. 28, §1º da Lei 10.931/04, a cédula de crédito 
bancário poderá prever os juros sobre a dívida, capitalizados ou não. 
 
35. (FCC / Procurador-TCE-CE/ 2006) O cheque visado: 
a) desobriga o sacado e os coobrigados de efetuar qualquer pagamento ao 
beneficiário. 
b) implica a reserva de fundos na conta do sacador, suficientes ao pagamento 
do título. 
c) não admite sustação nem contra-ordem, ainda que após o prazo de 
pagamento. 
d) é aquele sacado por instituição financeira e que não admite devolução por 
insuficiência de fundos. 
e) não pode ser endossado, nem avalizado. 
Comentários 
Letra “b”. O conceito correto de cheque visado está na alternativa B, única 
correta, conforme art. 7º da LCh. Ressalta-se que o visto do banco sacado não 
significa aceite. Pelo visto no cheque o sacado declara ou certifica que há fundos 
disponíveis para pagamento do valor indicado no cheque e se compromete a 
reservar tal valor durante o prazo de apresentação. Assim, pelo visto, o sacado 
fica obrigado a debitar a conta do emitente pelo valor indicado no cheque. Isso 
não significa que o sacado tornou-se aceitante e obrigado cambiário. No cheque, 
o sacado não possui responsabilidade cambiária e os demais intervenientes 
(emitente, endossante e avalistas) continuam coobrigados. No mais, o cheque 
visado pode ser objeto de sustação (oposição – afinal, pode ser furtado), mas 
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não pode ser revogado (contraordem) durante o prazo de apresentação. Ainda, 
pode ser endossado e avalizado. 
 
36. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Trajano de Morais perdeu 
nota promissória no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) que lhe foi 
endossada em branco pela sociedade empresária Duas Barras Comércio de 
Materiais de Construção Ltda. 
Tratando-se de título cambial que está circulando ao portador, assinale a 
afirmativa correta. 
a) O endossante ficará desonerado se o título não for entregue ao endossatário 
no prazo de 30 (trinta) dias da data do vencimento. 
b) O subscritor da nota promissória ficará desonerado se provar que o título foi 
desapossado do endossatário involuntariamente. 
c) O portador do título perdido poderá exigir o pagamento de todos os 
coobrigados, à exceção do endossante em branco; 
d) O endossante não poderá opor ao portador exceção fundada em direito 
pessoal, ou em nulidade de sua obrigação. 
e) O endossatáriopoderá obter novo título em Juízo, bem como impedir que 
seu valor seja pago a outrem. 
Comentários 
Letra “e”. Importante notar que a nota promissória está circulando ao portador, 
ou seja, está circulando em branco, sem a identificação do endossatário. 
Portanto, o examinador pretendeu cobrar o conhecimento da parte do Código 
Civil que trata do título ao portador (Título VIII, Cap. II, arts. 904 a 909). Neste 
caso, como forma de proteção do indivíduo que foi “injustamente desapossado” 
do título ao perdê-lo, o legislador conferiu a possibilidade do indivíduo obter 
novo título em juízo, bem como de impedir que seja pago a outra pessoa, 
conforme previsto no art. 909, CC. Então, a única alternativa correta é a letra 
E. 
Art. 909. O proprietário, que perder ou extraviar título, ou for 
injustamente desapossado dele, poderá obter novo título em juízo, bem 
como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. 
 
37. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Miguel Pereira Artigos de 
Papelaria Ltda. ME sacou duplicata de compra e venda no valor de R$ 
7.000,00 (sete mil reais) contra Miriam Lopez. O título foi descontado junto 
ao Banco Tolomei S/A para obtenção de recursos pela sacadora antes do 
vencimento, pela forma de circulação permitida às duplicatas. No momento 
da cobrança pelo portador da duplicata aceita, vencida e sem protesto por 
falta de pagamento, Miriam Lopes invocou a desconformidade da mercadoria 
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com as especificações do pedido feito ao sacador, recusando-se ao 
pagamento. 
Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
a) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da cartularidade. 
b) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do 
princípio da abstração. 
c) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da literalidade. 
d) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do 
princípio da autonomia. 
e) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da tipicidade ou rigor cambiário. 
Comentários 
Letra “b”. A duplicata em questão foi aceita e entrou em circulação. Assim, 
conforme entendimento jurisprudencial e doutrinário, considera-se que a 
duplicata obteve características do princípio (ou subprincípio) da abstração, ou 
seja, ela se desvinculou do negócio jurídico que lhe deu causa. Logo, a 
desconformidade da mercadoria com as especificações do pedido, não pode ser 
alegada pelo aceitante em face do portador (credor) de boa-fé para como recusa 
de pagamento. Esta exceção pessoal diz respeito somente às partes 
participantes do negócio jurídico originário, ok? Então, a nossa resposta é a letra 
B. Ressalta-se que em comparação ao princípio da autonomia (letra D), a 
abstração é mais específica e refere-se à não-vinculação a origem da causa da 
emissão do título de crédito, enquanto à autonomia diz respeito à cadeia 
cambial, à autonomia de cada uma das relações cambiais. 
 
38. (FGV / ICMS-AP / 2010) Com relação às regras relativas ao cheque, 
assinale a afirmativa incorreta. 
a) Caracteriza dano moral a apresentação de cheque pré-datado. 
b) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. 
c) Prescreve em 6 meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a 
ação de execução do cheque. 
d) Após o prazo de 6 meses decai o direito do portador de receber a quantia 
aposta no cheque. 
e) Prescreve em 2 anos a ação de enriquecimento contra o emitente que se 
locupletou, injustamente, com o não pagamento do cheque. 
Comentários 
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d) Incorreta, pois não há esta previsão legal de decadência. 
a) Conforme vimos, o CHEQUE É UMA ORDEM DE PAGAMENTO À VISTA. Porém, 
é comum a emissão de cheque para ser pago em data futura; o chamado cheque 
pré-datado ou pós-datado. Desta forma, um cheque pré-datado poderá ser 
apresentado para desconto antes da data estipulada. Neste caso, ele poderá ser 
descontado ou devolvido conforme haja ou não fundos no banco. Lembrando, 
que o banco não possui responsabilidade cambiária alguma nesta situação. No 
entanto, e este é o teor da questão, isso significa o não cumprimento do que 
foi acordado entre o emitente e o beneficiário do cheque. Assim, caberia 
indenização por dano moral, conforme a súmula 370 do STJ. Correta. 
b) Já esta alternativa segue a disposição literal da súmula 388 do STJ. Correta. 
c) Está correta nos termos do art. 59 da Lei do Cheque (lei 7.357/85). 
Art. 59. Prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo 
de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador. 
Parágrafo único - A ação de regresso de um obrigado ao pagamento do 
cheque contra outro prescreve em 6 (seis) meses, contados do dia em 
que o obrigado pagou o cheque ou do dia em que foi demandado. 
e) Correta, nos termos do art. 61 da Lei do Cheque. 
Art. 61 da LC. A ação de enriquecimento contra o emitente ou outros 
obrigados, que se locupletaram injustamente com o não-pagamento do 
cheque, prescreve em 2 (dois) anos, contados do dia em que se consumar 
a prescrição prevista no art. 59 e seu parágrafo desta Lei. 
 Ou seja, após 6 meses do fim do prazo de apresentação, começa a correr 
o prazo de 2 anos para a ação de locupletamento contra o emitente do cheque 
e seus coobrigados. 
 
39. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Protesto é o ato pelo qual se prova a 
inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e 
outros documentos de dívida. 
Comentários 
Correta. Este é o conceito literal de protesto nos termos expressos no art. 1º, 
caput, da Lei nº 9.492/97. 
 
40. (FGV / ICMS-RJ / 2010) O protesto, para o exercício do direito de crédito, 
não é necessário contra o sacado da duplicata. 
Comentários 
Correta, pois o protesto da duplicata é obrigatório contra os seus coobrigados 
(art. 13, §4º da Lei 5.474/68); contra o devedor principal não é necessário o 
protesto. Na época esta questão gerou alguns recursos por conta do art. 15, II 
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da LD. Mas a FGV manteve o gabarito e justificou assim: A afirmação III está 
correta porque, contra o devedor principal da duplicata (o sacado) não é 
necessário o protesto: a inobservância do prazo de 30 dias a contar do 
vencimento para se promover o protesto da duplicata importa a perda do direito 
de regresso apenas contra os endossantes e respectivos avalistas (artigo 13, § 
4.°, da Lei n.° 5.474, de 18 de julho de 1968, quedispõe sobre as duplicatas). 
Gabarito: Correta 
Art. 13, § 4º da LD. O portador que não tirar o protesto da duplicata, em 
forma regular e dentro do prazo da 30 (trinta) dias, contado da data de 
seu vencimento, perderá o direito de regresso contra os 
endossantes e respectivos avalistas. 
 Art 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada de 
conformidade com o processo aplicável aos títulos executivos 
extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de Processo Civil ,quando 
se tratar: 
l - de duplicata ou triplicata aceita, protestada ou não; 
II - de duplicata ou triplicata não aceita, contanto que, cumulativamente: 
a) haja sido protestada; 
b) esteja acompanhada de documento hábil comprobatório da entrega e 
recebimento da mercadoria; e 
c) o sacado não tenha, comprovadamente, recusado o aceite, no prazo, 
nas condições e pelos motivos previstos nos arts. 7º e 8º desta Lei. 
 
41. (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) O título de crédito emitido em 
branco ou incompleto pode ser completado pelo credor de boa-fé, antes da 
ação de execução ou protesto. 
Comentários 
Correta. O contido nesta assertiva é uma importante disposição que se encontra 
disciplinada na súmula 387 do STF: A cambial emitida ou aceita com omissões, 
ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou 
do protesto. 
 
42. (FGV / ICMS-RJ / 2008) No cheque, o endosso-mandato não se extingue 
por morte ou incapacidade superveniente do endossante-mandante. 
Comentários 
Correta. Esta afirmativa está correta, pois assim dispõe o art. 37 da Lei do 
Cheque (LC) – Lei 7.357/85. 
Art. 37 da LC. A morte do emitente ou sua incapacidade 
superveniente à emissão não invalidam os efeitos do cheque. 
 O art. 917, §2° do CC, pode ser aplicado neste caso. 
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Art. 917, §2° do CC. Com a morte ou a superveniente incapacidade 
do endossante, não perde eficácia o endosso-mandato. 
 
43. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Prescreve em seis meses, contados da data da 
apresentação do cheque ao sacado, a ação de execução assegurada ao 
portador da cambial. 
Comentários 
Incorreta (ANULADA). O portador do cheque possui o prazo 30 ou 60 dias 
para apresentar o cheque ao banco sacado contados da data de emissão. Este 
prazo é de 30 dias se o cheque tiver de ser pago na mesma praça em que ele 
foi emitido e de 60 dias se em outra praça. Pode ocorrer que o cheque seja 
apresentado de forma tardia (após 30 ou 60 dias). Neste caso, o banco sacado 
deve descontar o cheque até a sua prescrição, que é no prazo de 6 meses 
contados do término do prazo de apresentação. Se não houver saldo suficiente 
para cobrir o cheque, o portador terá direito à ação executiva contra o emitente, 
sem necessidade de protesto. Porém, se não protestado, o portador perderá o 
direito de regresso contra os coobrigados (endossantes e avalistas). O prazo 
para o protesto do cheque é igual ao prazo para apresentação (art. 47, da Lei 
do Cheque). Quanto à questão, devemos ter bastante atenção. Inicialmente 
esta assertiva foi considerada INCORRETA pela banca, porém ela foi tema de 
recursos e a banca resolveu acatar as ponderações dos candidatos, pois 
considerou que: “há aspectos controvertidos na doutrina que podem ter levado 
os candidatos a interpretação errônea”. Contudo, ainda continua: “observa que 
o art. 35, sic, da Lei 7.357/85 é claro ao dispor: “Prescrevem em 6 (seis) meses, 
contados da expiração do prazo de apresentação a ação que o art. 47 desta Lei 
assegura ao portador.”. 
 O artigo em questão é o art. 59 da Lei do Cheque (“Prescrevem em 6 
(seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação 
que o art. 47 desta Lei assegura ao portador”.). No entanto, devemos concordar 
com a banca sobre a controvérsia com relação ao prazo de prescrição da ação 
de execução do cheque. Para o Prof. Rubens Requião, por exemplo, 
“se o cheque não foi apresentado no prazo previsto, de trinta dias, por 
exemplo, a prescrição começa a correr após o decurso desse prazo; se for 
apresentado e não pago, por qualquer motivo, inclusive por falta de 
provisão de fundos, a prescrição começa a contar a partir do dia da 
primeira apresentação.”. 
 Observemos o que o Prof. Fabio Ulhoa Coelho menciona sobre o tema: 
”É, em princípio, irrelevante a data em que o cheque foi apresentado ao 
banco sacado, e a de sua devolução. O termo inicial do prazo de prescrição 
será considerado o fim do prazo de apresentação, inclusive se a 
apresentação e devolução ocorrerem fora desse prazo.”. 
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 Pois bem, esta afirmativa estaria INCORRETA nos termos do gabarito 
preliminar, porém foi ANULADA considerando a controvérsia acima. No 
entendimento de muitos professores, inclusive no meu entendimento, esta 
afirmativa está correta nos termos da lei, portanto, apesar da justificativa pouco 
objetiva da banca, foi anulada. 
 
44. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Determinada companhia produtora de vinhos 
vendeu cinqüenta caixas de vinho tinto e cinqüenta de vinho branco. O 
comerciante recebeu os vinhos, tendo lançado o aceite na duplicata, mas, ao 
conferir a mercadoria recebida, percebeu que metade dos vinhos brancos 
estava com o rótulo trocado. Antes da restituição da duplicata, o sacado 
cancelou o aceite. Nessa hipótese, seria possível o cancelamento do aceite 
antes da restituição da duplicata? 
Assinale a alternativa que responda corretamente à pergunta acima. 
a) Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador revogá-lo 
ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. 
b) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da 
restituição da duplicata, cancelar o aceite. 
c) Mesmo após ter sido lançado, permite-se ao sacado, a qualquer tempo, 
cancelar o aceite lançado na duplicata, nos termos do art. 29 da Lei Uniforme 
de Genebra. 
d) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da 
restituição do título e com a devolução de parte da mercadoria 
correspondente, retificar o aceite e limitá-lo ao valor da mercadoria sem 
defeito. 
e) Se o sacado, antes da restituição da duplicata, simplesmente riscar o aceite 
que tiver dado, tal aceite será considerado como recusado. 
Comentários 
Letra “a”. Esta questão foi causa de diversos recursos e discussões. Porém, o 
gabarito foi mantido. O ponto central desta questão é saber se é possível o 
cancelamento ou revogação do aceite na duplicata, tal como previsto no art. 29 
da LUG para a letra de câmbio: 
Art. 29 da LUG. Se o sacado antes da restituição da letra, riscar o aceite 
que tiver dado, tal aceite é considerado como recusado. Salvo prova em 
contrário, a anulação do aceite considera-se feita antes da restituição da 
letra. 
 Considerando a disposição do art. 25 da Lei das Duplicatas (“Aplicam-se 
à duplicata e à triplicata, no que couber, os dispositivos da legislação sobre 
emissão, circulação e pagamento das Letras de Câmbio”), entendemos que não 
encontrarespaldo legal o cancelamento ou revogação do aceite nas duplicatas. 
Tendo em vista que a duplicata é um título causal que nasce com fundamento 
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em negócio jurídico subjacente (anterior) resultante de uma compra e venda 
mercantil ou de uma prestação de serviços, é dever do sacado (comprador) 
aceitar o título, já que o negócio jurídico que lhe deu causa teria sido cumprido. 
Porém, nos casos previstos no art. 8º da Lei das Duplicatas (Lei 5.474/68), o 
sacado poderá deixar de aceitar a duplicata. Relembremos: 
 
 
 
 Assim, desde que motivado nas hipóteses acima, o sacado poderá deixar 
de aceitar a duplicata. Caso não aceite sem qualquer desses motivos, é 
permitido ao sacador protestar o título e executar o sacado comprovando que a 
mercadoria foi entregue. No caso desta questão, houve vício nos rótulos dos 
vinhos que possibilitaria a recusa ao aceite da duplicata, devendo acompanhá-
la de declaração, por escrito, contendo as razões da falta do aceite (art. 7º, LD). 
Este seria o procedimento correto! Acontece que o comprador efetuou o aceite 
da duplicata antes de conferir a mercadoria; na sequência, cancelou este aceite. 
De fato, não há previsão legal para cancelar o aceite na duplicata. Mas, e aí? O 
comprador fica prejudicado? Não. Ele pode simplesmente comunicar ao 
vendedor, por escrito, a recusa do aceite expondo os seus motivos e reter a 
duplicata. Logo, como podemos perceber, a razão para não haver previsão de 
cancelamento do aceite, é que na duplicata o aceite poderá ocorrer por 
presunção. Então, a recusa ao aceite sem fundamento, possibilita o protesto e 
execução do comprador. Pois bem, das alternativas apresentadas, a correta é a 
letra A: Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador 
revogá-lo ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. 
 
45. (FGV / ICMS-RJ / 2009) Assinale a afirmativa incorreta. 
a) Duplicata é título de crédito causal que encontra origem em contrato de 
compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. 
b) Se o credor não realizar o protesto por falta de aceite ou por não devolução 
do título, ainda assim poderá realizar o protesto por falta de pagamento. 
c) Nos contratos de compra e venda mercantil, o devedor poderá deixar de 
aceitar a duplicata: por avaria ou não-recebimento das mercadorias, quando 
não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; por vícios, defeitos e 
ACEITE é obrigatório, exceto:
•Avaria ou não recebimento das mercadorias, 
quando não expedidas ou não entregues.
•Vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou 
na quantidade das mercadorias, devidamente 
comprovados;
•Divergência nos prazos ou nos preços
ajustados.
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diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente 
comprovados; e por divergência nos prazos ou nos preços ajustados. 
d) Nos contratos de prestação de serviços, o devedor poderá deixar de aceitar 
a duplicata: quando não houver correspondência com os serviços 
efetivamente contratados; por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços 
prestados, devidamente comprovados; e por divergência de prazos ou nos 
preços ajustados. 
e) A duplicata não se configura como título executivo extrajudicial. 
Comentários 
e) Alternativa que contraria o contido no art. 15 da LD. Incorreta, pois as 
duplicatas são consideradas títulos executivos extrajudiciais. 
Art. 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada 
de conformidade com o processo aplicável aos títulos executivos 
extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de Processo Civil, 
quando se tratar: 
a) Correta, conforme os arts. 1° e 20 da lei 5.474/68. 
b) Observe que esta alternativa não menciona o tipo de título de crédito. O 
examinador, nas demais alternativas, menciona a duplicata mercantil. Logo, o 
candidato deve “deduzir” que esta alternativa também trata da duplicata. Esta 
alternativa está correta, nos termos do art. 13, §2° da Lei 5.474/68. 
Art. 13 §2°. O fato de não ter sido exercida a faculdade de 
protestar o título, por falta de aceite ou de devolução, não elide a 
possibilidade de protesto por falta de pagamento. 
c) Correta. Este é o teor do art. 8° da LD que já vimos anteriormente. 
d) Correta. Essas são as hipóteses de recusa ao aceite na duplicata decorrente 
de contrato de prestação de serviços, nos termos do art. 21 da LD. 
 
