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Dentística 
Cárie IV 
 
 
2020 
4º semestre 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
CÁRIE DENTAL 
É o resultado de um processo dinâmico em que a 
presença de microrganismos, na placa dental, que 
cobre alguns sítios específicos sobre a superfícies 
dos dentes pode levar distúrbio no equilíbrio entre 
a fase mineral do dente e o meio bucal circundante 
por meio da produção de ácidos pela microbiota. 
FATORES PRIMÁRIOS 
São microbiota, dieta e o hospedeiro. 
DOENÇA MULTIFATORIAL 
Envolve renda, atitude, conhecimento, 
comportamento, escolaridade e classe social. 
DIAGNÓSTICO 
Feito a partir da anamnese, exame clínico intra-
oral, exame clínico dental, exames auxiliares. 
 
ANAMNESE 
→ Doenças, medicamentos e terapias. 
→ Padrões dietéticos do indivíduo. 
→ Hábitos de higiene oral. 
→ Status socioeconômico. 
 
ATIVIDADE DE CÁRIE 
É a velocidade com que a dentição é destruída pela 
cárie, podendo chegar numa cavitação 
 
→ Procurar sinais clínicos e subclínicos da 
doença. 
 
 
 
 
 
 
 
RISCO DE CÁRIE 
Descreve até que ponto uma pessoa, em 
determinada época, corre o risco de desenvolver 
lesões cariosas. 
 
→ Placa cariogênica (qualidade, localização). 
→ Lesões (número, aspecto). 
→ Fluxo salivar e capacidade tampão. 
→ Dieta e uso de medicamentos. 
 
SELAMENTO BIOLÓGICO 
→ Precipitação de fosfato de cálcio sobre 
microorganismos. 
→ Inicia-se no fundo das fissuras, diminuindo 
possibilidade de desenvolvimento de lesão. 
 
EXAME CLÍNICO DE CÁRIE 
→ Iluminação adequada. 
→ Dente limpo e seco para detectar lesões 
iniciais em esmalte. 
→ Placa, saliva e corante não permitem a 
visualização de lesões ativas de cárie em 
esmalte. 
→ A apreensão da sonda na fissura não é 
critério da existência de lesão de cárie, 
pois uma pressão exagerada sobre lesões 
iniciais pode levar a defeitos irreversíveis 
em um esmalte potencialmente 
mineralizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
MANCHA BRANCA ATIVA EM ESMALTE 
CARACTERÍSTICAS 
→ Opaca. 
→ Rugosa. 
→ Porosa. 
→ Frágil. 
 
 
 
LOCALIZADA 
Em locais de difícil limpeza, podendo estar 
associada a gengivite. 
TRATAMENTO 
Após o tratamento, pode apresentar uma sequela, 
apresentando uma pigmentação escura na região. 
 
→ Remoção de biofilme. 
→ Remoção de cárie ativa. 
→ Escovação. 
NA SUPERFÍCIE OCLUSAL 
Tem um formato de cone localizada na entrada das 
fissuras, sendo mais vulnerável e com maior 
prevalência. 
NA SUPERFÍCIE LISA 
É localizada próxima ao sulco gengival, com gengiva 
inflamada e presença de biofilme no local 
 
→ Tem aspecto poroso e sem brilho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LESÃO DE CÁRIE INATIVA EM ESMALTE 
→ Gengiva sadia e ausência de placa no local. 
 
 
 
COLORAÇÃO 
Esbranquiçada ou escurecida devido a pigmentação 
extrínseca. 
ASPECTO 
Liso e brilhante. 
LOCALIZADA 
Um pouco afastada do sulco gengival. 
 
LESÕES DE CÁRIE EM DENTINA 
INFECTADA 
→ Mole, úmido e opaco. 
→ Coloração castanho-claro. 
 
 
 
AFETADA 
→ Aspecto resistente, brilhante e liso. 
→ Coloração castanho-escuro ou negro. 
 
 
 
REMOÇÃO 
Feita apenas na dentina infectada, com curetas, 
colher de dentina ou brocas esféricas de baixa 
rotação. 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
MICROCAVIDADE 
Está associada a presença de mancha branca e/ou 
presença de coloração acinzentada abaixo da 
superfície e são indicativos de que a lesão atingiu a 
dentina. 
 
LESÕES NÃO-CARIOSAS 
É uma perda mineral lenta e irreversível de 
estrutura dental a partir da superfície externa. 
 
 
 
EROSÃO 
Provocada por agentes químicos. 
→ Rasa e ampla. 
→ Aspecto arredondado e sem borda 
definida. 
ABRASÃO 
Provocada por agentes mecânicos. 
→ Rasa e de superfície lisa polida 
→ Contorno regular e margens agudas. 
ABFRAÇÃO 
Provocada por trauma oclusal 
→ Profunda e com forma de cunha e de 
margens definidas 
→ Subgengival. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIADO 
HIPOMINERALIZAÇÃO 
É quando há uma alteração na translucidez do 
esmalte que pode se apresentar com uma 
opacidade difusa ou opacidade demarcada. 
 
 
 
FLUOROSE 
É definida como uma hipomineralização do esmalte 
resultante da ingestão de flúor durante o 
desenvolvimento dos dentes. 
→ Sendo caracterizada como um esmalte 
opaco e/ou com manchas de diferentes 
colorações, e acontece de forma homóloga. 
 
 
 
HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR-INCISIVO 
É um defeito qualitativo. 
→ Opacidades demarcadas. 
→ Porosidades e colorações diversas. 
→ Hipersensibilidade. 
 
CONTROLE DA CÁRIE 
→ Necessário a higiene bucal. 
→ Tornar desejável o consumo de açúcar. 
→ Indispensável o uso de dentifrícios 
fluoretados. 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
ADEQUAÇÃO 
É uma lista ordenada de procedimentos, que tem 
por meta erradicar a doença cárie, restaurar a 
função e prevenir o surgimento de futuras lesões, 
através da redução da placa bacteriana, diminuição 
da ingestão de carboidratos fermentáveis e da 
instituição do uso de flúor no meio bucal. 
MEDIDAS DE CONTROLE DA DOENÇAS: 
→ Remoção dos nichos retentivos de placa. 
→ Controle de placa (mecânico e químico). 
→ Aconselhamento de dieta 
→ Fluorterapia. 
 
1. NICHOS RETENTIVOS DE PLACA 
→ Cavidades Abertas. 
→ Restaurações deficientes/excesso. 
→ Presença de cálculo. 
→ Contorno de próteses. 
 
CAVIDADES ABERTAS 
Podem acumular placa, por conta da difícil 
higienização, podendo promover o surgimento de 
cárie ou fratura do elemento dentário. 
 
→ Deve-se fechar a cavidade para reduzir a 
infecção cariogênica e o número de 
colônias presentes na cavidade bucal. 
→ Todas as cavidades abertas devem ser 
restauradas provisoriamente na primeira 
sessão após a remoção da maior quantidade 
possível de tecido cariado através de 
escavação em massa. 
 
Obs.: Não vedar cavidades abertas que possuam 
tratamento endodôntico, sem a prévia avaliação 
endodôntica. 
 
 
 
 
 
 
 
MATERIAL RESTAURADOR 
Cimento de ionômero de vidro é um material 
usado em pacientes de alto risco com atividade de 
cárie, podendo ser usado como dentina artificial, 
sendo capaz de liberar flúor com o passar do 
tempo. 
→ Usado em restaurações provisórias e 
selantes. Entretanto, não se pode deixar 
na cavidade por muito tempo, pois tem 
baixa resistência (é usado em lugares com 
pouco movimento oclusal). 
 
RESTAURAÇÕES DEFICIENTES/EXCESSO 
Recontorno e Repolimento servem para definir 
melhor a forma anatômica, regularizando as 
margens, melhorando a adaptação e promovendo 
lisura superficial. 
AMÁLGAMA 
→ Brocas multilaminadas são usadas para 
remodelamento da superfície. 
• Esfera é usada para evidenciar 
sulcos principais e secundários. 
• Chama é usada para aprofundar a 
região do sulco vestibular e 
palatino ou até realizar contorno 
adequado das restaurações. 
 
→ Tiras de lixa de aço para contorno 
interproximal. 
 
→ Borrachas abrasivas são usadas para 
polimento, sendo a sequência do mais 
grosso pro mais fino. 
• Marrom, verde e azul. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
RESINA 
→ Soflex é usado para dar o acabamento 
(granulações maiores) e o polimento 
(granulações menores). 
 
→ Recontorno é feito com o uso de pontas 
diamantadas finas e extra-finas, lâminas 
de bisturi e brocas multilaminadas. 
 
→ Lixas são usadas para fazer o acabamento 
e polimento nas regiões interproximais. 
 
→ Polimento é feito com o uso de discos de 
óxido de alumínio, borrachas abrasivas, 
discos de feltro e pastas de polimento. 
 
FENDAS MARGINAIS 
→ Infiltração marginal inicia-se na margem 
das restaurações, podendo levar à cárie 
secundária e substituição da restauração. 
 
→ Selamento das margens tem por 
finalidade a diminuição da microinfiltração 
marginal e a velocidade de desgaste das 
mesmas. 
• Material utilizado consiste no 
Cimento de ionômero de vidro, 
sistemas adesivos e resina 
composta. 
 
→ Reparo tem por finalidade 
restabelecimento de contatos e contornos 
proximais, remover cáries secundárias ou 
corrigir pequenas fraturas. 
 
SUBSTITUIÇÃODE RESTAURAÇÕES 
→ Lesão de cárie recorrente. 
→ Inflamação tecidual. 
→ Patologia pulpar. 
→ Alteração anatômica com perda de função. 
→ Estética. 
 
REMOÇÃO DE CÁLCULO 
→ Promove uma superfície lisa e polida. 
→ Reduz quantidade de bactérias. 
→ Ativa sistema imune. 
 
 
 
CONTORNO DE PRÓTESES 
Eliminar os sobrecontornos das próteses, 
facilitando o acesso para dispositivos de higiene, 
como o fio dental, para evitar um surgimento de 
cárie recorrente. 
 
2. CONTROLE DE PLACA 
→ Escovação. 
→ Uso de fio dental. 
→ Escovas interproximais quando necessário. 
→ Métodos auxiliares (agentes químicos). 
 
 
ESCOVAÇÃO 
BASS MODIFICADO 
Consiste em movimentos vai e vem com angulação 
de 45º em relação ao eixo longitudinal. 
DENTIFRÍCIOS FLUORETADOS 
Auxiliam o declínio de cárie, age em esmalte e 
dentina, com efeito terapêutico e profilático. 
 
MEIOS AUXILIARES 
FUCSINA 
Auxilia na análise da eficácia da técnica e cuidados 
domésticos do paciente. 
CONTROLE QUÍMICO 
É feito com qualquer composto que tenha 
capacidade de interferir na atividade metabólica 
ou adesão das bactérias do biofilme. 
BOCHECHOS FLUORETADOS 
São usados em pacientes com alto de risco de 
cárie, manchas brancas, sulcos profundos, 
imunocomprometidos, periodontites. 
 
3. 3ACONSELHAMENTO DE DIETA 
Todos os açúcares comuns da dieta são utilizados 
no metabolismo de energia das bactérias da placa. 
SACAROSE 
Serve como substrato para a produção de 
polissacarídeos extracelulares e matriz insolúvel 
de polissacarídeos. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
DIÁRIO DE DIETA 
É usado para ter um controle da alimentação, 
evitando alimentos açucarados. 
PACIENTES XEROSTÔMICOS 
Precisam investir em uma dieta fibrosa com 
intensa mastigação (proteínas e vegetais), mascar 
cera parafinadas ou tabletes de nicotinamida, 
medidas de H.O. rigorosas. 
 
