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dentistica COMPLETO (dentistica I e II)

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Drª Caroline Parrillo 
 
 1 
 Sumário 
 
 NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES----------------------------------------Página 2 
 ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO ---------------------------------------------------------Página 6 
 INSTRUMENTOS OPERATÓRIOS---------------------------------------------------------Página 8 
 TÉCNICA DE PREPARO CAVITÁRIO E RESTAURAÇÃO CLASSE I PARA RC E AM---------Página 10 
 TÉCNICA DE PREPAROS CAVITÁRIOS E RESTAURAÇÕES CLASSE II-------------------------Página 14 
 TÉCNICA DE PREPAROS CAVITÁRIOS E RESTAURAÇÃO CLASSE III E IV----------------Página 16 
 CÁRIE -------------------------------------------------------------------------------------Página 19 
 CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE RESTAURAÇÕES---------------------------------------Página 27 
 TÉCNICAS PARA TRATAMENTO DA LESÃO CARIOSA------------------------------------------Página 28 
 LESÃO CERVICAL NÃO CARIOSA LCNC-------------------------------------------------------------Página 29 
 RESTAURAÇÕES ADESIVAS---------------------------------------------------------------------------Página 31 
 TOMADA DE COR---------------------------------------------------------------------------------------Página 34 
 CLAREAMENTO------------------------------------------------------------------------------------------Página 41 
 RESTAURAÇÕES INDIRETAS PARCIAIS-------------------------------------------------------------Página 45 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 2 
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES 
 
DEFINIÇÃO DE CAVIDADE PATOLÓGICA E TERAPÊUTICA 
PATOLÓGICA- É uma cavidade com forma e dimensões irregulares causada pela destruição 
dos tecidos duros do dente. 
TERAPÊUTICA- É uma cavidade com forma geométrica e dimensões definidas, resultante 
de um processo cirúrgico que visa a remoção do tecido cariado = PREPARO CAVITÁRIO 
CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES: 
1. quanto à finalidade 
2. de acordo com o número de faces envolvidas 
3. de acordo com as faces do dente envolvidas 
4. de acordo com Black 
 
1. Quanto à finalidade 
Terapêutica: cavidade resultante da remoção da cárie, em condições de receber o material 
restaurador direto (amálgama ou resina composta) 
 
 
2. De acordo com o número de faces que ocorre: 
 Simples: quando atinge uma só face do dente 
 Composta: quando atinge duas faces do dente 
 Complexa: quando atinge três ou mais faces do dente 
 
 
 Simples composta complexa 
 
 
3. De acordo com as faces do dente envolvidas: 
Mesial, Distal, Vestibular, Lingual ou Palatina 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 3 
4. Classificação de Black: 
 Classe I: Regiões de má coalescência do esmalte (cicatrículas e fissuras) 
▪ Oclusal de molares e premolares. 
▪ 2/3 oclusais da face vestibular de molares inferiores 
▪ 2/3 oclusais da face palatina de molares superiores, 
▪ Palatina de incisivos e caninos superiores. 
 
 Classe II: Proximais de molares e premolares (dentes posteriores). 
 
 
 Classe III:Proximais (mesial e distal) de incisivos e caninos, sem comprometimento 
do ângulo incisal. 
 
 
Classe IV:Proximais (mesial e distal) de incisivos e caninos, com comprometimento do 
ângulo incisal. 
 
 
 Classe V- Terço cervical ou gengival das faces vestibulares ou linguais de todos os 
dentes. 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 4 
 Howard e Simon (complementa à classificação de Black): 
Classe VI – Bordas incisais e nas pontas de cúspides 
 
 
Sockwell (Acrescenta à Classificação de Black): 
Classe I – Cicatrículas e fissuras “em ponto" na face vestibular de dentes anteriores 
 
 
Paredes são os limites internos da cavidade, podem ser circundantes e de fundo. 
 
Paredes circundantes – São as paredes laterais da cavidade 
Paredes de fundo – São as paredes correspondentes ao soalho da cavidade 
 
As paredes de fundo também podem 
ser reconhecidas como as que são 
voltadas para a polpa. Ela recebe o 
nome da face do dente que a 
corresponde mais próxima. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 5 
Pulpar: Perpendicular ao longo eixo do dente ou paralela à face oclusal 
Axial: Paralela ao longo eixo do dente 
 
 
 
ÂNGULOS: linha ou ponto resultante da união de duas ou mais paredes: 
 DIEDROS 
 TRIEDROS 
 CAVOSSUPERFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulos Triedros: formados pela união de três paredes de uma cavidade, denominados 
pela combinação dos seus respectivos nomes 
 
 
 
 
 
 ÂNGULO DIEDRO DE 1º GRUPO: formado pela união de duas paredes 
circundantes 
 ÂNGULO DIEDRO DE 2º GRUPO: formado pela união de uma parede 
circundante com uma de fundo 
 ÂNGULO DIEDRO DE 3º GRUPO: formado pela união de uma parede de 
fundo com outra de fundo 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 6 
ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO 
 
INDICAÇÃO DE ISOLAMENTO RELATIVO: 
 Intervenções de curta duração; 
 Aplicação tópica de flúor e selante; 
 Alguns tipos de moldagens; 
 Restaurações provisórias; 
 Colagem de braquetes ortodônticos; 
 Cimentação de peças protéticas; 
 Erupção parcial de dentes; 
 Pacientes alérgicos a borracha e derivados; 
 Pacientes com dificuldade respiratória. 
 ISOLAMENTO ABSOLUTO VANTAGENS: 
 Retração e proteção dos tecidos moles (gengiva, língua, lábios), o que facilita o acesso e a 
visibilidade do campo operatório; 
 Condições adequadas para inserção dos materiais restauradores; 
 Diminui o risco do paciente aspirar ou deglutir elementos estranhos; 
 Auxilia no controle de infecção cruzada; 
 Redução do tempo de trabalho em condições assépticas; 
 Proteção para o profissional. 
 
Algumas situações dificultam ou chegam a impedir a colocação do lençol de borracha, como: 
 Dentes mal posicionados; 
 Terceiros molares dentes permanentes com coroa clínica curta ou pouco erupcionados; 
 Alergia ao látex; 
 Pacientes asmáticos, respiradores bucais ou com alterações psicológicas. 
 
 
PERFURADOR DE BORRACHA: 
Algumas condições modificam a distâncias entre os orifícios: 
 dentes volumosos 
 ausência de dentes 
 presença de diastemas 
 altura da papila gengival 
 disposição do dente no arco 
 localização da cavidade 
 
 
 
 
Incisivos inferiores 
 
 
Incisivos superiores 
C E PM 
[Cit
e 
sua 
fon
te 
aqu
i.] 
molares 
Drª Caroline Parrillo 
 
 7 
GRAMPOS: 
 200 a 205: para molares; 
 206 a 209: para pré-molares; 
 210 e 211: para dentes anteriores; 
 W8A e 14A: para molares parcialmente erupcionados; 
 26 e 28: para molares com pouca retenção; 
 212: para retração gengival, em cavidades classe V. 
 
PROCEDIMENTOS PRÉVIOS 
 Anestesia; 
 profilaxia dos dentes; 
 teste dos contatos proximais com fio dental; 
 remoção de arestas cortantes com tira de lixa; 
 lubrificação dos lábios. 
 
materiais para isolamento do campo operatório 
 Lençol de borracha ou dique de borracha; 
 Porta dique de borracha (arco de Young); 
 Perfurador de dique de borracha (perfurador de Ainsworth); 
 Pinça porta-grampo; 
 Grampos; 
 Sugador de saliva; 
 Fio dental; 
 Lubrificante; 
 Rolete de algodão; 
 Tesoura; 
 Caneta hidrográfica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 8 
 INSTRUMENTOS OPERATÓRIOS 
 
INSTRUMENTOS CORTANTES MANUAIS 
 Curetas dentinárias/colher de dentina servem para remoção de tecido cariado. Possuem 
lâmina em formato reto ou de disco; 
 Recortador de margem gengival servem para planificar o ângulo cavo-superficial gengival e 
para arredondar o ângulo axio-pulpar; 
 Cinzéis servem para planificar e cortar o esmalte; 
 Machados servem para planificar e cortar o esmalte, e planificar as paredes V e L das 
caixas proximais de preparos classe II; 
 Enxadas servem para acabamento de paredes internas da cavidade. 
 
INSTRUMENTOS CORTANTES ROTATÓRIOS 
Instrumentos empregados para cortar ou desgastara estrutura dentária através da rotação 
promovida por motores, geralmente de ar comprimido. Podem apresentar haste regular ou 
haste longa, mais utilizados em endodontia. 
A ponta ativa pode ter formato: 
 Circular: para emoção de tecido cariado e confecção de retenções; 
 Cilíndrico: para corte na extremidade e nas laterais de paredes circundantes; 
 Tronco-cônico: para dar forma expulsiva nas paredes circundantes; 
 Cone invertido: para planificação de paredes pulpares. 
 
Pontas diamantadas- Possuem diamante como abrasivo na ponta ativa. Ação de abrasão. 
Utilizadas para: 
▪ Desgaste de esmalte; 
▪ Resina composta; 
▪ Amálgama; 
▪ Material para restauração provisória em alta rotação ou baixa rotação (com uso de um 
mandril adaptador). 
Instrumentos com a indicação “F” ou “FF” são utilizados para acabamento e polimento por 
possuírem grão de abrasivo menores. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 9 
Brocas- Possuem lâminas na ponta ativa. Ação de corte. 
Utilizados para: 
▪ Remoção de dentina cariada; 
▪ Acabamento de preparos cavitários em baixa rotação (multilaminadas); 
 Podem ser feitas de aço ou de carbeto de tungstênio (carbide). 
 
