Logo Passei Direto
Buscar

1 Perícia Forense - Criminalística

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

É comum ouvir a seguinte frase: “O cadáver fala”. Essa premissa pode soar um pouco assustadora ou totalmente absurda, pois se constitui em algo que contraria a razão. Na verdade, embora essa afirmação seja um recurso de linguagem, à luz da criminalística ela faz sentido, uma vez que os vestígios nos trazem informações relevantes sobre a dinâmica dos fatos.
Qual é a importância dos vestígios na criminalística?

A coleta e preservação adequada das evidências são aspectos essenciais para qualquer investigação criminal bem-sucedida.
Quais são as consequências da falta de isolamento e preservação dos vestígios em um local de crime?

O termo criminalística foi utilizado pela primeira vez em 1893 por Hans Gross, jurista e magistrado, alemão, professor de Direito penal da Universidade de Graz, na Áustria.
Quem foi o responsável por introduzir o termo criminalística?

O registro pelo perito das condições de isolamento e preservação do local quando feitos de maneira correta demonstrará a credibilidade dos vestígios materializados.
Qual é a importância do registro das condições de isolamento e preservação do local de crime?

O DNA presente na amostra pode facilmente ser degradado, se não for adequadamente preservado.
Quais são os riscos associados à coleta inadequada de amostras de sangue?

Marque a opção correta:
Indício é todo objeto ou material bruto constatado e/ou recolhido em um local de crime para análise posterior;
Criminalística é a delimitação com a utilização de faixa zebrada ou outro meio a área provável em que tenha ocorrido fato delituoso, impedindo o acesso de estranhos;
Isolamento é a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica descritiva;
Evidência é o vestígio que, após as devidas análises, tem constatada, técnica e cientificamente, a sua relação com o crime;
Vestígio é uma expressão utilizada no meio jurídico que significa cada uma das informações relacionadas com o crime;

Um dos requisitos essenciais para que os peritos possam realizar um exame pericial de maneira satisfatória, a fim de não se perder qualquer vestígio, é que o local esteja adequadamente
Periciado e isolado
Delimitado e preservado
Isolado e preservado
Examinado e preservado
Analisado e periciado

Quem é responsável pelo isolamento e preservação do local de crime?
Qualquer pessoa da comunidade que tomar conhecimento do crime.
O primeiro policial a chegar no local de crime.
Somente alguém da familiar da vítima
O perito criminal designado para a realização da perícia no local de crime.
A vítima.

Um dos aspectos mais desafiadores da prática forense é a manutenção da cadeia de custódia durante todas as suas fases, com ênfase em acondicionamento, transporte e entrega da amostra, pois essas fases se referem ao decurso de tempo em que a evidência é manuseada, incluindo-se também aí cada pessoa que a manuseou.
Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
A cadeia de custódia inicia‐se no laboratório de análise, após o registro do material, quando, então, o perito criminal analisa e procede à prova pericial científica.
Cada vez que um caso criminal for iniciado, vários arquivos do mesmo caso deverão ser criados, com a finalidade de conter a documentação desse arquivo pelo espaço de tempo requerido pela lei prevalente.
Para cada uma das etapas da cadeia de custódia, não há necessidade de ser feito registro, pois não há dúvida em relação ao tratamento e à manipulação dos vestígios, caso haja confronto com declarações de pessoas envolvidas na investigação.
Se os registros dos profissionais que manipularam a evidência, ou ainda, se as condições em que as mesmas foram acondicionadas, não forem adequadas, poderá representar uma falha na cadeia de custódia, o que enfraquecerá o laudo oficial.
É imperativo que a evidência seja tratada pelo máximo de pessoas necessárias para a conclusão da análise forense.