4. FLUORTERAPIA 
Usado em paciente que tem lesão de cárie ativa em 
esmalte. 
CARACTERÍSTICAS: 
Agente cariostático, antimicrobiano e bactericida. 
FLÚOR FOSFATO ACIDULADO 
Possui cerca de 12.300ppm F, promove a alta 
formação de CaF2 para realizar uma 
remineralização daquela superfície. 
VERNIZ DE FLUORETO DE SÓDIO 
Possui cerca de 22.600ppm F. 
 
5. MEDIDAS ADICIONAIS 
SELANTES 
São usados em paciente com alta atividade de 
cárie, servindo como barreira física em regiões de 
cicatrículas e fissuras. 
→ Cimento de Ionômero de Vidro. 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
NOMENCLATURA 
Conjunto de termos específicos de uma 
ciência, arte ou técnica, pelas quais indivíduos de 
uma mesma profissão são capazes de entender-se 
mutuamente. 
 
CAVIDADE 
CAVIDADE PATOLÓGICA 
É a cavidade com forma e dimensões irregulares 
causada pela destruição dos tecidos duros do 
dente. 
 
 
 
CAVIDADE TERAPÊUTICA 
É a cavidade com forma e dimensões definidas, 
resultante de um processo cirúrgico que visa 
remover o tecido cariado. 
 
 
 
PREPARO CAVITÁRIO 
É quando se remove o tecido cariado, deixando 
pronto para receber produtos restauradores. 
 
NÚMERO DE FACES 
→ Simples: 1 face. 
 
 
 
→ Composta: 2 faces. 
 
 
 
→ Complexa: 3 ou mais faces. 
 
 
 
FACES DOS DENTES ENVOLVIDAS 
→ Cavidade Oclusal(O). 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
→ Cavidade Ocluso-Distal(OD). 
 
 
 
→ Cavidade Mésio-Ocluso-Distal(MOD). 
 
 
 
→ Cavidade Mésio-Ocluso-Vestíbulo-Palatina 
(MOVP). 
 
 
 
FORMA E EXTENSÃO 
INTRACORONÁRIAS (INLAY) 
São cavidades confinadas no interior da estrutura 
dental, sem comprometimento de cúspides. 
 
 
 
Ex.: Cavidade de Classe I oclusal, Classe V 
vestibular, Classe II composta MO ou DO, e 
complexas MOD. 
 
 
 
EXTRACORONÁRIAS PARCIAIS (ONLAY) 
São cavidades que abrangem cúspides e outras 
faces dos dentes. 
 
 
 
 
EXTRACORONÁRIAS TOTAIS (OVERLAY) 
São preparos que envolvem todas as faces dos 
dentes. 
 
 
 
PARTES DA CAVIDADE 
→ Parede é qualquer superfície preparada 
pelo operador. 
→ Ângulo é a linha entre duas paredes ou um 
ponto onde três paredes se encontram. 
 
PAREDES 
PAREDES CIRCUNDANTES 
Possuem limites laterais da cavidade e recebem o 
nome da face correspondente ou da região mais 
próxima. 
 
 
 
 
Ex.: Parede distal, cervical, mesial, oclusal. 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
PAREDES DE FUNDO 
É o assoalho da cavidade. 
→ Pulpar quando for perpendicular ao longo 
eixo do dente. 
→ Axial quando for paralela ao longo do eixo 
do dente. 
 
 
 
 
 
ÂNGULOS 
DIEDROS 
São formados pela união de 2 paredes de uma 
cavidade. 
 
→ 1º grupo: Paredes circundantes. 
(Gengivo-lingual). 
→ 2º grupo: Parede circundante + parede de 
fundo. 
(Disto-pulpar). 
→ 3º grupo: Paredes de fundo. 
(Áxio-pulpar). 
 
 
 
TRIEDROS 
São formados pela união de 3 paredes. 
 
→ Sua denominação é de acordo com suas 
respectivas combinações. 
 
 
Ex.: Vestíbulo-pulpo-axial. 
CAVO-SUPERFICIAL 
É formado pela junção das paredes circundantes 
com a superfície externa do dente. 
 
 
 
ÂNGULOS INCISAIS 
São ângulos diedros e triedros voltados para a 
face incisal nas cavidades localizadas nas 
superfícies proximais de dentes anteriores, sem 
comprometimento da borda incisal. 
 
 
 
Obs.: Ângulos Incisais são oriundos da classe III. 
 
CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA 
Usada em áreas suscetíveis à cárie, para cavidades 
de cicatrículas e fissuras ou cavidades de 
superfícies lisas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
4 
 
CLASSIFICAÇÃO ARTIFICIAL 
Usada de acordo com a localização. 
 
CLASSE I 
Ocorre unicamente em Cicatrículas e Fissuras, 
localizada em áreas como a face oclusal de pré-
molares e molares, terço oclusal da vestibular de 
molar inferior, terço oclusal da palatina de molar 
superior, face palatina de incisivo superior. 
 
 
 
CLASSE II 
Faces proximais de pré-molares e molares. 
 
 
 
CLASSE III 
Faces proximais de incisivos e caninos, sem a 
remoção do ângulo incisal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSE IV 
Faces proximais de incisivos e caninos, com 
envolvimento do ângulo incisal. 
 
 
 
CLASSE V 
Terço gengival das faces vestibular e lingual de 
todos os dentes. 
 
 
 
RESUMO 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
CORTANTES MANUAIS 
→ Curetas Dentinárias. 
→ Recortador de margem gengival. 
→ Cinzéis, machados, enxadas e formadores 
de ângulo. 
CURETAS DENTINÁRIAS 
Possuem lâmina em formato reto ou de disco, 
 
→ Função de remover tecido cariado. 
 
 
RECORTADOR DE MARGEM GENGIVAL 
Possui lâmina curva ou angular, com a 
 
→ Função de planificar o cavo-superficial 
gengival, arredondar o ângulo áxio-pulpar e 
refinar o preparo. 
 
 
 
CINZÉIS 
Têm como função planificar e clivar o esmalte. 
 
 
MACHADOS 
São utilizados para clivar esmalte e planificar as 
paredes vestíbulo-lingual e áreas proximais. 
 
 
ENXADAS 
São utilizadas para alisar paredes cavitárias, 
principalmente as de classe V anteriores, e 
também para planificar as paredes de esmalte. 
 
 
 
FORMADORES DE ÂNGULO 
São utilizados para acentuar ângulos diedros e 
triedros e determinar a forma de retenção. 
 
 
 
PREENSÃO DOS INSTRUMENTOS CORTANTES 
POSIÇÃO DE ESCRITA 
Pega-se com a polpa dos dedos polegar, indicador e 
médio; usada no arco inferior e quando a visão 
direta é possível. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
POSIÇÃO DE ESCRITA INVERTIDA 
Usada para o arco superior. 
 
 
POSIÇÃO DIGITOPALMAR 
O cabo é apoiado na palma da mão contra os dedos 
enquanto o polegar busca o ponto de apoio. 
 
 
 
INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS 
Instrumentos empregados para cortar ou 
desgastar a estrutura dentária através da rotação 
promovida por motores. 
 
→ Turbina (alta rotação). 
→ Contra-ângulo e Peça reta (baixa rotação). 
 
ROTATÓRIOS CORTANTES 
LÂMINA 
Tem a função de promover o corte. 
→ Sendo que quanto mais lâminas, menor o 
poder de corte. 
BROCA 
Tem função de remover dentina cariada e realizar 
acabamento de preparos em baixa-rotação. 
 
 
 
 
 
MANDRIL 
Transformauma ponta que não tem encaixe em 
uma ponta que tem encaixe para ser utilizada em 
baixa rotação. 
PONTA ATIVA ESFÉRICA 
É usada para remover tecido cariado, e fazer 
confecção de retenções. 
 
 
 
PONTA ATIVA CILÍNDRICA 
É usada para confeccionar paredes circundantes 
paralelas. 
 
 
 
PONTA ATIVA TRONCO-CRÔNICAS 
Consegue formar retenções adicionais em paredes 
proximais e é usada para restaurações de 
amálgama. 
 
 
 
PONTA ATIVA CONE INVERTIDO 
Usada para planificar paredes pulpares e paredes 
proximais. 
 
 
 
BROCAS DE ABRASÃO 
São usadas para fazer o desgaste de uma 
superfície por meio de uma ponta abrasiva. Sendo 
indicada para redução de estrutura dentária. 
→ Quanto maior o grânulo, maior o desgaste. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
INSTRUMENTOS DE INSERÇÃO 
PORTA AMÁLGAMA 
É utilizado para levar ao amálgama para a cavidade 
bucal. 
 
 
 
ESPÁTULA DE RESINA 
É usada para remover a resina do tubo e levar até 
a cavidade bucal. 
CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO 
É usado em restaurações provisórias ou 
forramento. 
SERINGA CENTRIX 
→ Ponta fina é usada para cimentar um canal 
radicular 
→ Ponta curvada é usada para posteriores 
→ Ponta grossa é usada para quando tiver 
facilidade. 
 
 
 
Obs.: Aplicador de pó ou cimento de hidróxido 
de cálcio são responsáveis pela proteção pulpar. 
 
ESCULPIDORES EM AMÁLGAMA 
BRUNIDORES 
Melhoram a adaptação, removem o excesso de 
mercúrio e facilitam a escultura. 
HOLLEMBACK 3S 
É usado para remover o excesso de amálgama. 
DISCOIDE-CLEOIDE 
É usado para realizar as fóssulas e definir sulcos. 
ESCULPIDOR FRAHN 
É utilizado para definir a anatomia dental. 
CONDENSADOR DE HOLLENBACK 
É usado para brunir pós-escultura, 
 
→ Função de alisar a superfície, reduzir 
porosidade nas margens, reduzir 
infiltração marginal e remover o excesso 
de mercúrio nas margens. 
 
ESCULPIDORES EM RESINA COMPOSTA 
→ Espátula para inserção e escultura. 
→ Espátulas para obtenção de ponto de 
contato. 
→ Pincéis para tornar a restauração mais lisa. 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO EM AMÁLGAMA 
BROCAS MULTILAMINADAS 
São usadas para fazer o acabamento oclusal. 
 
 
 
TIRA DE LIXA DE AÇO 
É usada para fazer o acabamento interproximal 
 
 
 
BORRACHAS ABRASIVAS 
São usadas para fazer o polimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
4 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO EM RESINA 
COMPOSTA 
PONTAS DIAMANTADAS 
Desgasta resina sem desgastar o dentes. 
 
 
 
DISCO DE ÓXIDO DE ALUMÍNIO (SOF-LEX) 
É usado para realizar a anatomia dental. 
 
 
 
PONTAS DE SILICONE 
São usadas para fazer o polimento da restauração. 
 
 
 
ESCOVA DE CARBETO DE SILÍCIO 
É usada para realizar as estrias de Retzius. 
 
 
 
DISCO DE FELTRO 
É usado para levar a pasta diamantada para 
realizar o polimento final. 
 
 
 
 
TIRAS DE LIXA 
São usadas para dar o acabamento interproximal. 
 
 
 
INSTRUMENTOS AUXILIARES 
PINÇA 
É utilizada para levar o material para a cavidade 
oral. 
 
 
 
ESPELHO 
É usado para auxiliar na visão indireta. 
 
 
SONDA EXPLORADORA 
É usada para auxiliar no diagnóstico. 
 
 
 
SUGADOR 
É responsável por sugar a água da alta rotação e 
saliva. 
 
 
 
ESCOVA DE ROBSON 
É utilizada para a profilaxia da superfície oclusal. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
5 
 
TAÇA DE BORRACHA 
É utilizada para a profilaxia de faces livres. 
 
 
 
MATRIZ 
É usada para auxiliar a restauração de paredes de 
dentes posteriores. 
 
 
 
PORTA MATRIZ 
É usado para posicionar e ajustar a matriz. 
 