 INSTRUMENTOS PARA ACABAMENTO E POLIMENTO 
 Para amálgama: 
 Tiras de lixa de aço; 
 Brocas multilaminadas (12 lâminas); 
 Pontas Abrasivas (marrom, verde e azul). 
 Para resina composta: 
 Tiras de lixa de poliéster; 
 Brocas Multilaminadas (32 lâminas); 
 Pontas Diamantadas F; 
 Pontas Diamantadas FF; 
 Discos de Óxido de Alumínio; 
 Pontas Abrasivas; 
 Discos de Feltro. 
 
 
 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 10 
TÉCNICA DE PREPARO CAVITÁRIO E RESTAURAÇÃO CLASSE I PARA RESINA E AMÁLGAMA 
Princípios do preparo cavitário: 
 Forma de contorno; 
• Remoção de tecido cariado; 
• áreas susceptíveis a carie; 
• esmalte sem suporte; 
• acabamento das margens; 
• preservação das estruturas de reforço (crista e ponto de contato); 
• ângulos bem definidos. 
 Forma de resistência: 
 dar forma pra resistir a: 
• Esforços mastigatórios; 
• Variação volumétrica dos materiais restauradores 
• A cavidade estará pronta assim que terminar de remover a lesão de cárie, podendo haver esmalte sem 
suporte dentinário. Como você vai utilizar instrumentos cortantes rotatórios esféricos, os ângulos 
diedros já estarão arredondados. Se for possível, manter o ponto de contato e extender o preparo o 
mínimo possível para vestibular. 
 Forma de retenção: 
Tem a finalidade de evitar o deslocamento da restauração, durante a mastigação de alimentos pegajosos 
( paredes paralelas ou levemente convergentes para oclusal) 
AMALGAMA- 
• Largura maior que profundidade não é retentiva 
• Largura menor ou igual a profundidade é retentiva 
• Paredes paralelas ou convergentes para oclusal 
RESINA- 
• Não precisa de uma forma especifica 
• O sistema adesivo é uma forma de retenção 
 Forma de conveniência: 
O que é conveniente para o dentista, é o tempo operatório que consiste em se dar ao preparo cavitário 
características afim de facilitar o acesso. 
 Remoção de tecido cariado 
Para remover dentina cariada amolecida, utilizar curetas de dentina com tamanho compatível com a 
cavidade, da periferia para o centro. 
Para remover dentina cariada endurecida, utilizar ICR esférico de aço em baixa rotação, de maior diâmetro 
possível (1/4, ½, 1, 2, 4 ou 8). 
 
 Acabamento das margens: 
Consiste em analisar as irregularidades das paredes de esmalte e do ângulo cavo-superficial do preparo 
cavitário. 
Melhora a adaptação do material restaurador as paredes. 
 Limpeza da cavidade: 
A limpeza deve ser compatível com a proteção pulpar e serve para melhorar a adesão ao remover restos 
dentinários, óleo lubrificante do motor, por exemplo. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 11 
3. BRUNIDURA PÓS-ESCULTURA 
• Diminuição do conteúdo de mercúrio residual; 
• Diminuição da porosidade do amálgama; 
• Obtenção de uma superfície lisa; 
• Melhorar adaptação marginal. 
4. ACABAMENTO E POLIMENTO 
• 24h após a restauração Lisura superficial (menor 
acúmulo de placa); 
• Escultura Acabamento – feito com brocas 
multilaminadas; 
• Polimento – feito com borrachas abrasivas 
marrom, verde e azul. 
RESTAURAÇÃO DE AMÁLGAMA INDICAÇÕES 
• Lesões médias e profundas: lembrar que as restaurações de amálgama necessitam de espessura mínima 
como forma de resistência; 
• Pacientes com alto risco de cárie: o amálgama resiste mais a esse tipo de intempérie. -Áreas de alto 
desgaste: pela alta resistência mecânica; 
• Pouca necessidade estética: é um dos defeitos desse material; 
• Dificuldade para isolamento: apesar de necessitar de campo seco, em caso de contaminação por 
qualquer tipo de umidade, resiste melhor a esse tipo de acidente. 
 
CONTRA INDICAÇÕES 
• Cavidades rasas: nesse caso, você terá que desgastar tecido dental sadio para obter forma de 
resistência; 
• Cavidades localizadas em regiões com comprometimento estético: pela falta de estética; 
• Cavidades com ampla abertura vestíbulo-lingual: Devido à falta de adesão a estrutura dental, 
compromete a resistência da mesma. 
 
VANTAGENS 
• Longevidade da restauração; 
• Facilidade de trabalho; 
• Menor custo; 
• Menor tempo clínico; 
• Selamento marginal; 
• Experiência Clínica. 
 
DESVANTAGENS 
• Estética; 
• Presença de mercúrio; 
• Ausência de união à estrutura dental. 
 
 
1. CONDENSAÇÃO 
• Adaptação do amálgama; 
• Eliminação de porosidades; 
• Redução do conteúdo de mercúrio. 
 
 
 
 
2. BRUNIDURA PRÉ ESCULTURA 
• Diminuição do conteúdo de mercúrio residual; 
• Diminuição da porosidade do amálgama; 
• Obtenção de uma superfície lisa; 
• Melhorar adaptação marginal. 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DO PREPARO CAVITÁRIO: 
• Ângulos diedros arredondados; 
• Amplitude da caixa - 1/4 da distância 
intercuspídica; 
• Profundidade cavitária - Igual ou superior à 
largura Mínimo de 2 mm; 
• Parede pulpar plana; 
• Paredes circundantes convergentes para a 
oclusal; 
• Remoção do esmalte sem suporte. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 12 
RESINAS COMPOSTAS 
Técnica Adesiva – Indicações 
 
• Necessidade de restaurações estéticas: permite que se chegue a resultados próximos à perfeição; 
• Selamento de cicatrículas e fissuras: devido à adesão, permite resistência em pequenas espessuras; 
• Restaurações de lesões oclusais e/ou proximais de tamanho pequeno a médio: da mesma forma que o 
item anterior; 
• Restaurações de dentes anteriores e posteriores fraturados: permite restabelecimento rápido da estética 
em casos de acidentes; 
• Restabelecimento de contato interproximal em dentes anteriores e posteriores com diastemas: o próprio 
material, junto com o sistema adesivo, permite a forma de retenção em superfícies sem preparo cavitário. 
 
 Técnica Adesiva - Contra-Indicações 
• Dentes antagonistas com restaurações cerâmicas: pela alta resistência mecânica desse material, a resina 
composta pode sofrer desgastes mais acentuados; 
• Impossibilidade de isolamento absoluto: restaurações de resina composta não permitem qualquer tipo de 
contaminação por umidade; 
• Pacientes de alto risco de cárie: restaurações estéticas exigem que o paciente tenha boas condições de 
higiene bucal sob o risco de fracasso precoce. 
 
Técnica Adesiva - Vantagens 
• Preparo conservador: limitado à remoção da lesão cariosa; 
• Restauração estética; 
• Facilidade de reparo; 
• Custo inferior comparado às restaurações indiretas. 
 
Técnica Adesiva - Desvantagens 
• Sensibilidade da técnica; 
• Contração de polimerização; 
• Tensão na camada híbrida que podem levar a: 
-Fraturas; 
-Fendas marginais; 
-Infiltrações e sensibilidade. 
 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO EM ESMALTE E DENTINA. 
 Condicionamento ácido do esmalte 
• Condicionamento ácido - 30 segundos Dissolução seletivados prismas de esmalte; 
• Formação de micro-retenções; 
• Aumento da energia de superfície. 
Condicionamento ácido da dentina 
• Condicionamento ácido – 15 segundos; 
• Solubilização da smear layer Desmineralização da dentina superficial; 
• Exposição das fibras colágenas; 
• Manutenção da integridade e espaçamento das fibras pela água. 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 13 
SECAGEM - DENTINA UMIDA 
• Em dentina realizar remoção do excesso de umidade com bolinha de algodão ou papel 
absorvente 
 
Dentina úmida 
• Exposição das fibras colágenas; 
• Manutenção da integridade e espaçamento das fibras pela água; 
• No esmalte pode fazer secagem total. 
 
PASSO A PASSO DA APLICAÇÃO DO SISTEMA ADESIVO: 
• Aplicar duas camadas do sistema adesivo; 
• Após aplicar vigorosamente a primeira camada, realizar um leve jato de ar por 5 segundos 
para eliminar o solvente; 
• Aplique a segunda camada e realize novamente o jato de ar, exatamente como da primeira 
vez; 
• Fotopolimerizar. 
 
 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
• Acabamento Pontas diamantadas F e FF; 
• Brocas multilaminadas; 
• Tiras de lixa de maior granulação; 
• Discos de lixa de maior granulação; 
 
TÉCNICA INCREMENTAL 
• Nunca unir duas paredes opostas ao mesmo tempo; 
• Pela contração de polimerização, o risco de acontecer uma fenda é muito grande. E quanto mais paredes a 
cavidade tiver, mais crítica fica a inserção do material; 
• A isso atribuímos o FATOR C; 
• Por isso devemos realizar a inserção da resina composta através de incrementos. 
FATOR C 
• Fator C: Fator de configuração cavitaria; 
• Fator C= número de superfícies aderidas / número de superfícies livres; 
• Quanto menor o fator C, menores são os efeitos da tensão de contração de polimerização da resina nas 
paredes do preparo. 
TÉCNICA INCREMENTAL 
• Realização da restauração em incrementos (normalmente oblíquos); 
• Não utilizar incrementos maiores que 2 mm (grande volume=maior contração, dificuldade de 
polimerização na base do incremento); 
• Redução dos efeitos da contração da resina nas paredes do preparo; 
• Redução da ocorrência de hipersensibilidade; 
• Redução da probabilidade de formação de fenda marginal. 
• Polimento Após 24 horas; 
• Pontas siliconizadas; 
• Tiras de lixa de menor granulação; 
• Discos de lixa de menor granulação; 
• Discos de feltro. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 14 
TÉCNICA DE PREPAROS CAVITÁRIOS E RESTAURAÇÕES CLASSE II 
 
 
 
 PREPARO CONVENCIONAL 
 
 
 
 SLOT VERTICAL: 
• Acesso através da crista marginal; 
• Preparo conservador. 
 