O procedimento adotado para coleta de evidências em local de crime deve seguir um protocolo, objetivando a coleta adequada dos vestígios. A respeito da coleta de vestígios em local de crime, é correto afirmar que:
Se for mancha de sangue seco e a superfície for de pequena dimensão e removível, deve-se efetuar a coleta do objeto junto com a amostra, acondicionando em sacos ou envelopes de papel.
No caso de projeteis e estojos (munições) esses devem ser coletados com pinças metálicas, com pegadas na base ou no corpo do estojo e, no caso de projéteis não há ressalvas quanto a posição da pinça.
Se forem armas de fogo ideal é utilizar luvas para preservar impressões digitais e resíduos de disparo, utilizando-se de instrumentos para introduzir no cano da arma.
Quando a evidência está depositada em uma superfície absorvente, não é possível recuperá-la, inviabilizando desse modo os exames laboratoriais.
Em superfícies absorventes, como carpetes, cortinas, sofás, estofados, almofadas, colchões, entre outros, contendo amostras de sangue seco serão utilizados bisturis estéreis para raspagem do material.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Questões resolvidas

É comum ouvir a seguinte frase: “O cadáver fala”. Essa premissa pode soar um pouco assustadora ou totalmente absurda, pois se constitui em algo que contraria a razão. Na verdade, embora essa afirmação seja um recurso de linguagem, à luz da criminalística ela faz sentido, uma vez que os vestígios nos trazem informações relevantes sobre a dinâmica dos fatos.
Qual é a importância dos vestígios na criminalística?

A coleta e preservação adequada das evidências são aspectos essenciais para qualquer investigação criminal bem-sucedida.
Quais são as consequências da falta de isolamento e preservação dos vestígios em um local de crime?

O termo criminalística foi utilizado pela primeira vez em 1893 por Hans Gross, jurista e magistrado, alemão, professor de Direito penal da Universidade de Graz, na Áustria.
Quem foi o responsável por introduzir o termo criminalística?

O registro pelo perito das condições de isolamento e preservação do local quando feitos de maneira correta demonstrará a credibilidade dos vestígios materializados.
Qual é a importância do registro das condições de isolamento e preservação do local de crime?

O DNA presente na amostra pode facilmente ser degradado, se não for adequadamente preservado.
Quais são os riscos associados à coleta inadequada de amostras de sangue?

Marque a opção correta:
Indício é todo objeto ou material bruto constatado e/ou recolhido em um local de crime para análise posterior;
Criminalística é a delimitação com a utilização de faixa zebrada ou outro meio a área provável em que tenha ocorrido fato delituoso, impedindo o acesso de estranhos;
Isolamento é a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica descritiva;
Evidência é o vestígio que, após as devidas análises, tem constatada, técnica e cientificamente, a sua relação com o crime;
Vestígio é uma expressão utilizada no meio jurídico que significa cada uma das informações relacionadas com o crime;

Um dos requisitos essenciais para que os peritos possam realizar um exame pericial de maneira satisfatória, a fim de não se perder qualquer vestígio, é que o local esteja adequadamente
Periciado e isolado
Delimitado e preservado
Isolado e preservado
Examinado e preservado
Analisado e periciado

Quem é responsável pelo isolamento e preservação do local de crime?
Qualquer pessoa da comunidade que tomar conhecimento do crime.
O primeiro policial a chegar no local de crime.
Somente alguém da familiar da vítima
O perito criminal designado para a realização da perícia no local de crime.
A vítima.

Um dos aspectos mais desafiadores da prática forense é a manutenção da cadeia de custódia durante todas as suas fases, com ênfase em acondicionamento, transporte e entrega da amostra, pois essas fases se referem ao decurso de tempo em que a evidência é manuseada, incluindo-se também aí cada pessoa que a manuseou.
Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
A cadeia de custódia inicia‐se no laboratório de análise, após o registro do material, quando, então, o perito criminal analisa e procede à prova pericial científica.
Cada vez que um caso criminal for iniciado, vários arquivos do mesmo caso deverão ser criados, com a finalidade de conter a documentação desse arquivo pelo espaço de tempo requerido pela lei prevalente.
Para cada uma das etapas da cadeia de custódia, não há necessidade de ser feito registro, pois não há dúvida em relação ao tratamento e à manipulação dos vestígios, caso haja confronto com declarações de pessoas envolvidas na investigação.
Se os registros dos profissionais que manipularam a evidência, ou ainda, se as condições em que as mesmas foram acondicionadas, não forem adequadas, poderá representar uma falha na cadeia de custódia, o que enfraquecerá o laudo oficial.
É imperativo que a evidência seja tratada pelo máximo de pessoas necessárias para a conclusão da análise forense.

