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Aula 08 - Títulos em espécie: Letra de Câmbio, Nota Promissória, Cheque, Duplicata, Cédula de Crédito Bancário, Letra e Cédula de Crédito Imobiliário. Conhecimento de Depósito. Warrant. Conhecimento de Transporte. Ações cambiais. Protesto. Curso Regular de Direito Empresarial p/ ICMS-RO Professor: Wangney Ilco C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 2 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Sumário 1- Letra de Câmbio .......................................................................... 4 1.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................... 4 1.2- Saque ........................................................................................ 6 1.3- Aceite ........................................................................................ 6 1.4- Vencimento e Modalidades ............................................................ 8 1.4.1- Cláusulas de Juros ................................................................. 9 1.5- Pagamento da Letra de Câmbio ..................................................... 9 1.6- Protesto ................................................................................... 11 1.7- Ação cambial ............................................................................ 14 2- Nota Promissória ....................................................................... 16 2.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 16 2.2- Regime jurídico e características .................................................. 18 3- Cheque ...................................................................................... 18 3.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 18 3.2- Características .......................................................................... 20 3.3- Espécies de cheque .................................................................... 20 3.4- Apresentação e pagamento do cheque ......................................... 22 3.5- Revogação e Sustação do cheque ................................................ 24 3.6- Cheque sem fundos e ação cambial.............................................. 24 4- Duplicata ................................................................................... 26 4.1- Definição e Requisitos essenciais ................................................. 26 4.2- Aceite ...................................................................................... 28 4.3- Pagamento e aval ...................................................................... 30 4.4- Protesto e ação cambial .............................................................. 31 4.5- Duplicata de prestação de serviços .............................................. 33 5- Resumo dos títulos e Prazos prescricionais da ação cambial ..... 34 6- Cédula de Crédito Bancário ....................................................... 36 7- Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ............................................. 38 8- Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) .......................................... 40 AULA 08 – Títulos em espécie: Letra de Câmbio, Nota Promissória, Cheque, Duplicata, Cédula de Crédito Bancário, Letra e Cédula de Crédito Imobiliário. Conhecimento de Depósito. Warrant. Conhecimento de Transporte. Ações cambiais. Protesto. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 3 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 9- Conhecimento de depósito e warrant ........................................ 41 10- Conhecimento de transporte ..................................................... 42 11- Questões Comentadas ............................................................... 44 12- Lista de Questões ...................................................................... 79 13- Gabarito .................................................................................... 95 Olá pessoal! Tudo beleza? Na aula de hoje estudaremos os títulos de crédito em espécie, ou seja, os principais títulos de crédito de forma individualizada, ok? É preciso atenção neste estudo, pois há muitos detalhes em cada título que os distinguem dos demais. Sugiro estudar com bastante calma, fazendo as devidas anotações em seus resumos. Lembrem-se que a técnica de resumos é importantíssima para a assimilação dos assuntos e, obviamente, para a aprovação. Um bom resumo não é elaborado às pressas, sem organização. Pelo contrário, um bom resumo é resultado de um trabalho de formiguinha feito ao longo de um período longo. Num primeiro momento, o resumo deve ser elaborado quando estudamos a teoria. Nesta fase, é um resumo ainda grosseiro, muitas vezes não abarca as questões de prova. Então, num segundo momento, fazemos os ajustes no resumo com os pontos cobrados nas questões. Aí sim, teremos um resumo com os ajustes finos, voltado para as questões de prova. A partir daí, frequentemente devemos percorrer esse resumo para assimilar os assuntos. Nesta fase de estudos, devemos conjugar a resolução de questões com o estudo dos resumos. Se houver a necessidade, como um determinado ponto cobrado na questão de que não se recorda, basta se socorrer da teoria (PDF ou Livros ou Aula em vídeo). Esta é a melhor fase dos estudos, onde fazemos os ajustes finos, beleza? Então vamos lá!! Abraços e bons estudos. Wangney Ilco Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. (Dalai Lama) C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 4 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 1- Letra de Câmbio 1.1- Definição e Requisitos essenciais Bem, a Letra de Câmbio (LC) está prevista na LUG, tratado incorporado ao ordenamento jurídico nacional pelo Decreto nº 57.663/66. A LC serve como base para o estudo dos atos cambiários, mesmo sendo um título de crédito muito pouco utilizado no Brasil. Assim, a letra de câmbio pode ser definida como uma ORDEM DE PAGAMENTO, à vista ou a prazo, dirigida por uma pessoa a outra em benefício de uma terceira pessoa. Então, temos 3 figuras principais relacionadas: sacador (emitente ou subscritor), sacado e tomador (beneficiário), onde o sacador emite uma ordem de pagamento ao sacado, em favor do tomador. Esta é uma esquematização ainda simples que iremos “incrementar” ao longo da aula com outras informações, beleza? Pois bem, além da assinatura do sacador (emitente), a letra de câmbio deve conter alguns requisitos formais essenciais para produzir os efeitos de título de crédito, conforme o art. 1º da LUG: Requisitos daletra de câmbio A palavra "letra de câmbio" Mandato puro e simples de pagar quantia determinada O nome do sacado e do tomador A época do pagamento. Se omissa, é pagável à vista. O lugar do pagamento. Se omisso, é o local ao lado do nome do sacado e domicílio do sacado Data e local de emissão. Se omisso, é o local ao lado do nome do sacador. Sacador (emitente ) Tomador (beneficiário ) Sacado Ordem de pagamento Entrega a letra de câmbio C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 5 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Portanto, notemos que dos requisitos formais acima listados, temos as exceções destacadas que podem ser omitidas. Porém a própria LUG cuida de preencher estas omissões caso ocorram. Também, é vedada a emissão da letra de câmbio ao portador, conforme a LUG; contudo, pode circular através de endosso em branco, ou seja, sem identificar o endossatário. Ainda sobre o formalismo da letra, o CC no art. 889 traz regras semelhantes a essas; inclusive, mencionamos algumas delas, como a regra geral pela qual os títulos de crédito podem ser emitidos a partir de caracteres criados em computador ou outro meio técnico equivalente e que conste da escrituração do emitente. Vejamos que esta regra tem o seu sentido frente o atual desenvolvimento da informática, certo? No entanto, devemos ficar atentos ao §2º do art. 889 do CC que traz regra geral para os títulos de crédito, mas que a LUG dispõe de forma diferente quando o local do pagamento é omitido na letra de câmbio, como vimos em nossa esquematização acima. Vejamos: Logo, se numa questão mencionar o formalismo em relação à letra de câmbio aplicamos a LUG, caso fale em títulos de crédito de forma geral, observamos o Código Civil, beleza? Agora só mais uma observação: Obs.: SÚMULA 387 do STF: “A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto”. Ressalta-se que esta jurisprudência já foi tema de prova!!! 1. (CESPE / Juiz do Trabalho-TRT-23ª /2009) Sobre a letra de cambio é correto afirmar que: e) Se for emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. Comentários Correta, conforme o conteúdo da súmula 387 do STF que acabamos de ver. Logo, a letra de câmbio não necessita estar totalmente completa no momento de sua emissão, sendo permitido o seu preenchimento posterior. O mesmo vale para os demais títulos de crédito, ok? O art. 891 do CC também reforça este entendimento. Assim, os títulos de crédito podem circular ao portador (ou em branco) desde a sua emissão, mas devem estar completos no momento do seu pagamento. Por exemplo, alguém pode assinar um cheque e entregar a pessoa Omissão do lugar do pagamento LUG (letra de câmbio) C. Civil (regras gerais) Domicílio do SACADO Domicílio do EMITENTE C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 6 de 95 www.exponencialconcursos.com.br de sua confiança para que o complete, conforme ajustado entre eles. Essa pessoa deve agir de boa-fé ao completar o título. 1.2- Saque Quando ocorre a emissão de um título de crédito, diz-se que o título foi sacado. Assim, a letra de câmbio pode ser sacada de três formas: 1.3- Aceite O aceite é um ato cambiário por meio do qual o sacado reconhece a validade da ordem de pagamento (letra de câmbio) quando o tomador lhe apresenta a mesma. Assim, é uma declaração unilateral e facultativa do sacado, o qual assume a obrigação de pagar a soma indicada no título nos prazos ali especificados, passando a ser chamado de aceitante e obrigado principal. Na prática, o aceite é apenas a assinatura do sacado na frente (anverso) da LC ou de expressão “aceito” ou qualquer outra palavra equivalente, sendo que o aceitante fica obrigado nos termos de seu aceite. Diz-se, assim, que o aceite é irretratável. A apresentação para aceite da LC pode ser feita pelo tomador, portador ou até por um simples detentor no domicílio do sacado até a data do seu vencimento. SAQUE Letra de Câmbio À ordem do próprio sacador O sacador emite a letra a seu favor (é o tomador). Sobre o próprio sacador O sacador emite a letra contra ele próprio (é o sacado). Por ordem e conta de terceiros Situação normal, com sacador, sacado e tomador distintos. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 7 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Vejamos algumas características e regras sobre o aceite: No caso de aceite parcial, o sacador (emitente) é o responsável pela quantia que não foi aceita pelo sacado. Assim, aquele que efetuar o pagamento do saldo poderá exercer direito de ação (art. 51, LUG). Obs.: Cancelamento do aceite: presume-se que o risco dado sobre o aceite é dado antes da restituição da letra, configurando a recusa ao aceite. Assim, o portador da letra deve provar que o cancelamento se deu após a sua restituição por ato fraudulento para que o aceite seja restaurado. Porém, no caso específico do sacado declarar por escrito ao portador, ou outro signatário, que aceita a LC, o sacado fica obrigado para com eles nos termos do aceite declarado, mesmo que se recuse posteriormente a dar o aceite ou tente cancelá-lo; afinal, o aceite é ato cambiário irretratável. ACEITE É puro e simples O sacado pode limitar a quantia (ACEITE PARCIAL). Outra modificação na LC equivale como recusa de aceite. Localidade Normalmente é o domicílio do sacado (art. 27, LUG) Outro local pode ser indicado para o pagamento. Cancelamento Se o sacado risca o aceite dado, considera-se recusado(art.29,LUG) Se o sacado declara por escrito que aceita, então fica obrigado Sacador (emitente ) Tomador (portador da LC) Sacado (aceitante) Ordem de pagamento Entrega a letra de câmbio Apresentação da LC p/ aceite C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 8 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 1.4- Vencimento e Modalidades As modalidades de letra de câmbio referem-se à data de vencimento definida no momento de sua emissão, o que irá influenciar o seu aceite. Notemos que esta classificação é quanto ao prazo, que vimos anteriormente. Beleza? Observemos que na letra emitida à vista NÃO HÁ apresentaçãopara aceite, mas sim para o seu pagamento direto. Recordando que a data de vencimento se omitida, presume-se que a LC é à vista! Então, concluímos que somente a LC emitida a certo prazo da vista é obrigatória a apresentação para aceite, já que o prazo para vencimento começa a correr a partir de sua apresentação. Portanto, observa-se por essas modalidades que o sacador pode livremente estipular que a letra será apresentada ao aceite, com ou sem prazo (art. 22, LUG). O mesmo ocorre para o endossante (pessoa que passa o título), exceto se a letra tiver sido declarada não aceitável pelo sacador (emitente). Mas o que seria uma letra de câmbio não aceitável? Modalidades de Letra de Câmbio À vista O vencimento se dá no momento da apresentação, quando deverá ser pago. A certo prazo da vista O título deve ser apresentado para aceite e a partir daí correrá o prazo de vencimento. A certo prazo de data O vencimento ocorre em determinado prazo de sua emissão. A apresentação para aceite é facultativa. A dia certo A data de vencimento vem expressamente no título. A apresentação para aceite é facultativa. Letra de Câmbio NÃO-aceitável Proibição de apresentação para aceite com o uso da expressão "sem aceite" ou "não aceitável". Evita vencimento antecipado. Não aplica-se à LC emitida a certo prazo da vista e à LC pagável em domicílio diferente do sacado ou em domicílio de terceiro. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 9 de 95 www.exponencialconcursos.com.br No mais, o portador da letra de câmbio poderá cobrar o seu direito em ação cambial quando a letra não for aceita ou se aceita não for paga, inclusive com juros quando estipulado e outras despesas (art. 28, LUG). Sobre a previsão de juros na Letra de Câmbio e nos principais títulos de crédito, vejamos: 1.4.1- Cláusulas de Juros Bem, com a finalidade de condensar os estudos dos principais títulos de crédito e assim facilitar o aprendizado e aumentar as chances de acertar as questões de prova, fiz um apanhado sobre a cláusula de juros para os principais títulos de crédito. Então, segue um quadro-resumo acerca da estipulação de juros conforme a legislação e o título de crédito. Lei Cláusula de Juros Observação Código Civil (art. 890) Não escrita Lei do cheque (art. 10) Não escrita LUG (art. 5º) LC e NP Escrita LC à vista ou a certo termo de vista. A respeito da duplicata, não há previsão para estipular juros no próprio documento. 1.5- Pagamento da Letra de Câmbio Antes de tratarmos especificamente do pagamento, devemos entender que a letra de câmbio pode ter seu vencimento antecipado, conforme os casos abaixo e a LUG (art. 43): C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 10 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Assim, com o vencimento da LC, esta dever ser apresentada para o devido pagamento no dia do vencimento ou, se feriado, no próximo dia útil (art. 20 do Decreto nº 2.044/1908). Ressalta- se, porém, que a LC à vista é pagável no momento de sua apresentação, que ocorre no prazo de UM ANO da data do seu saque. Agora vejamos algumas regras e procedimentos acerca do ato de pagar uma letra de câmbio: Como os sacadores, aceitantes, endossantes ou avalistas (coobrigados) de uma letra são todos solidariamente responsáveis para com o portador (art. 47, LUG), o pagamento os desobriga de responsabilidade cambial. Quem paga desonera os coobrigados posteriores e tem o direito à ação de regresso contra os coobrigados anteriores. No mais, vale destacar que tanto o prazo de apresentação para pagamento quanto para aceite pode ser prorrogado em razão de caso fortuito ou força maior, devendo referir-se a motivo insuperável (art. 54, LUG). Neste caso, o portador deverá informar imediatamente o endossante desta situação, ok? Vencimento Antecipado Por falta ou recusa de ACEITE Deve ser comprovado por ato formal (protesto) nos prazos fixados para a apresentação ao aceite. FALÊNCIA do sacado Aceitante ou não. A sentença de declaração da falência é suficiente para exercer o direito de ação cambial. FALÊNCIA do sacador (LC não aceitável) A sentença de declaração da falência é suficiente para exercer o direito de ação cambial. Pagamento A quitação regular deve ser na própria LC - princípio da literalidade. O devedor (sacado) que paga pode exigir a entrega da LC com a devida quitação (retira de circulação). Desonera-se o devedor que paga a LC no vencimento, exceto se agiu de má-fé. O portador não poderá recusar o pagamento parcial - deve constar esse pagamento na LC. O portador não é obrigado a aceitar o pagamento antecipado, mas aquele que paga fica responsável. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 11 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Obs.: A não apresentação para pagamento no prazo determinado torna a letra de câmbio sem força executória, ou seja, o portador perde o direito de ação de regresso contra os endossantes, contra o sacador e contra os outros coobrigados, à exceção do aceitante (art. 53, LUG). 1.6- Protesto Pessoal, para o estudo do protesto em relação à LC e demais títulos de crédito é necessário o conhecimento da Lei nº 9.492/97, que trata do protesto dos títulos de crédito e de outros documentos de dívida, ok? Desse modo, podemos definir protesto como sendo “o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação” cambiária, e demonstra-se a falta de pagamento, a falta de aceite ou a não-devolução do título de crédito. As MODALIDADES de protesto são as seguintes (art. 21, Lei 9.492/97): Portanto, verifica-se que o protesto é obrigatório e necessário para o exercício do direito de regresso contra os coobrigados, constituindo o devedor em mora. Mas qual seria o prazo para o credor protestar a letra de câmbio? Bem, para o protesto por falta ou recusa de aceite, conforme esquema acima, o prazo é aquele fixado para a apresentação ao aceite (art.44, 2ª alínea, LUG), ou seja, pode ser feito antes do vencimento ou, no máximo, até o primeiro dia útil após o vencimento da LC. Vale relembrar que a recusa ou falta de aceite antecipa o vencimento da LC, ok? Então, esclarecendo melhor o protesto por falta de aceite, conforme as modalidades de letra de câmbio, temos que: • LC à vista – Protesto: até o 1º dia útil seguinte ao da falta de aceite; ➢ LC a certo termo de vista – Protesto: até o 1º dia útil seguinte ao da falta de aceite, visto que a apresentação para o aceite é obrigatória para correr o prazo de pagamento; Por falta ou recusa de ACEITE •Somente antes do vencimento da obrigação e após odecurso do prazo para o aceite ou a devolução. •Impõe o vencimento antecipado. Por falta de PAGAMENTO •Após o vencimento. •Contra o sacado, somente se ele for aceitante da LC. Por falta de DEVOLUÇÃO •Quando o sacado não devolve no prazo legal a letra de câmbio e duplicata. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 12 de 95 www.exponencialconcursos.com.br ✓ LC a certo termo de data e em dia fixo – Protesto: até o 1º dia útil após o vencimento, pois a apresentação ao aceite é facultativa; caso a LC seja apresentada e o aceite seja recusado, já poderá ser protestada desde então, já que o vencimento se antecipou. Obs.: Por mais estranho que possa parecer, nada impede que uma Letra de Câmbio sacada à vista seja apresentada ao aceite do sacado. Assim, entende- se que não há qualquer vedação para que ela seja apresentada antes ao aceite do sacado, ok? Ressaltando que se o sacado se nega a aceitar a LC, é porque ele não pretende pagá-la, não é mesmo? E, de forma geral, a apresentação para aceite é sempre facultativa na LC, exceto na LC a certo prazo da vista, pois é a partir da data de apresentação que começa a correr o prazo do vencimento. Assim, pessoal, acredito que fica mais fácil de visualizar os prazos para protesto da LC por falta ou recusa de aceite, beleza? Agora, com relação ao prazo para protesto por falta de pagamento temos um pequeno “probleminha”. Vejamos a seguinte observação: Obs.: Prazo do protesto por falta de pagamento-Divergência doutrinária: RESUMINDO: Caso tenhamos uma questão abordando este tema, devemos considerar que o protesto da letra de câmbio por falta de pagamento ou de aceite deve ser até o primeiro dia útil que se seguir ao vencimento ou ao da recusa do aceite. Beleza? Entendido? Então, pergunto: quais os efeitos no caso do portador/credor da LC perder o prazo ou não protestar por falta de pagamento? Como podemos perceber, ele perderá os direitos contra o sacador (emitente) e demais coobrigados (endossantes e avalistas), exceto contra o aceitante (e seus avalistas). Então, concluímos: Lei Interna (Decreto nº 2.044/1908) •Art. 28 - A LC deve ser protestada no PRIMEIRO dia útil que se seguir ao do vencimento. LUG (Decreto nº 57.663/66) •Art. 44, 3ª alínea - LC pagável em dia fixo ou a certo termo de data ou de vista deve ser protestada num dos DOIS DIAS úteis seguintes àquele em que a letra é pagável. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 13 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Por fim, em relação ao protesto, vejamos as seguintes regras: Obs.: O registro ou lavratura do protesto ocorre em 3 dias contados da protocolização do título. Nesse período está prevista a possibilidade de sustação do protesto (arts. 12 e 16, Lei 9.492/97). A cláusula “sem protesto” ou “sem despesas” não é presumida, ou seja, ela deverá vir expressamente escrita no título de crédito, pois possui a "força" de alterar procedimentos obrigatórios em relação aos coobrigados. Estes procedimentos alterados são o protesto e as despesas dele decorrentes. Assim, o protesto passa a ser dispensado (facultativo) para acionar os coobrigados e, caso seja realizado o protesto, as despesas decorrentes ficam ao em cargo de quem fez o protesto, já que o fez sem ser obrigado. Ou seja, apesar do nome da cláusula, o protesto não fica proibido, mas torna-se facultativo. De outra forma: o credor poderá acionar tanto o devedor principal quanto os coobrigados. Mas como saber quem inseriu a referida cláusula? Como saber qual coobrigado ela abrangerá? Ou atinge todos os coobrigados? Como vimos, a cláusula "sem protesto" não é presumida, logo quem a inseriu no título de crédito deve estar claramente identificado. Pode ser o sacador (emitente) ou um dos endossantes ou avalistas. Dependendo quem a inseriu, teremos consequências distintas. Vejamos: • Se o sacador inserir tão cláusula, os seus efeitos atingirão todos os devedores, que poderão ser demandados independente de protesto, ok? •Contra os coobrigados - sacador, endossantes e seus avalistas. Protesto necessário •Contra o devedor principal (aceitante) e seu avalista. Protesto facultativo P R O T E S T O Cláusula "sem despesas" ou "sem protesto" Dispensa o portador de efetuar o protesto. Dada pelo sacador, endossante ou avalista. SE dada pelo sacador, beneficia todos os signatários da LC. Mas não dispensa o portador da apresentação no prazo. SUSTAÇÃO Retirada do título antes da lavratura do protesto. Paga-se despesas e emolumentos. Cancelamento Pelo pagamento. Se por outro motivo, deve ser pela via judicial. Qualquer interessado, mediante apresentação do documento protestado. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 14 de 95 www.exponencialconcursos.com.br • Se um endossante ou um avalista inserir a cláusula "sem protesto", ela tem efeito somente em relação a ele, não valendo para os demais coobrigados. Isso significa que o protesto não é necessário para demandar o endossante ou avalista que inseriu a cláusula. Perfeito? Mais uma vez: sendo facultativo o protesto, aquele que o fizer, não poderá cobrar as despesas do protesto daqueles que não sofrem os efeitos da cláusula "sem protesto" ou "sem despesas". 2. (FCC / Juiz Substituto-TJ-RN / 2002) A recusa do sacado em aceitar a letra de câmbio sacada a termo de data tem como consequência: a) a possibilidade do beneficiário exigir do sacador o pagamento imediatamente após o protesto por falta de aceite. b) sua imediata substituição, como devedor principal, pelo sacador, que deverá pagar o título na data do vencimento. c) a faculdade do beneficiário de protestar o título por falta de aceite caso a recusa seja imotivada. d) a responsabilização dos co-obrigados pelo pagamento do título na data do vencimento. e) a responsabilização do sacado pelo pagamento do título no vencimento, desde que tempestivamente protestado por falta de aceite. Comentários Letra “a”. Como vimos, a letra de câmbio emitida a certo termo de data tem o seu vencimento em dado prazo após a sua emissão. Por exemplo, o sacador pode determinar que a LC vencerá em 3 meses de sua emissão, ok? Também estudamos que nesta modalidade de LC a apresentação para aceite é facultativa. Porém, conforme o enunciado da questão, o portador apresentou a LC e a mesma foi recusada pelo sacado. Neste caso, o vencimento é antecipado e o beneficiário poderá protestar a LC, e desta forma exigir em ação executiva o pagamento pelo sacador (emitente). Logo, a alternativa correta é a letra A conforme o art. 43 da LUG. Para que a LC não fosse apresentada ao aceitee tivesse seu vencimento antecipado, o sacador poderia ter colocado a expressão “sem aceite”. 1.7- Ação cambial Bem, a ação cambial nada mais é que a simples ação executiva extrajudicial para cobrança do título de crédito. O art. 585, I do Código de Processo Civil trata também esta ação como título executivo extrajudicial. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 15 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Desse modo, a ação cambial pode ser de dois tipos: direta ou regressiva. Destaca-se ainda abaixo os prazos de prescrição da ação cambial conforme o obrigado acionado (art. 70 da LUG): No caso de cláusula “sem despesa” ou “sem protesto”, a prescrição da ação do portador contra os coobrigados é de um ano a contar da data do vencimento, já que o protesto é dispensado. Por fim, como regra geral, a interrupção do prazo prescricional só produz efeito em relação à pessoa para quem a interrupção foi direcionada, ou seja, não beneficia os demais obrigados na relação cambiária. Bem, meus amigos e amigas, para solidificarmos esses conhecimentos, vejam o seguinte exemplo de relações cambiárias numa letra de câmbio: EX.: Ao emitir e entregar uma letra de câmbio ao seu credor (tomador), o sacador dá uma ordem de pagamento ao sacado de certa quantia. O tomador (endossante) endossa a LC a outro indivíduo com o qual tem uma obrigação pendente. Este novo portador (endossatário) apresenta a letra ao sacado para aceite; ao aceitá-la, o sacado torna-se aceitante e obrigado principal. Ainda temos a figura de um avalista que não identifica o seu avalizado (aval em branco); presume-se, então, que foi dado em favor do sacador (art. 31, LUG), beleza? Porém, o aceitante não efetua o pagamento no vencimento. Assim, o portador da LC poderá acionar diretamente o aceitante, com ou sem protesto, já que ele é o obrigado principal. Ou, ainda, poderá acionar o endossante, o sacador ou seu avalista; aí precisa de protesto. Importante destacar que todos são solidariamente responsáveis para com o portador (art. 47 da LUG). Então, o prazo para acionar o aceitante é de 3 anos contados do vencimento da LC. Caso o portador acione os coobrigados (sacador, endossante e avalistas), o prazo será de 1 ano a partir do protesto; aí, aquele coobrigado que efetuou o pagamento poderá OU acionar o aceitante no prazo de 3 anos também do vencimento da LC OU acionar um outro coobrigado no prazo de 6 meses Ação Cambial Direta: todos contra o aceitante Prescrição: 3 anos do vencimento. Regressiva: do portador contra coobrigados ou coobrigados entre si Prescrição contra coobrigados: 1 ano da data do protesto Prescrição c/ coobrigados entre si: 6 meses contados do dia em que pagou ou foi acionado Protesto facultativo Protesto Necessário C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 16 de 95 www.exponencialconcursos.com.br contados do dia que pagou ou foi acionado. Ok? Entendido? Então é isso e qualquer dúvida é só me “acionar”...rsrsr! 2- Nota Promissória 2.1- Definição e Requisitos essenciais Bem, já vimos a classificação dos títulos de crédito quanto à estrutura: ordem de pagamento e promessa de pagamento. Lembram-se? Então, a nota promissória é definida como: Sacador (emitente) Tomador (endossante) Sacado (aceitante) Ordem de pagamento Entrega a letra de câmbio Apresentação da LC p/ aceite Portador (endossatário) X Avalista (em branco) 3 anos-ação cambial LC 3 anos-ação cambial 3 anos-ação cambial C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 17 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Portanto, podemos perceber que a nota promissória (NP) é mais simples que a letra de câmbio (LC), tendo em vista que relaciona apenas dois sujeitos essenciais: o emitente e o beneficiário. Assim, para representar a sua dívida, o subscritor emite documento com efeitos cambiários (circulação, endossantes, endossatários, avalistas, etc.) em favor do seu credor, ok? Obs.: A nota promissória está prevista nos arts. 75 a 78 da LUG. Vejamos o formalismo ou rigor cambiário para as notas promissórias, de tal forma que os requisitos formais abaixo devem ser observados no documento para que este produza os efeitos de título de crédito (art. 75, da LUG): Portanto, à semelhança da letra de câmbio, notemos que dos requisitos formais acima listados, temos as exceções destacadas que podem ser omitidas e a própria LUG cuida de preencher estas omissões. No mais, a assinatura do subscritor é requisito essencial e, assim como na letra de câmbio, a lei Requisitos da NP A palavra "nota promissória" Promessa pura e simples de pagar quantia determinada O nome do tomador (beneficiário) A época do pagamento. Se omissa, é pagável à vista. O lugar do pagamento. Se omisso, é o lugar onde foi passada e domicílio do subscritor. Data e local de emissão. Se omisso, é o local ao lado do nome do subscritor. Uma PROMESSA de pagamento direta e escrita, à vista ou a prazo, feita por uma pessoa (emitente ou subscritor) em benefício de outra (tomador ou beneficiário). Emitente (subscritor) Tomador (beneficiário) Nota promissória Devedor e obrigado principal Promete o pagamento da dívida C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 18 de 95 www.exponencialconcursos.com.br veda a emissão de nota promissória ao portador, justamente por ser o nome do tomador requisito essencial. 2.2- Regime jurídico e características Por força do art. 77 da LUG, o regime jurídico aplicável à nota promissória é o mesmo da letra de câmbio: endosso, vencimento, pagamento e outros mais. Obviamente que devemos fazer os ajustes necessários já que a NP é uma promessa de pagamento. E é isso que veremos a seguir. Desta forma, precisamos realizar os quatro ajustes acima, beleza? 3- Cheque 3.1- Definição e Requisitos essenciais O cheque é uma ordem de pagamento à vista, escrita e em dinheiro, emitida pelo sacador contra uma instituição financeira (banco, sacado), onde possui provisão de fundos, em benefício de terceiro (tomador ou beneficiário). Assim, como na letra de câmbio, o cheque possui três figuras intervenientes principais: sacador, sacado (banco ou instituição financeira)e tomador. Ajustes Aceitante da LC = subscritor da NP (art. 78,LUG) Prescrição é de 3 anos, como é para o aceitante; protesto facultativo c/ subscritor; falência do subscritor antecipa o vencimento. As disposições incompatíveis a promessa de pagamento Aceite, cláusula "não aceitável", prazo para apresentação ao aceite, vencimento antecipado por falta de aceite, recusa parcial, ... Modalidade "a certo termo da vista" Apresenta a NP para visto do subscritor no prazo de até um ano. A partir do visto corre o prazo de vencimento. Cabe protesto no caso de recusar dar o visto. Aval em branco O avalizado é o subscritor no caso do avalista não identificar o seu beneficiário (art. 77, LUG) C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 19 de 95 www.exponencialconcursos.com.br No entanto, o sacado não possui responsabilidade cambiária (aceite, endosso ou aval). A sua relação é tão-somente contratual com o emitente do cheque. Inclusive, o banco sacado não é obrigado ao aceite, visto que o cheque não admite aceite considerando-se não escrita qualquer disposição em contrário. No mais, as outras figuras estão presentes no cheque: endossantes, endossatários e seus avalistas. Obs.: O cheque está previsto na Lei nº 7.357/85 (adotaremos a sigla LCh). O formalismo ou rigor cambiário para o cheque está previsto nos arts. 1º e 2º da LCh. Tais requisitos formais se assemelham e muito aos já vistos para a LC e NP. Se diversos locais junto ao sacado forem indicados para pagamento, o cheque é pago no primeiro deles, mas se nenhum local for indicado, deve ser pago no local de emissão. Agora em relação à quantia determinada, caso haja divergência de valores, prevalece o expresso por extenso e o menor valor. Além disso, a estipulação de juros no cheque considera-se como não escrita. Por fim, a assinatura do emitente ou seu procurador é essencial, podendo ser mecânica ou processo equivalente. Obs.: Relembra-se que na letra de câmbio também pode haver previsão de juros. Requisitos do Cheque A palavra "cheque" Ordem incondicional de pagar quantia determinada O nome do sacado O lugar do pagamento. Se omisso, é o lugar junto ao nome do sacado Data e lugar de emissão. Se omisso, é o local junto ao nome do emitente. Sacador (emitente ) Tomador (beneficiário ) Sacado (banco) Ordem de pagamento Entrega o cheque Obrigado principal C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 20 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 3.2- Características Vejamos algumas características importantes do cheque. Ressalta-se, ainda, que nos cheques com valor acima de R$ 100,00 é necessário identificar o tomador, ou seja, DEVE ser nominal (art. 69, lei nº 9.069/95). Eis uma questão da banca ESAF sobre o tema cheque: 3. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de títulos de crédito: d) o cheque não é um título de crédito, porque foi proibido por lei que seja endossado mais de uma vez. Comentários Incorreta. O cheque é considerado sim título de crédito e, além disso, pode ser endossado mais de uma vez, conforme a teoria geral dos títulos de crédito e autorização expressa da LCh em seu art. 17, §2º: “O endosso pode ser feito ao emitente, ou a outro obrigado, que podem novamente endossar o cheque”. 3.3- Espécies de cheque CHEQUE Formas de Emissão (art. 9º) À ordem do próprio sacador Por conta de terceiros Na forma de cheque administrativo Formas de circulação - endosso (art. 8º) Nominal "à ordem" (com ou sem a expressão) - tem o nome do beneficiário e permite o endosso Nominal "não à ordem" - tem o nome do beneficiário e proíbe o endosso Ao portador - sem o nome do beneficiário. Pagável a quem apresentar o cheque C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 21 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Então pessoal, acima temos as principais modalidades ou espécies de cheque. O que precisamos saber para a nossa prova está acima de forma bem objetiva, ok? Porém, ainda temos mais alguns tipos de cheque que já foram cobrados em prova: Outros cheques Cheque marcado O banco poderia marcar outro dia para pagamento, tornando-se codevedor. "Bom para o dia...". Não mais admitido. Cheque especial O banco disponibiliza crédito ao cliente sem que este tenha necessariamente fundos disponível no banco. Via contrato. Cheque de viagem Disponibilizado pelo banco ao cliente talonários com valores fixos - moeda estrangeira. Confere maior segurança aos viajantes. Traveller's check. Cheque fiscal Emitido pelas autoridades fazendárias para devolução de excesso de arrecadação. E S P É C IE S D E C H E Q U E • Visado (art. 7º, LCh) =>o banco sacado visa o cheque (verso) e garante a reserva de fundos na conta do emitente (sacador) durante o prazo de apresentação, a pedido do tomador ou do próprio emitente. Não significa o aceite e o cheque deve ser sempre nominal. Somente o cheque nominativo e ainda não endossado pode receber o visto; • Cruzado (art. 44, LCh) => o valor deve ser pago a banco ou cliente do sacado mediante crédito em conta, não podendo ser pago na “boca do caixa”. Emitente ou portador podem cruzar o cheque – dois traços paralelos no anverso. Cruzamento geral (sem indicar o banco p/ depósito do cheque) e especial (indica o nome do banco); • Para ser creditado em conta (art. 46, LCh) => tem a mesma função do cheque cruzado; não pode ser pago em dinheiro, o banco faz o lançamento contábil (crédito em conta, transferência ou compensação). É feita a inscrição transversal no anverso do cheque da expressão “para ser creditado em conta’’. Não se admite a cláusula “à ordem” e, consequentemente, o endosso. • Administrativo (art. 9º, III, LCh) =>emitido contra o banco sacador, desde que não ao portador, ou seja, é emitido pelo banco em benefício de terceiro e pagamento por uma das filiais do emitente. O emitente e sacado são os mesmos (banco). Também chamado de cheque bancário ou de tesouraria. Usado para dar segurança quando envolver grandes valores. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 22 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 3.4- Apresentação e pagamento do cheque Como já foi visto na sua definição,o cheque é uma ordem de pagamento pagável à vista, e como consequência dessa definição, qualquer disposição em contrário é considerada como não escrita. Em razão disso e pelo fato também de que o cheque não admite o aceite do banco sacado (art. 6º, LCh), o emitente garante o pagamento do cheque por determinação legal (art. 15, LCh), e qualquer declaração tendente a afastar a sua garantia ao pagamento é considerada como não escrita. Vamos ver este ponto em termos de questão da banca FCC: 4. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-11ª / 2013) Em relação aos títulos de crédito, é correto afirmar que: e) Emitente do cheque garante seu pagamento, salvo se declarar-se isento dessa garantia no próprio título. Comentários Incorreta. Portanto, esta afirmativa está incorreta em razão do disposto no art. 15 da LCh, já que obrigatoriamente o emitente (sacador) garante o pagamento do cheque e qualquer disposição em contrário é considerada como não escrita. Portanto, o cheque apresentado ao banco sacado mesmo antes do dia nele indicado (“pré-datado”) é válido e deve ser pago se houver fundos. O termo cheque “pré-datado” não é muito aceito, visto que o cheque é um título de crédito à vista e a data indicada é no futuro, logo dizem que é “pós-datado”! Então, levemos para a nossa prova essas duas nomenclaturas, beleza? Mas qual o prazo que o portador do cheque tem para ir até o banco sacado e receber o seu “dindin”? Aí, vai depender do local de emissão e pagamento: prazo é de 30 dias, contados da data da emissão (saque), se o cheque tiver de ser pago na mesma “praça” (município) em que foi emitido e de 60 dias, se em outra “praça”. E no caso de apresentação tardia? Ou seja, quando o portador apresenta o cheque ao banco sacado além do prazo de apresentação, o que Data de emissão- indicada no cheque “mesma praça” Lugar de pagamento = lugar de emissão. 30 dias 60 dias PRAZO de apresentação do cheque para pagamento “praças diferentes” Lugar de pagamento ≠ lugar de emissão. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 23 de 95 www.exponencialconcursos.com.br acontece? Bem, a regra é que o banco poderá pagar o cheque mesmo após os prazos acima, mas até o prazo prescricional (seis meses do final do prazo de apresentação), conforme entendimento do §único do art. 35, LCh. Porém, o portador perderá o direito a ação de execução contra os endossantes e avalistas (art. 47, II, LCh), já que para acionar os coobrigados é preciso comprovar a recusa ao pagamento por protesto ou declaração do sacado. Assim, em relação ao emitente (e seus avalistas), mesmo não apresentando o cheque no prazo, o portador ainda tem o direito à ação executiva, segundo o STF: Súmula 600 do STF – “Cabe ação executiva contra o emitente e seus avalistas, ainda que não apresentado o cheque ao sacado no prazo legal, desde que não prescrita a ação cambiária”. No mais, vale dizer que o falecimento do emitente ou sua incapacidade não tira os efeitos do cheque, ou seja, continua válido e deverá ser pago. O sacado, por sua vez, poderá exigir a entrega do cheque quitado pelo portador. Por fim, o portador não poderá recusar o pagamento parcial do cheque. Vamos treinar? Mais uma questão da banca FCC: 5. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No que se refere à apresentação e ao pagamento do cheque, considere: I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado pelo portador. III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão invalidam os efeitos do cheque. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) II. e) III. Comentários Letra “a”. I. Correta, conforme o §único do art. 32 da LCh. II. Correta, conforme o art. 38 da LCh. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 24 de 95 www.exponencialconcursos.com.br III. Incorreta, pois o a morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão NÃO INVALIDAM os efeitos do cheque (art. 37, LCh). 3.5- Revogação e Sustação do cheque O ato de evitar o pagamento do cheque pelo sacado ao portador pode ocorrer de duas maneiras que se excluem reciprocamente: Obs.: Segundo determinada doutrina, a revogação não exige a existência de saldo disponível na conta bancária; na sustação, há a necessidade de existir saldo disponível. Ressalta-se que ao sacado não cabe apreciar as razões do emitente ou portador para a oposição do cheque (art. 36, §2º); a competência é do juiz em ação própria decidir se a sustação é justa ou não. No entanto, a infundada oposição (sustação) do cheque é caracterizada como crime de estelionado (art. 171,§2º, VI do Código Penal). Assim, o emitente ou portador devem estar fundamentados em relevante razão de direito. Por fim, pressupõe-se que o cheque regularmente processado e pago não pode ser objeto de revogação ou sustação, obviamente! 3.6- Cheque sem fundos e ação cambial Bem, o portador pode apresentar o cheque para pagamento até duas vezes. O banco sacado ao verificar que o emitente não possui fundos suficientes Revogação (contraordem) Art. 35 •Ato exclusivo do emitente. •Produz efeito definitivo. •Somente produz efeitos após expirado o prazo de apresentação - não é imediato. •Revoga-se a ordem de pagamento dada. •Dado por via judicial ou extrajudicial Sustação (oposição) Art.36 •Ato do emitente e portador legítimo - por escrito. •Efeitos imediatos •Mesmo durante o prazo de apresentação. •Deve haver relevante razão de direito (furto, roubo, extravio, etc.) •IMPEDE o pagamento X C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 25 de 95 www.exponencialconcursos.com.br para quitar o cheque restituirá o mesmo ao portador com a respectiva declaração de não pagamento. Então, o portador poderá apresentar o cheque novamente ou já entrar com a ação de cobrança. No caso de apresentação simultânea de dois ou mais cheques e na falta de fundos, o banco deverá dar prioridade para o cheque com data mais antiga; se estas forem também coincidentes, o cheque com a numeração inferior terá prioridade (art. 40, LCh). Assim, como título de crédito, cabe ação cambial por falta de pagamento contra os obrigados cambiários (emitente, endossantes e avalistas) para cobrar o cheque não pago. Relembra-se que o banco sacado possui apenas responsabilidade contratual e não é executado. No entanto, se o emitente possuía fundos disponíveis durante o prazo de apresentação e os deixou de ter em razão de fato que não lhe seja imputável, o portadorque não apresentou o cheque ou não comprovou a recusa de pagamento perderá o direito de execução contra o emitente (art. 47, §3º). Agora, com relação ao prazo prescricional que o portador ou coobrigado que efetuou o pagamento dispõem para promover a ação de execução ou regresso temos a seguinte esquematização, conforme a lei do cheque: Ação de execução Contra os endossantes e seus avalistas Cheque apresentado em tempo hábil Prova da recusa por protesto ou declaração do sacado Contra o emitente e seu avalista Protesto facultativo O protesto deve ser feito no prazo de apresentação (30 ou 60 dias) ou no 1º dia útil seguinte (art. 48). Declaração do banco equivale ao protesto para demandar os codevedores Objetos: valor do cheque , os juros desde o dia da apresentação, as despesas que fez e perda do poder aquisitivo da moeda C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 26 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Bem, após o prazo prescricional de 6 meses para a ação executiva, o portador ainda pode se valer da chamada ação cambial de enriquecimento indevido (art. 61) contra o emitente ou outros obrigados pelo prazo de dois anos contados do término do prazo prescricional da ação de execução. Portanto, temos duas espécies de ações cambiais por falta de pagamento do cheque: ação de execução que prescreve em 6 meses do prazo de apresentação e ação de enriquecimento indevido que prescreve em 2 anos do final do prazo para a ação de execução. Essa ação de enriquecimento indevido tem caráter não-executivo, onde o portador judicialmente demandará o emitente ou coobrigados que se locupletaram injustamente com o não-pagamento do cheque. Por fim, o art. 62 da LCh prevê que além das duas ações cambiais o portador do cheque ainda poderá tentar promover ação causal para verificar a relação originária do cheque provando-se o seu não-pagamento. 