 
 
 
 
 
 SLOT HORIZONTAL/ACESSO DIRETO: 
• Acesso proximal preservando a crista marginal; 
• Maior espaço na face palatina entre os PMS e MS; 
• Sempre que possível, deve-se optar por slot horizontal por ser mais conservador e 
preservar a integridade da crista marginal. 
 
 
 
 
 TÚNEL: 
Comunicação da face oclusal com a proximal, preservando a crista marginal. 
 
 
PREPARO DA CAIXA PROXIMAL: 
 Parede V e L convergentes para face oclusal 
 Parede axial perpendicular às paredes gengival, vestibular e lingual 
 Parede axial plana no sentido V – L e levemente expulsiva de gengival para oclusal 
 Distância mésio-distal: 1,5 mm 
 Parede gengival e pulpar planas, paralelas entre si e perpendiculares ao eixo longitudinal 
do dente 
 Ângulos internos arredondados 
 Ângulo cavo-superficial nítido em 90 graus com a superfície externa do dente, sem bisel 
 Caixa oclusal: 2 mm de profundidade 
 Caixa proximal: parede gengival de 1,5 a 2,0 mm mais profunda que a parede pulpar 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 15 
CURVA REVERSA DE HOLLEMBACK: 
Acabamento das Paredes de Esmalte: 
 Recortador de margem gengival 28 e 29 - Sistema de Matrizes: 
• Matriz de aço; 
• Porta matriz; 
• Cunha de madeira. 
 
Técnica Restauradora em Amálgama: 
• Limpeza da cavidade; 
• Trituração do amálgama; 
• Inserção / Condensação; 
• Brunidura pré-escultura; 
• Escultura; 
• Brunidura pós-escultura; 
• Remoção de matriz/cunha; 
• Acabamento e polimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A- Paredes paralelas no sentido axio-
proximal, deixam prismas de esmalte 
sem suporte e condicionam a falhas 
devido a sua fratura; 
B- Paredes expulsivas deixam bordas de 
amalgama muito finas e frágeis, 
principalmente na parede vestibular; 
C- Confecção da curva reversa na parede 
vestibular para permitir uma margem 
mais espessa para a restauração. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 16 
Técnica de Preparos Cavitários e restauração Classe III e IV 
 
Quando você decidir por restaurar um dente com resina composta, principalmente se for 
dente anterior que exige estética, precisa selecionar a cor da resina composta antes de realizar 
o preparo cavitário. Isso porque como o paciente fica bastante tempo com a boca aberta, 
ocorre desidratação do dente e este ficará com a cor mais clara no momento da restauração. 
Dessa forma, para selecionar corretamente a cor da resina composta, você precisa fazer isso 
antes que ocorra a desidratação do dente e não no momento da restauração. Caso contrário, 
sua restauração ficará perceptível ao ter cor discrepante da cor do dente rehidratado. 
 
CUIDADOS PARA RESTAURAÇÕES CLASSE III E IV 
• Pacientes fumantes; 
• Pacientes que ingerem bebidas/alimentos pigmentados; 
• Pacientes bruxômanos; 
• Oclusão do paciente; 
• Saúde periodontal; 
• Higiene bucal; 
• Propriedades do material; 
• Expectativa do paciente. 
 
 PROCEDIMENTOS INICIAIS: 
 
• Realizar teste de vitalidade pulpar: para verificar a ausência de comprometimento 
endodôntico; 
• Realizar tomada radiográfica: radiografia periapical para avaliar a extensão da lesão de 
cárie/restauração deficiente; 
• Fazer profilaxia: com pedra pômes e água para eliminar resíduos, manchas extrínsecas e 
placa bacteriana; 
• Selecionar a cor da resina composta: sem isolamento absoluto, de preferência, sob luz 
natural, utilizar uma escala de cor (da Vita é a mais utilizada) úmida para fazer a pré-
seleção da cor do dente, que também deve estar úmido; 
• Para verificar se a cor da resina está compatível com a cor do dente, polimerizar uma 
pequena porção da resina composta sobre o dente, sem sistema adesivo; 
• Analisar da oclusão: para verificar os contatos oclusais originais, para que possa reproduzi-
los após a restauração; 
• Realizar a anestesia local; 
• Fazer o isolamento do campo operatório: prioritariamente deve ser feito o isolamento 
absoluto. 
• O isolamento relativo deve ser visto como alternativa, e não como rotina. 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 17 
 
 ABERTURA E CONTORNO DA CAVIDADE 
 
Para remover esmalte cariado, utilizar instrumento cortante rotatório (ponta diamantada 
esférica: #1012, #1014) em alta rotação com refrigeração à água. O diâmetro deve ser 
compatível com o tamanho da lesão. Caso não consiga acessar a lesão de cárie em dentina 
com a cureta, remover esmalte sadio e ampliar a cavidade, como forma de conveniência. 
Precisa proteger o dente vizinho com tira de matriz metálica. Por razões estéticas, é 
importante remover manchas nesse momento. 
Acesso a lesão de cárie que está na proximal: 
-Pela face proximal; 
-Face palatina ou; 
-Face vestibular. 
 
ACESSO PELA FACE PROXIMAL - Sempre que possível você deve optar por esse acesso para 
preservar estrutura dental sadia. 
 É possível acessar a lesão diretamente pela face proximal, sem desgastar as faces palatina e 
vestibular, quando houver espaço entre os dentes (ex: diastema), ou quando o dente 
adjacente tiver uma restauração provisória. 
 É possível fazer um afastamento dental com cunha ou borracha ortodôntica, por exemplo, 
como forma de conveniência. 
 
ACESSO PELA FACE PALATINA- Caso não seja possível realizar o acesso pela face proximal ou 
quando houver comprometimento da face palatina, optar por acessar a lesão de cárie 
desgastando a face palatina para conservaresmalte vestibular e obter melhor estética. 
 Além disso, há a possibilidade de manutenção do esmalte vestibular sem apoio dentinário. 
 
ACESSO PELA FACE VESTIBULAR- É bastante difícil camuflar a interface entre a resina 
composta e o dente na face vestibular. É bastante comum observar uma linha entre eles. Por 
isso, deve evitar acessar a lesão de cárie na proximal desgastando a face vestibular. 
 Optar por esse acesso quando: 
• A cárie envolveu a face vestibular; 
• Substituir restaurações insatisfatórias pré-existentes; 
• Forma de contorno para acesso palatino envolver área de tensões. 
 Por razões estéticas, precisa fazer um bisel no ângulo cavo-superficial vestibular, pois assim 
conseguirá suavizar a transição entre dente e material restaurador. 
 Utilizar ponta diamantada em alta rotação em ângulo de 30° a 45° com extensão de 0,25 a 
1mm na face vestibular. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 18 
 
RESTAURAÇÃO 
 Para a restauração de uma classe III, você precisa: 
• Recortar e contornar uma matriz de poliéster e adaptá-la entre os dentes, e depois posicionar a cunha de 
madeira para estabilização e fixação da matriz. A cunha permite um afastamento dental e adaptação do 
material à parede gengival, mas não devem interferir no contorno proximal; 
 
• Aplicar o sistema adesivo; 
 Se utilizar a técnica de condicione e lave de dois passos: aplicar o ácido fosfórico entre 35 e 37% por 15s 
em dentina e 30s em esmalte, lavar abundantemente, secar suavemente, aplicar duas camadas de 
primer/Bond sob agitação, sempre volatilizando o solvente, e fotopolimerizar por 10s; 
 
• Levar a resina composta com espátula, com cuidado para não inserir bolhas de ar. Utilizar a técnica 
incremental oblíqua para minimizar o fator C e a contração de polimerização. Esculpir com espátula e 
finalizar colocando a matriz por cima da restauração, promovendo lisura, por exemplo. Fotopolimerizar 
cada incremento por no mínimo 20 segundos. Alguns autores indicam colocar uma bolinha de algodão 
úmida sobre a restauração por 10 minutos para hidratá-la. Ao final, remover o isolamento absoluto; 
 
• Realizar o acabamento removendo os excessos mais grosseiros e as interferências oclusais. Utilizar pontas 
diamantadas de granulação fina e extra-fina, brocas multilaminadas, discos de lixa flexíveis; pontas de 
silicone impregnadas com abrasivo, tiras de lixa nas proximais com cuidado para não romper o ponto de 
contato; 
 
• O polimento geralmente é realizado em sessão posterior para refinar o acabamento até obter o brilho da 
restauração. Utilizar discos de lixa Sof-lex ou Super Snap, pontas de borracha impregnadas por abrasivo, 
pasta diamantada ou gel com auxílio de discos de feltro para brilho; 
 
• É possível ainda fazer um glazeamento da restauração para fechar microfendas geradas pelos processos 
de acabamento e proteger a restauração durante a fase de maturação da polimerização, resultando em 
maior longevidade da restauração. 
 