 
 
CUNHAS 
São usadas para estabilizar a matriz, afastar 
dente antagonista e impedir extravasamento de 
material. 
→ Nos dentes posteriores são inseridas da 
palatina para vestibular 
→ Nos dentes anteriores é de vestibular para 
a palatina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
ISOLAMENTO 
Isolar o campo operatório é a etapa responsável 
pela obtenção e manutenção de um campo limpo, 
seco e com acesso adequado. 
DENTES POSTERIORES 
Sempre que possível isolar dois dentes a distal 
daquele que será tratado e o remanescente para 
mesial até pré-molar ou incisivo lateral do lado 
oposto. 
DENTES ANTERIORES 
Isolar de pré-molar a pré-molar. 
 
Obs.: Em casos de uso de aparelho ortodôntico, o 
fio ortodôntico deve ser removido antes do 
isolamento, ou optar pelo isolamento relativo. 
 
OBJETIVO 
→ Evitar que a saliva produzida atrapalhe o 
campo operatório, pois os materiais de 
resina composta são bem sensíveis a 
saliva. 
→ Segurança para limitar a contaminação 
entre paciente e profissional e evitar que 
instrumentais sejam deglutidos/aspirados. 
 
ABSOLUTO 
Isolar os dentes das demais estruturas da 
cavidade bucal, de modo a manter um campo 
operatório limpo, seco e sem presença de fluidos. 
 
 
 
 
 
 
 
VANTAGENS: 
→ Ótimo controle da contaminação e da 
umidade. 
→ Protege o paciente frente a deglutição e a 
aspiração acidental de objetos e resíduos. 
→ Prevenir lesões acidentais aos tecidos 
moles. 
INDICAÇÕES: 
→ Remoção de restaurações insatisfatórias e 
de tecido cariado. 
→ Realização de procedimentos restaurador. 
LIMITAÇÕES: 
→ Pacientes com dificuldade respiratória. 
→ Dentes com erupção incompleta. 
→ Alérgicos ao látex. 
LOCALIZAÇÃO DAS MARCAÇÕES: 
→ Molares são no centro da face oclusal. 
→ Pré-molares na cúspide vestibular. 
→ Incisivos e caninos no bordo incisal. 
 
GRAMPOS 
GRAMPOS RETENTIVOS 
São usados para coroas expulsivas, dentes com 
erupção incompleta ou raízes a serem tratadas 
endodonticamente. 
 
→ Posicionados abaixo da margem. 
GRAMPOS NÃO RETENTIVOS 
São posicionados acima da margem gengival. 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
GRAMPOS 
→ Molares: 200, 203, 204 
→ Pré-molares: 206, 207, 208, 209. 
→ Anteriores: 210, 211, 212. 
→ Molares parcialmente irrompidos: 14, 14A, 
W8A. 
→ Molares com coroa curta: 26. 
→ Afastamento gengival classe V: 212. 
 
TÉCNICAS DE COLOCAÇÃO 
TÉCNICA DE STIBBS: 
Grampo sem asa, Borracha + Arco. 
TÉCNICA DE RYAN 
Primeiro colocar arco + Lençol de borracha e 
posteriormente o Grampo. 
TÉCNICA DE INGRAHAM 
Grampo + Borracha e em seguida o Porta-dique. 
TÉCNICA PARULLA 
Grampo + Arco + Lençol de borracha. 
TÉCNICA SIMPLES 
Grampo + Arco + Lençol de borracha. 
 
RELATIVO 
Controla a umidade do campo operatório, por meio 
da absorção e eliminação dos fluidos salivares 
através do algodão e do sugador. 
INDICAÇÃO: 
→ Aplicação tópica de flúor e selante. 
→ Moldagem. 
→ Colagem de braquetes ortodônticos. 
LIMITAÇÕES: 
→ Restaurações adesivas. 
→ Procedimentos de média e longa duração. 
→ Procedimentos que envolvam amálgama. 
 
SITUAÇÃO ESPECIAL 
→ Fio afastador é utilizado para retrair a 
gengiva, afastando as áreas de interesse. 
• Controlam a umidade ao impedir o 
fluxo proveniente do sulco gengival. 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
DENTINA 
CAVIDADE PROFUNDA 
Muito túbulo com diâmetros grandes e pouca área 
de dentina intertubular. 
CAVIDADE MÉDIA 
Pouco túbulo e muita área de dentina intertubular. 
RADIOGRAFIA INTERPROXIMAL 
É capaz de diagnosticar a profundidade da polpa. 
 
CAVIDADE PROFUNDA 
Caso esteja fazendo o preparo cavitário e este 
chegue numa proporção grande de profundidade, 
deve-se realizar o isolamento absoluto para evitar 
a contaminação do dente cariado com a saliva. 
EXPOSIÇÃO PULPAR 
É a ruptura do teto da câmara pulpar, podendo 
extravasar sangue vivo, cianótico ou necrótico. 
DENTINA REACIONAL 
É uma uma reação frente a um tecido cariado ou 
material restaurador, tendo um tom de amarelo 
escuro/marrom/preto. 
 
CAVIDADE RASA 
→ Uso do material sem necessidade de 
realizar a proteção pulpar. 
→ Aplicar ácido fosfórico para 
desmineralizar a dentina, aplicar o adesivo 
e por fim restaurar o dente. 
 
 
 
 
 
 
 
PROTEÇÃO PULPAR 
É feita quando a dentina tiver com uma cor 
amarelada, caso ela esteja com uma cor 
escurecida, o próprio tecido faz a proteção pulpar, 
pois oblitera ostúbulos dentinários. 
 
→ A melhor proteção pulpar é a espessura da 
dentina remanescente após o preparo 
cavitário. 
 
FATORES QUE AFETAM A POLPA 
→ Cárie. 
→ Preparo Cavitário. 
→ Material Restaurador. 
 
 
1. CÁRIE 
Uma doença biofilme-açúcar dependente que causa 
uma agressão ao tecido dentário. 
DENTINA INFECTADA 
Possui bactérias e microrganismo, apresentando 
uma consistência mole. 
 
→ Deve ser removida. 
DENTINA AFETADA 
Fca presente no fundo da cavidade, tendo uma 
grande resistência. 
IDADE DO PACIENTE 
Com o passar do tempo, os odontoblastos 
presentes na periferia da câmara pulpar tendem a 
formar dentina, ou seja, cárie em pacientes 
adultos tem mais dificuldade de atingir a polpa em 
relação à cárie em pacientes jovens. 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
2. PREPARO CAVITÁRIO 
→ Cuidados quanto à pressão das pontas 
diamantadas e brocas sobre a dentina. 
→ Maior o calibre da ponta ou da broca, mais 
rápido é o preparo. 
→ Pontas e brocas novas permitem uma maior 
capacidade de corte e menos atritos. 
PONTAS DIAMANTADAS 
São usadas para desgastes. 
BROCAS 
São usadas para remoção de tecido cariado. 
 
3. MATERIAL RESTAURADOR 
→ Infiltração. 
→ Condutibilidade térmica. 
→ Galvanismo. 
 
 
SISTEMAS ADESIVOS 
TAGS DE RESINA 
São prolongamentos que se infiltram e chegam até 
as cavidades profundas. 
 
→ Nesses casos, a polimerização é dificultada 
devido a presença de água provinda da 
polpa e a distância até o fotopolimerizador. 
MONÔMEROS NÃO POLIMERIZADOS 
São altamente tóxicos, promovendo a morte do 
tecido pulpar. 
ATAQUE ÁCIDO PRÉVIO 
Possibilitam a dilatação dos túbulos dentinários, 
permitindo a infiltração dos adesivos. 
ADESIVOS AUTOCONDICIONANTES 
Não infiltram profundamente quanto os de ataque 
ácido prévio. 
 
→ Sendo o mais recomendado em cavidades 
profundas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO DE REPARAÇÃO 
Os odontoblastos são células que se renovam a 
todo momento, pois são derivados de células 
mesenquimais que se diferenciam em 
odontoblastos após receberem um estímulo. 
 
→ Em casos de perfuração na camada de 
odontoblastos, pode-se usar tratamentos 
que estimulem as células a se diferenciar 
em odontoblastos, produzindo a camada de 
pré-dentina que posteriormente se 
mineraliza. 
PACIENTES JOVENS 
O tratamento indicado é o estímulo de 
odontoblastos. 
PACIENTES ADULTOS 
O tratamento seria endodôntico. 
 
PROTEÇÕES PULPARES DIRETAS 
Quando precisar aplicar produto diretamente na 
polpa, devido à exposição pulpar. 
 
→ Capeamento imediato e mediato são 
realizados em pacientes jovens. 
→ Curetagem Pulpar. 
→ Pulpotomia. 
CAPEAMENTO IMEDIATO 
→ Aplicação de cimento de hidróxido de 
cálcio, condicionamento com ácido 
fosfórico, aplicação de uma fina camada de 
resina composta e fotoativação. 
CAPEAMENTO MEDIATO 
Exposição pulpar significativa. 
 
→ Aplicação de hidróxido de cálcio em pó ou 
MTA, cobrimento com cimento de ionômero 
de vidro, e posteriormente fazer uma 
restauração provisória. Após isso segue o 
mesmo procedimento do tratamento 
expectante. 
CURETAGEM PULPAR 
Remover o corno pulpar inflamado usando uma 
cureta e realizar a hemostasia com solução de 
hidróxido de cálcio para conter o sangramento. 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
PULPOTOMIA 
Envolve a remoção da polpa coronária, mantendo 
apenas a polpa apical. 
 
PROTEÇÕES PULPARES INDIRETAS 
Quando tiver ainda espessura de dentina 
remanescente após o preparo cavitário, sem 
exposição pulpar. 
 
→ Bases. (Ionômero de Vidro) 
→ Forramentos. (Hidróxido de Cálcio) 
→ Tratamento Expectante. 
 
1. FORRAMENTO 
Materiais aplicados em pequena espessura que 
protegem o complexo dentino-pulpar dos materiais 
restaurados, selam túbulos dentinários, protegem 
a polpa de choque térmico e elétrico, e muitas 
vezes, promovem ação antibacteriana. 
 
MATERIAIS UTILIZADOS: 
→ Materiais a base de Hidróxido de cálcio. 
→ Cimento de Ionômero de vidro. 
→ Adesivos dentinários. 
→ MTA. 
MATERIAIS A BASE DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
→ Pó usado em tratamentos expectante, 
capeamento e curetagem. Além disso 
estimula a formação da dentina reacional. 
 
→ Solução e Suspensão são usadas para 
fazer um controle do sangramento quando 
há exposição pulpar. 
 
→ Pasta usada como material curativo. 
 
→ Cimento é usado para forramento. 
 
2. BASES 
Materiais mais rígidos e espesso, com função de 
promover isolamento térmico e elétrico, restaurar 
a forma ideal de preparos cavitários, bloquear 
retenções mecânicas em preparos para 
restaurações indiretas. 
 
 
 
 
MATERIAIS UTILIZADOS: 
→ Cimento de Óxido de zinco e eugenol. 
→ Cimento de Fosfato de zinco. 
→ Ionômero de vidro. 
CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO: 
→ Adesividade ao esmalte e à dentina pela 
reação com cálcio. 
→ Redução da infiltração marginal pela 
adesividade. 
→ Considerado uma “Dentina artificial”. 
→ Pode ser usado como base e forramento. 
 
 
3. TRATAMENTO EXPECTANTE 
Usado em pacientes jovens. 
PROCEDIMENTO: 
→ Deixar tecido cariado apenas na parede de 
fundo, aplicar Hidróxido de Cálcio em pó ou 
MTA e realizar uma restauração provisória 
a base de ionômero de vidro. 
→ Após 45 a 60 dias fazer teste de 
vitalidade pulpar, radiografia 
interproximal, para ver se formou dentina 
reacional, se formar, abre o dente e cureta 
o resto de tecido cariado, limpa a cavidade 
e faz restauração. 
 Cárie IV – Dentística 
1 
 
PRINCÍPIOS DO PREPARO CAVITÁRIO 
Fundamentos necessários para o correto preparo 
do elemento dental, a fim de receber uma 
restauração direta, preservando e devolvendo ao 
dente integridade estrutural, funcional e estética. 
→ O preparo deve ser conservador, sendo o 
mínimo destrutivo. 
→ Princípios Biológicos, Estéticos, Mecânicos. 
 