46. (FGV / Juiz Substituto-MT / 2008) De acordo com entendimento 
sumulado, o instrumento de confissão de dívida, ainda que originário de 
contrato de abertura de crédito, constitui título executivo extrajudicial. 
Comentários 
Correta. Esta afirmativa traz a literalidade da súmula 300 do STJ. O 
instrumento de confissão de dívida por representar um negócio jurídico 
onde a obrigação é certa, líquida e exigível, subordina-se ao art. 783 do Novo 
CPC, constituindo título executivo extrajudicial. Mesmo quando este 
instrumento tem origem em contrato de abertura de crédito. Notemos que o 
mesmo STJ na súmula 233 afirma que “O contrato de abertura de crédito, ainda 
que acompanhado de extrato da conta-corrente, não é título executivo.”. Então, 
não devemos confundir o contrato de abertura de crédito com o instrumento de 
confissão de dívida; são instrumentos distintos, ok? 
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Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em 
título de obrigação certa, líquida e exigível. 
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: 
 II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; 
 
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) 
testemunhas; 
 
47. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Em se tratando de título de crédito 
representativo de mercadorias, diante da incorporação do direito real à 
cártula, o portador não tem o direito de transferi-lo, mas apenas recebê-las 
independentemente de quaisquer formalidades. 
Comentários 
Incorreta. Os títulos de crédito representativos de mercadoria são o warrant e 
o conhecimento de depósito. Conforme a Lei nº 1.102/1903, os Armazéns 
Gerais estão autorizados a emitir títulos representativos das mercadorias 
depositadas (art. 15: conhecimento de depósito e warrant). Assim, tais títulos 
de crédito podem ser transferidos por meio de endosso (art. 18). 
Art. 18 - O conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser 
transferidos, unidos ou separados, por endosso. 
 
48. (FGV/ICMS-RJ/2011) O empresário individual ou a sociedade empresária 
que tenha por objeto a exploração de armazénsgerais, com finalidade de 
guardar e conservar mercadorias emitirá, quando pedido pelo depositante, 
títulos denominados warrant e conhecimento de depósito. A esse respeito, é 
INCORRETO afirmar que: 
a) o conhecimento de depósito e o warrant são títulos que devem ser emitidos 
simultaneamente pelo depositário, podendo ser transmitidos unidos ou 
separadamente, mediante endosso. 
b) o warrant é título de crédito que confere direito de penhor sobre a mercadoria 
depositada em armazém geral. 
c) o conhecimento de depósito não pode ser penhorado ou arrestado por 
dívidas do portador. 
d) ao portador do conhecimento de depósito é permitido retirar a mercadoria 
antes do vencimento da dívida constante do warrant, consignando o 
armazém geral o principal e juros até o vencimento e pagando os impostos 
fiscais, armazenagens vencidas e mais despesas. 
e) ao portador do warrant que, em tempo útil, não promover o protesto por 
falta de pagamento, ou que, dentro de dez dias, contados da data do 
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instrumento de protesto, não vender a mercadoria, conservará tão somente 
ação contra o primeiro endossante do warrant e contra os endossantes do 
conhecimento de depósito. 
Comentários 
c) Incorreta, conforme disposto no art. 17 da Lei nº 1.102/1903. 
Art. 17 - Emitidos os títulos de que trata o art. 15, os gêneros e 
mercadorias não poderão sofrer embaraço que prejudique a sua livre e 
plena disposição, salvo nos casos do art. 27. 
O conhecimento de depósito e o "warrant", ao contrário, podem ser 
penhorados, arrestados por dívidas do portador. 
a) Correta, nos termos do art. 18 da Lei nº 1.102/1903. 
Art. 18 - O conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser 
transferidos, unidos ou separados, por endosso. 
b) Correta, conforme a definição que já estudamos anteriormente. 
d) Correta. Está literal ao art. 22 da Lei nº 1.102/1903. 
e) Correta. Está literal ao art. 23, §7º da Lei nº 1.102/1903. 
 
49. (CESPE/Advogado-TELEBRAS/2013) O conhecimento de depósito e 
o warrant, que são espécies de títulos de créditos, são emitidos pelo 
armazém geral e nascem unidos. O primeiro permite garantir o direito de 
propriedade sobre mercadorias; o segundo representa o penhor sobre as 
mercadorias depositadas, além de constituir uma promessa de pagamento. 
Comentários 
Correta. A assertiva traz exatamente os conceitos de conhecimento de depósito 
e warrant. Perfeito para levarmos para a prova! 
 
50. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Sobre as características da Cédula de Crédito 
Bancário, analise as afirmativas a seguir. 
I. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito representativo de ordem de 
pagamento em dinheiro, à vista ou a prazo, emitido por instituição financeira 
ou de entidade a esta equiparada e sacado contra pessoa física ou jurídica, 
decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. 
II. A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, 
ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário, caso 
em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a 
ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive 
cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. 
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III. Na Cédula de Crédito Bancário deverão ser pactuados os juros capitalizados 
sobre a dívida, os critérios de sua incidência e a periodicidade de sua 
capitalização, bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da 
obrigação. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentários 
I – Incorreta. A CCB trata-se de ordem de pagamento, conforme o art. 26 da 
Lei 10.931/04. 
Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por 
pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade 
a esta equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, 
decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. 
II – Correta, conforme o dispositivo abaixo transcrito da Lei 10.931/04. 
Art. 29. § 1o A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante 
endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do 
direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo 
instituição financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos 
os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos 
na forma pactuada na Cédula. 
III – Incorreta. Trata-se de uma faculdade e não de uma obrigação. Vejamos 
esse esquema: alguns pontos adicionais podem ser pactuados na emissão da 
CCB, tais como: 
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Art. 28. § 1o Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: 
I - os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, os critérios de sua 
incidência e, se for o caso, a periodicidade de sua capitalização, bem como 
as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação; 
Gabarito: B (Obs.: a FGV divulgou equivocadamente a letra A como resposta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CCB
JUROS capitalizados ou não e critérios de sua incidência, 
além de despesas e encargos.
Critérios de atualização monetária ou variação cambial.
Casos de mora, multa e penalidades contratuais.
Quando previsto, a modalidade de garantia da dívida
As obrigações a serem cumpridas pelo credor
O credor deve emitir extratos de conta corrente ou 
planilhas de cálculo da dívida ou de seu saldo devedor
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12- Lista de Questões 
1. (CESPE/Juiz do Trabalho-TRT-23ª/2009) Sobre a letra de cambio é 
correto afirmar que: 
e) Se for emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada 
pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 
 
2. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RN/2002) A recusa do sacado em aceitar a letra 
de câmbio sacada a termo de data tem como consequência: 
a) a possibilidade do beneficiárioexigir do sacador o pagamento imediatamente 
após o protesto por falta de aceite. 
b) sua imediata substituição, como devedor principal, pelo sacador, que deverá 
pagar o título na data do vencimento. 
c) a faculdade do beneficiário de protestar o título por falta de aceite caso a 
recusa seja imotivada. 
d) a responsabilização dos co-obrigados pelo pagamento do título na data do 
vencimento. 
e) a responsabilização do sacado pelo pagamento do título no vencimento, 
desde que tempestivamente protestado por falta de aceite. 
 