A restauração de uma cavidade classe IV pode ser feita da mesma maneira que uma restauração classe III. 
Caso você troque uma restauração insatisfatória que possui a anatomia do dente: 
 
• Pode confeccionar uma muralha de silicone antes de remover a restauração. Essa muralha irá auxiliá-lo a 
construção da parede palatina, e permitir a referência da altura e contorno incisal; 
• Remover a restauração insatisfatória, o que já determina o preparo cavitário; 
• Posicionar a muralha por palatino, bem adaptada ao dente e iniciar a restauração, construindo primeiro a 
parede palatina; 
• Remover a muralha e reconstruir a dentina e o esmalte perdidos com as cores de resina correspondentes: 
cores opacas para dentina e translúcidas para esmalte; 
• Ao inserir a última camada na vestibular, pode utilizar um pincel para texturizar a superfície; 
• Realizar o acabamento e polimento como na restauração classe III. 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 19 
dente
biofilme 
+alta 
ingestão de 
açucares
queda de 
ph < 5,5 
esmalte 
ph<6,5 
dentina
desminera
lização
aumento 
do ph >5,5 
esmalte 
ph >6,5 
dentina
remineral 
ização
CICLO DE DESMINERALIZAÇÃO - REMINERALIZAÇÃO 
 CÁRIE 
 
CONCEITO 
Disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar, onde não há um micro-organismo específico 
envolvido no processo, já que em condições normais, a relação dos humanos com os 
microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose. Ou seja, o grande responsável 
pela doença é o açúcar consumido em excesso. 
 
OS FATORES ETIOLÓGICOS: 
 HOSPEDEIRO: saliva e dentes 
 SUBSTRATO: dieta e higiene 
 MICROORGANISMOS 
 TEMPO: para que ocorra a lesão de cárie é necessária a interação destes fatores dentro de 
um período de tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BACTÉRIAS 
DIETA 
 
HOSPEDEIRO 
TEMPO 
CÁRIE 
Ácidos 
Perda de Ca , PO Tampão salivar 
Ganho de Ca , 
PO 
Drª Caroline Parrillo 
 
 20 
 FORMAÇÃO DO BIOFILME (PLACA BACTERIANA) 
 
 Formação da Película Adquirida; 
 Adesão de bactérias (0 a 4h); 
 Formação de colônias (4 a 24h) (S. sanguis, S. mitis, S. oralis); 
 Sucessão e co-agregação microbiana – alta diversidade de espécies bacterianas (1 a 14 dias); 
 Biofilme maduro (2 semanas ou mais). 
 
CÁRIE DE ESMALTE 
 
 
 
CÁRIE DE DENTINA 
 Dentina desorganizada 
 Dentina infectada 
 Dentina afetada 
 Dentina esclerosada 
 
 
DIAGNÓSTICO DE CÁRIE 
Para realização de um bom exame diagnóstico, deve-se levar em consideração alguns fatores: 
- A localização da lesão (faces livres, proximais, oclusais); 
- A atividade de cárie (ativa ou inativa); 
- Tecido envolvido (Esmalte, Dentina). 
Dentina desorganizada: tecido amolecido, de cor amarelada, úmida, muito contaminada, contendo 
restos de alimentos, dentina, matéria alba, bactérias. Facilmente removida com cureta ou colher de 
dentina. 
 
Dentina infectada: de consistência borrachóide, pode ser de cor amarelada ou caminhando para um tom 
mais escuro, removida com certa facilidade com cureta ou colher de dentina. Também é úmida. Nessa 
camada encontram-se grandes quantidades de bactérias de vários tipos. 
 
Dentina afetada: possui cor amarelada e já não é tão facilmente removida com curetas. É passível de 
remineralização, portanto, não deve ser removida. É uma região com grande desmineralização, mas com 
pouca contaminação. É uma dentina seca. 
 
Dentina esclerosada: dentina sadia, de cor escurecida, formada rapidamente pelo organismo devido ao 
avanço rápido da doença. Não deve ser removida, principalmente por ser uma dentina que possui os 
túbulos dentinários obliterados, o que as tornam menos permeáveis às toxinas bacterianas. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 21 
Para a realização de um bom diagnóstico deve-se realizar primeiramente uma boa anamnese, e 
algumas informações importantes devem ser levadas em consideração: 
. Experiência anterior de cárie; 
. Hábitos dietéticos; 
. Hábitos de higiene. 
A inspeção visual é o método de diagnóstico com maior especificidade para isso os dentes 
devem estar limpos e secos sob uma boa iluminação. 
O exame tátil tradicional não deve ser realizado porque a sonda exploratória pode causar danos 
irreversíveis a superfície da lesão e servir como meio de transporte de microorganismos ao local 
da lesão. 
EXAME RADIOGRÁFICO 
É um método auxiliar de diagnóstico, e sugere a presença de lesão quando já existe perda 
mineral, as tomadas radiográficas interproximais são indicadas para auxiliar na detecção 
precoce de lesões interproximais e de cárie oculta, que não são visíveis clinicamente e também 
nos casos de acompanhamento da evolução da doença. 
 
TIPOS DE LESÕES, CARACTERÍSTICAS E CONDUTA: 
 
LESÕES DE MANCHA BRANCA ATIVA 
• Opaca; 
• Rugosas; 
• Sem brilho; 
• Localizada em esmalte; 
• Próxima da margem gengival ou em regiões de má coalescência de esmalte; 
• Gengiva com características de inflamação; 
• Acúmulo de biofilme.CONDUTA 
Lesões restritas a esmalte podem ser controladas pela desorganização e remoção do biofilme, alteração da 
dieta e aplicação tópica de flúor. 
 
MANCHA BRANCA INATIVA 
• Lisa; 
• Brilhante; 
• Localizada em esmalte; 
• Afastada da margem gengival; 
• Gengiva com características de saúde; 
• Sem presença de biofilme. 
CONDUTA 
Acompanhamento e diagnóstico diferencial. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 22 
 
LESÕES DE CÁRIE ATIVA EM DENTINA 
• Presença de cavidade; 
• Localizada em dentina; 
• Aspecto umedecido; 
• Brilhante; 
• Consistência amolecida; 
• Coloração predominante amarelo-acastanhada. 
CONDUTA 
• Remoção do tecido cariado; 
• Restauração ou Reabilitação; 
• Orientação de dieta e hábitos de higiene. 
 
LESÃO DE CÁRIE INATIVA EM DENTINA 
• Brilhante; 
• Dura; 
• Coloração predominantemente enegrecida, superfície lisa não-retentiva. 
CONDUTA 
• Acompanhamento; 
• Restauração; 
• Orientação de higiene e dieta; 
• Aplicação tópica de flúor. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: 
 
 
FLUOROSE 
• Localização: toda superfície do dente; pontas de cúspides (snow cap); 
• Aspecto: Linhas difusas acompanhando as linhas de formação dos dentes; assemelha-se a riscos de giz; 
• Dentes afetados: dentes homólogos; dentes de mesmo período de formação; 
• Coloração: brancas – formas leves; acastanhadas- formas severas. 
HIPOPLASIA 
• Localização: centralizada; superfícies lisas; 
• Aspecto: Lesão bem delimitada; Contornos oval ou arredondado; 
• Dentes afetados: normalmente em faces vestibulares de um único dente ou dentes homólogos; 
• Coloração: brancas opacas; amarelo- creme; alaranjada. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 23 
 
 
A formação da dentina secundária faz com que quanto mais superficial ela estiver (próxima 
ao esmalte), menores as quantidades e diâmetros dos túbulos devido à sua deposição 
dentro dos mesmos. E ao contrário, quanto mais próxima à polpa, essa dentina apresenta 
maiores quantidades e diâmetros dos túbulos. A isso, atribuímos densidade dos túbulos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quanto mais dentina tiver entre a polpa e término do preparo cavitário, maior é a proteção 
biológica. Dessa forma, quanto mais rasa for a cavidade, menor a chance de agressão que 
essa polpa sofrerá. 
Materiais que protegem a polpa: 
 Hidróxido de cálcio P.A. (pó); 
 Hidróxido de cálcio pasta/pasta (ou cimento); 
 Ionômero de vidro quimicamente ativado ou fotopolimerizável; 
 Óxido de zinco e eugenol (OZE); 
 Sistema adesivo e verniz cavitário. 
 
TEORIA HIDRODINÂMICA 
Sensibilidade dentinária decorrente da movimentação do fluído dentinário presente no interior dos 
túbulos e canalículos da dentina, que promove ondas, estimulando as fibras nervosas presentes 
próximos aos odontoblastos. Responsável pela sensibilidade ao frio, substâncias químicas, eletricidade, 
pressão osmótica e sensibilidade pós-operatória. 
 Dentina primária: presente na formação inicial do dente, de seu irrompimento. 
 Dentina secundária: formada ao longo da vida após irrompimento do dente. 
 Dentina terciária: originada quando há a presença de cárie. Formada de forma muito rápida, na 
tentativa de isolar a polpa de injúrias provenientes do meio bucal. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 24 
PROTOCOLOS PARA PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINA POLPA: 
 
PROTEÇÃO DO COMPLEO DENTINOPULPAR CIMENTAÇÃO/RESTAURAÇÃO ADESIVA 
Profundidade 
Material 
Rasa ou média 
Aplicação de sistema adesivo 
Profunda 
CIVMR + Sistema adesivo 
Muito profunda 
Cimento de hidróxido de cálcio+ CIVRM + sistema adesivo 
Exposição pulpar 
Hidróxido de cálcio (pó) + cimento de hidróxido de cálcio + CIVRM + 
sistema adesivo 
 
PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINOPULPAR- RESTAURAÇÕES EM AMALGAMA 
Profundidade 
Material 
Rasa ou média 
Aplicação de sistema adesivo ou verniz 
Profunda 
CIVMR + Sistema adesivo ou verniz 
Muito profunda 
Cimento de hidróxido de cálcio+ CIVRM + sistema adesivo ou verniz 
Exposição pulpar 
Hidróxido de cálcio (pó) + cimento de hidróxido de cálcio + CIVRM + 
sistema adesivo ou verniz 
Um bom material protetor deve ter: 
• boa compatibilidade biológica; 
• módulo de elasticidade próximo da dentina; 
• adesão aos tecidos dentais; 
• atividade antimicrobiana; 
• resistência mecânica; 
• opacidade e baixa solubilidade. 
 