4- Duplicata 4.1- Definição e Requisitos essenciais Recordando a classificação dos títulos de crédito que vimos anteriormente, a duplicata é uma ORDEM DE PAGAMENTO à vista ou a prazo certo. É um título de crédito causal de emissão facultativa, sacado pelo vendedor ou prestador de serviços. Seu objetivo é documentar, para efeitos cambiários, o crédito resultante de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de serviços e que pode circular por endosso. Prazo prescricional ação cambial Do término do prazo de apresentação (30 ou 60 dias) Do portador contra qualquer acionado Do dia em que o obrigado pagou ou foi demandado Do coobrigado que pagou contra os demais - ação de regresso 6 meses C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 27 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Assim, as duplicatas têm origem no contrato de compra e venda ou de prestação de serviços. Desta forma, por determinação legal, o único título possível de ser emitido tendo como origem um contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços é a duplicata, beleza? Por isso que a duplicata é um título de crédito causal; assim, de forma contrária a duplicata não pode ser considerada um título não causal ou abstrato, pois esta espécie se caracteriza por ser emitida em qualquer situação, independente da causa debendi, podendo representar obrigação de qualquer natureza (cheque emitido para pagar aluguel, dívida, mercadoria, serviço, etc.). Portanto, podemos notar que na duplicata há apenas duas figuras intervenientes principais: sacador (credor) e sacado (devedor). Em comparação à definição geral de ordem de pagamento, com 3 (três) figuras intervenientes principais, na duplicata, o sacador figura também no papel de tomador/beneficiário. Obs.: A duplicata é regulamentada pela Lei nº 5.474/68 (Lei das duplicatas – LD). Art. 2º. No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída uma duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador. 6. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-11ª / 2013) Em relação aos títulos de crédito, é correto afirmar que: a) a duplicata é título autônomo e abstrato, sendo irrelevante perquirir-se o negócio subjacente que lhe deu origem. Comentários Incorreta. Pessoal, o título de crédito não causal também é chamado de abstrato, conforme a classificação dos títulos de crédito quanto á natureza. Então, gostaria que fosse feito este pequeno ajuste, ok? Isso não influencia muito em nossa questão acima, pois poderíamos “matá-la” em sua parte final considerando a definição de duplicata. Assim, por ser um título de crédito causal, a duplicata deve se referir ao negócio jurídico subjacente (anterior) que lhe deu origem por meio da fatura emitida para acobertar o contrato de compra e venda Emitente ou sacador (vendedor) Sacado (comprador) Duplicata Devedor e obrigado principal Ordem de pagamento Credor originário C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 28 de 95 www.exponencialconcursos.com.br mercantil ou de prestação de serviços, conforme disciplina a LD. Portanto, a duplicata não é título abstrato ou não causal, ok? Já quanto ao formalismo ou rigor cambiário para a duplicata, previsto no art. 2º, §1º da LD, temos que: Outra formalidade diz respeito à obrigação do vendedor de manter e escriturar o Livro Registro de Duplicatas (art. 19, LD). Em caso de perda ou extravio, o vendedor é obrigado a emitir a chamada triplicata, que terá a mesma formalidade e requisitos da duplicata (art. 23, LD). Ressalta-se ainda que por ser um título de crédito causal, a duplicata vincula-se somente a uma fatura (art. 2º, §2º). Porém, a fatura pode indicar mais de uma duplicata. No mais, a duplicata deve mencionar sempre o valor total da fatura, mesmo que haja desconto, informando o valor líquido a ser pago ao comprado. 4.2- Aceite Como já sabemos, o instituto do aceite no direito cambiário significa o reconhecimento da dívida pelo sacado, tornando-se aceitante. No caso da duplicata, esta é enviada ao sacado (comprador) para aceite. Em seguida, o sacado deverá devolver a duplicata. A remessa da duplicata para aceite do sacado pode ser feita diretamente pelo vendedor ou representante ou instituição financeira. Os intermediários poderão devolver a duplicata após assinada ou manter em seu poder até o momento do resgate. O sacado ou comprador deverá proceder ao aceite da duplicata, pois o aceite é obrigatório. Porém, esta regra possui as seguintes hipóteses de exceção (Art. 8º, LD): Requisitos da Duplicata A palavra "duplicata" e nº da fatura Data de emissão e nº de ordem O nome e domicílio do vendedore comprador Data vencimento ou declaração à vista Valor a pagar (sempre o total da fatura), local de pagamento e cláusula à ordem. Aceite do comprador e assinatura do vendedor C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 29 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Logo, nos casos acima o comprador poderá deixar de aceitar a duplicata, beleza? Por fim, considera-se que há 3 tipos de aceite na duplicata: É importante notar que o aceite por presunção decorre da ideia de que não existe a recusa formal quando o comprador recebe a mercadoria normalmente e sem problemas, ou seja, o aceite é obrigatório quando não ocorrer uma das três exceções previstas no art. 8º, LD. Então, desta forma o sacado fica vinculado ao pagamento da duplicata por presunção, mesmo que tenha retido ou inutilizado a duplicata, ou a tenha restituído sem assinatura. Quantos aos prazos, a remessa da duplicata deverá ocorrer no prazo de 30 (trinta) dias contados de sua emissão. No caso da remessa ser via intermediários, estes deverão apresentar o título, ao comprador dentro de 10 (dez) dias, contados da data de seu recebimento na praça de pagamento. Bem, após o aceite, o sacado deverá promover a devolução da duplicata dentro de 10 (dez) dias, contados da data de sua apresentação para aceite; quando for à vista não precisa ser devolvida, já que deverá ser paga nesse momento. Porém, o sacado ainda poderá reter a duplicata até o seu vencimento, caso expressamente a instituição financeira cobradora concorde e desde que comunique o aceite e retenção. Caso não haja o aceite, o comprador deverá anexar declaração, por escrito, contendo as razões da falta do aceite (art. 7º, LD). ACEITE é obrigatório, exceto: •Avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues. •Vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; •Divergência nos prazos ou nos preços ajustados. Tipos de aceite Ordinário - assinatura do devedor no campo próprio Por presunção - o aceite fica caracterizado mesmo em caso de retenção ou inutilização ou restituição sem assinatura da duplicata Por comunicação - retenção da duplicata e envio de comunicação escrita ao credor. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 30 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Obs.: A duplicata é um título de crédito com essência de causalidade, por conta de ser originária de contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. No entanto, considera-se que poderá haver abstração quando ocorrer o endosso e o aceite na duplicata. Ou seja, ao circular por meio de endosso, a duplicata, que teve a validade e a existência do negócio originário atestados pelo aceite do sacado, se desvincula de sua causa debendi. Presume-se que o endossatário, credor de boa-fé, encontra-se alheio à relação original e, portanto, as exceções fundadas ao negócio subjacente não seriam oponíveis a ele. Logo, havendo endosso e aceite da duplicata, podemos considerar que o novo credor tenha entrado na relação cambial de boa-fé. 4.3- Pagamento e aval Bem, vamos verificar algumas regras previstas na lei das duplicatas relacionadas ao seu pagamento: No mais, assim como ocorre nos demais títulos que vimos até o momento, o pagamento da duplicata poderá ser garantido por aval. O aval na duplicata poderá ser dado tanto antes quanto após o vencimento da mesma, produzindo os mesmos efeitos (art. 12, LD). Aliás, nos demais títulos de crédito também o aval pode ser dado posterior ao vencimento produzindo os mesmos Pagamento O comprador poderá resgatar a duplicata antes do aceite ou vencimento - prova- se pelo recibo no verso da duplicata ou em documento em separado Desde que autorizados, quaisquer créditos podem ser deduzidos no pagamento, como os surgidos de devolução de mercadorias, diferença de preços, enganos verificados, etc. Pode haver reforma ou prorrogação do vencimento mediante assinatura do vendedor ou endossatário ou procuradores, bem como da anuência dos intervenientes por endosso ou aval. Emissão da duplicata 30 dias Remessa para aceite 10 dias Devolução pelo sacado C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 31 de 95 www.exponencialconcursos.com.br efeitos, nos termos do art. 900 do CC. O avalista, deste modo, equipara-se a quem indicar ou àquele indicado abaixo da sua firma; na falta de qualquer indicação equipara-se ao sacado (comprador). AVAL ANTECIPADO: O aval dado antes do título ser aceito pelo sacado responsabiliza o avalista no caso da posterior recusa ao aceite? Há divergência doutrinária. A corrente majoritária defende que o que se está avalizando é o título e não a pessoa. Além disso, o aval é ato cambial autônomo, existindo mesmo quando o sacado não aceita o título. Assim, o avalista assume a obrigação de pagar o título de crédito no vencimento, mesmo sem o aceite do avalizado. No mesmo sentido, a Lei Interna-LI (Dec. 2.044/08) dispõe em seu art. 14: “O pagamento de uma letra de câmbio, independente do aceite e do endosso, pode ser garantido por aval. Para a validade do aval, é suficiente a simples assinatura do próprio punho do avalista ou do mandatário especial, no verso ou no anverso da letra”. 7. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de títulos de crédito: a) o aval em uma duplicata pode ser dado antes mesmo do seu aceite pelo sacado. Comentários Correta. Pessoal, vejam que a banca ESAF abordou o tema que acabamos de estudar, apesar da divergência doutrinária: aval antecipado. Assim, face o que dispõe o art. 14 do Dec. nº 2.044/1908, bem como a corrente majoritária, esta alternativa foi dada como correta, ok? Assim, caso a nossa banca aborde tal tema na prova, já temos tais conhecimentos para analisarmos a alternativa, beleza? Verifica-se também esta disposição para o aval antecipado ao endosso, no entanto o avalista não ficará obrigado caso o avalizado (endossante) não endosse o título, ou seja, a obrigação do avalista depende da existência do endosso! 4.4- Protesto e ação cambial O protesto da duplicata ocorre por 3 (três) razões (art. 13, LD): C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 32 de 95 www.exponencialconcursos.com.brO protesto deverá ser tirado em forma regular e dentro do prazo de 30 (trinta) dias da data de seu vencimento. Caso, contrário perderá esse direito de regresso. O protesto será tirado com a apresentação da duplicata ou por simples indicação do portador na falta de devolução. O local do protesto será na praça de pagamento da duplicata. A ação executiva para cobrança de duplicata se dá nos seguintes termos: Notemos que a comprovação de que o sacador (vendedor) cumpriu a sua parte do contrato refere-se a documento hábil comprobatório da entrega e recebimento da mercadoria. Bem, no caso de impossibilidade de ajuizar a ação de execução acima, a duplicata ou triplicata não aceita poderá ser cobrada através de ação Protesto da duplicata Por falta ou recusa ao aceite Por falta de devolução Garante o direito de regresso contra endossantes e avalistas Por falta de pagamento Ação cambial Duplicata Contra o aceitante Não depende de protesto; basta a duplicata (art. 15, I, LD) Contra o endossante e avalistas Precisa do protesto (arts. 15, II e 13, §4º, LD) Contra o sacado Não foi aceita. Depende dos requisitos acumulados: 1.Sacador deve comprovar que cumpriu a sua parte do contrato; 2. Protesto da duplicata; 3.Não houve legítima recusa ao aceite. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 33 de 95 www.exponencialconcursos.com.br ordinária prevista no Código de Processo Civil, nos seguintes casos (art. 16, LD): a) protestada, mas sem o documento hábil de comprovação da entrega da mercadoria; b) sem protesto e com documento hábil; c) sem protesto e sem documento hábil; Também a ação ordinária é usada pelo devedor no caso da recusa por escrito ao aceite pelos motivos previstos no art. 8º da LD. Por fim, a ação de execução da duplicata prescreve (art. 18, LD): Destacando-se que os coobrigados da duplicata respondem solidariamente pelo aceite e pelo pagamento. 4.5- Duplicata de prestação de serviços A duplicata de prestação de serviços está prevista nos arts. 20 – 22 da LD. Vejamos: ❖ Emitente: as empresas individuais ou coletivas (sociedades empresárias), fundações e sociedades civis que se destinam à prestação de serviços, bem como profissionais liberais que prestem serviços, ainda que de natureza eventual; ❖ Documento hábil para comprovação da prestação do serviço: para fins de protesto, qualquer escrito que comprove a efetiva prestação e vínculo contratual (art. 20, §3º). A duplicata de prestação de serviços também poderá não ser aceita pelo devedor, conforme os seguintes motivos: I. Não correspondência com os serviços efetivamente contratados; Prescrição ação cambial (duplicata) Contra obrigado direto (aceitante e avalista) e sacado Em 3 (três) anos da data do vencimento Contra coobrigado Em 1 (um) ano da data do protesto Dos coobrigados entre si Em 1 (um) ano da data do pagamento pelo coobrigado C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 34 de 95 www.exponencialconcursos.com.br II. Vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados; III. Divergência nos prazos ou nos preços ajustados. 5- Resumo dos títulos e Prazos prescricionais da ação cambial Para consolidarmos o que estudamos hoje, segue um “apanhado” das definições dos títulos de crédito e prazos das ações cambiais, ok? Sacador (emitente) Tomador (endossante) Sacado (aceitante) Ordem de pagamento Entrega a letra de câmbio Apresentação da LC p/ aceite Portador (endossatário) X Avalista (em branco) LC Letra de câmbio 3 anos-ação cambial 3 anos-ação cambial C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 35 de 95 www.exponencialconcursos.com.br PRAZOS PRESCRICIONAIS TÍTULO PRAZO TERMO INICIAL SUJEITO (contra) LETRA DE CÂMBIO 3 anos Do vencimento Aceitante 1 ano Do protesto Endossante/sacador 6 meses Do pagamento ou do acionamento Coobrigados entre si NOTA PROMISSÓRIA 3 anos Do vencimento Emitente/subscritor 1 ano Do protesto Endossante 6 meses Do pagamento ou do acionamento Coobrigados entre si CHEQUE 6 meses Do término do prazo de apresentação (30 ou 60 dias) Independente do acionado 6 meses Do pagamento ou do acionamento Coobrigados entre si DUPLICATA MERCANTIL 3 anos Do vencimento Aceitante/avalista/saca do-Aceite presumido 1 ano Do protesto Coobrigado 1 ano Do pagamento Coobrigado entre si Emitente ou sacador (vendedor) Sacado (comprador) Duplicata Devedor e obrigado principal Ordem de pagamento Credor originário Sacador (emitente ) Tomador (beneficiário) Sacado (banco) Ordem de pagamento Entrega o cheque Obrigado principal Duplicata Cheque C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 36 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 6- Cédula de Crédito Bancário A cédula de crédito bancário (CCB) possui natureza de título de crédito (título executivo extrajudicial), líquido, certo e exigível, e representa uma PROMESSA de pagamento em dinheiro, decorrente de contrato de crédito, de qualquer modalidade. É emitida por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, credora original da CCB. Ainda, a CCB pode ser emitida em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiro. Atualmente, é a Lei nº 10.931/2004 que regula este título de crédito nos arts. 26 a 45. Na prática, a CCB vem substituindo a nota promissória, só que numa operação bancária onde o credor é a instituição financeira. A CCB só pode ser emitida na forma cartular (em papel, como os demais títulos de crédito). Não há previsão legal para a sua emissão na forma escritural (não cartular – sem a necessidade da emissão em papel, apenas o registro contábil, como é feito para as ações de sociedades por ações). No entanto, temos um título representativo das CCB chamado de Certificado de Cédulas de Crédito Bancário emitido pela instituição financeira depositária das CCB, o qual poderá ser emitido na forma escritural tal como ocorre nas ações escriturais regidas pela Lei das SA (art. 43, §3º da Lei 10.931/04).Bem, assim como os demais títulos estudados, a Cédula de Crédito Bancário deve observar alguns requisitos legais obrigatórios (art. 29, Lei Emitente (PF ou PJ) CCB Devedor e obrigado principal Promessa de pagamento em dinheiro Credor (Instituição Financeira) C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 37 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 10.931/04): Para dar garantias, a CCB poderá ser emitida ainda com garantia real (por meio de bens – penhor, hipoteca) ou fidejussória (pessoal – aval e fiança). Ainda, poderá ser emitida em favor de instituição no exterior desde que a obrigação esteja sujeita à lei e ao foro brasileiros. Logo, há a possibilidade de também ser emitida em moeda estrangeira. Ressalta-se que o endosso da CCB deve ser em preto aplicando-se as normas do direito cambiário que já vimos. O endossatário (quem recebe a CCB) pode ser ou não instituição financeira, mas terá todos os direitos representados na CCB. A emissão da CCB se dará em tantas vias quantas forem as partes interessadas, sendo que cada parte ficará com uma via, onde somente a via do credor será negociável; as demais devem conter a expressão “não negociável”. Também é importante destacar que alguns pontos adicionais podem ser pactuados na emissão da CCB, tais como: Requisitos da CCB A denominação "Cédula de Crédito Bancário" Promessa de pagamento de dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível Nome da instituição credora (pode conter cláusula à ordem-permite o endosso) Assinatura do emitente e, se houver, de terceiro garantidor da obrigação (ou mandatários) Data e local de emissão. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 38 de 95 www.exponencialconcursos.com.br No mais, assim como nos demais títulos, o protesto pode ser aplicado à Cédula de Crédito Bancário, desde que o credor apresente declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial. 7- Letra de Crédito Imobiliário (LCI) A letra de crédito imobiliário é um título de crédito emitido pelas seguintes instituições financeiras devidamente autorizadas pelo Banco Central para este fim: ❖ Os bancos comerciais, os bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal, as sociedades de crédito imobiliário, as associações de poupança e empréstimo, as companhias hipotecárias e demais espécies. A LCI tem lastro (fundamento) em créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de coisa imóvel, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária. O seu fundamento legal é o art. 12 e seguintes da Lei nº 10.931/2004. É um tipo de título de crédito que vem sendo bastante utilizadas pelas pessoas físicas como opção de investimento. Então, vejamos as principais características da LCI: CCB JUROS capitalizados ou não e critérios de sua incidência, além de despesas e encargos. Critérios de atualização monetária ou variação cambial. Casos de mora, multa e penalidades contratuais. Quando previsto, a modalidade de garantia da dívida As obrigações a serem cumpridas pelo credor O credor deve emitir extratos de conta corrente ou planilhas de cálculo da dívida ou de seu saldo devedor C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 39 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Portanto, as LCI são papéis de renda fixa emitidas pelas instituições financeiras possibilitando aos beneficiários/tomadores direito de crédito pelo valor nominal do título, mais juros e atualização monetário, quando couber. De acordo com a lei, LCI deve conter alguns requisitos formais obrigatórios, vejamos: 1. Nome da instituição emitente e as assinaturas de seus representantes; 2. Número de ordem, o local e a data de emissão; 3. Denominação "Letra de Crédito Imobiliário"; 4. Valor nominal e a data de vencimento; 5. A forma, a periodicidade e o local de pagamento do principal, dos juros e, se for o caso, da atualização monetária 6. Os juros, fixos ou flutuantes, que poderão ser renegociáveis, a critério das partes; 7. A identificação dos créditos caucionados e seu valor; 8. O nome do titular; e 9. Cláusula à ordem, se endossável. Então, as LCI’s são emitidas na forma nominativa e quando endossáveis devem conter expressamente a cláusula à ordem. Observemos que, obviamente, a instituição financeira não poderá emitir LCI’s em valor superior aos créditos imobiliários de que dispõe, certo? No entanto, uma única LCI poderá ser garantida por uma ou mais créditos imobiliários. Também, considerando que a LCI está diretamente relacionada ao crédito imobiliário que lhe serve de garantia/lastro, a LCI não poderá ter um vencimento superior ao prazo dos créditos que lhe garantem, beleza? Mas como fazer no caso de liquidação/vencimento antecipado do crédito imobiliário? Este é um caso de substituição do crédito imobiliário de forma a manter o lastro da LCI. Então, temos os seguintes casos previstos em lei para substituir um determinado crédito imobiliário que era garantidor de LCI por outro da mesma natureza: Letra de Crédito Imobiliário Título causal - decorre de um negócio jurídico específico previsto legalmente. Promessa de pagamento - emitente promete pagar ao credor (beneficiário) Pode ser transferido via endosso em preto Com lastro em direitos creditórios originados de operações de financiamento imobiliário. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 40 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Por fim, importa dizer que o endossante da LCI responderá pela veracidade desta, contudo não responde pelo seu pagamento, pois, conforme o art. 16 da Lei nº 10.931/2004, contra o endossante não será admitido direito de cobrança regressiva. É isso! 8- Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) A cédula de crédito imobiliário (CCI) é outra espécie de título de crédito imobiliário, sendo regida também pela Lei nº 10.931/2004 a partir do seu art. 18. Portanto, a CCI representa créditos imobiliários e é um título executivo extrajudicial, pelo qual o crédito imobiliário representado pela cédula é exigível mediante ação de execução, exceto hipóteses legais em contrário. Vejamos algumas de suas características mais importantes: Assim sendo, a CCIpode ser emitida de forma integral ou fracionária, ok? Quando a CCI for emitida sob a forma escritural, a emissão deve ser mediante escritura pública ou instrumento particular, onde esse instrumento deverá permanecer custodiado em instituições financeiras e registrado em sistemas de registro e liquidação financeira de títulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil. Já a CCI garantida por direito real será averbada no Registro de Imóveis da situação do imóvel, na respectiva matrícula. Casos de SUBSTITUIÇÃO do crédito imobiliário que garante a LCI Iniciativa do emitente da LCI Vencimento ou liquidação antecipada do crédito Solicitação justificada do credor da LCI Cédula de Crédito Imobiliário - CCI Emitida pelo credor do crédito imobiliário, sob a forma escritural ou cartular, com ou sem garantia, real ou fidejussória. Emissão Integral - representa a totalidade do crédito imobiliário Emissão fracionária - representa parte do crédito imobiliário. Não podem exceder o valor total do crédito representado. Emissão e negociação - INdepende de autorização do devedor do crédito representado. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 41 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Por fim, alguns requisitos formais obrigatórios devem constar na CCI: 1. A denominação "Cédula de Crédito Imobiliário", quando emitida cartularmente; 2. O nome, a qualificação e o endereço do credor e do devedor e, no caso de emissão escritural, também o do custodiante; 3. A identificação do imóvel objeto do crédito imobiliário, com a indicação da respectiva matrícula no Registro de Imóveis competente e do registro da constituição da garantia, se for o caso; 4. A modalidade da garantia, se for o caso; 5. O número e a série da cédula; 6. O valor do crédito que representa; 7. A condição de integral ou fracionária e, nessa última hipótese, também a indicação da fração que representa; 8. O prazo, a data de vencimento, o valor da prestação total, nela incluídas as parcelas de amortização e juros, as taxas, seguros e demais encargos contratuais de responsabilidade do devedor, a forma de reajuste e o valor das multas previstas contratualmente, com a indicação do local de pagamento; 9. O local e a data da emissão; 10. A assinatura do credor, quando emitida cartularmente; 11. Autenticação pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, no caso de contar com garantia real; e 12. Cláusula à ordem, se endossável. 9- Conhecimento de depósito e warrant Os títulos de crédito representativos de mercadoria são o warrant e o conhecimento de depósito. Conforme a Lei nº 1.102/1903, os Armazéns Gerais estão autorizados a emitir títulos representativos das mercadorias depositadas (art. 15: conhecimento de depósito e warrant). O Conhecimento de Depósito (CD) é título de crédito causal, de emissão pelo Armazém Geral (AG), ligado a um contrato de depósito mercantil, que incorpora um direito real de propriedade sobre as mercadorias depositadas no AG. Logo, o depositante/proprietário não precisa retirar a mercadoria do AG para vendê-la; ele poderá negociar a mercadoria depositada através de simples endosso do Conhecimento de Depósito. Portanto, o CD é um título à ordem podendo ser endossado. O primeiro endossante do CD é o depositante da C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 42 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Conhecimento de Depósito Mercadoria – contrato de depósito mercantil mercadoria no AG. Não há solidariedade cambiária entre os endossantes no CD, visto que a obrigação de guardar as mercadorias é do AG; o AG é quem emite o CD, sendo responsável pelo estado das mercadorias. Sendo assim, a responsabilidade do endossante é extracambiária e dependerá da prova de sua má-fé. O Warrant é também um título de crédito que incorpora um direito real. Todavia, tal direito real não é a propriedade, mas sim o penhor. O warrant é título de garantia e é endossado com a intenção de ser resgatado, visto que ele está vinculado a uma dívida. Quando há endosso do warrant, constitui-se um ônus sobre a mercadoria depositada no AG. O endossatário é credor pignoratício, ou seja, com garantia real. O endossatário é prestador de recursos para o depositante da mercadoria, à medida em que o depositante necessita de recursos para outros investimentos. Por fim, a emissão do warrant depende da emissão do conhecimento de depósito – na prática, é um talonário que o AG possui. Tal talão é dividido em três partes. A primeira é o canhoto (local para o AG anotar os dados da mercadoria). Ao descontar o “chequão”, o documento tem um pontilhado no meio: de um lado tem-se o warrant; do outro, tem-se o conhecimento de depósito – são títulos xipófagos (nascem unidos). Eles devem ser apresentados juntos para o resgate do produto depositado, mas podem circular separados, pois possuem natureza e função diferentes. Ou seja, o conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser transferidos, unidos ou separados, por endosso (art. 18). 10- Conhecimento de transporte Segundo Fran Martins, “Através do conhecimento de transporte, representativo das mercadorias, faz-se a circulação do crédito e, consequentemente, dos bens no conhecimento mencionados”. Portanto, o conhecimento de transporte é título representativo de mercadorias, que Emitente (Armazém Geral) Sacado (Depositante da mercadoria) C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 43 de 95 www.exponencialconcursos.com.br tem por base um contrato de transporte de mercadorias, onde o transportador se responsabiliza pelo transporte do bem até o seu destino. Por meio desse documento, é possível a comercialização das mercadorias ainda durante o transporte, que pode ser: terrestre, ferroviário, aéreo, marítimo. A legislação que rege o conhecimento de transporte é o Decreto nº 19.473/30. O curioso é que este decreto foi revogado pelo Decreto s/n de 25/04/91. Acontece que a doutrina considera que o decreto de 1930 ainda está em vigor por ter status de lei e, assim, um decreto posterior não poderia revogar uma lei. Beleza? Pois bem, o art. 2º do Dec. 19.473/30 traz os seguintes requisitos: ❖ O nome, ou denominação da empresa emissora; ❖ O número de ordem; ❖ A data, com indicação de dia, mês e ano; ❖ Os nomes do remetente e do consignatário, por extenso. ❖ O lugar da partida e o destino. ❖ A espécie e a quantidade ou peso da mercadoria, bem como as marcas, os sinais exteriores dos volumes de embalagem. ❖ A importância do frete e o lugar e a forma de pagamento. ❖ A assinatura do empresário ou seu representante. O emitente do conhecimento de transporte é o transportador, queé o responsável pelo transporte dos bens. É título de crédito emitido à ordem, ou seja, poderá circular por endosso (em branco ou em preto), salvo cláusula em contrário. O endossante do conhecimento de transporte se responsabiliza pela legitimidade do título, bem como pela existência das mercadorias. Por fim, ressalta-se que tais regras gerais acima podem ser aplicadas aos diversos tipos de transportes (terrestre, aéreo, marítimo e ferroviário). Então, meus amigos e amigas, terminamos aqui mais um tópico de nosso programa, ok? Qualquer dúvida é só perguntar. Estarei sempre disponível! Desejo a todos um excelente estudo e vamos que vamos! Abraço! Wangney C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 44 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 11- Questões Comentadas 8. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante ao cheque, é INCORRETO afirmar: a) O banco sacado responde por ato ilícito que venha a praticar, mas não pode assumir qualquer obrigação cambial referente a cheques sacados por seus correntistas. b) O sacado não pode aceitar um cheque, mas pode endossá-lo a terceiros. c) Somente o cheque nominativo ainda não endossado comporta seu visamento, que não equivale ao aceite. d) O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque e, salvo estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento. e) Um cheque pós-datado é pagável em sua apresentação, à vista, mesmo que esta se dê em data anterior àquela indicada como a de sua emissão. Comentários Questão sobre o cheque nos termos da Lei nº 7.357/85 (Lei do Cheque-LCh). b) É a nossa resposta. É a única incorreta, pois embora sabendo que “O cheque não admite aceite considerando-se não escrita qualquer declaração com esse sentido” (art. 6º), “O endosso deve ser puro e simples, reputando-se não-escrita qualquer condição a que seja subordinado. § 1º São nulos o endosso parcial e o do sacado” (art. 18). Ou seja, o banco sacado a quem é direcionado a ordem de pagamento que consta do cheque não poderá endossá- lo, obviamente! a) Correta. Como já sabemos, no cheque, o sacado não possui qualquer obrigação cambial: não se obriga pelo pagamento, nem pode garanti-lo pelo aceite (não admite aceite), nem aval. A sua relação com o emitente do título é apenas contratual. c) Correta. Embora não admita o aceite, o cheque pode ser visado. Art. 7º Pode o sacado, a pedido do emitente ou do portador legitimado, lançar e assinar, no verso do cheque não ao portador e ainda não endossado, visto, certificação ou outra declaração equivalente, datada e por quantia igual à indicada no título. d) Correta. Esta é a regra geral do endosso aplicada ao cheque. Sem problemas. Art. 20. O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque. Se o endosso é em branco, pode o portador: I - completá-lo com o seu nome ou com o de outra pessoa; II - endossar novamente o cheque, em branco ou a outra pessoa; C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 45 de 95 www.exponencialconcursos.com.br III - transferir o cheque a um terceiro, sem completar o endosso e sem endossar. Art. 21 Salvo estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento. e) Correta. É o caso do cheque “pré-datado”. Art. 32. O cheque é pagável à vista. Considera-se não-estrita qualquer menção em contrário. Parágrafo único - O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. 9. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante às duplicatas, considere: I. É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. II. A duplicata não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, sendo necessária a emissão de novo título para esses fins. III. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, desde que prestado anteriormente ao vencimento do título. IV. A duplicata é protestável por falta de aceite, de devolução ou pagamento. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e IV. b) II, III e IV. c) I, III e IV. d) I, II e III. e) II e III. Comentários Letra “a”. Questão sobre a duplicata e a Lei nº 5.474/68. I – Correta. Esta literal ao art. 9º. II – Incorreta. Há previsão sim de reforma ou prorrogação do prazo de vencimento da duplicata (notemos que não seria lógico manter o vencimento rígido). Para isso basta a declaração em separado ou na própria duplicata, assinada pelo vendedor ou endossatário ou por representante legal (art. 11). Art. 11. A duplicata admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, mediante declaração em separado ou nela escrita, assinada pelo vendedor ou endossatário, ou por representante com podêres especiais. Parágrafo único. A reforma ou prorrogação de que trata êste artigo, para manter a coobrigação dos demais intervenientes por endôsso ou aval, requer a anuência expressa dêstes. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 46 de 95 www.exponencialconcursos.com.br III – Incorreta, pois o aval prestado após o vencimento da duplicata tem os mesmos efeitos que o prestado antes do vencimento. Este é o chamado aval póstumo. Além do dispositivo abaixo específico para as duplicatas, ele está previsto no art. 900 do CC (O aval posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anteriormente dado). Considera-se que seja aplicado tanto aos títulos atípicos quanto aos típicos, posto que não há qualquer norma em contrário. Art. 12. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, sendo o avalista equiparado àquele cujo nome indicar; na falta da indicação, àquele abaixo de cuja firma lançar a sua; fora dêsses casos, ao comprador. Parágrafo único. O aval dado posteriormente ao vencimento do título produzirá os mesmos efeitos que o prestado anteriormente àquela ocorrência. IV – Correta, conforme a literalidade do art. 13. Já vimos o protesto em outras situações, ok? 10. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RR/2015) João subscreveu uma nota promissória em favor de Paulo. Além da denominação “nota promissória”, a cártula, devidamente assinada por João, contém a promessa pura e simples de pagar a Paulo a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a indicação da data em que foi emitida e do lugar onde foi passada, mas não prevê nem a época do pagamento, nem o lugar onde este deve ser realizado. Nesse caso, a cártula: a) não vale como nota promissória, pois a indicação da época do pagamento é requisito essencial do título. b) não vale como nota promissória, pois a indicação do lugar onde o pagamento deve ser realizado é requisito essencial do título. c) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do pagamento,considera-se o título à vista. d) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação do lugar do pagamento, considera-se como tal o domicílio de Paulo, independentemente de onde o título foi passado. e) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do pagamento, este só poderá ser exigido trinta dias após a sua apresentação ao subscritor do título. Comentários Letra “c”. Em termos gerais, sabemos que os títulos de crédito podem ser emitidos incompletos. Especificamente sobre a Nota Promissória, o art. 75 da LUG elenca alguns requisitos formais que devem ser observados nela. Alguns deles podem ser omitidos no momento da emissão, de acordo com a previsão que consta no art. 76 da LUG. Um deles é a “indicação da época do pagamento”, C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 47 de 95 www.exponencialconcursos.com.br que, neste caso, deverá ser considerada à vista. Outros diplomas legais trazem essa mesma disposição: Art. 76 da LUG. O título em que faltar algum dos requisitos indicados no artigo anterior não produzirá efeito como nota promissória, salvo nos casos determinados das alíneas seguintes. A nota promissória em que não se indique a época do pagamento será considerada pagável à vista. Na falta de indicação especial, lugar onde o título foi passado considera se como sendo o lugar do pagamento e, ao mesmo tempo, o lugar do domicílio do subscritor da nota promissória. A nota promissória que não contenha indicação do lugar onde foi passada considera-se como tendo-o sido no lugar designado ao lado do nome do subscritor. Art. 889 do CC. Deve o título de crédito conter a data da emissão, a indicação precisa dos direitos que confere, e a assinatura do emitente. § 1º É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento. § 2º Considera-se lugar de emissão e de pagamento, quando não indicado no título, o domicílio do emitente. Art. 54 da Lei Interna. A nota promissória é uma promessa de pagamento e deve conter estes requisitos essenciais, lançados, por extenso no contexto: (...) §2º. Será pagável à vista a nota promissória que não indicar a época do vencimento. Será pagável no domicílio do emitente a nota promissória que não indicar o lugar do pagamento. 11. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) No tocante ao protesto, é correto afirmar: a) O apresentante só poderá retirar o título ou documento da dívida, pagos os emolumentos e demais despesas, após a lavratura do protesto. b) Trata-se de ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada exclusivamente em títulos de crédito cambiários. c) Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas autarquias e fundações públicas. d) O título do documento de dívida cujo protesto houver sido sustado judicialmente poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial ou do credor. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 48 de 95 www.exponencialconcursos.com.br e) O prazo de registro do protesto será de 48 horas, contadas da protocolização do título ou documento de dívida. Comentários Questão que trata do protesto nos termos da Lei nº 9.492/97. c) é o gabarito. Está literal do §único do art. 1º. Isso significa que o protesto engloba outros documentos diferentes dos títulos de crédito. Por isso, a letra B está incorreta. Art. 1º Protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida. Parágrafo único. Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas autarquias e fundações públicas. a) Incorreta, pois em razão de desistência ou sustação do protesto, o representante poderá retirar o título ou documento de dívida antes da lavratura do protesto. Art. 16. Antes da lavratura do protesto, poderá o apresentante retirar o título ou documento de dívida, pagos os emolumentos e demais despesas. d) Incorreta. Como a sustação do protesto foi judicial, o título ou documento de dívida só poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial. Logo, o erro está em mencionar que o credor pode também autorizar. Art. 17. Permanecerão no Tabelionato, à disposição do Juízo respectivo, os títulos ou documentos de dívida cujo protesto for judicialmente sustado. § 1º O título do documento de dívida cujo protesto tiver sido sustado judicialmente só poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial. e) Incorreta, conforme art. 12. Art. 12. O protesto será registrado dentro de três dias úteis contados da protocolização do título ou documento de dívida. § 1º Na contagem do prazo a que se refere o caput exclui-se o dia da protocolização e inclui-se o do vencimento. § 2º Considera-se não útil o dia em que não houver expediente bancário para o público ou aquele em que este não obedecer ao horário normal. 12. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) Quanto ao cheque, é correto afirmar: a) Trata-se de papel de curso forçado, a ser recebido como se fosse dinheiro. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 49 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) Por ser uma ordem de pagamento à vista, o banco não se vincula à data aposta para pagamento, ainda que pré-datado, devendo pagar o título de imediato. c) A ausência de provisão de fundos prejudica a validade do título, cambiariamente. d) Admite as figuras do aval e do aceite. e) Pode ser endossado, de modo puro e simples ou condicionado a evento futuro e incerto. Comentários b) Pela própria definição, o cheque é uma ordem de pagamento à vista. Correta. Art. 32 O cheque é pagável à vista. Considera-se não-estrita qualquer menção em contrário. Parágrafo único - O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. a) Incorreta. O cheque pode ser creditado também em conta, não significa que seja recebível somente em dinheiro. Art. 46 O emitente ou o portador podem proibir que o cheque seja pago em dinheiro mediante a inscrição transversal, no anverso do título, da cláusula ‘’para ser creditado em conta’’, ou outra equivalente. Nesse caso, o sacado só pode proceder a lançamento contábil (crédito em conta, transferência ou compensação), que vale como pagamento. O depósito do cheque em conta de seu beneficiário dispensa o respectivo endosso. c) Incorreta, de acordo com o art. 4º.Mesmo sem fundos, o cheque não perde a sua validade como título de crédito, já que ainda pode ser protestado. Art. 4º O emitente deve ter fundos disponíveis em poder do sacado e estar autorizado a sobre eles emitir cheque, em virtude de contrato expresso ou tácito. A infração desses preceitos não prejudica a validade do título como cheque. d) Incorreta. O cheque não admite aceite (art. 6º). e) Incorreta. O endosso não pode ser condicionado. Art. 18 O endosso deve ser puro e simples, reputando-se não-escrita qualquer condição a que seja subordinado. 13. (FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2015) Considere as seguintes proposições acerca da duplicata: I. É vedado ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la. II. O prazo de vencimento da duplicata é improrrogável. III. A duplicata é protestável por falta de aceite, devolução ou pagamento. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 50 de 95 www.exponencialconcursos.com.br IV. É ineficaz o aval dado em garantia do pagamento da duplicata após o vencimento do título. V. Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura. Está correto o que se afirma APENAS em: a) IV e V. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) III e V. Comentários Letra “e”. Mais uma questão específica sobre as duplicatas e a Lei nº 5.474/68. I – Incorreta. O comprador poderá resgatar a duplicata antes do aceite e também antes do seu vencimento (art. 9º). II – Incorreta. O art. 11 admite a prorrogação do prazo de vencimento, conforme já vimos anteriormente. III - Correta. Estas são as possibilidades de protesto. Está literal ao art. 13. IV – Incorreta. Como já vimos, o aval póstumo é permitido (art. 12). V – Correta. Literal ao art. 2º, §2º da Lei das Duplicatas. 14. (FCC/ICMS-PE/2014) Em relação aos títulos de crédito, considere: I. A pessoa que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança a sua assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante de outrem, obriga pessoalmente o alegado mandante, o qual, nada obstante, terá contra quem agiu irregularmente o devido direito de regresso. II. É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio com plena eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor, bem como a cláusula em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de câmbio representativa de quantias em atraso. III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma devida. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 51 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Está correto o que se afirma APENAS em: a) II, IV e V. b) I, II e V. c) III, IV e V. d) III e IV. e) I, II e III. Comentários Letra “c”. Questão complicada. A saída para marcar o “X” na letra correta seria usar a famosa técnica da eliminação! Pois bem, então vamos lá: I – Conforme o art. 653 do Código Civil (CC), o instituto do mandato representa o recebimento por alguém dos poderes de outra pessoa, para que por meio de procuração pratique atos ou administre os seus interesses, em seu nome. Ou seja, o mandatário ou procurador pratica atos em nome do mandante ou outorgante, conforme os poderes lhe conferidos. Assim, no caso deste item, o mandatário lançou a sua assinatura em título de crédito sem ter poderes ou excedendo os que tem, como mandatário ou representante. Logo, como sabemos do direito cambial, em tese, aquele que assina o título de crédito fica obrigado pessoal e solidariamente pelo pagamento do título. No entanto, como a ação ocorreu sem poderes ou com excesso deles, o mandatário ou representante fica pessoalmente obrigado. Se a dívida for paga por ele, terá os mesmos direitos que teria o representado, que não tem qualquer obrigação, nem mesmo de reembolsar em regresso o mandatário ou representante. Portanto, nos termos do art. 892 do CC, este item está incorreto. Observemos que já eliminaríamos as letras B e E. Art. 892. Aquele que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança a sua assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante de outrem, fica pessoalmente obrigado, e, pagando o título, tem ele os mesmos direitos que teria o suposto mandante ou representado. II – Este item traz duas situações com base na jurisprudência, não sendo tão simples para o candidato. Vejamos! Esta assertiva menciona duas cláusulas relacionadas à letra de câmbio que seriam válidas. Acontece que são cláusulas INVÁLIDAS conforme entendimento jurisprudencial. Em relação à primeira parte da assertiva (“É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio com plena eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor ...”), embora a Lei Uniforme de Genebra (Decreto nº 57.663/66) não trate o aceite como elemento essencial de validade da letra de câmbio, entende-se que o aceite confere força executiva ao título de crédito, já que por ele o devedor (sacado) torna-se aceitante e obrigado principal. Assim, cláusula prevendo plena eficácia à letra de câmbio independente de aceite é inválida (REsp n.º 202.648/ES, Min. Ruy Rosado de Aguiar, QUARTA TURMA, julgado em 27/04/1999, DJ 01/07/1999, p. 184). Já com relação à validade da “cláusula C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 52 de 95 www.exponencialconcursos.com.br em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de câmbio representativa de quantias em atraso”, é igualmente inválida conforme entendimento jurisprudencial: “É nula a cláusula contratual em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, título de crédito representativo de qualquer quantia em atraso. Isto porque tal cláusula não se coaduna com o contrato de mandato, que pressupõe a inexistência de conflitos entre mandante e mandatário” (AgRg no REsp 808603/RS 2006/0002947-9). Portanto, como podemos observar, são pontos difíceis de serem identificados na hora da prova. Vejamos os demais itens, deixando este item em “dúvidas”, ok? III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. Esta afirmativa é simples e representa o teor literal da súmula 387 do STF. Assim,em que pese a dúvida que teríamos sobre o item II, eliminaríamos a letra A e a nossa resposta só pode ser a letra C ou D. IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. Correta nos termos do art. 21 da Lei 5.474/68 (Lei das duplicatas). Poderíamos até pular este item e ir direto à análise do item V para economizar tempo na hora da prova, pois ele está nas duas letras que restam. V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma devida. O item trata das formas de emissão da nota promissória e está conforme o art. 55 do Decreto 2.044/1908 (Lei interna). Acredito que esta seja uma afirmativa simples de se concluir. Logo, a alternativa correta é a letra C: itens corretos – III, IV e V. 15. (FCC/Juiz-TJ-AP/2014) O cheque, quando emitido no lugar onde houver de ser pago, deve ser apresentado para o pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo de: a) 6 meses. b) 30 dias. c) 60 dias. d) 90 dias. e) 180 dias. Comentários Letra “b”. Questão tranquila! Conforme o art. 33 da Lei nº 7.357/85, “O cheque deve ser apresentado para pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 53 de 95 www.exponencialconcursos.com.br de 30 (trinta) dias, quando emitido no lugar onde houver de ser pago; e de 60 (sessenta) dias, quando emitido em outro lugar do País ou no exterior”. 16. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-6ª / 2013) Em relação ao cheque é correto afirmar: a) A pretensão de execução do cheque prescreve em seis meses, contados da data de emissão. b) O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval. c) O cheque admite aceite. d) A morte do emitente invalida os efeitos do cheque. e) Salvo estipulação em contrário, o endossante não garante o pagamento. Comentários b) Correta, conforme o art. 29 da LCh: “O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, ou mesmo por signatário do título”. a) Incorreta. O prazo prescricional de 6 (seis) meses para a ação executiva do cheque conta-se do término do prazo de apresentação (30 ou 60 dias) para a ação promovida pelo portador; quando a ação for promovida pelo obrigado que efetuou o pagamento, conta-se do dia que ele pagou o foi demandado. A nossa esquematização mais acima mostra bem esses prazos (art. 59, LCh). c) Incorreta. Qualquer declaração no sentido de dar aceite no cheque considera- se como não escrita (art. 6º, LCh). Basta lembrarmos que o cheque é uma ordem de pagamento sempre à vista. d) Incorreta, nos termos do art. 37, LCh. A incapacidade superveniente do emitente do cheque também não invalida os seus efeitos. e) Incorreta. O ENDOSSANTE garante o pagamento do cheque, exceto se expressamente houver cláusula em contrário, como a proibição de novo endosso pela expressão “não à ordem” (art. 21, LCh). 17. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No tocante ao cheque, é correto afirmar: a) As obrigações contraídas no cheque são autônomas e independentes. b) O cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador, mas não por conta de terceiro. c) É válida e eficaz a estipulação de juros inserida no cheque, desde que respeitados os limites legais. d) O cheque exige aceite cambiário. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 54 de 95 www.exponencialconcursos.com.br e) O emitente do cheque, como regra, garante o pagamento, salvo se declarar que se exime dessa garantia. Comentários a) Correta. Alternativa está literal ao art. 13 da LCh. No mais, vale notar que o cheque, a letra de câmbio e a nota promissória não possuem vínculos com outros documentos, por isso, são independentes. Já a duplicata é dependente por vinculo com a fatura, que possibilita a sua emissão nos termos dos arts. 1º e 2º da LD. b) Incorreta. Conforme o art. 9º, o cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador, por conta de terceiros e na forma de cheque administrativo. c) Incorreta. A estipulação de juros no cheque considera-se como não escrita (art. 10, LCh). Bem, abaixo deixo um quadro-resumo acerca da estipulação de juros conforme a legislação e o título de crédito. Lei Cláusula de Juros Observação Código Civil (art. 890) Não escrita Lei do cheque (art. 10) Não escrita LUG (art. 5º) LC e NP Escrita LC à vista ou a certo termo de vista. A respeito da duplicata, não há previsão para estipular juros no próprio documento. d) Incorreta. O cheque não admite aceite (art. 6º, LCh). e) Incorreta. O EMITENTE garante o pagamento do cheque e o art. 15 da LCh considera “não escrita a declaração pela qual se exima dessa garantia”. Portanto, o emitente mesmo declarando que se exime do pagamento, continua garantindo o pagamento do cheque. 18. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A letra de câmbio: a) é considerada vencida, independentemente de protesto, pela falta ou recusa do aceite. b) não admite endosso cambiário. c) admite aval, a ser sempre prestado pela emissão de letra autônoma. d) só pode ser emitida a dia certo, não podendo ser emitida à vista. e) não pode, uma vez firmada, ter o aceite cancelado nem retirado. Comentários C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 55 de 95 www.exponencialconcursos.com.br e) Correta. Como vimos o aceite é ato irretratável, conforme depreende-se dos arts. 28 e 29 da LUG. a) Incorreta. Pelo Art. 44, LUG, faz-se necessário o ato formal de protesto para comprovar a recusa ao aceite e o não pagamento da letra de câmbio. Assim, antecipa-se o vencimento da LC. b) Incorreta. Obviamente que a LC admite o endosso, art. 11 LUG: “Toda letra de câmbio, mesmo que não envolva expressamente a cláusula à ordem, é transmissível por via de endosso”. c) Incorreta. O aval é posto na própria LC ou em folha anexa (art. 31, LUG). d) Incorreta. Conforme estudados e a LUG, a LC pode ser à vista, a dia certo, a certo termo de vista e a certo termo de data. 19. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A nota promissória: I. é um título de crédito que consiste em promessa de pagamento, consubstanciada em documento escrito e de natureza cambiária. II. que não indicar a época do vencimento será pagável à vista. III. admite o endosso, por se tratar de uma promessa de pagamento, mas não o aval. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) I.e) III. Comentários Letra “a”. I. Correta. Esta é a definição precisa de nota promissória presente nas disposições da LUG (art. 75). II. Correta. Art. 76, 2ª alínea, LUG. Observar o nosso esquema sobre os requisitos essenciais da NP. III. Incorreta, pois o aval também é aplicado às NP, por determinação da LUG (art. 77, 3ª alínea). Inclusive comentamos no nosso esquema de “ajustes” que no aval em branco o avalizado é o subscritor da NP. 20. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) Em relação à duplicata, é correto afirmar: C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 56 de 95 www.exponencialconcursos.com.br a) Em seu pagamento não podem ser deduzidos créditos a favor do devedor, ainda que relativos ao mesmo negócio jurídico, tendo em vista sua origem causal. b) Não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, uma vez que se trata de título formal. c) Uma só duplicata pode corresponder a mais de uma fatura, desde que todas correspondam a dívidas vencidas. d) Indicará ela sempre o valor total da fatura, ainda que o comprador tenha direito a qualquer rebate, mencionando o vendedor o valor líquido que o comprador deverá reconhecer como obrigação de pagar. e) O comprador só pode resgatá-la após aceitá-la e a partir de sua data de vencimento. Comentários d) Correta. Afirmativa literal ao art. 3º da LD. a) Incorreta, conforme previsto no art. 10 da LD. Vimos também esta disposição em nosso esquema sobre pagamento: Desde que autorizados, quaisquer créditos podem ser deduzidos no pagamento. b) Incorreta. O art. 11 da LD prevê a reforma ou prorrogação do prazo de vencimento da duplicata, porém deve haver concordância das partes. c) Incorreta. O art. 2º, §2º da LD determina que uma duplicata pode corresponder somente a uma fatura. e) Incorreta. O art. 9º da LD possibilita o resgate da duplicata pelo comprador antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. Gabarito: D 21. (FCC / Serviços Notariais-TJ-PE / 2013) Nos termos da Lei nº 5.474/68, a emissão da duplicata e da triplicata é: a) facultativa em ambas hipóteses. b) obrigatória, nas duas hipóteses. c) obrigatória apenas a duplicata se o contrato de compra e venda for com prazo não inferior a 30 (trinta) dias. d) obrigatória e facultativa, respectivamente. e) facultativa e obrigatória, respectivamente. Comentários Letra “e”. Como já vimos a emissão da duplicata é facultativa, conforme o art. 2º da LD. É o único título de crédito que pode ser emitido por conta da emissão de fatura em operação de compra e venda mercantil e prestação de serviços. Já a triplicata é de emissão obrigatória por conta da perda ou extravio da duplicata (art. 23, LD). C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 57 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 22. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) No que se refere à apresentação e ao pagamento do cheque, considere: I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado pelo portador. III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão invalidam os efeitos do cheque. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) II. e) III. Comentários Letra “a”. I. Correta, conforme o §único do art. 32 da LCh. II. Correta, conforme o art. 38 da LCh. III. Incorreta, pois o a morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão NÃO INVALIDAM os efeitos do cheque (art. 37, LCh). 23. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-4ª / 2012) A duplicata é título de crédito: a) causal e pode ser emitida em razão da prestação de serviços, por empresas individuais, devendo a fatura discriminar a natureza dos serviços prestados. b) causal ou formal, segundo a natureza da dívida que representa, dispensando-se a emissão de fatura, quando não corresponder à venda de mercadorias. c) formal e só pode ser emitida como representativa da obrigação de entrega de coisa fungível, cujo valor deve ser declarado, para o caso de sua liquidação financeira. d) causal e apenas pode ser emitida em razão da venda de mercadorias por empresas de natureza mercantil, sendo necessária a emissão de fatura correspondente. e) formal e pode ser emitida como representativa de qualquer dívida de dinheiro. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 58 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Comentários Letra “a”. A duplicata também poderá ser emitida no caso de extração da fatura de prestação de serviços (art. 20, LD), onde a fatura deve discriminar os serviços prestados, logo a única alternativa correta é a letra A. No mais, já vimos que a duplicata é causal por se originar de determinação legal quando ocorrer um ato ou operação (compra e venda mercantil ou prestação de serviços). A extração da fatura é pressuposto da emissão da duplicata, seja em operações com mercadorias ou em prestações de serviços; não é dispensada a emissão da fatura. Além disso, por suas próprias características, os títulos de créditos são documentos formais com força executiva; logo, a duplicata é título formal também, que representa ordem de pagamento à vista ou a prazo, representativa de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de serviços. 24. (FCC / Promotor-MPE-CE / 2011) No que tange à duplicata: a) comprador poderá deixar de aceitá-la por vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, exclusivamente. b) é lícito ao comprador resgatá-la antes do aceite, mas não antes do vencimento. c) trata-se de título causal, que por isso não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento. d) é título protestável por falta de aceite, de devolução ou de pagamento, podendo o protesto ser tirado mediante apresentação da duplicata, da triplicata, ou ainda por simples indicações do portador, na falta de devolução do título. e) em nenhum caso poderá o sacado reter a duplicata em seu poder até a data do vencimento, devendo comunicar eventuais divergências à apresentante com a devolução do título. Comentários d) Correta, conforme a literalidade do art. 13, LD. a) Incorreta em razão da expressão “exclusivamente”, pois o comprador ainda poderá deixar de aceitar a duplicata em razão de outras duas hipóteses: • Avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; • Divergência nos prazos ou nos preços ajustados (art. 8º, LD). b) Incorreta. Como vimos, o comprador poderá resgatar a duplicata tanto antes do aceite quanto antes do vencimento (art. 9º, LD). c) Incorreta. A duplicata é título causale admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento (art. 11, LD). C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 59 de 95 www.exponencialconcursos.com.br e) Incorreta, pois é permitida a retenção da duplicata pelo sacado até o vencimento quando a instituição financeira concorde e desde que o sacado comunique o aceite e a retenção (art. 7º, LD). 25. (FCC / Juiz Substituto-TJ-PE / 2011) Em relação ao protesto de títulos, é correto afirmar: a) protesto será tirado por falta de pagamento, de aceite ou de devolução, só podendo ser efetuado o protesto por falta de aceite antes do vencimento da obrigação e após o decurso do prazo legal para o aceite ou a devolução. b) Em nenhum caso serão protestados títulos e outros documentos de dívida em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil. c) Todos os títulos serão examinados pelo tabelião de protesto em seus caracteres formais, inclusive quanto à ocorrência de prescrição ou caducidade, só tendo curso se não apresentarem vícios. d) Quando a intimação do devedor for efetivada excepcionalmente no último dia do prazo ou além dele, por motivo de força maior, o protesto será tirado antecipadamente. e) protesto é ato personalíssimo, devendo sua intimação ocorrer sempre na figura do devedor e defesa a intimação por edital. Comentários Letra “a”. De forma geral, os pontos mais importantes acerca do protesto e sua lei já foram tratados no decorrer da aula. A presente questão aprofunda-se bastante na lei de protesto, ok? Não acho uma boa nos aprofundarmos muito neste tema. Há tópicos mais importantes com chances maiores de serem cobrados em prova. Enfim, quem tiver mais tempo poderá fazer uma leitura com mais calma da lei de protesto, ok? Então, vamos à questão sabendo que o objetivo aqui é marcar o “X” na alternativa correta. a) Correta. Alternativa literal ao art. 21, caput e §1º, da Lei nº 9.492/97 (Lei de protesto). Observe o tópico 1.6–Protesto . Mesmo sem o conhecimento da lei de protesto seria possível dizer que esta alternativa está correta com os conhecimentos do estudo somente dos títulos de crédito, ok? b) Incorreta, pois o art. 10º da lei de protesto prevê que tais títulos e documentos em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil, podem ser protestados desde que acompanhados de tradução efetuada por tradutor público juramentado. Se tais títulos forem pagos, deverá ser em moeda corrente nacional. c) Incorreta, pois não cabe ao tabelião de protesto verificar se ocorreu prescrição ou caducidade; o tabelião verifica apenas a regularidade formal (art. 9º, lei 9.492/97). C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 60 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) Incorreta. No caso da situação apresentada nesta alternativa, o protesto será tirado no primeiro dia útil subsequente (art. 13, lei 9.492/97). e) Incorreta. A intimação de protesto poderá ser efetuada via edital em razão de: pessoa desconhecida, localização incerta ou ignorada, for residente ou domiciliada fora da competência territorial do tabelionato ou se ninguém se dispuser a receber a intimação (art. 15, lei 9.492/97). 26. (FCC / Serviços Notariais-TJ-AP / 2011) Na duplicata mercantil, o aceite é: a) facultativo e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a comprovação da entrega da mercadoria. b) obrigatório e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a comprovação da entrega da mercadoria. c) facultativo e poderá ser suprido pela anuência do endossante. d) obrigatório e poderá ser suprido pela anuência do endossante. e) facultativo e poderá ser recusado em caso de vício na mercadoria. Comentários Letra “b”. Por força do art. 2º da LD a duplicata é de emissão facultativa, porém seu aceite é obrigatório como estudamos (art. 8º, LD). Porém, mesmo sem aceite, ainda é possível a ação executiva contra o sacado desde que a duplicata tenha sido protestada e haja documento hábil comprobatório da entrega e recebimento da mercadoria (art. 15, II, LD). Assim, o aceite pode ser substituído, conforme dispõe a letra B. 27. (FCC / Procurador-PGE-AM / 2010) A respeito do regime jurídico das Nota Promissórias e Letras de Câmbio, é correto afirmar: a) emitente de uma letra de câmbio tem a mesma responsabilidade pelo pagamento do título que o emitente de uma nota promissória. b) A cláusula "à ordem", expressa no título, define a responsabilidade solidária de todos os garantidores do direito de crédito nele mencionado. c) Para a validade do endosso é indispensável a prévia anuência do devedor original, a ser dada no próprio título ou em documento em separado. d) aval dado em uma nota promissória tem os mesmos efeitos da fiança prestada sem benefício de exoneração. e) A cobrança judicial do crédito mencionado em nota promissória contra o devedor principal independe do prévio protesto do título. Comentários C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 61 de 95 www.exponencialconcursos.com.br e) Correta. A alternativa se refere a um dos ajustes que fizemos para aplicar o regime jurídico da letra de câmbio à nota promissória. Assim, a ação cambial executiva na NP contra o subscritor não precisa de protesto, visto que o emitente (subscritor) é aceitante e devedor principal da NP, portanto é responsável da mesma forma que é o aceitante de uma letra (art. 78, LUG). O nosso esquema mostra bem esta situação!!! a) Incorreta. Pelos conceitos dos dois títulos de crédito, temos que: Na LC: o emitente confere a ordem de pagamento ao sacado para que este pague certa quantia ao tomador; Na NP: o emitente promete pagar ele próprio certa quantia ao tomador. Logo, concluímos que os emitentes da LC e da NP possuem responsabilidades diferentes. b) Incorreta. A cláusula “à ordem” significa que o título pode circular via endosso. Ao contrário, cláusula “não à ordem” determina que o título só pode ser transferido via cessão civil de crédito. c) Incorreta. Pela própria definição de endosso, sabemos que ele deve ser puro e simples, e qualquer condição a que ele seja subordinado considera-se como não escrita (art. 12, LUG, e 912, CC). d) Incorreta. Os institutos aval e fiança são diferentes e, portanto, possuem efeitos distintos. 