ORDEM DE PROCEDIMENTOS 
1. Remoção de tecido cariado. 
2. Forma de resistência. 
3. Forma de retenção. 
4. Forma de conveniência é tudo aquilo que 
tem que fazer na estrutura dental para 
permitir o correto preparo do dente e 
correta restauração. 
5. Forma de contorno. 
6. Acabamento das margens. 
7. Limpeza da cavidade. 
Obs.: Atualmente a remoção de tecido cariado é o 
primeiro passo, pois a partir dele pode-se obter o 
quanto de estrutura dental está afetado. 
 
 
 
 
 
ABERTURA DA CAVIDADE 
É a remoção do esmalte sem apoio dentinário, com 
a finalidade de expor a lesão de cárie, facilitando 
sua visualização e, desta forma, permitir a 
instrumentação das fases subsequentes do 
preparo cavitário. 
→ Forma de conveniência. 
 
LESÕES DE CÁRIES INICIAIS 
Realizadas com instrumentos rotatórios em alta 
rotação. 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV – Dentística 
2 
 
CÁRIES AMPLAS 
Acesso direto à lesão. 
→ Remoção do tecido cariado é realizada com 
instrumentos rotatórios em baixa rotação, 
ou seja, usa-se brocas carbides esféricas. 
 
 
LESÕES EM ESMALTE 
O processo de remineralização é uma conduta 
clínica utilizada para tratar cáries em esmalte. 
ATIVA 
→ Lesão branca. 
→ Opaca e rugosa. 
→ Não reflete luz. 
 
PARALISADA 
→ Lesão branca ou pigmentada. 
→ Brilhante e lisa. 
→ Reflete luz. 
 
 
 
 
LESÕES EM DENTINA 
O processo de preparo cavitário com remoção de 
dentina infectada é a conduta clínica utilizada. 
ATIVA 
→ Aspecto Mole. 
→ Úmida e opaca. 
→ Castanho-clara. 
→ Solta-se em placas. 
 
PARALISADA 
→ Resistente. 
→ Castanho-escura ou negra. 
→ Brilhante e lisa. 
 
 
CÁRIES DE SULCOS, FÓSSULAS E FISSURAS 
Forma-se uma cárie em dentina no formato de 
losango devido a formação de 2 triângulos com 
base coincidente na junção amelo-dentinária. Isso 
acontece porque no esmalte a cárie progride 
seguindo os prismas de esmalte, e quando chega em 
dentina, a cárie progride seguindo os túbulos 
dentinários. 
 
 Cárie IV – Dentística 
3 
 
CÁRIES PROXIMAIS 
Uma cárie que a base em esmalte é voltada pra 
superfície externa do dente e a base em dentina é 
voltada para junção amelo-dentinária. 
→ Acesso pela vestibular ou lingual do dente, 
fazendo um preparo conservador,ou 
acessar pela superfície oclusal. 
Obs.: Geralmente é feito um acesso pela oclusal. 
 
 
CÁRIES DE SUPERFÍCIES LISAS E LIVRES 
Pacientes com alta atividade de cárie. 
 
 
REMOÇÃO DE TECIDO CARIADO 
Em lesões de cáries amplas deve-se tomar cuidado 
com a profundidade da lesão. 
 
 
 
 
FORMA DE CONTORNO 
Fase em que se definirá a superfície do dente a 
ser incluída no preparo cavitário, observando 
remoção do tecido cariado, forma de resistência e 
forma de retenção. 
→ Não deixar duas cavidades separadas por 
uma parede de esmalte com menos de 1mm, 
ou seja, deve removê-lo. 
→ Preservar estruturas de reforço como 
cristas marginais, ponte de esmalte e 
vertentes de cúspides, pois essas 
estruturas evitam uma futura fratura 
desse elemento dental. 
→ Esmalte sem suporte deve ser removido 
para restaurações de amálgama, pois o 
amálgama é muito duro e o esmalte é 
friável. 
• Resina composta ou CIV pode ser 
colocada sob cúspides socavadas, 
pois eles são mais resilientes, 
servindo como uma “dentina 
artificial”. 
 
DENTES FRATURADOS 
A fratura já é a forma de contorno instaurada, 
pois não há formação de cárie a ser removida e 
possui uma cavidade pronta. 
 
 
 
 Cárie IV – Dentística 
4 
 
LESÕES NÃO-CARIOSAS 
A própria lesão formada já é a forma de contorno, 
pois não há necessidade de realizar um preparo 
cavitário. 
 
 
FORMA DE RESISTÊNCIA 
Característica dada à cavidade para que as 
estruturas remanescentes e a restauração sejam 
capazes de resistir às forças mastigatórias. 
→ Resistir a esforços mastigatórios, variação 
volumétrica do material restaurador e 
diferenças do coeficiente de expansão 
térmica linear. 
 
→ Todo esmalte deverá ser suportado por 
dentina sadia ou resina composta, sendo 
removido apenas em restaurações de 
amálgama. 
→ Paredes circundantes devem ser paralelas 
ou levemente convergentes para oclusão e 
perpendicular à pulpar e gengival para que 
a cavidade tenha o mesmo direcionamento 
dos túbulos dentinários e prismas de 
esmalte. 
 
→ Para amálgama, a profundidade da caixa 
oclusal e proximal deve ser maior que 2mm, 
pois o amálgama tem espessura de 2mm. 
 
CURVA REVERSA DE HOLLENBACK 
Margem de amálgama com 90º em relação à 
superfície externa proximal. 
→ O preparo deve ser levemente expulsivo 
para proximal e retentivo para oclusal. 
 
 
FORMA DE RETENÇÃO 
Forma dada à cavidade para torna-la capaz de 
reter a restauração, evitando seu deslocamento. 
AMÁLGAMA DENTAL 
Forma de cavidade deve ter profundidade maior ou 
igual à largura, com paredes paralelas os 
convergentes para a oclusal 
 
→ Quando há um preparo muito destrutivo 
deve-se utilizar retenções adicionais na 
forma de perfurações ou canaletas ou 
pinos intra-dentinários para auxiliar a 
retenção do amálgama. 
 Cárie IV – Dentística 
5 
 
RESINA COMPOSTA 
A retenção se dá pela hibridização do elemento 
dentário através da aplicação de um ácido 
fosfórico no esmalte e na dentina. 
→ A formação da camada híbrida promove a 
retenção da resina composta. 
 
FORMA DE CONVENIÊNCIA. 
Etapa que visa possibilitar a instrumentação 
adequada do preparo da cavidade e a inserção do 
material restaurador. 
→ Isolamento absoluto. 
→ Matriz e Cunha. 
→ Preparo com acesso tipo túnel em classe 
II. 
 
ACABAMENTO DAS MARGENS 
Etapa que visa oferecer uma interface 
mecanicamente resistente e promover vedamento 
marginal entre o material restaurador e a 
estrutura dental. 
→ Melhorar a adaptação do material 
restaurador às paredes do preparo. 
→ Melhorar o vedamento marginal. 
→ Diminuir a infiltração marginal. 
 
 
 
 
 
 
LIMPEZA DA CAVIDADE 
Remoção de partículas remanescentes do preparo 
cavitário antes da inserção do material 
restaurador ou protetor, através de diferentes 
agentes de limpeza, por exemplo o Ácido fosfórico. 
 
→ Remoção da lama dentinária (smear-layer) 
que é uma mistura de restos de dentina, 
restos de broca diamantada, restos do óleo 
do motor. 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
RESTAURAÇÃO 
→ Preservação do tecido dentinário. 
→ Cuidado em relação à sensibilidade (maior 
proteção do sistema com maior 
preservação). 
→ Restabelecimento da estética. 
 
 
ESMALTE 
A dureza do esmalte é atribuída ao conteúdo 
inorgânico, enquanto a sua friabilidade é atribuída 
ao alto módulo de elasticidade e baixa resistência 
à tração. 
→ 96% em peso inorgânico, sendo composto 
por fosfato de cálcio, fluorapatita, 
carbonoapatita. 
→ 1% em material orgânico, composto pela 
matriz orgânica da enamelina. 
Quando se faz condicionamento ácido para adesão 
do material restaurador, tem-se previsibilidade 
muito maior por conta da menor presença de água 
nesse substrato. 
 
 
 
 
 
DENTINA 
É um tecido conjuntivo mineralizado no seu estágio 
maduro 
→ 70% em peso de apatita orgânica (Túbulos 
dentinários, Dentina intertubular e 
peritubular). 
→ 18% matriz orgânica (colágeno, fosforina, 
sialoproteína e glicosaminoglicanas). 
→ 12% água. 
Essa maior quantidade de água promove um maior 
desafio dos materiais se fixarem de forma mais 
duradoura, com risco de infiltrações marginais. 
SMEAR LAYER 
Se forma na superfície da dentina após a 
instrumentação, a qual oclui a entrada dos túbulos 
dentinários e diminui a permeabilidade dentinária 
em até 86%. 
 
 
RESINA 
→ Menor custo. 
→ Sessão única, na maioria das vezes. 
→ Preparo conservador. 
→ Módulo de elasticidade. 
→ Cor e opalescência. 
→ Estética e brilho. 
→ Textura e aspecto natural 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
TÉCNICA ADESIVA 
INDICAÇÕES 
→ Necessidade de restaurações estéticas. 
→ Selamento de cicatrículas e fissuras. 
→ Restaurações de lesões oclusais e/ou 
proximais de tamanho pequeno a médio. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
→ Dentes antagonistas com restaurações 
cerâmicas. 
→ Estresse oclusal excessivo. 
→ Impossibilidade de isolamento absoluto. 
→ Pacientes de alto risco. 
VANTAGENS 
→ Preparo Conservador limitado à remoção da 
lesão cariosa. 
→ Restauração estética. 
→ Reforço do remanescente dental. 
→ Facilidade de repreparo. 
→ Custo inferior comparado às restaurações 
indiretas. 
DESVANTAGENS 
→ Contração de polimerização. 
→ Tensão na camada híbrida que podem levar 
a fraturas, fendas marginais, infiltrações e 
sensibilidade. 
→ Baixa resistência ao desgaste. 
 
RESINA COMPOSTA 
É um material polimérico, reforçado por partículas 
de carga que são unidas a matriz por um agente de 
união. 
→ Matriz é um material resinoso que forma 
uma fase única, envolvendo as partículas de 
carga. 
→ Cargas são partículas de reforço dispersas 
na matriz. 
→ Agente de união, geralmente o silano, 
promove a adesão entre a carga e a matriz. 
RESINAS CONVENCIONAIS 
Material poroso com maior adesão as bactérias que 
surgiram como macropartículas. 
→ Tinha-se uma boa resistência mecânica, 
mas um polimento muito deficiente por 
conta do tamanho dessas partículas. 
 
RESINAS MICROPARTICULADAS 
Partículas de carga muito pequenas com polimento 
e estética muito agradável, porém com resistência 
mecânica não adequada para suportar as forças de 
mastigação. 
 
RESINAS COMPOSTAS HÍBRIDAS 
Presença de macro e micropartículas em 
proporções equilibradas, proporcionando tanto 
polimento quanto resistência adequada e 
satisfatória. 
RESINAS NANOPARTICULADAS 
As nanopartículadas são ideais para o bom 
polimento e possuem ótima resistência. 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
ATIVIDADE X RISCO 
ATIVIDADE 
Presença e progressão da doença dentro da 
cavidade. 
→ Cavidade abertas ativas. 
→ Lesões de mancha branca ativas. 
→ Presença de biofilme espesso e pegajoso. 
RISCO 
Presença de fatores predisponentes a progressão 
da doença. 
→ Baixo fluxo salivar. 
→ Dieta cariogênica. 
→ Presença de nichos de biofilme. 
→ Restrições mentais e motoras. 
 