Propriedades do hidróxido de cálcio: 
• É um ótimo material protetor. 
• Possui boa ação antimicrobiana e junto com seu alto pH exerce um papel 
fundamental no processo de paralização da cárie. 
• Promove a deposição de dentina terciária reacional e esclerose dos túbulos 
dentinários. 
 Defeitos 
• tem alta solubilidade; 
• baixa resistência; 
• não adere aos tecidos dentais. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 25 
Propriedades do ionômero de vidro: 
• adesão aos tecidos dentais; 
• atividade antimicrobiana (pela liberação de flúor); 
• módulo de elasticidade próximo da dentina; 
• menor solubilidade; 
• adere com a resina composta. 
não deve colocar diretamente em cavidades profundas , pois há altos índices de 
inflamação pulpar quando este material se encontra em cavidades profundas. 
 
Propriedades do sistema adesivo 
selamento dos túbulos dentinários, que acaba funcionando como obstáculo para a 
penetração de agentes tóxicos em direção à polpa. 
O problema é que para isso acontecer, é necessário que se coloque vários componentes 
na dentina que são prejudiciais à polpa como o ácido fosfórico e os componentes 
presentes no primer e no bond . 
 Dessa forma, você deve evitar colocar sistema adesivo diretamente em cavidades 
profundas, somente em cavidades rasas e rasas. 
 
 
 
TÉCNICA DE CAPEAMENTO PULPAR DIRETO 
Em casos de exposições pulpares pequenas, menores que 1 mm e em pacientes jovens, 
utilizar o hidróxido de cálcio pó, seu alto pH estimula o mecanismo de reparação pulpar. 
A morte da camada mais superficial das células na polpa possibilita que haja estímulo de 
diferenciação das células mesenquimáticas em odontoblastos para sintetização de dentina 
reparadora. 
Sobre esse hidróxido de cálcio pó, você colocará cimento de hidróxido de cálcio 
(pasta/pasta) que terá a função de proteção ao pó, além de reforçar ess as atividades 
fisiológicas. 
 Sobre o cimento de hidróxido de cálcio, você colocará cimento de ionômero de vidro 
modificado por resina que possui propriedades complementares desse último, ou seja, 
além da proteção, tem adesão aos tecidos dentais, resistência mecânica e libera flúor. 
Para amálgama você poderá ainda substituir este último por OZE. Por fim, será colocado 
um sistema adesivo sobre o ionômero ou verniz sobre o OZE. 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 26 
TÉCNICA DE CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO 
Idêntica à técnica anterior, porém, como não há exposição pulpar, apesar de ser uma 
cavidade muito profunda, não há necessidade de se colocar o hidróxido de cálcio pó. 
Coloca-se apenas cimento de hidróxido de cálcio nas regiões mais profundas das paredes 
de fundo. Na sequência, o ionômero ou o OZE protegendo esse último e o protocolo segue 
como explicado anteriormente. 
 Para cavidades médias e rasas repita o protocolo da mesma maneira, utilizando os 
materiais vistos nas tabelas. 
 
PLANO DE TRATAMENTO 
 
PASSOS PARA UM CORRETO DIAGNÓSTICO: 
• Remoção de cálculo supra gengival; 
• Radiografias; 
• Fechamento de cavidades; 
• Remoção de excessos das restaurações; 
• Recontornos e repolimentos; 
• Profilaxia; 
• OHB; 
• Exame clínico; 
• Determinação do plano de tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
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 CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE RESTAURAÇÕES 
 
Ao realizar uma nova restauração deve refazer a camada hibrida quando ela estiver antiga, e 
para isso, será necessário remover um pouco da dentina que continha a hibridização já 
degradada. 
Camada hibrida é o resultado da infiltração de monômeros resinosos entre as fibras colágenas 
expostas. Ocorre devido a remoção da smear layer e pela criaçãode microporos por um ácido. 
As realizar muitas trocas de restaurações ao longo da vida, teremos fatalmente como 
resultado final um enfraquecimento da estrutura dental. 
 
REQUISITOS PARA TROCAS DE RESTAURAÇÕES: 
• Reconto e polimento: 
A infiltração marginal é um dos maiores problemas clínicos que enfrentamos, ela é inevitável a 
medida que a restauração envelhece. Mas também pode ser provocada por falhas do dentista 
Um dos erros mais frequentes é colocar incrementos de resina maiores que 2mm e/ou unindo 
paredes opostas do preparo cavitário. 
Como resultado final, temos um curto espaço de tempo, restaurações com manchamentos nas 
bordas. 
Muitas vezes esse manchamento pode ocorrer por um excesso da restauração. 
Por isso é sempre recomendável polir novamente a restauração 
 
• Selamento marginal: 
 
• Reparo 
 
Em casos onde não se consegue realizar um ponto de contato, não precisa remover todo o 
material para refaze-lo, basta apenas desgastar um pouco essa resina e fazer um reparo 
Ao errar a cor, também poderá retocar essa restauração removendo quando possível, apenas 
a camada mais superficial da resina. 
 
• Substituição: 
Não hesite em trocar uma restauração se for necessário. 
Em casos de infiltração deve realizar a troca da restauração. 
Fraturas dentais requerem troca imediata (dependendo do tamanho) 
Casos extremos de desgastes na restauração, como perdas acentuadas de forma e até a 
formação de degraus entre as estruturas dentais também é necessário realizar a troca. 
Drª Caroline Parrillo 
 
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 Técnicas para tratamento da lesão cariosa 
 
TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMATICO ART: 
É um tratamento realizado com curetas, sem o uso de motores, com o objetivo de se eliminar 
as dentinas desorganizadas e infectadas. 
Realiza-se o selamento dessa cavidade com CIV para possibilitar que a dentina afetada possa 
se remineralizar. 
Em casos de lesão CL I, pode-se considerar como um tratamento definitivo. 
 
• QUÍMICO-MECÂNICO: 
Géis a base de aminoácidos que atuam nas fibrilas de colágeno da dentina cariada. (papacarie) 
O objetivo é desorganizar quimicamente a carie para facilitar a remoção mecânica através das 
curetas. 
Em muitos casos não há necessidade de anestesiar e não funciona em carie em esmalte. 
 
• JATO ABRASIVO – OXIDO DE ALUMÍNIO: 
Removem a lesão através do impacto do pó desse oxido sobre a superfície cariada. Necessitam 
de um sugador potente para não disseminar muito a nuvem da poeira formada. 
Em alguns casos dispensam também a anestesia. 
 
• LASER: 
Remove a carie através de ablação, que é um processo onde ocorre microexplosões. Devido as 
altas temperaturas do laser, há uma rápida transformação da água contida nos tecidos dentais 
em vapor, que geram essas pequenas explosões resultando na remoção do tecido dental. 
Dessa forma, é importante ter uma abundante refrigeração para não lesionar a polpa devido a 
essas altas temperaturas. 
Em muitos casos também não precisa de anestesia. 
 
• ULTRASSOM: 
Precisa usar pontas odontológicas em diamante, elas possuem maior durabilidade e removem 
a carie sem o movimento de rotação. 
Carie em esmalte: 
 motor de alta rotação utilizando pontas diamantadas e 
refrigeração com água. 
Carie em dentina: 
remoção inicial com curetas e posteriormente utilizando 
motor de baixa rotação com brocas carbides ou de aço, 
refrigerando apenas com ar. 
carbide Aço 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 29 
 LESÃO CERVICAL NÃO CARIOSA LCNC 
 
❖ LESÃO DE EROSÃO- perde de estrutura dental provocada por processos químicos, não 
envolvendo ação de bactérias. 
Fator etiológico: 
• Substâncias ácidas com pH <5,5; 
• Origem externa (frutas/sulcos cítricos, vinho, vinagre); 
• Medicamentos (reposição de ácido para dissolver cálculos renais); 
• Meio ambiente (contato com ácidos do ambiente de trabalho como alguém que trabalha 
em laboratório químico); 
• Origem interna (vômito, refluxo gástrico). 
Aspectos da lesão: 
• Lisas, sem rachaduras; 
• Forma de pires (rasa); 
• Sem término nítido; 
• Sem manchas; 
• Sem acúmulo de biofilme. 
Tratamento: 
• Remoção do fator etiológico; 
• OHB e dieta; 
• Aplicação tópica de flúor (gel 2x); 
• Bochecho de flúor 0,05% 2x/d. 
 
 
❖ LESÃO DE ABFRAÇÃO- Provocada por contatos oclusais excessivos e forças excêntricas que 
levam a deflexão do dente. 
Fator etiológico: 
• Bruxismo/apertamento; 
• Interferências oclusais; 
• Esforços mastigatórios. 
Aspectos da lesão: 
• Presença de rachaduras; 
• Forma de cunha ou V; 
• Término nítido; 
• Localizada; 
• Invadem o sulco. 
Tratamento: 
• Remoção do fator etiológico através de ajuste oclusal; 
• Caso necessário, placa miorrelaxante. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 30 
❖ LESÃO ABRASÃO- Provocada por desgaste mecânico, causada pelo atrito de um objeto 
que não é o dente. 
Fator etiológico: 
• Escovação com muita força associada a pastas de dentes abrasivas; 
• Uso abusivo de escova interdental; 
• Consumo de drogas. 
Aspecto da lesão: 
• Lisa, polida, dura; 
• Contorno regular; 
• Envolve dentes adjacentes; 
• Não invadem o sulco gengival (recessão); 
• Boa higiene local e gengiva saudável. 
Tratamento: 
• Remoção do fator etiológico através de orientações quanto a: 
• Escova- Cerdas macias, força da escovação, técnica, frequência e tempo; 
• Creme dental- Evitar do tipo anticálculo ou clareadores, ter baixa abrasividade, com alto 
teor de flúor, fosfato e cálcio; 
• Drogas- Cocaína. 
 