O procedimento adotado para coleta de evidências em local de crime deve seguir um protocolo, objetivando a coleta adequada dos vestígios. A respeito da coleta de vestígios em local de crime, é correto afirmar que:
Se for mancha de sangue seco e a superfície for de pequena dimensão e removível, deve-se efetuar a coleta do objeto junto com a amostra, acondicionando em sacos ou envelopes de papel.
No caso de projeteis e estojos (munições) esses devem ser coletados com pinças metálicas, com pegadas na base ou no corpo do estojo e, no caso de projéteis não há ressalvas quanto a posição da pinça.
Se forem armas de fogo ideal é utilizar luvas para preservar impressões digitais e resíduos de disparo, utilizando-se de instrumentos para introduzir no cano da arma.
Quando a evidência está depositada em uma superfície absorvente, não é possível recuperá-la, inviabilizando desse modo os exames laboratoriais.
Em superfícies absorventes, como carpetes, cortinas, sofás, estofados, almofadas, colchões, entre outros, contendo amostras de sangue seco serão utilizados bisturis estéreis para raspagem do material.

Prévia do material em texto

Perícia Forense I
Aula 1 - Da criminalística e seus vestígios
INTRODUÇÃO
É comum ouvir a seguinte frase: “O cadáver fala”. Essa premissa pode soar um pouco assustadora ou totalmente absurda, pois se
constitui em algo que contraria a razão. Na verdade, embora essa a�rmação seja um recurso de linguagem, à luz da criminalística
ela faz sentido, uma vez que os vestígios nos trazem informações relevantes sobre a dinâmica dos fatos.
Nesta aula, conheceremos que alguns vestígios encontrados em locais de crimes têm sua própria linguagem e trazem em si
revelações sobre a autoria, tipo de instrumentos utilizados na cena, assim como permitem estabelecer diagnoses diferenciais, entre
outros.
OBJETIVOS
Analisar o conceito de criminalística;
Discutir aspectos importantes sobre a preservação do local em que ocorreu um crime;
Diferenciar vestígio, evidência e indício e a implicação das corretas técnicas de coleta, manuseio e acondicionamento desses
materiais.
Criminalística
Desde os mais remotos tempos, a humanidade tenta encontrar maneiras de esclarecer os delitos.
Há muita controvérsia acerca do início da investigação forense e, de maneira geral, pode-se a�rmar que a investigação cientí�ca
aplicada às questões legais teve início na medicina legal. O exame de local era procedido pelo médico, que se restringia ao exame
do cadáver.
Com o tempo, a necessidade de esclarecer a causa da morte, levou esse pro�ssional a buscar outros elementos que explicassem a
dinâmica dos fatos, uma vez que, na época, a necropsia não era uma prática permitida.
Saiba mais
,
, , O termo criminalística foi utilizado pela primeira vez em 1893 por Hans Gross, jurista e magistrado, alemão,
professor de Direito penal da Universidade de Graz, na Áustria, que publicou sua obra intitulada Criminal
Investigation: A Pratical Handbook.
Conceito
Criminalística, também conhecida como Ciência Forense, versa sobre a análise de vestígios (glossário) materiais extrínsecos
relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica descritiva, oferecendo fundamentação material à
instrução penal. Tem por objetivo a interpretação dos vestígios, pela aplicação de diversas ciências, visando esclarecer
tecnicamente os problemas criminais relativos à determinação da existência do delito, a sua quali�cação, a identi�cação do
criminoso, a legalização e a perpetuação das provas materiais.
Objetivo: estabelecer dinâmica do fato delituoso e apresentar provas materiais para a instrução penal.
A importância da preservação e Isolamento do local de crime
A coleta e preservação adequada das evidências (glossário) são aspectos essenciais para qualquer investigação criminal bem-
sucedida. A falta de isolamento e respectiva preservação dos vestígios em um local de crime, no Brasil, é um dilema com que os
peritos lidam diariamente.
A di�culdade em preservar o estado das coisas em um local de infração penal pode ser atribuída a uma questão cultural, em que a
população, por curiosidade, se desloca por entre os vestígios, chegando muitas vezes a coletá-los, imaginando estarem