3. (ESAF/Analista–SEFAZ-CE/2006) Em matéria de títulos de crédito: 
d) o cheque não é um título de crédito, porque foi proibido por lei que seja 
endossado mais de uma vez. 
4. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-11ª/2013) Em relação aos títulos de crédito, 
é correto afirmar que: 
e) Emitente do cheque garante seu pagamento, salvo se declarar-se isento 
dessa garantia no próprio título. 
 
5. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No que se refere à apresentação e ao 
pagamento do cheque, considere: 
I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de 
emissão é pagável no dia da apresentação. 
II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado 
pelo portador. 
III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão 
invalidam os efeitos do cheque. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
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b) I e III. 
c) II e III. 
d) II. 
e) III. 
 
6. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-11ª/2013) Em relação aos títulos de crédito, 
é correto afirmar que: 
b) a duplicata é título autônomo e abstrato, sendo irrelevante perquirir-se o 
negócio subjacente que lhe deu origem. 
 
7. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de títulos de crédito: 
b) o aval em uma duplicata pode ser dado antes mesmo do seu aceite pelo 
sacado. 
 
8. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante ao cheque, é INCORRETO 
afirmar: 
a) O banco sacado responde por ato ilícito que venha a praticar, mas não pode 
assumir qualquer obrigação cambial referente a cheques sacados por seus 
correntistas. 
b) O sacado não pode aceitar um cheque, mas pode endossá-lo a terceiros. 
c) Somente o cheque nominativo ainda não endossado comporta seu 
visamento, que não equivale ao aceite. 
d) O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque e, salvo 
estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento. 
e) Um cheque pós-datado é pagável em sua apresentação, à vista, mesmo que 
esta se dê em data anterior àquela indicada como a de sua emissão. 
 
9. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante às duplicatas, considere: 
I. É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data 
do vencimento. 
II. A duplicata não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, 
sendo necessária a emissão de novo título para esses fins. 
III. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, desde que 
prestado anteriormente ao vencimento do título. 
IV. A duplicata é protestável por falta de aceite, de devolução ou pagamento. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
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a) I e IV. 
b) II, III e IV. 
c) I, III e IV. 
d) I, II e III. 
e) II e III. 
 
10. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RR/2015) João subscreveu uma nota 
promissória em favor de Paulo. Além da denominação “nota promissória”, a 
cártula, devidamente assinada por João, contém a promessa pura e simples 
de pagar a Paulo a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a indicação da 
data em que foi emitida e do lugar onde foi passada, mas não prevê nem a 
época do pagamento, nem o lugar onde este deve ser realizado. Nesse caso, 
a cártula: 
a) não vale como nota promissória, pois a indicação da época do pagamento é 
requisito essencial do título. 
b) não vale como nota promissória, pois a indicação do lugar onde o pagamento 
deve ser realizado é requisito essencial do título. 
c) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do 
pagamento, considera-se o título à vista. 
d) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação do lugar do 
pagamento, considera-se como tal o domicílio de Paulo, independentemente 
de onde o título foi passado. 
e) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do 
pagamento, este só poderá ser exigido trinta dias após a sua apresentação 
ao subscritor do título. 
 
11. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) No 
tocante ao protesto, é correto afirmar: 
a) O apresentante só poderá retirar o título ou documento da dívida, pagos os 
emolumentos e demais despesas, após a lavratura do protesto. 
b) Trata-se de ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o 
descumprimento de obrigação originada exclusivamente em títulos de 
crédito cambiários. 
c) Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa 
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas 
autarquias e fundações públicas. 
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d) O título do documento de dívida cujo protesto houver sido sustado 
judicialmente poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização 
judicial ou do credor. 
e) O prazo de registro do protesto será de 48 horas, contadas da protocolização 
do título ou documento de dívida. 
 
12. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) Quanto ao 
cheque, é correto afirmar: 
a) Trata-se de papel de curso forçado, a ser recebido como se fosse dinheiro. 
b) Por ser uma ordem de pagamento à vista, o banco não se vincula à data 
aposta para pagamento, ainda que pré-datado, devendo pagar o título de 
imediato. 
c) A ausência de provisão de fundos prejudica a validade do título, 
cambiariamente. 
d) Admite as figuras do aval e do aceite. 
e) Pode ser endossado, de modo puro e simples ou condicionado a evento 
futuro e incerto. 
 
13. (FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2015) Considere as seguintes proposições 
acerca da duplicata: 
I. É vedado ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la. 
II. O prazo de vencimento da duplicata é improrrogável. 
III. A duplicata é protestável por falta de aceite, devolução ou pagamento. 
IV. É ineficaz o aval dado em garantia do pagamento da duplicata após o 
vencimento do título. 
V. Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) IV e V. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
e) III e V. 
 
14. (FCC/ICMS-PE/2014)Em relação aos títulos de crédito, considere: 
I. A pessoa que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança a sua 
assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante de outrem, 
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obriga pessoalmente o alegado mandante, o qual, nada obstante, terá contra 
quem agiu irregularmente o devido direito de regresso. 
II. É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio com plena 
eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor, bem como a 
cláusula em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de 
câmbio representativa de quantias em atraso. 
III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser 
completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 
IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela 
não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou 
defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem 
como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. 
V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da 
data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma 
devida. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) II, IV e V. 
b) I, II e V. 
c) III, IV e V. 
d) III e IV. 
e) I, II e III. 
 
15. (FCC/Juiz-TJ-AP/2014) O cheque, quando emitido no lugar onde houver 
de ser pago, deve ser apresentado para o pagamento, a contar do dia da 
emissão, no prazo de: 
a) 6 meses. 
b) 30 dias. 
c) 60 dias. 
d) 90 dias. 
e) 180 dias. 
 
16. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-6ª / 2013) Em relação ao cheque é correto 
afirmar: 
a) A pretensão de execução do cheque prescreve em seis meses, contados da 
data de emissão. 
b) O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval. 
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c) O cheque admite aceite. 
d) A morte do emitente invalida os efeitos do cheque. 
e) Salvo estipulação em contrário, o endossante não garante o pagamento. 
 
17. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No tocante ao cheque, é correto afirmar: 
a) As obrigações contraídas no cheque são autônomas e independentes. 
b) O cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador, mas não por conta 
de terceiro. 
c) É válida e eficaz a estipulação de juros inserida no cheque, desde que 
respeitados os limites legais. 
d) O cheque exige aceite cambiário. 
e) O emitente do cheque, como regra, garante o pagamento, salvo se declarar 
que se exime dessa garantia. 
 
18. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A letra de câmbio: 
a) é considerada vencida, independentemente de protesto, pela falta ou recusa 
do aceite. 
b) não admite endosso cambiário. 
c) admite aval, a ser sempre prestado pela emissão de letra autônoma. 
d) só pode ser emitida a dia certo, não podendo ser emitida à vista. 
e) não pode, uma vez firmada, ter o aceite cancelado nem retirado. 
 
19. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A nota promissória: 
I. é um título de crédito que consiste em promessa de pagamento, 
consubstanciada em documento escrito e de natureza cambiária. 
II. que não indicar a época do vencimento será pagável à vista. 
III. admite o endosso, por se tratar de uma promessa de pagamento, mas não 
o aval. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) I. 
e) III. 
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20. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) Em relação à duplicata, é correto afirmar: 
a) Em seu pagamento não podem ser deduzidos créditos a favor do devedor, 
ainda que relativos ao mesmo negócio jurídico, tendo em vista sua origem 
causal. 
b) Não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, uma vez que 
se trata de título formal. 
c) Uma só duplicata pode corresponder a mais de uma fatura, desde que todas 
correspondam a dívidas vencidas. 
d) Indicará ela sempre o valor total da fatura, ainda que o comprador tenha 
direito a qualquer rebate, mencionando o vendedor o valor líquido que o 
comprador deverá reconhecer como obrigação de pagar. 
e) O comprador só pode resgatá-la após aceitá-la e a partir de sua data de 
vencimento. 
 
21. (FCC/Serviços Notariais-TJ-PE/2013) Nos termos da Lei nº 5.474/68, 
a emissão da duplicata e da triplicata é: 
a) facultativa em ambas hipóteses. 
b) obrigatória, nas duas hipóteses. 
c) obrigatória apenas a duplicata se o contrato de compra e venda for com 
prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 
d) obrigatória e facultativa, respectivamente. 
e) facultativa e obrigatória, respectivamente. 
 
22. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No que se refere à apresentação e ao 
pagamento do cheque, considere: 
I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de 
emissão é pagável no dia da apresentação. 
II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado 
pelo portador. 
III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão 
invalidam os efeitos do cheque. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
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d) II. 
e) III. 
 
23. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-4ª/2012) A duplicata é título de crédito: 
a) causal e pode ser emitida em razão da prestação de serviços, por empresas 
individuais, devendo a fatura discriminar a natureza dos serviços prestados. 
b) causal ou formal, segundo a natureza da dívida que representa, 
dispensando-se a emissão de fatura, quando não corresponder à venda de 
mercadorias. 
c) formal e só pode ser emitida como representativa da obrigação de entrega 
de coisa fungível, cujo valor deve ser declarado, para o caso de sua 
liquidação financeira. 
d) causal e apenas pode ser emitida em razão da venda de mercadorias por 
empresas de natureza mercantil, sendo necessária a emissão de fatura 
correspondente. 
e) formal e pode ser emitida como representativa de qualquer dívida de 
dinheiro. 
 
24. (FCC/Promotor-MPE-CE/2011) No que tange à duplicata: 
a) comprador poderá deixar de aceitá-la por vícios, defeitos e diferenças na 
qualidadeou na quantidade das mercadorias, exclusivamente. 
b) é lícito ao comprador resgatá-la antes do aceite, mas não antes do 
vencimento. 
c) trata-se de título causal, que por isso não admite reforma ou prorrogação do 
prazo de vencimento. 
d) é título protestável por falta de aceite, de devolução ou de pagamento, 
podendo o protesto ser tirado mediante apresentação da duplicata, da 
triplicata, ou ainda por simples indicações do portador, na falta de devolução 
do título. 
e) em nenhum caso poderá o sacado reter a duplicata em seu poder até a data 
do vencimento, devendo comunicar eventuais divergências à apresentante 
com a devolução do título. 
 
25. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PE/2011) Em relação ao protesto de títulos, é 
correto afirmar: 
a) protesto será tirado por falta de pagamento, de aceite ou de devolução, só 
podendo ser efetuado o protesto por falta de aceite antes do vencimento da 
obrigação e após o decurso do prazo legal para o aceite ou a devolução. 
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b) Em nenhum caso serão protestados títulos e outros documentos de dívida 
em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil. 
c) Todos os títulos serão examinados pelo tabelião de protesto em seus 
caracteres formais, inclusive quanto à ocorrência de prescrição ou 
caducidade, só tendo curso se não apresentarem vícios. 
d) Quando a intimação do devedor for efetivada excepcionalmente no último 
dia do prazo ou além dele, por motivo de força maior, o protesto será tirado 
antecipadamente. 
e) protesto é ato personalíssimo, devendo sua intimação ocorrer sempre na 
figura do devedor e defesa a intimação por edital. 
 
26. (FCC/Serviços Notariais-TJ-AP/2011) Na duplicata mercantil, o aceite 
é: 
a) facultativo e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a 
comprovação da entrega da mercadoria. 
b) obrigatório e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a 
comprovação da entrega da mercadoria. 
c) facultativo e poderá ser suprido pela anuência do endossante. 
d) obrigatório e poderá ser suprido pela anuência do endossante. 
e) facultativo e poderá ser recusado em caso de vício na mercadoria. 
 
27. (FCC/Procurador-PGE-AM/2010) A respeito do regime jurídico das Nota 
Promissórias e Letras de Câmbio, é correto afirmar: 
a) emitente de uma letra de câmbio tem a mesma responsabilidade pelo 
pagamento do título que o emitente de uma nota promissória. 
b) A cláusula "à ordem", expressa no título, define a responsabilidade solidária 
de todos os garantidores do direito de crédito nele mencionado. 
c) Para a validade do endosso é indispensável a prévia anuência do devedor 
original, a ser dada no próprio título ou em documento em separado. 
d) aval dado em uma nota promissória tem os mesmos efeitos da fiança 
prestada sem benefício de exoneração. 
e) A cobrança judicial do crédito mencionado em nota promissória contra o 
devedor principal independe do prévio protesto do título. 
 
28. (FCC/Juiz de Direito-TJ-MS/2010) Quanto ao cheque é correto afirmar: 
a) Contém a ordem incondicional de pagar quantia determinada. 
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b) Seu credor pode responsabilizar solidariamente o banco sacado pela 
inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis. 
c) Por ter caráter causal, se for endossado a terceiro este responde por 
exceções pessoais relativas ao emitente. 
d) A inexistência ou insuficiência de fundos desnatura-o como título de crédito. 
e) Como regra, corresponde a uma promessa de pagamento futuro. 
 
29. (FCC/Juiz de Direito-TJ-MS/2010) Em relação à duplicata mercantil e à 
nota promissória, analise as seguintes afirmações: 
I. A nota promissória é uma promessa de pagamento. Seu subscritor é o 
devedor principal e se trata de título que não admite aceite, embora possa ser 
endossado. 
II. A duplicata mercantil deve ser emitida com base na fatura, corresponde a 
uma compra e venda mercantil e deve ser aceita pelo comprador, que só pode 
recusá-la em situações expressamente previstas em lei. 
III. Somente a duplicata aceita pode ser objeto de protesto cambial. 
Está integralmente correto o que se afirma SOMENTE em: 
a) I 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II. 
e) II e III. 
 