 
EXISTE TAMBÉM AS LESÕES MULTIFATORIAIS: 
 
 
 
 
 
 
A RESTAURAÇÃO DE LCNC SÓ DEVE SER REALIZADA SE HOUVER: 
• Dente com integridade ameaçada; 
• Dente com risco de exposição pulpar; 
• Prejuízo estético; 
• Hipersensibilidade persistente. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 31 
 RESTAURAÇÕES ADESIVAS 
 
Classificação dos sistemas adesivos: 
• Condicione e lave, condicionamento total ou all etch: 
• Autocondicionante ou self etch 
 
❖ CONDICIONE E LAVE: 
Apresenta um passo para condicionar o esmalte e a dentina através de um ácido fosfórico 
entre 30 e 50%. Além disso, possui o primer e o bond. 
Quando os 3 componentes estão em frascos separados, deve executar a técnica adesiva de 3 
passos. 
 
❖ AUTOCONDICIONANTE: 
Não requer aplicação do ácido em dentina, pois apresenta monômeros ácidos em seu primer, 
que são capazes de desmineraliza-la. 
Deve ser realizado o condicionamento seletivo do esmalte, onde se aplica o ácido somente no 
esmalte por 30s e lava abundantemente. Após a aplicação do primer sobre a dentina não é 
necessário lavar o ácido, segue-se a aplicação do bond sobre esmalte e dentina. 
Uma vantagem é a desmineralização e a penetração dos monômeros ocorre ao mesmo tempo, 
o que evita que ocorram camadas que foram desmineralizadas e não preenchidas pelo 
adesivo, reduzindo a chance de sensibilidade pós-operatória. 
A aplicação do primer ácido na dentina dissolve a camada de esfregaço e a desmineralização 
da dentina intertubular, expondo os túbulos dentinários, porém não há desmineralização da 
dentina peritubular. A infiltração do adesivo forma a camada hibrida na dentina intertubular e 
os tags nos túbulos dentinários. A camada hibrida formada é mais fina do que a obtida nos 
sistemas adesivos de condicionamento total, porém apresenta alta resistência adesiva. 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 32 
PROTOCOLO DE APLICAÇÃO- SISTEMA ADESIVO DE CONDICIONAMENTO TOTAL DE 2 
PASSOS: 
1° passo- Condicionamento ácido 
• Aplicar o ácido no esmalte e aguardar 15s, em seguida, sem remover o ácido do esmalte, 
aplicar na sentina e aguardar mais 15s, totalizando 30s em esmalte e 15s em dentina; 
• Lavar abundantemente com água por pelo menos 30s; 
• Secar o esmalte (aspecto opaco) e manter a sentina úmida. 
2° Passo- primer/bond 
• Dispensar umagota em um dappen e aplicar na cavidade com um microbrush, esfregando 
sobre toda a superfície de esmalte e dentina durante 20s, sob agitação. Remover o excesso 
com auxílio de uma gaze ou microbrush seco; 
• Jogar um leve jato de ar a distância para volatizar o solvente; 
• Aplicar nova camada de primer/bond da mesma maneira; 
• Jogar novo jato de ar da mesma maneira; 
• Fotopolimerizar por 10s no mínimo. 
 
❖ RESINA COMPOSTA: 
O principal problema da resina é a contração de polimerização, quando aplicada a luz azul do 
fotopolimerizador sobre a resina, os monômeros precisam se aproximar para se ligar uns aos 
outros e formar uma cadeia polimérica. Essa aproximação resulta em diminuição de volume do 
material. 
Como você está tentando aderir a resina sobre a camada de sistema adesivo, a contração 
tende a fazer com que a resina se desprenda, gerando um estresse, uma tensão na interface 
adesiva, podendo ocorrer a abertura de uma fenda nessa região, o que permite desde um 
manchamento na margem, até microinfiltração ou o aparecimento de uma carie secundaria, 
por exemplo. 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 33 
 
Ao aplicar o ácido fosfórico sobre o esmalte, ocorre a remoção da camada de esfregaço, ou smear layer, que se formou 
após o preparo cavitário, além disso, há um aumento da energia de superfície devido a dissolução da superfície de 
esmalte não reativa, e um aumento da área de superfície devido a dissolução seletiva de prismas de esmalte, criando 
microporosidades. 
Com isso o adesivo penetra nas irregularidades e, após a fotopolimerização por 10s, fica aderido fortemente ao esmalte, 
ou seja, há uma adesão física através de retenção micromecânica. 
O esmalte apresenta uma estrutura basicamente composta por minerais, o que resulta em facilidade para conseguir 
adesão nessa estrutura, principalmente quando condicionado por ácido fosfórico. 
A dentina por outro lado, apresenta uma estrutura mais complexa, composta além de hidroxiapatita, por fibrilas de 
colágeno e água, o que dificulta o processo de adesão. E por estar muito ligada a polpa através dos túbulos dentinarios, 
onde se encontram os prolongamentos dos odontoblastos, exige um cuidado maior durante o procedimento adesivo 
para que não ocorra sensibilidade pós-operatória ou até a morte da polpa. 
A smear layer na dentina apresenta maior conteúdo orgânico, o que dificulta a adesão, além de vedar a entrada dos 
túbulos dentinarios e, por isso, diminuir a permeabilidade da dentina. 
Ao aplicar o ácido na dentina por 15s, ocorre dissolução de mineral, o que expõe a trama de fibrilas colágenas da dentina 
intertubular, dissolve a dentina peritubular, amplia a luz dos túbulos dentinarios, aumenta a energia de superfície, além 
de remover a smaer layer. 
A remoção dessa camada, aumento da permeabilidade da dentina, resultando em maior umidade nessa superfície, o que 
dificulta a penetração do adesivo. 
Não pode secar a dentina até causar um ressecamento, pois isso faz com que as fibrilas de colágeno colabem, ficando 
muito unidas, sem espaço entre elas para que o adesivo permeie e forme a camada híbrida (constituída pelo colágeno e 
por monômeros). 
Assim, deve secar a dentina após a lavagem do ácido, mas precisa mantê-la úmida, para isso, pode utilizar uma bolinha 
de algodão levemente úmida ou papel absorvente. 
O primer consegue penetrar na dentina úmida porque apresenta monômeros hidrofílicos. O solvente se liga a água e ao 
jogar um leve jato de ar, promove a evaporação do solvente e, consequentemente, da água, permitindo a entrada dos 
monômeros hidrófobos, presentes no bond. 
Para conseguir uma camada híbrida melhor, é recomendável fazer a aplicação do primer e do bond 2 vezes, sempre 
volatizando o solvente. Ao final, após a fotopolimerização. A adesão na dentina ocorre com o adesivo impregnado na 
rede de fibrilas colágenas, formando a camada hibrida, e nos túbulos e canalículos dentinários, através dos chamados 
tags e microtags. 
Um vedamento da dentina deficiente resulta em sensibilidade pós-operatória, pois os túbulos podem ficar abertos e 
permitir a movimentação do fluido dentinário, sinalizando para o SNC, através da polpa, um estímulo de dor. 
A desidratação da dentina por excesso de secagem também pode causar sensibilidade, faz o fluido tubular evaporar, e a 
incompleta penetração do primer e do bond na zona que foi desmineralizada pelo ácido. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 34 
 TOMADA DE COR 
 
DIMENSÕES DAS CORES: 
 
Todas as cores se formam por meio de percepções visuais dos nossos olhos com relação à luz 
nos objetos. Para interpretá-las, é possível fazer a divisão em dimensões. 
 
• Quando uma luz neutra sol - atinge uma superfície que reflete todos os raios, os olhos vêm 
uma superfície branca; 
• Quando esta luz é refletida e absorvida na mesma quantidade: cinza; 
• Quando é totalmente absorvida a superfície torne-se negra. 
 
COR DEFINIÇÃO: 
• Cor física: intensidade de energia emitida, comprimento de onda e composição espectral, 
envolve energia radiante. 
• Cor psicofísica: luminescência, comprimento de onda dominante e valor colorimétrico, 
envolve luz captada pelos olhos. 
• Cor psicosensorial: matiz, valor e croma, relaciona-se com o modo de com o cérebro 
interpreta a cor, clinicamente é o aspecto mais importante a ser considerado. 
 
CLASSIFICAÇÃO ESPACIAL DA COR: 
• As 4 dimensões da cor: matiz, valor, croma e translucidez. 
• Devem ser quantificadas o mais clara e precisamente possível ao se definir a cor do dente 
natural ou do elemento a substituí-lo. 
MATIZ: 
É a escala que se distingue uma cor da outra, 1qcorresponde ao comprimento de onda de luz 
refletida pelos dentes. 
Ex: vermelho e azul 
Na escala “Vita” há quatro matizes: 
• Vermelho-amarronzado (A) 
• Amarelo-alaranjado(B) 
• Cinza-esverdeado(C) 
• Cinza-rosado(D) 
Drª Caroline Parrillo 
 
 35 
VALOR: 
 
É a quantidade de luz presente naquela cor. É representada pela quantidade de pigmentos 
brancos e pretos na cor, porém na escala Vita não há um padrão lógico, como ocorre com 
matiz e croma. 
 
O valor é a dimensão mais difícil de ser representada e, ao mesmo tempo, a mais perceptível 
para o paciente. Isso porque os olhos humanos têm mais células que conseguem captar essa 
variável (bastonetes) do que as outras duas (cones). 
 
• Distingue as cores claras das escuras; 
• Mais importante na determinação da cor; 
• Se houver cores distintas do mesmo valor, estas cores parecerão idênticas; 
• Intensidade de luz exerce influência decisiva no valor aparente de um dente; 
• Escolher valor diante de uma luz média ou obscurecida; 
• Valor é independente da cor; 
• Valor não é a quantidade de brilho; 
• Quantidade de preto e branco existente na cor; 
• 0=preto – 10=branco; 
• Cor A1: maior quantidade de branco. 
 