contribuindo com a investigação, comprometendo assim, a legalidade do vestígio.
Com a vigência da Lei nº 8.862/94 que alterou o art. 6º (glossário), incisos I e II, bem como o art. 169 (glossário), do Decreto Lei nº
3.689/41 (Código de Processo Penal), a responsabilidade pelo isolamento e preservação do local de crime passou a ser obrigação
da autoridade policial que for designada para atender a ocorrência, e também dos demais segmentos funcionais (socorristas,
investigadores, delegados, entre outros) que interagirem no local.
A di�culdade em preservar o local de crime parece ainda mais grave quando a autoridade policial, agente responsável em preservar
e isolar o local, não cumpre a sua obrigação prevista em Lei.
Saiba mais
, Observe que o parágrafo único do art. 169 do CPP obriga ao perito registrar e re�etir sobre as consequências
técnicas da não preservação e isolamento do local de infração penal para a análise da cena do crime deixada
pelo(s) infrator(es) e pela(s) vítima(s). Se as condições da integridade física de um local violado não forem
comentadas no laudo, não importando se por motivo justi�cado ou não, fatalmente levarão as investigações e a
justiça a erro.
EXEMPLO
Fonte da Imagem: Manual de Atendimento a Locais de Morte Violenta
Tomemos como exemplo uma vítima que se sentiu mal, caiu sobre o passeio de pedestres, bateu a cabeça e veio a óbito, ao sofrer
a intervenção de bombeiros e/ou paramédicos, teve seu corpo movimentado, os bolsos de suas vestes vasculhados à procura de
documentos que o identi�casse, parte de suas roupas cortadas ou removidas para localização de ferimentos.
Se não for informado ao perito, que chegou posteriormente ao local, e este não comentar em seu laudo os efeitos de tal intervenção,
parecerá que houve latrocínio ou algo parecido.
Fonte:
O registro pelo perito das condições de isolamento e preservação do local quando feitos de maneira correta demonstrará a
credibilidade dos vestígios materializados e consequentemente a con�abilidade da interpretação da prova.
Por outro lado, um local que foi isolado e preservado adequadamente, garante ao perito estabelecer a dinâmica dos fatos de
maneira con�ável. Observe imagens de um local onde ocorreu um disparo anômalo (acidental) de arma de fogo, quando o portador
do armamento desembarcava do veículo.
Vestígio, evidência e indício
O vestígio é o elemento essencial para uma investigação objetiva, em melhor análise são todos os elementos materiais que
encontramos em um local de crime, que podem ou não estar relacionados ao evento periciado, alguns desses elementos serão
descartados por não fazerem parte da produção delituosa em exame.
É importante entender que o vestígio é o elemento sensível do fato, esse conceito deve estar bem de�nido tanto
para os peritos como para todos os demais segmentos que interagem no local de crime ou que manuseiam
algum tipo de vestígio.
Todos os vestígios encontrados em um local de crime, em um primeiro momento, são importantes e necessários para elucidar os
fatos, no momento em que os peritos chegam à conclusão de que o vestígio está, de fato, relacionado ao evento periciado, ele
deixará de ser vestígio e passará a denominar-se evidência.
Essas duas expressões (vestígio e evidência) tecnicamente são usadas no âmbito da perícia, no entanto, na fase processual tais
expressões são tratadas como indícios, conforme a de�nição do Código de Processo Penal (artigo 239).
galeria/aula1/img/09.jpg
Como o local encontrava-se preservado e isolado (note a faixa zebrada), o perito pôde garantir que o veículo não
teve sua posição alterada após o disparo.
galeria/aula1/img/10.jpg
Com isso, pôde estabelecer a trajetória do projétil, que atingiu primariamente a face interna da porta dianteira
direita, acima da dobradiça inferior de �xação do veículo.
galeria/aula1/img/11.jpg
Os peritos constataram que a trajetória assumida pelo projétil indicava que a porta encontrava-se com seu
ângulo máximo de abertura no momento do disparo, vindo o projétil a trans�xar a lataria e percorrer toda a
extensão do vão existente entre a viatura e a rampa de acesso, aproximadamente 1,48 m (um metro e quarenta e
oito centímetros), até atingir a barra metálica da rampa de acesso.
 