ANAMNESE 
Nome, idade, sexo, profissão, estado geral de 
saúde, hábitos alimentares e de higiene, história 
médica, queixa principal. 
DIAGNÓSTICO 
Exame clínico e radiográfico.SELEÇÃO DA COR 
Sempre que for escolher a cor, o dente precisa 
estar úmido e a luz do refletor pode influenciar na 
visualização. 
→ Pode-se utilizar a escala vita de cor, 
aliando ao dente incisal ou com incrementos 
da resina. 
Obs.: Usar o canino como referência para a 
escolha, pois ele é o dente que tem maior 
quantidade de dentina. 
PROFILAXIA 
→ Pedra pome + água. 
→ Pasta profilática. 
→ Jato de bicarbonato 
ABERTURA DA CAVIDADE 
Remove-se apenas o material antigo e o tecido 
cariado usando pontas diamantadas e brocas 
carbide. 
→ Irrigação abundante quando usar alta 
rotação para não superaquecer a região. 
→ Proteção pulpar quando as cavidade são 
profundas por meio de forramento da base 
com hidróxido de cálcio e ionômero de 
vidro, para evitar a sensiblidade. 
 
Obs.: Broca esférica de tamanho muito pequeno 
não é indicado para cavidades profundas. 
 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO DO ESMALTE 
Dissolução seletiva dos prismas de esmalte que 
melhora a penetração do adesivo no esmalte. 
→ Ácido fosfórico 37% por 30 segundos. 
→ Porosidade. 
→ Aumento da energia superficial. 
→ Maior umedecimento pelo adesivo. 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
4 
 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO NA RESINA 
Abertura dos túbulos dentinários com exposição 
das fibras colágenas. 
→ Ácido fosfórico 37% durante 15 segundos. 
→ Remoção da smear-layer. 
→ Redução da energia da superfície. 
 
PROCEDIMENTO 
Primer é uma solução de monômeros resinosos 
dissolvidos em solventes orgânicos, sendo um 
modificador de superfície que melhora a superfície 
da dentina para criar melhor adesão. 
1. Começar o ataque ácido em esmalte e 
depois em dentina. 
2. Lavar a cavidade com água abundante por 
15 segundos. 
3. Remover o excesso de água com papel 
absorvente ou bolinha de algodão, deixando 
a dentina levemente úmida. 
4. Aplicação do primer e esperar um tempo de 
20 segundos para volatilizar. 
5. Aplicação de adesivos. 
6. Fotoativação com a ponta voltada para o 
longo eixo do dente, por 20 segundos. 
7. Formação de uma superfície hibridizada. 
8. Inserção do material restaurador. 
9. Ajuste oclusal. 
10. Polimento e acabamento. 
Obs.: Sobrecondicionamento + Fotoativação 
deficiente causa dor pós-operatória. 
 
 
 
 
INSERÇÃO DA RESINA NA CAVIDADE 
Utilizar técnica incremental, aplicando pequenas 
quantidades de resina de forma oblíqua ou 
horizontal com no máximo 2mm. 
→ Evitar unir paredes opostas por conta do 
fator C. 
→ Fotoativação por 20 segundos para cada 
incremento. 
 
 
AJUSTE OCLUSAL 
Realiza-se a remoção do isolamento absoluto e se 
faz o acabamento com pontas diamantadas e 
multilaminadas 
 
POLIMENTO 
→ Maior lisura superficial. 
→ Maior resistência ao desgaste. 
→ Maior resistência ao manchamento. 
→ Finalizar com pastas diamantadas e discos 
de feltros. 
 
 
 
 Cárie IV – Dentística 
1 
 
CLASSE II 
Cavidades envolvendo a face interproximal de 
prés-molares e molares, podendo envolver a 
superfície oclusal devido o acometimento da crista 
marginal. 
→ Necessidade de sistema matriz-cunha, pois 
é uma cavidade que tem contato com dente 
adjacente. Caso não tenha o dente 
adjacente, será usado o método de mão 
livre. 
 
RESISTÊNCIA À FRATURA 
O preparo cavitário leva a um enfraquecimento do 
dente, pois quanto maior o preparo (principalmente 
preparos MOD), maior será a chance de o dente 
fraturar. 
 
DIAGNÓSTICO 
→ Lesões cavitadas. 
→ Cavidades encobertas. 
→ Radiografias. 
→ Lesão em dentina. 
 
TIPOS DE CAVIDADE 
São determinados pela extensão da cárie, 
localização e tipo de acesso criado. 
Obs.: O acesso sempre terá que ser o mais 
conservador possível para desgastar menor tecido 
cariado. 
 
 
ACESSOS 
MOD, MO, DO 
É um acesso superficial pela lesão cariosa, 
normalmente onde há uma fratura na crista 
marginal. 
ACESSO DIRETO 
É um acesso utilizado desde que não tenha um 
dente adjacente na lesão da superfície 
interproximal. 
SLOT VERTICAL 
Rompimento da crista marginal e realização de uma 
caixa proximal. 
SLOT HORIZONTAL (RC) 
Cria um acesso pela superfície lingual ou 
vestibular. 
PREPARO EM TÚNEL (MISTA) 
São preparos que são criados acessos pela oclusal, 
de modo a preservar a crista marginal, e tentar 
chegar a cárie por um acesso que vai inclinado no 
dente. 
Obs.: Slot horizontal e Preparo em túnel são mais 
difíceis de serem feitos, pois tem uma visão 
limitada da lesão, e o acesso para inserir o 
material restaurador é dificultado. 
 
 
 
 
 
 Cárie IV – Dentística 
2 
 
MATRIZES 
Devem estar bem adaptadas principalmente na 
parede gengival, e estar 0,5 a 1mm acima das 
cúspides. 
→ Permitem o contorno correto. 
→ Evitam excessos de materiais. 
→ Conferem estabilidade na condensação. 
 
→ Confecção: 
• Universais. 
• Individuais. 
→ Material: 
• Metálicas. 
• Plásticas é evitada em dentes 
posteriores. 
→ Superfície: 
• Circunferenciais. 
• Parciais. 
INDIVIDUAIS 
São preparadas para cada caso em particular, 
tendo as características específicas para o dente 
determinado, e são utilizadas em restaurações de 
amálgamas e restaurações atípicas. 
→ Matriz rebitadas e soldadas. 
→ Matriz em T. 
→ Matriz em Barton. 
• É utilizada em restauração de 
amálgama Classe I e Classe II 
quando as cavidades têm uma 
projeção para a superfície 
vestibular ou palatina. 
→ Matriz de Sweeney. 
• É uma matriz parcial que fica em 
contato interproximal com auxílio 
de uma cunha. 
 
UNIVERSAIS 
Presas a porta-matrizes ou a suportes 
estabilizadores. 
→ Porta matriz de tofflemire é utilizada em 
tiras matriz que vem em rolo. 
 
→ Matrizes Parciais 
• O anel da unimatrix permite um 
afastamento dental para realizar a 
restauração interproximal, e 
adapta as matrizes nas paredes 
linguais e vestibulares dos dentes 
posteriores. 
Obs.: Unimatrix é utilizada em Resina Composta, 
sem a necessidade de utilizar o porta-matriz. 
CUNHAS INTERPROXIMAIS 
Tanto a matriz quanto a cunha devem estar 
apoiadas no tecido dental sadio, pois se a cunha 
não estiver apoiada nesse tecido, pode provocar 
um amassamento da matriz e promover uma área 
vazia sujeita ao acúmulo de biofilme, cárie de 
interface e periodontite. 
 
→ Estabilização da matriz. 
→ Adaptação marginal. 
→ Separação dos dentes. 
→ Evitar excessos. 
→ Proteger e sustentar o dique de borracha. 
→ Diminuir secreção crevicular. 
 Cárie IV – Dentística 
3 
 
RESINA COMPOSTA 
 
VANTAGENS 
→ Estética. 
→ Restauração adesiva. 
→ Cavidade sem forma de retenção. 
→ Economia de tecido dental sadio. 
→ Baixa condutibilidade térmica e elétrica. 
→ Maior resiliência em relação ao amálgama. 
DESVANTAGENS 
→ Tensão de contração de polimerização. 
→ Infiltração marginal. 
→ Tempo de confecção. 
FORMA DE INSERÇÃO 
Colocar incrementos pequenos de resina contra as 
paredes circundantes, sendo que em cúspides 
socavadas, a primeira camada deve ser colocada 
sob essa cúspide. 
→ Polimerização Efetiva. 
→ Menor probabilidade de agressão 
fisiológica a polpa. 
→ Menor probabilidade de mudança de cor do 
material. 
→ Aumento nas propriedades mecânicas 
evidenciadas. 
 
Obs.: Realizar a forma de inserção de incremento 
numa forma oblíqua ou horizontal, jamais de forma 
vertical. 
 
PREPARO CAVITÁRIO 
→ Remover a crista marginal enfraquecida. 
→ Matriz voltada para o dente adjacente, 
com intuito de protege-lo. 
→ Cunha colocada para aumentar o campo de 
visão de trabalho. 
 
Obs.: Ângulo interno arredondado e ângulo externo 
vivo. 
DESMINERALIZAÇÃO 
→ Aplicação de ácido fosfórico em esmalte 
por 15 segundos. 
→ Lavagem da cavidade com água para 
eliminar os resquícios de ácido fosfórico. 
→ Secagem da cavidade feita com bolinhas de 
algodão levemente umedecidas. 
RESTAURAÇÃO 
→ Matriz voltada para o dente cavitado. 
→ Colocação dos incrementos de no máximo 
2mm de resina. 
→ Fotoativação de cada incremento conforme 
é colocado. 
 
AJUSTE OCLUSAL 
Verificação de algum contato prematuro. 
 
 Cárie IV – Dentística 
4ACABAMENTO E POLIMENTO 
→ Pontas multilaminadas para Resina 
Composta. 
 
→ Pontas diamantadas F e FF. 
 
→ Borrachas abrasivas 
 
→ Escovas abrasivas associados a pasta 
diamantadas de granulações finas e extra-
finas. 
 
→ Uso de discos de acabamentos nas regiões 
de crista, sem penetrar a interproximal. 
 
→ Retirar o excesso do contato interproximal 
com tiras abrasivas para resina composta. 
 
SLOT HORIZONTAL 
Preparos que não envolvem a superfície oclusal, 
permitindo um acesso pela vestibular ou lingual. 
→ Ausência do dente adjacente. 
 
VANTAGENS 
→ Preparo mais conservador. 
→ Não sujeito a esforços mastigatórios. 
→ Ponto de contato não afetado. 
DESVANTAGENS 
→ Difícil visualização e acesso. 
→ Adaptação da matriz e do material 
restaurador deve ser feita de forma 
cuidadosa. 
CIV E HÍBRIDOS 
Proteção do complexo pulpar ou restauração de 
acesso direto. 
INDICAÇÃO 
→ Pacientes de alto risco à cárie. 
→ Cavidades pequenas sem nenhum contato 
oclusal. 
→ Preparo tipo túnel, acesso direto ou slot 
horizontal. 
→ Restaurações provisórias. 
 Cárie IV – Dentística 
5 
 
CONTRA-INDICAÇÃO 
→ Restauração de cavidade ampla. 
→ Restauração com grande contato oclusal. 
 
SLOT VERTICAL 
Preparos que afetarão o ponto de contato com o 
dente adjacente. 
→ Remoção da crista marginal, principalmente 
de cárie que chegaram ao tecido 
dentinário. 
 
CAIXA ESTRITAMENTE PROXIMAL 
→ Mais extensa no sentido gengivo-oclusal. 
→ Brocas em forma de pera: 329,330,245. 
→ Curva reversa de hollemback. 
→ Ângulos arredondados. 
 
Obs.: Caixa convergente no sentido oclusal, se for 
para restauração de amálgama. 
 