Uma dica para organizar a escala de acordo com o valor é colocá-la da seguinte forma: B1; A1; 
B2; D2; A2; C1; C2; D4; A1; D3; B3; A3,5; B4; C3; A4; e C4. 
 
 
 
CROMA: 
• Croma é o aumento de valor; 
• Porção pigmentada do matiz; 
• quantidade de pigmentos contido na escala do matiz; 
• Quão forte ou fraca é uma determinada cor. 
 
Exemplo: 
Na mesma escala citada existem no matiz “A” quatro diferentes níveis de croma, A1 à A4. 
• A dessaturação da cor tem sido realizada com a utilização de pós-cerâmicos, portanto 
quanto mais alto o grau de dessaturação, menos pigmento terá a mistura. 
• Influenciado pela translucidez do esmalte 
Pode-se então escolher uma cor da escala “Vita” A3 de vários graus de croma. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 36 
TRANSLUCIDEZ: 
 A translucidez desempenha um papel decisivo no fenômeno de transmissão da luz. A 
translucidez depende do esmalte e parcialmente dentina. 
 
• Podemos demonstrar onde um dente novo não é muito translúcido e a dentina é opaca. 
Enquanto o dente envelhece, ele adelgaça e aumenta sua translucidez, chegando até à 
transparência,e a dentina menos opaca, porém mais saturada; 
• Tipo A: pouca translucidez, estes dentes não dão impressão de translucidez; 
• Tipo B: translucidez nas incisais em forma de uma faixa; 
• Tipo C: translucidez em região incisal e cristas proximais; 
• Ordem de importância: valor, translucidez, croma e matiz; 
• Valor é três vezes mais importante que o matiz e duas vezes mais que o croma. 
 
OUTROS FATORES: 
• Fluorescência; 
• A influência da cor dos tecidos vizinhos; 
• Cor do substrato dental ou suportes metálicos; 
• O grau de opacidade ou translucidez do cimento; 
• Tipo de material utilizado. 
 
EFEITO OPALESCENTE 
A luz refletida dá um aspecto azulado e a luz transmitida uma aparência laranja-avermelhada. 
 
• Se a composição tecidual se alterar, esta opalescência pode diminuir ou desaparecer, 
impondo ao dente um alto grau de opacidade. 
• O efeito opalescente pode ser afetado pela temperatura e números de queimas do 
material, diminuído o efeito com cerâmicas de baixa fusão. 
 
OPALIZANTES: 
• São pós finos e extra finos: criam translucidez; 
• Depende quantidade, granulação e composição; 
• Esmalte: pouco opalizante; 
• Dentina: contém bem mais, influencia transmissão da luz; 
• As partículas de opalizantes produzem efeito de dispersão da luz no dente e na cerâmica 
dental; 
• Quanto maior a dispersão, mais opaco material. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 37 
OPALESCÊNCIA: 
O efeito opalescente é gerado pela dispersão e refração da luz, 
devido aos cristais de hidroxiapatita presente no esmalte dental. 
 
Contra-opalescência: fenômeno onde a crista incisal parece azulada, as cristas proximais 
parecem escuras ou amarelo-alaranjadas, devido a opacidade e a luz transmitida. O dente 
parece alaranjado. 
 
Para evitar este efeito: 
• Não reduzir demais a profundidade da cerâmica; 
• Usar dentinas opacas, e técnicas de aplicação por estratificação com dentinas 
gradualmente declinantes (evita efeitos de reflexão interna); 
• Usar materiais opacos escuros para aumentar a absorção, promovendo efeito de dispersão 
da luz em contato com a superfície; 
• Evitar sobrequeima dos materiais opacos, que os torna lisos e brilhantes. 
 
FLUORESCÊNCIA 
• Absorção de um comprimento de onda curta; 
• Conversão em luz com comprimento de onda maior; 
• Dente se torna uma fonte de luz. 
 
AUSÊNCIA DO FLUORESCENTE 
• luz ultravioleta, restauração preta, ou inexistente. 
 
REFLEXÃO DA LUZ 
• Áreas esbranquiçadas: causadas porque toda luz é refletida pela superfície, é o resultado 
da reflexão dos raios de luz; 
• Depende do angulo de incidência; 
• Todas as substâncias têm índices de refração com propriedades de reflexão superficial 
diferentes; 
• Quanto mais baixo o índice de refração, menos a superfície refletirá a luz; 
• Película de saliva: índice de refração relativo, mais baixo. 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 38 
INFLUÊNCIA DA APARÊNCIA SUPERFICIAL NOS EFEITOS DE REFLEXÃO DA LUZ: 
• Luz atinge superfície lisa: raios refletidos são paralelos; 
• Corpo rugoso: dispersão dos raios, menor translucidez; 
• “Defeitos superficiais”: aumentados para reproduzir um dente não translúcido/jovem na 
cerâmica; 
• Dentes mais velhos: faz-se o contrário. 
 
METAMERISMO: 
Superfícies são consideradas metaméricas quando não possuem análises de curvas espectrais 
similares, porém parecem ter cores idênticas sob certas condições de iluminação. 
Como reduzir o metamerismo: 
• Utilizar cerâmicas com curvas espectrais próximas dentes naturais; 
• Trabalhar sob fontes de luz regulares e imitar as cores sob os três grupos de iluminação: 
luz do dia, luz artificial e luz ofuscada; 
• Pedir a checagem de outra pessoa (mulher); 
• Selecionar a cor com a escala da cerâmica utilizada; 
• Limitar a pintura superficial. 
A cor é terceira tríade da estética, após forma e textura dos dentes. 
SELEÇÃO DE COR INFLUENCIADA: 
• Ambiente; 
• Observador; 
• Objeto; 
• Fonte de luz; 
• Escala de cores; 
• Comunicação CD x Protético. 
 
SELEÇÃO DE COR: 
deve fazer a comparação visual das porcelanas na escala com os dentes do paciente. 
 
 
 
http://blog.suryadental.com.br/as-diferencas-entre-as-facetas-de-porcelana-e-as-lentes-de-contato/
Drª Caroline Parrillo 
 
 39 
COMPARAÇÃO: 
 
Comece organizando as porcelanas de acordo com o valor, do item mais claro ao mais escuro. 
Faça uma pré-seleção rápida, escolhendo o grupo de cores que se assemelha ao dente do 
paciente. 
 
Em seguida, é necessário comparar a peça ao dente do paciente levando em consideração a 
matiz. Para isso, posicione-o logo abaixo, na altura da boca, e aproxime as bordas incisais de 
ambos os elementos, observando se as cores se parecem. 
 
Feito isso, aproxime as bordas laterais dos elementos para observar a coloração da face. 
Novamente, elimine as peças que menos se assemelham com o dente do paciente. Por fim, 
faça uma análise levando em conta o croma. 
 
Mesmo que pareça que você encontrou a coloração correta, não pule etapas e observe uma 
por uma das peças com calma. 
 
 
ISOLAMENTO: 
 
É recomendado que o processo de seleção de cor seja feito antes do isolamento, seja ele 
relativo ou absoluto. Isso porque a falta de contato com a saliva fará que o dente do paciente 
seque, e consequentemente, tenha o valor aumentado, prejudicando o resultado do 
procedimento. 
 
ILUMINAÇÃO: 
 
No momento da seleção de cor, prefira utilizar a luz natural. Alguns tipos de luminárias podem 
mudar a percepção com relação ao valor, e isso fará com que haja uma diferença entre o 
resultado e o dente original. 
 
COLORIMETRIA: 
A intensidade de uma fonte de luz é estabelecida pela energia que ela emite. A luz que vemos 
é apenas uma pequena parte do espectro eletromagnético: 
• Ondas elétricas e de rádio; 
• Raios X; 
• Raios gama e cósmicos; 
• Radiação óptica: UV, IV e Visível; 
• Radiação óptica: energia propagada na forma de ondas eletromagnéticas (UV, IV e Visível); 
• Luz visível: parte do espectro capaz de sensibilizar o olho humano (380-780nm); 
• Irradiação: quantidade de radiação emitida por uma fonte ou recebida por uma superfície. 
http://blog.suryadental.com.br/decoracao-consultorios-pequenos/
Drª Caroline Parrillo 
 
 40 
NORMAS ESTÉTICAS ESTRUTURAIS - FÍSICAS 
• Sombras criam profundidade; 
• Luz cria proeminências; 
• Linhas verticais destacam altura; 
• Linhas horizontais destacam largura.; 
 
APLICAÇÕES: 
Contorno dental: limita-se aos ângulos, sulcos, depressões naturais, inclinações incisais e 
gengivais, e bordas incisais. 
Manipulação da cor nas localizações naturais: inclinações gengivais, área interdentais e 
superfícies dentais selecionadas. 
• Maior contraste aumenta visibilidade; 
• Maior reflexão da luz aumenta visibilidade; 
• Maior deflexão da luz diminui visibilidade. 
 