28. (FCC / Juiz de Direito-TJ-MS / 2010) Quanto ao cheque é correto afirmar: a) Contém a ordem incondicional de pagar quantia determinada. b) Seu credor pode responsabilizar solidariamente o banco sacado pela inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis.c) Por ter caráter causal, se for endossado a terceiro este responde por exceções pessoais relativas ao emitente. d) A inexistência ou insuficiência de fundos desnatura-o como título de crédito. e) Como regra, corresponde a uma promessa de pagamento futuro. Comentários a) Correta. Exatamente como dispõe o art. 1º, II, da LCh. É um dos requisitos essenciais do cheque. b) Incorreta, pois o banco sacado não possui responsabilidade cambiária; a sua responsabilidade é somente contratual em relação ao seu cliente (sacador). c) Incorreta. Em razão do princípio da autonomia e do sub-princípio da inoponibilidade das exceções pessoais a terceiros de boa-fé. Assim dispõe o art. 25 da LCh e o arts. 906 e 916 do CC. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 62 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) Incorreta, pois não existe essa relação como condição de caracterizar ou descaracterizar o título de crédito. Mesmo porque o cheque sem fundos poderá ser objeto de ação executiva. e) Incorreta, pois o cheque é uma ordem de pagamento à vista (art. 32, LCh). 29. (FCC / Juiz de Direito-TJ-MS / 2010) Em relação à duplicata mercantil e à nota promissória, analise as seguintes afirmações: I. A nota promissória é uma promessa de pagamento. Seu subscritor é o devedor principal e se trata de título que não admite aceite, embora possa ser endossado. II. A duplicata mercantil deve ser emitida com base na fatura, corresponde a uma compra e venda mercantil e deve ser aceita pelo comprador, que só pode recusá-la em situações expressamente previstas em lei. III. Somente a duplicata aceita pode ser objeto de protesto cambial. Está integralmente correto o que se afirma SOMENTE em: a) I b) I e II. c) I e III. d) II. e) II e III. Comentários Letra “b”. I. Correta. Está de acordo com a definição de nota promissória. Vimos nos ajustes da NP que o aceitante é o subscritos (art. 78, LUG) e não admite aceite. II. Correta. Está conforme os arts. 1º, 2º e 8º da LD. III. Incorreta, conforme o art. 13 da LD o protesto pode ser ainda por falta de devolução e por falta de pagamento. 30. (FCC / Defensor Público-PA/ 2009) Por ser o cheque uma ordem de pagamento a vista: a) é ilegal a emissão de cheque pós-datado, que não gera qualquer efeito jurídico ao emitente ou ao beneficiário. b) embora a pós-datação não produza efeito cambial, pode gerar efeitos reparatórios civis se a data futura não foi obedecida pelo beneficiário, por lesão à boa fé objetiva. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 63 de 95 www.exponencialconcursos.com.br c) como a pós-datação não produz efeito cambial, também não pode gerar efeitos reparatórios civis se a data futura não for obedecida pelo beneficiário. d) após-datação gera efeitos cambiais, por isso sendo obstada a apresentação do título a pagamento antes da data futura aposta. e) postulado da questão é parcialmente verdadeiro, pois a natureza do cheque permite que seja tanto uma ordem de pagamento a vista como um título de crédito a prazo. Comentários b) Correta; c), d) e e) Incorretas. A alternativa anterior retrata a possibilidade legal de cheque pós-datado. A jurisprudência por sua vez reconhece que não há efeitos cambiais ao emitir cheque com data futura, pois caso fosse reconhecida essa prática como cambial, estaríamos admitindo que o cheque poderá ser emitido a prazo; o que não pode, pois é ordem de pagamento à vista. No entanto, caso a apresentação do cheque seja efetuada em data anterior a data de emissão, a jurisprudência considera passível de indenização e reparos civis tendo em vista que o acordado entre as partes não foi cumprido por uma delas, no caso, o beneficiário (credor). a) Incorreta. Como vimos, o cheque pós-datado (pré-datado) ao ser apresentado ao banco sacado deve ser pago, por ser o cheque um título de crédito à vista e pagável quando for apresentado (art. 32, §único). 31. (FCC/Defensor Público-SP/2009) Considerando as espécies de cheques, assinale a definição correta. a) cheque administrativo é aquele em que o emitente, para os fins de liquidez e tranquilidade do beneficiário, solicita do sacado que aponha visto ou certificado, bem como reserve o valor. b) Cheque marcado é aquele que é pago somente ao beneficiário que tiver o nome indicado e, por isso, não comporta endosso. c) Diz-se visado o cheque emitido pelo sacado contra ele mesmo em favor da pessoa indicada por terceiro, geralmente o correntista do banco. d) Cheque cruzado especial é aquele em que o emitente apõe dois traços no anverso do título e escreve entre estes o dizer "banco". e) Cheque de viagem é o emitido em moeda estrangeira e pago na moeda do país em que é apresentado, conforme com o câmbio do dia. Comentários e) Correta. Estas são as características exatas do cheque de viagem. a) Incorreta, pois esta é a definição de cheque visado. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 64 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) Incorreta, pois o cheque marcado não é mais admitido no direito brasileiro. Além disso, esta definição é do cheque emitido nominalmente e “não à ordem”, para proibir o endosso. c) Incorreta. Esta definição é de cheque administrativo. d) Incorreta, pois somente a expressão “banco” no cruzamento configura o cheque cruzado geral; o cheque cruzado especial (em preto) necessita do nome do banco entre os dois traços (art. 44, §1º, LCh). 32. (FCC / Promotor-MPE-CE/ 2009) Quanto aos títulos de crédito, é correto afirmar: a) a emissão de duplicata mercantil que não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, corresponde a ilícito civil, sem consequências criminais. b) emitida a letra de câmbio pelo sacador, nasce de imediato a obrigação cambial de pagamento do título ao sacado. c) embora não admitam aceite, as notas promissórias podem ser emitidas com vencimento a certo termo da vista, devendo o credor, nessa hipótese, apresentar o título ao visto do emitente no prazo de um ano do saque. d) credor do cheque pode responsabilizar o banco sacado pela inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis, dada a responsabilidade objetiva do estabelecimento bancário. e) a divergência nos prazos ou nos preços ajustados com o vendedor não é motivo de recusa de aceite de uma duplicata mercantil pelo comprador. Comentários c) Correta. Esta alternativa tratamos no esquema acerca dos ajustes da NP eencontra-se no art. 78, 2ª alínea da LUG. a) Incorreta, pois o art. 172 do Código Penal tipifica como crime a emissão de “duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado”. b) Incorreta, pois a obrigação de pagamento da letra de câmbio surge a partir do aceite pelo sacado, que torna-se aceitante e obrigado principal (art. 28, LUG). d) Incorreta. Conforme a doutrina e jurisprudência, o credor não poderá responsabilizar o banco sacado pela insuficiência de fundos do correntista. Aliás, como já comentamos, o banco sacado não possui responsabilidades cambiárias, porém ressalta-se que poderá ser responsabilizado por cheque falsificado ou pagamento indevido de cheque. e) Incorreta, pois esta hipótese está presente no art. 8º, inciso III da LD. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 65 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 33. (FCC / Procurador-Pref. São Paulo/ 2008) A duplicata é um título de crédito: a) que pode ser extraído para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador, e ser levado a protesto por falta de aceite, de devolução ou de pagamento. b) formal, que só admite protesto por falta de pagamento. c) causal, que só pode ser emitido para documentar a prestação de serviços por empresários individuais ou sociedades empresárias. d) causal, que só pode ser emitido para documentar a venda e compra mercantil. e) que consubstancia promessa de pagamento à vista admite endosso e pode ser levado a protesto por falta de aceite ou por falta de pagamento. Comentários a) Correta, nos termos dos arts. 2º e 13 da LD. b) Incorreta, pois o protesto pode ser ainda por falta de aceite e de devolução (art. 13, LD). c) e d) Incorretas, em razão da restrição empregada pela palavra “só”, já que a duplicada pode ser utilizada em operações de compra e venda mercantil ou prestações de serviços (art. 2º, LD). e) Incorreta, a duplicata é uma ordem de pagamento, à vista ou a prazo, emitida pelo vendedor ou prestador de serviço contra o comprador ou tomador de serviço (sacado). 34. (FCC / Promotor-MPE-PE/ 2008) Em relação aos títulos de crédito, é certo que: a) a prática comercial de emissão de cheque com data futura de apresentação, conhecido como cheque "pré-datado", desnatura sua qualidade cambiariforme, por representar mera garantia de dívida. b) não existe a figura do aceite na letra de câmbio, embora seja da substância da duplicata, por ser causal. c) valor exato e certo contido em uma nota promissória não pode sofrer acréscimos de juros ou de correção monetária, pois isso implicaria ausência de liquidez do título. d) a cédula de crédito bancário permite a aposição de juros, vedada porém sua capitalização, isto é, a cobrança de juros compostos. e) emitente da duplicata deve enquadrar-se como comerciante ou prestador de serviços, incluindo-se aquele que fabrica produtos e o profissional liberal, ao qual também se permite a emissão. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 66 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Comentários e) Correta. Está conforme os arts. 1º, 2º, 20 e 22 da LD. a) Incorreta, pois as características de título de crédito são observadas no cheque pós-datado; por exemplo, o credor beneficiário pode protestar o cheque pós-datado que não tiver fundos quando apresentado antes da data de emissão ao sacado. Assim, ele poderá executar o emitente do cheque. Logo, as características cambiariformes verificam-se presentes no cheque pós-datado normalmente. Ou seja, o cheque é uma ordem de pagamento à vista (art. 32, LCh). b) Incorreta, obviamente. O aceite do sacado na LC é observado sim, porém é facultativo; afinal, há a possibilidade de recusa ao aceite. Já na duplicata, o aceite como regra é obrigatório pelo comprador (sacado); a exceção fica pelas hipóteses elencadas no art. 8º da LD. c) Incorreta, pois a LUG prevê a possibilidade da estipulação de juros para a nota promissória e letra de câmbio (art. 77, LUG). d) Incorreta. Conforme o art. 28, §1º da Lei 10.931/04, a cédula de crédito bancário poderá prever os juros sobre a dívida, capitalizados ou não. 35. (FCC / Procurador-TCE-CE/ 2006) O cheque visado: a) desobriga o sacado e os coobrigados de efetuar qualquer pagamento ao beneficiário. b) implica a reserva de fundos na conta do sacador, suficientes ao pagamento do título. c) não admite sustação nem contra-ordem, ainda que após o prazo de pagamento. d) é aquele sacado por instituição financeira e que não admite devolução por insuficiência de fundos. e) não pode ser endossado, nem avalizado. Comentários Letra “b”. O conceito correto de cheque visado está na alternativa B, única correta, conforme art. 7º da LCh. Ressalta-se que o visto do banco sacado não significa aceite. Pelo visto no cheque o sacado declara ou certifica que há fundos disponíveis para pagamento do valor indicado no cheque e se compromete a reservar tal valor durante o prazo de apresentação. Assim, pelo visto, o sacado fica obrigado a debitar a conta do emitente pelo valor indicado no cheque. Isso não significa que o sacado tornou-se aceitante e obrigado cambiário. No cheque, o sacado não possui responsabilidade cambiária e os demais intervenientes (emitente, endossante e avalistas) continuam coobrigados. No mais, o cheque visado pode ser objeto de sustação (oposição – afinal, pode ser furtado), mas C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 67 de 95 www.exponencialconcursos.com.br não pode ser revogado (contraordem) durante o prazo de apresentação. Ainda, pode ser endossado e avalizado. 36. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Trajano de Morais perdeu nota promissória no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) que lhe foi endossada em branco pela sociedade empresária Duas Barras Comércio de Materiais de Construção Ltda. Tratando-se de título cambial que está circulando ao portador, assinale a afirmativa correta. a) O endossante ficará desonerado se o título não for entregue ao endossatário no prazo de 30 (trinta) dias da data do vencimento. b) O subscritor da nota promissória ficará desonerado se provar que o título foi desapossado do endossatário involuntariamente. c) O portador do título perdido poderá exigir o pagamento de todos os coobrigados, à exceção do endossante em branco; d) O endossante não poderá opor ao portador exceção fundada em direito pessoal, ou em nulidade de sua obrigação. e) O endossatáriopoderá obter novo título em Juízo, bem como impedir que seu valor seja pago a outrem. Comentários Letra “e”. Importante notar que a nota promissória está circulando ao portador, ou seja, está circulando em branco, sem a identificação do endossatário. Portanto, o examinador pretendeu cobrar o conhecimento da parte do Código Civil que trata do título ao portador (Título VIII, Cap. II, arts. 904 a 909). Neste caso, como forma de proteção do indivíduo que foi “injustamente desapossado” do título ao perdê-lo, o legislador conferiu a possibilidade do indivíduo obter novo título em juízo, bem como de impedir que seja pago a outra pessoa, conforme previsto no art. 909, CC. Então, a única alternativa correta é a letra E. Art. 909. O proprietário, que perder ou extraviar título, ou for injustamente desapossado dele, poderá obter novo título em juízo, bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. 37. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Miguel Pereira Artigos de Papelaria Ltda. ME sacou duplicata de compra e venda no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais) contra Miriam Lopez. O título foi descontado junto ao Banco Tolomei S/A para obtenção de recursos pela sacadora antes do vencimento, pela forma de circulação permitida às duplicatas. No momento da cobrança pelo portador da duplicata aceita, vencida e sem protesto por falta de pagamento, Miriam Lopes invocou a desconformidade da mercadoria C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 68 de 95 www.exponencialconcursos.com.br com as especificações do pedido feito ao sacador, recusando-se ao pagamento. Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta. a) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da cartularidade. b) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do princípio da abstração. c) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da literalidade. d) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do princípio da autonomia. e) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da tipicidade ou rigor cambiário. Comentários Letra “b”. A duplicata em questão foi aceita e entrou em circulação. Assim, conforme entendimento jurisprudencial e doutrinário, considera-se que a duplicata obteve características do princípio (ou subprincípio) da abstração, ou seja, ela se desvinculou do negócio jurídico que lhe deu causa. Logo, a desconformidade da mercadoria com as especificações do pedido, não pode ser alegada pelo aceitante em face do portador (credor) de boa-fé para como recusa de pagamento. Esta exceção pessoal diz respeito somente às partes participantes do negócio jurídico originário, ok? Então, a nossa resposta é a letra B. Ressalta-se que em comparação ao princípio da autonomia (letra D), a abstração é mais específica e refere-se à não-vinculação a origem da causa da emissão do título de crédito, enquanto à autonomia diz respeito à cadeia cambial, à autonomia de cada uma das relações cambiais. 38. (FGV / ICMS-AP / 2010) Com relação às regras relativas ao cheque, assinale a afirmativa incorreta. a) Caracteriza dano moral a apresentação de cheque pré-datado. b) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. c) Prescreve em 6 meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação de execução do cheque. d) Após o prazo de 6 meses decai o direito do portador de receber a quantia aposta no cheque. e) Prescreve em 2 anos a ação de enriquecimento contra o emitente que se locupletou, injustamente, com o não pagamento do cheque. Comentários C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 69 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) Incorreta, pois não há esta previsão legal de decadência. a) Conforme vimos, o CHEQUE É UMA ORDEM DE PAGAMENTO À VISTA. Porém, é comum a emissão de cheque para ser pago em data futura; o chamado cheque pré-datado ou pós-datado. Desta forma, um cheque pré-datado poderá ser apresentado para desconto antes da data estipulada. Neste caso, ele poderá ser descontado ou devolvido conforme haja ou não fundos no banco. Lembrando, que o banco não possui responsabilidade cambiária alguma nesta situação. No entanto, e este é o teor da questão, isso significa o não cumprimento do que foi acordado entre o emitente e o beneficiário do cheque. Assim, caberia indenização por dano moral, conforme a súmula 370 do STJ. Correta. b) Já esta alternativa segue a disposição literal da súmula 388 do STJ. Correta. c) Está correta nos termos do art. 59 da Lei do Cheque (lei 7.357/85). Art. 59. Prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador. Parágrafo único - A ação de regresso de um obrigado ao pagamento do cheque contra outro prescreve em 6 (seis) meses, contados do dia em que o obrigado pagou o cheque ou do dia em que foi demandado. e) Correta, nos termos do art. 61 da Lei do Cheque. Art. 61 da LC. A ação de enriquecimento contra o emitente ou outros obrigados, que se locupletaram injustamente com o não-pagamento do cheque, prescreve em 2 (dois) anos, contados do dia em que se consumar a prescrição prevista no art. 59 e seu parágrafo desta Lei. Ou seja, após 6 meses do fim do prazo de apresentação, começa a correr o prazo de 2 anos para a ação de locupletamento contra o emitente do cheque e seus coobrigados. 39. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Protesto é o ato pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida. Comentários Correta. Este é o conceito literal de protesto nos termos expressos no art. 1º, caput, da Lei nº 9.492/97. 40. (FGV / ICMS-RJ / 2010) O protesto, para o exercício do direito de crédito, não é necessário contra o sacado da duplicata. Comentários Correta, pois o protesto da duplicata é obrigatório contra os seus coobrigados (art. 13, §4º da Lei 5.474/68); contra o devedor principal não é necessário o protesto. Na época esta questão gerou alguns recursos por conta do art. 15, II C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 70 de 95 www.exponencialconcursos.com.br da LD. Mas a FGV manteve o gabarito e justificou assim: A afirmação III está correta porque, contra o devedor principal da duplicata (o sacado) não é necessário o protesto: a inobservância do prazo de 30 dias a contar do vencimento para se promover o protesto da duplicata importa a perda do direito de regresso apenas contra os endossantes e respectivos avalistas (artigo 13, § 4.°, da Lei n.° 5.474, de 18 de julho de 1968, quedispõe sobre as duplicatas). Gabarito: Correta Art. 13, § 4º da LD. O portador que não tirar o protesto da duplicata, em forma regular e dentro do prazo da 30 (trinta) dias, contado da data de seu vencimento, perderá o direito de regresso contra os endossantes e respectivos avalistas. Art 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada de conformidade com o processo aplicável aos títulos executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de Processo Civil ,quando se tratar: l - de duplicata ou triplicata aceita, protestada ou não; II - de duplicata ou triplicata não aceita, contanto que, cumulativamente: a) haja sido protestada; b) esteja acompanhada de documento hábil comprobatório da entrega e recebimento da mercadoria; e c) o sacado não tenha, comprovadamente, recusado o aceite, no prazo, nas condições e pelos motivos previstos nos arts. 7º e 8º desta Lei. 41. (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) O título de crédito emitido em branco ou incompleto pode ser completado pelo credor de boa-fé, antes da ação de execução ou protesto. Comentários Correta. O contido nesta assertiva é uma importante disposição que se encontra disciplinada na súmula 387 do STF: A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 42. (FGV / ICMS-RJ / 2008) No cheque, o endosso-mandato não se extingue por morte ou incapacidade superveniente do endossante-mandante. Comentários Correta. Esta afirmativa está correta, pois assim dispõe o art. 37 da Lei do Cheque (LC) – Lei 7.357/85. Art. 37 da LC. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão não invalidam os efeitos do cheque. O art. 917, §2° do CC, pode ser aplicado neste caso. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 71 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Art. 917, §2° do CC. Com a morte ou a superveniente incapacidade do endossante, não perde eficácia o endosso-mandato. 43. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Prescreve em seis meses, contados da data da apresentação do cheque ao sacado, a ação de execução assegurada ao portador da cambial. Comentários Incorreta (ANULADA). O portador do cheque possui o prazo 30 ou 60 dias para apresentar o cheque ao banco sacado contados da data de emissão. Este prazo é de 30 dias se o cheque tiver de ser pago na mesma praça em que ele foi emitido e de 60 dias se em outra praça. Pode ocorrer que o cheque seja apresentado de forma tardia (após 30 ou 60 dias). Neste caso, o banco sacado deve descontar o cheque até a sua prescrição, que é no prazo de 6 meses contados do término do prazo de apresentação. Se não houver saldo suficiente para cobrir o cheque, o portador terá direito à ação executiva contra o emitente, sem necessidade de protesto. Porém, se não protestado, o portador perderá o direito de regresso contra os coobrigados (endossantes e avalistas). O prazo para o protesto do cheque é igual ao prazo para apresentação (art. 47, da Lei do Cheque). Quanto à questão, devemos ter bastante atenção. Inicialmente esta assertiva foi considerada INCORRETA pela banca, porém ela foi tema de recursos e a banca resolveu acatar as ponderações dos candidatos, pois considerou que: “há aspectos controvertidos na doutrina que podem ter levado os candidatos a interpretação errônea”. Contudo, ainda continua: “observa que o art. 35, sic, da Lei 7.357/85 é claro ao dispor: “Prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador.”