Fonte: Macrovector / Shutterstock
Em resumo...
Tipos de vestígios
Uma vez detectado o vestígio é importante cercar-se de cautela, a �m de certi�car-se quanto a sua idoneidade, pois devemos
lembrar que antes da chegada do perito a um local de crime, vários outros segmentos funcionais - socorristas, agentes de trânsito,
guardas municipais, bombeiros, policiais militares e civis -, executaram tarefas no local, e todo esse movimento pelo local pode
comprometer a autenticidade do vestígio.
Os peritos podem encontrar os seguintes tipos de vestígios no local de crime:
COLETA E APREENSÃO DE VESTÍGIOS
Coleta e apreensão constituem-se em atos próprios do rito legal. A coleta é efetuada no local decrime, onde estão os elementos
objetivos remanescentes, como por exemplo: recolhimento de impressão digital, amostras de manchas de sangue, de armas,
instrumentos etc.
Atenção
, O ato de coletar objetos no local de crime é de responsabilidade legal dos peritos porque, além de estarem
munidos de fé pública, têm competência técnica. Isso parece bastante razoável, uma vez que uma pessoa leiga
não domina a técnica correta do proceder, no caso de recolhimento de evidências que requerem instrumentos e
metodologia própria para a coleta, evitando a contaminação dos vestígios pelo operador.
As imagens a seguir ilustram procedimentos inadequados de coleta, em que observamos que os pro�ssionais não estão com
vestimentas adequadas para o trabalho.
 
