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Actinobacilose 
“Língua de pau” 
Causada por um micro-organismo 
comensal, que tem como porta de entrada 
lesões na cavidade oral 
Infecciosa, não contagiosa pois para haver 
a infecção é necessário a porta de entrada 
e uma baixa de imunidade 
Inflamação piogranulomatosa dos tecidos e 
cadeia linfática da cabeça e pescoço 
Sinais clínicos 
Linfonodos submandibulares e parótideos 
aumentados 
Sialorreia 
Nódulos na superfície da língua 
Rigidez e aumento de volume da base da 
língua, e protusão da mesma 
Dificuldade de deglutição com 
consequente emagrecimento progressivo 
 
 
Diagnóstico 
Clínico + histopatológico 
Ao corte da língua é possível notar um 
ranger devido aos granulomas no tecido 
Tratamento 
Iodeto de sódio 10% - 1g/12kg, IV, dose 
única 
Efeitos colaterais: iodismo – 
lacrimejamento, anorexia, tosse e 
aparecimento de caspas 
Associar antibioticoterapia quando houver 
infecções secundárias (penicilina, 
oxitetraciclina) 
Prevenção 
Forragem de qualidade (evitar formações 
de lesões na cavidade oral) 
Isolar e tratar os animais acometidos 
Actinomicose 
 
Doença crônica, “lumpy jaw” 
Similar à tumores preenchidos com pus 
Tumefação óssea indolor dos ossos 
afetados, causada pela osteomielite 
rarefaciente crônica 
Evolui para tumefação dolorosa e dura ao 
toque, aparecimento de exsudato com 
grânulos 
Perda da forma anatômica dos ossos 
afetados, perda do alinhamento dos 
dentes, perda de peso 
 
Diagnóstico 
Sinais clínicos + RX (determinar o grau de 
acometimento) 
Histopatológico – post mortem, diferenciar 
de neoplasias 
Tratamento 
Lesões pequenas: cirurgia, após, penicilina 
por 7 dias 
Lesões maiores: tratamento com penicilina 
G em dose alta (44.000 UI/kg por 10-14 
dias), para tentar diminuir a lesão antes da 
remoção cirúrgica 
Se for realizado cirurgia enquanto a lesão 
estiver em grande tamanho, há risco de 
fratura da mandíbula 
Timpanismo 
Causa distensão do flanco esquerdo devido 
a aumento de tamanho do rúmen 
 
2 tipos: 
1) Espumoso 
Causada pela ingestão de leguminosas, 
digestão em alta velocidade, e formação de 
conteúdo espumoso 
O conteúdo impede a coalescência e evita 
o reflexo de relaxamento do cárdia 
Ao balotamento não há diferença de 
conteúdo no rúmen 
Diagnóstico 
Através da passagem da sonda, encontra-
se conteúdo espumoso 
Tratamento 
Retirar o excesso de conteúdo pela sonda e 
administrar óleo mineral ou vegetal, pois 
diminui a viscosidade do conteúdo 
Não sondar se o animal estiver em 
decúbito lateral, pelo risco de pneumonia 
aspirativa, é realizado trocaterização 
ruminal 
2) Gasoso 
Gás livre no saco dorsal do rúmen 
Pode ser causado por aumento da ingestão 
de concentrado ou obstrução esofágica 
Ao balotamento, nota-se o a parte mais 
dorsal mais leve 
Uma causa menos comum é lesão no nervo 
vago (indigestão vagal) em casos de 
reticulopericardite traumática ou 
pneumonia 
O animal vai a óbito devido a compressão 
do diafragma, levando a uma parada 
cardiorrespiratória 
Tratamento 
Sondagem para eliminar os gases 
Em caso de obstrução, usar a soda para 
tentar empurrar o objeto para dentro do 
rúmen ou partir com a sonda metálica 
Se não for possível desobstruir com a 
sonda, é realizada a ruminotomia 
Colocação da fístula ruminal para aliviar os 
gases em timpanismo recorrente 
 