. O artigo em questão é o art. 59 da Lei do Cheque (“Prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador”.). No entanto, devemos concordar com a banca sobre a controvérsia com relação ao prazo de prescrição da ação de execução do cheque. Para o Prof. Rubens Requião, por exemplo, “se o cheque não foi apresentado no prazo previsto, de trinta dias, por exemplo, a prescrição começa a correr após o decurso desse prazo; se for apresentado e não pago, por qualquer motivo, inclusive por falta de provisão de fundos, a prescrição começa a contar a partir do dia da primeira apresentação.”. Observemos o que o Prof. Fabio Ulhoa Coelho menciona sobre o tema: ”É, em princípio, irrelevante a data em que o cheque foi apresentado ao banco sacado, e a de sua devolução. O termo inicial do prazo de prescrição será considerado o fim do prazo de apresentação, inclusive se a apresentação e devolução ocorrerem fora desse prazo.”. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 72 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Pois bem, esta afirmativa estaria INCORRETA nos termos do gabarito preliminar, porém foi ANULADA considerando a controvérsia acima. No entendimento de muitos professores, inclusive no meu entendimento, esta afirmativa está correta nos termos da lei, portanto, apesar da justificativa pouco objetiva da banca, foi anulada. 44. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Determinada companhia produtora de vinhos vendeu cinqüenta caixas de vinho tinto e cinqüenta de vinho branco. O comerciante recebeu os vinhos, tendo lançado o aceite na duplicata, mas, ao conferir a mercadoria recebida, percebeu que metade dos vinhos brancos estava com o rótulo trocado. Antes da restituição da duplicata, o sacado cancelou o aceite. Nessa hipótese, seria possível o cancelamento do aceite antes da restituição da duplicata? Assinale a alternativa que responda corretamente à pergunta acima. a) Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador revogá-lo ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. b) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da restituição da duplicata, cancelar o aceite. c) Mesmo após ter sido lançado, permite-se ao sacado, a qualquer tempo, cancelar o aceite lançado na duplicata, nos termos do art. 29 da Lei Uniforme de Genebra. d) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da restituição do título e com a devolução de parte da mercadoria correspondente, retificar o aceite e limitá-lo ao valor da mercadoria sem defeito. e) Se o sacado, antes da restituição da duplicata, simplesmente riscar o aceite que tiver dado, tal aceite será considerado como recusado. Comentários Letra “a”. Esta questão foi causa de diversos recursos e discussões. Porém, o gabarito foi mantido. O ponto central desta questão é saber se é possível o cancelamento ou revogação do aceite na duplicata, tal como previsto no art. 29 da LUG para a letra de câmbio: Art. 29 da LUG. Se o sacado antes da restituição da letra, riscar o aceite que tiver dado, tal aceite é considerado como recusado. Salvo prova em contrário, a anulação do aceite considera-se feita antes da restituição da letra. Considerando a disposição do art. 25 da Lei das Duplicatas (“Aplicam-se à duplicata e à triplicata, no que couber, os dispositivos da legislação sobre emissão, circulação e pagamento das Letras de Câmbio”), entendemos que não encontrarespaldo legal o cancelamento ou revogação do aceite nas duplicatas. Tendo em vista que a duplicata é um título causal que nasce com fundamento C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 73 de 95 www.exponencialconcursos.com.br em negócio jurídico subjacente (anterior) resultante de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de serviços, é dever do sacado (comprador) aceitar o título, já que o negócio jurídico que lhe deu causa teria sido cumprido. Porém, nos casos previstos no art. 8º da Lei das Duplicatas (Lei 5.474/68), o sacado poderá deixar de aceitar a duplicata. Relembremos: Assim, desde que motivado nas hipóteses acima, o sacado poderá deixar de aceitar a duplicata. Caso não aceite sem qualquer desses motivos, é permitido ao sacador protestar o título e executar o sacado comprovando que a mercadoria foi entregue. No caso desta questão, houve vício nos rótulos dos vinhos que possibilitaria a recusa ao aceite da duplicata, devendo acompanhá- la de declaração, por escrito, contendo as razões da falta do aceite (art. 7º, LD). Este seria o procedimento correto! Acontece que o comprador efetuou o aceite da duplicata antes de conferir a mercadoria; na sequência, cancelou este aceite. De fato, não há previsão legal para cancelar o aceite na duplicata. Mas, e aí? O comprador fica prejudicado? Não. Ele pode simplesmente comunicar ao vendedor, por escrito, a recusa do aceite expondo os seus motivos e reter a duplicata. Logo, como podemos perceber, a razão para não haver previsão de cancelamento do aceite, é que na duplicata o aceite poderá ocorrer por presunção. Então, a recusa ao aceite sem fundamento, possibilita o protesto e execução do comprador. Pois bem, das alternativas apresentadas, a correta é a letra A: Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador revogá-lo ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. 45. (FGV / ICMS-RJ / 2009) Assinale a afirmativa incorreta. a) Duplicata é título de crédito causal que encontra origem em contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. b) Se o credor não realizar o protesto por falta de aceite ou por não devolução do título, ainda assim poderá realizar o protesto por falta de pagamento. c) Nos contratos de compra e venda mercantil, o devedor poderá deixar de aceitar a duplicata: por avaria ou não-recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; por vícios, defeitos e ACEITE é obrigatório, exceto: •Avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues. •Vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; •Divergência nos prazos ou nos preços ajustados. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 74 de 95 www.exponencialconcursos.com.br diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; e por divergência nos prazos ou nos preços ajustados. d) Nos contratos de prestação de serviços, o devedor poderá deixar de aceitar a duplicata: quando não houver correspondência com os serviços efetivamente contratados; por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados; e por divergência de prazos ou nos preços ajustados. e) A duplicata não se configura como título executivo extrajudicial. Comentários e) Alternativa que contraria o contido no art. 15 da LD. Incorreta, pois as duplicatas são consideradas títulos executivos extrajudiciais. Art. 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada de conformidade com o processo aplicável aos títulos executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de Processo Civil, quando se tratar: a) Correta, conforme os arts. 1° e 20 da lei 5.474/68. b) Observe que esta alternativa não menciona o tipo de título de crédito. O examinador, nas demais alternativas, menciona a duplicata mercantil. Logo, o candidato deve “deduzir” que esta alternativa também trata da duplicata. Esta alternativa está correta, nos termos do art. 13, §2° da Lei 5.474/68. Art. 13 §2°. O fato de não ter sido exercida a faculdade de protestar o título, por falta de aceite ou de devolução, não elide a possibilidade de protesto por falta de pagamento. c) Correta. Este é o teor do art. 8° da LD que já vimos anteriormente. d) Correta. Essas são as hipóteses de recusa ao aceite na duplicata decorrente de contrato de prestação de serviços, nos termos do art. 21 da LD. 46. (FGV / Juiz Substituto-MT / 2008) De acordo com entendimento sumulado, o instrumento de confissão de dívida, ainda que originário de contrato de abertura de crédito, constitui título executivo extrajudicial. Comentários Correta. Esta afirmativa traz a literalidade da súmula 300 do STJ. O instrumento de confissão de dívida por representar um negócio jurídico onde a obrigação é certa, líquida e exigível, subordina-se ao art. 783 do Novo CPC, constituindo título executivo extrajudicial. Mesmo quando este instrumento tem origem em contrato de abertura de crédito. Notemos que o mesmo STJ na súmula 233 afirma que “O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato da conta-corrente, não é título executivo.”. Então, não devemos confundir o contrato de abertura de crédito com o instrumento de confissão de dívida; são instrumentos distintos, ok? C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 75 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas; 47. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Em se tratando de título de crédito representativo de mercadorias, diante da incorporação do direito real à cártula, o portador não tem o direito de transferi-lo, mas apenas recebê-las independentemente de quaisquer formalidades. Comentários Incorreta. Os títulos de crédito representativos de mercadoria são o warrant e o conhecimento de depósito. Conforme a Lei nº 1.102/1903, os Armazéns Gerais estão autorizados a emitir títulos representativos das mercadorias depositadas (art. 15: conhecimento de depósito e warrant). Assim, tais títulos de crédito podem ser transferidos por meio de endosso (art. 18). Art. 18 - O conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser transferidos, unidos ou separados, por endosso. 48. (FGV/ICMS-RJ/2011) O empresário individual ou a sociedade empresária que tenha por objeto a exploração de armazénsgerais, com finalidade de guardar e conservar mercadorias emitirá, quando pedido pelo depositante, títulos denominados warrant e conhecimento de depósito. A esse respeito, é INCORRETO afirmar que: a) o conhecimento de depósito e o warrant são títulos que devem ser emitidos simultaneamente pelo depositário, podendo ser transmitidos unidos ou separadamente, mediante endosso. b) o warrant é título de crédito que confere direito de penhor sobre a mercadoria depositada em armazém geral. c) o conhecimento de depósito não pode ser penhorado ou arrestado por dívidas do portador. d) ao portador do conhecimento de depósito é permitido retirar a mercadoria antes do vencimento da dívida constante do warrant, consignando o armazém geral o principal e juros até o vencimento e pagando os impostos fiscais, armazenagens vencidas e mais despesas. e) ao portador do warrant que, em tempo útil, não promover o protesto por falta de pagamento, ou que, dentro de dez dias, contados da data do C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 76 de 95 www.exponencialconcursos.com.br instrumento de protesto, não vender a mercadoria, conservará tão somente ação contra o primeiro endossante do warrant e contra os endossantes do conhecimento de depósito. Comentários c) Incorreta, conforme disposto no art. 17 da Lei nº 1.102/1903. Art. 17 - Emitidos os títulos de que trata o art. 15, os gêneros e mercadorias não poderão sofrer embaraço que prejudique a sua livre e plena disposição, salvo nos casos do art. 27. O conhecimento de depósito e o "warrant", ao contrário, podem ser penhorados, arrestados por dívidas do portador. a) Correta, nos termos do art. 18 da Lei nº 1.102/1903. Art. 18 - O conhecimento do depósito e o "warrant" podem ser transferidos, unidos ou separados, por endosso. b) Correta, conforme a definição que já estudamos anteriormente. d) Correta. Está literal ao art. 22 da Lei nº 1.102/1903. e) Correta. Está literal ao art. 23, §7º da Lei nº 1.102/1903. 49. (CESPE/Advogado-TELEBRAS/2013) O conhecimento de depósito e o warrant, que são espécies de títulos de créditos, são emitidos pelo armazém geral e nascem unidos. O primeiro permite garantir o direito de propriedade sobre mercadorias; o segundo representa o penhor sobre as mercadorias depositadas, além de constituir uma promessa de pagamento. Comentários Correta. A assertiva traz exatamente os conceitos de conhecimento de depósito e warrant. Perfeito para levarmos para a prova! 50. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Sobre as características da Cédula de Crédito Bancário, analise as afirmativas a seguir. I. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito representativo de ordem de pagamento em dinheiro, à vista ou a prazo, emitido por instituição financeira ou de entidade a esta equiparada e sacado contra pessoa física ou jurídica, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. II. A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 77 de 95 www.exponencialconcursos.com.br III. Na Cédula de Crédito Bancário deverão ser pactuados os juros capitalizados sobre a dívida, os critérios de sua incidência e a periodicidade de sua capitalização, bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Comentários I – Incorreta. A CCB trata-se de ordem de pagamento, conforme o art. 26 da Lei 10.931/04. Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. II – Correta, conforme o dispositivo abaixo transcrito da Lei 10.931/04. Art. 29. § 1o A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. III – Incorreta. Trata-se de uma faculdade e não de uma obrigação. Vejamos esse esquema: alguns pontos adicionais podem ser pactuados na emissão da CCB, tais como: C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 78 de 95 www.exponencialconcursos.com.br Art. 28. § 1o Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: I - os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, os critérios de sua incidência e, se for o caso, a periodicidade de sua capitalização, bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação; Gabarito: B (Obs.: a FGV divulgou equivocadamente a letra A como resposta). CCB JUROS capitalizados ou não e critérios de sua incidência, além de despesas e encargos. Critérios de atualização monetária ou variação cambial. Casos de mora, multa e penalidades contratuais. Quando previsto, a modalidade de garantia da dívida As obrigações a serem cumpridas pelo credor O credor deve emitir extratos de conta corrente ou planilhas de cálculo da dívida ou de seu saldo devedor C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 79 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 12- Lista de Questões 1. (CESPE/Juiz do Trabalho-TRT-23ª/2009) Sobre a letra de cambio é correto afirmar que: e) Se for emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 2. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RN/2002) A recusa do sacado em aceitar a letra de câmbio sacada a termo de data tem como consequência: a) a possibilidade do beneficiárioexigir do sacador o pagamento imediatamente após o protesto por falta de aceite. b) sua imediata substituição, como devedor principal, pelo sacador, que deverá pagar o título na data do vencimento. c) a faculdade do beneficiário de protestar o título por falta de aceite caso a recusa seja imotivada. d) a responsabilização dos co-obrigados pelo pagamento do título na data do vencimento. e) a responsabilização do sacado pelo pagamento do título no vencimento, desde que tempestivamente protestado por falta de aceite. 3. (ESAF/Analista–SEFAZ-CE/2006) Em matéria de títulos de crédito: d) o cheque não é um título de crédito, porque foi proibido por lei que seja endossado mais de uma vez. 4. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-11ª/2013) Em relação aos títulos de crédito, é correto afirmar que: e) Emitente do cheque garante seu pagamento, salvo se declarar-se isento dessa garantia no próprio título. 5. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No que se refere à apresentação e ao pagamento do cheque, considere: I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado pelo portador. III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão invalidam os efeitos do cheque. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 80 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) I e III. c) II e III. d) II. e) III. 6. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-11ª/2013) Em relação aos títulos de crédito, é correto afirmar que: b) a duplicata é título autônomo e abstrato, sendo irrelevante perquirir-se o negócio subjacente que lhe deu origem. 7. (ESAF / Analista–SEFAZ-CE / 2006) Em matéria de títulos de crédito: b) o aval em uma duplicata pode ser dado antes mesmo do seu aceite pelo sacado. 8. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante ao cheque, é INCORRETO afirmar: a) O banco sacado responde por ato ilícito que venha a praticar, mas não pode assumir qualquer obrigação cambial referente a cheques sacados por seus correntistas. b) O sacado não pode aceitar um cheque, mas pode endossá-lo a terceiros. c) Somente o cheque nominativo ainda não endossado comporta seu visamento, que não equivale ao aceite. d) O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque e, salvo estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento. e) Um cheque pós-datado é pagável em sua apresentação, à vista, mesmo que esta se dê em data anterior àquela indicada como a de sua emissão. 9. (FCC/Juiz Substituto-TJ-AL/2015) No tocante às duplicatas, considere: I. É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. II. A duplicata não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, sendo necessária a emissão de novo título para esses fins. III. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, desde que prestado anteriormente ao vencimento do título. IV. A duplicata é protestável por falta de aceite, de devolução ou pagamento. Está correto o que se afirma APENAS em: C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 81 de 95 www.exponencialconcursos.com.br a) I e IV. b) II, III e IV. c) I, III e IV. d) I, II e III. e) II e III. 10. (FCC/Juiz Substituto-TJ-RR/2015) João subscreveu uma nota promissória em favor de Paulo. Além da denominação “nota promissória”, a cártula, devidamente assinada por João, contém a promessa pura e simples de pagar a Paulo a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a indicação da data em que foi emitida e do lugar onde foi passada, mas não prevê nem a época do pagamento, nem o lugar onde este deve ser realizado. Nesse caso, a cártula: a) não vale como nota promissória, pois a indicação da época do pagamento é requisito essencial do título. b) não vale como nota promissória, pois a indicação do lugar onde o pagamento deve ser realizado é requisito essencial do título. c) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do pagamento, considera-se o título à vista. d) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação do lugar do pagamento, considera-se como tal o domicílio de Paulo, independentemente de onde o título foi passado. e) vale como nota promissória, sendo que, à falta de indicação da época do pagamento, este só poderá ser exigido trinta dias após a sua apresentação ao subscritor do título. 11. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) No tocante ao protesto, é correto afirmar: a) O apresentante só poderá retirar o título ou documento da dívida, pagos os emolumentos e demais despesas, após a lavratura do protesto. b) Trata-se de ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada exclusivamente em títulos de crédito cambiários. c) Incluem-se entre os títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas autarquias e fundações públicas. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 82 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) O título do documento de dívida cujo protesto houver sido sustado judicialmente poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial ou do credor. e) O prazo de registro do protesto será de 48 horas, contadas da protocolização do título ou documento de dívida. 12. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-RJ/2015) Quanto ao cheque, é correto afirmar: a) Trata-se de papel de curso forçado, a ser recebido como se fosse dinheiro. b) Por ser uma ordem de pagamento à vista, o banco não se vincula à data aposta para pagamento, ainda que pré-datado, devendo pagar o título de imediato. c) A ausência de provisão de fundos prejudica a validade do título, cambiariamente. d) Admite as figuras do aval e do aceite. e) Pode ser endossado, de modo puro e simples ou condicionado a evento futuro e incerto. 13. (FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2015) Considere as seguintes proposições acerca da duplicata: I. É vedado ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la. II. O prazo de vencimento da duplicata é improrrogável. III. A duplicata é protestável por falta de aceite, devolução ou pagamento. IV. É ineficaz o aval dado em garantia do pagamento da duplicata após o vencimento do título. V. Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura. Está correto o que se afirma APENAS em: a) IV e V. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) III e V. 14. (FCC/ICMS-PE/2014)Em relação aos títulos de crédito, considere: I. A pessoa que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem, lança a sua assinatura em título de crédito, como mandatário ou representante de outrem, C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 83 de 95 www.exponencialconcursos.com.br obriga pessoalmente o alegado mandante, o qual, nada obstante, terá contra quem agiu irregularmente o devido direito de regresso. II. É válida a cláusula que autoriza o credor a emitir letra de câmbio com plena eficácia, independentemente de aceite por parte do devedor, bem como a cláusula em que o devedor autoriza o credor a sacar, para cobrança, letra de câmbio representativa de quantias em atraso. III. A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. IV. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços pela não correspondência com os serviços efetivamente contratados, por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados, bem como por divergências nos prazos ou nos preços ajustados. V. A nota promissória pode ser passada à vista, a dia certo ou a tempo certo da data; a época de seu pagamento deve ser precisa e única para toda a soma devida. Está correto o que se afirma APENAS em: a) II, IV e V. b) I, II e V. c) III, IV e V. d) III e IV. e) I, II e III. 15. (FCC/Juiz-TJ-AP/2014) O cheque, quando emitido no lugar onde houver de ser pago, deve ser apresentado para o pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo de: a) 6 meses. b) 30 dias. c) 60 dias. d) 90 dias. e) 180 dias. 16. (FCC / Juiz do Trabalho-TRT-6ª / 2013) Em relação ao cheque é correto afirmar: a) A pretensão de execução do cheque prescreve em seis meses, contados da data de emissão. b) O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 84 de 95 www.exponencialconcursos.com.br c) O cheque admite aceite. d) A morte do emitente invalida os efeitos do cheque. e) Salvo estipulação em contrário, o endossante não garante o pagamento. 17. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No tocante ao cheque, é correto afirmar: a) As obrigações contraídas no cheque são autônomas e independentes. b) O cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador, mas não por conta de terceiro. c) É válida e eficaz a estipulação de juros inserida no cheque, desde que respeitados os limites legais. d) O cheque exige aceite cambiário. e) O emitente do cheque, como regra, garante o pagamento, salvo se declarar que se exime dessa garantia. 18. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A letra de câmbio: a) é considerada vencida, independentemente de protesto, pela falta ou recusa do aceite. b) não admite endosso cambiário. c) admite aval, a ser sempre prestado pela emissão de letra autônoma. d) só pode ser emitida a dia certo, não podendo ser emitida à vista. e) não pode, uma vez firmada, ter o aceite cancelado nem retirado. 19. (FCC / Analista-PGE-BA / 2013) A nota promissória: I. é um título de crédito que consiste em promessa de pagamento, consubstanciada em documento escrito e de natureza cambiária. II. que não indicar a época do vencimento será pagável à vista. III. admite o endosso, por se tratar de uma promessa de pagamento, mas não o aval. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) I. e) III. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 85 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 20. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) Em relação à duplicata, é correto afirmar: a) Em seu pagamento não podem ser deduzidos créditos a favor do devedor, ainda que relativos ao mesmo negócio jurídico, tendo em vista sua origem causal. b) Não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento, uma vez que se trata de título formal. c) Uma só duplicata pode corresponder a mais de uma fatura, desde que todas correspondam a dívidas vencidas. d) Indicará ela sempre o valor total da fatura, ainda que o comprador tenha direito a qualquer rebate, mencionando o vendedor o valor líquido que o comprador deverá reconhecer como obrigação de pagar. e) O comprador só pode resgatá-la após aceitá-la e a partir de sua data de vencimento. 21. (FCC/Serviços Notariais-TJ-PE/2013) Nos termos da Lei nº 5.474/68, a emissão da duplicata e da triplicata é: a) facultativa em ambas hipóteses. b) obrigatória, nas duas hipóteses. c) obrigatória apenas a duplicata se o contrato de compra e venda for com prazo não inferior a 30 (trinta) dias. d) obrigatória e facultativa, respectivamente. e) facultativa e obrigatória, respectivamente. 22. (FCC/Analista-PGE-BA/2013) No que se refere à apresentação e ao pagamento do cheque, considere: I. O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação. II. O sacado pode exigir, ao pagar o cheque, que este lhe seja entregue quitado pelo portador. III. A morte do emitente ou sua incapacidade superveniente à emissão invalidam os efeitos do cheque. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I e III. c) II e III. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 86 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) II. e) III. 23. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-4ª/2012) A duplicata é título de crédito: a) causal e pode ser emitida em razão da prestação de serviços, por empresas individuais, devendo a fatura discriminar a natureza dos serviços prestados. b) causal ou formal, segundo a natureza da dívida que representa, dispensando-se a emissão de fatura, quando não corresponder à venda de mercadorias. c) formal e só pode ser emitida como representativa da obrigação de entrega de coisa fungível, cujo valor deve ser declarado, para o caso de sua liquidação financeira. d) causal e apenas pode ser emitida em razão da venda de mercadorias por empresas de natureza mercantil, sendo necessária a emissão de fatura correspondente. e) formal e pode ser emitida como representativa de qualquer dívida de dinheiro. 24. (FCC/Promotor-MPE-CE/2011) No que tange à duplicata: a) comprador poderá deixar de aceitá-la por vícios, defeitos e diferenças na qualidadeou na quantidade das mercadorias, exclusivamente. b) é lícito ao comprador resgatá-la antes do aceite, mas não antes do vencimento. c) trata-se de título causal, que por isso não admite reforma ou prorrogação do prazo de vencimento. d) é título protestável por falta de aceite, de devolução ou de pagamento, podendo o protesto ser tirado mediante apresentação da duplicata, da triplicata, ou ainda por simples indicações do portador, na falta de devolução do título. e) em nenhum caso poderá o sacado reter a duplicata em seu poder até a data do vencimento, devendo comunicar eventuais divergências à apresentante com a devolução do título. 25. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PE/2011) Em relação ao protesto de títulos, é correto afirmar: a) protesto será tirado por falta de pagamento, de aceite ou de devolução, só podendo ser efetuado o protesto por falta de aceite antes do vencimento da obrigação e após o decurso do prazo legal para o aceite ou a devolução. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 87 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) Em nenhum caso serão protestados títulos e outros documentos de dívida em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil. c) Todos os títulos serão examinados pelo tabelião de protesto em seus caracteres formais, inclusive quanto à ocorrência de prescrição ou caducidade, só tendo curso se não apresentarem vícios. d) Quando a intimação do devedor for efetivada excepcionalmente no último dia do prazo ou além dele, por motivo de força maior, o protesto será tirado antecipadamente. e) protesto é ato personalíssimo, devendo sua intimação ocorrer sempre na figura do devedor e defesa a intimação por edital. 26. (FCC/Serviços Notariais-TJ-AP/2011) Na duplicata mercantil, o aceite é: a) facultativo e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a comprovação da entrega da mercadoria. b) obrigatório e poderá ser suprido pelo protesto do título juntamente com a comprovação da entrega da mercadoria. c) facultativo e poderá ser suprido pela anuência do endossante. d) obrigatório e poderá ser suprido pela anuência do endossante. e) facultativo e poderá ser recusado em caso de vício na mercadoria. 27. (FCC/Procurador-PGE-AM/2010) A respeito do regime jurídico das Nota Promissórias e Letras de Câmbio, é correto afirmar: a) emitente de uma letra de câmbio tem a mesma responsabilidade pelo pagamento do título que o emitente de uma nota promissória. b) A cláusula "à ordem", expressa no título, define a responsabilidade solidária de todos os garantidores do direito de crédito nele mencionado. c) Para a validade do endosso é indispensável a prévia anuência do devedor original, a ser dada no próprio título ou em documento em separado. d) aval dado em uma nota promissória tem os mesmos efeitos da fiança prestada sem benefício de exoneração. e) A cobrança judicial do crédito mencionado em nota promissória contra o devedor principal independe do prévio protesto do título. 28. (FCC/Juiz de Direito-TJ-MS/2010) Quanto ao cheque é correto afirmar: a) Contém a ordem incondicional de pagar quantia determinada. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 88 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) Seu credor pode responsabilizar solidariamente o banco sacado pela inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis. c) Por ter caráter causal, se for endossado a terceiro este responde por exceções pessoais relativas ao emitente. d) A inexistência ou insuficiência de fundos desnatura-o como título de crédito. e) Como regra, corresponde a uma promessa de pagamento futuro. 29. (FCC/Juiz de Direito-TJ-MS/2010) Em relação à duplicata mercantil e à nota promissória, analise as seguintes afirmações: I. A nota promissória é uma promessa de pagamento. Seu subscritor é o devedor principal e se trata de título que não admite aceite, embora possa ser endossado. II. A duplicata mercantil deve ser emitida com base na fatura, corresponde a uma compra e venda mercantil e deve ser aceita pelo comprador, que só pode recusá-la em situações expressamente previstas em lei. III. Somente a duplicata aceita pode ser objeto de protesto cambial. Está integralmente correto o que se afirma SOMENTE em: a) I b) I e II. c) I e III. d) II. e) II e III. 30. (FCC / Defensor Público-PA/ 2009) Por ser o cheque uma ordem de pagamento a vista: a) é ilegal a emissão de cheque pós-datado, que não gera qualquer efeito jurídico ao emitente ou ao beneficiário. b) embora a pós-datação não produza efeito cambial, pode gerar efeitos reparatórios civis se a data futura não foi obedecida pelo beneficiário, por lesão à boa fé objetiva. c) como a pós-datação não produz efeito cambial, também não pode gerar efeitos reparatórios civis se a data futura não for obedecida pelo beneficiário. d) após-datação gera efeitos cambiais, por isso sendo obstada a apresentação do título a pagamento antes da data futura aposta. e) postulado da questão é parcialmente verdadeiro, pois a natureza do cheque permite que seja tanto uma ordem de pagamento a vista como um título de crédito a prazo. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 89 de 95 www.exponencialconcursos.com.br 31. (FCC/Defensor Público-SP/2009) Considerando as espécies de cheques, assinale a definição correta. a) cheque administrativo é aquele em que o emitente, para os fins de liquidez e tranquilidade do beneficiário, solicita do sacado que aponha visto ou certificado, bem como reserve o valor. b) Cheque marcado é aquele que é pago somente ao beneficiário que tiver o nome indicado e, por isso, não comporta endosso. c) Diz-se visado o cheque emitido pelo sacado contra ele mesmo em favor da pessoa indicada por terceiro, geralmente o correntista do banco. d) Cheque cruzado especial é aquele em que o emitente apõe dois traços no anverso do título e escreve entre estes o dizer "banco". e) Cheque de viagem é o emitido em moeda estrangeira e pago na moeda do país em que é apresentado, conforme com o câmbio do dia. 32. (FCC/Promotor-MPE-CE/2009) Quanto aos títulos de crédito, é correto afirmar: a) a emissão de duplicata mercantil que não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, corresponde a ilícito civil, sem consequênciascriminais. b) emitida a letra de câmbio pelo sacador, nasce de imediato a obrigação cambial de pagamento do título ao sacado. c) embora não admitam aceite, as notas promissórias podem ser emitidas com vencimento a certo termo da vista, devendo o credor, nessa hipótese, apresentar o título ao visto do emitente no prazo de um ano do saque. d) credor do cheque pode responsabilizar o banco sacado pela inexistência ou insuficiência de fundos disponíveis, dada a responsabilidade objetiva do estabelecimento bancário. e) a divergência nos prazos ou nos preços ajustados com o vendedor não é motivo de recusa de aceite de uma duplicata mercantil pelo comprador. 33. (FCC/Procurador-Pref. São Paulo/2008) A duplicata é um título de crédito: a) que pode ser extraído para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador, e ser levado a protesto por falta de aceite, de devolução ou de pagamento. b) formal, que só admite protesto por falta de pagamento. c) causal, que só pode ser emitido para documentar a prestação de serviços por empresários individuais ou sociedades empresárias. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 90 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) causal, que só pode ser emitido para documentar a venda e compra mercantil. e) que consubstancia promessa de pagamento à vista admite endosso e pode ser levado a protesto por falta de aceite ou por falta de pagamento. 34. (FCC/Promotor-MPE-PE/2008) Em relação aos títulos de crédito, é certo que: a) a prática comercial de emissão de cheque com data futura de apresentação, conhecido como cheque "pré-datado", desnatura sua qualidade cambiariforme, por representar mera garantia de dívida. b) não existe a figura do aceite na letra de câmbio, embora seja da substância da duplicata, por ser causal. c) valor exato e certo contido em uma nota promissória não pode sofrer acréscimos de juros ou de correção monetária, pois isso implicaria ausência de liquidez do título. d) a cédula de crédito bancário permite a aposição de juros, vedada porém sua capitalização, isto é, a cobrança de juros compostos. e) emitente da duplicata deve enquadrar-se como comerciante ou prestador de serviços, incluindo-se aquele que fabrica produtos e o profissional liberal, ao qual também se permite a emissão. 35. (FCC/Procurador-TCE-CE/2006) O cheque visado: a) desobriga o sacado e os coobrigados de efetuar qualquer pagamento ao beneficiário. b) implica a reserva de fundos na conta do sacador, suficientes ao pagamento do título. c) não admite sustação nem contra-ordem, ainda que após o prazo de pagamento. d) é aquele sacado por instituição financeira e que não admite devolução por insuficiência de fundos. e) não pode ser endossado, nem avalizado. 36. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Trajano de Morais perdeu nota promissória no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) que lhe foi endossada em branco pela sociedade empresária Duas Barras Comércio de Materiais de Construção Ltda. Tratando-se de título cambial que está circulando ao portador, assinale a afirmativa correta. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 91 de 95 www.exponencialconcursos.com.br a) O endossante ficará desonerado se o título não for entregue ao endossatário no prazo de 30 (trinta) dias da data do vencimento. b) O subscritor da nota promissória ficará desonerado se provar que o título foi desapossado do endossatário involuntariamente. c) O portador do título perdido poderá exigir o pagamento de todos os coobrigados, à exceção do endossante em branco; d) O endossante não poderá opor ao portador exceção fundada em direito pessoal, ou em nulidade de sua obrigação. e) O endossatário poderá obter novo título em Juízo, bem como impedir que seu valor seja pago a outrem. 37. (FGV/Procurador Municipal-Niterói/2014) Miguel Pereira Artigos de Papelaria Ltda. ME sacou duplicata de compra e venda no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais) contra Miriam Lopez. O título foi descontado junto ao Banco Tolomei S/A para obtenção de recursos pela sacadora antes do vencimento, pela forma de circulação permitida às duplicatas. No momento da cobrança pelo portador da duplicata aceita, vencida e sem protesto por falta de pagamento, Miriam Lopes invocou a desconformidade da mercadoria com as especificações do pedido feito ao sacador, recusando-se ao pagamento. Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa correta. a) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da cartularidade. b) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do princípio da abstração. c) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da literalidade. d) A exceção ao pagamento por parte do aceitante não é cabível em razão do princípio da autonomia. e) A exceção ao pagamento por parte do aceitante é cabível em razão do princípio da tipicidade ou rigor cambiário. 38. (FGV / ICMS-AP / 2010) Com relação às regras relativas ao cheque, assinale a afirmativa incorreta. a) Caracteriza dano moral a apresentação de cheque pré-datado. b) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. c) Prescreve em 6 meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação de execução do cheque. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 92 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) Após o prazo de 6 meses decai o direito do portador de receber a quantia aposta no cheque. e) Prescreve em 2 anos a ação de enriquecimento contra o emitente que se locupletou, injustamente, com o não pagamento do cheque. 39. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Protesto é o ato pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida. 40. (FGV / ICMS-RJ / 2010) O protesto, para o exercício do direito de crédito, não é necessário contra o sacado da duplicata. 41. (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) O título de crédito emitido em branco ou incompleto pode ser completado pelo credor de boa-fé, antes da ação de execução ou protesto. 42. (FGV / ICMS-RJ / 2008) No cheque, o endosso-mandato não se extingue por morte ou incapacidade superveniente do endossante-mandante. 43. (FGV / ICMS-RJ / 2008) Prescreve em seis meses, contados da data da apresentação do cheque ao sacado, a ação de execução assegurada ao portador da cambial. 44. (FGV / ICMS-RJ/ 2008) Determinada companhia produtora de vinhos vendeu cinqüenta caixas de vinho tinto e cinqüenta de vinho branco. O comerciante recebeu os vinhos, tendo lançado o aceite na duplicata, mas, ao conferir a mercadoria recebida, percebeu que metade dos vinhos brancos estava com o rótulo trocado. Antes da restituição da duplicata, o sacado cancelou o aceite. Nessa hipótese, seria possível o cancelamento do aceite antes da restituição da duplicata? Assinale a alternativa que responda corretamente à pergunta acima. a) Uma vez lançado o aceite na duplicata, não é dado ao comprador revogá-lo ou cancelá-lo, ainda quando o título estiver nas mãos do sacado. b) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da restituição da duplicata, cancelar o aceite. c) Mesmo após ter sido lançado, permite-se ao sacado, a qualquer tempo, cancelar o aceite lançado na duplicata, nos termos do art. 29 da Lei Uniforme de Genebra. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 93 de 95 www.exponencialconcursos.com.br d) Mesmo após ter sido lançado no título, permite-se ao sacado, antes da restituição do título e com a devolução de parte da mercadoria correspondente, retificar o aceite e limitá-lo ao valor da mercadoria sem defeito. e) Se o sacado, antes da restituição da duplicata, simplesmente riscar o aceite que tiver dado, tal aceite será considerado como recusado. 45. (FGV/ICMS-RJ/2009) Assinale a afirmativa incorreta. a) Duplicata é título de crédito causal que encontra origem em contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. b) Se o credor não realizar o protesto por falta de aceite ou por não devolução do título, ainda assim poderá realizar o protesto por falta de pagamento. c) Nos contratos de compra e venda mercantil, o devedor poderá deixar de aceitar a duplicata: por avaria ou não-recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; por vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; e por divergência nos prazos ou nos preços ajustados. d) Nos contratos de prestação de serviços, o devedor poderá deixar de aceitar a duplicata: quando não houver correspondência com os serviços efetivamente contratados; por vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados; e por divergência de prazos ou nos preços ajustados. e) A duplicata não se configura como título executivo extrajudicial. 46. (FGV/Juiz Substituto-MT/2008) De acordo com entendimento sumulado, o instrumento de confissão de dívida, ainda que originário de contrato de abertura de crédito, constitui título executivo extrajudicial. 47. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Em se tratando de título de crédito representativo de mercadorias, diante da incorporação do direito real à cártula, o portador não tem o direito de transferi-lo, mas apenas recebê-las independentemente de quaisquer formalidades. 48. (FGV/ICMS-RJ/2011) O empresário individual ou a sociedade empresária que tenha por objeto a exploração de armazéns gerais, com finalidade de guardar e conservar mercadorias emitirá, quando pedido pelo depositante, títulos denominados warrant e conhecimento de depósito. A esse respeito, é INCORRETO afirmar que: C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 94 de 95 www.exponencialconcursos.com.br a) o conhecimento de depósito e o warrant são títulos que devem ser emitidos simultaneamente pelo depositário, podendo ser transmitidos unidos ou separadamente, mediante endosso. b) o warrant é título de crédito que confere direito de penhor sobre a mercadoria depositada em armazém geral. c) o conhecimento de depósito não pode ser penhorado ou arrestado por dívidas do portador. d) ao portador do conhecimento de depósito é permitido retirar a mercadoria antes do vencimento da dívida constante do warrant, consignando o armazém geral o principal e juros até o vencimento e pagando os impostos fiscais, armazenagens vencidas e mais despesas. e) ao portador do warrant que, em tempo útil, não promover o protesto por falta de pagamento, ou que, dentro de dez dias, contados da data do instrumento de protesto, não vender a mercadoria, conservará tão somente ação contra o primeiro endossante do warrant e contra os endossantes do conhecimento de depósito. 49. (CESPE/Advogado-TELEBRAS/2013) O conhecimento de depósito e o warrant, que são espécies de títulos de créditos, são emitidos pelo armazém geral e nascem unidos. O primeiro permite garantir o direito de propriedade sobre mercadorias; o segundo representa o penhor sobre as mercadorias depositadas, além de constituir uma promessa de pagamento. 50. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Sobre as características da Cédula de Crédito Bancário, analise as afirmativas a seguir. I. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito representativo de ordem de pagamento em dinheiro, à vista ou a prazo, emitido por instituição financeira ou de entidade a esta equiparada e sacado contra pessoa física ou jurídica, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. II. A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. III. Na Cédula de Crédito Bancário deverão ser pactuados os juros capitalizados sobre a dívida, os critérios de sua incidência e a periodicidade de sua capitalização, bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/ 98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al . Curso Regular de Direito Empresarial Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 08 Prof.º Wangney Ilco 95 de 95 www.exponencialconcursos.com.br b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 13- Gabarito 1 Correta 11 C 21 E 31 E 41 Correta 2 A 12 B 22 A 32 C 42 Correta 3 Incorreta 13 E 23 A 33 A 43 Anulada 4 Incorreta 14 C 24 D 34 E 44 A 5 A 15 B 25 A 35 B 45 E 6 Incorreta 16 B 26 B 36 E 46 Correta 7 Correta 17 A 27 E 37 B 47 Incorreta 8 B 18 E 28 A 38 D 48 C 9 A 19 A 29 B 39 Correta 49 Correta 10 C 20 D 30 B 40 Correta 50 B C óp ia r eg is tr ad a pa ra g us th av o fig ue ira b ar bo sa ( C P F : 1 24 .1 54 .6 87 -8 9) D ire ito s au to ra is r es er va do s (L ei 9 61 0/98 ). P ro ib id a a re pr od uç ão , v en da o u co m pa rt ilh am en to d es te a rq ui vo . U so in di vi du al .