Fonte: www.nis.wvu.edu/releases/Crimehouse.htm
 
Fonte: www.dickinson.edu/departments/biol/courses.html
Fonte: www.noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/02/28
Sabemos que certos vestígios requerem cuidados especiais nas coletas, com a utilização de materiais e instrumentos apropriados
para apreensão e acondicionamento. Exemplos de vestígios, com a orientação correta dos cuidados a serem adotados por ocasião
da coleta pelo perito:
Armas de fogo
Cuidados para preservar impressões digitais e resíduos de disparo. Evitar introduzir objetos no cano da arma.
Cabelos, �bras e pelos
Acondicionamento em envelopes individuais, com recolhimento usando pinças.
Terras e Sujidades
Recolhimento com auxílio de pinças descontaminadas ou espátulas, com acondicionamento em envelopes, ou
plásticos, sempre de forma individual.
Projeteis e estojos (munições)
Acondicionamento em envelopes, evitando-se, nas respectivas coletas, contatos com instrumentos metálicos.
Peças de roupa
TIPOS DE EMBALAGENS PARA COLETA DE VESTÍGIO
O tipo de embalagem utilizada para coleta de vestígio, depende do material em si. A embalagem deve proteger e preservar a
evidência.
Após secagem natural, recolher individualmente, evitando-se o excesso de dobras.
Pintura de veículos
Os fragmentos questionados, encontrados no local, devem ser coletados e acondicionados individualmente em
envelopes ou plásticos. Recolher amostras padrões com auxílio de uma espátula de madeira.
Sangue
As manchas de sangue podem ser encontradas sob a forma líquida (coletar em recipientes com agente
anticoagulante ou soro �siológico) ou em crostas — recolher dos próprios suportes, raspadas ou dissolvidas com
soro �siológico e transferir para frascos.
As embalagens de papel, são normalmente utilizadas para vários objetos, como por exemplo, roupas, utensílios e acessórios,
fragmentos, amostras oleosas, �os de cabelo e �bras.
Para pequenas amostras líquidas, as embalagens de vidro com fechamento rosqueado ou hermético são satisfatórios.
As manchas de sangue são comumente encontradas em cenas de crimes, e de grande importância para a investigação, uma vez
que são capazes de vincular um indivíduo à autoria do ato criminoso e subsidiar a interpretação da dinâmica da ação delituosa.
No entanto, é fundamental a correta coleta desse tipo de material, pois se não for bem executada poderá acarretar perda da
evidência ou o enfraquecimento desse tipo de prova.
As amostras de sangue coletadas em locais de crime devem, preferencialmente, ser representativas e capazes de fornecer todas as
informações possíveis. São recolhidas não só do corpo da vítima e da área principal da ação, mas também de suas áreas
periféricas.
Fonte: Shutterstock
As amostras podem ter origem distintas e se apresentar em diferentes estados físicos e condições de preservação, portanto, devem
exigir diversi�cadas maneiras de recolhimento.
O DNA presente na amostra pode facilmente ser degradado, se não for adequadamente preservado, assim, amostras de sangue
colocadas em embalagens transparentes e em contato com o ar estão propensas a contaminação microbiológica, com crescimento
microbiano que prejudicaria os exames laboratoriais, tornando-se assim, sem valor de evidência.
SANGUE SECO
Esse tipo de amostra pode estar (�xa ou solta) disposta sobre superfícies (grandes ou pequenas) que, por sua
vez, podem ser removíveis ou não e se apresentar distribuídas por grandes ou pequenas áreas, para cada
situação haverá um método mais adequado para coleta.
EM SUPERFÍCIES REMOVÍVEIS
Se a superfície for de pequena dimensão e removível, deve-se efetuar a coleta do objeto junto com a
amostra, acondicionando em sacos ou envelopes de papel. Esse procedimento possibilita a escolha,
em laboratório, da área com mais informação, diminuindo o risco de contaminação e perda de amostra.
EM SUPERFÍCIES NÃO REMOVÍVEIS, COM SANGUE DISPOSTO EM PEQUENAS ÁREAS, CUJAS
CARACTERÍSTICAS PERMITEM A EXTRAÇÃO DA SUPERFÍCIE
Se a superfície não for removível, mas possível de ser extraído por recorte, desmonte ou outro método,
deverão ser recolhidas amostras em zonas: sem a presença do vestígio, para controle negativo; com a
presença da mancha de sangue. Essas amostras devem ser acondicionadas em envelope de papel
individualmente, diminuindo o risco de contaminação e perda de amostra.
EM SUPERFÍCIES NÃO REMOVÍVEIS, COM SANGUE DISPOSTO EM PEQUENAS OU GRANDES