 
 
 
 
 
 
PREPARO TIPO TÚNEL 
Preparo cavitário que tem como objetivo principal 
a preservação da crista marginal. 
→ Quanto mais conservador o preparo, o 
dente terá maior resistência à fratura e 
menor trauma à polpa. 
→ Restaurações mais estéticas, mais fácil de 
escultura e de menor interferência na 
oclusão do paciente. 
→ Devem ser o tratamento de escolha para 
lesões proximais incipientes que já 
chegaram em dentina. 
 
INDICAÇÃO 
→ Cáries abaixo do ponto de contato 
interproximal. 
→ Superfície oclusal livre de cárie, 
principalmente a crista marginal. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
→ Lesões extensas. 
→ Lesões que envolvem cristas. 
→ Lesões com acesso direto. 
→ Lesões que envolvam ponto de contato 
proximal. 
→ Lesões subgengivais. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
LUZ E COR 
Processos que modificam a luz após a sua interação 
com o objeto 
→ Reflexão. 
→ Absorção. 
→ Transmissão. 
REFLEXÃO 
Quando o comprimento de onda é totalmente 
refletido, ele se manifesta em uma cor branca. 
ABSORÇÃO 
Quando há total absorção dos comprimentos de 
ondas, ela se manifesta em uma cor preta. 
TRANSMISSÃO 
O comprimento de onda pode ser transmitido de 
um objeto para o outro, ou seja, ele atravessa o 
objeto. 
 
MATIZ 
É a dimensão que distingue uma família de cor da 
outra, ou seja, é o nome da cor. 
→ Azul, verde, amarelo, vermelho. 
 
 
 
 
 
CROMA 
Descreve a saturação ou intensidade de uma 
determinada matiz, diferenciando os diferentes 
tons de uma cor só. 
 
 
VALOR 
É resultado de manifestações simultâneas de 
absorção, reflexão e transmissão da luz. 
→ Quanto maior o valor de um material, maior 
a reflexão da luz e mais clara será a 
restauração. 
 
 
TRANSLUCIDEZ 
Resultado de manifestações simultâneas de 
absorção, reflexão e transmissão de luz. 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
CARACTERÍSTICAS ÓPTICAS 
DOS DENTES NATURAIS 
São mecanismos responsáveis pela manifestação 
cromática, sendo que a coroa dental apresenta 
aspecto policromático, conferindo ao dente uma 
naturalidade única. 
→ Terço cervical há maior quantidade de 
dentina do que de esmalte, resultando em 
croma mais alto e valor intermediário. 
 
→ Terço médio apresenta baixa translucidez 
e valor um pouco mais alto que o terço 
cervical por conta da maior presença do 
esmalte que influencia na saturação. 
 
→ Terço incisal apresenta dentina bastante 
delgada e grande espessura de esmalte, 
apresentando translucidez. 
DENTINA 
A dentina é a principal responsável pelo matiz e 
croma básico, caracterizada pela alta saturação e 
baixa translucidez. 
ESMALTE 
O esmalte atua como um filtro, visualizando a cor 
da dentina através do esmalte, sendo pouco 
saturado e altamente translúcido. 
 
ALTERAÇÃO NA EXPRESSÃO 
CROMÁTICA DOS DENTES 
Ocorre modificação dos tecidos dentais ao longo 
da vida, alterando o grau de translucidez. 
Com o passar do tempo ocorre uma redução da 
quantidade de esmalte, e a dentina sofre 
modificações por conta da deposição contínua, por 
isso pacientes idosos possuem o dente mais opaco 
e amarelado. 
 
OPALESCÊNCIA 
É uma propriedade relaciona à capacidade do 
esmalte de refletir as ondas curtas e, 
simultaneamente, transmitir as ondas longas do 
espectro visível, sendo melhores percebidos na 
região incisal. 
 
Obs.: Pigmentos para efeito óptico não são 
indicados. 
 
SEQUÊNCIA CLÍNICA 
1. Exame clínico e radiográfico. 
2. Adequação do meio bucal. 
3. Escolha do material. 
4. Verificação do acesso à lesão. 
5. Protocolo restaurador: escolha da cor, 
anestesia, isolamento do campo operatório 
e restauração. 
 
EXAME RADIOGRÁFICO 
O exame radiográfico permite visualizar a 
profundidade da cavidade, imagens radiolúcidas 
nas regiões periapicais dos dentes anteriores. 
 
ESCOLHA DO MATERIAL 
É feito uso de materiais estéticos, como a resina 
composta associada ao adesivo de escolha e o 
cimento de ionômero de vidro, este que também 
pode ser usado em pacientes com alto índice 
cariogênico. 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
ACESSO DIRETO POR PROXIMAL 
Acesso preferencial com maior conservação do 
tecido dental sadio. 
→ Afastamento Imediato usando cunha de 
madeira. 
→ Afastamento Mediato usando borrachas 
ortodônticas 1 a 2 dias antes. 
 
 
ACESSO PALATINO 
Primeira escolha quando não for possível fazer o 
acesso direto, preservando sempre que possível a 
parede vestibular do elemento a ser trabalhado. 
 
 
ACESSO VESTIBULAR 
Acesso realizado quando há envolvimento da 
superfície vestibular, sem comprometimento da 
face palatina. 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS DO PREPARO CAVITÁRIO 
FORMA DE CONTORNO 
Formato da cavidade, ou seja, é a área da 
superfície a ser incluída no preparo, englobando 
somente a lesão de cárie e sempre preservando a 
maior quantidade possível de estrutura dental. 
FORMA DE RESISTÊNCIA 
É a forma dada a cavidade de modo que, tanto o 
dente como o material restaurador resistam aos 
esforços mastigatórios e as alterações 
volumétricas. 
→ Término do esmalte em dentina rígida. 
→ Parede pulpar plana. 
→ Arredondamento dos ângulos. 
FORMA DE RETENÇÃO 
Se a profundidade for maior ou igual a largura 
vestíbulo-lingual, a cavidade será por si só auto-
retentiva, caso contrário as paredes devem ser 
levemente convergentes para a oclusal. 
FORMA DE CONVENIÊNCIA 
Visa facilitar o acesso e a instrumentação da 
cavidade. 
 
MATERIAIS NECESSÁRIOS 
→ Escova de Robinson e fio dental para 
realizar a profilaxia antes. 
→ Pinça de Miller e papel articular para 
checar a oclusão antes. 
→ Alta rotação e mandril. 
→ Contra-ângulo é utilizado em casos de 
cavidade pronfuda. 
→ Colher para dentina que deve ser 
compatível com o preparo da cavidade. 
→ Brocas carbide e diamantadas 
→ Matriz de aço e porta-matriz para 
proteção do dente vizinho. 
→ Cunha para melhorar a forma de 
conveniência. 
 Cárie IV - Dentística 
4 
 
PROFILAXIA 
→ Escova de Robinson. 
→ Taça de borracha utilizando pasta 
profilática ou pedra pomes. 
→ Jato de bicarbonato. 
 
SELEÇÃO DE COR 
O método mais frequentemente empregado é a 
comparação visual das características cromáticas 
dos dentes com diferentes tipos de escala e cor. 
→ É possível fazer pequenos incrementos 
para a escolha da cor com polimerização. 
Obs.: A seleção deve ser feita antes do isolamentoabsoluto, pois pode influenciar na escolha da dor. 
 
PREPARO CAVITÁRIO 
→ A tira de aço abraça o dente vizinho para a 
sua proteção. 
→ O bisel foi reenlaçado em 45º para 
esconder a linha resina/dente da 
restauração em acesso vestibular. 
 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO 
→ Esperar 15segundos em esmalte, e 
posteriormente realizar o ataque ácido por 
15segundos em dentina. 
→ Lavagem com água corrente de 20 a 30 
segundos. 
→ Após a lavagem, realizar a secagem, 
deixando a dentina levemente úmida, 
controlando a umidade com bolinha de 
algodão. 
 
→ Aplicação da 1ª camada de dentina, 
realizar secagem e depois aplicar a 2ª 
camada de dentina e realizar a 
fotoativação. 
 
INSERÇÃO DO MATERIAL RESTAURADOR 
Fitas de teflon são usados para proteção dos 
dentes vizinhos. 
 
→ A primeira imagem representa uma 
aplicação de dentina. 
→ A segunda imagem representa uma 
aplicação de resina em esmalte. 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
→ Retirada dos excessos grosseiros. 
→ Ajuste oclusal com auxílio do papel 
carbono. 
 
Obs.: Utilizar a tira de maior granulação para 
depois usar a tira de menor granulação, fazendo o 
acabamento em forma de S. 
 Cárie IV - Dentística 
1 
 
CAVIDADES CLASSE IV 
Consistem em lesões que ocorrem na face proximal 
dos dentes anteriores com envolvimento do ângulo 
incisal, podendo envolver um ou dois ângulos. 
→ Lesão de cárie. 
→ Fratura. 
 
FRATURAS CORONÁRIAS 
→ Esmalte. 
 
→ Esmalte e dentina. 
 
→ Esmalte, dentina e polpa. 
 
→ Com exposição pulpar. 
 
→ Sem exposição pulpar. 
 
 
EXAME CLÍNICO 
→ Extensão da fratura. 
→ Invasão do espaço biológico, que é preciso 
restabelecer o espaço biológico antes da 
restauração definitiva. 
→ Acometimento da porção radicular. 
→ Estado pulpar. 
→ Tratamento endodôntico. 
 
PLANEJAMENTO RESTAURADOR 
→ Idade e estado de saúde do paciente. 
→ Tipo, extensão, posição e direção da 
fratura. 
→ Qualidade do remanescente dental. 
→ Presença de fragmento 
OCLUSÃO 
→ Função incisiva. 
→ Tipo de guia. 
Obs.: Os hábitos parafuncionais podem influenciar 
negativamente as restaurações 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
2 
 
BIOMIMETISMO 
Existem um conjunto de princípios estéticos que 
ajudam a restabelecer o biomimetismo. 
LINHA MÉDIA 
A linha média dentária deve ser coincidente entre 
si e com a linha média facial. 
→ A linha média passa pela glabela, ponta do 
nariz e lábios. 
 
Obs.: Assimetrias consideradas suaves e pequenas 
não interferem nos princípios estéticos. 
DOMINÂNCIA ANTERIOR 
Os incisivos centrais apresentam dominância em 
relação aos caninos, primeiro pré-molar e os 
molares. 
 
PROPORÇÃO ÁUREA 
As larguras aparentes dos dentes anteriores 
devem decrescer do incisivo central para o canino 
na proporção de 1,618 para 1, para 0,618, que é 
considerado o número dourado. 
Incisivos centrais > Incisivos laterais > Caninos. 
CONVERGÊNCIAS 
As convergências precisam ser levadas em conta 
em diferentes vistas, principalmente no aspecto 
altura. 
Incisivos centrais > Canino > Incisivos laterais. 
 
LINHA DO SORRISO 
A linha do sorriso acompanha a linha do lábio 
inferior, mas há pessoas que tem o sorrido 
invertido/não acompanhado. 
 
AMEIAS INTERCISAIS 
Anteriormente são mais fechadas e vão se abrindo 
à medida que vai para posterior. 
 
A superfície de contato vai decrescendo no 
sentindo antero-posterior. 
 
FORMA DENTAL 
→ Quadrado possui um contorno reto, com 
ângulos de transição acentuados e lóbulos 
paralelos. 
 
→ Triangular possui contorno reto, com 
convergência cervical e borda incisiva 
ampla. 
 
 Cárie IV - Dentística 
3 
 
→ Oval possui contorno arredondado, com 
ângulos de transição suaves e convergência 
incisiva e cervical. 
 
BORDA INCISAL 
Devido ao desgaste e amadurecimento da dentina, 
há uma diferença da borda incisal entre as 
diferentes idosos. Além disso, acontece uma 
redução de esmalte e modificação da dentina 
deixando os dentes dos pacientes mais idosos, 
opacos e amarelados. 
 
 
 
 
COR 
É a impressão que a luz refletida ou absorvida 
pelos corpos produz nos olhos. 
 