Achados da necropsia: órgãos abdominais 
pálidos devido a compressão pelo rúmen 
Esôfago torácico e órgãos torácicos 
congestos, hiperemia da submucosa 
 
Acidose láctica ruminal 
Distúrbio fermentativo, geralmente pela 
ingestão em excesso de concentrado 
Pode levar a acidose sistêmica 
A quantidade de ácidos graxos aumenta 
devido ao aumento da fermentação, 
abaixando o PH, causando lesão na parede 
do rúmen (ruminite química) 
O ambiente favorece a morte das bactérias 
“boas” e proliferação das bactérias que 
tem como produto final o ácido láctico 
PH 5,5 – 5,8: acidose subaguda 
PH < 5,5: acidose clínica 
Se torna acidose sistêmica quando o ác. 
Láctico é absorvido em grande quantidade 
e vai para a corrente sanguínea 
O aumento dos ácidos graxos aumenta a 
osmolaridade, trazendo mais água para 
dentro do rúmen, causando distensão do 
mesmo 
Outra consequência da grande quantidade 
de ácidos graxos é a aceleração da 
digestão, causando diarreia e desidratação 
no animal 
 Sinais clínicos 
Mucosas ressecadas, distensão do rúmen, 
exoftalmia, TPC > 2, apatia 
Classificação da acidose 
LEVE: animal se alimenta, desidratação 6% 
- déficit de base: 5 
MODERADA: anorexia, desidratação 8% - 
déficit de base: 10 
GRAVE: anorexia, desidratação 10% - 
déficit de base: 15 
Tratamento 
Lavagem do rúmen com água morna, 
administração de bicarbonato de sódio 
Déficit de base x PV x 0,3 (animal jovem) 
/0,5 (animal adulto) 
Fazer metade da dose calculada IV e 
metade VO 
Fluidoterapia se o animal estiver 
desidratado 
Suspender ingestão de concentrado 
Transfaunação para restaurar a fauna 
ruminal 
Prevenção 
Fazer adaptação com pequenas doses de 
concentrado ao introduzir na alimentação 
Adicionar HCO3 na alimentação 
Alcalose ruminal 
Causado pela ingestão excessiva de 
proteína ou ureia 
A ureia é transforada em amônia, a qual é 
tóxica para o SNC 
 
Sinais clínicos 
Inapetência, hipersensibilidade a sons, pH 
ruminal > 8,0, timpanismo, taquipneia, 
depressão do SNC, incoordenação, 
sialorreia, distensão do rúmen por liquido, 
polidipsia, espuma em narinas e boca 
Diagnóstico 
Anamnese +sinais clínicos + análise do 
liquido ruminal (pH) 
Tratamento 
1) Sondagem e lavagem ruminal com água 
fria 
2) Administração de ácido acético 5% 
(vinagre) 2 a 6L/animal 
3) Transfaunação 
Úlcera de abomaso 
Causas: 
Grandes quantidades de ácido láctico ou 
graxo 
Administração de AINES (atinge a mucosa 
do abomaso) 
Estresse (os corticoides endógenos fazem a 
liberação de ácidos) 
Todos esses mecanismos levam a 
hiperacidez do abomaso 
O animal apresenta fezes com sangue 
digerido 
 
Classificação 
Tipo 1: rasa, sem sangramento ou com 
sangramento leve 
Tipo 2: sangramento intenso, profunda 
Tipo 3: perfurante com peritonite focal 
Tipo 4: perfurante com peritonite difusa 
É observado anemia e dor abdominal nos 
tipos 2, 3 e 4 
Febre na anemia do tipo 4 
Tratamento 
Antiácidos ➔ 4mg/kg via oral a cada 24h 
Hidróxido de alumínio 500 – 800g para 
cada 450Kg (2 a 4 vezes ao dia) 
Linhaça – empírico 
Transfusão sanguínea em caso de anemia 
Antipiréticos em caso de febre