ILUSÕES: 
• Conceitos óticos criam ilusões ópticas, “modificam”: tamanho e forma dental; 
• Melhor forma de resolver ou esconder uma situação esteticamente desagradável. 
A percepção do contorno dos objetos depende da luz que os atinge, porque a forma superficial 
destes objetos é responsável pela reflexão da luz. 
Fotoluminescência: substâncias que emitem um certo tipo de luz quando atingidas por raios 
ultravioletas invisíveis. 
Fosforescentes: continuam a emitir luz visível após os raios ultravioletas a atingirem. 
Fluorescentes: emitem luz visível somente enquanto os raios ultravioletas estão atingindo. 
Dentes são fluorescentes. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 41 
Peroxido de carbamida é uma associação com 
peroxido de hidrogênio, pois é ele quem clareia 
Quem clareia é o pigmento que é o peroxido de 
hidrogênio 
Para fazer microabrasão usa silicato clorídrico e 
um ácido a 6% ácido clorídrico 
Depois da microabrasão, no final do tratamento, 
passar flúor, porque está desmineralizado 
 CLAREAMENTO 
 A etiologia da alteração associada a profundidade, direciona o grau de invasividadedo 
tratamento. 
• Propostas de branqueamento; 
• Microdesgaste superficial; 
• Recomposição estrutural diretas; 
• Recomposição indiretas; 
• Associações entre as abordagens. 
 
GÉIS CLAREADORES: 
• Os géis configuram atualmente a principal e mais segura forma de auto aplicação dos 
agentes para clareamento; 
• É necessário a prescrição e o acompanhamento do profissional durante todo o processo; 
• Peroxido de carbamida 10 a 22%; 
• Peroxido de hidrogênio 4 a 37%. 
 
 VANTAGENS DESVANTAGENS 
• Baixo custo; 
• Hipersensibilidade gengival; 
• Fácil execução; 
• Hipersensibilidade dentária; 
• Eficiente e seguro; 
• Moldagem; 
• Acompanhamento profissional; 
• Maior tempo; 
• Bom resultado estético. 
 
 CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO: 
• Os géis clareadores utilizados em consultório pode ser opção segura no clareamento em 
jovens; 
• Maior complexibilidade técnica que auto aplicação; 
• Os agentes clareadores apresentam maior concentração (35, 37%); 
• Quantidade de material sobre a superfície faz diferença (1mm); 
Drª Caroline Parrillo 
 
 42 
PONTOS IMPORTANTES: 
• Utilizar afastador; 
• Proteção dos tecidos moles (fazer uma barreira gengival e fotopolimerizar); 
• Profilaxia da superfície; 
• Aplicação 1 a 2mm de espessura; 
• Exclusão das bolhas (vibração); 
• O resultado não é garantido; 
• A luz LAD não traz nenhum benefício adicional; 
• Dieta branca é mentira, evitar comer e beber durante 3h após a sessão; 
• A melhor técnica de clareamento é a caseira; 
• Mancha orgânica da para tratar com clareamento; 
• Mancha inorgânica não sai com clareamento (MTA, amalgama); 
• Gravidas e lactantes não pode clarear. 
 
PROTOCOLO DE CLAREAMENTO DENTES VITALIZADOS COM PEROXIDO DE HIDROGÊNIO A 
35%: 
1- Profilaxia profissional; 
2- Tomada de cor inicial; 
3- Isolamento; 
4- Manipulação do gel (manual ou seringa); 
5- Aplicação espessa do gel (1 a 2mm); 
6- Aguardar a ação do material; 
7- Sugar e lavar os excessos; 
8- Aplicação do neutralizador ou flúor; 
9- Remoção do isolamento. 
 
SISTEMA DE CLAREADORES CONTENDO CÁLCIO 
• Prevenir a perda de mineiras; 
• Aumentar a microdureza do esmalte produzida por agentes clareadores; 
• Manter o pH elevado estável de 8 a 9; 
• Reduzir a sensibilidade. 
 
RECOMENDAÇÕES PARA ADOLESCENTES: 
• Deve ser realizado acompanhamento profissional; 
• Respeitar a idade mínima de 13 anos (porque já fechou o ápice); 
• É esperado algum desconforto decorrente do clareamento; 
• Em caso de hipersensibilidade o clareamento pode ser adiado; 
• Utilizar fluoreto de sódio neutro minimiza a hipersensibilidade; 
Drª Caroline Parrillo 
 
 43 
• Não há evidências cientificas que a ingestão de substância corante o tratamento, interfira no 
resultado; 
• Realizar a higienização oral cerca de 30minutos antes; 
• O momento de parar é quando de uma sessão para a outra não ocorre melhora; 
• Promessa de dentes brancos e claros somente depois do tratamento realizado. 
 
MICRODESGASTE DE ESMALTE PEELING DE ESMALTE 
Empregada para a remoção química e mecânica controlada do esmalte manchado. 
 
MICRODESGASTE SUPERFICIAL- TÉCNICA DE MICROABRASÃO DE ESMALTE- INDICAÇÕES: 
• Manchas extrínsecas; 
• Manchas de fluorose até grau de severidade leve; 
• Manchas brancas remineralizadas; 
• Manchas pós ortodontia; 
• Hipoplasias e hipocalcificações superficiais; 
• Black stain; 
• HMI- técnica de microabrasão de esmalte. 
 
PONTO IMPORTANTES: 
• Promover microdesgate; 
• Usar abrasivos duros e cortantes; 
• É segura, eficaz, conservadora e estética; 
• Pode ser associada ao clareamento dental; 
• Conforto: menos sensibilidade dental; 
• Facilidade na aplicação; 
• Sem desperdícios: uso de ponteiras aplicadores; 
• Praticidade: pode ser aplicado manualmente (lixa, cunha, espátula) e com o auxílio de motor; 
• Promove uma superfície mais lisa, favorecendo a remoção do biofilme; 
• Diminui a recidiva de black stain. 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 44 
MICROABRASÃO DE ESMALTE 
sequência: 
1- Diagnostico da mancha; 
2- Aplicar o material 30 a 60segundos; 
3- Esfregar o material com instrumento com pressão moderada; 
4- Reaplicar se necessário até 15x por sessão; 
5- Lavar e secar, proteger com fluor ou adesivo; 
6- Restauração estético funcional se necessário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drª Caroline Parrillo 
 
 45 
 RESTAURAÇÕES INDIRETAS PARCIAIS 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 INLAY- 
Preparos intracoronarios, sem envolvimentos de cúspides 
 
 ONLAY- 
Preparos extracoronarios, com envolvimento de 1 ou mais cúspides, desde que não tenha o 
envolvimento de todas elas 
 
 OVERLAY- 
Preparos extracoronarios com envolvimento de todas as cúspides, ou seja, recobrimento 
oclusal total 
 
INDICAÇÃO: 
• Cavidades amplas; 
• Dentes extruídos; 
• Dentes em sub oclusão 
 
VANTAGENS: 
• Excelente estética; 
• Reconstrução anatômica e funcional; 
• Proteção do tecido remanescente; 
• Melhor polimento; 
• Mais fácil de reproduzir os contatos interproximais; 
• Minimiza a contração de polimerização a apenas uma fina camada do cimento resinoso 
usado para a fixação; 
• O material restaurador apresenta melhores propriedades em comparação com as resinas 
diretas; 
• maior durabilidade; 
• maior resistência a desgastes dentários. 
. 
 
DESVANTAGENS: 
• Sensibilidade técnica; 
• Maior desgaste; 
• Impossibilidade de reparo; 
• Tempo clínico; 
• Custo. 
Drª Caroline Parrillo 
 
 46 
O TRATAMENTO, PASSO A PASSO 
técnica com consulta única (mesmo dia) 
O tratamento realizado em consulta única utiliza um sistema computadorizado tipo CAD-CAM. 
Nesta técnica, as moldagens são substituídas pelo escaneamento digital e elaboradas em 
softwares específicos para modelagem virtual. Feito isso, uma fresadora computadorizada 
esculpe um bloco restaurador com encaixes precisos e anatomia e cor semelhantes ao dente 
tratado. 
 
técnica com duas consultas 
A técnica com duas consultas, que pode exigir até 7 dias de intervalo entre as sessões, 
necessita do envio de modelos físicos ou virtuais para um laboratório de prótese dentária – o 
tratamento com consulta é realizado apenas em consultórios equipados com equipamentos 
CAD-CAM. Além do tempo de espera, a diferença também fica por conta do uso de 
restaurações dentárias provisórias, um dispositivo com estética satisfatória e que requer 
cuidados durante o período de espera. 
 
RESTAURAÇÃO DENTÁRIA EM PORCELANA, 
A mais famosa técnica do tipo onlay e inlay é a restauração dentária em porcelana (cerâmica). 
Confeccionada os mesmos materiais utilizados em tipo lente de contato dental e faceta de 
porcelana, trazem estética elevada para procedimentos que combinam restaurações 
dentárias, laminados cerâmicos e próteses dentárias fixas em porcelana pura. 
 
A restauração dentária em porcelana é a técnica que pode oferecer resistência, durabilidade e 
estética em níveis elevados – a zircônia, por enquanto, ainda não traz estética satisfatórias 
para procedimentos realizados em dentes anteriores ou com visibilidade direta ao falar ou 
sorrir. As indicações, múltiplas, podem até mesmo substituir coroas dentárias em 
porcelana até mesmo para tratamentos de prevenção de desgastes dentários pelo bruxismo. 
 
 
MATERIAIS QUE PODEM SER UTILIZADOS: 
• Metais nobres (ouro); 
• Ligas metálicas (cobalto cromo); 
• Resina composta; 
• Cerâmicas. 
RESTAURAÇÃO METÁLICA FUNDIDA RMF 
Indicações: 
• Dente posterior utilizado como apoio de PPR; 
• Pacientes com hábitos parafuncionais; 
• Dentes posteriores com coroa dental curta; 
• Pacientes de menor poder aquisitivo. 
http://luisgustavoleite.com.br/blog/faceta-de-porcelana-em-porto-alegre/
http://luisgustavoleite.com.br/blog/faceta-de-porcelana-em-porto-alegre/
http://luisgustavoleite.com.br/blog/laminados-ceramicos/
http://luisgustavoleite.com.br/blog/protese-dentaria-fixa-em-porcelana-pura/http://luisgustavoleite.com.br/blog/coroa-em-porcelana/
http://luisgustavoleite.com.br/blog/coroa-em-porcelana/

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