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Disciplina: Legislação e Segurança do Trabalho (4805) Professor: Sérgio Fiuza, M.Sc. Descreva, com suas palavras, quais foram os impactos do Factory Act 1833 para a segurança do trabalho nas fábricas inglesas. No contexto do século XIX, a sociedade inglesa sofria com as mazelas deixadas pela Revolução Industrial. Como não existia nenhuma regulação, o trabalho nas fábricas, principalmente têxtis, segui com enormes números de acidentes, doenças e mortes, resultando num problema de saúde pública. Essa situação se dava em decorrência tanto como era a organização habitacional como a organização de trabalho. As condições sanitárias nos derredores das fábricas eram tão precárias quanto as condições dentro delas, pois era muito comum que para economizar tempo e dinheiro os trabalhadores improvisassem moradias próximas aos locais de trabalho. Com isso, havia epidemias que constantemente contaminavam cidades vizinhas. Além disso, sem limite etário ou de jornadas de trabalho, era comum trabalhadores com até 5 anos passassem de 10 a 14 horas nas fábricas movidas a vapor e sem sistema de ventilação adequado. Na tentativa de controlar as condições de trabalho foi aprovada pelo parlamento inglês o Factory Act, em 1833, e se mostrou a primeira legislação realmente efetiva em termos de saúde do trabalhador nas fábricas. Nela, se destacam como inovação a previsão de dois profissionais externos às atividades fabris: o inspetor de fábrica, ou de segurança; e o médico que certifique a idade mínima dos empregados, que agora estava determinada que era 9 anos. Além dessas mudanças, a nova legislação trouxe a proibição do trabalho noturno para menores de 18 anos, e limitou a jornada de trabalho para 12 horas diárias e 69 horas semanais. Podemos considerar a atuação desse médico como precursora do Médico do Trabalho na atualidade, e a ideia de uma fiscalização externa à produção manifestada nos inspetores, hoje se manifesta nas diversas entidades de fiscalização externas as entidades de produção.