Obs.: Quanto maior o valor, maior a reflexão de 
luz e mais clara é a restauração. 
OPALESCÊNCIA 
Capacidade de o esmalte transmitir comprimentos 
de luz na tonalidade amarelada e refletir a 
tonalidade. 
 
FLUORESCÊNCIA 
Capacidade de absorver luz ultravioleta e 
transmiti-la em um comprimento de onda visível. 
Obs.: Se não houver essa propriedade, por 
exemplo, as restaurações ficariam negra em 
festas que possuem luzes especiais. 
 
OPACIDADE 
É a propriedade em que a luz não ultrapassa uma 
superfície. 
 
TRANSLUCIDEZ 
É a propriedade em que a luz ultrapassa uma 
superfície, apresentando feixes de retorno. 
→ Nas áreas de baixa translucidez, há alta 
espessura de dentina e pouca de esmalte, 
sendo ao contrário para zona de alta 
translucidez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cárie IV - Dentística 
4 
 
SELEÇÃO DO MATERIAL RESTAURADOR 
Para restaurações de classe IV é recomendado o 
uso de Resina microhibrida ou Resina 
nanoparticulada. 
→ Microparticulada apresenta maior 
polimento e estética 
→ Micro-hibrida apresenta maior 
resistência, menor contração e estética. 
→ Nanoparticulada apresenta resistência e 
polimento. 
Obs.: As resinas microparticuladas não são 
utilizadas para fazer toda a restauração, pois não 
tem boa resistência para classe IV. 
 
SELEÇÃO DE COR 
Realizada previamente ao isolamento absoluto, com 
os dentes limpos sob luz natural. 
→ A = tom amarronzado. 
→ B = tom amarelado. 
→ C = tom acinzentado. 
→ D = tom rosado (quase não usado). 
 
Para a seleção de cor é feito incrementos com a 
cor da resina, polimerizando-a e comparando qual 
cor se dá melhor com a cor do dente do paciente. 
 
 
 
 
 
TÉCNICA DA BOLINHA 
É importante que a bolinha tenha espessura, pois 
se estiver muito translúcida não funciona 
corretamente. 
→ Fotopolimerização e avaliação da cor da 
dentina mais cervical e da cor do esmalte 
mais incisal. 
 
Obs.: Resinas Compostas que apresentam “O” 
escrito significa que é opaco para a dentina e sem 
a letra “O” se utiliza para esmalte, ou “D” para a 
dentina, dependendo do fabricante. 
 
ANTEPARO DE SILICONE 
Anteparo para inserção do primeiro incremento 
que facilita a criação do halo no rebordo incisal. 
→ Facilita a definição da superfície palatal. 
→ Visualização da espessura de resina 
referente a dentina. 
 
CONFECÇÃO 
→ Massas na mesma quantidade, seguindo a 
recomendação do fabricante. 
→ Remover as luvas e lavar as mãos, pois o 
látex interfere na composição. 
 
 Cárie IV - Dentística 
5 
 
HIBRIDIZAÇÃO CONVENCIONAL 2 PASSOS 
Aplicar ácido fosfórico 37% em esmalte por 30 
segundos e em dentina por 15 segundos. 
→ Duas camadas intercaladas por jato de ar e 
polimerizar por 20 segundos. 
 
PREPARO DO SUBSTRATO 
Inserção da restauração inserindo primeiro 
incremento palatino, podendo ser translúcido, pois 
servirá de base para a restauração, e após isso, 
adicionar camadas. 
→ É sempre importante proteger o dente 
vizinho. 
 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
Uso de pontas multilaminadas, discos abrasivos, 
borrachas abrasivas, tiras de lixas, discos de 
feltro e pasta diamantada. 
 
 
TÉCNICA A MÃO LIVRE 
Começa com massa de dentina, incremento por 
incremento, analisando as características dos 
dentes adjacentes, até que a restauração forneça 
a anatomia do dente. Após isso, cobrir a 
restauração com massa de esmalte, fazer o 
acabamento e polimento. 
COLAGEM DE FRAGMENTO 
Procedimento conservador. 
→ Resistência ao desgaste compatível com o 
dente. 
→ Preservação da cor e translucidez 
adequada. 
→ Preservação dos contatos oclusais 
originais. 
→ Manutenção do contorno original do dente. 
LIMITAÇÕES 
→ Desprendimento do fragmento por hábitos 
nocivos, oclusão. 
→ Cor do fragmento. 
→ Colagem em posição errada. 
→ Linha de união. 
PREPARO DO FRAGMENTO E DO REMANESCENTE 
Utilizar sistema adesivo como materialde união 
tanto no remanescente dental quanto no 
fragmento, preparando primeiro o fragmento para 
depois preparar o remanescente. 
→ Dentes vitais: não precisa realizar preparo 
prévio se não for necessária a proteção 
pulpar. 
Obs.: Realizar alivio no fragmento na região 
correspondente ao capeamento pulpar, para 
possibilitar uma adequada adaptação. 
 
MANUTENÇÃO PERIÓDICA E PREVENTIVA 
→ Exame Clínico e radiográfico. 
→ Alterações periodontais, pulpares ou 
estéticas. 
→ Sondagem periodontal. 
→ Teste de vitalidade pulpar. 
→ Comparação entre radiografias. 
 Cárie IV – Dentística 
1 
 
CAVIDADE CLASSE V 
Cavidades preparadas ou pré-existentes no terço 
cervical ou gengival (não se relaciona com 
cicatrículas e fissuras), das faces vestibulares e 
linguais de todos os dentes. 
CARIOSA 
Atividade de desmineralização do tecido dentário. 
 
NÃO CARIOSA 
→ Abrasão. 
→ Erosão. 
→ Abfração. 
 
 
ABRASÃO 
Pode promover a exposição radicular. 
→ Escovação exagerada. 
→ Abrasivos dos dentifrícios. 
 
Obs.: A técnica de Bass permite uma higienização 
e desgaste da parte cervical do dente. 
CARACTERÍSTICAS 
→ Superfície dura. 
→ Altamente polida. 
→ Cavidades rasas com contorno irregular. 
→ Localizada geralmente na região vestibular. 
Obs.: Para suspeita de abrasão, pedir ao paciente 
para que demonstre o modo de escovação e corrigi-
lo caso esteja inadequado de acordo com a força 
exercida. 
TRATAMENTO 
→ Escolher escovas com cerdas macias. 
→ Escovar com o mínimo de força possível. 
→ Indicar dentifrícios não tão abrasivos. 
Obs.: É necessário remover a causa da lesão não 
cariosa antes de realizar a restauração. 
 
EROSÃO 
Dissolução ácida endógena ou exógena. 
→ Endógena: Anorexia, distúrbio 
gastresofágico. 
→ Exógena: Alimentos, bebidas, 
medicamentos. 
 
CARACTERÍSTICAS 
→ Formato arredondado. 
→ Ampla (distal até mesial). 
→ Cavidade rasa com borda definida. 
 Cárie IV – Dentística 
2 
 
ABFRAÇÃO 
→ Contatos prematuros em oclusão cêntrica. 
→ Contatos prematuros em protusão ou 
lateralidade. 
→ Perda de elemento dentário que ocasiona 
um carregamento oclusal mal distribuído. 
 
CARACTERÍSTICAS 
→ Flexão do dente. 
→ Lesões únicas e profundas com margens 
definidas. 
→ Formato de cunha. 
→ Lesão de origem multifatorial. 
→ Micro-fraturas do esmalte que podem 
levar a sensibilidade dentinária. 
 
MATERIAIS IONOMÉRICOS 
→ Pacientes de pediatria, principalmente 
quando eles têm lesões de cavidade ativas 
e são pacientes de risco. 
→ Pacientes mais idosos que desenvolveram 
cárie radicular. 
RESTAURAÇÕES PROVISÓRIAS DE CLASSE V 
Realizar isolamento absoluto quando a lesão tiver 
acima da margem gengival. 
→ Ionômeros de Vidro convencionais são 
usados para restaurações provisórias. 
→ Ionômeros de Vidro modificados por resina 
são usados para restaurações definitivas. 
→ Primer é aplicado na estrutura dental, sem 
a necessidade de realizar o ataque ácido. 
→ Inserir material restaurador usando 
seringa centrix. 
Obs.: A taça de borracha é o melhor material para 
polimento de restaurações classe V, pois ela se 
adapta muito bem na região cervical. 
RESINAS COMPOSTAS/ SISTEMAS ADESIVOS 
→ A seleção de cor do material restaurador é 
feita antes de realizar o isolamento 
absoluto, geralmente as cores A3 e A3,5 
são utilizadas em cavidades na cervical. 
→ Aplicar a resina sempre em porção única e 
realizar o contorno da espátula para 
recuperar a anatomia da região. 
 
Obs.: Por finalidade estética pode-se utilizar bisel 
para quebrar o ângulo vivo da parte superior. 
ADESIVOS AUTOCONDICIONANTES 
→ A aplicação de ácido fosfórico é feita 
apenas no esmalte por 15 a 20 segundos, 
jamais em dentina. 
→ Lavagem com água para remover o ácido 
pelo mesmo tempo ou até o dobro do 
tempo. 
→ Secar a cavidade toda (secar esmalte e 
dentina). 
→ Aplicação do adesivo autocondicionante é 
feito a partir da esfregação com 
microbrush tanto no esmalte quanto na 
dentina de forma ativa. 
→ Fotoativação por 10 segundos. 
 
 
 
 
 Cárie IV – Dentística 
3 
 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO TOTAL 
→ Aplica o ácido fosfórico primeiro no 
esmalte e depois aplica no tecido 
dentinário por 15 a 20 segundos. 
→ Lavagem com água para remover o ácido 
pelo mesmo tempo ou até o dobro do 
tempo. 
→ Secar levemente a cavidade, deixando a 
dentina umedecida, controlando a umidade 
com bolinha de algodão ou papel 
absorvente. 
→ Aplicação do condicionamento total apenas 
encosta o adesivo, que ele molha por 
capilaridade a superfície. 
→ Secar levemente o adesivo, aplicando um 
leve jato de ar para evaporar a água 
residual e os solventes. 
→ Fotoativação por 10 segundos. 
 
POLIMERIZAÇÃO 
→ Na parte cervical remover o excesso com 
ponta de lápis FF ou FF2 e verificar o 
excesso com sonda exploradora. 
→ No corpo da restauração utilizar sempre 
borrachas abrasivas em formato de taças 
de borracha. 
 
 
 
 
 
 
 
Aula II – Lesões Cervicais e 
Hipersensibilidade Dentinária 
ETIOLOGIA 
→ 20 a 30% da população entre 20 a 30 anos 
de idade. 
→ 50% pré-molares. 
→ 90% face vestibular. 
 
TEORIA DA HIDRODINÂMICA 
Na parede periférica da polpa tem as células 
odontoblásticas que revestem a câmara pulpar e 
emitem prolongamentos para dentro dos túbulos 
dentinários. Esses canalículos são preenchidos por 
um fluido tissular, que ao se movimentar faz 
pressão sobre as terminações nervosas e promove 
sensação de dor. 
 
 
SENSAÇÃO DE DOR 
→ Estímulos térmicos. 
→ Soluções hipertônicas. 
→ Desidratação. 
→ Estímulos mecânicos. 
 
CAUSAS 
→ Cárie. 
→ Abrasão. 
→ Erosão. 
→ Abfração. 
→ Recessão Fisiológica. 
→ Tratamento periodontal com exposição da 
dentina. 
 
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TRATAMENTO 
COM CAVIDADE 
→ Tratamento restaurador elimina a 
sensibilidade a partir da obliteração dos 
túbulos. 
→ Recobrimento da raiz utilizando enxerto 
de tecido conjuntivo ou subepitelial. 
Obs.: A área doadora para realizar o enxerto 
geralmente é a região de palato, na região de 2ºPM 
até o 1ºM. 
SEM CAVIDADE 
→ Recobrimento da raiz utilizando enxerto. 
→ Obliteração dos túbulos dentinários de 
forma natural (proteínas e minerais da 
saliva) ou induzida com materiais. 
→ Redução da atividade nervosa sensorial 
intradentinária com aplicação de produtos. 
 