ÁREAS, NÃO PASSÍVEIS DE EXTRAÇÃO DO SUBSTRATO
Se a superfície não for removível, porém capaz de ser extraído por recorte, desmonte ou outro método,
deverão ser recolhidas amostras em zonas: sem a presença do vestígio, para controle negativo; bem
como de parte do objeto, na posição em que se encontra a mancha de sangue. Essas amostras devem
ser acondicionadas em envelope de papel individualmente, diminuindo o risco de contaminação e perda
de amostra.
Saiba mais
,
Transferência adesiva: é uma técnica de fácil efetivação e pouco contato do perito com o vestígio, portanto, de
reduzido risco de diluição ou contaminação da amostra. Pode ser utilizada com sangue seco e consiste na
remoção da mancha de sangue com o auxílio de uma �ta adesiva, que deve ser colocada sobre a mancha e
sobre outra área em que não tenha mancha, de forma a ter um controle negativo.
, ,
Raspagem: Possui o mesmo objetivo e agrega a mesma vantagem da técnica da �ta adesiva, porém requer a
utilização de um instrumento a�ado e está sujeita à eletricidade estática, portanto o material raspado não deve
ser acondicionado em embalagens plástica, pois pode se dispersar e vir a se perder nas reentrâncias da
embalagem, em decorrência da eletricidade estática acumulada, sendo o ideal a utilização de envelope de papel.
, ,
Absorção: Neste caso, a mancha é coletada com o swab umedecido com água destilada, de forma que seja
absorvida a maior quantidade possível de vestígio. Em seguida, os coletores devem ser secos ao ar, em ambiente
não contaminado, bem como acondicionados em envelopes de papel. Essa técnica, por utilizar água destilada na
obtenção da amostra, sofre diluição e pode levar risco de contaminação do material coletado.
SANGUE ÚMIDO
Fonte da Imagem:
Como no caso do sangue seco, o úmido pode ser apresentar disposto sobre superfícies (grandes ou pequenas), que por sua vez
podem ser removíveis ou não e se apresentar distribuídas por grandes ou pequenas áreas. Portanto, para cada situação haverá um
método mais adequado de coleta.
EM SUPERFÍCIES REMOVÍVEIS
Quando a mancha de sangue for de pequenas dimensões e se encontrar sobre superfícies removíveis,
sua coleta deverá ocorrer junto com o objeto em que se encontra disposta, fazendo-se uso de envelope
de papel, e ser removida para local seguro, onde seja possível secar ao ar e sem contaminações
externas. Então, quando já seca, deverá ser novamente acondicionada no envelope original ou em
outro. Este tipo de procedimento restringe o manuseio da amostra, evitando diluições e minimizando
contaminações.
EM SUPERFÍCIES NÃO REMOVÍVEIS, COM SANGUE DISPOSTO EM PEQUENAS OU GRANDES
ÁREAS, NÃO PASSÍVEIS DE EXTRAÇÃO DA SUPERFÍCIE
Se a superfície for de grandes dimensões e/ou de superfícies não removível, a mancha deverá ser
absorvida com swab, momento em que ocorre interação entre o perito e a mancha, o que pode
acarretareventuais contaminações e outros prejuízos para a amostra.
Cadeia de custódia dos vestígios
Como já discutido até aqui, a preservação e o isolamento adequados do local de crime, visando impedir a alteração e a eliminação
das evidências remanescentes no local, bem como o uso de técnicas corretas de coleta e acondicionamento dos vestígios são
condições essenciais para o sucesso da investigação.
Fonte da Imagem:
Todos os procedimentos relacionados à evidência, desde a coleta, o manuseio e a análise, sem os devidos cuidados e sem a
observação de condições mínimas de segurança, podem acarretar na falta de integridade da prova, provocando danos
irrecuperáveis no material coletado, comprometendo a idoneidade do processo e prejudicando a sua rastreabilidade.
Desse modo, é necessário que se estabeleça um controle sobre todas as fases desse processo, e, por isso, tem-se adotado a cadeia
de custódia (glossário) como modelo nas mais variadas áreas do conhecimento.
Saiba mais
, A cadeia de custódia é um dos elementos diretamente relacionados com a idoneidade do vestígio, em que a
primeira etapa do processo de custódia tem início no momento do isolamento e preservação do sítio de
ocorrência, com a abordagem e o levantamento do local, seguindo um �uxo de ações que visa a garantir sua
idoneidade e permitir a rastreabilidade da sequência dos fatos, com registro minucioso do caminho que a
amostra percorreu, quem manuseou, como manuseou, como o vestígio foi obtido, como foi armazenado e por
que manusearam.
Observe o esquema do �uxo da cadeia de custódia:
 