30. (FCC / Defensor Público-PA/ 2009) Por ser o cheque uma ordem de 
pagamento a vista: 
a) é ilegal a emissão de cheque pós-datado, que não gera qualquer efeito 
jurídico ao emitente ou ao beneficiário. 
b) embora a pós-datação não produza efeito cambial, pode gerar efeitos 
reparatórios civis se a data futura não foi obedecida pelo beneficiário, por 
lesão à boa fé objetiva. 
c) como a pós-datação não produz efeito cambial, também não pode gerar 
efeitos reparatórios civis se a data futura não for obedecida pelo beneficiário. 
d) após-datação gera efeitos cambiais, por isso sendo obstada a apresentação 
do título a pagamento antes da data futura aposta. 
e) postulado da questão é parcialmente verdadeiro, pois a natureza do cheque 
permite que seja tanto uma ordem de pagamento a vista como um título de 
crédito a prazo. 
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31. (FCC/Defensor Público-SP/2009) Considerando as espécies de 
cheques, assinale a definição correta. 
a) cheque administrativo é aquele em que o emitente, para os fins de liquidez 
e tranquilidade do beneficiário, solicita do sacado que aponha visto ou 
certificado, bem como reserve o valor. 
b) Cheque marcado é aquele que é pago somente ao beneficiário que tiver o 
nome indicado e, por isso, não comporta endosso. 
c) Diz-se visado o cheque emitido pelo sacado contra ele mesmo em favor da 
pessoa indicada por terceiro, geralmente o correntista do banco. 
d) Cheque cruzado especial é aquele em que o emitente apõe dois traços no 
anverso do título e escreve entre estes o dizer "banco". 
e) Cheque de viagem é o emitido em moeda estrangeira e pago na moeda do 
país em que é apresentado, conforme com o câmbio do dia. 
 
32. (FCC/Promotor-MPE-CE/2009) Quanto aos títulos de crédito, é correto 
afirmar: 
a) a emissão de duplicata mercantil que não corresponda à mercadoria vendida, 
em quantidade ou qualidade, corresponde a ilícito civil, sem consequênciascriminais. 
b) emitida a letra de câmbio pelo sacador, nasce de imediato a obrigação 
cambial de pagamento do título ao sacado. 
c) embora não admitam aceite, as notas promissórias podem ser emitidas com 
vencimento a certo termo da vista, devendo o credor, nessa hipótese, 
apresentar o título ao visto do emitente no prazo de um ano do saque. 
d) credor do cheque pode responsabilizar o banco sacado pela inexistência ou 
insuficiência de fundos disponíveis, dada a responsabilidade objetiva do 
estabelecimento bancário. 
e) a divergência nos prazos ou nos preços ajustados com o vendedor não é 
motivo de recusa de aceite de uma duplicata mercantil pelo comprador. 
 
33. (FCC/Procurador-Pref. São Paulo/2008) A duplicata é um título de 
crédito: 
a) que pode ser extraído para documentar o saque do vendedor pela 
importância faturada ao comprador, e ser levado a protesto por falta de 
aceite, de devolução ou de pagamento. 
b) formal, que só admite protesto por falta de pagamento. 
c) causal, que só pode ser emitido para documentar a prestação de serviços 
por empresários individuais ou sociedades empresárias. 
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d) causal, que só pode ser emitido para documentar a venda e compra 
mercantil. 
e) que consubstancia promessa de pagamento à vista admite endosso e pode 
ser levado a protesto por falta de aceite ou por falta de pagamento. 
 
34. (FCC/Promotor-MPE-PE/2008) Em relação aos títulos de crédito, é certo 
que: 
a) a prática comercial de emissão de cheque com data futura de apresentação, 
conhecido como cheque "pré-datado", desnatura sua qualidade 
cambiariforme, por representar mera garantia de dívida. 
b) não existe a figura do aceite na letra de câmbio, embora seja da substância 
da duplicata, por ser causal. 
c) valor exato e certo contido em uma nota promissória não pode sofrer 
acréscimos de juros ou de correção monetária, pois isso implicaria ausência 
de liquidez do título. 
d) a cédula de crédito bancário permite a aposição de juros, vedada porém sua 
capitalização, isto é, a cobrança de juros compostos. 
e) emitente da duplicata deve enquadrar-se como comerciante ou prestador de 
serviços, incluindo-se aquele que fabrica produtos e o profissional liberal, ao 
qual também se permite a emissão. 
 
35. (FCC/Procurador-TCE-CE/2006) O cheque visado: 
a) desobriga o sacado e os coobrigados de efetuar qualquer pagamento ao 
beneficiário. 
b) implica a reserva de fundos na conta do sacador, suficientes ao pagamento 
do título. 
c) não admite sustação nem contra-ordem, ainda que após o prazo de 
pagamento. 
d) é aquele sacado por instituição financeira e que não admite devolução por 
insuficiência de fundos. 
e) não pode ser endossado, nem avalizado. 
 
36. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Trajano de Morais perdeu 
nota promissória no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) que lhe foi 
endossada em branco pela sociedade empresária Duas Barras Comércio de 
Materiais de Construção Ltda. 
Tratando-se de título cambial que está circulando ao portador, assinale a 
afirmativa correta. 
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a) O endossante ficará desonerado se o título não for entregue ao endossatário 
no prazo de 30 (trinta) dias da data do vencimento. 
b) O subscritor da nota promissória ficará desonerado se provar que o título foi 
desapossado do endossatário involuntariamente. 
c) O portador do título perdido poderá exigir o pagamento de todos os 
coobrigados, à exceção do endossante em branco; 
d) O endossante não poderá opor ao portador exceção fundada em direito 
pessoal, ou em nulidade de sua obrigação. 
e) O endossatário poderá obter novo título em Juízo, bem como impedir que 
seu valor seja pago a outrem. 
 
37. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Miguel Pereira Artigos de 
Papelaria Ltda. ME sacou duplicata de compra e venda no valor de R$ 
7.000,00 (sete mil reais) contra Miriam Lopez. O título foi descontado junto 
ao Banco Tolomei S/A para obtenção de recursos pela sacadora antes do 
vencimento, pela forma de circulação permitida às duplicatas. No momento 
da cobrança pelo portador da duplicata aceita, vencida e sem protesto por 
falta de pagamento, Miriam Lopes invocou a desconformidade da mercadoria 
com as especificações do pedido feito ao sacador, recusando-se ao 
pagamento. 
Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
a) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da cartularidade. 
b) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do 
princípio da abstração. 
c) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da literalidade. 
d) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do 
princípio da autonomia. 
e) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do 
princípio da tipicidade ou rigor cambiário. 
 