OXALATO DE POTÁSSIO 
Gel que se aplica na superfície sensível e é 
depositado dentro dos túbulos, reagindo com o 
cálcio do fluido e precipitando partículas que 
ocluem os túbulos. 
 
 
FLUORETOS 
Verniz é melhor que o gel, pois fica retido na 
superfície por mais tempo. 
 
GLUTARALDEIDO + HEMA 
→ Aplica na superfície sensível e precipita 
proteínas que bloqueiam os canalículos. 
→ Aplicar uma leve camada de adesivos 
autocondicionantes fotoativa oblitera 
superficialmente a região de canalículos 
expostos. 
 
 
LASER DIODO 
Laser de baixa potência atravessa a estrutura 
mineralizada do dente, atingindo odontoblastos que 
produzem produtos mineralizados capazes de 
promover uma obliteração interna. 
 
DENTIFRÍCIOS 
Os dentifrícios podem conter componentes que 
reduzem a atividade nervosa sensorial ou 
obliterem os túbulos. 
→ Redução da atividade nervosa sensorial 
intradentinária, por meio de Nitrato de 
Potássio e Cloreto de Estrôncio. 
Só que a partir do momento que eles vão 
diminuindo, pode acontecer a recorrência 
da hipersensibilidade. 
 
 
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CAVIDADES ATÍPICAS 
São cavidades não classificadas por Black, podendo 
ser desde de uma cavidade simples envolvendo 1 
face, ou uma cavidade complexa, envolvendo 2 ou 
mais faces. 
 
→ Cavidades que envolvem cúspides podem 
ser classificadas como atípicas. 
 
 
MATERIAL RESTAURADOR DIRETO COM RESINA 
COMPOSTA 
É vantajoso pois permite a adesão e promove um 
preparo mais conservador. 
 
RESTAURAÇÕES ATÍPICAS EM RESINA 
COMPOSTA 
A restauração quando é complexa, muita das vezes 
é uma restauração direta, feita previamente a uma 
restauração indireta. 
 
→ Retenção- camada híbrida. 
RESINA COMPOSTA 
Quando usada em cavidades atípicas pode ser 
degradada de forma mais rápida. 
VANTAGEM 
A resina em relação ao amálgama tem uma 
capacidade de realizar adesão ao substrato. 
 
 
 
INDICAÇÕES 
→ Grande perda de estrutura coronária. 
→ Presença de esmalte sem suporte. 
→ Estética. 
→ Coroas clínicas curtas. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
→ Ampla destruição, ou seja, onde não há 
remanescente coronário, dificultando a 
adesão da resina. 
→ Impossibilidade de colocação do sistema 
matriz que determine um contorno 
adequado. 
→ Dificuldade na obtenção do ponto de 
contato interproximal. 
 
Obs.: O sistema de anel tipo unimatrix não é 
indicado para o restabelecimento do ponto de 
contato na restauração, quando a parede 
vestibular é envolvida no preparo cavitário. 
 
TÉCNICA OPERATÓRIA EM RESTAURAÇÕES 
SIMPLES 
EXAME CLÍNICO E RADIOGRÁFICO. 
 
 
 
 
 
 
 
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SELEÇÃO DE COR E VERIFICAÇÃO DOS CONTATOS 
OCLUSAIS. 
 
 
ISOLAMENTO ABSOLUTO E REMOÇÃO DO TECIDO 
CARIADO 
Ponta diamantada esférica 1112 em alta rotação 
para abertura inicial. 
 
 
REMOÇÃO DO TECIDO CARIADO 
Feita com broca esférica em baixa rotação. 
 
 
CONDICIONAMENTO 
Ácido fosfórico 37% aplicado por 30 segundos em 
esmalte e até 15 segundos em dentina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO DO SISTEMA ADESIVO EM ESMALTE E 
DENTINA. 
→ Secagem com suaves jatos de ar (5-10 
seg). 
→ Reaplicação do adesivo. 
 
 
FOTOATIVAÇÃO POR 20 SEGUNDOS. 
 
APLICAÇÃO DA RESINA COMPOSTA 
Em incrementos de 2mm, sem que ocorra união de 
paredes opostas. 
 
 
 
 
AJUSTE OCLUSAL E ACABAMENTO E POLIMENTO 
Com pontas diamantadas, borrachas abrasivas. 
 
TÉCNICA OPERATÓRIA EM RESTAURAÇÕES 
COMPLEXAS 
EXAME CLÍNICO E RADIOGRÁFICO. 
 
 
 
PREPARO CAVITÁRIO. 
 
 
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CONTORNO ANATÔMICO E PONTOS DE CONTATO. 
→ Seleção da matriz fina e maleável. 
→ Cunhas de madeira são usadas para 
estabilização da matriz ao dente, melhorar 
adaptação marginal da restauração, evitar 
excessos na porção cervical, e diminuir a 
secreção do sulco gengival. 
→ Pressionar a matriz contra o dente 
adjacente enquanto polimeriza a resina 
composta. 
 
 
 
CONTATO INTERPROXIMAL 
→ Utilizar dispositivos pré-fabricados como 
Contact-pro. 
INSERÇÃO E POLIMERIZAÇÃO DA RESINA 
COMPOSTA. 
→ Começar pela região interproximal para ter 
uma facilidade de obtenção de anatomia. 
 
 
 
 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
→ Uso de brocas multilaminadas para resina, 
pois não é possível cortar o dente. 
→ Uso de borrachas abrasivas principalmente 
nos dentes posteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
DESAFIOS DA RESTAURAÇÃO EM RESINA 
COMPOSTA 
FOTOPOLIMERIZAÇÃO 
Por conta de não conseguir polimerizar de maneira 
eficiente os monômeros. 
→ Valo e BlueFlame. 
ISOLAMENTO ABSOLUTO. 
Evitar que sangue e saliva entrem no campo 
operatório em restauração profunda. 
TÉCNICA OPERATÓRIA. 
→ Utilização de sistema matriz específicos. 
→ Instrumentais adequados para contato 
proximal. 
ADESÃO. 
→ Convencionais. 
→ Autocondicionantes. 
→ Universais. 
INSERÇÃO INCREMENTAL DA RESINA 
→ Pode formar fenda, trinca no esmalte, 
hipersensibilidade pós operatória, causadas 
pela possível falha na polimerização. 
 
Obs.: Primeiro vedar a interproximal e 
posteriormente a caixa oclusal, fazendo o 
incremento sem unir paredes opostas. 
 
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CLAREAMENTO DENTAL 
Tornar a coloração dos dentes adequada, seguindo 
a necessidade do paciente e determinado padrão 
estético atual. 
→ Deve ser aplicado somente em esmalte. 
→ Não aplicar em dentina porque tem túbulos 
dentinários que podem influenciar a 
penetração do material na polpa, causando 
injúria pulpar e sensibilidade. 
 
MECANISMO DE AÇÃO 
Agentes químicos com baixo peso molecular e 
permeabilidade dental removem pigmentos 
orgânicos dos dentes. 
→ Os radicais de oxigênio entram em contato 
com a pigmentação da dentina, 
acontecendo uma reação de oxido-redução. 
CLAREAMENTO CASEIRO 
É feito com a colaboração do paciente e proteção 
da dentina com um material restaurador provisório 
(CIV). 
CLAREAMENTO DE CONSULTÓRIO 
Utiliza-se uma barreira gengival (Top dam) para 
proteger o tecido gengival do paciente. 
 
AGENTES CLAREADORES 
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO 
É usado em clareamento caseiro e em consultório. 
→ Clareamento mais rápido. 
PERÓXIDO DE CARBAMIDA 
É usado em clareamento caseiro e de consultório, 
→ Padrão ouro para tratamento caseiro. 
→ Libera em torno de 3,2% de peróxido de 
hidrogênio. 
PERBORATO DE SÓDIO 
É indicado para dentes não vitais. 
→ Clareamento Caseiro é utilizado em baixa 
concentração, 
→ Clareamento de Consultório é utilizado em 
alta concentração. 
 
INDICAÇÕES 
→ Dentes com coloração amarelada. 
→ Dentes com escurecimento pela idade. 
→ Dentes com manchamento por tetraciclina. 
→ Dentes com alteração de cor originada por 
trauma. 
→ Dentes com manchamento proveniente da 
dieta, acontece por conta da 
permeabilidade do esmalte que permite que 
os pigmentos afetem o dente. 
TETRACICLINA 
Manchamento caracterizado por faixas e bandas. 
→ Grau leve. 
→ Grau moderado. 
→ Grau severo não é indicado fazer o 
clareamento dental, deve-se partir direto 
para o procedimento restaurador. 
 
 
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CONTRA-INDICAÇÕES 
→ Uso durante a gravidez e lactação. 
→ Paciente com idade inferior a 15 anos. 
→ Sensibilidade ao produto (alergia à água 
oxigenada). 
 
PLANEJAMENTO 
→ Diagnóstico correto do manchamento. 
→ Escolha do agente clareador e técnica. 
→ Adequação do meio bucal fazendo 
remoção do tecido cariado, restauração 
provisória em cavidade aberta e o paciente 
deve estar livre de doença periodontal. 
Obs.: Dificuldade de se prever o resultado, por 
conta do fator genético da mudança de cor que 
influencia a saturação de cada dente. 
 
QUANDO RESTAURAR? 
As restaurações anteriores ao tratamento não 
clareiam, sendo necessário perguntar ao paciente 
sobre eventos próximos e se há restaurações. 
Após a finalização do tratamento precisa aguardar 
15 dias para que haja a liberação do oxigênio e 
tenha sucesso no procedimento restaurador. 
 
SESSÕES 
Depende da etiologia do manchamento, idade e 
tempo de manchamento. 
→ Tetraciclina e manchamento mais escuros 
precisam de mais sessões. 
→ Jovens possuem túbulos dentinários com 
maiores diâmetros, permitindo que o 
clareador circule pela dentina. 
 
 
 
EFEITOS ADVERSOS 
DENTES VITAIS 
Sensibilidade dos dentes devido a grande 
movimentação desses peróxidos através do 
esmalte e dentina. 
→ Desmineralização dos tecidos. 
→ Estresse oxidativo da polpa pela 
quantidade de gel que atingiu a polpa. 
Inflamação do tecido gengival devido a moldeira 
mal adaptada, que pode causar injúrias e inflamar 
tecidos. 
POTENCIAÇÃO CARCINOGÊNICO 
O peróxido de hidrogênio é envolvido nos 
processos de cicatrização tecidual. 
→ Em concentrações superiores as usuais são 
bacteriostáticos, e quando é usado em 
concentrações muito elevadas pode ser 
mutagênico. 
→ Co-carcinogênico pode potencializar outro 
agente que seja carcinogênico. 
 
SENSIBILIDADE DENTAL 
→ Polpa pode apresentar uma resposta 
inflamatória suave à moderada. 
→ Clinicamente o paciente vai relatar uma 
sensibilidade transitória e reversível. 
PROCEDIMENTO 
→ Proteção das áreas de dentina exposta em 
dentes vitais. 
→ Aumentar o intervalo entre as sessões, se 
o paciente relatar sensibilidade. 
→ Orientar a dieta para evitar mudanças 
bruscas de temperaturas e alimentos 
cítricos. 
→ Aplicação de dessensibilizantes que 
impedem a atuação do estímulo 
desencadeante da dor momentânea 
(Nitrato de Potássio). 
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DENTIFRÍCIO COM VIDRO BIOATIVO 
Fornece uma proteção do esmalte contra a perda 
mineral sem interferir na eficácia clareadora. 
→ Optar por um dentifrício de sensibilidade 
durante o tratamento clareador. 
Ex.: Dentifrício da Colgate que

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