Esquema do �uxo da cadeia de custódia
Fonte: Shutterstock
O art. 170 do CPP determina que “nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material su�ciente para a eventualidade de nova
perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com provas fotográ�cas, ou microfotográ�cas, desenhos ou
esquemas”.
O fato de a lei exigir a guarda de amostra do material analisado garante ao investigado a possibilidade de contestação e defesa.
Se a cadeia de custódia do material analisado não for rigorosamente controlada, ou seja, se os registros dos pro�ssionais que
manipularam a evidência, ou ainda, se as condições em que as mesmas foram acondicionadas, não forem adequadas, poderá
representar uma falha na cadeia de custódia, o que enfraquecerá o laudo o�cial.
Saiba mais
, O Assistente Técnico foi criado com o advento da Lei nº 11.690, de 2008, que alterou o Código de Processo
Penal, permitindo que esse pro�ssional atuasse como �scalizador das partes. Observemos suas atribuições que
o art. 159, em seus parágrafos 5º e 6º, do CPP.
Assim, o perito assistente, ao elaborar laudo divergente ao apresentado pelo perito o�cial, deverá analisar primeiramente a cadeia
de custódia, certi�cando-se de que todas as alterações, como condições de isolamento e preservação do local, coleta e
acondicionamento do material, técnicas empregadas nas análises, foram adequadamente registradas e empregadas.
Procedimentos essenciais que devem ser observados para uma efetiva e correta cadeia de custódia de vestígios:
Esses três procedimentos devem ser rigorosamente seguidos, a �m de evitar suspeição sobre as condições de determinados
objetos ou sobre a própria certeza de ser aquele material que de fato fora apreendido ou periciado. Assim, o valor probatório de uma
evidência ou documento será válido se não tiver sua origem e tramitação questionadas.
Questão 1
Marque a opção correta:
Vestígio é uma expressão utilizada no meio jurídico que signi�ca cada uma das informações relacionadas com o crime.
Indício é todo objeto ou material bruto constatado e/ou recolhido em um local de crime para análise posterior.
Evidência é o vestígio que, após as devidas análises, tem constatada, técnica e cienti�camente, a sua relação com o crime.
Criminalística é a delimitação com a utilização de faixa zebrada ou outro meio a área provável em que tenha ocorrido fato delituoso,
impedindo o acesso de estranhos.
Isolamento é a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica
descritiva.
Justi�cativa
Questão 2
Um dos requisitos essenciais para que os peritos possam realizar um exame pericial de maneira satisfatória, a �m de não se perder
qualquer vestígio, é que o local esteja adequadamente:
Isolado e preservado.
Periciado e isolado.
Examinado e preservado.
Delimitado e preservado.
Analisado e periciado.
Justi�cativa
Questão 3
Quem é responsável pelo isolamento e preservação do local de crime?
A vítima.
O perito criminal designado para a realização da perícia no local de crime.
O primeiro policial a chegar no local de crime.
Qualquer pessoa da comunidade que tomar conhecimento do crime.
Somente alguém da familiar da vítima.
Justi�cativa
Questão 4
Um dos aspectos mais desa�adores da prática forense é a manutenção da cadeia de custódia durante todas as suas fases, com
ênfase em acondicionamento, transporte e entrega da amostra, pois essas fases se referem ao decurso de tempo em que a
evidência é manuseada, incluindo‐se também aí cada pessoa que a manuseou. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
É imperativo que a evidência seja tratada pelo máximo de pessoas necessárias para a conclusão da análise forense.
Para cada uma das etapas da cadeia de custódia, não há necessidade de ser feito registro, pois não há dúvida em relação ao tratamento e à
manipulação dos vestígios, caso haja confronto com declarações de pessoas envolvidas na investigação.
A cadeia de custódia inicia‐se no laboratório de análise, após o registro do material, quando, então, o perito criminal analisa e procede à prova
pericial cientí�ca.
Cada vez que um caso criminal for iniciado, vários arquivos do mesmo caso deverão ser criados, com a �nalidade de conter a documentação
desse arquivo pelo espaço de tempo requerido pela lei prevalente.
Se os registros dos pro�ssionais que manipularam a evidência, ou ainda, se as condições em que as mesmas foram acondicionadas, não
forem adequadas, poderá representar uma falha na cadeia de custódia, o que enfraquecerá o laudo o�cial.
Justi�cativa
Questão 5
O procedimento adotado para coleta de evidências em local de crime deve seguir um protocolo, objetivando a coleta adequada dos
vestígios. A respeito da coleta de vestígios em local de crime, é correto a�rmar que:
Se for mancha de sangue seco e a superfície for de pequena dimensão e removível, deve-se efetuar a coleta do objeto junto com a amostra,
acondicionando em sacos ou envelopes de papel.
No caso de projeteis e estojos (munições) esses devem ser coletados com pinças metálicas, com pegadas na base ou no corpo do estojo e,
no caso de projéteis não há ressalvas quanto a posição da pinça.
Se forem armas de fogo ideal é utilizar luvas para preservar impressões digitais e resíduos de disparo, utilizando-se de instrumentos para
introduzir no cano da arma.
Quando a evidência está depositada em uma superfície absorvente, não é possível recuperá‐la, inviabilizando desse modo os exames
laboratoriais.
Em superfícies absorventes, como carpetes, cortinas, sofás, estofados, almofadas, colchões, entre outros, contendo amostras de sangue
seco serão utilizados bisturis estéreis para raspagem do material.
Justi�cativa
Glossário
CRIMINALÍSTICA
É a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a
dinâmica descritiva.
VESTÍGIO
É o elemento essencial para uma investigação objetiva, em melhor análise, são todos os elementos materiais que
encontramos em um local de crime.
EVIDÊNCIA
É o vestígio que depois de analisado sabe-se ter relação ao evento periciado.
ART. 6º
Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá:
Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e a conservação das coisas, até a chegada
dos peritos criminais;
Apresentar os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais.ART. 169º
Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente
para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que deverão instruir seus laudos com
fotogra�as, desenhos ou esquemas elucidativos.
Parágrafo único – Os peritos registrarão, no laudo, as alterações do estado das coisas e discutirão, no relatório,
as consequências dessas alterações na dinâmica dos fatos.
CADEIA DE CUSTÓDIA
É o conjunto de procedimentos que visa garantir a autenticidade dos materiais que serão submetidos a exames,
desde a coleta até o �nal da perícia.
ART. 159º
§5º Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes quanto à perícia:
I –Requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responderem a quesitos, desde que o
mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhadas com
antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as respostas em laudo complementar; 
Indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser �xado pelo juiz ou ser
inquiridos em audiência.
§6º Havendo requerimento das partes, o material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado no
ambiente do órgão o�cial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito o�cial, para exames pelos
assistentes, salvo se for impossível a sua conservação.

Mais conteúdos dessa disciplina