38. (FGV / ICMS-AP / 2010) Com relação às regras relativas ao cheque, 
assinale a afirmativa incorreta. 
a) Caracteriza dano moral a apresentação de cheque pré-datado. 
b) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. 
c) Prescreve em 6 meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a 
ação de execução do cheque. 
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d) Após o prazo de 6 meses decai o direito do portador de receber a quantia 
aposta no cheque. 
e) Prescreve em 2 anos a ação de enriquecimento contra o emitente que se 
locupletou, injustamente, com o não pagamento do cheque. 
 
39. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Protesto é o ato pelo qual se prova a 
inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e 
outros documentos de dívida. 
 
40. (FGV / ICMS-RJ / 2010) O protesto, para o exercício do direito de crédito, 
não é necessário contra o sacado da duplicata. 
 
41. (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) O título de crédito emitido em 
branco ou incompleto pode ser completado pelo credor de boa-fé, antes da 
ação de execução ou protesto. 
 
42. (FGV / ICMS-RJ / 2008) No cheque, o endosso-mandato não se extingue 
por morte ou incapacidade superveniente do endossante-mandante. 
 
43. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Prescreve em seis meses, contados da data da 
apresentação do cheque ao sacado, a ação de execução assegurada ao 
portador da cambial. 
 
44. (FGV / ICMS-RJ/ 2008) Determinada companhia produtora de vinhos 
vendeu cinqüenta caixas de vinho tinto e cinqüenta de vinho branco. O 
comerciante recebeu os vinhos, tendo lançado o aceite na duplicata, mas, ao 
conferir a mercadoria recebida, percebeu que metade dos vinhos brancos 
estava com o rótulo trocado. Antes da restituição da duplicata, o sacado 
cancelou o aceite. Nessa hipótese, seria possível o cancelamento do aceite 
antes da restituição da duplicata? 
Assinale a alternativa que responda corretamente à pergunta acima. 
a) Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador revogá-lo 
ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. 
b) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da 
restituição da duplicata, cancelar o aceite. 
c) Mesmo após ter sido lançado, permite-se ao sacado, a qualquer tempo, 
cancelar o aceite lançado na duplicata, nos termos do art. 29 da Lei Uniforme 
de Genebra. 
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d) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da 
restituição do título e com a devolução de parte da mercadoria 
correspondente, retificar o aceite e limitá-lo ao valor da mercadoria sem 
defeito. 
e) Se o sacado, antes da restituição da duplicata, simplesmente riscar o aceite 
que tiver dado, tal aceite será considerado como recusado. 
 
45. (FGV/ICMS-RJ/2009) Assinale a afirmativa incorreta. 
a) Duplicata é título de crédito causal que encontra origem em contrato de 
compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. 
b) Se o credor não realizar o protesto por falta de aceite ou por não devolução 
do título, ainda assim poderá realizar o protesto por falta de pagamento. 
c) Nos contratos de compra e venda mercantil, o devedor poderá deixar de 
aceitar a duplicata: por avaria ou não-recebimento das mercadorias, quando 
não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; por vícios, defeitos e 
diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente 
comprovados; e por divergência nos prazos ou nos preços ajustados. 
d) Nos contratos de prestação de serviços, o devedor poderá deixar de aceitar 
a duplicata: quando não houver correspondência com os serviços 
efetivamente contratados; por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços 
prestados, devidamente comprovados; e por divergência de prazos ou nos 
preços ajustados. 
e) A duplicata não se configura como título executivo extrajudicial. 
 
46. (FGV/Juiz Substituto-MT/2008) De acordo com entendimento 
sumulado, o instrumento de confissão de dívida, ainda que originário de 
contrato de abertura de crédito, constitui título executivo extrajudicial. 
 
47. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Em se tratando de título de crédito 
representativo de mercadorias, diante da incorporação do direito real à 
cártula, o portador não tem o direito de transferi-lo, mas apenas recebê-las 
independentemente de quaisquer formalidades. 
 
48. (FGV/ICMS-RJ/2011) O empresário individual ou a sociedade empresária 
que tenha por objeto a exploração de armazéns gerais, com finalidade de 
guardar e conservar mercadorias emitirá, quando pedido pelo depositante, 
títulos denominados warrant e conhecimento de depósito. A esse respeito, é 
INCORRETO afirmar que: 
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a) o conhecimento de depósito e o warrant são títulos que devem ser emitidos 
simultaneamente pelo depositário, podendo ser transmitidos unidos ou 
separadamente, mediante endosso. 
b) o warrant é título de crédito que confere direito de penhor sobre a mercadoria 
depositada em armazém geral. 
c) o conhecimento de depósito não pode ser penhorado ou arrestado por 
dívidas do portador. 
d) ao portador do conhecimento de depósito é permitido retirar a mercadoria 
antes do vencimento da dívida constante do warrant, consignando o 
armazém geral o principal e juros até o vencimento e pagando os impostos 
fiscais, armazenagens vencidas e mais despesas. 
e) ao portador do warrant que, em tempo útil, não promover o protesto por 
falta de pagamento, ou que, dentro de dez dias, contados da data do 
instrumento de protesto, não vender a mercadoria, conservará tão somente 
ação contra o primeiro endossante do warrant e contra os endossantes do 
conhecimento de depósito. 
 
49. (CESPE/Advogado-TELEBRAS/2013) O conhecimento de depósito e 
o warrant, que são espécies de títulos de créditos, são emitidos pelo 
armazém geral e nascem unidos. O primeiro permite garantir o direito de 
propriedade sobre mercadorias; o segundo representa o penhor sobre as 
mercadorias depositadas, além de constituir uma promessa de pagamento. 
 
50. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Sobre as características da Cédula de Crédito 
Bancário, analise as afirmativas a seguir. 
I. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito representativo de ordem de 
pagamento em dinheiro, à vista ou a prazo, emitido por instituição financeira 
ou de entidade a esta equiparada e sacado contra pessoa física ou jurídica, 
decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. 
II. A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, 
ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário, caso 
em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a 
ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive 
cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. 
III. Na Cédula de Crédito Bancário deverão ser pactuados os juros capitalizados 
sobre a dívida, os critérios de sua incidência e a periodicidade de sua 
capitalização, bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da 
obrigação. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
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b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13- Gabarito 
 
 
1 Correta 11 C 21 E 31 E 41 Correta 
2 A 12 B 22 A 32 C 42 Correta 
3 Incorreta 13 E 23 A 33 A 43 Anulada 
4 Incorreta 14 C 24 D 34 E 44 A 
5 A 15 B 25 A 35 B 45 E 
6 Incorreta 16 B 26 B 36 E 46 Correta 
7 Correta 17 A 27 E 37 B 47 Incorreta 
8 B 18 E 28 A 38 D 48 C 
9 A 19 A 29 B 39 Correta 49 Correta 
10 C 20 D 30 B 40 Correta 50 B 
 
 
 
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